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	<title>padre-antonio-vieira &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/padre-antonio-vieira/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "padre-antonio-vieira"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 06:55:11 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[A TV que ninguém vê]]></title>
<link>http://denunciacoimbra2.wordpress.com/?p=1184</link>
<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 04:20:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Denúncia Coimbrã</dc:creator>
<guid>http://denunciacoimbra2.pt-br.wordpress.com/2008/09/25/a-tv-que-ninguem-ve/</guid>
<description><![CDATA[ A TV AAC é a TV que ninguém vê! Este é o slogan que corre pela Padre António Vieira, nº 1. J]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://denunciacoimbra2.files.wordpress.com/2008/09/tvaac.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1185" title="tvaac" src="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/files/2008/09/tvaac.jpg?w=128" alt="" width="128" height="80" /></a> A TV AAC é a TV que ninguém vê! Este é o slogan que corre pela Padre António Vieira, nº 1. <a href="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/2008/01/07/perolas-a-porcos/">Já aqui referimos a mediocridade desta TV.</a> Aliás, até nos valeu uma ida ao DIAP  para prestar declarações sobre a queixinha interposta pela Secção TV AAC. Pensam estes TV´s que calam opiniões com a justiça. A nossa justiça são os factos. Agora que milhares de caloiros pisam pela 1ª vez a AAC, e deveriam ser informados sobre as actividades da casa, os monitores expostos no edifício ou estão desligados ou a passar...o logótipo da referida TV AAC.</p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1186" title="tvaac1" src="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/files/2008/09/tvaac1.jpg" alt="" width="694" height="482" /></p>
<p style="text-align:justify;">Para que não haja duvidas em relação às nossas criticas sugerimos o <a href="http://denunciacoimbra2.wordpress.com/2008/09/25/a-tv-que-ninguem-ve/#comments">comentário de alguém que já fez parte da TV AAC</a> e, melhor que ninguém, poderá traduzir o seu testemunho.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[In Nativitate Beatae Mariae Virginis]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=774</link>
<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 13:15:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.pt-br.wordpress.com/2008/09/08/in-nativitate-beatae-mariae-virginis/</guid>
<description><![CDATA[A festa da Imaculada Conceição da Virgem celebra-se no dia 08 de dezembro. Nove meses depois - hoj]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A festa da <strong>Imaculada Conceição da Virgem</strong> celebra-se no dia 08 de dezembro. Nove meses depois - hoje, dia 08 de setembro -, comemora-se o aniversário de Nossa Senhora, a festa do nascimento da Virgem Maria, a natividade da Mãe de Deus. Que Ela seja em nosso favor!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>* * *</strong></p>
<h3 style="text-align:center;">SERMÃO DO NASCIMENTO DA VIRGEM MARIA<br />
DEBAIXO DA INVOCAÇÃO DE N. SENHORA DA LUZ,<br />
TÍTULO DA IGREJA E COLÉGIO DA COMPANHIA DE JESUS,<br />
NA CIDADE DE S. LUÍS DO MARANHÃO.<br />
ANO DE 1657</h3>
<p style="text-align:justify;"><em>De qua natus est Jesus.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pe. Antônio Vieira</strong> [<strong><a href="http://januacoeli.wordpress.com/files/2008/09/sermoes-pe-antonio-vieira.pdf">download aqui</a></strong> de seus sermões]</p>
<p style="text-align:justify;">Celebramos hoje o nascimento; mas que nascimento celebramos? Se o perguntarmos à Igreja, responde que o nascimento de Maria; se consultarmos o Evangelho, lemos nele o nascimento de Jesus: <em>De qua natus est Jesus</em>. Assim temos encontrados nas mesmas palavras que propus, o texto com o mistério, o tema com o sermão, e um nascimento com outro. Se a Igreja celebrara neste dia o nascimento glorioso de Cristo, muito acomodado Evangelho nos mandava ler; mas o dia e o nascimento que festejamos não é o do Filho, é o da Mãe. Pois se ainda hoje nasce a Mãe, como nos mostra já a igreja e o Evangelho não a Mãe, senão o Filho nascido: <em>De qua natus est Jesus</em>? Só no dia de Nossa Senhora da Luz se pudera responder cabalmente a esta dúvida. O sol, se bem advertirdes, tem dois nascimentos: um nascimento com que nasce quando nasce, e outro nascimento com que nasce antes de nascer. Aquela primeira luz da manhã que apaga ou acende as sombras da noite, cuja luz é? É luz do sol. E esse sol então está já nascido? Não e sim. Não, porque  ainda não está nascido em si mesmo. Sim, porque já está nascido na sua luz. De sorte que naturalmente vêem os nossos olhos ao sol duas vezes nascido: nascido quando nasce, e nascido antes de nascer.</p>
<p style="text-align:justify;">Grande prova temos desta filosofia na mesma história evangélica, e é um dos mais aparentes encontros que se acham em toda ela. Partiram as Marias ao sepulcro na manhã do terceiro dia, e referindo o evangelista, S. Marcos a hora a que chegaram, diz assim: <em>Valde mane una subbatorum veniunt ad monumentum orto jam sole</em>: Ao domingo muito de madrugada chegaram ao sepulcro sendo já o sol nascido (Mc. 16,2). Notável dizer! Se era já o sol nascido: <em>Orto jam sole</em>, como era muito de madrugada: <em>Valde mane</em>? E se era muito de madrugada; <em>Valde mane</em>, como era já o sol nascido: <em>Orto jam sole</em>? Tudo era e tudo podia ser, diz Santo Agostinho, porque era o sol nascido antes de nascer. Ora vede. O tempo em que vieram as Marias ao sepulcro era muito de madrugada: <em>Valde mane</em>, diz S. Marcos; <em>Valde diluculo</em>, diz S. Lucas (Lc. 24,2). Era muito de madrugada: <em>Valde mane</em>? Logo já havia alguma luz que isso quer dizer dilúculo. Havia luz? Logo, já o sol estava nascido: <em>Orto jam sole</em>. Provo a conseqüência, porque o sol, como dizíamos, tem dois nascimentos: um nascimento quando vem arraiando aquela primeira luz da manhã a que chamamos aurora; outro nascimento quando o sol descobre, ou acaba de desaparecer em si mesmo. E como o sol não só nasce quando nasce em si mesmo, senão também quando nasce na sua luz, por isso disse o evangelista com toda a verdade, que era de madrugada e que era o sol nascido, Nenhuma destas palavras é minha; todas são da glosa de Lirano seguindo a Santo Agostinho: <em>Valde mane, orto jam soIe: Sol enim potest oriri dupliciter: uno modo perfecte, quando primo egreditur et apparet super terram; alio modo, quando lur ejus incipit apparerere, scilicet in aurora, et sic accipitur hic ortus solis</em>. Não o podia dizer mais em português. De maneira que àquela primeira luz com que se rompem as trevas da noite, chamou S. Marcos nascimento do sol, porque em todo o rigor da verdade evangélica, não só nasce o sol quando nasce em si mesmo, senão quando nasce na sua luz. Um nascimento do sol é quando nasce em si mesmo e aparece sobre a terra: <em>Quando primo egreditur et apparet super terram</em>; o outro nascimento é antes de nascer em si mesmo, quando nasce e aparece a sua luz: <em>Quando lux ejus incipit apparere</em>. É o que estamos vendo neste dia, e o que nos está pregando a Igreja neste Evangelho. O dia mostra-nos nascida a luz, o Evangelho mostra-nos nascido o sol, e tudo é. Não é o dia em que o sol apareceu nascido sobre a terra: <em>Quando primo egreditur et apparet super terram</em>, mas é o dia em que aparece nascido na luz da sua aurora: <em>Quando lux eius incipit apparere, scilicet in aurora</em>: porque, se o sol não está ainda nascido em si mesmo, já está nascido na luz de que há de nascer: <em>De qua natus est Jesus</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Estava dito. Mas porque parecerá novidade dar dois nascimentos e dois dias de nascimentos a Cristo, saibam os curiosos que não é novidade nova senão mui antiga, e uma das mais bem retratadas verdades que o Criador do mundo nos pintou no princípio dele. No primeiro dia do mundo criou Deus a luz, no quarto dia criou o sol. Sobre estes dois dias e estas duas criações há grande batalha entre os doutores, porque se o sol é a fonte da luz, que luz é esta que foi criada antes do sol? Ou é a mesma luz do sol, ou é outra luz diferente? Se é a mesma, por que não foi criada no mesmo dia? E se é diferente, que luz é, ou que luz pode haver diferente da luz do sol? Santo Tomás, e com ele o sentir mais comum dos teólogos, resolve que a luz que Deus criou o primeiro dia foi a mesma luz de que formou o sol ao dia quarto. De modo que em ambos estes dias e em ambas estas criações foi criado o sol. No primeiro dia foi criado o sol informe; no quarto dia foi criado o sol formado. São os termos de que usa Santo Tomás. No primeiro dia foi criado o sol informe, porque foi criado em forma de luz; no quarto dia foi criado o sol formado, porque foi criado em forma de sol. Em conclusão, que entre todas as criaturas só o sol teve dois dias de nascimento: o primeiro dia e o quarto dia. O quarto dia em que nasceu em si mesmo, e o primeiro em que nasceu na sua luz. O quarto dia em que nasceu sol formado, e o primeiro em que nasceu na luz de que se formou. Pode haver propriedade mais própria? Agora pergunto eu, se alguém me não entendeu ainda: quem é este sol duas vezes nascido? E quem é esta luz de que se formou este sol? O sol é Jesus, a luz é Maria, diz Alberto Magno. E não era necessário que ele o dissesse. Assim como o sol nasceu duas vezes, e teve dois dias de nascimento; assim como o sol nasceu uma vez quando nascido e outra antes de nascer; assim como o sol uma vez nasceu em si mesmo, e outra na sua luz; assim, nem mais nem menos, o sol Divino, Cristo, nasceu duas vezes e teve dois dias de nascimento. Um dia em que nasceu em Belém, outro em que nasceu em Nazaré. Um dia em que nasceu quando nascido, que foi em vinte e cinco de dezembro, e outro dia em que nasceu antes de nascer, que foi neste venturoso dia. Um dia em que nasceu de sua Mãe, outro dia em que nasceu com ela. Um dia em que nasceu em si mesmo, outro dia em que nasceu naquela de quem nasceu: <em>De qua natus est Jesus</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">[...]</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, cristãos, suposto que aquela soberana luz é tão apressada e diligente para nosso remédio, suposto que é tão universal para todos e para tudo, suposto que é tão piedosa e benigna para nos querer fazer bem, suposto que é tão privilegiada e favorecida por graça e benignidade do mesmo sol, metamo-nos todos hoje debaixo das asas desta soberana protetora para que nos faça sombra e nos dê luz, para que nos faça sombra e nos defenda dos raios do Sol de justiça, que tão merecidos temos por nossos pecados, e para que nos dê luz para sair deles, pois é Senhora da Luz. Aquela mulher prodigiosa do Apocalipse, que S. João viu com as asas estendidas, toda a Igreja reconhece que era a Virgem Maria. E nós podemos acrescentar que era a Virgem debaixo do nome e invocação de Senhora da Luz. A mesma luz o dizia e o mostrava, que da peanha até a coroa toda era luzes: a peanha lua, o vestido sol, a coroa estrelas; toda luzes e toda luz. E pois a Senhora da Luz está com as asas abertas; metamo-nos debaixo delas, e muito dentro delas, para que sejamos filhos da luz. <em>Dum lucem habetis, credite in lucem ut filii lucis sitis</em>, diz Cristo (Jo. 12,36). Enquanto se vos oferece a luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz. Sabeis, cristãos, por que não acabamos de ser filhos da luz? É porque não acabamos de crer na luz. Creiamos na luz, e creiamos que não há maior bem no mundo que a luz, e ajudem-nos a esta fé os nossos mesmos sentidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Por que estimam os homens o ouro e a prata, mais que os outros metais? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam os diamantes e as pedras preciosas mais que as outras pedras? Porque têm alguma coisa de luz. Por que estimam mais as sedas que as lãs? Porque têm alguma coisa de luz. Pela luz avaliam os homens a estimação das coisas, e avaliam bem, porque quanto mais têm de luz, mais têm de perfeição. Vede o que notou Santo Tomás: Neste mundo visível, umas coisas são imperfeitas, outras perfeitas, outras perfeitíssimas; e nota ele com sutileza e advertência angélica, que as perfeitíssimas têm luz, e dão luz; as perfeitas não têm luz mas recebem luz; as imperfeitas nem têm luz, nem a recebem. Os planetas, as estrelas e o elemento do fogo, que são criaturas sublimes e perfeitíssimas, têm luz e dão luz; o elemento do ar e o da água, que são criaturas diáfanas e perfeitas, não têm luz mas recebem luz; a terra e todos os corpos terrestres, que são criaturas imperfeitas e grosseiras, nem têm luz, nem recebem luz, antes a rebatem e deitam de si. Ora, não sejamos terrestres, já que Deus nos deu uma alma celestial; recebamos a luz, amemos a luz, busquemos a luz, e conheçamos que nem temos, nem podemos, nem Deus nos pode dar bem nenhum que seja verdadeiro bem, sem luz. Ouvi umas palavras admiráveis do apóstolo S. Tiago na sua epístola:</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Omne datum optim um, et omne donum perfectum de sursum est, descendens a Patre luminum</em> (Tg. 1,17): Toda dádiva boa, e todo dom perfeito descende do Pai dos lumes. Notável dizer! De maneira que quando Deus nos dá um bem que seja verdadeiramente bom, quando Deus nos dá um bem que seja verdadeiramente perfeito, não se chama Deus pai de misericórdias, nem fonte das liberalidades: chama-se pai dos lumes e fonte da luz, porque no lume e na luz, que Deus nos dá com os bens, consiste a bondade e a perfeição deles. Muitos dos que nós chamamos bens de Deus, sem luz são verdadeiramente males, e muitos dos que nós chamamos males, com luz são verdadeiros bens. Os favores sem luz são castigos, e os castigos com luz são favores; as felicidades sem luz são desgraças, e as desgraças com luz são felicidades; as riquezas sem luz são pobreza, e a pobreza com luz são as maiores riquezas; a saúde sem luz é doença, e a doença com luz é saúde. Enfim na luz ou falta de luz consiste todo o bem ou mal desta vida, e todo o da outra. Porque cuidais que foram santos os santos, senão porque tiveram a luz que a nós nos falta? Eles desprezaram o que nós estimamos, eles fugiram do que nós buscamos, eles meteram debaixo dos pés o que nós trazemos sobre a cabeça, porque viam as coisas com diferente luz do que nós as vemos. Por isso Davi em todos os salmos, por isso os profetas em todas suas orações, e a Igreja nas suas, não cessam de pedir a Deus luz e mais luz.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse é o dia, cristãos, de despachar estas petições. Peçamos hoje luz para nossas trevas, peçamos luz para nossas escuridades, peçamos luz para nossas cegueiras, luz com que conheçamos a Deus, luz com que conheçamos o mundo, e luz com que nos conheçamos a nós. Abramos as portas à luz para que alumie nossas casas; abramos os olhos à luz, para que alumie nossos corações; abramos os corações à luz, para que more perpetuamente neles. Venhamos, venhamos a buscar luz a esta fonte de luz, e levemos daqui cheias de luz nossas almas. Com esta luz saberemos por onde havemos de ir; com esta luz conheceremos donde nos havemos de guardar; com esta luz, enfim, chegaremos àquela luz onde mora Deus, a que o apóstolo chamou luz inacessível: <em>Qui lucem inhabitat inaccessibilem</em> (I Tim. 6,16), que só por meio da luz que hoje nasce, se pode chegar à vista do sol que dela nasceu: <em>De qua natus est Jesus</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Razões que a Igreja tem e teve desde seu princípio para no Ofício Eclesiástico não usar das línguas vulgares]]></title>
<link>http://servusservorumdei.wordpress.com/?p=78</link>
<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 18:03:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>servusservorumdei</dc:creator>
<guid>http://servusservorumdei.pt-br.wordpress.com/2008/09/02/razoes-que-a-igreja-tem-e-teve-desde-seu-principio-para-no-oficio-eclesiastico-nao-usar-das-linguas-vulgares/</guid>
<description><![CDATA[Trecho do Sermão XXII do Padre Antônio Vieira - Editora das Américas
(&#8230;) as muitas razões ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Trecho do Sermão XXII do Padre Antônio Vieira - Editora das Américas</strong></p>
<p>(...) as muitas razões que a Igreja Católica tem e teve desde seu princípio para no Ofício Eclesiástico, como também nas Escrituras Divinas, na Missa e nas formas dos Sacramentos não usar das línguas vulgares, senão da latina, se reduzem principalmente a duas: a primeira, pela majestade das coisas Sagradas e culto divino, que nos ouvidos e entendimentos dos rudes podia perder parte da reverência e estimação, e ficar exposto a muitas interpretações, não só indignas, mas erradas. A segunda, porque sendo a Igreja Católica uma só, também convinha que a língua de que usasse em tôdas as partes do mundo fôsse assim mesmo uma, e essa a mais comum e universal, qual é a latina(...).</p>
<p>(...)É doutrina de São Paulo que sempre se deve escolher o melhor: Aemulamini charismata meliora (1). E não era necessário para isso a sua autoridade, porque assim o ensina a prudência e ditame natural da razão. Quando a escolha é entre o mal e o bem, há-se de escolher o bem, e deixar-se o mal; mas quando é entre o bom e o melhor - como a nossa - há-se de escolher o melhor, e deixar-se o bom. Esta verdade, ditada pela natureza e canonizada pela fé, é a que eu pretendi persuadir em todo êste discurso. Rezar o Breviário, ainda que se não entenda, sempre é bom, porque é de religião e culto divino, e modo de honrar, venerar e louvar a Deus.</p>
<p>(1) Aspirai aos melhores dons (1 Cor 12,31).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A importância do bate-boca]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=527</link>
<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 21:43:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.pt-br.wordpress.com/2008/08/20/a-importancia-do-bate-boca/</guid>
<description><![CDATA[Há discussões e discussões. Algumas são intrinsecamente infrutíferas, quando o assunto tratado ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Há discussões e discussões. Algumas são intrinsecamente infrutíferas, quando o assunto tratado tem pouca ou nenhuma importância para a salvação das almas ou - pior ainda - quando é-lhes prejudicial. Outras, são <strong>extrinsicamente</strong> infrutíferas, quando as condições não são propícias, ou quando os interlocutores não estão com as disposições de espírito exigidas para um debate frutuoso, ou quando se observa algum motivo semelhante. Por fim, há outras que são profícuas, que são todas as demais.</p>
<p>Tenho um natural otimismo com relação às discussões. Acredito que um número considerável delas <span style="text-decoration:underline;"><strong>vale a pena</strong></span> - a despeito do pouco fruto que elas pareçam dar - porque acredito que o ser humano tem uma natural sede da Verdade, e que argumentos racionais tendem a atrair a atenção das pessoas. Parece-me que foi Chesterton quem certa vez disse que, se ele tivesse um bom amigo e pudesse conversar com ele todas as noites por longos anos, conseguiria converter este amigo à Fé Católica. Neste aspecto, estou com o insigne escritor inglês.</p>
<p>Primeiro, porque acredito que a Fé Católica é "intrinsecamente convincente"; sendo Ela verdadeira, e possuindo o ser humano um inato desejo de Verdade, a Fé é, em Si, a resposta às aspirações últimas de todas as pessoas. Segundo, porque acredito na capacidade humana de mudar; uma vez que Nosso Senhor Jesus Cristo disse-nos para que pedíssemos, pois receberíamos, e batêssemos, pois abrir-se-nos-iam as portas, acredito piamente que um desejo sincero de encontrar a Deus é capaz de "mover o coração do Altíssimo", e de provocar mudanças profundas e verdadeiras na visão de mundo das pessoas, quaisquer que sejam elas.</p>
<p>Para Chesterton, todavia, é necessário que o amigo dele seja "muito amigo" e que eles possam conversar por "muitos anos". Isso acontece porque a Fé, embora seja em Si convincente, não Se apresenta à alma de maneira imediata. Obstáculos podem ser colocados ao esplendor da Verdade Católica. Principalmente dois: as duas pessoas que estão discutindo. E, exatamente por isso, discutir é necessário.</p>
<p>É necessário, porque existem preconceitos da parte de quem ouve que precisam ser quebrados - e quebrar preconceitos leva tempo. É também necessário, porque existem limitações de expressão da parte de quem fala, que precisam ser contornadas da melhor maneira possível - isso também requer tempo. Não acredito muito em "conversões miraculosas" de mudanças radicais de pessoas após pouca conversa e pouca discussão, porque milagres são raros e a minha (parca, reconheço) experiência me ensinou que é muito fácil colocar obstáculos a Fé, e muito difícil contorná-los. O que não significa que eles sejam "incontornáveis".</p>
<p>Mas não é suficiente somente tempo, se não houver aquela "disposição de ânimo" necessária à assimilação daquilo que é ouvido. Chesterton fala em ser "muito amigo" do interlocutor; isso sem dúvidas seria muito bom, mas parece-me suficiente que você <strong>não seja muito inimigo</strong> dele. Ter inimizade por um contendor é a maneira mais fácil e eficaz de transformar uma discussão interessante em uma daquelas extrinsicamente estéreis - porque, mesmo que o assunto em si seja nobre e verdadeiro, se o adversário estiver "cego" pela inimizade que devota a você, não adianta de nada. Tempo, pois, para que os preconceitos sejam efetivamente derrubados; amizade (ou pelo menos "não-inimizade"), para que eles <strong>possam</strong> ser derrubados.</p>
<p>Há uma história atribuída a [se não me falha a memória] Santo Inácio de Loyola, segundo a qual o santo, certa vez, ao encontrar os seus filhos espirituais em silêncio, perguntou-lhes irado por que eles não estavam discutindo. Não sei se é história verídica ou se é anedota, e também vale salientar que a discussão entre a Fé e a incredulidade é de uma espécie diferente daquele na qual se busca aprofundar a Fé, mas o que eu quero reforçar trazendo este episódio à baila é que a discussão <strong>é importante</strong>, tão importante que não se podem privar dela nem mesmo os que já quebraram os muros iniciais do preconceito e começaram a dar passos em sua caminhada espiritual; a meu ver, nem mesmo estes o podem por três motivos principais.</p>
<p>O primeiro, para que aprendam a discutir. É necessário exprimir com fidelidade o que deve ser expresso, é necessário <strong>entender o pensamento</strong> do seu interlocutor [sem isso nada funciona], é necessário saber manter a calma e evitar a todo custo angariar inimizades. E discutir é fundamental para a pregação do Evangelho, para a propagação da Fé Católica, para a glória de Deus e para a salvação das almas.</p>
<p>O segundo, para que aprofundem o seu conhecimento; "entender para crer, crer para entender" é o conhecido adágio agostiniano, e é pressuposto da caminhada espiritual. Um corpo que não se desenvolve é um corpo morto e, nos caminhos espirituais, não progredir já é um retrocesso - para usar dois conhecidos ditados que vêm muito a calhar. Sempre há para onde progredir pois, aqui na Terra, é-nos impossível chegar onde não haja mais progresso espiritual possível.</p>
<p>O terceiro - e muitas vezes ignorado - motivo, é para que <strong>aprendam a aprender</strong>; coloquem-se "do lado de lá" da discussão, e saibam reconhecer os próprios erros e as próprias limitações. Isto é fundamental para o progresso espiritual - afinal, sempre há o que aprender - e é também fundamental para entender melhor a situação daqueles a quem os argumentos são dirigidos; sem isso, não se aprende a discutir.</p>
<p><em>"Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança"</em>, escreveu o primeiro Papa; mas acrescentou logo em seguida: <em>"mas fazei-o com suavidade e respeito"</em> (<a href="http://www.bibliacatolica.com.br/01/67/3.php">1Pd 3, 15</a>). De onde nós temos que, sim, discutir <strong>é essencial</strong>, mas também é essencial a <strong>maneira</strong> como discutimos. Se o bate-boca não dá resultado, não pode ser por culpa da Doutrina Católica; por conseguinte, deve ser procurado entre os contendores o culpado. Afinal, como já dizia o pe. António Vieira no <a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/sexagesi.html">Sermão da Sexagésima</a>:</p>
<blockquote><p>Sabeis, cristãos, porque não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, porque não faz fruto a palavra de Deus? -- Por culpa nossa.</p></blockquote>
<p>Isto pode, <em>mutatis mutandis</em>, ser aplicado a nós também. Aprendamos a discutir, para podermos trabalhar pela maior glória de Deus. E termino com as palavras do mesmo pe. Vieira, com as quais termina o conhecido sermão:</p>
<blockquote><p>Veja o Céu que ainda tem na terra quem se põe da sua parte. Saiba o Inferno que ainda há na terra quem lhe faça guerra com a palavra de Deus, e saiba a mesma terra que ainda está em estado de reverdecer e dar muito fruto: <em>Et fecit fructum centuplum</em>.</p></blockquote>
<p><strong>Amen</strong>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[cadernos de poesia do aluno haruki, parte I]]></title>
<link>http://bottomdrawer.wordpress.com/?p=105</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 03:32:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilherme</dc:creator>
<guid>http://bottomdrawer.pt-br.wordpress.com/2008/08/14/caderno-de-poesia-do-aluno-haruki-parte-i/</guid>
<description><![CDATA[chuvas de agosto
círculo sem começo nem fim
     esse querer você perto de mim
simples assim
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>chuvas de agosto</strong></p>
<p>círculo sem começo nem fim<br />
     esse querer você perto de mim<br />
simples assim</p>
<p>toscos versos que pendem pro kitsch</p>
<p>culpa sua - toda sua<br />
que veio e fez chover.<br />
                      (a grama cresceu)</p>
<p><em>(tradução: guilherme conte)</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A eternidade e o desejo]]></title>
<link>http://damaria.wordpress.com/?p=171</link>
<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 01:58:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Maria</dc:creator>
<guid>http://damaria.pt-br.wordpress.com/2008/08/07/a-eternidade-e-o-desejo/</guid>
<description><![CDATA[Mais um da Inês Pedrosa. Mais um que não gostei muito. Sei lá, é complicado dizer isso de uma es]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um da Inês Pedrosa. Mais um que não gostei muito. Sei lá, é complicado dizer isso de uma escritora que está fazendo o maior sucesso por aqui e em Portugal, esteve por aqui, na Flip, e é a queridinha da hora. E por que eu continuo lendo a Inês? Porque a forma dela é muito boa. E a gente tem que ler para escrever bem. E, como eu acho que já disse, ou aqui ou em outro lugar, se hei de perder meu tempo lendo (coisa pela qual não sou lá muito apaixonada), ganharei vocabulário, ganharei técnica de escrita, e ninguém melhor do que os portugueses para nos fazer melhorar nestes aspectos. Nisso Inês ajuda.</p>
<p>É o quarto livro dela que leio, e ainda tem um de contos comprado e intocado lá na estante. Não sei se vou me aventurar nele. Li quatro, só gostei de um. Cansei da Inês. Sabe o que é? Ela fala muito. O enredo dela é meia boca, mas até aí tudo bem, pois poderia ser uma leitura agradável mesmo assim. Mas ela abusa dos monólogos internos, e suas personagens ficam parecendo com aquelas pessoas que sentam ao seu lado, falam sem parar, e você só consegue fazer movimentos com a cabeça para responder. Como cansa!</p>
<p>Mas este livro em particular, teve, além do contato com o português bem escrito, uma outra coisa muito interessante: li, pela primeira vez, trechos dos sermões de Antônio Vieira, o padre, cuja coleção tenho inteirinha na estante, mas nunca tinha lido sequer um. Suas palavras são fabulosas, e talvez eu venha a ler mais alguns depois deste primeiro contato. Ela inclui estes trechos porque a personagem principal é fã do Padre, enfim, tem a ver com a história, que se passa na Bahia, diga-se, e sobre a qual a autora tenta, timidamente, mostrar alguma coisa - algo como alemão no samba.</p>
<p>Concluindo: se tem curiosidade de conhecer Antonio Vieira, conheça, vá atrás dos Sermões. Se quer saber da Bahia, Jorge Amado, por favor.</p>
<p><em>PS: como não há a categoria de "filmes que vejo", vou colocar aqui nos "livros que leio" mesmo. Ontem vi um filme sobre a vida de um tal de Modigliani (mesmo nome do filme), um pintor, contemporâneo de Picasso, Diego Rivera, e outros, de quem nunca tinha ouvido falar. Bom filme,  melhor ainda (e sempre) o Andy Garcia. Chorei horrores, como há muito não chorava vendo filme.<br />
</em></p>
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<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://sitiodascitacoes.wordpress.com/2008/07/31/3163/</link>
<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 15:26:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Meg</dc:creator>
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<description><![CDATA[“A boa educação é como uma moeda de ouro, em toda a parte tem valor.”
Padre António Vieira
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">“A boa educação é como uma moeda de ouro, em toda a parte tem valor.”</p>
<p style="text-align:justify;">Padre António Vieira</p>
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<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://sitiodascitacoes.wordpress.com/2008/07/25/2430/</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 22:20:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Meg</dc:creator>
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<description><![CDATA[“Milagres feitos devagar são obras da natureza; obras da natureza feitas devagar são milagres.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">“Milagres feitos devagar são obras da natureza; obras da natureza feitas devagar são milagres.”</p>
<p style="text-align:justify;">Padre António Vieira</p>
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</item>
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<title><![CDATA[Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes?]]></title>
<link>http://filipatorres.wordpress.com/?p=103</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 17:03:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rachelll</dc:creator>
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<description><![CDATA[“(…) Descendo ao particular, direi agora, peixes, o que tenho contra alguns de vós. E começand]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;"><span style="font-size:10pt;font-family:&#34;">“(…) Descendo ao particular, direi agora, peixes, o que tenho contra alguns de vós. E começando aqui pela nossa costa (…), ouvindo os Roncadores e vendo o seu tamanho, tanto me moveram a riso como a ira. É possível que sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar? Se com uma linha de coser e um alfinete torcido vos pode pescar um aleijado, porque haveis de roncar tanto? Mas por isso mesmo roncais. Dizei-me: o espadarte porque não ronca? Porque, ordinariamente, quem tem muita espada tem pouca língua. (…)"</span></span></p>
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<title><![CDATA[“Vieira – O Céu na Terra” nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa]]></title>
<link>http://programadefestas.wordpress.com/?p=1729</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 17:00:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>profestas</dc:creator>
<guid>http://programadefestas.pt-br.wordpress.com/2008/07/24/%e2%80%9cvieira-%e2%80%93-o-ceu-na-terra%e2%80%9d-nas-ruinas-do-convento-do-carmo-em-lisboa/</guid>
<description><![CDATA[
 A propósito das comemorações dos 400 anos do nascimento do padre António Vieira, o Teatro D.M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3076/2698305353_0c1e890a9f_o.jpg" alt="" width="800" height="593" /></p>
<p> A propósito das comemorações dos 400 anos do nascimento do padre António Vieira, o Teatro D.Maria II produz “Vieira – O Céu na Terra”. Em cena, até ao dia 16 de Agosto, nas Ruínas do Convento do Carmo.</p>
<p><strong>"Vieira - O Céu na Terra",</strong> da autoria de Miguel Real e Filomena Oliveira, é uma produção do Teatro Nacional D. Maria II inserida nas comemorações do IV centenário do nascimento do religioso e famoso pregador português.</p>
<p>"Em Lisboa, na corte de D. João IV, no Brasil entre os colonos ou entre os índios do sertão, revela-se o homem de plurais actividades - missionário, diplomata, político, orador, profeta, escritor, nacionalista", refere a sinopse de "Vieira - O Céu na Terra".</p>
<p>"É um homem que morre fracassado (as suas profecias não se cumpriram), mas feliz, cheio de esperança. Era um homem de mil projectos, de mil actividades", acrescentou, em declarações à Lusa, o autor do texto.</p>
<p><strong>O Padre António Vieira</strong> nasceu em Lisboa e aos 6 anos foi viver para o Brasil onde estudou no Colégio dos Jesuítas e se juntou à Companhia de Jesus, tendo ao longo da sua vida defendido várias causas humanitárias e chegado a ser preso por ordem do Santo Ofício.</p>
<p>A peça "vai fixar três aspectos da obra do padre António Vieira: a sua sede de justiça social - com a defesa dos judeus perseguidos pela Inquisição e dos índios e escravos no Brasil - o aspecto profético (do V Império como união dos povos) e a eloquência da sua oratória", disse<strong> Miguel Real.</strong></p>
<p><strong>Filomena Oliveira</strong>, o outro elemento desta dupla de autores, trabalhou a encenação e desde logo destacou o "espaço fortíssimo" sugerido pelo director do D. Maria II, Carlos Fragateiro, para este espectáculo - as Ruínas do Carmo.</p>
<p>"A nave central é utilizada para a representação e o público fica lateralmente", explicou a encenadora, acrescentando que se pretende que os espectadores se sintam transpostos para ambientes do século XVII, seja uma igreja de Lisboa ou o sertão brasileiro.</p>
<p>A mudança é feita sobretudo através dos jogos de luz, das cores e das formas, que permitem "uma constante transformação das Ruínas do Carmo", apontou Andrzej Kowalski, responsável pelo espaço cénico e imagem.</p>
<p>Num elenco com 15 actores, a figura do Padre António Vieira será representada por José Henrique Neto enquanto João Lagarto faz de inquisidor.</p>
<p>O espectáculo será apresentado de 22 de Julho até 16 de Agosto, e seguirá para o Brasil, entre Novembro e Dezembro, no âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada da família real, disse à Lusa Carlos Fragateiro.</p>
<p>"O Padre António Vieira é uma das figuras que mais unem Portugal e Brasil", afirmou o director do teatro.</p>
<p><strong>ANTÓNIO BANHA </strong>Burguês 1 / César Ortigão / Governador<br />
<strong>BRUNO SCHIAPPA</strong> Bispo / D. José de Meneses / Burguês 2<br />
<strong>CARMEN SANTOS</strong> D. Luísa de Gusmão<br />
<strong>CLÁUDIA FARIA</strong> Mulher no Brasil / Mulher do povo em Lisboa<br />
<strong>FÉLIX FONTOURA</strong> Nestor<br />
<strong>JOÃO BRÁS</strong> D. João de Vila Verde / Reinol 1<br />
<strong>JOÃO LAGARTO</strong> D. Jorge de Albergaria (inquisidor)<br />
<strong>JOSÉ HENRIQUE NETO</strong> P. António Vieira<br />
<strong>JÚLIO MARTIN</strong> P. Fernão Cardim / Francisco Mendes / Rabi<br />
<strong>MARQUES D’AREDE</strong> D. João IV<br />
<strong>MAURÍCIO VITORIA</strong> Caumondé (índio)<br />
e <strong>FLÁVIO TOMÉ &#124; JOÃO MAIS &#124; PAULA COELHO &#124; PAULO CAMPOS DOS REIS</strong></p>
<p>213 250 827/835 (Teatro Nacional D. Maria II)</p>
<p>O preço único é de € 10,00 - (3ª a Sáb. 22h00) - <strong>22 Julho a 16 de Agosto</strong></p>
<p><strong>Um espectáculo a não perder.</strong></p>
<p><strong>Fotografia de </strong><a href="http://www.podiumfoto.com/podium.php?num_foto=4450" target="_blank"><strong>António Caeiro</strong></a></p>
<p><a href="http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/21ebd90a4bd4ef73d393f2.html" target="_blank">Lusa/fim</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[conversa na catedral]]></title>
<link>http://bottomdrawer.wordpress.com/?p=9</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 21:12:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>guilherme</dc:creator>
<guid>http://bottomdrawer.pt-br.wordpress.com/2008/06/07/conversa-na-catedral/</guid>
<description><![CDATA[almoço com seminaristas na casa da mãe deste que vos escreve. cadeiras no quintal, carnes ao fogo.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>almoço com seminaristas na casa da mãe deste que vos escreve. cadeiras no quintal, carnes ao fogo. uma cervejinha (eles podem; o que a bíblia condena é o embriagar-se), clima levemente monty python no ar. humor cristão da melhor qualidade.</p>
<p>seminarista 1 - (...) sim, vai ter sim. a nossa festa junina vai ser no dia 21.</p>
<p>(<em>pequena pausa</em>)</p>
<p>eu - como é que vocês escolhem quem vai ser o padre?</p>
<p>(<em>risos intensos, gerais</em>)</p>
<p>seminarista 2 (<em>rindo</em>) <em>-</em> o pior não é nem isso. o pior é escolher quem vai ser a noiva!</p>
<p>(<em>risos mais intensos ainda, aquele regojizo de uma piada que sucede a outra com perfeição, o doce encaixe de uma pazinha de plástico com um sorvete de creme</em>)</p>
<p>eu (<em>pretextando surpresa</em>) - nossa! (<em>com ares de arremate</em>) eu nem pensei por esse lado...</p>
<p>e peguei uma paçoquinha.</p>
]]></content:encoded>
</item>

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