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	<title>refens &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "refens"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 17:34:20 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Para o pequeno Emmanuel, nascido no cativeiro, Clara Rojas é mãe e pai]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=4365</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 01:28:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Bogotá (Colômbia) - Quando Clara Rojas engravidou num cativeiro das Forças  Armadas Revolucioná]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1936ac083a_image_media_vertical.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-4362 alignright" src="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1936ac083a_image_media_vertical.jpg?w=68" alt="" width="68" height="96" /></a></p>
<p>Bogotá (Colômbia) - Quando Clara Rojas engravidou num cativeiro das Forças  Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em algum mês de 2004, passou-lhe  pela cabeça a idéia de não ter o filho. Mas aí pensou bem, lembrou-se que já  tinha 40 anos e conclui que, se não desse à luz ali, mesmo com<!--more--> todos os  contratempos, talvez não tivesse outra chance. Além disso, avaliou que poderiam  ter compaixão e libertá-los.</p>
<p>Enganou-se na estratégia, mas não na decisão  de deixar vir ao mundo Emmanuel, que hoje está se recuperando de uma seqüela do  parto e levando uma vida normal. Neste segundo semestre, ele vai começar a  freqüentar a escola. Como não conheceu o guerrilheiro que o gerou, ele não tinha  a quem presentear no Dia dos Pais. Então, o menino disse para Clara que ela  representa as duas figuras - a mãe e o pai.</p>
<p>É isso que Clara Rojas, hoje  com 43 anos e livre das Farc há seis meses, conta nesta terceira parte da  entrevista exclusiva concedida em Bogotá à <strong>Agência Brasil </strong>e à <strong>TV  Brasil</strong>.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> O que você achou do resgate de Ingrid  Betancourt?<br />
<strong>Clara Rojas:</strong> Adorei, porque o resultado foi espetacular,  os seqüestrados estão bem. Estão todos muito orgulhosos do nosso  Exército.</p>
<p><strong>ABr:</strong> O resgate pode ser interpretado como um  enfraquecimento das Farc?<br />
<strong>Clara:</strong> É um golpe bárbaro, pois representa a  possibilidade de penetrar de maneira aparentemente fácil [<em>no cativeiro</em>],  então você imagina como as Farc estão vulneráveis. Tudo isso se explica pela  comunicação. Como falta contato direto, os comandantes, graças à inteligência do  Exército, [<em>os militares</em>], puderam penetrar, dar-se conta do problema e  preparar a armadilha.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Você acha que esse tipo de operação  inviabiliza o acordo humanitário?<br />
<strong>Clara:</strong> Claro, porque já saímos quase  todos [<em>os reféns políticos</em>]. Então, as Farc não estão em posição de  exigir o que querem, que é a desmilitarização de Florida e Pradera [<em>cidades  do estado Valle del Cauca, no oeste do país, costa pacífica</em>]. O que todos  estão dizendo a eles é que liberem unilateralmente as próximas pessoas, num  gesto de bondade, para poderem depois sentar à mesa de  negociações.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Como é o <em>modus operandi</em> dos chefes das  Farc?<br />
<strong>Clara: </strong>O chefe do acampamento fica muito distante dos cativos.  Basicamente, há alguns guardas para trazer os suprimentos, a comida e a roupa,  basicamente. O trato é muito distante, você os vê uma ou duas vezes por ano, não  mais. O comandante que nós tínhamos, eu via três vezes por ano, no máximo. Como  não tinham resposta sobre o que ia ser de nós, evitavam ao máximo o contato para  não haver discussões.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Como era a  alimentação?<br />
<strong>Clara:</strong> Havia comida, mas era sempre a mesma. E quando  estávamos caminhando, era mais precária, porque como você tem que carregar, as  rações são menores. E as pessoas têm mais fome quando caminham. Quando se está  parado, ao menos é constante, mas sempre o mesmo, simplezinho: arroz, às vezes  batatas, mandioca, banana...</p>
<p><strong>ABr</strong>: Carne?<br />
<strong>Clara:</strong> Não,  absolutamente. Uma vez por ano traziam uma vaca e repartiam entre todos, então  dava um pedacinho para cada (riso tímido). O que às vezes faziam era caçar  animais de montanha e às vezes havia peixe. Isso era ótimo porque pelo menos é  uma carne fresca e o peixe é nutritivo.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Você ouvia  transmissão de rádio do Brasil?<br />
<strong>Clara:</strong> Na etapa final, ganhei um rádio  de ondas curtas, então ficava sintonizando para ver o que havia. Enjoava de  ouvir sempre as mesmas estações e achei uma do Brasil, adorei. Era uma forma de  começar a entender o idioma. É muito parecido. E se você presta atenção, pode  entender as notícias. Eu gostava do programa econômico sobre como vai a política  no Brasil, algumas coisas sobre o presidente.</p>
<p><strong>ABr:</strong> E agora você  fala português?<br />
<strong>Clara: </strong>Quem dera, mas pelo menos eu escuto e fico  encantada, porque é um idioma muito sonoro. Aliás, me surpreende que sendo  vizinhos, vivemos como se estivéssemos longe um do outro, como se vocês, ou nós,  estivéssemos na Europa. Não sei se é o idioma que nos separa, ou a selva, mas é  uma fronteira que deveríamos cruzar mais, estar mais próximos.</p>
<p><strong>ABr: </strong>Você então estava perto da fronteira com o Brasil?<br />
<strong>Clara: </strong>É  possível, porque se o rádio pegava...</p>
<p><strong>ABr: </strong>Você ainda não sabe  onde ficou presa?<br />
<strong>Clara: </strong>Não. Imagino que seja muito perto do local  onde liberaram Ingrid (estado de Guaviare, no sudeste do  país).</p>
<p><strong>ABr:</strong> Após o seqüestro, quantos contatos você teve com  Ingrid?<br />
<strong>Clara:</strong> Eles nos seqüestraram juntas e nos separaram após dois  anos e meio, de forma que só fui encontrá-la semana passada. Me alegrou muito  saber que estava viva, porque havia rumores... Saber que estava bem, porque  havia preocupações com o estado de saúde... Senti um alívio enorme. Porque além  de termos sido seqüestradas juntas, tínhamos um longo caminho anterior. É como  se tirasse um peso das costas, e vou tirar mais ainda quando libertarem as  pessoas que faltam, que são vinte e cinco, vinte e dois oficiais da polícia e  três civis. Não temos notícias de alguns deles há mais de quatro anos, é  preocupante. Devem estar em maus lençóis.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Você e Ingrid vão  voltar a fazer política juntas?<br />
<strong>Clara:</strong> Boa pergunta. A Ingrid acaba de  sair, vai querer ficar um pouco com a família, aterrissar um pouco. Eu já estou  em liberdade há cinco meses e estou mais inclinada a ficar com minha família,  ainda mais porque meu filho precisa da minha presença. Estamos recuperando o  tempo perdido, ficamos mais de três anos separados. Eu o recuperei em situação  crítica, agora ele está recuperando o bracinho. Vou me organizar na parte  familiar.</p>
<p><strong>ABr: </strong>Mas você pensa em voltar para a  política?<br />
<strong>Clara: </strong>A princípio, me interessa uma atividade mais social,  gosto muito dos temas do meio ambiente, da água, da conservação da floresta... A  infância também me atrai. Como houve tanta repercussão por causa do meu filho,  acho que é um campo a se investir.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Você se importa em falar  sobre o Emmanuel?<br />
<strong>Clara:</strong> Não, adoro. É a coisa mais importante da  minha vida (abre um sorriso mais solto).</p>
<p><strong>ABr: </strong>Quando saiu do  cativeiro, ele estava num abrigo. O que aconteceu desde então?<br />
<strong>Clara:</strong> A primeira informação que eu tive dele, após quatro anos de seqüestro, foi pelo  presidente Uribe, que sinalizou a hipótese de que aquele menino que estava sob  cuidados de um instituto em Bogotá era meu filho. Me tranqüilizei ao saber que  ele estava livre e podia ver minha família. Quando me libertaram, minha  preocupação foi vir da Venezuela para vê-lo. O reencontro foi fantástico. Ele  teve também um processo em que explicaram que a mãezinha dele estava vindo do  exterior para buscá-lo. Ele esteve em vários lugares, aparentemente, e parece  que trataram bem dele. Já no Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar, ele  passou por um momento crítico de saúde e depois tiveram que operá-lo, porque  teve o braço fraturado no parto. E depois houve todo o processo de readaptação  familiar. Explicaram que eu sou sua mãe e ele imediatamente me acolheu como tal.  Isso foi fantástico. Ele é esperto, pergunta tudo. Eu disse: “Emmanuel, o que  você quer? Quero te levar para viajar”. E ele: “Claro <em>mamita, </em>vamos subir  num avião. Quero subir num avião como o que trouxe você”. E eu disse: “Claro.  Que bonecos você conhece?” E ele: “Mickey Mouse”. Então fomos aos Estados  Unidos, temos família lá. Foi lindo, foi no primeiro mês. Depois de aterrissar  aqui, a realidade. Eu queria que ele sentisse a casa, seu quarto, suas coisas.  Porque no começo vivemos num hotel por dois meses. Em casa, começa a vida mais  familiar.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Como ele quebrou o braço?<br />
<strong>Clara: </strong>No  momento em que nasceu. Foi um parto crítico (cesariana). Crítico pela notícia  que vocês têm, de que não puderam me dar a assistência necessária. Os  enfermeiros que cuidavam de mim, que eram das Farc, não souberam como fazê-lo.  Foi tudo tão manual, tão rápido... Os instrumentos eram artesanais, então  quebraram o braço para poder retirá-lo. A preocupação deles é que pensavam que o  menino ia morrer, foram muitas horas de trabalho de parto. Quando acordei,  estavam fechando a ferida e soube que o menino estava bem, mas com esse  probleminha no braço. Nos primeiros oito meses em que estivemos juntos, não  houve a atenção médica necessária para curá-lo. Isso que estão fazendo agora,  teria sido mais fácil num primeiro momento. Não seria preciso operá-lo. Os  nervos morreram, é como se não houvesse passado energia por eles. Agora estão  restabelecendo os nervos para que possa voltar a movê-los. Se tivesse tido  atenção da Cruz Vermelha Internacional, isso não aconteceria.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Onde ocorreu o parto, numa tenda?<br />
<strong>Clara:</strong> Sim, numa condição muito  rudimentar. Eu sempre tive boa saúde, acho que isso ajudou. Também acho que as  pessoas que me atenderam se solidarizaram, a situação os comoveu, porque eu  decidi salvar a vida do menino, foi uma decisão minha. Eles fizeram o que  puderam e foi isso que me salvou. Num determinado momento, eles disseram: “O que  vamos fazer?”. E eu disse: “Temos que fazer todo o possível para salvar a vida  do meu filho”.</p>
<p><strong>ABr: </strong>Você pensou na possibilidade de não ter a  criança?<br />
<strong>Clara: </strong>Claro, sempre há essa possibilidade, mas eu não quis  afrontar essa situação. Eu nessa época tinha 40 anos, então me parecia que se  não tivesse o filho, que Deus me estava dando naquela situação, talvez não  tivesse outra chance. E também pensava que poderiam nos liberar [<em>pelo fato de  ter o filho</em>], o que não aconteceu.</p>
<p><strong>ABr: </strong>Foi seu primeiro  filho?<br />
<strong>Clara: </strong>Primeiro e, até agora, o único.</p>
<p><strong>ABr: </strong>Passou pela sua cabeça que Emmanuel poderia ficar em poder das  Farc?<br />
<strong>Clara: </strong>Sim, e isso me angustiava muito. Dei muita ênfase ao fato  de que era meu filho e eles tinham que respeitar isso, fiz muita manha. Então um  dia, para me acalmar, eles disseram: “Clara, fique tranqüila. O filho é teu e  vamos respeitar isso. Nos primeiros oito meses, ele ficou comigo, até que  adoeceu. Então resolveram tirá-lo de mim. Mas todo o tempo, eu implorei que o  respeitassem, que não haveria por que ele sofrer as conseqüências da guerra, do  conflito armado.</p>
<p><strong>ABr: </strong>Ele pergunta sobre o pai?<br />
<strong>Clara:</strong> Até agora, não (suspira). Algo que o inquieta é que temos o Dia das Mães e o Dia  dos Pais. Não sei se vocês sabem, mas tive a honra de ser nomeada mãe do ano por  essa situação, então passamos por isso juntos. Foi muito lindo, também tive um  reconhecimento especial nos Estados Unidos. Então veio o Dia dos Pais  (comemorado no segundo domingo de junho na Colômbia). E eu disse: “Emmanuel, eu  estou no Herbin [<em>Hoyos, diretor de um programa de rádio que comunica os  reféns com seus parentes</em>] e estamos trabalhando o tema do presente do Dia  dos Pais, o que eu faço?”. Ele disse: “Eu não tenho papai”. E eu respondi: “Sim,  você tem, ou pelo menos teve”. Então achei a resposta uma graça, porque nunca  tinha falado nada sobre isso. É um menino tão pequeno que ainda está começando a  entender a realidade. Não tem consciência total do que passou, então não tem uma  inquietude em particular. Quando chegou o Dia dos Pais, ele disse que sou como  pai e mãe dele, e me deu um presentinho.</p>
<p>==========</p>
<p>Julio Cruz Neto<br />
<em>Enviado especial</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Clara Rojas: “Pensei que ficaria um mês com as Farc, imagina que ingênua!”]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=4361</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 01:17:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Bogotá (Colômbia) - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia  (Farc), Clara ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1936ac083a_image_media_vertical.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4362" src="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1936ac083a_image_media_vertical.jpg" alt="" width="384" height="538" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Bogotá (Colômbia) - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia  (Farc), Clara Rojas, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, diz que a  operação de resgate de Ingrid Betancourt foi um duro golpe contra a guerrilha  Foto: Antônio Cruz/ABr </strong></em><!--more--></p>
<p style="text-align:left;">Bogotá (Colômbia) - Na segunda parte da entrevista exclusiva, Clara Rojas  - ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertada em  janeiro passado, após seis anos de cativeiro - diz que sempre fez o possível  para não arrumar encrenca com os guerrilheiros e nunca sofreu maus-tratos, ao  contrário de alguns colegas de infortúnio, que eram acorrentados. Emocionada,  ela conta o sofrimento causado pela monotonia e pelo silêncio. Recorda ainda ter  negociado com seus algozes um mínimo de privacidade para ir ao banheiro. Fala  também no primeiro dia de liberdade, quando não queria saber de sair debaixo do  chuveiro, mesmo sabendo que era esperada por um grupo de  jornalistas.</p>
<p><strong>Agência Brasil</strong> - Como as Farc tratam os reféns?  Ingrid disse que vocês foram tratados como "porcos".<br />
<strong>Clara Rojas </strong>-  Acho que a situação do grupo em que ela estava era diferente, parece-me que  havia muita tensão com o comandante. No nosso caso, como o comandante tomou a  decisão de ficar mais isolado, não houve tanta tensão. Nós, e particularmente  eu, não quisemos criar problema com o guarda que nos trazia comida. Isso fez a  relação ser mais tranqüila. Minha única inquietação era saber sobre o estado do  meu filho. E o pobre [<em>do guarda</em>] ficava calado. Digo “o pobre” porque a  decisão não dependia dele, ele vivia a angústia que eu vivia. E dizia: “Clara,  não se preocupe, um dia vão te devolver [<em>a criança</em>]”.</p>
<p><strong>ABr</strong> -  Você não sofreu maus-tratos?<br />
<strong>Clara</strong> - Não. Obviamente ficamos muito  isolados, numa situação muito precária de recursos, mas são coisas diferentes.  Então, resolveram nos isolar um pouco, mas pessoas que estavam comigo tiveram de  usar correntes. Mas nunca me bateram.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Como é a vida no  interior da selva?<br />
<strong>Clara</strong> - Muito difícil, porque você fica muito  isolado. É preciso muita força para não se desesperar. Todos os dias são  iguais... Essa ruptura com o meio exterior é muito difícil, porque quando a  pessoa tem dor, tende a se introverter. A rotina é a mesma. Há tanto silêncio,  só se escuta os barulhos da selva, é dramático. A vida é muito dura,  monótona.</p>
<p><strong>ABr</strong> - A psicóloga Olga Lucía Gómez, diretora da Fundação  País Livre, disse que exatamente por causa dessa rotina diferente, monótona e  dura, os reféns criam couraças e se espiritualizam, desenvolvendo até uma  personalidade diferente.<br />
<strong>Clara</strong> - Sofri duas mudanças. Quando me  seqüestraram, deixei um ambiente como este [<em>aponta para a sala confortável do  hotel onde a entrevista foi realizada</em>] para dormir quase no chão, com chuva  e animais. Outro problema é a falta de banheiro.</p>
<p><strong>ABr </strong>- Não havia  banheiro?<br />
<strong>Clara </strong>- Não. Você chega e eles fazem um buraquinho no chão.  Então, pedi uma cortininha para ter meu espaço, um mínimo de intimidade. Dizia  que não ia fugir, porque os guardas ficam em cima o tempo todo. Isso também  depende de cada um. Eu insisti, e me respeitaram.</p>
<p><strong>ABr - </strong>Como é a  readaptação após passar anos confinada na selva?<br />
<strong>Clara</strong> - É mais fácil  [<em>a readaptação</em>], porque a pessoa volta para o que já conhece. Quando  cheguei à Venezuela, fiquei muito feliz por poder tomar um banho com água  quente, toalhas limpas... É a limpeza que a gente sempre quer. Tanto que, no  primeiro dia, entrei no banho e não queria sair mais (risos). E me diziam:  “Rápido que temos entrevista”. Eu disse: “Sim, eu quero dar entrevista, mas me  deixem aqui mais um pouco”. Custei um pouco para começar a falar, isso tenho que  confessar. Mas a ducha me fez sentir que estava bem e precisava ver meu filho.  Outra coisa que eu não esperava era sair e encontrar uma sala cheia de  jornalistas. Mas quando você começa a falar, já se acalma um pouco. O regresso à  vida normal tem sido fascinante. Primeiro, porque queria rever meu filho;  segundo, porque sou consciente de que para ele estar bem também preciso estar  bem. Por isso, apressei-me em organizar minha casa e isso já fiz. Ele passou  esses três meses no jardim de infância e no próximo semestre vai à  escola.</p>
<p><strong>ABr</strong> - As pessoas lhe reconhecem na rua?<br />
<strong>Clara</strong> -  Na hora! A primeira viagem que fiz foi para a Espanha. Foi muito estimulante  saber que as pessoas viveram comigo o que eu tinha vivido. Isso me ajuda a  seguir melhorando. A primeira reação de um seqüestrado é se isolar. Então, para  mim, foi terapêutico esse contato com a realidade, com minha família, com vocês,  com todos os meios de comunicação.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Como foi a volta à  família?<br />
<strong>Clara</strong> - Foi boa, mas te digo uma coisa: sempre fui  independente, não vivia com nenhum parente, então [<em>na volta</em>] não precisei  negociar quem ia cuidar disso ou daquilo. É uma relação mais fácil, nesse ponto  tive sorte.</p>
<p><strong>ABr </strong>- O cativeiro te deixou mais  espiritualizada?<br />
<strong>Clara</strong> - No cativeiro, você não tem com quem  conversar. Aí, resta implorar ao Todo-Poderoso e à Virgem Maria, à qual sou  muito devota. Digamos que houve um fortalecimento. Eu nunca fiz muito drama  sobre por que fui parar lá. Uma vez que estava lá, eu pedia a Deus que me  ajudasse a suportar aquilo e desse tranqüilidade ao meu filho para ele obter a  liberdade. Isso foi me fortalecendo. Além de ouvir a rádio brasileira, eu ouvia  a Rádio Católica Mundial e acompanhei a visita do papa a Aparecida [<em>do  Norte</em>], que me encantou.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Você algum dia imaginou que  ficaria seis anos presa?<br />
<strong>Clara</strong> - Que nada, pensei que ficaria um mês.  Imagina que ingênua! No começo, não achei que iam me levar, estava mais  preocupada com Ingrid [<em>Betancourt</em>]. Quando nos fizeram passar a primeira  noite juntas, pensei: “Minha cruz...”. Mas ainda assim, achei que poderiam me  soltar, porque não tinha o mesmo peso político da Ingrid. E nada... E passou um  ano. E nada... E com o passar do tempo, fui me angustiando e pensando: “Quando  será [<em>que me libertarão</em>]?”. Você nunca imagina que pode durar tanto... E  os guerrilheiros diziam: “Se estamos cuidando de você, dando comida. Com o que  se preocupa?”. Eles são o que as pessoas chamam de “guerrilheiros a pé”. São  muito simples, não tiveram a oportunidade de conhecer outras coisas. Eles  brindam pela comida e por estar lá, pois acham que é tudo que existe e que  estamos bem.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Você recebia solidariedade das mulheres das  Farc?<br />
<strong>Clara</strong> - Só por causa do Emmanuel [<em>o filho</em>]. São umas  mulheres tenazes (risos), na forma física, no trato, iguais aos homens. Achei  isso estranho. Quando meu filho chegou, o coração delas amoleceu um pouco. Fui  isolada do grupo e dependia de algumas mulheres que cuidavam de mim e dele,  porque eu não podia me mexer na cama.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Você tem notícias da  Consuelo González [<em>parlamentar também libertada na Operação Emmanuel</em>],  tem contato com ela?<br />
<strong>Clara</strong> - Muito pouco. Sei que tem alguns problemas  de saúde, algo no coração. Na última vez que conversamos, ela disse que  precisava cuidar disso.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Lembranças daquele tempo vêem à  mente?<br />
<strong>Clara</strong> - Não. Quer dizer, às vezes acordo no meio da noite e  penso nas pessoas que ainda estão lá. Aí corro e ligo para elas, porque das 5  horas às 6 horas da manhã dá pra falar com elas pelo programa de rádio. E eu  digo: “Já estou livre, mas estamos vendo um jeito de libertar vocês”. Não uso  muito [<em>este artifício</em>] porque o programa é para os parentes, mas acho bom  falar com eles para mostrar que estão a um passinho da  liberdade.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Como está a saúde?<br />
<strong>Clara</strong> - Estou quase  bem, recuperando-me de uma operação. Não posso fazer exercício e nem esforço,  mas em dois meses estarei bem.</p>
<p><strong>ABr</strong> - É algo referente à  gravidez?<br />
<strong>Clara</strong> - É que quando iniciaram a cesariana na selva, algo  deu errado e tive que reconstruir [<em>o local da operação</em>]. Foi feita com  instrumentos muito rudimentares. Além de uns problemas estomacais. Tive que  tirar a vesícula. Mas já me recuperei bem. Duas semanas atrás, eu estava na cama  e não podia me mexer.</p>
<p><strong>ABr</strong>: E psicologicamente?<br />
<strong>Clara</strong> - O  que você acha, como me vê?</p>
<p><strong>ABr</strong> - Muito bem....<br />
<strong>Clara</strong> -  Em geral, estou bem. Às vezes, sinto-me agoniada, porque há muitas coisas para  resolver, coisas da família... Mas tento ir com calma. Fiz uma listinha e vou  resolvendo uma a uma.</p>
<p style="text-align:left;">==========</p>
<p style="text-align:left;">Julio Cruz Neto<br />
<em>Enviado especial</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula é a melhor opção para negociar acordo com Farc, diz ex-refém Clara Rojas]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=4357</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 01:07:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.wordpress.com/?p=4357</guid>
<description><![CDATA[
Bogotá (Colômbia) - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia  (Farc), Clara ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1936ac053a_image_media_horizontal.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4358" src="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1936ac053a_image_media_horizontal.jpg" alt="" width="566" height="404" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em><strong>Bogotá (Colômbia) - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia  (Farc), Clara Rojas, em entrevista exclusiva à Agência Brasil, diz que a  operação de resgate de Ingrid Betancourt foi um duro golpe contra a guerrilha </strong></em><!--more--></p>
<p style="text-align:left;">Bogotá (Colômbia) - Depois de passar seis anos no meio da selva, comendo pouco  mais que arroz e mandioca, fazendo caminhadas intermináveis, sendo atormentada  por bombardeios e  passando por um parto complicadíssimo, Clara Rojas só quer  saber de olhar para a frente, de cuidar do filho Emmanuel, nascido em 2004, de  se preocuar com o meio ambiente e com os reféns que permanecem em poder das  Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Se possível com ajuda do  Brasil.</p>
<p>A ex-deputada Clara Rojas, 43 anos, foi seqüestrada no início de  2002. Ela era coordenadora da campanha de Ingrid Betancourt, então candidata à  Presidência da Colômbria, quando o governo suspendeu as negociações de paz com a  guerrilha. Durante uma viagem de carro ao interior do país, elas foram  seqüestradas, juntamente com alguns jornalistas. Estes foram libertados em  seguida. Clara achou que teria a mesma sorte, por não ter o peso político de  Ingrid. Depois, passou a acreditar que ficaria só um mês em poder da guerrilha.  Aos poucos, foi percebendo que aquilo era sua nova vida e era melhor se adaptar  do que espernear.</p>
<p>Foi assim, evitando arrumar briga, que Clara conseguiu  um  mínimo de privacidade, como escapar  dos olhares atentos dos guardas quando  precisava fazer suas necessidades fisiológicas. Embora tenha contado que nunca  sofreu maus-tatos, ela lembrou que viveu sob risco de vida constante, em razão  dos combates na selva, com explosões de bombas.</p>
<p>Graças ao relacionamento  que conseguiu estabelecer com os guardas, ela obteve ajuda para fazer um parto  que tinha tudo para dar errado. E amoleceu o coração de guerrilheiras que não  costumam ser nada gentis.</p>
<p>Clara arriscou a vida para dar à luz Emmanuel,  numa cesariana longa, feita por pessoas inexperientes e com instrumentos  rudimentares. Foi preciso fraturar o braço do bebê para tirá-lo da barriga dela.  Emmanuel ficou com Clara até os oito meses, quando adoeceu e foi levado para um  local desconhecido. Passou por várias mãos até chegar ao Instituto Colombiano de  Bem-Estar Familiar, mas seu paradeiro era desconhecido. Tanto que quando o  presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negociou a libertação unilateral de Clara  e da também parlamentar Consuelo González, pensava-se que Emmanuel também seria  libertado, quando na verdade ele já estava no orfanato.</p>
<p>No último dia de  2007, o governo venezuelano anunciou a suspensão da liberação do grupo por falta  de garantias. No mesmo dia, o governo colombiano divulgou a suspeita de que um  menino conhecido como Juan David Gómez poderia ser Emmanuel. Exames de DNA  feitos a partir de material genético da mãe e do irmão da refém comprovam a  suspeita. Chávez não poderia liberar o garoto, conforme prometido, pois ele já  estava fora do cativeiro. Em janeiro, Clara foi libertada e correu ao encontro  do filho.</p>
<p>De lá para cá, Clara tem procurado, acima de tudo, recuperar o  tempo em que ficou longe de Emmanuel, como contou em entrevista exclusiva à  <strong>Agência Brasil</strong> e à <strong>TV Brasil</strong>.<strong> </strong>Porém, em seu coração de mãe,  também cabem os cerca de 700 reféns que ainda estão presos na selva. Ela se  comunica eventualmente com eles, por intermédio de um  programa de rádio, para  dar-lhes esperança, e tem uma idéia bem formada sobre como o presidente Álvaro  Uribe deve proceder para salvá-los.Ela acha que Hugo Chávez e o presidente do  Equador, Rafael Correa, estão desgastados. Na sua avaliação, o presidente Luiz  Inácio Lula da Silva é o nome ideal para o papel de mediador de um acordo com as  Farc.</p>
<p>A ex-refém acredita que outra ação militar, semelhante a que  resultrou na libertação de Ingrid Betancourt, seria um risco muito grande e que  é preciso encontrar uma solução alternativa, dando um pouco de ar para que a  guerrilha respire e não provoque uma tragédia. Guerrilha que, segundo ela, teve  um papel histórico importante e poderia ter alcançado a paz, mas perdeu o rumo  quando cruzou o caminho dos narcotraficantes e não desviou.Leia na íntegra,  dividida em três partes, a entrevista de Clara Rojas, o "talismã" que as Farc  perderam e Emmanuel ganhou de volta.<br />
<strong>Agência Brasil</strong> - Como você  avalia o cenário atual. A popularidade do presidente Uribe e o fato de que ele  não quer mais ajuda de nenhum país ou organização estrangeira, só da Igreja  Católica, para negociar com as Farc?<br />
<strong>Clara</strong> <strong>Rojas </strong>- Respeito  muito, porque é o êxito de uma política seguida há muito tempo. Mas não podemos  exagerar. É importante manter as relações com os países vizinhos, com o  presidente [<em>equatoriano Rafael</em>] Correa, o presidente [<em>venezuelano Hugo  Chávez</em>]. Parece-me respeitável que ele [<em>Uribe</em>] queira tomar as  decisões, mas é preciso pensar em alguma medida alternativa para salvar toda  essa gente [<em>cerca de 700 pessoas ainda estão em poder das Farc</em>]. Não  creio que possa ser no campo militar, porque as Farc vão tomar todas as medidas  para evitar que isso aconteça. Seria absurdo. Se o governo não tem um contato  direto com as Farc e tiver que fazê-lo por meio da Igreja Católica, que o  faça.</p>
<p><strong>ABr</strong> - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que  não pretende envolver o Brasil diretamente na negociação com as Farc, mas Ingrid  Betancourt afirmou que espera a ajuda dele. Você acha que Brasil e Colômbia  poderiam ser mais próximos?<br />
<strong>Clara </strong>- Lógico. Aqui há muito carinho pelo  presidente Lula. O Brasil é um país espetacular, não só pelo futebol. Há  obstáculos, mas o presidente Lula, pela informação que tenho, foi receptivo e  apresentou propostas que não se concretizaram. Penso que a posição dele poderia  até ser de não se envolver diretamente, mas ao menos dizer: “Se for necessário,  estou pronto para ajudar”. O que, no fundo do coração, acho que ele faria. Assim  como a presidente da Argentina [<em>Cristina Kirschner</em>]</p>
<p><strong>ABr</strong> -  Você acha que o Brasil poderia tomar alguma medida mais efetiva para combater as  Farc?<br />
<strong>Clara -</strong> Sim, desde que houvesse uma maior aproximação militar e  política. Militar por causa das fronteiras, e política para ser um facilitador.  As Farc estão debilitadas e precisam de um pouquinho de ar. Só o suficiente para  não tomar decisões absurdas, que façam com que isso termine mal. É preciso  buscar meios de comunicação alternativos. Chávez está desgastado, Correa também.  Sobra o Lula.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Há uma confiança das Farc nos governos desses  países vizinhos?<br />
<strong>Clara</strong> - Aparentemente sim, mas é preciso distinguir a  aparência da realidade. Tirar fotos com os guerrilheiros não quer dizer que eles  estejam de acordo com tudo que Chávez e Correa dizem. É uma questão de  conveniência. Acho que foi positivo, por exemplo, para a minha liberação. Sou  muito grata ao presidente Chávez.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Quando estava na selva,  você temia que um ataque das Forças Armadas pudesse lhe atingir?<br />
<strong>Clara </strong>- O tempo todo. Porque eles [<em>militares</em>] chegavam a um acampamento,  mas não sabiam se havia seqüestrados ou não. Ouvíamos helicópteros passando,  aviões... Não víamos os militares, mas sabíamos que estavam por perto. Isso  causava muita inquietação e muita tensão entre nós e eles. Os guerrilheiros não  sabiam se iam morrer, o que aconteceria com eles. Antes se pensava que eles eram  intocáveis, mas depois de tudo o que aconteceu, ficou claro que não  são.</p>
<p><strong>ABr</strong> - As Farc usam reféns como escudos humanos?<br />
<strong>Clara </strong>- O tempo todo (suspira). Eles sabiam que o fato de nos ter com eles  afastava um pouco os militares. Por isso, apegaram-se tanto a nós e não queriam  nos soltar. E eu dizia: “Não somos talismãs. Quando nos matarem, matam vocês na  hora (risos). Não se aferrem a nós porque não faz sentido. (...) Era o momento  de tomar uma decisão e não foram capazes. Claro, morreram [<em>os líderes  Raul</em>] Reyes e [<em>Manuel</em>] Marulanda.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Você conheceu  algum dos dois (ambos morreram quando ela já havia sido  libertada)?<br />
<strong>Clara</strong> - Não tive esse azar (risos).</p>
<p><strong>ABr</strong> - O  que lhe passou pela cabeça quando eles morreram (Reyes foi morte num bombardeio  das Forças Armadas da Colômbia; quanto à morte de Marulanda, há controvérsias: o  governo diz que o matou e as Farc afirmam que ele foi vítima de  doença)?<br />
<strong>Clara</strong> -  No caso de Reyes, eu estava nos Estados Unidos e  perguntaram minha opinião. Eu disse, numa linguagem muito coloquial: “Levaram  uma surra” (gargalhada). Porque, como eu disse antes, caiu o mito de que os  integrantes do secretariado das Farc eram intocáveis. Que todos morriam de morte  natural. Não tenho nada pessoal contra ninguém, mas isso fez a balança pender, e  as Forças Armadas ganharam confiança. No caso de Marulanda, senti pesar, porque  foi um homem que teve a oportunidade de levar o país à paz, há oito anos. Mas  não o fez. São personagens históricos que tiveram seu papel, mas não  aproveitaram o <em>match point</em>, não fizeram o gol.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Por  que Marulanda poderia ter obtido a paz?<br />
<strong>Clara</strong> - Porque ele começou  todo esse movimento, liderando um grupo campesino. Teve a coragem de se levantar  contra um grupo armado (que reprimia os camponeses) e se manter durante quase 50  anos na selva, o que também é um mérito. Organizou um exército, mas não soube  aonde levá-lo. Quiseram tomar o poder e não puderam. (O nome completo do grupo é  Farc-EP, o que significa Exército do Povo).</p>
<p><strong>ABr -</strong> As Farc então  tinham uma razão de existir e a perderam?<br />
<strong>Clara</strong> - Perderam há muito  tempo, desde que se meteram com o narcotráfico. Não acharam seu norte. Não  estavam preparados ideologicamente, ou politicamente, digamos assim. Se queriam  que os processos levassem a algo, não o fizeram. E tem mais: 90% da população  colombiana rechaça as Farc.</p>
<p><strong>ABr</strong>: As Farc facilitam o trânsito de  narcotraficantes e de coca por seu território?<br />
<strong>Clara</strong> - Sem dúvida.  Eles têm seus acordos, mas eu desconheço quais sejam. O fato é que em nossas  caminhadas, passamos por campos de cultivo de coca. Ou eles cultivam, ou o dono  permite que passem por ali.</p>
<p><strong>ABr</strong> - E a coca propriamente dita,  refinada, é consumida nos acampamentos?<br />
<strong>Clara</strong> - Eu não vi, mas não  quer dizer que não haja. Eu não consumo, então isso também cria uma barreira  (risos). Se a pessoa fuma maconha ou consome coca, tem mais olfato para  perceber. Na verdade, surpreendeu-me que era um ambiente relativamente saudável.  Raramente, eu via os guerrilheiros fumarem. Repartiam um maço de cigarro entre  todos, eram uns quinze, vinte.</p>
<p><strong>ABr</strong> - Você escutava  explosões?<br />
<strong>Clara</strong> - Sim, muitas vezes. Era uma angústia tenaz  (suspira). No início, tiros e bombas. E no final, quando iam me liberar, comecei  a ouvir fogo cruzado. Na selva, ouve-se tudo mais fácil.</p>
<p><strong>ABr</strong> -  Como está a saúde?<br />
<strong>Clara</strong> - Estou quase bem, recuperando-me de uma  operação. Não posso fazer exercício e nem esforço, mas em dois meses estarei  bem.</p>
<p><strong>ABr</strong> - É algo referente à gravidez?<br />
<strong>Clara</strong> - É que  quando iniciaram a cesariana na selva, algo deu errado e tive que reconstruir  [<em>o local da operação</em>]. Foi feita com instrumentos muito rudimentares.  Além de uns problemas estomacais. Tive que tirar a vesícula. Mas já me recuperei  bem. Duas semanas atrás, eu estava na cama e não podia me  mexer.</p>
<p><strong>ABr</strong>: E psicologicamente?<br />
<strong>Clara</strong> - O que você acha,  como me vê?</p>
<p><strong>ABr</strong> - Muito bem. Mas só te conheço há uma  hora...<br />
<strong>Clara</strong> - Em geral, estou bem. Às vezes, sinto-me agoniada,  porque há muitas coisas para resolver, coisas da família... Mas tento ir com  calma. Fiz uma listinha e vou resolvendo uma a uma.</p>
<p style="text-align:left;">
<p>==========</p>
<p style="text-align:left;">Julio Cruz Neto<br />
<em>Enviado especial</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula diz que não cabe ao Brasil intervir na libertação de reféns das Farc]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=4019</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 21:16:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[


 Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil












Brasília - O presidente Luiz Inácio]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="1" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span class="assinatura1"> Carolina Pimentel<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></p>
<p></span></td>
<td class="espacocapa" width="10"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="1" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="32" valign="top">
<p><a href="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1400rp001image_media_vertical.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4021" src="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/1400rp001image_media_vertical.jpg?w=214" alt="" width="214" height="300" /></a><br />
<a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/04/materia.2008-07-04.8304281975/save_content"><br />
</a></td>
<td valign="top">Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, há pouco, que não cabe ao Brasil intervir em iniciativas para libertação de mais reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ele se referia a um pedido feito pela ex-senadora colombiana Ingrid Betancourt, que chegou hoje (4) a Paris. Ingrid, que ficou mais de seis anos em poder da guerrilha, foi libertada há dois dias.</p>
<p class="western">“Não é um problema do Brasil intervir, porque o Brasil respeita a soberania da Colômbia”, afirmou Lula, em rápida conversa com jornalistas, no Palácio do Planalto.</p>
<p class="western">Lula não respondeu, entretanto, se já conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, depois que Ingrid Betancourt foi resgatada. O presidente disse apenas que, nos dias 19 e 20 deste mês, estará na Colômbia, para participar de um encontro empresarial e das comemorações da independência daquele país.</p>
<p>Segundo informações da BBC Brasil, durante entrevista coletiva no Palácio do Eliseu, em Paris, Ingrid Betancourt disse que se sente em dívida com o presidente Lula, pelo seu esforço para que fosse libertada.</p>
<p>“Penso que toda a América Latina se mobilizou e incluo nessa reflexão o presidente Lula. Sei que ele conhecia meu caso e que ele fez o necessário para que o presidente Álvaro Uribe soubesse que era possível contar com o Brasil para realizar contatos com as Farc”, afirmou.</p>
<p>Ela afirmou ainda que espera poder ver o presidente brasileiro em breve, “para que ele nos ajude nessa segunda etapa, que é crucial: a libertação dos que ainda continuam na selva”. “Quero ir ao Brasil, [<em>quero]</em> cumprimentar Cristina Kirchner [<em>presidente da Argentina</em>], e também ao Chile, ao Peru, ao Equador e também à Venezuela, porque devemos muito ao presidente Hugo Chávez”, acrescentou.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Álvaro Uribe Vélez]]></title>
<link>http://codfishwaters.wordpress.com/?p=490</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 19:00:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Francisco Camarate de Campos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Álvaro Uribe Vélez foi o grande vencedor da libertação de Ingrid Betancourt e de outros treze se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Álvaro Uribe Vélez foi o grande vencedor da libertação de Ingrid Betancourt e de outros treze sequestrados da FARC. Foi uma operação brilhante. Daquelas que só se vêm nos filmes, e mesmo nesses casos, não acreditamos que sejam verosímeis. O Presidente da Colômbia que tem conseguido níveis de popularidade de mais de 80% , estando a meio de um segundo mandato, vai assitir a mais uma melhoría do seu reconhecimento popular.</p>
<p>Álvaro Uribe é um líder como poucos na América Latina. A sua história, no entanto, não é rectilínea. O seu pai foi assassinado pelas FARC quando Uribe era Presidente da Câmara de Medellin. Durante esses tempos, a sua família foi várias vezes apontada como próxima de líderes de carteis da droga como Pablo Escobar. Enquanto Senador e Governador de uma região foi ganhando preponderância na política colombiana e começou a introduzir a mão dura nas suas políticas. Para o seu sucesso, sobretudo após ter sido eleito Presidente, foi fundamental a sua perseverança, a auto-confiança nas suas ideias, a consistência, a capacidade de perceber os colombianos, o poder de saber gerir a adversidade, o facto de que não esquece um nome e uma cara, a enorme qualidade dos seus discursos.</p>
<p>Álvaro Uribe está neste momento a ser tentado para pressionar o Supremo Tribunal a rever a Constituição e permitir que o actual Presidente se candidate a um terceiro mandato. Eu sinceramente preferiria que Uribe não caísse nessa tentação. Quer continue, quer não, Uribe já vai ficar na história. Quer continue, quer não, Uribe já vai ser recordado como o Presidente que neutralizou as FARC, que libertou vários refén<span style="font-size:11pt;line-height:115%;" lang="PT-BR">s</span> e praticamente eliminou novos raptos, que contribuiu para a diminuição da criminalidade nas grandes cidades para níveis muito aceitáveis, que obteve níveis consistentes de crescimento económico sem paralelo na história recente do país, que trouxe a Colômbia para os radares do investimento e turismo, isto tudo para além de ter liderado várias reformas fundamentais. Álvaro Uribe tem sido o Presidente que tem feito sonhar os colombianos de uma vida pós conflito. Se continuar, é verdade que pode conseguir mais. Abre, no entanto, um precedente que não trará nada de positivo à inconstante democracia colombiana. Apesar do muito que já deu ao seu país, 2010 será o momento certo para partir. A Colômbia está preparada para encontrar alternativas - <a href="http://www.nytimes.com/2007/07/15/world/americas/15medellin.html?ei=5090&#38;en=d647dc2e20f44b81&#38;ex=1342152000&#38;partner=rssuserland&#38;emc=rss&#38;pagewanted=all" target="_blank">Sergio Fajardo</a> é uma delas.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.cadenaser.com/recorte/20071208csrcsrint_1/XLCO/Ies/Alvaro-Uribe-presidente-Colmbia.jpg" alt="" width="522" height="372" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bandidos assaltam agência do BB e levam delegado e policiais como reféns]]></title>
<link>http://portaldenoticias.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 18:47:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>portaldenoticias</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os bandidos liberaram os reféns na cidade de Novo Oriente no Ceará, dois policiais e o delegado qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Os bandidos liberaram os reféns na cidade de Novo Oriente no Ceará, dois policiais e o delegado que prestam depoimento na delegacia local. Os bandidos prosseguiram na fuga. Os reféns foram liberados sem ferimentos e passam bem.</p>
<p><strong><a href="http://www.portalaz.com.br/noticia/municipios/111954_bandidos_assaltam_agencia_do_bb_e_levam_delegado_e_policiais_como_refens.html" target="_blank">Clique aqui e leia mais</a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[INGRID BETANCOURT É LIBERTADA, Veja Imagem exclusiva]]></title>
<link>http://barueriemdia.wordpress.com/?p=1115</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 03:05:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>barueriemdia</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Ingrid Betancourt agradece resgate a militares colombianos

BOGOTÁ (Reuters) - A ex-candidata pres]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1 class="title_normal"><a href="http://barueriemdia.files.wordpress.com/2008/07/ingridbittencourt.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1116" src="http://barueriemdia.wordpress.com/files/2008/07/ingridbittencourt.jpg" alt="" width="422" height="200" /></a></h1>
<h1 class="title_normal">Ingrid Betancourt agradece resgate a militares colombianos</h1>
<div class="segment_normal">
<div class="detail">BOGOTÁ (Reuters) - A ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt agradeceu, nesta quarta-feira, às Forças Armadas colombianas pela operação que a resgatou das mãos das Farc, junto com outros 14 reféns, incluindo três norte-americanos.</div>
<div class="detail">"Acredito que este é um sinal de paz para a Colômbia, nós podemos conseguir a paz e confiamos em nossas Forças Militares e quero agradecer a cada um dos soldados da Colômbia", disse Ingrid, que caiu no choro ao falar a uma emissora do Exército, em suas primeiras declarações depois de ser resgatada do cativeiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).</div>
<div class="detail">"Eu sou testemunha de que a operação foi absolutamente impecável", acrescentou.</div>
<div class="detail">(Reportagem de Nelson Bocanegra e Javier Mozzo)</div>
<div class="detail">Pesquisa: Jr. Holanda</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Zapatero e Kirchner comemoram resgate de reféns das Farc]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=3700</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 22:39:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Brasília (ABr) - O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, e a  presidente da ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília (ABr) - O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, e a  presidente da Argentina, Cristina Kirchner, comemoraram o <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/02/materia.2008-07-02.7145256622/view" target="_self">resgate de Ingrid Betancourt</a> e de outros 14 reféns das Forças  Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciado hoje (2) pelo governo  colombiano.</p>
<p class="western" align="justify">Zapatero enviou telegramas de saudação ao  presidente colombiano Álvaro Uribe e aos familiares de Betancourt. De acordo com  a agência portuguesa Lusa, o premiê espanhol afirmou que a ex-candidata à  presidência colombiana é “um símbolo de todos os reféns” que ainda permanecem em  cativeiro.</p>
<p class="western" align="justify">Kirchner classificou o resgate como “uma vitória  da vida e da liberdade”, de acordo com a agência argentina Télam e lembrou a  atuação do governo argentino que, em dezembro de 2007, chegou a enviar  representantes para a selva colombiana para negociar o resgate.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula manifesta satisfação pela libertação de Ingrid Bitencourt]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=3695</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 22:32:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Brasília (ABr) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou hoje (2), por  meio de nota, sa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/20080701224854lula203x152getty1.jpg"><img class="size-full wp-image-3698 alignright" style="float:right;" src="http://jobagola.wordpress.com/files/2008/07/20080701224854lula203x152getty1.jpg" alt="" width="203" height="152" /></a>Brasília (ABr) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou hoje (2), por  meio de nota, satisfação com a libertação da ex-candidata à Presidência da  Colômbia Ingrid Bitencourt e de outros 14 reféns das Forças Armadas  Revolucionárias da Colômbia (Farc).</p>
<p>Na nota, o presidente Lula diz que a libertação é um passo importante para a  conquista da paz na Colômbia.</p>
<p>"Ao enviar seu abraço fraternal aos reféns hoje libertados e a seus  familiares, o presidente Lula manifestou satisfação com essa notícia tão  aguardada pela comunidade internacional. Expressou a esperança de que tenha sido  dado um passo importante pela libertação de todos os demais seqüestrados, a  reconciliação de todos os colombianos e a paz na Colômbia", diz a nota divulgada  pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uribe diz estar feliz com o regaste, mas evita comentários]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=3689</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 22:09:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Brasília (ABr) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe disse que estava “feliz”  pelo resgat]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília (ABr) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe disse que estava “feliz”  pelo <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/02/materia.2008-07-02.7145256622/view" target="_self">resgate de Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns das Forças  Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)</a>, mas evitou mais comentários  sobre a libertação.</p>
<p class="western" align="justify">Segundo informações da agência argentina Télam,  Uribe apareceu publicamente na inauguração de um hospital na capital colombiana,  Bogotá, duas horas depois do anúncio do resgate.</p>
<p class="western" align="justify">De acordo com o porta-voz do governo colombiano,  César Velázquez, o presidente deverá se encontrar com os quinze reféns  libertados ainda hoje (2) na Base Aérea de Catán, e à noite fará um discurso  para detalhar a operação militar do governo que resultou na libertação dos  reféns.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resgate de Ingrid Betancourt é comemorado por senadores]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=3652</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 21:20:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.wordpress.com/?p=3652</guid>
<description><![CDATA[



O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE),  Heráclito Fortes (]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="textoNovo">
<div style="margin-bottom:0.5em;width:100%;">
<div style="float:left;width:99%;margin-right:1%;">
<div style="text-align:center;padding:0.5em 1em;"><img class="aligncenter" src="http://www.senado.gov.br/noticia/multimidia/verImagem.aspx?codImagem=114696" border="0" alt="ex-senadora franco-colombiana Ingrid Betancourt]" width="400" height="294" /></div>
<p>O presidente da <a class="we_frase" href="http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Comissoes/consComPerm.asp?com=54" target="_blank">Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE)</a>,  Heráclito Fortes (DEM-PI), anunciou em Plenário a libertação, pelo exército  colombiano, nesta quarta-feira (2), de 15 reféns das Forças Armadas  Revolucionárias da Colômbia ( <strong>Farc </strong><img src="http://www.senado.gov.br/comunica/agencia/entenda/img/ic_question.gif" border="0" alt="Entenda o assunto" width="17" height="15" align="absmiddle" /> ), entre eles a ex-senadora  franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002, quando disputava a  campanha para a Presidência da República na Colômbia, e três norte-americanos  contratados do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.</p>
<p>O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse que está perto do  fim a "guerra intestina" na Colômbia e assinalou que até o presidente da  Venezuela, Hugo Chávez, já começou a se posicionar como se o seu intuito fosse a  busca da paz. O senador fez um apelo para que as Farc tenham bom senso, libertem  os demais reféns e negociem com o governo colombiano uma forma de participar  politicamente do processo democrático, disputando votos.</p>
<p>- O fato é que a guerrilha está sendo dizimada. Como está, já não conta nem  com a solidariedade de Hugo Chávez, que os sustentou financeiramente por tanto  tempo. O fato é que o Exército regular colombiano está em condições de, dentro  de pouco tempo, controlar todo o território do seu país - afirmou.</p>
<p>O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) disse que a notícia representa uma grande  vitória da democracia e também da persistência e da tenacidade do governo  colombiano. Azeredo observou que o presidente Álvaro Uribe não cedeu ao  populismo e demonstrou que, quando as instituições democráticas funcionam, as  soluções acontecem.</p>
<p>O senador João Pedro (PT-AM) manifestou-se contra a luta armada na América  Latina como forma de atuação política. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) lembrou  que os 81 senadores brasileiros se empenharam pela libertação de Ingrid  Betancourt. Ele disse que as Farc deveriam aceitar a proposta de paz do governo  colombiano, que prevê anistia geral.</p>
<p>O senador José Agripino (DEM-RN) disse que não foi o presidente Álvaro Uribe  nem a Colômbia que ganhou o embate contra esse "ícone da perversidade praticada  por um movimento terrorista". Para Agripino, quem ganhou foi a democracia e a  persistência de Uribe em combater até o fim e enfraquecer as Farc.</p>
<p>- As Farc  entregaram os pontos - comemorou.</p></div>
</div>
</div>
<div id="divReproducao"><span class="nomeJornalista">Ricardo Icassatti / Agência  Senado</span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil vai discutir formas de intermediar liberação de reféns das Farc]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=2932</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 20:26:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.wordpress.com/?p=2932</guid>
<description><![CDATA[Brasília - A possibilidade de o Brasil atuar como intermediário em um acordo para libertação de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - A possibilidade de o Brasil atuar como intermediário em um acordo para libertação de reféns pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) será discutida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o mandatário venezuelano, Hugo Chávez, na próxima sexta-feira (27).</p>
<p>“Este assunto será certamente discutido. O Brasil, como sempre, reitera sua posição de colaborar na solução dos problemas relativos às Farc, mas sempre deixou claro que esse é um assunto interno da Colômbia e qualquer solução passa pelo acordo com a Colômbia”,  informou hoje (25) o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach.</p>
<p>Ainda no âmbito regional, os dois presidentes tratarão sobre os entendimentos entre Colômbia, Equador e Venezuela, em superação à crise diplomática desencadeada a partir do ataque militar colombiano a acampamento das Farc em território do Equador, em março deste ano. Também discutirão a criação do Conselho Sul-Americano de Defesa, ao qual o presidente venezuelano declarou apoio na reunião de Recife.</p>
<p>O ingresso da Venezuela no Mercosul – em pauta em todos os encontros bilaterais – deve voltar a ser discutido na reunião de Caracas. Embora a adesão ainda dependa de aprovação pelo Congresso, o Brasil considera urgente fechar o programa de liberalização comercial. Segundo Baumbach, o governo brasileiro aguarda a apresentação, pela Venezuela, de algumas das listas de desgravação tarifária sobre produtos brasileiros.</p>
<p>“A questão agora é técnica”, assegurou Baumbach. “O presidente Chávez já deu a entender que estas negociações prosseguirão, mas ainda está faltando a apresentação de alguns documentos”, completou.</p>
<p>Como exemplo, citou duas listas de desgravação que deveriam ter sido apresentadas em junho e até agora não foram – uma com mil produtos a serem realocados nas chamadas cestas de desgravação e outra com 500 produtos a serem incluídos em lista de exceção.  "Essa apresentação é necessária para que possam ser concluídas as negociações técnicas e, portanto, finalizar o processo de adesão”, explicou.</p>
<p>----------</p>
<p><span class="assinatura1">Mylena Fiori<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></span></p>
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<title><![CDATA[Índios do MA negociam liberação de reféns em Brasília]]></title>
<link>http://noticiasdodistritofederal.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 18:31:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>baixarjogos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lideranças indígenas cricati, de Montes Altos, no oeste do Maranhão, negociam a liberação de ci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Lideranças indígenas cricati, de Montes Altos, no oeste do Maranhão, negociam a liberação de cinco reféns com representantes da Diretoria de Assuntos Fundiários da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília. O grupo de funcionários da Funai e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é refém desde sexta-feira. Os cricatis exigem a imediata regularização da terra indígena na região de Montes Altos.</p>
<p><a title="Índios do MA negociam liberação de reféns em Braslia" href="http://www.tudoagora.com.br/noticia/394/Indios-do-MA-negociam-liberacao-de-refens-em-Brasilia.html" target="_blank"><strong>Leia matéria na íntegra</strong></a></p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Índios do MA negociam liberação de reféns em Brasília]]></title>
<link>http://noticiasdebrasilia.wordpress.com/?p=4</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 18:26:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>baixarjogos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lideranças indígenas cricati, de Montes Altos, no oeste do Maranhão, negociam a liberação de ci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Lideranças indígenas cricati, de Montes Altos, no oeste do Maranhão, negociam a liberação de cinco reféns com representantes da Diretoria de Assuntos Fundiários da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Brasília. O grupo de funcionários da Funai e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é refém desde sexta-feira. Os cricatis exigem a imediata regularização da terra indígena na região de Montes Altos.</p>
<p><a title="Índios do MA negociam liberação de reféns em Braslia" href="http://www.tudoagora.com.br/noticia/394/Indios-do-MA-negociam-liberacao-de-refens-em-Brasilia.html" target="_blank"><strong>Leia matéria na íntegra</strong></a></p>
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<title><![CDATA[Tropa de Elite combate piratas na África]]></title>
<link>http://liverig.wordpress.com/?p=91</link>
<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 17:31:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>liverig</dc:creator>
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<description><![CDATA[A tropa de Elite da França&#8230; que foi, estava pensando que era a brasileira ? Eles estão no Sh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A tropa de Elite da França... que foi, estava pensando que era a brasileira ? Eles estão no Show do Tom e nas favelas do Rio.... enquanto a Francesa está na África combatendo os piratas !</p>
<p>A França mandou uma tropa de elite para o leste africano para monitorar e ajudar na negociação no caso dos reféns de um iate de luxo, na Somália. <img class="alignright" style="float:right;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/23/23_MVG_cult_piratas1.jpg" alt="Jack Sparrow, piratas do caribe" width="277" height="351" /></p>
<p>A informação foi confirmada por um porta-voz do Ministério do Exterior francês que disse que a tropa servirá para “reforçar” o time de negociadores, segundo a agência de notícias "Associated Press".</p>
<p>Piratas invadiram o navio Ponant na sexta-feira (4) e fizeram os 30 membros da tripulação, a maioria cidadãos franceses, reféns.</p>
<p>Antes, o governo francês já havia enviado a Marinha para negociar com os piratas.</p>
<p>No domingo, autoridades puderam ver que os reféns estão sendo “bem tratados” e que a situação no iate é “tranqüila”, segundo um porta-voz da empresa proprietária do barco.</p>
<p>O ministério francês disse que o iate vem sendo monitorado por mar e ar e que contatos são feitos permanentemente com os piratas.</p>
<p>No domingo (7), o porta-voz das Forças Armadas Christophe Prazuck. disse acreditar que os piratas queiram algum resgate, mas que não sabia se eles teriam feito alguma exigência específica.</p>
<p>O navio de três mastros é de propriedade da Compagnie des Iles du Ponant. A embarcação pode levar 64 passageiros em 32 cabines, e não tinha nenhum turista a bordo no momento do ataque.</p>
<p>________________________________________<br />
Jack Sparrow, te cuida cara !</p>
<p>Melhor liberar os refens !</p>
<p>*Jack Sparrow é Johnny Depp do filme Piratas do Caribe ou em inglês Pirates of the Caribbean.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Libertação dos reféns das FARC: Chávez fez o que Lula deveria ter feito]]></title>
<link>http://thiagodearagao.wordpress.com/2008/01/10/libertacao-dos-refens-das-farc-chavez-fez-o-que-lula-deveria-ter-feito/</link>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 20:51:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>thiagoaragao</dc:creator>
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<description><![CDATA[A libertação de dois reféns em posse das FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), Cla]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">A libertação de dois reféns em posse das FARC (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), Clara Rojas e Consuelo González, é o exemplo de um bom trabalho diplomático exercido pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. </font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span> <span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"> </font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Mesmo com uma posição ideologica antagônica ao do presidente colombiano, Chávez value-se desse viés esquerdista para melhorar seu capital de negociação com os guerrilheiros marxistas da Colômbia. </font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span> <span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"> </font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Após a forte derrota interna (referendo da reforma constitucional), Chávez conseguiu uma valiosa vitória. Internacionalmente, esse foi o grande “gol”de Chávez, principalmente após o “calla-te” do rei espanhol Juan Carlos. </font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span> <span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"> </font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">No entanto, ao observamos todo o procedimento de Chávez, pensamos porque o presidente brasileiro Lula não tomou essa postura antes? Detentor de um discurso de esquerda (que agrada aos comandantes das FARC), dono de um melhor relacionamento com o presidente colombiano Álvaro Uribe, ansioso por obter respeito da comunidade internacional como pacificador, Lula perdeu a melhor oportunidade desde que se elegeu pela primeira vez o presidente do país mais poderoso da América Latina. </font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span></p>
<p style="text-align:justify;margin:0;" class="MsoNormal"><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span></p>
<p><span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman"></font></span> <span style="font-size:14pt;"><font face="Times New Roman">Agora, mais do que nunca, Chávez é visto como um líder de pontecial mais concreto do que Lula. Sem querer se arriscar, Lula segue sendo um presidente que sub-aproveita sua capacidade de influência e mantén-se recluso no sucesso temporário que conquistou domésticamente. </font></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Reféns libertadas pelas Farc chegam à Venezuela]]></title>
<link>http://bloginternacional.wordpress.com/2008/01/10/refens-libertadas-pelas-farc-chegam-a-venezuela/</link>
<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 20:03:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luan Borges</dc:creator>
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<description><![CDATA[As aeronaves que transportaram as duas reféns libertadas pelas Forças Armadas Revolucionárias (Fa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>As aeronaves que transportaram as duas reféns libertadas pelas Forças Armadas Revolucionárias (Farc) da Colômbia, Clara Rojas e Consuelo González, chegaram na tarde desta quinta-feira (10) à base militar de Santo Domingo, no estado venezuelano de Táchira.</p>
<p>O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e a chefe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Barbara Hintermann, anunciaram mais cedo a libertação das duas , na selva colombiana.</p>
<p>Antes de saírem do local onde foram libertadas com os helicópteros, as reféns e a Cruz Vermelha tiveram que esperar em terra para permitir que os rebeldes voltassem para a mata.</p>
<p>Chávez disse que, após a chegada "diretamente a terras venezuelanas", as duas irão a Caracas para se reunir com os familiares.</p>
<p>O presidente venezuelano contou que conversou com ambas por telefone. "Estão em plena liberdade. Disse para as duas: 'Bem-vindas à vida", afirmou ele.</p>
<p>Clara Rojas estava seqüestrada desde fevereiro de 2002, enquanto que Consuelo González, desde setembro de 2001.</p>
<p>Segundo informações das agências internacionais, as duas fazem parte de um grupo de cerca de 40 reféns que serão libertados em troca de 500 guerrilheiros presos pelo governo colombiano.</p>
<div class="subTitulo"><b><span class="marcador"></span><span>O resgate</span></b></div>
<p>No início do dia, a Venezuela enviou dois helicópteros para a Colômbia seguidos por integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).</p>
<p>Nos helicópteros estavam o ministro do Interior da Venezuela, Ramón Rodríguez Chacín, e a senadora colombiana Piedad Córdoba, que trabalhou na mediação com as Farc juntamente com Chávez.</p>
<p>Nem Chávez, nem a Colômbia e nem a Cruz Vermelha, conforme o combinado, divulgaram detalhes sobre o local exato onde ocorreu o resgate. O que era sabido é que o governo colombiano se prontificou até as 21h (de Brasília) desta quinta a tirar o Exército do país da região.</p>
<p>Por meio de "uma mensagem direto do ponto" da selva colombiana onde foram entregues as reféns, o ministro venezuelano do Interior, Ramón Rodríguez Chacín, relatou ao presidente, "visivelmente emocionado", que estava recebendo as duas seqüestradas.</p>
<div class="subTitulo"><b><span class="marcador"></span><span>As reféns</span></b></div>
<p>Clara Rojas era candidata a vice-presidente e foi seqüestrada, em 23 de fevereiro de 2002, com sua companheira de chapa, a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, que também tem nacionalidade francesa. Ingrid continua nas mãos das Farc. Clara teve um filho com um dos guerrilheiros, Emmanuel, que está sob poder do governo colombiano (<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL254591-5602,00.html">clique aqui </a>para ler mais mais sobre Clara Rojas).</p>
<p>A ex-deputada Consuelo González foi seqüestrada em 10 setembro de 2001 (<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL254600-5602,00.html">clique aqui</a> para saber mais sobre Consuelo).</p>
<p>"Temos a feliz notícia de que Clara Rojas e Consuelo González estão conosco, estamos muito felizes", indicou Hintermann.</p>
<div class="subTitulo"><span class="marcador"></span><b><span>Estados Unidos</span></b></div>
<p>O governo dos Estados Unidos aplaudiu a libertação de duas mulheres seqüestradas pelas Farc, e reiterou seu pedido ao grupo guerrilheiro para que também liberte os três americanos em seu poder.</p>
<p>"Damos as boas-vindas à libertação das reféns, e continuamos pedindo para que as Farc libertem todos os reféns em seu poder, incluindo os três americanos", disse à Agência Efe uma porta-voz do Departamento de Estado, que pediu anonimato.</p>
<p>A fonte acrescentou que a política do governo de Washington em relação às Farc "não mudou", e que o grupo continua figurando na lista de grupos que, segundo os Estados Unidos, estão envolvidos com o terrorismo.</p>
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</item>

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