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	<title>ranhetice &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/ranhetice/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ranhetice"</description>
	<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 14:35:42 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Efemérides e Exageros]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/?p=1032</link>
<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 19:09:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>trezentos</dc:creator>
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<description><![CDATA[Neste link vocês encontram um artigo do Omelete sobre os 70 anos da DC Comics. Se quiserem, pintem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.omelete.com.br/quad/100015106/DC_Comics___70_Anos_de_Triunfo.aspx" target="_blank">Neste link</a> vocês encontram um artigo do<strong> Omelete</strong> sobre os 70 anos da <strong>DC Comics</strong>. Se quiserem, pintem lá. Deve ser interessante.</p>
<p>Como assim "deve"? É que eu não consegui passar do primeiro parágrafo depois de esbarrar na frase destacada no trecho abaixo:</p>
<p><span><em>Quando um garoto percebe que está tudo errado com o mundo e se propõe a fazer algo para torná-lo melhor, sente-se rejeitado por uma garota e, sozinho no universo, várias decisões podem ser tomadas. No caso dos jovens <strong>Jerry Siegel</strong> e <strong>Joe Shuster</strong>, de Cleveland, Ohio, a decisão deles mudou o mundo para sempre. O que eles fizeram? <span style="color:#ff0000;"><strong>Criaram o personagem mais significativo, reconhecido e relevante de todos os tempos</strong></span>, dando início a um gênero, uma Era, uma indústria, algo maior em que acreditar, uma força que ressoa até hoje e não pode ser detida.</em></span></p>
<p><span>Vou repetir para quem acha que teve uma alucinação. A frase é: <strong><span style="color:#ff0000;">Criaram o personagem mais significativo, reconhecido e relevante de todos os tempos.</span></strong></span></p>
<p><span>Ou seja, de uma só tacada, o cidadão autor do texto aí de cima jogou pra escanteio <strong>Fedra</strong>, <strong>Medéia</strong>, <strong>Romeu</strong> e<strong> Julieta</strong>, <strong>Hamlet</strong>, <strong>Falstaff</strong>,<strong> Macbeth</strong>, <strong>Ulisses</strong>, <strong>Enéias</strong>,<strong> El Cid</strong>, <strong>Dom Quixote</strong>, <strong>Scaramouche</strong>, <strong>Cyrano de Bergerac</strong>, <strong>Julien Sorel</strong>, <strong>Robinson Crusoe</strong>, <strong>Lucién de Rubempré</strong>, <strong>Raskolnikov</strong>, <strong>Ivan Karamázov</strong>, <strong>Anna Karénina</strong>, <strong>Andrei Bolkonski</strong>, <strong>Pierre Bezukhov</strong>, <strong>Doutor Fausto</strong> e até<strong> Sherlock Holmes</strong>, Sam <strong>Spade</strong> e <strong>Phillip Marlowe</strong> – além de milhares de outros.</span></p>
<p><span>E em favor de um sujeito que usa a cueca por cima do pijama.</span></p>
<p><span>Vivo dizendo: é realmente difícil defender os leitores de quadrinhos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A era dos debilóides]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/?p=420</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 03:04:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>trezentos</dc:creator>
<guid>http://alertageral.pt-br.wordpress.com/2008/07/21/a-era-dos-debiloides/</guid>
<description><![CDATA[Quase dois anos depois do surgimento deste blog, as estatísticas desta semana mostram que tivemos m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quase dois anos depois do surgimento deste blog, as estatísticas desta semana mostram que tivemos muitos visitantes aos posts relacionados ao Cavaleiro das Trevas, o que é, digamos, natural que ocorra, o pessoal pesquisa no Google e vem parar aqui.</p>
<p>O que me deixa ainda abismado é o número de pessoas que AINDA vem parar aqui querendo saber como dar nó em cadarço.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Problema do Realismo]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/?p=286</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 06:32:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>trezentos</dc:creator>
<guid>http://alertageral.pt-br.wordpress.com/2008/05/08/o-problema-do-realismo/</guid>
<description><![CDATA[Essa frase designa um problema teórico, um ponto nodal, digamos, dos estudos de literatura, aplicad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Essa frase designa um problema teórico, um ponto nodal, digamos, dos estudos de literatura, aplicado ao surgimento e à ascensão do romance de molde realista na Europa do Século 19. Mas pode muito bem ser usado para analisar a encruzilhada na qual os filmes que dependem de personagens totalmente digitalizados estão encalacrados e ainda não conseguiram escolher seu caminho.</p>
<p>Desde os primeiros velociraptores de <strong><em>Parque dos Dinossauros</em></strong> lá no início dos anos 1990, a tecnologia de criação de criaturas animadas digitalmente evoluiu rapida e consistentemente. Se a memória não me falha e cortando uma porrada de etapas intermediárias pelo caminho, passamos de <em>Parque dos Dinossauros</em>, um e dois, para o <strong>Jar Jar Binks</strong> da nova trilogia <strong><em>Star Wars</em></strong>, para <strong>Toy Story,</strong> um e dois (ambos evoluções consideráveis em termos de agilidade de movimentação e representação), para o <strong>Dobby</strong> de <strong><em>Harry Potter </em></strong>(fiel ao livro e realista ao mesmo tempo), para <strong>Monstros S.A.</strong> (além de uma ótima história, tinha um protagonista todo peludo no qual cada pêlo parecia competentemente renderizado e independente), daí para <em><strong>Os Incríveis</strong></em> (fogo, água, cabelo escorrido comprido, parecia não haver limite agora), depois e concomitantemente a trilogia <strong><em>Senhor dos Anéis</em></strong>, com seu surpreendente Gollum, até o King Kong e os Transformers, com grande credibilidade a maior parte do tempo - e os absurdos que roubam essa credibilidade são antes furos de ambos os roteiros do que problemas de computação gráfica.</p>
<p><!--more--></p>
<p> Ou seja, temos aí um notável panorama da evolução das criaturas digitais de seres mais limitados a construtos capazes de passar uma grande credibilidade – chegamos ao ponto ótimo nessa criação de personagens, correto? Errado. Porque a computação gráfica é notavelmente vívida e eficiente quando lida com seres: criaturas monstruosas, animais e bestas-feras pré-históricas, robos, brinquedos, seres imaginários em geral. Quando precisa lidar com a boa e velha figura humana, a computação gráfica transforma seus esforços de realismo em manequins de plástico de olhar mortiço. É só lembrar de Final Fantasy, do primeiro Hulk e mesmo das crianças humanas proprietárias dos brinquedos em Toy Story. As poucas tentativas bem-sucedidas se dão no momento em que a representação realista do corpo e da expressão humanos é abandonado em favor de um estilo mais cartunesco, exagerado, caricatural, como os próprios Incríveis. Esse é o grande paradoxo do realismo na representação do humano nos cinemas (e também nos games, mas isso é outra história). Cada fio de cabelo sedoso se mexe, mas os rostos parecem os de cadáveres digitais e os olhos não pulsam com vida, têm uma expressão vazia tão incômoda quanto olhos de bonecas ou olhos de vidro.</p>
<p>Por situar-se exatamente no meio do caminho entre uma coisa e outra, o Hulk foi um dos que mais sofreram com essa idéia de ser totalmente adaptado digitalmente. Ele é um monstro de três metros de altura mas tem forma humanóide e mesmo um rosto que, na digitalização, manteve os traços de Eric bana. Ou seja: ele não é nem um monstro, uma fera como os dinossauros ou o <strong>Kong </strong>ou um ser de fantasia como <strong>Gollum</strong> e <strong>Mike Wachowski</strong>, nem necessariamente humano. Quem viu a primeira bomba com o monstro verde há de lembrar que o Hulk parecia um balão, sem peso ou dimensões reais – principalmente nas cenas de deserto. E que em suas fotos de divulgação, o tempo todo sabia-se estar diante de uma ilusão digital, e uma ilusão ruim, já que não enganava e mantinha oculto seu estatuto de ilusão. Dizendo de modo mais simples: para se deixar envolver pela história, é preciso acreditar que aquele personagem tenha mesmo a capacidade de cumprir o que o filme espera dele. Para viajar com o <strong>Hulk</strong> precisamos acreditar no Hulk (suspensão da descrença, diz-se também em literatura).</p>
<p>E o que fazer quando se vê, pelas fotos de divulgação que já caíram na rede, que o Hulk do novo filme, com Edward Norton, não resolveu o problema e, passado bem mais de uma década desde <strong><em>Parque dos DInossauros</em></strong> e quase uma desde <strong><em>O Senhor dos Anéis</em></strong>, a tecnologia de computação disponível <span style="text-decoration:underline;">não conseguiu descobrir como fazer um Hulk que não pareça um boneco de resina paraguaio:</span></p>
<p> </p>
<p><a href="http://alertageral.files.wordpress.com/2008/05/incrivelhulk_171.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-288" src="http://alertageral.wordpress.com/files/2008/05/incrivelhulk_171.jpg" alt="" width="468" height="199" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nação de debilóides]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/2008/03/31/nacao-de-debiloides/</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 05:07:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>trezentos</dc:creator>
<guid>http://alertageral.pt-br.wordpress.com/2008/03/31/nacao-de-debiloides/</guid>
<description><![CDATA[Vou olhar nosso contador de comentários e descubro que a maiora das visitas recentes são de sujeit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vou olhar nosso contador de comentários e descubro que a maiora das visitas recentes são de sujeitos que entraram aqui procurando por "nó de cadarço" ou "como dar nó em cadarço" e que foram pescados por nosso blog devido a um diagrama de nós que o Tcheloco publicou muitas postagens atrás.<br />
Olha, se o cara precisa ir para o google para aprender a amarrar o cadarço, tenho de dar razão ao Ziraldo quando ele diz que a internet é o império do débil mental.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cruzada, cabeçada e gol]]></title>
<link>http://alertageral.wordpress.com/2006/12/21/cruzada-cabecada-e-gol/</link>
<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 22:35:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>trezentos</dc:creator>
<guid>http://alertageral.pt-br.wordpress.com/2006/12/21/cruzada-cabecada-e-gol/</guid>
<description><![CDATA[
O André abriu o precedente com seu texto sobre tesouros de locadora. E eu, como sou o resmungão q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7930/2255/1600/861378/cruzada.jpg"><img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7930/2255/320/679521/cruzada.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
O <strong>André</strong> abriu o precedente com seu texto sobre tesouros de locadora. E eu, como sou o resmungão quase oficial do time, resolvi desencavar um texto antigo que havia escrito e que não foi publicado sobre <strong><em>Cruzada</em></strong>, o filme de Ridley Scott que estreou no ano passado e que, num primeiro momento, apresentava-se como a salvação do épico no cinema, depois de experiências decepcionantes como <em>Alexandre</em>,<em> Tróia</em> e <em>Rei Arthur</em>. Podem chamar esta minha contribuição, em contraposição aos tesouros do André, de "entulho de locadora".</p>
<p><!--more--></p>
<p><em>Cruzada </em>é um filme de duas horas e meia, e, mesmo assim, com toda essa metragem, a sensação quando se termina o filme é de que uma substancial parte da história foi contada rápida demais. Toda a primeira parte, abordando a formação e a integração do jovem Balian vivido por Orlando Bloom ao universo dos cavaleiros cristãos, parece narrada aos saltos, com passagens de tempo pouco definidas ou mesmo absurdas. De uma hora para outra um ferreiro – que sabe ler, mesmo criado como artesão em plena Idade Média, um prodígio digno de uma explicação que não é dada – sem instrução militar formal está lutando espada como especialista, com uma única aula de menos de quinze minutos. E logo se revela um insuspeitado talento nato para a guerra e para a estratégia. O roteiro investe na absurda "voz do sangue" para justificar essa metamorfose, sempre lembrando que o sujeito é igual a um pai com quem ele não conviveu e que só conheceu na idade adulta (e naquela época idade adulta era qualquer um que tivesse sobrevivido até os 16).</p>
<p>Outro ponto é que, desde que se ressuscitou esse gênero, nenhum cineasta ou filme – mesmo o melhorzinho, o <em>Gladiador</em>, conseguiu resolver um grande problema logístico: em um épico com ênfase em batalhas de espada e cargas sangrentas de cavalaria, as personagens femininas tornam-se meras sombras a deslizar cosmeticamente pela produção: foi assim com Diane Kruger em <em>Tróia</em>, foi assim com Angelina Jolie no pior de todos, <em>Alexandre</em>, e foi assim com Eva Green nesse filme. Todas belíssimas, maravilhosas, mas todas acessórias, dispensáveis ao enredo, fazendo papéis idiotas como as mulheres que caminham sem rumo no palácio e se olham no espelho com intenções ocultas ou expressões tristes. Eva Green é belíssima, sim, mas sua personalidade forte esboçada de forma grosseira é mal explicada, fica-se sem saber direito o que diabos ela quer procurando o Balian (quer dizer, sabe-se, ela quer dar, mas o filme não tem nem a coragem de assumir isso, pura e simplesmente, escondendo-se atrás do florilégio de diálogos poéticos).</p>
<p>Mas é injusto só apontar defeitos. O ator que faz Saladino é uma presença magnética, Orlando Bloom alterna momentos "Murilo Benício" de interpretação com outros em que até faz crer que tem futuro, e o maniqueísmo evidente do filme é um maniqueísmo imparcial. Embora os maus sejam idiotas no limite da loucura e do fanatismo, os bons são nobres e respeitáveis (acho que desde os Gregos ninguém mais tem coragem de fazer heróis com atitudes humanas ou condenáveis em alguma medida), mas ao menos há exemplares dos dois tipos nos dois lados do conflito, evitando a ultrajante situação que Ridley Scott já armou em <em>Falcão Negro em Perigo</em>. Vai ver maniqueísmo empatado é o máximo que ele consegue em termos de imparcialisade.</p>
<p>As batalhas são realmente épicas, o visual e a fotografia ajudam na construção da fantasia. Na média, um bom filme, não é bom como <em>Gladiador</em>, mas não é de todo ruim – embora as passagens de tempo sejam muito mal delineadas, dando a entender que meses de ação ficaram concentrados e espremidos no intervalo de semanas.</p>
]]></content:encoded>
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