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	<title>operarias &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/operarias/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "operarias"</description>
	<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 12:19:29 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Falsa Loura, 2007]]></title>
<link>http://cineorly.wordpress.com/?p=90</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 12:19:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>cineorly</dc:creator>
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<description><![CDATA[Novo filme de Carlos Reichenbach sobre o universo de mulheres operárias e seus cotidianos e intriga]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Novo filme de Carlos Reichenbach sobre o universo de mulheres operárias e seus cotidianos e intrigas, Falsa Loura traz Rosane Mulholland como a personagem a cujo título o filme se refere.</p>
<p>Em seu mundo de sonhos e ambições ela compreenderá que é preciso muito mais do que ser bonita para sobreviver e ainda ser digna.</p>
<p>Leia a crítica completa clicando na imagem</p>
<p><a href="http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1301" target="_blank"><img class="alignleft size-full wp-image-91" src="http://cineorly.wordpress.com/files/2008/04/falsa_loura.jpg" alt="" width="222" height="322" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Dia Internacional da mulher]]></title>
<link>http://meninadomar.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 21:08:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>misskraft</dc:creator>
<guid>http://meninadomar.wordpress.com/?p=34</guid>
<description><![CDATA[ 
No dia 8 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher. Essa data é uma homenagem às 129 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img border="0" align="middle" width="428" src="http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/operarias.jpg" height="212" /> </p>
<p>No dia 8 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher. Essa data é uma homenagem às 129 operárias que morreram queimadas em uma fábrica de tecidos nos EUA, em Nova York, no dia 8 de março de 1857. Elas faziam uma manifestação pela redução da jornada de trabalho de 16 para 10 horas e pelo direito à licença-maternidade. Mesmo trabalhando tanto, elas recebiam cerca de um terço dos salários pagos aos homens. A polícia foi chamada para conter a manifestação e trancou as funcionárias no prédio. A versão oficial da época afirmava que houve um incêndio acidental, mas fortes indícios apo7, num para um crime dos policiais.</p>
<p><img border="0" align="left" width="100" src="http://www.espacoacademico.com.br/022/022mulher.jpg" height="129" />Já em 1910 na Internacional Comunista realizada na Dinamarca, instituíram o Dia da Mulher, que originalmente era celebrado em 19 de março. Só em 1977, numa Assembléia Geral das Nações Unidas, foi adotado o 8 de março. Apesar das conquistas de direitos femininos, ainda existem muitas desigualdades e descriminação entre os sexos. Um bom exemplo disso, são os dados oficiais que mostram que as brasileiras ganham menos do que os homens. Será que realmente a luta das grevistas  de 1857 já acabou? Pense nisso!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conquistas na luta e no luto]]></title>
<link>http://rodrigopaixao.wordpress.com/?p=47</link>
<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 20:56:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Paixão</dc:creator>
<guid>http://rodrigopaixao.wordpress.com/?p=47</guid>
<description><![CDATA[Revista História Viva, março de 2008 
Ao contrário do que ressalta o imaginário feminista, o 8 ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Revista História Viva, março de 2008</span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><b><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Ao contrário do que ressalta o imaginário feminista, o 8 de março não surgiu a partir de um incêndio nos Estados Unidos, mas foi fruto do acúmulo de mobilizações no começo do século passado</span></b><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">por Maíra Kubík Mano </span></i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span>© AKG IMAGES /LATINSTOCK </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span><img border="0" src="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/img/mulher1.jpg" /></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Na Alemanha, cartaz convoca para a marcha do Dia das Mulheres, em 8 de março de 1914 na Alemanha</span></i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Se as operárias russas do início do século XX recebessem bombons e flores em comemoração ao Dia da Mulher, talvez se sentissem ofendidas. Afinal, quando os protestos do dia 8 de março foram deflagrados, o que elas queriam mesmo eram melhores condições de trabalho. Não agüentavam mais as jornadas de 14 horas e os salários até três vezes menores que os dos homens.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Na época, as fábricas dos países desenvolvidos, que fazia pouco mais de um século haviam passado pela Revolução Industrial, estavam atulhadas de homens, mulheres e crianças. O movimento operário reagia à exploração desenfreada organizando protestos, muitos com cunho socialista. Entre as reivindicações, o fim do emprego infantil e remuneração adequada. A igualdade de gênero, porém, nunca era pautada. Por mais que as trabalhadoras argumentassem, sua renda era vista como complementar à do marido ou pai, e um pedido de salários iguais parecia afetar as “exigências gerais”. É nesse contexto de eclosão popular, sindical e feminista que surge o Dia Internacional da Mulher.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Os Estados Unidos foram, sem dúvida, um dos palcos dessa luta. Desde meados do século XIX, os operários organizavam greves para pressionar os proprietários das indústrias, principalmente as têxteis. Em terras americanas foi registrado o primeiro Dia da Mulher, em 3 de maio de 1908. Segundo o jornal The Socialist Woman, “1.500 mulheres aderiram às reivindicações por igualdade econômica e política no dia consagrado à causa das trabalhadoras”. No ano seguinte, a data foi oficializada pelo partido socialista e comemorada em 28 de fevereiro. Em Nova York, reuniu cerca de 3 mil pessoas em pleno centro da cidade, na ilha de Manhattan.</span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span><span> </span>BIBLIOTECA DO CONGRESSO, WASHINGTON </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span><img border="0" src="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/img/mulher2.jpg" /></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">O incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist Company, em 25 de março de 1911, popularmente tido como o marco que deu origem ao Dia da Mulher</span></i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">A celebração foi mais um dos elementos no caldo político que irrompeu na greve geral dos trabalhadores do vestuário, em sua maioria mulheres jovens, em novembro de 1909. A paralisação durou 13 semanas e provocou o fechamento de mais de 500 fábricas de pequeno e médio portes. As condições de trabalho, no entanto, não melhoraram muito. Os proprietários das indústrias continuavam forçando o cumprimento de jornadas massacrantes. Para evitar que seus empregados saíssem mais cedo, boa parte deles trancava as portas durante o expediente e cobria os relógios de parede.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Em 1911, ocorreu um episódio marcante, que ficou conhecido no imaginário feminista como a consagração do Dia da Mulher: em 25 de março, um incêndio teve início na Triangle Shirtwaist Company, em Nova York. Localizada nos três últimos andares de um prédio, a fábrica tinha chão e divisórias de madeira e muitos retalhos espalhados, formando um ambiente propício para que as chamas se espalhassem. A maioria dos cerca de 600 trabalhadores conseguiu escapar, descendo pelas escadas ou pelo elevador. Outros 146, porém, morreram. Entre eles, 125 mulheres, que foram queimadas vivas ou se jogaram das janelas. Mais de 100 mil pessoas participaram do funeral coletivo.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Até hoje, muitas organizações e movimentos afirmam que essa tragédia aconteceu em 1857 e por isso reivindicam o mês de março como a data para comemorar a luta pelos direitos das mulheres. Como não há provas nem registros de que um evento similar tenha ocorrido, essa versão não é considerada verdadeira. Para os estudiosos, esse foi apenas mais um acontecimento que fortaleceu a organização feminina.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">De fato, o Dia Internacional da Mulher já havia sido proposto em 1910, um ano antes do incêndio, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca. Clara Zetkin, militante e intelectual alemã, apresentou uma resolução para que se criasse uma “jornada especial, uma comemoração anual de mulheres”. A inspiração nas trabalhadoras do outro lado do Atlântico é explícita: para Clara, elas deveriam “seguir o exemplo das companheiras americanas”.</span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span>  </span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span>REPRODUÇÃO </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><img border="0" src="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/img/mulher3.jpg" /></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Ação política das operárias russas que desencadeou a revolução de fevereiro e deu origem ao Dia da Mulher, em 1917 </span></i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">ORIGEM REVOLUCIONÁRIA </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Sem data definida, mobilizações anuais pelos direitos das mulheres prosseguiram em meses distintos, em diversos países. Em 8 de março de 1917, uma ação política das operárias russas contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que desencadearam na revolução de fevereiro. O líder Leon Trotsky registrou assim esse evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">A situação econômica e política da Rússia era então insustentável. Mais de 90 mil pessoas marcharam, exigindo pão e paz. Os protestos e as greves subseqüentes culminaram na queda da monarquia. Alexandra Kollontai, uma das principais dirigentes feministas da revolução de outubro, afirmou que “o dia das operárias em 8 de março de 1917 foi uma data memorável na história”.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Em 1921, de acordo com a pesquisadora canadense Renée Coté, referência no estudo da história das mulheres, o 8 de março foi estabelecido como data oficial. Pesquisando arquivos da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas, ela encontrou um documento que registrava que “uma camarada búlgara propôs o Dia Internacional da Mulher, lembrando a iniciativa das mulheres russas”.</span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span>REPRODUÇÃO </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span><img border="0" src="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/img/mulher4.jpg" /></span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Desenho de Raul Pederneiras de 1914 retrata o movimento sufragista, por meio do qual as mulheres brasileiras reivindicavam o direito de votar</span></i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Com as duas guerras mundiais que se seguiram, o Dia da Mulher ficou em segundo plano. Foi apenas na década de 60 que o movimento feminista retomou com força as comemorações, em meio a leituras de O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir, e à fogueira de sutiãs nos Estados Unidos.</span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">A LUTA NOS TRÓPICOS </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">No Brasil, nesse mesmo período, a direita e a esquerda tensionavam o cenário político. Manifestações como a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, com propostas absolutamente opostas às das feministas, que pregavam a legalização do aborto, precipitaram o golpe militar de 1964 e dificultaram a ascensão das organizações de mulheres. Movimentos contra a carestia, pela anistia e clubes de mães, cuja pauta central não era a libertação da mulher, ganharam as ruas.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Mesmo assim, havia uma história de luta reivindicada pelas brasileiras, similar à européia e à americana. No início do século XX, as mulheres e crianças constituíam quase 75% dos operários têxteis. Além de péssimas condições de higiene e longas jornadas de trabalho, elas sofriam com o assédio constante de seus patrões e também tentavam se organizar. Em 1906, o jornal anarquista A Terra Livre divulgou um texto de três costureiras que criticavam a não-adesão da categoria à greve operária: “Companheiras! É necessário que nos recusemos a trabalhar também de noite porque isso é vergonhoso e desumano. Como se pode ler um livro quando se vai para o trabalho às 7 da manhã e se volta para casa às 11 da noite?”, dizia. Essas passagens, ligadas principalmente às anarquistas, ainda são pouco conhecidas em nossa trajetória. A vertente que ganhou mais notoriedade no feminismo brasileiro foi a das sufragistas, que lutaram pelo direito a voto. Fundadoras do Partido Republicano Feminino, essas mulheres da elite nacional conseguiram sua reivindicação na Constituição de 1932, promulgada por Getúlio Vargas.</span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Resultado de todo esse processo, em 1975 comemorou-se o Ano Internacional da Mulher e, em 1977, a ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Fruto de décadas de batalhas e séculos de opressão, a data que lembra a necessária igualdade entre homens e mulheres foi mundialmente – e finalmente – assegurada.</span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span> </span></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span>  </span></span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span></span></span><b><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">PARA SABER MAIS</span></b><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">Uma história do feminismo no Brasil. Céli Regina Jardim Pinto. Fundação Perseu Abramo, 2003.</span></i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span></span></p>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><i><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;">SOF – Sempreviva Organização Feminista (www.sof.org.br).</span></i></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></p>
<div style="text-align:center;"></div>
<p><span style="font-size:8.5pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p></span></p>
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