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	<title>xingatorio &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/xingatorio/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "xingatorio"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 10:23:47 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Imprensa, liberdade e poemas eróticos]]></title>
<link>http://moscosos.wordpress.com/?p=117</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 04:41:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>rchia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em meio ao vexame das pesquisas eleitorais e ao clima apocalíptico na economia mundial, um professo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao vexame das pesquisas eleitorais e ao clima apocalíptico na economia mundial, um professor de literatura mereceu uma página inteira no <em>Globo</em> desta segunda. Nas palavras do jornal, o mestre foi "demitido no dia 11 de setembro da Escola Parque, porque teria adotado livros considerados inadequados pelos pais de alguns alunos e já teria escrito poesias eróticas".</p>
<p>O tema daria ensejo a um caloroso debate sobre censura e liberdade de expressão, não fossem outros aspectos, como a raleza da abordagem, muito mais proeminentes. [A demissão foi revelada na <em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs0510200806.htm">Folha de S. Paulo</em> de domingo</a>.]</p>
<p>Do título aos depoimentos, passando pelas omissões, o texto pouco lembra uma matéria de verdade, preferindo a conveniência de outro formato, o libelo. É assim que a imprensa, com freqüência, caminha hoje: provando, ou tentando provar, teses. <em>A escola, ao demitir o professor, foi censora, obscurantista, arbitrária. Agora vamos mostrar isso ao leitor.</em></p>
<p>No terceiro parágrafo, um aviso, em tom quase orgástico: "A Escola Parque informou que não comentaria o caso". Que sorte. Porém, contudo, entretanto, todavia, não se sabe, até agora, se os "pais de alguns alunos", aqueles lá do primeiro parágrafo, também informaram que não comentariam o caso. Pois o que se lê depois da advertência é samba de uma nota só. Paulada na escola e nos pais conservadores.</p>
<p>"Um grupo de pais teria apresentado um dossiê sobre o caso e pressionado a escola, com o argumento de que o professor, autor de poesias eróticas, não poderia dar aulas a <strong>jovens de 14 a 15 anos</strong>", informa o <em>Globo</em>. Para mostrar a falta de cabimento das medidas tomadas pela escola, sem deixar dúvidas, o que melhor do que ouvir os próprios pais e alunos? Que fale então a aposentada Luciane Félix, mãe da aluna Marcela, <strong>de 17 anos</strong>. Ou a própria Marcele, <strong>do 3º ano</strong>. Ou outra aluna do <strong>3º ano</strong>, Maria Eduarda Barreiro, <strong>de 17 anos</strong>. Os alunos de 14 a 15 anos, obviamente, deviam estar no recreio. E seus pais, no trabalho.</p>
<p>Uma matéria realmente plural não poderia deixar de dar voz a autoridades no assunto (qual mesmo?). "O livre-arbítrio e o acesso à informação são básicos para a cidadania", dispara Antonio Carlos Secchin, imortal, escritor e professor de literatura. Talvez, só talvez, fosse o caso de juntar à filosofia o direito. O Código Penal, quase tão imortal quanto o imortal, ainda considera que, nos crimes contra os costumes, há "presunção de violência se a vítima não é maior de catorze anos". O Código Civil, ele mesmo um menino de seis anos, considera "absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de dezesseis anos". E o Estatuto da Criança e do Adolescente, de maioridade recém-completada, professa que "é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais".</p>
<p>Num de seus poemas mais controvertidos, o <a href="http://osmarti.blogspot.com">professor desempregado</a> conta que:</p>
<p><em>a alice no país das baboseiras<br />
é uma garota esperta</p>
<p>prefere foder com a coleguinha<br />
usar celular<br />
batom</p>
<p>cortar as cabeças<br />
dos mendigos<br />
</em></p>
<p>Será que ela lê jornal?</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vilão de filme]]></title>
<link>http://moscosos.wordpress.com/?p=74</link>
<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 14:05:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>rmoraes</dc:creator>
<guid>http://moscosos.pt-br.wordpress.com/2008/09/28/vilao-de-filme/</guid>
<description><![CDATA[Sei que a expressão deve ser comum nos Estados Unidos - e que tenho alguma má vontade com os Repub]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://moscosos.files.wordpress.com/2008/09/kill.jpg"><img class="size-full wp-image-75 alignleft" title="kill" src="http://moscosos.wordpress.com/files/2008/09/kill.jpg" alt="" width="90" height="90" /></a>Sei que a expressão deve ser comum nos Estados Unidos - e que tenho alguma má vontade com os Republicanos.</p>
<p>Mas o trecho do debate entre McCain e Obama em que MacCain diz para seu adversário: "You talk the talk, but do you walk the walk?" me lembrou imediatamente a cena de <em>Full metal jacket, </em>de Stanley Kubrick (1987), em que o vilão do filme - um genocida sádico - diz exatamente essa frase para o personagem principal.</p>
<p>McCain parece mesmo um militar dos tempos da guera fria - e do pior tipo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Narradores de Javi]]></title>
<link>http://moscosos.wordpress.com/?p=36</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 03:22:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>rchia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Desisti de ir ao cinema. Quem me expulsou da &#8220;maior diversão&#8221; não foram o preço do in]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Desisti de ir ao cinema. Quem me expulsou da "maior diversão" não foram o preço do ingresso e a infinidade de comerciais e trailers*. Nem, como grupo amplo, os conversadores. Decidi abdicar dos filmes na telona por obra e graça de uma espécie peculiar, a dos narradores, aqueles sujeitos que contam tudo que se passa na tela. No início, movido pelo preconceito, achei que fosse coisa do "cinemão". O cara que sai de casa para assistir a <em>Homem de Ferro</em> no primeiro dia de exibição, afinal, merece ouvir a locução da dupla de fãs adolescentes. Agora, alguém pode me explicar o que leva um sujeito à sessão de <em>Longe dela</em>, um filme centrado numa mulher com Mal de Alzheimer, para avisar a todos os companheiros de platéia, certamente na convicção de que estes são cegos, que a Julie Christie apareceu? Que está nevando, que Fulano entrou no carro, que a história é triste ou qualquer coisa que o valha (minha memória para chatos é falha)? Sugestões são bem-vindas.</p>
<p>* A idéia de <strong>pagar ingresso</strong> não tinha como finalidade justamente remunerar exibidores e produtores?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aéreo, sem dúvida]]></title>
<link>http://moscosos.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 05:13:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>rchia</dc:creator>
<guid>http://moscosos.pt-br.wordpress.com/2008/04/22/aereo-sem-duvida/</guid>
<description><![CDATA[No fim de março, resolvi tentar a sorte e, destemidamente, preenchi um formulário destinado à ouv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>No fim de março, resolvi tentar a sorte e, destemidamente, preenchi um formulário destinado à ouvidoria da Infraero. Minha queixa dizia respeito a um fato tão absurdo quanto corriqueiro: a Gol, mais uma vez, me deixara pastando na sala de embarque, "aguardando a chegada de um vôo de conexão". Como nunca soube de regulamento citando tal justificativa como aceitável para atrasar a partida de um vôo, decidi aproveitar o tempo ocioso e exercer minha cidadania, ou seja, reclamar.</p>
<p>Escrevi à mão uma reclamação e deixei na caixinha da Infraero.</p>
<p>A resposta, enviada por email já no dia seguinte, mostra que o caos, muito mais que aéreo, é mental. O trecho essencial diz: "A Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC, que é a responsável pela regulamentação e fiscalização dos assuntos de competência das companhias aéreas, solicitou-nos que a sua manifestação seja registrada naquele órgão [...]"</p>
<p>Entenderam, meus amigos? Segundo a Infraero, depois de registrar uma reclamação por escrito, com todos os detalhes (número do vôo, data, horário, circunstâncias), devo repetir o processo, para que a Anac possa tomar ciência do fato.</p>
<p>Nem Infraero nem Anac ouviram falar de fotocópia, scanner ou fax. Ou uma da outra.</p>
]]></content:encoded>
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