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	<title>nhenhenhe &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/nhenhenhe/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "nhenhenhe"</description>
	<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 21:59:02 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Piada pronta, parte 2]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=265</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 15:14:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não confunda &#8220;Sarah Palin&#8221; com &#8220;Sahara, com Michael Palin&#8220;.
Há camelos nas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><img class="alignright" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/514W8N7P5JL._SL500_AA240_.jpg" alt="" width="240" height="240" />Não confunda "<strong>Sarah Palin</strong>" com "<strong><a href="http://www.imdb.com/title/tt0329919/" target="_blank">Sahara, com Michael Palin</a></strong>".</p>
<p style="text-align:left;">Há camelos nas duas "obras".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Primeiro parágrafo de um romance apocalíptico (que jamais escreverei)]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=231</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 10:39:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Não sei exatamente quando tudo começou — isso tudo aconteceu há muito tempo —, mas talvez o p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Não sei exatamente quando tudo começou — isso tudo aconteceu há muito tempo —, mas talvez o primeiro indício de que as coisas iam mesmo degringolar tenha sido quando o Kri virou Crunch. A princípio, ninguém se importou muito com isso, todos andavam ocupados com outras coisas que pensavam ser mais importantes, mas quando — anos depois — o Lollo virou Milky Bar, foi aí que todos viram que a situação não tinha mais volta, e que nada mais seria como antes.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nova embalagem]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=216</link>
<pubDate>Wed, 21 May 2008 19:56:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Foi assim. Esta menina, depois de sofrer em silêncio por anos a fio, confessou-me hoje, num esterto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Foi assim. <a href="http://objetoabjeto.blogspot.com/" target="_blank">Esta menina</a>, depois de sofrer em silêncio por anos a fio, confessou-me hoje, num estertor descontrolado: "<em>mas ô bannerzinho mais fuleiro do mundo esse do seu blog</em>". Achei que ela falava dos livrinhos aí no canto. Não era. Ela se referia ao leão banguela e grisalho que enfeitava (?) o "cabeçário" — neo-google-logismo, não reparem — deste blog. Tá bom, vá lá, eu largo da metáfora e me agarro ao explícito (e que explícito!): em homenagem a ela, mudo o banner. Até porque ainda não estou grisalho.</p>
<p style="text-align:justify;">E já pré-respondendo às perguntas que virão: 1) Não, eu não faço coleção de fotos de bunda; 2) Não, esta não é uma capa recusada do <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_sexoanal.html" target="_blank">livro do Biajoni</a>; 3) Não, essa bunda não é <a href="http://objetoabjeto.blogspot.com/" target="_blank">dela</a>; 4) <a href="http://crissmyass.blogspot.com/" target="_blank">Nem dela</a>; 5) Eu já disse que não conheço a dona da bunda!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Micro-resenha do filme Babel (com conclusões)]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=211</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 15:02:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Puta filme.
Conclusões: Pobre só se fode, em qualquer lugar do mundo. Polícia é uma merda em qua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Puta filme.</p>
<p style="text-align:justify;">Conclusões: Pobre só se fode, em qualquer lugar do mundo. Polícia é uma merda em qualquer lugar do mundo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Te contei?]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=205</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 11:24:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meu segundo (e, por que não dizer, elogiado) livro esgotou. Bacana. Daí, para não deixar a meia d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img class="alignright" style="float:right;margin-left:10px;margin-right:10px;" src="http://www.osviralata.com.br/01prosa/capa_incompletos_pkt.jpg" alt="" width="105" height="148" />Meu <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_incompletos.html" target="_blank">segundo (e, por que não dizer, elogiado) livro</a> esgotou. Bacana. Daí, para não deixar a meia dúzia de futuros interessados a segurar mangalhos, rodei dúzia e meia de exemplares no formato bolso. A reedição é menorzinha, mas tá tudo ali, re-revisado, ainda mais barato, correio nacional incluído, tudo por <span style="text-decoration:line-through;"></span>14 conto. Melhor que isso, só se eu levasse o livro na sua casa e o lesse fazendo mímica. E isso eu não faço, porque o livro tá cheio de coisa feia, dessas que não se faz na casa dos outros. E eu, você sabe, sou muito educado. E então, <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_incompletos.html" target="_blank">vai levar quantos?</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Powerpoint-se, rapaz!"]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=193</link>
<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 19:59:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2008/04/03/powerpoint-se-rapaz/</guid>
<description><![CDATA[Pra quem quiser ler minha matéria na B2B Magazine, é só clicar aqui, pedir a página 12 e pumba! ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Pra quem quiser ler minha matéria na B2B Magazine, é só <a href="http://www8.ideavalley.com.br/b2b/flip/" target="_blank">clicar aqui</a>, pedir a página 12 e pumba! Pode dar zoom na página que o preço é o mesmo. Eu gostei. Tem até foto (by <a href="http://www.verbeat.org/blogs/forsit/2008/03/pra-constar-1.html" target="_blank">Olivia "Sinovial" Maia</a>).</p>
<p>Valeu, Marcorélio!</p>
<p>Falando nisso, já viram <a href="http://www.jesusmechicoteia.com.br/" target="_blank">Marcorélio</a> e <a href="http://calaboca.wordpress.com/" target="_blank">Senhôra</a>, ambos em nova embalagem? Vão lá ver. Pelo jeito do último post dele, não é só a embalagem que é nova...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu vou]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=189</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 22:53:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Estréia dia 11 de abril.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/0POJpWSk2g0'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/0POJpWSk2g0&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Estréia dia 11 de abril.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Te contei, não?]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=188</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 19:56:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Faz mais de mês que o tio aqui deu entrevista pro Laboratório de Leitura, e não disse nada. Absur]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Faz mais de mês que o tio aqui deu entrevista pro Laboratório de Leitura, e não disse nada. Absurdo, eu sei. Mas agora vai, tô falando: <a href="http://laboratoriodeleitura.podomatic.com/entry/2008-02-06T10_38_53-08_00" target="_blank">entrevista comigo no Laboratório de Leitura</a>, iniciativa tocada por Diego Franco, sujeito simpático e inteligente, sangue bom e novo pra misturar nessa baba aguada que circula hoje no meio literário. Vai lá ouvir. De quebra, você ainda leva Daniel Galera entremeado à minha entrevista (ou eu entremeado à dele, sei lá). Som na caixa, fofa.</div>
<div align="justify">E tem mais: já leu a <a href="http://b2bmagazine.com.br/web/home.asp" target="_blank">B2B Magazine</a> deste mês? Atendendo ao gentil convite do Marco Aurélio (<a href="http://www.jesusmechicoteia.com.br/" target="_blank">ele mesmo!</a>), escrevi minha opinião sobre os filhos da puta que fazem powerpoints com o único intuito de embelezar os dias, inundando minha caixa postal de merda como uma fossa entupida, mas é claro que não usei esse palavreado lá. Quando o texto for pro site da revista, eu dou o link. Por enquanto, vai pra banca. Fofa.</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Revisitando Andy Warhol]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2008/03/20/revisitando-andy-warhol/</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 23:31:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2008/03/20/revisitando-andy-warhol/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;No futuro, todos serão famosos para quinze pessoas&#8221;.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b>"No futuro, todos serão famosos para quinze pessoas".</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os mulheres negras]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=182</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 16:02:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Se você é &#8220;das novas&#8221; (em oposição aos &#8220;das antigas&#8221;, como eu), além de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Se você é "das novas" (em oposição aos "das antigas", como eu), além de estranhar o aparente erro de concordância no título, ainda não deve conhecer os cabras. Quer dizer, conhece mas não sabe que conhece. O Maurício Pereira (o de chapéu esquisito) lançou excelentes discos e tem aparecido em locuções de comerciais, o que não significa que esteja fazendo só isso. Já o André Abujamra  (o de chapéu esquisito) fundou o Karnak (assunto que fica pra outro post) e é trilheiro porreta, entre outras coisas.</p>
<p align="justify">Dá uma olhada nisso e, se for a primeira vez que os vê/ouve, faça como todo mundo que não os conhece: perca-se no humor, na cenografia paupérrima, na... — como dizer? — ...coreografia. Repare que tudo não passa de duas vozes, dois instrumentos e  uma bateria eletrônica. Atordoe-se, inebrie-se com o tosco e, enquanto isso, deixe o sub-você (pra não chamar de "alma", que soaria esotérico) perceber o brilhante por dentro do pedregulho. Das outras vezes que ouvir, pode apostar, você verá tudo: o brilhante e o pedregulho.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Dh1n3VJfuTg'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/Dh1n3VJfuTg&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Não sentiu? Tudo bem. É uma pena, mas é assim mesmo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conclusões]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2008/03/11/conclusoes/</link>
<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 22:14:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[A certa altura da vida, começamos a achar que nossa cama é o universo, nosso quarto, o planeta, no]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A certa altura da vida, começamos a achar que nossa cama é o universo, nosso quarto, o planeta, nossa casa, o país, nosso bairro, a cidade. O que isso significa? Ora, a certa altura da vida, a gente começa também a escrever muita besteira.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pinto grande para todos]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2008/03/11/pinto-grande-para-todos/</link>
<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 22:09:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ando recebendo uns spams muito estranhos, com títulos num estilo meio ABNT. Coletei alguns pra cola]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ando recebendo uns spams muito estranhos, com títulos num estilo meio ABNT. Coletei alguns pra colar aqui:</p>
<blockquote><p>• Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410<br />
• Normas Técnicas Brasileiras para Transporte de Produtos Perigosos<br />
• Formação de Auditores em Sistemas de Gestão Integrados<br />
• Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis<br />
• Transporte - Normas, Regulamentos e Informações Indispensáveis para o Setor<br />
• Proteção contra os efeitos das Descargas Atmosféricas sobre Estruturas e Equipamentos de T. I. segundo as Normas Brasileiras</p></blockquote>
<p>Por onde anda o bom e velho "Enlarge your penis"? Acabou? Tá todo mundo servido de pinto?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As idéias (e as moscas) estão no ar]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=180</link>
<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 04:57:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
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<description><![CDATA[Outro dia, lendo o blog do Polza (agora em nova embalagem, já foi ver?), encontrei um texto em que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Outro dia, lendo o blog do <a href="http://www.polzonoff.com.br/" target="_blank">Polza</a> (agora em nova embalagem, já foi ver?), encontrei um texto em que ele falava da horta que havia resolvido plantar em casa — e "casa" é maneira de dizer porque ele, assim como eu, mora em apartamento. No tal texto (cujo link não consigo encontrar porque o post sumiu na enxurrada — o cara escreve feito um coelho), o rapaz ressalta, além do prazer sentido ao comer sua própria salsinha, os valores que anda aprendendo com a tal horta e com seu cultivo. "Que coisa!", pensei eu, "encontrar este texto bem no dia em que decido fazer uma horta no apartamento". Sincronias, sintonias, sei lá, mas os indianos (ou algum povo daquelas bandas, todos pródigos em interpretações irreais da realidade) acham que as idéias são coletivas, flutuam por entre nós: uns sentem algumas, outros não; outros sentem outras, alguns não. Como um peido na praia.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">A idéia — a minha e a dele — pode ser a mesma mas, sobre as hortas que dessas idéias brotam, diferenças há, é claro. Começa que a dele já existe, a minha não. A minha faz parte de um grande, enorme projeto de agricultura sustentável que, por força de toda a sua complexidade, teve que começar anos antes de eu sequer pensar na aquisição de qualquer semente. À parte o pé de manjericão que já viceja (e que já temperou muito molho de tomate), e de três caniços de feijão-rajado que plantei por piedade de alguns heróicos feijõezinhos que deram pra brotar dentro de suas vagens, minhas instalações hortifrúticas ainda não passam de uma composteira e de alguns vasos empoeirados.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Sim, uma composteira. Não há horta sem compostagem. E sou de uma família de tradicionais compostadores. Meu pai sempre compostou, e compostava muito bem. Minha mãe, até hoje, se descuidar, composta. E não fosse o fato de você sequer imaginar o que isso significa, eu poderia continuar o texto. Está bem: compostagem é o processo que transforma resíduos orgânicos em húmus. Em outras palavras, é o jeito de transformar lixo em adubo. E é lindo, acredite. Você joga num barril toda a porcaria que produz na pia da cozinha, espera uns dois meses, e retira de lá um maravilhoso composto orgânico (daí o nome), escuro como seu passado e de alto poder nutriente para as plantinhas de sua horta. Entenda por "toda a porcaria que produz na pia da cozinha" as cascas, talos e folhas de frutas, verduras e legumes, cascas de ovos, borra de café e mais alguma coisa assemelhada que desejar adicionar. E vá seguindo as instruções e seu instinto. Compostar também é uma questão de instinto: se estiver seco demais, adicione água; se estiver molhado demais, adicione terra ou serragem; se a composteira esquentar, você está no caminho certo; se feder, você errou alguma coisa, mas sempre haverá jeito de consertar. E a minha fede! Fede como seiscentos diabos saídos de um ônibus Manaus-Florianópolis (via Bogotá). Puta merda, o que aquilo fede! Não fosse a piada pronta, chamava o barril de combosteira.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Mas como as idéias estão no ar — assim como as drosófilas que pairam sobre minha composteira que, por causa delas, está seguramente coberta por um pano —, encontrei hoje no <a href="http://www.interney.net/blogs/guindaste/" target="_blank">Guindaste</a> da Carol Costa um  link pra matéria dela na Bons Fluidos (nome que não deixa de ter certa graça, se considerarmos o assunto) que trata, justamente, de <a href="http://bonsfluidos.abril.com.br/blog_voadeira/index.shtml" target="_blank">como NÃO ter uma composteira</a>. A dela não fede, mas virou um berçário. E já grudou no chão. Mais um pouco, vai dar pra plantar um filme de terror. Tadinha da Carol, onde ela foi se meter...</p>
<p align="justify">E você? Quer dar uma compostadinha? Querendo experimentar, comece <a href="http://compostagem_cjb.blogs.sapo.pt/" target="_blank">por aqui</a>. Junte-se a nós. Se a idéia pega, em pouco tempo pode até rolar um meme.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Do Cambuci para o mundo]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=178</link>
<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 00:44:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2008/03/07/do-cambuci-para-o-mundo/</guid>
<description><![CDATA[Tenho — ou tinha, como há de se ver adiante — um vizinho muito&#8230; como dizer?&#8230; peculi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Tenho — ou tinha, como há de se ver adiante — um vizinho muito... como dizer?... peculiar. Quando mudei-me para cá, há nove anos, era capaz que ele ainda não andasse pelos trinta. Sempre foi — ou é, como saber? — cordial e sorridente, e nunca combinou com o monstro que levava pela coleira, um rotweiler medonho, enorme e cabeludo, que, disse-me um dia, trouxe de uma viagem à China. A fera chinesa, em todas as vezes que a encontrei pelo pátio do prédio ou pela rua, não perdia a oportunidade de me assustar, fosse com um rompante, um pulo na minha direção, um latido vindo das profundezas do inferno. Não sou de me assustar com cães, gosto deles, e eles, em contrapartida, tratam-me com toda a civilidade de que dispõem, conforme o cão e suas qualidades. Mas aquilo não era propriamente um cachorro. Era um rotweiller chinês com genes de dragão atavicamente adquiridos, e eu, sempre que o via passar com a boca cheia de baba e os olhos de vidro pregados em mim antevia o momento em que teria que matá-lo a tiros em represália a um ataque que ele certamente desferiria contra um de meus filhos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Apesar do cão, este vizinho era — ou é —, entre todos, o mais agradável, o mais delicado. E o mais esquisito. Quando mudei para cá, ele dava aulas de luta greco-romana a uma tropa de adolescentes. No pátio do prédio. Depois, começou a adestrar cães alheios, e que ninguém me pedisse referências porque eu, certamente, daria as piores: aquele monstro na outra ponta da corda atestava sua incompetência no mister. Pouco tempo depois, parte das noites começou a ser preenchida com um estranho ruído, uma pancadaria surda, bum... pausa... bum... pausa... bum..., todas as noites, todas as noites. Não sou o tipo de sujeito que sai por aí a perguntar, mas sou capaz de passar meses conjecturando a respeito do que me incomoda, investigando e anotando fatos e atitudes que, talvez, um dia, encaixem-se e resolvam um determinado mistério. Quando, lá pela terceira vez, o vi pela janela a carregar paralelepípedos da rua para dentro de casa, logrei adivinhar o que acontecia e que, realmente, estava acontecendo: o maluco tinha dado pra quebrar pedra.</p>
<p align="justify">Certa noite, quando o encontrei chegando com quatro dos pedregulhos debaixo dos braços, e lhe perguntei se havia resolvido trocar o piso do apartamento, ele sorriu e respondeu:</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">— Não, não. É pra quebrar.</p>
<p align="justify">Diante de minha fingida perplexidade  — eu tive que fingir, por já haver descoberto a coisa toda com minhas deduções —, ele abriu a porta do apartamento e mostrou-me a ferramenta que usava na função: uma barra de ferro maciço, achatada de um lado e com uma bola de pano sujo na outra ponta, algo como uma chave de fenda com metro e meio de comprimento. Segundo relatou, encostava o paralelepípedo no rodapé da sala, segurava a chave de fenda pela bola de pano, e socava-a pedra adentro feito lança, às pancadas, até que o tarugo se partisse em dois pedaços, o que, ao invés de encerrar o trabalho, duplicava-o, pois ele passava a ter dois meios paralalepípedos a quebrar. E assim por diante, seguia em busca do átomo de paralelepípedo, ou até que nós outros dormíssemos. O que acontecesse primeiro. Para comprovar que aquilo dava trabalho — como fosse necessário — mostrou-me as mãos: eram dois calos com cinco dedos cada, todos recobertos de calos menores, tudo amalgamado à ferrugem da lança. Já vi tumores mais bonitos.</p>
<p align="justify">Por mais estranho que pareça este vizinho, garanto que, entre todos, é — era? — o mais cordial e sensível. Uma vez, apareceu com uma gata no bolso do casaco, filhote escangalhado pelo frio e pela fome, que ele tinha encontrado na noite do parque, à deriva e à espera da morte. Como se não bastassem os olhos a pular para fora da cabeça, o pêlo carcomido de sarna e os incontroláveis tremores de desnutrição e medo, a gata ainda exibia — ou melhor, não exibia — uma das pernas traseiras. Tirou o bicho do bolso, mostrou-mo e, como se respondesse ao meu olhar incrédulo, disse:</p>
<p align="justify">— Imagine se eu deixo essa coitadinha no parque! Se sobrevivesse, ela se tornaria uma gata muito má. — e foi para dentro do apartamento, atrás de um pires de leite.</p>
<p align="justify">Verdade seja dita, a gata hoje é linda, mansa, e só não abre as pernas a todos os gatos da vizinhança porque não as tem.</p>
<p align="justify">Há tempos, passei a encontrá-lo apenas à noite, fosse entrando, saindo do prédio ou andando pelo bairro. Nessas ocasiões, carregava uma espécie de mochila, um trambolho que lhe ia do alto da cabeça — atado a ela — até a altura dos joelhos: um caixote pouco mais estreito que uma geladeira e que, a julgar pela sua expressão ao carregá-lo, tão pesado quanto uma. E mesmo durante tão desconfortável atividade, se me via, cumprimentava-me. Rápida e contidamente, é verdade, mas cumprimentava-me. Parecia que treinava para alguma coisa, sei lá.</p>
<p align="justify">As estranhices eram tantas, que eu já nem ligava mais. Ficava só esperando a próxima. Por essas e por muitas outras, dei-lhe o secreto — e, acredite, carinhoso — apelido de Forrest Gump. Mas Forrest... sumiu. Não o vejo há meses e, cada vez que me lembrava disso, preocupava-me. Por onde andará? Andaria? Anda?</p>
<p align="justify">Pois então: anda! Fiquei sabendo por outro vizinho que ele arranjou um "patrocínio" (palavra do vizinho) e saiu pelo mundo. Andando. Espero eu que sem a geladeira às costas.</p>
<p align="justify">Go, Forrest, go!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma ofegante epidemia]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/?p=172</link>
<pubDate>Sat, 02 Feb 2008 11:10:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2008/02/02/uma-ofegante-epidemia/</guid>
<description><![CDATA[Vai passar nessa avenida um samba popular. Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se ar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Vai passar nessa avenida um samba popular. Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar ao lembrar que aqui passaram sambas imortais, que aqui sangraram pelos nossos pés, que aqui sambaram nossos ancestrais.<br />
Num tempo, página infeliz da nossa história — passagem desbotada na memória das nossas novas gerações — dormia a nossa pátria mãe — tão distraída — sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações. Seus filhos erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais. E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia que se chamava Carnaval, o Carnaval, o Carnaval. Palmas pra ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do boulevard. Meu Deus, vem olhar! Vem ver de perto uma cidade a cantar, a evolução da liberdade, até o dia clarear!<br />
Ai que vida boa, o-le-rê, ai, que vida boa, o-la-rá, o estandarte do Sanatório Geral vai passar!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/9A_JrsJF6mM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/9A_JrsJF6mM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="justify">Acho o Carnaval um saco! Mas esse samba é foda. E chega! Não falo mais de Carnaval! Aliás, não tenho falado mais de muita coisa. Mas eu volto. Depois do Carnaval.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[De volta]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2008/01/15/de-volta/</link>
<pubDate>Tue, 15 Jan 2008 10:37:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2008/01/15/de-volta/</guid>
<description><![CDATA[Vinte dias fora destes ares. De volta, o que mais estanho é a temperatura. São Paulo, como sempre,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Vinte dias fora destes ares. De volta, o que mais estanho é a temperatura. São Paulo, como sempre, recebeu-nos com chuva e congestionamento, pragas bíblicas que, assim como os gafanhotos e o cocô dos gafanhotos, andam sempre juntas. O que mais gosto desta terra — descobri agora — é a temperatura de ar-condicionado sem o barulho do ar-condicionado.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Vinte dias sem computador, sem agenda, sem nada pra fazer (tirando um ou outro compromisso sócio-gastronômico). Resultado: uns quilos a mais, azia crônica e uma vontade louca de trabalhar e comer uns pés de alface. Férias desequilibram a gente.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Seis horas de vídeo pra editar. Isso tudo vai ter que virar, no máximo, duas horas de vídeo pra exibir e, mesmo assim, será inassistível por quem não for "da casa". Tem coisa mais chata que vídeo de viagem? Tem sim: foto de criança.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Interessante perceber que o mundo funciona igualzinho sem a minha presença, exceto por alguns pequenos detalhes que, por isso, dão a noção da minha existência. Bom para aprender o próprio tamanho, o espaço que se ocupa de verdade.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Os Viralata voltam a funcionar. Primeira ação, envelopar e enviar os livros vendidos durante as férias. Segunda, trocar o banner de férias por outro. Terceira, responder a uma dúzia de múltiplas consultas.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Respondi a muitos comentários deixados aqui durante este período.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Mais notícias a qualquer momento.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Interrompo minhas férias...]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2008/01/08/interrompo-minhas-ferias/</link>
<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 14:19:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2008/01/08/interrompo-minhas-ferias/</guid>
<description><![CDATA[&#8230;só pra dizer que continuo em férias. Vou ali destruir um sarapatel enorme e já volto.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>...só pra dizer que continuo em férias. Vou ali destruir um sarapatel enorme e já volto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meca é aqui]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/20/meca-e-aqui/</link>
<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 12:58:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/20/meca-e-aqui/</guid>
<description><![CDATA[Talvez por causa do lançamento da versão pocket de Sexo Anal, livro de Luiz Biajoni, virei alvo de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez por causa do lançamento da versão pocket de <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_sexoanal.html" target="_blank"><b>Sexo Anal</b></a>, livro de Luiz Biajoni, virei alvo de peregrinação. São dúzias de visitas por dia procurando por "dando o cu", "dar o cu" e correlatos.</p>
<p>Ainda bem que chegam aqui, e não na minha casa.</p>
<p><a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_sexoanal.html" target="_blank"><img src="http://www.osviralata.com.br/imprensa/bannerSA.jpg" align="middle" height="500" vspace="5" width="500" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Três em um]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/17/tres-em-um/</link>
<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 23:29:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/17/tres-em-um/</guid>
<description><![CDATA[Numa só penada (das mais atrasadas, até deu tempo de o caboclo mudar o nome do blog duas vezes), i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Numa só penada (das mais atrasadas, até deu tempo de o caboclo mudar o nome do blog duas vezes), informo a negrada que Daniel Brazil Primeiro e Único, já conhecido pela malta por seus comentários sempre próprios e esclarecidos, <a href="http://danbrazil.wordpress.com/" target="_blank">rendeu-se à blogosfera</a> (demorou porque é baiano), e agora anexa mais esta atividade à lista que abrange as de roteirista,  diretor de tv, escritor premiado (tanto, que até dá raiva) e cachaceiro.</p>
<p align="justify">No embalo, copio um pedacinho <a href="http://danbrazil.wordpress.com/2007/12/15/incompletos/" target="_blank">do que ele disse</a> sobre o <strong><a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_incompletos.html" target="_blank">Incompletos</a></strong>.</p>
<blockquote>
<p align="justify">"Bem escrito, fluente, urbano e neurótico, não padece dos males mais comuns dos jovens escritores internáuticos: o giro em torno do próprio umbigo ou de personagens superficiais e esquemáticos.  Albano (...) vai fundo em poucos parágrafos, em contos curtos e afiados. A história mais longa revela um personagem fascinante, misto de desencantado-com-a-vida com cínico profissional, com fissuras emocionais aqui e ali, que disseca a mundanidade de um evento social ao mesmo tempo em que persegue uma lembrança feminina. Muito bom."</p>
</blockquote>
<p align="justify">E já que estou no assunto, <a href="http://antimarconileal.wordpress.com/2007/12/17/incompletos-2/" target="_blank">Nicomar Lael</a> continua a destrinchar o livro, superando-se a cada frase.</p>
<p align="justify">
<blockquote><p>(...) Porém, toda a admirável técnica do sr. Ribeiro no manejo das personagens e seu preciso estilo seriam embalde(1), caso não houvesse em “Incompletos” aquilo que, como disse <strong><a href="http://antimarconileal.wordpress.com/2007/12/09/incompletos-1/">antes</a></strong>, é uma das inúmeras pedras de tropeço de nossos coevos(2): humor, ironia, wit(3). O humor do sr. Ribeiro, já conhecido de seu livro de crônicas “<a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_brancoleone.html" target="_blank">Os melhores (e alguns dos piores) textos de Branco Leone</a>” se mostra nesta nova obra de uma sofisticação quase pedante. Daí ter dito que o autor segue após Machado.<br />
Também de Machado é sua atenção à micropsicologia, o delineamento do caráter dos protagonistas ou de sensações e sentimentos através de detalhes de pensamentos ou impressões fugazes, aparentemente gratuitos. E os diálogos? Os diálogos do sr. Ribeiro parecem querer dizer: “<em>Eis aqui, rabaças</em> (4) <em>da Mercearia São Pedro, como é que se escrevem diálogos.</em>”<br />
Há defeitos no livro? Inúmeros. Em primeiro lugar, o sr. Martins Ribeiro deveria deixar o trabalho de divulgação a cargo de outra pessoa. Sua incompetência para tal é assustadora. Intenta vender a obra como de “contos de sacanagem”, quando a única sacanagem nela é sua capa de péssimo gosto.<br />
Em alguns contos, o final peca pelo excesso. Quando uma frase diria tudo, talvez por uma compulsão própria dos surdos, o sr. Ribeiro inventa de enfiar ali umas tantas graças despropositadas. Por fim, também ebiamente(5), replena(6) as páginas de turpilóquios(7) deslocados, às vezes dando-nos a impressão de que estamos assistindo a filme nacional da década de 70.</p></blockquote>
<p><em>Glossário</em></p>
<blockquote><p> (1) Embalde- em vão<br />
(2) Coevos- contemporâneos<br />
(3) Wit- perspicácia<br />
(4) Rabaça - pessoa sem graça<br />
(4) Ebiamente - hein?<br />
(5) Replenar - abarrotar<br />
(6) Turpilóquios - bucetas</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[dois viralatas na primeira divisão]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/13/dois-viralatas-na-primeira-divisao/</link>
<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 15:25:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/13/dois-viralatas-na-primeira-divisao/</guid>
<description><![CDATA[Vi agora no blog da Copa de Literatura Brasileira que Operação P-2 (Olivia Maia) e Virgínia Berli]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vi agora no blog da <a href="http://copadeliteratura.com/" target="_blank">Copa de Literatura Brasileira</a> que <strong><a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_op2.html" target="_blank">Operação P-2</a></strong> (Olivia Maia) e <strong><a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_virginiaberlim.html" target="_blank">Virgínia Berlim</a></strong> (Luiz Biajoni) são pré-candidatos da Copa deste ano. Até agora, são 57 concorrentes. Vá lá e vote nos seus preferidos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Três blogueiros ao cair da tarde]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/12/tres-blogueiros-ao-cair-da-tarde/</link>
<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 20:25:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/12/tres-blogueiros-ao-cair-da-tarde/</guid>
<description><![CDATA[Extratos de uma conversa por e-mail, cheia de notas de rodapé, entre Paulo Polzonoff Jr., Marconi L]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><em>Extratos de uma conversa por e-mail, cheia de notas de rodapé, entre <a href="http://www.polzonoff.com.br/" target="_blank">Paulo Polzonoff Jr.</a>, <a href="http://marconileal.blogspot.com/" target="_blank">Marconi Leal</a> e Branco Leone.</em></p>
<p><strong>BL</strong> [1]: — E nosso cangaceiro [2], entregou-lhe o verdinho? [3]<br />
<strong>PP</strong>: — Não, Branco. Ainda não consegui ver o cangaceiro.<br />
<strong>BL</strong>: — Além de cangaceiro, é viado! Opa! Cê tá aí, Marconi?<br />
<strong>ML</strong>: — Em Pernambuco não tem isso de... como é mesmo? Veado, né? Lá não tem disso.<br />
<strong>BL</strong>: — Chamar viado de veado é coisa de viado. A rosca, vá lá. Mas entregar o livro, nada!<br />
<strong>ML</strong>: — Quanto a mim, sigo o estabelecido pelo pessoal da Casseta Popular: todo veado (ou viado) é surdo. [4]<br />
<strong>BL</strong>: — Eu tô me sentindo como o tio que tem três bolas e tem que aturar o sobrinho que não pára de falar no assunto na frente das visitas. Passa fora, moleque excomungado! Uma coisa me conforta: Marconi ficou tão contente ao descobrir que sou surdo de um ouvido, que isso até me comove.<br />
<strong>PP</strong>: — Vc é surdo de um ouvido só? :-)))))) [5]<br />
<strong>BL</strong>: — Xi, agora o outro achou graça também... Danou-se. Então tá, a explicação completa do ocorrido está no texto "Na Otorrinolaringologista", quase no final do <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_brancoleone.html" target="_blank">meu primeiro livro</a>. Já que vocês querem tanto, vão lá dar risada.<br />
<strong>PP</strong>: — Acho que li o texto do otorrino. Mas eis o mal da crônica: a gente esquece.<br />
<strong>ML</strong>: — Crônica, não. Ensaio. [6]<br />
<strong>BL</strong>: — "Se não tem passarinho, não é crônica." [7]<br />
<strong>ML</strong>: — Uhuh. Tomou no cu. [8]<br />
<strong>BL</strong>: — Ah, não me mete na rixa de vocês! Eu sou deficiente físico.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<p align="justify">Notas:<br />
[1] Dirigindo-se a Paulo Polzonoff.<br />
[2] Marconi é pernambucano.<br />
[3] Referência ao livro Incompletos, adquirido por Marconi no lançamento para ser ofertado a Polzonoff, e que, até agora, não chegou a seu destinatário.<br />
[4] Aqui, Marconi faz uma maldosa alusão à surdez (uni-lateral esquerda) que flagela Branco Leone há muitos anos e o faz pedir aos outros que repitam tudo o que dizem quando o ambiente é pouco propício à propagação sonora (e a aliterações como esta). Por exemplo, em lançamentos.<br />
[5] É de reparar no tamanho do emoticon, proporcional á alegria da descoberta.<br />
[6] Aqui, Marconi faz uma referência a <a href="http://www.polzonoff.com.br/ensaio-x-cronica-x-conto-x-short-story-%e2%80%93-ufa.htm#more-913" target="_blank">este texto</a>, escrito por Polzonoff e dedicado a Marconi, notório cronista.<br />
[7] Branco Leone, mostrando toda a sua capacidade de síntese, resume o texto mencionado numa só frase.<br />
[8] Marconi Leal fala a Polzonoff, em língua que ambos entendem.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Começaram a falar no livro]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/12/comecaram-a-falar-no-livro/</link>
<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 13:18:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/12/comecaram-a-falar-no-livro/</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Você é o melhor contista dos mais recentes que li. Ganha de longe do lixo que  vem sendo p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="justify"><strong><font color="#000000">"Você é o melhor contista dos mais recentes que li. Ganha de longe do lixo que  vem sendo publicado. Os personagens têm densidade, vida interior. E outra: você usa  de artifícios modernos, mas sem gratuidade. O livro tem alguns defeitos também,  segundo vejo. Primeiro, você não deveria vendê-lo como livro de "sacanagem". É um livro extremamente pós-moderno, porque trata de relações partidas, mas de  uma profundidade ultra-realista. Tanto assim que toda vez que lia um "boceta"  por lá sentia um certo desconforto."</font></strong></p>
</blockquote>
<p align="right"><em>de Nicomar Lael, por e-mail.</em></p>
<p align="justify">Faço apenas uma observação ao desavisado leitor: sem discutir o desconforto do analista — que pode ter muitos motivos, e nenhum deles desmereceria a qualidade de sua crítica — não escrevi 'boceta' uma única vez em todo o livro. Mas há, sim, algumas 'bucetas'. Poucas.</p>
<p align="justify">Depois de ler o livro mais uma vez, Nicomar ainda escreveu <a href="http://antimarconileal.wordpress.com/2007/12/09/incompletos-1/" target="_blank">isto</a> (prometendo mais para breve), texto que — tenho certeza — me deixará deveras lisonjeado assim que eu conseguir decifrar algumas palavras.</p>
<p align="justify">Querendo conhecer o Incompletos, compre <strong><a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_incompletos.html" target="_blank">aqui</a></strong>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mão na cabeça!]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/07/mao-na-cabeca/</link>
<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 22:18:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/07/mao-na-cabeca/</guid>
<description><![CDATA[
Agora é a vez da Olivia Maia que, no penúltimo lançamento do ano d&#8217;Os Viralata (e que ano!]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.osviralata.com.br/apoio/conviteop2.jpg" align="middle" border="1" height="392" width="500" /></p>
<p align="justify">Agora é a vez da <a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/forsit/" target="_blank">Olivia Maia</a> que, no penúltimo lançamento do ano d'Os Viralata (e que ano!) lança seu <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_op2.html" target="_blank"><strong>Operação P-2</strong></a> no <a href="http://sampaist.com/2006/09/25/genial.php" target="_blank">Genial</a>, o primeiro romance policial do site. É nesta segunda. Pede pra ir no lançamento! Pede pra ir!</p>
<p align="justify">(No link, diz que o preço do livro não está definido. Mentira. É 22 paus mais correio, mas eu não tive tempo de atualizar a página. No lançamento, sai por 20. Sem correio.)</p>
<p align="justify">Pegando carona no evento, meu <strong>Incompletos</strong> e a segunda tiragem de <strong>Meias vermelhas &#38; histórias inteiras</strong>, de Marcos Donizetti, também estarão na mesa à disposição dos retardatários.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Antes tarde...]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/05/antes-tarde/</link>
<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 17:27:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/05/antes-tarde/</guid>
<description><![CDATA[Não me esqueci disto em nenhum instante (está aqui na agenda), mas quase não encontro tempo de vi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.osviralata.com.br/01prosa/capa_capao.jpg" align="right" border="1" height="210" hspace="10" width="140" />Não me esqueci disto em nenhum instante (está aqui na agenda), mas quase não encontro tempo de vir aqui dizer. Anote também na sua agenda: amanhã, 6 de dezembro, a partir da 19 horas, no <a href="http://www.obaoba.com.br/bares/bares_detalhe.asp?casaID=6742" target="_blank">Canto Madalena</a> (lugar já tradicional no lançamento de livros, que a malta insiste em chamar de Canto <u>da</u> Madalena), o amigo <a href="http://perplexoinside.blogspot.com/" target="_blank">Valter Ferraz</a>  lança seu <a href="http://outrasestorias1.blogspot.com/" target="_blank"><strong>Capão, outras histórias</strong></a>, livro que não tive o prazer de produzir mas que, se o Valter quiser, distribuirei com a maior satisfação. Li os originais e fiquei impressionado. Tijolada. Eu vou. Não perco isso por nada.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Porrada!]]></title>
<link>http://brancoleone.wordpress.com/2007/12/04/porrada/</link>
<pubDate>Tue, 04 Dec 2007 13:06:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Branco Leone</dc:creator>
<guid>http://brancoleone.pt-br.wordpress.com/2007/12/04/porrada/</guid>
<description><![CDATA[Começo pelo fim. Ontem, lá pela meia-noite, depois que saímos do Genial, fiz a pergunta de sempre]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Começo pelo fim. Ontem, lá pela meia-noite, depois que saímos do Genial, fiz a pergunta de sempre:<br />
— Quantos?<br />
— 109.<br />
Impossível conter a emoção.</p>
<p align="justify">Quem foi, viu. A quem não foi, quase dá uma vontadezinha mórbida de não contar nada. Mas digamos que a gente possa dividir a história d'Os Viralata em duas fases: antes e depois do lançamento no Genial. Aliás, essa história, começada em 2003 num tenebroso silêncio que durou até dezembro passado — quando pus os <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_brancoleone.html" target="_blank">Melhores e piores</a> na praça sem lançamento —, e que teve seu primeiro impulso significativo com os lançamentos de <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/" target="_blank">Alex Castro</a> e <a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/" target="_blank">Biajoni</a> no meio do ano, finalmente começa a dar uns passos mais largos.</p>
<p align="justify">Números? Vá lá: <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_meiasvermelhas.html" target="_blank">Meias vermelhas &#38; histórias inteiras</a> (que já havia vendido 12 exemplares pelo site, sem que o livro estivesse pronto) vendeu mais 42 exemplares. Com isso e algumas cortesias, tenho o esfuziante prazer de informar que <strong>Meias vermelhas &#38; histórias inteiras se esgotou no lançamento</strong>! Dá-lhe, <a href="http://www.interney.net/blogs/hedonismos/" target="_blank">Lábios de Mel</a>! Parabéns! Se alguém quiser um exemplar, pode entrar no site e pedir, mas deixo avisado que só vou ter mais livros lá pra sexta-feira (07.dez). Enquanto isso, <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_incompletos.html" target="_blank">Incompletos</a> vendeu 40 exemplares, <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_satie.html" target="_blank">Satie manda lembranças</a>, 19 exemplares e, na boléia, ainda saíram 8 d'<a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_brancoleone.html" target="_blank">Os Melhores e alguns dos piores textos de Branco Leone</a>. Numa palavra, um terremoto.</p>
<p align="justify">Fotos do evento? Nenhuma, ainda. <a href="http://www.verbeat.com.br/blogs/forsit/" target="_blank">Olivia Maia</a> <strike>tirou muitas</strike> não tirou nenhuma porque eu "preguicei" na hora de pegar a câmera dela, Chico Neto, outras tantas, <a href="http://euroscopio.blogspot.com/" target="_blank">Eduardo Schaal</a>, milhões. Espero que eles se lembrem de mandá-las para mim.</p>
<p align="justify">Por mais piegas que pareça (e, se parecer, dane-se!), é impossível não agradecer a quem tem participado disso tudo: em primeiro lugar, aos leitores dos livros que temos lançado, porque sem eles não adiantaria nada trabalhar; em seguida, aos autores (especialmente aos primeiros, <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/alexcastro.html" target="_blank">Alex</a> e <a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/" target="_blank">Bia</a>) que, com seu investimento, talento e confiança no meu projeto, têm permitido que ele cresça; depois, à minha mulher, que atura a mim e às dezenas de caixas de livros que atulham nossa sala;<br />
<img src="http://www.infernet.com.br/blogbb/imgblog/triplice.jpg" align="right" height="180" hspace="5" width="240" />por fim, aos meus filhos, Anna e Pedro, que participam dessa empreitada com surpreendente alegria (que dura até que os dois sejam abatidos pelo sono [foto ao lado, by <a href="http://gugaalayon.blogspot.com/" target="_blank">Guga</a>], onde se percebe a firmeza com que Pedro agarra a caixa da grana), mostrando-me por que motivo entrei nessa maluquice: para fazer aquilo que gosto de fazer. A todos, meu sincero agradecimento.</p>
<p align="justify">Gostaria muito de listar quem foi ao lançamento: impossível. Mas é preciso destacar uma pessoa: <a href="http://discipuladebocage.blogspot.com/" target="_blank">Carolina Mendes</a>, minha mais jovem leitora (talvez não a mais jovem mas, com certeza, a mais linda) que, de trem, atravessou essa megalópole desgraçada para estar lá no lusco-fusco de uma segunda-feira, e que leu meu livro no trem enquanto voltava para casa. A ela, mais que meu agradecimento, mostro-lhe minha admiração.</p>
<p align="justify">Depois eu conto mais do lançamento. Agora, tenho que ir à gráfica ver as provas do <a href="http://www.osviralata.com.br/01prosa/01_op2.html" target="_blank">livro da Olivia</a>. Show must go on, sacumé?</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
