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	<title>ser-ou-nao-ser &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/ser-ou-nao-ser/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ser-ou-nao-ser"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 04:04:33 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA["Ser ou não ser, eis a questão" - Versos de Shakespeare]]></title>
<link>http://naoserouser.wordpress.com/?p=106</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 23:16:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Búfalo</dc:creator>
<guid>http://naoserouser.pt-br.wordpress.com/2008/09/30/106/</guid>
<description><![CDATA[Transcreverei um verso de  A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, na qual relata a dor e o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Transcreverei um verso de <span style="color:#000000;"> <em>A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca</em>, na qual relata a dor e o o sofrimento de Hamlet quando descobre as ações de seu tio para possuir o trono da Dinamarca. O tio matou seu pai e ainda engravidou a mãe.</span></p>
<p>Neste verso apareça a famosa frase de Shakespeare "<em>To be or not to be, that's the question"</em> que é a uma grande inspiração para a criação deste blog, como podem perceber pelo titulo:</p>
<p><em>"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre<br />
Em nosso espírito sofrer pedras e setas<br />
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,<br />
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações<br />
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.<br />
Dizer que rematamos com um sono a angústia<br />
E as mil pelejas naturais-herança do homem:<br />
Morrer para dormir... é uma consumação<br />
Que bem merece e desejamos com fervor.<br />
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:<br />
Pois quando livres do tumulto da existência,<br />
No repouso da morte o sonho que tenhamos<br />
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita<br />
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.<br />
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,<br />
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,<br />
Toda a lancinação do mal-prezado amor,<br />
A insolência oficial, as dilações da lei,<br />
Os doestos que dos nulos têm de suportar<br />
O mérito paciente, quem o sofreria,<br />
Quando alcançasse a mais perfeita quitação<br />
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,<br />
Gemendo e suando sob a vida fatigante,<br />
Se o receio de alguma coisa após a morte,<br />
–Essa região desconhecida cujas raias<br />
Jamais viajante algum atravessou de volta –<br />
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?<br />
O pensamento assim nos acovarda, e assim<br />
É que se cobre a tez normal da decisão<br />
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;<br />
E desde que nos prendam tais cogitações,<br />
Empresas de alto escopo e que bem alto planam<br />
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo<br />
De se chamar ação.<br />
(...)"</em></p>
<p>Tradução foi retirado da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ser_ou_n%C3%A3o_ser,_eis_a_quest%C3%A3o">Wikipedia</a>. Segundo consta, tradução de SILVA RAMOS, Péricles Eugênio da". <strong>Hamlet</strong> Editora Abril, 1976. ISBN.</p>
<p>Aos que prefirem a versão original destes versos de <em>Hamlet, Prince of Denmark</em> :</p>
<p><em>"To be or not to be, that is the question;<br />
Whether 'tis nobler in the mind to suffer<br />
The slings and arrows of outrageous fortune,<br />
Or to take arms against a sea of troubles,<br />
And by opposing, end them. To die, to sleep;<br />
No more; and by a sleep to say we end<br />
The heart-ache and the thousand natural shocks<br />
That flesh is heir to — 'tis a consummation<br />
Devoutly to be wish'd. To die, to sleep;<br />
To sleep, perchance to dream. Ay, there's the rub,<br />
For in that sleep of death what dreams may come,<br />
When we have shuffled off this mortal coil,<br />
Must give us pause. There's the respect<br />
That makes calamity of so long life,<br />
For who would bear the whips and scorns of time,<br />
Th'oppressor's wrong, the proud man's contumely,<br />
The pangs of despised love, the law's delay,<br />
The insolence of office, and the spurns<br />
That patient merit of th'unworthy takes,<br />
When he himself might his quietus make<br />
With a bare bodkin? who would fardels bear,<br />
To grunt and sweat under a weary life,<br />
But that the dread of something after death,<br />
The undiscovered country from whose bourn<br />
No traveller returns, puzzles the will,<br />
And makes us rather bear those ills we have<br />
Than fly to others that we know not of?<br />
Thus conscience does make cowards of us all,<br />
And thus the native hue of resolution<br />
Is sicklied o'er with the pale cast of thought,<br />
And enterprises of great pitch and moment<br />
With this regard their currents turn awry,<br />
And lose the name of action."</em></p>
<p> Sem dúvida um grande verso. Poderei tentar alguma divagação, como sempre faço, mas, se o tentasse ,perderia a profundidade dos versos. O próprio texto já nos passa a sua riqueza. Esporo que gostem do verso.</p>
<p>Grande abraço,</p>
<p>Búfalo</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como se faz para não ser Gay??]]></title>
<link>http://mentescoloridas.wordpress.com/?p=332</link>
<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 19:58:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Chocolate</dc:creator>
<guid>http://mentescoloridas.pt-br.wordpress.com/2008/08/17/como-se-faz-para-nao-ser-gay/</guid>
<description><![CDATA[
 
 
Estava eu fazendo uma limpeza no Blog,’’dando uma geral ‘’&#8230;quando me deparei no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a href="http://mentescoloridas.files.wordpress.com/2008/08/foto-linda-de-flores.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-333" src="http://mentescoloridas.wordpress.com/files/2008/08/foto-linda-de-flores.jpg?w=300" alt="" width="300" height="205" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Estava eu fazendo uma limpeza no Blog,’’dando uma geral ‘’...quando me deparei no motor de buscas do blog,com a seguinte busca:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><span> </span>‘’Como se faz para não ser Gay?’’.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Quando ainda era uma adolescente me fiz a mesma pergunta,estava desesperada porque não sabia exatamente o que fazer.Nenhuma das minhas amigas sentia o que eu sentia e naquela altura...não se falava (quase) nada em relação a Homosexualidade.Durante anos,e por não saber a quem pedir ajuda,me fiz essa pergunta inúmeras vezes.Era complicado entender o que acontecia,o que eu sentia,era extremamente frustante.Não havia manual de auto-ajuda para isso!Eu não sabia o que fazer com aquele sentimento.Sendo adolescente as coisas parecem não ter solução mas acredite, tem solução!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Muitas de nos passamos por essas mesmas perguntas,não é fácil ser ‘’diferente’’ vivendo na sociedade que vivemos onde as pessoas pensam que somos algum tipo de praga ou vírus.Ser homossexual passa a ser um fardo,uma dor,uma cruz.Começamos por odiar-nos,por sermos diferentes e lutamos com tudo para inibir esse sentimento e desejamos não ser ‘’assim’’.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Sentimo-nos completamente fora do ‘’padrão convencional ‘’e se sentir uma ‘’outsider’’ chega a ser deprimente até aceitarmos que apesar das diferenças,somos como qualquer outra pessoa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Milhares de adolescentes (e adultos),passando por esse dilema, fazem-se essa mesma pergunta neste exato momento.A questão da religião é umas das causas principais dessa ‘’auto-abominação’’somos ‘’brainwashed’’ e chegamos até a acreditar que somos algum tipo do ‘’mal’’. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A Boa nova é que com o tempo,passamos a nos aceitar como somos,e nos importamos menos sobre o que a sociedade pensa,passa ser uma questão de sobrevivência da nossa sanidade mental.A pressão pode tornar-se muito prejudicial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Para todas que estejam vivendo essa ‘’fase’’ não desanimem,com o tempo as coisas ficam mais fáceis<span>  </span>e talvez irá rir-se desses dias tenebrosos.Comigo foi exatamente assim:Comecei questionando tudo a minha volta e prencipalmente o que sentia,com tempo,fui me aceitando,arrumei alguém com que poderia falar sem receio e nem reservas e hoje essa pessoa tornou-se a minha melhor amiga e ela me dá a maior força.Talvez seja por isso que muitos fazem terapia,para poder conversar sem se sentir julgados ou impulsionados a seguir os padrões convencionais tabulados<span>  </span>por um grupinho de pessoas que decidiu o que seria certo ou errado.Mas isso não quer dizer que ser gay seja Errado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Muitos acreditam que podemos escolher entre ser ou não gay.Eu sinceramente,acho que não.O que pode acontecer e tentar viver uma vida ‘’aceitável’’ pelo resto dos habitantes do planeta Terra.Alguns conseguem por algum tempo e sentem-se miseráveis pelo resto dos seus dias...outros entregam-se a vícios para poder suportar a fachada de suas vidas e muitos chegam a ter vidas duplas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Eu sou a favor de dar tempo ao tempo.Não existe melhor remédio do que o Tempo.As coisas ficam mais claras e mais fáceis de suportar.Não existe nenhuma formula milagrosa ou nenhuma poção mágica para deixar de ser gay.Peça ajuda,converse com alguém que você possa confiar,seus parentes,amigos e com certeza você verá as coisas de maneira mais ‘’light’’.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Chocolate</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem somos nós?]]></title>
<link>http://mundodapsicologia.wordpress.com/?p=48</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 23:34:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Óreon Souza</dc:creator>
<guid>http://mundodapsicologia.pt-br.wordpress.com/2008/06/23/quem-somos-nos/</guid>
<description><![CDATA[Somos um rosto?
Um sorriso?
Somos um corpo escultural?
Uma vida?
Uma vida desperdiçada?
Uma vida di]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Somos um rosto?</p>
<p>Um sorriso?</p>
<p>Somos um corpo escultural?</p>
<p>Uma vida?</p>
<p>Uma vida desperdiçada?</p>
<p>Uma vida dispersa?</p>
<p>Um rosto sorrindo na multidão?</p>
<p>Um coração aberto?</p>
<p>Somos somente para quem amamos?</p>
<p>Ou somos para quem vivemos?</p>
<p>Vivemos por viver?</p>
<p>Ou vivemos por que somos?</p>
<p>Nosso coração feliz é?</p>
<p>Ou nossa vida que somos nós?</p>
<p>Quero saber...</p>
<p>Donde vem essa vontade de ser, mas o que é o ser? Será que é importante pensar que somos o que a sociedade nos impõe? Ou que somos fruto de um conflito com nossos pais?</p>
<p>Não.</p>
<p>Não acho importante considerar nada disso, nós somos, o que pensamos, somos como agimos, como agimos naturalmente, como agimos em casa, sim, é somos irritados, mas carinhosos. Não, nossa essência não é consumista, nossa essencia quer ser alguma coisa que não somos. É nossa essência nem sempre é tão bonita quanto aparenta, não tem tanto brilho, tanta marca, alias, alma, ou a nossa essência, nossa razão de viver, tem marca? É, pois eu queria comprar uma. Mas felizmente não preciso, tenha a minha bem aqui.</p>
<p>Não precisamos ser para os outros, não precisamos ser bonitos, muito menos ter uma Ferrari, ou uma Mansão. Não precisamos ser para os outros, mas sermos nós mesmos, é... aquele alguém que está longe de ser. Aquele quem você quem sabe deixou de ser há muito tempo, aquele "ser" que te deixava feliz.</p>
<p>Ser alguém, é estar de bem com a vida, é estar perto de quem você ama, e poder ser você, é poder curtir um belo pôr-do-sol ou até esperar a noite inteira para ver o sol nascer, é ter dentro de você a felicidade em fazer as coisas por prazer, fazer o que se gosta. É não adiar um compromisso, por que é um compromisso, mas fazer ele, pois gosta, e é necessário.</p>
<p>É ter a felicidade que irradia em ver como as coisas vivem em completa harmonia, por mais caótico que pareça o mundo. É ter um sonho realizado.</p>
<p>É SER.</p>
<p style="text-align:right;">Óreon Souza.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Que Sortudo era Hamlet!]]></title>
<link>http://vandosquebrados.wordpress.com/?p=44</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 17:36:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ragas</dc:creator>
<guid>http://vandosquebrados.pt-br.wordpress.com/2008/06/23/que-sortudo-era-hamlet/</guid>
<description><![CDATA[Uma das citações mais conhecidas do planeta vem da peça teatral Hamlet escrita por William Shakes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das citações mais conhecidas do planeta vem da peça teatral Hamlet escrita por William Shakespeare. Nela, o personagem principal, depois de ver a mãe casando com o assassino de seu pai, depois de matar acidentalmente o pai de seu grande amor, e após ver a mãe morrer ao tomar um veneno destinado a ele, exterioriza sua dúvida entre a vontade de viver ou morrer, indagando: "Ser ou não ser? Eis a questão". Com todo respeito ao príncipe dinamarquês, mas depois dos longos minutos na sala de ultrasonografia hoje, há dúvidas muito mais aflitivas do que a simples decisão entre a vida e a morte.</p>
<p>Com certeza, Hamlet nunca sentou em uma salinha de 10 metros quadrados, esperando a resposta sobre o sexo do bebê tão aguardado. Naquela época arcaica, sei que todos tinham que esperar 9 meses para descobrir qual o sexo da criança, mas tenho certeza que esses meses passavam bem mais rápido que aqueles longos minutos naquela micro-sala.</p>
<p>Que sortudo era Hamlet!</p>
<p>Para começar, devo afirmar que o dia de hoje começou, realmente, ontem à noite. Por volta das 23:00hs, para ser mais específico. A hora em que fui, tola e inocentemente, tentar dormir. Toda vez que começava a pegar no sono, era acordado pelo estrondo causado pela queda de uma agulha de costura no chão da cozinha, ou pelo barulho em uníssono causado pelos coturnos dos ácaros marchando em meu travesseiro. Resumindo? Mal preguei os olhos.</p>
<p>Que sortudo era Hamlet!</p>
<p>Depois, sobrevivi ao combo trânsito/sala de espera/atraso no horário da consulta, sem arrancar o coração pela garganta. O desespero cumulado à falta de sanidade era tamanho, que cheguei a pagar R$ 5,00 por um DVD-R virgem para gravar as imagens do ultrasom. E, aqueles que me conhecem, sabem que isso para mim, é semelhante a pagar R$ 50,00 por um Big-Mac.</p>
<p>Que sortudo era Hamlet!</p>
<p>Até que fomos encaminhados à pequenina saleta. Muitas horas depois (leiam poucos minutos), aparece a médica responsável pela notícia mais aguardada da minha vida. Mais do que a escalação do Corinthians em uma final de campeonato. Ela chega calma, andando lentamente, fingindo não perceber a ansiedade respirada no local. O antigo Ragazzo teria vontade de dar uma voadora nela por trás, enraivecido pela demora, já o atual, pensou se ela não queria que eu buscasse um cafézinho enquanto realizava o exame.</p>
<p>Que sortudo era Hamlet!</p>
<p>Foi então que a médica começou a movimentar a pá do aparelho de ultrasom, espalhando o gel por toda aquela barriga maravilhosa, Reino Encantado da criaturinha mais linda que o mundo ainda não viu. Enquanto ela media tamanho do estômago, fêmur, cabeça, ritmo dos batimentos cardíacos, minha mente viajou para longe, bem longe dali. Fui para um mundo em que me via levando o garoto ao jogo de futebol, onde aguardava sentado na platéia, a apresentação de balé da minha filha. Um mundo onde imaginava meu sorriso com a perda da virgindade do meu filho, ou meu desespero ao saber que minha princesa se transformara em uma mulher. Até que veio uma calma avassaladora. Uma paz de espírito difícil de ser traduzida. Pois naquele mundo, qualquer que fosse o cenário, eu me via como um pai feliz. E então, veio a notícia! Nem lembrei mais de Hamlet! O sortudo, agora, era eu!</p>
<p>A emoção que senti acredito ser intraduzível, mas, como escritor, aceitarei o desafio: PAZ! Em seu mais pleno efeito. Todos os problemas desaparecem, todas as preocupações nos abandonam, toda raiva é eliminada, dando espaço por um tipo de amor novo, diferente, compulsivo. Tudo cai para segundo plano. Podem ter certeza que o conceito de PAZ foi criado por uma pessoa que, naquele momento, passava pela mesma situação.</p>
<p>Quanto ao sexo do bebê, eu poderia, claro, revelá-lo nesse texto, mas o objetivo de um escritor é tentar passar aos seus leitores, através de palavras (ou pela ausência delas), todas as suas emoções, e espero que, mantendo o segredo, vocês consigam ter uma vaga noção da aflição que senti naquela sala.</p>
<p>Aproveito para terminar esse texto, pedindo perdão pelo leviano (mas inevitável!) trocadilho feito com a obra do inigualável William Shakespeare, interpelando-os:</p>
<p>Menino ou Menina? Eis a questão! </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ser ou não ser...]]></title>
<link>http://coringadasentrelinhas.wordpress.com/?p=22</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 03:49:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>coringadasentrelinhas</dc:creator>
<guid>http://coringadasentrelinhas.pt-br.wordpress.com/2008/05/13/ser-ou-nao-ser/</guid>
<description><![CDATA[&#8230;Eis a questão&#8230;
Se você também procura por uma palavra para explicar os por quês da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>...Eis a questão...</p>
<p>Se você também procura por uma palavra para explicar os por quês da sua vida, eu encontrei a minha... aprendizado.<br />
Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias. "Tudo na vida passa."<br />
Ter fé e pensamentos positivos mesmo perante as mais difíceis situações, é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado.<br />
E tenho a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso até saber que se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.<br />
Deste modo, meu caro, toda vez que penso nisso, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois se "até a uva-passa" eu sei que "isso também passa".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida é bela no trabalho II]]></title>
<link>http://blogstorm.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 23:55:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>sapha</dc:creator>
<guid>http://blogstorm.pt-br.wordpress.com/2008/05/12/a-vida-e-bela-no-trabalho-ii/</guid>
<description><![CDATA[1. Dê prioridade às suas prioridades.
2. Termine o que você começou.
3. Concentre-se no que est]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>1. Dê prioridade às suas prioridades.</p>
<p>2. Termine o que você começou.</p>
<p>3. Concentre-se no que está indo bem. Não o contrário.</p>
<p>4. Faça mágica, não maluquice. Trabalhe menos, porém, melhor.</p>
<p>5. Lembre-se que a vida continua depois do trabalho. Sobretudo quando você acha o contrário. Ou mude de viada.</p>
<p>6. Aprenda uma coisa nova todos os dias.</p>
<p>7. Não faça rodeios. Peça diretamente o que quer.</p>
<p>8. Evite levar trabalho para casa. Família é mais importante.</p>
<p>9. Nunca minta.</p>
<p>10. Permaneça fiel a suas convicções e princípios</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida é bela no trabalho]]></title>
<link>http://blogstorm.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 23:34:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>sapha</dc:creator>
<guid>http://blogstorm.pt-br.wordpress.com/2008/05/12/a-vida-e-bela-no-trabalho/</guid>
<description><![CDATA[A Felicidade vai ao encontro dos que sabem rir.
Provérbio Japonês
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Felicidade vai ao encontro dos que sabem rir.</p>
<p>Provérbio Japonês</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que criar o blogstorm se eu já tenho blog?]]></title>
<link>http://blogstorm.wordpress.com/?p=4</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 06:16:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>sapha</dc:creator>
<guid>http://blogstorm.pt-br.wordpress.com/2008/05/11/por-que-criar-o-blogstorm-se-eu-ja-tenho-blog/</guid>
<description><![CDATA[Este blog, ao contrário do vidaordinaria.com.br é mais um diário de idéias e insights que não c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Este blog, ao contrário do vidaordinaria.com.br é mais um diário de idéias e insights que não caberiam colocar no outro blog.</p>
<p>Enquanto o V.O. é mais caprichado e elaborado este tem apenas a finalidade de armazenar idéias, muitas vezes non senses, que quem sabe um dia a gente venha a usar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como não ser o que SE É?]]></title>
<link>http://naoseroquesee.wordpress.com/2007/12/12/como-saber-o-que-nao-se-e/</link>
<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 00:27:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>naoseroquesee</dc:creator>
<guid>http://naoseroquesee.pt-br.wordpress.com/2007/12/12/como-saber-o-que-nao-se-e/</guid>
<description><![CDATA[
Você já tentou não ser o que você É hoje?
AO tentar mudanças repentinas, estando em uma situa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://naoseroquesee.wordpress.com/files/2007/12/hamster.jpg" alt="hamster.jpg" /></p>
<p>Você já tentou não ser o que você É hoje?<br />
AO tentar mudanças repentinas, estando em uma situação ou estacionado em um momento da vida não desejado você precisa refletir na realidade de que VOCÊ É O QUE SE ESTÁ SENDO NO MOMENTO.<br />
Por mais que você se esforce pra que situações novas, trabalhos novos, novas mulheres, novos homens (ou seja lá o que sua sexualidade permitir) sempre haverá uma verdade absoluta: VOCÊ É O QUE TEM QUE SER HOJE!<br />
Já parou pra pensar então que o Hamster na gaiola é nada mais nada menos do que a representação da humanidade? É a representação de VC ali? Correndo, indo, buscando e GIRANDO EM CÍRCULOS.<br />
Já foi dito que o homem era incapaz de voar; mas ainda não foi dito que o HOMEM por mais que faça... será sempre um ser escondido dentro dele mesmo tentando NÃO SER O QUE SE É!</p>
<p>Bem-vindos à nota de abertura do BLOG!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[- rascunho [ ]]]></title>
<link>http://6eme.wordpress.com/2007/12/05/rascunho/</link>
<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 14:40:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Bruno Duarte</dc:creator>
<guid>http://6eme.pt-br.wordpress.com/2007/12/05/rascunho/</guid>
<description><![CDATA[Somos o que os outros pensam de nós quando arrematamos, em um lance supervalorizado, o desenho pint]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Somos o que os outros pensam de nós quando arrematamos, em um lance supervalorizado, o desenho pintado por um ídolo que pelo eterno/efêmero momento agora parece ser o esboço mais perfeito do ser você.</p>
<p>-De certa forma sempre somos rabiscos alheios.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As voltas que esta vida da...]]></title>
<link>http://suzeargollo.wordpress.com/2007/10/05/7/</link>
<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 01:43:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>suzeargollo</dc:creator>
<guid>http://suzeargollo.pt-br.wordpress.com/2007/10/05/7/</guid>
<description><![CDATA[
Ei Menina!
É comigo?
Aonde você vai? Porque tanta pressa?
Não viu? O mundo cresceu, precisamos c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://suzeargollo.wordpress.com/files/2007/10/coelho-de-alice.jpg" title="coelho-de-alice.jpg"><img align="middle" src="http://suzeargollo.wordpress.com/files/2007/10/coelho-de-alice.thumbnail.jpg" alt="coelho-de-alice.jpg" /></a></p>
<p>Ei Menina!</p>
<p>É comigo?</p>
<p>Aonde você vai? Porque tanta pressa?</p>
<p>Não viu? O mundo cresceu, precisamos correr para que possamos contemplá-lo por inteiro.</p>
<p>Inteiro? O mundo? Enlouqueceu garota? Ninguém conhece todo o mundo.</p>
<p>Como não? O mundo inteiro está em mim, em você! Somos parte do todo.</p>
<p>Então para que correr? Basta fechar os olhos e aquietar a mente. Se o mundo inteiro está em você, contemple-o!</p>
<p>Não me basta contemplar, careço experimentar. Preciso ir, estou atrasada, as voltas do mundo não esperam.</p>
<p>E não voltam?</p>
<p>Voltam, num eterno retorno. Mas gira em espiral, nunca estarás no mesmo ponto, jamais igual. A cada volta novas marcas surgirão e teu corpo desenhará todos os caminhos percorridos. A história ficará marcada em ti.</p>
<p>Custa ter marcas, para nós é muito caro ter todos estes desenhos no corpo.</p>
<p>Sim, eles contam a história tua e do mundo. É caro ter marcas!</p>
<p>E como mantê-las?</p>
<p>Conservando a tua verdade, enfrentando as dores e a tua imagem refletida.</p>
<p>E o retorno?</p>
<p>É a oportunidade da redenção, de vermos tudo, assistirmos ao replay da nossa vida. Mas escute: não mais da mesma forma, não com as mesmas oportunidades. A volta te encontrará em outro ponto, com outros desenhos na pele. Aproveite cada minuto e ângulo que o mundo te concede.</p>
<p>Posso saber mais?</p>
<p>Podes saber tudo! Mergulhe. Mas não mais me pergunte, preciso ir, estou atrasada.</p>
<p>Suzana Argollo</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[monstrinhos de estimação]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/12/27/monstrinhos-de-estimacao/</link>
<pubDate>Wed, 27 Dec 2006 23:20:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
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<description><![CDATA[Postulei aqui 2 posts abaixo que o Natal é uma época que não tem nada de mágica. Simplesmente, p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Postulei aqui 2 posts abaixo que o Natal é uma época que não tem nada de mágica. Simplesmente, por algum motivo, nos deixamos perder a vergonha de demonstrar nossos sentimentos.</p>
<p>Conversando mais durante o final de semana e a segunda-feira de Natal, cheguei à conclusão de que tais sentimentos também se afloram do lado mau de cada um de nós. No Natal, muitos de nós deixam livres os seus monstrinhos mentais de estimação para aproveitar as reuniões familiares e com amigos da forma como mais gostam: brigando entre si.</p>
<p>Até pouco tempo, eu achava esquisito conhecer tantas pessoas que detestam o Natal. Depois passei a não me preocupar com isso. Agora cheguei à conclusão de que elas têm sim seus motivos para estarem descontentes. A culpa é dos monstros que andam à solta e à procura de picuínhas, ranços antigos, feridas tapadas e histórias esquecidas para se alimentar.</p>
<p>Curiosamente, é a mesma época em que estamos mais generosos, amorosos, coisa e tal. Que tal se deixássemos nossos monstros sempre livres? Aí eles talvez aprendessem a conviver entre si e nos causassem menos problemas nas épocas festivas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Feliz Natal!]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/12/24/feliz-natal/</link>
<pubDate>Sun, 24 Dec 2006 21:43:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
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<description><![CDATA[É Natal&#8230; A época do ano em que mais comemos, mais abraçamos, mais nos desejamos coisas e ma]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.navidad.bz/bienvenida.gif" align="left" height="270" width="250" />É Natal... A época do ano em que mais comemos, mais abraçamos, mais nos desejamos coisas e mais nos lembramos dos outros. Será?</p>
<p>De minha parte, tenho algumas dúvidas... Acredito mais que o Natal seja a época em que deixamos de lado o estranho hábito de ter vergonha de mostrar afeto por nossos semelhantes, conhecidos ou não. O especial da época de natal não é necessariamente o sentimento individual, mas o coletivo, aquele que se sente em grupo e que afasta por um momento essa timidez cultural que nos priva de sermos mais generosos, mais afetuosos e mais felizes durante o restante do ano.</p>
<p>Não acho que seja um milagre, como muitos dizem por aí. Acho mesmo que é uma faceta do nosso comportamento que precisamos aprender a usar com mais frequência.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[aprendendo sobre as relações humanas]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/12/12/aprendendo-sobre-as-relacoes-humanas/</link>
<pubDate>Wed, 13 Dec 2006 00:34:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
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<description><![CDATA[Conversando hoje com D. Eva, minha ilustríssima professora de língua alemã, descobri uma de muita]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Conversando hoje com D. Eva, minha ilustríssima professora de língua alemã, descobri uma de muitas facetas dos povos germânicos pós-guerra que eu não conhecia. Fräu Eva me fez hoje ilustração interessantíssima do comportamento social na Alemanha. Por um breve momento de divagação - já que D. Eva, apesar de morar no brasil há mais de 50 anos, ainda é uma alemã e gosta de "cada coisa na sua hora" - conversamos sobre as diferenças que vemos hoje entre a forma como a sociedade brasileira e o povo alemão encaram seus momentos de lazer. Contrastávamos a forma como os brasileiros e alemães enxergam as relações entre das pessoas entre si e com a comida e bebida.</p>
<p>Segundo ela, os alemães, talvez por um resquício de lembranças dos tempos de necessidades durante as duas grandes guerras, valorizam intensamente o momento das refeições - característica que é notada na forma como se constróem as próprias frases do idioma:</p>
<blockquote><p>"Ich möchte dich zum Essen einladen. Kannst du heute mit mir zu Abend essen?" (Gostaria de convidá-lo para comer. Você poderia comer comigo hoje à noite?) ou "Kannst du heute abend zu uns zum Essen kommen?" (Você poderia hoje à noite ir à nossa casa para comer?).</p></blockquote>
<p>D. Eva comenta que essa é uma forma ainda muito utilizada pelos jovens alemães, que hoje estão na 3ª geração após o governo de Hitler.</p>
<p>Do ponto de vista da curiosidade antropológica, é muito interessante notar como o longo e trágico período de instabilidade alemã modificou as relações de amizade e companheirismo, valorizando certos atos que, para nós brasileiros, muitas vezes passam despercebidos. Isso se tornou muito claro quando comparamos as formas alemãs e brasileiras de aproveitar a companhia alheia. Ao passo que aqueles falam do ato de comer valorizando ressaltadamente o valor do alimento, a nós, apesar de conduzirmos regabofes absolutamente fartos (e por muitas vezes desperdiciosos), o ponto alto das reuniões é justamente "estar junto" ao outro.</p>
<p>Não se diz com isso que os alemães desprezam a companhia de seus pares. Na verdade, o ponto-chave da questão é a forma como essas relações se completam. Enquanto para os brasileiros, muitas vezes, o "estar junto" (não necessariamente se fazendo companhia) já é suficiente e a misantropia é, de certa forma, mal-vista e mal-interpretada; para os alemães, o importante na relação com o outro é desfrutar do momento juntos no sentido de aproveitar o que o outro tem para oferecer com uma boa conversa, de preferência (e quase sempre) acompanhada de boa comida.</p>
<p>Se assim não acontecer, por que não preferir estar sozinho?</p>
<p>Interessantíssima forma de inverter os clichês regionalistas que apontam o alemão como o frio e insensível e o brasileiro como o acolhedor e atencioso. Ao passo que eles se esbaldam ao conhecer essa faceta brasileira, sugiro que nós investiguemos um pouco mais os temidos "sisudos". Poderemos aprender muito sobre a forma de considerar o outro como um ser tão importante quanto nós mesmos e a nossa comida.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Forçando a barra...]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/12/04/forcando-a-barra/</link>
<pubDate>Tue, 05 Dec 2006 02:10:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
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<description><![CDATA[Hoje à noite, na volta para casa, me peguei pensando em como a gente gosta de forçar a barra das c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje à noite, na volta para casa, me peguei pensando em como a gente gosta de forçar a barra das coisas. Me veio, a princípio, como uma característica própria do brasileiro. No entanto, pelo meu total desconhecimento das culturas de outros países, não posso dizer assim que isso seja uma característica única nossa.</p>
<p>Mas se fosse, essa seria uma de que o brasileiro se ufanaria. Aliás, já o faz, mas por outro lado. O brasileiro é o dono do mundialmente famoso "jeitinho", que uma vez me fez passar vergonha num evento internacional aqui em BH... caso para outro post.</p>
<p>O "forçar a barra" a que me refiro hoje é um pouco mais do que o uso do "jeitinho". É toda uma categoria de comportamentos que envolvem usar desculpas para se passar por uma identidade que não se tem (ou se é), para ter uma atitude que não assumiria ou simplesmente para fugir da responsabilidade da aplicação do pensamento.</p>
<p>Exemplo nº1 ou: <a href="http://imdb.com/title/tt0291579/" target="_blank">à la folie? pas du tout...</a></p>
<blockquote><p>Ouço todos os dias a coluna "seus filhos" da Rosely Sayão na rádio <a href="http://www.bandnewsfm.com.br" target="_blank">Band News FM</a>. Não por escolha, mas porque ela está na faixa de horário em que eu ouço a rádio (entre 6h30 e 7h35 da manhã, no trajeto casa/trabalho), e a coluna até que é muito boa. E na coluna de hoje ela falava sobre as viagens de comemoração de final do ensino médio e como essas viagens às vezes se tornam grandes pretextos para se "ir à forra", "sair do normal" e "fazer besteira" com a desculpa de se livrar do "enorme peso" do Ensino Médio. ------ Cá entre nós. Pode até ser que os alunos de escolas super-exigentes e de ponta precisem mesmo se despressurizar ao final da sua primeira jornada de 11 anos escolares. Mas será que é esse o caso dos nossos estudantes comuns do Ensino Médio? <em>"Been there, done that"</em>, diria o sábio. Compreendo, mas não concordo. Acho que a cultura poderia ser criada de forma diferente. Por que diabos a farra precisa ter a desculpa da despressurização? Só pra não carregarmos as culpas das maluquices cometidas? Isso, pra mim, é "forçar a barra".</p></blockquote>
<p>Exemplo nº2 ou: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Moli%C3%A8re" target="_blank">le malade imaginaire</a></p>
<blockquote><p>A mesma Rosely dizia, há alguns dias, sobre o mito das crianças hiperativas. Sobre a diferença daquelas que realmente tem problemas clínicos diagnosticados como "hiperatividade" e aquelas que simplesmente fazem mais do que os que gostam de ficar o dia inteiro na frente da tv, do <em>playstation</em> ou do computador. O que me chamou a atenção nesse assunto era o exemplo da criança que ao ser chamada à atenção por estar fazendo bagunça, dizia: "não posso evitar, eu sou hiperativa". ------ Aprendeu desde cedo a "forçar a barra" para justificar seus atos. E assim acontecem com todas as coisas dessa chamada vida moderna: "não posso evitar, eu sou estressado / anoréxica / hipocondríaco / cleptomaníaco / etc". Ora, não tapemos o sol com a peneira. Todas essas condições clínicas existem. Mas eu aposto meu salário contra o seu que menos da metade das pessoas que se declaram como tais são realmente portadoras das patologias em si.</p></blockquote>
<p>Exemplo nº3 ou: <a href="http://imdb.com/title/tt0113247/" target="_blank">la haine</a></p>
<blockquote><p>Hoje mesmo, no mesmo ponto de ônibus que eu, estava um rapazinho que não passava dos 17 anos. Indumentária comum a qualquer adolescente e um grande sei-lá-o-que-de-pendurar-coisas no pescoço (parecido com esses cordões de crachás, mas beeem mais largo). Até aí, tudo bem... mas o negócio em volta do pescoço do rapaz tinha a nome de uma banda brasileira (o rappa?) e uma imitação do selinho de mau-comportamento que as bandas americanas adoram mostrar por aí. <a href="http://www.blog.ni9e.com/archives/nwa.jpg" target="_blank">"Parental Advisory: Explicit Content"</a>. ------ Por alguns segundos, me perguntei que diabos aquele selo estadunidense (que pra mim é um grande símbolo de todo o falso-moralismo à là <a href="http://www.tfp.org.br/" target="_blank">tradição/família/propriedade</a> vivido nos EUA) tava fazendo no cordão de uma banda brasileira. Até que me bateu: se lá ele é usado como um simbolo de transgressão pelas bandas mal-comportadas, infelizmente, é natural que aqui ele seja copiado. Infelizmente porque a cópia simplesmente ignora o fato de que o Brasil não classifica suas músicas entre próprias e impróprias para as faixas etárias. Faz algo muito mais inteligente: deixa isso a cargo das famílias e pessoas com decisão de compra. Mas o brasileiro não. Força a barra pra se parecer com essa imbecilidade importada. Se a moda pega...</p></blockquote>
<p>Exemplo nº4 ou: <a href="http://www.imdb.com/title/tt0243493/" target="_blank">le placard</a></p>
<blockquote><p>Hoje ainda ouvi no rádio um ótimo programa sobre o mercado publicitário que poderia muito bem ser chamado de <a href="http://www.comercialecia.com.br/" target="_blank">"Comercial e Cia"</a>. Mas os produtores quiseram que se chamasse "Comercial e Cia <em>on radio</em>". Tá. Pra quê mesmo? Antes que me joguem pedras, eu sou o primeiro a defender alguns estrangeirismos que não tem ou simplesmente não precisam de tradução (<em>empowerment, accountability, mouse, fax, marketing,</em> etc), mas qual o objetivo de se trocar o "no rádio" por um pedante "<em>on radio</em>"? Ficar chique? Isso, pra mim, é forçar a barra. Como eu já disse, o programa é ótimo, mas tem um quadro chamado "<em>Advertising</em> Brasil". Pelas barbas do profeta. Não podia ser "Propaganda Brasil", "Publicidade Brasil", "<em>Marketing</em> Brasil"?. ------ Os publicitários, tão descolados, podiam passar sem essa, não? Se bem que são eles que criam aquelas aberrações do tipo: "é muuuuuuito fanta" ou "schrubbles" ou "fique bamboochaa". <em>I rest my case</em>.</p></blockquote>
<p>Forcei a barra? Talvez... mas é porque o errado sou eu... o BBB7 vem aí...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[horizontal]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/10/17/horizontal/</link>
<pubDate>Wed, 18 Oct 2006 02:55:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
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<description><![CDATA[essa é uma tentativa&#8230; só isso&#8230;

Esse post foi criado na horizontal, por isso a voz xox]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>essa é uma tentativa... só isso...</p>
<p><code>[odeo=http://odeo.com/audio/2183667/view]</code></p>
<p>Esse post foi criado na horizontal, por isso a voz xoxa de gente da roça, tá? Sei lá... nem eu presto atenção nas coisas que eu falo, porque vc deveria, né? Só digo que quem escutar e porventura conseguir entender pelo menos alguma parte vai ter uma idéia bem fiel do mecanismo de pensamento desse tal de Ricardo Moraleida...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As pequenas mudanças são as melhores...]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/10/13/as-pequenas-mudancas-sao-as-melhores/</link>
<pubDate>Sat, 14 Oct 2006 00:06:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
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<description><![CDATA[Casar, mudar de casa, passar no vestibular, arrumar o primeiro emprego e outras grandes mudanças da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://moraleida.wordpress.com/files/2006/10/allstar.jpg" title="allstar.jpg"><img src="http://moraleida.wordpress.com/files/2006/10/allstar.jpg" alt="allstar.jpg" align="left" width="250" /></a>Casar, mudar de casa, passar no vestibular, arrumar o primeiro emprego e outras grandes mudanças da vida são muito legais. Representam grandes alterações não só na rotina mas também na visão de mundo, na forma de tratar o dinheiro, as pessoas e nas escolhas que fazemos a partir daí...</p>
<p>Mas tem pequenas coisas que mudam tudo e ao mesmo tempo não mudam nada. Quer ver? Só quem usa óculos sabe a diferença que faz trocar uma armação antiga pela nova (coisa que fiz há 4 anos... já tá na hora de fazer de novo).</p>
<p>Hoje, depois de muitos anos sem nem pensar no assunto, troquei a forma de colocar o cadarço no tênis. Há uns 8-10 anos eu comecei a usar cadarço cruzado porque era bacana, mas principalmente porque meus pais a vida toda colocaram os cadarços "lineares" nos meus tênis - e eu, aos 14 anos, queria ser diferente.</p>
<p>Hoje, às vésperas de completar 23, eu me peguei colocando o cadarço linear nos meus tênis favoritos. Óbviamente, mudar a forma de colocar os cadarços não muda nada - mas de certa forma, não é que mostra que alguma coisa mudou no resto da nossa concepção do mundo?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sem comentários]]></title>
<link>http://moraleida.wordpress.com/2006/10/09/sem-comentarios/</link>
<pubDate>Mon, 09 Oct 2006 22:49:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ricardo Moraleida</dc:creator>
<guid>http://moraleida.pt-br.wordpress.com/2006/10/09/sem-comentarios/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://moraleida.wordpress.com/files/2006/10/semcomentarios-small.jpg" title="Direct link to file"><img src="http://moraleida.wordpress.com/files/2006/10/semcomentarios-small.jpg" alt="semcomentarios-small.jpg" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>

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