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	<title>revolucao-islamica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "revolucao-islamica"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 01:05:36 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Sobre Persépolis]]></title>
<link>http://contrasenso.wordpress.com/?p=97</link>
<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 14:44:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Tavares</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nas primeiras décadas do século XX a historiografia positivista estava claramente desancada: a his]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Nas primeiras décadas do século XX a historiografia positivista estava claramente desancada: a história oficial calava as vozes de agentes "marginais" de uma época, dissimulando as complexidades dos acontecimentos e desenvolvimentos sociais e culturais de um período. Em resposta ao modelo vigente apresentou-se, entre outras possibilidades, a <em>École des Annales</em>, que fez, grosso modo, inverter o lugar dos textos (oficiais) e as notas de rodapé - muito mais do que datas, lugares, personalidades e cargos, o que faz a história são os detalhes cotidianos onde as transformações e tendências vão solapando a ordem vigente. Num exemplo, para compreender a Revolução Francesa não basta cobrir os fatos da década de 1780 e 1790, mas é preciso saber o que mudou na mentalidade e sociedade francesa ao longo dos últimos séculos, rastrear na "longa duração" como se chegou àquele momento de "curta duração". Ou pra entender o Brasil Império é mais importante conhecer as revoltas do que as crônicas palacianas.</p>
<p style="text-align:justify;">Em termos metodológicos, a <em>École</em> iniciou a "história da pessoa, das coisas e dos hábitos", ao invés da biografia e documentação oficial; assim Georges Duby, por exemplo, pode apresentar uma série de características intrincadamente conectadas sobre a Era Medieval num quase romance como "Guilherme Marechal", ou "O Ano Mil". Nesse mesmo paradigma temos a "história da vida privada", e toda a "narrativa lenta" já utilizadas por Gilberto Freyre (que para mim é um antecipador da <em>École</em>). Se me for permitida uma metáfora, a diferença representada seria entre uma foto oficial e um instantâneo congelado por um fotojornalista.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma das grandes virtudes da História Nova, então, é nos apresentar um quadro mais verossímil e humano do que se passou numa determinada época ou evento, sobretudo porque consegue estabelecer empatia, identificação - o que nos fornece parâmetros muito mais qualificados para avaliação e conhecimento, é informação com carga de humanidade, mais do que dados cronológicos e estatísticos, e localizações geográficas.</p>
<p style="text-align:justify;">Acredito que é justamente por isso que Persépolis (França, 2007) é tão impactante. Da minha infância recordo que os nomes Iran e Iraque estavam associados como gêmeos antagônicos e violentos, ou como Caim e Abel, engalfinhados numa briga ferrenha e meio sem sentido. Sem sentido porque não enxergava motivos possíveis representados na imagem de um tanque no deserto disparando seu canhão em meio a uma densa nuvem de poeira e fumaça - atirando para onde meudeus? Eram como duas entidades etéreas lutando, como nuvens de uma tempestade furiosa, e aqueles soldados (mais sombras que homens), com os rostos cobertos por máscaras de gás (desfeitos de identidade) eram com extensões impessoais, como meus bonequinhos de America's Army. A Revolução Islâmica e o Aiatolá Khomeini eram alguma coisa incompreensível e assustadora - homens austeros e mal-humorados de longas barbas e turbantes negros, mulheres sem sorriso cobertas por um xale também negro.</p>
<p style="text-align:justify;">Contudo, Marjane Satrapi nos ofereceu um retrato avassalador do que aconteceu com o Iran, contando como isso afetou sua vida. Tal como Anne Frank, ela foi apanhada em sua infância por uma onda de transformações que afetaram profundamente sua família - o que situa sua biografia como um local privilegiado para compreender o momento. Não vou refazer aqui o que está feito no filme, nem recontar o que ele conta; no entanto, vale a pena pensar em algumas coisas.</p>
<p style="text-align:justify;">Primeiro, me impressionou muito a forma como o Iran foi afetado pela introdução de idéias desenvolvidas em lugares muito distantes, tanto geográfica como culturalmente (a Europa Ocidental) por meio de agente individuais ou grupos que formaram, auto incumbidos de transformar e redirecionar a nação por meio de alguma revolução - que é patente na dinastia Pahlevi, sinônimo de ocidentalização e industrialização com algum apoio externo, e que terminou inevitavelmente num regime totalitário. O germe revolucionário estava incrustado em solo iraniano.</p>
<p style="text-align:justify;">Os oponentes do regime Pahlevi, segundo narra Marjane, eram profundamente influenciados pelos comunistas russos, e compromissados com a mesma premissa de transformação da sociedade, trazendo justiça e harmonia por meio de movimento radical de transformação - sim, porque o comunismo também era alienígena ao palco cultural iraniano. Na esteira da derrocada de Reza Pahlevi e seu regime, vieram a "abertura" e as eleições livres. E o que acontece? O partido radical islâmico toma o poder com maioria esmagadora dos votos. Estava feita a Revolução Islâmica. Toda a transformação do Iran aos moldes das narrativas libertárias ocidentais foi solapada, e em seu lugar foi posto um regime teocrático regido por clérigos - quer coisa mais reacionária do que esse retorno à fusão entre Estado e Igreja, ou melhor, Mesquita? O mais irônico é que o caminho foi pavimentado pelos modernos revolucionários comunistas e secularistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Pior que a repressão dos Pahlevi foi o controle muçulmano, que além de caçar ameaças políticas, vê em tudo o que for ocidental um perigo a ser aniquilado. Tudo aquilo que vimos e que foi bem desenvolvido em regimes totalitários secularizados, como a Alemanha Nazista ou os Comunistas onde quer que tenham alcançado o poder, foi utilizado pela Revolução Islâmica: polícia política, polícia cultural, monitoramento, vigilância, moral revolucionária que permite virtualmente qualquer atrocidade e supressão de valores, direitos e dignidades.</p>
<p style="text-align:justify;">E, finalmente, veio a guerra com o Iraque de Saddam. Nela quase 1.000.000 (sim, um milhão) de iranianos perderam suas vidas, a maioria esmagadora eram jovens, e 600,000 (seiscentos mil) iraquianos morreram. Quer dizer, num único conflito com menos de dez anos de duração e sem um vencedor, muçulmanos revolucionários islâmicos persas e muçulmanos revolucionários comunistas/secularistas  árabes mataram 1.500.000, um milhão e quinhentas mil pessoas - motivados, entre outras coisas, pela liderança do mundo islâmico.</p>
<p style="text-align:justify;">O sangue nas mãos dos dirigentes da Revolução não os incriminou ou enfraqueceu; antes, clamando pelo sangue dos mártires, fizeram dele motivos ainda mais fortes para o comprometimento e sacrifício do Iran. Não era à toa que minha inocência infantil enxergava os soldados como bonecos de plástico verde... tudo agora eram peças à disposição da Revolução.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo, e mais subjetivo, é a razão pela qual Satrapi nomeou sua biografia com o nome da antiga capital do Império Persa: Persépolis. Pode haver motivos externados pela autora, que eu desconheço, mas particularmente acho que há aí uma referência ao antigo explendor da Pérsia da Antigüidade, de Ciro e Dario, quando era o centro do Mundo e vanguarda cultural. O Iran de Marjane era muito mais a Persépolis Clássica que a Teeran dos Aiatolás. E como a cidade antiga, está em ruínas.</p>
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<title><![CDATA[Presidência da União Europeia diz que eleições iranianas não foram “nem livres, nem justas”]]></title>
<link>http://enoticias.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 11:39:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
<guid>http://enoticias.pt-br.wordpress.com/2008/03/16/presidencia-da-uniao-europeia-diz-que-eleicoes-iranianas-nao-foram-%e2%80%9cnem-livres-nem-justas%e2%80%9d/</guid>
<description><![CDATA[16.03.2008 - 11h20 AFP
As eleições legislativas no Irão “não foram nem livres, nem justas”, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>16.03.2008 - 11h20 AFP</strong></p>
<p>As eleições legislativas no Irão “não foram nem livres, nem justas”, declarou hoje a presidência eslovena da União Europeia (UE), num comunicado divulgado em Bruxelas.</p>
<p>A UE manifesta a “sua profunda preocupação com o facto dos processos eleitorais na República Islâmica do Irão terem ficado aquém dos padrões internacionais e que o processo eleitoral não tenha permitido eleições verdadeiramente concorrenciais”, escreve a presidência eslovena.</p>
<p>O bloco europeu lamenta a desqualificação, antes da votação, de um grande número de candidatos reformadores. Estas exclusões “constituem uma clara violação das normas internacionais”, acrescenta.</p>
<p>“O povo iraniano merece poder fazer uma verdadeira escolha democrática sobre o futuro do seu país”, conclui.</p>
<p>Segundo os resultados ainda parciais das legislativas de sexta-feira, os conservadores conseguiram 71 por cento dos 290 assentos do próximo Parlamento iraniano. A taxa de participação terá rondado os 60 por cento.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Eleições no Irão, Iranianos a escolher entre conservadores radicais e pragmáticos]]></title>
<link>http://enoticias.wordpress.com/?p=11</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 09:20:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Joao Leitao</dc:creator>
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<description><![CDATA[14.03.2008 - 08h51 Jorge Almeida Fernandes
Quarenta e quatro milhões de iranianos elegem hoje o nov]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b>14.03.2008 - 08h51 Jorge Almeida Fernandes</b></p>
<p>Quarenta e quatro milhões de iranianos elegem hoje o novo Parlamento (Majlis) num clima de relativa apatia. A campanha durou só uma semana e nem sequer cartazes eleitorais animam as ruas. Estas legislativas não são um teste à popularidade do Presidente, Mahmoud Ahmadinejad, e, muito menos, ao peso dos reformistas, antecipadamente marginalizados. São antes um exame da relação de forças entre conservadores radicais e conservadores pragmáticos, ou seja, a antecâmara das presidenciais de 2009. Por isso, os resultados serão relevantes.</p>
<p>Após a eliminação maciça de candidatos reformistas, a competição centra-se entre dois blocos conservadores, um que apoia Ahmadinejad, outro que reúne os seus críticos conservadores. Aqueles concorrem sob a bandeira da Frente Unida dos Defensores dos Princípios (da revolução islâmica). Os "pragmáticos" invocaram o peso excessivo do partido de Ahmadinejad - o Doce Prazer de Servir - na lista de Teerão (dez em 30), para formarem a Coligação Alargada dos Defensores dos Princípios.</p>
<p>Nesta pontificam figuras como o antigo negociador nuclear Ali Larijani, o presidente do município de Teerão, Mohammad Baqer Qalibaf, ou Moshen Rezai, ex-chefe dos Guardas da Revolução. Os dois primeiros foram adversários de Ahmadinejad nas presidenciais de 2005 e preparam nova candidatura para 2009. O que os une não é a oposição a Ahmadinejad. Serão discretamente apoiados pelo antigo Presidente Akbar Rafsanjani, hoje líder do Conselho de Discernimento.</p>
<p>Genericamente, criticam a demagogia social e a desastrosa gestão económica do actual Presidente, tal como as suas provocações que contribuem para isolar o Irão. Apoiam o programa nuclear, mas exigem um maior papel para a diplomacia. O que os separa dos reformadores é a vontade de manter intactas as linhas mestras do regime teocrático, que o antigo Presidente Mohammad Khatami foi acusado de querer reformar.</p>
<p>Entre mais de 7000 candidatos aos 290 lugares do Majlis, foram aprovados 4500 pelo Conselho dos Guardiões. Entre os excluídos estão algumas das principais figuras do campo reformador, incluindo ex-ministros e muitos deputados, pelos mais variados pretextos: "falta de fé islâmica", "reputação duvidosa", crítica sistemática do governo ou até falta de habilitações académicas.</p>
<p>A operação terá sido este ano mais vasta que nas anteriores eleições, visando marginalizar os reformistas, próximos de Mohammad Khatami, para restringir a competição às facções ortodoxas do regime. Este objectivo foi conseguido. Assim, a Coligação dos Grupos Reformadores apenas concorre em 130 dos 290 círculos eleitorais e, anota um analista, se conseguir eleger 40 ou 50 deputados, será um êxito. "De facto, o destino de 160 lugares foi decidido antes de as eleições terem lugar", denunciou durante a campanha o reformista Mostafa Tajzadeh.</p>
<p>Falando na televisão, na quarta-feita, o Guia Supremo, Ali Khamenei, não tomou partido entre os conservadores e apenas atacou os reformistas: "Um dos critérios para uma pessoa não poder entrar no Parlamento é não estabelecer uma fronteira clara com o inimigo e as marionetas do inimigo."</p>
<p>Entre os reformistas, destaca-se o religioso Mehdi Karroubi, presidente do Majlis no tempo de Khatami, que mantém boas relações com o Conselho dos Guardiões e que se demarca de Ahmadinejad nos domínios das liberdades ou das relações com a América, declarando-se favorável a um reatamento das relações diplomáticas.</p>
<p>O Parlamento, que formalmente tem largos poderes, nunca foi uma instituição poderosa, estando manietado pelo veto do Conselho dos Guardiões. É, no entanto, um lugar de debate e uma excelente tribuna para falar ao país. Também Karroubi apostará nas presidenciais de 2009.</p>
<p>O calcanhar de Aquiles de Ahmadinejad é a situação económica, a alta inflação e o desemprego a crescer, sobretudo entre os jovens. A grande dúvida é a reacção dos eleitores com menos de 30 anos, 60 por cento do corpo eleitoral. Muitos dizem-se desiludidos com Ahmadinejad. Em Teerão o Presidente perderá. Mas será ainda popular na província, onde tem feito numerosas digressões multiplicando as promessas.</p>
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