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	<title>o-chalaca &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/o-chalaca/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "o-chalaca"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 17:40:20 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Nesse país corrupção]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=233</link>
<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 01:59:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>danipontes</dc:creator>
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<description><![CDATA[O título é a letra de uma música da Anna Carolina que ouvi esses dias&#8230; e me fez lembrar do ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O título é a letra de uma música da Anna Carolina que ouvi esses dias... e me fez lembrar do Chalaça!!! Não sei se nossa corrupção vem toda de Portugal ou se os índios também já tinham um pouco do nosso grande mal!!!</p>
<p>Hoje é sábado, não é um bom dia pra discutir política!! Nem eu estou no clima...</p>
<p>Mas fica aqui registrado um vídeo com a Anna Carolina declamando um lindo poema (se não me engano é da Elisa Lucinda) que sempre me trás lágrimas aos olhos e uma certa dor no coração... será que um dia a corrupção acaba?!!?</p>
<p>Mil beijos e bom sábado!!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/KkzLFx4b66Q'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/KkzLFx4b66Q&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Como dantes no quartel de Abrantes]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=227</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 19:17:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>scliar</dc:creator>
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<description><![CDATA[Existem duas expressões que adoro: cronocentrismo e etnocentrismo. O primeiro, significa que a gent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/06/images-1.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-228" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/06/images-1.jpeg?w=87" alt="" width="155" height="215" /></a><span style="color:#000000;">Existem duas expressões que adoro: cronocentrismo e etnocentrismo. O primeiro, significa que a gente acha que nossa época é a mais importante, aquela onde mais coisas acontecem... O segundo, que nossa comunidade, nosso sociedade, é o centro do mundo. Aliás, sobre isto, eu e meu amigo Rick, que faz os desenhos nos meus blogs, criamos um personagem: os famosos anônimos. É aquele fulano, que se acha o centro do mundo, que todo mundo conhece. Mas que mundo? Sai do Brasil, pergunta: -Conhece fulano de tal? Só para ouvir a resposta: -<em>Quem mesmo? De que pais? Ah, Brasil? Sei, sei... Carnaval, Ronaldo, Sena...</em> Por aí vai ficando. Os mais bem (des)informados podem agregar um Paulo Coelho da vida como o supra-sumo da literatura brasileira.</span></p>
<h2><span style="color:#800000;">Noticias daqui ficam por aqui</span></h2>
<h2><span><span><span style="color:#000000;"><span style="color:#800000;"><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/06/images-2.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-229" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/06/images-2.jpeg?w=103" alt="" width="143" height="183" /></a></span></span></span></span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Lendo, até parece que o Brasil está na ordem do dia no exterior. O povo que esta aí fora, pode nos dizer das manchetes sobre o Brasil? Claro, tragédias aparecem: o avião que caiu, o brasileiro morto no metro de Londres. Duzentos anos atrás, como império peninsular, provavelmente seria diferente! Afinal, o Rio de Janeiro se torna capital de um império rico, tão rico que foi cobiçado por Napoleão e conseguiu o apoio dos ingleses (interessados na abertura dos portos) para permanecer de pé. D. João chegou aqui e logo providenciou algumas coisas básicas: fundou o Banco do Brasil, a Imprensa, abriu o Teatro Real, a escola de Medicina e também de Belas Artes, alem da Biblioteca Pública. Fora a já falada abertura dos Portos. Nada mal para virar manchete nos diários europeus e americanos. Será?</span></p>
<h2><span style="color:#000000;"><span style="color:#800000;">Pesquisando nos Arquivos</span></span></h2>
<p><span style="color:#000000;"><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/06/images-3.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-231" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/06/images-3.jpeg?w=124" alt="" width="166" height="126" /></a></span><span style="color:#000000;">Pois descobri, consultando o Santo Google, vários timelines e a Biblioteca do Congresso (Americano…), que muita coisa aconteceu naquele ano. Foi fundada a 1a. orquestra dos EUA, em Harvard. Inventou-se a primeira máquina de escrever que um cego poderia usar. Varsóvia caçou os direitos políticos dos judeus. Aconteceu a execução de 3 de maio, na Espanha, que eu vi numa pintura de Goya que adoro. Para quem gosta de viajar, é bom saber que aquela agencia de viagens, a Cook e qualquer coisa, foi fundada neste ano </span><span style="color:#000000;">d</span><span style="color:#000000;">e 1808! Nós, aqui das leituras e afins, ficamos contentes em saber que a primeira parte do Fausto, d</span><span style="color:#000000;">e Goethe, foi escrita enquanto o Rio tentava virar gente grande a custa dos escravos. Nos EUA, a importação dos escravos foi proibida neste ano, mas aqui, aumentou a olhos vistos. Muita coisa sobre Napoleão, é claro. Não vou dizer que não tinha nada sobre o Brasil. Tinha sim. Duas linhas: uma, dizendo que Napoleão havia escorraçado a família real para o Brasil e a outra, que o Rio se tornara capital do Império Portuguesa. Quanto ao que aqui acontecia ou foi feito… Nada de nadica.</span></p>
<h2><span style="color:#800000;"><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/06/images.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-230" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/06/images.jpeg?w=118" alt="" width="182" height="181" /></a>Botando as Barbas de Molho</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Pois então é isto, minha gente. D. João colocava as barbas de molho e nós também. Vamos reconhecer que somos periferia sim senhor. Alias, não só o Brasil, fico alucinada que nos “estrangeiros” tão pouca gente conhece Fernando Pessoa. Machado de Assis, nem se fale… Ou seja: parece mesmo que depois do homo sapiens, vivemos mesmo a era do homo econômicos, pois o que manda mesmo não são homens ou mulheres, mas o dinheiro, sim senhor. Foi pelo dinheiro e por causa dele, que a Família Imperial conseguiu escapar. E foi por conta dele que o Brasil conseguiu se separar de Portugal, para cair, é claro, nas sombras de outros impérios. Mas isto já é outra história. Ethel Scliar<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cumplicidade Masculina ou Misogenia ?]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=220</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 20:37:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lys</dc:creator>
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<description><![CDATA[Uma coisa que ninguém pode negar, após ler o livro de José Torero, é que o Chalaça podia ter qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que ninguém pode negar, após ler o livro de José Torero, é que o Chalaça podia ter qualquer defeito, talvez todos juntos e somados, mas de fato ele era fiel a seus companheiros. Vejam só no livro a cumplicidade existente entre os três amigos trambiqueiros: Chalaça, Rocha Pinto e Carlota. Além disso, todos os três tinham uma admiração e dedicação fervorosa por Dom Pedro. Essa que se seguiu ate sua morte. Sim, haviam também interesses por trás das coisas mas nenhum dos três, mesmo após a morte do imperador, debandou para o lado dos reformistas. Gamito debandou e foi acusado pelo trio de traidor. Bom, pelo menos nenhum dos três voltou atráz até o ponto aonde cheguei do livro mas como faltam apenas 20 páginas para terminar a minha leitura, acredito que nenhuma mudança dramática acontecerá.</p>
<p>É algo realmente interessante essa tal cumplicidade masculina. Cumplicidade essa tão difícil de encontrar entre mulheres. Vejo isso em meu dia a dia e entendo que é mais facil, até mesmo para mim, manter um relacionamento longo de amizade com o sexo oposto. Uma amizade leve, que pode durar por anos e além disso, sem traumas é bastante comum entre nossos companheiros do sexo oposto. Não acham ? Entre as mulheres também acontece mas em média, acho que é menos comum. Muitas vezes, problemas que para nós parecem homéricos e sem solução, para os homens são resolvidos em uma mesa de bar com um copo de cerveja ou durante uma partida de futebol. Posso até estar enganada, mas tenho a leve impressão que nossos companheiros são menos complicados e não podemos negar que isso é uma tremenda vantagem em algumas situações. E também não posso negar que a maioria das confusões que norteiam a vida desses nossos adoráveis companheiros são na maioria das vezes colocados por uma (ou mais) mulher(es) ou pela ausencia de. Certamente, nós mulheres, trazemos um certo caos que em boa medida faz a relação basicamente perfeita na sua imperfeição. Obviamente estou falando em um contexto bastante generalizado e certamente existem vários casos que não se encaixam nessa teoria, entre eles os relacionamentos homosexuais. Mas mesmo nesses casos podemos facilmente identificar quem mantém a paz e quem traz o caos na relação. Aqui em casa quem traz o caos sou eu, portanto, sei bem do que nós mulheres somos capazes no quesito perturbar a vida do companheiro :) Mas é sabido que eles adoram... ou pelo menos grande parte deles :)</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://resisterance.files.wordpress.com/2007/07/joanofarcxcopy.jpg" alt="" width="461" height="338" /></p>
<p>O problema começa quando essa tal cumplicidade masculina ultrapassa um certo limite saudável e nos aparece como misogenia, tão comum e tão aceita em nossa sociedade. Não estou falando de extremos apenas, ou seja, de homens que odeiam mulheres e as agridem fisicamente. Estou falando aqui daqueles que, como o Chalaça, não conseguem suportar mulheres por muito tempo. Casam, tem filhos e filhas, mas não conseguem suportar a presença de suas esposas. Uma mistura de amor e ódio que confunde a cabeça de qualquer um.</p>
<p><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.fictionwise.com/knight/titian.adam&#38;eve.jpg" alt="" width="210" height="281" />Mas vamos entender melhor esse problema. Para quem ainda não sabe:</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Misogenia é o ódio ou o forte preconceito contra a mulher. Um conceito também relacionado com a misogenia é a ginefobia, que é o medo de mulheres, mas não necessariamente o ódio por elas, como no caso da misogenia. Não confundam tambem misogenia com misantropia, que por sua vez é o ódio pela humanidade.</span></p></blockquote>
<p>Existem diferentes formas de misogenia. Em seu extremo ela aparece como um ódio explicito a todas as mulheres apenas porque elas são mulheres. No entanto, o mais comum são as formas suaves de misogenia, que normalmente aparecem em forma de pequenos preconceitos, como por exemplo, o ódio por mulheres que não se incluem em uma certa categoria considerada aceitável. Homens misógenos dividem as mulheres em grupos para casar e para fazer sexo por exemplo, dividindo as mulheres em duas categorias, putas e santas.</p>
<p><img class="alignright" style="float:right;" src="http://ccat.sas.upenn.edu/~humm/Topics/Lilith/Images/cjLilith.jpg" alt="" width="165" height="346" />Um homem, que se considera um grande amante das mulheres, não necessariamente as ama de fato. Eu conheco muitos homens que são completamente apaixonados e profundamente admiradores do universo feminino. No entanto, conheço inúmeros Casanovas que em seu íntimo abriga apenas um tremenda misogenia. Tenho amigos que acham mulheres chatas e que não conseguem manter uma conversa saudável com o sexo oposto por mais de dez minutos.</p>
<p>O que diremos entao de nosso herói Chalaça, que amava tanto seus comparças, e que se julgava um grande amante das mulheres ?</p>
<blockquote><p><span style="color:#008000;">Confesso que Marianinha foi para mim um daqueles amores únicos, dos quais não temos mais que cinco ou seis em toda a nossa vida, porém, como sói ocorrer às paixões masculinas, ao cabo de três meses fartei-me. Dei-lhe um colar e nunca mais apareci.</span></p></blockquote>
<p>Aqui venho eu então corrigir o nosso amigo misógeno Chalaça e dizer que isso não é verdade. Existem muitos homems que de fato são capazes de admirar e amar o sexo feminino. Lamentável que homens como o Chalaça, que fique certo que são muitos e eu mesmo conheço um montão, percorrerão toda uma vida inteira sem ter a menor ideia de quão bacana é essa parceria caótica quando feita com muito amor, respeito e essa tal cumplicidade que vocês meninos conhecem tão bem. E acreditem... apesar de sermos um tanto maluquinhas, nós mulheres também somos  parceiras legais. Podemos falar de futebol, tomar uma cerveja no boteco da esquina e contar piadas ao ponto de faze-los chorar de tanto rir. :D</p>
<p>beijos a todos e tenham um ótimo domingo,</p>
<p>Lys</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As mulheres e o poder]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=218</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 14:31:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>scliar</dc:creator>
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<description><![CDATA[O assunto de como o Chalaça trata as mulheres já apareceu por aqui. De uma forma torta, nas entrel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/06/marieosmond2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-219" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/06/marieosmond2.jpg?w=210" alt="na internet" width="181" height="257" /></a>O assunto de como o Chalaça trata as mulheres já apareceu por aqui. De uma forma torta, nas entrelinhas, podemos perceber que, pelo sim, pelo não tudo de importante que aconteceu tinha por trás uma única motivação: o mulherio. Ou seja; para atrair, agradar e transar, é necessário ter poder, riqueza, e – claro – laivos de cultura e inteligência. Assim, lá se vão D. Pedro e o Chalaça tornar deste pais um reino nobre e varonil, para conquistar nobres moças que não desejam, de forma maneira alguma sujar seus delicados pezinhos na lama, ou verem suas faces róseas salpicadas de picadas de mosquito. Pois que então, das sombras, são as mulheres que decidem o destino do pais. Mudou alguma coisa aqui ou algures?</p>
<h2><span style="color:#008000;">Vejamos uma listinha...</span></h2>
<p>Maria Lúcia (amante de Juscelino Kubtscheck),Thereza Collor (cunhada de Fernando Collor), Monica Lewinsky (estagiária de Bill Clinton, na foto captada na Internet), Miriam Cordeiro (ex do Lula).<br />
Derrubaram presidentes, definiram rumos, impediram eleições... Isto significa que as mulheres estão sempre comandando, como diz aquele velha piada: perguntaram a um homem: -<em>Quem diz a última palavra em sua casa?</em> E ele: -<em>Eu, claro! </em> E continuou: -É, <strong>Sim, senhora</strong>.<br />
Outro indicador disto é a própria palavra “patroa”, utilizada para designar a cara-metade. No fundo, podemos ver em todos estes casos uma discriminação, que vai desde o pejorativo, como o caso do “patroa” (afinal, patrão tem uma imagem pra lá de ruim!) até a cobertura da mídia, que insiste em categorizar inteligência e beleza como atributos incompatíveis em uma mulher. Sempre tem um e “<em>até é...</em>” O Jô Soares é mestre em fazer isto nas suas entrevistas! É “<em>até é bonita</em>; <em>não imaginei que fosse elegante assim...</em>” e por aí vai. Não sei porque nunca ninguém protestou. Ou protestaram e eu que estou por fora?</p>
<h2><span style="color:#008000;">De volta ao Chalaça.</span></h2>
<p>Abri o livro ao acaso. Eis o que surgiu:<br />
“<em>Confesso que Marianinha foi para mim um daqueles amores únicos, dos quais não temos mais que cinco ou seis em toda a vida. Pareciam ser dias de eterna felicidade; porém, como sói ocorrer às paixões masculinas, ao cabo de três meses fartei-me. Mandei-lhe um colar e nunca mais apareci.</em>”<br />
Pois que se deduz então? Que as mulheres vendem-se, e vendem-se fácil e barato, pelo menos do ponto-de-vista masculina.  Acho que comentei em algum post perdido na blogsfera sobre a questão de relacionamentos com diferença de idade. Pensando bem, acho que foi aqui mesmo, no Clube do Livro, sobre o conto <em>As Avós</em>. Sempre teimam em dizer que há interesse financeiro quando a diferença de idade é grande... Afinal, quem dá a última palavra?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nao existe pecado do lado de baixo do Equador]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=210</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 04:00:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lys</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quando li o post muito legal que o Lino escreveu, ha duas semanas atras, com o titulo: As mulheres c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quando li o post muito legal que o Lino escreveu, ha duas semanas atras, com o titulo: <a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/12/as-mulheres-como-objeto/" target="_self">As mulheres como Objeto</a>, imediatamente lembrei de uma questao que me eh recorrente. Calma gente... nao eh nada sobre o movimento feminista dessa vez :) Apenas uma contestacao historica interessante do papel da mulher no inicio dos tempos aqui na nossa amada terra chamada Brasil. Uma coisa que Lino apontou muito bem foi a permissividade sexual bastante destacada pelo autor no livro que, mesmo sendo o livro uma obra de ficao historica, este fato esta realmente bastante conectado a realidade.</p>
<p>Acredito que essa facilidade e naturalidade na hora de fazer sexo, entre os membros da corte, essa permissividade sexual diante dos olhos do rei e da santa igreja, eh apenas um reflexo do que era estimulado no Brasil, trezentos anos antes da chegada da corte portuguesa ao Brasil.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone aligncenter" src="http://www.filmesraros.com/loja/images/icons/iracemamsc.jpeg" alt="" /></p>
<p>Portugal nao tinha populacao suficiente para colonizar o Brasil, portante a colonizacao do nosso pais foi barbara em varios sentidos e o papel nas mulheres nessa epoca foi o de gerar filhos, afinal, a forma mais economica e pacifica de colonizar um pais de proporcoes como o Brasil eh botar filho no mundo. No Brasil tudo era permitido e o corpo moreno de nossas indias, os tracos selvagens, a ingenuidade da natureza, misturado com o calor fervilhando os hormonios de nossos desbravadores portugueses, as indias foram as vitimas prioritarias. E como nao se entregar ao prazer em tal pais selvagem onde ninguem eh de ninguem ? Onde nao existem nem leis e nem regras ?  Estavam todos no Brasil nao eh mesmo ? Aonde a moralidade nao existia e tao pouco era estimulada.</p>
<p><img class="alignright" style="float:right;" src="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/desmundo/desmundo-poster01.jpg" alt="" width="236" height="348" /></p>
<p>Mas Portugal sabia muito bem o que rolava aqui ao sul do equador. Tanto que alguns anos mais tarde, preocupados com os inumeros filhos nascidos dessa relacao pecaminosa entre indias e portugueses, o rei de Portugal resolveu botar ordem no barraco e enviar orfans portuguesas para serem devoradas pelos ate entao brutamontes "apaixonados" por indias. E ai entra a ingreja tentando purificar os pobres infelizes seduzidos pelas tais indias ignorantes e impuras. Essa historia das orfans vai alem de barbara e chega a ser criminosa. Um filme que retratou bem essa epoca da colonizacao e que nao sai da minha cabeca eh o Desmundo, dirigido por Alain Fresnot. Quem ainda nao viu nao pense duas vezes em pegar na locadora pois eh exemplar ! Leia um <a href="http://www2.uol.com.br/revistadecinema/edicao37/desmundo/index.shtml">texto interessante e que completa esse post na Revista de Cinema</a> sobre o filme.</p>
<p>A moralidade que veio do lado de cima do equador foi entao a de que os colonizadores nao deviam fazer sexo com as indias e sim com as orfans. Valia tambem fazer sexo com a mae, as filhas, enfim... qualquer relacao incestuosa abaixo da linha do equador nao seria considerada na hora de entrar para o paraiso e a igreja faria vista grossa ao caso. O importante era ter filhos e de preferencia sem misturas.</p>
<p>E assim seguiu a historia do Brasil... aonde a atividade sexual era absolutamente estimulada e permitida por todos la de cima do equador.</p>
<p>Foram-se os tempos, a corte portuguesa veio ao Brasil uns 300 anos apos essa barbarie toda, mesmo porque antes disso o Brasil era apenas deposito de bandidos e aventureiros. Mas as historias e contos atravessaram o oceano e de la, considerando as leguas de distancia, tudo parecia bem mais romantico, glamuroso e excitante. As indias foram pintadas como deusas com peles da cor de manga madura. E a fama dessas mulheres selvagens em uma Terra aonde a moral nao fazia o menor sentido atravessou os sete mares e historias e mais historias foram escritas e contadas. Alguns causos fortalecendo essa imagem glamurosa de nossas indias foram contados de forma maestra muitos anos apos a colonizacao, como na belissima obra <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iracema" target="_blank">Iracema</a> escrita por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Alencar" target="_self">Jose de Alencar</a>. Certamente todo esse glamour misturado com o calor tropical novamente mexeu com os hormonios dos portugueses.</p>
<p><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.jrduran.com.br/news/arquivo/Capa%205%20copy.jpg" alt="" width="269" height="356" />Mas nao precisamos mais nos preocupar com isso, afinal a igreja catolica veio junto com a corte para colocar a moral e os bons costumes em alta novamente e esfriar os hormonios da portuguesada toda. Demorou um pouco, mas no final eles conseguiram reverter o nosso pais para o que vemos hoje em dia. Aonde a liberdade sexual esta a leguas atras dos paises europeus. Aonde fazer topless na praia so eh permitido para sair na capa da revista, aonde fazer sexo com o namorado na primeira noite eh coisa de puta e aonde "dormir" com o namorado na casa dos pais eh algo apenas para os pais mais "muderninhos".</p>
<p>A questao que acho interessante eh que mesmo depois de tantos anos, tem gente aqui na europa, esses mesmos que sao tao mais permissivos sexualmente que nos hoje em dia, que ainda acham que encontrarao a Iracema andando nua nas praias brasileiras... nao acredita eh ? As imagens vendidas pelo Brasil nao ajudam muito com o contrario. O fato eh que de alguma forma, nos brasileiros nos orgulhamos das consequencias desse nosso passado infame.</p>
<p>Mas assim eh a vida... enquanto houver Jose de Alencar e as inumeras beldades imersas nesse paraiso de belezas naturais e tropicais de nosso pais, nossa fama de mulheres maravilhosas e glamurosas esta garantidissima :). Nao acho ruim de forma alguma ser visto pelo mundo afora como pessoas bem resolvidas sexualmente.... entendam que meu comentario nao eh nem preconceituoso e muito menos moralista. Apenas estou tentando entender o porque dessa fama ja que nos brasileiras, em media, lideramos o grupo das mais caretinhas sexualmente falando.</p>
<p>E para terminar, fiquem com a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pCI1EhOA_SA">musiquinha do Chico Buarque</a> que deu nome ao post de hoje e que cai super bem para a ocasiao !</p>
<p>Ah ! O Chalaca ? Apenas mais uma vitima desse sistema :). E voce acha que nosso protagonista nao ia se aproveitar da situacao e se juntar aos demais ?</p>
<p>Um excelente domingo para todos voces !!!!</p>
<p>Lys</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/pCI1EhOA_SA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/pCI1EhOA_SA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Chalaça]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=171</link>
<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 20:42:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lys</dc:creator>
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<description><![CDATA[Dessa vez foi a vez de nosso companheiro de leitura Alvaro escolher o proximo tema de discussao aqui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/752/262752.jpg" alt="" width="119" height="180" />Dessa vez foi a vez de nosso companheiro de leitura Alvaro escolher o proximo tema de discussao aqui no Clube do Livro. O tema proposto foi o 2º Centenario da vinda para o Brasil da Corte Portuguesa. Como de costume, tres livros foram colocados em votacao (<a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/18/sugestao-de-livros/">veja esse link aqui</a>) e o escolhido foi o livro O Chalaca de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Roberto_Torero">Jose Roberto Torero</a>.</p>
<p>Nas suas 228 paginas, forjando os diarios de Chalaca, secretario particular de Dom Pedro I, o autor compos uma obra literaria reveladora e picaresca (segundo o site Submarino).</p>
<p><a id="sinopse"><span class="texto_laranja_menor"><strong></strong></span><strong><span style="font-family:arial;color:#990000;">Sinopse Completa</span></strong></a>:<br />
<span>O romance contém as supostas memórias do conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, fiel secretário particular de D. Pedro I, personagem que viveu os mais importantes fatos do nascente Império brasileiro. Torero recria brilhantemente - e com humor implacável - a vida deste que teria sido um dos mais importantes auxiliares de Pedro I, não só na política, como em seu dia-a-dia - era sua atribuição, por exemplo, intermediar os encontros do Imperador com as filhas de Eva.</span></p>
<p><strong><span style="font-family:arial;color:#990000;">Sobre o autor: TORERO, JOSE ROBERTO</span></strong><br />
José Roberto Torero é autor de "O Chalaça" que ganhou o Jabuti 1995 de melhor romance , "Uma História de Futebol", prêmio de altamente recomendável pela FNLIJ e de vários outros títulos como "Terra papagalli" e "Xadrez Truco e outras Guerras" - coleção Plenos Pecados. Em cinema, dirigiu e escreveu curtas-metragens - entre eles, o premiado "Amor" - e trabalhou como roteirista nos longas "A Felicidade É" e "Pequeno Dicionário Amoroso".</p>
<p>Fonte: livraria cultura.</p>
<p>Apenas uma curiosidade: O autor eh Santista (como aquela que vos fala :) ) e possui dois blogs: <a href="http://blogdotorero.blog.uol.com.br/">Blog do Torero</a> e <a href="http://blogdolele.blog.uol.com.br/" target="_blank">Blog do Lele</a> (seu sobrinho ficticio).</p>
<p>E enquanto compramos e lemos o novo livro, ainda temos mais duas semaninhas de Doris Lessing por aqui.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Direitos de Imagem]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=207</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 14:42:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>scliar</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meu pai, para quem não sabe, alem de escritor, é também advogado.  Cuida de questões de direitos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/images.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-208" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/05/images.jpeg" alt="" width="114" height="168" /></a><span style="color:#000000;">Meu pai, para quem não sabe, alem de escritor, é também advogado.  Cuida de questões de direitos autorais, direitos de imagem e outros que tais. Pois não é que chego aqui, comento do Clube do Livro, do Chalaça, ele arregala um olho deste tamanho e dispara à queima-roupa: -<em>Mas você sabe quem foi o Chalaça?</em> E eu: <em>-Claro, né!</em> Sim, porque antes de ler o livro, fiz minha lição de casa: fui lá, pesquisei sobre o personagem, pesquisei sobre o autor, entrei no blog do dito cujo etc. e tal. Pois bem, foi minha vez de perguntar: <em>- Por que?</em><br />
Ora, continuou, meu pai, pois amanhã mesmo vou te trazer um documento que vai fazer toda a diferença, da Suécia.<br />
Uau! Da Suécia! Resumo da ópera: parece que o</span> <strong><a href="http://www.vasamuseet.se/InEnglish/about.aspx" target="_blank">Museu do Vasa</a></strong>, <span style="color:#000000;">um museu histórico localizado em Estocolmo, ao preparar as exposições para 2009-2010 (sim, lá as coisas funcionam com mais antecipação do que em Terras Brasilis) localizou uma carta de Dona Amélia Augusta Eugênia de Leuchtenberg, para sua irmã Josefina Maximiliane Eugénie Napoléonne de Beauharnais (que se casou com o Rei Oscar, da Suécia). Meu pai me trouxe ontem o material, que segue abaixo. Os descendentes estão simplesmente F-U-R-I-O-S-O-S por que a imagem de Dona Amélia foi manchada pelo livro de Torero. Se a carta é falsa ou verdadeira, se atradução está correta, isto não sei (</span><span style="color:#000000;">Dona Amélia falava português, mas não com a irmã).</span><span style="color:#000000;"> Aí vai.</span></p>
<p>“<em>Querida irmã;</em></p>
<p>Estou aqui nas Ilhas Madeiras, com muitas saudades não da corte, mas dos entes queridos. Ainda sinto falta de Pedro, mas Graças a Deus tivemos nossa carinhosa filha. Sua sobrinha, Maria Amélia de Bragança, está aqui ao meu lado e lhe manda lembranças.</p>
<p>Espero que os ares da ilha promovam sua pronta recuperação e ela não venha a falecer como meu estimado  senhor.</p>
<p>De resto, tenho me dedicado a preservar a memória de Pedro, com obras de caridade e uma vida muito regrada.</p>
<p>Sei que não foi fácil aceitar a vida que ele levava, principalmente estimulado por aquele secretário que até hoje tenho atravessado nas horas e dias. Não posso nem pensar nisto! Este Senhor Francisco Gomes da Silva, que tem por alcunha Chalaça, aproveitou-se de Pedro. Um bastardo que fez fama e fortuna às custas do Imperador, um falso amigo.</p>
<p>E agora, continua querendo tirar partido, o indigno! Pois que se diz chegado a mim, insinua até que somos íntimos, ora pois! Não sei o que faço, como seu eu ousaria em tão curto espaço de tempo trair a memória do meu amado. Em seu leito de morte prometi dedicar-me a tornar nosso Reino mais justo, que sempre foi seu sonho, e cuidar de nossa filhinha.</p>
<p>Irmã, espero ansiosa tua resposta, pois não sei como proceder para calar a boca deste calhorda – desculpe-me as palavras fortes, mas é pouco para descrevê-lo! Conte-me de ti também e destas terras geladas onde agora habitas.</p>
<p>De sua sempre irmã,<br />
<em>Amélia  A. E.  de Leuchtenberg"</em></p>
<p>Gentem!!! E agora? Vocês acham que o Chalaça teve mesmo um caso com a Imperatriz, superando barreiras sociais e econômicas? Porque, lembrem-se: ele era um bastardo, ela, de casa real francesa. Diferenças socias, creio eu, que até hoje permanecem. Alguém ai teve "causos" inter-sociais? Ethel Scliar</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Correndo atras da bola...]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=197</link>
<pubDate>Sun, 25 May 2008 14:00:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lys</dc:creator>
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<description><![CDATA[E falando em bola, foi com uma imensa alegria que descobri que alem de meu conterraneo, o Jose Rober]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="float:right;" src="http://images.americanas.com.br/produtos/item/287/8/287894g.gif" alt="" width="153" height="193" />E falando em bola, foi com uma imensa alegria que descobri que alem de meu conterraneo, o <a href="http://blogdotorero.blog.uol.com.br/">Jose Roberto Torero</a>, autor do livro atual do Clube do Livro, tambem eh Peixe (torcedor do Santos Futebol Clube) ! Para quem gosta de futebol, o nosso autor tem uma coluna na pagina de esportes do Folha de Sao Paulo.</p>
<p>Pois eh, ainda nao li o livro Chalaca.... mas sei que voces ja perceberam que eu tardo mais nao falho :)</p>
<p>Estava terminando de ler os 3 contos extras que vieram na edicao britanica do livro da Doris Lessing que foi o tema anterior.  Para quem ficou somente com As Avos no entanto, digo que os outros tres sao bacaninhas mas agora entendo o motivo pelo qual apenas o primeiro foi publicado em outras linguas. De fato, e sem sombra de duvidas, esse primeiro conto eh o melhor dos quatro. Nao que os outros sejam ruins. Todos tratam de relacionamentos complexos, mas As Avos eh muito mais envolvente e interessante que os outros tres.</p>
<p>Mas voltando aos nossos colonizadores portugueses... comprei o livro "<a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/04/21/o-chalaca/">O Chalaca</a>" durante minha estadia no Brasil atraves do Estante Virtual indicado pela Dani algum tempo atras. Fiquei super contente com o preco, procedimento e entrega. Assim como a Dani, quando eu voltar ao Brasil virarei cliente :) O unico inconveniente que encontrei foi o fato de nao poder pagar em cartao de credito. Ter que fazer deposito no banco eh meio chato sem duvida. Sou adepta aos debitos automaticos meu povo !</p>
<p>Como ainda nao li o livro, nao tenho muito o que falar sobre ele... mas lendo os posts dos outros autores aqui do clube ja poderia ate mesmo dar meus pitacos por aqui. Mas ainda temos algumas semaninhas com o tema e terei tempo de sobra para dar meus pitacos por aqui.</p>
<p>Apenas prevendo o futuro, segundo o post do Lino "<a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/05/investindo-no-lado-folclorico/">Investindo no Lado Folclorico</a>", acho que vou chegar a mesma conclusao que ele chegou. Meu voto foi para o livro 1808 justamente porque prefiro muito mais a parte historica do que a pitoresca. Mas como o objetivo desse clube eh a diversificacao, espero me surpreender e quem sabe nao me descubro no pitoresco nao eh mesmo ? Vamos ver se a previsao se confirma ? Como o Lino comentou muito bem, eh importante se abrir a coisas diferentes e saiamos das coisas que sempre lemos.</p>
<p>Bom, agora vou colocar a leitura em dia pois com a viagem ao Brasil fiquei meio afastada. E voce ? Quer colocar em dia e ler os posts que ja foram publicados pelos outros autores sobre o livro "O Chalaca" ? Entao venha comigo:</p>
<p><a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/10/chalaca-ontem-e-hoje/">Chalaca ontem e hoje</a><a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/12/as-mulheres-como-objeto/"></a></p>
<p><a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/12/as-mulheres-como-objeto/">As Mulheres como Objeto</a></p>
<p><a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/14/verdades-e-mentiras/">Verdades e Mentiras</a></p>
<p><a href="http://clubedolivro.wordpress.com/2008/05/19/mudando-um-pouco-o-foco/">Mudando um pouco o Foco</a></p>
<p>Participe e deixe seu comentario aqui no clube !</p>
<p>beijos a todos e ate semana que vem... e o proximo sera sobre O Chalaca !</p>
<p>Lys</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudando um pouco o foco]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=195</link>
<pubDate>Mon, 19 May 2008 18:19:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Blog do Lino</dc:creator>
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<description><![CDATA[O papel histórico (?) do Chalaça ocupou o que disse, no início e em seguida, aqui neste Clube. E ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://clubedolivro.files.wordpress.com/2008/05/dpedro.jpg"><img class="size-full wp-image-196 alignleft" style="float:left;" src="http://clubedolivro.wordpress.com/files/2008/05/dpedro.jpg" alt="D. Pedro I, no Brasil" width="292" height="357" /></a>O papel histórico (?) do Chalaça ocupou o que disse, no início e em seguida, aqui neste Clube. E continuou ocupando o proscênio com a Scliar, que ressaltou a diferença entre verdade, verdade histórica e ficção. As duas primeiras, na verdade, são uma ficção bem fundamentada, nada mais do que isso.</p>
<p>Se a história serve como referência para confirmar a existência do Chalaça e sua importância na troupe que seguia D. Pedro, o primeiro aqui, mas o quarto lá, ela é apenas o referencial no livro do Torero. Ao optar pela ficção, ele fez a escolha da liberdade, de poder florear o personagem, dar-lhe falas que não teve e até comportamentos que não assumiu.</p>
<p>Ao tomar este caminho, José Roberto Torero tornou um personagem que, inicialmente, poderia ser visto como um simples alcoviteiro, em algo digno de registro histórico, participante de decisões da Corte, aqui no Brasil e em Portugal. Na realidade, Francisco, o Chalaça, foi tudo isso? Não importa. O que prevalece, no final, é a verdade do livro, do personagem que foi para ele criado.</p>
<p>Se teve ou não dimensão histórica - e teve - isso, no caso do livro, não é importante. O que importa, no final, é que Torero criou um personagem consistente, colocando-o em um mundo que o levou de um humilde servidor ao lado do Imperador do Brasil e do rei de Portugal. E fez isso preenchendo os hiatos históricos, contando as peripécias de um personagem.</p>
<p>No final, o que temos é uma leitura agradável, divertida até. O personagem histórico - que na verdade devia ser um chato - se perde nesta narração. Mas o livro ganha em vida.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Verdades e Mentiras]]></title>
<link>http://clubedolivro.wordpress.com/?p=194</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 13:47:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>scliar</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um dos aspectos intrigantes quando nos debruçamos sobre livros históricos, que utilizam ou não da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Um dos aspectos intrigantes quando nos debruçamos sobre livros históricos, que utilizam ou não da estratégia ficcional, é conseguir separar o que é “fato” daquilo que é “imaginário”. Isto tem sido bastante discutido aqui. Mas o que tal debate revela? Que acreditamos existir uma verdade absoluta – uma verdade verdadeira (dá para falar assim?) e uma verdade falsa, como uma semi-jóia... Vale ou não vale? A discussão extrapola o campo histórico, chega na ciência, para não falar no área forense e nas informações que inundam a Internet e a imprensa. Tem até um livro muito bacana, chamado “<em>E se...</em>”, em que especialistas de diferentes áreas fazem um exercício de criatividade sobre o que aconteceria se o final de alguns acontecimentos fosse diferente. Por exemplo: se Hitler ganhasse a 2a. Guerra, ou se Napoleão não tivesse perdido a batalha de Waterloo. O interessante é que a reconstrução não é feita ao acaso, mas sim em base de probabilidades – ou seja, com derivações de fatos possíveis.<br />
</span><span style="color:#000000;"></span></p>
<h2><span style="color:#800000;">O distanciamento</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Sempre que me deparo com notícias extravagantes, me pergunto: mas a quem isto interessa? Embora os jornalistas insistam em dizer que buscam ser isentos e outras pessoas clamem que a fotografia é uma prova de fato, bem sabemos que é uma história da carochinha. Não precisa nem pensar na manipulação feita pelo Photoshop, retocando imagens -processo, aliás, que já existia bem antes da era dos computadores: “apagavam-se” pessoas – literalmente e também sumindo com elas dos documentos.... O próprio enquadramento escolhido já traz uma intenção do fotógrafo. No mar de informações, selecionar esta ou aquela notícia é um ato ideológico, porque os critérios são sempre construídos, não são naturais.</p>
<p></span></p>
<h2><span style="color:#800000;">Até tu, ciência!</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Alguns querem se refugiar na Ciência, como se ela fosse sobre-humana. Basta lembrar que,  para comprovar suas teorias, muitos cientistas alteram números, experiências e “retocam” achados. Falsos vestígios arqueológicos foram remontados e, para ficar em notícias bem recentes, o escândalo das pesquisas do sul-coreano Woo-Suk Hwang com as células-troncos. No caso de condenações, a reabertura de muitos casos, com o uso de exames de DNA, comprovou que vários condenados eram inocentes – mesmo que as testemunhas jurassem que tinham VISTO tudo.  Tem também as “memórias reconstruídas” – a pessoa tanto ouve, tanto vê alguma foto, que acaba jurando de pés juntinhos que aquilo aconteceu com ela. Pois é. O tal ver para crer não vale nada. E lá vamos nós, acreditando piamente em tudo...</p>
<p></span></p>
<h2><span style="color:#800000;">As muitas versões</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">José Roberto Torero apropria-se desta vertente, para explorar a história escondida. Antes dele, porém, o próprio personagem – o Chalaça – já se reinventava. Um personagem e tanto – de condenado a morte, a homem rico e de sucesso. Ele deveria ser padre, estudava em um seminário em Santarém (Portugal). Brigou com o Reitor, brigou com os professores (ai, ai, ai, estes jovens geniais e seus hormônios!) e, com 16 anos, resolveu engajar-se na comitiva de D. João, que vinha fugindo para o Brasil.  Mas... antes de chegar em Lisboa, foi preso pelos franceses e condenado como espião. Uma fuga espetacular, o embarque para o Brasil, a amizade com D. Pedro. O livro de Torero.<br />
</span></p>
<h2><span style="color:#800000;">Esperteza e inteligência</span></h2>
<p><span style="color:#000000;">De bobo, o Chalaça não tinha nada. Francisco Gomes da Silva, seu nome verdadeiro, era culto, falava várias línguas, graças ao estudo no seminário. Conseguia dar a volta por cima – pois chegou a ser expulso da Corte, por D. João, o pai de Pedrinho (afinal, vamos ser íntimos – a regência já acabou e, quem sabe, não temos todos um pouco de sangue azul?). O Chalaça adorava plantar falsas notícias, espalhar boatos e intrigas. Pagava os jornais para publicarem sobre seus desafetos. Já dá para perceber que pesquisar em jornais tem disto... Voltou, retomou a amizade com D. Pedro, maquinou, “enricou” e virou escritor, quando novamente seguiu para a Europa. Suas últimas palavras? “Amei demais as mulheres e o dinheiro...” E virou personagem principal do livro de Torero, que eu, ainda no Canadá, começo a ler na semana que vem, no meu retorno ao Brasil! Será? Verdade? Mentira? Eu juro que sim. O que você acha?</p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>

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