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	<title>sagarana &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/sagarana/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "sagarana"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 00:46:25 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Palestras na USP sobre livros da lista obrigatória]]></title>
<link>http://admiravelblognovo.wordpress.com/?p=151</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 23:40:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Meire</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quero ir!
Começaram no dia 19/09 e vão até o dia 17/10. São palestras sobre todos os livros da l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quero ir!</p>
<p>Começaram no dia 19/09 e vão até o dia 17/10. São palestras sobre todos os livros da lista obrigatória para a FUVEST 2009. Já aconteceram as sobre <em>Vidas Secas</em>, <em>A Cidade e as Serras</em>, <em>Auto da Barca do Inferno</em> e <em>Poemas Completos de Alberto Caeiro</em>. Amanhã vai ser <em>Sagarana</em> e <em>A Rosa do Povo</em>.</p>
<p>Preciso de alguém pra ir comigooo!</p>
<p>Que droga que a USP é longe!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Depois reclamam que os brasileiros lêem pouco.]]></title>
<link>http://compassosempasso.wordpress.com/?p=40</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 17:11:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>deadpigs</dc:creator>
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<description><![CDATA[Como já devo ter dito anteriormente, sou um pré-vestibulando. E em toda universidade que se preze,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como já devo ter dito anteriormente, sou um pré-vestibulando. E em toda universidade que se preze, há uma lista enorme de livros obrigatórios a serem lidos. E conseguir estes livros em bibliotecas ou sebos é quase impossível, já que a demanda é muito grande. Então, resta aos irresponsáveis(meu caso), que deixaram para a última hora, comprar em grandes livrarias as novas publicações. E aí está um dos grandes motivos do baixe índice de leitura do brasileiro. Os livros novos são carríssimos! Exemplares simples de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sagarana">Sagarana</a>, por exemplo, chegam a custar R$50!!!<br />
Como o governo e os intelectuais querem que o cidadão comum leia, sendo que com o valor pago em um livro, ele pode aproveitar um fim de semana inteiro, e ainda sobra.</p>
<p>Eu sou um pouco mais abastado, e mantido por meus pais, e posso me dar ao luxo de gastar estes valores em livros, que tanto adoro. Mas mesmo assim, fico revoltado com isso. Dúvido muito que o preço da impressão seja tão alto assim. O Ministério da Cultura podia analisar um programa de subsídios às editoras, para abaixar o preço(Olha eu falando merda aí geeeeeenti).<br />
Homem Primata, capitalismo selvagem, uôôôôôôô.</p>
<p>Já que citei este clássico dos Titãs, o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mr6AsUEOAvg">vídeo</a> de hoje será desta música.</p>
<p>Uterêrê.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[partidas e chegadas]]></title>
<link>http://bottomdrawer.wordpress.com/?p=221</link>
<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 16:09:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilherme</dc:creator>
<guid>http://bottomdrawer.pt-br.wordpress.com/2008/09/18/partidas-e-chegadas/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) e foi assim, por um dia haver discursado demais numa pausa de hora do almoço, que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"(...) e foi assim, por um dia haver discursado demais numa pausa de hora do almoço, que eulálio de souza salãthiel veio a tomar uma vez o trem das oito e cinquenta e cinco, sem bênçãos e sem metalotagem, e com o bôlso do dinheiro defendido por um alfinête-de-mola. procurou assento, recostou-se e fechou os olhos, saboreando a trepidação e sonhando -- sonhos errados por excesso -- com o determinado ponto, em cidade, onde odaliscas veteranas apregoavam aos transeuntes, com frinéica desenvoltura, o amor: bom, barato e bonito, como o queriam os deuses."</p>
<p>joão guimarães rosa, <em>sagarana</em>, "traços biográficos de lalino salãthiel ou a volta do marido pródigo"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O QUARTO MENINO NO ENGENHO E UM POEMA]]></title>
<link>http://apoiofraterno.wordpress.com/?p=922</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 17:42:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mário Leal</dc:creator>
<guid>http://apoiofraterno.pt-br.wordpress.com/2008/09/12/o-quarto-menino-de-engenho-e-um-poema/</guid>
<description><![CDATA[Hoje completam-se cinqüenta e um anos do falecimento  de um dos mais brilhantes escritores brasile]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Hoje completam-se cinqüenta e um anos do falecimento  de um dos mais brilhantes escritores brasileiros. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">José Lins do Rego nasceu em 03/01/1901 (Pilar, PB) e faleceu em 12/09/1957 (Rio de Janeiro, RJ). </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Tornou-se o quarto ocupante da cadeira no. 25, da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS; nela permaneceu por dois anos, sendo sucedido por Afonso Arinos e  Alberto Venâncio Filho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Dentre as suas obras mais conhecidas, destacam-se: Menino de Engenho, Riacho Doce e Fogo Morto. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Gosto da narrativa de José Lins do Rego, principalmente por explorar a temática das desigualdades sociais e retratar a vida simples dos engenhos e alguma coisa do cangaço. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Com habilidade, ele consegue passar as emoções e questionamentos que arrasam aos seus personagens, muitas vezes divididos entre os deveres de consciência e os privilégios sociais.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Claro que não é o meu escritor preferido. Ainda fico com o notável Jorge Amado, pela proximidade dos seus escritos à minha época; continuo cultuando um João Guimarães Rosa, pela originalidade do seu ousado Sagarana; aprecio infinitamente um Graciliano Ramos, pela contundência do seu verbo a calar fundo na nossa alma; ou - até mesmo - o instigante Loyola Brandão que com "Zero" e "Não Verás País Nenhum" me deixou entusiasmado pela literatura.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">José Lins do Rego não é o meu ídolo literário, embora sua obra seja excelente. Questão de gosto pessoal. Não o idolatro porque passa longe demais do meu ídolo, Franz Kafka, que conseguia, com um só capítulo de quaisquer das suas obras, questionar todo um universo até então aparentemente sólido.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:125%;">Não obstante, é impossível deixar de falar de José Lins do Rego quando, ainda agora, testemunhamos as mesmas práticas política-ideológicas denunciadas há muito tempo em seus livros.<br />
</span></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://apoiofraterno.files.wordpress.com/2008/09/olhares2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-930" title="olhares2" src="http://apoiofraterno.wordpress.com/files/2008/09/olhares2.jpg" alt="" width="500" height="317" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:100%;">(Foto por Maria Clara em Olhares.com)</span></span><strong></strong></span></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;"><strong><span style="font-size:125%;">C O N F I S S Ã O</span></strong></span></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:125%;">Preciso confessar</span><br />
<span style="font-size:125%;">Saudade sentida,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Fruto do amor</span><br />
<span style="font-size:125%;">Que trago comigo,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Alentado por ti,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Com quem desejo estar</span><br />
<span style="font-size:125%;">Por toda a minha vida.</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:125%;">Preciso declarar</span><br />
<span style="font-size:125%;">O imenso amor</span><br />
<span style="font-size:125%;">Que sinto por ti</span>,<br />
<span style="font-size:125%;">Que és a alegria</span><br />
<span style="font-size:125%;">Da minha vida.</span></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="font-size:125%;">Te amo assim</span><br />
<span style="font-size:125%;">Sem posses ou ciúmes,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Sem títulos por exibir,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Amo-te por quem és,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Tanto,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Que, por amor,</span><br />
<span style="font-size:125%;">Te deixaria partir.</span></strong></p>
<p style="text-align:center;">(Versinhos românticos para alegrar o fim de semana da <a href="http://crispenaforte.blogspot.com/" target="_blank">Cris</a>)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre a síntese do Grande Sertão: Veredas e uns primores poéticos de Sagarana ]]></title>
<link>http://trevodotalvez.wordpress.com/?p=214</link>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 12:31:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Geraldo Teixeira</dc:creator>
<guid>http://trevodotalvez.pt-br.wordpress.com/2008/08/08/sobre-a-sintese-do-grande-sertao-veredas-e-uns-primores-poeticos-de-sagarana/</guid>
<description><![CDATA[Estou convencido de que somente depois de 1° de janeiro do ano 2037 será possível publicar a sín]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Estou convencido de que somente depois de 1° de janeiro do ano 2037 será possível publicar a síntese que elaborei do <strong>Grande Sertão: Veredas</strong> do Guimarães Rosa. O consolo vem de saber por Manuel Bandeira que não realizei um trabalho estapafúrdio. Deparei-me esta semana 5/8/2008 com uma carta dele iniciada assim:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span><a href="http://trevodotalvez.files.wordpress.com/2008/08/sagarana-1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-215" src="http://trevodotalvez.wordpress.com/files/2008/08/sagarana-1.jpg" alt="" width="150" height="200" /></a>            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><em>“AMIGO MEU, J. Guimarães Rosa, mano-velho, muito saudar!</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><em>Me desculpe, mas só agora pude campear tempo para ler o romance de Riobaldo. Como que pudesse antes? Compromisso daqui, obrigação dacolá... Você sabe: a vida é um Itamarati - viver é muito dificultoso.”</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>Publicada In: <strong>Poesia completa e prosa</strong> / Aguilar – a certa altura ele emite esta opinião:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><em>“Só que acho que não precisava contar de um rojão só, como o Joyce do último capítulo de Ulysses, as 594 páginas da história de Riobaldo. Quantas horas levaria? Eu levei dias para ler. Ainda bem que você virgulou tudo, minudente.”</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Foi o que me motivou a elaborar a síntese, conforme relato no <em>post</em> deste <strong>Trevo do Talvez</strong> intitulado <em>Perdoe-me Rosa, mas elaborei uma síntese do seu Grande Sertão: Veredas!</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Minha convicção sobre a impossibilidade de publicar a síntese antes que se esgotem os direitos autorais do escritor mineiro, por sua vez, é resultado da leitura de um artigo de Cassiano Elek Machado, publicado na <strong>Revista Piauí</strong>, ao longo do qual ele relata a frustração de pesquisadores impedidos ou impossibilitados de cobrir os custos da publicação de cartas e anotações do autor de <strong>Sagarana</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Certo de que não estarei infligindo o que dispõe a lei dos direitos autorais, decidi compartilhar com os freqüentadores deste <strong>Trevo do Talvez</strong> um conjunto de anotação que fiz no decorrer da releitura de <strong>Sagarana</strong>, no final de 2006. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Nota:</strong> <em>Minhas interferências se restringem à disposição dos textos.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Deram no vau de um córrego. (...)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Na lama lisa da margem,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">borboletas amarelas pousavam,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">imóveis,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">como pétalas num chão de festa”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>Duelo</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Na serra,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">verde-malaquita, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">arquipélagos de reses,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">muito alvas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">pastando, entre outras ilhas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">vermelhas, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">do capim barba-de-bode.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E, nos pontos mais ínvios da encosta,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">tufos do catinga-de-bode florido, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">em largas manchas azuis”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>Minha gente</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Em vôo torto,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">abrindo sol e jogando sol para os lados,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">passou um gavião-pinhé”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>Minha gente </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“A tarde tinha recuado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Um resto de cirros,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">no alto,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">em alvas trabéculas rarefeitas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">um empilhado de faixas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">tangerina e rosa,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">no poente;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">no mais, o céu era lisa campânula de blau”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>Minha gente</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>A propósito do poema no qual falo sobre o canto do Sabiá – <strong>Minha gente</strong>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span></span></em></strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Oh, tristeza! Da gameleira ou do ingazeiro, desce um canto, de repente, triste, triste, que faz dó. É um sabiá. Tem quatro notas, sempre no mesmo, porque só no fim da página é que ele dobra o pio. Quatro notas, em menor, a segunda e a última molhadas. Romântico”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>O poema a que me refiro acima é este:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Primavera.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Serena e bela, a tarde;</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">belo e triste, canto de Sabiá.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Na Primavera e no Verão</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">o canto do Sabiá</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">expressa com perfeição</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">nossa melancolia.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">No Outono e no Inverno propriamente não canta,</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">chora, eu diria.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Até ele deve achar triste,</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">o breve estribilho que emite,</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">três, quatro vezes ao dia.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>Recordo agora, ao elaborar este <em>post</em>, que, com igual motivação, em outro momento escrevi este haicai:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Tarde de Outono triste,</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">feito gente triste,</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><strong><em><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">feito canto de Sabiá.</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>Tenho a impressão de que já transcrevi o que se segue, ao ler pela primeira vez este conto <strong>Minha gente</strong>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Fechei-me no quarto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Pela janela aberta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">entrava um cheiro de mato misantropo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Debrucei-me.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Noite sem lua,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">concha sem pérola.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Só silhuetas de árvores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E um vaga-lume lanterneiro,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">que riscou um psiu de luz”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>Constato que a seqüência é igualmente notável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>“Por que será que Maria Irmã mudou de maneira?... Não sei e nem quero saber. Uma mulher bonita, mesmo sendo prima, é uma ameaça. Tertuliano tropeiro aconselha:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span>            </span>- Seu doutor, a gente não deve de ficar adiante de boi, nem atrás de burro, nem perto de mulher. Nunca que dá certo...”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">*</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Vou dormir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Em noite de roça,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">tudo é canto e recanto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">E há sempre um cachorro latindo longe,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">no fundo do mundo”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>São Marcos</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Os bambus!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Belos, como um mar suspenso, ondulado e parado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Lindos até nas folhas lanceoladas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">nas espiguetas peludas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">nas oblongas glumas ...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Muito poéticos e muito asiáticos,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">rumorejantes aos vôos do vento”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>São Marcos</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“E, nas ramas, rindo,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">cheirosos epidendros,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">com longos labelos marchetados de cores,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">com pétalas desconformes, </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">franzidas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">todas inimigas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">encrespadas, torturadas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">que lembram bichos do mar róseo-maculados,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">e roxos, e ambarinos </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">– ou máscaras careteantes, esticando línguas de ametista”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>São Marcos</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“Mas, as imbaúbas!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">As queridas imbaúbas jovens, que são toda uma paisagem!... </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Depuradas, esguias, femininas,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">sempre suportando o cipó-braçadeira,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">que lhes galga o corpo com espirais constritas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De perto, na textura sóbria</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">– só três ou quatro engalhos –</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">as folhas são estrelas verdes, mãos verdes espalmadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">mais longe, levantam-se das grotas, como chaminés alvacentas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">longe-longe, porém, pelo morro,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">estão moças cor de madrugada,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">encantadas, presas, no labirinto do mato”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In: <strong>São Marcos</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;margin:0;"><strong>ATENÇÃO</strong>: No dia 2/9/2008 decidi publicar aqui no <strong>Trevo do Talvez</strong> as primeiras oito páginas da minha síntese do <strong>Grande Sertão: Veredas</strong> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sagarana]]></title>
<link>http://sagarana.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 02:21:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>sagarana</dc:creator>
<guid>http://sagarana.pt-br.wordpress.com/2008/07/23/sagarana/</guid>
<description><![CDATA[Sagarana é o nome de uma das mais lindas obras da literatura brasileira, o autor Guimarães Rosa u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sagarana é o nome de uma das mais lindas obras da literatura brasileira, o autor Guimarães Rosa usou de artimanhas singelas e de neologismos para compôr essa obra que trata da alma de um povo e, mais do que isso, do ser humano em si. Há os que digam que sagarana significa "à maneira  de lendas" , há outros que dizem ser  "coleção de destinos"... é por isso que esse blog carrega esse nome, cada vida é uma lenda e os destinos estão aí para serem vividos.</p>
<p>Nada como contar, (ou quem sabe) criar novas lendas, ser lenda, já que a alma humana continua tão bela e densa. Mãos à obra...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Machado, Rosa e o Brasil]]></title>
<link>http://resumosfuvest.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 15:58:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye21</dc:creator>
<guid>http://resumosfuvest.pt-br.wordpress.com/2008/07/18/machado-rosa-e-o-brasil/</guid>
<description><![CDATA[Neste ano, além dos 200 anos da vinda da Corte portuguesa, o Brasil comemora duas datas muito mais ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">Neste ano, além dos 200 anos da vinda da Corte portuguesa, o Brasil comemora duas datas muito mais satisfatórias: 100 anos da morte de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) e 100 anos do nascimento de João Guimarães Rosa (1908-1967). São nossos dois maiores escritores, ou formulemos assim: Machado é o maior escritor brasileiro do século XIX e Rosa é o maior escritor brasileiro do século XX. O século XXI ainda não viu o equivalente de Machado e Rosa.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">É muito fácil, no entanto, discorrer sobre como Machado e Rosa são diferentes. Machado é urbano, intimista e irônico; Rosa, sertanejo, mítico e metafísico. Machado talvez não gostasse do estilo cheio de palavras difíceis e pontuações heterodoxas de Rosa. Rosa se queixou da "afetação" de Machado, embora em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras - co-fundada por Machado, que foi seu primeiro presidente - tenha cumprimentado o "ver claro e quieto" do autor de <em>Dom Casmurro</em> e embora sua própria literatura não deixe de ter "afetação".</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">O mais importante é parar e examinar o quanto há em comum entre eles, afora sua posição no cânone literário nacional. Chamo atenção para duas coisas. Primeiro, ambos são artistas-pensadores, tanto que não diziam fazer "romance" no sentido tradicional, "romance de costumes", e sim "romance de análise" (Machado) e "contos filosóficos" (Rosa). Não estavam interessados apenas em narrar uma historinha superficial, mas em revelar correntes profundas, universais, do comportamento humano. Não temo afirmar que, nesta terra de escassos pensadores, e com a licença de Pelé e Tom Jobim, Machado e Rosa foram nossos dois únicos gênios.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">Segundo, ambos são artistas-pensadores que se dedicaram a pensar o Brasil. Não para lhe dar uma "identidade" ou "síntese". Sempre rejeitaram esse conceito essencialista de que a arte deve resumir uma cultura nacional. Mas pensaram o Brasil porque mergulharam nos microcosmos em que cresceram e viram neles toda sua riqueza de implicações. Machado, que dizia que o "instinto de nacionalidade" é um "certo sentimento íntimo", escreveu sobre a transição de mentalidades envolvida na troca da monarquia pela república, criticando o fato de que grupos de poder se alternam sem que a estrutura mude. Rosa, que dizia que a "brasilidade" é "indefinível", escreveu sobre um país à margem da civilização, iletrado, que oscila entre o arcaico e o moderno. Ambos admiravam os "bons instintos" (Machado) do brasileiro, mas criticaram o atraso do país, muitas vezes justificado como preservação desses bons instintos.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">Eruditos, leitores da Bíblia e de toda a literatura universal, criadores de linguagem que trouxeram experimentos inéditos para a prosa brasileira, preocupados sobretudo com as dualidades da vida, eles examinaram a alma difusa dos indivíduos em geral e dos brasileiros em particular. Não por acaso, escreveram com conto de mesmo nome, <em>O Espelho</em>, em que os personagens procuram por sua figura e jamais a vêem nítida... Tomara que o Brasil utilize as efemérides para se enxergar mais profundamente nesses dois grandes espelhos literários.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><strong>Leia também:</strong></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link permanente para Vidas Secas – Graciliano Ramos" rel="bookmark" href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/05/15/vidas-secas-%e2%80%93-graciliano-ramos/"><span style="color:#2c5f3f;">Vidas Secas – Graciliano Ramos</span></a></span></p>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><strong></strong></span></span></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:#000000;"><a title="Link permanente para Passar no vestibular é poss�vel?!" href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/08/passar-no-vestibular-e-possivel/"><span style="color:#2c5f3f;">Passar no vestibular é possível?!</span></a></span></span></span></span></span></span></span></span></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"></span></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"></span></span></span></span></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></div>
<p><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:#000000;"><a title="Link permanente para Dom Casmurro - Machado de Assis" href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/07/dom-casmurro-machado-de-assis/"><span style="color:#2c5f3f;">Dom Casmurro - Machado de Assis</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:#000000;"><a title="Link permanente para A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz" href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/18/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiroz/"><span style="color:#2c5f3f;">A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:#000000;"><a title="Link permanente para Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente" href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/03/24/auto-da-barca-do-inferno-gil-vicente/"><span style="color:#2c5f3f;">Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente</span></a></span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"><span style="font-family:Verdana;color:#000080;"></span></span></span></span></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lista da FUVEST]]></title>
<link>http://resumosfuvest.wordpress.com/?p=5</link>
<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 20:26:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye21</dc:creator>
<guid>http://resumosfuvest.pt-br.wordpress.com/2008/03/18/lista-da-fuvest/</guid>
<description><![CDATA[O Conselho de Graduação (CoG) da USP aprovou a lista unificada de obras de leitura obrigatória pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span style="color:#339966;">O Conselho de Graduação (CoG) da USP aprovou a lista unificada de obras de leitura obrigatória para o <strong>FUVEST 2008.</strong></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong><span style="color:#339966;">NÃO houve alteração em relação ao Vestibular passado.<span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></strong></span></p>
<p><strong></strong></p>
<p> </p>
<div><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong></strong></span></div>
<div><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </p>
<p></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"><a href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/03/24/auto-da-barca-do-inferno-gil-vicente/" target="_blank">Auto da barca do inferno</a></span></strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"><a href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/03/24/auto-da-barca-do-inferno-gil-vicente/" target="_blank"><span style="color:#339966;"> </span></a><span style="color:#339966;"> – Gil Vicente; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"><a href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/03/27/memorias-de-um-sargento-de-milicias-manuel-a-de-almeida/" target="_blank">Memórias de um sargento de Milícias</a></span></strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"> – Manuel Antônio de Almeida; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"><a href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/04/iracema-jose-de-alencar/" target="_blank">Iracema</a></span></strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"> – José de Alencar; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"><a href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/07/dom-casmurro-machado-de-assis/" target="_blank">Dom Casmurro</a></span></strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"> – Machado de Assis; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"><a href="http://resumosfuvest.wordpress.com/2008/04/18/a-cidade-e-as-serras-eca-de-queiroz/" target="_blank">A cidade e as serras</a></span></strong><span style="font-size:11pt;color:#339966;font-family:Arial;"> – Eça de Queirós; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><span style="color:#339966;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">Vidas secas</span></strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> – Graciliano Ramos; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><span style="color:#339966;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">A rosa do povo</span></strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> – Carlos  Drummond de Andrade; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><span style="color:#339966;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">Poemas completos de Alberto Caeiro</span></strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> – (heterônimo de Fernando Pessoa);</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"><span style="color:#339966;"><strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;">Sagarana </span></strong><span style="font-size:11pt;font-family:Arial;"> – João Guimarães Rosa; </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"> </p>
<div></div>
<p><span style="font-family:Arial;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 18pt;"> </p>
<p><span style="color:#339966;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Assim que sair lista da <strong>FUVEST 2009 </strong>postaremos aqui. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></p>
<p><span style="color:#339966;"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Por ora teremos um resumo por semana. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#339966;font-family:Arial;">Não deixe de estudar na última hora e boa sorte no vestibular!</span></p>
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<title><![CDATA[Machado, Rosa e o Brasil]]></title>
<link>http://literaturaecultura.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 13:41:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye19</dc:creator>
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<description><![CDATA[Neste ano, além dos 200 anos da vinda da Corte portuguesa, o Brasil comemora duas datas muito mais ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">Neste ano, além dos 200 anos da vinda da Corte portuguesa, o Brasil comemora duas datas muito mais satisfatórias: 100 anos da morte de Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) e 100 anos do nascimento de João Guimarães Rosa (1908-1967). São nossos dois maiores escritores, ou formulemos assim: Machado é o maior escritor brasileiro do século XIX e Rosa é o maior escritor brasileiro do século XX. O século XXI ainda não viu o equivalente de Machado e Rosa.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">É muito fácil, no entanto, discorrer sobre como Machado e Rosa são diferentes. Machado é urbano, intimista e irônico; Rosa, sertanejo, mítico e metafísico. Machado talvez não gostasse do estilo cheio de palavras difíceis e pontuações heterodoxas de Rosa. Rosa se queixou da "afetação" de Machado, embora em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras - co-fundada por Machado, que foi seu primeiro presidente - tenha cumprimentado o "ver claro e quieto" do autor de <em>Dom Casmurro</em> e embora sua própria literatura não deixe de ter "afetação".</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">O mais importante é parar e examinar o quanto há em comum entre eles, afora sua posição no cânone literário nacional. Chamo atenção para duas coisas. Primeiro, ambos são artistas-pensadores, tanto que não diziam fazer "romance" no sentido tradicional, "romance de costumes", e sim "romance de análise" (Machado) e "contos filosóficos" (Rosa). Não estavam interessados apenas em narrar uma historinha superficial, mas em revelar correntes profundas, universais, do comportamento humano. Não temo afirmar que, nesta terra de escassos pensadores, e com a licença de Pelé e Tom Jobim, Machado e Rosa foram nossos dois únicos gênios.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">Segundo, ambos são artistas-pensadores que se dedicaram a pensar o Brasil. Não para lhe dar uma "identidade" ou "síntese". Sempre rejeitaram esse conceito essencialista de que a arte deve resumir uma cultura nacional. Mas pensaram o Brasil porque mergulharam nos microcosmos em que cresceram e viram neles toda sua riqueza de implicações. Machado, que dizia que o "instinto de nacionalidade" é um "certo sentimento íntimo", escreveu sobre a transição de mentalidades envolvida na troca da monarquia pela república, criticando o fato de que grupos de poder se alternam sem que a estrutura mude. Rosa, que dizia que a "brasilidade" é "indefinível", escreveu sobre um país à margem da civilização, iletrado, que oscila entre o arcaico e o moderno. Ambos admiravam os "bons instintos" (Machado) do brasileiro, mas criticaram o atraso do país, muitas vezes justificado como preservação desses bons instintos.</span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">Eruditos, leitores da Bíblia e de toda a literatura universal, criadores de linguagem que trouxeram experimentos inéditos para a prosa brasileira, preocupados sobretudo com as dualidades da vida, eles examinaram a alma difusa dos indivíduos em geral e dos brasileiros em particular. Não por acaso, escreveram com conto de mesmo nome, <em>O Espelho</em>, em que os personagens procuram por sua figura e jamais a vêem nítida... Tomara que o Brasil utilize as efemérides para se enxergar mais profundamente nesses dois grandes espelhos literários.</span></p>
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<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><strong>Posts anteriores:</strong></span></p>
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<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link Permanente para Um pouco mais de Chico. Budapeste" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/04/16/um-pouco-mais-de-chico-budapeste/"><span style="color:#265e15;">Um pouco mais de Chico. Budapeste</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;"><a title="Link Permanente para Biblioteca Virtual" rel="bookmark" href="http://literaturaecultura.wordpress.com/2008/04/08/biblioteca-virtual/"><span style="color:#265e15;">Biblioteca Virtual</span></a></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:#333333;">;)</span></p>
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