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	<title>opiniao-de-filmes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/opiniao-de-filmes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "opiniao-de-filmes"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 22:33:27 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA["Batman - O Cavaleiro das Trevas" - Christopher Nolan]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=74</link>
<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 00:38:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pra quem achava que não existia vida inteligente no cinemão, assista &#8216;Batman - O Cavaleiro d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.adorocinema.com.br/filmes/batman-cavaleiro-das-trevas/batman-cavaleiro-das-trevas-poster03.jpg"><img class="alignleft" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/batman-cavaleiro-das-trevas/batman-cavaleiro-das-trevas-poster03.jpg" alt="" width="265" height="425" /></a>Pra quem achava que não existia vida inteligente no cinemão, assista 'Batman - O Cavaleiro das Trevas". Esse comentário não é meu, e sim de um dos maiores pensadores e críticos de cinema no Brasil, Luiz Carlos Mertem.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar das críticias sobre supostos furos de roteiro, achei o roteiro muito bem amarrado. A fotografia noir de Wally Pfister muito bem realizada, com detalhes surpreendentes, como ser mais escura nas bordas.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme conta com ótimos atores, Christian Bale (Bruce Wayne / Batman), Michael Caine (Alfred Pennyworth), Morgan Freeman (Lucius Fox), Gary Oldman <span> </span>(Tenente James Gordon) que também trabalharam no ótimo "Batman - Begins".</p>
<p style="text-align:justify;">Mas esse novo filme da série Batman, conta com um plus. A surpreendente interpretação de Heath Ledger como o Coringa. Digamos que na minha opinião, não temos um vilão como esse desde o Hannibal Lecter interpretado por Anthony Hopkins. Ledger realmente foi uma perda monstruosa para o cinema. E nesse filme isso fica muito claro. É de emocionar, o fato de que não teremos mais o prazer de vê-lo na tela. Não teremos mais novos filmes com esse, que até então, foi com certeza, o maior ator de sua geração.</p>
<p style="text-align:justify;">A conversa dos “Batmans” de Nolan com a realidade é uma das principais armas do filme. Não há como assistir os filmes e não lembrar de uma grande cidade. Algumas críticas em SP e no Rio por exemplo compararam os criminosos de Batman com o PCC ou Comando Vermelho, assim foi também em “Batman – Begins”, onde Gotan era uma cidade sem lei e ordem, a polícia corrupta e políticos mais ainda. Gotan então poderia se chamar Rio de Janeiro não? É difícil não se identificar com um cidadão de Gotan.</p>
<p style="text-align:justify;">Um detalhe. Acho que o filme ficou tão bom, como ficou por um motivo muito importante. Nolan, além de roteirista e diretor, é o produtor do filme. Ou seja, o filme é autoral. Algo cada vez mais dificil principalmente nos EUA, mais principalmente ainda no cinema Hollywoodyano. Nolan tem poder absoluto sobre o filme, e isso é o verdadeiro cinema. O produtor não é um artista, o diretor sim.</p>
<p>Fica agora, a espera de um próximo Batman de Nolan. Qual será o vilão que ele irá enfrentar? Será que ainda podemos esperar mais um Batman? Será que ainda cabe mais um Batman desse que foi surpreendentemente maravilhoso?</p>
<p><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[“Sexy and the city - O Filme" – Michal Patrick  King]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=73</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 17:00:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Sinceramente. Me surpreendi.
A pesar de gostar, nunca fui de assistir muito “Sexy and the city”]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left:30px;">
<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" src="http://www.adorocinema.com/filmes/sex-and-the-city/sex-and-the-city-poster01.jpg" alt="cartaz sexy" width="237" height="350" />Sinceramente. Me surpreendi.</p>
<p style="text-align:justify;">A pesar de gostar, nunca fui de assistir muito “Sexy and the city” a série. Texto interessante, bons personagens, mas...eu via quando dava.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme porém agrada, talvez principalmente, a esse público. Que não conhecia tanto assim a série. Explica inicialmente a psicologia de cada personagem, e depois nos coloca na estória, de maneira a se tornar realmente independente da série.</p>
<p style="text-align:justify;">Michael Patrick King apresenta boa direção em seu primeiro longa metragem. Porém, Michael ja dirigiu, produziu e roteirizou vários episódios da série, e também fez o mesmo na série <span> </span>"Will &#38; Grace" durante alguns anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Fui esperando um filme mais bobo até. Mas "Sexy and the City" se mostrou ser mais que isso. De maneira leve coloca em cheque alguns assuntos bem atuais, não só assuntos de "mulherzinha" como muitos falam sobre o filme, mas de relacionamento, consumo, sexo, amizade, enfim.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é um filme que venha apresentar algo de novo em questões estéticas, dramatúrgicas, filosóficas, ou algo assim. Um filme que pode parecer igual a muitos outros, mas como falei, por não ser bobo, já se sobressai aos demais.</p>
<p style="text-align:justify;">Interpretações naturais e convincentes, roteiro amarrado, porém faço uma observação sobre o roteiro. Chego a pensar que Carrie, a personagem vivida por Sarah Jessica Parker, no fim, é só uma menininha, e não A MULHER, moderna e auto-suficiente que ela tentou provar ser o filme e talvez a série toda. Ou seja, fui contra o final "muito" feliz. Gostava da personagem Carrie, até ela se render sentimentalmente <span> </span>à alguém que a fez tanto mal. A personagem perde sua força e fica um tanto quanto inverossímil ao contexto de tudo que passou. Sua redenção ao sentimentalismo não combina com a personagem. Enfim, nada que estrague o filme de vez. Mas, eu pessoalmente adoraria que tivessem feito outro final. Com uma Carrie mais forte.</p>
<p style="text-align:justify;">Figurino ora acerta, ora erra demais, fotografia bonita mas, no mesmo estilo, "O Diabo Veste Prada" é bem melhor. A música também tem bons acertos, mas nem sempre também.</p>
<p>O filme vale o ingresso, diverte, fala de amor, consumo, trabalho e amizade. Fala de coisas reais e <span> </span>outras nem tanto. Talvez um retrato da geração de Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha, cada uma do seu jeito, seja romântica, moderna, ou uma compulsiva sexual. Todos os tipos, em maior ou menor tamanho, estão ali.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["Fim dos Tempos" -  M. Night Shyamalan - 2008]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=70</link>
<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 06:06:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[O filme é  realmente assustador, acima de tudo, pelo grotesco que o filme consegue chegar, e també]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/fim-dos-tempos/fim-dos-tempos-poster01.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/fim-dos-tempos/fim-dos-tempos-poster01.jpg" width="210" height="300" />O filme é  realmente assustador, acima de tudo, pelo grotesco que o filme consegue chegar, e também, o sucesso desse filme, que chegou a ser o primeiro na lista dos mais vistos nos EUA,e olha  que sem dúvida, é o pior filme do ano até agora.</p>
<p style="text-align:justify;">Que M. Night Shyamalan é uma farsa eu já havia falado, mas o cara conseguiu fazer, com quase 60 milhões de dólares, o filme mais trash que "A Ilha dos Homens Peixes", um clássico da “Sessão das Dez” do SBT.</p>
<p style="text-align:justify;">Fotografia pobre, pouco trabalhada,  produção pobre, Nova York acaba mas somente vemos estradas ou bares fechados, atores bem  “mais ou menos”, roteiro absurdamente inverossímil, com sustinhos previsíveis e  personagens que não tem porque existirem, pois não tem função nem uma no roteiro, como o personagem da velha louca que mora no meio do nada. Sem contar algumas cenas grotescas e sem necessidade de auto-flagelação.</p>
<p style="text-align:justify;">Em um filme, nada pode ser ao acaso. Mas Shyamalan parece não conhecer esse principio básico do roteiro. Shyamalan foi além de roteirista, o diretor e produtor desse filme. Talvez por ninguém mais querer produzir um filme desse. Eu diria que “Fim dos Tempos” é o inicio do fim  de sua carreira como diretor. Seus filmes são datados e baseiam-se em surpresinhas ou algo nesse sentido, ou seja, seus filmes não são eternos como os do Wood Allen, Bergman ou qualquer outro grande diretor.</p>
<p style="text-align:justify;">Realmente, com “Fim dos Tempos”, M. Night Shyamalan chegou ao fundo do poço. É impossível se descer mais que isso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Control", Anton Corbijn , 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=68</link>
<pubDate>Fri, 30 May 2008 04:47:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Realizado apartir da biografia de Ian Curtis, escrito por sua viúva Deboraoh Curtis e o produtor do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/control_04.jpg" alt="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/control_04.jpg" width="301" height="400" />Realizado apartir da biografia de Ian Curtis, escrito por sua viúva Deboraoh Curtis e o produtor do Joy Division, Tony Wilson,"Control" , do estreante diretor Anton Corbijn, é uma das mais fieis e sérias filmografias realizadas até hoje, acredito eu.</p>
<p style="text-align:justify;">A distancia e a frieza do filme, que é denso e nostálgico mas não chega a ser triste, chega muito perto do que foi seu personagem. Ian Curtis, aqui interpretado magistralmente por San Riley. Falo que o filme não chega a ser triste, pois, mesmo com sua morte, o que impera é o sentimento do protagonista, sentimento de distanciamento, inquietação,  desconforto.</p>
<p style="text-align:justify;">A fotografia em preto e branco Martin Ruhe, aliada a direção de arte, trabalharam numa palheta de cor cinza que nos remete aquela Manchester sem perspectivas, e a vida deprimente e introspectiva de Ian Curtis.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dia desses li algo que dizia, “para entrar pra historia, não se precisa ser forte, e Ian Curtis é a maior prova disso”. Concordo plenamente. Ian Curtis, era fraco, com seus relacionamentos, com o que realmente queria deles, era fraco com ele mesmo, talvez por isso em momento nem um lutou com sua doença. Não mais suportando a falta de domínio de sua vida, ou apenas por não saber lidar, Ian se matou as 23 anos de idade.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar  de tudo isso, fraqueza, frieza, distanciamento, ele nos deixou um legado maravilhoso. E a música de Ian Curtis, influência músicos até os dias de hoje, nos deixou o New Order e mil  outros bons seguidores.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme é tão real, que por vezes, parece um documentário. Mas  talvez essa frieza, ou melhor, um pouco menos dela, nos fizesse  nos envolver mais com o personagem, e conseqüentemente com o filme. Mas essa  foi a opção do diretor, esse foi o estilo assumido por ele. Corajoso diga-se de passagem, pois é muito mais fácil fazer um “dramalhão”.</p>
<p style="text-align:justify;">Jair Santana</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[“Na Natureza Selvagem”,  Sean Penn, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=67</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 03:47:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[“Fuga do mundo ou talvez de si mesmo”. Se tivesse que sintetizar seria essa a frase principal pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/na-natureza-selvagem/na-natureza-selvagem-poster01.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/na-natureza-selvagem/na-natureza-selvagem-poster01.jpg" width="272" height="399" />“Fuga do mundo ou talvez de si mesmo”. Se tivesse que sintetizar seria essa a frase principal pra resumir a vida do personagem <span class="style5">Christopher McCandless<span> </span>vivido<span> </span>no aqui por Emile Hirsch, no filme “Na Natureza Selvagem”, ultimo filme de <span> </span>Sean Pean como diretor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span class="style5">O filme é de uma sutileza poética e é tão denso quanto os outros filmes do diretor, mas se perde um pouco na construção narrativa. Sean Peen parece parece estar se especializando sua filmografia em filmes densos, seja atuano ou dirigindo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span class="style5">Mais que um road movie,o filme é uma forte crítica ao socialmente aceito ou o socialmente certo. O famoso “american way of life”, que aqui, é revisto e julgado pela nova geração, no caso, representado pelo personagem principal.,Christopher, que foge, não como o Renton em "</span>Trainspotting"<span class="style5"> de Danny Boyle</span><span class="style5">, que fugia por simplesmente se revoltar contra a sociedade, mas aqui, Cristopher foge dos falsos valores, da construção de uma falsa imagem de uma família feliz, do “ter” que é pregado a felicidade americana, e que sem saber como se portar diante de tanta hipocrisia, ele se retira de um mundo que conclui que não pode mudar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span class="style5">Apesar de muitos acertos, o filme tem erros também. Como talvez na questão do tempo do filme, que poderia em vez de 240 minutos, ser um pouco mais sucinto, e permanecer nos tradicionais 90 minutos. O filme poderia ser contato sim com menos tempo, pois vê-se muito tempo se perder em imagens que não acrescentam. Outra mu</span>dança que poderia ajudar o filme, mas isso uma opinião bem pessoal, talvez seja a construção narrativa realizada de forma desconstruida, onde existe o presente e a historia contada em  flashback. Diz-se entre os roteirista que “flashbacks” são os últimos refúgios de uma historia que não se explica. Então usa-se o argumento do flashback para se explicar o que a historia linear não conseguiu.<span> </span></p>
<p style="text-align:justify;">Algo muito positivo no filme é a belíssima fotografia de Eric Gautier, fotografo dos ótimos “Medos Privados em Lugares Públicos” e “Paris, Eu e amo”. A fotografia de paisagens, são as mais difíceis de se realizar, acertar a luz natural com o rosto do ator, enfim...é uma fotografia difícil, mas quando acertada, muito confortável e agradável aos olhos. E esse foi o caso de "Na Natureza Selvagem".</p>
<p style="text-align:justify;">Outro acerto muito claro foi a trilha do filme de Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder,que não atoa, foi ganhadora do Oscar de melhor trilha sonora de 2008. Uma trilha sensível, melancolia e bem casada na proposta do filme.</p>
<p style="text-align:justify;">“Na Natureza Selvagem” é um filme que apesar seu lado denso e sério, com fortíssimas questões familiares, tem uma certeza leveza filosófica ao tratar esses assuntos. Com algumas frases fortes, como quando o personagem, que em determinado momento descreve a felicidade, como algo longe das relações<span> </span>humanas, mas sim e simplesmente,<span> </span>estar em contato com a natureza,. Porém, no final de sua historia, conclui, de forma belíssima, que <strong>“A felicidade só existe quando é compartilhada”.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[" O Diabo Veste Prada" de David Frankel , 2006 ]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=66</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 17:14:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não sabia que ia me surpreender tanto com esse filme, visto preconceituosamente como &#8220;filme d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/diabo-veste-prada/diabo-veste-prada-poster01.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/diabo-veste-prada/diabo-veste-prada-poster01.jpg" width="248" height="348" />Não sabia que ia me surpreender tanto com esse filme, visto preconceituosamente como "filme de mulher" ou um "cinemão bobo". Fui assistir mais em função da Meryl Streep, que dispensa apresentações e comentário, que qualquer outra coisa. Também pela curiosidade de se tratar de uma adaptação de um bestseller mundial. Depois tive a grata surpresa de reencontrar nas telas, a maravilhosa Anne Hathaway, que deu um belo show em "Brokeback Mountain". Reunindo essas duas, fazer um filme ruim passar um atestado de incapacidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O diretor David Frankel, diretor de poucos filmes para o cinema e de séria para TV, surpreende, pela sutileza, pela boa administração do filme, pra objetividade, leveza e por aparentemente, conhecer o que esta dizendo.</p>
<p style="text-align:justify;">A historia, o roteiro do filme, Aline Brosh McKenna, baseado em livro de Lauren Weisberger, conta mais do que aparentemente se esta vendo em primeiro plano. "O mundo fútil da moda". Sim, fala um pouco sobre isso, mas isso é apenas a grande vitrine do filme. O filme fala muito mais sobre a geração workaholic, do eterno debate de "moda arte" e "moda futilidade", de relacionamentos, de lobbys, enfim...o filme é muito mais sério do que se pode observar a primeiro plano. Mas compsem perder a leveza como já falei.</p>
<p style="text-align:justify;">E o melhor do filme está em perceber o que compõe esse plano de fundo. Suas sutilezas, seus desdobramentos, tentar chegar na profundidade do filme. Não se prendendo apenas ao que o filme nos mostra mastigado, sim o que ele nos trás nas entrelinhas.</p>
<p style="text-align:justify;">"O Diabo Veste Prada" é uma bela surpresa, um filme de domingo, com alguns vacilos na trilha sonora, mas ainda assim, uma boa trilha sonora. Com uma fotografia inteligente, grandiosa e muito funcional ao que o filme se propõe, com atores e atrizes perfeitos para os seus papéis, Meryl Streep merecia levar mais um Oscar, acabou não levando, seria seu quarto ou quinto, mas levou o Globo de Ouro e recebeu ainda indicação ao Bafta e ao MTV Movie Awards.</p>
<p style="text-align:justify;">Sua personagem é deliciosamente má, com um momento único de humanidade, que não dura mais que 2 ou 3 segundos, com um sorriso de ponta de boca, mas que diz muito sobre o que passa pela cabeça da poderosa empresária Miranda Priestly. E essa é a maior prova de uma boa atriz....falar com os olhos, com o corpo, sem precisar realmente usar palavras.</p>
<p style="text-align:justify;">"O Diabo Veste Prada" surpreende, encanta, faz pensar, é agradável aos olhos, ou seja, é um filme que vale a pena. David Frankel, prova com o filme, que é de uma nova geração de diretores que chega pra se fazer “filmes de domingo” com algo a dizer.</p>
<p style="text-align:justify;">Jair Santana</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Quebrando a Banca", Robert Luketic, 2008]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=64</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 16:12:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Um grupo de alunos superdotados, liderado por um professor de matemática, desenvolve um mé]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/quebrando-a-banca/quebrando-a-banca-poster01.jpg" alt="" width="269" height="402" /><strong>Sinopse</strong><br />
Um grupo de alunos superdotados, liderado por um professor de matemática, desenvolve um método capaz de quebrar vários cassinos de Las Vegas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Apesar de recheado de clichês, tipo, do nerd que conquista a garota mais bonita do colégio e do final previsível, "Quebrando a Banca" é uma boa diversão. O diretor Robert Luketic, de "A Sogra" e "Legalmente Loira" surpreende na sua direção.</p>
<p style="text-align:justify;">A decupagem do filme é monstruosamente bem realizada. Todas as cenas são minuciosamente bem estudas, e ainda assim sem perder a naturalidade que lhes cabe. Duas coisas me chamaram muito atenção. A fotografia de Russell Carpenter, diretor de fotografia de "Titanic", e a trilha sonora de David Sardy, muito bem selecionada.</p>
<p style="text-align:justify;">As atuações de Kevin Spacey, Laurence Fishburne e Kate Bosworth, os três principais, estão boas, mas nada tão marcante. Claro que ter Kevin Spacey e Laurence Fishburne, que nunca fazem feio, já é uma garantia de boas interpretações.</p>
<p style="text-align:justify;">O visual do filme, a direção de arte, que soube colocar muito bem em cores, contrastando o frio da escola e de Boston, com o quente dos cassinos de vegas e dos hotéis, das compras, enfim, nos fazem ficar muito bem situados em cada situações sem precisar nos dar explicaçe o interior dos personagens e de como aquele ambiente é encantador.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme diverte, prende, mas também, não apresenta nada de novo e nem promete ficar pra historia, aliais, como todos os outros filmes de Robert Luketic, Mas quem disse que todo filme tem que ficar pra historia? O mais importante é cumprir seu papel, e isso ele faz.</p>
<p style="text-align:justify;">Jair Santana</p>
<p style="text-align:justify;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Um Lugar na Plateia"- Danièle Thompson - 2006 ]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=63</link>
<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 14:15:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Uma jovem chega a Paris sonhando em trabalhar no hotel Ritz, mas apenas consegue a vaga de g]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/lugar-na-plateia/lugar-na-plateia-poster04.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/lugar-na-plateia/lugar-na-plateia-poster04.jpg" width="308" height="404" /><strong>Sinopse</strong><br />
Uma jovem chega a Paris sonhando em trabalhar no hotel Ritz, mas apenas consegue a vaga de garçonete em um café movimentado de artistas e intelectuais.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Quem disse que comédias românticas tem que ser bobas ou melosas? Franck Capra que o diga, o diretor fazia comédias românticas leves e inteligentes. Hoje temos esse estilo quase em extinção.</p>
<p style="text-align:justify;">Bom, voltando a falar de “Um Lugar na Platéia”, pode parecer clichê, mas romance e Paris, parecem realmente terem sido criados um para o outro.</p>
<p style="text-align:justify;">Um filme cheio de personagens interessantes, todos eles com atores maravilhosos. Cheio de estórias paralelas que não nos confundem. A Jessica, interpretada pela atriz Cécile de France, é de um carisma impar. A fotografia de Jean-Marc Fabre é comportada, e até meio careta, mas funcional ao filme. O que realmente encanta no filme é o roteiro com conversas afiadas e inteligentes e os personagens MARAVILHOSOS. “Um Lugar na Platéia” e um filme sem vilões. O verdadeiro conflito em sua maioria são nossos problemas pessoais. A dificuldade de se relacionar, com as pessoas e com nossos problemas internos.</p>
<p style="text-align:justify;">Curioso perceber como a arte está envolvida em todas as situações, seja através do cinema onde o fictício diretor Brian Sobinski é interpretado pelo real diretor Sydney Pollack, através de arte plástica ou da música. A arte no filme é vital em tudo. Seja como um veiculo para demonstrar amor e paixão, ira e prisão, ou ainda cobiça e conquista de poder. Tudo, ou melhor, todos esses sentimento, são externados através da arte. Seja pela construção ou posse, de uma obra de arte. Essa relação que a diretora e roteirista Danièle Thompson nos coloca com relação a arte como um todo é muito interessante.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro destaque é a boa trilha de Nicola Piovani. Alegre mas ao mesmo tempo com um toque nostálgico, e eu diria ainda, romântico o filme se propõe a ser.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme, mesmo nos colocando essas situações sérias e reflexivas, consegue ser leve, engraçado e romântico. Um filme de domingo ( o dia que fui assistir), que acrescenta e diverte.</p>
<p style="text-align:justify;">Tem boa música, bons atores, ótimo roteiro. Enfim...cumpre bem com o que promete.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Homem Aranha 3", Diretor: Sam Raimi , 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=62</link>
<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 13:55:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
<guid>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=62</guid>
<description><![CDATA[Sinopse
O sucesso como herói faz com que Peter Parker adiquira uma confiança exagerada, deixando d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/homem-aranha-3/homem-aranha-3-poster01.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/homem-aranha-3/homem-aranha-3-poster01.jpg" width="275" height="350" /><strong>Sinopse</strong><br />
O sucesso como herói faz com que Peter Parker adiquira uma confiança exagerada, deixando de lado as pessoas que se importam com ele. Até que precisa enfrentar o Homem-Areia e lidar com um estranho uniforme negro, que passa a usar</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Decepção. Essa é a primeira palavra que me veio a cabeça após assistir o filme “Homem Aranha 3”. Uma coisa é certa. Essa é a pior das aventuras cinematográficas do Aranha. O filme beira, pra não dizer que realmente o é, o cinema trash. O “Emo-Aranha”, como foi apelidado pelo público, pelo seu visual Emo, chega querer imitar os trejeitos do Jhon Travolta em "Embalos de Sábado a Noite", e nem isso consegue. O Homem Aranha negro, deveria ser o melhor de todos na trilogia. Nos quadrinhos da MARVEL o Homem Aranha tem por excelência ter a parte psicológica muito forte, e o Homem Aranha Negro é o ápice desse momento psicológico nas historias do Aranha...mas diretor Sam Raimi errou a mão feio.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que se podia esperar de um diretor de filmes como “Uma Noite Alucinante 1,2 e 3”?  Sam Raimi preferiu ir para esse lado de cinema trash que para o cinema mais sério. O Aranha da revista é cheio de piadinhas e comentários que tentam ser engraçados, mas o do filme é tragi-cômico. No pior sentido que isso possa nos parecer.</p>
<p style="text-align:justify;">O próprio compositor da trilha dos dois outros filmes, Danny Elfman se recusou a trabalhar neste filme, devido a diferenças criativas que teve com Sam Raimi desse filme para os anteriores.</p>
<p style="text-align:justify;">Os feitos especiais são ótimos, as cenas de ação muito bem feitas, mas essa é a única virtude do filme, e na verdade, esse é o mínimo que se pode esperar do filme mais caro da trilogia, chegando á módicos 250 milhões de dólares.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas efeito especial nem um salva um filme com roteiro fraco, onde parece quis se  quis colocar 1000 aventuras em uma, sem o roteirista saber fazer isso. Decupagem fraca e preguiçosa, além de que, o filme, que teria que ser o mais sério da trilogia, tem sequências de se envergonhar, como a do Peter Parker, já como Aranha Negro, dançando no bar.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse é mais um desses filmes, que não deveria existir. Para não envergonhar o maravilhoso personagem “Homem Aranha”, para não envergonhar a historia do cinema, e até para não envergonhar o próprio diretor. O problema é ele nem se percebe disso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["Baixio das Bestas", Diretor: Claudio Assis - 2007 ]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=61</link>
<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 13:36:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Um jovem se apaixona por uma garota de 13 anos, que é explorada pelo avô. E outras histori]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/baixio-das-bestas/baixio-das-bestas-poster01.jpg" alt="http://www.adorocinema.com/filmes/baixio-das-bestas/baixio-das-bestas-poster01.jpg" width="282" height="371" /><strong>Sinopse</strong><br />
Um jovem se apaixona por uma garota de 13 anos, que é explorada pelo avô. E outras historias paralelas sobre o submundo de um lugarejo do interior de Pernambuco, deixado de lado pelos usineiros, pelo governo e por Deus.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Pode-se dizer, que o Claudio Assis, mesmo com seu segundo longa, está construindo uma das carreiras, ou melhor, uma das filmografia mais coerentes, inteligente e corajosas no novo cinema Brasileiro. Quem se surpreendeu com "Amarelo Manda" de 2003, seu primeiro longa, não vai se decepcionar em nada com "Baixio das Bestas". É um filme que mantêm a mesma linha, mas que não se repete.</p>
<p style="text-align:justify;">Claudio Assis se mostra mais uma vez visceral no seu trabalho. No verbete popular, poderíamos dizer que ele  “se joga” em seu trabalho. Junto claro com uma equipe que acredita muito na "viagem" dele. Claudio vem trazendo uma decupagem milimetricamente pensada. A primeira e a ultima sequência são de chorar. Mas não somente essas, sua decupagem chama atenção em vários momentos do filme. Sem falar na sua direção de atores. Claudio, com a “Amarelo Manga” e agora com “Baixio das Bestas” vem provando ser um ótimo diretor de ator. O que nem todo diretor consegue. No filme, percebe-se muito, a mão do diretor. Percebe-se que é, acima de tudo, um filme autoral. Nosso maior diferencial do cinema brasileiro, do americano.</p>
<p style="text-align:justify;">A fotografia do Walter Carvalho e a câmera do Lula Carvalho, pai e filho respectivamente,  são perfeitas. Poéticas, ao mesmo tempo que “secas”, e percebe-se o cuidado de tornar o comum ao olhos, um quadro espetacular. Seja esse quadro de denúncia ou apologia artística.  E isso é alcançado.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro grande destaque são os atores, dos consagrados como o Matheus Nachtergaele e Dira Paes,  a estrante Mariah Teixeira, e há ainda Caio Blat, Hermila Guedes, todos estão, como o diretor, numa entrega total.</p>
<p style="text-align:justify;">Matheus executa como mestre personagem Everardo. Aliais, como é de costume. Um personagem duro, que manipula os outros que o acompanham, por ser mais velho que a maioria de seus amigos, consegue isso como se fosse a “voz da experiência. Dira, como a prostituta Bela, é protagonista de uma das mais belas e ousadas sequências do filme. Em que ela dança e logo depois é violentada pelo grupo de playboys da cidade. Dira chega a um nível de amadurencimento em sua carreira, sem dar costas a trabalho como o de Claudio, que mistura o intectual com o experimentalismo. Isso faz bem e dá credibilidade a carreira de uma das atrizes mais importantes do cinema brasileiro. Dira assim como em “Amarelo Manga”, dá um show de interpretação e de verdade ao seu personagem. Além de chamar atenção pela sua beleza, não produzida. Caio Blat é outro que se destaca. Cícero, um playboy do interior, nos coloca que os playboys não são muito diferentes de onde quer que eles sejam. E Blat construiu seu personagem também com uma naturalidade impressionante. Temos ainda Mariah Teixeira e Hermila Guedes em papeis menores, mas ainda assim, chamando atenção pelas atuações.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme toca, mostra, emociona, mas não é e nem pretende ser em nem um momento, um dramalhão ou mesmo um filme denuncia. Mais que isso, ele te mostra uma verdade pra te incomodar. Uma verdade que está ali do lado, perto de você, perto da sua cidade, ou na sua cidade.<br />
"O que você faz com essa verdade?"<br />
Acho que é essa a pergunta do filme. Vai pra casa? Come uma pizza? Faz algo por um mundo melhor?<br />
O Baixio retratado no filme, como o subúrbio de uma cidade no interior, não é só um subúrbio.<br />
O Baixio das Bestas, é apenas um lugar... que existe em cada um de nos.<br />
Traz a tona o pior que há em cada ser humano. A preguiça, inveja, ira. No Baixio, se mata, se estupra, usam-se pessoas, outras se submetem, enfim, é tudo muito palpável, muito real, e está tudo muito próximo.</p>
<p style="text-align:justify;">Aplausos para filme. Para a equipe. Para um cinema pensante como é o de Claudio Assis. Que com toda certeza, depois de filmes como "Amarelo Manga" e "Baixio das Bestas" já deixa sua marca para historia do cinema brasileiro. Mesmo que, "Deus nos Livre" ele não venha mais fazer nada de hoje em diante.</p>
<p style="text-align:justify;">Persebe-se que essa cara, que esse diretor, tem o cinema nas veias.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["O Signo da Cidade", Carlos Alberto Riccelli, 2008]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=59</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 18:51:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Um grupo de pessoas costuma ouvir um programa noturno de rádio, onde uma astróloga lida co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.adorocinema.com/filmes/signo-da-cidade/signo-da-cidade-poster01.jpg" alt="" width="280" height="388" /><strong>Sinopse</strong><br />
Um grupo de pessoas costuma ouvir um programa noturno de rádio, onde uma astróloga lida com suas angústias.</p>
<p><strong>Opinião</strong><br />
Surpreendente. Por puro preconceito, ou mesmo ignorância, resisti assistir esse filme por algum tempo, até amigos e mesmo a crítica me entusiasmarem a ir a sala de cinema e tirar minhas próprias conclusões. Enfim, resolvi arriscar, escolhi um bom dia, uma ótima companhia e fui. Afinal, se o filme realmente não prestasse, eu estava no mínimo com uma boa companhia.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme estruturalmente falando lembra um pouco "Magnólia" do Paul Thomas Anderson ou  "Short Curts - Cenas da Vidas",  do mestre Robert Altman. Vidas que seguem e se entrelaçam. Pequenos e marcantes pedaços da vida de alguns personagens. Até aí, nada de novo, pelo contrario, parece apenas uma releitura do que já se foi realizado. Mas o filme não é só isso. Com um clima nostálgico, de uma grande cidade onde o que realmente aproxima as pessoas é uma mídia, nesse caso um programa de rádio, o roteiro desenha as relações humanas de uma forma delicada e inteligente.</p>
<p style="text-align:justify;">A personagem principal, Teca, vivida por Bruna Lombardi, é uma astróloga (que inexplicavelmente em momento algum do filme lê o mapa astral das pessoas e somente cartas) que apresenta um programa de rádio, tentando através da leitura das estrelas, ajudar, aconselhar e até manipular as pessoas. Ao mesmo tempo, Teça, não consegue resolver problemas básicos de sua própria vida. Como seus relacionamentos, tanto familiar quanto amoroso.</p>
<p style="text-align:justify;">Personagens consistentes, roteiro bem desenhado e até arriscado com a quantidade de personagens secundários, boa fotografia de Marcelo Trota, que casa perfeitamente com o clima do filme, além boas interpretações, do elenco novo, mas com destaque especial para Juca de Oliveira  e Eva Wilma, que são protagonistas de duas das mais belas cenas do filme, faz com que esse filme, uma boa surpresa do cinema nacional que volta a falar do presente e do urbano.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme toca e emociona sem cair na pieguice. Trata do cotidiano, de fraquezas emocionais de cada um, da vontade de ter certezas de suas escolhas, ou pelo menos, da errada "certeza" que cada um de nos tem dentro de si. Seja essa certeza da nossa própria vida ou da vida de quem nos cerca. E isso é colocado de uma maneira inteligente, e sem certezas. Nada no filme é definitivo, sem aquele “viveram felizes para sempre”. Tudo fica em aberto. Como deve ser.</p>
<p style="text-align:justify;">A música é outro destaque. Com letras do casal, o diretor Carlos Alberto Riccelli e a roteirista Bruna Lombardi, nas vozes de Caetano e Maria Bethânia. Apresentam um clima nostálgico, lento, melancólico que casam perfeitamente com o filme.</p>
<p style="text-align:justify;">Qualquer um que mora numa grande cidade irá se identificar com muita coisa colocada no filme. Pessoas com envolvimentos afetivos, relacionamentos com outras pessoas, seja família ou amigos ou amantes. Qualquer um que tenha certezas absolutas, ou que viva perto de quem tem, também encontrará essa identificação. Nada é definitivo. Nada está escrito nas estrelas. Tudo é mutável. Talvez seja essa a grande questão do filme.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Onde os Fracos não tem Vez",  Joel e Ethan Coen, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=57</link>
<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 04:30:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Um caçador pega uma valise cheia de dinheiro após encontrá-la com um traficante de drogas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/4088/cartazes/nocountryforoldmen_06.jpg" alt="" width="269" height="352" align="left" /><span style="color:#000000;"><strong>Sinopse</strong><br />
Um caçador pega uma valise cheia de dinheiro após encontrá-la com um traficante de drogas abandonado no deserto. Para recuperar o dinheiro é enviado um assassino psicótico, que precisará enfrentar também o xerife local.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
<span style="color:#000000;">O filme, dos irmãos Coen, é uma crônica, da falta de crença na sociedade atual. </span> O velho oeste americano, sobretudo o retratado em filmes com John Ford e John Wayne, onde ainda existia o mocinho e o bandido, aqui no filme dos Coen isso já não existe. Quem é mocinho, quem é bandido? O ex-veterano do Vietnã Llewenly, interpretado aqui por Josh Brolin, é um homem que, apesar de amar sua esposa, a trata como um capacho. O xerife Ed Tom Bell, na sempre brilhante atuação de Tommy Lee Jones, esta cansado, desacreditado, é ateu e está sempre, um, ou vários passos atrás do bandido. E o bandido, um psicopata frio, metódico e inteligente, que caiu nas graças de Javier Barden, que está fabuloso.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O título original do filme "Nenhum país para homens de idade" diz muito mais do filme do que o título nacional. O velho oeste, os velhos hábitos, valores, costumes...não tem mais vez. Não existe mais país pra isso. Aí poderiamos até misturar os títulos, ou apenas pensar como o velho, sendo igual a fraco.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O filme é violento sim, como tudo o mundo ao nosso redor. É frio, como o a maioria das pessoas, a cena em que o Llewenly foge no meio da cidade, do louco Chigurh, de Javier Barden, tudo acontece no meio da cidade, e os "tiros" parecem de balas perdidas. Niguem sabe de onde vem. Como o dia-a-dia de uma grande cidade como o Rio de Janeiro, por exemplo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O filme impressiona pela leitura descrente em tudo, inclusive na descrença em Deus. Uma das frases mais fortes, acredito eu, seja quanto o Xerife Bell, divagando sobre seu momento de vida, diz, "Sempre pensei, que quando envelhecesse, Deus entraria na minha vida. E ele não entrou". A espera por algo melhor, que acabou não acontecendo. Agora, nada mais faz tanto sentido ou o encoraja.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">A falta de "o bem vence o mal" desagradará alguns espectadores. A falta do encontro dos 3 personagens principais, ou mesmo do confronto, incomodará outros, como me incomodou. Mas o filme é de uma inteligência e sutileza, que nos ganha por outros motivos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Os irmãos Coen utilizam o o silêncio, a sonoridade diegética pra falar mais que com palavras e música. E isso, é o máximo no cinema. Falar com imagens. A fotografia de Roger Deakins é árida, monocromática, casa com o filme, mas não chama atenção. Apesar de ser uma fotografia ganhadora de prêmios. Os Coen assinam o roteiro, a direção e a edição. Essa ultima com o pseudônimo de Roderick Jaynes. Sei lá por qual motivo o uso desse pseudônimo.</span></p>
<p style="text-align:justify;">
<div style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Em "Onde os Fracos não tem Vez", assim como "Fargo", é uma grande crítica a sociedade americana. Então, os "velhos não tem vez", e tudo é superficial, consumível (inclusive o silêncio dos dois adolescentes no final do filme) e caótico. Uma américa, onde não existe mais mocinhos e bandidos. Todos são cúmplices, ou melhor, todos fazem parte de uma mesma moeda.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#000000;">Jair Santana</span></strong></p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Cloverfield - O Montro", Matt Reeves, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/2008/02/18/cloverfield-o-montro-matt-reeves-2007/</link>
<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 16:17:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Rob Hawkins (Michael Stahl-David) mora em Nova York e está prestes a se mudar para o Japão]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:justify;"><img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/cloverfield/cloverfield-poster02.jpg" alt="" width="208" height="281" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
Rob Hawkins (Michael Stahl-David) mora em Nova York e está prestes a se mudar para o Japão. Ele reúne os amigos em uma festa de despedida, na qual pretende revelar sentimentos mal-resolvidos. Entretanto um forte solavanco assusta os convidados. Todos buscam notícias sobre o ocorrido na TV, que diz que a cidade sofreu um terremoto. Ao chegar ao terraço para ver os estragos o grupo nota uma bola de fogo gigante, seguida pela queda de luz na cidade.</div>
<div style="text-align:justify;"></div>
<div style="text-align:justify;">
<p><strong>Opinião</strong><br />
"Cloverfield - O Monstro" é uma boa surpresa do gênero. Quando se achava que os monstros de Hollywood estavam esgotados, sem mais espaços pra "Godzilas" e coisas do gênero, J.J. Abrams, produtor de Lost, chama seu amigo de infância, o roteirista Matt Reeves, para estrear na direção desse ousado filme.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">"Cloverfield" é uma produção de 30 milhões de doláres, dinheiro que poderiamos dizer que foi realmente uma aposta da Paramount, entregando a direção a um diretor estreante. Mas deu tão certo, que "Cloverfield 2" já está em pré-produção.</p>
<p style="text-align:justify;">Não temos como não comparar, o filme é uma mistura de "A Bruxa de Blair" com "Godzila", porém, tirando o que poderia haver de melhor no dois filmes. Digamos que "A Bruxa de Blair" é sim original, mas realizado por amadores, e "Godzila" por produtores experientes mas pouco ousados, eu diria até meio burros pois caprixaram muito pouco inclusive nos efeitos do filme, que dirá no roteiro. Enfim, "Cloverfiel" é inteligente, ousado e muito bem realizado.</p>
<p align="justify">Muitos com certeza odiarão a câmera balançando o tempo todo. Durante o 1º fim de semana de lançamento nos Estados Unidos vários cinemas exibiram avisos de que as cenas gravadas com câmeras de mão poderiam causar tonturas e enjôos. Mas colocar o espectador, no lugar de pessoas comuns, onde a câmera, ou o diretor do filme, não é onipresente e onisciente é fabuloso. Estamos como qualquer um. Estamos colocados no meio de um grande ataque a cidade de Nova York sabendo tanto, quanto qualquer cidadão comum. Ou seja, quase nada.</p>
<p align="justify">O monstro vem aparecendo aos poucos, as informações chegam sempre incompletas, as imagens nunca revelam tudo, e o desespero é presente sempre. Claro, temos falhas, como o rapaz que quer salvar a namorada, e os amigos fieis que o acompanham, acho meio exagerado, mas ao mesmo tempo, podemos questionar, seria fidelidade ou pânico de ficar sozinho? Exagerada aliais, a interpretação do personagem principal. Mas não chega a comprometer o filme.</p>
<p align="justify">O crítico do blog “O bonequinho viu”, do jornal O Globo, Tom Leão, escreveu uma ótima crítica sobre o filme. Falando, que “Cloverfield” fala muito mais do que de um monstro, fala de momentos em nossas vidas que não podemos perder. O que realmente importa, é o que está em baixo da fita que o filme é gravado. Que é o dia seguinte, a primeira noite de amor entre no mocinho e a mocinha do filme. Aquele era o único registro, e tudo ficou pra trás, também porque eles deixaram. O momento não mais se repetirá, temos que viver o hoje, pois o amanhã, ninguém sabe como será, pode mesmo, um monstro cair sobre nossas cabeças. Sim, pode ser um monstro, um terrorista, ou um assaltante.</p>
<p align="justify">O filme surpreende pelas cenas de pânico no meio da cidade, pelas cenas de devastação de uma grande cidade, no casão nova York, e pelo comportamento das pessoas em tal situação. Temos a impressão que nunca tivemos essa visão interna da catástrofe. Só vimos algo parecido em cenas de câmeras amadoras no ataque de 11 de setembro.</p>
<p align="justify">O filme quase não apresenta música, ou melhor, não tem música, não tem trilha sonora, a música do filme inicia um minuto e meia depois de começarem os créditos. A música é linda, um tom meio épico, maravilhosa. Mas para o meu azar, sai do cinema após a música quando ainda não tinham acabado totalmente os créditos. Ao término dos créditos finais há uma transmissão de rádio, com informações sobre o filme.</p>
<p align="justify">J.J. Abrams, é com certeza, um novo respiro ao cinemão americano. Um respiro ousado, que prova que ainda podemos usar velhas formulas e reconstruilas. Como o cinema de "monstrons" por exemplo.</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Proibido Proibir", Jorge Duran, 2006]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=55</link>
<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 16:36:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Três universitários vivem um triângulo amoroso, que não se realiza pela amizade que os u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.adorocinema.com/filmes/proibido-proibir/proibido-proibir-poster01.jpg" alt="" width="275" height="375" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
Três universitários vivem um triângulo amoroso, que não se realiza pela amizade que os une. Eles tentam ajudar uma paciente terminal a reencontrar seus filhos. Ao salvar um deles, um dos amigos é ferido em um tiroteio, o que obriga que seja operado na casa em que alugam.</p>
<p><strong>Opinião</strong><br />
Depois de mais de 20 anos sem dirigir, o anterior foi A Cor do Seu Destino (1986), Jorge Durán nos presenteia com esse filme, despretencioso, com um ár jovem (não pelos personagens mas pela levaza que apresenta), bem feito, bem cuidado. Não é o filme do ano, nem o filme que queremos que concorra ao próximo Oscar, ou aquele que vai nos levar a Cannes (não quer dizer que ele não tenha qualidade pra tudo isso), mas é um filme em podemos nos apaixonar.</p>
<p align="justify">O roteiro inteligente de Jorge Durán e Dani Patarra, é atual, longe de estereotipar os personagens, tornando o filme, um dos que melhor apresenta o jovem universitário brasileiro atual, se não for O FILME que melhor faz isso. É supreendente como um roteirista tão experiente como Duran, tem uma visão tão fresca e verdadeira  sobre os jovens. Com certeza, haverá muita identificação do jovens que vão ao cinema, com os personagens do filme.</p>
<p align="justify">Os três personagens principais, interpretados por Caio Blat (“Carandiru” e “Batismo de Sangue”), Alexandre Rodrigues (“Cidade de Deus”) e Maria Flor (“Diabo a Quatro” e “Cazuza”). funcionam muito bem entre si. Com destaque para interpretação do Caio Blat que dá um show de naturalismo, e foi vencedor do prêmio de melhor ator no Festival de Cinema Brasileiro de Miami. Talvez por ter o melhor personagem também, o que melhor dá pra trabalhar em cima. A Letícia, personagem de Maria Flor, é quem recebe a interpretação mais fraca. Maria Flor ainda não tem o tamanho da atriz, que merece muitos papeis que tem chegando à suas mãos. Já Alexandre Rodrigues dá o tamanho e ponto certo ao seu contido e ao mesmo tempo, forte, Leon.</p>
<p align="justify">A fotografia do Luis Abramo é simples, verdadeira e funcional, mas sem grandes destaques. O filem merecia mais. Camera agil e muito bem realizada ajudam a nos prender ao filme.</p>
<p align="justify">A trama em si é muito atual, e trás um pouco de tudo, sem se perder. É meio policial, meio romântico, meio político, sem querer ser demagogo ou algo assim. O filme não quer ensinar nada e sim apresentar. Isso fundamental para o sucesso do roteiro. Parabéns mesmo para o roteiro de Duran e Dani Parrata, cheio de conversas ágeis e reais, algo que está faltando na maioria dos roteiros brasileiros.</p>
<p align="justify">O jovem brasileiro com certeza vai se ver nesse filme, pode não se ver nas situações em que os personagens se encontram  em meio a tantas aventuras entre traficantes ou algo assim, mas nas atitudes comportamentais de cada um. Seus debates, suas músicas, seus livros, suas conquistas amorosas. A música por sinal é algo que chama atenção. Cheio de samba e poesia. Como uma leitura esperançosa a juventude brasileira.</p>
<p align="justify">O filme é uma clara prova que se pode fazer um filme muito bem realizado com um orçamento moderado. O orçamento de Proibido Proibir foi de R$ 1,2 milhões. Pra quem tem algum tipo de pré-conceito deixo o seguinte pensamento:</p>
<p align="justify">Pode-se dizer que "PROIBIDO PROIBIR" é um filme pipoca diferente, pois é inteligente, ou um filme cabeça inovador, pois de chato não tem nada.</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Juno", Jason Reitman, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=54</link>
<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 05:29:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Uma adolescente decide ter o bebê que espera e dá-lo a um casal que tenha condições de c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img src="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/juno_02.jpg" alt="" width="237" height="292" align="left" /><img alt="" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
Uma adolescente decide ter o bebê que espera e dá-lo a um casal que tenha condições de criá-lo, já que não se considera em condições de ser uma boa mãe.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
“Juno” poderia ser classificado apenas como um filminho romântico americano. Mas é bem mais que isso. Poderia ser apenas um filme sessão da tarde, e muito provavelmente seria, se Brad Silberling, de “Desventuras em Série”, tivesse aceitado o roteiro. Ele recusou porque não concordava com o elenco proposto, e por falta de liberdade criativa. Acho ele um diretor exagerado, over, mas seus motivos foram muito dignos. É o diretor quem deve escolher o elenco e ter total liberdade artística. Cinema é a arte do diretor.</p>
<p align="justify">“Juno” é estrelado pela ótima Ellen Page, indicada ao Oscar pelo papel, Ellen, é a garotinha de “Menina Má.Com”, outro ótimo filme e outro ótimo exemplo de boa interpretação. Juno MacGuff é um personagem riquíssimo, e de ótima construção nas mãos de Ellen. No elenco temos ainda Jason Bateman (O Ex-Namorado da Minha Mulher), que está legal, mas passa despercebido como candidato a pai adotivo, e ainda as ótimas presenças de Allison Janney (Hairspray – Em Busca da Fama), a madraste de Juno, e Jennifer Garner (Elektra), como esposa de Jason Bateman e candidata a mãe adotiva. As mulheres realmente estão mandando no filme. O ator Michael Cera (Superbad – É hoje), também ocupa bem seu espaço, mas não chega a se destacar.</p>
<p align="justify">A fotografia de Eric Steelberg, mesmo fotografo do filme “Os meus quinze anos”, trabalha numa fotografia quase que nostálgica. Nada de roubar a cena, mas se acoplar a ela. Sua fotografia lembra álbuns de colégios americanos, não tem cara de fotografia “Hollywoodiana”, ou cara de Oscar.</p>
<p align="justify">O roteiro do filme é da estreante Diablo Cody. Sim, Diablo Cody é o nome de uma mulher. Uma linda mulher, com cara e corpo de modelo, ela é publicitária, e trabalhou como streeper em uma boate  apenas com diversão. “Juno” é seu primeiro roteiro para o cinema. E já de cara, foi indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar de roteiro.Agora, ela já está com outros 3 roteiros vendidos para o cinema.</p>
<p align="justify">O roteiro de “Juno” é simplório, sarcástico e muito bem amarrado. Nem a acidez e a equivocada (sim, acho isso um problema do roteiro) maturidade e segurança de Juno, a personagem título, estraga o roteiro. Juno MacGuff é madura e segura em excesso, culta demais,  para descrever seus 16 anos e todos os problemas que ela está passando. É inverossímil ver a adolescente que cita uma vasta cultura musical de rock anos 70, ligar para amiga de um telefone em formato de hamburguer, como uma adolescente qualquer. Mas ainda assim, não deixamos de amar e acreditar no filme. Muito bom o paralelo com as estações do ano que o roteiro nos apresenta. No verão, tudo é mais divertido, as novidades e suas resoluções aparentemente fáceis, é um clima mais "up", mais e algre. No outono, onde as folhas caem e se colheita o que se plantou, começam os questionamentos e a aparecer coisas que o verão ofuscou. O inverno, junto com o frio, trás verdades mais duras, a solidão, isolamento e a crise. E finalmente a primavera, o renascimento, a continuidade ou melhor um novo começo literalmente, e por fim, o filho.</p>
<p align="justify">O diretor Jason Reitam, um outro quase estreante,  seu primeiro filme foi o aclamadíssimo “Obrigado Por Fumar”, faz um trabalho leve e seguro. Não por acaso, o filme está indicado ao Oscar em várias categorias, entre elas, além de melhor filme, também direção.</p>
<p align="justify">A trilha sonora é um show a parte. Com o melhor da música moderna contemporânea, caindo no gosto dos “indies” com a presenças como a nostálgica “Cat Power”,  os maravilhosos rockinhos do  “Belle &#38; Sebastian”, ainda “Sonic Youth”  e “Velvet Underground”, e pra finalizar, temos ainda a presença de muita bossa nova na voz de Astrud Gilberto. A trilha sonora de Juno surpreendentemente é a mais vendida no ultimo mês de janeiro/2007 nos EUA. Nem mesmo os produtores acreditaram que isso aconteceria tão fortemente.</p>
<p align="justify">“Juno” é uma ótima surpresa do cinema americano que não tem feito muita coisa interessante ultimamente. Sim, eles tem os bluckbusters da vida, mas cinema não é só isso. É também, e não somente. “Juno” tem cara de cinema independente, mas não é. É uma produção  PARIS Filmes. O que nos surpreende mais ainda</p>
<p align="justify">Mas nada disso tira o brilho dessa ótima comédica romântica e de costumes, que é “Juno”. Que retrata um pouco da sociedade americana, como em “Pequena Miss Sunshine”, mostrando uma superficialidade, um sociedade fria e doente, com todas as mazelas, que qualquer povo civilizado tem, e faz questão de esconder. E tudo isso, em um ótimo tom de comédia. Não há julgamento em “Juno”, epenas se retrata. Esse, é um dos principais diferenciais do filme.</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["O Cheiro do Ralo", Heitor Dhalia, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=53</link>
<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 18:36:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
O dono de uma loja que vende objetos usados se vê em apuros após ter que se relacionar com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img src="http://www.adorocinema.com/filmes/cheiro-do-ralo/cheiro-do-ralo-poster01.jpg" alt="" width="264" height="391" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
O dono de uma loja que vende objetos usados se vê em apuros após ter que se relacionar com uma de suas clientes, que julgava estar sob seu controle.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Este é o 2º filme em que o diretor Heitor Dhalia, e o segundo também em que o ator Selton Mello e diretor trabalham juntos. O anterior foi Nina, que apesar de muito depreciado por parte da crítica, eu pessoalmente adorei o filme. “Nina”  tem um “quê” de inovador no cinema nacional. Mas voltando ao "Cheiro de Ralo". É um filme simples e inteligente. Talvez, sua maior qualidade seja essa. A simplicidade. Que está presente em tudo. Na direção de arte, na câmera, na interpretação, enfim.. mas não uma simplicidade depreciativa, longe disso, é uma simplicidade rica e encantaqdora. O filme é simples pela realidade que passa. Não tem grandes efeitos, coisas absurdas acontecendo, ele é REAL e surreal ao mesmo tempo.</p>
<p align="justify">Também é muito corajoso, quando nos coloca a acompanhar um cara filho da puta. Desculpem mas não achei outra palavra pra usar. Acredito eu, que o Lourenço, personagem interpretado magistralmente, “pra variar”, por Seltom Melo, seja o primeiro anti-heroi assumidamente mal caráter do cinema brasileiro. Mesmo quando tivemos o "Boca de Ouro" que era um bandido, ele era o bom bandido digamos assim, amava sua mulher, defendia e ajudava os amigos, e mesmo quando tivemos o Chicó no "Auto da Compadecida" era o enganador, mas engraçado, carismático, já  o Lorenço de “O Cheiro do Ralo” não é nada disso. É mal carater mesmo, ganancioso, egoísta, mesquinho, escroto em tudo, e mesmo assim, o filme tem a ousadia de te deixar colado nele o tempo todo. Faz o espectador acompanhar o “heroi” do filme, que o Lourenço, dono de todas essas qualidades.Vc não sabe se torce por ele, ou pra ele se estrepar. O torcer por ele seria pra ele mudar e não se dar bem. Pois é  impossível torcer só por ele, ele continuando o mesmo que é.</p>
<p align="justify">A fotografia de José Roberto Eliezer, nos coloca numa atemporalidade e é quase monocromática. Sem estouros de cores, tudo parece antigo mas nada nostalgico. Muito bem realizada mesmo. A direção de arte de Guta Carvalho também é maravilhosa em tudo, nos levando a um clima de sub-mundo e mistério, ora meio repartição pública ora meio máfia, e não é nem um nem outro. Tudo novamente é atemporal e curioso. Procuramos, mas nunca conseguimos nos situar temporalmente, o que é ótimo para a proposta do filme. O figurino idem, atemporal, careta, e acima de tudo real. Meio suburbano, meio urbano, tudo é milimetricamente pensado, mas nada soa como arrogante, ou seja, nada quer parecer estudado demais.</p>
<p align="justify">Tudo casa muito bem. Sem falar nas interpretações tanto do Seltom Melo, que já ganhou dois prêmios com sua interpretação, quando do resto TODO do elenco, em especial Sílvia Lourenço (“Bicho de 7 Cabeças” e “Contra Todos”), a viciada que volta e meia volta a fazer negociações com Lourenço. Que espetáculo de interpretação. Ela rouba a cena. Poucas vezes no cinema brasileiro ví uma interpretação tão realista.</p>
<p align="justify">Quanto ao roteiro de Marçal Aquino e Heitor Dhalia, baseado em livro de Lourenço Mutarelli, não nos deixa furos, mas pode decepcionar quem espera aquele ápice com direito a fatos surpreendentes. Como falei, tudo parece muito real. Talvez seu monocronísmo nas cores e fotografia, seja retrato de um roteiro minimalista.  A música de Apollo Nove é sarcástica, brincalhona, perfeita para o filme, que parece, mas não se leva tão a sério.</p>
<p align="justify">Parabéns a condução, ou melhor direção, de Heitor Dhalia levando tudo isso. O que tem de negativo nesse filme? Esse minimalismo do roteiro, de como é levada a historia me incomede um pouco. Pois eu, como público, espero algum grande acontecimento. Mas esse minimalismo percebe-se, não foi um erro, e sim uma proposta do filme.</p>
<p align="justify">O filme não teve patrocínio, o preconceito com o tema e o nome do filme, afastaram os patrocinadores, e foi feito com a raça e a coragem do diretor Heitor Dhalia,  do Selton Melo e TODA equipe que entrou pra trabalhar de graça, ou quase de graça, porque acreditavam no projeto do filme. Para realizar o filme, se criou uma espécie de cooperativa, e só assim, um orçamento de 2,5 milhões de reais, se transformou em 315 mil. Isso é um reflexo de como o filme é  um bom representando novo cinema nacional. Diferente, corajoso e inovador.</p>
<p><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA["SHORTBUS", John Cameron Mitchell, 2006]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=52</link>
<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 14:34:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Uma terapeuta de casais que jamais teve um orgasmo e um casal gay, que é seu cliente, se en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/shortbus/shortbus-poster05.jpg" border="0" alt="" width="275" height="341" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
Uma terapeuta de casais que jamais teve um orgasmo e um casal gay, que é seu cliente, se encontram regularmente em um clube underground.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
"Shortbus" é o filme mais ousado, criativo, inspirado que vi nos ultimos anos. Não pelas cenas de sexo explicito, sim, o filme tem sexo explicito, não pela trilha inspiradissíma, não pela fotografia com cara de anos 70, não pela entrega dos atores ou mesmo pela profundidade de seu roteiro. Mas pelo conjunto de tudo isso.</p>
<p align="justify">O diretor, John Cameron Mitchell, tem uma pequena mas ótima filmografia, seu primeiro filme foi o curioso “Hedwig: Rock, Amor e Traição” em 2001, volta agora com “Shortbus” tão ou mais ousado que seu primeiro filme, tanto no tema, quanto nas imagens.</p>
<p align="justify">"Shortbus" no filme, representado por um lugar, é bem mais que isso. É um lugar dentro de nos. Onde encontraremos o prazer, desligado de qualquer amarra. Amarra essa que pode ser nossa, do ser amado, ou sociedade cristã, judaica ou seja lá o que for. "Shortbus" não é imoral. É bem maior que isso. É amoral.</p>
<p align="justify">Com certeza o filme não agradará os conservadores, os moralistas, e pode mexer com pessoas que tem problemas de aceitação com seu tipo de prazer. Pois o filme trata disso, de aceitação de si mesmo. A mulher que ama o marido e não sente orgasmo, uma outra que sente prazer em tirar fotos constrangedoras de pessoas estranhas, um casal gay, onde apesar de se amarem, são infelizes até entrar uma terceira pessoa na relação, enfim, várias situações inusitadas, mas não impossíveis, pelo contrario, mais comum do que se imagina.</p>
<p align="justify">Algumas coisas me chamaram a atenção, como a fotografia de Frank DeMarco, que nos remete a fotografias de filmes do ans 70, algo meio que é referência do filme. Pois aquele clima de sexo livre, é citado no filme, e como o próprio filme diz “só que com menos esperança”. E a música de Yo La Tengo, que também nos faz remeter aos anos 70. “Shortbus” é um filme moderno, inovador, mas nostaugico e poético as vezes.</p>
<p align="justify">“Shortbus” é um filme que fala de sexo com total liberdade, de posições políticas, pois as pessoas vão a Shortbus falar de tudo mesmo, e de relacionamento pessoais, seja ele qual for. Lá impera a busca de si mesmo, a música esta presente no bar, todos os tipos de pessoas estão lá, atrás da mesma coisa, relações mais verdadeiras, assuntos mais verdadeiros, pois tudo ficou superficial demais nos tempos de hoje. O filme ainda utiliza como ponto para uma nova busca social, o 11 de setembro, onde a partir dali, gradativamente, as coisas vão mudando no comportamento social das pessoas.</p>
<p align="justify">Um filme pra ter em casa. É engraçado, inteligente, profundo...mas chocante pra alguns. Não é um filme fácil. Ainda mais pra um país cristão como o Brasil. Que por sinal, ainda não tem previsão de estréia no circuito comercial por aqui, apenas está sendo exibido em mostras e festivais.</p>
<p align="justify">Se cada um, achasse esse lugar dentro de si. O mundo ia ser bem mais feliz. Bem mais facil. E os conservadores e falsos moralistas, sendo mais felizes, deixariam as outras pessoas viverem em paz, como tem que ser.</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["300", Zack Snyder, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/2008/02/01/300-zack-snyder-2007/</link>
<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 06:42:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
O rei Leônidas e seus 300 guerreiros lutam até a morte contra o exército persa.
Opinião
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/300/300-poster12.jpg" border="0" alt="" width="229" height="323" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
O rei Leônidas e seus 300 guerreiros lutam até a morte contra o exército persa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Uma das produções mais equivocadas dos ultimo anos. Equivocada, trash, burra e preconceituosa. Mas o que poderia se esperar de Zack Snyder, onde seu único longa até então, era "Madrugada dos Mortos", um filme de terro B, com direito a zumbis e tudo mais. Nem Sessão da tarde tolera mais isso. Ele só fez levar os zumbis, para uma super produção de Hollywood. O resultado? Assista "300".</p>
<p align="justify">Os herois, todos brancos, sarados, virís. Os vilões, negros, pardos, exóticos, com deformidade fisica e alguns, como o Deus-Rei Xerxes, claramente gay, tão afetado parece uma drag queen.</p>
<p align="justify">Técnicamente bem feito, mas continuo a afirmar, cinema é acima de tudo roteiro. Cinema é roteiro + dramaturgia + técnica + interpretação.. enfim, o bom cinema é a soma de vários trabalhos, não é somente técnica. O Spelbearg por exemplo, adora fazer filmes cheio de efeitos especiais, novas técnicas, mas nunca esquece que tem que haver um bom roteiro que justifique o uso da técnica. Técnica por técnica não é cinema. Cinema é imagem sim, mas não somente isso.</p>
<p align="justify">“300” é totalmente equivocado, é o tipo de filme que você acha que ja viu. E já viu mesmo...muitos. Um grupo de guerreiros que luta contra um exercito. E só. Não tem mais historia que isso. Franck Miller virou sinônimo de “quadrinhos cult” e de levar o quadrinhos pra tela grande, e se inspirou em “Os 300 de Esparta” de 1962, filmado na própria Grécia e dirigida por Rudolph Maté. O filme não é uma refilmagem. “Os300 de Esparta” , o quadrinhos, foi inspirado no filme, e “300” uma cópia fiel dos quadrinhos e não do filme de 62.</p>
<p align="justify">Figurino equivocado, a direção de arte pior ainda...ou eles se inspiraram no carnaval brasileiro ou eu não sei...o Deus-Rei Xerxes anda pra lá e pra cá num carro alegórico digno do carnaval carioca. Fantasiado como ele é naquele figurino, parece mais ainda que a ala de uma escola de samba escapou pra telona. O visual exagerado e esquisito, tornou até o cartaz do filme, HORRIVEL. Os Espartanos são de uma artificialidade grosseira. Diferente de "Sin City", inspirado na obra de Franck Miller também, onde o visual do filme era totalmente se referenciando aos filmes noir, e agradavel ao olhos. Fica a pergunta, de onde vem o visual estético de "300"?</p>
<p align="justify">A voz que deram ao Rodrigo Santoro...tsc tsc... coitado. Parece que vem do alem. O Rodrigo Santoro é um ótimo ator. Mas seu personagem, que poderia ter sido um presente, acaba mesmo como um presente grego. A voz digitalizada reforça mais ainda o estilo drag queen do seu personagem.</p>
<p align="justify">A fotografia e a música acertam vez ou outra, e também vez ou outra erram feio. O filme não sabe se quer assumidamente trash ou kit (o trash que virou chic). O roteiro de uma pobreza lamentával. Apropósito, historicamente, totalmente equivocado também, “300” que tem como fonte de inspiração histórica principal o texto de Heródoto, sobre a batalha dos gregos com os persas na Batalha das Termópilas.</p>
<p align="justify">O orçamento do filme, foi de absurdos 60 milhões de dólares, Wood Allen faria dezenas de filmes com esse dinheiro. Digo, BONS FILMES. Se é para se gastar tanto, que gaste bem. É impressionante, ver como o público é pouco exigente, e facilmente manipulado. “300” foi um sucesso de público.</p>
<p align="justify">Qualquer sessão da tarde é melhor que "300", que pra mim, não passou mesmo foi de um tremendo "171" com a promessa do que poderia ser esse filme.</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Desejo e Reparação", Joe Wright, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=50</link>
<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 22:22:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Uma jovem usa a imaginação para acusar o filho do caseiro de um crime que ele não cometeu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img style="width:178px;height:243px;" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/desejo-e-reparacao/desejo-e-reparacao-poster01.jpg" border="0" alt="" width="337" height="500" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
Uma jovem usa a imaginação para acusar o filho do caseiro de um crime que ele não cometeu, o que muda a vida dele e também de sua irmã mais velha.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
Sensível, uma trama inteligente e uma boa realização. Assim resumo o filme de Joe Wright, mesmo diretor do decepicionante “Orgulho e Preconceito”. “Desejo e Reparação” é o segundo filme e a segunda adaptação literária para o cinema dirigida por Joe Wright.</p>
<p align="justify">Joe Wright é um diretor londrino, acostumado a dirigir para TV que entende bem a linguagem do cinema. Em seu segundo filme, e o segundo a concorrer ao Oscar de melhor filme, ele consegue um clima denso como um grande mestre a uma trama muito bem costurada. Com movimentos de câmera fantásticos, em especial o longo plano sequência na praia durante a guerra, em que se mostra todo desespero da guerra, a desistência dos soldados, as coisas a quais podem se apegar, os soldados destruindo tudo que se os alemães poderiam aproveitar, inclusive matando os animais, enfim, o caos da guerra. Por sinal, um plano seqüência dificílimo de se fazer, com plano aberto, muita figuração, muita movimentação, enfim....fiquei de boca aberta com a cena. É um plano para pra entrar pra historia do cinema. Deve ganhar o Oscar de melhor fotografia por causa desse plano em especial. O fotografo é o Seamus McGarvey, que é fotografo de filmes como “As Horas” e “Alta Fidelidade”.</p>
<p align="justify">Levamos em conta que “Desejo e Reparação” é sim um filme pra tocar e, sim, pra fazer chorar. É água com açúcar? Bom, pode até ser, mas isso não o desmerece. Fazer com que o espectador sinta emoções é o objetivo do cinema e de quase todo tipo de arte. Mas “Desejo e Reparação” não é apelativo ou manipulador. Pelo contrario, é de uma sutiliza dos grandes mestres. Os atores estão muito bem em todos os papeis, em especial Saoirse Ronan e Vanessa Redgrave, que interpretam o mesmo papel em fases diferentes da vida. O da pivô de toda trama, Briony Tallis.</p>
<p align="justify">Briony Tallis acusa, sem certeza, um jovem, a qual é apaixonada, Robbie Turner , vivido por James McAvoy de estrupar sua prima Lola (Juno Temple) quando ambas tinham 13 anos em paralelo ao romance que Robbie vivia com sua irmã mais velha Cecilia Tallis, na pele da bela e óitima Keira Knightley. Essa acusação faz com que sua vida e a vida de Robbie e Ceci tenham seus destinos completamente alterado. Com o passar dos anos Briony Tallis torna-se uma famosa escritora, e vive com a culpa em suas costas. No fim da vida, escreve um livro com toda a verdade. Ou pelo menos a verdade que interessa. E modifica o final. Em uma entrevista, Briony Tallis, então na pele da maravilhosa Vanessa Redgrave, joga na mesa a cruel verdade que segurou a vida toda. Sente-se culpada por separar o casal que se amava, e consequentemente da morte de ambos.</p>
<p align="justify">Briony Tallis está com uma doença, a qual perde a memória gradativamente, até sua morte. O que li dentro da mensagem do filme, como um grande perdão. Alguém que leva uma vida inteira com uma enorme culpa, e escreve um livro, dando o final que gostaria que tivesse, e perde a memória. Tem sim o seu perdão. Briony Tallis está se livrando do fardo. Dando perdão a si mesma.</p>
<p align="justify">A entrada de Vanessa Redgrave na trama é emocionante. Ela dá uma verdade para a personagem que impressiona. Apesar de ser uma aparição rápida. É fundamental ser uma atriz com a experiência que ela tem.</p>
<p align="justify">Outro destaque é a belíssima música de Dario Marianelli, experiente compositor de filmes como “Os Irmãos Grinn”, “V de Vingança” e “Orgulho e Preconceito”. A música entra totalmente nas ações do filme. Isso passa a clara afinidade entre o diretor e compositor. A trilha sonora do filme também concorre a melhor trilha original. E na verdade, é a primeira vez, que Dario me chama atenção.</p>
<p align="justify">O filme tem poucos tropeços, como os clichês da risível da cena em que Robbie sai correndo atrás do ônibus que leva sua amada. Totalmente descartável essa cena. Ou ainda o final com cena de novela, do casal andando na praia. Essa mais aceitavel.  Mas logo esquecemos com o que o filme nos trás de bom.</p>
<p align="justify">“Desejo e Reparação” tem cara, formato, cheiro de Oscar. Um formato mais careta, mas não menos interessante. É um filme, acima de tudo, de cinema autoral. Percebe-se a mão do diretor em tudo. Tudo está muito bem casado com o filme. A fotografia é linda mas não aparece mais que as interpretações. As interpretações são ótimas mas não tiram a atenção da música. O figurino é maravilhoso, mas não grita “OLHA COMO SOU UM FIGURINO DE ÉPOCA”. Isso tudo é sinal de uma boa direção.</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Império dos Sonhos", David Lynch, 2006]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=48</link>
<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 05:49:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sinopse
Uma mulher atormentada e apaixonada vive uma situação de mistério.
Opinião
É muito difi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img src="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/imperio-dos-sonhos-poster03.jpg" border="0" alt="" width="263" height="384" align="left" /><strong>Sinopse</strong><br />
Uma mulher atormentada e apaixonada vive uma situação de mistério.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Opinião</strong><br />
É muito dificil falar desse filme sem contextualizar um pouco de quem é o diretor. Sem falar um pouco além do próprio filme....mas vamos lá.</p>
<p align="justify">"Império dos Sonhos" é mais que um filme. É uma experiência, como a maioria dos filmes de David Lynch, que nos convida a entrar num mundo de "sonhos" mesmo...desses sem lógica ou explicações palpáveis. Aí meu camarada, ou vc entra e sonha com ele, ou vc fica achando que está num pesadelo, principalmente se vc acha que tudo tem que ter um inicio, meio e fim altamente explicativo.</p>
<p align="justify">Diferente do cinema novo, onde os filmes eram experimentações infundadas, impíricas, e vazias (na minha humilde opinão claro), David Lynch é muito mais que um cineasta. É um artista completo. É artista plástico, videoartista, cineasta, performer, músico. Na sua juventude, deixou tudo para trás e foi a europa ter aulas de pintura com o pintor experssionista Oskar Kokoschka, de lá pra cá, só tem somado tudo que aprendeu ao cinema. David Lynch é cinema de referência, e seu cinema, se torna referência. Ou melhor, sua arte se torna referência. Não atoa, seu seriado "Twin Peaks", abriu as portas para seriados como "Arquivo X", "Lost" e "Desparate Housewives", alguns dos seriados de maior sucessos nas duas ultimas décadas.</p>
<p align="justify">Voltando a "Imério dos Sonhos". O filme tem um elenco maravilhoso. As belas Naomi Wats, Julia Ormond, Nastassja Kinski, o sempre ótimo e esquisito William H. Macy, o espetacular Jeremy Irons, e Laura Dern, com sua curiosa trajetoria no cinema, indo de Veludo Azul a Jurassic Park.</p>
<p align="justify">O filme apresenta duas coisas que me incomodam. A fotografia as vezes borrada, confusa, enfim, esse é o primeiro filme do David Lynch totalmente em formato digital, e na minha opinião, o digital não deu certo pra ele. Além disso o tempo de duração. Com 3 horas de filme, acho que poderia ter bem menos. Um hora pelo menos. Acho que ficou uma "barriga". Mas como falei, "Império dos Sonhos" é mais que um filme. De repente nem poderia ser classificado como simplesmente um filme. Ou pro mal, ou para o bem.</p>
<p align="justify">Para se ter uma ideia da polêmica o filme, em seu lançamento no Festival de Veneza, numa entrevista após a exibição, um jornalista italiano, chegou a lhe perguntar se o diretor estava se sentindo bem mentalmente. Um outro jornalista na mesma entrevista gritou "ele está pronto pra vestir uma camisa de força".  Lynh apenas se limitou a responder que estava muito bem. E do filme, falou apenas que o filme fala de uma mulher com problemas.</p>
<p align="justify">Não é um filme fácil. Não é acessivel a qualquer um. É preciso se distanciar do cinemão pra gostar de David Lynch, é preciso saber, que o cinema não é somente o retrato de nossa realidade ou mesmo a tentativa de retratar. É preciso querer uma experiência com talvez, um novo tipo de arte.</p>
<p align="justify">Dos cineastas contemporâneos, David Lynch é mais impactante de todos, essa sua forma de se relacionar com o palpável e o não-palpável, seu mistério, o estranho a violência implicita perduram além de suas projeções. Por isso também seus filmes são tão esperados por cinéfilos de todo o mundo.</p>
<p align="justify">Como um sonho, “Imperio dos Sonhos” é confuso. Como Lynch mesmo falou em uma entrevista. O filme foi o resultado de uma série de exercicíos de imagens que ele não essperava desenhar como um filme. E que no final, acabou como um filme. Apesar de todos os problemas claros do filme já citados. Vale a pena acompanhar a trajetoria de David Lynch.</p>
<p align="justify">Tá afim de algo que vai fazer você quebrar a cabeça? Se fazer perguntas sobre oque está vendo? Esta afim de ter uma experiência cinematografica realmente de vanguarda? De assistir um dos mais completos artistas do nosso tempo? De ver que o cinema não precisa de um incio ou um fim, como nos sonhos? Ou mesmo de repente, comprovar que cinema precisa sim de um inicio e fim? Ta afim e sonhar?</p>
<p align="justify">Assista "Império dos Sonhos"...ou melhor, assista David Lynch</p>
<p align="justify"><strong>Jair Santana</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["O Gangster", Ridley Scott, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/2008/01/30/o-gangster-ridley-scott-2007/</link>
<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 05:25:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
<guid>http://sobretudofilmes.wordpress.com/2008/01/30/o-gangster-ridley-scott-2007/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;O Gangster&#8221;, novo filme de Ridley Scott, já chega ao cinema como um novo clássico do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img border="0" align="left" width="1" src="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/americangangster_03.jpg" height="1" /><img border="0" align="left" width="690" src="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/americangangster_03.jpg" height="1024" style="width:187px;height:269px;" />"O Gangster", novo filme de Ridley Scott, já chega ao cinema como um novo clássico do gênero. Scott conseguiu fazer um novo filme de gansters realmente. Ok, ok, Scorsese é o mestre de todos com seu "O Poderoso Chefão", mas Ridley Scott trás um sopro novo ao estilo.</p>
<p align="justify">Eu já diria que "O Gangster" foi o grande injustiçado do Oscar 2008. Tem direção segura, e interpretações memoráveis de Denzel Washington e Russell Crowe. Princialmente de Denzel Washington, que com toda certeza deveria estar pelo menos entre os concorrentes de melhor ator. Além da fotografia, trilha sonora, etc...</p>
<p align="justify">O filme mais que um simples gangster, apresenta um "empresário" do crime realmente. No inicio do filme, Denzel, ou melhor, Franck Lucas perde seu chefe e amigo. Que até então era o chefe do tráfico no Harlem. Chefe este, que lhe explica todo processo da droga que vende, e dá a dica de ouro do filme. "Passar por cima dos atravessadores." Em cima desse conceito, Franck Lucas constroi um império. Transformando sua droga em uma marca. A "Blue Magic", e se torna um milhionário empreendedor, digo, traficante. Um dos mais poderosos de Nova York.</p>
<p align="justify">"O Gangster" é o filme indicado por várias universidades americanas de marketing atualmente. Não para se estudar a venda de drogas. Mas a forma que o mercado foi conquistado e o fortalecimento da marca. Não é um filme tradicional de máfia. Apesar de toda essência estar alí. A coorporação familiar, a competição, a violência. Franck Lucas não simplesmente elimina o concorrente. Ele nem mesmo os afronta. Ele simplesmente oferece o melhor produto.</p>
<p align="justify">Sinceramente, mesmo sendo um vilão frio, calculista, ao mesmo tempo tem um riquesa muito grande de humanidade. Como a preocupação com a familia, a fidelidade com as pessoas que gosta, como a mulher que escolheu pra casar por exemplo. O espectador acaba por criar uma empatia com esse vilão. O que é essêncial para o bom andamento do filme. E apesar de saber que ele dev ser punido. Chega-se (eu cheguei) a torcer para ele se sair bem no final.</p>
<p align="justify">A fotografia, a palheta de cor azulada e acinzantada do filme, trazem algo frio e sombrio. A fotografia de Harris Savides por sinal, faz referências ao filmes realizados na década de 70 como "Scarface". Como o mundo que cerca Franck Lucas. A música de Marc Streitenfeld é belísima. Esse é apenas o segundo filme de Marc Streitenfeld como compositor. O primeiro foi “Um bom ano” também de Ridley Scott.</p>
<p align="justify">Infelizmente, como que uma consolação, "O Gangster" entra no oscar concorrendo ao prêmio de melhor direção de arte, e atriz coadjuvante. Sinceramente, Ruby Dee como Mama Lucas está boa. Mas nada que mereça prêmio. Jà a direção de arte é mesmo maravilhosa.</p>
<p align="justify">"O Gangster" é mais um clássico do gênero, para ter nas prateleiras futuramente. Como “Scarfece”, “O Poderoso Chefão I, II e III” e “Os Bons Companheiros”, além claro do “Era uma vez na América”. É também um filme para não se perder a oportunidade de assistir nos cinemas.</p>
<p align="justify">Jair Santana</p>
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<title><![CDATA["Guerra dos Mundos", Steven Spielberg, 2005]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=46</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 02:40:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Segunda adaptação para o cinema do livro de H.G. Wells, a primeira é de 53, do diretor Byron Hask]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img border="0" align="left" width="289" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/guerra-dos-mundos/guerra-dos-mundos-poster06.jpg" height="426" style="width:168px;height:231px;" />Segunda adaptação para o cinema do livro de H.G. Wells, a primeira é de 53, do diretor Byron Haskin. Teve ainda uma adapitação para a TV, mas sem grande expressão.</p>
<p align="justify">O romance é do início do século, foi apresentado fora da literatura pela primeira vez pelas mãos de Orson Wells, através de uma novela de rádio. Wells foi convidado a realizar um filme a partir do romance, mas recusou. Alfred Hitchcock chegou a começar a produção mais desistiu. Enfim, é um romance que a tempos vem sendo aprecidado por grandes diretores. Em nossos tempos foi cair na mão do maior diretor “pop” do cinema mundial, que é Steven Spielberg.</p>
<p align="justify">Spielberg faz um filme de mestre ao que ele se propõe. O filme dá medo. Muito medo. Algo que me chamou muito atenção foram os efeitos sonoros. O som de anunciação dos andarilhos extraterrestres é assustador. Spielberg é mestre em grandes cenas de catástrofes. É dele por exemplo a cena de maior número de figurantes da historia do cinema, que é em “O Império do Sol” de 1987, no qual o diretor usou nada mais nada menos que 30.000 figurantes.</p>
<p align="justify">Em “Guerra dos Mundos” as cenas de desespero, de luta pela sobrevivência são dramáticas e espetaculares. O elenco principal está muito bem. Tom Cruise recebeu o “prêmio” Framboesa de Ouro como pior ator, mas discordo que esse seja seu pior trabalho. Dakota Fanning, a garotinha, está espetacular. Queria saber o que o diretor ou o preparador de atores falava para aquela garotinha fazer aquela cara de pânico. Com o filme, Dakota recebeu a sua segunda indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Performance Assustada, a primeira por "O Amigo Oculto" (2004), e posteriormente "Guerra dos Mundos" (2005). Venceu por "O Amigo Oculto". Aliais Dakota Fanning aos 8 anos se tornou a mais jovem indicada ao Screen Actors Guild Award, por sua atuação em "Uma Lição de Amor" (2001).</p>
<p align="justify">Outro destaque do filme é a atuação de Tim Robins, como o solitário Ogilvy, que aparece no meio do filme, para representar o alge da loucura e do desespero humano por tudo que se esta passando a humanidade. Nos fazendo chegar a extremos. Tim Robins rouba a cena e deixa Tom Cruise apagado. Curiosa também a presença do casal Daniel Franzese e Ann Robinson, que fazem os pais da ex mulher de Tom Cruise. O casal foi o protagonista da versão de 53.</p>
<p align="justify">Muitos reclamam de certa ingenuidade do roteiro. Sim, pode realmente ter essa ingenuidade, mas vamos convir que o romance original é do inicio do século passado. E sinceramente, acho muito interessante a saída para o final da historia. Simples. Nada mirabolante. Acho que aí está o mais interessante.</p>
<p align="justify">Apesar de toda grandiosidade, e da experiência de Spielberg nesse gênero. Em algumas horas, o cenário ficva com cara de estúdio, e isso me incomodava. Principalmente as cenas finais, onde os campos estão coberto de sangue. Ficou tudo muito artificial. As cenas iniciais, onde aparece o primeiro andarilho e as cenas da balsa, são antológicas. Mas se deixa a desejar no final da trama.</p>
<p align="justify">A música, apesar de ser do mestre John Willians, não marca. É super funcional diegéticamente falando. Forte, dá ritimo a cenas, mas você sai do filme e não lembra da música como acontece em várias trilhas de Willians.</p>
<p align="justify">Muito se fala da analogia de que o filme chega no momento em que os EUA não querem a chegada de "gente nova” em seu território. Comparam os ETs assustadores a terroristas. E lembram da fase dos extraterrestres amigos de Spielberg como E.T. e “Contatos Imediatos”. Não concordo com essa leitura. O roteiro é antigo. E abertamente, Spielberg briga pra filmar esse roteiro a pelo menos 10 anos.</p>
<p align="justify">O filme é uma boa diversão. E cumpre com que Spielberg promete. Tensão o tempo todo. Emoções fortes. Medo, pavor, bons sustos, bons efeitos visuais. E podemos ver um outro lado, o quanto a humanidade é fraca. Tão fraca quanto os Ets do filme. Que morrem em função de um vírus.</p>
<p align="justify">Sinceramente, pra mim, não é surpresa Spielberg cumprir com o que propõe. Ele erra muito pouco. Foi O CARA que criou o blockbuster, com "Tubarão" e tirou o cinema americanos de uma recessão. Que mudou a forma de vermos cinema. Graças a ele, o cinema de hoje tem um som maravilhoso, tem uma tela maior. Enfim, Spielberg é um diretor apaixonado por cinemão. Pelo bom cinemão.</p>
<p align="justify">Jair Santana</p>
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<title><![CDATA["Minha Mãe Gosta de Mulher", Daniela Fejerman e Inés París, 2002]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 01:59:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Espanha vem apresentando cada vez mais bons filmes, e vem provando que nem só de Almodovar vive o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img border="0" align="left" width="333" src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/minha-mae-gosta-de-mulher/minha-mae-gosta-de-mulher-poster01.jpg" height="500" style="width:159px;height:232px;" />A Espanha vem apresentando cada vez mais bons filmes, e vem provando que nem só de Almodovar vive o cinema Espanhol.</p>
<p align="justify">Esse filme, das diretoras estreantes Daniela Fejerman e Inés París é de 2002 e só chegou ao Brasil em 2005, passando em poucas salas, mas fazendo relativo sucesso de público.</p>
<p align="justify">O filme conta a historia de uma mãe de familia, divorciada do marido, que apresenta o novo amor a suas filhas, já adultas, no dia do seu aniversário. Uma mulher. A partir daí a trama se desenvolve de maneira inteligente, sutil, engraçada, mas colocando situações sérias ao mesmo tempo.</p>
<p align="justify">Não é uma comédia como "A Vida é Bela" que brinca sarcásticamente com um assunto sério, "Minha Mãe Gosta de Mulher" trata de assuntos sérios, como preconceito, homossexualidade, familia, de maneira séria, porém leve.</p>
<p align="justify">Além de bom roteiro, assinado pelas diretoras do filme, Daniela Fejerman e Inés Paris, o filme tem uma fotografia, de David Omedes, altamente encaixada dentro da proposta do filmel, sai da estética hollywoodiana da fotografia "certinha" demais. É uma fotografia que nos aproxima da realidade. Não suja, mas discreta, onde, deixando claro que o mais importante é você embarcar na historia em si, além de uma trilha sonora que nos faz ficar até o ultimo minuto no cinema, nem que seja porque é divertida.</p>
<p align="justify">O filme, apesar de orçamento baixo e de distribuição fraca, concorreu a vários prêmios. Recebeu 3 indicações ao Goya, nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Leonor Watling), Melhor Diretor Novato e Melhor Trilha Sonora. Ganhou o prêmio de Melhor Atriz (Leonor Watling), no Festival de Cartagena. Ganhou o Prêmio do Público e o de Melhor Atriz (Leonor Watling), no Festival Hispânico de Miami. Ou seja, tem feito sucesso, além de público, tambem de crítica.</p>
<p align="justify">Jair Santana</p>
<p align="justify">&#160;</p>
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<title><![CDATA["Filhos da Esperança", Afonso Cuarón, 2006]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/?p=39</link>
<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 18:14:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Filhos da Esperança&#8221; foi um presente de final de ano em 2006. Um ano de poucos boas pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img border="0" align="left" width="260" src="http://i264.photobucket.com/albums/ii191/jairsantana/filhosdaesperana.jpg" height="365" style="width:169px;height:234px;" />"Filhos da Esperança" foi um presente de final de ano em 2006. Um ano de poucos boas produções no estilo. O filme entra pra seleta lista de filmes de ficção do nível de “Laranja Mecânica" "2001- Uma Odissea no Espaço" e "Blade Runner". Aliais, “Filhos da Esperança” está sendo aclamado como o novo “Blade Runner”</p>
<p align="justify">No elenco, Clive Owen (Theodore Faron), num papel dificil, com uma construção de personagem que exige muito, mas bem realizado, temos Julianne Moore (Julian Taylor), que SEMPRE está maravilhosa em tudo que faz, na minha opinão, a melhor atriz de sua geração, e aqui especialmente, Julian, a ativista-terrorista apesar de ter uma participação limitada, era um papel que realmente precisava de uma atriz com o peso de Julianne. E mais um presente do filme, Michael Caine (Jasper). Um presente pro espectador e pro próprio Caine. Jasper é diferente de tudo que Caine ja fez, o que o torna mais interessante, e talvez, melhor. Jasper é apaixonante, é o grande "oráculo" do filme. Caine merecia todas as prêmiações do ano por sua interpretação.</p>
<p align="justify">Alfonso Cuarón é mexicano e reside nos EUA, na verdeade é um dos novos-grandes diretores desse inicio de céculo. Diretor do melhor dos Harry Potter´s, o "Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban (2004) ", do simples e ousado "E sua mãe também (2001)" e ainda do conto de fadas "A princesinha (1995)". Alfonso Cuarón é dos poucos diretores autorais do cinema amaricano atual. No "Filhos da Esperaça" ele dirige e roteiriza, coisa que poucos diretores holywoodianos fazem hoje em dia, principalmente na maquina industrial americana que tem aversão ao cinema autoral.</p>
<p align="justify">A sociedade em que se vive no filme de ficção “Filhos da Esperança” não é muito diferente de nossa realidade em vários aspectos. Como de um povo migrando para viver em “bolsões” mais civilizados, e esses bolsões querendo se isolar cada vez mais. É muito do que realmente acontece em paises como EUA, França e a própria Inglaterra, onde se passa o filme. Uma sociedade onde só se valoriza os filhos da patria, e utiliza os filhos bastardos para limpar seus detritos.</p>
<p align="justify">O filme Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia e Melhor Edição. Ganhou ainda 2 prêmios o BAFTA, o Oscar britânico, nas categorias de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte. Foi ainda indicado na categoria de Melhores Efeitos Especiais. Infelizmente Michael Caine foi super injustiçado ficando de fora até das indicações.</p>
<p align="justify">O filme é bem realizado em tudo. Boas atuações, direção, direção de arte impecavel, e uma fotografia de Emmanuel Lubezki, supreendente, verdadeira, e com plano sequências que ficarão para a historia do cinema. Além de ter uma das cenas mais emocionantes realizadas no cinema nos ultimos anos. Onde a jovem Kee, interpretada com uma naturalidade impressionante por Claire-Hope Ashitey, atravessa os soldados juntamente com seu protetor Theodore Faron (Clive Owen) com um recem nascido nos braços, e tudo ao seu redor volta-se para aquela criança, que representa uma esperança pra humanidade. Toda a guerra, tudo para por essa causa. Não vejo uma cena tão emocionante desde a cena do enterro em "Soy Cuba", o clássico do cineasta russo Mikhail Kalatozov, em seu filme de 1964.</p>
<p align="justify">"Filhos da Esperança" já nasce clássico.Não é um filme imperdivel, é mais que isso, é um filme obrigatorio.</p>
<p align="justify">Jair Santana</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA["Eu sou a lenda", Francis Lawrence, 2007]]></title>
<link>http://sobretudofilmes.wordpress.com/2008/01/25/eu-sou-a-lenda-francis-lawrence-2007/</link>
<pubDate>Fri, 25 Jan 2008 19:52:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>sobretudofilmes</dc:creator>
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<description><![CDATA[Fui pronto pra assitir algo bem comum, e me surpreendi. Mais um blockbuster americano de catastrofe.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.adorocinema.com.br/filmes/eu-sou-a-lenda/eu-sou-a-lenda-poster01.jpg" style="width:161px;height:229px;" align="left" border="0" height="500" width="338" />Fui pronto pra assitir algo bem comum, e me surpreendi. Mais um blockbuster americano de catastrofe. Que eu adoro. Mas o filme era bem mais que isso. E bem mais. Cumpre com tudo aquilo que diz oferecer.</p>
<p align="justify">"Eu Sou a Lenda" nasce do romance homônimo de Richard Matheson. O livro foi filmado pela primeira vez em 1964, por Ubaldo Ragona e Sidney Salkow, com Vincent Price. Teve uma versão dirigida por Boris Sagal em 1971, com Charlton Heston. Só assisti essa ultima versão, mas fala-se. a versão de Francis Lawrence ser a melhor de todas.</p>
<p align="justify">Na verdade, essa ultima versão quase foi filmado em 2002 por Ridley Scott como diretor e Arnold Schwarzenegger como protagonista. GRAÇAS A DEUS não chagaram ao fim. Adoro Ridley Sott mas Schwarzenegger só pode interpretar robôs monossilábicos. Teve ainda, Guillermo del Toro, que foi indicado por Will Smith para dirigir o filme mas recusou. Graças a Deus também. Guillermo del Toro é um diretor superestimado de filmes exagerados que beiram o trash como ‘Hellboy” e “O Labirinto Fauno”.</p>
<p align="justify">O filme caiu na mão certa. Por sinal, "Eu Sou a Lenda" e´apenas o segundo filmes de Francis Lawrence. Que antes, havia dirigido apenas "Constantine". Que é um filme que podemos considerar de mediano pra bom.</p>
<p align="justify">Mais que somente um filme de ação, "Eu Sou a Lenda" é um filme de reflexão sobre os avanços biotecnologia. Sobre como todo poder humano é frágil. Mas quem quer só se divertir e sentir grandes emoções, pode ir e não pederá o ingresso.</p>
<p align="justify">Will Smith está bem, porem as vezes meio exagerado. Mas seu tom meio esquisofrênico, algo mais do roteiro que dele mesmo, está magnifico. Alice Braga, que entra na metade do filme, está NO TOM CERTO. Ela ja tinha provado ser uma atriz maravilhosa no "Cidade Baixa", e nos deu muito orgulho na telona. Ela meio que rouba cena mesmo. Algo que tem acontecido de maneira contraria com o Santoro, que apesar de ótimo ator, só dá bola fora.</p>
<p align="justify">Mas voltando pra o "Eu sou a Lenda". O filme tem um fotografia impressionante, ainda mais com o visual apocalípitico que o filme apresenta. Muito bem realizado por sinal. A premissa do filme é fantástica. A música passa despercebida. A direção de arte é ótima, tudo cabe perfeitamente ao que o filme se propõe. A cidade com matos crescendo, a palheta de cor amarela, como um deserto.</p>
<p align="justify">O roteiro tem um grande furo. O porque, Ana, a personagem de Alice Braga, sabe onde é a cidade dos sobreviventes. Um final por sinal, que nos remete ao filme "A Vila". Não tem como não lembra do filme. Ana sabe dessa "vila", por que sonhou com ela. É absurdo e ficou como um claro furo no roteiro, a falta de explicação. O filme, já apresenta o personagem principal Robert Neville como uma lenda, agora Ana seria uma expecie de Maria dos tempos modernos? Esse exagero mitico, ou poderiamos mesmo chamar de devaneios religiosos, que podem comprometer o filme.</p>
<p align="justify">Agora impressionante mesmo é o clima de suspense que filme alcançou. A primeira aparição dos humanos infectados é IMPRESSIONANTEMENTE ASSUSTADORA. Os efeitos sonoros idem. As cenas de ação, de sustos, são muito bem construidas. Nada é exagerado. Tudo é muito bem dosado e realizado.</p>
<p align="justify">Alguns críticos afirmam que a primeira parte do filme é lenta. Eu chamaria de intimista. É preciso naquele momento, que o público sinta um pouco a solidão daquele personagem e se identifique com ele. A esquisofrenia, o desespero das perdas, do isolamento forçado. O filme tem o clima e o tamanho (tempo) certo.</p>
<p align="justify">É um filme com toda certeza com tudo pra se tornar um clássico do cinema catástrofe. Como “Inferno na Torre”, “Day After” e mais recente. “Impacto Profundo” e o maravilhoso "Filhos da Esperança". Nem todo cinemão, nem todo blockbuster tem que ser idiota, ou querer fazer o público de idiota, apresentando somente efeitos especiais sem um bom roteiro. “Eu sou a lenda” e uma prova disso.</p>
<p align="justify">Espero que os próximos filmes de Francis Lawrence continuem sendo um bom cinemão.</p>
<p align="justify">Jair Santana</p>
]]></content:encoded>
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