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	<title>ossos-do-oficio &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/ossos-do-oficio/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ossos-do-oficio"</description>
	<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 12:08:02 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Evite o estresse no trabalho!]]></title>
<link>http://rogerlima.wordpress.com/?p=373</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:28:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>rogerlima</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Dica:&nbsp; Over - Overdome
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://rogerlima.wordpress.com/files/2008/07/evite-o-stress-no-trabalho.jpg" alt="" class="alignnone size-full wp-image-376" width="433" height="1102"></p>
<p>Dica:&#160; Over - <a href="http://www.overdome.blog.com" target="_blank">Overdome</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[XL]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=222</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 00:07:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Depois de passar o dia inteiro ouvindo falar de Gisele Bündchen e da macacagem que se faz em torno ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marjorierodrigues.files.wordpress.com/2008/06/semcom2.jpg"></a>Depois de passar o dia inteiro ouvindo falar de Gisele Bündchen e da macacagem que se faz em torno da pobrezinha toda vez que ela vem ao Brasil, registro uma breve opinião sobre o assunto.</p>
<p>Acho Gisele belíssima. Muito bonita mesmo. Desde que...</p>
<p>a)<strong>Tenha um fotógrafo orientando suas poses</strong>. Caso contrário, ela sucumbe a uma série de tiques nervosos (piscar o olho, fazer V da vitória, levantar o pézinho, fazer careta; não necessariamente nesta ordem) que fazem a <em>top model</em> parecer <em>miss festa do morango</em>.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-225" src="http://marjorierodrigues.wordpress.com/files/2008/06/semcom2.jpg?w=300" alt="" width="300" height="180" /></p>
<p>b)<strong>Ela esteja calada. </strong>A moça tem muitos atributos, mas fluência verbal infelizmente não é um deles. Quem já assitiu a alguma entrevista deve ter reparado que ela não articula as frases direito: é a rainha do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anacoluto" target="_blank">anacoluto.</a> De mais a mais, não me lembro de alguma declaração digna de nota vinda da modelo. Bom, isso talvez não seja culpa dela - e sim <a href="http://br.reuters.com/article/entertainmentNews/idBRB5802320080623" target="_blank">dos jornalistas que fazem perguntas cretinas</a>.</p>
<p>Se eu fosse a moça, já teria me aposentado ao arrecadar metade da grana que ela tem hoje e ficaria o dia inteiro comendo brownie. Ou pelo menos jamais pisaria no Brasil novamente. Eita Zé povinho que adora babar ovo em produto de exportação.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dicas]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=173</link>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 12:08:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[1 - Logólogos.
2 - Sobre quão escrotos são alguns jornalistas com os seus leitores ou sobre como ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>1 - <a href="http://logologos.blogspot.com/" target="_blank">Logólogos.</a></p>
<p>2 - <a href="http://observatorio.ig.com.br/artigos.asp?cod=486IMQ007" target="_blank">Sobre quão escrotos são alguns jornalistas com os seus leitores ou sobre como o sarcasmo é, na maioria das vezes, a arma dos bobos.</a></p>
<p>3 - <a href="http://seuumbigo.blogspot.com/2007/05/e-pra-matar-as-saudades.html" target="_blank">Texto FODA. Rolou uma identificação, heh.</a></p>
<p>4 - <a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2008/05/23/ult574u8503.jhtm" target="_blank">Nerd é o novo cool. Há tempos.</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=167</link>
<pubDate>Wed, 21 May 2008 14:28:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Saiu uma matéria sobre o Lúcio Flávio Pinto no L.A Times.
O Lúcio é o faz-tudo do Jornal Pessoa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.latimes.com/news/nationworld/world/la-ca-amazon18-2008may18,1,1085505.story" target="_blank">Saiu uma matéria sobre o Lúcio Flávio Pinto no L.A Times.</a></p>
<p>O Lúcio é o faz-tudo do Jornal Pessoal, fundado por ele para falar sobre as mutretas e falcatruas que acontecem na Amazônia, já que ninguém lá publica nada sem ter rabo preso com algum coroné ou político. Lúcio insiste e resiste. Não sei como ainda não mataram o cara.</p>
<p>A primeira vez que li sobre ele foi no livro "Repórteres", compilação do Audálio Dantas. Aí, meses depois, eu conheci o Audálio em um curso e depois numa pauta. Foi engraçado perceber que essas pessoas com histórias tão incríveis para contar são reais e normais...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A dor dos outros]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=160</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 15:51:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[A parte mais difícil do meu dia foi escolher as fotos para ilustrar as matérias sobre o terremoto ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A parte mais difícil do meu dia foi escolher as fotos para ilustrar as matérias sobre o terremoto na China.</p>
<p>Até agora, escrevia 5 mil, 15 mil, 30 mil, 50 mil mortos numa boa. Considerar os números como meras abstrações é o que há de mais escroto nos jornalistas, mas, ao mesmo tempo, é o que permite que a gente mantenha (um pouco d)a sanidade.</p>
<p>Escolhi as mais amenas, sem corpos. Não sei dizer se essa foi a melhor escolha (até porque mostrar ou não o horror da dor alheia é uma velha discussão...). O fato é que não consigo parar de pensar na foto que mostrava as perninhas de um bebê (pelo tamanho, devia ter poucos meses de idade)  no meio de uma montanha de escombros. É aí que a gente percebe do que é que está falando.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dica]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=158</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 15:31:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Faz um tempinho que comecei a ler o Pé na África, diário de viagem de um repórter da Folha que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um tempinho que comecei a ler o <a href="http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br" target="_blank">Pé na África</a>, diário de viagem de um repórter da Folha que está percorrendo todo o continente.</p>
<p>Não sei se a decisão da viagem foi dele ou do jornal, mas, de todo modo, é uma boa iniciativa, já que os países africanos raramente aparecem no noticiário (a não ser quando há uma tragédia estratosférica) e mais raramente ainda aparecem em separado, com suas particularidades culturais. África é que nem índio - no jornal, "é tudo a mesma coisa"...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=149</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 14:19:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Trabalhar com notícias em tempo real pode te transformar numa pessoa meio chata - as pessoas vêm]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhar com notícias em tempo real pode te transformar numa pessoa meio chata - as pessoas vêm comentar as coisas, dizer: "você viu?", e eu penso: "meu, mas isso é tão velho"... E é só de ontem.</p>
<p>Estou mentalmente cansada.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O futuro do jornalismo]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=141</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 21:46:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Abro o jornal laboratório dos alunos do primeiro ano e leio: &#8220;Saiba como prevenir o  câncer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Abro o jornal laboratório dos alunos do primeiro ano e leio: "Saiba como prevenir o  câncer de <strong>cólo</strong> de útero".</p>
<p>Thumbs up.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jornalista desinformado existe? Existe sim, senhor!]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=139</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 15:16:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nada me dá mais raiva que jornalista desinformado (paradoxo? imagina!) bradando que deixar que os ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nada me dá mais raiva que jornalista desinformado (paradoxo? imagina!) bradando que deixar que os índios adentrem a Raposa Serra do Sol (o que já foi determinado pela justiça porque cumpre com todos os aspectos da lei - já era, perdeu, preibói) é "ameaçar a soberania nacional".</p>
<p>1) A lei estabelece que as terras serão utilizadas pelos índios, mas a propriedade continua sendo da união. Os arrozeiros, ao contrário, querem a propriedade do local. Não sei onde uma terra da união oferece mais ameaça à soberania que uma propriedade privada.</p>
<p>2)Embora tenham tido (bastante) contato com a nossa cultura, a organização social e política dos índios não pressupõe um Estado. Aliás, mesmo se quisessem, eles iam se separar do Brasil como? Eles lá têm condições militares e financeiras para isso? É diferente da Bolívia, onde os mais ricos é que estão a fim de se separar para não perder algumas regalias. Há quem diga: os índios vão se associar a empresas estrangeiras que desmatam e querem a Amazônia todinha porque são filhas do Belzebu. Olha, até onde sei, existem mais fazendeiros que índios associados a gringos filhos de Belzebu.</p>
<p>3) Os jornalistas desinformados (ou a serviço de alguém...) dizem que a área demarcada é grande demais para cerca de 17 mil índios. Mas omitem o fato de que os arrozeiros que se recusam a sair  de lá podem ser contados nos dedos das mãos.</p>
<p>Ou seja: essa galera sai por aí fazendo matéria e escrevendo artigo sem ao menos dar uma conferida na lei que permitiu a demarcação das terras. Simata.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["quiburro!"]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=115</link>
<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 00:17:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Há algum tempo, eu encafifei que queria escrever uma coluna engraçadinha sobre jornalismo e mandei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo, eu encafifei que queria escrever uma coluna engraçadinha sobre jornalismo e mandei uns textos para o editor de um site que está linkado aí ao lado, mas não direi qual é.</p>
<p>Eis o por quê de ter encafifado: quando larguei a faculdade de Ciências Sociais e decidi prestar jornalismo, não estava 100% certa de que era isso que queria ser (afinal, a gente quer ser tanta coisa...), mas acabei descobrindo que este é um assunto que me estimula. Sempre gostei de notícia, mas não tinha o costume de questionar a fundo a forma como as informações chegavam. E olha que nem é preciso ser estudante pra fazer isso. É legal ver que, em fóruns sobre o assunto, tem gente que é dentista, engenheiro, médico, físico e, ainda assim, gosta de analisar a imprensa. E, na verdade, era assim que devia ser. Todo mundo devia se preocupar com isso. Afinal, jornal é feito para o público e público somos todos, não?</p>
<p>Depois de começar a trabalhar, vi que, mais do que <em>fazer</em> jornalismo (o que pode ser sacal ou irritante de vez em quando), gosto de <em>pensar</em> e <em>discutir</em> jornalismo. Sinto um puta tesão em ler observatório da imprensa, columbia journalism review, comunique-se, revista Imprensa, vinte mil blogs e todo mundo que analise as atividades dos coleguinhas (desde que com um mínimo de embasamento). Primeiro, porque a gente aprende com o erro dos outros e, segundo... porque algumas questões relacionadas a jornalismo podem ser um puta assunto pra mesa de bar - se quiser, pode testar. </p>
<p>Então, encafifei que queria batalhar um lugar de destaque razoável para escrever as minhas reflexões e debater com as pessoas - afinal, não tenho saco de divulgar este blog.</p>
<p>Aí, mandei um email pro cara falando das minhas idéias e anexando alguns textos (encabeçando-os, estava "a mídia e o monstro", publicado aqui recentemente) e o cara me responde: "<em>então, mas é que não falamos de imprensa sensacionalista"</em> (hello, como se o texto falasse só disso!) "<em>nós fazemos e falamos sobre jornalismo cultural. Mande um texto relacionado a isso</em>".</p>
<p>Eu logo exclamei "quiburro!" (tal qual a menininha daquela velha propaganda, ao ver Çadia escrito assim, com ç) e me senti tentada a responder com o meu já quase bordão "simata". Mas respirei fundo e desisti da idéia, afinal a confusão que o tal cara fez é bastante comum: tá cheio de gente que confunde <em>cultura </em>com <em>indústria cultural.</em> </p>
<p>Falar de cultura não é só falar de livro, disco, filme, teatro, estréia, bilheteria. Falar de cultura é falar de costumes, de pontos de vista, de opinião pública, de tendências comportamentais e da imagem que cada grupo social faz de si mesmo e dos outros. Sendo assim, não há nada mais cultural que jornalismo, já que ele é capaz de influenciar todas essas coisas.</p>
<p>Fica a dica para o moço em questão <em>digerir</em>.  </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ossos do Ofício (04)]]></title>
<link>http://midiabasica.wordpress.com/?p=38</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 04:43:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciogimenes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fonte: Propmark

Em tempos de dengue, surgem certas variações da doença&#8230;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">Fonte: <a href="http://www.propmark.com.br" target="_blank">Propmark</a></p>
<p style="text-align:center;"><em><img class="aligncenter" src="http://www.propmark.com.br/publique/media/zoom_charge2101.jpg" alt="" width="328" height="469" /></em></p>
<p style="text-align:center;"><em>Em tempos de dengue, surgem certas variações da doença...</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=113</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 12:43:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=113</guid>
<description><![CDATA[Dessas Isabellas, ninguém se lembra.
E eu pensando que o terremoto (que eu nem senti) iria esfriar ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.andi.org.br/_pdfs/Guia_de_referencia_ESCCA.pdf" target="_blank">Dessas Isabellas, ninguém se lembra.</a></p>
<p>E eu pensando que o terremoto (que eu nem senti) iria esfriar esse raio de assunto maldito que tem enchido o saco. Aqui na redação, temos de ficar com a TV e rádio ligados o dia todo, para o caso de acontecer alguma notícia importante. Nas últimas semanas, por causa desse bafafá desmedido, os televisores têm sido apenas mais um motivo de estresse - e, vocês sabem, Sampa tem muitos. Mais um pouco e quem se joga da janela sou eu.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Curto e grosso]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=112</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 12:33:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=112</guid>
<description><![CDATA[Isso aí é falta de pauta ou o quê? Notícia velha, velha&#8230; Até eu, que não me ligo muito e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2304200801.htm" target="_blank">Isso aí é falta de pauta ou o quê? Notícia velha, velha...</a> Até eu, que não me ligo muito em modismos de internet e sou a última ver os "sucessos do verão" do you tube, já conheço Twitter e afins. Aliás, publiquei uma coluna sobre o assunto no Guia da Semana em novembro. O item fazia parte da lista de coisas de que ninguém precisa.</p>
<p><span style="font-size:x-small;"><span style="font-family:Verdana;"><em><strong>Um twitter<br />
</strong>Mais uma das estranhas novidades da internet 2.0. Há alguns anos, quando surgiram os blogs, eu achava que qualquer internauta que caísse num blog estilo "hoje eu acordei, fiz xixi, escovei o dente e tomei café" sentiria vergonha alheia pelo blogueiro bocó. Mas não é que a coisa virou moda? Saia com seu celular na mão e informe ao mundo o que é que você está fazendo.</em></span></span></p>
<p><em><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana;">8:30 - To amarrando o tenis.<br />
8:31 - To pegando a chave.<br />
8:32 - To abrindo a porta.<br />
8:35 - To pegando elevador.<br />
8:40 - To indo p/ ponto de onibus.<br />
8:43 - To sendo assaltado pq dei bobeira com o celular na mao.</span></em></p>
<p>PS - Pior é <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2304200813.htmhttp://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2304200813.htm" target="_blank">isso aqui</a>, ó. Como assim você não sabe se bebeu? Que merda de texto ruim (e exagerado! Quem lê, pensa que foi O terremoto. Até ônibus sacoleja mais. Tenha dó).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[assassino]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=108</link>
<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 15:14:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=108</guid>
<description><![CDATA[Da Av. Paulista a Xiboquinha da Serra, não se fala em outra coisa senão a entrevista do &#8220;cas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Da Av. Paulista a Xiboquinha da Serra, não se fala em outra coisa senão a entrevista do "casal Nardoni" à Rede Bobo. Até o tio detrás do balcão da padaria já tá puxando assunto com isso. Como não aguento mais essa história (acho que ninguém mais aguenta...), para o tio do balcão e quem mais vier falar disso hoje, só digo uma coisa: ficou mesmo provado que o cara é um assassino... do português. Assisti uns cinco minutinhos e mudei de canal assim que ele disse "meus filhos é tudo pra mim".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tiro no pé]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=93</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 19:05:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Então o cara é filósofo e articulista do jornal de maior circulação do país e, ainda assim, de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Então o cara é filósofo e articulista do jornal de maior circulação do país e, ainda assim, destila asneiras e preconceitos. Veja o que Hélio Schwartsman escreveu <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u390569.shtml" target="_blank">nesta</a> coluna.</p>
<p>Primeiro, ele diz que concordaria com o infanticídio no caso de doenças congênitas. Ou seja: no mundo de Helío, matar criança é muito feio, mas se ela for te dar trabalho, manda ver. Querido, você tem de se decidir: ou condena o infanticídio por completo ou não condena. Atente para as aspas que ele coloca em "sabedoria dos povos da floresta", como se todos os índios fossem uns tapados subdesenvolvidos que não sabem de nada. Aliás, ele põe aspas em tudo que diz respeito aos índios, como forma de diminui-los. Em "bons selvagens" para dizer que são maus, em "maldições" para rebaixar as crenças indígenas... Hélio ainda tem a audácia de dizer: "fazendo um pouco o papel de advogado do diabo, quer dizer, dos índios...". Alguém devia processar esse cara por um artigo tão preconceituoso.</p>
<p>Não contente só com as aspas, ele torna seu preconceito ainda mais explícito, ao sugerir que as diferentes civilizações podem ser colocadas em uma escala evolutiva. Afinal, já que desenvolvemos o cálculo infinitesimal e mandamos o homem à lua,  nossa cultura seria muito mais "desenvolvida" do que a dos indígenas. Esse povinho só vive no mato mesmo, não é?</p>
<p>Hélio, querido, seu tiro saiu pela culatra. Você tentou fazer um texto politicamente correto, mas acabou demonstrando que não tolera certas diferenças. Seja uma criança com doença congênita ou um índio que não segue os seus costumes.</p>
<p>Largue a mentalidade do século XIX, chuchu. Não é porque uma cultura é diferente da sua que ela seja subdesenvolvida, pior ou melhor. Ela é apenas diferente. Aliás, seus comentários só demonstram que você pouco sabe sobre a diversidade da cultura indígena.  Até porque é impossível estudar qualquer outra cultura se o objetivo for apontar o que é "certo"  e "errado" para os NOSSOS parâmetros...</p>
<p>Para o Hélio e para quem pensa como o Hélio, eu pergunto: quantas barbaridades nós, caras pálidas, também não fazemos em nome da religião ou de outras instituições, como a democracia e o mercado, por exemplo? Quantas crianças nós matamos, direta ou indiretamente, todos os dias? Matamos mais ou menos do que os índios matam? Nós mandamos o homem à lua, mas ainda não aprendemos a conviver. E aí, quem é o selvagem? Ou melhor: faz sentido sequer achar que alguém deve ser o mocinho e o outro, o selvagem a ser "civilizado" (lê-se: descaracterizado, expatriado, arrancado de sua identidade)? </p>
<p>A cultura indígena brasileira é das mais ricas, mesmo que eles não tenham acesso aos bancos das escolas de filosofia, como você teve. Aliás, se for pra frequentar faculdade para continuar propagando senso comum, era melhor ter ficado em casa. E, se o senhor não tiver o que escrever no jornal, dê espaço para outro que pelo menos estude um pouco antes de opinar.</p>
<p>update: os últimos parágrafos <a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2515" target="_blank">deste</a> texto mostram bem como as pessoas deveriam se comportar diante da cultura alheia - procurando entender os motivos de cada hábito, desvendando, antes de soltar um "ai, que horror". Não é mais divertido assim? Agora, imagine o Schwartsman escrevendo o mesmo texto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Medo]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=92</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 01:12:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu tenho muito medo de assessor de imprensa. Sério. Começou quando, no meu aniversário, chegou na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho muito medo de assessor de imprensa. Sério. Começou quando, no meu aniversário, chegou na redação um pacote cheio de produtos de uma marca X (rá! Eu não faço merchandising de graça!) e um bilhetinho dando os parabéns. Só que eu nunca sequer tinha falado com a assessoria da tal empresa. Aliás, nunca tinha dado a data meu aniversário para assessor nenhum. Nem no meu orkut (que quase nunca uso) eu informo a data. Sei lá onde eles fuçaram para achar tal informação. E o mais impressionante é que eu sou uma titica desconhecida que nem vale o esforço, imagine se fosse peixe grande.</p>
<p>Pois bem. Agora, estava fuçando as estatísticas do wordpress e achei <a href="http://www.maxpress.com.br/maxdicas-noticia.asp?SECAO=MV&#38;SQ=11616" target="_blank">isso</a>. Dá medo ou não dá?</p>
<p>Pequena divagação: você sabe que está trabalhando muito quando até assessores de imprensa que nunca falaram com você  lembram do seu aniversário e alguns amigos não.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ossos do ofício (3)]]></title>
<link>http://midiabasica.wordpress.com/?p=28</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 03:00:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciogimenes</dc:creator>
<guid>http://midiabasica.wordpress.com/?p=28</guid>
<description><![CDATA[
Uma graça de menino&#8230;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://midiabasica.files.wordpress.com/2008/04/tira4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-29" src="http://midiabasica.wordpress.com/files/2008/04/tira4.jpg" alt="" width="342" height="450" /></a></p>
<p style="text-align:center;"><em>Uma graça de menino...</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A mídia e os escritores]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=91</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 14:16:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=91</guid>
<description><![CDATA[Texto de Rubem Mauro Machado, publicado aqui. Mais verdadeiro, impossível.
(melhor clicar no link]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de Rubem Mauro Machado, publicado <a href="http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=248" target="_blank">aqui.</a> Mais verdadeiro, impossível.</p>
<p>(melhor clicar no link até eu conseguir corrigir essa fonte minúscula...)</p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><em>Presenciei certa vez na redação de um grande jornal a seguinte cena: uma escritora do Sul, que na época despontava como uma das promessas de nossa literatura, apareceu para fazer a divulgação de seu livro recém-lançado. O subeditor do caderno de cultura e variedades a conhecia e determinou a um repórter que a entrevistasse. A escritora, minha velha amiga, é pessoa arguta e muito inteligente (ao contrário do que se pensa, nem todo escritor é arguto e inteligente), disse coisas interessantes, foi fotografada e retirou-se. O repórter se pôs a escrever a matéria. Quando o editor chegou, perguntou no que se ocupava e ele informou. Na mesma hora o editor o atalhou: "Quem é essa mulher? Ninguém a conhece aqui; ela não é notícia. Não, não vai ter matéria." A entrevista foi para o lixo, não se aproveitou uma palavra do que minha amiga disse, não saiu uma linha sobre o livro (e depois dizem que escritor brasileiro não vende; pergunto: vai vender como?).</p>
<p>A atitude desse editor nada tem de excepcional. Ela apenas reflete o papel que a nossa imprensa se atribui: ela é não-formadora, mera reprodutora de matrizes culturais, quase sempre importadas de fora. Vivemos no capitalismo e reproduzir em escala é muito mais fácil e barato do que produzir e divulgar novos conteúdos. É a lógica do sistema. Pouco importava se a entrevista pudesse ser inteligente ou o livro bom; isso nem chegou a ser cogitado. Apenas não havia uma imagem já pronta a ser vendida (consumida), dentro de nossa sociedade de simulacros. Vamos ser bem sinceros: a grande mídia (embora ela não possa ou não ouse confessar isso abertamente) está se lixando para a cultura brasileira e, dentro dela, especialmente para a literatura brasileira. Na medida em que nós, ficcionistas brasileiros, vendemos em geral quinhentos, mil, três mil quando vamos bem, exemplares (cinco mil é considerado best-seller), na medida em que as tiragens são pequenas, insignificantes mesmo, em outras palavras, na medida em que a literatura sendo feita não tem relevância econômica, ela também deixa de interessar aos meios de comunicação. Para eles, relevante é o artista de comunicação de massa. Qualquer jovem cantor ou instrumentista lançando seu CD tem quase garantido que seu trabalho será avaliado, seja positiva ou negativamente, seja num maior ou menor espaço; afinal, a indústria fonográfica tem peso. Já o que determina hoje se um ficcionista brasileiro terá direito à glória de uma resenha, se um trabalho que consumiu às vezes anos merecerá míseras, ainda assim valiosas, vinte ou trinta linhas de apreciação, são fatores absolutamente insondáveis e aleatórios, que nada têm a ver com mérito literário ― bem, se tiver algum, melhor.</p>
<p>Há poucos anos uma grande revista semanal (não leio nenhuma, mas um exemplar me caiu nas mãos, juro, no dentista, por puro acaso) em sua seção Livros diminuía a conquista do Jabuti por um contista radicado no interior de São Paulo, dizendo que se tratava de um desconhecido (como se nesse país de analfabetos, inclusive engravatados, isso tivesse algum significado). Aquilo me incomodou, inclusive pelo fato de eu ter sido premiado em 1986 com o feio animalzinho, que conservo na minha estante, pelo meu romance </em></span><a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2195" target="_blank"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><em>A idade da paixão</em></span></a><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><em>, o que aliás pouco contribuiu para a divulgação do livro lançado na época pela Editora José Olympio (depois de vinte anos esgotado, reescrito pelo autor, ele foi relançado no ano que passou pela Bertrand Brasil, em edição comemorativa). Enchi-me de brios e mandei um e-mail para eles, dizendo que ser desconhecido não significava necessariamente ser despido de mérito; e se o escritor era desconhecido, a revista com certeza tinha sua parcela de culpa nisso: por que não o entrevistaram, por exemplo? Às vezes, continuei, vejo notícias assim: um fulano qualquer ganhou um concurso de contos entre mais de mil e quinhentos concorrentes. Alguém se interessa em entrevistar o cara, em saber o que se esconde por trás disso, se um novo talento está mesmo nascendo? Espere sentado. Saudosos os tempos em que um autor estreante podia merecer a atenção de um Álvaro Lins, que num de seus famosos rodapés podia construir do dia para a noite uma reputação (ou inversamente acabar com ela, no caso de alguns).</p>
<p>Não publicaram minha carta; mas o editor me respondeu. Alegou que os livros que recebiam a cada semana entupiam toda uma mesa e que não dava tempo sequer de folhear uma parte daquela torrente, sendo virtualmente impossível saber o que continha. Ou seja, nós, escritores, éramos acusados de escrever demais; e os editores de publicar em excesso.</p>
<p>Não prossegui na polêmica; vi que seria inútil. Mas tive vontade de dizer ao meu missivista que se havia muitos lançamentos, isso era um problema deles, jornalistas culturais, não de nós, autores. Se existisse um real compromisso da (poderosa) revista com a cultura brasileira, eles pagariam uma equipe de leitores para examinar e, se fosse o caso, destacar alguma pepita em meio a todo esse cascalho; porque com certeza há gente boa escrevendo por esse país afora. E, boa ou má, a literatura que fazemos é a expressão da nossa gente e do nosso momento e deveria merecer alguma relevância. Mas essa comissão de leitores é apenas um sonho de verão e a simples idéia deve provocar sorrisos sarcásticos em muita gente boa, que deve pensar "temos coisas mais importantes com que nos preocuparmos".</p>
<p>Bem, o que resta então? Resta, como já disse, os fatores aleatórios que levam este jornal ou aquela revista a abrir espaço para um livro e não para outro. O empenho (ou prestígio) maior deste ou daquele editor em prol de seu pupilo, a maior ou menor vocação ou saco deste ou daquele autor para o exercício do que se chama de Relações Públicas, o compadrio ― "Vamos dar uma força pro fulano, ele é gente boa" ou "Ele é filho do nosso amigo beltrano" ― a simpatia, o prestígio social. Ou ainda o fato de que João da Silva ― famoso por qualquer estripulia relevante, mesmo que seja um crime, ou qualquer outro feito no campo da atividade humana, por ser um astro do rock ou um ex-Big Brother ― descubra-se de repente um ficcionista. Em outras palavras, se algum fenômeno social, ou aberração que desperte curiosidade, se a Mulher Barbada lançar seus poemas ou seus contos, terá espaço garantido: a obra é o que menos interessa, interessa a figura do autor. Se você colecionar num livro fofocas sobre a vida de trinta astros de Hollywood, ele será capa de caderno de jornais de todo o país, porque vivemos a era da cultura de massas; e algo não vende porque é bom, mas é bom porque vende. Afirmo isso baseado na experiência de quem passou a maior parte de sua já longa vida profissional dentro de redações.</p>
<p>E no entanto é importante que se proclame: avaliar a obra de um autor brasileiro não é um favor que se faz a ele ― é um direito legítimo que ele tem, do mesmo modo que o público tem todo o direito de saber que existe essa obra na qual ele poderá se refletir, ou não; o leitor deve ter acesso à informação, embasada e isenta, para decidir. Como os suplementos se transformaram em larga medida numa ação entre amigos ("você me elogia, depois retribuo") ou numa extensão dos departamentos de mídia das editoras, a reproduzir releases, quase toda crítica que trazem vem hoje eivada de suspeição.</p>
<p>Comecei com uma história, termino com outra. Um dia, no jornal em que eu trabalhava, aproximou-se um colega, também jornalista e escritor e hoje famoso novelista da televisão brasileira, e me mostrou a capa do caderno de variedades. Era ocupado pela reportagem com foto sobre um fabricante de best-sellers americanos. Motivo: ele estava indo para a Austrália, onde ia se dedicar à elaboração de seu próximo livro.</p>
<p>― Veja só ― comentou rindo meu colega ― o cara ainda nem escreveu o livro e já tem toda essa cobertura. O que sobra para nós?</em> </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ossos do Ofício (2)]]></title>
<link>http://midiabasica.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 13:09:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciogimenes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Mais uma vez do Blogesponja:

Acho que não&#8230;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Mais uma vez do <a target="_blank" href="http://www.blogesponja.net">Blogesponja</a>:</p>
<p align="center"><a href="http://midiabasica.wordpress.com/files/2008/04/tira3.jpg" title="tira3.jpg"><img src="http://midiabasica.wordpress.com/files/2008/04/tira3.jpg" alt="tira3.jpg" /></a></p>
<p align="center"><em>Acho que não...</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A mídia e o monstro]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/2008/04/04/a-midia-e-o-monstro/</link>
<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 00:13:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/2008/04/04/a-midia-e-o-monstro/</guid>
<description><![CDATA[Eu não ia comentar sobre esse assunto porque geralmente torço o nariz para assuntos &#8220;de como]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Eu não ia comentar sobre esse assunto porque geralmente torço o nariz para assuntos "de comoção social", mas é que o caso da menina Isabella traz duas discussões importantes. </font><font size="2">Uma delas é sobre jornalismo. </font></p>
<p><font size="2">Impossível não ficar de cabelo em pé com o que está fazendo a não-imprensa brasileira em cima disso. Olha, vou te falar, às vezes dá até vergonha de ser jornalista no Brasil. Eu sei que o mercado não é lá essas coisas e todo mundo têm de pagar o leitinho das crianças, mas é impressionante assitir a como pessoas que se intitulam "jornalistas" e possivelmente até têm diploma agem em total desconformidade com os preceitos da profissão.</font></p>
<p><font size="2">Mesmo que você não tenha diploma, mesmo que você nunca tenha pisado em uma aula de ética na vida, é óbvio que essa espetacularização em cima do caso é errada. Nem precisa ser jornalista para perceber isso. Primeiro, está errado pelo aspecto jurídico: as pessoas são INOCENTES até que se prove o contrário, não o oposto.</font></p>
<p><font size="2">Não importa que o depoimento do pai seja confuso, que a história esteja mal contada e que a primeira coisa que você pense seja: "putz, tá na cara que esse cara matou a criança". A menos que você possa efetivamente provar a culpa, melhor não ter o dedo em riste. Gente, a vida é maluca - tanta coisa parece óbvia e, no fim, não é nada daquilo que a gente pensava. E aí? E se foi mesmo outra pessoa? E se alguém entrou mesmo na casa do cara? E se for algo completamente diferente disso, algo que ninguém pensou até agora? Tudo pode acontecer. É para isso que existe justiça para investigar.</font></p>
<p><font size="2">A investigação também é território do jornalismo. Mas urubu que é urubu não gosta disso, não. É muito mais fácil arranjar um delegado wannabe superstar para abrir a boca sobre o que não deve. Essa menina vai virar a Madeleine brasileira: a mídia vai encher o saco com uma "pista" bombástica a cada dia, a maioria delas falsas, e o caso nunca vai dar em lugar nenhum. Simplesmente porque certas investigações têm de ser privadas para garantir sua efetividade. Quando o assunto vira motivo de histeria (ou como gostam de chamar, pra ficar mais bonitinho e todo mundo parecer solidário: "comoção social"), é impossível não entrar na onda e se embananar, perdendo a seriedade e o foco da investigação.</font></p>
<p><font size="2">Foi ridículo o plantão que os jornais deram ontem, só para mostrar a mãe da menina entrando na delegacia para dar depoimento. Me diz: aonde que isso é de interesse público??? Precisa levar uma multidão de fotógrafos histéricos pra lá, como se fosse algo de suma relevância? Como se fosse fazer despencar a bolsa, congelar poupanças, derrubar presidentes?</font></p>
<p><font size="2">E eis o segundo motivo por que isso está errado: não é de bom tom. É falta de educação. A mulher acaba de perder a filha e ainda tem de entrar no corredor polonês de um bando de sanguessugas que não estão fazendo """"""reportagem"""""" para fazer justiça. Afinal, se se importassem com isso, respeitariam a mulher.</font></p>
<p><font size="2">E é aí que entra a segunda reflexão: os espectadores. Se a urubuzada toda está lá, é porque está dando audiência. E por que dá audiência? Porque as pessoas se regozijam como os espectadores do coliseu. Querem mais é ver selvageria. PArece que as pessoas QUEREM que o pai seja culpado. Elas fingem estar comovidas, mas, para mim, isso é apenas uma desculpa para poder esbravejar e julgar alguém.</font></p>
<p><font size="2">É uma tendência humana, infelizmente: antes de perguntar, de investigar, de ouvir a pessoa, é mais fácil jogar a pedra. Foi assim por toda a história da humanidade e ainda é. As pessoas devem sentir prazer em chamar os outros de assassinos, monstros e desalmados só para se sentirem bem consigo mesmas, ao pensar que não são assassinas, monstras e desalmadas. E é por isso que ficam tão ouriçadas quando surge uma história cabeluda - é uma chance de alimentar o ego delas.</font></p>
<p><font size="2">E, quanto mais chocante e privada for a história, melhor. Afinal, por que as pessoas não ficam tão indignadas ao ver aquele comercial em que celebridades estalam os dedos a cada três segundos, simbolizando o intervalo médio entre mortes de crianças no mundo? Porque não ficam tão bravas assim quando uma criança indígena morre de desnutrição em Goiás? Ah, véi, porque é Goiás! Só tem graça ficar "comovido" quando é uma menina do eixo Rio-SP, bonitinha, branca, de classe média. Só tem graça quando podia ser você, porque aí você pode fingir que se sente ameaçado e começar a inquisição. O povo só fica puto quando o menino arrastado no carro é de classe média e os autores do crime, meninos pobres e favelados, que deviam ser punidos aqui e agora. O povo só fica puto quando quem mata os pais a pauladas é a garota rica e bem-nascida. Quando só há pobres envolvidos, é mundo-cão, é rotina, é sem graça.</font></p>
<p><font size="2">Então, sem essa de que é "comoção social" ou compaixão de quem gosta de criança ou tem filhos, porque senão todo mundo ficaria emputecido ao parar a cada semáforo. O que guia essa "comoção" é somente a possibilidade de apontar o dedo a alguém.</font></p>
<p><font size="2">Afinal, por mais que a história seja chocante, o cara não fez nada para você. Se ele for mesmo o assassino, só fez mal à filha, não fez mal à sociedade como um todo. Não oferece o mesmo perigo que um serial killer. Por mais "monstro" que seja, não é o tipo de monstro que vai vir puxar o seu pé de noite. Então, repito: cadê o interesse público nisso?</font></p>
<p><font size="2">Quero só ver se, no fim, for uma segunda escola Base e, na verdade, o pai não tiver culpa nenhuma. E, se tiver, na boa, quem é você pra julgar? Quem julga é justiça. Jornalista não julga, descreve. E, ainda assim, só deve descrever o que é relevante. Quem quiser CSI, que ligue na Sony.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ossos do Ofício (01)]]></title>
<link>http://midiabasica.wordpress.com/2008/03/27/ossos-do-oficio-01/</link>
<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 21:55:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabriciogimenes</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Talvez de um designer também&#8230;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://midiabasica.wordpress.com/files/2008/03/tira2.jpg" title="tira2.jpg"></a></p>
<p align="center"><img src="http://midiabasica.wordpress.com/files/2008/03/tira2.jpg" alt="tira2.jpg" /></p>
<p align="center"><em>Talvez de um designer também...</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não fiz e não gostei]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=78</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 23:32:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
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<description><![CDATA[O assunto já é velho, mas ando ocupada demais e tinha esquecido de comentar sobre isso aqui.  
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto já é velho, mas ando ocupada demais e tinha esquecido de comentar sobre isso aqui.  </p>
<p>-- Nos dias 8, 9, 15 e 16 deste mês, aconteceu o "2º Anticurso de Jornalismo" da revista Caros Amigos. Slogan: "como não enriquecer na profissão".</p>
<p>Eis o folder que recebi por e-mail, antes do curso começar:</p>
<p><u><em>objetivo - A visão "caros Amigos" de fazer e pensar o jornalismo. Sobre a exigência de diploma, a mídia grande, o mito da imparcialidade e do ouvir os dois lados, o manual de redação, o repórter telefônico, a supressão da criatividade, as "fontes". </em></u></p>
<p>Não vejo nada de "anticurso" nisso, se o primeiro item do objetivo é  transmitir ao aluno o "jeito Caros Amigos" de se fazer jornalismo. Ora, não é isso que se tem em qualquer curso promovido por veículos jornalísticos ou programas de trainee? Não é EXATAMENTE isso que ensinam os manuais de redação que o "anticurso" se propõe a criticar?  </p>
<p>Já o mito da imparcialidade é a primeira coisa que todo aluno de jornalismo ouve na primeira aula do primeiro ano. Quanto à discussão sobre o diploma e o repórter "telefônico" (aka preguiçoso), também não vejo nada de vanguarda nisso. Tá aí uma discussão que já permeia o meio acadêmico e a maioria dos "cursos" (sem anti) por aí afora. Para mim, supressão da criatividade é fazer propaganda de "anticurso" com os mesmos temas de sempre - e, provavelmente, com as mesmas críticas de sempre...</p>
<p><em><u>Carga horária: 2 fins de semana, com duas palestras de duas horas por dia.</u></em></p>
<p>Nem o The Flash consegue abordar de forma satisfatória assuntos tão polêmicos em tão pouco tempo.</p>
<p><em><u>Valor: 200 reais!</u></em></p>
<p>Ei, pelo menos os cursos da "grande imprensa" são de graça! Filho, se for pra pagar 200 pilas para aprender a "não ganhar dinheiro com a profissão", eu fico em casa me coçando. Ano que vem, a melhor coisa a se fazer é convencer o pessoal da sua classe a dar os 200 reais que pagaria pelo curso e montar um clubinho de investimentos - afinal, não ganhar dinheiro com jornalismo já tá garantido para a maioria, pode ficar tranqüilo. E, se o clube de investimentos não der certo, não se desespere e faça como os caras da Caros, que não ganham dinheiro com jornalismo... Mas ganham com curso de jornalismo.</p>
<p>Pois é. Desconfie de todo mundo que diz que vai salvar alguma coisa.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hillary quem?]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/2008/02/24/hillary-quem/</link>
<pubDate>Sun, 24 Feb 2008 03:47:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/2008/02/24/hillary-quem/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://marjorierodrigues.wordpress.com/files/2008/02/hillary.jpg" title="hillary.jpg"><img src="http://marjorierodrigues.wordpress.com/files/2008/02/hillary.jpg" alt="hillary.jpg" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Da série: piores manchetes do mundo]]></title>
<link>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=58</link>
<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 02:21:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>marjorierodrigues</dc:creator>
<guid>http://marjorierodrigues.wordpress.com/?p=58</guid>
<description><![CDATA[
Difícil decidir o que é pior: &#8220;Zero-um de Cuba pede pra sair&#8221; ou &#8220;Fidel chama o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marjorierodrigues.wordpress.com/files/2008/02/fidel.jpg" alt="fidel.jpg" /></p>
<p>Difícil decidir o que é pior: "Zero-um de Cuba pede pra sair" ou "Fidel chama o Raúl" ou "o poder também dá ressaca". Não é porque o jornal é popular que tem de avacalhar, né?</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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