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	<title>vida-sentimental &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/vida-sentimental/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "vida-sentimental"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 15:36:19 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Repescagem I]]></title>
<link>http://paginasarrancadas.wordpress.com/?p=120</link>
<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 21:11:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otávio Matias</dc:creator>
<guid>http://paginasarrancadas.pt-br.wordpress.com/2008/04/26/repescagem-i/</guid>
<description><![CDATA[Não são só os campeonatos esportivos que se utilizam do famoso conceito da repescagem. O campeona]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Não são só os campeonatos esportivos que se utilizam do famoso conceito da repescagem. O campeonato sentimental-afetivo também se vale da repescagem, e de forma muito intensa.</p>
<p>Sendo mais claro: num campeonato qualquer, o time ou competidor que perde antes das 8as. de final, tem mais uma chance de chegar ao podium.</p>
<p>No meio sentimental-afetivo também acontece esse fenômeno. Quem nunca foi surpreendido por um telefonema completamente sem sentido, fora de hora, de uma pessoa que já tinha sido eliminada há muito tempo? E aquele e-mail despretensioso, alegando "saudade daquele época, que foi tão legal"? Ou mesmo os demoníacos Orkut e MSN (seus servidores se encontram no inferno - tenho certeza!), que mostram aquela visita inusitada no seu profile, ou aquela carinha sorridente pipocando no seu desktop?</p>
<p>Isso acontece, porque, obviamente, todos sabemos, inconscientemente, da existência da repescagem e não deletamos aqueles "dito-cujos" que aprontaram, sumiram, ou simplesmente nos deram adeus. E continuamos a abrir e-mails, atender telefonemas, responder scraps, fuçar profiles, e ter dores de barriga quando o infeliz se conecta no malvado MSN.</p>
<p>Ah! Sim. Repescagem também pode ser chamada de "remember", "retorno", "retomada", "matar a saudade", e por ai vai. Não importa o nome. O que acontece é o fenômeno.</p>
<p>E quando ele acontece, temos duas possibilidades de ação:</p>
<p>1) Não atender o telefonema, não ler o e-mail e apagá-lo assim que ele chega, não ler o scrap, deletá-lo e não voltar a entrar na página do infeliz, e obviamente, bloquear e deletar do MSN.</p>
<p>OU</p>
<p>2) Atender o telefonema, ler o e-mail, responder o scrap e ainda entrar na página pra ver com quem ele anda falando, qual o teor da conversa e (mais psicótico ainda) entrar na página das pessoas envolvidas na conversa e ler as respostas. No MSN, colocar mensagens de "não sei o que faço", "estou confuso", e que tais.</p>
<p>A escolha depende de cada um, e eu não estou aqui pra tentar interferir, ou moldar ninguém, baseado no meu parco conhecimento de vida. Mas sei, porque já passei por isso várias vezes (muitas das quais sem ter consciência da Repescagem) que uma das escolhas te levam a uma vida emocional relativamente saudável, tranqüila e com altas possibilidades de desenvolvimento de uma boa auto-estima.</p>
<p>A outra escolha pode te levar a uma puta confusão, uma rebosteio propriamente dito, com uma refluxo de sentimentos que já devia ter sido esquecidos e mandados embora.</p>
<p>Não! Não é a obviedade que eu tenho como propósito nesse post. Imagino que você leitor deva estar pensando que a escolha saudável seja a primeira, em que aquele te eliminou leva o troco. Não, bobagem. Nem sempre é assim. Sexo é uma necessidade e se a repescagem existe, aproveite! Pode atender, pode marcar aquele "jantarzinho naquele nosso restaurante", seguido por aquela transa incrível naquele motelzinho que vocês costumavam ir. É válido.</p>
<p>Claro, não se deixe levar por aquele grande filho da puta, ou por aquele traficante que você pegou na inocência, ou aquele cara que tem cara de ladrão. Não seja idiota.</p>
<p>Saia com aquele um que foi bacana, mas que perdeu a validade. Como eu disse, a repescagem existe. Vá sem pretensões. Nem pro bem, nem pro mal. Não se envolva, claro, e veja no que dá.</p>
<p>Vou tentar. Conto pra vocês depois no que deu!</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[O outro lado]]></title>
<link>http://paginasarrancadas.wordpress.com/2008/01/19/o-outro-lado/</link>
<pubDate>Sat, 19 Jan 2008 18:21:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Otávio Matias</dc:creator>
<guid>http://paginasarrancadas.pt-br.wordpress.com/2008/01/19/o-outro-lado/</guid>
<description><![CDATA[Tão difícil se desligar. Dizer: &#8220;Tchau! Obrigado! A gente se vê qualquer dia!&#8221;
Parece]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Tão difícil se desligar. Dizer: "Tchau! Obrigado! A gente se vê qualquer dia!"</p>
<p>Parece que a gente tem gosto em jogar âncoras pelo nosso caminho, tentando frear o tempo. Impedir que ele passe, que a gente fique mais velho e que tudo vire pó. Mas será que vira pó? E se virar, qual é o problema?</p>
<p>Quando o desligamento é forçado, a situação fica mais fácil do que parece. É importante viver os dois lados da moeda para saber. Exemplo um tanto óbvio e cliché é o namoro. É muito mais fácil tomar um pé na bunda do que ser macho e dizer: "Você já reparou que tá tudo uma merda?! Acho melhor darmos um tempo".</p>
<p>O esforço que se faz pra chegar até o ponto de dizer "Tchau! Obrigado! A gente se vê qualquer dia!" é descomunal. Tem que praticar o desapego diariamente até chegar nesse ponto.</p>
<p>Quando se é o preterido, a coisa toma outro aspecto. A menos que se tenha uma auto-estima tão boa quanto estrela de Hollywood no auge da carreira, rola o lance da rejeição. E a rejeição é difícil demais! MAS, você foi rejeitado. Não te querem mais. Existe um motivo para você se acabar em lágrimas, se jogar na fossa e, literalmente, abraçar o capeta.</p>
<p>Pra quem termina, o que resta é um vácuo. Um buraco no peito, no estomago, na cabeça. Abre-se uma avenida de sentimentos, possibilidades, futuras histórias. É preciso, agora, andar pela avenida e não olhar para trás. Porque atrás está a âncora, que te dava estabilidade, segurança, conforto.</p>
<p>A âncora não é o que vai fazer com que sua vida valha a pena. Que ela deixe de ser mediocre. A avenida que foi aberta é que vai te levar a algum lugar. Pode ser que seja outra âncora. Um platô sentimental que te estabilize até que você retome o fôlego pra continuar.</p>
<p>Fácil de falar, fácil de imaginar. Mas pense em abrir essa tal avenida com as lágrimas de quem um dia você gostou muito. Daquela pessoa que você ficava esperando uma ligação no meio da tarde, para ter dar um ânimo. Que sabia exatamente onde pegar, onde apertar, onde beijar, onde morder. O que falar, o que não falar, quando falar, como falar.</p>
<p>A avenida daquele que foi deixado se abre sozinha. E a pessoa só tem que ter o período do luto (natural a todos) para poder seguir em frente.</p>
<p>Largar é mais difícil. Muito mais. São precisos motivos, razões, causas, e um número enorme de explicações que às vezes não existem. Fora isso, é preciso cortar amarras sozinho, ir embora sozinho, deixar tudo para trás. Sozinho.</p>
<p>Quem não consegue visualizar a situação, imagine-se encontrando um bilhetinho de amor do ex. no meio de algumas coisas perdidas. Você vai se lembrar da situação, do que você sentiu e de tudo que podia ter acontecido e que você, por seus motivos, impediu que acontecesse. Praticar o desapego eu acho que é pouco. É preciso sangue de barata.</p>
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