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	<title>paradoxos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/paradoxos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "paradoxos"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 17:48:08 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[sobre enxadas e quintais]]></title>
<link>http://bottomdrawer.wordpress.com/?p=135</link>
<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 16:04:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilherme</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;digamos que é uma espécie de anti-família buscapé. eles enxadaram o quintal e saiu petr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"digamos que é uma espécie de anti-família buscapé. eles enxadaram o quintal e saiu petróleo. eu enxado o petróleo e só sai quintal"</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["Mas, você está na luta com a gente?" - dificuldades da não exclusão]]></title>
<link>http://disdeficiencia.wordpress.com/?p=108</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 00:46:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://disdeficiencia.wordpress.com/?p=108</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Vieira
O momento que vivemos nós familiares, pessoas com deficiência e profissionais d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de<strong> Ubiratan Vieira</strong></p>
<p>O momento que vivemos nós familiares, pessoas com deficiência e profissionais da saúde e educação não é fácil. Não há nem sequer uma linha tênue que permita a gente avaliar se o passo que damos é para frente ou para atrás. Não me refiro aos projetos políticos do movimento, que no âmbito nacional, agora mais do que nunca, está entre o patrimonialismo em Brasília, única cidade de urbanismo acessível no Brasil, e o liberalismo na internet, que não é espaço, mas é acessível, pelo menos no projeto.</p>
<p>Quando sugiro que "não é fácil", me refiro à luta de todo dia, em casa, nos atendimentos e na escola. Ao levantar a bandeira da inclusão cuidamos para não fincá-la no peito do companheiro de luta? Pois, se familiar, se diverso-corporal (i.e. "pessoa com deficiência"), se profissional de saúde ou da educação; todos estão na luta mesmo que não queiram, mesmo que sua posição seja para nós um horror. Não estou dizendo com isso que temos que deixar de questionar qualquer posição que seja a nosso ver contraproducente. Como a de uma renomada professora universitária da educação especial, que acha que por valorizarmos o companheiro no exterior não merece nosso valor. Como se também não fosse local a luta do companheiro no exterior. Como se não fosse difícil lá também! Temos que combater sim esse tipo de mentalidade colonizada. Mas temos que compreender também que uma posição como essa, ela surge porque para essa pessoa também não está fácil. Vejam o que está acontecendo com os cursos de pós-graduação em educação especial: estão acabando. Já vão tarde? A questão não é essa! A questão é que mudanças precisam acontecer e o sofrimento pelo qual está passando uma professora de um programa de pós-graduação em educação especial precisa ser respeitado para que ela possa lutar no processo de mudança sem sentir que o fim não vai dar lugar ao começo. Porque, vai dar lugar ao começo.</p>
<p>Aconteceu com uma amiga algo que me fez pensar em tudo isso. Uma fisioterapeuta muito dedicada e carinhosa, uma profissional competente, levou um banho de xixi de uma criança levada no processo de retirada de fralda. Fazia já dois meses que a menina ia sem fralda para a fisio terapia e era o primeiro banho de urina que a fisio levava na sua experiência profissional. A coitada ficou tão chateada. Conqueta, não queria passar por essa experiência novamente. Então disse assim à mãe:</p>
<blockquote><p>Acho legal vocês estarem tirando a fralda dela e que pode ser difícil e o esforço de vocês é muito importante, mas na fisioterapia vai ter que usar a fralda porque levei um banho de xixi, e é no primeiro horário, e não posso ficar suja o resto do dia</p></blockquote>
<p>Em outras palavras ela se ausentou de sua responsabilidade profissional. Ela acha "legal" retirar a fralda da menina, mas ela também acha que ela nada tem a ver com isso? (pergunte à T.O.! [eta conhecimento fragmentado!]). Minha amiga ficou muito chateada e disse que ela podia muito bem levar uma muda de roupa, que essas coisas podem acontecer na profissão dela e que se ela não desse conta que fosse exercer na área esportiva. Achei minha amiga algo grossa, mas não disse nada, apenas assenti e disse que era uma pena que as próprias pessoas que trabalham não percebam que somos todos responsáveis uns pelos outros. Depois fiquei pensando nessa coisa da responsabilidade mútua. Afinal a fisio é tão competente.  Minha amiga podia ter simplesmente perguntado para ela:</p>
<blockquote><p>Mas, você está na luta com a gente? Não tá?</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Antes de tudo, um forte.]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=18</link>
<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 20:39:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.wordpress.com/?p=18</guid>
<description><![CDATA[O sertanejo é, antes de tudo, um forte.
(Euclides da Cunha, &#8220;Os Sertões&#8220;).
Um forte, a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>O sertanejo é, antes de tudo, um forte.</em><br />
(Euclides da Cunha, "<a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/sertoes.html" target="_self">Os Sertões</a>").</p></blockquote>
<p>Um forte, antes de tudo: assim se expressou Euclides da Cunha, referindo-se ao sertanejo - ao nordestino! -, no seu clássico livro sobre a expedição de Canudos. De acordo com o jornalista, o que impressionava na figura do nordestino era o contraste entre a sua aparência e esta força que se revelava, de maneira súbita, tão logo fosse necessária.</p>
<p>O sertanejo em "Os Sertões" é "<em>desgracioso, desengonçado, torto</em>". Tem uma "<em>postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente</em>". É um "<em>homem permanentemente fatigado</em>" e "<em>[r]eflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo</em>". Todavia, "<em>toda esta aparência de cansaço ilude</em>":</p>
<blockquote><p>Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias.<br />
(id. ibid.)</p></blockquote>
<p>Ao ler essas linhas e descobrir a surpresa que causa no jornalista encontrar tamanha força de vontade em uma figura de onde parecia que não poderia sair nada, não consigo deixar de imaginar que surpresa, então, não teria o ilustre escritor se se debruçasse um pouco sobre a figura mais simples, mais comum e mais corriqueira que ele poderia encontrar: o cristão. Bem que escreveria, então, e o faria com muito mais propriedade, que o cristão é que é, antes de tudo, um forte.</p>
<p>Acusa-se muitas vezes a religião de ser uma muleta de fracos, engodo de massas, pseudo-consolo para fracas inteligências, e tantas coisas assim parecidas. De fato, o cristianismo tinha tudo para ser uma religião de derrotados. Dentre os seus preceitos, constam coisas como dar a outra face para quem lhe esbofetear e oferecer a túnica para quem lhe roubar a capa. Dentre os seus valores mais básicos, está a noção de que ganhar o mundo inteiro não tem importância nenhuma se se vier a perder a própria alma. Entre as coisas que os cristãos podem esperar, citam-se serem perseguidos e sofrerem tribulações. Até mesmo o seu Fundador - e exemplo máximo a ser seguido - é representado no ápice da derrota, morto vergonhosamente como marginal, dependurado numa Cruz.</p>
<p>Colocadas as coisas desta forma, poder-se-ia esperar, realmente, que o seguidor sincero dessa doutrina fosse um fracassado, um traumatizado, um masoquista, um "Zé-Ninguém", um "mosca-morta", um inútil. Todavia, já São Paulo nos ensinava, há dois milênios, o grande segredo que se encontra escondido nessa doutrina: "<strong>Porque, quando eu sou fraco, aí é que eu sou forte</strong>" (cf. 2Cor 12, 10).</p>
<p>Ao contrário do que se poderia esperar, o Cristianismo venceu o mundo. Produziu não covardes, mas mártires. Construiu não favelas, mas civilizações inteiras. Conquistou não somente os rudes e ignorantes, mas as mais finas inteligências de todos os tempos. Saindo do subterrâneo das catacumbas, elevou-se até o céu com as torres góticas das catedrais medievais. Quem poderia imaginar tudo isso, se olhasse para os Doze homens rudes da Galiléia? Esta transmutação é muito mais portentosa do que a transfiguração do sertanejo fatigado em "<em>titã [...] potente</em>"!</p>
<p>O segredo desta grande força motriz do Cristianismo encontra a sua mais eloqüente expressão em dois aspectos da Doutrina Cristã, que se referem à relação do homem consigo próprio e com o seu próximo, e que, reunidos, são capazes de mudar o mundo. Refiro-me ao <strong>aperfeiçoamento pessoal</strong> e à consciência da <strong>vida em sociedade</strong>, da qual os cristãos precisam ser fermento. Se uma construção portentosa é feita com material de má qualidade, então todo o edifício irá fatalmente ruir. Se, por outro lado, os melhores materiais do mundo estão jogados no canteiro de obras, eles continuam sendo um monte de entulho sem utilidade. Somente quando os materiais são bons e estão dispostos da maneira correta é que se podem levantar as catedrais.</p>
<p>Para o cristão, então, não é suficiente empenhar-se para a sociedade ser perfeita: ele precisa também cuidar da própria perfeição. Ao mesmo tempo, não é suficiente acumular bens, ciência, virtude, poder: todas essas coisas precisam estar ordenadas para o bem comum. Esmagados estão, pela Doutrina da Igreja, ao mesmo tempo, quer o egoísmo do capitalismo selvagem, quer o totalitarismo do comunismo igualitário. Nem os materiais de construção têm serventia sozinhos, e nem as construções úteis e belas são feitas com um tipo só de material. O homem moderno não percebe essas coisas e, por isso, não consegue erguer catedrais.</p>
<p>Preocupar-se com a sociedade mesmo quando o homem poderia ter tudo, e preocupar-se com o homem mesmo quando a sociedade poderia oferecer tudo: eis a grande fraqueza do cristão e que, ao mesmo tempo, é a sua grande força. Movido por este ideal, o cristão avança ao longo da História. É perseguido, e não se desespera; vê caírem impérios, e ele não se perturba. Por importar-se tanto consigo mesmo até o ponto de desprezar as benesses estatais, e por importar-se tanto com os outros até o ponto de desprezar o sucesso próprio, alguém bem que poderia dizer: - mas, então, este sujeito não se importa com nada!</p>
<p>Engana-se. O cristão, na verdade, importa-se com Deus; e isso é tudo o que importa. "<em>Buscai primeiro o Reino de Deus</em>", diz o Evangelho, "<em>e tudo o mais vos será acrescentado</em>" (cf Mt VI, 33). A história da Igreja ao longo dos séculos revela o cumprimento desta promessa do Divino Salvador. Os seguidores do Crucificado não são uns derrotados, e sim os heróis da História. Escolhendo caminhar por si próprios quando outros lhes apresentam um caminho largo e fácil de ser seguido, e escolhendo caminhar junto com os outros quando poderiam ir muito mais longe por si próprios, a aparente contradição só pode ser resolvida quando se tem os olhos fitos no Alto: na verdade, nem há paraíso terrestre que os homens possam oferecer, nem há pote de ouro no fim do arco-íris para quem chegar lá primeiro. Há somente a Cruz, e Ela é a única esperança; e, carregá-la, a única alegria verdadeira. Eis a força cristã, eis a vitória por meios adversos, eis o que causa verdadeiramente estupor. Não merece tantos elogios o sertanejo: ser cristão, ah, isso sim - isso é que produz os verdadeiros fortes.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O contrário do amor]]></title>
<link>http://sobremulheresehomens.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 01:24:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aprendiz de Feiticeiro</dc:creator>
<guid>http://sobremulheresehomens.wordpress.com/?p=17</guid>
<description><![CDATA[O contrário do Amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b>O contrário do Amor</b></p>
<p>O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.</p>
<p>O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.</p>
<p>Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.</p>
<p>Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.</p>
<p>Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.</p>
<h4></h4>
<p><span class="aut"><a href="http://www.pensador.info/frase/MTk1MDk/o_contrario_do_exilio_no_deserto./" target="_blank"><b>Martha Medeiros</b></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Meu propósito não é ajudar ela", a lingüística que nos faz falhar]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/12/19/meu-proposito-nao-e-ajudar-ela-a-linguistica-que-nos-faz-falhar/</link>
<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 14:13:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/12/19/meu-proposito-nao-e-ajudar-ela-a-linguistica-que-nos-faz-falhar/</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Garcia Vieira
É uma alienação a crença de que a boa ciência é aquela objetiva e qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de<b> Ubiratan Garcia Vieira</b></p>
<p>É uma alienação a crença de que a boa ciência é aquela objetiva e que a boa objetividade é aquela pela qual deixamos de lado nossos valores para poder assim ter acesso à realidade e à verdade. Acreditar que se pode ser objetivo deixando de lado os valores que compartilhamos como seres humanos é uma alienação porque não é possível deixar os valores de lado. A objetividade, por exemplo, é um valor que compartilhamos como pesquisadores e que muitos de nós defendem com paixão. Mas, longe de deixar a paixão pela objetividade de lado, muitos de nós estamos dispostos a dizer coisas que nos fazem falhar como pessoas responsáveis pelo nosso envolvimento mútuo e pelo contexto no qual vivemos.</p>
<p>Participei de um evento internacional sobre psicolingüística que ocorreu na PUC-RS em Porto Alegre. Nesta área de pesquisa da psicolingüística se estudam as "deficiências de linguagem". As afasias e os "déficits e disturbios de linguagem" "específicos", ou associados à surdez, surdocegueira, trissomia21, autismo e outras condições de nossa diversidade humana. Me chamou a atenção uma pesquisadora de Porto Alegre que acuada no debate com pesquisadoras do Recife, na eterna reedição do clássico "inatismo vs. interacionismo", afirmou categoricamente "meu propósito não é ajudar ela" referindo-se à pessoa com a qual convive quando pesquisa os "distúrbios de linguagem" relacionados à doença de Alzheimer.</p>
<p>Não bastasse submeter esta pessoa na melhor idade, a testes psicológicos, que sabemos não serem sedutores nem divertidos, a conclusão a que chega a pesquisadora de Porto Alegre é que a doença de Alzheimer afeta a fala e a leitura. O resultado da pesquisa não visava promover a leitura ou a fala desta pessoa. A ausência deste objetivo foi questionado pelas pesquisadores de Recife: "meu propósito não é ajudar ela". Foi a resposta.</p>
<p>Não é que promover a fala e a leitura fosse uma demanda desta avó de alguém, que participou da pesquisa para que a neta de alguém constata-se cientificamente o que ambas já sabiam (uma por experiência de vida e a outra de antemão). <i>Porque alguém tiraria vantagem de que não querer ajudar outra pessoa?</i><b> </b>Só mesmo num embate acadêmico onde se gabar de objetividade se apresenta como a defesa de um chute a gol. Aceita a defesa da acusação de falta de finalidade prática, afinal o ataque recifense também compartilha do valor da objetividade, encerrou-se  mais uma vez no zero a zero outra reedição do clássico inatismo vs interacionismo na lingüística.</p>
<p>ps: sobre responsabilidade social da lingüística leia o livro organizado por Fábio Lopes da Silva e Kanavillil Rajagopalan intitulado, <i>A lingüística que nos faz falhar: investigação crítica, </i>publicado em 2004.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo torto]]></title>
<link>http://slsnake.wordpress.com/2007/12/14/tudo-torto/</link>
<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 07:00:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>S.L. Snake</dc:creator>
<guid>http://slsnake.wordpress.com/2007/12/14/tudo-torto/</guid>
<description><![CDATA[Meu, fala sério! Que que dá nessas &#8220;crentes&#8221; de hoje em dia?
Acabo de me deparar com u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Meu, fala sério! Que que dá nessas "crentes" de hoje em dia?</p>
<p>Acabo de me deparar com um perfil "inusitado" no Orkut. A guria, dita "crente", com várias legendas no album com trechos de músicas cristãs, mas praticamente todas as fotos são do decote dela. Fiquei encafifado com isso. Por quê? Não sou contra decotes, ao contrário. Mas, cara, uma pessoa que coloque 50 fotos no Orkut onde 30 sejas fotos fazendo bicos, empinando os peitos e mostrando decotes passa um sinal muito claro. E não acho que seja o sinal da legenda de uma das fotos que dizia <em>"prossigo em Te conhecer"</em>. Pior é que não é o primeiro assim. Conheço (pessoalmente) pessoas com perfis assim.</p>
<p>Ok, o meu não é dos mais modestos (até pq, toda modéstia é falsa). Gosto de fotos e gosto de Photoshop. Brinco bastante e - as vezes - alguma coisa sai legal. Acabo colocando no álbum. Mas qual a mensagem que isso passa? "Espero" que seja apenas a de um cara que gosta de brincar. Mas um perfil com caras e bocas de deixar Angelina Jolie (escrevi certo?) se achando uma criança pura e inocente não me parece algo muito legal para nenhuma menina. Ainda mais se ela coloca uma foto dessa com um versículo bíblico embaixo.</p>
<p>Devo mesmo estar errado. Sei lá... as vezes acho que enxergo tudo torto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que são deficiências? (na CIF)]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/07/o-que-sao-deficiencias-na-cif/</link>
<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 18:04:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/07/o-que-sao-deficiencias-na-cif/</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Garcia Vieira
A Classificação Internacional de Incapacidade, Funcionalidade e Saúde, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de<strong> Ubiratan Garcia Vieira</strong></p>
<p><span>A Classificação Internacional de Incapacidade, Funcionalidade e Saúde, </span><span><a title="página do Centro Brasileiro de Classificação de Doenças (requer java environment)" href="http://hygeia.fsp.usp.br/cbcd/cifWeb.htm">CIF</a></span><span>, foi publicada pela Organização Mundial da Saúde em 2001, depois de um processo de quase dez anos de revisão da CIDID. A nova classificação se estrutura a partir da oposição entre funcionalidade e incapacidade. A funcionalidade refere-se a aspectos positivos de saúde e bem estar, já a incapacidade refere-se aos aspectos negativos. As incapacidades podem ser <em>deficiências</em>, <em>limitações de atividade</em> e <em>restrições de participação</em>.</span></p>
<blockquote><p><strong><span>Deficiência</span></strong><span> é uma perda ou anormalidade de uma estrutura do corpo ou função fisiológica (incluindo funções mentais). Na CIF, o termo anormalidade refere-se estritamente à variação significativa das normas estatisticamente estabelecidas (i.e. como um desvio de uma média populacional dentro de normas padronizadas por mensuração) e deve ser utilizado apenas neste sentido.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><strong><span>Limitações de atividade</span></strong><span> são dificuldades que um indivíduo pode ter na execução de atividades. Uma limitação de atividade pode variar de um desvio leve a grave em termos da quantidade ou da qualidade na execução da atividade comparada à maneira ou extensão esperada de pessoas sem essa condição de saúde.</span></p></blockquote>
<blockquote><p><strong><span>Restrições de participação</span></strong><span> são problemas que um indivíduo pode enfrentar quando está envolvido em situações da vida. A presença da restrição de participação é determinada pela comparação entre a participação individual com aquela esperada de um indivíduo sem deficiência naquela cultura ou sociedade.</span></p></blockquote>
<p><span>As noções de <em>limitações de atividade</em> e de <em>restrições de participação</em> substituem, respectivamente, as noções de <em>incapacidade</em> (<em>disability</em> em inglês) e de <em>desvantagem</em> (<em>handicap </em>em inglês) da </span><span><a title="postagem de primeiro de agosto de 2007" href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/01/o-que-sao-deficiencias-na-cidid/">CIDID</a></span><span> publicada em 1980. Embora, a primeira vista, não pareçam ter ocorrido grandes mudanças, como nova versão da CIDID, a CIF quer ser um novo paradigma na classificação de deficiências: "A CIF transformou-se, de uma classificação de “conseqüência da doença” (versão de 1980) em uma classificação dos “componentes da saúde”", se diz no <em>histórico</em> da introdução. </span>Para mais informações sobre a CIF leia este <a title="artigo sobre a CIF publicado em 2005 na Revista Brasileira de Epidemiologia" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#38;pid=S1415-790X2005000200011&#38;lng=en&#38;nrm=iso">artigo</a> publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia.</p>
<p>Vale lembrar que a <a title="página em espanhol com a posição da Organização sobre a definição de deficiência na CIF" href="http://v1.dpi.org/lang-sp/resources/details.php?page=74"><span>Organização Mundial das Pessoas com Deficiência</span></a><span> considera que a definição de <em>incapacidade</em> apresentada pela CIF, "<em>como o resultado da interação entre uma pessoas com uma deficiência e as barreiras ambientais e de atitude que esta pode enfrentar</em>", pode ser utilizada para os propósitos da Organização.</span></p>
<p>LEIA TAMBÉM! "<a title="neste blog" href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/06/22/o-que-me-incomoda-em-certa-perspectiva-biomedica/">O que me incomoda em certa perspectiva biomêdica</a>", neste blog. <a title="resenha publicada no caderno de saúde pública" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#38;pid=S0102-311X2007001000025&#38;lng=en&#38;nrm=iso" target="_self">Reflexões sobre a versão em Português da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde</a>, resenha publicada no periódico "Cadernos de saúde pública"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que são deficiências? (na CIDID)]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/01/o-que-sao-deficiencias-na-cidid/</link>
<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 19:01:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/01/o-que-sao-deficiencias-na-cidid/</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Garcia Vieira
Em 1980 a Organização Mundial de Saúde publicou um sistema de classific]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de Ubiratan Garcia Vieira</p>
<p>Em 1980 a Organização Mundial de Saúde publicou um sistema de classificação de deficiências visando a criação de uma linguagem comum para a pesquisa e a prática clínica, intitulado na tradução portuguesa de 1989 <em>Classificação Internacional de deficiências, incapacidades e desvantagens</em> (CIDID). Traduzo a seguir as definições de <em>deficiência</em>, <em>incapacidade</em> e <em>desvantagem</em> da <a href="http://www.empowermentzone.com/icidh.txt" title="página da empowertzone">reimpressão da edição da CIDID em inglês</a> publicada em 1993:</p>
<p>Deficiência (<em>impairment </em>em inglês):</p>
<blockquote><p>Uma deficiência é qualquer perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica. ... A deficiência representa a exteriorização de um estado patológico e, em princípio, reflete distúrbios no nível do órgão.</p>
</blockquote>
<p>Incapacidade (<em>disability</em> em inglês):</p>
<blockquote><p>Uma incapacidade é qualquer restrição ou falta de habilidade (resultante de uma deficiência) para realizar uma atividade da maneira ou no âmbito considerado normal para um ser humano. ...A incapacidade representa a objetivação de uma deficiência e como tal reflete distúrbios no nível da pessoa.</p>
</blockquote>
<p>Desvantagem (<em>handicap</em> em inglês):</p>
<blockquote><p>Uma desvantagem para um dado indivíduo, resultado de uma incapacidade ou deficiência, limita ou previne o cumprimento de um papel que é normal para esse indivíduo (dependendo da idade, do sexo, e dos fatores sociais e culturais). A desvantagem refere-se ao valor atribuído à situação ou experiência individual, quando sai do normal. Caracteriza-se por uma discordância entre o desempenho ou status individual e a expectativa do próprio indivíduo ou do grupo do qual é membro. A desvantagem representa pois a socialização de uma incapacidade ou deficiência e, como tal, reflete as conseqüências para o indivíduo - culturais, econômicas e ambientais - que decorrem da presença da incapacidade ou deficiência.</p>
</blockquote>
<p>A CIDID gerou críticas e polêmica principalmente pelo conceito de <em>desvantagem</em> e passou por um processo de revisão promovido pela própria Organização Mundial da Saúde que culminou na publicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, a <a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/07/o-que-sao-deficiencias-na-cif/" title="postagem do dia 7 de Agosto de 2007">CIF</a>. Embora definida em relação a um contexto social qualquer, a desvantagem não decorre do preconceito e exclusão que emanam do contexto onde a pessoa com deficiência vive, mas o preconceito e a exclusão são o resultado da deficiência-incapacidade da pessoa. Para mais informações sobre a CIDID, leia o <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102000000100017&#38;script=sci_arttext" title="artigo de atualização sobre a CIDID publicado na Revista de Saúde Pública (2000)">artigo</a> publicado na Revista de Saúde Pública.</p>
<p>LEIA TAMBÉM! "<a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/06/22/o-que-me-incomoda-em-certa-perspectiva-biomedica/" title="neste blog">O que me incomoda em certa perspectiva biomêdica</a>"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que são deficiências? (no PL7699)]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/23/o-que-sao-deficiencias-no-pl7699/</link>
<pubDate>Mon, 23 Jul 2007 19:04:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/23/o-que-sao-deficiencias-no-pl7699/</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Garcia Vieira
No projeto de lei 7699/06 constam oito tipos de deficiências e são feita]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de <b>Ubiratan Garcia Vieira</b></p>
<p>No <a href="http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=339407">projeto de lei 7699/06</a> constam oito tipos de deficiências e são feitas algumas modificações à <a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/19/o-que-sao-deficiencias-na-legislacao-brasileira-i/" title="o que são deficiências? (na legislação brasileira)">classificação já existente na legislação brasileira</a>.  Este projeto visa <a href="http://br.groups.yahoo.com/group/novidadesdodia/message/1108" title="Manifesto à frente parlamentar do grupo de estudos sobre o Estatuto">instituir o estatuto da pessoa com deficiências sem participação</a> ativa dos diretamente implicados e sem antes ratificar a <a href="http://www.bengalalegal.com/convencao.php" title="página do Bengala Legal com o texto da convenção em português">Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência</a>. A pressa para a <a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/05/28/o-movimento-pelas-pessoas-com-deficiencia-acessibilidade-vs-inclusao-escolar/" title="acessibilidade vs. inclusão escolar?">aprovação do Estatuto é criticada pelo movimento</a> das pessoas com deficiência, embora as posições dividam acessibilistas e inclusivistas.</p>
<p>À definição de deficiência física o projeto de lei especifica e destaca a <b>lesão cerebral traumática</b>, caracterizada por comprometer "o desenvolvimento e/ou desempenho social da pessoa [...] com prejuízos para as capacidades do indivíduo e seu meio ambiente". A caracterização da deficiência auditiva considera a <b>perda unilateral da audição</b>. A caracterização da deficiência visual considera a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vis%C3%A3o_monocular" title="artigo wikipédia">visão monocular</a> e a <b>baixa visão</b> é caracterizada pelo valor máximo de 0,5 de acuidade visual. Embora não mude a caracterização da deficiência mental esta é designada de <b>deficiência intelectual</b>.</p>
<p align="left">Além destas alterações na classificação já existente, o projeto de lei 7699 ainda inclui três outras categorias de deficiência. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Surdocegueira" title="artigo da wikipédia">surdocegueira</a> que...</p>
<blockquote>
<p align="left">compreende a perda concomitante da audição e da visão, cuja combinação causa dificuldades severas de comunicação e compreensão das informações, prejudicando as atividades educacionais, vocacionais, sociais e de lazer, necessitando de atendimentos específicos, distintos de iniciativas organizadas para pessoas com surdez ou cegueira.</p>
</blockquote>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Autismo" title="artigo da wikipédia">autismo</a> que refere-se ao...</p>
<blockquote>
<p class="Artigo" style="margin-top:0;" align="left">comprometimento global do desenvolvimento, que se manifesta tipicamente antes dos 3 (três) anos, acarretando dificuldades de comunicação e de comportamento, caracterizando-se freqüentemente por ausência de relação, movimentos estereotipados, atividades repetitivas, respostas mecânicas, resistência a mudanças nas rotinas diárias ou no ambiente e a experiências sensoriais.</p>
</blockquote>
<p>As <span style="color:black;font-weight:normal;"><b>condutas típicas</b> caracterizadas pelo...</span></p>
<blockquote>
<p align="left"><span style="color:black;font-weight:normal;">comprometimento psicosocial, com características específicas ou combinadas, de síndromes e quadros psicológicos, neurológicos e/ou psiquiátricos, que causam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atenção e cuidados </span><span style="font-weight:normal;">específicos em qualquer fase da vida;</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight:normal;"></span>Caracterizada como a "associação de duas ou mais deficiências" desde o <a href="void(0)" id="file-link-30" title="decreto 3298/99" class="file-link text">decreto 3298/99</a>, a <b>deficiência múltipla</b> é especificada no projeto de lei 7699/06. Além da exigência de atendimento especializado, a "combinação" de deficiências, para ser caracterizada como deficiência múltipla, deve comprometer o "desenvolvimento global e desempenho funcional da pessoa".</p>
<p>LEIA TAMBÉM! "<a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/05/28/o-movimento-pelas-pessoas-com-deficiencia-acessibilidade-vs-inclusao-escolar/" title="neste blog">O movimento das pessoas com deficiência</a>" e "<a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/08/22/ele-luta-pelos-seus-direitos/" title="neste blog">Ele luta pelos seus direitos</a>"</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que são deficiências? (na legislação brasileira)]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/19/o-que-sao-deficiencias-na-legislacao-brasileira-i/</link>
<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 00:11:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/19/o-que-sao-deficiencias-na-legislacao-brasileira-i/</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Garcia Vieira
Na legislação vigente no Brasil, voltada para a pessoa com deficiência,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de <b>Ubiratan Garcia Vieira</b></p>
<p><span>Na legislação vigente no Brasil, voltada para a pessoa com deficiência, o Art. 4 do </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm" title="página da base da legislação brasileira, aceite o certificado do planalto.gov.br"><span class="file-link text">decreto 3298/99</span></a><span> (redação de 2004, cf. dec. 5.296) define cinco tipos de deficiências</span><span>: física, auditiva, visual, mental e múltipla. </span></p>
<p><span></span><b><span></span></b><span>A <b>deficiência física</b> refere-se à...</span></p>
<blockquote>
<p align="left"><span>alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, </span>apresentando-se sob a forma de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paraplegia" title="artigo da wikipédia">paraplegia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paraparesia" title="wikipédia">paraparesia</a>, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemiplegia" title="wikipédia">hemiplegia</a>, hemiparesia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ostomia" title="wikipédia">ostomia</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amputa%C3%A7%C3%A3o" title="wikipédia">amputação</a> ou ausência de membro, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_cerebral" title="wikipédia">paralisia cerebral</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nanismo" title="wikipédia">nanismo</a>, membros com deformidade congênita ou adquirida.</p>
</blockquote>
<p><span></span><b><span></span></b><span>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Defici%C3%AAncia_auditiva" title="wikipédia">deficiência auditiva</a> refere-se à "perda bilateral, parcial ou total" </span><span> </span><span>da audição </span><span>(perda mínima de </span><span>41dB)</span><span>.  </span><b><span></span></b><span>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cegueira" title="cegueira">deficiência visual</a> é definida pela baixa acuidade visual </span><span>(acuidade máxima de 0,3) </span><span>e campo visual reduzido (campo máximo de </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">60<sup>o</sup></span><span>). A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Defici%C3%AAncia_mental" title="wikipédia">deficiência mental</a> refere-se ao...</span></p>
<blockquote>
<p align="left"><span>funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização dos recursos da comunidade, saúde e segurança, habilidades acadêmicas, lazer e trabalho.</span></p>
</blockquote>
<p align="left">LEIA TAMBÉM! "<a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/09/24/direitos-das-pessoas-com-deficiencia/" title="neste blog">Direitos das pessoas com deficiência</a>"</p>
<blockquote></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["No mundo há muitas armadilhas" de Ferreira Gullar]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/16/no-mundo-ha-muitas-armadilhas-de-ferreira-gullar/</link>
<pubDate>Mon, 16 Jul 2007 03:40:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/07/16/no-mundo-ha-muitas-armadilhas-de-ferreira-gullar/</guid>
<description><![CDATA[Para a pressão pela aprovação do &#8220;Estatuto dos Portadores de Deficiência&#8221;, um poema ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para a pressão pela aprovação do "Estatuto dos Portadores de Deficiência", <a href="http://www.alb.com.br/cole06/poema.asp">um poema </a>de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ferreira_Gullar" title="artigo da wikipedia">Ferreira Gullar</a> que inspira o temário do <a href="http://www.alb.com.br/pag_cole.asp" title="página do 16 Congresso de Leitura do Brasil">16 COLE</a>.</p>
<p>LEIA TAMBÉM! "<a href="http://blog.disdeficiencia.net/2007/09/06/um-repente-sobre-inclusao-de-viviane-veras/" title="neste blog">Um repente sobre inclusão de Viviane Veras</a>".</p>
<blockquote></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desnormalizar o normalismo]]></title>
<link>http://blog.disdeficiencia.net/2007/06/21/desnormalizar-e-preciso-ou-onde-se-esconde-o-normalismo/</link>
<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 22:20:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://blog.disdeficiencia.net/2007/06/21/desnormalizar-e-preciso-ou-onde-se-esconde-o-normalismo/</guid>
<description><![CDATA[O desenvolvimento da estatística nos séculos XVIII e XIX coexiste à consolidação da normalidade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span>O desenvolvimento da estatística nos séculos XVIII e XIX coexiste à consolidação da normalidade como um valor social. A quantidade média de ocorrências num processo de medição passou a ser o ponto zero de normalidade na avaliação de quaisquer qualidades do corpo humano. Estatura normal, peso normal, visão normal, audição normal, locomoção normal, inteligência normal, passaram a ser definidas. Assim, define-se um padrão de normalidade corporal e quem for diferente é descriminado! </span></p>
<p><span>A média estatística como valor de normalidade é relativa, depende da amostra. A possibilidade de “alterar a amostra” está na base do surgimento da eugenia entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Os estatísticos eugenistas ingleses e estadunidenses acreditavam que, manipulando o processo hereditário, seria possível alterar a espécie humana como um todo. Melhorá-la, diziam eles. Mas a quem pertence o poder de definir os critérios do que seja bom e ruim? O auge da eugenia foi o nazismo, que marcou a história da humanidade como a expressão mais desumana de normalismo. </span></p>
<p><span>A normalidade é reproduzida de alguma forma por todos os grupos sociais, inclusive pelas pessoas com deficiência e familiares. Pretendemos chegar, e fazer chegar nossos parentes, o mais próximo da média, sem consciência que assim alimentamos o normalismo que nos oprime a todos independentemente de nossas diferenças.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O movimento das pessoas com deficiência: acessibilidade vs. inclusão escolar?]]></title>
<link>http://disdeficiencia.wordpress.com/2007/05/28/o-movimento-pelas-pessoas-com-deficiencia-acessibilidade-vs-inclusao-escolar/</link>
<pubDate>Mon, 28 May 2007 15:49:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>ubiratan</dc:creator>
<guid>http://disdeficiencia.wordpress.com/2007/05/28/o-movimento-pelas-pessoas-com-deficiencia-acessibilidade-vs-inclusao-escolar/</guid>
<description><![CDATA[de Ubiratan Garcia Vieira
O IBDD e a OAB/RJ promoveram na sexta-feira 25 de maio, na cidade do Rio d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>de <b>Ubiratan Garcia Vieira</b></p>
<p><span>O IBDD e a OAB/RJ promoveram na sexta-feira 25 de maio, na cidade do Rio de Janeiro, um encontro para debater o Estatuto da Pessoa com Deficiência (o PLS 06/2003 e seu substitutivo o PL 79.966/06).</span></p>
<p><span>Apesar da convergência pelo arquivamento do estatuto, as várias posições foram apresentadas:<br />
1 - Contra o estatuto e pelo cumprimento da legislação vigente, o estatuto significa o adimento dos compromissos já agendados com respaldo jurídico, </span></p>
<p><span>2 - O estatuto precisa ser melhorado, existem inadequações técnicas e jurídicas, </span></p>
<p><span> 3 - O estatuto não deve ser priorizado e sim a ratificação da convenção da ONU sobre os direitos da pessoa com deficiência.</span></p>
<p>O estatuto, a convenção da ONU e <span>propostas para mudanças na legislação educacional marcam o momento histórico atual do movimento de pessoas com deficiência no Brasil: o inclusivismo. Historicamente voltado para a luta pela acessibilidade, o movimento das pessoas com deficiência agora é confrontado com os valores do movimento pela educação inclusiva. Resulta que, o movimento pela educação inclusiva se choca com as instituições que historicamente convergiram politicamente com a pauta da acessibilidade: as escolas especiais e com estas todo o conjunto de instituições tradicionais de assistência especializada.</span></p>
<p>LEIA TAMBÉM ESTE MANIFESTO! "<a href="http://groups.google.com/group/disdeficiencia/browse_thread/thread/d41895fa5c95184b/4af7aa9c8a85ad68?lnk=gst&#38;q=estatuto#4af7aa9c8a85ad68" title="do novidades do dia (no cliping deste blog)">NÃO à votação do ESTATUTO</a>"</p>
<p><span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Reflexão da Noite]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2007/01/15/reflexao-da-noite-5/</link>
<pubDate>Mon, 15 Jan 2007 21:28:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2007/01/15/reflexao-da-noite-5/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
&#8220;Prefiro ser um homem de paradoxos que um homem de preconceitos.&#8221;

 Jean Jacques ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><font size="4">"Prefiro ser um homem de paradoxos que um homem de preconceitos."</font>
</p>
<p align="center"><font size="4"> Jean Jacques Rousseau</font></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Paradoxos do Silêncio]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2007/01/13/os-paradoxos-do-silencio/</link>
<pubDate>Sat, 13 Jan 2007 16:33:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2007/01/13/os-paradoxos-do-silencio/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
&#8220;Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado.&#8221;
Sófocles
&#8220;O exerc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><font face="Georgia, Times New Roman, Times, serif" size="3"><strong>"Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado."</strong></font><br />
Sófocles</p>
<p align="center"><strong>"O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra."</strong><br />
William James</p>
<p align="center"><strong> "Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música."</strong><br />
Aldous Huxley</p>
<p><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2007/01/be_ypurself.jpg" title="be_ypurself.jpg"></a>
</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2007/01/be_ypurself.jpg" title="be_ypurself.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2007/01/be_ypurself.jpg" alt="be_ypurself.jpg" height="387" width="387" /></a></p>
<p><strong>O silêncio é composto de muitos silêncios. </strong></p>
<p><strong>Nos silêncios do silêncio muito se poderá ouvir. Silêncios de cumplicidade e entendimento. Silêncios de ternura. Silêncios de compaixão. Silêncios de amor. Silêncios de compreensão. Silêncios de prazer. Silêncios de alegria. Silêncios de confiança. Silêncios de interesse. Silêncios de saber. Silêncios de emoção... </strong></p>
<p><strong>Mas o silêncio tem outross silêncios. Silêncios que constroiem muros cujo silêncio é lúgubre e sepulcral. Silêncios de descriminação. Silêncios de adeus. Silêncios de morte. Silêncios de crueldade. Silêncios de desconfiança. Silêncios de desamor. Silêncios de sofrimento. Silêncios de desumanidade. Silêncios de solidão. Silêncios de angústia. Silêncios de vazio e distanciamento... </strong></p>
<p><strong>O Silêncio é paradoxal. Na sua infinita ambiguidade residem silêncios mais ou menos cómodos e oportunistas. Silêncios de mentira e omissão. Silêncios repletos de covardia. Silêncios de manipulação.  </strong></p>
<p><strong>Em cada silêncio das nossas vidas deveremos perguntar: O que queremos que reste depois de cada silêncio? De que silêncios queremos preencher o nosso silêncio? </strong></p>
<p><strong>Silêncios que são pontes ou silêncios que são muros...</strong></p>
<p align="center"><em><strong> AMMedeiros </strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Elegia do Paradoxo]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2007/01/06/a-elegia-do-paradoxo/</link>
<pubDate>Sat, 06 Jan 2007 11:27:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2007/01/06/a-elegia-do-paradoxo/</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;

&nbsp;
&#8220;My philosophy is paradox. I am of a logical cast of mind, and find common sens]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2007/01/a-literary-joust.jpg" title="a-literary-joust.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2007/01/a-literary-joust.jpg" alt="a-literary-joust.jpg" height="256" width="399" /></a></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong>"My philosophy is paradox. I am of a logical cast of mind, and find common sense hopeless. Philosophers have found paradox cropping up at the crux of every enquiry, and have tried to explain away this vicious circularity. I embrace the contradictory and celebrate the paradoxical. A paradox to me is like a pearl."</p>
<p>Patrick Hughes </strong>
</p>
<p align="center">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O Homem e a(s) Mentira(s)"]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/20/o-homem-e-as-mentiras/</link>
<pubDate>Mon, 20 Nov 2006 12:56:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/20/o-homem-e-as-mentiras/</guid>
<description><![CDATA[ 
Decorreu nos dias 17 e 18, ou seja, ao longo de sexta e sábado do passado fim-de-semana o colóqu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"> <a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/11/the-three-wise-books.jpg" title="the-three-wise-books.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/11/the-three-wise-books.jpg" alt="the-three-wise-books.jpg" height="247" width="399" /></a></p>
<p><strong>Decorreu nos dias 17 e 18, ou seja, ao longo de sexta e sábado do passado fim-de-semana o colóquio subordinado ao tema "O Homem e a(s) Mentira(s)" organizado pela Sociedade Portuguesa de Psicanálise.</strong></p>
<p><strong>Várias e interessantes foram as reflexões apresentadas pelos palestrantes. Salientaria fundamentalmente, sem qualquer demérito para as restantes, a posição do Dr. Jaime Milheiro, que foi o presidente honorário do colóquio, e que fez um alerta para os sinuosos perigos do casamento da mentira com a destruição:<span class="arial_11_preto"></span></strong></p>
<p><em><strong><span class="arial_11_preto">"(...) Há quem prefira chamar-lhe inverdade, versatilidade de opinião, informação insuficiente, imprecisão de pensamento ou outras delicadezas parecidas", </span><span class="arial_11_preto">enfatizando que, "(...) a verdade, porém, é que nunca se mentiu tanto como agora,  (...) </span><span class="arial_11_preto">seja para prejudicar outrem, enaltecer o ego ou omitir uma verdade inconveniente ou dolorosa, a mentira é aprendida na infância e faz parte do processo de crescimento. Pode até ser " remédio para inúmeras complicações, dores e sofrimentos", mas mais grave ainda,</span><span class="arial_11_preto"> "está de tal forma vulgarizada </span><span class="arial_11_preto">que se chegou ao paradoxo que quem fala a verdade, nada consegue, enquanto o engano parece funcionar em todos os lugares - por vezes, sob o eufemismo de diplomacia - desde que servido numa baixela atractiva"!</span></strong></em></p>
<p><strong>Todavia o Dr. Jaime Milheiro foi mais longe e afirmou:<br />
<em>"(...) <span class="arial_11_preto">a par do crescimento da mentira, assiste-se ao aumento da destruição, enquanto se fala cada vez mais de ética. Mentira e destruição têm o "estatuto de conjugalidade" e, juntas, tomaram conta da sociedade"</span></em></strong></p>
<p><strong>A corroborar esta veemente comunicação, acresce a do Prof. <span class="arial_11_preto">Rui Coelho, professor da Faculdade de Medicina do Porto</span>, que  referiu:<em><span class="arial_11_preto"><br />
"a mentira nunca é legítima e não faz sentido falar de "mentira saudável"  porque mentir prejudica a saúde mental de quem a pratica e está sempre associada à "desvalorização da capacidade de pensar do outro".</span></em></strong></p>
<p><strong>No âmbito da personalidade dever-se-á ter presente que: <em><span class="arial_11_preto">"a mentira serve também para iludir um défice de narcisismo, ou seja, para esconder uma fragilidade do Eu, quando é sádica, a falsidade destrói relações e pode transformar-se em patologia."</span> </em></strong></p>
<p><strong>Sem mentiras, um colóquio deveras interessante. Menos verosímil ainda pensar-se sobre o exposto, quiçá pensar-se porque mentimos... um excelente exercício de introspecção.</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A questão de hoje...]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/19/a-questao-de-hoje/</link>
<pubDate>Sun, 19 Nov 2006 13:41:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/19/a-questao-de-hoje/</guid>
<description><![CDATA[Talvez hoje mais que no passado, num contexto diferente, a questão seja fulcral e pernitente de se ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>Talvez hoje mais que no passado, num contexto diferente, a questão seja fulcral e pernitente de se colocar. A mulher de ontem, de hoje e do futuro... Nas suas particularidades característicamente femininas, na sua essência, estará tão indefinida assim? Ou será ainda o enigma do pensamento masculino? terá ela mesma que se questionar, na sociedade de hoje, o que é e o que será...?</em></p>
<p align="center"> <a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/11/chuvadeprata.jpg" title="chuvadeprata.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/11/chuvadeprata.jpg" alt="chuvadeprata.jpg" height="317" width="554" /></a></p>
<p align="center"><strong><font face="Verdana" size="2"><strong>«If her         functioning as a female is not enough to define woman, if         we decline also to explain her through 'the eternal         feminine', and if nevertheless we admit, provisionally,         that women do exist, then we must face the question         "what is a woman"?»</strong></font><font face="Verdana"> </font></strong></p>
<p align="center"><strong>Simone de Beauvoir </strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Essencialmente Burlesco]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/07/essencialmente-burlesco/</link>
<pubDate>Tue, 07 Nov 2006 10:41:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/11/07/essencialmente-burlesco/</guid>
<description><![CDATA[
&nbsp;
Descubra de que se trata e Participe no BURLESCO!!!
Link: http://paradoxar.blogspot.com
 
At]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/11/blog.jpg" title="blog.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/11/blog.jpg" alt="blog.jpg" height="348" width="462" /></a></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong>Descubra de que se trata e Participe no BURLESCO!!!</strong></p>
<p align="center"><strong>Link: <a href="http://paradoxar.blogspot.com" title="Essencialmente Burlesco" target="_blank">http://paradoxar.blogspot.com</a></strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Até Já!!!</strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Solestício de Inverno]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/29/solesticio-de-inverno/</link>
<pubDate>Sun, 29 Oct 2006 11:01:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/29/solesticio-de-inverno/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da acção.&#8221;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><font face="Georgia,Times New Roman,Times,serif" size="4"><strong>"O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da acção."</strong></font></strong></p>
<p><strong><font face="trebuchet ms" size="4"> </font><font face="Georgia,Times New Roman,Times,serif" size="4"><strong>Simone de Beauvoir</strong></font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p style="text-align:justify;font-weight:bold;font-family:trebuchet ms;color:#ccccff;" align="center"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/10/dalisoft.jpg" title="dalisoft.jpg"></a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/10/dalisoft.jpg" title="dalisoft.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/10/dalisoft.jpg" alt="dalisoft.jpg" /></a></p>
<p align="center"><strong>(Time Soft -  Dalí)</strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong>Hoje é um daqueles dias em que, aparentemente, o tempo de ontem não se rege pelas mesmas horas que o de hoje.</strong></p>
<p align="center"><strong><font face="trebuchet ms">As horas de ontem, na perspectiva do ontem enquanto passado, estão hoje no presente mais flexíveis e mais tardias ou mais promissoras relativamente ao devir, isto é, ao futuro. </font><font face="trebuchet ms">Todavia, esta aparente percepção do tempo, não passa de uma reorganização que escolhemos assumir para que </font><em><font face="trebuchet ms">os tempos</font></em><font face="trebuchet ms"> em que vivemos se nos afigurem mais coerentes para nós e entre si. </font></strong><strong><font face="trebuchet ms">No fundo, o tempo presente foi mais uma escolha, uma acção do passado para o tempo de hoje e do futuro...</font></strong></p>
<p align="center"><strong><font>AMMedeiros</font></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Being - John Malkovich]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/21/being-john-malkovich/</link>
<pubDate>Sat, 21 Oct 2006 19:01:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/21/being-john-malkovich/</guid>
<description><![CDATA[
&nbsp;
O retrato do humano&#8230; 
Os frágeis fios que prendem a marionete à vida, quem manipula ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/pU4lYUiCCyA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/pU4lYUiCCyA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><em><strong>O retrato do humano... </strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Os frágeis fios que prendem a marionete à vida, quem manipula o quê? </strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>A vida manipula a marionete...? </strong></em></p>
<p align="center"><em><strong>Ou, a marionete manipula a vida...? </strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entre o Sonho e o Paradoxo]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/19/entre-o-sonho-e-o-paradoxo/</link>
<pubDate>Thu, 19 Oct 2006 14:17:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
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<description><![CDATA[&nbsp;

 
Recriar no real as emoções que o ambiente de alguns jogos possibilitam em idades cujo d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/10/calvin.jpg" title="calvin.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/10/calvin.jpg" alt="calvin.jpg" /></a></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong>Recriar no real as emoções que o ambiente de alguns jogos possibilitam em idades cujo discernimento não o permite, poderá acarretar grandes dissabores, cuja responsabilidade, facto consumado, parece difícil de apurar...</strong> <strong>transportando assim o sonho para os paradoxos da realidade e transformando-o num pesadelo do qual será extremamente complicado, um dia, acordar...</strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PSYCHOSIPHOBIA]]></title>
<link>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/06/psychosiphobia/</link>
<pubDate>Fri, 06 Oct 2006 00:13:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>ammedeiros</dc:creator>
<guid>http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/06/psychosiphobia/</guid>
<description><![CDATA[
 (Clique sobre a imagem)
&nbsp;
Link: COAST MENTHAL HEALTH 
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://ammedeiros.wordpress.com/2006/10/06/psychosiphobia/psychosiphobia-diner-grjpg/" title="psychosiphobia-diner-gr.jpg"><img src="http://ammedeiros.wordpress.com/files/2006/10/psychosiphobia-diner-gr.jpg" style="width:443px;height:581px;" alt="psychosiphobia-diner-gr.jpg" /></a></p>
<p style="text-align:center;"> (Clique sobre a imagem)</p>
<p style="text-align:center;">&#160;</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Link:<a href="http://www.coastfoundation.com/" title="Coast Menthal Health" target="_blank"> COAST MENTHAL HEALTH</a> </strong></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
