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	<title>realidade-escolar &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/realidade-escolar/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "realidade-escolar"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 09:03:04 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[As críticas se referem a quais escolas? III]]></title>
<link>http://carlosdemorais.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 21:40:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosdemorais</dc:creator>
<guid>http://carlosdemorais.pt-br.wordpress.com/2008/05/12/as-criticas-se-referem-a-quais-escolas-iii/</guid>
<description><![CDATA[

Até quando os críticos e pesquisadores vão continuar a confundir as duas escolas existentes no ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong></strong></p>
<p><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Até quando os críticos e pesquisadores vão continuar a confundir as duas escolas existentes no ensino fundamental? Dolorosa interrogação!<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">No Brasil, todos os levantamentos e pesquisas, em educação, apontam para o sucesso da universalização do acesso ao ensino fundamental, mas a educação de qualidade, entretanto, ainda é uma questão pendente em todos os níveis de ensino.<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Então, era preciso saber o que tem comprometido a qualidade do ensino público. Eis alguns dados publicados pela mídia nativa.<!--more--><br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Uma pesquisa realizada pelo INEP revela que dois terços dos professores de 5ª a 8ª séries não concluíram o curso de licenciatura para a disciplina que ministram, isto é, não têm formação adequada.<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Outro estudo do IPEA aponta que cerca de 17% das funções docentes das últimas séries do ensino fundamental (5ª a 8ª)são desempenhadas por pessoas que não têm nível superior, o que seria requisito obrigatório, para essas séries.<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Em “subsídios para melhorar a educação no Brasil”, os autores afirmam que, embora o acesso ao ensino fundamental esteja praticamente universalizado, apenas 53% dos alunos conseguem concluí-lo.<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Quando se fala em qualidade de ensino e formação de professores, as primeiras séries do ensino fundamental, (antigo ensino primário), são simplesmente ignoradas.<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Na verdade, no entanto, as pesquisas e levantamentos, realizados até agora, mostram claramente que a universalização do acesso ao ensino fundamental atende, basicamente, somente crianças de 7 a 10 anos, ou seja, alunos das primeiras séries.<br />
</span></span></strong><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Diante dos sérios problemas apontados no ensino das ultimas séries, do ensino fundamental, (antigo ginásio), é justamente onde se altera de maneira significativa a qualidade do ensino, pois, é a partir da 5ª série que se intensifica o número de evasão e reprovação de alunos. </span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><span style="font-size:16pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A que escolas se referem os críticos? II]]></title>
<link>http://carlosdemorais.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Sat, 10 May 2008 21:40:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosdemorais</dc:creator>
<guid>http://carlosdemorais.pt-br.wordpress.com/2008/05/10/a-que-escolas-se-referem-os-criticos-ii/</guid>
<description><![CDATA[Ao analisar a escola, em sua evolução histórica, evidencia-se que o ensino fundametal (1ª a 8ª ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ao analisar a escola, em sua evolução histórica, evidencia-se que o ensino fundametal (1ª a 8ª ou 9ª séries) se divide em duas escolas diferentes: uma de 1ª a 4ª séreies (o antigo ensino primário) e outra de 5ª a 8ª ou 9ª séries (o antigo ginásio).<br />
Essa separação continua viva, mesmo depois a experiência malograda, proposta pelo governo militar e sua reincidência na atual LDB. O governo Mario Covas, muito bem assessorado, percebeu tal desencontro e separou, acertadamente, as duas escolas, em prédios próprios.<br />
Todavia, os críticos continuam a analisar o ensino fundamental como se fosse uma única escola, mas pelo viés da atuação do antigo ginásio.<!--more--><br />
Isso ficou deveras expresso em um artigo da ex-secretária da educação de São Paulo, Rose Neubauer, publicado na Folha de Sâo Paulo, em 07/10/2000, no qual ela afirma que "<em>o bom professor, pasme, era aquele que reprovava muitos alunos. O saber era propriedade de uma elite. O caminho para atingi-lo era o mais inóspito possível".<br />
</em>Entretanto, colocar o antigo ensino primário paulista na mesma situação é, no mínimo, ignorância ou desprezo pela história de uma instituição, na qual, o status da professora era medido pelo número de alunos aprovados. Além do mais falar em saber como <em>"propriedade de uma elite",</em> é também ignorar a obrigatoriedade do ensino primário que, até há pouco tempo, era ministrado em escolas, em sua maioria, instaladas na zona rural, onde os alunos aprendiam a "ler, escrever e contar", graças ao esforço de professores e professoras que tinham a coragem de enfrentar as condições desfavoráveis, da época.<br />
É deveras lamentável que uma Secretária de Educação ignore um recente passado que poderia ser descoberto com a simples leitura de textos do professor Azanha. Aliás, a ex-secretária citou o nome deste professor, em seu artigo, mas, com toda certeza, não leu o trecho a seguir (do livro Educação-Alguns Escritos, nacional, 1987):</p>
<p><em>"A resistência do magistério secundáriio foi de tal ordem que obrigou a Administração a providência radical, na época extremamente combatida, de responsabilizar o professor pela reprovação do aluno - <strong>uma coisa banal que, na escola primária, sempre havia  sido feita.</strong> (...) No final de 1968, os indices previstos de reprovação no ginásio eram de mais de 80%, na primeira série, ou seja, aquilo que era uma Política de Educação estava sendo pedagógica e equivocadamente anulado no âmbito da escola. Para corrigir essa situação, a Administração lançou mão de uma medida radical, na época, que foi a de atribuir pontos por alunos aprovados, que pesavam na futura escolha de aulas pelo professor. <strong>Isso sempre ocorreu no ensino primário. Não era medida inédita no Estado de São Paulo, era inédita no ensino secundário". </strong></em>(Os grifos são meus).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A que escolas se referem, os críticos?]]></title>
<link>http://carlosdemorais.wordpress.com/?p=33</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 00:45:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosdemorais</dc:creator>
<guid>http://carlosdemorais.pt-br.wordpress.com/2008/04/28/a-que-escolas-se-referem-os-criticos/</guid>
<description><![CDATA[             Em um contexto escolar, as atividades daquele que ensina, os conteúdos e p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>             Em um contexto escolar, as atividades daquele que ensina, os conteúdos e procedimentos daquilo que é ensinado e os alunos aos quais o ensino se dirige constituem um objeto integrado e complexo, com dinâmicas tão específicas e peculiares que a eventual descontextualização de um ou mais de seus elementos pode obnubilar ou impedir a compreensão, ainda que elementar, desse fenômeno e das relações que o constituem. <!--more--><br />
            As críticas generalizam uma <strong>escola tradicional</strong>, descrevendo-a como centrada em um professor cuja aula se caracteriza pelo verbalismo e imposição de sua autoridade. Essas pretensas descrições da escola e das práticas tradicionais apresentam, na verdade, uma <strong>caricatura das instituições escolares</strong>. Elas são incapazes de distinguir entre os inúmeros e diferentes recursos de que os professores, em sua ação concreta, lançam mão para expor, explicar, corrigir ou atribuir tarefas, ao ensinar seus alunos. <br />
É pouco provável que as práticas desses professores, <strong>ditos tradicionais</strong>, ao ensinar as várias disciplinas, sejam sempre as mesmas e que a compreensão de seus atos e recursos possa ser lograda pela simples referência a conceitos vagos, como um pretenso verbalismo conjugado à autoridade de sua palavara.<br />
           Ao dar uma aula, mesmo que predominantemente expositiva, escreve J.S.F. Carvalho, um professor faz muito mais do que transmitir informações. <em>"Além de ensinar a matéria codificada, transmite à criança valores, modos de interpretar fatos sociais e estereótipos de comportamento, de acordo com as formas de sua cultura". </em>Os procedimentos verbais de um professor fornecem não apenas informaçõees, mas uma série de outros elementos constitutivos dos conhecimentos, da capacidade ou das habilidades que deseja desenvolver em seus alunos.<br />
           Finalmente, sem conseguir o tempo e o espaço suficientes para alcançar os "altos objetivos" ditados pelos doutos especialistas, os professores não têm outra alternativa senão continuarem a enriquecer suas experiências, na solidão da sala de aula, como participante ativo dos relacionamentos que formam e estruturam a cultura escolar, com o esforço e a boa vontade de sempre, assimilando e adaptando as teorias propostas, alegrando-se com os sucessos e aprendendo com os fracassos. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cooperação e competição]]></title>
<link>http://carlosdemorais.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Fri, 20 Oct 2006 23:32:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>carlosdemorais</dc:creator>
<guid>http://carlosdemorais.pt-br.wordpress.com/2006/10/20/cooperacao-e-competicao/</guid>
<description><![CDATA[O comportamento cooperativo constitui um traço vivo em qualquer sociedade. Porém, embora contribua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O comportamento cooperativo constitui um traço vivo em qualquer sociedade. Porém, embora contribua para atividades de grupo bem sucedidas, a cooperação é um aspecto negligenciado, pressionado pelas características competitivas, dominantes em nosso sistema sócio-econômico. <!--more--></p>
<p>Para O.C. Cox, ditado em Educação e Sociedade, o individualismo, um dos traços essenciais do sistema de classes sociais, presume "terem os diferentes indivíduos atributos diferentes e que cada pessoa deveria possibilitar desenvolvê-los, em competição com os demais, ao máximo de sua capacidade".<br />
Como instituição pressionada por comportamentos sociais que incluem a competição e valorizam os mais aptos, a escola reflete a sociedade onde está inserida; não funciona em uma realidade virtual. Alterar ou ignorar a realidade leva-nos, simplesmente, a viver uma ficção.<br />
Não somente os concurso e loterias, tão em voga, como também, os exames vestibulares, a procura de emprego, a busca do lucro entre as empresas e demais comportamentos sociais são situações normais de competição e valorização dos mais aptos, no sistema sócio-econômico no qual vivemos. Uma escola diferente deveria estar em algum outro lugar.<br />
Alguns leitores estranharam a recorrência de alguns temas, discutidos neste Blog. Porém, não foi distração nem desorientação do escrevinhador; foi deveras intencional, pois os problemas, frequentemente, se repetem e, às vezes, envergonhados, se disfarçam, vestindo roupagens novas. Talvez seja por isso que nossos especialistas e administradores não conseguem descortiná-los e, muito menos, resolvê-los...<br />
Certamente, todas essas coisas já foram ditas e repetidas, muitas vezes, por variadas pessoas. Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar e repetir, repetir cada vez mais alto!</p>
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