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	<title>senhor &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/senhor/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "senhor"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 17:52:25 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Salmo 87]]></title>
<link>http://clicaki.wordpress.com/?p=331</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 11:16:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>jonaslumber</dc:creator>
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<description><![CDATA[Salmos 87:1 O fundamento dela está nos montes santos.
Salmos 87:2 O Senhor ama as portas de Sião m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Salmos 87:1 O fundamento dela está nos montes santos.</p>
<p>Salmos 87:2 O Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó.</p>
<p>Salmos 87:3 Coisas gloriosas se dizem de ti, ó cidade de Deus.</p>
<p>Salmos 87:4 Farei menção de Raabe e de Babilônia dentre os que me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este nasceu ali.</p>
<p>Salmos 87:5 Sim, de Sião se dirá: Este e aquele nasceram ali; e o próprio Altíssimo a estabelecerá.</p>
<p>Salmos 87:6 O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu ali.</p>
<p>Salmos 87:7 Tanto os cantores como os que tocam instrumentos dirão: Todas as minhas fontes estão em ti.</p>
<p>HTML clipboard</p>
<table id="table4" border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="59">
<p align="center"><a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&#38;lkout=1&#38;kw=A+Biblia+No+Inicio+fox+classics&#38;site_origem=5084602" target="_blank"> <img src="http://clicaki.files.wordpress.com/2008/06/biblia_inicio.jpg" border="0" alt="A Biblia no Inicio" width="54" height="80" /></a></p>
</td>
<td><a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&#38;lkout=1&#38;kw=A+Biblia+No+Inicio+fox+classics&#38;site_origem=5084602" target="_blank"> A Bíblia no Início - Fox Classics</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Deus cumpre as suas Promessas?]]></title>
<link>http://clicaki.wordpress.com/?p=322</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 19:02:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>jonaslumber</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Bíblia diz em 2 Coríntios 1:19-20 &#8220;Porque o Filho de Deus, Cristo  Jesus, que entre vós f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Bíblia diz em 2 Coríntios 1:19-20 "Porque o Filho de Deus, Cristo  Jesus, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim, Silvano  e Timóteo, não foi sim  e não; mas nele houve sim. Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por ele o amém, para glória  de Deus  por nosso intermédio."</p>
<p><!--more--></p>
<p>Deus nunca se retrata ou altera a suas promessas. A Bíblia diz em Salmos 89:34 "Não violarei o meu pacto, nem alterarei o que saiu dos meus lábios."</p>
<p>As promessas de Deus nunca falham. A Bíblia diz em Josué 23:14 "Eis que vou hoje pelo caminho de toda a terra; e vós sabeis em vossos corações e em vossas almas que não tem falhado uma só palavra de todas as boas coisas que a vosso respeito falou o Senhor vosso Deus; nenhuma delas falhou, mas todas se cumpriram."</p>
<p>Deus nos deu a promessa de vida eterna. A Biblia diz em I John 2:25 "E esta é a promessa que ele nos dá, a vida eterna."</p>
<p>Deus pode fazer o impossível. A Bíblia diz em Lucas 18:27 "Respondeu-lhes: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus."</p>
<p>Deus deu-nos a promessa de novos corações e de novos desejos. A Bíblia diz em Ezequiel 36:26 "Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne."</p>
<p>Ele prometeu-nos perdão. A Bíblia diz em1 João 1:9 "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."</p>
<p>Ele prometeu-nos os frutos do Espírito Santo. A Bíblia diz em Gálatas 5:22-23 "Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. A mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei."</p>
<p>Ele prometeu-nos libertar-nos do medo. A Bíblia diz em Salmos 34:4 "Busquei ao Senhor, e ele me respondeu, e de todos os meus temores me livrou."</p>
<p>Deus prometeu salvação para os nossos filhos. A Bíblia diz em Isaías 49:25 "Porque eu contenderei com os que contendem contigo, e os teus filhos eu salvarei."</p>
<p>Temos a promessa do Espírito Santo. A Bíblia diz em Lucas 11:13 "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?</p>
<p>Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. A Bíblia diz em Filipenses 4:19 "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus."</p>
<p>Deus não nos negará o que é bom para nós. A Bíblia diz em Salmos 84:11 "Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão."</p>
<p>Ele promete-nos sabedoria. A Bíblia diz em Tiago 1:5 "Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada."</p>
<p>Deus nos promete paz. A Bíblia diz em Isaías 26:3 "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti."</p>
<p>Deus promete livrar-nos da tentação. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:13 "Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar."</p>
<p>Temos a promessa de saúde e cura. A Bíblia diz em Jeremias 30:17 "Pois te restaurarei a saúde e te sararei as feridas, diz o Senhor; porque te chamaram a repudiada, dizendo: É Sião, à qual já ninguém procura."</p>
<p>Deus nos promete protecção de mal e perigo. A Bíblia diz em Salmos 91:10 "Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda."</p>
<p>A Bíblia promete que os mortos viverão de novo. A Bíblia diz em João 5:28-29 "Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo."</p>
<p>Jesus prometeu-nos que regressará de novo. A Bíblia diz em João 14:2-3 "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também."</p>
<p>Ele nos promete pôr fim à morte, à tristeza e à dor. A Bíblia diz em Apocalipse 21:4 "Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."<br />
BibleInfo.com<br />
P.O. Box 19039, Spokane, WA 99219<br />
Bibleinfo.com Phone Line: 1-800-97-BIBLE<br />
EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Salmo 84]]></title>
<link>http://clicaki.wordpress.com/?p=316</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:55:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>jonaslumber</dc:creator>
<guid>http://clicaki.wordpress.com/?p=316</guid>
<description><![CDATA[Salmos 84:1 Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos!
Salmos 84:2 A minha ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Salmos 84:1 Quão amável são os teus tabernáculos, ó Senhor dos exércitos!</p>
<p>Salmos 84:2 A minha alma suspira! sim, desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.</p>
<p>Salmos 84:3 Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu.</p>
<p>Salmos 84:4 Bem-aventurados os que habitam em tua casa; louvar-te-ão continuamente.</p>
<p>Salmos 84:5 Bem-aventurados os homens cuja força está em ti, em cujo coração os caminhos altos.</p>
<p>Salmos 84:6 Passando pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; e a primeira chuva o cobre de bênçãos.</p>
<p>Salmos 84:7 Vão sempre aumentando de força; cada um deles aparece perante Deus em Sião.</p>
<p>Salmos 84:8 Senhor Deus dos exércitos, escuta a minha oração; inclina os ouvidos, ó Deus de Jacó!</p>
<p>Salmos 84:9 Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido.</p>
<p>Salmos 84:10 Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade.</p>
<p>Salmos 84:11 Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.</p>
<p>Salmos 84:12 Ó Senhor dos exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança.</p>
<p>HTML clipboard</p>
<table id="table4" border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="59">
<p align="center"><a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&#38;lkout=1&#38;kw=A+Biblia+No+Inicio+fox+classics&#38;site_origem=5084602" target="_blank"> <img src="http://clicaki.files.wordpress.com/2008/06/biblia_inicio.jpg" border="0" alt="A Biblia no Inicio" width="54" height="80" /></a></p>
</td>
<td><a href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&#38;lkout=1&#38;kw=A+Biblia+No+Inicio+fox+classics&#38;site_origem=5084602" target="_blank"> A Bíblia no Início - Fox Classics</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Evangelizando via SMS]]></title>
<link>http://brunoaurelio.wordpress.com/?p=335</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 03:34:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>brunoaurelio</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O SMS foi utilizado para disseminar mensagens bíblicas aos mais jovens, a sacada foi da Conferênc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://brunoaurelio.files.wordpress.com/2008/07/manga_bible2.jpg"><img class="size-full wp-image-337 aligncenter" src="http://brunoaurelio.wordpress.com/files/2008/07/manga_bible2.jpg" alt="" width="477" height="166" /></a></p>
<p>O SMS foi utilizado para disseminar mensagens bíblicas aos mais jovens, a sacada foi da Conferência Episcopal das Filipinas que decidiu usar uma das mais promissoras formas de comunicação para divulgar as mensagens do novo testamento e atingir os mais jovens: Mobile Marketing.</p>
<p>"É um jeito de estar perto das novas gerações e do seu modo de comunicar, transmitindo a mensagem do evangelho, de uma maneira divertida, mesmo para quem não pode ir à igreja", comentou o secretário da comissão episcopal para o apostolado bíblico das Filipinas, padre Oscar Alunday.</p>
<p>É o mobile marketing rompendo fronteiras não?!.........</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma vara!]]></title>
<link>http://gabrielfelix.wordpress.com/?p=142</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 02:33:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gabriel Félix</dc:creator>
<guid>http://gabrielfelix.wordpress.com/?p=142</guid>
<description><![CDATA[Olá queridos, tudo na paz? Como foram de final de semana? Tudo na benção? Maravilha!
Exodo 4

 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Olá queridos, tudo na paz? Como foram de final de semana? Tudo na benção? Maravilha!</p>
<p style="text-align:center;">Exodo 4</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://gabrielfelix.files.wordpress.com/2008/07/godseyeviewmosessmvp9.jpg"><img class="size-medium wp-image-143  aligncenter" src="http://gabrielfelix.wordpress.com/files/2008/07/godseyeviewmosessmvp9.jpg?w=300" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p> "E o SENHOR disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara.E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra; e Moisés fugia dela. Então disse o SENHOR a Moisés: Estende a tua mão e pega-lhe pela cauda. E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão; Para que creiam que te apareceu o SENHOR Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó".</p>
<p>Quando Deus concede poderes a Moisés com o cajado podemos tirar algumas conclusões interessantes sobre o cajado. Percebemos que a primeira reação de Moisés foi de assustado, pois ele fugia da vara que tinha se transformado em uma cobra. O que Deus tem colocado em sua vida? Uma vara? A sua voz? A sua dança? Suas habilidades? Deus transformou e usou um simples cajado para salvar uma nação. Muitas vezes temos dado pouco valor ou fugimos do que Deus tem nos dado.</p>
<p>Percebemos logo depois que Deus pede para Moisés estender a sua mão e pegar a cobra pela cauda. Pegar a cobra pela cauda??? O normal seria pegar a cobra pela cabeça, não pela cauda! Além de querer nos usar com os nossos dons e talentos Deus quer que sejamos ousados e corajosos. É usar com ousadia e com coragem. Confiando no Senhor. Ele só pegou a cobra pela cauda, pois confiava no Senhor.</p>
<p>Não despreze o dom que há em ti. Um simples cajado abriu um mar. Imagina o que Deus pode fazer através de sua vida! Aleluia!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cabeça Limpa.]]></title>
<link>http://raquelsaraiva.wordpress.com/?p=49</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 21:28:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>raquelsaraiva</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Mais uma foto do Curso de fotografia (*_*)
Eu amei essa foto!
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-48" src="http://raquelsaraiva.wordpress.com/files/2008/07/10.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align:center;">Mais uma foto do Curso de fotografia (*_*)</p>
<p style="text-align:center;">Eu amei essa foto!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novos olhares]]></title>
<link>http://raquelsaraiva.wordpress.com/?p=46</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 00:23:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>raquelsaraiva</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Mais uma foto de sabado, durante o curso de fotografia.
Estou me sentindo mais segura em relação ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-47" src="http://raquelsaraiva.wordpress.com/files/2008/07/senhor.jpg" alt="" width="450" height="433" /></p>
<p>Mais uma foto de sabado, durante o curso de fotografia.<br />
Estou me sentindo mais segura em relação à fotografia, acho que já dá pra ver o resultado, não é? rsrs.</p>
<p>Por ora é só.</p>
<p>Beijos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como se morre de velhice - Cecília Meireles]]></title>
<link>http://cotidianosantanaemfoco.wordpress.com/?p=253</link>
<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 20:39:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>cinthiajo</dc:creator>
<guid>http://cotidianosantanaemfoco.wordpress.com/?p=253</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://Nenhum"><img class="aligncenter size-full wp-image-254" src="http://cotidianosantanaemfoco.wordpress.com/files/2008/07/cecilia.jpg" alt="" width="500" height="573" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um dia para recordar]]></title>
<link>http://iasddutra.wordpress.com/?p=142</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 18:51:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>cidadedutra</dc:creator>
<guid>http://iasddutra.wordpress.com/?p=142</guid>
<description><![CDATA[
Em seu cativeiro, os israelitas até certo ponto tinham perdido o conhecimento da lei de Deus, e ha]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2200/2508203171_1036738a30.jpg?v=0" alt="Jesus Pregando na Sinagoga no sábado" width="400" height="254" /></p>
<p style="text-align:justify;">Em seu cativeiro, os israelitas até certo ponto tinham perdido o conhecimento da lei de Deus, e haviam-se afastado de seus preceitos. O sábado tinha sido geralmente desrespeitado, e as cobranças dos maiorais de tarefas tornaram sua observância aparentemente impossível. Mas Moisés mostrara a seu povo que a obediência a Deus era a primeira condição de livramento; e os esforços feitos para restaurar a observância do sábado vieram a ser notados pelos seus opressores.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://iasddutra.files.wordpress.com/2008/07/recordar.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-143" src="http://iasddutra.wordpress.com/files/2008/07/recordar.jpg?w=283" alt="" width="283" height="213" /></a>Deus prometera ser o seu Deus e tomá-los para Si como um povo após a milagrosa libertação do cativeiro egípcio. O suprimento de provisões começara agora a diminuir. Como se deveria suprir o alimento para aquelas vastas multidões? Dúvidas enchiam o coração deles, e de novo murmuraram. Mesmo os príncipes e anciãos do povo se uniram nas queixas contra aqueles dirigentes que tinham sido designados por Deus. Não haviam, até aquele momento, sofrido fome; suas necessidades presentes eram supridas, mas temiam pelo futuro.</p>
<p style="text-align:justify;">Deus não Se esquecia das necessidades de Israel. Disse a seu guia: “Eis que vos farei chover pão dos céus.” E foram dadas instruções para que o povo apanhasse uma porção para cada dia, e porção dupla no sexto dia, para que se pudesse manter a sagrada observância do sábado. Pela manhã, jazia na superfície do solo “uma coisa miúda, redonda; miúda como a geada”. “Era como semente de coentro branco.” O povo chamou-o maná. Disse Moisés: “Este é o pão que o Senhor vos deu para comer” (Êxodo 16:14, 15 e 31).</p>
<p style="text-align:justify;">Foi-lhes determinado que apanhassem diariamente um gômer [aproximadamente três litros] para cada pessoa; e dele não deveriam deixar para a manhã seguinte. Alguns tentaram guardar uma porção até o dia seguinte, mas achou-se então estar impróprio para alimento. No sexto dia, o povo colhia dois gômeres para cada pessoa. “Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor: o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobejar, ponde em guarda até amanhã.” Assim fizeram, e acharam que ficara inalterado. E Moisés disse: “Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá” (Êxodo 16:23, 25 e 26).</p>
<p style="text-align:justify;">Maná – Cada semana, durante sua longa peregrinação no deserto, os israelitas testemunharam um tríplice milagre, destinado a impressionar-lhes o espírito com a santidade do sábado: uma dobrada quantidade de maná caía no sexto dia, nada caía no sétimo, e a porção necessária para o sábado conservava-se fresca e pura, enquanto qualquer quantidade que se deixava de um dia para outro, em outra ocasião, se tornava imprópria para o uso.</p>
<p style="text-align:justify;">Deus queria transformar a ocasião em que falaria a Sua lei numa cena de terrível grandeza, à altura do exaltado caráter da mesma. O povo deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao serviço de Deus, deviam ser consideradas com a maior reverência. O Senhor disse a Moisés: “Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles os seus vestidos; e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o Monte Sinai.” Durante esses dias intermediários, todos deviam ocupar o tempo em preparação solene para comparecer perante Deus.</p>
<p style="text-align:justify;">A preparação fora feita, conforme o mandado; e, em obediência a outra ordem, Moisés determinou que fosse colocado um obstáculo em redor do monte, para que nem homem nem animal pudesse entrar no recinto sagrado. Se algum se arriscasse a tão-somente tocá-lo, o castigo seria a morte instantânea. Na manhã do terceiro dia, volvendo-se os olhares de todo o povo para o monte, o cimo deste estava coberto de uma nuvem densa, que se tornou mais negra e compacta, descendo até que toda a montanha foi envolta em trevas e terrível mistério. Então se ouviu um som como de trombeta, convocando o povo para encontrar-se com Deus; e Moisés guiou-os ao pé da montanha. Da espessa escuridão faiscavam vívidos relâmpagos, enquanto os ribombos do trovão ecoavam e tornavam a ecoar por entre as montanhas circunvizinhas. “E todo o Monte de Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo, e todo o monte tremia grandemente.” Tão terríveis eram os sinais da presença de Jeová que as hostes de Israel tremeram de medo, e caíram prostradas perante o Senhor.</p>
<p style="text-align:justify;">E então cessaram os trovões; não mais se ouviu a trombeta; a terra ficou calada. Houve um tempo de solene silêncio, e então se ouviu a voz de Deus. Falando da espessa escuridão que O envolvia, estando Ele sobre o monte, rodeado de um acompanhamento de anjos, o Senhor deu a conhecer a Sua lei. Jeová revelou-Se não somente na terrível majestade de juiz e legislador, mas como um compassivo guarda de Seu povo: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êxodo 20). Esse era o que agora falava a Sua lei.</p>
<p style="text-align:justify;">Decálogo – Como símbolo da autoridade de Deus, e incorporação de Sua vontade, foi entregue a Moisés uma cópia do Decálogo gravada pelo dedo do próprio Deus em duas tábuas de pedra (Deuteronômio 9:10; Êxodo 32:15 e 16), para que, de maneira sagrada, fosse colocada no santuário, o qual, depois de construído, deveria ser o centro visível do culto da nação.</p>
<p style="text-align:justify;">A lei não fora proferida naquela ocasião exclusivamente para o benefício dos hebreus. Deus os honrou, fazendo deles os guardas e conservadores de Sua lei, mas esta deveria ser considerada como um depósito sagrado para todo o mundo. Os preceitos do Decálogo são adaptados a toda a humanidade, e foram dados para a instrução e governo de todos. Dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrangem os deveres do homem para com Deus e seus semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://iasddutra.files.wordpress.com/2008/07/sabado.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-144" src="http://iasddutra.wordpress.com/files/2008/07/sabado.jpg?w=295" alt="" width="295" height="221" /></a>O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como havendo sido estabelecido na criação. Deve ser lembrado e observado como a memória da obra do Criador. Apontando para Deus como Aquele que fez os céus e a Terra, distingue o verdadeiro Deus de todos os falsos deuses. Todos os que guardam o sétimo dia, dão a entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, o sábado é o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir. O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.</p>
<p style="text-align:justify;">Era propósito do Senhor que pela fiel observância do mandamento do sábado, Israel fosse continuamente lembrado de sua responsabilidade perante Ele como seu Criador e seu Redentor. Enquanto guardassem o sábado no devido espírito, a idolatria não poderia existir; mas se as exigências deste preceito do decálogo fossem postas de lado como não mais vigentes, o Criador seria esquecido e os homens adorariam a outros deuses.</p>
<p style="text-align:justify;">Nenhuma outra das instituições dadas aos judeus tinha o objetivo de distingui-los tão completamente das nações circunvizinhas, como o sábado. Era intenção do Senhor que sua observância os designasse como adoradores Seus. Seria um sinal de sua separação da idolatria, e ligação com o verdadeiro Deus. Mas a fim de santificar o sábado, os homens precisam ser eles próprios santos. Devem, pela fé, tornar-se participantes da justiça de Cristo. Quando foi dado a Israel o mandamento: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8), o Senhor lhes disse também: “E ser-Me-eis homens santos” (Êxodo 22:31). Só assim o sábado poderia distinguir a Israel como os adoradores de Deus.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando os judeus se apartaram do Senhor e deixaram de tornar a justiça de Cristo sua pela fé, o sábado perdeu para eles sua significação. Satanás estava procurando exaltar-se e afastar os homens de Cristo, e trabalhou para perverter o sábado, pois é o sinal do poder de Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Santidade – Numa ocasião, por ordem do Senhor, o profeta se pôs numa das principais entradas da cidade, e aí apelou para a importância da santificação do sábado. Os habitantes de Jerusalém estavam em perigo de perder de vista a santidade do sábado, e foram solenemente advertidos contra o seguir seus interesses seculares nesse dia. “Se diligentemente Me ouvirdes”, o Senhor declarou, “e santificardes o dia de sábado, não fazendo nele obra alguma, então entrarão pelas portas desta cidade reis e príncipes, assentados sobre o trono de Davi, andando em carros e montados em cavalos, eles e seus príncipes, os homens de Judá, e os moradores de Jerusalém; e esta cidade será para sempre habitada” (Jeremias 17:24 e 25).</p>
<p style="text-align:justify;">Esta promessa de prosperidade como recompensa de obediência foi acompanhada por uma profecia de terríveis juízos que cairiam sobre a cidade, caso seus habitantes fossem desleais a Deus e Sua lei. Se as admoestações para obediência ao Senhor Deus de seus pais e a santificação de Seu dia de sábado não fossem atendidas, a cidade e seus palácios seriam totalmente destruídos pelo fogo. Mas o chamado ao arrependimento e reforma não foi atendido pela grande massa do povo.</p>
<p style="text-align:justify;">"Por isso, o Senhor fez subir contra ele o rei dos caldeus... Os que escaparam da espada, a esses levou ele para a Babilônia, onde se tornaram seus servos... até ao tempo do reino da Pérsia; para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias...” II Crônicas 36:17, 20 e 21. (Ver Jeremias 25:9-12.).</p>
<p style="text-align:left;">Referências:<br />
1. Patriarcas e Profetas, pág. 258.<br />
2. Ibidem, pág. 292.<br />
3. Ibidem, pág. 294.<br />
4. Ibidem, págs. 295 e 296.<br />
5. Ibidem, págs. 303 e 304.<br />
6. Ibidem, pág. 305.<br />
7. Ibidem, pág. 314.<br />
8. Ibidem, pág. 305.<br />
9. Ibidem, pág. 307.<br />
10. Profetas e Reis, pág. 182.<br />
11. O Desejado de Todas as Nações, págs. 283 e 284.<br />
12. Profetas e Reis, págs. 411 e 412.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Espera da Promessa]]></title>
<link>http://pedraangular.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 23:32:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedraangular</dc:creator>
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<description><![CDATA[“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 17pt 70.9pt;"><span>“<em>Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra</em> (At 1:8).”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Foi assim que Cristo se despediu de seus discípulos, deixando uma promessa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Hoje, dois mil anos depois, continuamos recebendo promessas da parte de Deus a respeito de ministério, vida sentimental, familiar, financeira, ou até mesmo do batismo no Espírito Santo. Assim como Cristo prometeu aos seus discípulos, assim tem feito conosco, cristãos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Para receber esta promessa, simplesmente havia de receber o seguinte comando: aguardar em Jerusalém até que do alto fossem revestidos do poder de Deus (Lc 24:49). É o momento em que não somos nós que faremos, mas que Deus movimenta a nosso favor, na qual não atrasa nem se adianta, mas na hora certa. É então que, nós, seres humanos de carne e tentados por Satanás, começamos a viver conflitos neste período de espera.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>No evangelho de João temos o seguinte versículo: <em>E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito </em>Santo (20:22). Esta passagem trata de um momento em que Cristo estava ainda com os discípulos no dia da ressurreição. Mas se a promessa era essa, porque esperar se já estava realizada? A resposta é que esta outorga do Espírito Santo não fora o batismo como ocorrera no dia de Pentecoste, mas sim a primeira vez que a presença regeneradora do Espírito Santo e a nova vida do Cristo ressurreto saturavam e permeavam os díscipulos (estudo da bíblia Pentecostal).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Ainda neste livro temos algumas indicações do que os discípulos faziam enquanto aguardavam a promessa (21:1-3). Mostra que retornaram a fazer aquilo que faziam antes de terem seu encontro com Jesus, visto que estavam pescando peixe e que, por sinal, nada pegavam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Este momento em que aguardamos a promessa de Deus se cumprir em nossas vidas, costumamos ficar ansiosos, angustiados, chegando ao ponto de muitas vezes nos sentirmos perdidos ou abalados na fé. Muitas vezes sem saber como acontecerá, ou sem confiar que Deus é Fiel para cumprir aquilo que prometeu, somos provados e até mesmo tentamos voltar para aquilo de onde fomos arrancados. Mas pela graça de Deus, somos guardados de obter sucesso e nos apartar dos caminhos do Senhor. Por isso, muitas vezes a angústia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Porém nem sempre é provação, grande parte das vezes estamos sendo tratados. Foi o que aconteceu com Simão Pedro. Mesmo tendo ele visto que o mestre verdadeiramente havia ressuscitado, ainda existia aquela marca em seu peito, que o assolava e o angustiava. Ele negara a Cristo e carregava essa dor em seu ser.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Creio eu que essa dor, e o reflexo de sua atitude deve ter levado a Pedro questionar se estaria mesmo preparado para ser usado na obra de Deus. Talvez por isto tenha voltado as velhas práticas, talvez neste tempo pensasse do que teria valido a pena ter largado sua profissão e ter seguido a Cristo, se ele mesmo, com sua própria boca, desperdiçara a oportunidade e então se encontrava perdido e com o coração amargurado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Foi então que Cristo reaparece para ele (21:7-19), e ao reconhecê-lo, já mergulha nas águas para se achegar o mais rápido possível. E como Cristo é cura, ali operou a cura interior que Pedro precisava. Era necessário que isto acontecesse antes de receber a promessa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Jesus ali deu as três oportunidades que Pedro necessitava para curar suas feridas. Assim como por três vezes o negou, por três vezes declarou seu amor por Jesus. Agora sim ele estava curado, e Cristo lhe deixou a obra, <em>Apascenta as minhas ovelhas </em>e ainda <em>Segue-me</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Agora sim, Pedro estava curado, e se colocou na posição daquele que espera a promessa de Deus, uniu-se a igreja perseverando <em>unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Provavelmente meditavam na palavra de Deus dia e noite, pois já haviam o entendimento das escrituras sagradas aberto por Cristo Jesus (Lc 24:45), se preparando enquanto aguardavam o grande dia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>E como Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa (Nm 23:19a), permitiu que finalmente chegasse o dia da promessa:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 17pt 70.9pt;"><span>“<em>Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma. E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem</em> (At 2:1-4).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Que alegria! Foram todos tomados pelo Espírito Santo de Deus. Foi ali confirmado a obra de Cristo em suas vidas testificado pela parte de Deus. Antes, homens que receberam a promessa de ser revestidos do poder de Deus e fazer a sua obra, mas temerosos e perdidos, agora, cheios do Espírito e vivendo os dons do espírito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Deus foi Fiel, é Fiel e continuará sendo, pois a palavra diz que nEle não há mudança nem sombra alguma de variação (Tg 1:17). <em>Por ventura tendo ele dito, não o fará? Ou havendo falado, não o cumprirá?</em> (Nm 23:19b) Esse é o nosso Deus, que tem tantas vezes a sua palavra questionada pelos homens, que dizem que foi modificada, mas tanto não foi que Deus tem permanecido Fiel em cumprir aquilo que disse e não aquilo que não disse.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>E como o batismo era de Deus, deveria realmente demonstrar os dons que provem do Espírito de Deus (cf. 1Co 12:4-10). É quando vemos na prática que o que aconteceu não foi apenas um show, ou uma maluquice como outros diziam, mas o mover real de Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Primeiro, vemos a variedade de línguas, dada a cada um deles. A palavra diz que foi a todos e não a alguns (At 2:4). E juntamente com este veio a palavra de sabedoria que Pedro utiliza logo a seguir (v. 14-40) em seu discurso a aqueles que ali presenciaram o mover de Deus. Percebemos a salvação, principal fruto que o cristão deve recolher, com quase três mil almas agregadas somente naquele dia, após receberem a palavra e se batizarem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Logo a seguir, a cura, quando Pedro acompanhado por João iam ao templo, em nome de Cristo cura o coxo que começa a andar e louvar a Deus. Inclusive quando falamos de cura, percebemos curas fantásticas realizadas através de Pedro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 17pt 70.9pt;"><span>“<em>... a ponto de transportarem os enfermos para as ruas, e os porem em leitos e macas, para que ao passar Pedro, ao menos sua sombra cobrisse alguns deles. Também das cidades circunvizinhas afluía muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais eram todos curados</em> (At 5:15-16).”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Esse é o poder de Deus. Esta é a promessa de um Deus vivo. É lembrar de Pedro, que antes, na carne, negara ao Senhor três vezes, mas depois, cheio do Espírito, se levanta com mais um dom do Espírito que é a intrepidez e fala abertamente ao Sinédrio, autoridades e anciãos, sobre este mesmo Cristo (4:8-13).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Posso não saber o que Deus prometeu para você, mas te digo, se recebeste uma promessa da parte de Deus, creia, porque ele não somente é Fiel para cumprir, como maravilhoso para ao cumprir, fazer melhor e maior do que tudo aquilo que esperamos ou imaginamos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Enquanto isso, olhe para si mesmo. O que precisa ser trabalhado em você? É a ansiedade? O perdão? A necessidade de um perdão? Entregue nas mãos do Senhor, que o mesmo Jesus ainda hoje, aparece a nós, servos de Cristo, nos trazendo alegria, cura, transformação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>E quanto a promessa... Vale a pena esperar!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;text-align:justify;"><span>Música da Cassiane para reflexão, Vale a Pena Esperar:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Estavam todos reunidos, no lugar de adoração, para se cumprir a promessa de Jesus</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Ficar em Jerusalém até que desça, o Espírito Santo da promessa sobre vós</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E a igreja permaneceu em oração, esperando a promessa se cumprir</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E cumpriu... </span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O Espírito desceu e a casa então encheu, a glória de Deus invadiu o lugar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>E quem acreditou ali permaneceu, em outras línguas pode falar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Deus cumpriu a promessa, vale a pena esperar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Vale a pena esperar, a promessa de Deus, vale a pena esperar, o mover do Senhor</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Quando Deus te falar, então pare para ouvir, porque quando ele fala ele pode cumprir</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O Espírito Santo aqui já chegou, pra cumprir a promessa e Deus já mandou</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Uma núvem de glória pra anunciar, que chegou pentecostes aqui neste lugar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Espera, não vai embora, antes da tua benção chegar</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>É hoje, chegou a hora, o Espírito de Deus vai se manifestar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;"><span>Não saia daqui sem tua benção levar</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;"><span>Texto Bíblico: Almeida, Revista e Corrigida; Almeida Atualizada</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:17pt;"><span>Ricardo de Magalhães Cruz (24 de abril de 2008)<br />
<a href="mailto:ricardo.dmc@gmail.com">ricardo.dmc@gmail.com</a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marcas que o tempo não apaga - Autora do poema lança livro no Brasil]]></title>
<link>http://pregar.wordpress.com/?p=404</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 22:38:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>pregar</dc:creator>
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<description><![CDATA[


 
 O famoso poema Pegadas na areia faz 40 anos e sua autora lança livro no Brasil
Quase todo mu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="4" width="98%">
<tbody>
<tr>
<td> </p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:sans-serif, Verdana, Arial;"><img src="http://www.jesussite.com.br/imgacervo/images/32316.jpg" alt="" align="right" /> <span style="font-family:Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>O famoso poema Pegadas na areia faz 40 anos e sua autora lança livro no Brasil</strong></p>
<p>Quase todo mundo literalmente - já leu, ao menos uma vez, o poema Pegadas na areia. Em versos singelos, ele é uma mensagem que tem confortado e inspirado milhões de pessoas há exatos 40 anos. O relato é simples. Uma pessoa observa a trajetória de sua vida na forma de pegadas deixadas na areia. Ao lado das suas, há outro par de pegadas deixadas por Jesus Cristo, numa metáfora de que o Senhor sempre caminha ao lado daqueles que nele confiam. Em dado momento, contudo, o peregrino percebe que há apenas um par de pegadas marcadas no solo - justamente nos momentos mais difíceis de sua vida. Então, indaga ao Mestre porque o deixara sozinho nas horas de aflição. Jesus, então, responde ao seu interlocutor que só havia um rastro porque ele estava carregando-o nos próprios braços.</p>
<p>Um dos poemas mais conhecidos de todos os tempos, Pegadas na areia é particularmente querido pelos evangélicos, que encontram ali uma síntese do Evangelho. Ele já foi reproduzido de todas as formas, em quadros, cartões, marcadores de livros, bibelôs, camisetas e uma infinidade de produtos. Inúmeras residências, escolas, escritórios e hospitais ostentam, na parede, flâmulas com o texto impresso. Normalmente considerado anônimo, o que poucos sabem é que o autor, ou melhor, autora de Pegadas na areia tem nome e sobrenome. Trata-se da canadense Margaret Fishback Powers, que, além de ser uma crente convicta, mantém um ministério internacional voltado à evangelização de crianças. Ela esteve no Brasil em julho, participando de eventos de lançamento do livro que conta a história do poema (ver seção Multimídia - Literatura nesta edição), e recebeu a reportagem de ECLÉSIA durante sua passagem por São Paulo.</p>
<p>"Muita gente pensa que Pegadas na areia é fruto apenas de minha criatividade. Porém, para mim, ele foi uma experiência bem real, composto em um momento de grandes expectativas e poucas certezas em minha vida", diz a autora. Sua proximidade com a fé e as letras vêm de longe. Desde a adolescência, quando era missionária batista e dava aulas para crianças em Quebec, em seu país, ela demonstrava talento especial para escrever. A história do poema começou quando Margaret foi para um retiro de jovens da igreja, auxiliando o então namorado Paul, um dos responsáveis pelo evento. "Era o dia de Ação de Graças de 1964 e, ao chegarmos, fui dar uma volta na praia com ele", recorda. O compromisso era recente - estavam juntos havia apenas seis semanas - e Paul acabara de pedi-la em casamento. Entretanto, o jovem casal tinha poucas esperanças de futuro. "Éramos muito diferentes um do outro. Paul tinha um passado marcado por violência e drogas. Não tínhamos perspectivas profissionais ou financeiras pela frente e nem mesmo se nossas famílias e a igreja iriam nos apoiar", conta Margaret.</p>
<p>De volta do passeio, os dois notaram que as ondas apagaram algumas pegadas, deixando apenas um par visível. "Talvez isso seja um prenúncio de que nossos sonhos serão levados água abaixo", sugeriu ela. "Não!", protestou Paul, para, então, tomá-la em seus braços e concluir: "Teremos turbulências, mas seremos um só na caminhada. E o Senhor nos tomará assim, em seus braços, se confiarmos e tivermos fé nele". Aquelas palavras românticas ficaram marcadas no íntimo da jovem. Naquela noite, ela não conseguiu dormir e orou bastante. No dia seguinte, apresentou ao namorado não apenas sua certeza em Deus do casamento e futuro dos dois, mas o poema que, anos depois, tanto sucesso faria, ainda com o título Eu tive um sonho.</p>
<p>Álbum de casamento - Paul fez questão de declamá-lo a todos no encerramento do retiro. Margaret não podia mesmo ter a menor noção da proporção que tomariam os versos simples que acabara de escrever. Anos depois, já casada, ela reencontraria sua obra de forma completamente inesperada. Seu marido sofreu um acidente e recuperava-se no hospital. "Eu estava na UTI, e uma enfermeira, querendo me consolar, segurou minha mão e começou a recitar o poema", conta Paul Powers, hoje um respeitado pastor batista em Vancouver, no Canadá. E as surpresas não pararam. Tempos depois, qual não foi o susto de Margaret ao se deparar na rua com um imenso outdoor que estampava os versos? "Voltei correndo para casa, toda eufórica", lembra.</p>
<p>A partir dali, a luta foi para provar que o poema, já então conhecido como Pegadas na areia, não era anônimo. "Tínhamos mais de 200 testemunhas que o ouviram e receberam uma cópia naquele retiro. Além disso, ainda o havia escrito na abertura de nosso álbum de casamento, em 1965", explica Margaret. Tendo sua autoria reconhecida, ela tornou-se uma celebridade. Margaret não arrisca dizer como Pegadas se espalhou pelo mundo, nem em quantos lugares já chegou. Mas certamente são muitos. Apenas o livro que conta sua história, e que agora chega ao Brasil já foi publicado em outros 20 países. "É o agir de Deus", simplifica a autora, uma simpática senhora que prefere não revelar a idade. Ela já escreveu dez livros e compôs outros 16 mil poemas, a maioria com temática cristã. Alguns também são bastante conhecidos pelo público brasileiro, como Carta de um amigo, que muitas igrejas evangélicas utilizam como material evangelístico.</p>
<p>O talento literário da poetisa também é instrumento de ação social. O casal criou e dirige a Little people Ministry Association, ministério interdenominacional que promove assistência a crianças de todo o mundo. "Agora estamos treinando jovens que trabalharão na evangelização infantil em países como Tailândia, Costa Rica, Japão e no Caribe", diz Paul Powers.</p>
<p>Uma boa parte dos recursos do ministério vem dos direitos autorais da obra de Margaret. Além disso, seus textos são alguns dos principais recursos didáticos do Little people, usados nas aulas para crianças em milhares de escolas, hospitais e orfanatos.</p>
<p>Naturalmente, a autora tem recebido, ao longo desses anos, inúmeros relatos de gente que associa Pegadas na areia a alguma situação de suas vidas. Geralmente, são pessoas que encontraram no poema alento em situações de dor, doença ou morte. Um dos casos que mais a emocionou foi o de um soldado americano na primeira Guerra do Golfo, entre 1990 e 1991. "Li num jornal que um fuzileiro sobreviveu inexplicavelmente ao atravessar um campo minado". O curioso é que o recruta passou pelo terreno sem saber dos artefatos enterrados, que só foram descobertos pelos rastreadores depois. Algumas minas estavam exatamente ao lado de suas pegadas. "Muita gente disse que foi pura sorte, mas o rapaz fez questão de mencionar o poema e dizer que foi Cristo que o carregou nos braços ali"; comenta Margaret.</p>
<p><strong>Palavras que inspiram e consolam</strong></p>
<p>Uma noite eu tive um sonho.<br />
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu,<br />
passavam-se cenas de minha vida.<br />
Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares<br />
de pegadas na areia; um era meu e o outro, do Senhor.</p>
<p>Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás,<br />
para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes,<br />
no caminho de minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.</p>
<p>Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e<br />
angustiosos do meu viver. Isso entristeceu-me deveras, e perguntei,<br />
então, ao Senhor: "Senhor, tu me disseste que, uma vez que eu<br />
resolvera te seguir, tu andarias sempre comigo em todo o caminho,<br />
mais notei que, durante as maiores tribulações de meu viver, havia na areia<br />
dos caminhos da vida apenas um par de pegadas. Não compreendo<br />
por que, nas horas em que mais necessitava de ti, tu me deixaste".</p>
<p>O Senhor me respondeu:<br />
"Meu precioso filho. Eu te amo e jamais te deixaria nas horas de tua<br />
prova e de teu sofrimento: Quando viste na areia apenas um par de<br />
pegadas, foi exatamente aí que eu, nos braços, te carreguei". </span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<p>Fonte: JesuSite</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Deus, dono, senhor]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=170</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 14:48:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
<guid>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=170</guid>
<description><![CDATA[Florbela Espanca começa o seu soneto Escrava com as seguintes palavras: &#8220;Ó meu Deus, ó meu ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SGee2kZCBvI/AAAAAAAAAbU/QYGeuMuGoEg/s1600-h/Mine_Alone_by_arealitystudios.jpg"><img style="float:right;cursor:pointer;width:184px;height:276px;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SGee2kZCBvI/AAAAAAAAAbU/QYGeuMuGoEg/s400/Mine_Alone_by_arealitystudios.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="color:#333333;">Florbela Espanca começa o seu soneto</span> <a href="http://omarkhayyam2.wordpress.com/2008/04/14/escrava/"><em>Escrava</em></a> <span style="color:#333333;">com as seguintes palavras: "Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor".</span> <span style="color:#333333;">Ao longo da minha vida várias mulheres me chamaram "meu dono" e "meu senhor". A primeira que me chamou "meu Deus" foi a dunya: A primeira e a única, porque depois dela não tive outra escrava. E numa fase da vida em que tomei a decisão de nunca mais procurar activamente uma escrava, é improvável que alguma mulher me volte a chamar "meu dono" ou "meu senhor" - e muito menos "meu Deus": uma coisa que descobri durante a minha relação com a dunya foi que esta forma de tratamento me desagradava e perturbava seriamente.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Duvido que me seja possível explicar todas as razões deste meu desagrado. Se eu acreditasse em Deus, poderia ver nestas palavras uma blasfémia e um sacrilégio, mas não acredito n'Ele. Uma razão que posso explicar é a seguinte: desde que me lembro tenho a noção profundamente enraizada de que todos os seres humanos são imperfeitos, incluindo eu próprio. Esta noção influencia praticamente todas as minhas atitudes em relação aos outros e a mim próprio, e leva-me a não esperar demasiado de ninguém. Como raramente me iludo, raramente sofro desilusões; e perdoar, para mim, não é especialmente difícil.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Não exijo a ninguém a perfeição. Exijo, sim, o aperfeiçoamento constante; mas mesmo isto só a mim próprio e a quem está directamente sob a minha autoridade. E aqui está uma das coisas que me incomodavam nas palavras da dunya: ao chamar-me "meu Deus" estava, ou a exigir-me a perfeição, ou a declarar-me perfeito. E isto, a meu ver, não era expressão de respeito, mas da mais profunda falta dele, porque equivalia a uma negação da minha humanidade. E se é na minha humanidade, com a sua inerente imperfeição, que eu centro a minha dignidade e o meu orgulho, então tanto me insulta quem pretender fazer de mim mais que humano como menos que humano.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Quando disse à dunya que a expressão "meu Deus" me incomodava e me fazia sentir mais diminuído do que homenageado, foi a vez dela de se ofender. Disse-me que com essa expressão estava a exprimir algo de muito verdadeiro e profundamente sentido, e que se eu lha proibisse estaria a negar-lhe uma forma de exteriorização da qual tinha verdadeira necessidade. Que essa necessidade lhe vinha dum sentimento de reverência, de veneração, de adoração que não conseguia guardar inteiramente dentro de si.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">De modo que começámos os dois a tentar descobrir quando e em que circunstâncias essa expressão tinha mais tendência a vir-lhe à boca. Descobrimos que nunca a usava nem sentia vontade de usar quando saíamos juntos; nem quando ela me limpava o chão, me fazia a comida ou me passava a roupa a ferro, mesmo que o fizesse toda nua, ou só de avental, sentindo o meu olhar sobre ela; e mesmo na cama, quando eu a possuía, ou na sala, quando eu a vergastava, era muito raro ela dizer "meu Deus".</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Descobrimos que estas palavras lhe costumavam vir à cabeça e à boca numa situação muito específica: quando estava a meus pés, perante o meu sexo descoberto, tomando-o nas mãos ou na boca.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">- Afinal o teu Deus não sou eu - acabei por lhe dizer. - É o meu pénis.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Ela achou que isto talvez fosse verdade; e eu achei que se o fosse isto não me desagradaria tanto. Pelo contrário, até me agradaria: não sei se isto se passa com outros homens, mas confesso que tenho uma forte tendência para sentir que o meu pénis, quando erecto, é a única parte de mim que é perfeita. Ousarei dizê-lo? Ouso: há algo em mim que acredita que o meu pénis erecto é a minha parcela de divindade.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Não vale a pena chamar para aqui as várias culturas e religiões espalhadas pelo mundo em que o culto do falo é um elemento importante. Nem me interessam as explicações sociológicas ou antropológicas deste facto. É uma realidade para a qual só quero olhar do ponto de vista do meu imaginário e dos meus afectos: e aqui este culto encontra uma profunda ressonância.</span></p>
<p><span style="color:#333333;">Que também a encontra nalgumas mulheres, provou-mo a dunya. E nos meus leitores e leitoras? Será que alguém que me está a ler já esteve envolvido em algo de semelhante a esta "adoração do falo"? Aguardo com muito interesse os vossos testemunhos e opiniões, quando mais não seja para saber que não estou sozinho.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pregações Paulo Romeiro para download]]></title>
<link>http://pregar.wordpress.com/?p=114</link>
<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 01:52:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>pregar</dc:creator>
<guid>http://pregar.wordpress.com/?p=114</guid>
<description><![CDATA[Para salvar em seu computador, clique com o botão direito do mouse e selecione a  opção: &#8220;S]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para salvar em seu computador, clique com o botão direito do mouse e selecione a  opção: "<strong>Salvar Destino Como...</strong>"</p>
<p>*Não flerte com o mal -  <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/Pr.Paulo_Romeiro-Nao_flerte_com_o_mal.mp3">Download</a> *</p>
<p>Caminhando com o Senhor nas adversidades - <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/Pr.Paulo_Romeiro-Caminhando_com_o_Senhor_nas_adversidades.wma">Download</a> *</p>
<p>A apatia e o desinteresse espiritual - <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/Pr.Paulo_Romeiro-A_apatia_e_o_desinteresse_espiritual.wma">Download</a> *</p>
<p>A transformação do Evangelho - <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/Pr.Paulo_Romeiro-A_transformacao_do_Evangelho.wma">Download</a></p>
<p>*O  excesso de bagagens que devemos deixar – <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/O_excesso_de_bagagens_que_devemos_deixar-Paulo_Romeiro.wma">Clique  aqui para fazer o download</a></p>
<p>* Não quebre a comunhão com Deus – <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/Nao_quebre_a_comunhao_com_Deus-Paulo_Romeiro.wma">Clique  aqui para fazer o download</a></p>
<p>* Entrai pela porta estreita – <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/Entrai_pela_porta_estreita-Paulo_Romeiro.wma">Clique  aqui para fazer o download</a></p>
<p>* A transformação do Evangelho – <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/A_transformarcao_do_Evangelho-Paulo_Romeiro.wma">Clique  aqui para fazer o download</a></p>
<p>* A apatia e o desinteresse espiritual –  <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/pauloromeiro/A_apatia_e_o_desinteresse_espiritual-Paulo_Romeiro.wma">Clique  aqui para fazer o download</a></p>
<p>*A Bíblia e o Senhor Jesus – <a href="http://www.noticiasdoevangelho.xpg.com.br/ilustracoes/Pr_Paulo_Romeiro-A_Biblia_e_o_Senhor_Jesus.rar">Clique  aqui para fazer o download</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que Jesus é  para você?]]></title>
<link>http://meditardiaenoite.wordpress.com/?p=151</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 10:57:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>meditardiaenoite</dc:creator>
<guid>http://meditardiaenoite.wordpress.com/?p=151</guid>
<description><![CDATA[ 
Sempre carregamos em nosso coração a expectativa de que Deus nos ajudará a conseguir aquilo qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="background:none transparent scroll repeat 0 0;margin-bottom:0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800000;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">Sempre carregamos em nosso coração a expectativa de que Deus nos ajudará a conseguir aquilo que queremos. Pensar desta forma é diminuir Deus e querer usá-Lo em benefício próprio. Para outras pessoas, Deus é um banco que sempre tem dinheiro no caixa. Foi por isso que certa vez, Jesus indagou os discípulos de quem eles diziam que Ele era. Ele disse: “</span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;"><em>E vós, quem dizeis que Eu sou?”.</em></span></span><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;"><strong> </strong></span></span></span></span></p>
<p style="background:none transparent scroll repeat 0 0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800000;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="font-size:small;">2Coríntios 4:5 responde: </span><span style="font-size:small;"><em>“Pois não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor”</em></span><span style="font-size:small;">.</span><span style="font-size:small;"> Aqui vemos que Jesus é o Senhor. Cada um de nós deve abrir a mente para receber esse convencimento. A realidade de que Cristo é Senhor e autoridade deve entrar em nosso coração. Você deve ver Jesus como Senhor, como Autoridade, como Aquele que governa tudo e todos.</span></span></span></span></p>
<p style="background:none transparent scroll repeat 0 0;line-height:150%;" align="justify">
<p style="background:none transparent scroll repeat 0 0;line-height:150%;" align="justify"><span style="color:#800000;"><span style="font-family:Arial, sans-serif;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-size:small;"><strong>Fonte</strong></span><span style="font-size:small;">: Coluna publicada no Jornal O Sul por Sérgio Alves</span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Lord Of The Rings Battle For Middle Earth 2: The Rise Of The Witch King]]></title>
<link>http://baxaria.wordpress.com/?p=135</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 19:42:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>baxaria</dc:creator>
<guid>http://baxaria.wordpress.com/?p=135</guid>
<description><![CDATA[Este jogo é uma expansão. Necessita o jogo principal.

Requerimento:
System: Intel Pentium 1.6 GHz]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Este jogo é uma expansão. Necessita o <a href="http://baxaria.wordpress.com/2008/06/06/lord-of-the-ringsthe-battle-for-middle-earth-ii-crack/" target="_self">jogo principal</a>.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i118.photobucket.com/albums/o112/gdcovers1/TheLordOfTheRingsBattleForMiddleEar.jpg" alt="LOTR Rise of the Witch King" width="272" height="384" /></p>
<p>Requerimento:<br />
System: Intel Pentium 1.6 GHz or equivalent<br />
RAM: 512 MB<br />
Video Memory: 64 MB<br />
Hard Drive Space: 3000 MB<br />
Other: The game only officially supports cards with ATI (Radeon 8500 or greater) and NVIDIA chipsets, as well as Intel GMA 900 and GMA 950 products. Radeon 9200 PCI, Radeon 9250 PCI and the GeForce 4 MX are not supported.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Download dos links:<br />
<a href="http://bitroad.net/download/57b4a6547662/LOR-Rise-Of-The-Witch-King-Expans-o.rar.html" target="_blank">Bit Road</a><br />
<a href="http://w17.easy-share.com/1700751379.html" target="_blank">Easyshare</a><br />
Upado no Rapidshare.com</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[27/06: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro]]></title>
<link>http://david0409.wordpress.com/?p=66</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 13:49:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>David Rafael</dc:creator>
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<description><![CDATA[Este título nasceu provavelmente nas primeiras comunidades cristãs que, em suas dificuldades, invo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Este título nasceu provavelmente nas primeiras comunidades cristãs que, em suas dificuldades, invocaram o socorro da Mãe do SENHOR. Maria, de fato, sempre esteve no meio do povo, como em Caná, aos pés da cruz no Pentecostes e, a seguir, ao longo dos tempos até hoje. Esta devoção, no entanto, está relacionada com um quadro da Virgem muito venerado na ilha de Creta. Após várias peripécias, o quadro foi parar em Roma onde, em 1499, foi entronizado na igreja de São Mateus. Certa tradição afirma ser o retrato de Nossa Senhora pintado por São Lucas. Em todo o caso, exprime uma antiqüísima devoção cristã, amplamente enraizada na piedade cristã também no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fé e Paciência]]></title>
<link>http://silvinhamrr.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 16:37:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>silvinhamrr</dc:creator>
<guid>http://silvinhamrr.wordpress.com/?p=14</guid>
<description><![CDATA[Paciência e fé caminham juntas, de mãos dadas.  São dois remos do mesmo barco. 
“Queremos que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Futura Md BT;"><span style="color:#cc66cc;">Paciência e fé caminham juntas, de mãos dadas.  São dois remos do mesmo barco.</span><br /></span></span> </span></p>
<div style="color:#cc66cc;text-align:justify;"><span><span style="font-family:Futura Md BT;font-size:small;">“Queremos que cada um de vocês mostre essa mesma  prontidão até o fim, para que tenham a plena certeza da esperança, de modo que  vocês não se tornem negligentes, mas <span style="font-weight:bold;">imitem  aqueles que, por meio da fé e da paciência, recebem a herança  prometida</span>.</p>
<p>Quando Deus fez a sua promessa a Abraão, por não haver  ninguém superior por quem jurar, jurou pos si mesmo, dizendo: “Esteja certo de  que o abençoarei e farei numerosos os seus descendentes”. E foi assim que, <span style="font-weight:bold;">depois de esperar pacientemente, Abraão alcançou a  promessa</span>” (Hebreus 6.11-15)</p>
<p>“Abraão, <span style="font-weight:bold;">contra toda esperança</span>, em esperança creu,  tornando-se assim pai de muitas nações, como foi dito a seu respeito: “Assim  será a sua descendência”. <span style="font-weight:bold;">Sem enfraquecer na  fé</span>, reconheceu que o seu corpo já estava sem vitalidade, pois já contava   cerca de cem anos de idade, e que também o ventre de Sara já estava sem vigor.  <span style="font-weight:bold;">Mesmo assim, não duvidou nem foi incrédulo em  relação à promessa de Deus, mas foi fortalecido em sua fé e deu glória a Deus,  estando plenamente convencido de que ele era poderoso para cumprir o que havia  prometido</span>. Em conseqüência, “isso lhe foi creditado como justiça”. As  palavras “lhe foi creditado” não foram escritas apenas para ele, mas também para  nós, a quem Deus creditará justiça, a nós que cremos naquele que ressuscitou dos  mortos a Jesus, nosso Senhor” (Romanos 4.18-24)</p>
<p>“Esperei <span style="font-weight:bold;">com paciência</span> no Senhor e Ele se inclinou para  mim e ouviu o meu grito de socorro” Salmos (40.1)</p>
<p>A maior dificuldade da  Igreja é sustentar a mesma fé até o final. Quando a paciência sai por uma  janela, a fé sai pela porta.</p>
<p>Você tem que sustentar a sua crença até ver  o milagre acontecer!</p>
<p>Paciência não significa tempo de  espera.<br />
Paciência significa a sua atitude durante o tempo de  espera.</p>
<p>Jesus, de certa feita, ensinou aos discípulos a Parábola da Viúva  Persistente:</p>
<p>“Então Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, <span style="font-weight:bold;">para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca  desanimar</span>.<br />
(...)<br />
<span style="font-weight:bold;">Acaso Deus não  fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite?</span> Continuará fazendo-os esperar? Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça e depressa”  (Lucas 18.1 e 8)</p>
<p>Por isso, meu irmão, apegue-se  com firmeza às promessas  de Deus para a sua vida. Se Ele prometeu, Ele é fiel!</p>
<p>“Apeguemo-nos com  firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus  10.23)</p>
<p>Não deixe a tua lógica e o sentimento da experiência vivida  controlar a tua crença. Não leve em consideração o que acontece, mas o que a  Palavra de Deus diz!</p>
<p>Lembre-se da filha de Jairo (Lucas 8:40-55)</p>
<p>A  filha única daquele dirigente da sinagoga, estava muito doente, à beira da  morte. E ele foi pedir que Jesus fosse à sua casa para ver a menina. O versículo  42 nos diz que Jesus já havia partido para a casa de Jairo, já estava a caminho.  E, no meio do caminho, apareceu aquela mulher do fluxo de sangue, e aconteceu  aquele milagre que “atrasou” Jesus para a casa de Jairo. Então, vieram avisá-lo  de que sua filha havia morrido e não era mais necessário  que Jesus fosse até lá  (v. 49). Mas Jairo, não atentando para as circunstâncias, mas confiando  firmemente na Palavra do Senhor Jesus que lhe disse: “<span style="font-weight:bold;">Não tenha medo, tão-somente creia e ela será  curada</span>” (v. 50), continuou crendo. Por causa da sua fé e paciência, Jesus  entrou na sua casa e ressuscitou a sua filha (v. 51-54).</p>
<p>Talvez, nesse  momento, algo tenha “morrido” na sua vida. Alguém pode ter dito a você que não  tem mais jeito. Não adianta mais orar. Já é tarde demais.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Não olhe para as circunstâncias meu amado,  creia nas promessas do Senhor. “Não tenha medo, tão somente creia” porque Jesus  já partiu, Ele está a caminho, e vai entrar na tua casa! Ele  nunca chega  atrasado</span>.</span></span></div>
<div style="color:#cc66cc;text-align:right;"><span>(Autoria: <a title="cduailibe@gmail.com" href="mailto:cduailibe@gmail.com">Cláudia  Duailibe</a>) </span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Violência no Jardim (quarta parte)]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=163</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 18:12:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
<guid>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=163</guid>
<description><![CDATA[Autor: Polly Peachum
Tradução: Vanderdecken
Quando conheci online o meu senhor estava à espera de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SF6SZmwOrjI/AAAAAAAAAas/1gdPb0g46b4/s1600-h/Healer+2.jpg"><img style="float:right;cursor:pointer;width:149px;height:233px;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp0.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SF6SZmwOrjI/AAAAAAAAAas/1gdPb0g46b4/s400/Healer+2.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-style:italic;color:#3333ff;">Autor: Polly Peachum</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-style:italic;color:#3333ff;">Tradução: Vanderdecken</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Quando conheci <em>online</em> o meu senhor estava à espera de ser manipulada. Contava com bazófia e exibicionismo, mascarando um ego profundamente inseguro, tal como tinha encontrado em tantos homens que tinha conhecido ou com quem tinha tido relacionamentos. Ele tinha-me dito numa das suas primeiras mensagens electrónicas que tinha a vocação de curar, que ajudava pessoas infelizes a melhorar emocionalmente. Com efeito, quando começámos a falar, ele deixou bem claro que, embora se sentisse atraído por mim, me encarava mais como alguém que podia ser ajudado do que como uma potencial companheira para a vida. Nesse tempo ele tinha uma escrava com quem era feliz, e embora esse relacionamento tenha terminado mais tarde (ele tinha decidido terminar várias relações dominante-submissa anteriores que tinha achado insatisfatórias por várias razões), ele não estava “à pesca de escravas” nem a tentar adicionar-me a qualquer espécie de harém sadomasoquista. Ele ajudava as pessoas numa base informal, segundo disse, sem cobrar nada pelos seus serviços, porque tinha uma paixão por essa missão, uma vocação. Isto tudo soava-me demasiado vago e <em>New Age</em>. Senti a mesma suspeita que sentiria por alguém que anunciasse ser um bruxo ou que podia comunicar com os mortos. Assumi que esta pretensa terapia não era mais do que um escape para o ego dele. E consequentemente decidi testá-lo.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Sem realmente acreditar que ele me podia ajudar emocionalmente (nunca ninguém na minha vida tinha sido capaz de me ajudar – todos os êxitos e todo o crescimento que eu tinha conseguido tinham sido apesar das pessoas à minha volta, não por causa delas), apresentei-lhe, embora não me desse completamente conta que era isto que estava a fazer, um desafio. Em resposta à sua mensagem terapêutica disse-lhe em substância, e de um modo bastante cínico, “Está bem, Sr. Terapeuta, esteja à vontade para me dar todo o tratamento que quiser, mas não espere de mim resultados prodigiosos.” Muito mais tarde o meu senhor contou-me como se tinha divertido com esta minha afirmação “petulante” e como soube imediatamente, mesmo antes de começarmos, com que rapidez eu havia de mudar de ideias. Como é que ele sabia isto sobre mim? Tendo lido cuidadosamente todas as minhas mensagens, e tendo uma vasta experiência com as pessoas, já sabia que eu era inteligente, motivada e muito sincera no meu desejo de submissão. Também já conhecia por esta altura muitos dos meus problemas e pancadas: as realidades que eu não estava a enfrentar, as coisas que eu estava a assumir sobre a vida e que não estavam a resultar, os meus medos e os meus pontos sensíveis.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">O dar-me conta, como me dei rapidamente, de que ele sabia tanto sobre mim foi apenas uma das descobertas extraordinárias que eu havia de fazer sobre ele ao longo dos anos. À medida que a dinâmica senhor-amante-escrava ia sendo adicionada à dinâmica terapeuta-paciente, comecei a ver que tudo o que ele tinha dito sobre si próprio, incluindo aquelas coisas que tinham que ser gabarolice porque eram boas demais para ser verdade, era exacto e genuíno. Ele tinha realmente uma imensa confiança em si próprio e uma atitude positiva em relação ao que empreendia, atitude esta que era capaz de transmitir às pessoas que estava a tentar ajudar. Assumia realmente a responsabilidade por tudo o que fazia, e cumpria sempre a sua palavra. Se dissesse que me ia telefonar às sete da tarde de terça-feira, fazia-o. Tinha uma personalidade absolutamente estável que era imune a variações de humor e invulnerável à síndroma da conversão (depois de ler esta frase o meu senhor disse com o seu humor sardónico habitual – ele tem-se na conta dum Oscar Levant dos nossos tempos – “Outra maneira de dizer que sou um fanático”). Tinha uma força emocional enorme e maturidade completa e uma ausência desconcertante de botões emocionais. Não ficava avassalado quando aconteciam coisas terríveis na sua vida, nem ficava exageradamente zangado ou perturbado por qualquer coisa que eu fizesse. O melhor de tudo é que não se levava a si mesmo ou a qualquer coisa na sua vida demasiadamente a sério, e constantemente fazia humor com tudo isso – uma coisa de que um egoísta a fazer o papel do Senhor Lorde Dominante Omnipotente Do Universo é totalmente incapaz. Estes fortes traços de personalidade permitiram ao meu senhor ser razoavelmente bem-sucedido, e por vezes muito bem-sucedido, em tudo o que empreendeu. Em cinco décadas de vida foi escritor e editor de jornais e revistas; escritor de livros; fotógrafo, actor e músico; proprietário de um pequeno negócio; dirigente sindical e activista de direitos humanos. Para além deste trabalho pago, arranjou sempre tempo para aconselhar quem o procurasse a pedir ajuda e, a maior parte das vezes, para os ajudar a efectuar mudanças pessoais profundas. Finalmente, é desde há décadas um feminista convicto e já se batia pelos direitos das mulheres muito antes de se ter tornado moda que os homens falassem a favor deles.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Passaram-se seis longos e maravilhosos anos, e estou extraordinariamente feliz com a escolha que fiz e com o rumo que a minha vida tomou em consequência dela. Se me fosse dada outra vez a oportunidade de decidir tornar-me uma escrava sabendo o que sei hoje, faria exactamente a mesma escolha. Olhando cuidadosamente para mim própria tal como sou hoje e para a pessoa que era antes de me tornar uma submissa <em>life-style</em>, posso afirmar que as minhas experiências como submissa melhoraram imensamente a minha vida e nalguns aspectos viraram-na do avesso. Sem a orientação experiente do meu senhor, não acredito que nada disto fosse possível. Há seis anos eu estava incapaz de sair do pântano que eu própria tinha feito. Estava muito obesa e continuava a ganhar peso. Embora tivesse um emprego razoavelmente interessante, o meu próprio apartamento e um namorado, estava sem saber o que fazer da vida. Estava profundamente insatisfeita comigo mesma e sentia-me impotente, incapaz de mudar uma vida que era perfeitamente funcional mas estava encravada em ponto morto. Tinha as minhas pequenas satisfações, coisas que me davam prazer, mas a maior parte destas tinham-se tornado vícios. Bebia quase seis cervejas todas as noites a acompanhar os meus jantares enormes. Depois de meses deste auto-abuso corporal mal conseguia arrastar-me para fora da cama todas as manhãs e ir trabalhar. Muitas vezes telefonava a dizer que estava doente e sentia-me tremendamente culpada por isto. Comprava todas as revistas de moda e beleza assim que saíam e passava horas a olhar com inveja as belas manequins e a sonhar que me parecia com elas. Tal como comer e beber, a tentativa de me conformar aos ideais de beleza da sociedade era uma das maneiras que eu tinha de evitar o verdadeiro problema: os aspectos estéreis, irrealizados, da minha vida. Estranhamente, considerava-me feliz.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Agora tudo mudou. Perdi o peso que precisava de perder seguindo um plano de alimentação e de exercício saudável e lento (nem lhe chamaria uma dieta – era tão moderado e inclusivo). A maior parte das vezes já não sinto a compulsão de comer demais. Já não bebo demais, nem procuro um escape na bebida. Hoje em dia raramente leio uma revista de moda, pois as mulheres retratadas nelas já não me parecem tão atraentes ou desejáveis de imitar – pelo contrário, muitas vezes dou por mim a pensar, quando olho para um desses sacos de ossos grotescos e pesadamente maquilhados que estas revistas tanto gostam de promover como o pináculo da atracção, que é uma pena essas pobres modelos esquálidas não se parecerem um pouco mais comigo! Já não estou insatisfeita com a minha carreira: faço acontecer coisas. Raramente sofro emboscadas de resultados inesperados devidos à minha acção inconsciente, como antigamente sofria com regularidade. Já não faço por ignorar o efeito das minhas acções no meu ambiente social ou de trabalho. Os meus esforços subterrâneos para sabotar a minha própria vida acabaram. Acredito que não estou a tentar evitar ou ignorar nenhum aspecto da minha vida. Mais importante: quem sou e o que sou já não são mistérios obscuros para mim. Descobri quem sou, o que quero da vida, e cada dia aprendo mais sobre como o obter. Já não deixo ninguém pôr-me o pé em cima, e consigo fazer coisas – como exprimir zanga a pessoas estranhas – que eram inconcebíveis para mim há seis anos. A minha emoção de fundo deixou de ser de depressão ligeira para se tornar de felicidade e paz comigo mesma. Já não estou à procura de um lugar na vida; cheguei a casa.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Apesar de o meu senhor me ter ajudado a curar e a crescer, a maior parte do trabalho fi-lo eu própria. Mas o que me permitiu desenvolver o meu poder de mudar a vida em aspectos tão importantes e positivos, quando tanta gente passa tantos anos em terapias formais sem obter estes resultados espectaculares, foi o facto de eu estar finalmente a fazer o que nasci para fazer, a fazer o que necessito de fazer na minha vida. Estou a viver e a experimentar, de modo positivo, sadio e inofensivo, as fantasias que tive durante anos de violação e cativeiro, perda de controlo, sofrimento erótico e degradação. Depois de anos a tentar compreender exactamente porque é que consegui o que consegui, concluí que quando alguém descobre o lugar a que pertence ou encontra alguma coisa que realmente adora fazer, muitos comportamentos negativos, incluindo hábitos arreigados, podem ser abandonados, porque não passam de sintomas duma profunda insatisfação com a vida.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Estou convicta que me tornei uma submissa apesar das minhas circunstâncias e experiências, e não por causa delas. Tenho o género de currículo que transforma as pessoas em inválidos emocionais, não em submissas sexuais. O meu pai era um alcoólico que morreu antes de eu atingir a puberdade. Enquanto foi vivo, ora abusou de mim física e emocionalmente, ora me estragou com amor e atenção. Depois de ele morrer passei meses a chorar todas as noites de solidão até adormecer. Por pior que ele fosse, foi a única pessoa na minha família que me fez sentir especial e amada. (Estou consciente que a minha vida adulta recria nalguns aspectos o meu relacionamento com o meu pai. Também estou consciente que para mim esta recriação é saudável e que a minha sexualidade envolve muitos aspectos que ultrapassam em muito esta representação infantil).</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Pouco depois da morte do Papá, a minha mãe arrastou-me para fora do sistema público de educação e enviou-me para um colégio católico. O efeito de a minha família passar a vida a mudar de um lado para o outro e eu ter que ir para uma escola nova em cada ano, somado ao choque recente de ter perdido o meu pai, teve o seu efeito em mim, e por essa altura eu tinha-me transformado numa criança insegura, pateticamente tímida. Ficava parada contra a parede do recreio a ver as outras crianças brincar e inventava fantasias que me magoavam sobre a razão por que nunca era convidada a participar na diversão. Convenci-me que era muito estúpida; que era muito desajeitada. A minha família era demasiado pobre. Eu era uma estranha. Não era tão boa como os outros.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">E além disso havia as freiras. Peguem numa criança que já é insegura à partida, com um sentido de si própria muito inadequado, e entreguem-na nas mãos de um bando amargo e meio louco de abusadoras emocionais, e vejam o sangue correr!</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">Durante estes anos de tortura a minha mãe recorreu a um emprego mal pago de professora para sustentar uma família com seis membros. A sua exaustão e a sua desilusão com a vida tornaram-na emocionalmente distante e impediram-na de notar sequer a minha infelicidade. Embora eu fosse uma criança dotada intelectual e criativamente, desenvolvi um sentimento de mim própria que continha elementos quase avassaladores de inferioridade e derrota. Sentia-me impotente, sentia que quase toda a gente em meu redor era mais poderosa ou mais inteligente do que eu, que não era capaz de fazer nada, que era incompetente para tratar da minha vida simplesmente porque era uma mulher como a minha mãe. Embora uma parte de mim soubesse que os meus colegas do sexo masculino não eram, em quase nenhum caso, mais inteligentes do que eu, considerava as minhas próprias ideias e opiniões sem valor em comparação com as deles, e era encorajada a isto pelas minhas professoras. Os meus extensos recursos criativos foram postos ao serviço de inventar razões para os pensamentos dos rapazes serem sempre melhores do que os meus.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;">A minha saída do colégio católico, terrivelmente ferida, deixou-me desarmada para enfrentar a puberdade e a minha primeira experiência sexual: uma violação aos catorze anos. E com esta admirável introdução ao mundo maravilhoso do sexo no meu currículo, passei a minha adolescência e a maior parte dos meus vinte anos tão frígida como o Pólo Norte. A literatura feminista que comecei a ler por essa altura deu-me esperanças idealizadas sobre como mas coisas deviam ser – sobre a maneira como eu, uma mulher jovem e forte, devia agir e sentir – mas não estava em posição de pôr estes ideais em prática. Não tinha um currículo de êxitos sobre o qual pudesse construir. Mas ainda estava viva muito lá no fundo, com um cerne inabalável de optimismo, uma esperança estúpida e constante de que tudo acabaria bem. É como se eu tivesse dentro de mim uma estrutura metafórica de aço, crua e sem forma, mas apesar de tudo incapaz de ceder. Sei que consegui manter um lugar dentro de mim ao abrigo das coisas horríveis que a vida tinha posto no meu caminho, ao abrigo das crueldades da vida. Nesse lugar eu era feliz, nesse lugar eu tinha esperança duma vida melhor, e nesse lugar vivi as minhas fantasias sexuais mais íntimas e mais preciosas.</p>
<p class="MsoNormal" style="color:#000066;text-align:right;"><span style="font-style:italic;color:#3333ff;">(Continua)</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Escravas perfeitas, Senhores perfeitos, relacionamentos perfeitos]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=161</link>
<pubDate>Sat, 21 Jun 2008 15:47:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
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<description><![CDATA[Durante muito tempo vivi a minha orientação sexual de dominante sem a compartilhar com ninguém qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SF0KJdnri4I/AAAAAAAAAak/Bgzn4__kjMk/s1600-h/The_Book_of_Nebulae_by_nocturno.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;width:185px;height:278px;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp3.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SF0KJdnri4I/AAAAAAAAAak/Bgzn4__kjMk/s400/The_Book_of_Nebulae_by_nocturno.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="color:#330099;">Durante muito tempo vivi a minha orientação sexual de dominante sem a compartilhar com ninguém que não fossem aquelas mulheres, tão ingénuas como eu era, com quem me relacionei desta forma. Só quando descobri a Internet é que verifiquei que há muita gente a fazer muitas das perguntas que eu e elas fazíamos; e que há muita gente a encontrar, não só as mesmas respostas, mas respostas que nunca nos tinham ocorrido.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Uma questão que sempre se me pôs é a que dá o título a este artigo, por isso não me surpreendi quando a vi aparecer recorrentemente nos foruns e nos blogues. Quero referir-me em particular a duas mulheres que me disseram isto mesmo: "Eu quero ser a escrava perfeita." (não estavam a falar em relação a mim.) Disseram-no as duas em contextos diferentes e com significados diferentes, mas em ambos os casos ficou subentendido o que elas não disseram explicitamente: "Eu quero encontrar o Senhor perfeito."</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Ora eu não acredito, nem em escravas perfeitas, nem em Senhores perfeitos; e isto pela simples razão que não acredito em seres humanos perfeitos. Acredito, sim, em relacionamentos perfeitos entre Senhor e escrava - relacionamentos estes cuja perfeição não só admite, como requer, a imperfeição de ambos. Não se pode aperfeiçoar o que já é perfeito, e para mim a perfeição num relacionamento consiste no aperfeiçoamento constante e perpétuo, quer do Senhor, quer da escrava.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Escravas perfeitas e Senhores perfeitos só existem na literatura. Na "História de O", por exemplo: no início da narrativa, O é uma escrava imperfeita que tem um relacionamento imperfeito com um Senhor imperfeito, e no fim transformou-se na escrava perfeita que tem com um Senhor perfeito um relacionamento perfeito. Não quero dizer mal da "História de O": pelo contrário, entendo que se trata de uma obra literária de primeiríssimo plano e do maior clássico da literatura erótica do século XX. Além disso é uma obra que transformou a minha vida e também, tenho a certeza, a vida de muitas outras pessoas. Mas isto não impede que seja uma obra de ficção, e o que é perfeito na ficção raramente é perfeito na vida.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">A arte da narrativa tem grandes dificuldades. Entre elas conta-se a necessidade de adequar o enredo à caracterização das personagens, de fazer com que tanto um como a outra sejam plausíveis (pelo menos dentro das convenções da própria narrativa); e, se for uma obra extensa, um romance, a necessidade de fazer com que as personagens evoluam duma maneira consistente, quer com o enredo, quer com as suas características básicas. Nada disto é fácil, e tudo isto é conseguido brilhantemente na "História de O". Podemos falar aqui de perfeição, mas é de perfeição literária que se trata. A perfeição do vivido é outra coisa.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">No início da narrativa, O é uma escrava imperfeita. Há regras a que não consegue obedecer. Está proibida de olhar os Senhores nos olhos, mas fá-lo. Merece ser punida e é punida. No fim, contudo, já atingiu a perfeição. Já não merece ser punida. É claro que o continua a ser, mas é-o sem outra razão para além da vontade arbitrária do Senhor. A punição deixou de corresponder à necessidade ética de corrigir comportamentos e passou a corresponder à necessidade estética de exprimir a perfeição atingida.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Como é que se chega a esta perfeição? Primeiro, pelo treino; e logo a seguir pela exclusão deliberada de um factor de perturbação e complicação, que é o amor. Num dos momentos cruciais do romance, Sir Stephen diz a O: "Você confunde amor com obediência. Você obedecer-me-á sem me amar e sem que eu a ame." Quando li esta frase pela primeira vez senti um misto de excitação e perturbação, e nunca mais deixei de reflectir sobre ela. Não é que não a tivesse compreendido: pelo contrário, compreendi muito bem o seu cabimento na lógica da narrativa. Mas a lógica da narrativa não é a lógica da vida, e muito menos a da vida que eu quero viver: nesta, o amor não é uma irrelevância, nem um obstáculo à perfeição, mas sim a própria perfeição.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Voltando à vida real e às minhas conhecidas a quem me referi acima: ambas relacionam, embora de maneira diferente, a noção de perfeição com a de castigo e com a de obediência. Uma sustenta que não pode ser castigada, pelo menos fisicamente, porque nada do que um dominante lhe faça está para além do que consegue suportar; a outra diz que uma escrava perfeita não pode ser castigada porque a sua vontade estará de tal maneira sintonizada com a do seu Senhor que a desobediência se torna impossível, e o castigo, consequentemente, desnecessário. A razão por que a  noção de obediência desagrada a  ambas é basicamente a mesma: num relacionamento entre um Senhor perfeito e uma escrava perfeita, a vontade de um coincide necessariamente com a do outro; logo, a escrava fará sempre de livre vontade tudo aquilo que o Senhor quer que ela faça; logo, o Senhor nunca precisará de invocar qualquer dever de obediência por parte da escrava.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Na vida real, esta perfeição, assim entendida, não me parece nem possível, nem desejável. Imaginemos que dois seres chegavam a este ponto: como poderíamos então distinguir entre o Senhor e a escrava? Numa relação destas faria tanto sentido dizer que ela era escrava dele como dizer que ele era escravo dela. Ambas as afirmações seriam verdadeiras; e ambas seriam falsas. Na "História de O", a tentativa de excluir o amor acaba por falhar: O e Sir Stephen acabam por se amar. Mas esse amor não resulta numa vida em comum: atingida a perfeição, não têm mais para onde ir e o fim sugerido na história é a morte voluntária de O com a permissão do amante.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">E no entanto eu desejo a perfeição. Não a perfeição narrativa, cuja lógica só pode desembocar na morte; mas a perfeição na vida, uma perfeição que tem em conta a humanidade, e portanto a imperfeição, quer do Senhor, quer da escrava. A perfeição neste relacionamento não depende duma impossível perfeição dos seus intervenientes, mas sim do seu lento, constante e infindável aperfeiçoamento. Neste relacionamento perfeito há lugar a castigos: o compromisso inicial pode cobrir todas as contingências futuras, mas estas não podem ser todas previstas e inevitavelmente chegará o dia em que a escrava sentirá: "eu não posso fazer isto, eu não quero fazer isto, eu não posso aguentar isto". E há lugar a ordens dadas pelo Senhor e obedecidas pela escrava, porque chegará inevitavelmente o momento em que a vontade de um não coincidirá com a do outro; e o compromisso que assumiram é de que nestes casos a vontade do Senhor prevalece. E é neste momento - não nos momentos em que a obediência é tão fácil que nem é sentida como obediência, ou a punição tão fácil de suportar que nem é sentida como punição - que a perfeição do relacionamento se revela ou não. Não é perfeito o relacionamento em que a escrava obedece sempre porque quer sempre obedecer: perfeito, sim, é o relacionamento em que a escrava obedece mesmo quando não quer, e aceita sofrer mesmo o que não tem a certeza de suportar. A vida duma escrava não é fácil.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">É esta uma das mensagens de Polly Peachum no ensaio "Violência no Jardim" que estou a traduzir e a publicar neste blogue. É a mensagem de alguém que tem a autoridade de ter vivido aquilo de que fala, a autoridade acrescida de ter reflectido profundamente sobre essa vivência, e a autoridade suprema de ter atingido na sua relação, sem ser ela própria perfeita, um grau de perfeição e exigência muito para lá do que a maioria de nós desejamos ou somos capazes.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Se a escravidão voluntária é um contrato em que uma das partes se compromete a que nunca mais seja tida em conta a sua vontade, é também um contrato em que as duas partes se obrigam a procurar juntas a perfeição, sabendo à partida que nunca a hão-de alcançar. Juntas, mas não exactamente lado a lado: o esforço do Senhor tem que ser um pouco maior; ele tem que ir um pouco mais à frente; porque pode falhar em muitas coisas, mas não no seu dever de guiar a escrava a bom porto. E isto também é difícil.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A MERCADORA DE ESCRAVAS II (Cap. 1)]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=158</link>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 20:50:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
<guid>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=158</guid>
<description><![CDATA[Autor: M’Ahmed ben Chérif Effendi
Tradução: Vanderdecken

Zima dirige-se de novo ao Príncipe e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SFwU-oSnRvI/AAAAAAAAAac/ognFuOBI35Y/s1600-h/jo.bmp.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp3.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SFwU-oSnRvI/AAAAAAAAAac/ognFuOBI35Y/s400/jo.bmp.jpg" border="0" alt="" width="220" height="195" /></a><span style="font-style:italic;color:#663300;">Autor: M’Ahmed ben Chérif Effendi</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;font-style:italic;color:#663300;">Tradução: Vanderdecken</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Zima dirige-se de novo ao Príncipe e diz:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">− Permite, Amo e Senhor, que vistamos as nossas roupas de modo a que esta virgem sofra ainda mais com a sua nudez.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">A um aceno de concordância do Khan desaparecem os três para logo voltarem completamente vestidos. Zima traz um vestido de seda negra bordado a prata que lhe realça as linhas do corpo esbelto. Os dois rapazes conservam os calções vermelhos debruados a prata, mas o bolero foi substituído por um colete russo justo à cintura.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Desceram vários degraus, conduzidos por Zima até chegarem a um corredor longo e sombrio com paredes nuas, mal iluminado por tochas fumarentas. De súbito param diante duma porta maciça em madeira de carvalho, fechada por grossos fechos de ferro. Zima bateu três vezes com a pesada aldraba de ferro. Este lugar provocava um medo angustiante, e o eco abafado da aldraba sob as abóbadas despertava sonhos sangrentos. Quase se podia acreditar que se viam ainda os vestígios das várias torturas que numerosos infelizes tinham sofrido ao longo de muitos anos. Uma velha com feições descarnadas e aspecto temeroso apareceu para abrir a porta. Ao ver Zima cumprimentou-a tomando na mão manchada de henna a mãozinha da jovem e beijando-a com reverência. A seguir, sem dizer palavra, conduziu o pequeno grupo a uma cave escura cuja porta fechou depois de pedir licença aos visitantes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Esta câmara, que na sua desolação esquálida contrastava singularmente com o luxo dos andares superiores, recebia um pouco de luz natural por uma fresta estreita; uma lamparina a óleo iluminava o compartimento com uma chama bruxuleante. Vários objectos pendiam das paredes húmidas; alguns bancos e uma banheira em pedra constituíam o parco mobiliário desta tumba. E no meio, atada a um pesado bloco de madeira, gritava e debatia-se uma jovem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">As cordas que a prendem firmemente entram-lhe pela carne e obrigam-na à imobilidade. A garganta está presa por uma banda de ferro que lhe pesa sobre os ombros como uma canga. Por debaixo dos sovacos correm-lhe cordas finas que lhe deformam os seios e os friccionam até fazer sangue. Uma tábua presa com fios de cânhamo fixa-lhe os braços ao bloco; pelo mesmo sistema tem imobilizadas as articulações das mãos. Uma tira de couro cravejada por dentro com picos de aço rodeia-lhe a cintura. As pernas estão presas ao bloco da mesma maneira que os braços, e os pés apoiam-se numa tabuazinha recurva com pregos de ponta arredondada, que não ferem mas provocam dores excruciantes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Esta jovem é Alifa, a escrava rebelde que mereceu esta punição devido a inúmeros delitos. O castigo foi adiado para este dia para servir o prazer do Khan, como outrora os Césares gozavam o martírio dos cristãos. A sua punição é ainda aumentada pela vergonha que o olhar dum homem sobre a sua carne virgem representa.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Este espectáculo transforma o Príncipe; sem saber porquê, fica repleto dum ódio profundo contra a jovem indefesa exposta perante ele. Desperta nele toda a crueldade do Hindu, os seus lábios contraem-se num sorriso maldoso: assim é o tigre quando se prepara para se lançar sobre a presa. Hassan odeia esta jovem!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Cadela de escrava! – brama, depois de ter apreciado calado este quadro sinistro por algum tempo. – Metes nojo! Pois bem! Agora vais sofrer para expiar os teus erros!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Piedade! – suspira a infeliz entre lágrimas. – Os meus membros doem-me, o meu peito sangra… Poderoso Senhor, pela tua mãe, sê misericordioso! Manda-me soltar! Piedade!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Vais ser torturada – responde ele.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Com um esforço sobre-humano a jovem procura romper os laços que a prendem, mas eles enterram-se-lhe ainda mais na carne. A dor é avassaladora, um grito de partir o coração rompe-lhe da garganta e ela desfaz-se em soluços. As lágrimas diminuem pouco a pouco e o seu olhar suplicante dirige-se de novo para o Príncipe. Mas este permanece inamovível, e um sorriso sardónico paira-lhe nos lábios cerrados. Atemorizada, Alifa baixa os olhos e sofre em silêncio…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Olha para mim! – ruge o Khan ao mesmo tempo que mostra à escrava o seu pénis posto a nu. Alifa enrubesce e baixa de novo os olhos, mas Hassan, no cúmulo da cólera, ordena às duas negras que têm Alifa a seu cargo:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Peguem nos chicotes e chicoteiem esta cadela na barriga pelo tempo que for preciso até ela olhar para o meu sexo!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Os golpes silvam no ar e estalam na barriga branca da jovem. Esta nova tortura arranca-lhe novos gritos de dor. Depois do terceiro golpe, procura erguer o olhar para o Príncipe, mas debalde, porque o pudor a obriga a baixar de novo as pálpebras. Os golpes continuam a chover, e de novo, por várias vezes, ela se esforça por contemplar o membro de Hassan, mas sempre sem êxito. Por fim aparece um fino fio de sangue nos vergões do chicote e ela desmaia…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">As negras revivem-na com uma massagem e dão-lhe a sorver uma bebida retemperadora. Como ela continuava de cabeça baixa, prenderam-lhe um peso aos cabelos compridos para lhe puxar a nuca para trás e obrigar a pobre a olhar em frente. Com o rosto vermelho de vergonha, ainda não ousa obedecer; pouco a pouco, porém, vai-se habituando, e ao ser ameaçada com um ferro em brasa decide finalmente olhar para o Khan, a quem o olhar temeroso dirigido às suas partes sexuais excita em alto grau. E a jovem vê pela primeira vez na vida como o membro de um homem se vai endireitando lentamente, aos arrancos, até ficar direito e rijo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Olha agora com espanto, esquecendo as dores que sente, este membro comprido que se move para cima e para baixo, endurece, passa de vermelho a roxo e se dilata ao ponto de parecer quase a explodir… Por fim Hassan, que receia um orgasmo demasiado rápido, cobre-se de novo com a sua camisa de seda e senta-se num banco.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Ordena que a desamarrem; uma ideia diabólica passa-lhe pela mente. Quando Alifa se sente livre a sua primeira reacção é pôr as mãos a esconder o sexo, num movimento instintivo ditado pelo seu pudor virginal.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Tira as mãos! – ordena o Príncipe.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">A jovem não obedece e mantém-se na mesma posição: imediatamente silvam dois chicotes de couro que lhe atingem os braços, e a dor obriga-a a obedecer ao desejo do Khan. Este chama as duas negras e dá-lhes instruções em voz baixa. Estas compreendem: tomam nas mãos as vergastas e põem-se à espera. O Príncipe ergue-se, deita fora a camisa de seda e dirige-se a Alifa todo nu. Ao ver aproximar-se de si este homem ávido, ela apressa-se a fugir: o Khan persegue-a e ela corre por toda a sala para escapar ao amplexo que a ameaça. Mas ao escapar tem que passar pelas negras, que a cada passagem a atingem com os chicotes nos ombros, nas coxas e no rabo. E o Príncipe persegue-a sem querer a sério apanhá-la. A escrava urra de dor a cada golpe do chicote, e os seus gritos originam, estas abóbadas subterrâneas, um eco assustador.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">De repente, no fim das suas forças, pára, vira-se e dá ao Khan, antes que ele tenha tempo de se defender, uma sonora bofetada na cara. Ao receber este insulto inaudito ele fica desconcertado, pasmado, durante um momento; mas logo a cólera e a fúria lhe fazem perder a cabeça; com mãos trémulas agarra num chicote, prende a jovem pela garganta, atira-a ao chão e vergasta-a sem piedade.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Quando ele, esgotada por agora a sua cólera, termina, as negras ajudam a jovem a levantar-se e mergulham-na totalmente na banheira cheia de água gelada.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">A infeliz sente-se finalmente melhor; bebe ainda um cordial, e depois de algum tempo de sossego vai-se recompondo cada vez mais. Contudo, arde-lhe o corpo todo, os membros doem-lhe horrivelmente, e julga sentir dentro de si um fogo que a consome; mas não ousa queixar-se porque teme uma nova punição: pois não duvida que os seus sofrimentos ainda não chegaram ao fim, e que o rude selvagem que a contempla com olhos ávidos e cruéis ainda não está saciado. E o Khan odeia-a agora com todo o ódio dum homem insultado. Ditará a sangue frio, para obter vingança, as penas mais terríveis.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Pede perdão – rosna ele. – Diz que me queres, cadela miserável!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">As negras sopram à jovem, para que ela obedeça ao seu Senhor, as palavras que deve dizer, e acompanham estas palavras com vergastadas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Poderoso Senhor – soluça ela – perdoa… à tua ínfima escrava o ultraje que ela cometeu contra ti… Desejo-te, meu amado, gostaria… de sentir o teu corpo sobre o meu… gostaria que o teu sexo penetrasse em mim… Sou uma cadela miserável… que não deseja mais nada que servir-te… Sei que sou indigna de ti… O teu membro é belo… é vermelho… é grosso… Quando se introduzir em mim há-de rasgar-me toda…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Este discurso continua ainda por muito tempo, sempre ditado pelas negras, que a cada hesitação abatem as vergastas sobre os braços nus de Alifa. A jovem está vermelha de vergonha por ter que dizer tais palavras; um tremor nervoso apodera-se de todo o seu corpo e apercebe-se do tormento que ainda a espera. Momentos de rancor surdo alternam no seu espírito com o mais profundo abatimento. Dá-se conta da sua impotência e quereria defender-se, desejaria não deixar macular a sua pureza virginal diante de tantos olhos; as palavras que diz doem-lhe na boca, e crê sentir um vento de loucura a percorrer-lhe o espírito.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Depois de um curto intervalo é obrigada a fazer um novo discurso que ultraja ainda mais o seu pudor. É constrangida a acompanhar as palavras de gestos e a mostrar as partes do corpo a que se refere.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Olha para os meus seios, meu Amo, ainda são pequenos… mas são firmes como o mármore e têm bicos rosados… que apontam para ti… Observa os meus pés, poderoso Senhor, estão vermelhos dos tormentos que sofreram para te dar prazer… Vê a minha barriga tão branca… Aqui, entre as minhas coxas, meu Amo, está um lugar encantador. Onde quero que penetres.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Com estas palavras abre as coxas, coagida pelas negras, curva o corpo para trás e mostra o lugar de que fala.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Vê também, Senhor, o meu rabo redondo e carnudo; pertence-te, embora não seja digno de te servir… Se quiseres, há-de abrigar o teu membro poderoso, e hás-de vir-te dentro dele.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Ao acabar de dizer estas palavras a jovem baixa a cabeça e desfaz-se em soluços…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Está bem – responde o Khan. – Vais provar que é verdade o que disseste.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Khan ergue-se e aproxima-se da jovem; acaricia-lhe as maçãs do rosto, mete-lhe um dedo entre os lábios, percorre-lhe o cabelo com a mão, ergue-lhe os braços e titila-lhe os sovacos. Depois desce, apalpa-lhe a barriga e chega finalmente ao lugar mais secreto, no qual tenta introduzir um dedo. Ao sentir este contacto, Alifa solta um grito e cobre o rosto com ambas as mãos, chorando lágrimas amargas. Estes soluços, porém, não incomodam o Khan, antes lhe fazem recrudescer a paixão. Afaga com a mão o rabo da escrava e belisca-lhe lascivamente as nádegas. Estes actos de concupiscência enchem a jovem de vergonha, e de novo as lágrimas lhe correm copiosas…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Mostra a cara! – ordena o Khan, e como Alifa não obedece esbofeteia-a com força, mas debalde… A excitação dele cresce; belisca-a cruelmente nas coxas e enterra-lhe as unhas nos braços brancos.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Khan observa-a em silêncio durante um momento, e depois continua a apalpá-la. As suas mãos passeiam-se pela carne da donzela sem que esta profira uma queixa ou uma palavra.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Tens que te habituar – ralha uma das negras. – Se este magnânimo Senhor não te possuir, talvez sejas violada e chicoteada já amanhã por cem homens. Não sejas tão arrogante e deixa-te conquistar, víbora!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">A jovem fixa com olhos espantados ambas as megeras, que lhe introduziram na alma a semente de um novo terror.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">É-lhe concedido um pouco de sossego. Deita-se a um canto sobre o chão de pedra nua cuja frescura contribui para acalmar um pouco a ardência que lhe queima a carne. O Khan senta-se ao seu lado e fuma um cigarro. No fundo dos seus olhos cinzentos arde-lhe uma chama de luxúria; consome a donzela com o olhar. Quer possuí-la. Dá conhecimento deste desejo a Zima, e esta dá instruções às negras para que preparem tudo no compartimento vizinho para o sacrifício que o Príncipe quer oferecer ao deus Eros. As núbias lançam-se ao trabalho. Alifa continua estendida no chão, respirando com força, a cara virada para a parede e a mão colocada entre as nádegas para esconder o rabo. Apesar das dores, o seu pudor ainda oferece resistência. O jovem Ali não descia os olhos dela nem por um minuto; o seu membro viril levanta-se furioso.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Finalmente as duas megeras regressam: está tudo pronto. Cada uma delas toma um braço da jovem para a conduzir a um quarto espaçoso, mobilado com simplicidade e sem luxo. O Khan, Zima e Ali seguem-nas. Uma carpete espessa no chão, dois divãs de veludo verde, algumas poltronas baixas forradas a seda: é este todo o mobiliário. As paredes são simplesmente brancas, e uma lamparina fumarenta, pendente do tecto, ilumina a câmara com uma luz fraca.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Chegadas aqui, as duas negras largam a jovem e retiram-se. Só ficam o Khan, Zima, Ali e Alifa. Esta deixa-se cair sobre um divã e segura a cabeça com as mãos. Tem a noção do que lhe vai acontecer e sente nos lábios um gosto amargo. Neste momento teria recebido a morte com alegria. Tudo o que sofreu até agora lhe parece trivial em comparação com o sacrifício do seu corpo a este homem que odeia, cuja face brutal e cruel a enche de medo; já não ouve nem vê nada, está tão imersa em si mesma que não se dá conta do mundo exterior. De súbito ergue a cabeça e vê diante de si o Príncipe todo nu: o seu sexo erecto aponta para ela a cabeça vermelha.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Um pouco mais longe está o rapaz, também ele nu, e o seu membro está igualmente duro. Todos têm o olhar dirigido para ela, que observa a cena de olhos arregalados. O seu peito ergue-se e desata aos soluços. Chegou o momento em que o seu corpo virginal há-de ser conspurcado, primeiro por este selvagem, depois pelo rapaz que ainda mal pode ser chamado um homem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Alifa – diz o Príncipe – vou tomar posse de ti. Estás a ver o meu sexo: pois bem, ele vai penetrar no teu ventre!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">No seu desespero avassalador a jovem encontra um pouco de coragem e brada:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Não! Mil vezes não! Não me haveis de ter, hei-de defender-me!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Nos lábios do Khan aparece um sorriso sardónico. Aproxima-se lentamente da sua vítima, e esta recua alguns passos para logo começar a correr, perseguida por Hassan, à volta da sala… Agacha-se, pega numa almofada e atira-a à cara do Khan. Este carrega sobre ela, que tenta escapar mas passa junto de Ali, que estende a perna e faz com que ela caia no chão. O Khan pega-lhe logo pelos braços; ela arranha-o e defende-se – debalde! Ele arremessa-a com rudeza para cima de um divã e cai sobre ela. Desesperada, ela repele-o e fecha as pernas com toda a força. Sente o grosso membro do seu perseguidor, ora sobre a barriga, ora sobre as coxas. Com as mãos procura afastar o rosto do homem, que aproxima os lábios dos dela cheio duma aterradora concupiscência. Agarra-o pelo bigode e puxa-o para trás. Mas ele põe os braços à volta dela e puxa-a irresistivelmente contra o seu peito. –</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O peito dela toca no dele; ele deposita um beijo nos seus lábios húmidos e morde-lhos com voluptuosidade. Aperta-a cada vez mais – até quase a sufocar. O membro duro embate-lhe no ventre. Agora quer possuí-la completamente. Segurando sempre o torso da jovem entre os seus braços musculosos, ele ergue-se um pouco e força um joelho entre as coxas dela, contra o seu monte de Vénus. Ela debate-se até que as pernas cedem, cansadas, e os joelhos do Khan descem até tocarem finalmente no divã. Um estertor fundo rompe-lhe da garganta; está vencida e sente-se enfraquecer. Com um movimento súbito, recua, e consegue apoiar-se de lado sobre a anca; com isto o Príncipe perde o terreno que tinha ganho, pois com este movimento as suas pernas saíram da posição conquistada. Furiosamente aperta-a ainda mais e comprime o membro erecto contra o corpo dela. Mas é tarde demais, e ela será a vencedora nesta luta desigual. No paroxismo da sua ânsia o Príncipe já não consegue conter-se, e um jacto de esperma derrama-se sobre o corpo virginal de Alifa.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Ele levanta-se, fora de si, segura-a pelos cabelos e começa a bater-lhe sem piedade. Chovem sobre ela os murros e os pontapés. Por fim acalma-se e permite que ela se levante também. Apesar da sua exaustão, paira nos lábios da jovem um sorriso de triunfo; pega numa almofada e seca com ela o esperma que lhe alagou as coxas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Mais uma vez o mosquito venceu o leão, a escrava fraca conseguiu defender-se do homem robusto; este sente-se melindrado; a sua força esgotou-se, o seu pénis está flácido. No seu coração já só habita o ódio, misturado com a ira. Há-de vingar-se desta mulher que o humilhou, a ele, o Príncipe Hassan-Khan, o chefe temido e respeitado de todo um clã!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Cadela – rosna ele. – Não cheguei a possuir-te, mas vai possuir-te este rapaz que aqui vês; Eu mesmo o ajudarei, e o seu membro há-de livrar-te dessa virgindade que defendes com tanta paixão.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Ao ouvir estas palavras o rapaz levanta-se; o seu membro ergue no ar a cabeça vermelha, os seus olhos relampejantes trespassam o corpo da escrava. Só espera um sinal do seu Senhor para se lançar sobre ela. Por fim o Príncipe dá a ordem. De um salto fica o rapaz junto da jovem, que deita ao chão no seu ímpeto; segura-a pelo pescoço com os braços e deita-se com todo o corpo sobre ela…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Príncipe e Zima apressam-se para junto deles; esta segura os braços de Alifa, Hassan ocupa-se das pernas, que afasta com um impulso poderoso e mantém assim abertas. O corpo do jovem está agora entre as coxas da escrava. As pernas desta já não se podem fechar e isto permite ao Príncipe largar-lhe os pés para apontar o membro do rapaz. Este começa por fim a penetrar nela. Um grito de alegria rompe da garganta de Ali – e um soluço abafado da boca de Alifa. O rapaz está a rasgá-la, ela sente o membro que se vai introduzindo aos arrancos, cada impulso dele para diante é uma dor para ela. Subitamente parece que todo o seu ventre dá de si, apodera-se dela uma dor avassaladora, e passada esta não sente quase nada. Só o entrar e sair do membro lhe lembra a realidade do que está a acontecer. Deixa-se possuir, imóvel, desta vez derrotada. Não experimenta qualquer prazer, só a domina uma impressão bizarra. Os seus olhos fecham-se, dos seus lábios escapa uma respiração sibilante. Finalmente derrama-se um líquido aos borbotos no seu ventre e ela desperta do seu meio sono ao sentir-se inundada.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Neste momento sai-lhe um último soluço da garganta. O esperma de Ali traz-lhe à consciência a realidade completa. Compreende que tudo acabou e chora ainda pelo ultraje feito ao seu corpo. Tudo terminou. Com um último beijo entre os seios dela, o jovem afasta-se dela e levanta-se.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Alifa está livre, Zima largou-lhe os braços, e o Khan está de pé diante dela a olhá-la com uma expressão trocista. Ela foge para o outro extremo da sala e volta a chorar. A escrava Alifa perdeu a virgindade: nada de importante.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Agora o Khan quer também possuir a jovem. Desta vez são tomadas todas as medidas para que toda a resistência da escrava seja em vão. Como o Príncipe já não está excitado é preciso primeiro provocar-lhe uma erecção suficiente. Zima e Ali encarregam-se disto. Finalmente, quando os nervos do Príncipe se encontram de novo suficientemente atiçados, ele dirige-se a Alifa e obriga-a a apertar-lhe o pénis com a mão. Finalmente chegou o momento.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Cadela – brada-lhe o Khan. – Não quiseste que eu te tivesse pela frente; agora vais ver, vou gozar no teu rabo, víbora!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Khan aproxima-se e começa por lhe titilar com o membro o buraco do rabo. Alifa solta um berro e imediatamente cai sobre ela uma correia de couro. O Príncipe ri-se. Num repente, com um movimento brusco, dá uma estocada tão forte com o pénis que Alifa dá um uivo ensurdecedor. Tem o corpo todo em fogo e da testa caem-lhe gotas de suor frio enquanto o Khan se move para a frente e para trás no rabo dela. O seu membro grosso sente-se fortemente apertado nesta abertura estreita e o seu prazer é extraordinário, mas por muito tempo o esperma não vem. Este dia cheio de excessos esgotou-lhe a força viril.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Recua para descansar um pouco, mas logo se volta a introduzir com o mesmo movimento brusco no rabo da jovem.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Contudo não consegue ejacular; começa a mover-se desmesuradamente, descansa a face sobre a cabeça da escrava e acelera o movimento… nada acontece, só o suor lhe sai do corpo por todos os lados. A respiração torna-se-lhe arquejante.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Por fim o prazer está próximo, ele sente-o chegar, os seus movimentos tornam-se ainda mais rápidos. Sente um titilar lascivo no membro viril, acredita que tudo terminou, e contudo ainda não. Então o membro dilata-se, cresce no rabo de Alifa e deita um jacto de esperma. O prazer é demasiado: o Khan perde o domínio de si, aperta Alifa com os dois braços contra o peito. Fica deitado sobre o corpo dela, sem se mexer, com um tremor nos membros e os nervos exaustos…</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">De quando em quando o seu membro ainda palpita um pouco e deixa sair uma gota de esperma. O Príncipe não se move e não se aparta do abraço. Parece encontrar um novo prazer neste prolongamento da sua união. Também Alifa permanece sem emitir um som ou fazer um movimento; o seu sacrifício está acabado e é irreversível; já tudo lhe aconteceu, está definitivamente vencida. A sua carne já não lhe pertence, e ela entrega-a sem se queixar, quase sem um lamento no coração. Só subsiste ainda nela uma amarga aversão aos prazeres da carne, mas esta aversão há-de desaparecer com os novos amplexos, no harém do Khan há-de acabar por perdê-la… Um espasmo generalizado torce-lhe os músculos, parece que um anel de ferro lhe comprime a cabeça, está febril.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Khan já não é a fera cruel que era ainda há pouco; cobre Alifa de beijos ternos, envolve-a em carícias suaves e palavras amáveis. Já não é uma vítima do amor que tem diante de si, já não é uma cadela que ele despreza, mas sim uma mulher que através da entrega do seu corpo – involuntária, é certo, mas entrega mesmo assim – lhe proporcionou um prazer sem medida. Toma-a nos braços e deita-a ternamente no divã; ainda lhe beija as pálpebras, a testa, os seios. E durante um momento os seus lábios prendem-se entre as coxas brancas e firmes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">Com isto começa a entrar qualquer coisa de novo e insuspeitado no coração da escrava: esta ternura e esta bondade fazem com que a sua ira se comece a desvanecer e sente-se presa – não de amor, mas de uma simpatia, um certo bem-querer a este homem que há poucos momentos ainda era o seu verdugo. O seu estado de espírito sofre uma singular transformação e desta hora em diante ela dedica a este homem o seu corpo, porque este corpo o faz tão amável!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Khan levanta-se por fim, vira-se para Zima e diz-lhe:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Já que desflorei esta jovem, tenho, segundo as regras desta casa, que a comprar. Pois bem, compro-a, e com ela o jovem Ali. Será a Huri graciosa que adulará os nossos desejos e servirá o nosso prazer, o meu e o de Ali. Ali, de hoje em diante ela pertence-te como me pertence a mim. Podes servir-te dela e tirar prazer dela como e quando quiseres.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O rapaz lança-se aos pés do seu Senhor e agradece-lhe comovido.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">- Poderoso Senhor – diz ele. – Fico agradecido pela felicidade que recebo das tuas mãos; o meu corpo pertence-te como o duma escrava. Permite-me só que me sirva agora desta jovem. Quero-a tanto, meu Amo, que não posso mais esperar, permite, suplico-te, que eu a tome como tu acabas de a tomar!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:3pt;color:#990000;">O Khan nega por enquanto ao seu jovem escravo esta permissão, pois quer dar à jovem algum sossego. De resto ele próprio começa a sentir, depois desta longa sucessão de desvarios, algum cansaço; deseja sossegar o quanto antes os seus membros cansados numa cama macia.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;color:#990000;">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;font-style:italic;text-align:right;color:#663333;">(Continua)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Senhor é superior à escrava?]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=146</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 14:36:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
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<description><![CDATA[A primeira resposta que dou a esta pergunta, aquela que me ocorre instintivamente e quase sem pensar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SE0-kwJdu2I/AAAAAAAAAY8/9VvAWkuMYTc/s1600-h/Slave_girl_Practice_by_AnatomyGrid.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;width:197px;height:298px;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp3.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SE0-kwJdu2I/AAAAAAAAAY8/9VvAWkuMYTc/s320/Slave_girl_Practice_by_AnatomyGrid.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="color:#330099;">A primeira resposta que dou a esta pergunta, aquela que me ocorre instintivamente e quase sem pensar, é "</span><span style="font-weight:bold;color:#330099;">não</span><span style="color:#330099;">". Um Senhor que imagine que só por ser Senhor é superior à sua escrava, ou um "Dom" que se iluda e pense que só por ser "Dom" é superior à sua submissa, não passa de um tolo; e portanto, em vez de ser superior é-lhe provavelmente inferior.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Isto que escrevi acima é a resposta simples. Não deixa de ser basicamente a minha opinião, mas não posso dar-me por satisfeito com ela. É que para lá da resposta simples há outras bem mais complexas.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Uma das melhores amigas com quem me correspondo na net refere com insistência a sua necessidade de se entregar a alguém por quem possa sentir não só respeito, mas também admiração. Sente a necessidade de ver no seu Dono um ser superior, não só a ela própria, mas também aos seres humanos em geral. Não vou dizer que esta minha amiga está a visar alto demais, pela simples razão que sempre admirei quem visa alto. Mas aí está: se por qualquer volta da vida viesse a acontecer eu tornar-me Senhor desta minha amiga e ela minha escrava, haveria logo à partida um ponto em que eu a consideraria, se não superior a mim, pelo menos minha igual.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Não é que eu acredite na igualdade de todos em relação a todos. Pelo contrário, acredito firmemente que o homem que pensa é superior ao que não pensa, o que sente superior ao que não sente, o que lê superior ao que não lê, o que vive superior ao que apenas sobrevive, o que é útil aos outros superior ao que lhes é nocivo. A questão é que em todos estes pontos a escrava e a submissa têm exactamente o mesmo direito/dever de se aperfeiçoarem que têm o Senhor e o "Dom".</span></p>
<p><span style="color:#330099;">Assim, a minha amiga, como tantas outras escravas e submissas, está perante um dilema: para que a pessoa a quem se entregam lhes seja superior, têm elas que ser inferiores; para serem inferiores têm que prescindir do seu crescimento como seres humanos; crescimento este que é precisamente o que as torna dignas de serem amadas e possuídas em pleno.</span></p>
<p><span style="color:#330099;">A única solução que encontro para este dilema é a seguinte: o Senhor e a escrava têm de crescer juntos; cada um deles tem que admitir que não é perfeito e admitir além disto, o que é difícil, que </span><span style="font-weight:bold;color:#330099;">o outro também não</span><span style="color:#330099;">; e cada um deles tem que fazer tudo o que estiver ao ser alcance para que o outro se transforme de verdade num ser superior. Um deles fará isto pela maneira como domina, o outro fá-lo-á pela maneira como se submete; mas a um nível muito profundo estarão os dois a fazer precisamente o mesmo. Aquilo que nenhum deles tem o direito de fazer é diminuir-se a si próprio ou a diminuir o outro.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual é a diferença entre uma submissa e uma escrava?]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=145</link>
<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 21:41:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
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<description><![CDATA[Provavelmente não há pergunta mais frequente do que esta nos foruns BDSM e nos sites dedicados ao ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SExNSh32FeI/AAAAAAAAAY0/gLJ6NU_TU1w/s1600-h/db.02.JPG"><img style="float:right;cursor:pointer;width:212px;height:240px;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SExNSh32FeI/AAAAAAAAAY0/gLJ6NU_TU1w/s320/db.02.JPG" border="0" alt="" /></a><span style="color:#663300;">Provavelmente não há pergunta mais frequente do que esta nos foruns BDSM e nos sites dedicados ao domínio e submissão nas relações amorosas. Durante muito tempo achei que não deveria intervir neste debate, e isto por duas razões: porque o termo "submissa" é geralmente utilizado como substantivo para designar uma opção específica entre os estilos de vida definidores duma certa cultura, da qual não faço parte e sobre a qual não tenho o direito de me pronunciar; e porque outros têm abordado o tema melhor do que eu o faria.</span></p>
<p><span style="color:#663300;">O que me levou a mudar de ideias foi ter encontrado</span> <a href="http://sarinhaspk.blogspot.com/2008/05/sou-mais-do-escrava-mais-que-uma.html">aqui</a> <span style="color:#663300;">e</span> <a href="http://www.submissivewomenspeak.net/garden.htm">aqui</a> <span style="color:#663300;">dois testemunhos de duas mulheres muito diferentes que me obrigaram a reflectir sobre a questão mais seriamente do que alguma vez o tinha feito.</span></p>
<p><span style="color:#663300;"><span style="color:#663333;">Estas mulheres</span> não poderiam ser mais diferentes: uma é uma jovem brasileira de 21 anos, a outra é uma americana com várias décadas de experiência com o homem a quem se deu como escrava. Uma escreve com o coração: o seu discurso tende a ser desconexo em termos de articulação do pensamento; o discurso da outra é articulado e reflectido. A primeira está ainda perplexa diante duma experiência nova, a segunda já teve tempo de examinar a sua vida e de chegar a conclusões sólidas. Uma assume-se como escrava mas não como submissa; a outra assume-se como escrava e submissa.</span></p>
<p><span style="color:#663300;">Mas têm em comum uma coisa importante, que é a sinceridade do seu testemunho.</span></p>
<p><span style="color:#663300;">E as duas juntas fizeram-me entender que quando uma questão é complexa o melhor, quando a queremos discutir, é começar por simplificá-la. Simplifiquemos, portanto.</span></p>
<p><span style="color:#663300;">Para simplificar vou deixar de fora o conceito de "submissa" no universo particular da cultura BDSM e limitar-me ao significado corrente da palavra. Segundo os dicionários, submisso é sinónimo de obediente, sujeito, respeitoso, humilde, escravo é o que está sob a dependência de um senhor, e senhor é aquele que tem direito de propriedade. Logo daqui resulta uma diferença entre os dois conceitos: o escravo pode não ser submisso e o submisso pode não ser escravo.</span></p>
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