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	<title>resenhas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/resenhas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "resenhas"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 19:46:51 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2673</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:35:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt-br.wordpress.com/2008/10/06/so-nao-ve-quem-nao-quer-ensaio-sobre-a-cegueira/</guid>
<description><![CDATA[
Ensaio sobre a Cegueira, o último filme de Fernando Meirelles, dividiu a crítica e o público. Ca]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/ensaio-sobre-a-cegueira.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2675" title="ensaio-sobre-a-cegueira" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/ensaio-sobre-a-cegueira.jpg" alt="" width="268" height="400" /></a><br />
<a href="http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/"><strong>Ensaio sobre a Cegueira</strong></a>, o último filme de Fernando Meirelles, dividiu a crítica e o público. Cannes rejeitou o filme, que estreou no Brasil com modificações.</p>
<p>A co-produção Brasil-Japão-Canadá traz um elenco multinacional para contar uma estória tida como "infilmável", o romance de mesmo nome escrito pelo Nobel português José Saramago. De fato, Meirelles encarou um desafio nada tranqüilo: adaptar para uma mídia audiovisual uma narrativa sobre a incapacidade de ver. Paradoxal? Talvez nem tanto. Apesar dos pesares, não se pode chamar de fracasso o filme de Meirelles, por mais controverso que possa ser.</p>
<p>Julianne Moore parece ter bom faro para estrelar filmes de ficção científica. Atuou no interessante Filhos da Esperança (Children of Men, dir. Alfonso Cuarón, 2006), e em algumas produções menos inspiradas, porém válidas, como Os Esquecidos (The Forgotten, dir. Joseph Ruben, 2004). Em Ensaio, ela representa o papel da mulher de um oftalmologista que começa a receber pacientes queixosos de perda total e repentina da visão. Ao invés de ausência completa de luz, a cegueira é branca, misteriosa.</p>
<p>O filme abre com o primeiro caso de cegueira afetando um motorista. A partir daí, um a um vão ficando cegos os habitantes da cidade fictícia. A doença é contagiosa e avança em progressão geométrica. A população afetada é conduzida pelo exército a pontos de quarentena. Mas o isolamento não é suficiente para controlar o avanço da doença incurável. Até as próprias autoridades acabam sofrendo do mal. A civilização entra em colapso.</p>
<p>A personagem de Julianne é a única que não é afetada pela cegueira. Não há explicação para isso também, e ela decide fingir que está cega para poder acompanhar o marido médico na quarentena. Nesse microcosmo de caos que se tornou o isolamento, ela é portadora de uma dádiva fundamental. Por ser a única a enxergar, dedica-se a minorar a degradação vertiginosa que atinge todos os personagens. Mas nem sempre "em terra de cego quem tem um olho é rei".</p>
<p>Embora seja a única a enxergar perfeitamente, "uma andorinha só não faz verão". Em sua missão de manter alguma ordem e dignidade entre os seres humanos que a rodeiam, a personagem de Moore se transforma. Ela passa de uma frágil dona de casa à condição de justiceira. Com isso, sua própria humanidade também é profundamente transformada - senão em parte perdida.</p>
<p>Em sua parábola do colapso da civilização, Ensaio lembra um pouco uma das obras-primas de Luis Buñuel, O Anjo Exterminador (El Ángel exterminador, 1962). Neste filme, pessoas finas e "de bem" vêem-se impossibilitadas de deixar uma sala, sem nenhuma razão aparente. A situação insólita conduz ao isolamento do grupo que, por conseguinte, vai gradativamente despindo-se das boas maneiras. Não tarda para que se instale a barbárie.</p>
<p>Essa oposição entre civilização e barbárie também está no cerne da fábula de Ensaio, que em sua ausência de explicações sobre o fenômeno da cegueira lembra também filmes como Invasión (1969), de Hugo Santiago, Os Pássaros (The Birds, 1963), de Alfred Hitchcock, Filhos da Esperança (Children of Men, 2006), de Alfonso Cuarón, e Fim dos Tempos (The Happening, 2008), de M. Night Shyamalan. Podemos agrupar estes e outros títulos numa vertente narrativa da ficção científica pouco ou nada preocupada em explicar ou justificar suas fábulas, o que geralmente resulta em filmes no mínimo instigantes.</p>
<p>Ensaio foi rodado em três cidades diferentes: São Paulo, Montevidéu e Toronto. Talvez um dos aspectos mais interessantes do filme seja a manipulação do espaço, a criação de uma cidade fictícia por meio da montagem, a exemplo de Invasión (1969), de Hugo Santiago, La Sonâmbula (1998), de Fernando Spiner, ou ainda Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard. Todos esses filmes criaram suas cidades futuristas, utópicas ou distópicas, por meio da retórica do deslocamento propiciada pelo dispositivo cinematográfico.</p>
<p>Nesse sentido, Ensaio é uma grata surpresa, confirmando uma suspeita que sempre alimentei: a de que São Paulo, bem como diversas outras metrópoles do terceiro mundo, podem render excelentes cenários para narrativas de ficção científica. É o que pode ser verificado em algumas cenas memoráveis, como aquelas em que o grupo principal de personagens vaga a esmo pela cidade abandonada, passando pela Ponte Otávio Frias de Oliveira (Ponte do Brooklyn) ou pelo Minhocão.</p>
<p>É possível que Fernando Meirelles pudesse ser mais ousado e inspirado em Ensaio. Por outro lado, bem que a fotografia de César Charlone, a câmera e o som tentam simular uma experiência audiovisual um tanto quanto diferenciada em relação ao trivial do cinema. Essa estética, porém, parece cativa da responsabilidade para com os investidores do filme e expectativas de bilheteria, conforme se pôde notar em depoimentos do diretor à imprensa, por ocasião da estréia do filme no Brasil.</p>
<p>De toda maneira, Ensaio sobre a Cegueira é capaz de clarear alguns aspectos concernentes ao debate sobre o cinema de ficção científica no Brasil. Em primeiro lugar, surpreende positivamente por se tratar de uma narrativa fantástica, dirigida por um diretor que se consagrou com filmes sobre temática social (Cidade de Deus ou mesmo O Jardineiro Fiel). Nesse sentido, Ensaio prova que a temática fantástica ou de ficção científica pode ser trabalhada em audiovisual por qualquer diretor brasileiro que conheça bem seu ofício.</p>
<p>Meirelles tem pelo menos três qualidades: conta bem estórias, escolhe bem seus colegas de trabalho e domina a linguagem cinematográfica. Nas mãos de um diretor como ele, São Paulo pode se tornar uma metrópole futurista sem o menor constrangimento, cenário de fenômenos insólitos ou sobrenaturais. Independente da qualidade de Ensaio (certamente não é inferior a uma enxurrada de filmes que estréiam toda semana), que essa última empreitada de Meirelles sirva de inspiração para outros diretores brasileiros, interessados em realizar um cinema fantástico ou de ficção científica.<br />
Nada de sobrenatural impede isso. Só não vê quem não quer.<br />
<a href="http://terramagazine.terra.com.br:80/interna/0,,OI3231534-EI6622,00-So+nao+ve+quem+nao+quer.html" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">TERRA MAGAZINE - por Alfredo Luiz Suppia</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[teste 2]]></title>
<link>http://subtropicalia.wordpress.com/?p=13</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 06:10:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>subtropicalia</dc:creator>
<guid>http://subtropicalia.pt-br.wordpress.com/2008/10/06/teste-2/</guid>
<description><![CDATA[resenhas
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>resenhas</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Modernidade e pós-modernidade segundo Antonio Negri]]></title>
<link>http://direitoadministrativoemdebate.wordpress.com/?p=819</link>
<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 22:00:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>farlei</dc:creator>
<guid>http://direitoadministrativoemdebate.pt-br.wordpress.com/2008/10/05/modernidade-e-pos-modernidade-segundo-antonio-negri/</guid>
<description><![CDATA[Acaba de ser publicado pela editora argentina Paidós o livro &#8220;La Fábrica de porcelana. Una n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"><a href="http://direitoadministrativoemdebate.files.wordpress.com/2008/10/toni-negri.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-820" title="toni-negri" src="http://direitoadministrativoemdebate.wordpress.com/files/2008/10/toni-negri.jpg" alt="" width="152" height="232" /></a>Acaba de ser publicado pela editora argentina Paidós o livro <a href="http://www.paidos.com/lib.asp?cod=45156#contenido" target="_blank">"La Fábrica de porcelana. Una nueva gramática de la política"</a> do filósofo e cientista social italiano Antônio Negri. Trata-se de um livro breve escrito a partir de um seminário de Negri, entre 2004 e 2005, no Colégio Internacional de Filosofia de Paris, que tinha por objetivo analisar as transformações produzidas pela passagem da modernidade a pós-modernidade e propor um novo vocabulário político a partir delas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Leia <a href="http://adncultura.lanacion.com.ar/anexos/Informe/08/39206.pdf" target="_blank">aqui</a> trecho do livro e abaixa a resenha de Gustavo Santiago para o jornal <a href="http://www.lanacion.com.ar/" target="_blank">La Nación</a>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:&#34;">“<strong>Revisión de la posmodernidad</strong></span><span style="font-family:&#34;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">En el año 2000, el campo de la filosofía política se vio conmocionado por la aparición de un libro que inmediatamente se transformó en best seller: <em>Imperio </em>, de Antonio Negri y Michael Hardt. Más allá de las numerosas críticas que recibió tanto desde el ámbito académico como desde el político, dicho texto permitió que los conceptos de los autores tuvieran una amplia circulación.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><em><span style="font-family:&#34;">La fábrica de porcelana </span></em><span style="font-family:&#34;">es un libro breve escrito a partir de un seminario dictado por Negri, entre 2004 y 2005, en el Collège International de Philosophie de París que tenía por objetivo analizar las transformaciones producidas por el pasaje de la modernidad a la posmodernidad y proponer un nuevo vocabulario político a partir de ellas. Para definir su posición en torno a la cuestión modernidad/posmodernidad, Negri evalúa los planteos de diversos pensadores contemporáneos. Los ataques más duros los reciben quienes han sido los abanderados de la posmodernidad "débil" durante las décadas del 80 y del 90. Así, a Jean-François Lyotard, Jean Baudrillard y Paul Virilio los descalifica por quedarse en un plano descriptivo, promoviendo la impotencia ante cualquier iniciativa de transformación, mientras que a Gianni Vattimo y Richard Rorty los impugna por su tendencia "individualista e intimista" que los lleva a sostener, según el autor, una "complacencia monstruosamente estúpida" con el actual sistema. Más benévolo es Negri con Jacques Derrida y Giorgio Agamben. De ellos rescata su intento por hallar un residuo de vida que escape al control del mercado, aunque sostiene que ambos carecen de una perspectiva positiva, que les permitiría entrever posibilidades de construcción de lo social. En cuanto a afinidades, los nombres que se destacan son los de Michel Foucault y Gilles Deleuze. Conceptos como "biopolítica", "disciplina", "líneas de fuga", "repetición" forman parte ya del propio vocabulario de Negri.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Ahora bien, si de antecedentes se trata, queda claro que el principal nombre que habría que mencionar es el de Spinoza. De él toma Negri nociones como "potencia", "multitud" o "lo común". Uno de los puntos centrales surge del desarrollo de estos conceptos. Se trata del problema de mostrar cómo la multitud puede transformarse en un sujeto político. Negri sostiene que la construcción política de la subjetividad de la multitud es producto de dos fuerzas: la pobreza y el amor. La pobreza -que no debe reducirse a la indigencia económica- es aquello que mueve a desarrollar relaciones de cooperación, "la apertura hacia un posible aumento del ser"; el amor consiste en la realización de ese aumento de potencia que tiene lugar cuando se produce "lo común".</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">En el prefacio del libro, Negri comenta que el clima en el que se desarrollaron estas clases no fue para nada sereno. Un grupo de estudiantes contrario a sus propuestas asistió al curso para cuestionar cada una de sus ideas. Algo de eso se percibe en el libro pero, en lugar de perjudicarlo, lo enriquece. Porque, a pesar de que en el texto no están presentadas explícitamente esas objeciones, Negri se encarga de definir su perspectiva en confrontación con las de otros autores contemporáneos. Esto no elimina las posibilidades de controversia, pero indudablemente favorece la toma de posición que los alumnos -y ahora los lectores- pueden asumir en relación con sus planteos.”</span></span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">[Publicado pelo Editor]</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O moderno tradicionalismo da nossa lógica espacial]]></title>
<link>http://modernatradicao.wordpress.com/?p=104</link>
<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 16:42:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>oladob</dc:creator>
<guid>http://modernatradicao.pt-br.wordpress.com/2008/10/05/o-moderno-tradicionalismo-da-nossa-logica-espacial/</guid>
<description><![CDATA[Rua da União&#8230;
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right"><em>Rua da União...</em><em><br />
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância</em><em><br />
Rua do Sol<br />
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right">
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right">
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right">
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;" align="right">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A conhecida observação de <a href="http://www.pe-az.com.br/educacao/manuel_bandeira.htm">Manuel Bandeira</a> faz mais do que expressar a saudade de um tempo distante cujas alegrias não podem mais retornar. O seu "medo", expresso no trecho acima do famoso poema <a href="http://www.cosacnaify.com.br/noticias/extra/bandeira/index.htm">Evocação do Recife</a>, é, na verdade, algo bastante singular.</p>
<p style="text-align:justify;">É corriqueiro que os espaços de circulação nas cidades brasileiras sejam nomeados a partir de figuras proeminentes na sociedade ou das chamadas "datas históricas". Mas esse não é um fenômeno recente - como os versos acima poderiam indicar -, pelo contrário, está incrustado na história do país e constitui parte essencial da nossa cultura. Melhor dizendo, constitui parte das <em>peculiaridades</em> da nossa cultura.</p>
<p style="text-align:justify;">No Brasil,</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">o espaço se confunde com a própria ordem social de modo que, sem entender a sociedade com suas redes de relações sociais e valores, não se pode interpretar como o espaço é concebido. (...) no universo social brasileiro... "em cima" e... "em baixo" nada tem a ver com atitudes topograficamente assinaladas, mas exprime regiões sociais convencionais e locais.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, tudo isso contrasta claramente com o modo de assinalar posições das cidades norte-americanas, onde as coordenadas de indicação são positivamente geométricas, decididamente topográficas e, por causa disso mesmo, pretendem-se estar classificadas por um código muito mais universal e racional.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Roberto daMatta (em <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=98528&#38;sid=8981202521088774384603618&#38;k5=365FF601&#38;uid=">A casa e a rua</a>, pág. 26-27) prossegue dizendo que as cidades dos EUA se orientam muito mais a partir de um sistema numeral para ruas e avenidas, do que por qualquer acidente geográfico, ou qualquer episódio histórico ou alguma característica social e/ou política.</p>
<p style="text-align:justify;">(é bom frisar aqui que essa análise não implica um julgamento valorativo - o que estamos procurando fazer, na medida do possível, é distinguir singularidades culturais, não estabelecer critérios da avaliação moral ou de qualquer outra natureza).</p>
<p style="text-align:justify;">Como podemos interpretar essa peculiaridade da nossa cultura?</p>
<p style="text-align:justify;">Ao nosso ver, ela representa uma imbricação entre lógicas culturais diferenciadas: uma racionalização moderna, que se manifesta na sistematização e ordenação dos espaços pelos quais as pessoas, dentro de uma cidade, circularão; e valores culturais essencialmente tradicionais, que transferem para essa racionalização a lógica que norteia as relações sociais de uma dada localidade. Ou seja, aqueles dotados de certo prestígio social (os "doutores", os "cultos" - hoje em dia, as "celebridades"?) é que presidirão a normatização dos espaços da cidade, e não uma lógica racional voltada para tal fim.</p>
<p style="text-align:justify;">É precisamente essa nossa característica que podemos enxergar, claramente, no episódio "Correio", da 1ª temporada de Cidade dos Homens. Diante da dificuldade do carteiro entregar as cartas nas casas das pessoas que vivem no morro (dada a inexistência de sinalização nas ruas e casas), o chefe da "boca" nomeia Acerola como "carteiro" da comunidade, pois ele conhece todos pelo nome (veja a cena <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DlrIkiN5WAo">aqui</a>). Para facilitar o trabalho, ele e Laranjinha sugerem a criação de um "mapa", no qual as ruas seriam nomeadas e os caminhos do morro sistematizados.</p>
<p style="text-align:justify;">É aí que se evidencia nossa peculiaridade: tal racionalização (a criação do mapa) é vista como um valor agregador de status - coisa "de elite", como coloca um dos personagens. Assim, os que trabalham na "boca" (os maiores detentores de prestígio social na favela) buscam transferir seu status, sua situação de superioridade, para essa racionalização. Exigem que seus nomes figurem em ruas, poços e outras localidades.</p>
<p style="text-align:justify;">Veja no final do vídeo:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WoogdweLJ58"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/WoogdweLJ58'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/WoogdweLJ58&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
</a></p>
<p style="text-align:justify;">E não apenas eles, outros moradores da favela passam a querer também que seus nomes (ou o nome dos seus estabelecimentos comerciais) figurem no mapa. Mas eles não possuem o prestígio social dos traficantes - ante uma mulher que quer ver sua birosca no mapa, Acerola responde: "É só gente importante que tem nome de rua". É preciso, então, recorrer a outros artifícios para se inserir nesse universo agregador de valor. Eles "subordinam" Acerola e Laranjinha, pagando-os, seja em dinheiro, ou em comida e outras comodidades:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=7aYdvIgtBFY"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/7aYdvIgtBFY'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/7aYdvIgtBFY&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span><br />
</a></p>
<p style="text-align:justify;">O que se verifica, então, é uma racionalização moderna que, abstraída da sua finalidade inicial (a sistematização da favela para facilitar a entrega das cartas), passa a responder a uma outra lógica - passa a reafirmar divisões sociais hierarquicamente constituídas. Mais uma vez, é a representação da nossa <em>dualidade</em> que gera identificação, aceitação.</p>
<p style="text-align:justify;">Manuel Bandeira, ao escrever <em>Evocação do Recife</em>, talvez já sentisse e percebesse essa nossa singularidade. E ele a temia. Hoje, contudo, para o bem ou para o mal, não creio que tal fato choque ou indigne alguém. Parecemos acostumados a essa representação que <em>reafirma</em> personagens acima da mera cotidianidade anônima. Ela já se naturalizou no nosso dia-a-dia. E, talvez, com ela, as divisões sociais que lhe dão origem...</p>
<p style="text-align:right;"><em>Aristeu Portela</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Recomendo!]]></title>
<link>http://flaviasilva.wordpress.com/?p=240</link>
<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 02:29:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Flávia</dc:creator>
<guid>http://flaviasilva.pt-br.wordpress.com/2008/10/04/recomendo/</guid>
<description><![CDATA[Galera, para quem gosta de poesia e de textos intensos, recomendo este aqui &#8220;Decepção&#8220;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#800080;">Galera, para quem gosta de poesia e de textos intensos, recomendo este aqui "</span><a title="Livraria Nobel Perdizes" href="http://livrarianobelperdizes.wordpress.com/2008/10/05/decepcao/">Decepção</a><span style="color:#800080;">". Ele está contido no blog da </span><a href="http://livrarianobelperdizes.wordpress.com">Livraria Nobel Perdizes</a><span style="color:#800080;">!</span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#800080;">O site contem várias críticas literárias, tanto de livros mais vendidos, quanto de livros cult e até de literatura clássica internacional. Vale MUITO a pena conferir!</span></h2>
<p style="text-align:justify;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[NA ÍNDIA, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS AJUDAM A MOSTRAR A VIDA COMO ELE É]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2651</link>
<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 23:24:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt-br.wordpress.com/2008/10/04/na-india-historias-em-quadrinhos-ajudam-a-mostrar-a-vida-como-ele-e/</guid>
<description><![CDATA[O cartunista Sharad Sharma circulou por comunidades espalhadas pela Índia para ministrar oficinas d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><em>O cartunista Sharad Sharma circulou por comunidades espalhadas pela Índia para ministrar oficinas de história em quadrinhos que discutem temas cotidianos dos moradores como violência, discriminação de gênero e corrupção.</em></p>
[caption id="attachment_2654" align="alignleft" width="128" caption="Sharad: na Índia, 60% da população é excluída da mídia."]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/sharad_caricatura.gif"><img class="size-full wp-image-2654" title="sharad_caricatura" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/sharad_caricatura.gif" alt="" width="128" height="121" /></a>[/caption]
<p>Tudo parecia distante do vilarejo indiano isolado e de casas esparsas que fica na fronteira com o Paquistão. O próprio cotidiano marcado por problemas como a pobreza, a violência contra as mulheres e a discriminação, entretanto, acabou aproximando os moradores de um universo inusitado: o das histórias em quadrinhos (HQs). A ponte entre esses dois mundos foi construída numa das 150 oficinas realizadas pelo método Comics Power (Poder dos Quadrinhos, em inglês), criado pelo cartunista indiano Sharad Sharma.</p>
<p>Há oito anos, ele percebeu que a mídia comercial não se interessava com as questões do campo, longe das grandes cidades na Índia, Paquistão ou Sri Lanka: "Os jornais e as televisões se interessam, principalmente, por políticos e famosos, pessoas da elite ou classe média, sempre focando na vida da cidade". Com os altos índices de analfabetismo da região e a dificuldade de acesso aos grandes jornais, a linguagem dos quadrinhos "pegou". De acordo com o cartunista, a maioria da população (60%) não é representada na mídia.</p>
<p>O método aplicado por Sharad Sharma é simples. Os moradores se reúnem e contam suas histórias de vida e discutem temas do cotidiano. "As pessoas vinham com histórias fantásticas. Não era necessário ficar ensinando o que é direitos humanos ou questões de gênero. Isso é o que eles estão vivendo", explica.</p>
<p>Naquela cidade da fronteira do Paquistão, ele vê o exemplo do poder de simples histórias em quadrinhos. "Nas primeiras oficinas, nenhuma menina participava. Então começamos a discutir: por quê? É o sistema local dos vilarejos, chamado Pardah, que existe não somente nas cidades muçulmanas, mas também nas cidades hindus? Por que as meninas não vão à escola?", relembra. Seis meses depois, os mais de 400 desenhos colados e distribuídos pelo vilarejo mobilizaram a população local em torno da questão. Os próprios moradores classificaram o feito de "milagre".</p>
<p><strong>"Isso que é desenhar?"</strong><br />
Com a ajuda de técnicas básicas de desenho, muita gente acha que achava que nunca seria capaz de desenhar começa a traçar os círculos e linhas. E as pessoas se soltam. "Ah, isso que é desenhar?", brinca Sharad, imitando a reação mais comum entre os participantes das oficinas.</p>
[caption id="attachment_2655" align="aligncenter" width="450" caption="Violência doméstica e alcoolismo são temas recorrentes nas oficinas da Comics Power."]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/sharad_tira1.jpg"><img class="size-large wp-image-2655" title="sharad_tira1" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/sharad_tira1.jpg?w=450" alt="" width="450" height="176" /></a>[/caption]
<p>Nas viagens que o cartunista e os colaboradores do projeto fizeram ao Nordeste do país - perto de Mianmar ou Bangladesh - ou ao Leste da Índia - da área que vai do Nepal ao sul da Índia - até o Sri Lanka, surgiram os mais variados temas da vida dos camponeses: alcoolismo, poluição, corrupção no sistema de distribuição de comida e nas administrações locais.</p>
<p><strong>Transformação</strong><br />
Eles não são dependentes de ONGs e de agências internacionais. Não precisam de equipamentos caros. Tudo o que necessitam é de lápis, papel e fotocópias, sem as preocupações recorrentes da distribuição de publicações em massa. Segundo Sharad, a distribuição local de apenas centenas de exemplares é importante e pode transformar a realidade de uma comunidade. "Um garoto fez uma história em quadrinhos sobre a falta de eletricidade em sua cidade. Tirou fotocópias, deu uma para o engenheiro junior da companhia elétrica da cidade e distribuiu para todos. Quando voltamos lá, depois de um tempo, a companhia tinha visitado o local e já havia luz", conta.</p>
[caption id="attachment_2658" align="aligncenter" width="450" caption="Analfabetismo e mídia &#34;urbana&#34; explicam o sucesso das HQs nas comunidades rurais."]<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/sharad_tira21.jpg"><img class="size-large wp-image-2658" title="sharad_tira21" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/sharad_tira21.jpg?w=450" alt="" width="450" height="175" /></a>[/caption]
<p>Ele lembra ainda do caso de Jaduguda, região rica em urânio. "Não é uma mineração científica, as pessoas extraem urânio a céu aberto e estão morrendo por causa da radiação", relata. Um empregado da Corporação Indiana de Urânio decidiu parar de trabalhar ali para fazer quadrinhos e sensibilizar as pessoas.</p>
<p><strong>Visibilidade</strong><br />
Agências de publicidade que promovem campanhas na Índia contratam artistas para desenhar seus cartazes, mas muitas vezes esquecem da diversidade dos povos e das cultura indianas. "O artista está sentado desenhando em um escritório, mas não tem idéia do que se passa no Leste, ou no Sul, ou no Nordeste", descreve o ativista. As roupas, os dialetos, os costumes mudam de região para região. E só as pessoas do local são capazes de captar essas diferenças, continua. "As pessoas não imaginavam que os personagens dos quadrinhos pudessem ser feitos em suas próprias línguas".</p>
<p>Além da falta de interesse, o cartunista aponta a auto-censura dos jornalistas indianos como motivo da ausência das questões do campo nas publicações diárias: "Há uma espécie de proibição em se falar de direitos humanos. Se você escreve sobre a Caxemira, por exemplo, os jornalistas começam a ser chamados de pró-paquistaneses ou agentes daquele país".</p>
<p>No Sri Lanka, as histórias em quadrinhos deram início a uma grande campanha de denúncia da violência contra mulheres. Assim como folhetos publicitários são inseridos entre os cadernos dos grandes jornais, os ativistas decidiram tentar a estratégia com as tiras. Sharma conta que os veículos começaram a publicar essas histórias, diante da reação positiva dos leitores. "Antes, não havia uma linha sobre essas pessoas nos jornais", comemora.<br />
<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/sharad_foto.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2662" title="sharad_foto" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/sharad_foto.jpg" alt="" width="225" height="154" /></a> Sharad Sharma veio ao Brasil, em 2007, para participar do VII Colóquio Internacional de Direitos Humanos, que aconteceu em São Paulo. Apesar de ser a primeira vez que vem à América Latina, Sharma não consegue explicar um detalhe "estranho": esse é o continente que mais acessa o site do projeto, que reúne alguns exemplos dos quadrinhos produzidos. Curioso, ele vai realizar duas oficinas neste mês - uma em São Paulo e outra em Fortaleza. Quem sabe, durante esse contato direto com as pessoas, ele possa descobrir o porquê de tamanha popularidade entre o público latino. <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1227" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">REPORTER BRASIL - por Fernanda Campagnucci</span></strong></a></p>
<p><strong>Conheça mais o trabalho de Sharad Sharma visitando o <a href="http://www.worldcomicsindia.com/">site oficial</a> (em inglês):</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resenha: Mirrors (Espelhos do medo)    - por Aldo Xavier]]></title>
<link>http://popfok.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 06:27:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>popfok</dc:creator>
<guid>http://popfok.pt-br.wordpress.com/2008/10/03/resenha-mirrors-espelhos-do-medo-por-aldo-xavier/</guid>
<description><![CDATA[Remake do horror coreano Geoul sokeuro (2003)



Espelhos do Medo



Recentemente assisti o filme Mi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><span>Remake do horror coreano <em>Geoul sokeuro</em> (2003)</span></strong></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://popfok.files.wordpress.com/2008/10/mirrors_071.jpg"><img class="size-medium wp-image-5" title="Mirrors" src="http://popfok.wordpress.com/files/2008/10/mirrors_071.jpg?w=201" alt="Espelhos do Medo" width="269" height="400" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Espelhos do Medo</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:center;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Recentemente assisti o filme Mirrors (Espelhos do Mal). Não esperava nada dele...na verdade minha escolha foi feita da seguinte forma:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Minha namorada – Vamos assistir um filme de terror?</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Eu –Tá...vou escolher qualquer um aqui.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Daí procurei um na seção adequada e bum, dei de cara com um filme recente. Resolvi parar pra dar uma olhada e descobri que tinha Kiefer Sutherland no roteiro...foi aí que eu pensei:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- Porra, o cara fez Lost Boys...não dá pra ser ruim!</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Foi um comentário sarcástico. Mas taí, eu até que gostei do começo. A ambientação era interessante. A primeira morte...meio tosca, meio forçada...mas sei lá...era o pontapé inicial...e eu já assisti pérolas como <em>Jason X</em>, então tava tranquilo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;"><a href="http://popfok.files.wordpress.com/2008/10/001.jpg"><img class="size-medium wp-image-6 aligncenter" title="001" src="http://popfok.wordpress.com/files/2008/10/001.jpg?w=300" alt="" width="613" height="274" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Se vc está fazendo coisas e seu reflexo fica te olhando com essa cara de nojo...fudeu. Eu recomendo Diasepan.</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">E aí o filme começa mesmo, com Jack Bauer aterrorizando. Eu passei o tempo todo esperando que ele virasse vampiro e tal, mas felizmente não aconteceu. E como eu disse, tava tudo indo bem. Ponto positivo para o ritmo do filme, que não passa 40 min numa lenga lenga tronxa pra depois começar a ter ação. O ritmo é intenso, as cenas também, e isso se mantém durante todo o tempo. Legal.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Lógico que rola umas coisas que eu nunca vou entender...acho que porque eu sou medroso, talvez. Mas filme de terror é filme de terror, tem aquela hora que o herói tem que ir em frente porque se ele simplesmente sair correndo, ia acabar por aí. Como na cena abaixo:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;"><a href="http://popfok.files.wordpress.com/2008/10/002.jpg"><img class="size-medium wp-image-7 aligncenter" title="002" src="http://popfok.wordpress.com/files/2008/10/002.jpg?w=300" alt="" width="631" height="286" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>Barulhos estranhos, portas se fechando sozinhas, lugar sinistro. Você abre a tal porta e dá de cara com uma escadaria dessas...eu corria, na boa</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">E daí em diante as coisas realmente esquentam. O filme é bem calibrado entre as cenas gore, os sustos, o clima, a tensão...a trilha sonora ajuda. Tem umas coisas de sempre, como as passagens tensas que não resultam em nada, mas mantém o espectador atento e ansioso.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Eu gostei das atuações. Os personagens também estavam legais. E foi nessa hora que eu pensei “porra, é um filme de terror e eu tô gostando. Aí tem”.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">É o seguinte. Eu normalmente fico irado com cenas de ação toscas (o nerd que sobrevive a uma tacada de beisebol numa boa – ou pior, derrota o <em>Megatron</em> com uma porra dum cubo mágico...uma mulher que leva um chute nas costelas de um Predador, voa trocentos metros, bate numa coluna de pedras e passa o resto do filme tranquila...puta que pariu). O final forçado pra ficar tudo bem também é sempre uma bosta. Frases de efeito fodásticas são detestáveis (veja <em>Blade Trinity</em>: <strong>Fulana</strong> - Por que você não é legal?   <strong>Snipes</strong> – Porque o mundo não é legal   <strong>Eu</strong> – Tomar no cú...). E foi aí que eu me toquei...virei pra minha senhora e disse:</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">- O filme tá legal...mas o final tá chegando...</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">É, não tem jeito. Eu comecei a ficar nervoso, porque o final tende a ser um murro nos kiba...comecei a pensar novamente que Sutherland ia virar um vampiro e sair voando e fodendo com tudo, especialmente com o roteiro. Minhas mãos suavam, eu apertava os olhos buscando alguma podrera – eu sabia que ia merdear.  Dito e feito: as cenas finais vieram a tona como aquela caganeira que você tenta segurar...ninguém gosta de caganeira, e fora de casa é pior ainda. Mas quando ela resolve vir, é incontrolável...</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;"><a href="http://popfok.files.wordpress.com/2008/10/004.jpg"><img class="size-medium wp-image-8 aligncenter" title="004" src="http://popfok.wordpress.com/files/2008/10/004.jpg?w=300" alt="" width="618" height="177" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><strong>É...taí, talvez Bauer vampiro me desse uma sensação menor de “agora fudeu mesmo...”</strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Na minha opinião, bateu aquela necessidade de rolar um confronto final, a cena de ação tosca onde o mocinho vence contra todas as probabilidades. É uma merda isso...quebrou o clima.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Bom, esse é meu primeiro review e eu não quis encher ele de spoilers, talvez meu patrão não gostasse. E o final não é TÃO ruim assim...tem coisa bem pior. É um filme legal, eu não senti ele cair na monotonia, as coisas se desenrolam na velocidade certa. Acho que vale a pena conferir...</p>
<p style="text-align:center;"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/PFrFaE6G6bY'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/PFrFaE6G6bY&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;">}<strong> por Aldo Xavier</strong> {</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:center;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DESENHOS SÃO O PONTO ALTO DO PRIMEIRO ÁLBUM SOLO DE RAFAEL RAMPÁ]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2637</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 18:50:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt-br.wordpress.com/2008/10/02/desenhos-sao-o-ponto-alto-do-primeiro-album-solo-de-rafael-rampa/</guid>
<description><![CDATA[
O gaúcho Rafael Grampá faz parte de um seleto grupo de quadrinistas que caiu nas graças da mídi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/10/grampa_mesmo-delivery.jpg"><img src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/10/grampa_mesmo-delivery.jpg" alt="" title="grampa_mesmo-delivery" width="400" height="291" class="aligncenter size-full wp-image-2639" /></a><br />
O gaúcho Rafael Grampá faz parte de um seleto grupo de quadrinistas que caiu nas graças da mídia cultural brasileira. É algo que ocorre também com Neil Gaiman, de "Sandman", e Alan Moore.</p>
<p>Antes mesmo do lançamento de "Mesmo Delivery" (Desiderata, 56 págs, R$ 39,90), primeiro álbum solo de Grampá, ele já ganhava destaque no cadernos de cultura dos grandes jornais. Esse prematuro ar pop atribuído ao desenhista aumentou as expectativas de leitura do álbum. Apesar do ar que se criou em torno da obra, cabe a ela falar por si. E o que o trabalho traz é uma narrativa que seduz o leitor. Mas principalmente por conta dos desenhos.</p>
<p>A arte de Rafael Grampá é o ponto alto deste primeiro trabalho longo feito por ele. A parte visual é algo para se observar. E observar novamente. E são essas imagens que irão ficar na retina e na mente do leitor. Detalhadas, provocantes, inovadoras, violentas, com estilo próprio e marcante. </p>
<p>Os desenhos dele, de fato, fazem jus à repercussão precoce que conquistou. A arte é tão diferenciada que até ofusca a história mostrada por meio dela. "Mesmo Delivery" não traz personagens profundos ou diferentes núcleos narrativos a serem articulados. Não.</p>
<p>O que o álbum traz é um conto. Um conto de violência. Extrema. E acentuada pelo traço cinematográfico do desenhista e diretor de arte, que hoje mora em São Paulo. O conto em quadrinhos mostra um caminhoneiro grandalhão que tem de fazer uma entrega misteriosa. Não saber qual era a carga fazia parte do negócio. No caminho, faz uma parada num bar. Arruma uma briga e tem início o cenário de violência criado visualmente por Grampá.</p>
<p>Os desenhos, mais do que a história, fazem jus à expectativa criada em torno de Rafael Grampá e consolidada com a conquista do Eisner Awards, em julho. Ele ganhou o prêmio norte-americano na categoria melhor antologia.  Foi pelo trabalho na revista independente "5", feita com Becky Cloonan, Vasilis Lolos e com os brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon.                                                     </p>
<p>A conquista do Eisner Awards -o principal da indústria norte-americana de quadrinhos- foi devidamente registrado, com um adesivo, no canto superior direito da capa de "Mesmo Delivery" (embora não apareça na versão mostrada no início desta resenha). Isso diferencia a versão brasileira da norte-americana, lançada lá em julho passado. A história, inclusive, dialoga mais com o leitor de lá por ser ambientada nos EUA.</p>
<p>Há quem aproxime Rafael Grampá de Lourenço Mutarelli, outro quadrinista e agora escritor que, meritoriamente, conseguiu atrair a atenção da mídia cultural brasileira. É Mutarelli quem assina o prefácio do álbum. No texto, com ar literário, ele assume uma paternidade criativa de Grampá, nascida junto com as palavras da introdução.</p>
<p>No texto, Grampá cria um conto correto. Mas nada mais que isso. Ainda não se iguala aos álbuns em quadrinhos criados por Mutarelli. Nos desenhos, a história é outra. Talvez tenham até superado os trabalhos anteriores do "pai coruja", como Mutarelli rotula a si próprio no prefácio. Fica para os próximos trabalhos falarem, novamente, por si.<br />
<a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">BLOG DOS QUADRINHOS - por Paulo Ramos</span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Senhor das Moscas – William Golding]]></title>
<link>http://igormoreira.wordpress.com/?p=12</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 15:50:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>igormoreira</dc:creator>
<guid>http://igormoreira.pt-br.wordpress.com/2008/10/02/o-senhor-das-moscas-%e2%80%93-william-golding/</guid>
<description><![CDATA[VOCÊ AINDA VAI LER

Imagine que você está em uma viagem de férias com outras crianças desconhec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:right;"><strong>VOCÊ AINDA VAI LER</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">Imagine que você está em uma viagem de férias com outras crianças desconhecidas, e então o avião, que os transportava, cai em uma ilha desabitada e distante. Pois bem, é mais ou menos isso que acontece no livro <em>O senhor das moscas</em>, de William Golding.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">Um avião com um grupo de garotos ingleses, evacuados de uma cidade que fora bombardeada, cai em uma ilha isolada, e sem a supervisão de adultos, já que o piloto ou qualquer outro que pudesse estar a bordo do avião desapareceram, as crianças aproveitam um primeiro momento de total liberdade e se divertem, mas isso não dura muito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">Um dos meninos, Ralph, escolhido líder em uma votação, tem como principal objetivo manter uma fogueira acesa, ele acredita ser a única maneira de serem percebidos ali e então serem salvos por algum navio. Outro menino, Jack, está mais interessado em caçar os porcos selvagens para alimentar-se, pensando no imediato. Com isso formam-se dois grupos, o de Ralph e o de Jack.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:27pt;">Com suas diferenças, os meninos entram em atritos constantes, e com esse enredo o autor consegue intrigar o leitor e deixá-lo sempre curioso pelo que vai acontecer nas páginas seguintes, revelações e acontecimentos surpreendentes fazem parte da trama.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Prelúdio de uma guerra, 1942]]></title>
<link>http://igormoreira.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 15:46:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>igormoreira</dc:creator>
<guid>http://igormoreira.pt-br.wordpress.com/2008/10/02/preludio-de-uma-guerra-1942/</guid>
<description><![CDATA[Prelúdio de uma guerra (Prelude of War) lançado em 1942, dirigido por Frank Capra e narrado por Wa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyText"><em>Prelúdio de uma guerra</em> (<em>Prelude of War</em>) lançado em 1942, dirigido por <em>Frank Capra</em> e narrado por <em>Walter Huston</em>, foi o primeiro documentário a ganhar um Oscar, 1943, de melhor documentário.</p>
<p class="MsoBodyText">Produzido durante a II Guerra Mundial, mas em um período em que os Estados Unidos ainda não participavam, o diretor <em>Capra</em> retrata os aspectos da guerra de forma imparcial, mas com enfoques diferenciados. Tome-se de exemplo a divulgação, no documentário, dos investimentos para a guerra, onde um grande destaque é dado aos US$ 80 bi investidos pela Alemanha, mas uma matéria de jornal onde se divulga os US$ 120 bi investidos pelos Estados Unidos, meros 2 segundos são disponibilizados para que o telespectador consiga ler a nota do jornal.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;">Este documentário histórico com imagens impressionantes teve o intuito de convencer a opinião pública de que era preciso que os Estados Unidos participassem da II Guerra Mundial, mas para isso, era necessário a aprovação do congresso, o qual é movido pela opinião pública. Com cenas onde pessoas falam que são a favor e outras que são contra a ‘investida militar’ norte americana, o diretor dá ênfase à democracia, onde todos tem o direito de terem suas opiniões, e o que prevalecerá será a opinião da maioria, em contraposição a Alemanha nazista em que há a manipulação de votos, onde só há a possibilidade de votar em Hitler, como mostra uma cena do documentário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;">O diretor usa a técnica de contraste de cenas para chocar o público de imediato, um exemplo disso é quando aparecem crianças alemãs vestidas com roupas militares desfilando com armas, em oposição às crianças norte americanas doando dinheiro para ajudar na guerra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Arial;">Este filme é considerado um fortíssimo material de propaganda militar norte americano para a II Guerra Mundial, buscando convencer ‘os americanos’ de que é realmente necessário que os Estados Unidos participassem da guerra e se imponham como potencia mundial.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Post 1300 e Estatísticas de Setembro]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/?p=4374</link>
<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 12:29:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.pt-br.wordpress.com/2008/10/02/post-1300-e-estatisticas-de-setembro/</guid>
<description><![CDATA[Comemorando, com este, 1.300 posts publicados e 91.000 visitas alcançadas hoje, mais uma vez fazemo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" ALT="Encantada, cartaz" SRC="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/02/cartaz_encantada.jpg" />Comemorando, com este, 1.300 posts publicados e 91.000 visitas alcançadas hoje, mais uma vez fazemos um resumo de resenhas e posts. Abaixo, os mais lidos durante o mês de setembro de 2008:</p>
<blockquote><p><strong>-- Resenhas</strong></p>
<p>1. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/01/09/encantada/">Encantada</a><br />
2. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/15/resenhas-mamma-mia-o-filme/">Mamma Mia! - O Filme</a><br />
3. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/01/22/27/">Eu Sou a Lenda</a><br />
4. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/07/07/resenha-kung-fu-panda/">Kung Fu Panda</a><br />
5. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/25/resenhas-p-s-eu-te-amo/">P. S. Eu Te Amo</a><br />
6. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/03/15/10000-ac/">10.000 AC</a><br />
7. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/05/02/homem-de-ferro/">Homem de Ferro</a><br />
8. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/19/resenhas-zohan-o-agente-bom-de-corte/">Zohan - O Agente Bom de Corte</a><br />
9. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/06/05/resenhas-terra-fria/">Terra Fria</a><br />
10. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/07/22/resenhas-viagem-ao-centro-da-terra/">Viagem ao Centro da Terra</a></p>
<p><!--more [Veja a lista de posts mais lidos em setembro de 2008 clicando aqui] --><strong>-- Posts em Geral</strong></p>
<p>1. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/05/mais-voce-agora-vai-big-brother-e-pegadoras/">Mais Você, Agora Vai, Big Brother e Pegadoras</a><br />
2. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/22/festival-do-rio-2008-finalmente-a-programacao/">Festival do Rio 2008: Finalmente a Programação</a><br />
3. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/22/listas-15-melhores-filmes-de-terror/">Listas: 15 Melhores Filmes de Terror</a><br />
4. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/13/sandy-e-lucas-casamento-discreto/">Sandy e Lucas: Casamento Discreto</a><br />
5. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/03/13/harry-potter-7-e-8/">Harry Potter 7... e 8</a><br />
6. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/16/festival-do-rio-2008-site-oficial-e-brasileiros/">Festival do Rio 2008: Brasileiros e Site</a><br />
7. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/20/estreias-de-2008-setembro-a-dezembro/">Estréias de 2008: Setembro a Dezembro</a><br />
8. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/08/na-tv-voo-united-93/">Globo x Record: Vôo United 93 na Berlinda</a><br />
9. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/08/off-cinema-falecimento-de-dj-primo/">Off-Cinema: Falecimento de DJ Primo</a><br />
10. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/05/era-uma-vez-site-trilha-minha-rainha/">Era Uma Vez: Site, Trilha, Minha Rainha</a></p>
<p><strong>-- Posts envolvendo Cinema Brasileiro</strong></p>
<p>1. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/16/festival-do-rio-2008-site-oficial-e-brasileiros/">Festival do Rio 2008: Brasileiros e Site</a><br />
2. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/05/era-uma-vez-site-trilha-minha-rainha/">Era Uma Vez: Site, Trilha, Minha Rainha</a><br />
3. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/07/22/era-uma-vez-uma-trilha/">Era Uma Vez Uma Trilha</a><br />
4. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/07/14/garapa-fome-e-miseria-por-jose-padilha/">Garapa, Fome e Miséria por José Padilha</a><br />
5. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/05/ruy-polanah/">Ruy Polanah</a><br />
6. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/09/oscar-20082009-14-brasileiros-pre-indicados/">Oscar 2008/2009 - 14 Brasileiros Pré-Indicados</a><br />
7. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/08/27/portela-e-marisa-monte-o-misterio-do-samba/">Portela e Marisa Monte: O Mistério do Samba</a><br />
8. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/02/festival-de-veneza-2008-a-erva-do-rato/">Festival de Veneza 2008: A Erva do Rato</a><br />
9. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/05/3421/">Canal Brasil, 10 Anos</a><br />
10. <a href="http://cinemagia.wordpress.com/2008/09/01/linha-de-passe-pre-estreia-e-calligaris-em-sp/">Linha de Passe: Pré-Estréia e Calligaris em SP</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O PONTO DE VISTA DOS DEMÔNIOS", DE ANA TERESA PEREIRA]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2076</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 19:37:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/o-ponto-de-vista-dos-demonios-de-ana-teresa-pereira/</guid>
<description><![CDATA[
Ana Teresa Pereira é um caso único na literatura portuguesa. Ao longo de quase vinte anos, de vá]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/09/ponto-de-vista-dos-demonios_ana-teresaa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2075" title="ponto-de-vista-dos-demonios_ana-teresaa" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/09/ponto-de-vista-dos-demonios_ana-teresaa.jpg" alt="" width="240" height="351" /></a><br />
Ana Teresa Pereira é um caso único na literatura portuguesa. Ao longo de quase vinte anos, de vários livros de crónicas e contos, romances e histórias policiais, aquilo que poderia inicialmente ter sido confundido com um sistemático recurso às mesmas soluções literárias, inclusive à repetição objectiva de enredos e personagens, pode afigurar-se como um denso e grandioso projecto literário, possivelmente sem par na literatura contemporânea portuguesa, ainda que a sua escrita seja despretensiosa, acessível, de uma simplicidade ora desconcertante ora irritante, sem grandes artifícios estilísticos. Como um iceberg do qual nos primeiros tempos só nos foi dada a conhecer a ponta emersa à superfície da água, e cujo corpo gigantesco submerso só muito depois nos começa finalmente a ser revelado. Mas os livros de Ana Teresa Pereira não se prestam a ser em absoluto deslindados. São dotados de uma atmosfera peculiar, em que tudo se vislumbra mas nada se ilumina claramente, e por isso seguimos apaixonadamente pela perpétua recriação de cenários, personagens, sentimentos, obsessões. Ler Ana Teresa Pereira terá também necessariamente que ser um projecto de vida, que não se esgota num determinado tempo previsto, passível de ser circunscrito. É um mistério no qual o leitor não poderá evitar envolver-se, enredar-se, e que vai desvendando pouco a pouco, livro a livro. Qual é ao certo a natureza do projecto literário de Ana Teresa Pereira, ainda não sabemos. Mas pelo menos aqui, aguardamos com fascínio e entusiasmo.</p>
<p>Desde os primeiros livros (por exemplo, As Personagens, 1990) há temáticas reincidentes, como as personagens dúplices, frequentemente retratadas como gémeas, evocando a questão do duplo, das almas gémeas, … Há também uma história que se repete, transversal a praticamente todos os livros da autora, passível de ser reconhecida pelos nomes ressurgentes das personagens e pelo contexto em que se relacionam umas com as outras. Um homem mais velho, misterioso, com algo de anjo ou demónio, um rosto antigo, reconhecido, como o rosto de deus, que se chama sempre Tom. Uma mulher mais nova, magra e bonita, escritora ou pintora, destinada a encontrar esse homem e viver com ele um amor intenso e algo torturado, do qual nenhum dos dois sairá impune. Por vezes, a presença de uma segunda mulher, que se confunde com a primeira, que se quer tornar nela, como um fantasma que nos dificulta a distinção do que é real. O tom é o de uma história desenhada desde a criação do mundo, e que se repete perpetuamente até ao fim dos tempos.</p>
<p>O cenário é marcadamente romântico, com grandes influências dos romances ingleses de mistério e terror: uma casa com jardins magníficos, um castelo em ruínas, um farol, uma torre à beira-mar, umas águas-furtadas em Londres, passeios por cidades europeias onde há um rio, nevoeiro e muitas pontes, e sempre a presença de criaturas místicas como os anjos e os demónios, histórias passadas de morte e tragédia, pessoas estranhas que conhecem a linguagem dos pássaros, personagens que pintam ou escrevem e são frequentemente assombradas pelas suas próprias criações, pelas personagens dos livros que leram e dos filmes que viram. Tornam-se claramente visíveis as grandes referências literárias e artísticas da autora, com particular ênfase nas histórias de aventuras infantis de Enid Blyton, nas histórias policiais de figuras como Agatha Christie e Daphne du Maurier, sem esquecer a presença constante da referência a Iris Murdoch, ao Paraíso Perdido de John Milton, aos filmes de Tarkovski, às pinturas de Andrei Rubilev, às Variações Golberg de Bach,... A poesia, a música e o cinema são evocações constantes nos livros de Ana Teresa Pereira, muitas das vezes servindo de mote para o desenrolar da narrativa, quase como se nos levasse a pensar em histórias dentro de histórias e em como por vezes a ficção se nos torna mais próxima (mais real?) do que a própria realidade.</p>
<p>Em A Coisa Que Eu Sou, de 1997, Ana Teresa Pereira já havia muito subtilmente levantado a ponta do véu sobre o projecto que se desenhava. Dividido em duas partes, dois contos, a segunda apresenta-nos um escritor que é convidado para uma casa onde descobre que os seus anfitriões são afinal os personagens dos seus livros. Surpreendido pelo facto de no final de contas serem tão poucos, interroga-os a esse respeito e a resposta que recebe é reveladora: afirmam que o escritor os reinventou continuamente, mudando cenários e circunstâncias, “mas éramos sempre os mesmos”. Nessa altura, porém, o leitor não se encontrava ainda habilitado para ler os sinais. A história de Tom e da(s) mulher(es) irresistível e irremediavelmente atraída(s) para ele, com a inevitabilidade do cumprimento de uma maldição, atravessará ainda diversos livros da autora, sendo que cada um nos mostra essa mesma história de um ponto de vista diferente, como se de um caleidoscópio se tratasse e fôssemos assistindo ao espectáculo maravilhoso da recriação das imagens através da recombinação dos seus elementos. Em cada um, uma pequena revelação é acrescentada. Os livros que reúnem as crónicas da autora, como O Ponto de Vista dos Demónios, de 2002, e O Sentido da Neve, de 2005, revelam-nos frequentemente pequenas incursões pelos temas e episódios que já foram ou serão ainda tratados nos romances. Encontramos frequentemente frases que se repetem, ideias e cenários criados fugazmente, como um apontamento, posteriormente amadurecidos… Na sua grande maioria, evocam os filmes, as músicas, os poemas e os quadros que povoam o imaginário da autora e ajudam a dar consistência às personagens e à(s) história(s) que alimenta há anos a fio.</p>
<p>Só 10 anos depois, com Quando atravessares o rio, podemos claramente entrever a teia do projecto literário em mãos. E é só, ainda assim, uma pressuposição: não sabemos onde Ana Teresa Pereira nos quer levar. Este é o livro da autora de tom mais marcadamente autobiográfico, e mais corajosamente revelador. A personagem principal é Katie, uma jovem escritora londrina, com uma história de ligações fortes a dois homens, que terminou em abandono: o pai e o ex-marido. Uma escritora que já não escreve, que sabe que “os livros de um escritor estão contados. Depois, fica sozinho com os seus demónios.”, mas que nos refere a presença constante do “actor nos seus livros”. E nos seus livros “ele chamava-se sempre Tom”.</p>
<p>Tom surge aqui como a figura de um actor conhecido, presente no imaginário de Katie desde menina, que regressa a Londres após muitos anos para uma representação em teatro de As Velas Ardem Até ao Fim (Sandór Márai), e que se encontra a meio das filmagens de um filme dirigido por um realizador enigmático, apresentado apenas como “David”, cujos “filmes seguiam a lógica dos pesadelos, a identidade, o espaço, o tempo não tinham nenhuma consistência. A qualquer instante passava-se para um quarto com cortinados de veludo onde as personagens eram as mesmas, como que vistas num espelho…”<br />
Não nos resta sombra de dúvida: o realizador é David Lynch, o filme será Inland Empire e o actor será Jeremy Irons. Podemos perceber claramente o paralelo entre o universo mental da autora e do realizador, no que à criação se refere: a reinvenção constante das mesmas personagens de sempre na escritora, como se fossem os mesmos actores a representar papéis diferentes; o recurso aos mesmos actores de sempre no realizador, como se estes já contivessem em si as personagens a representar.</p>
<p>Em Quando atravessares o rio, aquilo que poderá ser a realidade e a ficção continuam no entanto a diluir-se e misturar- se, criando uma ambiência literária envolvente e fascinante, como se levasse o leitor a pressentir que está a olhar para um quadro dentro de um quadro dentro de um quadro… Como quem vê a mesma imagem repetida até ao infinito entre dois espelhos. As personagens de Katie e Tom são, durante grande parte do livro, perseguidas pelas duas personagens que os representam, autobiograficamente, nos livros de Katie os duplos de ambos. Quando desaparecem, Tom, o actor, também desaparece. Katie vê-se subitamente sozinha, e sente que pode novamente voltar a escrever. Compra um caderno de apontamentos e espera que as personagens se lhe revelem. Já tem um título: O Fim de Lizzie.</p>
<p>Não passará certamente despercebido o facto de que O Fim de Lizzie é precisamente o título do último livro de Ana Teresa Pereira, editado já em 2008 pela Relógio d’Água, via Biblioteca dos Editores Independentes. Sobre esse, escreverei oportunamente, como quem saboreia o próximo capítulo de uma longa e saborosa narrativa, da qual esperamos tão cedo não conhecer o fim.<br />
<a href="http://orgialiteraria.com/search/label/Artigo" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">ORGIA LITERÁRIA - por Saturnine </span></strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[[Resenhas] Assim Me Diz a Bíblia]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/?p=4314</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 13:53:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/resenhas-assim-me-diz-a-biblia/</guid>
<description><![CDATA[Quando, em meio a aplausos, terminou a exibição de &#8220;Assim Me Diz a Bíblia&#8221; (que incom]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/10/assim_me_diz_a_biblia_cartaz.jpg" align="right">Quando, em meio a aplausos, terminou a exibição de "Assim Me Diz a Bíblia" (que incompreensivelmente começou alguns minutos atrasada porque, segundo os sorridentes organizadores da sessão do Festival do Rio 2008 no Palácio 2, faltava um funcionário, que chegou esbaforido em cima da hora), me lembrei imediatamente de "Blue Eyes", um excelente documentário de Jane Elliott onde o foco era o preconceito racial. Não que um filme tenha a ver com o outro, mas me veio à cabeça a mesma expressão: "este é um filme que deveria ser obrigatoriamente exibido nas escolas uma vez por ano". </p>
<p>Em "For the Bible Tells me So" (título original), o diretor Daniel Karslake mostra as histórias de diversas famílias que passaram poucas e (nada) boas em função do fervor de uma devoção religiosa baseada em interpretação literal da Bíblia, em meio ao preconceito que a obediência fiel a essas palavras leva. Os comportamentos extremados de um país dito cristão e que sempre se mostra "cheio de boas razões" como os Estados Unidos caem sobre suas cabeças quando é revelada a homossexualidade de um dos membros da família.</p>
<p><!--more [Leia a resenha completa clicando aqui] -->O filme é bem construído, ainda que feito numa estrutura tradicional, sem grandes surpresas. Embora algumas sequências (como a de desenho animado) possam quebrar um pouco o ritmo, são todas partes complementares numa discussão importante que vai muito além da pergunta "Homossexuais serão bem-vindos no reino dos céus ?". O modo com que as famílias lidaram com o confronto entre a crença na Bíblia (e no discurso de seus pastores) e o amor pelo filho dito "pecador" é apresentado sem rodeios e sem muito melodrama, embora possa emocionar em diversos momentos - inevitável.</p>
<p>O filme mostra, de forma contundente e instigante, que a Bíblia já foi (e continua sendo) uma arma para justificar também preconceitos contra mulheres e sua subserviência, escravidão... Em meio a depoimentos de estudiosos do Cristianismo, teólogos, padres, sacerdotes, destaca-se a emoção dos pais que, além da redescoberta do amor por seus filhos, mostram como aprenderam, sofrendo na pele, que contextualizar as passagens (e pensar a respeito) das Escrituras é muito mais importante que tomá-las ao pé-da-letra, o que parece óbvio para quem assiste ao filme mas é considerado insano por diversos dos "personagens" abordados no documentário. </p>
<p>Algumas produções americanas para a TV e cinema (incluindo cenas com Charlie Sheen e Denzel Washington) são bem utilizadas como ilustração. Nota-se a exaltação do público com cenas como as em que James Dobson, por meio de seus programas de rádio e a fundação "Focus on the Family", faz seus discursos apocalipticos sobre "o mal que destrói os EUA"... Além de depoimentos fantásticos de pais e mães, destaque para as poucas mas excepcionais participações de Desmond Tutu e para os bastidores da história da ordenação do bispo Gene Robinson. Indispensável.</p>
<p><img src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/10/assim_me_diz_a_biblia_cena.jpg"></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Força Macabra – Aqui é o Inferno]]></title>
<link>http://informativorevoluta.wordpress.com/?p=163</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 06:01:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>revolutaproducoes</dc:creator>
<guid>http://informativorevoluta.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/forca-macabra-%e2%80%93-aqui-e-o-inferno/</guid>
<description><![CDATA[Força Macabra – Aqui é o Inferno
(Agipunk – 2008 - CD)

Uma banda de thrashcore da Finlândia ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Força Macabra – Aqui é o Inferno<br />
(Agipunk – 2008 - CD)</strong></p>
<p><a href="http://informativorevoluta.files.wordpress.com/2008/10/forca-macabara-nou_thumb.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-179" title="forca-macabara-nou_thumb" src="http://informativorevoluta.wordpress.com/files/2008/10/forca-macabara-nou_thumb.jpg" alt="" width="99" height="99" /></a></p>
<p>Uma banda de thrashcore da Finlândia com letras em português? Sim. Pra muitos não é mais novidade, mas não custa lembrar aqui que esse quarteto da longínqua Finlândia foi influenciado por uma certa banda carioca, chamada Dorsal Atlântica e mais algumas tantas da terra brasilis. O novo álbum, assim como os outros, vem recheado de tais influências e soa como uma entrada no túnel do tempo. É como se tirássemos algum vinil empoeirado do armário e resolvesse ouvir. Mas isso não quer dizer que as 13 músicas que compõe este álbum, gravado pela Sonic Pump Studios, de Helsinki, não tenha lá sua originalidade.  O fato de levarem as músicas em português, cada vez mais afiado e compreensível, já vale a bolachinha. Destaque para as faixas “Esfera Metal” e “Filhos da Tormenta” e, também, para a arte do álbum, feita pelo artista japonês Sugi.</p>
<p>Contatos:<br />
<a href="www.agipunk.com">www.agipunk.com</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[DFC e Presto? - Inferno na Terra]]></title>
<link>http://informativorevoluta.wordpress.com/?p=161</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 06:00:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>revolutaproducoes</dc:creator>
<guid>http://informativorevoluta.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/dfc-e-presto-inferno-na-terra/</guid>
<description><![CDATA[DFC e Presto? - Inferno na Terra
(Pecúlio Discos – 2008 – Split/CD)
Como ter um split com 30 m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DFC e Presto? - Inferno na Terra<br />
(Pecúlio Discos – 2008 – Split/CD)</strong><br />
<a href="http://informativorevoluta.files.wordpress.com/2008/10/split-presto-dfc.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-177" title="split-presto-dfc" src="http://informativorevoluta.wordpress.com/files/2008/10/split-presto-dfc.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a>Como ter um split com 30 músicas e quase 34 minutos para a execução de tais artes sonoras? Simples. Junte os brasilienses do DFC com os paulistanos do Presto? e pronto, aí está o split. Reto, direto, ácido, sarcástico e extremamente brutal. Cuidado, a última música pode chegar enquanto você tenta acabar de abrir o encarte. É tudo rápido e urgente, como se o chão estivesse queimando os pés dos integrantes neste Inferno na Terra transformado em bolachinha. Dispensável dizer que encontramos todas aquelas influências dos anos 80, com guitarras arrastadas, não não são devagar, são arrastadas pelo peso que produzem, acompanhadas de baterias que explodem e apressam a banda até a próxima canção. Não há tempo para conversa. É o Inferno na Terra, produzido por duas bandas que fazem barulho no underground nacional e que, merecida e acertadamente lançaram esse split juntas. Indispensável!<br />
Contatos:</p>
<p><a href="www.myspace.com/paunasualontra">www.myspace.com/dfc</a><br />
<a href="www.myspace.com/paunasualontra">www.myspace.com/paunasualontra</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[B.U.S.H. – New American Century]]></title>
<link>http://informativorevoluta.wordpress.com/?p=159</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 06:00:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>revolutaproducoes</dc:creator>
<guid>http://informativorevoluta.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/bush-%e2%80%93-new-american-century/</guid>
<description><![CDATA[B.U.S.H. – New American Century
(Pecúlio Discos/ 625 Trash – 2008 - CD)
22 minutos, 52 segundos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>B.U.S.H. – New American Century<br />
(Pecúlio Discos/ 625 Trash – 2008 - CD)</strong></p>
<p><a href="http://informativorevoluta.files.wordpress.com/2008/10/bush-newamericancentury.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-182" title="bush-newamericancentury" src="http://informativorevoluta.wordpress.com/files/2008/10/bush-newamericancentury.jpg" alt="" width="214" height="214" /></a>22 minutos, 52 segundos e 52 centésimos. Esse é o tempo que você terá para assimilar o punk rock hardcorizado and roll (esse termo existe?) feito pelo quarteto. Mistura de influências que vêm dos 70’s e muito do que veio da Califórnia nos 80’s, com recheio de guitarras rockeiras, que às vezes são acompanhadas pela cozinha. No decorrer da audição você pode jurar que a banda é de punk rock pura e unicamente, mas de repente riffs te levam para o rock and roll e algumas quebradas na bateria te induzem a dizer: essa banda é de hardcore! Seja qual estilo for, uma coisa é certa: a banda tem uma sonoridade que cativa e um vocalista que dá o sangue em cada letra entoada. E por falar nas letras, elas têm consistência, algumas em português outras em inglês e até uma em espanhol. Mas não se preocupe, todas têm tradução, ou seja, banda consciente de que a mensagem tem que chegar a todos os cantos. São 14 sons + um bônus de 7 músicas do EP Buy us some heroin.</p>
<p>Contatos:<br />
<a href="www.myspace.com/bushklan">www.myspace.com/bushklan</a><br />
bushklan@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mundo no Kaos – Será esse o fim?]]></title>
<link>http://informativorevoluta.wordpress.com/?p=155</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 05:56:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>revolutaproducoes</dc:creator>
<guid>http://informativorevoluta.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/mundo-no-kaos-%e2%80%93-sera-esse-o-fim/</guid>
<description><![CDATA[Mundo no Kaos – Será esse o fim?
(Demo – CDR - 2007)
Primeiro registro da banda de punk rock e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mundo no Kaos – Será esse o fim?<br />
(Demo – CDR - 2007)</strong></p>
<p>Primeiro registro da banda de punk rock e hardcore da Baixada Fluminense, Mundo no Kaos. As letras falam de um cotidiano envolto em problemas sociais, a insatisfação com as autoridades e políticos. A influência de bandas como Cólera, DZK e Lacrau são claras e podem ser reconhecidas em músicas como “Quem é o Verdadeiro Ladrão?”, “Atormentados pela Violência” e “Pela nossa liberdade”. Essa última uma ótima música para ouvir no último volume e, quem sabe, até pogar na sala da sua casa.<br />
A qualidade de gravação não é 100%. O som da caixa da bateria está meio abafado em algumas músicas, mas neste registro, que tem 13 sons, o que importa é divulgar o som até que saia um álbum de verdade. Som para ouvir com os amigos, naquele clima de festa e confraternização que o bom e velho punk rock provoca.<br />
Contatos:<br />
<a href="www.myspace.com/bandamundonokaos">www.myspace.com/bandamundonokaos</a><br />
lui_punk77@hotmail.com<br />
rafaelmundonokaos@hotmail.com</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[D.E.R. – Quando a esperança desaba]]></title>
<link>http://informativorevoluta.wordpress.com/?p=151</link>
<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 05:53:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>revolutaproducoes</dc:creator>
<guid>http://informativorevoluta.pt-br.wordpress.com/2008/10/01/der-%e2%80%93-quando-a-esperanca-desaba/</guid>
<description><![CDATA[D.E.R. – Quando a esperança desaba
(Pecúlio Discos/ Karasu Killer/ Cospe Fogo/ Fuck it all Recs ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>D.E.R. – Quando a esperança desaba<br />
(<a href="http://www.peculiodiscos.com.br">Pecúlio Di</a><a href="http://informativorevoluta.files.wordpress.com/2008/10/c_der_ma.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-152" title="c_der_ma" src="http://informativorevoluta.wordpress.com/files/2008/10/c_der_ma.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><a href="http://www.peculiodiscos.com.br">scos</a>/ Karasu Killer/ Cospe Fogo/ Fuck it all Recs – 2008 - CD)</p>
<p>Pois é. Demorou mas saiu. Tudo bem que a resenha vai sair com alguns meses de atraso, mas o CD também demorou a sair. E o resultado foi o esperado mais o plus de ter toda a rapidez e agressividade sonora que essa turma consegue produzir com notas musicais tocadas na velocidade da luz ou além dela, registradas numa bolachinha. Quem pensa que a esperança desaba e que não é possível pogar ao som do grindcore executado por esses caras sob o risco de embaralhar as pernas, está muito enganado. Em algumas faixas, como em “Lucro e troca” e “A vitória e o fim”, o dono das baquetas Barata, resolve dar uma trégua, mas não por muito tempo, pra que a gente respire, porque no geral as baquetas mais parecem asas de beija-flor que a gente nem consegue ver direito de tão rápida que é. Poesia? Que nada! Eles cantam o pessimismo, a desesperança, o desespero e a realidade dolorida e incolor que tem em cada ferida aberta na sociedade, sem rodeios, virtuosismo ou meias-palavras. É grindcore, simples e reto. E por falar nisso, que tal ter 16 músicas em pouco mais de 14 minutos? Isso é D.E.R.. Pra completar, o álbum traz um videoclip de “Empregando o capital” e um material gráfico que, de cara, traduz o conteúdo do álbum, a esperança desabou e com direito à trilha sonora.</p>
<p>Contatos:<br />
<a href="www.myspace.com/derpunk">www.myspace.com/derpunk</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[James Byron Dean (Especial James Dean)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=1484</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 20:25:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
<guid>http://multiplot.pt-br.wordpress.com/2008/09/30/james-byron-dean-especial-james-dean/</guid>
<description><![CDATA[Foram 3 semanas, 32 textos e muita história do especial mais melancólico do MP!, uma experiência ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp" style="text-align:justify;">Foram 3 semanas, 32 textos e muita história do especial mais melancólico do <em>MP!,</em> uma experiência inesquecível pra gente da equipe culminando neste 30 de setembro que é sempre um pouco mais cinza que outros dias do ano. Gente, adoramos celebrar com vocês o maior mito do cinema, a juventude que ele representava e mais outros sete grandes talentos que foram pro palco de cima antes da hora. Valeu por tudo, continuem por aqui que a coisa não pára, e curtam os últimos e principais textos deste Especial (a biografia e as resenhas de Vidas Amargas, Juventude Transviada e Assim Caminha a Humanidade). E se você perdeu alguma coisa, o índice com todos os textos fica ali à direita até o próximo especial ou <a href="http://multiplot.wordpress.com/2008/09/09/especial-james-dean/">aqui</a>, no post de abertura. Um abraço!</div>
<div class="mceTemp" style="text-align:right;"><em>MP!</em></div>
<div class="mceTemp" style="text-align:center;">
<dl class="wp-caption ">
<dt class="wp-caption-dt"><img src="http://img409.imageshack.us/img409/9962/jamesdean5mpvs6.jpg" alt="" width="429" height="610" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">1931 - 1955</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">A imagem de James Dean como símbolo maior do mito cinematográfico talvez só pode ser comparada a de Marilyn Monroe. A diferença entre Dean e Monroe é que ela se ergueu em vida como a estrela máxima de Hollywood e era exatamente isso que desejava; já Dean desejava se encontrar em vida, achar um caminho e acreditava, talvez, que ser um grande ator fosse sinônimo de tal encontro, mas não viveu o suficiente para comprovar a tentativa. Quando James Dean morreu, exatamente 53 anos atrás, estava apenas começando a experimentar os resultados de seu trabalho no cinema. Somente os que viveram depois puderam saber ao certo a potência da figura de Dean. Quando sofreu o acidente fatal, Dean havia acabado de estrear seu segundo filme nos EUA, o icônico Juventude Transviada, de Nicholas Ray, e vinha do final das gravações de seu terceiro e derradeiro filme, o épico monumental de George Stevens, Assim Caminha a Humanidade. Antes disso, James Dean havia experimentado o reconhecimento de público e crítica com sua estréia no cinema em um papel protagonista (antes só havia feito pequenas pontas), com Vidas Amargas, de Elia Kazan. Tendo como base somente estes três trabalhos seria possível comprovar o talento de um ator?</p>
<p style="text-align:justify;">James Byron Dean nasceu no dia 8 de fevereiro de 1931, perdeu a mãe aos 9 anos, passou a adolescência na casa dos tios, fez diversos tipos de esportes durante o colegial, estudou violino (um desejo da mãe) e fez dois anos da faculdade de Direito (um desejo do pai), se mudou para Nova York, começou a estudar no Actors Studio, sob a tutela de Lee Strasberg, onde aprendeu “o método” de criação que era incentivado, baseado em próprias experiências e na bagagem emocional do ator, fez inúmeros testes para a TV e conseguiu diversos papéis em programas ao vivo, fez amigos que o motivavam a querer viver a arte, pintava, fotografava e atuava intensamente, sempre buscando a perfeição, conquistou um papel de destaque em uma peça chamada O Imoralista, que foi vista por Elia Kazan, diretor que escalava o elenco de seu próximo filme, Vidas Amargas, e que decidiu conversar com Dean, a princípio, um perfeito estranho, em seguida, um perfeito Cal, personagem que Dean encarnou com maestria e que o revelou, visto também por Nicholas Ray, que iria fazer um filme sobre a rebeldia juvenil e viu em Dean a figura ideal para interpretar Jim Stark em Juventude Transviada, filme que se tornou o grande retrato do mito de James Dean, que era apaixonado pela velocidade mas havia sido proibido de manter seu hobby favorito (a corrida de automóveis) durante as filmagens de Assim Caminha a Humanidade, onde protagonizou ao lado de Elizabeth Taylor e Rock Hudson a história da decadência do Texas, dirigido por George Stevens, e que lhe valeu sua segunda indicação ao Oscar de melhor ator (a primeira por Vidas Amargas), ambas póstumas (e até então únicas na história da premiação), já que Dean havia morrido dirigindo seu Porsche Spyder, indo para uma de suas corridas, em 30 de setembro de 1955.</p>
<p style="text-align:justify;">A biografia de James Dean pode ser resumida em um único parágrafo, num fôlego só, dado seu caráter breve. Mas o talento de Dean só pode ser analisado graças a várias revisões de seus estupendos desempenhos (o que faremos a seguir, nas resenhas de seus três grandes filmes), nunca nos possibilitando uma definição única sobre a genialidade do ator. Se sobre a vida pessoal de Dean (rumores de bissexualidade, o amor por Píer Angeli, sua personalidade retraída) só somos capazes de especular, sobre o talento imposto por ele nas composições de seus personagens podemos encontrar cada vez mais fatores que impossibilitem que se cesse a admiração. Pois, respondendo a pergunta se esses únicos trabalhos dariam conta de comprovar o talento de um ator, é claro que sim. Só não se pode saber se caso tivesse vivido, James Dean se tornaria ainda mais, o maior. Ao menos o que se teve dele bastou para o nascimento de um mito inabalável, o maior ator de sua geração, o maior ícone do cinema.</p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://img217.imageshack.us/img217/5084/boton1iu2hv3.jpg" alt="" width="100" height="100" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Thiago Macêdo Correia</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Assim Caminha a Humanidade (George Stevens, 1956) - (Especial James Dean)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=1483</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 20:25:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A primeira imagem que temos do filme é o enorme Texas, cercado de nada por toda a parte, com um ri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img140.imageshack.us/img140/8707/assimcaminhamplp3.jpg" alt="" width="468" height="327" /></p>
<p style="text-align:justify;">A primeira imagem que temos do filme é o enorme Texas, cercado de nada por toda a parte, com um riacho se insinuando mais a frente. Logo vemos uma nuvem de poeira se aproximando, um rebanho de gado sedento, correndo o máximo que podem até seu pote de ouro. A medida que se aproximam o rebanho diminui a velocidade, quando a água está diante de seus olhos eles caminham calmamente, ordenados, até suas bocas encontrarem a recompensa. E depois? Depois são gados com sua sede saciada, nada mais. O riacho tão excitante de antes vira uma poça no meio do deserto.</p>
<p style="text-align:justify;">O que o ser humano busca? Matar a sede? Matar a fome? Matar o que? Ter dinheiro o suficiente para... O que? E depois?</p>
<p style="text-align:justify;">Assim Caminha a Humanidade narra a história de várias gerações de uma mesma família Texana, mostra as mudanças de um País com descoberta e consolidação do "ouro negro" nos Estados Unidos, denuncia o preconceito descabido em uma América supostamente em estado de evolução, mas acima de tudo lança e brinca com a proposta do: o que na verdade é a evolução, e o contrário disso? Em Assim Caminha a Humanidade o mundo evolui da mesma forma que seus personagens evoluem, e pra mim isso é o mais interessante mostrado.</p>
<p style="text-align:justify;">Jordan - Bick - Bennet, um Texano ferrenho, daqueles que não consegue separar o lado político do pessoal. do tipo "falou do meu digníssimo Estado falou da minha digníssima mãe" (visão parecida que o Brasil tem dos Gaúchos), vai até a propriedade de um fazendeiro, em outro estado, para comprar um puríssimo sangue rebelde, do qual nunca deveria ser montado por uma mulher - Menos Leslie. E o encontro com o animal é justamente também com Leslie, filha do Fazendeiro. Imediatamente Bick apaixona-se pela moça, devido sua sinceridade e espírito confrontador. Leslie não esconde quem é, já em seu primeiro encontro com ele o acusa de ganancioso e ofende seu Estado. Mesmo ofendido o inevitável acontece, ele se apaixona pela rebeldia da moça e se casam. Lua de mel blá,blá,blá. Se conhecem a poucos dias e Leslie acompanha seu marido até sua nova casa, no Texas.</p>
<p style="text-align:justify;">O choque é inevitável. Trocar o verde acolhedor da fazenda de seu pai, pelo laranja agressivo do redor de sua nova casa. O som dos pássaros beijando as plantas, pelo ronco do vento que mais parecia uma navalha (do tipo que pesava no ar, como se pudesse montar nele). E aí que realmente surge Leslie. O tipo de mulher que não precisa se adaptar ao ambiente, o ambiente que se adapte a ela. Já nos primeiros minutos no seu novo lar as diferenças nas personalidades dela e de seu novo marido começam a aparecer. Enquanto Leslie é uma idealizadora (e naquela hora talvez nem saiba ainda), na qual trata todos iguais, independente do que seja; seu marido mostra-se preconceituoso e arrogante. E pra piorar, Leslie tem um encontro com Luz, irmã de Bick e até então a mulher da casa. A única semelhança entre Luz e Leslie é a de não se importar em mostrar quem realmente são, ofenda quem ofender. E Luz não faz questão de esconder que a presença de Leslie na casa a desagrada.</p>
<p style="text-align:justify;">Os primeiros dias da moça em seu novo lar são um inferno, ter que aturar a irmã megera que faz questão de mostrar quem manda, se adaptar a uma cultura totalmente diferente da sua, o descobrimento que ela e seu marido talvez não tenha tanta coisa em comum assim, e que agora mostrava todo seu preconceito até com ela, que o impedia de participar das conversas políticas apenas por ser mulher... E é aí que surge Jett Rink (James Dean), o personagem mais interessante do filme. Um misto de Foster Kane com a própria personalidade do ator. Cheio de ambição, cheio de paranóias, e completamente apaixonado por Leslie. Rick é um peão que trabalha nas terras de Bick. Bick não gosta de Jett, e a recíproca é a mesma. O único motivo que faz com que Jett ainda trabalhe naquelas terras é Luz, que nutre muito carinho pelo rapaz. E é aí que o filme começa a brincar com o espectador e a proposta: do que diabos é evolução? Tudo se encaminha perfeitamente para o caminho mais manjado possível: a moça idealizadora casa-se com o bruto preconceituoso, que será libertada pelo rebelde espirituoso. Mas não é bem assim. Os anos vão se passando, nenhuma personalidade vai mudando, e mesmo assim as coisas se mostram exatamente iguais. Leslie com Bick, e Jett sozinho.</p>
<p style="text-align:justify;">O tempo passa e Luz morre em um acidente de cavalo (o cavalo que Bick foi comprar quando conheceu Leslie). Ela deixa em seu testamento um punhado de terras para Jett. Bick oferece o triplo do que aquelas terras valiam apenas para voltar a ter todo o controle de seus hectares de volta, mas por arrogância, ou talvez "visão de mercado", Jett prefere ficar com o presente que lhe foi deixado. E faz bem, já que certo dia, Leslie vai visitar Jett em sua nova casa em sua nova terra, e acidentalmente, na despedida, pisa em um lamaçal fazendo com que um óleo preto surja do chão. Mas antes que ela pise, antes de ir embora, Jett e Leslie têm talvez a conversa mais importante do filme e que, de certa forma, já antecipa o futuro de cada personagem. Jett pergunta brincando se, por acaso, Leslie não teria alguma irmã bonita interessada em um cara pobre sobrando, e essa retruca alegando que "dinheiro não é tudo, Jett", e ele em tom irônico responde "não quando você o tem". De certa forma, e pelo que o filme mostrou até aí, Jett não está completamente errado. A própria Leslie, paixão da vida dele, só estava no Texas naquele momento porque um homem rico, dono de mais de meio milhão de hectares de terra, conseguiu a permissão do seu pai para levá-la para outro Estado consigo. Se até Leslie, com todo seu aparente descaso com o dinheiro, só conseguiu se apaixonar por um homem rico, não é absurdo pensar que infelizmente a evolução do ser humano esteja diretamente ligada a evolução do seu bolso, ou que evoluir para os olhos de quem vê seja muito mais importante que evoluir para o que você acha certo sendo evolução. E quando Leslie se despede de Jett o óleo negro surge do chão.</p>
<p style="text-align:justify;">O tempo passa mais. Enquanto Leslie e Bick vivem (ou sobrevivem) em um casamento resumido pelo marasmo, Jett vira um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Enquanto Leslie e Bick resumem sua vida a encaminhar o futuro dos seus filhos, agora ja crescidos, Jett resume sua vida a fazer a mágica da multiplicação das verdinhas. O pensamento conservador de Bick em apenas produzir gado em suas terras o deixa para trás no mercado econômico, enquanto Jett vai se tornando uma das pessoas mais poderosas do mundo no ramo do petróleo. Bick é obrigado a se render a Jett e admitir que a pecuária já não tem como concorrer com os poços de petróleo, e cede a pressão de deixar Jett perfurar suas terras por um preço bem razoável. E então finalmente a virada que o filme tanto sugestionava acontece: o peão vira rei e o patrão cavalo. Mas mesmo assim... Leslie ainda está com Bick. Jett ainda está sozinho. Jett está absurdamente rico, como Bick jamais sonhou ser. Mas de certa forma, nada muda, a não ser por Jett, que de um pobretão espirituoso, vira um ricaço preconceituoso e infeliz. Acabam-se os lados bons, Jett vira Bick e a obviedade da história vai pros ares.</p>
<p style="text-align:justify;">É nessa parte que as mudanças começam a acontecer e o diálogo de antes entre Jett e Leslie se torna tão importante. O tempo passa, de novo. Bick agora já não tem mais a pressão de cuidar de suas terras, já está com a vida feita devido ao "presente" que recebeu de Jett por deixar suas terras serem perfuradas. Seus filhos decidem não mais seguir seu caminho, e um deles, o qual Bick tinha depositado todas as esperanças quanto a seguir com a tradição da família, além de resolver seguir o caminho da medicina, se casa com uma imigrante. Bick inda é o preconceituoso de antes, só que mais "relaxado". O ambiente o transformava aos poucos em um cara não tão ruim. Então ele e toda sua família são convocados a comparecerem em uma festa onde o homenageado será Jett que falará através do rádio para o País inteiro. No momento em que deixou com que suas terras fossem perfuradas, praticamente virou um funcionário de Jett, e então, sem escolha, vai, com toda sua família. E é aí, quando os dois homens ficam cara a cara mais uma vez que temos a real dimensão do quanto o externo pode corromper o interno, que o que importa é o que nos cerca, e não exclusivamente o que somos. Jett é um beberrão (antes não era), arrogante (antes nem tinha como ser) e o preconceito exalava pelos seus poros. Enquanto Bick continua mudando e surpreendendo, como quando se enfurece por saber que algumas cabeleireiras se negaram a atender a esposa de seu filho por essa ser imigrante, a mando de Jett. Ou quando já no caminho de volta da festa, Bick e parte da sua família (incluindo aí a esposa imigrante de seu filho), param em um restaurante de beira de estrada para tomar café. O dono do restaurante é praticamente o reflexo de Bick alguns anos atrás, de Jett, agora, da suposta América evolutiva com seus poços de petróleo, ou da América antiquada, onde a pecuária prevalecia. O dono do restaurante era o símbolo da América estagnada que os cercavam, e das pessoas que a faziam. Bick se revolta ao ver esse homem expulsando uma família de imigrantes apenas por serem imigrantes, e parte pro soco com o sujeito. O homem preconceituoso que era Bick, agora lutando apenas pela honra e justiça de pessoas que ele nem conhecia. Uma evolução de caráter. Evoluiu porque deixou de ser preconceituoso e um idiota? Principalmente por que descobriu o que realmente traz satisfação para ele. E o que o fez evoluir? Esse é o final feliz? Ainda tem Jett...</p>
<p style="text-align:justify;">Jett se torna o vilão? Não, o único pecado de Jett foi gostar tanto de Leslie ao ponto de não conseguir ter mais ninguém ao seu lado, e, em conseqüência ter como maior amante suas conquistas financeiras. Ele foi corrompido pelo mundo por não ter ninguém que o puxasse de volta. Bick era tão ruim ou pior que Jett, e mesmo assim teve sua redenção, teve Leslie, seu filho... Jett não teve a mesma sorte, e foi tragado pela podridão que o cercava. Onde que Bick acertou e onde Jett errou? Qual caminho que fez com que Bick e Jett alcançassem o desfecho que tiveram? Não fosse Bick ir à fazenda comprar o cavalo; não fosse ele ter conhecido Leslie; não fosse Luz ter morrido em acidente com esse mesmo cavalo; não fosse ela ter deixado as terras para Jett; não fosse Leslie ter descoberto o petróleo nessas terras; não fosse Bick ter impedido - mesmo que de forma preconceituosa - Leslie de viver rodeada ao mundo da política, economia, etc, e, de certa forma, a alienando da podridão, criando nela um mundo a parte do seu, que no final foi a sua própria salvação... A redenção nunca teria acontecido. Foi preciso um testamento, um passo em falso... Para que um homem tenha de fato evoluído, e em contra partida, para outro ter levado uma vida de merda. Bick então era melhor que Jett? Pode até ser, mas acho que o que definiu a mudança dos destinos dele foi algo muito mais fora do controle: a sorte. Não teve erro ou acerto, teve o acaso. Eu coloco os três personagens em um estado inicial igual. Aliás, todos os personagens do filme são um reflexo do mundo onde vivem. Todos começam como macacos, que podem chegar a seres humanos ou voltar para girinos, dependendo do ambiente que os rodeiam. Leslie foi criada em uma fazenda, Bick foi criado no meio da pressão de ser e ter mais, e Jett em um mundo onde foi e teve menos, mas sempre vendo quem era e tinha mais. Claro que não se pode desconsiderar a índole, mas não existe nada mais corruptível que o próprio mundo que o cerca, e isso que foi moldando o caráter de cada um deles. Bick foi salvo por Leslie, Jett quis tanto Leslie que seguiu o caminho "errado". Mas o "vilão" virou "mocinho", e o mocinho... Se fudeu. Onde o verdadeiro vilão da história era o mundo, os mais (bem mais) de meio milhões de hectares que eles pisavam.</p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://img217.imageshack.us/img217/5084/boton1iu2hv3.jpg" alt="" width="100" height="100" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Thiago Duarte</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Juventude Transviada (Nicholas Ray, 1955) - (Especial James Dean)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=1482</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 20:25:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A eternização e a mitologia, que vêm sido amplamente discutidas aqui, são, para mim, algo de ba]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img258.imageshack.us/img258/5483/juventudetransviadamper3.jpg" alt="" width="464" height="351" /></p>
<p style="text-align:justify;">A eternização e a mitologia, que vêm sido amplamente discutidas aqui, são, para mim, algo de bastante significado - e peculariadade. A procura insaciável a elas pode levar a uma tragédia; mas uma tragédia por forçar ao encontro delas. É aquela velha questão: "o homem faz a história ou a história faz o homem?". James Dean foi o maior exemplo disso no cinema - quiçá como Napoleão e Hitler para os livros de história -, e, apesar do brilhante Giant (e de Vidas Amargas também, muito provavelmente), só encabeça este panteão graças à relação da juventude de sua época, sua própria vida e juventude Transviada (cujo título nacional, ainda que tome partido, por ser sinônimo de "desviada" e, conseqüentemente, de algo errôneo - enquanto "Rebel", do original, foi um termo que ganhou volar a partir dos anos 50, como visto - não é necessariamente mal aplicado), obra que chegou a ser proibida em cidades dos próprios Estados Unidos da Aérica, pois poderia incitar ou sugerir algo acintoso aos jovens.</p>
<p style="text-align:justify;">A pose de Dean, com as pernas cruzadas, as mãos nos bolsos do casaco bistoso e o encosto meio desleixado, ganharia mais peso ainda do que as passagens de Marlom Brando, por exemplo, em obras como Sindicato de Ladrões e O Selvagem, tornando-se ícone na década e referência hoje mesmo para os desconhecedores da obra - alguns diriam que virou até um símbolo pop ocidental do século XX, que perdura. O que Juventude Transviada trouxe, além disso, para merecer tal destaque e tantas discussões, para a história é o que engrandece o filme; o primeiro de Nicholas Ray (que, durante a pré-produção, de tão empenhado na idéia, desistiu de dois roteiristas) em CinemaScope.</p>
<p style="text-align:justify;">Jim é um récem-chegado a uma cidadezinha americana qualquer e, na véspera de seu primeiro dia de aula no novo colégio, é pego bêbado e derrubado - por sinal, a abertura do filme, debochada, já ganha. É na delegacia que as três principais figuras do filme aparecdem, juntas, na "perdição" de seus caminhos. Judy (Natalie Wood) demonstra, de imediato, carência afetiva do pai, fugindo de casa para tentar conquistá-lo (e decepcionada ao saber que ele, nem assim, liga; uma vez que é sua mãe quem irá buscá-la). Por sua vez, o pequeno Platão (Sal Mineo) está somente com sua empregada: sua mãe, divorciada, viajou em pleno aniversário, que ele comemora matando animais. Por fim, os pais de Jim podem até oferecer a ele o dinheiro e - surpresa! - uma suposta dedicação caseira; todavia, ainda que pensem ser o necessário, são muito superficiais (vide uma fala, próxima do final, do pai de Jim: "I think I know my son") e as discordâncias entre eles são lamentadas pelo rapaz.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste breve painel, o "ataque" crítico à figura paterna funciona ao se mostrar denso. Mais: bem faz o filme ao não optar por buscar grandes metáforas existencialistas, ou colocar questões sócio-políticas. Ou seja, há um foco exclusivo num sentimentalismo - e se há culpa na sociedade, isso não é o ponto principal da questão: ocorre apenas um relato de como os problemas "menores" são logo devolvidos (i.e., a delegacia, neste caso, só serve para pegar depoimentos rápidos e aparecimento dos pais, com sugestões de psiquiatras e conversinhas frouxas), pois são jovens de boa formação e não deveriam oferecer tanto problema a se atentar devidamente - entre quatro paredes que provoca o desequilíbrio inesperado. Contudo, enquanto a liberdade é recém lançada e de maneira ágil, e os pais estão cansados, após a II Guerra Mundial, os jovens vêem-se entediados pelas relações formais e pelo cotidiano irritante.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há repressão, barbárie ou desigualdade, mas sim falta de objetivos, falta esta preenchida por uma vida atônita, libertina ao extremo e com seus 'desvios' e riscos. E, como não recebem resposta (adultos sem reação, como o pai de Jim, que aceita os insultos e reclmaes de mãe e avó, culpando o exterior - daí as sucessivas mudanças - e não parando para pensar no interior), continuam fingindo-se. Assim, para serem aceitos, precisam de grupos fechados com "regras" e "padrões" distintos daquilo que vêem em casa. O grupinho de alunos provocadores testa Jim, após uma ecursão ao Planetário, com confrontos verbais e as facas (para variar, lembro-me de Laranja Mecânica e a sensação de prazer provindo das brigas de Jim com Buzz e entre as gangues é similaríssimo), além da Corrida da Morte que leva ao plot do filme.</p>
<p style="text-align:justify;">Minutos antes da corrida, Buzz, namorado de Judy e grande oponente, mostra-se apenas mais um deles, talvez um "Jim" em outro estado, o que serve para tirar, de vez para quem ainda não percebera, um status de culpa do rival na corrida. Ele admite gostar de Jim; só que, de forma vaga, responde que aqueles duelos são necessários, ou seja, complementa as idéias supra-citadas. Diante do desespero da morte de um colega, os três garotos tentam se apoiar, mas não encontram resistência no seio familiar. Se o pai de Judy cumprimenta o filho pequenino, que leva uma arma e celebra a Era Atômica à mesa do jantar, nega-se a tomar a filha para um afago, justificando-se pela idade da garota, que é ruim (como se disesse à mãe e à filha que tenham calma, posto que os tempos melhores virão, o lance é esperar). Já o de Jim é patético ao se colcoar de avental e repetir chavões falsamente moralistas, que são ocos como os dramas existenciais de uma novela global. Com isso, tenta dizer que a idade é ótima para mentirinhas - outro a jogar a solução para o futuro, quando o garoto puder olhar para trás... Por fim, Platão tenta se agarrar cada vez mais à nova companhia, considerando Jim seu melhor amigo, mesmo tendo conhecido-o há horas (e orgulhando-se dele).</p>
<p style="text-align:justify;">Após o falecimento de Buzz e com a sensação péssima de pessoa sem utilidade e que andou por caminhos duvidosos; reconhecendo-se pecador, mas querendo mais do que as palavras de remissão, e à procura de agir por algo bom, Jim sai de casa diante da fragilidade que lá encontra. Seus pais são estúpidos e é tristíssimo o momento em que o homem da casa silencia, cabisbaixo, a contragosto de seu flho, à mulher que tenta segurá-lo para que não delate o ocorrido. Afinal, problemas acontecem com todo mundo; alguém que resolva tudo e procure a verdade, pois seguimos em paz e não queremos ser perturbados ou nos perturbar. Na delegacia, nova decepção, pois aquele que lhe dera confiança não se encontra e as demais pessoas no lugar mandam-no para longe. Depois de muito tentarem, enfim, os jovens encontram um momento de união, fraternidade e ilusão numa mansão próxima ao Planetário. A seqüência leva ao doloroso desfecho de forma arrebatadora, embora eu mesmo tenha visto-a como uma tola preliminar do final na primeira vez em que vi o filme.</p>
<p style="text-align:justify;">No encontro, Platão faz de Jim e Judy seus pais - vejam só, a satisfação ocorre quando os três passam-se por adultos, com piadinhas maldosas sobre a possibilidade de trazarem filhos ao lar (crianças são um saco; logo eles são um saco). Judy assume que só se exibira diante dos outros garotos e Platão também se abre, dormindo aos pés dos dois. Uma tomada aérea da piscina vazia é, sem dúvidas, um dos maiores planos de Juventude, ao conferir a sensação de tranqüilidade e pacífica vivência.</p>
<p style="text-align:justify;">Findada uma série de mal-fadadas tentativas de acalmar Platão, a polícia afoba-se e provoca o fim anunciado. Ali, ao lado do Planetário, ao raiar de um novo dia - "quanto vale uma vida afina?", o filme passa-se em pouco mais de 24h -, onde os confrontos começaram, mas também a relação fraternal; com o homem no espaço e, nas palavras do doutor, "a Humanidade, em sua própria existência, parece ser um episódio de poucas conseqüências". A instabilidade da vida do jovem levou-o a ser emocionalmente frágil e, agora, vira um inocente que "não tem ninguém" nas palavras da empregada. Ou seja, a morte altera a percepção de como se vê uma pessoa. Não seria esse o próprio relato da persona James Dean? Talvez o casaco cedido pela personagem Jim ao garoto assassinado represente mais do que um gesto de solidariedade hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">A história faz o homem ou o homem faz a história? Dean morreu num acidente de carro, Wood afogada em circunstâncias duvidosas, e Mineo assassinado. Fato é que Juventude Transviada serviu à juventude, naquele momento, como o neo-realismo italiano e obras como Os Esquecidos ao Terceiro Mundo, e perdurou muito mais. Desilusório, inconseqüente, e talvez até banal. Sem dúvidas, a popularidade de um filme com um personagem chamado Jamie, sem idade definida, e com tudo isso, só podia transcender a própria sessão. E ter sido feito para a consagração, a eternidade e a mitologia.</p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://img217.imageshack.us/img217/5084/boton1iu2hv3.jpg" alt="" width="100" height="100" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Cassius Abreu</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vidas Amargas (Elia Kazan, 1955) - (Especial James Dean)]]></title>
<link>http://multiplot.wordpress.com/?p=1481</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 20:25:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Henrique Boaventura</dc:creator>
<guid>http://multiplot.pt-br.wordpress.com/2008/09/30/vidas-amargas-elia-kazam-1955-especial-james-dean/</guid>
<description><![CDATA[
Já no segundo ato de Vidas Amargas, Cal (James Dean) escala o telhado da casa de Abra (Julie Harri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img145.imageshack.us/img145/6264/eden2mpke6.jpg" alt="" width="466" height="352" /></p>
<p style="text-align:justify;">Já no segundo ato de Vidas Amargas, Cal (James Dean) escala o telhado da casa de Abra (Julie Harris) para contar a ela sobre seu plano de fazer uma surpresa para o pai, no dia do seu aniversário. Espera contar com a ajuda de Abra, confidencia a ela tudo que ele havia feito até então para resgatar o dinheiro que o pai havia perdido em um negócio mal sucedido com alfaces, tempos antes e, mais que tudo, parece almejar uma espécie de perdão. Momentos antes, Cal havia se envolvido em uma briga, em defesa do irmão, mas logo em seguida bateu no irmão por conta da incompreensão deste diante de suas atitudes. Cal anda sem direção e está prestes a cair, durante todo o tempo, e mais uma vez isso quase acontece ao se despedir de Abra e começar a descer o telhado: Abra dá um grito que impede que Cal caia lá de cima, ao que logo ele questiona sobre como ele teria chegado até lá; Cal percorre caminhos às escuras para chegar sempre à beira do precipício. Abra, neste momento, o salva, mas nada garante que isso será possível por muito tempo. A seqüência citada é específica, mas não é única dentro do filme dirigido por Elia Kazan, adaptação do romance semi-biográfico de John Steinbeck, pois em Vidas Amargas existe a perene sensação de suspensão da estabilidade e tudo que se pode enxergar em cena, desde o primeiro instante, é o anuncio de uma tragédia catastrófica.</p>
<p style="text-align:justify;">Em um primeiro conflito, Cal busca a aproximação de uma senhora desconhecida, que vive em uma cidade próxima da dele, mas distante ao mesmo tempo, cujo acesso só é possível depois de uma longa viagem de trem, que Cal faz em cima dos vagões, sujeito a todo tipo de risco. Cal volta para casa sem ter conseguido falar com a senhora, encontra o irmão que o ama, mas com quem não consegue se comunicar. E também com Abra, sua futura cunhada, uma pessoa que desconhece as intenções de Cal, mas se vê instigada a decifrar o enigma. Cal encontra seu pai, que mal olha em seus olhos ao lhe repreender por não ter dado notícias, por não se importar. Em poucos minutos estamos situados num mundo aparentemente tranqüilo e próspero (o pai de Cal está empreendendo em um negócio pretensamente revolucionário), um paraíso em Terra, como indica o título em inglês, East of Eden (sendo o Éden, o paraíso bíblico). Mas o que podemos assegurar é que a presença inconstante e perturbadora de Cal nesse mundo de paz é o único aspecto de realidade que se exibe diante de nossos olhos. Cal se acha mau e acredita que isso seja herança de sua mãe fugitiva, aquela que o pai fez com que acreditasse que estivesse morta. Ao confrontá-lo sobre os motivos da partida de sua mãe, sobre sua personalidade, Cal percebe que o que o distancia do pai – e do amor que ele sempre esperou – era justamente o fato de ser como a mãe e que as atitudes dela deveriam ter machucado demais o pai para que ele fosse incapaz mesmo de amar o próprio filho. Cal clama para que o pai fale com ele, para depois, já na presença da mãe, fazer o mesmo pedido doloroso para ela. Dos olhos de Cal e das mãos estendidas, nos é atirado uma dor insuportável, reflexo da mais completa impotência perante o amor mais básico, o amor entre pais e filhos. A existência de Cal, marcada pelas perambulações tortuosas durante a vida, é um dos retratos mais terríveis já compostos no cinema, resultado do magistral trabalho de James Dean e Elia Kazan.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando escalou Dean para o papel, Kazan o fez justamente por não achar que o ator fosse eloqüente ou organizado, capaz de criar um personagem substancialmente afetado por tanta dor; Kazan sabia que em Dean residia esta dor, essa bagunça existencial, sabia que Dean, assim como Cal, parecia vagar pela vida sem um ponto de conversão específico. Dean era Cal e foi com essa constatação que o diretor levou adiante sua construção dramática. Entre a liberdade artística de James Dean, incapaz de se ater às falas tal como escritas no roteiro ou manter o ritmo da cena sempre do mesmo modo, e o rigor da interpretação de Raymond Massey, que faz o pai de Cal, Adam, Kazan trabalhou as desavenças profissionais que se estabeleceram entre os dois em função de seus personagens. O que vemos em tela, por exemplo, é o terror com que Adam encara Cal, não sendo capaz de abraçar o filho após recusar o presente de aniversário que este lutou tanto para conseguir, ainda que Cal estivesse sucumbindo diante de seus olhos. Adam é incapaz de olhar Cal diretamente, e o resultado impressionante é fruto do próprio ódio com que Raymond Massey encarava James Dean, fazendo movimentos bizarros – para Massey – e não previstos anteriormente. O que estava em cena era real, ainda que ficcional, e como o próprio Kazan dizia, “nenhum diretor seria capaz de conseguir aquele desprezo”. Kazan ainda jogava o jogo dos atores ao captar os momentos mais tensos entre Cal e Adam com câmeras improváveis, que se posicionavam em uma angulação imperfeita, instável (como na cena do balanço), buscando um entendimento daquela relação não compreendida, mesmo tão claramente distante.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa noção de realismo dentro da ficção desenvolvida em Vidas Amargas é reiterada quando os conflitos internos de Cal vão além de sua busca pela verdade sobre a mãe, além de seu amor não correspondido pelo pai, além de seus atos impensados. Cal se deixar levar pelo ciúme do irmão (este, reflexo do pai e “bondade em pessoa”, como o próprio Cal proclama) e o encaminha a “ver a verdade”, questionando se é possível que ele a aceite como tal. Na tentativa de ferir o seu irmão, seu semelhante, Cal assina a tragédia e abre o caminho para o fim, da história como relato, da vida como um todo. A morte anunciada desde o princípio é latente e passa a consumir o próprio ser ainda vivo, para que a culpa possa dar cabo do resto. Esse real é levado aos primórdios da crença da humanidade, do ponto de vista bíblico, já que o paraíso ali já está violado, a figura básica a ser seguida (Adão ou Adam, em inglês, o primeiro dos homens) fica distanciada e o que restaria ao que pecou seria a fuga. É sugerida a Cal que seu destino seja este, quando o xerife cita a bíblia em: “Caim levantou-se contra seu irmão, Abel, e o matou. E Caim retirou-se e habitou na terra de Node, ao leste do Éden”. Mas Cal, diferente de Caim, buscará ainda por sua redenção, que é o que faz desde o princípio e fará até o fim, mesmo que não seja verdade. Assim como Dean.</p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://img217.imageshack.us/img217/5084/boton1iu2hv3.jpg" alt="" width="100" height="100" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Thiago Macêdo Correia</em></p>
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<title><![CDATA[A PORTO ALEGRE DE NINE]]></title>
<link>http://universofantastico.wordpress.com/?p=2566</link>
<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 19:23:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Silvio Alexandre</dc:creator>
<guid>http://universofantastico.pt-br.wordpress.com/2008/09/30/a-porto-alegre-de-nine/</guid>
<description><![CDATA[
Imagine uma coleção de livros que tem como tema as capitais dos estados brasileiros. Para cada ci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/09/cidades-ilustradas_portoalegre.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2596" title="cidades-ilustradas_portoalegre" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/09/cidades-ilustradas_portoalegre.jpg?w=450" alt="" width="450" height="348" /></a><br />
Imagine uma coleção de livros que tem como tema as capitais dos estados brasileiros. Para cada cidade um grande quadrinhista vai fazer uma viagem em textos e desenhos pelas ruas, bairros, praias, edifícios e pelo povo que habita o local. Um caderno de viagens unindo o talento do desenhista com as observações e impressões de uma visita a uma cidade que não é o local onde o artista vive ou habitualmente freqüenta.</p>
<p>Mas não precisa imaginar mais, pois esta coleção existe e acaba de lançar seu nono título: Porto Alegre, do argentino Carlos Nine, dentro da coleção Cidades Ilustradas da editora carioca Casa 21.</p>
<p>A coleção, que em 2001 começou com o Rio de Janeiro na visão do francês Jano, tem outros talentosos autores, como o espanhol Miguelanxo Prado, o inglês David Lloyd e os brasileiros Lelis e Guazzelli.</p>
<p>Neste volume, Nine, um dos maiores artistas gráficos de nossos tempos, inova mais uma vez. É o primeiro a criar personagens e um enredo para unir os diversos pontos da cidade apresentados ao leitor por uma... coluna de fumaça! que saiu da chaminé da antiga Usina do Gasômetro, agora desativada e transformada em um centro cultural.</p>
<p>Com comentários divertidos, a fumaça - que se chama Gilmar - percorre praças e avenidas de Porto Alegre e encontra em meio aos habitantes porto-alegrenses, outros personagens que habitam o mundo dos quadrinhos de Nine: porcos, patos, coelhos, pássaros. Todos estilizados e magnificamente desenhados.</p>
<p>Neste livro, Nine utiliza uma técnica de aquarela que deixa as imagens um pouco difusas, talvez vistas através da fumaça Gilmar, mas com cores luminosas que saltam à vista do leitor, como se a cidade estivesse banhada por um forte Sol de fim de tarde.</p>
<p>Com esse título, Cidades Ilustradas vai se firmando como um dos mais importantes projetos editoriais brasileiros, com um imenso valor cultural e que é uma iniciativa rara mesmo em outros países onde os quadrinhos e a memória recebem mais atenção do que aqui.</p>
<p>Boa viagem aos leitores que embarcarem nessa viagem às Cidades Ilustradas, e aguardem os novos roteiros que com certeza virão em breve.</p>
<p><strong>Outros Nine</strong><br />
<a href="http://universofantastico.files.wordpress.com/2008/09/nine_fantagas_5a.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2598" title="nine_fantagas_5a" src="http://universofantastico.wordpress.com/files/2008/09/nine_fantagas_5a.jpg" alt="" width="232" height="309" /></a>Para completar, vale destacar que dois novos livros de Nine foram lançados recentemente na França: Hommage À L'Arrière Cour e Fantagas 2 - Siboney.</p>
<p>Fantagas traz o inspetor Pernot e sua pensante poltrona Luis XV às voltas com Siboney, uma gata de corpo escultural, em uma cidade surrealista repleta de estranhos personagens. Já Hommage À L'Arrière Cour traz uma entrevista que percorre toda a vida do autor e é ilustrada com fotos, muitos desenhos e algumas imagens de esculturas e baixos-relevos.<br />
<a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3207541-EI8422,00-A+Porto+Alegre+de+Nine.html" target="_blank"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:arial;">&#62;&#62; </span><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">TERRA MAGAZINE - por Cláudio Martini</span></strong></a></p>
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