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	<title>ser-pai &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/ser-pai/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ser-pai"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 03:49:57 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Como estimular os pais]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=259</link>
<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 21:53:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
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<description><![CDATA[Achei hoje essa foto no Flickr. Duas maneiras muito simples de se convencer os pais de que é precis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Achei hoje essa foto no Flickr. Duas maneiras muito simples de se convencer os pais de que é preciso que eles olhem/cuidem de suas crianças.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/passiveaggressive/1806295991/" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-260" src="http://mrcavalcanti.wordpress.com/files/2008/08/criancas_espresso.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Mulamba.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Primeiro dia dos pais]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=191</link>
<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 03:57:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=191</guid>
<description><![CDATA[Hoje foi meu primeiro dia dos pais. Muito bom, principalmente por conseguir voltar de viagem e conse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje foi meu primeiro dia dos pais. Muito bom, principalmente por conseguir voltar de viagem e conseguir curtir o Vicente, que cada dia está mais esperto, mais alegre, mais interativo. Achei esses dois desenhos do site <a href="http://www.Bebe.com.br" target="_blank">Bebe.com.br</a>, que são coisas que ainda quero fazer com meu filho.</p>
[caption id="attachment_192" align="alignnone" width="216" caption="Andar a cavalo"]<a href="http://mrcavalcanti.files.wordpress.com/2008/08/cartao_pais04.jpg"><img class="size-medium wp-image-192" src="http://mrcavalcanti.wordpress.com/files/2008/08/cartao_pais04.jpg?w=216" alt="Andar a cavalo" width="216" height="300" /></a>[/caption]
[caption id="attachment_193" align="alignnone" width="216" caption="Pescaria"]<a href="http://mrcavalcanti.files.wordpress.com/2008/08/cartao_pais02.jpg"><img class="size-medium wp-image-193" src="http://mrcavalcanti.wordpress.com/files/2008/08/cartao_pais02.jpg?w=216" alt="Pescaria" width="216" height="300" /></a>[/caption]
<p>Me lembrei do resumo que fiz dos emails de amigos, que contaram sobre a <a href="http://blog.miguelcavalcanti.com/2008/07/08/ser-pai-com-a-ajuda-dos-amigos-parte-2-as-respostas/" target="_blank">experiência de ser pai</a>. O tempo passa e é preciso estar atento, presente, para aproveitar cada momento. Abaixo o comentário que fiz, depois de ler tudo que meus amigos mandaram.</p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">“Tenha mais tempo para seus filhos, a vida passa rápido e você nunca conseguirá voltar atrás”. Percebi isso na pele. Minhas viagens a trabalho estão ficando mais marcantes em relação ao tempo. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Antes eu voltava, depois de 3-5 dias fora, e tudo continuava normal. Não tinha a impressão de que o tempo tinha passado, 3-5 dias “não faziam falta”. Agora, depois de 5 dias, muita coisa mudou, meu filho aprendeu coisas novas, está fazendo mais brincadeiras, interagindo mais. Parece brincadeira, mas não é. Agora o tempo passa, realmente.</span></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aprendi com meu pai]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=186</link>
<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 03:35:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=186</guid>
<description><![CDATA[
Esse foi meu primeiro dia dos pais e me lembrei do livro que dei de presente ao meu pai ano passado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-189" src="http://mrcavalcanti.wordpress.com/files/2008/08/0612597900.jpg" alt="" width="320" height="240" /></p>
<p>Esse foi meu primeiro dia dos pais e me lembrei do livro que dei de presente ao meu pai ano passado. Se chama "<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendi_com_meu_pai" target="_blank">Aprendi com meu pai</a>" e tem uma série de relatos de pessoas famosas, contando qual a principal lição recebida. Comecei a fazer uma pequena lista de coisas que aprendi.</p>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Honestidade não tem preço</span>. Não precisa nem explicar.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tenha um aperto de mão firme</span>. Não precisa ser quebra-ossos, mas não pode ser mole. É importante para mostrar que você está vivo, presente.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Olhe no olho da pessoa</span>. É a maneira mais fácil de se mostrar atenção, apreço. Mostra que você se importa e valoriza o outro.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Não tenha medo de trabalhar</span>. Se você quer chegar longe, não sei outro caminho além de unir muito trabalho com inteligência.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Quando não conseguir uma coisa, peça pelo menos três vezes</span>. A persistência muitas vezes é a única diferença entre sucesso e fracasso. Já funcionou diversas vezes para mim.</li>
</ul>
<p>São coisas simples, mas que me ajudaram e me ajudam muito. Fazem a diferença. Feliz dia dos pais.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Olhar de criança]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=149</link>
<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 02:12:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=149</guid>
<description><![CDATA[
Meu filho fez 6 meses essa semana e é incrível com está mudando a cada dia, cada vez mais espert]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://flickr.com/photos/tambako/2628411619/"><img class="alignnone size-full wp-image-151" src="http://mrcavalcanti.wordpress.com/files/2008/07/2628411619_b2be751f8f.jpg" alt="" width="451" height="299" /></a></p>
<p>Meu filho fez 6 meses essa semana e é incrível com está mudando a cada dia, cada vez mais esperto, mais interativo, mais presente, mais gente.</p>
<p>Uma das coisas mais impressionantes é seu olhar. Um olhar de quem quer conhecer, descobrir, aprender. Tudo é novo, tudo é bacana, tudo chama atenção.</p>
<p>Em casa, olha para todos os cantos, para os quadros na parede. Na rua, olha para a pessoas. Na Esalq, quando vamos aos finais de semana, fica alucinado com as plantas. Parece que são duas horas sem piscar, olhos arregalados.</p>
<p>Fiquei pensando como perdemos a capacidade de admirar as coisas simples do dia-a-dia, da vida. Como estamos rodeados de coisas, imagens, fatos bacanas. E que não percebemos mais.</p>
<p>Olhando meu filho olhar o mundo, fico com vontade de aprender a olhar, com esse cuidado, com essa atenção, com esse encanto. A vida assim, pode ser mais alegre, mais divertida, mesmo sendo exatamente como já é.</p>
<p>Não são as coisas que podem mudar sempre podem), mas a maneira como olhamos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Colo]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=96</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 16:33:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=96</guid>
<description><![CDATA[Ontem meu filho dormiu no meu colo, deitado no meu ombro.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem meu filho dormiu no meu colo, deitado no meu ombro.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser pai (com a ajuda dos amigos) - parte 2 - as respostas]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=69</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 04:51:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=69</guid>
<description><![CDATA[Essas são as respostas enviadas por muitos amigos que receberam minha mensagem na semana do nascime]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Essas são as respostas enviadas por muitos amigos que receberam <a title="ser pai - com a ajuda dos amigos" href="http://blog.miguelcavalcanti.com/2008/07/08/ser-pai-com-a-ajuda-dos-amigos-parte-1-o-email/" target="_blank">minha mensagem na semana do nascimento do Vicente</a>.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>O que mais gostou</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Dia-a-dia</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O que eu fiz e me dá ainda hoje enorme alegria foi ter ficado direto com minha filha os primeiros sete meses, sem trabalhar, sem babá, curtindo muito esses momentos e, principalmente, amamentando.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">A primeira coisa foi amamentá-lo exclusivamente até os seis meses de idade. Eu simplesmente adorei amamentar. A segunda coisa foi fazer de tudo para conseguir acompanhar o desenvolvimento dele o máximo possível, moldando, para isso, o resto da minha vida. Passei a trabalhar em horários alternativos, instalei em casa rede sem fio e comprei um laptop. Assim, posso dizer com orgulho que não perdi e não perco ainda nenhum detalhe do desenvolvimento e crescimento dele, neste comecinho de vida. Agora ele está começando a se tornar um pouco mais independente de mim, já corre e fala pelos cotovelos, tem muitas opiniões próprias e, em breve, deve estar indo à escola.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Brincar ao ar livre, tomar banho de chuva, pé no chão, mão na terra.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Ouvir as primeiras palavras que meus filhos pronunciaram.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Ter tido o privilégio de abrir os braços e permitir que dentro desse espaço de segurança, eles enfrentassem o desafio de se elevar e dar os primeiros passos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Foram das coisas mais simples, acho que quando sento com eles falo de minhas histórias com meu pai, falo de fatos que aconteceram na minha vida e sinto que são momentos inesquecíveis e especiais... Sempre vale a pena, as crianças sempre aprendem pelo exemplo.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Licença paternidade e férias do papai para curtir a novidade.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Tirar um período para acompanhar integralmente os primeiros dias do filho e da mãe. Ensinar os filhos a plantar, o gosto pelas plantas e sair em passeios a pé, catando folhas, cascas, mostrando ninho de João de barro... Não deixe de filmar alguns momentos, em especial até os quatro anos. Há momentos imperdíveis!</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Ter acompanhado o dia a dia bem de perto: acordá-las, fazer o lanche, levá-las à escola, participar das reuniões dos pais, ir aquelas festinhas de dia da árvore...</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Esteja presente em tudo, que isso é o mais importante. Desde a alegria de brincar, até o esforço de acordar a noite, trocar fralda, etc. E quando receber um sorrisinho da criança, você vai ganhar o dia.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Curta cada momento. Cada fase da infância é diferente da outra e são momentos únicos na nossa vida.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Lembro que na fase inicial, uma das coisas que eu mais gostava de fazer era ficar sentado no sofá, servindo de "berço" para o bebê ficar deitado/dormindo de bruços. Nesse momento, eu conseguia descobrir um pouco melhor o significado da palavra paz...</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Eu ia almoçar em casa para ver o bebê e à tarde não via a hora de voltar para casa.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Hora do parto</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Agüentar firme e ter parto normal. Ter meu marido o tempo todo comigo no hospital.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Acompanhar minha esposa da chegada ao hospital até o nascimento de nossos filhos e levá-los até o berçário.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não perca a oportunidade de ver seu filho nascendo. Nem a mãe vê. É uma exclusividade do pai e dos médicos, e é muito lindo.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Ver o momento exato em que ele sai da mãe e fazer os ultrassons.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Foi ter assistido o parto. Fotografei e filmei tudo e foi maravilhoso. Emoção única.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Leve filmadora, máquina fotográfica, etc. Mas, na hora H, esqueça de tudo, das fotos, da filmagem... Apenas segure na mão de sua esposa e curtam juntos a chegada de seu filho; É assim, juntos, que vocês devem estar para recebê-lo e criá-lo.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Diálogo</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Conversar com a barriga durante a gravidez e todo dia que chego em casa pergunto a eles como foi o dia, se eles estão bem, se aconteceu alguma coisa de bom ou de ruim na escola. O final de semana, eu sou deles, só deles.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Contava histórias e cantava músicas de ninar ou cantigas de roda.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Educação, Relação e Criação</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Criei-os com senso de honestidade, de afinco ao trabalho, de retidão moral, de apego aos valores espirituais acima dos materiais, com garra e vontade de vencer pela competência e pela compreensão. A sementinha que plantei frutificou. Quer coisa melhor que isso?</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Foi criar meus filhos meio soltos, com coragem de tentar, dizendo pra se levantarem depois de cada queda. Hoje minha filha é corajosa e amorosa (com sete pontos na testa e tudo mais...).</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O que fizemos foi dar muito carinho e amor (com consciência) e sermos coerentes. Um "sim" era sempre uma promessa cumprida e um não era "não" para valer. Sempre conversamos muito. Ensinamos o respeito pelas pessoas e pela natureza.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Tomamos a decisão de priorizar todos os nossos esforços e dedicação à educação de nossa filha e também, dar mais importância aos exemplos do que as palavras na nossa relação com ela.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Transmitir valores que fizessem com que eles fossem felizes e deixá-los tomar decisões. Eu diria para você ser simplesmente o que você é, e educá-los para se adaptarem ao meio em que vivem. Possuírem valores sólidos, mas aceitarem os valores dos outros.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Na medida em que percebi o que eu não estava fazendo, dei uma acertada na rota. As mudanças de atitude ou de visão são frutos da tão sonhada experiência que você queria ter com apenas 20, 25 ou mesmo 30 anos, mas que só acontece com o tempo. E hoje vejo que quanto mais ele passa, mas eu consigo dominá-lo e melhor vai ficando a vida.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Escutá-los, tentar compreendê-los e dar muito amor. E se tiver dúvida, dê mais um pouco.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Nunca ter dado ao menos um "tapinha no bumbum" dos meus filhos e conseguir autoridade.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Sempre cumpri o que prometi. Sempre disse a eles que escolhessem o caminho que quisessem desde que realmente se dedicassem ao que escolheram. Procurei não descarregar neles minhas frustrações. Sempre expliquei que o espaço deles termina onde começa o do próximo. Nunca bati em nenhum dos dois e eles nunca responderam para mim. Sempre fui eu mesma e dei o que eu tinha pra dar.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Às vezes queremos que os filhos sejam como nós, que gostem do que gostamos, que tenham as mesmas oportunidades que tivemos. Temos tido muita satisfação em poder expô-los a diversas oportunidades para que descubram o que gostam e para que se desenvolvam em áreas que muitas vezes, não são as nossas preferências ou prioridades. Refiro-me a esportes, música, artes, estudo, lazer/recreação.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Momentos especiais</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">A primeira vez que peguei meu filho no colo foi demais.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O primeiro sorriso para você, ou quando te chama pela primeira vez: é sensacional.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Trocar fraldas, dar banho, dar mamadeira, papinha, ficar sozinho com ela sem a mãe, me virar para resolver coisas que os pais acham que são funções de mães, etc...</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Momentos em que passamos juntos na praia, fazenda (cavalgando) e nos divertimos...</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Qualquer coisa que você faça e que seu filho abra um sorrisão daqueles não tem preço! Não tenho uma coisa que dizer... Nada em especial... Qualquer palhaçada, barulho estranho, brincar com bexiga, qualquer coisa que ele olhe para você e dê risada, é o máximo!</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Eu nem lembro o que eu tinha feito, mas, quando sem querer, escutei a minha filha de quatro anos contando para as amiguinhas com muito orgulho e imaginação uma façanha minha. Era a coisa mais simples no mundo, mas nos olhos dela era tarefa de "Super Herói". Nunca nada me encheu de tanto orgulho.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>O que faria diferente</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Educação, Relação e Criação</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Arrependo-me de ter sido muito exigente no que tange ao comportamento social, exigindo atitudes muito acima de sua idade.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se pudesse voltar atrás, teria usado muito mais o coração, do que os paradigmas pedagógicos para criar e educar meus filhos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Proporcionar a oportunidade de estudar em escolas melhores, o que infelizmente não foi possível, porém, ele entendeu isso também.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">A gente até teve nossa segunda chance e voltamos atrás em muitas coisas: passamos a dar mais colo, a deixar dormir conosco se quiser, soltar mais, abandonamos o berço e aderimos a rede (apesar de hoje em dia termos um gordo mais preguiçoso se comparado com a irmã na mesma idade).</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">No melhor estilo freudiano eu deveria ter construído uma relação melhor com meu pai. Hoje, tendo filho, estou correndo atrás do tempo perdido, mas não muito seguro se vou recuperar...</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Proporcionar maior contato do meu filho com meus pais. Infelizmente meu pai já se foi e conheceu pouco meu filho, mas nunca é tarde para reparar. Tenho feito o possível para ele estar junto de minha mãe, avó e irmã.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Deveria ter soltado-a mais para o mundo, ter posto menos debaixo da asa, assim acho que ela estaria mais forte pra enfrentar o mundo fora de casa.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Me arrependo de não ter levado ela logo a um homeopata, de ter sido muito rígida em muitos momentos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se eu pudesse voltar atrás, tentaria motivá-los (também) para alguma atividade artística, música, por exemplo.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Deveria ter explicado que apesar de ela ter que respeitar as pessoas nem sempre ela seria respeitada... Vieram muitas lágrimas de tristeza. Explicar que nós, os pais, não somos perfeitos e que temos os nossos defeitos e problemas... Vieram algumas decepções.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O que eu não fiz com ele e que se pudesse voltar atrás faria é ensiná-lo a dormir sozinho (sem ter que balançar ou cantar para ele dormir), inclusive sem as mamadeiras noturnas porque até hoje ele acorda no mínimo quatro vezes à noite para tomar mamadeira e às vezes dá trabalho para dormir de novo. É um mau hábito introduzido por mim e agora não posso, de um dia para o outro, exigir que ele consiga dormir facilmente se eu o acostumei mal. Esse erro foi cometido por inexperiência e imaturidade, fruto da ansiedade que dá a situação de ter que colocar o bebê para dormir.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Poderia tê-los escutado mais, pois às vezes não dava muito ouvidos aos seus casos achando-os sem importância, quando talvez fosse o mais importante.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Dia-a-dia</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Faltou-nos um mês a sós, com cada um de nossos filhotes, ao nascimento, em detrimento de toda e qualquer obrigação do trabalho e de contato com qualquer amigo ou parente.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">A maior frustração foi não poder acompanhar seu crescimento, suas vitórias e derrotas, seu amadurecimento. As constantes viagens me impediram disso e esse é o maior arrependimento.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Sempre o trabalho dividiu momentos com as crianças, e acho que o priorizei mais do que meus próprios filhos. Isto é errado. Nada é mais importante que estar presente, o máximo de tempo possível, da família.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">E (mais importante, ainda) naqueles momentos que eu estava com eles, mas com a cabeça em outra coisa (exemplo... trabalho) eu teria me educado/policiado para que estivesse 100% concentrado neles.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">A preocupação de ser um bom provedor me tornou um pai ausente... Infelizmente o tempo não volta atrás e embora hoje nos visitemos com freqüência, sinto falta de não ter acompanhado a evolução natural: os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros passeios, a ida a escola, a primeira namorada e muitas outras coisas.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Eu estive quatro anos afastado de casa, trabalhando em outra cidade. Creio que a família toda sentiu muito esse distanciamento. Perdemos muito do carinho, da amizade e dos diálogos no período. Continuo pensando que foi inevitável, mas abalou muito.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se o dia-a-dia permitisse, gostaria de passar mais tempo com minhas filhas.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Ficar mais tempo com os filhos e desfrutar de suas infâncias.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se eu pudesse apenas estaria mais perto deles...</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Primeiros dias</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não esqueçam de dar uma arrumadinha no cabelo da mamãe depois que ela voltar para o quarto. É normal mamães saírem todas descabeladas nas primeiras fotos e não se gostarem muito.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">No fim do primeiro dia, eu estava exausta pelas novidades e visitas. Legal se der para moderar as visitas no primeiro dia.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Deixar mãe e sogra pra fora de casa... Elas são maravilhosas, mas esse é um momento único na vida do casal e quanto menos interferências externas e palpites, melhor... As visitas são bem vindas, mas curtas e rápidas (esta é a parte mais difícil).</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se pudesse, assistiria o parto de minha filha.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não tive a oportunidade de cortar o cordão umbilical (hoje penso nisso, mas não sei se teria coragem de fazer).</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Tirar um período de "férias" maior que os oito dias de licença paternidade</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Momentos...</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Brincar mais no chão com os filhos (mas ainda tenho tempo para consertar isso...).</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Me arrependo de não termos filmado nossa filha pequena.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Eu tiraria mais fotos, gravaria mais coisas, etc. Ande sempre com a máquina a tiracolo.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Apesar de ter muitas fotos da minha filha, sempre acho que poderia ter tirado mais, meu bebe já esta virando uma criança e sinto que já passou muito tempo e não registrei vários momentos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Eu faria o que meu pai fez comigo. Ele me carregava para todos os lugares aonde ia e me ensinava tudo que sabia fazer. Eu gosto muito dessa idéia de companheirismo entre pais e filhos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se fosse uma menina faria uma casinha de bonecas, que ela pudesse entrar dentro e brincar com uma casa. Eu planejei fazer isso e fui adiando, o tempo passou e até hoje sinto que deveria ter feito. Se for menino, eu iria jogar mais bola e acampar.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Tirar férias e aproveitar os filhos. Tire sua licença paternidade e curta, meu caro.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Sem dúvida, ficaria mais tempo com eles, viajaria mais, daria mais risadas, enfim seria mais sábio e aprenderia ainda mais.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Viajaria mais com as crianças, pois os momentos que nós conseguimos nos "entregar" aos pequenos, longe da rotina e do trabalho, são indescritíveis.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Aprendizado</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Teria tido mais um filho. Tenho só uma filha.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Querer "esperar mais" para ter filhos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Fui pai tardio, tinha medo.  Eu pensava nisso e queria fugir do compromisso.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não demoraria muito para ter um segundo filho. Até dois ou três anos é o suficiente, depois você acaba não tendo outro.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Quando nosso filho chegou (nós o adotamos), fiquei meio que em estado de "choque". Primeiro porque não tivemos a oportunidade de esperar nove meses para amadurecer a idéia e segundo pelas incógnitas que estavam vindo juntas com a adoção. A responsabilidade parecia enorme, maior do que eu deveria ou poderia ter assumido naquele momento, e achei que se tivesse esperado mais um ou dois anos eu teria as condições mais apropriadas para ter um filho. Iniciei essa empreitada muito preocupado com o futuro. Quando as coisas mudaram: vi que o que ele mais apreciava eram as coisas simples e os momentos juntos para brincar. No presente. Comecei então, fazendo as coisas mais corriqueiras: andar de bicicleta, jogar bola, desenhar, tomar um banho de piscina. No final você vai mesclando o que lhe dá prazer e o que dá a ele também. Aprendi a ser menos futurista e aproveitar o momento. Em resumo, o que o que mais me agrada é poder ver e acompanhar o crescimento deles com saúde e integridade. E torcer para que eles sejam felizes, do jeito deles.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Antes eu tinha pressa, queria que crescesse rápido, agora tento aproveitar mais cada fase, porque sempre tem um lado trabalhoso e outro muito prazeroso.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Comentários extras (e valiosos)</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Vocês estão por mudar para a melhor fase da vida: o da convivência com os filhos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Lambe bastante a tua cria, pois é muito bom.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não há uma receita para criar filhos, já que cada pessoa nasce com sua própria personalidade e índole.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Tenho quatro filhos. Penso que ter três ou quatro é um bom conselho. Eles crescem juntos e acabam sendo bons companheiros entre eles depois. É muito mais fácil criar três ou quatro, do que dois ou um.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Um equilíbrio na educação, convivência familiar, outras participações na comunidade é mais importante que só uma escola cara e boa.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Uma coisa importante é não ir jogar futebol no dia do Nascimento. Eu fiz isto no meu terceiro e até hoje quando tem qualquer cobrança vem a frase: "você foi jogar futebol no dia do nascimento do seu filho".</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">A gente pensa que os filhos vêm para a vida para que a gente os ensine a viver. Na verdade, o que ocorre é exatamente o contrário.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Só a decisão de ter filhos é de uma satisfação que não tem nada igual. Podemos criar  uma empresa, uma fazenda, um grande negócio, mas nada é mais importante do que fazer um semelhante, um filho. A satisfação maior é tê-los, e de vê-los a cada dia crescer.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não fique chateado, nem com ciúmes da sua esposa: depois do seu filho, o homem mais importante na vida dela é o pediatra.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Saiba que você nunca mais vai dormir da mesma forma. Suas noites serão interrompidas, no início, por choro, fome, fraldas sujas, etc. Depois, porque ele vai pedir para dormir com vocês ou acordar no meu da noite querendo brincar ou porque está doentinho. E, daqui a alguns anos, você não vai dormir direito porque ele saiu com o carro e ainda não voltou da noitada... Enfim, diga adeus às suas noites de sono. Mas, o mais legal disso tudo é que você, ao olhar para os anos que passaram raramente se lembra desses momentos. As lembranças que ficam são maravilhosas, por isso, é tão bom ser pai.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Fique ainda mais próximo de sua esposa no pré-natal, durante o parto e depois do nascimento do seu primeiro filho, pois com ele nasce a sua família. Nesse período é que se imprime boa parte das características de agitação ou serenidade ao bebê por isso, fique tranqüilo... Eles evoluíram para resistir à inexperiência dos pais! Demonstre todo carinho a sua esposa e se for necessário contrariá-la por qualquer motivo, faça com amor e muita paciência.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Foi tão bom seu e-mail que quis responder também. Primeiro realmente esse é um momento maravilhoso. A mamãe deve estar com barrigão enorme, com pezinhos nas costelas e ofegante. O mais estranho de tudo é que depois a gente tem muitas saudades dessa época. Ter um filho é a maior alegria e o maior medo de errar que já tive ao mesmo tempo.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Tive esta notícia em ocasião de uma viagem. Quando a recebi, flutuei. Esta emoção é indescritível. Temos dois filhos. Todo o momento é o momento, e não volta.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Curta-os, viva os filhos. Este é o maior patrimônio que podemos ter. Gostei deste teu e-mail, devemos viver a vida mais humanamente.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Não vou simplesmente responder para eliminar mais este da caixa de saída. Vou usar esta oportunidade para refletir sobre a minha vida, e espero com isto contribuir para a sua.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Caso sejam da religião católica, sugiro que, na escolha dos padrinhos de batismo, optem não necessariamente por familiares, mas sim por pessoas que realmente poderão acompanhar essa criança pela maior parte de sua vida (portanto cuidado para não optarem por pessoas muito mais idosas que você e tua esposa). E que essas pessoas realmente possam servir como a referência de vocês para dar continuidade a essa criação.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Esquecemos de tirar foto com o obstetra que foi uma pessoa super legal e importante naquele momento.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Se o rebento ainda não mudou, mudará a tua vida para sempre. Sua vida será muito melhor com ele e os demais que vêm por aí.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Rapaz, não tem um dia que eu não agradeça aos céus o presente! A vida com filho é vida completa, de responsabilidade? Não. De alegrias e de aprendizado.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Nasci de novo meu amigo e dessa vez nasci mais forte. Lembrar do menino, da esposa carinhosa que cuida dele, ajudar a cuidar, trocar as fraldas, fazer dormir, ensinar, ver que ele me olha como se eu fosse a coisa mais linda do mundo (depois da mãe dele, é claro), limpa os sentidos e clareia as idéias.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">As maledicências do mundo moderno pouco mal me fazem agora, estou blindado e mais animado do que nunca. É só chegar em casa e ver meu filho e minha esposa, aí sou forte, sou remanso, sou Pai.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O que posso dizer apenas é que com um filho tudo muda, a começar pelas nossas prioridades. Tudo é aprendizado quando se tem alguém novo na família e que foi recebido com muito amor. Queremos que os nossos sempre bebês sejam os melhores em tudo, mas o que você perceberá é que eles têm qualidades e defeitos, assim como nós. Entender e respeitar os limites dos filhos é uma busca constante.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Um dos meus filhos escreveu em um trabalho na escola dizendo que eu faço o melhor churrasco do mundo! Eu entendo que a essência da história é que eu devo ter feito churrasco com amor e dedicação, e ele percebeu isto e aproveitou aqueles momentos mágicos. Faça com amor e dedicação e aproveite cada momento com o Vicente. Ele retornará com mais amor e o ciclo positivo de uma relação feliz está criada.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">De um gourmet, especialista em carnes e gastronomia: O que me deu mais satisfação foi o almoço de ontem lá em casa com todos à mesa. O que eu não fiz? Almoço no domingo passado.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Certamente que o nascimento dos filhos é um momento ímpar, inesquecível e transformador. A partir de agora as chances de nosso individualismo triunfar se vêem tremendamente prejudicadas.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O poder já tem novo dono e não temos a mínima consciência de que isto aconteceu porque o desejamos. Mas é uma nova e extraordinária percepção do nosso universo particular. Que bom e saudável poder viver isto.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Parabéns também pela iniciativa. Sem dúvida se a gente perguntasse mais, erraria menos.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Meu comentário</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">“Tenha mais tempo para seus filhos, a vida passa rápido e você nunca conseguirá voltar atrás”. Percebi isso na pele. Minhas viagens a trabalho estão ficando mais marcantes em relação ao tempo. </span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Antes eu voltava, depois de 3-5 dias fora, e tudo continuava normal. Não tinha a impressão de que o tempo tinha passado, 3-5 dias "não faziam falta". Agora, depois de 5 dias, muita coisa mudou, meu filho aprendeu coisas novas, está fazendo mais brincadeiras, interagindo mais. Parece brincadeira, mas não é. Agora o tempo passa, realmente.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Sugestões de livros, indicados pelos amigos</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">"O que esperar quando você está esperando".</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">"Quem ama educa", de Içami Tiba.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">"Larousse Pais e Filhos".</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Nossas dicas de livros</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Para futuros pais e mães de primeira viagem: "<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=292748&#38;ST=CM13907">Mothern, manual da mãe moderna</a>". Um livro legal, e descontraído sobre o que é ser mãe (e pai) nos dias de hoje.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Para quando o filho nascer: <a href="http://www.martinsfonteseditora.com.br/detalhes.asp?ID=488938">A auto-estima do seu filho</a>. O melhor livro que encontramos até o momento que explica como o lado psicológico do seu filho se desenvolve. Muito útil para entender a cabeça dos pais também.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8571870292&#38;sid=20410624910522534551511674">Shantala, de Fréderic Lebouier</a>.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify">
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;"><strong>Finalmente</strong><br />
</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Leticia, minha esposa, me ajudou a resumir, organizar e escolher as respostas dos amigos. A todos, muito obrigado. Deixe também suas respostas nos comentários, abaixo. Desculpe o texto longo, obrigado pela leitura.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser pai (com a ajuda dos amigos) - parte 1 - o email]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=52</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 04:41:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=52</guid>
<description><![CDATA[Vicente, meu primeiro filho, nasceu em 21 de janeiro desse ano. Já se passaram cinco meses e a expe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Vicente, meu primeiro filho, nasceu em 21 de janeiro desse ano. Já se passaram cinco meses e a experiência tem sido simplesmente fantástica. Ele já me reconhece, já sorri, e até imita algumas peripécias do pai e da mãe, que babam... Coisas simples, que valem muito.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Na semana do nascimento do Vicente, escrevi o e-mail abaixo a muitos amigos e pessoas que admirava. Queria conhecer mais sobre as experiências de pessoas mais velhas que eu na ocasião do nascimento e criação dos filhos. </span><span style="color:#000000;">Perguntei do que eles mais gostaram e o que eles fariam diferente se pudessem.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">O resultado (as respostas dos amigos) foi fantástico. Primeiro porque pude aprender muito, muito mesmo. Segundo, porque foi muito legal conhecer mais de perto todas essas pessoas que admiro. Muitos eram conhecidos do trabalho, que me deram uma oportunidade de maior intimidade, respondendo às minhas perguntas. A todos, muito obrigado.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">No post em seguida, coloco um resumo das respostas, </span><span style="color:#000000;">separadas por temas.</span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="text-decoration:underline;"><strong><span style="color:#000000;">O email<br />
</span></strong></span></p>
<blockquote>
<p class="western" style="margin-bottom:0;" align="justify"><span style="color:#000000;">Prezados amigos,</span></p>
<p>Em alguns dias, o Vicente, meu  primeiro filho, vai nascer. Estou super animado, vivendo intensamente esse  momento. Acompanhar toda a gravidez tem sido uma grande aventura. E tenho  certeza que o melhor ainda está por vir.</p>
<p>Resolvi fazer algo diferente,  pedir a pessoas que eu conheço e que admiro que respondam a duas perguntas,  sobre quando foram pai (ou mãe) pela primeira vez.</p>
<p>Peço que compartilhe  comigo, como foi esse momento em sua vida e que conselhos/sugestões você pode me  dar. Espero também que esse momento seja uma reflexão sobre nossa vida atual.</p>
<p>Abaixo as 2 perguntas:</p>
<p>1 - O que você fez, que hoje olhando para  trás, mais te deu satisfação ?</p>
<p>2 - O que você <span style="text-decoration:underline;">não</span> fez, e que se  pudesse voltar atrás, faria ?</p>
<p>Aproveito para desejar um ótimo 2008, com  sonhos realizados e uma vida bem vivida.</p>
<p>Um grande abraço,  Miguel</p>
<p>Miguel da Rocha Cavalcanti</p>
<p>PS: Essa  não é uma idéia original, copiei de um americano prodígio, Ben Casnocha, que fez  isso em seu aniversário de 18 anos, com <a href="http://ben.casnocha.com/2006/03/friend_of_ben_w.html" target="_blank">respostas muito legais</a>.</p></blockquote>
<p>Leia as <a title="ser pai - as respostas dos amigos" href="http://blog.miguelcavalcanti.com/2008/07/08/ser-pai-com-a-ajuda-dos-amigos-parte-2-as-respostas/" target="_self">respostas</a> aqui. Vale muito a pena.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As Leis de Família (Derecho de Familia)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=134</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 11:15:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.wordpress.com/?p=134</guid>
<description><![CDATA[
As Leis de Família (Derecho de Familia). 2006. Argentina. Direção e Roteiro: Daniel Burman (O Ab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/leis-de-familia03.jpg" title="leis-de-familia03.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/leis-de-familia03.jpg" alt="leis-de-familia03.jpg" height="239" width="367" /></a></p>
<p><font color="#663333"><b>As Leis de Família (Derecho de Familia)</b>. 2006. Argentina. Direção e Roteiro: Daniel Burman (O Abraço Partido). Elenco: Daniel Hendler, Arturo Goetz, Eloy Burman, Julieta Díaz, Adriana Aizemberg. Gênero: Drama. Duração: 102 minutos. Classificação: 12 anos.<br />
</font></p>
<p><font color="#663333">Parece uma história banal, mas como nos é contada, é que faz toda a diferença!</font></p>
<p><font color="#663333"> Centrada num período na vida de três gerações: pai, filho e neto. Mais precisamente numa re-aproximação entre pai e filho. Muito embora até podemos lembrar de outros filmes onde há reencontros assim. Mas esse foca o de seguir a carreira do pai. Pesando isso. Numa de filho de peixe, peixinho é? Bate até o medo de ser uma mera cópia. Até onde manter a tradição familiar. O peso do sobrenome. A carreira como um tipo de herança genética. O querer ser diferente, mesmo sendo igual.<br />
</font></p>
<p><font color="#663333">O filme inicia com o Ariel nos... nos apresentando seu pai. Contando em off. Sob o ângulo dele. Hehe... É divertido! Até porque enquanto ele nos mostra o... o jogo de cena que seu pai faz diariamente... ao longo do filme nós identificamos que ele também tem o seu. Os dois então teriam mais pontos em comum? Será? Como ele mesmo salientou: "<b>Mas não gosto de Direito. Gosto da Justiça.</b>" Direito e Justiça não trabalhariam juntos para uma mesma causa?</font></p>
<p><font color="#663333">Esse período onde o seu pai volta a se aproximar, ele se "descobre" ser pai. Seria a criança que traria o... o "Acorda!"? Temos o mesmo sangue... Já registrando aqui que o menino é um encanto! Ele atua brilhantemente! Me deixou encantada ao longo do filme. E me levou as lágrimas no final!</font></p>
<p><font color="#663333">Enquanto passam um jeito livre de ser, com desenvoltura em suas "atuações", quer seja lecionando, um; ou, advogando, o outro. Nesse reencontro ficam sem saber o que falar; ou como contar suas próprias histórias entre si.</font></p>
<p><font color="#663333"> Por vezes, algumas pessoas ficam tão presas as suas próprias leis internas, a sua rotina, suas retidões... Que nem percebem que há numa simples aproximação um pedido silencioso de um carinho; de um afeto. Que também quando percebem algo, ao usarem uma balança diferente terminam por interpretar do seu jeito. Acontece, que cada um tem um jeito de contar, de transmitir... Mais do que tentar simplesmente adivinhar, o bom é em ouvir. Mesmo que a linguagem usada seja outra, de difícil acesso. </font></p>
<p><font color="#663333">Para estudantes de Direitos, mais que recomendado! Prestem uma atenção mais detalhada a cena onde um cara interrompe uma aula. E para nós outros, também. Assistam! É um belo filme! Amei!</font></p>
<p><font color="#663333">Nota: 10.</font></p>
<p><font color="#663333">Por: Valéria Miguez.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser nerd - bom ou ruim?]]></title>
<link>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 14:22:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Miguel Cavalcanti</dc:creator>
<guid>http://mrcavalcanti.wordpress.com/?p=7</guid>
<description><![CDATA[Quando eu era criança e adolescente era bem &#8220;nerd&#8221;. Estudei num colégio muito puxado n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era criança e adolescente era bem "nerd". Estudei num colégio muito puxado no RJ (<a href="http://www.csbrj.org.br/index2.html" title="São Bento" target="_blank">São Bento</a>), semi-interno e masculino. Além disso tudo era bom aluno. Não tinha muitos amigos e achava difícil conhecer novas pessoas (até por falta de hábito).</p>
<p>Passava as férias inteiras na fazenda, em cima de um cavalo, trablhando com os vaqueiros da fazenda. Enfim, não tinha muitas oportunidades de descobrir novos relacionamentos, em especial com meninas.</p>
<p>Depois, entrei na faculdade e me mudei de cidade, o que facilitou (e muito) as coisas. Hoje me considero uma pessoa que tem facilidade de conhecer pessoas novas e se relacionar. Gosto muito de "descobrir" pessoas interessantes e fazer novos amigos.</p>
<p>Recentemente um amigo, o Christian Barbosa,  escreveu um texto sobre nerds em seu blog (<a href="http://blog.maistempo.com.br/2008/01/20/aonde-esto-os-nerds/" title="Aonde estão os NERDS?" target="_blank">Aonde estão os nerds?</a>). Veja a melhor parte:</p>
<blockquote><p>Ele não tem de esperar a faculdade ensinar para aprender isso, porque a nenhuma faculdade vai ensinar isso pra ele do jeito que ele realmente irá precisar. Aonde estão os NERDS Meu Deus? Aqueles que estudam, que lêem, que fuçam, que descobrem as coisas sozinhos?</p>
<p>Eu quero um NERD, que goste de estudar por puro prazer e não por obrigação. Eu quero um NERD que tenha tesão do que ele vai fazer é para ajudar a mudar um pouquinho o mundo. Eu quero um NERD que encara como um desafio ler um livro de 1000 páginas de algo que ele quer aprender.</p></blockquote>
<p>Acabei de ler uma <a href="http://www.economist.com/books/displaystory.cfm?story_id=10493332" title="The Economist - sobre nerds" target="_blank">revista The Economist</a>, que cita um livro recentemente lançado nos EUA, que estuda no que os nerds (quando crianças) se tornam (quando amadurecem). A matéria da revista começa dizendo "o insulto que vira elogio".</p>
<p>Definição de nerd, segundo o livro (<a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/1585425907/" title="Nerds" target="_blank">Nerds: Who They Are and Why We Need More of Them</a>):</p>
<blockquote><p>"some combination of school success, interest in precision, unselfconsciousness, closeness to adults and interest in fantasy"...</p></blockquote>
<p>Que são elogios muito bons, mas se você perguntar a uma criança (ou a um adulto) "O que é um nerd?", a resposta não será muito positiva, provavelmente.</p>
<p>A matéria termina assim:</p>
<blockquote><p>Eventually, most of us work out that nerdiness tends to go hand-in-hand with higher-than-average levels of curiosity, creativity and enthusiasm. As such, nerds are not merely admirable but attractive. Nerds are cool.</p></blockquote>
<p>Realmente ser nerd tem uma parte boa. Se conseguirmos reunir a desinibição (que geralmente os nerds não têm) e a vontade de aprender, criatividade e entusiasmo, será ótimo. Tenho um filho de 15 dias (sim, dias e não meses, ou anos), e se ele for um nerd, como o Christian Barbosa definiu, vou ficar muito feliz.</p>
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<title><![CDATA[O pastoreio sacerdotal do pai cristão]]></title>
<link>http://paiscristaos.wordpress.com/2007/11/09/o-pastoreio-sacerdotal-do-pai-cristao/</link>
<pubDate>Fri, 09 Nov 2007 16:49:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>naosoudomundo</dc:creator>
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<description><![CDATA[autor: Rev. Ashbell Simonton Rédua - Pastor da Igreja Presbiteriana do Sinai e Membro da CNE

Consi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>autor: <em>Rev. Ashbell Simonton Rédua - Pastor da Igreja Presbiteriana do Sinai e Membro da CNE</em></p>
<p><img src="http://www.sxc.hu/pic/m/c/ca/carin/281622_lover_father.jpg" height="225" width="300" /></p>
<p>Considero ser pai, a tarefa mais difícil da terra. O pai é diferente da mãe. A mãe sente seu filho no ventre, sente-o crescer, sente as suas pulsações, o pai não. A criança nasce e sua afeição inicial está intrinsecamente ligada a vida da mãe.</p>
<p>Ela é a protetora, a provedora dessa criança, ainda tão indefesa. O pai observa tudo isto, compartilha de toda essa graça, mas ainda não se sente pai, até aquele dia que ouve dos lábios do filho gerado, a palavra “pai”, ser chamado de pai.</p>
<p>O pai cristão tem a responsabilidade de formar crianças à imagem de Cristo Jesus. O pai deve modelar para o filho o Senhor Jesus Cristo, para que o filho siga os seus caminhos.<br />
Podemos chamar isso "o sacerdócio do pai" ou talvez "o pastoreio do pai". Todo pai é um "pastor" do rebanho que Deus lhe concedeu.<br />
É interessante traçar os paralelos entre o papel do pastor e o papel dos pais. Vejo pelo menos três responsabilidades paralelas entre os dois:</p>
<p>I. O pai sacerdote devem conduzir seus filhos a Deus (Intercessão)<br />
Segundo Atos 6:2,4, uma das primeiras grandes responsabilidades do líder espiritual é a oração. Os pais que oram por seus filhos providenciam alguma forma de proteção para eles contra as doenças do pecado. O pai intercessor ergue paredes de proteção ao redor de seu filho, preocupando-se com seu bem estar, seu relacionamento com o Senhor, pecado, etc.<br />
O pai que ora continuamente pelos filhos certamente agirá também para protegê-los contra o pecado.<br />
Mas como orar pelos filhos? Gostaria de sugerir um esboço muito simples que serve como guia na minha oração pelos meus seis filhos.<br />
Os pais cristãos deve orar por pelo menos cada uma destas áreas:<br />
a) Caráter dos filho (o fruto do Espírito, Gl 5:22 junto com a compreensão da sua identidade como filhos de Deus em Cristo, Ef 1:15-23,3:14-21)<br />
b) Carreira (orar ao Senhor da seará que use meus filhos para expandir Seu Reino no mundo--Lc 10:2)<br />
c) Casamento (orar que Deus direcione meu filho ao cônjuge com quem compartilhará sua chamada para o resto da vida)<br />
O pai sacerdote intercede pelos seus filhos. Mas assim como o pastor, que se dedica à oração e ao ministério da Palavra, o pai sacerdote também se preocupa com o ensino de seus filhos.<br />
II. O pai pastor deve apresentar Deus aos seus filhos (instrução)<br />
O pai pastor está sempre ensinando seus filhos pelas palavras, pelas ações e pelas atitudes. É impossível escapar do olhar destas pequenas ovelhas, que admiram tanto seus "pastores". Sempre estamos transmitindo o que somos para elas. Com tempo, os filhos se tornam o que os pais são. Por isso o "pai sacerdote" tem que reconhecer que ele é um "pai professor", sempre instruindo seus filhos e vacinando-os contra a doença que chamo "amnésia espiritual".<br />
Amnésia espiritual é a doença que aflige os filhos de crentes que não se esforçam em transmitir sua fé para a próxima geração. É a memória de Deus apagada da vida de um filho pela negligência dos pais. Em Dt 6:6-9, nos lemos: “Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas."<br />
Conforme estes versículos, o pai pastor (instrutor) aproveita toda oportunidade para ensinar seus filhos os valores e princípios bíblicos transmitidos pelo Supremo Pastor. Ensina a Palavra formalmente e informalmente, propositalmente e espontaneamente, em todo lugar e em qualquer lugar, em todo tempo e o tempo todo. Não é um fanaticismo evangélico mas um estilo de vida que avalia toda a vida por uma perspectiva bíblia. "O pai que ama Deus de todo coração, transmite sua fé à outra geração!"<br />
III.O pai pastor deve disciplinar os seus filhos (Intervenção)<br />
A última responsabilidade do "pai-pastor" segue naturalmente as primeiras duas. Provérbios 22:6 chama o pai para "ensinar a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele." Junto com este texto, Efésios 6:4 chama os pais (o termo "pais" designa especificamente homens) a "não provocar seus filhos à ira, mas criá-los na admoestação e na disciplina do Senhor." Assim como o pastor de rebanho vai atrás de ovelhas desgarradas e às vezes precisa discipliná-las, para que evitem perigos maiores longe do aprisco, os pais precisam intervir na vida dos seus filhos com disciplina equilibrada.<br />
O equilíbrio entre instrução e intervenção ou seja, disciplina, pode ser entendida por meio de uma analogia. O pai vai na frente do seu filho como alguém que quer cavar uma trilha ou valeta em que o filho pode caminhar. No início, a valeta está muito rasa, e o filho pode sair dela com facilidade. Quando isso acontece, o pai coloca seu filho de volta na trilha cavada com firmeza e amor. Com o passar de tempo, a valeta fica cada vez mais funda, e o filho só poderá escapar dela com grande esforço. Quando isso acontece, o papai o coloca dentro do caminho de novo. Depois de 18 anos, a trilha deve ser tão profunda, que o filho teria que chamar o corpo de bombeiros e uma escadona para sair do caminho do Senhor. É possível, mas não muito provável.<br />
O pai que realmente ama seu filho precisa intervir quando este deixa o caminho da instrução. Provérbios recomenda o uso da vara, uma consequência artificial mas estruturada pelos pais, para desviar os filhos do pecado. Deve ser aplicada com força suficiente para arder mas nunca ferir a criança. Assim o pai ajuda seu filho a associar o pecado com dor, assim evitando conseguências muito piores no futuro, proporcionadas pela própria vida.<br />
Muitos anos atrás, resolvi seguir meu caminho, com 9 anos de idade, decidi não ir a Igreja, abandonar os meus padrões cristãos, e não seguir a fé e a doutrina ensina por meu pai. No domingo pela manhã preparei-me para a tão esperada pesca. De posse da minha vara de pescar, fui para o rio, naquela época com muita água, ali na cidade de Mantena-MG. Estava tranquilho pescando, quando senti a dor de uma varada nas costas, era o meu pai. Pegou-me pelo braço e me arrastou até a minha casa, fez vestir a roupa dominical e fui arrastado para igreja. Ele me falou-me as seguintes palavra: “Hoje não entendes o que faço, mas amanhã compreenderás e nunca esquecerás desse ato”. Dou graças a Deus por aquele momento, pelo cuidado e pela disciplina aplicada, que com certeza fez com que permanecesse fiel nos caminhos do Senhor<br />
Pais da Igreja Presbiteriana do Sinai, não posso pensar em presente maior que você possa dar a seu filho do que ser um exemplo de seriedade e reverência para com Deus em sua vida. Caminhando com o Senhor, será um referencial inesquecível que ajudará a construir o caráter de seu filho. Você não será perfeito, pois por definição somos imperfeitos, mas a integridade de reconhecer um erro e pedir perdão deverá ser uma marca do pai cristão.<br />
E assim, juntos, pais e filhos procurando conhecer a vontade de Deus para nosso relacionamento, teremos muito mais chances de acertar!<br />
Soli Deo Glória</p>
<p><a href="http://www.ipb.org.br/artigos/artigo_inteligente.php3?id=62" target="_blank">http://www.ipb.org.br/artigos/artigo_inteligente.php3?id=62 </a></p>
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