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	<title>traducao-criativa &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/traducao-criativa/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "traducao-criativa"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 14:12:50 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Poeminha do Contra em inglês]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/?p=143</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 21:13:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/?p=143</guid>
<description><![CDATA[Foi uma escolha difícil e, me sentindo incapacitada de julgar traduções em minha segunda língua ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Foi uma escolha difícil e, me sentindo incapacitada de julgar traduções em minha segunda língua (aliás, será que <a href="http://www.maxwell.lambda.ele.puc-rio.br/cgi-bin/PRG_0599.EXE/11083.PDF?NrOcoSis=35861&#38;CdLinPrg=pt">é possível avaliar traduções</a> at all?), contei com a ajuda daquele que me recita <a href="http://talqualmente.wordpress.com/2008/02/03/jabberwocky/">Jabberwocky</a>, um ávido leitor de literatura em inglês mas que saca pouco, bem pouco, de português. A idéia era que ele detectasse aquelas versões em que as rimas tivessem sido respeitadas, e que fizessem sentido - em outras palavras, textos que ao invés de traduções se mantivessem de pé por conta própria, poemas por si independentemente do original.</p>
<p>E eu então fiquei com um quarto das traduções para tentar encontrar um quê de Quintana nelas. Eis que então, nessa escolha informal, talvez não tenha prevalecido a tradução tecnicamente melhor que todas, ou a tradução perfeita, mas aquela que, cumprindo os critérios mínimos de métrica e rima, me agradou mais pessoalmente. E o meu critério aqui foi escolher aquela versão que, como Poeminha do Contra, coloca um sorriso no meu rosto ao fim da leitura:</p>
<blockquote><p>All them folk there over yon<br />
My path they do defy,<br />
They’ll tweet along.<br />
I Tweetie Pie!</p></blockquote>
<p>As rimas estão aí, nas linhas 1/3 e 3/4, embora sejam sonoras e não visuais (culpe a língua inglesa!), e a métrica é quase a mesma. A tensão está bordada nas duas primeiras linhas. A versão de Sarah também faz uma compensação para os elementos que se perderam do original.  Tweet em si é uma palavra ótima (como dizer em português o gorjeio de um pássaro fraco ou ainda jovem? Pio mesmo?). Mas é o final citando <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tweetie_Pie">Tweetie Pie</a> que surpreende o leitor (de língua inglesa) tanto quanto o final do Poeminha do Contra de Quintana, e dá a ele uma imagem não presente no original - àqueles que estão aí atravacando o caminho passam a ser o desesperado Frajola que persegue e nunca alcança o Piu-piu! E ainda fica nas entrelinhas que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tweetie_Pie">Tweetie Pie</a>, como foi inteligentemente batizado o personagem de Warner Bros., é uma brincadeira com o carinhoso Sweetie Pie. <i>Cute</i> demais!</p>
<p>Com isso, bem como o Quintana gosta, Sarah criaria um problema para aquele que desejar traduzir o poema de volta para o português, :). <a href="http://thespectacledbear.wordpress.com/">Moça que vive no meio de livros</a>, que livro devo escolher?</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/b/b4/120px-Tweety.jpg" height="182" width="120" /></div>
<div style="text-align:center;"></div>
<div style="text-align:center;">Muito obrigada a todos que participaram!</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poeminha do Contra e a impossibilidade tradutória]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/?p=141</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 11:44:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/?p=141</guid>
<description><![CDATA[Em Poeminha do Contra, Mário Quintana nos mostra algumas das características marcantes que garante]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Em Poeminha do Contra, Mário Quintana nos mostra algumas das características marcantes que garantem a ele um lugar na minha lista de poetas brasileiros geniais e indefectíveis - a simplicidade, a concisão e a leveza presentes nas quatro linhas do poema, e arranjadas de uma forma deveras eficaz com uma pitada inimitável de senso de humor quintanesco, fazem com que o poema beire o intraduzível.</p>
<p>Tradução mera e simples para o inglês de todas as nuances que ele apresenta não funciona aqui,  especialmente por causa de uma pequena limitação da língua de Shakespeare quando comparada com a de Quintana - a ausência quase total do elemento que dá toda a graça às palavras do brasileiro: sufixos que sejam correspondentes diretos dos nossos aumentativo 'ão' e diminutivo 'inho'. Acrescentados à palavra passar (que por si só significa tanta coisa), eles a tatuam com uma marca totalmente diferente, transformando-a num verbo em forte tom de futuro do presente na terceira linha e num delicado substantivo na linha de desfecho. Nas entrelinhas, passarão, da etimologia pássaro +<i> -ão, </i>também significa pássaro grande, e é um regionalismo para 'espertalhão' muito usado em Portugal.</p>
<p>Uma brincadeira de inocência quase infantil com partículas e significados da nossa língua; uma aliteração que, caros leitores, infelizmente se perde na tradução, pelo menos na versão em língua inglesa, e imagino que outras línguas romanas não alcançariam a façanha tão facilmente. Acrescente-se a isso tudo as rimas muito naturais, e que são ao mesmo visuais e fonéticas, e o intraduzível, ou pelo menos no formato de cópia fiél de uma obra em outra língua que normalmente se espera que a tradução seja, se confirma. Considero intraduzíveis essas quatro linhas, uma quadra que faz o leitor chegar ao meio do poema com uma dose de ansiedade, e acabar a leitura com um sorriso nos lábios.</p>
<p>Essa leveza derivada do contraste entre a tensão da primeira metade e a candura da segunda, no entanto, pode sim ser traduzida e a língua inglesa tem a concisão ideal para isso, mas muitos bílingues hão de concordar comigo, dificilmente com a mesma beleza e inocência do original. A boa notícia é que traduções possam vir a ter uma outra luz, uma outra certa lindeza própria. Ou, em outras palavras, o poema de Quintana pode inspirar versões, adaptações, traduções criativas que venham a cumprir o papel de levar ao leitor mediano de língua inglesa o gostinho de um poema que, se não fosse através de um tradutor, não seria saboreado; um texto absolutamente fora do alcance dele na língua original. E isso <a href="http://talqualmente.wordpress.com/2008/03/04/poeminha-do-contra-finalistas/">nós conseguimos</a>.</p>
<p>Antes de anunciar a(s) traduções (versões, pseudo traduções, novos poemas) escolhida(s), queria lembrar que Quintana, tradutor versado que era, deve ter tido plena consciência dos desafios que seus poemas apresentariam a quem se metesse a traduzí-los, e imagino que ele esperaria uma boa dose de criatividade por parte do autor/tradutor para criar versões fora  do lugar comum para sua obra em outras línguas. Versões que acrescentassem algo, como o sabor luso que ele deu às duas linhas mais famosas de Shakespeare. <i>Hamletiana</i> faz com que uma tradução de volta ao inglês seja praticamente impossível - nesse poema Quintana presenteou os leitores lusófonos com um aforismo intraduzível sem que haja uma nota de rodapé explicando que 'ser' e 'estar', em português, são meramente 'to be'. Logo ele, que conseguia dizer tudo nas entrelinhas, deixa o tradutor sem saída:</p>
<blockquote><p>Ser ou estar,<br />
Eis a  questão.</p></blockquote>
<p>O que me deixa com um outro dilema: será que é mesmo preciso ser poeta para traduzir poesia?</p>
<p>A segunda parte dessa análise deliciosa que o <a href="http://talqualmente.wordpress.com/2008/02/25/poeminha-do-contra/">concurso de tradução</a> me trouxe vem mais tarde - agora preciso repousar minhas mãos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Poeminha do contra - finalistas]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/?p=139</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 09:32:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/?p=139</guid>
<description><![CDATA[Na verdade, todos os bravos que mandaram suas versões são finalistas. Publicarei todos a seguir e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Na verdade, todos os bravos que mandaram suas versões são finalistas. Publicarei todos a seguir e ... suspense!</p>
<p>Assim que tiver conseguido escolher um, entre as dores de digitação que tomaram meu cotidiano, faço um outro post (quem quiser dar opinião, deixar sugestão para os tradutores ou fazer críticas construtivas, seja bem-vindo na caixa de comentários). A seguir, por ordem de chegada:</p>
<p><b>1) Tradução: <a href="http://catatau.blogsome.com/">Catatau</a></b></p>
<p>for all whom are here<br />
blocking my way, staying near<br />
they will pass<br />
i sandpipear</p>
<p><b>2) Tradução: Rafael Trindade</b></p>
<p>For those who’re blocking<br />
my way, ’bout to gird:<br />
they´re mocking<br />
I’m bird!</p>
<p><b>3) Tradução: Rafael Trindade (de novo!)</b></p>
<p>Those who impede my<br />
way, all that fixed herd<br />
They bore<br />
Me bird!</p>
<p><b>4) Tradução: Rafael Trindade (again!)</b></p>
<p>For all those who tie<br />
up my way, I whirred<br />
for they’ll go by<br />
I’ll go bird!</p>
<p><b>5) Tradução: Giseleg</b></p>
<p>For all those who are there<br />
like blocks along my way<br />
While they all shall pass<br />
I shall fly my way</p>
<p><b>6) Tradução: <a href="http://thespectacledbear.wordpress.com/">Sarah</a></b></p>
<p>All them folk there over yon<br />
My path they do defy,<br />
They’ll tweet along.<br />
I Tweetie Pie!</p>
<p><b>7) Tradução: Johannes Goes (não é parente, *risos)</b></p>
<p>“All those who are set upon<br />
blocking my way so sturdy<br />
They will stop none.<br />
Me, a tiny little birdy”</p>
<p><b>8) Tradução: Saulo</b></p>
<p>“Those who are bypass<br />
blocking along my way<br />
While they all shall pass<br />
I shall fly away”</p>
<p><b>9) Tradução: Johannes Goes (mais uma)</b></p>
<p>All those who are set upon<br />
blocking my way so sturdy<br />
A  burden too heavy to carry on.<br />
To stop me, a tiny little birdy</p>
<p><b>10) Tradução: Gilson Azevedo</b></p>
<p>All those out there bent<br />
on hampering my bearing,<br />
they shall soon be spent.<br />
And I, a birdling daring.</p>
<p><b>11) Tradução: Gilson Azevedo (segunda versão)</b></p>
<p>All those out there who cast<br />
themselves on my way amassing,<br />
they shall just walk past.<br />
And I, a birdie passing.</p>
<p><b>11) Tradução: Gibba</b></p>
<p>All of those standing there<br />
Hindering my clean path<br />
Like circling vultures they’ll stare<br />
The little bird that’ll sing and laugh</p>
<p><b>11) Tradução: Jeny</b></p>
<p>For those who are<br />
on my road cluttering,<br />
they are just passerby,<br />
Me passerine!</p>
<p><b>12) Tradução: Sibele (via orkut)<br />
</b></p>
<p>"All those who are foe<br />
And want to stick me an arrow<br />
They are but fowl<br />
And I a sparrow"</p>
<p><b>12) Tradução: Thiago Humberto (via orkut)</b></p>
<p>"Those Joe Blows lined up<br />
blocking the alleyway<br />
Shall they pass<br />
I shall fly way"</p>
<p><b>13) Tradução: Heloisa (via orkut)</b></p>
<p>All those out there bent<br />
on hampering my bearing,<br />
they shall soon be spent.<br />
And I, a birdling daring.</p>
<p><b>14) Tradução: Pricila (via orkut)</b></p>
<p>"All these very fellows yonder,<br />
stumbling stones upon my way<br />
I'll pass them over<br />
they'll pass away"</p>
<p><b>15) Tradução: Guilherme Braga (pouco depois do deadline, :)</b></p>
<p>Those now cluttering up my way<br />
Will all eventually sway away:<br />
They, a burden heavy;<br />
I, a bird in heaven!</p>
<p><b>16) </b><b>Tradução: </b><b>Adriana (mais um pouco depois do deadline, :)</b></p>
<p>For all those out there<br />
hampering my path,<br />
they shall fly somewhere<br />
I shall fly to the death</p>
<p><b>17) </b><b>Tradução: </b><b>Mayra</b></p>
<p>"All of those that<br />
are blocking my way,<br />
They will pass.<br />
I will ‘passé’ !"</p>
<p><b>18) </b><b>Tradução: </b><b>Johannes Goes</b></p>
<p>All those that are around<br />
and my path deny<br />
will be swallowed into the ground.<br />
Me, a swallow in the sky</p>
<p><b>19) </b><b>Tradução: </b><b>Marcos Gorenstein</b></p>
<p>“All these there are,<br />
Blocking my way,<br />
They’ll pass,<br />
I´ll bird!”</p>
<p><b>20) </b><b>Tradução: </b><b>Diego</b></p>
<p>Little poem of against</p>
<p>All of those who are there<br />
lumbering my way<br />
They will pass<br />
I little bird!</p>
<p>Desafio um: analisar todos e escolher um. Desafio dois: traduzir o título!</p>
<p>Gostaria de agradecer a todos os que participaram e devo informar que esse concurso é de caráter puramente amistosos e não tem finalidade de publicação em outro local que não seja esse blogue, infelizmente - mas vale um livro!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jabberwocky]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/?p=135</link>
<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 13:13:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/?p=135</guid>
<description><![CDATA[Sempre recitam para mim, aqui em casa, esse poema de Lewis Carroll. Acho que seja uma maneira sutil ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre recitam para mim, aqui em casa, esse poema de <a href="http://www.lewiscarroll.org/">Lewis Carroll</a>. Acho que seja uma maneira sutil de me mostrar que ando trabalhando demais, conectada demais, ocupada demais para as outras coisas da vida. Jabberwocky é um clássico do verso sem sentido (nonsense verse), <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Literary_nonsense">categoria literária</a> que, penso eu, no fundo no fundo, deve ter tido uma grande participação na construção do senso humor britânico</p>
<blockquote><p>   <b>Jabberwocky</b></p>
<p><i>Lewis Carrol</i></p>
<p><i></i>'Twas brillig, and the slithy toves<br />
Did gyre and gimble in the wabe:<br />
All mimsy were the borogoves,<br />
And the mome raths outgrabe.</p>
<p>"Beware the Jabberwock, my son!<br />
The jaws that bite, the claws that catch!<br />
Beware the Jubjub bird, and shun<br />
The frumious Bandersnatch!"</p>
<p>He took his vorpal sword in hand:<br />
Long time the manxome foe he sought—<br />
So rested he by the Tumtum tree,<br />
And stood awhile in thought.</p>
<p>And, as in uffish thought he stood,<br />
The Jabberwock, with eyes of flame,<br />
Came whiffling through the tulgey wood,<br />
And burbled as it came!</p>
<p>One, two! One, two! And through and through<br />
The vorpal blade went snicker-snack!<br />
He left it dead, and with its head<br />
He went galumphing back.</p>
<p>"And hast thou slain the Jabberwock?<br />
Come to my arms, my beamish boy!<br />
O frabjous day! Callooh! Callay!"<br />
He chortled in his joy.</p>
<p>'Twas brillig, and the slithy toves<br />
Did gyre and gimble in the wabe:<br />
All mimsy were the borogoves,<br />
And the mome raths outgrabe.</p></blockquote>
<p>Não se afobe. Para ajudar, a Wikipedia em inglês tem um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jabberwocky">glossário</a>. Ou se delicie com a incrível tradução de Augusto de Campos (quem mais?):</p>
<blockquote><p><b>Jaguardarte</b></p>
<p><i>Augusto de Campos</i></p>
<p>Era briluz. As lesmolisas touvas<br />
Roldavam e relviam nos gramilvos.<br />
Estavam mimsicais as pintalouvas,<br />
E os momirratos davam grilvos.</p>
<p>"Foge do Jaguadarte, o que não morre!<br />
Garra que agarra, bocarra que urra!<br />
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre<br />
Do frumioso Babassurra!''</p>
<p>Êle arrancou sua espada vorpal<br />
E foi atrás do inimigo do Homundo.<br />
Na árvora Tamtam êle afinal<br />
Parou, um dia, sonilundo.</p>
<p>E enquanto estava em sussustada sesta,<br />
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,<br />
Sorrelfiflando através da floresta,<br />
E borbulia um riso louco!</p>
<p>Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta<br />
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!<br />
Cabeça fere, corta, e, fera morta,<br />
Ei-lo que volta galunfante.</p>
<p>"Pois então tu mataste o Jaguadarte!<br />
Vem aos meus braços, homenino meu!<br />
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!''<br />
Êle se ria jubileu.</p>
<p>Era briluz. As lesmolisas touvas<br />
Roldavam e relviam nos gramilvos.<br />
Estavam mimsicais as pintalouvas,<br />
E os momirratos davam grilvos.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Liga o Aiú irú rive!]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/2007/09/19/liga-o-aiu-iru-rive/</link>
<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 13:50:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/2007/09/19/liga-o-aiu-iru-rive/</guid>
<description><![CDATA[Minha edição da revista Língua Portuguesa sempre chega aqui com anos luz de atraso – tinha acab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span>Minha edi</span><span>ç</span><span>ão da revista Língua Portuguesa sempre chega aqui com anos luz de atraso – tinha acabado de ler o número anterior e já fiquei babando para ler (em papel e folhas) a edição fresquinha com uma matéria sobre como tradutores literários lidam com neologismos, que o <a href="http://vivendo-e-traduzindo.blogspot.com/2007/09/traduo-de-neologismos.html">Fábio Said citou outro dia</a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A minha só chegou ontem, mas a matéria que mais me chamou a aten</span><span>ção</span><span> até agora foi sobre como os índios da tribo Sapucaí, em Angra dos Reis-RJ, estão preservando seu idioma traduzindo para o Guarani as palavras que vêm com a tecnologia. Enquanto isso, esse país imenso de língua portuguesa se recusa usar a imensa criatividade que tem para abrasileirar termos como internet, e-mail e tantos outros que nem relacionados a novas tecnologias são, como eu bem vejo no meu trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal">E não é porque eles não entendem não... É por um mero e grande desejo de preservar a cultura deles, que já foi tão massacrada. Eis algumas soluções encontradas em Guarani:</p>
<p class="MsoNormal"><span>Computador = <span>Aiú irú rive = <span>Caixa pra acumular a língua</span></span><br />
Mouse = <span>Angojhá = <span>Rato</span></span><br />
Windows = <span>Oventã = Janela</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Para assinantes da Revista Língua Portuguesa ou do Uol, <a href="http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11391">o texto está aqui</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Atualizando -&#62; 24/09</strong></p>
<p class="MsoNormal"> O Leoonardo Fontenelle escreveu um ótimo artigo sobre o assunto: <a href="http://leonardof.org/2007/09/24/anglicismos-emprestimos-etc-dilemas-na-traducao-de-software-livre/pt/">Anglicismos, empréstimos etc.: dilemas na tradução de software livre</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tradutores, traidores]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/2007/07/12/tradutores-traidores/</link>
<pubDate>Thu, 12 Jul 2007 14:07:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/2007/07/12/tradutores-traidores/</guid>
<description><![CDATA[Prestes a bater ponto na minha cabeceira - e já querendo furar a fila de espera - está o único li]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span>Prestes a bater ponto na minha cabeceira - e já querendo furar a fila de espera - está o único livro escrito por Gregory Rabassa, tradutor americano responsável por trazer à luz do público em língua inglesa clássicos da literatutra contemporânea da América Latina. Dentre os inúmeros autores de sua lista de obras traduzidas Gabriel Garcia Marques e Jorge Amado (e entre os brasileiros também Clarice Lispector, com quem ele teve a sorte de dialogar durante o processo tradutório).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Rabassa passou uma vida inteira traduzindo esses e outros gigantes, e aos 82 anos o primeiro livro. "If This Be Treason: Translation and Its Dyscontents", New Directions, é uma ensaio sobre o trabalho e a arte do tradutor, com textos sobre cada autor e o respectivo livro que ele traduziu, passando pelas alegrias e lamentações que o tradutor foi encontrando no caminho.</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal"><span>"My thesis in the book is that translation is impossible. The best you can do is get close to it."</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal"><span>Em tradução minha: “Minha teoria sobre livros é que tradução é algo impossível. O melhor que se pode fazer é chegar perto disso”.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ele segue a linha da tradução criativa, e o própior Garcia Marques disse que Rabassa Não traduziu Cem Anos de Solidão – Ele reescreveu e melhorou sua obra em inglês. Por falar nisso, dizem as más línguas que Rabassa ganhou um pouco mais de uma fortuna não para traduzir Tocaia Grande, de Jorge Amado, mas para reescrever e fazer do livro um bestseller nos Estados Unidos. E assim foi publicado Showdown.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Tem um trecho do livro <a href="http://www.wordswithoutborders.org/article.php?lab=RabassaFive">aqui</a>.</span></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.ndpublishing.com/IMAGES/images/RabassaIFTHISBE_s.jpg" alt="Capa do livro" height="256" width="172" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Some Trees]]></title>
<link>http://talqualmente.wordpress.com/2007/07/06/some-trees/</link>
<pubDate>Fri, 06 Jul 2007 15:15:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
<guid>http://talqualmente.wordpress.com/2007/07/06/some-trees/</guid>
<description><![CDATA[by John Ashbery
These are amazing: each
Joining a neighbor, as though speech
Were a still performanc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>by John Ashbery</p>
<p>These are amazing: each<br />
Joining a neighbor, as though speech<br />
Were a still performance.<br />
Arranging by chance</p>
<p>To meet as far this morning<br />
From the world as agreeing<br />
With it, you and I<br />
Are suddenly what the trees try</p>
<p>To tell us we are:<br />
That their merely being there<br />
Means something; that soon<br />
We may touch, love, explain.</p>
<p>And glad not to have invented<br />
Some comeliness, we are surrounded:<br />
A silence already filled with noises,<br />
A canvas on which emerges</p>
<p>A chorus of smiles, a winter morning.<br />
Place in a puzzling light, and moving,<br />
Our days put on such reticence<br />
These accents seem their own defense.</p>
<p>**</p>
<p>Uma versão muito livre que nem sei se poderia chamar de tradução sem levar pedrada: não levei em consideração palavra por palavra nem mesmo a forma do poema. Simplesmente a minha interpretação, usando métodos de tradução criativa, inspirada em um curso de tradução literária que fiz no ano passado e uma palestra de Susan Bassnett - e talvez num pouco na minha vida.</p>
<p>Inacreditáveis essas árvores<br />
agregadas assim por mero acaso<br />
como você e eu do nada apegados<br />
Elas retratam nossos amores<br />
Dia, noite, inverno, verão<br />
Som, silêncio, palavras, rancores<br />
Vida é uma pintura abstrata<br />
Essa língua é o que nos mata.</p>
<p>Retraduzindo para o inglês saíria:</p>
<p>Amazing these trees<br />
Jointed together just by chance<br />
Like me and you together by nothing<br />
They portrait our love in a picture<br />
Day, night, winter, summer<br />
Sound, silence, words, resentments<br />
Life is an abstract painting<br />
This language is what sucks</p>
<p>Sugestão de leituras: essa entrevista com <a href="http://paginas.terra.com.br/arte/PopBox/haroldo2.htm" title="A Viagem da Palavra">Haroldo de Campos</a>, esse texto de <a href="http://www.sbs.com.br/virtual/etalk/index.asp?cod=1037" title="Considerações sobre Equivalência/Correspondência e Significado/Significado em Tradução  ">Adail Sobral</a> e o livro The Translator as Writer ed. Susan Bassnett and Peter Bush (London and New York; Continuum, 2006)</p>
]]></content:encoded>
</item>

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