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	<title>seguranca-publica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/seguranca-publica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "seguranca-publica"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 01:47:41 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA["Notícias, segurança e criminalidade", por João Luiz Duboc Pinaud]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=442</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 17:01:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;A conhecida criminalização da pobreza, amparada e estimulada pelas mensagens da mass media,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"<a href="http://quest1.jb.com.br/extra/2008/07/17/e170717195.html" target="_blank">A conhecida criminalização da pobreza, amparada e estimulada pelas mensagens da <em>mass media</em>, além de gerar o medo, desobriga o governo de fazer outros enfrentamentos: investimentos em benefício das populações periféricas.</a>"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pronasci aplicou apenas 10% do previsto]]></title>
<link>http://kiminda.wordpress.com/?p=3610</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 23:52:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Nilnews</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, só]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://www.publico.clix.pt/getimage.asp?tb=IMAGENS&#38;id=160423" alt="" width="232" height="358" />O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, só utilizou 10% dos recursos disponíveis em orçamento para serem aplicados nas 94 medidas que o compõe. Também conhecido como PAC da Segurança, o programa federal desembolsou R$ 134,6 milhões até o dia 8 de julho. Mas as ações estruturais e os projetos locais nos estados contam com um orçamento de R$ 1,4 bilhão para ser utilizado em 2008. Nesse ritmo, ao final do ano, um cálculo médio prevê que devem ser aplicados apenas R$ 230,8 milhões, ou 16% do orçamento previsto para o ano .</p>
<p>A iniciativa inédita no enfrentamento à criminalidade no país envolve a União, estados, municípios e comunidade na articulação de políticas de segurança com ações sociais. A prioridade é a prevenção: atingir as causas que levam à violência. Vale lembrar que nos três meses que antecedem as eleições municipais em outubro, o governo fica impedido de realizar novos empenhos.</p>
<p>Devem se beneficiar com o programa 425 mil jovens entre 15 e 29 anos. O alvo são aqueles em conflito com a lei ou à beira da criminalidade. Para atendê-los, o Pronasci pretende investir em projetos, como por exemplo, de ressocialização desses jovens por meio de atividades monitoradas por professores de educação física.</p>
<p>Para cumprir a meta de R$ 6,7 bilhões aplicados em segurança pública no país até 2012, o governo deve acelerar os investimentos. Inicialmente, a proposta priorizou as 11 regiões metropolitanas consideradas as mais violentas, de acordo com dados dos ministérios da Justiça e da Saúde.</p>
<p>Antes da criação do Pronasci em agosto de 2007, os estados e municípios já recebiam recursos da União para ajudar na segurança pública local. Entretanto, a partir da integração das regiões no programa, ocorreu a ampliação da verba repassada. O Rio de Janeiro, por exemplo, até o início do mês, recebeu R$ 11,9 milhões. Já o Amapá, que ainda não foi incluído no Pronasci, recebeu somente R$ 4,7 mil. Beneficiado com pouco mais de R$ 40 milhões, São Paulo é o estado campeão no que se refere ao repasse de recursos (veja o <a href="http://contasabertas.uol.com.br/noticias/imagens//Estado%20favorecido%202008%20Pronasci.pdf">repasse de recursos aos estados</a>).</p>
<p>Na semana passada, o governo anunciou a liberação de mais R$ 124 milhões para os 16 municípios de São Paulo que fazem parte do Pronasci.</p>
<p>Os recursos destinados aos municípios para segurança pública são recordes se comparados ao repasse do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) em 2007, que foi, de acordo com a assessoria, de R$ 42 milhões. "O dinheiro destinado aos estados também é recorde. Só para comparar, em 2007 o FNSP liberou R$ 170 milhões através de convênios", conclui.</p>
<p>Amanda Costa<br />
http://contasabertas.uol.com.br</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O massacre de Eldorado de Carajás, segundo Eric Nepomuceno (ou "responsabilidade social" 15)]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=425</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 16:35:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
<guid>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=425</guid>
<description><![CDATA[Mês passado li um livro fora de série: O Massacre - Eldorado do Carajás: uma história de impunid]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Mês passado li um livro fora de série: <em>O Massacre - Eldorado do Carajás: uma história de impunidade</em>, de Eric Nepomuceno. Ótimo texto, fruto de trabalho pesado de pesquisa do jornalista e escritor.</p>
<p>Narra com riqueza de detalhes a barbaridade cometida contra trabalhadores sem-terra em 1996 e as conseqüências que até hoje as vítimas e seus parentes sofrem, incluindo o drama dos sobreviventes, muitos deles com seqüelas gravíssimas e ainda sem assistência do governo do estado do Pará.</p>
<p>Elucida a intrincada teia de relações que leva a uma matança como aquela, em que são responsáveis políticos, fazendeiros e - bingo - a Companhia Vale do Rio Doce (mais um bom exemplo de "responsabilidade social" das empresas). Uma mistura impressionante entre público e privado - e a PM, braço do poder público, acaba funcionando não como garantidora da lei e de direitos, mas como exército de jagunços agindo a mando dos sinhôs locais e à revelia da lei.</p>
<p>A Vale alugou dois ônibus que levaram parte dos PMs para a matança. Fazendeiros locais forneceram parte das armas. O governador Almir Gabriel (PSDB), a ordem.</p>
<p>Segundo Nepomuceno, "Não houve, ao contrário do que se tentou difundir logo após a violência e o horror, conflito algum."</p>
<p>Como (quase) sempre, o <em>confronto</em> surge convenientemente como justificativa para o extermínio realizado pela polícia, por ordem superior.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ASSASSINADO PRESIDENTE DO SINDICATO DOS MÉDICOS DE NOVO HAMBURGO.]]></title>
<link>http://faxsindical.wordpress.com/?p=117</link>
<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 23:47:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>gh7a</dc:creator>
<guid>http://faxsindical.wordpress.com/?p=117</guid>
<description><![CDATA[
O movimento sindical médico apresenta seu protesto e descontentamento diante do assassinato do nos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><code><span style="font-family:&#34;"><br />
<span style="font-size:12pt;font-family:Dactylographe;">O movimento sindical médico apresenta seu protesto e descontentamento diante do assassinato do nosso colega, médico, candidato a Vereador no município de Novo Hamburgo e Presidente do Sindicato dos Médicos local, Gilvan Roberto Fontoura, nefrologista, 60 anos, sócio do Instituto de Nefrologia de Novo Hamburgo. Aguardamos providências das autoridades no sentido de resolver logo esse gravíssimo crime, com característica de crime encomendado a notícia está no site: A notícia foi divulgada no site da RBS - <a href="http://www.clicrbs.com.br/eleicoes2008/jsp/default.jspx?uf=1&#38;local=1&#38;action=noticias&#38;id=2056335&#38;section=Not%C3%ADcias">E a transcrevemos abaixo:Eleições 2008 &#124; 19/07/2008 &#124; 08h33min<br />
Médico candidato a vereador em Novo Hamburgo é assassinado<br />
Gilvan Roberto Fontoura, 60 anos, morreu a caminho do hospital após levar um tiro na cabeça<br />
Juliana Bublitz &#124; juliana.bublitz@zerohora.com.br<br />
Atualizada às 08h33minO médico e candidato a vereador de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, Gilvan Roberto Fontoura, 60 anos, foi encontrado ferido com um tiro na nuca em Campo Bom, na noite de sexta-feira, e morreu a caminho do hospital. Segundo a Polícia Civil, ele teria sido assaltado por quatro homens.Fontoura, que também era presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo, foi visto pela última vez em um bar no calçadão de Novo Hamburgo, com amigos, por volta das 20h30min. Segundo informações da Delegacia da Polícia Civil de Campo Bom, ao se despedir, ele teria dito aos conhecidos que iria se encontrar com os filhos.O médico está sendo velado na Capela Ecumênica do Jardim da Memória, em Novo Hamburgo, desde as 6h50min. O horário do enterro ainda não havia sido definido.Nenhum suspeito foi identificado pela polícia até o início da manhã. Os policiais pretendem refazer os últimos passos do médico para tentar encontrar pistas do crime.Por volta das 21h30min, moradores de Campo Bom perceberam uma movimentação estranha na prainha do município, às margens do Rio dos Sinos, e chamaram a Brigada Militar. As testemunhas relataram ter visto quatro homens saindo de um Jetta (modelo da Volkswagen) cor prata, que era de Fontoura, abrindo o porta-malas e, lá de dentro, retirando uma pessoa. Em seguida, um tiro foi ouvido, e o carro deixou o local em disparada.</p>
<p>Ao chegar à prainha, policiais militares encontraram Fontoura com um tiro na nuca. Inicialmente ele não havia sido identificado, pois estaria sem documentos. Chegou a ser levado para o hospital do município, quando foi reconhecido por socorristas, mas não resistiu ao ferimento. O corpo foi encaminhado ao Departamento Médico Legal de Novo Hamburgo, onde a identidade foi confirmada por familiares.</p>
<p>Fontoura era pai de três filhos e era candidato a vereador pelo Partido Progressista (PP), do qual era presidente em Novo Hamburgo. Ontem à noite, após saber da morte do amigo e colega, o vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo, Elói Fracasso, se disse surpreso e triste. Segundo ele, Fontoura, que também era dono do Instituto de Nefrologia, conhecido como Clínica do Rim em Novo Hamburgo, presidia o sindicato havia seis anos.</p>
<p>— Ele sempre trabalhou pelos médicos de Novo Hamburgo. Eles vão ficar muito abalados quando souberem da sua morte, ainda mais da maneira traumática como foi — disse Fracasso.<br />
<a title="Pingar o BlogBlogs" rel="alternate" href="http://blogblogs.com.br/my/gadgets/ping?url=http://faxsindical.wordpress.com"><img src="http://assets3.blogblogs.com.br/public/bb/images/gadgets/bbgad_ping_2.gif" alt="Pingar o BlogBlogs" /></a> - <a rel="me" href="http://blogblogs.com.br/api/claim/-160859245/182612/51192"> BlogBlogs.Com.Br </a> - <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/Fax+Sindical?language=pt&#38;authority=n">FAX SINDICAL no Technorati</a>, <a class="performancingtags"> - </a><a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/novo%20hamburgo">Novo Hamburgo</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/rio%20grande%20do%20sul">Rio Grande do Sul</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/seguran%C3%A7a%20p%C3%BAblica">segurança pública</a> ,<a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/pol%C3%ADcia">Polícia</a>,<a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/pol%C3%ADcia%20federal">Polícia Federal</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/governo%20do%20estado%20do%20rio%20grande%20do%20sul">Governo do Estado do Rio Grande do Sul</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/governo%20federal">Governo Federal</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/minist%C3%A9rio%20da%20justi%C3%A7a">Ministério da Justiça</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/pol%C3%ADtica">Política</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/elei%C3%A7%C3%B5es">Eleições</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/sindicalismo">sindicalismo</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/sindicato%20dos%20m%C3%A9dicos">Sindicato dos Médicos</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/sindicato%20dos%20m%C3%A9dicos%20de%20novo%20hamburgo">Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/central%20sindical">central sindical</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/cnpl">CNPL</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/fenam">FENAM</a>, <a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/cut">CUT</a></p>
<p></a></p>
<p></span></span></code></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Uma tarde com o Alemão", de Adriana Facina]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=437</link>
<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 17:24:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
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<description><![CDATA[No Fazendo Media:
&#8220;Como sua casa é no alto do morro, nesses casos ele tem de correr e “aí,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://www.fazendomedia.com" target="_blank"><em>Fazendo Media</em></a>:</p>
<p>"<span><span style="color:black;"><a href="http://www.fazendomedia.com/2008/facina20080715.htm" target="_blank">Como sua casa é no alto do morro, nesses casos ele tem de correr e “aí, vocês já sabe correu, aqui no morro, é bandido”. Nessa frase está resumida a política de insegurança de nosso estado. Massacre cotidiano da população favelada. Vidas que não valem nada. A experiência diária do preconceito, da suspeição, da possibilidade de virar estatística a contar os milhares de mortos pela violência estatal nos últimos 6 meses. Ameaça legalizada na figura do mandado de busca coletivo, mostrando que a fragilidade dos lares onde habita a pobreza não está só nas suas paredes reais, mas também nas fluidas barreiras simbólicas da criminalização dos pobres.</a>"</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comentário Breve]]></title>
<link>http://robertatrindade.wordpress.com/?p=178</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 14:01:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>robertatrindade</dc:creator>
<guid>http://robertatrindade.wordpress.com/?p=178</guid>
<description><![CDATA[Prometo que volto logo, logo, para debater o assunto com mais calma&#8230;
Só não poderia deixar d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Prometo que volto logo, logo, para debater o assunto com mais calma...</p>
<p>Só não poderia deixar de fazer um breve comentário...</p>
<p> </p>
<h3 class="smller">É realmente lamentável...</h3>
<div class="para">...ninguém parou ainda pra pensar que é preciso lutar contra a inversão de valores...</div>
<p>Sem querer justificar ou passar a mão na cabeça dos policiais que se envolveram nos lamentáveis fatos recentes que resultaram na morte de inocentes...</p>
<p>Mas quem em sã consciência acredita que os PMs metralharam a família do menino João Roberto porque queriam execeutar uma criança? Ou que tenham atirado contra o administrador Luiz Carlos Soares porque queriam matar um trabalhador para se vingar da Globo ou algo parecido?</p>
<p>Claro que a ausência de intenção não impediu que as mortes (lamentáveis) tenham ocorrido...</p>
<p>Mas o mais lamentável é que ninguém até agora parou para refletir que se os PMs têm agido assim é por ter os seus motivos... estão vivendo (e não é de agora) no "morre ou mata"...</p>
<p>E o que é preferível? Ser julgado por 12 ou carregado por 6?</p>
<p>Enquanto estão morrendo policiais, ninguém se manifesta... só eu já perdi as contas de quantos amigos perdi... e tenho consciência de que esse número é pequeno... há muito mais mortes acontecendo (e não é de hoje, nem de ontem, nem de semana passada)...</p>
<p>Mas essas mortes não incomodam à sociedade, às autoridades,... elas afetam apenas aos familiares, amigos, colegas de profissão...</p>
<p>Então é aquela velha história do incêndio na casa do vizinho... enquanto o fogo não chega no telhado da sua casa, você não se importa...</p>
<p>Agora, pessoas inocentes estão morrendo porque policiais estão cansados de ser vítimas... e também acredito que esteja na hora dos policiais cansarem de serem os vilões... (ou de serem tratados assim)</p>
<p>Toda ação gera uma reação.</p>
<p>Todo ato tem sua conseqüência.</p>
<p>Por que a morte de um policial valeria menos ou teria menos importância que a morte de qualquer outra pessoa?</p>
<p>Acho que já está passando da hora de algumas pessoas reverem os seus conceitos...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cabral afirma que política de enfrentamento irá continuar]]></title>
<link>http://desfavelizacao.wordpress.com/?p=165</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 01:23:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>desfavelizacao</dc:creator>
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<description><![CDATA[Como se não bastasse a morte do ambulante, na noite de ontem, dois policiais militares foram execut]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como se não bastasse a morte do ambulante, na noite de ontem,<a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/17/policiais_militares_sao_fuzilados_na_lagoa-547286807.asp" target="_blank"> <strong>dois policiais militares foram executados esta manhã, na Fonte da Saudade, na Lagoa</strong></a><strong>.</strong> Segundo informações do site Globo Online, os policiais foram fuzilados por ocupantes de um Honda. À tarde, um veículo do 6º BPM (Tijuca) que fazia patrulhamento próximo ao morro do Turano foi atacado por motoqueiros na Rua Barão de Itapagipe, na Tijuca, Zona Norte. Segundo os policiais, quatro homens que estavam em duas motos passaram ao lado do veículo e um deles atirou. Um dos tiros atingiu o carro, mas ninguém se feriu.</p>
[caption id="attachment_166" align="alignleft" width="280" caption="Carro da PM lvejado por bandidos na Lagoa"]<a href="http://desfavelizacao.files.wordpress.com/2008/07/carro_policia_170708.jpg"><img class="size-medium wp-image-166" src="http://desfavelizacao.wordpress.com/files/2008/07/carro_policia_170708.jpg?w=280" alt="Carro da PM lvejado por bandidos na Lagoa" width="280" height="180" /></a>[/caption]
<p>Dois policiais militares morreram, de cor chumbo, na Lagoa, Zona Sul do Rio, na manhã desta quinta-feira. Dois homens com fuzis desceram do veículo e atiraram contra os policiais, que estavam na patrulha 543322, parados em frente ao número 197 da Rua Fonte da SaudadeOs policiais não revidaram e os agressores acabaram fugindo. O caso foi registrado na 18ª DP (Praça da Bandeira).<br />
No episódio na Lagoa, pelo menos 18 tiros atingiram o carro onde estavam os policiais. Após os disparos, os criminosos entraram no Honda e fugiram em direção ao Humaitá. A polícia vai requisitar as imagens das câmeras do edifício em frente à cena do crime. O objetivo é identificar os bandidos que mataram os PMs. A placa do veículo já teria sido identificada.</p>
<p>O sargento Joel de Almeida Gomes e o cabo Francisco Alves Pereira Júnior estavam lotados há mais de cinco anos no batalhão do Leblon e já haviam sido homenageados por um desembargador que mora no prédio em frente ao local onde morreram.</p>
<p>Diante de tanta violência, <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/17/_criminosos_perceberam_que_mudou_jogo_hoje_combate_mesmo_diz_cabral-547291089.asp" target="_blank"><strong>o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, se pronuncia e afirma que a política de enfrentamento e confrontos irá continuar</strong></a>. Ainda segundo informações do site Globo Online, No mesmo dia em que um homem morreu e uma criança ficou ferida durante um tiroteio, na Cruzada de São Sebastião , no Leblon, e dois policiais militares foram fuzilados na Lagoa , ambos bairros da Zona Sul do Rio, o governador volta a dizer  que a política de segurança não vai mudar.</p>
<p>- Esses episódios mostram que criminalidade do Rio é algo absolutamente grave, e que temos que enfrentar e vamos continuar enfrentando. Essa é nossa política. Não tem recuo na política de combate à criminalidade. Desde o início eu não tinha ilusão. Eu sabia e sei que o trabalho é duro, mas a nossa política de segurança não é atirar, nossa política de segurança é combater o crime. Agora, não podemos aceitar que um marginal atire num policial e que a nossa polícia não reaja - disse o governador.</p>
<p>O que o governador tem que refletir é que além do combate à criminalidade, precisamos ainda é de um projeto que não seja essa política de enxugar o gelo. Precisamos da desfavelização do Rio de Janeiro. Somente a desfavelização poderá mudar para sempre o cenário sombrio que nossa cidade vive nestes tempos de violência.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Só a desfavelização poderá tirar nossa cidade das mãos dos bandidos]]></title>
<link>http://desfavelizacao.wordpress.com/?p=161</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 00:39:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>desfavelizacao</dc:creator>
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<description><![CDATA[O Rio de Janeiro está vivendo uma verdadeira guerra. Ontem a noite, o vendedor ambulante Jefferson ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro está vivendo uma verdadeira guerra. Ontem a noite, o vendedor ambulante Jefferson Silva Andrade, de 28 anos, morreu ao tentar salvar sua filha de apenas três anos de um tiroteio entre policiais e traficantes, na Cruzada São Sebastião, no Leblon. O conjunto habitacional que o governo deixou se favelizar poderia até vir a ser uma opção à desfavelização, mas as administrações passadas foram fracassadas e acabaram por deixar que bandidos se fixassem nan região.</p>
<p> Segundo o <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/17/camelo_morto_por_balas_perdidas_no_leblon-547286785.asp" target="_blank"><strong>Jornal O Globo</strong></a>, policiais civis foram ao local, na Rua Humberto de Campos, para checar a denúncia de que traficantes da Rocinha tinham invadido o conjunto. Mas, segundo o RJTV, da TV Globo, a polícia procurava ladrões que atuariam na Zona Sul. Houve intenso confronto. O camelô, que vendia doces em sua barraca, morreu ao ser atingido por balas perdidas no pescoço, no abdômen e na perna, ao tentar proteger a filha, Larieni Bernardo de Andrade, de 4 anos, ferida na perna direita. A menina passa bem.</p>
<p>Ainda segundo o jornal, o  tiroteio ocorreu por volta das 21h, a 50 metros do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) do 23º BPM (Leblon) e a cem metros da 14ª DP. Segundo PMs que pediram para não ser identificados, os policiais civis não agiram com cautela. De acordo com moradores, havia dezenas de pessoas na rua quando o carro com os quatro agentes chegou ao conjunto. O delegado titular da 14ª DP, Alberto Pires Lage, disse que os policiais foram surpreendidos por bandidos armados por fuzis. Segundo ele, a informação era de que o conjunto seria invadido. O delegado disse que a Cruzada sempre foi um lugar problemático, mas agora a situação piorou bastante com os traficantes da Rocinha. De acordo com ele, qualquer operação no conjunto habitacional precisará de um efetivo muito maior e de mais planejamento, porque agora os bandidos estão bem armados.</p>
<p>Não é possível. Estamos vivendo uma barbárie. O Rio de Janeiro, o carioca não agüenta mais viver em meio a esta guerra entre policiais e traficantes nas favelas, o que faz com que nos tranformemos todos em reféns desta violência. Precisamos é de uma política de desfavelização séria para que possamos resgatar nossa cidade das mãos dos marginais.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pra Polícia do Rio, Matar Inocente é Legal]]></title>
<link>http://momentosdepausa.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 02:07:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>alandamotta</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vendo a entrevista da excelentíssima Autoridade da Polícia Militar, o Douto Relações Públicas d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vendo a entrevista da excelentíssima Autoridade da Polícia Militar, o Douto Relações Públicas da Instituição, Coronel sábio e experiente, não pude acreditar no que eu ouvia. O mesmo dizendo que a operação policial que resultou na morte do Administrador sequestrado por bandidos foi legal, de acordo com o ordenamento jurídico.</p>
<p>Embora tenhamos facetas consoante o entendimento do douto coronel, como no caso de "erro de tipo", pois não sabiam que haviam sequestrado dentro do carro, é de se pensar como se fosse um mero erro, a morte de um inocente trabalhador comum de nossa sociedade.</p>
<p>A utopia é nós assistirmos diversos filmes de Hollywood, onde prevalece a omissão da polícia frente a ignorância dos sequestradores, tudo para proteger o inocente que não pode ser alvejado por erro, inclusive da própria polícia, que tem o dever de proteger sua vida em primeiro lugar, e não matar os sequestradores em primeiro, deixando a situação de arriscar a vida do cidadão.</p>
<p>Pelo que parece, a ilustre Autoridade supranarrada nunca assistiu estes famosos filmes, porque neles mesmos dá pra entender o que se passou, e o que a polícia deveria saber, é somente um aspecto de ignorância eloqüente, ignorância inconcebível no meio que vivemos, nem mesmo um famoso "homem médio" responderia como o ilustre relações públicas.</p>
<p>Minha revolta é, se mesmo nestes filmes nós leigos sabemos o que se deve fazer quando há sequestro, como um coronel de nossas instituições públicas, um empregado nosso que deveria ser preparado, não sabe? Há algo errado no ar, e espero que esta revolta seja a sua também, para que um dia não seja parado na rua, sequestrado por bandidos, e morto por pms, pois senão seremos apenas patinhos de tiro ao alvo de crianças brincando com arma de verdade, sem cabeça e sem noção da realidade dentro de um Estado Democrático de Direito que prevalece a Dignidade da Pessoa Humana, muita INDIGNAÇÃO.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Violência urbana marca início da campanha eleitoral]]></title>
<link>http://luishipolito.wordpress.com/?p=4272</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 12:08:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Hipolito @ The Blogger</dc:creator>
<guid>http://luishipolito.wordpress.com/?p=4272</guid>
<description><![CDATA[AGÊNCIA CARTA MAIOR
Assassinato do secretário-geral do PDT traz à tona a questão da insegurança]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color:#ff6600;">AGÊNCIA CARTA MAIOR</span></strong></p>
<p class="linhafina" style="text-align:justify;"><strong>Assassinato do secretário-geral do PDT traz à tona a questão da insegurança pública, apesar de ser este um tema de competência estadual. Durante atividades em favelas como Mangueira, Rocinha, Complexo do Alemão e Rio das Pedras, candidatos têm de conviver com traficantes e milicianos armados.</strong></p>
<p class="headline-link" style="text-align:justify;"><strong>Maurício Thuswohl</strong></p>
<p class="texto" style="text-align:justify;">RIO DE JANEIRO – Apesar de a segurança pública ser uma atribuição do governo estadual, a violência que assusta os cariocas foi o assunto predominante nos primeiros dez dias de campanha para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Os candidatos a prefeito até que tentaram, mas não conseguiram fugir do tema nesse início de disputa eleitoral. De cara, enfrentaram o constrangimento político provocado pelo convívio forçado com traficantes de drogas e milicianos durante as primeiras visitas e atividades de corpo-a-corpo em algumas das principais favelas da cidade. Em seguida, a violência urbana invadiu de vez a campanha municipal com a morte do secretário-geral do PDT, que foi assassinado a tiros por bandidos.</p>
<p>Conhecido militante do PDT carioca, Jorge Luiz Vieira morreu na noite de sábado (12), quando voltava de uma atividade de campanha do candidato do partido, Paulo Ramos. Numa das principais avenidas do bairro de Bonsucesso (Zona Norte), um carro com bandidos armados, aparentemente em fuga, invadiu a contramão e se chocou de frente com o veículo onde estava Vieira. Após a colisão, os bandidos, antes de escaparem num terceiro veículo, fizeram vários disparos em direção ao secretário-geral do PDT, que morreu na hora. Outros dois ocupantes do carro, também militantes do partido, foram feridos, mas não correm risco de morte.</p>
<p>Segundo a polícia, o crime não teve motivação política, já que os bandidos provavelmente são os mesmos que haviam acabado de participar de um assalto a um grande supermercado da região: “Foi um infortúnio eles terem se chocado com o carro dos bandidos”, disse o delegado da 12ª DP, Carlos Eduardo Almeida. De toda forma, a tragédia de Vieira trouxe a questão da violência para o centro da campanha política.</p>
<p>Conviver com o crime organizado parece ser a sina dos candidatos à Prefeitura do Rio. No dia seguinte ao assassinato de Vieira, o candidato do PMDB, Eduardo Paes, esteve na Zona Norte para visitar as favelas de Manguinhos, do Jacarezinho e da Grota, esta última localizada no Complexo do Alemão e cenário, em 2002, do assassinato do jornalista Tim Lopes. Nas três comunidades, a comitiva que acompanha Paes - e que incluía o vice-governador Luiz Fernando Pezão - foi acompanhada de longe por traficantes armados: “Temos que tomar cuidado”, disse o candidato peemedebista.</p>
<p>Paes não precisou se preocupar com traficantes na véspera, quando visitou a favela de Rio das Pedras, no bairro de Jacarepaguá (Zona Oeste). A comunidade, que é dominada pelas milícias e serviu de inspiração para a novela Duas Caras da TV Globo, é vítima de um outro tipo de regime totalitário que, com exceção da venda de maconha, crack e cocaína, em muito se assemelha ao domínio imposto pelos traficantes. Observada, dessa vez por milicianos que mal escondiam suas armas, a comitiva do peemedebista ficou pouco tempo na favela, onde quem manda atualmente é o militar reformado Epaminondas Medeiros Júnior, candidato a vereador pelo DEM.</p>
<p><strong>“Cidade desprotegida”</strong></p>
<p>Outro candidato que fez companhia involuntária a traficantes de drogas durante suas atividades de campanha foi Marcelo Crivella (PRB). O senador visitou no sábado (12) a Favela da Mangueira (Zona Norte), uma das maiores do Rio, e também passou pelo constrangimento de caminhar a poucos metros de traficantes armados com um diverso arsenal: “O papel da Prefeitura é propor políticas públicas para não permitir que esses bandidos tomem conta de áreas da cidade e tirem do Rio de Janeiro a sua soberania territorial”, disse o candidato, num momento em que não havia nenhum traficante por perto.</p>
<p>Visitas desse tipo quase sempre são agendadas previamente com as associações de moradores das favelas, que previnem os traficantes ou milicianos sobre a chegada dos políticos. Em anos anteriores, os bandidos costumavam “desaparecer” enquanto duravam as atividades de campanha, mas, nestas eleições, eles parecem não se preocupar em se exibir diante dos candidatos e seus correligionários com pistolas e fuzis, o que demonstra o crescente desrespeito do crime organizado com o poder público.</p>
<p>Candidata pelo PCdoB, Jandira Feghali afirma que a presença de traficantes nas atividades de campanha realizadas em favelas “faz parte da realidade de uma cidade desprotegida” e diz apostar nas relações do partido com as lideranças comunitárias e associações de moradores para entrar com segurança em determinadas localidades. Também observada de longe por traficantes, a comunista visitou na quinta-feira (11) a Favela da Rocinha (Zona Sul), onde o tráfico, segundo a polícia, fatura R$ 1 milhão a cada sexta-feira. Após passear na garupa de uma moto pelas principais ruas da Rocinha, Jandira iria caminhar pelas ruelas do interior da favela. Uma conversa travada entre um grupo de moradores e assessores da candidata, no entanto, fez com que ela acabasse cancelando essa parte do roteiro.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[NI 010/83: ensaio Renato Lessa]]></title>
<link>http://cesarkiraly.wordpress.com/?p=207</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 12:50:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>ckiraly</dc:creator>
<guid>http://cesarkiraly.wordpress.com/?p=207</guid>
<description><![CDATA[NI 010/83
Renato Lessa 
A sigla, um tanto enigmática, adotada no título significa: Nota de Instru]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>NI 010/83<br />
Renato Lessa </p>
<p>A sigla, um tanto enigmática, adotada no título significa: Nota de Instrução 10, emitida em 1983. Ainda assim, penso, nenhum esclarecimento à vista. Trata-se, na verdade, de uma norma interna, produzida pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, para definir as condições concretas e precisas nas quais o uso da força, com desdobramentos letais prováveis, pode legalmente ser praticado pelos membros daquela corporação. A norma comemorou seu 25o aniversário, no dia em que policiais militares mataram uma criança de três anos, em uma rua do bairro da Muda, na zona norte carioca. </p>
<p>A cena do crime é conhecida. Não se pode dizer que seja inédita. Na perseguição a meliantes – que escaparam ilesos –, uma equipe da Polícia Militar resolveu varar com 17 tiros um automóvel parado, no qual estavam uma mulher e seus dois filhos e que acabara de dar passagem ao bólido das supostas forças da ordem. João Roberto, com 3 anos, foi alvejado na cabeça e na altura do quadril. Hospitalizado, teve morte cerebral quase imediata, o que levou a família a autorizar o desligamento dos aparelhos. João Roberto foi enterrado, sem a presença de qualquer autoridade, com a fantasia de Homem Aranha, com a qual comemoraria, alguns dias mais tarde, seu quarto aniversário.</p>
<p>Os policiais foram definidos pelo governador do estado como “débeis mentais”, em generalização indevida, posto que há débeis mentais inofensivos. A associação da classe, se a houver, deveria protestar pela atribuição injusta. Muito melhor, no capítulo da designação e da percepção que realmente está a se passar, fez o pai de João Roberto, ao chamá-los simplesmente de assassinos. A língua ajuda aos que querem dizer as coisas sem subterfúgios. Paulo Soares, o pai, por muito pouco, não perdera a família inteira.</p>
<p>Pelo que estabelece, a norma 010/83 chega a ser idílica, pela parcimônia e pelos cuidados que apresenta como cláusulas pétreas para o uso da força por parte dos encarregados da segurança pública. Uma polícia escandinava poderia adotar os procedimentos ali fixados. Na verdade, a origem da norma evoca a figura digna do Coronel Nazareth Cerqueira, comandante da Polícia Militar na altura em que foi concebida e personagem comprometido com os direitos humanos e com o projeto, ao que parece inglório, de tornar a polícia uma instituição civilizada. Assassinado no Rio de Janeiro, há alguns anos e em circunstâncias confusas, o coronel Nazareth foi poupado de ver seu nome atribuído, de modo inapropriado e ofensivo, ao equivalente carioca da Rota paulista.</p>
<p>Há algo de escandalosamente muito errado quando, após saber o que define a norma 010/83, deparamo-nos com o fato de que ela pretende regular o comportamento de uma das mais violentas e letais polícias do planeta. A norma, na verdade, vem sendo revogada pelos fatos, digo, pelas mortes. No ano passado, foram mais de 1300, as praticadas por policiais, no Rio de Janeiro, em situações por eles mesmos definidas como “autos de resistência”. “Autos de resistência” são primo-irmãos dos “desacatos à autoridade”. Ambos são ocorrências cuja tipificação depende exclusivamente do que dizem policiais supostamente desacatados e aos quais se teria oferecido resistência armada. Só países indigentes no que se refere ao respeito aos direitos humanos e ao controle de suas forças policiais toleram a presença de tais institutos em seus sistemas legais. Como vimos no episódio recente do Morro da Providência, o suposto desacato à autoridade é passível de pena de morte. Difícil evitar a sensação de que são operadores de um imparável e selvagem processo de faxina social. </p>
<p>Diante do estado irreparável das forças de segurança no estado, seria de bom alvitre que cada cidadão recebesse uma cópia da referida nota de instrução. A leitura poderia ajudar e encarar o fato que a cada dia se impõe com evidência cada vez maior: o processo de auto-destruição do sistema de segurança pública no Rio de Janeiro. As evidências são legionárias: autos de resistência, desacatos à autoridade, achaques a motoristas, extorsões, etc... O mote surrado dos casos isolados acaba por configurar uma imagem inovadora: a de uma instituição na qual a maioria de suas atividades se apresenta como um conjunto de casos isolados. Há um problema cognitivo básico e de déficit de elucidação. Pelo visto, está a ocorrer uma triste associação entre sofrimento e elucidação. </p>
<p>Ao que parece, os que sofrem acabam por ser elucidados. Sobre eles já nada podem fazer os mantras da animação da República ou as vozes dos especialistas que insistem em dizer que tudo decorre da falta de treinamento dos policiais. A clareza pungente do que disseram as mães dos rapazes martirizados no Morro da Providência e a precisão dos pais do menino João Roberto estão a indicar que tocaram em uma dimensão crucial do chamado mundo real. Ao designar os policiais como assassinos e ao recusar as desculpas oficiais, os pais do menino João Roberto, por exemplo, a um só tempo mostram o lugar do real e recusam a oferta que lhes foi dada de sublimação. O mínimo a fazer é reconhecer o direito que têm de escolher com quem compartilhar o sofrimento. Querem saber algo a respeito do estado da arte da segurança pública no Rio de Janeiro? Perguntem a eles. Não há elucidação mais direta e cabal.</p>
<p>A despeito disso, a retórica da falta de treinamento segue a pontificar. Se for o caso de incompetência, digamos, técnica, cabe a pergunta: porque não praticam formas de falta de treinamento com resultados menos letais? Falta de treinamento, por exemplo, para os assassinos de João Roberto, poderia ter significado tão somente terem sido incapazes de prender os meliantes, que acabaram por fugir, e nada terem feito com relação ao veículo “civil” que lhes deu passagem. Em outros termos, há pelo menos duas dimensões que precedem o tal treinamento: a da crueldade e a do apego visceral à ilegalidade. Supor que policiais truculentos agem de modo violento e ilegal por falta de treinamento é pedir para integrar a classe aludida pelo governador do estado ao referir-se aos assassinos da Muda. Quando negociam o relaxamento de prisões, achacam motoristas infratores ou integram grupos de milícia o fazem porque foram mal treinados?</p>
<p>O fato é que a “falta de treinamento” sempre produz efeitos malignos e nunca benignos. Isso é suficiente para supor que a malignidade é uma dimensão anterior. Tal anterioridade tanto pode transformar uma eventual iniciativa de treinamento em algo inócuo, como pode tornar o próprio fato da ausência de treinamento na principal forma de treinamento. É evidente que a capacitação dos policiais militares é indigente. O problema todo é que, para além de fatores limitadores de natureza operacional ou orçamentária, parece haver uma orientação política mais ampla e difusa que inscreve a operação das forças de segurança em um campo marcado por imensa informalidade e por um apego heterodoxo à lei.</p>
<p>As dinâmicas da crueldade e da pilhagem não são estranhas a esse universo. Sua dispersão torna indeterminados os limites daquilo que pode ser infringido a um ser humano. É nessa tensão entre as dinâmicas de crueldade inscritas nas forças da ordem com a vida social que se inscreve hoje no país um dos mais poderosos limites à vida democrática. O desafio que se apresenta é imenso. Mais do que saber como deter o processo de autodestruição das forças de segurança pública importa em buscar uma saída para eliminar o risco da morte violenta que vem do alto.</p>
<p>Renato Lessa é Professor Titular de Teoria e Filosofia Política do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense. O texto foi publicado no Caderno Aliás, do jornal Estado de São Paulo.</p>
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<title><![CDATA[Discussão a sério sobre segurança pública e violência]]></title>
<link>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=430</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 19:22:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Fortes</dc:creator>
<guid>http://rafaelfortes.wordpress.com/?p=430</guid>
<description><![CDATA[Já mencionei aqui, várias vezes, a importância do Programa Faixa Livre como uma trincheira de lut]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Já mencionei aqui, várias vezes, a importância do <a href="http://www.programafaixalivre.org.br" target="_blank">Programa Faixa Livre</a> como uma trincheira de luta pela democratização da comunicação (e por um outro Brasil etc.) dentro da própria mídia gorda.</p>
<p>Pois bem, dois exemplos de discussão e crítica a sério da política de genocídio de pobres que vigora no Rio de Janeiro, determinada pelo Governo do Estado e aplaudida e estimulada pela mídia gorda, são o editorial de Paulo Passarinho e a entrevista de Vera Malaguti Batista no Faixa Livre de terça-feira. Ouça <a href="http://www.programafaixalivre.org.br/?id=300" target="_blank">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ministro diz que traficantes ordenaram a manifestação de moradores no Morro da Providência]]></title>
<link>http://desfavelizacao.wordpress.com/?p=152</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 14:27:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>desfavelizacao</dc:creator>
<guid>http://desfavelizacao.wordpress.com/?p=152</guid>
<description><![CDATA[


Morro da Providência
   


Saiu publicado hoje, no jornal O Globo, notícia sobre o pronuncia]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div></div>
<div><span style="font-family:Verdana;"></span></div>
<p><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"></p>
[wp_caption id="attachment_153" align="alignleft" width="300" caption="Morro da Providência"]<a href="http://desfavelizacao.files.wordpress.com/2008/07/provi.jpg"><img class="size-medium wp-image-153" src="http://desfavelizacao.wordpress.com/files/2008/07/provi.jpg?w=300" alt="Morro da Providência" width="300" height="197" /></a>[/wp_caption]
<div><span style="font-family:Verdana;">   </p>
<p></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;font-family:Verdana;">Saiu publicado hoje, no jornal O Globo, notícia sobre o pronunciamento do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, que diz que parte das reações contra a ocupação militar no Morro da Providência partiu de traficantes. Segundo o jornal, de acordo com o ministro, a presença do Exército no local teria enfraquecido a facção que domina a comunidade, o que teria motivado manifestações contrárias aos militares.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;font-family:Verdana;">Isto está mais do que claro, não é novidade para ninguém e, infelizmente, há muito tempo, que traficantes, bandidos cruéis, controlam a vida de uma imensidão de trabalhadores de bem, que moram em favelas por não terem outra opção. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;font-family:Verdana;">Enquando não houver a discussão de projetos para que o Rio de Janeiro seja desfavelizado, o Estado não irá controlar estas regiões sitiadas por inteiro. Estamos à beira de uma guerra civil. A população não agüenta mais a violência desta cidade. A desfavelização se faz necessária agora, urgente, para que possamos evitar uma futura catástrofe na cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;font-family:Verdana;"> Leia a matéria abaixo na íntegra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;font-family:Verdana;"> Ministro diz que tráfico incentivou protesto em morro Governo federal quer acordo na Justiça com parentes de vítimas BRASÍLIA e RIO. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que parte das reações contra a ocupação militar no Morro da Providência partiu de traficantes. De acordo com o ministro, a presença do Exército no local teria enfraquecido a facção que domina a comunidade, o que teria motivado manifestações contrárias aos militares. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="color:#000000;font-family:Verdana;">" A presença das Forças Armadas no morro determinou uma redução no uso do local como ponto do tráfico. Portanto, temos que entender que as reações, misturadas à disputa eleitoral municipal, foram em grande parte dirigidas pelo próprio tráfico", disse Jobim, que voltou a defender a presença do Exército na Providência, onde, no dia 14 do mês passado, três jovens foram assassinados após serem entregues por militares a traficantes do Morro da Mineira, dominado por uma facção rival. Jobim disse que o governo não vai mais enviar um projeto de lei para estabelecer uma pensão vitalícia para os parentes dos jovens mortos. Mais tarde, o ministério divulgou uma nota esclarecendo que, apesar disso, não desistiu da indenização. Segundo o texto, a questão terá de ser tratada através de um acordo na Justiça, uma vez que as famílias entraram com uma ação contra a União. (O Globo).</span></p>
<p> </p>
<p></span></span></div>
<p> </p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hora de falar sério ]]></title>
<link>http://prefeitorj2008.wordpress.com/?p=20</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 18:20:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>gabeira43</dc:creator>
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<description><![CDATA[O assassinato do menino João Roberto e a morte de uma jovem na Barra da Tijuca parecem ter tido a m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O assassinato do menino João Roberto e a morte de uma jovem na Barra da Tijuca parecem ter tido a mesma causa: balas da polícia.</p>
<p>A nossa situação de segurança pública é desesperadora. A tática de jogar para o confronto policiais despreparados apenas torna mais dramática a situação.</p>
<p>Numa semana em que as forças armadas colombianas libertaram Ingrid Bettancourt e mais 14 reféns sem disparar um tiro deveríamos parar para pensar. Pensar em investigação séria, em inteligência, em equipamentos modernos.</p>
<p>Este caminho terá de ser iniciado por alguém. Digo com sinceridade, tenho conhecimentos e coragem de iniciá-lo.<br />
Infelizmente, o governador está apenas empurrando com a barriga, dançando na beira do abismo.</p>
<p>Vamos levar a sério da segurança do Rio? Sem isto, o futuro da cidade é sombrio e decadente.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gabeira: "A arma da Guarda Municipal deve ser o celular"]]></title>
<link>http://prefeitorj2008.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 14:59:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>gabeira43</dc:creator>
<guid>http://prefeitorj2008.wordpress.com/?p=19</guid>
<description><![CDATA[A morte do menino João Roberto, de 3 anos, baleado domingo à noite durante perseguição policial ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A morte do menino João Roberto, de 3 anos, baleado domingo à noite durante perseguição policial na Tijuca, levou para a campanha eleitoral o debate sobre o papel da Guarda Municipal do Rio na segurança pública.</p>
<p>Ontem, os candidatos a prefeito criticaram a atuação da Polícia Militar no caso e defenderam maior participação da prefeitura na vigilância da cidade. Mas nenhum apoiou abertamente a adoção de armas de fogo pela Guarda Municipal. Pelo Estatuto do Desarmamento, municípios com mais de 50 mil habitantes podem armar seus agentes.</p>
<p><!--more--><br />
Para Gabeira, a arma da Guarda Municipal deve ser o celular, pelo qual os guardas enviaram informações de pequenos delitos para uma central: - A primeira arma dele seria um bom telefone celular. A segunda arma que eu penso é uma chamada Taser, que é não-letal e muito discutida nos Estados Unidos. Se a gente caminhar para esses dois equipamentos, transformamos os guardas municipais numa rede de comunicação.</p>
<p>O candidato disse que vem estudando a estrutura da Guarda Municipal de Curitiba, administrada pelo PSDB. Sobre a ação da PM do Rio, Gabeira chamou a política de segurança do estado de incompetente, e sugeriu o uso de aviões para o setor de inteligência da polícia.</p>
<p>- Podemos usar aqui aviões nãotripulados para monitorar as áreas mais perigosas. Já falei com dois fabricantes estrangeiros que têm essa oferta. Os aviões filmam e mandam para um monitor as imagens daquela área - disse Gabeira, lembrando que esses aviões são usados por Israel e EUA.</p>
<p>A integração entre os três níveis de governo no gabinete de segurança também foi um dos temas defendidos pelos candidatos.</p>
<p>- A prefeitura deve agir em parceria com a polícia, denunciar quando perceber que existe algum problema, se envolver na questão. Os guardas municipais precisam estar integrados, se comunicando por rádio, celular, precisam estar ligados em uma rede - defendeu Gabeira.</p>
<p>A Guarda Municipal foi implantada em 1993, na primeira gestão do prefeito Cesar Maia (DEM), para atuar como força de segurança comunitária e com a missão de proteger bens, serviços e instalações municipais. Com 5.500 funcionários, conhecida como grande repressora de camelôs, hoje os guardas municipais também atuam no controle do trânsito na cidade.</p>
<p>As informações são dos diários O Globo e Jornal do Brasil.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Segurança pública agoniza]]></title>
<link>http://gastao30.wordpress.com/?p=207</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 02:51:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gastão Muri</dc:creator>
<guid>http://gastao30.wordpress.com/?p=207</guid>
<description><![CDATA[ No dia 3 de julho parte dos policiais civis gaúchos realizou uma paralisação. No Rio Grande do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gastao30.files.wordpress.com/2008/07/dsc01260.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-208" src="http://gastao30.wordpress.com/files/2008/07/dsc01260.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a> No dia 3 de julho parte dos policiais civis gaúchos realizou uma paralisação. No Rio Grande do Sul vemos a criminalidade e o consumo de crack e outras drogas crescerem de forma geométrica, no entanto não são feitos investimentos fortes na segurança pública. Os parlamentares agora entram na fase de ajudar a companheirada nas campanhas políticas, assim como precisam dar desfechos às ridículas CPIs. O policial, civil e militar, arrisca suas vidas enquanto a classe política parece debochar. Pobre também do professor, do aposentado e do agricultor.</p>
<p>SOCIEDADE COMOVENTE</p>
<p>A blindagem é extremamente forte. Estamos escapando em meio a todo o tumulto. Estamos indo bem.</p>
<p>CRACK</p>
<p>Osório tem programas sociais eficientes? Refiro-me diretamente à administração municipal. A proliferação do crack, o desemprego, o trabalho infantil e juvenil, todos são assuntos clamantes que exigem compromisso e tomada de decisão dos administradores públicos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Governo não financiará mais compra de armas de guerra para polícias, garante secretário]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=4320</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 01:48:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.wordpress.com/?p=4320</guid>
<description><![CDATA[Brasília - O governo federal não vai mais fazer parcerias com os estados para financiamento de com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - O governo federal não vai mais fazer parcerias com os estados para financiamento de compra de armas de guerra para as polícias militares. Com a medida, o Ministério da Justiça quer incentivar o uso de armas não-letais e<!--more--> de armas letais que não ultrapassem o alvo, atingindo outras pessoas no caminho.</p>
<p>O anúncio foi feito hoje (8) pelo secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, ao comentar o caso da morte do menino João Roberto, de 3 anos, no Rio de Janeiro.</p>
<p>“Nós queremos dizer o seguinte: com o dinheiro público da União nós não vamos comprar equipamentos inadequados. Nós vamos comprar os equipamentos suficientes para a proteção da polícia e da população, mas não vamos entrar nessa lógica perversa de que estamos em guerra”, informou o secretário.</p>
<p>Para Balestreri, é errado usar essa definição para o combate ao crime organizado. “Nós temos índices piores que uma guerra, mas nós não estamos em guerra. Quem diz que nós estamos em guerra está abrindo espaço para que essas práticas de matar ou morrer sejam instituídas. Por que você fuzila quem está dentro de um automóvel? Porque na guerra ou você fuzila ou você morre”.</p>
<p>Ele ressaltou que o episódio em que policiais atiraram no carro de uma família, matando João Roberto, porque confundiram o veículo com o de bandidos, foi “uma coisa bárbara”.</p>
<p>“Nós temos na segurança pública brasileira uma cultura ainda muito equivocada que sede às tentações do senso comum, que trabalha com as emoções e com a lógica da eliminação quando se refere aos bandidos. Mas quando a gente age ao arrepio da lei e da moralidade, a gente sempre acaba atingindo os inocentes”, alegou Balestreri.</p>
<p>==========</p>
<p><span class="assinatura1">Mariana Jungmann<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Que país é esse?]]></title>
<link>http://pontodvista.wordpress.com/?p=659</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 19:13:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>loscarrj</dc:creator>
<guid>http://pontodvista.wordpress.com/?p=659</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">"Nas favelas, no senado<br />
Sujeira pra todo lado<br />
Ninguém respeita a constituição<br />
Mas todos acreditam no futuro da nação<br />
Que país é esse?"</p>
<p style="text-align:left;">Renato Russo, ex-Legião Urbana, compôs esta música há algum tempo. E o que mudou de lá para cá? Poderia falar que nada mudou, no entanto a impressão que eu tenho é de que os problemas aumentaram, ou no mínimo ficaram mais escrachados.</p>
<p style="text-align:left;">São diversos os temas que poderiam ser abordados aqui, porém ficarei preso a questão da segurança pública, pois os últimos acontecimentos nos fazem parar e pensar: quem é o bandido? quem é a polícia? Na noite do último domingo, João Roberto, de 3 anos, levou dois tiros, na cabeça e na altura do quadril. Segundo testemunhas, PMs que perseguiam bandidos na Tijuca fizeram pelo menos 16 disparos contra o carro em que ele estava com a mãe e o irmão de nove meses. Na delegacia, os policiais disseram que o veículo da família ficou no meio do fogo cruzado, mas a Secretaria de Segurança reconheceu que houve falha dos policiais. Eles teriam confundido o carro dela com o dos criminosos. Hoje ja é confirmado que não houve troca de tiros.</p>
<p style="text-align:left;">Há cerca de duas semanas foi morto com um tiro a queima roupa o adolescente Daniel Duque, 18 anos, na saída da Baronetti no Rio de Janeiro. O que começou com uma briga entre jovens, terminou com a ação inconsequente de um segurança que estava ali para assegurar a vida de seu cliente.</p>
<p style="text-align:left;">Há pouco mais de um mês, "ladrõezinhos de merda" da providência foram entrehgues pelos próprios militares que faziam serviço no morro, para traficantes do morro rival. Os jovens foram assassinados cruelmente.</p>
<p style="text-align:left;">Patrícia Amieiro está desaparecida desde a madrugada do dia 14 de junho quando voltava de um show na Urca, na Zona Sul do Rio. A engenheira seguia em direção à Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, onde mora com os pais. O carro de Patrícia saiu da pista na entrada da Barra, e caiu numa ribanceira. O carro só parou nas pedras, na beira do Canal de Marapendi. Há suspeitas da participação da polícia.</p>
<p style="text-align:left;">Vou parar por aqui. Penso eu já ser suficiente para provar que no mínimo há falta de preparo do setor que deveria nos proteger, isso parar não falar de outras coisas piores. Espero que os nossos representantes, aproveitando o ano de eleições, façam algo para modificar essa realidade. Já basta termos medo dos bandidos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caos da segurança pública no RJ]]></title>
<link>http://arouca.wordpress.com/?p=1543</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 12:32:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>arouca</dc:creator>
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<description><![CDATA[A história tem quase sempre o mesmo enredo: Uma família seguindo sua vida, de repente uma tragédi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A história tem quase sempre o mesmo enredo: Uma família seguindo sua vida, de repente uma tragédia, tiros, vidas ceifadas...<br />
É chocante ver que ainda ocorrem fatos como o <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL637793-5606,00.html" target="_blank">do menino que foi assassinado na perseguição da polícia, na Tijuca - RJ nesta semana.</a><br />
O mais impressionante é que continuamos vendo esses fatos e as horas seguintes são sempre as mesmas: A dita "opinião pública" ataca a PM falando em falta de preparo, mostra mais uma dúzia de casos iguais, alguns programas sensacionalistas trazem os pais e/ou familiares para chorar na TV... Vejam que não sou insensível, pelo contrário, depois do nascimento de Matheus fatos como esse me chocam mais ainda por que penso sempre que moro em uma cidade muito violenta e tenho mulher e filho por ai, mas me revolta saber que esses programas querem mostrar, de forma errada, a violência, levando pessoas em um momento de dor profunda na TV para contar o que está sentindo, sob a desculpa de que o povo precisa sentir isso também...<br />
Onde será que está o erro em todas essas histórias?<br />
Acho que há vários pontos com erro e só posso dizer que um dos grandes culpados é o governo (sem falar que o maior seria o povo que vota) que entra e sai governador, presidente, senador... E nada muda, nem uma vírgula!<br />
Todos eles são lindos atacando a situação enquanto são da oposição. Quando estão lá, fazem igual ou pior...<br />
Ainda há pouco, lia no <a href="http://www.blogdogarotinho.com.br/" target="_blank">Blog do Garotinho</a> uma crítica dele ao atual governo dizendo que se a polícia tivesse tido um curso de reciclagem nada disso teria acontecido. Ora bolas, (parafraseando nosso digníssimo presidente) nunca na história deste Estado, a polícia foi tão sucateada quanto nos últimos 4 governos... Aí incluindo o próprio Sr. Garotinho e sua esposa... Na verdade a pólícia militar perdeu sua dignidade desde o antigo Brizola que enterrou a polícia deixando os traficantes chegarem onde estão agora...<br />
Lembro do meu pai falando que nos anos 60/70 para você entrar na polícia militar, tinha que ter treinamento forte, além de ter a sua vida revirada pelos militares que chegavam até mesmo a ir na sua casa ver como era seu quarto, família, etc.<br />
O que se perdeu nesses 30 e poucos anos? Hoje em dia poucos entram para a polícia com intuito de defender as leis e sim de ganhar um por fora ou então para saquear a polícia e até mesmo levar informações para bandidos... É mais do que óbvio que quase ninguém hoje em dia quer entrar para a PM para ganhar R$600,00 ou R$800,00 de soldo para arriscar sua vida. A maioria que entra quer achacar em blitz ou proteger traficante...<br />
Como se vê, uma tragédia hoje em dia tem raízes mais profundas do que simplesmente o despreparo da polícia e me parece que a população está meio acostumada a essas tragédias e não faz nada além de se lamentar.<br />
Não digo que faço a minha parte postando aqui, mas pelo menos tento colocar pra fora o que me incomoda, sem me importar se 100, 1000, 2 ou ninguém vai ler. O que não dá é para ficar calado.<br />
Voltando à história inicial deste post, foi uma ação trágica da polícia, um erro grotesco que todos esperam que não volte a ocorre (embora eu ache que voltará, infelizmente) e após essa ação, mais uma família foi desmantelada e não vai ser somente com um curso de reciclagem que iremos resolver o problema da segurança. Será que os governantes não enxergam que é preciso modificar TOTALMENTE a estrutura da polícia? Será que não enxergam que precisam tomar medidas enérgicas?<br />
Quando será que teremos um governo voltado a fazer realmente o que promete em suas campanhas?<br />
Enquanto isso vamos nos acostumando a ver <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL280845-5606,00-RELEMBRE+O+CASO+DO+MENINO+JOAO+HELIO.html" target="_blank">meninos serem arrastados por ruas e ruas até a morte</a>, outros sendo mortos por erros policias, seja em <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL617368-5606,00.html" target="_blank">brigas de boate</a> ou em <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL637793-5606,00.html" target="_blank">perseguições policiais</a>... Esse é o RJ... É o Brasil em que vivemos...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Policiais não são treinados para proteger a população]]></title>
<link>http://kalikalache.wordpress.com/?p=690</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 23:43:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Kali Kalache</dc:creator>
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<description><![CDATA[Estava lendo algumas reportagens sobre a trágica morte do menino de 3 anos que foi baleado na cabe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Estava lendo algumas reportagens sobre a <strong>trágica morte </strong>do <strong>menino de 3 anos </strong>que foi <strong>baleado na cabeça </strong>por <strong>policiais militares </strong>durante uma perseguição no Rio de Janeiro. Infelizmente, esse não é o único caso no qual se percebe o despreparo dos policiais, observado pelo Secretário de Segurança Pública do Rio.</p>
<p><span style="color:#000080;">Creio que <strong>um dos problemas </strong>está no tipo de<strong> treinamento </strong>que é dado aos policiais. Eles são ensinados a combater os criminosos, mas se esquecem de que o objetivo real de seus trabalhos é <strong>garantir a nossa proteção. </strong>Talvez os conceitos se confundam, mas não se igualam. Aí não tem jeito, a fatalidade acaba ocorrendo...</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Imagem do dia II – 04 de julho]]></title>
<link>http://byrocai.wordpress.com/?p=937</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 05:44:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>byrocai</dc:creator>
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<description><![CDATA[ G1


Um momento interessante durante o depoimento do tenente foi quando ele afirmou ao juiz que só]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h5><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL634939-5606,00-TENENTE+DO+CASO+DA+PROVIDENCIA+DIZ+QUE+SOFREU+PRESSAO.html" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-938" src="http://byrocai.wordpress.com/files/2008/07/tenente2.jpg" alt="" width="497" height="55" /></a> G1</h5>
<p style="text-align:center;"><img class="size-full wp-image-939 aligncenter" src="http://byrocai.wordpress.com/files/2008/07/tenente1.jpg" alt="" width="448" height="281" /></p>
<p style="text-align:center;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Um momento interessante durante o depoimento do tenente foi quando ele afirmou ao juiz que só queria dar um susto nos rapazes, dando a entender que os traficantes não teriam acatado seu pedido. O juiz retrucou, dizendo que os marginais não respeitam nem ao Estado, quiçá o tenente. E houve um longo silêncio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#333333;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#333333;">.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Leme terá um minibatalhão da Polícia Militar]]></title>
<link>http://desfavelizacao.wordpress.com/?p=127</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 21:33:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>desfavelizacao</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Escrevi, no post de ontem, o quanto os moradores do Leme, na Zona Sul, estão indignados com a vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><span style="color:windowtext;font-family:Verdana;"></span></div>
<p><span style="color:windowtext;font-family:Verdana;"><span style="font-size:small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;"><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://desfavelizacao.files.wordpress.com/2008/07/014989650-ex00.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-128" src="http://desfavelizacao.wordpress.com/files/2008/07/014989650-ex00.jpg?w=300" alt="Chapéu-Mangueira - Leme" width="300" height="187" /></a>Escrevi, no post de ontem, o quanto os moradores do Leme, na Zona Sul, estão indignados com a violência e a desordem que as favelas trazem à  região. Mas, ao invés do governo pensar em desfavelizar a cidade, o  secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou que será construído um minibatalhão da PM no alto do Morro da Babilônia como informa reportagem publicada hoje no jornal O Globo.</span></p>
<p><span style="font-family:Verdana;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">
        Segundo a reportagem, a nova unidade ficará numa área de mata, perto de trilhas usadas hoje por bandidos no caminho para o Morro do Chapéu Mangueira. A iniciativa tem como objetivo impedir os confrontos entre quadrilhas rivais, que desde maio têm levado pânico aos moradores da região.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">   O ponto onde ficará a nova unidade será escolhido até sexta-feira pela Empresa de Obras Públicas (Emop), que vai avaliar o terreno viável e a questão ambiental. A verba para a obra, ainda não calculada, será da própria Secretaria de Segurança e já está garantida. O minibatalhão deve estar pronto no fim deste ano.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">     Já a reportagem publicada ontem no site G1 relata com detalhes a rotina dos moradores da Zona Sul e a vontade da popilação carioca de ter de volta a sua paz e se ver livre das favelas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;"><strong>Do G1: </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">     Um dos últimos redutos de tranqüilidade da cidade, o pequeno bairro do Leme, na Zona Sul do Rio, vem sofrendo arranhões em seu charme. Os tiroteios entre traficantes dos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira ocorridos entre maio e o início de junho despertaram nos moradores a vontade de buscar soluções para os problemas de infra-estrutura, segurança e preservação ambiental para que o lugar volte a ser um paraíso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">     Aliado à falta de segurança, moradores enumeram a deficiência na iluminação pública, a ocupação das calçadas por moradores de rua, o lixo não coletado nos morros e que depois de uma chuva entope as ruas e que, aos poucos, vão minando a qualidade de vida na região.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      O presidente da Associação de Moradores do Leme (Ama-Leme), Francisco Nunes diz que a sensação de falta de segurança aumentou depois dos tiroteios. Mas nega veementemente que o bairro seja violento. Ao contrário, disse que a guerra do tráfico foi um fato isolado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      “O bairro não tem uma história de violência. O Leme é um bairro residencial com potencial turístico, mas que infelizmente está fora das políticas de investimentos públicos. Poderíamos ser um modelo de urbanização e de preservação ambiental, mas as autoridades preferem investir em Copacabana”, lamentou o presidente, dizendo que o último governo a investir no Leme foi o de Marcello Alencar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;"><strong>Desordem urbana: calçadas são tomadas por moradores de rua </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      Integrante do grupo voluntário de moradores que há um ano criou o SOS Leme, Clarice Peixoto, diz que o problema da segurança vem a reboque da falta de investimentos no bairro. Ela lembra projetos de reurbanização das favelas que não foram adiante e reclama do crescimento populacional desordenado do bairro.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">       “A segurança diminui diante do crescimento populacional desordenado, que invade áreas protegidas. O crescimento sem limites das comunidades traz problemas de saneamento, de falta de água, de energia e excesso de lixo. Tudo isso resulta da queda da qualidade de vida do bairro. Queremos recuperar o status de bairro nobre e tranqüilo do Leme”, disse Clarisse.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      Para isso, o SOS Leme organizou o primeiro encontro com representantes do bairro, das comunidades do Chapéu Mangueira e da Babilônia e secretarias estaduais para discutir projetos para áreas de segurança, meio ambiente, assistência social, direitos humanos, educação e saúde. O encontro, aberto a moradores e comerciantes do bairro, foi realizado às 19h desta segunda-feira (30), no salão do Hotel Golden Tulip, no Leme.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">  <strong>Tiroteios assustaram, mas bairro voltou à rotina</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      O aposentado Pedro Orlando, que há mais de 60 anos vive na Rua Roberto Dias Lopes, que fica próxima do Morro da Babilônia, na época dos tiroteios, os moradores ficaram bastante assustados. Hoje, vivem preocupados sabendo que os confrontos podem voltar a ocorrer.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      “Antes, isso não existia. Agora, vivemos preocupados. Mas isso ainda não afetou a rotina do bairro”, garantiu o morador.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      O economista aposentado Luiz Carlos Souza, que há 60 anos vive na Rua General Ribeiro da Costa, defronte do Morro do Chapéu Mangueira, contou que o condomínio do prédio onde mora pensou em blindar as janelas dos apartamentos. Mas desistiu, já que a relação custo benefício não era vantajosa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">     “Os 23 apartamentos teriam de pagar R$ 15 mil por uma blindagem que só tem cinco anos de garantia. Durante todos esses anos nunca tivemos problemas com balas perdidas. Isso só aconteceu agora. Chegamos à conclusão que é preferível cobrar mais ação das autoridades”, disse Souza.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">      O morador observa que por causa dos últimos acontecimentos, alguns moradores pensaram em deixar o bairro. Principalmente, os que moram nas ruas mais próximas dos morros. Nesses locais, segundo Souza, o índice de desvalorização dos imóveis chegou a 50%. Mas ele ressalta: “Ainda tem mais gente querendo vir morar no Leme do que gente querendo sair daqui.”</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;"><strong>  Moradores antigos querem mais atenção</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">     O advogado Sylvio Motta, que há 63 anos mora no final da Avenida Atlântica, diz que sua maior preocupação é com a falta de manutenção dos serviços públicos do bairro. Para ele é preciso investir em infra-estrutura, como a melhoria da iluminação pública ou a conservação das calçadas. Principalmente, porque no bairro moram muitos idosos e militares aposentados. Segundo informações obtidas por um vizinho na Região Administrativa, dos 33 mil habitantes do Leme, 20 mil são da terceira idade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">     “O Leme só precisa de um pouco mais de atenção das autoridades, não pode ficar tão esquecido”, disse Motta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">        Segundo a professora Ana Ramirez, que há cinco anos mora na Rua Aurelino Leal, apesar dos últimos acontecimentos, o Leme ainda é um oásis de tranqüilidade. Principalmente, se for levar em conta a vizinha Copacabana. No entanto, enumera alguns problemas que afetam a qualidade de vida na região.</p>
<p><font face="Verdana"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;">   “Comparado com os outros bairros cariocas, o Leme é um paraíso. Mas camelôs e mendigos estão tomando conta das calçadas e cresce assustadoramente a invasão áreas protegidas da mata”, destacou a moradora.</p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;margin:7.5pt 0;"> </p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Velhos assaltos]]></title>
<link>http://byrocai.wordpress.com/?p=915</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 03:35:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>byrocai</dc:creator>
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<description><![CDATA[ Uol

 
 cynthia vanzella
Doces anos nos quais os assaltos a banco eram românticos, com causas nobr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h5><a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/07/01/ult5772u219.jhtm" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-917" src="http://byrocai.wordpress.com/files/2008/07/porta2.jpg" alt="" width="497" height="51" /></a> Uol</h5>
<p><img class="size-full wp-image-916 alignleft" style="float:left;" src="http://byrocai.wordpress.com/files/2008/07/porta1.jpg" alt="" width="448" height="298" /></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-style:normal;"> </span></em></p>
<h5><em><span style="font-style:normal;"> cynthia vanzella</span></em></h5>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Doces anos nos quais os assaltos a banco eram românticos, com causas nobres, ou até recheadas de ideais. Houve época em que o bandido roubava “só o do patrão”. Ao sair, ainda atirava para cima um maço de folhetos políticos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Foi-se o tempo do “mãos ao alto, é um assalto” ou um singelo “ninguém vai se machucar”. Hoje temos táticas de exército, com atirador de elite e escudo humano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A mais recente modalidade é o “foda-se a grana”. Não se leva o dinheiro, mas sim partes do próprio banco. Os caixas eletrônicos já estão saindo de moda. O “in” da estação são as portas de ferro. Qualquer dia vão encontrar um desmanche de portas giratórias.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">A polícia chega:</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Mãos ao alto! É a polícia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Eles já foram, moço.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Já? Feriram alguém?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Não.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- E o cofre? Chegaram ao cofre?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Cofre? Não.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Foram direto nos caixas, então?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Hummm... não.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- Não lograram êxito, portando.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- É, depende. Eles lavaram a porta.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">- O quê?!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#333333;">.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#333333;">.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Beltrame se reúne com moradores da Zona Sul indignados com tiroteios na região]]></title>
<link>http://desfavelizacao.wordpress.com/?p=119</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 01:14:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>desfavelizacao</dc:creator>
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<description><![CDATA[                                                  ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>                                                                 O <a href="http://desfavelizacao.files.wordpress.com/2008/07/memo_esp_igreja_favela_05.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-120" src="http://desfavelizacao.wordpress.com/files/2008/07/memo_esp_igreja_favela_05.jpg?w=250" alt="Morro da Babilônia" width="250" height="178" /></a>secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, se encontrou esta semana como moradores do bairro do Leme, na Zona Sul. Segundo o RJTV, os moradores têm reclamado dos conflitos freqüentes nos morros vizinhos, O Chapéu-Mangueira e o Babilônia. Os tiroteios têm se intensificado nos últimos meses nestas favelas.<br />
   No encontro, promovido pela ONG SOS Leme, José Mariano Beltrame defendeu o esquema de operações policiais nos morros da cidade.  Ainda segundo o telejornal, o secretário pediu que a população faça denúncias para ajudar o trabalho da polícia e anunciou que vai instalar cerca de 400 câmeras de vídeo em toda a orla, usando verba da secretaria de turismo. <br />
     “Vamos fazer a colocação de câmeras em vários pontos da zona sul. A comunidade vai ser chamada, mais uma vez, junto com o batalhão, para ver os pontos em que serão instaladas. Essa é uma maneira de a polícia estar mais próxima da comunidade”, diz o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame.<br />
     Não sou contra, muito pelo contrário, à instalação de câmeras na orla da Zona Sul. Mas acredito que a verba pública deve começar a ser investida também na desfavelização da cidade. O dinheiro investido hoje em medidas paliativas para tentar sanar os danos causados pelas favelas poderíamos arrancar o mal pela raiz. Sim, um mal, porque favela não é moradia para ninguém. Precisamos trazer de volta a dignidade dos moradores das favelas, trazê-los de volta aos bairros. Desta forma o Estado poderá ter de volta a segurança em suas mãos e atender ás necessidades da popilação carioca.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[POLÍCIA PRENDE MOTORISTAS ENQUANTO ÔNIBUS SÃO QUEIMADOS E BANCOS METRALHADOS.]]></title>
<link>http://faxsindical.wordpress.com/?p=43</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 23:10:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>gh7a</dc:creator>
<guid>http://faxsindical.wordpress.com/?p=43</guid>
<description><![CDATA[A notícia está na Folha on line de 30/06/2008 - 23h13 “Ônibus é incendiado em Belo Horizonte; ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A notícia está na Folha on line de 30/06/2008 - 23h13 “Ônibus é incendiado em Belo Horizonte; ataque foi 5º em oito dias.” A notícia nos põe a par da situação: “Um ônibus foi incendiado na noite de domingo (29) em Belo Horizonte. Foi o quinto ataque registrado em oito dias na região metropolitana da capital mineira --três a agências bancárias e dois a ônibus.</p>
<p>As ações seriam uma reação de criminosos a supostos maus-tratos ocorridos na penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves (Grande BH).”(<a rel="me" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u417896.shtml"> Folha on-line: Violência urbana crescente - atentados a ônibus e bancos em Belo Horizonte, onde cresce o índice de violência urbana.)</a></p>
<p>A polícia de Belo Horizonte não efetuou nenhuma prisão. Nem de quem atacou ônibus, nem de quem metralhou banco. Mas, a Polícia Rodoviária Federal, mantém a ordem pública, gloriosamente, prendendo motoristas que ingeriram algum álcool.</p>
<p>No Estadão (link - <a rel="me" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080630/not_imp197902,0.php"> 61presos porque beberam alguma coisa antes de dirigir)</a>os policiais rodoviários federais dão informações sobre sua importantíssima contribuição para manter a ordem pública. PRF: 61 são presos em 5 Estados</p>
<p>“Nos dois dias da operação Grau Zero, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a primeira ação nacional em busca de violadores da nova lei seca, ao menos 61 pessoas foram presas em cinco Estados - Rio Grande do Sul, Pernambuco, Goiás, Bahia e Minas Gerais -, que divulgaram números parciais. O Rio Grande do Sul foi o campeão, com 22 motoristas detidos, flagrados dirigindo com níveis alcoólicos superiores ao limite legal. O balanço completo será divulgado hoje, pelo Comando da Polícia Rodoviária Federal.”</p>
<p>Não há consenso sobre o uso desregrado do conhecido bafômetro para provar a necessidade da polícia deitar a mão sobre um motorista que tenha bebido dois copos de chopp, ainda que não tenha antecedentes criminais. Diz a notícia</p>
<p>“O advogado e ex-secretário de Justiça Hédio Silva Júnior, que atuou no governo Alckmin entre 2005 e 2006, avalia que a polícia não pode prender em flagrante um motorista se baseando no teste do bafômetro ou na avaliação clínica da pessoa que aparente estar embriagada. "Sem laudo baseado em exame de sangue ninguém pode ser preso", afirmou. Como o exame de sangue demora cerca de cinco dias para ficar pronto, a pessoa não pode ficar todo esse tempo presa aguardando laudo, segundo Silva Júnior.”(<a rel="me" href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL632001-5605,00-PARA+EXSECRETARIO+MOTORISTA+NAO+PODE+SER+PRESO+EM+FLAGRANTE+POR+LEI+SECA.html"> Link: ex-Secretário de Segurança questiona prisões tendo bafômetro como prova</a></p>
<p>As cidades estão constantemente assediadas pela violência urbana. O sistema penitenciário brasileiro tem deficiência, de capacidade e qualidade, que são conhecidas de todos. O alcoolismo é um grave problema de saúde mental e de saúde pública. E nossas autoridades, da altitude de um Estado sustentado por impostos escorchantes, determinam que cidadãos, eleitores, contribuintes possam ser arrastados a uma cadeia imunda caso consumam um ou dois copos de chope.</p>
<p>A lei deve ser o laço que une a sociedade e não um uso para oprimir. Caso contrário as instituições serão mergulhadas em descrédito e cairão no desgosto de todos.<br />
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