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	<title>na-companhia-de-homens &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/na-companhia-de-homens/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "na-companhia-de-homens"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 16:50:33 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Na Companhia de Homens]]></title>
<link>http://globalaio.wordpress.com/?p=80</link>
<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 19:21:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreaha San</dc:creator>
<guid>http://globalaio.pt-br.wordpress.com/2008/06/08/na-companhia-de-homens/</guid>
<description><![CDATA[‘Na Companhia de Homens’ é um filme que me impressionou. A grosso modo ele fala de manipulaçã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">‘Na Companhia de Homens’ é um filme que me impressionou. A grosso modo ele fala de manipulação, mas vai muito mais longe. Trata-se de um filme aparentemente despretensioso, mas que surpreende pela enorme categoria com a qual tira partido de uma construção narrativa impecavelmente bem elaborada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Planos e roteiro muito bem arquitetados, diálogos inteligentes, cenas produzidas sob medida, sem o menor desperdício. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">A opção pelo preto e branco que impregna as cenas de rigor estético – ao invés de limitar, surpreendentemente empresta certa atemporalidade à composição. Show!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">A trama é engraçada, dramática e sarcasticamente instigante. Vou desenvolver o raciocínio sobre a narrativa, mas não vou dar ‘o pulo do gato’ da trama por que não quero ser estraga prazer. O filme merece ser degustado sem maiores interferência. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Dois colegas de trabalho, chutados por suas respectivas companheiras, resolvem se vingar das mulheres orientando todo o ódio que nutrem por elas focando em uma mulher frágil e ainda por cima surda. Uma jovem que possui recalques face a própria deficiência, torna-se a vítima perfeita pela qual esperavam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">É verdade que eu cheguei a duvidar quando o bonitão do filme revelou ao amigo e colega de trabalho que sua companheira de mais de 4 anos o havia largado. Cá entre nós, naquele princípio de filme e poucas referências no ar, querendo ou não as aparências tem o seu momento chave resguardado de maiores(ou menores) conotações. E aquele era o tipo de homem que terminaria com as convicções de qualquer solteira convicta. Mas no que o filme vai se desenvolvendo, você vai percebendo um ‘babaca profissional’ em forma de Apolo. Nem tudo é perfeito. A escolha do ator sim, foi – deliciosamente – magistral. Ele encarna um sujeito que aos poucos vai se revelando especulativo e manipulador, embora transmita desde as primeiras cenas ser alguém seguro de si. O que obviamente não significa equilibrado, mas de relance pode ser compreendido como tal.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O outro sujeito, seu amigo de vingança, torna-se chefe de equipe, o que inclui comandar o Apolo-babaca (desculpem, mas a quem interessar nomes de atores, o Google pode dar conta do serviço, o nosso negócio aqui são impressões sensíveis acerca da narrativa e construção audiovisual). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O chefe é um cara sem sal, perguntem a qualquer mulher e não darão mais que isso. Mas também um ator muito bem orientado pelo perfil de seu personagem, desempenhando seu papel com dignidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Ao iniciarem, em paralelo, as investidas sobre a jovem deficiente, o Apolo leva larga vantagem, como qualquer pessoa poderia presumir sem qualquer presunção, era possibilidade certa. Mas o chefinho sem sal também sai com a moça. Não tarda para que descubramos que há muito ela não tem relações com homens – como o Apolo havia vislumbrado ser o tipo de mulher ideal para que o plano fosse realmente fatal à vítima escolhida. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Ao perceber que o chefinho sem sal estava se interessando verdadeiramente por ela, a moça que já mantinha relações íntimas com Apolo, revela ao chefinho que há muito não se sentia desejada pelos homens e que portanto ultrapassara os limites da conveniência ao aceitar sair com dois ao mesmo tempo. Ela então resolve dispensá-lo, mas ele não se contém e resolve dar pra trás no jogo arquitetado com o Apolo, revelando à moça toda a armação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Seguindo a lógica do Apolo, eles deixariam a vítima se apegar para depois abandoná-la sumariamente a própria infelicidade. Assim estariam vingados de suas respectivas ex-mulheres, ou melhor: vacas, como mencionara repetidas vezes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Além de babaca o Apolo é realmente personagem múltiplo, ele revela toda a sua dualidade ao manipular um de seus subordinados instigando-o a abaixar as calças demonstrando, literalmente ter culhões para integrar a empresa. Embora a atitude revele o lado negro do ‘bonitão profissional’, muito antes de descobrirmos que Apolo manipulara até mesmo seu </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">velho colega de trabalho, a cena é mais um indício de que Apolo tem profundos complexos. Informação muito bem plantada com o auxílio de cortinas que restringem a visão do ambiente e criam um clima de maior intimidade e intimidação<span> </span>entre o patrão e o subordinado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Mas o pior<span> </span>ainda estava por vir e desabou sobre o chefe sem sal e a jovem surda, quando este se viu apaixonado pelo alvo da vingança enquanto a percebia literalmente ‘de quatro’ por seu amigo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Daí em diante desandou tudo num enredo de carências mútuas em manipulações sem quaisquer pudores, orquestradas pela<span> </span>ambição desmedida de Apolo por ascenção no trabalho. Apesar de Apolo ter conquistado o posto de seu colega tornando-se o chefe da vez, seu sorriso e indiferença as carícias da companheira mais remetem à insanidade de sua solidão interior do que ao triunfo profissional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Por outro lado a cena final é maravilhosa. O ex-chefe sem sal, desesperado pela traição sofrida, vai ao encontro da surda e não consegue se comunicar com ela apesar dos berros em pleno ambiente de trabalho. A surda, sabiamente opta por desviar o olhar da situação – tirando partido de sua deficiência como auto-defesa, e fim de história. Magistral! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">O filme é de Neil LaBute e coleciona inúmeros prêmios, como o melhor filme do Sundance Film Festival de 1997. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span lang="PT-BR">Uma pérola para quem gosta de tramas bem construídas e desenvolvidas com inteligência e grande poder de persuadir até o mais rigoroso dos expectadores.</span></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O homem animal]]></title>
<link>http://pitadadesal.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 04:49:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>umapitadadesal</dc:creator>
<guid>http://pitadadesal.pt-br.wordpress.com/2008/03/23/o-homem-animal/</guid>
<description><![CDATA[Hoje vi dois filmes: La Luna e Na companhia de homens. Os dois falam de assuntos completamente difer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vi dois filmes: La Luna e Na companhia de homens. Os dois falam de assuntos completamente diferentes, mas no fundo tratam da mesma coisa. O lado animal do homem, aquele que gosta de fazer o outro sofrer e ao mesmo tempo sente um prazer estranho ao se fazer sofrer. La Luna mostra as relações familiares com sentimento de proteção exacerbada, até onde uma mãe iria para salvar seu filho e suas várias facetas. Uma mulher realmente ama seu filho? A condição de ser responsável por alguém desperta só qualidades? E a liberdade perdida?  O amor, dito tão bondoso, não nos levaria à exclusão, ao egoísmo? E essas reações não nos levariam à raiva? E outros sentimentos tão baixos, mas impróprios de uma mãe "socialmente" mãe.</p>
<p>A civilização, para ser mantida, necessita regras, para continuar com todo o discurso de democracia e igualdade que a razão nos convencionou. O problema é que humanos não são feitos só de razão. E aí vem a palavra mais hipócrita do mundo: humanidade. Humanidade é o belo.  São as boas maneiras covertidas em uma forma de viver. As regras não deixariam a parte animal do homem sentindo-se preso? E como extrapolar isso?</p>
<p>Na companhia de homens trata sobre dois amigos que estão desiludos no amor e querem se vingar em alguém. Em alguma mulher, não importa qual. Assim, fazem uma competição para conquistar uma surda-muda. E a pergunta final é: Como você se sente machucando de verdade alguém? É fácil notar a fascinação pela dor que o ser humano sente: Jackass. No limite. E tantos outros programas que aniquilam com qualquer senso a frase batida "amor à vida". Ou o caso de maldade dentro da pessoa, como a empresária Silvia Calebrisi Lima, que adotou ilegalmente uma menina de 12 anos a qual torturava em troca de serviços domésticos. Através desse tipo de caso, eu me pergunto: Existe realmente uma humanidade?</p>
<p>Às vezes parece que o mundo acorda pra algumas causas como nos anos 60 com o amor e a paz. Hoje, com a sustentabilidade. Mas não seria só uma forma de querer se enganar?  Como se quiséssemos buscar algo de bom que na verdade não existe. Afinal, continuamos a odiar. Continuamos com guerra. E continuaremos a usar sacola plástica.</p>
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