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	<title>sao-francisco-minas-gerais &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "sao-francisco-minas-gerais"</description>
	<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 12:23:59 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Tempo amigo, seja legal com o Rio São Francisco]]></title>
<link>http://sanderkelsen.wordpress.com/?p=194</link>
<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 15:22:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>sanderkelsen</dc:creator>
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<description><![CDATA[
If you want to read this text in english or in other language, please use the google translate ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="margin:5pt 0;" class="MsoNormal"><font face="Times New Roman">If you want to read this text in english or in other language, please use the google translate to help you </font></p>
</blockquote>
<p align="justify">Código-chave: “desktop&#62;sanderkelsen&#62;imagens&#62;01/12/2007″</p>
<p align="justify">Em uma pasta em meu computador, encontro algumas imagens. Ou melhor, reencontro imagens. Nelas, a contraposição de flores, mato, pessoas, balsa e um rio. Este rio, descoberto em 1502 por gente civilizada?!?, tem hoje 168 afluentes e é considerado o rio da integração nacional. Você logo matou a charada das informações acima pelo título deste post: “seja legal com o Velho Chico”. Ei, Rio São Francisco… Hoje eu não quero falar sobre sua transposição, dos interesses políticos que inventaram para você. Mas sim, quero falar do que te move: sua gente. Em algum ponto do rio, “bom dia dona Maria, a senhora tá boa?” “oh, meu filho, tô levando. E ocê?” E dona Maria continua lavando sua roupa. Seis e meia da manhã, munícipio de São Francisco, norte de Minas. Desço do ônibus, as pernas tremendo, muita fome. Viagem de Belo Horizonte até o noroeste mineiro, tinha ainda muito caminho pela frente. Era meu primeiro contato com o Velho Chico. Um sorriso no rosto, pausa para a foto. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis… Rossana, tira mais uma da gente? O cenário… Ah, o cenário! O velho Chico, a Igreja da cidade de São Francisco ao fundo, e um moço, com um fio de mato na boca, observando a mim e a meus colegas. “É gente da cidade né? Belo Horizonte? Já estive lá uai… É muito carro e gente por lá”. Chega a balsa, o ônibus em que eu estava embarca nela. Iría atravessar o Velho Chico. Com muito receio, eu, um cara da cidade grande indago: “Mas, essa balsa aguenta um ônibus?” Um barranqueiro, rindo, me diz: “Aguenta até dois, sô!” É a comprovação: O meu saber, o acadêmico que dizem que é superior, se relacionando com o conhecimento local. E aí, qual é o mais importante? Quem disse que o conhecimento acadêmico é superior ao conhecimento popular? A balsa estava indo… ia… foi. A imensidão do chico… uma névoazinha ainda subia do rio. Mais uma foto? Sete horas da manhã, outro lado do velho chico. Dez minutos de travessia. Embarcava no ônibus para ir embora, dava adeus ao Chico, por um momento. Foram os 30 minutos mais intensos de minha vida, sem dúvida. “Tchau povo da cidade”, o moço da balsa disse. Sento em minha poltrona, pego um cobertor. Imediatamente, não sei o por quê, em minha cabeça, vêm aquela música do Pato Fu, aquela, especial para mim… Canto bem baixinho, pensando no velho Chico,</p>
<p align="justify">“Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei</p>
<p align="justify">Pra você correr macio</p>
<p align="justify">Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei</p>
<p align="justify">Pra você correr macio</p>
<p align="justify">Como zune um novo sedã</p>
<p align="justify">Tempo, tempo, tempo mano velho</p>
<p align="justify">Tempo, tempo, tempo mano velho</p>
<p align="justify">Vai, vai, vai, vai, vai, vai</p>
<p align="justify">Tempo amigo seja legal</p>
<p align="justify">Conto contigo pela madrugada</p>
<p align="justify">Só me derrube no final”</p>
<p align="justify">Talvez é o que chico precise, tempo. E o que o tempo… que o tempo seja legal com ele. Deus abençõe o nosso Velho Chico</p>
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