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	<title>niilista &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "niilista"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 17:45:02 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA["em defesa da cultura", por maurício trindade]]></title>
<link>http://tabuleirocultural.wordpress.com/?p=312</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 03:29:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>tabuleirocultural</dc:creator>
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<description><![CDATA[


mauricio trindade
sociólogo - GEDES SESC S.P.
BRA - são paulo 



&#8220;em defesa da cultu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<h3><span style="color:#0000ee;text-decoration:underline;"><a href="http://tabuleirocultural.wordpress.com/files/2008/03/mauricio.jpg"></a><a href="http://tabuleirocultural.wordpress.com/files/2008/04/mauricio3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-163" src="http://tabuleirocultural.wordpress.com/files/2008/04/mauricio3.jpg" alt="" /></a></span></h3>
<h3>
<h4>mauricio trindade</h4>
<h4>sociólogo - GEDES <a title="SESC S.P." href="http://www.sescsp.org.br/"><span>SESC</span></a> S.P.</h4>
<h4>BRA - são paulo </h4>
</h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3><span lang="PT-BR">"em defesa da cultura"</span></h3>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A palavra <em>cultura</em>, tanto no campo acadêmico quanto na vida cotidiana, é complexa e, por assim dizer, polissêmica; realidade que promove há tempos, para o bem e para o mal, uma gama tão ampla de usos e diferenciações que a sua conceituação encontra-se cada vez mais permeada de questões. Não por acaso, Terry Eagleton, pensador inglês da área de literatura, manifesta insatisfação quanto à dualidade nela presente (o significado antropológico amplo e o sentido estético rígido), chegando mesmo a afirmar que <em>cultura</em> é um dos dois ou três termos para os quais há maior dificuldade de consenso no âmbito das Ciências Humanas<a name="_ftnref" href="#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[1]</span></span></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Já em voga no século XV, seu sentido etimológico - do latim <em>culturae,</em> significando ação, processo ou efeito de cuidar, tratar, venerar (física ou moralmente) – remete a um ato que deve ser duradouro, atencioso, sempre reposto e renovado; ato que é percebido como essencial para a consecução de um resultado que se almeja. Assim como a sua base elementar deixa manifesta, no decorrer do século XX até hoje a palavra cultura vem sendo utilizada tanto para descrever todos os aspectos característicos de uma forma de vida particular como também para denotar somente o sistema de valores (políticos, religiosos, sociais) nela implícitos<a name="_ftnref" href="#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[2]</span></span></a>. O estudo da cultura no primeiro sentido é comumente realizado por pesquisadores no campo da História, Antropologia e Sociologia, ao passo que no segundo sentido são as áreas de Filosofia, Filologia e derivadas (como, por exemplo, os Estudos Culturais<a name="_ftnref" href="#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[3]</span></span></a> no mundo anglo-saxônico) que se destacam. O que não excetua, é claro, a existência de estudos plurais, inter/trans-disciplinares, cada vez mais constantes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">É preciso ressalvar, portanto, que está presente nessas duas posturas a idéia de que a cultura é um agente causal, sendo diretamente responsável pelo processo de humanização e, correspondentemente, pelo processo civilizador (Norbert Elias) e suas adaptações - que podemos designar de sociogênese e psicogênese -, introduzidas por meios que são absolutamente humanos e, ainda, <em>modeladores</em> da condição humana. Ou seja, em sintonia com o argumento do antropólogo Clifford Geertz a respeito do termo, na história da humanidade o fator preponderante para a nossa constituição psíquica e genética deveu-se às mudanças que ocorreram não só nos aspectos biológicos, mas nos aspectos (culturais) de transformação de si e do meio para a própria adaptação dos homens, de sorte que um nível (ou níveis) de mudança engendrou o outro, constituindo-se de maneira inter-relacional, respectiva e consecutivamente. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Este <em>sentido</em> precisa estar claro, justamente num momento em que a pesquisa geneticista procura encontrar respostas imanentes para certos modos de ação e emoção humanos. Também é imprescindível esclarecer que <em>cultura</em> vai além do simples conceito ou idéia; antes, é uma “relação de causalidade” entre o homem e a realidade, o que supera a velha dicotomia natureza <em>versus</em> cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O reconhecimento do aspecto de causalidade, então, presenteia-nos com inúmeras interrogações sobre a maneira pela qual a cultura se encontra envolvida no cabedal de constituição de estruturas sociais “modeladoras” e “modeladas”, de objetivação e subjetivação de sujeitos na vida que levamos em sociedade. Tem-se uma dupla face de Janos que revela a sua importância. Porque “modelar”, aqui, é um termo oportuno: toda ação cultural está direta ou indiretamente voltada ao Outro e à realidade, e gera conseqüências a curto, médio e longo prazo. Pode ser a ação lenta e cautelosa do aprendiz, mas também ligeira e eficiente do prestidigitador; pode estar relacionada ao cuidado artístico infinitesimal ou ao toque de descalabro brutal; uma ação às vezes facilmente inapreensível, mas nem por isso inexistente, de busca de (res)significação da realidade ou de manutenção de relações e/ou intencionalidade de transformações; de mostrar acertos e erros que são observados às vezes <em>a priori</em> e costumeiramente <em>a posteriori</em> – enfim, uma ação que não se encerra em si mesma, já que é relacional por excelência: remete à pluralidade de um “eu”, ao “todo” (ou “totalidade”); ao solapamento ou à instauração de um novo signo, um referente, um significante e significado a mais etc. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Acrescente-se que o resultado da “modelação” só é efetivo no devir - na História. Unida à imaginação, a ação cultural ou a cultura em ação (ambas formando quase que uma asserção tautológica, já que a cultura está para a ação assim como o sangue está para o corpo) responde pelos desígnios in-conscientes da humanidade, em estreita sintonia com o mote benjaminiano: “monumentos da cultura / monumentos da barbárie”. Em outros termos, mesmo a partir de épocas de barbárie é necessário e possível fazer surgir o seu indicativo crítico e negativo, agindo e escrevendo a história cultural “a contrapelo”. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Porém, nova ressalva: o reconhecimento dessa dualidade não significa, de um lado, a defesa de uma postura niilista, em que a cultura foge a qualquer prescrição objetiva ou visada analítica, assim como, por outro lado, não se afirma a total determinação de uma ação cultural, cujo corolário é alcançar a essência ou unilateralidade de um resultado idealizado. Trata-se, não obstante, de praticar a crítica e lançar mão da análise dialética, observando o “positivo” e o “negativo” cultural que se escondem sob a fachada que está à mostra, de forma que ao positivo se desbaste o negativo e ao negativo se conflua para o positivo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Em resumo, a cultura é o equivalente do homem. Como em <em>Mann ist Mann</em>, de Bertolt Brecht: “um homem é um homem: não se trata da fidelidade à sua própria essência, e sim da disposição constante para receber uma nova essência.”<a name="_ftnref" href="#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[4]</span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se esse ponto é procedente e começar a ser observado, os discursos políticos sobre cultura, exercidos por quem quer que seja, precisam deixar manifestos os seus pressupostos e valores; mais do que isso, precisam reconhecer e exercer o caráter relacional, contínuo e prolongado que está presente no sentido <em>forte</em> de cultura,<span>  </span>destacado aqui, em contraposição aos discursos de ocasião, sem continuidade, que congelam a ação cultural em atos dispersos e pontuais. Só assim, pensando no que a cultura detém de educacional, teremos sujeitos co-ativos (agindo em parceria, e não em coação), unidos - digamos, <em>à la</em> Emile Durkheim, o sociólogo francês -<span>  </span>pela confluência de desiderabilidades.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Dos elementos discutidos até aqui, cabe focar rapidamente a noção de “sujeito”, justamente o ponto nevrálgico onde se permite entender a operação de causalidade da cultura e o seu aspecto relacional, conforme apresentado acima.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A noção de sujeito utilizada neste texto parte da consideração de que a socialização e a formação da subjetividade estão essencialmente ligadas e são produzidas culturalmente (e não só economicamente), no âmbito das relações sociais predominantes em determinada época histórica. Nesse sentido, atualmente vivemos em uma configuração de sociedade sob o poder absoluto do capital e de sua cultura correspondente, que é da ordem do <em>sistema</em>. Isso significa que as diversas esferas que a constituem – como no caso de sua esfera cultural – passam a operar na lógica da relação de troca, em que tudo se reduz ao denominador comum da concorrência, da permutabilidade e da equivalência. Em outra via, isso também é delimitar, na abrangência do sistema, que os sujeitos detêm individualidade e personalidade na medida em que estas podem ser abstraídas ou equiparadas a algo pertencente ao estado de coisas valorizado pelo processo civilizador de tal sistema reinante. Nos termos de Adorno &#38; Horkheimer, “<em>personality </em>significa [para as pessoas] pouco mais do que possuir dentes deslumbrantemente brancos e estar livres do suor nas axilas [...]”<a name="_ftnref" href="#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[5]</span></span></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Entretanto, para deixar manifesto, os sujeitos estão longe de serem pensados, aqui, e precipitadamente, como agentes passivos e sem consciência desse processo. Porque, como aspecto cultural, é preciso reconhecer a <em>interação</em> que ocorre e que está unida à relação entre indivíduo e sociedade, e isso sem hipostasiar unilateralmente qualquer um dos elementos deste par como absolutamente determinante sobre o outro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">De maneira diversa, não basta dizer que não sendo passivos, os sujeitos decifram a realidade cada um ao seu modo – o que é uma frase vazia -, pois, com o desenvolvimento econômico-político capitalista e sua cultura correspondente, que exige a entronização do princípio de concorrência, o que tem predominado é, por um lado, a <em>adaptação</em>, a qual, por sua vez, leva à <em>integração</em>. Se, de fato, “a compreensão clara da interação entre indivíduo e a sociedade tem uma conseqüência de maior importância [...] na idéia de que o homem só atinge a sua existência própria, como indivíduo, numa sociedade justa e humana”, o que se observa no estado de coisas atual é que “a sociedade, que estimulou o desenvolvimento do indivíduo, desenvolve-se agora, ela própria, afastando de si o indivíduo, a quem destronou”<a name="_ftnref" href="#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[6]</span></span></a>. Deveríamos falar, então, não de passividade, e sim, por outro lado, de um tipo muito heterônomo de <em>conformismo -</em> pois, no limite, divisa-se que “quem resiste só pode sobreviver integrando-se”<a name="_ftnref" href="#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[7]</span></span></a>. Eis a tríade<em>: adaptação, conformismo, integração</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Nesse percurso, há majoritariamente pseudo-individualidades, porque o individual foi substituído pelo “estereotipado” – e esta afirmação vale sobremaneira para os adeptos da cultura “jovem” (que não é mais simplesmente um período ou faixa de idade, mas um modo de ser), subsumida que está por valores e estilos padronizados, relativos à vestimenta, ao corte de cabelo, à música preferida, aos lugares que freqüenta sob o signo da diversão, etc - <em>locus</em> privilegiado da indústria cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Correlativamente, a cultura, assumindo sua pertinência na forma de crítica social – como um pensamento que identifica as contradições da nossa realidade - engendra meios de ocasionar a suspensão dessa tríade, ao menos momentaneamente, e mostrar que a construção de um novo mundo é possível. Tal é a <em>Entzauberung</em> <em>der Welt</em> (desencantamento do mundo), acrescente-se, que muitos artistas procuram propiciar quanto ao modo de entendimento da nossa realidade imediata, que surge às vezes como dada, petrificada,<em> naturalizada</em>.<span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Com essa avaliação, embora rápida, espera-se contribuir para o pensamento e a análise da importância da cultura dentro de seus moldes causais e relacionais. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A construção de um mundo melhor, sinônimo de “uma sociedade justa e humana”, passa também, sem sombra de dúvidas, pela ação cultural – ou melhor, se realiza por ela. Não é mais possível ouvir e sustentar comodamente os discursos de propaganda cultural que servem a espúrios objetivos eleitoreiros ou de jogada de marketing, introduzidos num aqui e agora que se desintegra no momento mesmo em que deveria tomar forma uma práxis que seja realmente ação efetiva, programática e sistemática. Tal práxis, enfim, afasta-se do “caminho pecaminoso” de ser simplesmente um discurso, quase sempre vazio de conteúdo e de significação transformadora, e aproxima-se daquilo que inaugura o novo no horizonte da história.</span></p>
<div>
<hr size="1" />
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn1" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[1]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> Cf. EAGLETON, Terry. <em>A idéia de cultura</em>. São Paulo, UNESP, 2005.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn2" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[2]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> A partir de sua proveniência, eis algumas acepções típicas do termo cultura: 1) <em>Agricultura</em>: a) ação de cultivar a terra; b) produto de tal cultivo, plantação etc., c) produção com técnicas especiais; 2) <em>Biologia</em>: a) cultivo de célula ou tecido vivo, b) criação de alguns seres vivos (moluscos, peixes etc.); 3) <em>Derivação</em> (sentido figurado): a) o rol de conhecimentos, b) o saber de uma pessoa ou grupo social etc.; 4) <em>Antropologia</em>: a) conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social; b) forma ou etapa das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais etc., c) caracterização de uma civilização específica, d) complexo de atividades, instituições, padrões sociais ligados à criação e difusão das belas-artes, ciências humanas e afins etc. Ainda há os usos em <em>locuções e derivações</em>, com sentidos antropológico e sociológico: cultura de massa; cultura de consumo; cultura erudita / cultura clássica; cultura popular / cultura tradicional / cultura folclórica; cultura física (prática de esportes e ginástica etc.); cultura brasileira; indústria cultural; cultura empresarial; cultura política; cultura religiosa etc. Esses exemplos, diga-se, não pretendem esgotar os muitos usos que se fazem presentes em nossa contemporaneidade e que surgem a cada dia.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn3" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[3]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> Cf. ORTIZ, Renato. ‘Estudos Culturais’. In: <em>Tempo Social – revista de sociologia da USP</em>. V.16 (nº1), junho de 2004, p.119 – 127.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn4" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[4]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> Cf. BENJAMIN, Walter (1996) ‘Que é o teatro épico? Um estudo sobre Brecht’ In: <em>Magia e Técnica, Arte e Política – Obras Escolhidas</em>. São Paulo, Brasiliense, p.86.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoNormal"><a name="_ftn5" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[5]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> ADORNO, Theodor &#38; HORKHEIMER, Max. (1997) <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, p.156.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn6" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[6]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> ADORNO, Theodor &#38; HORKHEIMER, Max. ‘Indivíduo’ In: <em>Temas Básicos da Sociologia</em>. São Paulo, Cultrix, 1973, p.54-55.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn7" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[7]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> idem, 1997, p.123.</span></p>
</div>
</div>
<p><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pais e filhos]]></title>
<link>http://marciavidal.wordpress.com/?p=151</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 19:46:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>marshiva</dc:creator>
<guid>http://marciavidal.wordpress.com/?p=151</guid>
<description><![CDATA[ 

 
Ansioso pela chegada do filho, Nicolau Pietróvitch o espera à porta da hospedaria da estrad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://marciavidal.files.wordpress.com/2008/07/pais.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-152" src="http://marciavidal.wordpress.com/files/2008/07/pais.jpg?w=200" alt="" width="112" height="173" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Ansioso pela chegada do filho, Nicolau Pietróvitch o espera à porta da hospedaria da estrada N. Então, ao vê-lo, abraça-o sem dar importância a nada, quase sufocando com gentilezas pelo tempo perdido. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Arcádio apresenta Bazárov, seu grande amigo e mentor, porém seus modos refletem de maneira ruim a vida aristocrática da família. Isso provoca mais tarde, um conflito de gerações até porque Bazaróv se autoproclama niilista. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Pavel, tio de Arcádio, não aceita tais pensamentos e depois de flagrá-lo com a mulher do irmão, propõe um bizarro duelo a Bazárov como uma válvula de escape aos atritos e ressentimentos guardados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os jovens passam pouco tempo em Mariino, partindo em seguida, para São Petersburgo. Lá, conhecem Ana Serguêievna que os convida para visitar sua fazenda. Durante os quinze dias na casa da Senhora Odintsova, Arcádio se sente muito atraído por ela, cujo sentimento resulta em algo não correspondido. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por outro lado, Bazaróv se apaixona também, pela jovem viúva a ponto de desequilibrá-lo diante de seus ideais. Devido a isso, ele se distancia retornando depois a casa de seus pais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Esta obra causou uma grande perturbação social e política, quando foi publicada, tais como uma série de atentados e movimentos. Ainda, ela revela um amplo conhecimento da natureza humana de forma elegante.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>

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