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	<title>servicos-ambientais &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/servicos-ambientais/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "servicos-ambientais"</description>
	<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 18:28:45 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Seqüestro de carbono em solos tropicais I]]></title>
<link>http://geofagos.wordpress.com/?p=171</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 21:45:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Italo M. R. Guedes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Na iminência de mudanças climáticas de controversa reversibilidade, a importância do conheciment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Na iminência de mudanças climáticas de controversa reversibilidade, a importância do conhecimento dos estoques de carbono em diferentes classes de solos está ligada à tentativa de avaliar o que poderá ser perdido no caso de mudanças no uso da terra com a <a href="http://geofagos.wordpress.com/2007/06/22/como-sequestrar-carbono-em-solos-i/" target="_blank">adoção de práticas intensificadoras da decomposição ou mineralização da matéria orgânica</a> ou de aumentos de temperatura como conseqüência das mudanças climáticas globais  e, mais recentemente, o que isto pode representar em termos de <a href="http://geofagos.wordpress.com/2007/12/18/como-pagar-ao-meio-ambiente/" target="_blank">serviços ambientais de estocagem de carbono pelos solos</a>. As estimativas do que se encontra estocado na forma de carbono orgânico nos solos do mundo variam de 1500 a 2300 Pg (petagramas, um petagrama corresponde a um trilhão de quilogramas ou 1.000.000.000.000.000 de gramas), dependendo da profundidade considerada. Estima-se que de 1850 a 1998, mudanças no uso da terra (basicamente desmatamento para implantação da agricultura) tenham sido responsáveis pela emissão líquida de 136 ± 55 Pg de carbono para a atmosfera, tanto pela decomposição de restos vegetais quanto pela mineralização/oxidação da matéria orgânica do solo (MOS).	Os estudos de avaliação de estoques de carbono (EC) em solos têm sido feitos com o objetivo de se conhecer o mais detalhadamente possível o tamanho do compartimento solo como armazenador de carbono, imprescindível no auxílio ao levantamento dos conteúdos de carbono orgânico seqüestrados nos ecossistemas terrestres, levando em conta que em escala geológica, as trocas de CO2 entre a atmosfera e os solos são rápidas. O conhecimento detalhado dos valores e da dinâmica deste carbono pode ajudar na determinação do comportamento de sumidouro ou fonte de dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa, do solo. Não há ainda consenso quanto a isto nem conhecimento detalhado do papel particular das classes de solo, embora existam estimativas genéricas razoavelmente confiáveis do conteúdo de carbono estocado nos solos do mundo. Embora a situação esteja mudando rapidamente, houve até há pouco aceitação quase consensual de que os conteúdos de matéria orgânica do solo até os 20-30cm superficiais seriam responsáveis pela quase totalidade do carbono orgânico (CO) estocado neste compartimento. Uma série de trabalhos recentes, no entanto, tem demonstrado a reconsideração de que há conteúdos nada desprezíveis de carbono orgânico em camadas mais profundas do solo, demonstrando o quão estável é este carbono, por isso podendo vir a ser um reservatório potencialmente mais eficiente em seqüestrar CO2 por períodos de tempo mais longos do que fazem as camadas mais superficiais. <em>(Continua)</em></p>
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<title><![CDATA[Guiana vende serviços ambientais e conserva floresta]]></title>
<link>http://geofagos.wordpress.com/?p=160</link>
<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 12:28:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Italo M. R. Guedes</dc:creator>
<guid>http://geofagos.wordpress.com/?p=160</guid>
<description><![CDATA[Há poucos dias o Jornal da Ciência publicou esta notícia anunciando a venda pelo governo da Guia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Há poucos dias o Jornal da Ciência publicou <a target="_blank" href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=55134">esta notícia</a> anunciando a venda pelo governo da Guiana de serviços ambientais a um fundo de capitais britânico. Que serviços ambientais? Basicamente, os benefícios ao meio ambiente de uma floresta mantida intacta. Em dezembro publiquei aqui no Geófagos o post <a target="_blank" href="http://geofagos.wordpress.com/2007/12/18/como-pagar-ao-meio-ambiente/">Como pagar ao meio ambiente?</a>, infelizmente muito pouco lido, introduzindo aos leitores como seria a prestação de serviços ambientais e sua valoração. Vê-se agora um país vendendo os serviços de 405000 hectares de mata, entre os quais "regulação de chuvas, armazenagem de carbono e regulação do clima". Os que não conhecem a realidade da pequena agricultura brasileira descapitalizada, criticam, a partir de seus escritórios com ar condicionado, a derrubada de matas para fazer carvão por agricultores ignorantes e de pequena visão. Mas a visão tem que ser pequena e de curto prazo: de que adianta salvar as florestas para o futuro e morrer de fome hoje? É inútil tentar-se salvar o mundo apelando para as consciências, principalmente quando estas estão famintas. O agricultor em geral não derruba matas por maldade, mas por necessidade. A forma mais eficaz de se evitar isto é pagando de forma justa para que eles mantenham a vegetação de pé, pagando os serviços ambientais prestado pelas matas intocadas. E não só das matas, <a target="_blank" href="http://geofagos.wordpress.com/2007/05/21/sobre-deformadores-de-opiniao-e-aquecimento-global/">o solo acumula muito mais carbono que a vegetação</a> e isto é um grande e potencialmente caro serviço, deveria também ser pago. Aliás, isto seria uma alternativa interessante para auxiliar a conservação da caatinga e do cerrado, a primeira ameaçada pela completa ausência de fonte de renda de agricultores do semi-árido, o segundo pela voracidade entomológica de sojicultores et allii. Há regiões de difícil agricultura que poderiam ser usadas extensivamente para isso. A Zona da Mata mineira, por exemplo, é uma região extremamente montanhosa e de solos nutricionalmente pobres. As áreas mais produtivas são os terraços nos vales. Mesmo assim, os morros estão quase completamente desmatados para a formação de pastagens, aliás muito degradadas, e a madeira restante é em geral usada para fazer carvão. Os topos dos morros se prestam à regeneração das matas e prestariam um serviço ambiental essencial para a região: a captura e manutenção da água que alimenta as nascentes de rios da região. É necessário buscar-se alternativas ousadas para a resolução dos grandes problemas ambientais de nosso tempo e usar o realismo monetarista como aliado, revertendo o papel do dinheiro como grande causador das tragédias mundiais modernas.</p>
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