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	<title>nadegas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/nadegas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "nadegas"</description>
	<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 21:25:52 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Romance (excerto # 5)]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=290</link>
<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 15:23:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
<guid>http://omarkhayyam2.pt-br.wordpress.com/2008/08/26/romance-excerto-5/</guid>
<description><![CDATA[Não se trata aqui dum excerto, mas de vários, tirados de capítulos diferentes do romance. Em todo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_UEfhPJXHLPM/SLQa10I5NMI/AAAAAAAAAcM/fdBE5L93zOA/s1600-h/ha.03.jpg"><img style="float:right;cursor:pointer;width:266px;height:231px;margin:0 0 10px 10px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UEfhPJXHLPM/SLQa10I5NMI/AAAAAAAAAcM/fdBE5L93zOA/s320/ha.03.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-style:italic;color:#330033;">Não se trata aqui dum excerto, mas de vários, tirados de capítulos diferentes do romance. Em todo o caso, espero que agradem aos meus leitores habituais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Não custou tanto a Teresa percorrer descalça o caminho até ao carro como tinha custado à vinda. Tinha outra questão a preocupá-la: se o facto de ter posto um soutien por baixo da blusa transparente constituía ou não uma desobediência, e em caso afirmativo que punição iria receber. No carro ficou silenciosa: discutir esta questão com Raul seria indigno se não a discutisse primeiro consigo própria. Quando ele lhe tinha estabelecido a regra de nunca usar soutien na sua presença, isto aplicava-se em todos os casos, ou só a quando a roupa era opaca? Em todos os casos, é claro: se assim não fosse, ele tê-lo-ia dito. Decidiu não mencionar a transparência da blusa: isso seria uma mera desculpa e rebaixá-la-ia aos olhos dele e dos seus próprios. O facto que tinha que assumir é que não tinha tido coragem e por isso tinha desobedecido. Isto, sim, podia ser dito, porque era a verdade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Vais-me castigar, meu senhor, não vais?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul, que estava a manobrar para entrar na garagem do prédio, demorou um pouco a responder.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Porque é que achas isso? – perguntou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Pois, porque eu mereço…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Mereces, sem dúvida. Mas diz-me uma coisa: achas que te vou castigar sempre que mereceres?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Pergunta difícil, pensou Teresa. Calou-se para reflectir enquanto saiam do carro e entravam no elevador, e no fim deixou falar a intuição:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Não, meu senhor. Acho que vai haver vezes em que eu vou merecer castigo e tu não mo vais dar. Sei que não és um homem cruel…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">O elevador tinha chegado ao último andar; Teresa interrompeu-se enquanto Raul abria a porta; mas uma vez dentro de casa, e já com os agasalhos despidos, retomou o que tinha a dizer:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Não és um homem cruel, e tenho a certeza que na altura certa és capaz de perdoar uma desobediência… mas esta não é a altura certa, e tu sabes isso tão bem como eu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Foi a vez de Raul ficar sem palavras. Sabia que Teresa estava a falar por intuição, mas nem por isso era menos implacável na sua lucidez. Restava-lhe a ele confiar na sua própria intuição, que o mandava ser igualmente lúcido e igualmente implacável.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Vai tomar um duche – ordenou. – Não te seques. Vem ter comigo toda nua, e ainda molhada. Traz um dos meus chinelos marroquinos. Estarei à tua espera na sala.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Enquanto Teresa se ia preparar, Raul serviu-se dum whisky e começou a beberricá-lo enquanto percorria a sala para trás e para diante, pálido e inquieto. Já tinha aplicado castigos dolorosos a mulheres, sempre a pedido delas ou com o seu consentimento; mas nunca o tinha feito a uma mulher que amasse, e estava agora a descobrir que neste caso o consentimento dela, ou mesmo o seu pedido explícito, não chegavam para que o fizesse de consciência perfeitamente tranquila. Lembrando-se que Teresa ia estar molhada quando viesse, foi ao outro quarto de banho buscar algumas toalhas com que proteger da água um dos sofás de couro. Quando ela se lhe apresentou, deixando um rasto de água no chão atrás de si, trazia, além do chinelo que ia servir para a punir, uma écharpe de seda.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Meu senhor, desculpa, é para me servir de mordaça, se consentires. Tolero tão mal a dor física… não sei se me poderei impedir de gritar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul acenou com a cabeça. Tinha os lábios apertados um contra o outro e notava-se-lhe uma palidez nas narinas e à volta da boca. Teresa aproximou-se dele e encostou-lhe a cara ao peito, sem se importar de o molhar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Não encontrei cordas em parte nenhuma… nem tenho mais écharpes; não me vais poder amarrar, meu querido, mas vou fazer tudo por tudo por não me debater.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul acenou de novo e disse:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Abre a boca. Fizeste bem em arranjar uma mordaça. Trinca bem o pano.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Depois de lhe fazer uma festa na cara, amordaçou-a e ordenou-lhe que se debruçasse sobre o braço esquerdo do sofá, com os pés no chão e o peito e a cara apoiados no assento. Teresa assim fez, e Raul, vendo que o corpo dela começava a secar, passou-lhe a borda da mão pelas costas, empurrando para as nádegas as gotas de água que a salpicavam. Teresa, ajoelhada com o rabo para cima, gemeu um pouco, consciente que o castigo sobre a pele molhada seria mais doloroso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul ainda demorou algum tempo a encontrar a melhor maneira de segurar o chinelo na mão. Depois, sem hesitar, deu o primeiro golpe com toda a força que tinha. Teresa deu um salto e deixou-se cair para o chão, mas logo se levantou e voltou a assumir a posição em que estava. Já tinha esquecido a dor provocada por castigos mais severos, e este parecia-lhe quase insuportável; mas estava decidida a não dar parte de fraca. Raul iniciou então uma série de golpes, num ritmo lento e regular que indicava não estar aqui em questão a obtenção de qualquer espécie de prazer, nem para a sua escrava, nem para si próprio. Durante todo o castigo não houve uma única vez em que Teresa se conseguisse manter quieta entre duas pancadas, mas conseguiu ao menos, com um esforço enorme, manter as nádegas em posição. Quando as lágrimas lhe vieram aos olhos, o que aconteceu logo aos primeiros golpes, virou a cara para as costas do sofá para que Raul as não visse; mas a certa altura não conseguiu mais evitar que os ombros se lhe sacudissem em soluços. O facto de Raul continuar o castigo sem ter estes soluços em consideração provocou nela um quase orgulho, um quase alívio: não seria pelas lágrimas que alguma vez o poderia controlar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Não contou os golpes, nem se deu conta que ele os estivesse a contar. A dor tornou-se a tal ponto uma eternidade que a certa altura Teresa perdeu a expectativa, a esperança, e até o desejo de que ela alguma vez acabasse. Mas acabou: a primeira indicação que teve disto foi sentir a mão de Raul a desatar o nó da mordaça, e depois a mão dele a pegar-lhe no queixo e a virar-lhe o rosto, e depois os lábios dele a beijar-lhe as faces molhadas. Assim que pôde falar, murmurou:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Meu senhor querido, perdoa-me…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul pôs-se muito sério:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Ouve bem, Teresa D’Ávila. Nunca mais me peças perdão depois de eu te ter castigado. Um castigo decidido por mim e dado por mim apaga tudo, nem que seja só uma reguada na palma da mão: depois de terminar não tenho mais nada a perdoar-te.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Teresa, que entretanto se tinha estendido a todo o comprimento do sofá, ergueu-se sobre um cotovelo e ofereceu-lhe a boca para que ele a beijasse.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Eu sei, meu senhor – disse-lhe por fim. – Não te estava a pedir perdão por ter ido de soutien, estava-te a pedir perdão por estar ainda a chorar…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul beijou-lhe de novo os olhos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Isso talvez seja porque este castigo foi um castigo mesmo – sugeriu. – Se tivesse sido para meu prazer ou meu capricho, acho que neste momento estarias já a sentir algum prazer, se é verdade o que me contaste de ti sobre este assunto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Sim, estaria a sentir prazer; mas agora não estou. Estou feliz, o que é diferente; mas prazer, não sinto. Era por isso que te estava a pedir perdão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Se é por isso, estás perdoada – respondeu Raul, rindo. – Quanto ao prazer, vamos já tratar disso. Pelo menos do meu, que é para o que tu serves.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Teresa riu-se também, por entre as lágrimas. Estendeu os braços para o abraçar e disse-lhe ao ouvido:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">− Lá por isso, se sirvo só para o teu prazer, de que é que estás à espera para te servires de mim?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">E foram os dois abraçados para o quarto, onde ele com efeito se serviu dela tão copiosamente que não adormeceram antes das cinco da manhã.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">[ ... ]</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;"><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Nos dias seguintes Manfredi tratou de negócios: não só dos de Teresa, presumiu Raul, mas também dos doutros clientes que pudessem ter interesses no Norte de Portugal. Só no próprio dia da partida teve tempo para aceitar o convite de Raul. Para entrar no quarto dos castigos era necessário subir um degrau: isto, explicou Raul, porque o isolamento sonoro e o revestimento do chão tinham obrigado a levantar o pavimento doze centímetros. Ainda bem que a casa era antiga e o quarto grande, com tecto alto, de outro modo teria ficado minúsculo com a grossura do isolamento. As paredes estavam revestidas a tijolo maciço em cor natural, com um verniz mate.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">– Só tive duas dificuldades – explicou Raul. – A primeira foi desmontar o pavimento irradiante para o instalar depois de novo sobre a camada de isolamento. Isto só o vai tornar mais eficiente, é claro, mas deu uma trabalheira. A outra foi explicar estas colunas – e apontou para duas grossíssimas traves de madeira que se erguiam, separadas uma da outra por pouco mais que um metro, do chão ao tecto – aos homens que cá andaram a trabalhar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:26.95pt;color:#330033;">– Difícil, porquê? – perguntou Manfredi.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">– Tive que as fixar ao chão original e ao tecto original, e isto só podia ser antes das obras. Gastei dezasseis cantoneiras de aço e 96 parafusos de 8x80mm. Quando os homens me perguntaram se eu queria isto para pendurar motores de automóveis, tive que inventar uma coisa qualquer, que ia fixar barras para fazer ginástica… Ficaram a olhar para mim como para um lunático.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:26.95pt;color:#330033;">Manfredi deu uma pequena risada:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">– Pois é, as vicissitudes dum dominante… <em>people have no idea</em>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">[ ... ]</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">O que Raul decidiu, afinal, em relação ao quarto dos castigos, foi construir uma plataforma resistente, assente sobre traves fixas às paredes e às colunas, onde Teresa, de pé, ficasse com as nádegas à altura mais conveniente para a mão dele. Sobre essa plataforma ser-lhe-ia possível fixar dois móveis pesados: num deles, uma espécie de divã abaulado, podia fazer deitar a sua escrava, de barriga para cima, com os quadris e o ventre a um nível meio metro mais alto do que a cabeça e os pés, de modo a poder fustigá-la comodamente no ventre e no peito. As pernas ficariam mais fechadas ou mais abertas conforme as argolas que ele escolhesse para lhe amarrar os tornozelos ou as coxas. A superfície deste móvel seria acolchoada de modo a que Raul não magoasse os joelhos ou os cotovelos quando a possuísse sobre ele. O outro móvel era um banco alto, também acolchoado, onde Teresa se podia debruçar de modo a ficar com o rabo empinado, e do outro lado com a cabeça livre de modo a poder ser possuída pela boca.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Raul, que queria que estes móveis fossem sólidos, bonitos, bem construídos, bem acabados, de madeira nobre e couro da melhor qualidade, não teve outro remédio senão mandá-los fazer em Paços de Ferreira, dizendo que os destinava a uma nova espécie de ginásio. As argolas que serviriam para prender Teresa – anéis metálicos com cinco centímetros de diâmetro e um de grossura, presos à madeira por uma haste em forma de parafuso com seis centímetros de comprimento e sete milímetros de espessura junto à base – teriam que ser de bronze, para que Teresa tivesse a responsabilidade de as manter sempre limpas e brilhantes. Além disso, por razões estéticas de que Raul não prescindia, a parte em forma de anel tinha que ser separada da parte em parafuso por um batente circular com doze ou quinze milímetros de diâmetro. Nas lojas de ferragens e de “faça você mesmo” que Raul visitou não havia nada disto. Foi às lojas de artigos náuticos mais tradicionais de Matosinhos, onde lhe disseram que noutros tempos, talvez, mas que hoje era tudo fibra de vidro e aço cromado. Acabou por ter de mandar fazer o que queria numa oficina de fundição.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Enquanto esperava que as argolas de bronze ficassem prontas, chegaram mais caixotes de Milão: chicotes, vergastas, canas, vibradores, algemas, correntes, cadeados, pénis de borracha ou silicone, cordas macias de seda ou abrasivas de cânhamo, sapatos, sandálias, botas, roupas de couro, de cetim, de seda, opacas, transparentes, soltas, apertadas, para além de uma série de outros objectos que Raul nem sabia para que serviam. Resolveu pendurar alguns em ganchos nas paredes, dispor numa bancada os que pensava utilizar, e comprar um armário com vitrina para expor os restantes. Para as roupas e sapatos, resolveu comprar um armário fechado, que não podia ser grande demais para não atravancar o aposento. Algumas destas roupas teriam que ficar, juntas com as do dia-a-dia, no roupeiro embutido do corredor, junto ao quarto, que tinha ficado reservado para Teresa e já continha algumas peças de roupa que ela tinha deixado ficar nas visitas anteriores.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">[ ... ]</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;color:#330033;">Chegados ao apartamento, Teresa ficou encantada com o quarto dos castigos, embora tanto ela como Raul já tivessem a ideia muito nítida de que aquela decoração e aqueles instrumentos não correspondiam exactamente ao tipo de relação que tinham em mente. O que aquele quarto exprimia era um domínio e uma submissão formais, ritualizados, estilizados, balizados por regras e limites, e muito centrados na punição física; enquanto o que eles pretendiam era algo de muito menos formal e muito mais radical e consequente. Como Teresa disse a Raul, não era tanto um estilo de vida como uma opção de vida.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Para alegria dos cuecas de plantão]]></title>
<link>http://diariodecueca.wordpress.com/?p=32</link>
<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 23:34:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>diariodecueca</dc:creator>
<guid>http://diariodecueca.pt-br.wordpress.com/2008/07/21/para-alegria-dos-cuecas-de-plantao/</guid>
<description><![CDATA[Vejam a que nível a habilidade bundistica das mulheres pode chegar!!!

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam a que nível a habilidade bundistica das mulheres pode chegar!!!</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/63d9PGmh_sk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/63d9PGmh_sk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Excerto # 1 (romance)]]></title>
<link>http://omarkhayyam2.wordpress.com/?p=176</link>
<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 21:18:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Vanderdecken</dc:creator>
<guid>http://omarkhayyam2.pt-br.wordpress.com/2008/07/06/excerto-1-romance/</guid>
<description><![CDATA[Como escrevi abaixo, não vou publicar aqui capítulo a capítulo o meu segundo livro, como publique]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp2.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SHErFaRaKMI/AAAAAAAAAbc/9Z-9eThVOec/s1600-h/295x425.aspx.jpg"><img style="float:right;cursor:pointer;width:207px;height:298px;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp2.blogger.com/_UEfhPJXHLPM/SHErFaRaKMI/AAAAAAAAAbc/9Z-9eThVOec/s400/295x425.aspx.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="color:#996633;">Como escrevi abaixo, não vou publicar aqui capítulo a capítulo o meu segundo livro, como publiquei conto a conto o primeiro. Isto não impede que ofereça aos leitores deste blogue, de vez em quando, um excerto. Este que se segue encontra-se perto do final do segundo capítulo. Espero que gostem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– O que é que leu no livro que o pôs assim a pensar? – perguntou Teresa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– A maneira como homens e mulheres delimitam territórios – respondeu Gustavo. – Repara: isto passa-se em Veneza. Há dois irmãos de meia-idade que regressam do funeral da mãe. São ambos casados. Reúnem-se em casa de um deles, com alguns amigos íntimos, para tomar café e comer bolos. São gente culta, de classe média alta, os homens têm o hábito de ajudar em casa. E contudo quem vai imediatamente para a cozinha são as duas noras da falecida e a neta adolescente. Na sala ficam os homens, o neto do sexo masculino, e as mulheres que não pertencem à família imediata. Fica-se com a sensação que se algum destes entrasse na cozinha, seria expulso como um intruso, e que aquelas mulheres do Venetto, emancipadas e cultas, defenderiam o seu lugar na cozinha com a mesma ferocidade que qualquer camponesa semi-analfabeta da Calábria.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– No fundo somos todas iguais – riu-se Teresa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Posso perguntar-te uma coisa? – disse Gustavo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Teresa pôs-se subitamente séria:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Pode perguntar-me sempre tudo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">A simplicidade desta resposta fez com que Gustavo corasse um pouco, mas prosseguiu:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Porque é que andas sempre descalça?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Não ando sempre descalça. Só um mês por ano, durante as férias. Faço-o para me sentir livre. E para sentir uma continuidade entre o mundo e o meu corpo. Tenho necessidade disso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Foi isso que disseste à chefe de sala, no refeitório?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Disse-lhe que se fosse para não poder andar à vontade, não teria escolhido Porto Colom como destino de férias. Acho que ela compreendeu.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– E o facto de te chamares Teresa de Ávila deve ter ajudado…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Riram-se os dois. A partir deste ponto a conversa prosseguiu com aquelas aparentes banalidades que são na realidade essenciais entre duas pessoas que se começam a conhecer. Se gostam mais do Verão, se do Inverno, se são aventureiros ou conservadores no comer e no beber, se gostam de andar de avião, se fazem exercício, os livros e a música de que gostam, que família têm e que relações têm com ela, o que os encanta e o que os irrita nos outros… Por fim Teresa bocejou, e Gustavo disse que talvez fosse horas de irem dormir.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Desculpe… – disse Teresa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Não peças desculpa – disse Gustavo. – Eu também já tenho um pouco de sono.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Nas noites seguintes, a seguir ao jantar, Gustavo não voltou a fazer-se acompanhar de um livro. Nem voltou a aproximar-se do bar: servir-lhe o whisky tinha-se tornado, por acordo tácito, tarefa de Teresa. A única diferença é que o seu lugar de encontro deixou de ser sempre o átrio do hotel e passou a ser também, por vezes, o terraço junto às piscinas. Quando se encontravam aqui, Teresa sentava-se numa cadeira de plástico ao lado de Gustavo, mas quando era no átrio continuou a sentar-se sempre na carpete. Na terceira noite, quando Gustavo disse que se ia deitar, Teresa anunciou:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Subo consigo.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Porque é que esta honesta simplicidade, que transparecia tantas vezes nas palavras de Teresa, tinha o condão de fazer corar Gustavo? Inclinou-se para ela, beijou-a ao de leve na boca, e respondeu-lhe com igual simplicidade:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Vamos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">No elevador não se abraçaram nem beijaram, mas a proximidade a que a estreiteza do espaço os obrigava fez com que Gustavo sentisse o cheiro a sabonete que vinha do corpo de Teresa, misturado com o odor inconfundível da excitação sexual feminina. Havia ainda outros aromas, provenientes duma sacola que ela, contra o que era hábito, trazia a tiracolo. E que cheiro estaria ela a sentir, provindo dele? A sabonete, sem dúvida; mas será que a excitação dum homem tem cheiro, sobretudo se ainda na fase inicial?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Logo que ficaram sós, Teresa perguntou a Gustavo qual era, habitualmente, a primeira coisa que fazia quando chegava ao quarto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Geralmente vou um bocado para a varanda – respondeu ele, um pouco surpreendido com a pergunta. – Sento-me na cadeira, fumo um charuto e fico a olhar para o mar.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Então faça isso mesmo – respondeu-lhe Teresa. – Faça de conta que eu não estou cá. Não se preocupe, quando voltar para dentro ainda me vai encontrar: não me vou embora sem a sua permissão.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Este era o início mais estranho que Gustavo alguma vez tinha visto par um encontro sexual; mas um certo sentido da novidade e da aventura levou-o a entrar no jogo. Afastou para o lado a cortina que separava o quarto da varanda, abriu a porta de correr, e ia a pegar na caixa dos charutos quando a voz de Teresa o deteve:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Espere. Eu levo-lhe os charutos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Que fazer senão obedecer? Era claro para Gustavo que tudo isto era um jogo, do qual Teresa conhecia as regras e ele não. Saiu para a varanda, sentou-se na cadeira de plástico branco, puxou para mais perto a mesa do mesmo material e esperou. Passado uns segundos apareceu a jovem, trazendo consigo não só a caixa de charutos, mas também o isqueiro e o aparelhinho de desenroscar que ele usava para cortar as pontas. Agachada ao lado dele, Teresa procedeu calmamente a esta operação, acendeu o charuto rodando-o entre os dedos, tirou a primeira baforada e ofereceu-lho. Seria claro para quem a estivesse a ver que não era a primeira vez que ela prestava a alguém este serviço. Depois, sem falar, retirou-se para o quarto, correu a cortina e a porta de vidro, e não voltou a dar mais sinal de si que não fosse algum ruído ocasional e ténue.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Sozinho na varanda, Gustavo esforçou-se por imaginar que estava igualmente sozinho em todo o aposento, e que lá dentro ao pé da cama não se encontrava, à sua espera, uma mulher jovem e atraente, a primeira com quem tinha um encontro íntimo desde havia meses. E de certo modo teve êxito nesta imaginação: durante os quarenta e cinco minutos que um charuto daquele tamanho e consistência demorava a fumar – tempo este que ele precisou de toda a sua auto-disciplina para não encurtar com baforadas nervosas – o pátio sob a varanda foi-se esvaziando de gente, o calor que um dia de sol tinha acumulado nos ladrilhos foi-se dissipando, e a presença silenciosa de Teresa no interior do quarto foi adquirindo quase a imponderabilidade de um sonho.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">E foi um cenário de sonho, aquele com que Gustavo se deparou quando entrou de novo no quarto: a luz eléctrica apagada; velas acesas, perfumadas, dispostas em todos os lugares possíveis e nalguns que ele nunca imaginaria; taças com pétalas de flores; no toucador, na secretária, nas mesinhas de cabeceira, pratinhos minúsculos com tâmaras e amêndoas; e na cama, coberta por um fino lençol que não lhe velava a nudez, os cabelos escuros espalhados sobre o travesseiro, estava Teresa.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Estes preparativos tão elaborados falaram bem alto, como era intencional e óbvio, à sensualidade de Gustavo; mas antes disso, por uma fracção de segundo, falaram-lhe também ao entendimento. E o que lhe murmuraram foi que o que lhe estava a ser proposto era algo mais do que uma aventura de férias: agora competia-lhe a ele, pela maneira como agisse nos segundos e nos minutos seguintes, aceitar ou não esta proposta.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">E foi isto que Gustavo fez: como a cama era baixa, precisou de pôr um joelho no chão para se inclinar sobre Teresa; nesta posição, beijou-lhe cerimoniosamente a testa, os olhos e a boca; em vez de a destapar, ajeitou-lhe o lençol sobre o corpo, como se fosse para lhe desejar boa noite; e por fim, aproximando a boca do ouvido dela, murmurou-lhe:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Teresa, ainda não sei muito bem quem tu és, nem o que és; nem sei muito bem o que é que me estás a dar neste momento, só sei que é alguma coisa de muito importante; mas declaro aqui que seja o que for, aceito. Sejam as consequências quais forem, aceito.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Teresa tirou os braços de sob os lençóis para lhos lançar ao pescoço, e assim se beijaram durante um longo minuto. Então Gustavo levantou-se, entrou na casa de banho para lavar da boca o cheiro do charuto, despiu-se completamente e voltou para junto de Teresa, deitando-se ao lado dela debaixo dos lençóis. Abraçado a ela, sentiu que o sexo se lhe intumescia. Ela também o sentiu, porque comprimiu contra ele o ventre macio.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Teresa…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Estou aqui, Gustavo. Juntinha a si. Pronta para si. O que quer fazer comigo?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Tudo, minha querida. Tudo. E tu? O que queres fazer comigo?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Eu? Não pense nisso. Nunca pense nisso. Eu não tenho importância. Já me deu tudo o que eu queria quando me disse “aceito”… Agora trata-se do que o senhor quiser.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Gustavo, já excitado, sentiu uma excitação diferente e muito mais intensa ao ouvir estas palavras. Não se tratava só de excitação física, porque logo o primeiro contacto com o corpo nu de Teresa lhe tinha provocado uma erecção que quase lhe doía, de tão rija e tão túrgida. Nem só de desejo, porque esse era desde antes quase irresistível; era, sim, uma carga de energia, uma sensação de que tudo era possível agora e sempre. Quase se sentia capaz de flutuar no ar, se quisesse, por pura força de vontade, e a partir do ar penetrar, como um anjo, a carne feminina que se abria abaixo dele para o receber.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Afastou para o lado o lençol que lhes cobria os corpos, e pela primeira vez viu Teresa nua. Já lhe tinha notado, pelo balancear das saias rodadas, a largura das ancas; via agora que esta largura lhe vinha, não de qualquer gordura a mais, mas da estrutura óssea e da musculatura vigorosa. A cinta estreita mas bem musculada, os braços roliços mas firmes, o ar de flexibilidade, suavidade e força que emanava dela toda, tudo isto apontava para o mesmo:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Fazes dança do ventre?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Sim, há alguns anos. Mas não sou profissional, apenas uma amadora razoável. Hei-de dançar para si… Quer?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Gustavo não respondeu. Estranhamente, apesar de toda a sua excitação, não tinha pressa: era como se a energia de que se sentia repassado fosse inesgotável e eterna. Pôs-se a examinar e a sopesar os seios de Teresa, que numa dançarina profissional seriam talvez um pouco grandes demais, mas nela eram perfeitos.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Teresa, docilmente, punha-se a jeito para todos os toques, sem deixar de o acariciar com as mãos ávidas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Agrado-lhe? Quero tanto agradar-lhe…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Gustavo voltou a não responder. Esta pergunta era daquelas a que se responde sempre sim, seja esta resposta verdade ou mentira; e este sim seria uma daquelas respostas em que nenhuma mulher acredita, por verdadeira que seja.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Vira-te de barriga para baixo – ordenou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Teresa obedeceu sem hesitar. Seria intenção dele possuí-la pela abertura de trás? Se fosse, ela ficaria contente por ser assim possuída; mas não, tudo o que ele queria era continuar o exame minucioso a que a estava a sujeitar. As costas, como o resto do corpo, eram as duma dançarina; as nádegas, as duma Vénus Calipígia. Correu-lhe as mãos pela nuca, afastando para os lados o cabelo. Poucas partes do corpo, como a nuca, fazem duma mulher mais mulher. Mesmo nas feias a nuca costuma ser linda; e esta era bela da cabeça aos pés. A carícia que Gustavo lhe fez nas costas foi quase uma massagem; e ela, impedida de retribuir pela posição em que estava, começou a arquear-se e a ronronar como uma gata, toda entregue à mão que a afagava.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Nas nádegas a carícia foi diferente: ora uma passagem leve da mão, ora uma leve palmada para ver como oscilavam e tremiam. Teresa gemeu:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Se o senhor quiser pode bater com mais força…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Gustavo achou suficiente bater apenas com a força necessária para lhe ver a pele enrubescer. Mas à luz quente das velas a mudança de cor mal se notava: noutra ocasião, à luz do dia… Continuou a examiná-la: a parte de trás das coxas, a dobra do joelho, que beijou, os calcanhares redondos e macios: como podia uma mulher que tanto andava descalça ter uns pés assim cuidados? Pedra-pomes diária, sem dúvida, cremes emolientes, pedicura frequente…</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Vira-te outra vez – ordenou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">E quando ela se pôs de novo de barriga para cima:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">– Abre as pernas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Gustavo ainda não sabia que, para Teresa, a ordem seca de abrir as pernas era mais excitante que longos minutos de preliminares e carícias. Procurou-lhe, com o pénis rígido, a abertura do sexo, e encontrou-a suficientemente molhada para se poder enterrar nela logo naquele momento, num movimento súbito. Mas não o fez: decidiu atormentá-la, mesmo que para tal tivesse também que se atormentar a si próprio. Por vezes fazia menção de a penetrar, chegava a entrar nela um pouco, para logo recuar e recomeçar a série infindável de beijos que lhe ia dando na boca, nos seios, na zona lateral do tórax, onde se conhecem as costelas… ou então percorria-lhe lentamente, com a ponta do membro, todo o rego entre o clítoris e a abertura anal, resistindo à tentação de entrar nela sempre que lhe passava entre os lábios vaginais.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Teresa nada ousava pedir, muito menos exigir. O desejo dela, via-o ele bem no modo como escarranchava as coxas e o abraçava com as pernas, tentando puxá-lo para dentro – para logo as fechar um pouco, a uma ordem dele, até ficarem no ângulo que ele queria. Ou na súplica das mãos que lhe palpavam o rosto, como as dum mendigo o de um santo, tentando descortinar uma promessa na posição dos lábios ou do queixo. Ou nos gemidos inarticulados, ou no arquear ansioso do corpo ao encontro do dele.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Penetrou-a por fim até ao fundo, num movimento lento, a que se seguiram outros igualmente lentos em que entrava nela e saía dela completamente. Era isto que ela queria. Era isto que ela não queria. Era este o seu prazer. Era esta a sua tortura. Oh, poder ela ser trespassada de vez, como a santa sua homónima pela lança do anjo, que lhe arrancava as entranhas!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:27pt;font-style:italic;color:#666600;">Mas por fim Gustavo tinha tão pouco poder para se recusar à energia que o impelia como Teresa para a convocar; e o pénis dele tornou-se, sim, em lança de fogo, e trespassou-a, sim, até às entranhas, e fê-la morrer, sim, uma, duas, várias mortes. Gustavo viu-a fechar os olhos, abrir a boca num “O” perfeito, exalar, como quem exala a vida, o prazer último e completo. E quando ele próprio se esgotou nela sentiu ainda, no mais fundo de si, o reservatório inesgotável de virilidade que as palavras dela lhe tinham dado a conhecer.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Italiano preso por fotografar a bunda de 3.000 mulheres]]></title>
<link>http://liverig.wordpress.com/?p=163</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 18:25:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>liverig</dc:creator>
<guid>http://liverig.pt-br.wordpress.com/2008/05/17/italiano-preso-por-fotografar-as-nadegas-de-3000-mulheres/</guid>
<description><![CDATA[As nádegas são as duas partes carnudas e globulares que formam a parte posterior da coxa, ou, part]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>As nádegas são as duas partes carnudas e globulares que formam a parte posterior da coxa, ou, parte dorsal traseira do tronco do corpo humano, e graças à 3.000 nádegas femininas um italiano foi preso !</p>
<p><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://f10.flogs.com.br/2007/01/18/632553.jpg" alt="Popozudas" width="281" height="199" />Esta semana um homem foi preso na Itália, mais precisamente em Veneza, acusado de fotografar as nádegas (os bumbuns ou os popozões) de mais de 3.000 mulheres.</p>
<p>Os policiais suspeitaram do homem, de 38 anos, após o flagrarem seguindo mulheres de minissaia munido de uma bolsa grande.</p>
<p>Um vídeo gravado pela polícia mostrou que assim que elas paravam ou abaixavam o homem tentava posicionar a bolsa logo atrás de suas pernas.</p>
<p>De acordo com os policiais, ele tinha uma câmera escondida e fazia as fotografias a partir de um buraco em um dos lados da bolsa.</p>
<p>Após efetuar a prisão, os agentes encontraram vários DVDs com mais de 3.000 imagens de bumbuns. O homem confessou ter agido ao longo de dois anos na Praça de São Marcos e em suas redondezas.</p>
<p>A polícia não divulgou o nome do acusado, limitando-se a dizer que ele é casado e tem dois filhos. Se condenado, poderá pegar pena de seis meses a quatro anos de prisão.</p>
<p>______________________________________________<br />
Quer ver bunda, fio ?</p>
<p>Toma cuidado que agora você irá ver muitas bundas na prisão hauhhauhauhau... e o pior: nada femininas !</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Peitolas e bunda da Mischa Barton]]></title>
<link>http://iwantmoreporn.wordpress.com/?p=212</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 20:10:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>I Want More Porn</dc:creator>
<guid>http://iwantmoreporn.pt-br.wordpress.com/2008/03/17/peitolas-e-bunda-da-mischa-barton/</guid>
<description><![CDATA[Taí o que você queria ver desde que descobriu a Marissa em The OC: Mischa Barton peladinha. Frente]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Taí o que você queria ver desde que descobriu a Marissa em The OC: Mischa Barton peladinha. Frente e verso. Viva o cinema!</p>
<p><strong><a href="http://www.egotastic.com/video-nsfw?flv2=/0803/mischa-barton-nude-closing-the-ring-01.flv&#38;w=780&#38;h=620&#38;info=Mischa Barton Nude Video from Closing the Ring" target="_blank">Veja a cena</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/03/mischa1.jpg" title="mischa1.jpg"><img src="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/03/mischa1.thumbnail.jpg" alt="mischa1.jpg" /></a><a href="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/03/mischa2.jpg" title="mischa2.jpg"><img src="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/03/mischa2.thumbnail.jpg" alt="mischa2.jpg" /></a></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dança do popozão vira moda na Costa do Marfim]]></title>
<link>http://liverig.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 20:20:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>liverig</dc:creator>
<guid>http://liverig.pt-br.wordpress.com/2008/02/21/danca-do-popozao-vira-moda-na-costa-do-marfim/</guid>
<description><![CDATA[O ministério da Sáude da Costa do Marfim, lançou nota preocupado com a população feminina do pa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O ministério da Sáude da Costa do Marfim, lançou nota preocupado com a população feminina do país, pois as mulheres passaram a buscar produtos ilegais para aumentar o tamanho de suas nádegas (bunda).</p>
<p><img src="http://0c.img.v4.skyrock.com/0c9/marysah/pics/1260914778_small.jpg" alt="Bobaraba dance, gran culo danza, big butt dance, Bobaraba Tanz, Bobaraba dans, большой прикладом танец" align="left" height="400" width="381" />A dança do Popozão  foi criada pelos DJs Mix e Eloh, baseada na música Bobaraba, que significa traseiro grande (popozão) no idioma local dioula.</p>
<p>Para quem não sabe a Costa do marfim é um país da África e o maior produtor mundial de Cacau.</p>
<p>Enquanto a dança, que consiste em mexer o popozão, se espalha pelas casas noturnas do país, no mercado de Adjame, ao norte da capital Abidjan, estão sendo vendidos produtos que prometem "aumentar o traseiro".</p>
<p>"Você precisa injetar este líquido no seu traseiro uma vez por dia", afirma uma comerciante marfinense ao jornal da BBC, mostrando um frasco com um líquido colorido rotulado como Vitamina B12.</p>
<p>Cada frasco custa US$ 2 (R$ 3,40).  O rótulo afirma que o produto foi fabricado na China.</p>
<p>Com a mesma quantia em dinheiro também é possível comprar um tubo de creme. Não há receita médica ou uma lista mostrando os ingredientes do produto, apenas as palavras "Traseiro grande e seios grandes", e duas figuras ilustrativas.</p>
<p>"Este medicamento pode ser perigoso à saúde, pois não sabemos quais são os ingredientes. Está sendo usado sem receita médica. O Ministério da Saúde não autorizou [os produtos], e os médicos não sabem do que se trata. Então o risco existe", disse o ginecologista Marcel Sissoko.</p>
<p>No Centro de Informações de Micronutrientes da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos, a médica Victória Drake afirma que não conhece provas científicas de que a vitamina B12 possa ser usada para tratar qualquer outra coisa que não seja a deficiência de vitamina B12.</p>
<p><b>Homenagem</b></p>
<p>Até mesmo os jogadores da seleção da Costa do Marfim podem ser vistos em campo, quando comemoram gols, fazendo a dança bobaraba.</p>
<p>No entanto, um dos criadores da música, o DJ Mix, afirma que a música e a dança foram criadas como uma homenagem às mulheres.</p>
<p>"Fizemos como um tributo às mulheres, pois as mulheres africanas são definidas pela forma de seus traseiros", disse o DJ.</p>
<p>"Algumas mulheres hoje em dia, que têm traseiros grandes, ficam envergonhadas, então estamos falando para que elas não se envergonhem, fiquem à vontade", disse Kady Meite, uma das dançarinas que se apresentam com o DJ.</p>
<p>O próprio DJ Mix reconhece que sua música lançou moda na Costa do Marfim, mas afirma que não incentiva nenhum tipo de tratamento.</p>
<p>"Se uma mulher quer dançar e quer fazer um ou dois tratamentos, não há problema. Mas não falamos para as garotas que elas precisam fazer o tratamento para aumentar o traseiro", disse.</p>
<p>E a maioria das mulheres entrevistadas nas ruas de Abidjan afirmou que preferem evitar os tratamentos para aumentar o traseiro.</p>
<p>"Prefiro ser natural, porque dessa forma todos conhecem seu valor verdadeiro. É melhor não usar estes remédios. Não é bom, na verdade é muito perigoso", disse uma delas.</p>
<p>_______________________________<br />
Hoje eu estava nervoso, mas pesquisando sobre a bobaraba fiquei mais contente :-D<br />
Ahh, como é bom ver coisa boa !<br />
Hahaha, mas convenhamos que aqui no Brasil há também muitas popozudas 'falsificadas', pois injetam silicone, vitaminas, botox e sei lá eu !<br />
O problema é que podem surgir problemas: quando o silicone vaza, ou quando ocorre uma infecção na cirurgia.</p>
<p>Mulherada, cuidem-se !<br />
Prefirimos uma mulher normal saudável que uma mulher gostosona toda doente  !</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Que bunda, hermana!]]></title>
<link>http://iwantmoreporn.wordpress.com/?p=123</link>
<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 14:52:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>I Want More Porn</dc:creator>
<guid>http://iwantmoreporn.pt-br.wordpress.com/2008/02/19/que-bunda-hermana/</guid>
<description><![CDATA[Foto tirada pelo correspondente do I Want More Porn no mês de agosto, em pleno inverno de Buenos Ai]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/02/raboargentino.jpg" title="raboargentino.jpg"></a>Foto tirada pelo correspondente do <strong>I Want More Porn</strong> no mês de agosto, em pleno inverno de Buenos Aires. Mas a moça aí parece não se importar muito, carregando estas cores verde-e-amarela que tanto nos orgulham para promover uma empresa de seguros.</p>
<p><a href="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/02/raboargentino.jpg" title="raboargentino.jpg"><img src="http://iwantmoreporn.wordpress.com/files/2008/02/raboargentino.jpg" alt="raboargentino.jpg" /></a></p>
<p>Ahhh, Argentina!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sabonete líquido]]></title>
<link>http://sobremulheresehomens.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 11:44:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Aprendiz de Feiticeiro</dc:creator>
<guid>http://sobremulheresehomens.pt-br.wordpress.com/2008/02/13/sabonete-liquido/</guid>
<description><![CDATA[Nádegas é importantíssimo. Grave, porém, é o problema das saboneteiras. Uma mulher sem sabonete]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nádegas é importantíssimo. Grave, porém, é o problema das saboneteiras. Uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes.</p>
<h4></h4>
<p><span class="aut"><a target="_blank" href="http://www.pensador.info/frase/Njg1/nadegas_e_importantissimo._rio_sem_pontes./"><strong>Vinícius de Moraes</strong></a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Onde fica o cérebro da loura?]]></title>
<link>http://revistaonline.wordpress.com/2007/11/16/onde-fica-o-cerebro-da-loura/</link>
<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 13:11:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Revista Online ;-)</dc:creator>
<guid>http://revistaonline.pt-br.wordpress.com/2007/11/16/onde-fica-o-cerebro-da-loura/</guid>
<description><![CDATA[
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:180%;color:#ff9900;font-family:verdana;"><strong><font size="5"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_jCEM3b47XZg/RzxUtejBogI/AAAAAAAAK0k/cEavV7ynHtQ/s400/4.jpg" style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" /></font></strong></span></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
