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	<title>mrs-dalloway-virginia-woolf &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "mrs-dalloway-virginia-woolf"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 23:03:11 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[As Horas (The Hours)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=332</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 12:59:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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&#8220;A fantasia, em todas as suas formas, só tem utilidade se servir como uma reflexão do que p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/thehours03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-340" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/thehours03.jpg" alt="" width="400" height="454" /></a></p>
<p><span style="color:#990000;">"<strong><em>A fantasia, em todas as suas formas, só tem utilidade se servir como uma reflexão do que pode ser construído para o futuro.</em></strong>" (Kurt Vonnegut)</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Muito embora o filme traga três personagens femininas, é do lado feminino de ser que cada um de nós temos, homens e mulheres, que ele mostra. E esse olhar feminino vem pelo poeta, justamente por um personagem masculino. Um jeito romântico de ser e de olhar o mundo. Lindo!</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Aí ficam perguntas... Tudo tem que ser tão certinho? Tudo tem que sempre ser encarado dentro da normalidade, daquilo que já está pré-estabelecido? A mola do mundo também é movimenta por algo fora dos padrões, fora do convencional. Sempre teremos tempo de subverter a engrenagem. Ou não, pois o tempo não para. As horas voam... Onde estaria, melhor, onde ficaria o sonho, o desejo, a vontade em traçar seu próprio destino? Pois, levar uma vida dupla, onde a real é por pura obrigação, onde a de sonhos é escapismos, há de chegar uma hora que não aguentará mais. E ai...</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Não li o livro do qual o filme foi baseado. Como também ainda não li o livro de Virgínia Woolf, "Mrs. Dalloway" que faz parte do filme. Esse me motivou a mais em ler. Então, focarei o filme. E sem entrar muito na patologia da escritora, por não ser a minha praia. O filme mostra um dia ímpar na vida de algumas pessoas. Com ela, escrevendo os esboços de mais um livro. Que viria a ser seu último trabalho. Como também, anos depois (Em 1951 e em 2001; nos EUA.), vidas alteradas em alguns dos leitores desse mesmo livro. Um dia que ficará marcado para sempre.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">O que me cativou de pronto foi o lance <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/hours4.jpg">dela ficar buscando uma frase</a> para então iniciar o texto. Sem nenhuma pretensão nessa comparação, lhes digo que eu era assim. Para qualquer texto que escrevia, mesmo para uma redação na escola, buscava por uma frase para iniciar. Após encontrá-la, o texto fluía naturalmente.</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/nicole-kidman.jpg">Nicole Kidman</a> faz a Virgínia Woolf. Confesso a vocês que não a reconheci de imediato. Só fui mesmo notar quando outra pessoa comentou. Parabéns pela performance e pelo visual!</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Virgínia, após encontrar a frase... Ótima por sinal! Eu adoro flores! ...pensa no rumo que dará aos personagens. Sua intenção inicial era matar a protagonista. Sua inquietude também por conta de sua doença a faz parar por algumas horas e olhar o mundinho que a cerca. De onde se deprime por saber que está presa ao seu problema. Gostaria que mais do que drogarem-na, que os médicos encontrassem uma solução. Durante esse correr do dia... Constata que sua casa funciona sem ela, pois as criadas tomam as decisões que deveriam vir dela. Talvez, numa de punir, faz a empregada ir comprar gengibre em Londres.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Depois, com a visita da irmã com os filhos, capta mais coisas. Visita essa que por terem chegado antes da hora, irrita o marido (Stephen Dillane). A <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/thehours05.jpg">irmã</a> (Miranda Richardson) lhe diz que é uma privilegiada, por poder viver duas vidas: a real e a dos livros. Mas Virgínia queria mesmo viver outra vida. Até da irmã, já seria bem-vinda. E por conta de um <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/the-hours06.jpg">cerimonial junto com a sobrinha</a> para um pássaro à beira da morte... reflete mais agora também sobre a sua vida real.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Uma das passagens mais tocante é <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/thehours04.jpg">dela com o marido</a> na estação de trem. (Algo sadio em qualquer relacionamento: o de discutir a relação.) O que cada um falou para o outro. Mas que deixou uma pergunta: Será que ambos ouviram o que o outro dizia de fato? Claro, que eles tentaram. (Atualmente, eu diria que num caso semelhante, precisariam da ajuda de um profissional.). Mas diante do quadro clínico dela e por Leonard ser meio avesso às mudanças repentinas, não houve o acesso até ela. Mesmo havendo amor entre eles, um não conseguia satisfazer o outro. Numa parte, quando ela diz estar entediada ali naquele lugar, ele lhe diz que ela sentia o mesmo na agitação da capital. Ele bem que tentou dentro do limite dele, do jeito dele, fez o que julgava estar certo e por amor a ela. Mais uma vez estava disposto a mudar a si próprio por ela. Mas não era isso que ela queria. Virgínia queria não apenas libertar-se, como também não manter ninguém preso a si. E eles não se entenderam.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">As outras duas histórias, mesmo passadas em anos diferentes, irão se unir de fato nesse único dia. Não, não se trata de nenhuma viagem do tempo, vendo o filme irão entender melhor. Por hora, vou tentar contar sem estragar a surpresa de quem ainda não viu esse filme.</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/julianne-moore.jpg">Laura Brown</a> (Julianne Moore) leva a vida de uma dona de casa padrão. Casada. Mãe de um menino e encontra-se grávida de outro. No dia do aniversário do seu marido, Dan (John C. Reilly), algo acontece que a faz mudar radicalmente a sua vida. Pontua essa decisão não apenas a história do livro, mas a conversa com a amiga Kitty (Toni Collette). Essa, por estar na iminência de não mais poder gerar um filho considera a amiga uma privilegiada. Mas essa não é a vida que ela queria levar. Laura queria libertar-se. Mas como sair daquela engrenagem? O que seria do seu <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/the-hours08.jpg">garotinho</a>? Certo ou errado, Laura segiu com a sua decisão.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Passados mais alguns anos... Conhecemos <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/meryl-streep.jpg">Clarissa Vaughan</a> (Meryl Streep) que como na manhã da história do livro, sai para comprar flores. Também irá dar uma festa. Seu grande e inestimável amigo <a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/ed-harris.jpg">Richard</a> (Ed Harris) ganharam um prêmio. Prêmio esse que o colocava na lista dos grandes poetas. Mas que para ele, viera mesmo por ele se declarar aidético. Ela já incorporou em seu dia-a-dia ir cuidar dele. O que o deprime. Tal qual Virgínia com o marido, ele também se desgosta em precisar desses cuidados. A ama demais para mantê-la presa a ele. Ela tem uma filha (Claire Daines), ela tem Sally (Allison Janney). Tem a sua própria vida.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Assim, ao final de um único dia... após fazerem um mergulho profundo dentro de si mesmo... após reverem seus fantasmas, ou seriam seus piores pesadelos? Dormem o sono dos justos. Para alguns, um novo amanhecer surgirar. E por conta disso, mesmo sendo um clichezão, repito: Enquanto há vida, há esperança. Eu fico triste quando vejo um final com o fim de certos personagens. Triste, mas respeitando a decisão.</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Esse entrou para a minha lista de que vale a pena rever, sempre! Filmaço! Nota máxima!</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Por: Valéria Miguez.</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><strong>As Horas (The Hours)</strong>. 2002. EUA. Direção: Stephen Daldry. Elenco: Nicole Kdman, Meryl Streep, Julianne Moore, Ed Harris, John C. Relly, Claire Danes, Toni Collette, Miranda Richardson, Jeff Daniels, Stephen Dillane. Gênero: Drama. Duração: 114 minutos. Baseado no livro de Michael Cunningham.</span></p>
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