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	<title>mistureba-generalizada-de-todas-as-coisas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/mistureba-generalizada-de-todas-as-coisas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "mistureba-generalizada-de-todas-as-coisas"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 23:05:43 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Amor]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=111</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 14:45:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Estava eu discutindo as aventuras &amp; desventuras, encontro &amp; desencontros, felicidades &amp; ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Estava eu discutindo as aventuras &#38; desventuras, encontro &#38; desencontros, felicidades &#38; infelicidades que permeiam nossa vida amorosa com um colega, <a href="http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?origin=is&#38;uid=18157526283025894636">Lucas</a>, enquanto apreciávamos um doce feito de açaí, e logo ele começou a viajar e ter idéias sobre o quão próximo está o amor do doce de açaí. Pegamos a idéia, demos uma melhorada, acrescentei o meu jeito de escrever, e restou um texto que nada tem a ver com essa cabala, mas que o Lucas queria ver aqui.</p>
<p>Bom, já que querem, lá vai.</p>
<p><strong>O amor é como um açaí</strong></p>
<p>Quem já comeu a divina pasta feita de açaí, quem já recebeu ela em casa me seu potinho de isopor contendo o delicioso doce, gelado, perfeito, sabe qual é a<br />
alegria de dar a primeira colherada, quando ainda nem se misturou complementos no doce (como banana ou cereais, ou mel, etc.). O amor é assim: quando<br />
mal conhecemos nosso parceiro, quando damos nosso primeiro beijo, sem "complementos", inocentemente, eis a parte mais fantasticamente fantástica da coisa.</p>
<p>Com toda a certeza as próximas colheradas no doce, agora com nossos complementos, serão sem igual, deliciosas: novas coisas são descobertas, como quando,<br />
num relacionamento, nós descobrimos novos pequenos prazeres na mente e corpo alheios, numa profusão orgástica de delícias.</p>
<p>O tempo que se demora para comer o açaí também deve ser levado em conta. Quando se come muito rapidamente, o doce perde a "magia", bem como o amor que<br />
acaba rápido demais torna-se sem graça, sem suspense. Comendo-se o divino doce muito devagar, ele derrete, torna-se monótono, aguado, bem como o amor<br />
que não evolui num ritmo mediano se dilui em imaginações de coisas que nunca virão a ser feitas.</p>
<p>Saber apreciar o amor como se aprecia a gelada pasta feita de açaí, eis o segredo que todo o Homem Iluminado aprende. O açaí, invariavelmente, acaba por<br />
tornar-se aguado, uma hora ou outra, no fim, quando se dá a última raspada no recipiente, em busca de esperanças adocicadas, da felicidade das adiposidades<br />
da carne. A última colherada sempre será dada em algum momento, bem como o amor sempre acaba (ou, como diria o Renato Russo, "o pra sempre sempre acaba"), e saber viver o tempo entre o início e o fim com primazia é coisa de Homens Santos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[1001 Gatos de Cheshire]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=108</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 21:09:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=108</guid>
<description><![CDATA[Após algum trabalho do rev. Ibrahim Cesar, o fórum discordiano 1001 Gatos de Cheshire voltou. Eu s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Após algum trabalho do <a href="http://1001gatos.org">rev. Ibrahim Cesar</a>, o fórum discordiano 1001 Gatos de Cheshire voltou. Eu sou o administrador da criança, e com meus modos fascistas vou punir a todos que fizerem coisa errada. Anyway, é um lugar para vocês se divertirem.</p>
<p>Agradeço, em nome da sociedade discordiana, o rev. Ibrahim Cesar pelo tempo que dispendeu para que o fórum voltasse, bem como o espaço que estamos usando de sua conta em seu serviço de hospedagem.</p>
<p>Também faço um apelo para que todos os reverendos e papas e freaks divulguem o fórum. Ele tem que valer o esforço que custou.</p>
<p>Acessem: <a href="http://1001gatos.org/cheshire">1001 Gatos de Cheshire</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Impressões sobre Easy Rider]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=102</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 14:37:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=102</guid>
<description><![CDATA[Muito bom, mas quando acaba você quer mandar os cowboys atrasados tomarem todos, sem exceção, no ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom, mas quando acaba você quer mandar os cowboys atrasados tomarem todos, sem exceção, no cu.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bíblia Sagrada]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=97</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 17:16:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=97</guid>
<description><![CDATA[

ao som da trilha sonora de Magnolia
O Rev. Ibrahim Cesar nos disponibilizou um trabalho de enorme ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="entry">
<div class="snap_preview">
<p><strong>ao som da trilha sonora de Magnolia</strong></p>
<p>O <a href="http://1001gatos.org/">Rev. Ibrahim Cesar</a> nos disponibilizou um trabalho de enorme importância, e por isso estou dividino isso com vocês. Também pediu ajuda para que o link aparecesse mais evidentemente no Google, e atendi ao pedido. Ele preparou uma versão <strong>revisada</strong> da Bíblia, onde, segundo ele, como consta na capa da versão, foram retirados…</p>
<blockquote><p><em>…versos descrevendo ou defendendo suicídio, incesto, bestialidade, sadomasoquismo, atividades sexuais em contextos violentos, assassinatos, violência mórbida, uso de drogas ou álcool, homossexualismo, voyeurismo, vingança, corrupção de autoridades, crimes, violação de direitos humanos e atrocidades. Erros históricos, contradições também foram eliminados. Partes copiadas ou adaptadas de outras mitologias foram igualmente retiradas após processos por violação de direito autoral.</em></p></blockquote>
<p><a href="http://1001gatos.org/biblia-sagrada/">Cliquem neste link</a> para verem a postagem original, e para fazer <strong>download</strong>, <a href="http://1001gatos.org/download-manager.php?id=31">cliquem nesse</a>.</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ubuntu]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=94</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 07:00:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=94</guid>
<description><![CDATA[ao som do álbum LIE: the Love and Terror Cult, do Charles Manson (sim, o próprio)

Já há algum t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum LIE: the Love and Terror Cult, do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Manson">Charles Manson</a> (sim, o próprio)<br />
</strong></p>
<p>Já há algum tempo eu uso o sistema operacional <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_(distribui%C3%A7%C3%A3o_de_Linux)">Ubuntu Linux</a>, porém foi só agora que resolvi escrever minhas impressões sobre o sistema. A comunidade discordiana, no geral, utiliza bastante o Linux, e o Ubuntu em especial é muito bem suportado e conhecido.</p>
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>O Ubuntu é uma distribuição do Linux suportado por uma empresa chamada Canonical, de onde a maioria das modificações, atualizações e etc. para o sistema saem. Tem um valor muito grande pelo mundo, já sendo usada em diversas escolas, universidades, empresas, e por aí vai.</p>
<p>Por ter o código aberto, o Ubuntu evolui rapidamente, tendo umas duas versões novas por ano. Isso permite que diversos problemas sejam solucionados, novas funcionalidades adicionadas, modificações feitas com uma velocidade muito superior à dos softwares proprietários, que possuem o código-fonte protegido sob a fortaleza coorporativa que é dono dele.</p>
<p><strong>Coisas boas</strong></p>
<p>O Ubuntu é bastante amigável, desde o começo. A primeira vez que rodei o Live CD do Ubuntu 7.10 no meu notebook (um Toshiba Satellite A135-S4637), ele identificou que o fabricante de minha bateria havia feito <em>recall</em> dela, e que eu poderia estar em risco (e ainda estou, já que não fui atrás do <em>recall</em>), algo que o Windows Vista nunca havia feito.</p>
<p>Além disso, é visualmente bonito e leve, e ainda assim possui muito mais recursos gráficos que o ambiente gráfico do Windows, por exemplo. A instalação é extremamente simples, e faz tudo para você. Criei uma partição para o Ubuntu sem problemas e sem a necessidade de formatar o HD (já notaram que HD lembra um emoction?).</p>
<p>Após instalado, as atualizações foram feitas, programas eu baixei com uma rapidez fantástica e facilidade idem. Na internet existe a solução para quase todos os problemas que possam surgir, e, acredite, eles VÃO surgir. Num certo sentido, isso é bom, pois você acaba se acostumando com os comandos no Terminal, que é o modo não-gráfico de dar comandos e fazer coisas no Ubuntu (estou tentando dar uma explicação para os bem leigos, de modo que ela não corresponde <em>inteiramente</em> à realidade).</p>
<p>O sistema também é bastante seguro. Para instalar pacotes (que podem ser desde programas até as atualizações, ou ainda funcionalidades à parte) o sistema pede a senha do administrador. Para modificar arquivos do sistema também, e isso só pode ser feito a partir do Terminal. Como um <a href="http://1001gatos.org">amigo blogueiro</a> disse, é um sistema operacional contra idiotas.</p>
<p>Tudo acontece muito rapidamente no Ubuntu. Os programas abrem rapidamente, as atualizações são instaladas rapidamente, os programas, as configurações. Em pouco mais de duas horas você está usando o Ubuntu como se sempre houvesse usado ele na vida. A maioria dos atalhos são parecidos com os do Windows (talvez o motivo seja que os atalhos do Windows tenham sido copiados de algum lugar, que por sua vez foram copiados de outro, e por aí vai), e tudo é costumizável. Praticamente tudo, mas principalmente aquilo que se refere ao visual.</p>
<p><strong>O ruim</strong></p>
<p>Como eu disse mais acima, os problemas VÃO surgir. Porém, a maioria deles é resolvido em pouquíssimo tempo - basta fazer umas consultas no <a href="http://ubuntuforum-br.org/">fórum brasileiro</a>, no <a href="http://www.google.com.br">Google</a>, ou, mais raramente, no <a href="http://ubuntuforums.org">fórum gringo</a>. Porém, infelizmente, existem problemas que parece que só são resolvidos com atualizações ou novas versões do sistema.</p>
<p>A maioria desses problemas que ficam por muito tempo insolúveis é de hardware. Vou citar alguns exemplos meus. A primeira versão do Ubuntu que instalei foi a 7.10, e nela a placa de rede wireless não funcionava de jeito algum. Quando atualizei para a nova versão, a placa foi reconhecida instantaneamente, por meio dos "drivers restritos", drivers proprietários que o Ubuntu usa por falta de drivers de código-fonte aberto.</p>
<p>Porém eu ainda tenho problemas. Sempre tive esses problemas, aliás. Com o som e o vídeo. A minha placa de som foi indevidamente reconhecida, pois não reconhece quando eu plugo o <em>headphone</em> na entrada frontal - o som continua a sair pelas caixas de som, e o fone fica mudo. Outras pessoas reclamam que o som sai pelo fone E pelos alto-falantes, o que também é irritante.</p>
<p>Algumas vezes, quando vou tocar algum filme, o tocador simplesmente trava, por algum motivo macabro. Outras, o vídeo dá alguns problemas, e tenho que reiniciar o notebook. Outras, e mais freqüentes, tudo corre bem.</p>
<p>Mas o grande problema, que muita gente tem, é o <em>flash</em>. Vídeos do YouTube, por exemplo, rodam de um jeito muito estranho (algumas vezes acelerado), e o som inexiste. E procurei em muitos lugares como arrumar, tentei diversas coisas, e nada funcionou.</p>
<p>Também sinto falta de algum programa similar ao Photoshop. Muita gente fala bem do GIMP, mas eu achei ele, particularmente, horrível, principalmente no que se refere à tipografia. Também é difícil aprender a usar um software novo, ainda mais quando este é mais limitado que o antigo.</p>
<p>Ou seja, os problemas do Ubuntu, em sua maioria, e pelo menos comigo, são relacionados à reprodução de vídeo e áudio, conteúdo multimídia, resumidamente, e algumas incompatibilidades de hardware não tão difícieis de resolver. Nada que vá me fazer parar de usar o Ubuntu, mas coisas que ainda me fazem manter o Windows lado a lado do Linux.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>O Ubuntu, e as várias distribuições do Linux, em geral, ainda exigem do usuário que quer manter sua máquina rodando tudo perfeitamente alguma malícia, jeito para a pesquisa, certa paciência e algum conhecimento de informática.</p>
<p>Por possuir uma estabilidade absurda, recomendo o Ubuntu para aqueles que trabalham bastante com o computador; mas se você faz do seu computador um centro de entretenimento, ou seja, assiste filmes, usa-o para tocar música para a casa toda, e joga, recomendo no mínimo um <em>dual-boot</em> - o que significa "mantenha o Windows por enquanto".</p>
<p>Por enquanto.</p>
<p><a href="http://flickr.com/photos/mylesbraithwaite/1072754781/"><img style="margin:5px;" src="http://farm2.static.flickr.com/1195/1072754781_6c2b70ecf6.jpg?v=0" alt="" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Leitura é conseqüência?]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=92</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 23:00:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=92</guid>
<description><![CDATA[ao som do álbum Whatever, de Aimee Mann (que fez grande parte da trilha sonora de Magnolia)
Ontem e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum Whatever, de Aimee Mann (que fez grande parte da trilha sonora de Magnolia)</strong></p>
<p>Ontem estava a conversar com o <a href="http://www.orkutcidio.org/">Rev. Peterson</a> e ele soltou uma frase pequena e profunda, profunda demais pra ficar apenas na conversa de MSN. A frase era que a leitura é conseqüência da inteligência ou caráter crítico da pessoa, e não formadora disso.</p>
<p>Sim e não.</p>
<p>Ora, pensando aqui, eu cheguei à conclusão ("Conclusões? Não me venham com conclusões / A única conclusão é morrer.") de que depende muito do caso. Você pode formar o caráter crítico de uma pessoa a partir da leitura, mas não só dela - filmes, música, et cetera pode fazer isso. Você pode aperfeiçoar o caráter crítico de alguém a partir da leitura, ou reforçá-lo.</p>
<p>E isso pode ser nato.</p>
<p>A leitura não é em todos os casos o caminho, mas não deixa de ser, em alguns casos. Não podemos nos esquecer que existem leituras inúteis, num certo sentido, e que existem leituras utilíssimas, mas que pode-se não entender. Dessa forma, a leitura se completamenta, é formadora, sustenta a formação e garante a distribuição e aquisição de conhecimento, mas, ainda assim, não é a única via para que essas coisas aconteçam (ainda que possa ser a melhor).</p>
<p>Faz sentido? Leiam a <a href="http://www.orkutcidio.org/ler-e-ser-inteligente">postagem do Rev. Peterson</a>, lá existe uma outra abordagem. Também atentem à enquete que ele criará sobre o assunto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cinco]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=91</link>
<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 01:08:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=91</guid>
<description><![CDATA[ao som da música Os Números, do Raulzito, repetidas vezes
O Rev. Ibrahim Cesar criou um tipo de pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som da música Os Números, do Raulzito, repetidas vezes</strong></p>
<p>O <a href="http://1001gatos.com">Rev. Ibrahim Cesar</a> criou um tipo de promoção <a href="http://1001gatos.org/grupo-de-escrita-cinco-coisas/">neste link</a>, e eu resolvi participar. Vamos ver o que ele escreveu:</p>
<blockquote><p>Resolvi fazer um grupo de escrita que está aberto a qualquer um interessado em participar.</p>
<p><strong>Objetivo</strong></p>
<p>Escrever uma postagem que envolva cinco itens em qualquer contexto, objetivo. Em forma de lista ou não. Você pode falar sobre os cinco elementos ou sobre seus cinco órgãos humanos prediletos. Você pode ir criando desde já e <a href="http://1001gatos.org/grupo-de-escrita-cinco-coisas/"><strong>linkar para esta página</strong></a>. Dia 23 de Junho eu encerro as participações e sorteio o prêmio.</p></blockquote>
<p style="text-align:center;"><strong>Vocês querem uma lista? Ora, terão uma lista!</strong></p>
<p>Minha lista é uma lista baseada nos números - quero dizer, uma lista SOBRE os números. Vamos ver o que vira...</p>
<blockquote><p><em>"Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação<br />
Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão<br />
E de tanta coincidência que eu fiz essa canção."<br />
(Raul Seixas - Os números)<br />
</em></p></blockquote>
<p><strong>Um</strong></p>
<blockquote><p>
<em>"-Falar do número um<br />
Falar do número um não é preciso muito estudo,<br />
Só se casa uma vez e foi um Deus que criou tudo,<br />
Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo."<br />
</em><em> (Raul Seixas - Os números)</em></p></blockquote>
<p>Um é a unidade. O uno. O ímpar. O <em>sui generis</em>. Nós geralmente pensamos que somos únicos, especiais, diferentes. "Um" também é um artigo indefinido em português; ainda no campo língua, "um" pode ser uma anomatopéia de um gemido de prazer. E qual o som de batidas de palma de <strong>uma</strong> mão só?</p>
<p><strong>Dois</strong></p>
<p>Dois é o primeiro número primo. Dois é dualidade - carro chefe de muitas religiões, desde os tempos do maniqueísmo do profeta persa Mani. De dois elementos se formam os casais; dois é, num certo sentido, o oposto à solidão. <em>Folie à deux. </em>Para os chineses, "boas coisas vêm em pares". Dois dá a sensação de equilíbrio, de simetria. Dois são os gêmeos, e duplo deve ser o desgosto de tê-los.</p>
<p>O ser humano se divide, ainda seguindo os passos no mínimo equívocos de Hegel, entre duas coisas, entre dois caminhos, entre duas dúvidas, entre duas escolhas: viver ou morrer? Fazer o que gostamos ou então ganhar dinheiro? Esquerda ou direita? Ser "livre" ou se casar? Fazer o que os outros esperam de nós ou o que queremos? <em>"Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente / Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente."</em></p>
<p><strong>Três</strong></p>
<p>Três: aí entra alguém no meio. <em>Ménage à trois.</em> Uma trinca, no poker, é uma boa mão. Os três mosqueteiros, os três poderes, os três tipos de galáxias (espirais, elípticas e irregulares), as três estrelas que formam o cinto de Órion na constelação homônima, as três leis que os robôs de Issac Asimov.</p>
<p>Na psicologia, segundo Freud, nossa mente é composta pelo id, o ego e o superego, sendo o ego a "síntese" da relação antitética entre id e superego (instintos e valores, convenções sociais, numa resumida porca). A trindade Brahma, Vishnu e Shiva. A alma tríplice de Platão. No Vietnã, tirar uma foto de três pessoas dá má sorte. Três é o número das trilogias - filmes, livros, literatura de banheiro, etc., várias coisas acontecem em três.</p>
<p>Três eram os "valores" da burguesia de 1789: liberdade, igualdade e fraternidade. Também são três as cores básicas. Existe até um site sobre o número: <a href="http://threes.com">The Book of Threes</a>. Três é o número de discos do álbum All Things Must Pass, do George Harrison.</p>
<p><strong>Quatro</strong></p>
<blockquote><p><em>"-Agora o quatro<br />
E o quatro é importante, quatro ponto cardeal,<br />
Quatro estação do ano, quatro pé tem um animal,<br />
Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval."<br />
(Raul Seixas)</em></p></blockquote>
<blockquote><p><em>"Dado um mapa plano, dividido em regiões, quatro cores chegam para o colorir, de forma a que regiões vizinhas não partilhem a mesma cor."<br />
(Teorema das quatro cores)</em></p></blockquote>
<p>Na China, onde todo mundo é estranho (eles pensam isso da gente também), algumas pessoas sofrem da tetrafobia - medo do quatro. Alguns prédios não possuem o quarto andar, por exemplo. Para Aristóteles, o velho grego, são quatro as causas implicadas na existência de algo: a causa material (do que algo é feito; cobre, por exemplo); a causa formal (a coisa; uma peça de cobre, por exemplo); a causa motora (o que dá origem ao processo no qual a coisa surge; uma máquina, por exemplo); a causa final (aquilo para o qual a coisa é feita; um elemento de cobre de uma máquina, por exemplo).</p>
<p>Quatro são as dimensões. As forças do Universo (gravidade, eletromagnetismo, força fraca e força forte). Adenina, citosina, guanina e timina. A, B, O, AB. Quatro planetas "de pedra", ou "terrestres" no sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. E quatro gigantes: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O Tetragrammaton. "De quatro" e "entre quatro paredes". O trevo-de-quatro-folhas.</p>
<p><strong>Cinco</strong></p>
<p>O pentagrama, o pentágono, as cinco pedrinhas da página 00054. Rosas costumam ter cinco pétalas. A menor nota emitida de Euro. Os cinco sentido, a quintessência, o quinto elemento. Em numerais romanos, V, o "V da vitória", o cumprimento de "paz-e-amor" hippie, coisa roubada dos discodianos.</p>
<p>Por falar em discordianismo, cinco é o número de caracteres no sistema oficial de numeração; cinco são as leis do Pentarroto, cinco é o número sagrado e o dia dos feriados dos Apóstolos Discordianos; cinco é o número de dias na semana segundo o calendário discordiano.</p>
<p>Cinco é o número de dias que temos que esperar pelos finais de semana se seguirmos o falso calendário. Em algumas culturas, são cinco os pontos cardeais, pois eles incluem o centro. Nas culturas orientais, cinco é o número de elementos: água, fogo, terra, madeira e metal; cada um desses elementos é associado a um dos cinco planetas visíveis a olho nu.</p>
<p>E, para finalizar, a maior verdade dita até agora:</p>
<blockquote><dl>
<dd><em><strong>A Lei dos Cinco</strong><br />
</em></dd>
<dd><em>A Lei dos Cinco diz simplesmente que: TODAS AS COISAS ACONTECEM EM CINCO, OU SÃO DIVISIVEIS OU MULTIPLICAVEIS POR CINCO, OU ESTÃO DE CERTA FORMA DIRETA OU INDIRETAMENTE LIGADAS AO 5.</em></dd>
<dd><em>A Lei dos Cinco nunca está errada.</em></dd>
<dd>
</dd>
</dl>
</blockquote>
<dd><a href="http://flickr.com/photos/libertinus/78061167/"><img style="margin:0 5px;" src="http://farm1.static.flickr.com/38/78061167_07943e478d.jpg?v=0" alt="" width="500" height="375" /></a></dd>
<blockquote>
<blockquote><dd>
</dd>
</blockquote>
</blockquote>
<dd>Ps.: é muita injustiça não agradecer os artigos "um", "dois", "três", "quatro" e "cinco" das Wikipédias lusófonas e inglesas. Portanto, obrigado. =)</dd>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Progresso]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=86</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 00:09:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=86</guid>
<description><![CDATA[ao som do álbum Wish You Were Here, do Pink Floyd e com a pupila dilatada por causa da oftamologist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum Wish You Were Here, do Pink Floyd e com a pupila dilatada por causa da oftamologista<br />
</strong></p>
<p>Outro dia eu fiz uma prova de redação na escola cujo tema comum entre três textos era a idéia de progresso. Bom, eu estava de saco cheio de fazer dissertações, e nas instruções estava escrito para redigir um <em>texto</em>. Eu havia tido uma aula de literatura uns dois dias antes falando sobre o concretismo, movimento que eu gosto bastante, num certo sentido.</p>
<p>"Ora", pensei, "vou escrever um poema concreto!".</p>
<p>Não sei bem ao ceeeerto se eu pensei nisso, mas que eu escrevi, escrevi.</p>
<p>Eu não tenho o poema em mãos, mas me lembro bem dele. Se eu errar ou mudar alguma coisa aqui, acerto depois que pegar a prova (o que, talvez, provavelmente, vai acontecer amanhã).</p>
<p style="text-align:center;">MUDANÇA<br />
UDANÇAP<br />
DANÇAPR<br />
ANÇAPRO<br />
NÇAPROG<br />
ÇAPROGR<br />
APROGRE<br />
PROGRES<br />
PROGRESS<br />
PROGRESSO</p>
<p style="text-align:center;">PROGRESSO DANÇA<br />
DANÇA PROGRESSO</p>
<p style="text-align:center;">PROGRESSO<br />
PROGRESSO<br />
PROGRESSO<br />
PROGRESSO?</p>
<p style="text-align:center;">MUDANÇA<br />
MUDANÇ<br />
MUDAN<br />
MUDA<br />
MUD<br />
MU</p>
<p style="text-align:left;">É meu primeiro poema concreto desse tipo (não sei se o <a href="http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/22/o-maior-e-o-menor-poema-do-mundo/">uni(co)verso</a> pode ser considerado um poema concreto, e não quero dar nome à classe dele), e por isso não está perfeito. Fora que foi feito em meia hora, provavelmente menos.</p>
<p style="text-align:left;">Lembrando que MU é um ideograma chinês para nada.</p>
<p style="text-align:left;">PS.: Eu também escrevi uma dissertação, no fim, para o caso da burocracia ser muito grande e não aceitar meu poema como passível de nota. O que é bem fácil de acontecer.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Feliz 73 da Discórdia de 3174 YOLD]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=85</link>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 23:14:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=85</guid>
<description><![CDATA[ao som do álbum Aqualung do Jethro Tull
Aviso um: essa postagem é uma frescura. Se você tem algum]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum Aqualung do Jethro Tull</strong></p>
<p><em>Aviso um: essa postagem é uma frescura. Se você tem algum problema com frescuras, volte outro dia.<br />
</em></p>
<p><em>Aviso dois: eu não tenho objetivo algum com essa postagem. Se você tem algum problema com coisas sem objetivo, volte outro dia.</em></p>
<p><em>Obrigado.</em></p>
<p>Feliz Natal! Feliz Páscoa! Feliz Ano-Novo!</p>
<p>Ah, minha gente, falem sério: as datas clássicas já enjoaram, não?</p>
<p>Vejam, meu relacionamento com elas é asséptico, num certo sentido. Nunca houveram coisas nem muito boas, nem muito ruins acontecendo durante essas datas - a não ser no Natal do ano passado, que foi muito bom, obrigado, mas isso é outra história.</p>
<p>O que eu quero dizer é que... Talvez seja clichê dizermos que essas datas são partes da máscara social que vestimos. Mas parece ser uma verdade, em algum sentido da palavra. Algumas vezes é um saco reunir a família, comprar presentar, dá-los, interagir - ora, não posso ficar em casa no Natal caso não esteja disposto a sair dela? Obviamente as mais diversas teorias vão surgir para explicar sua ausência, principalmente se você disser que faltou porque não estava com vontade de ir. Teorias que são outros pedaços das máscaras, mas não vou me desviar da conversa pra falar delas. Vou me manter nas datas comemorativas.</p>
<p>É um projeto antigo de muita gente quebrar as convenções sociais e, provavelmente, eis outro clichê, mas esse é não do populacho, e sim da <em>intelligentsia</em>. E eu gosto muito desse clichê. Quebrar convenções no linguajar discordiano é <em>mindfuck </em>(mindefuque para os contra anglicanismos). Tudo bem que o <em>mindfuck</em> engloba muito mais coisas que a simples quebra das convenções, mas acho que é uma ferramenta muito interessante para o <em>mindfucker</em> a quebra dessas normas sociais.</p>
<p>E existem muitas maneiras de aplicar isso - uma delas são as datas comemorativas. Outro dia, andando pela cidade com um colega, eu vi uns cartazes jogados aqui e ali, cartões pequenos colados em portas de banheiros de lojas, etc. com a seguinte frase: "Feliz Jihad".</p>
<p>Feliz Jihad.</p>
<p>Genial.</p>
<p>Não sei onde quero chegar, mas falei de algo que queria.</p>
<p>Enfim, as datas, elas são "produtos culturais" em todos os sentidos; inserir um elemento de uma cultura diferente na nossa, ou provocar o estranhamento da nossa pelos meios diversos possíveis é algo muito interessante. E eu penso que trabalhar com as datas é muito importante. Digo isso, pois vejo a incredulidade de algumas pessoas quando você diz que segue um calendário diferente (no meu caso, o discordiano). E, realmente, é estranho! Porque todas as corporações, todos os calendários, todas as datas, tudo o que fazemos está inserido num espaço de tempo dividido e determinado e usado por nós há muito tempo (estou falando do Brasil e, de um modo geral, de todo o ocidente); assim, quando mudamos a forma de contar o tempo, nós nos perdemos.</p>
<p>É estranho MESMO.</p>
<p>Também é estranho escrever sem uma finalidade.</p>
<p>Mas eu realmente falei de coisas que eu queria. Comentem aí, quem sabe um <em>mindfuck</em> surja.</p>
<p>Ah!, e feliz septuagésimo terceiro dia da Discórdia de 3174 <em>Year of Our Lady Discordia. </em>Pra quem não sabe, hoje é o último dia do mês, e amanhã será o primeiro dia da Confusão do mesmo ano de 3174 YOLD.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É tudo a mesma coisa]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=84</link>
<pubDate>Wed, 21 May 2008 18:50:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[ao som do IV movimento da Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven
Hoje eu vi um cara da minha sala gru]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do IV movimento da Nona Sinfonia de Ludwig van Beethoven</strong></p>
<p>Hoje eu vi um cara da minha sala grudando um papel no mural (ao lado do símbolo da Igreja de Satã que eu confeccionei) da sala de aula com o escrito:</p>
<p style="text-align:center;">COMITIVA<br />
Vira-Lata</p>
<p style="text-align:left;">Entre as palavras "vira" e "lata" uma lata e flechinhas indicando movimento. A lata deve ser de cerveja.</p>
<p style="text-align:left;">Quando eu perguntei pra ele se essa comitiva era um bando que se reúne pra ir em algum daqueles shows ruins que ele vai, ele respondeu afirmativamente e perguntou se os meus bandos pra ir em shows se chamavam gangues (talvez o motivo disso seja que eu use uma camiseta do Ozzy algumas vezes na escola). E acrescentou dizendo que eu gostava de ópera (não curto ópera!). Respondi "Ópera? Não curto, mas qual o motivo de dizer isso?". "Ah, aquela música que estava escutando outro dia", ele disse. "Aquilo era uma sinfonia. A "Choral", do Beethoven".</p>
<p style="text-align:left;">Foi quando ele me disse "Então!, é ópera.".</p>
<p style="text-align:left;">Claro que é.</p>
<p style="text-align:left;">Está ficando recorrente eu falar sobre pessoas aqui, mas essa eu não poderia deixar passar; mais uma prova de que, no fim, é tudo a mesma coisa.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>Palavrinha de hoje: beócio</strong> pode significar uma pessoa ignorante num nível inimaginável.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Das coisas aleatórias e inesperadas]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=81</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 20:26:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[ao som do álbum Come Back Home, do Blue Jeans
A vida é uma sucessão de coisas aleatórias e inesp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum Come Back Home, do Blue Jeans</strong></p>
<p>A vida é uma sucessão de coisas aleatórias e inesperadas. Isso é um postulado, não uma simples observação. Um postulado, e a partir de agora o Universo segue ele. E, vejam, tudo isso faz muito sentido, num certo sentido, quando eu lhes alerto a não planejarem a vida. Eu disse não.</p>
<p>O Universo está a planejar, também, um modo de tornar as coisas aleatórias e inesperadas. Geralmente, já que o mesmo é um velho conservador de mau caráter, esse planejamento todo é sádico: ele vai ferrar você. Agora, planeje as coisas, e você deixa menos espaço pro Universo mexer as pequenas coisinhas que vão te ferrar. Aí ele provavelmente vai ficar incomodado por ter que mexer muitos pauzinhos, e a ferração vai ser maior.</p>
<p>Jão Lennon já dizia algo como a vida é aquilo que acontece enquanto você planeja. E eu sou obrigado a concordar com eu mesmo em outra vida. Muita gente planeja tudo: a profissão, os filhos, o círculo social, a ascensão econômico-social (elas estão entrelaçadas), o que vai dizer pro chefe no outro dia, etc. E, eu tenho certeza, e não adianta vir com o papo capitalistão de que a gente pode e deve planejar para evitar desgostos, mais de setenta por cento das coisas que esse povo planeja é destruído de um jeito totalmente aleatório e inesperado. E, sobre os outros trinta por cento, eles são sem graça, pois foram premeditados.</p>
<p>Uma coisa é ter sonhos, penso eu, e outra é planejá-los. Uma coisa é pensar no que vamos fazer no fim de semana, outra é perder nosso tempo planejando um futuro incerto e ser mais surpreendido ainda - e, talvez, sair melhor economicamente, mas não emocionalmente, que os que nada planejaram.</p>
<p><img style="vertical-align:middle;" src="http://farm1.static.flickr.com/47/152639332_affd26e17a.jpg?v=0" alt="Imagem totalmente aleatória e inesperada." width="500" height="333" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gramaticalidade I]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=80</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 21:34:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[ao som do álbum Procurado, do Bando do Velho Jack
Durante uma aula de literatura, hoje, recebi mais]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum Procurado, do Bando do Velho Jack</strong></p>
<p>Durante uma aula de literatura, hoje, recebi mais uma inspiração divina nonada. E escrevi mais um poema. E achei bonitinho, então estou dividindo com vocês, até para ajudar a aumentar a quantidade de postagens aqui. Aí vai a criança...</p>
<blockquote><p>Há gramaticalidade?<br />
Agramaticalidade.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Afinal, nós somos diferentes!]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=79</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 22:06:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[ao som das Estaciones Porteñas de Astor Piazzolla
Esse feriado, em especial o final de semana, fora]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som das Estaciones Porteñas de Astor Piazzolla</strong></p>
<p>Esse feriado, em especial o final de semana, foram conturbados. Parte das coisas que eu planejei e pelas quais lutei caíram por terra; coisas pessoais, nada comum ou ideológico. Enfim, grande parte das concepções que eu tinha sobre mim mesmo se desfizeram, como estava comentando com <a title="Ibrahim Cesar" href="http://1001gatos.org">outro blogueiro</a> há algum tempo. Ele disse: "todo mundo acha que é diferente". Eu realmente achava que era.</p>
<p>Mesmo aqueles que eu odeio devem pensar, talvez secretamente, que são diferentes, e isso em muitos níveis: em seus relacionamentos, no modo de enxergar o mundo, o modo de agir, et cetera. Eu penso assim, ou pelo menos pensava; e ainda tento ser diferente, algo que, por algum motivo, é bastante atraente.</p>
<p>Ora, todos buscamos pessoas diferentes. Me parece que isso é uma falácia, ou pelo menos concordo com o Ibrahim. E é realmente difícil, ou pelo menos parece ser, romper com o narcisismo que é buscar alguém diferente, diverso. Talvez reconhecer isso não seja a melhor saída. Reconhecer essa coisa, pelo menos pra mim, remete a se condicionar a algo que não gosto. "Procurar mudar?". Putz, aí mais um erro: se NÃO somos diferentes, não vamos chegar a esse nível. Pois, se ele existisse, alguém já estaria lá.</p>
<p>Quer dizer que não somos diferentes nem vamos mudar, e todo esse papo de "eu sou diferente" e "eu achava que você era diferente" é inconsistente? Tudo me leva a crer que sim. Esperanças? Eu tenho muitas. Não de que a gente possa mudar, nem na da multiplicidade das pessoas, mas de que a gente pode se divertir se a gente acreditar que isso não faz muita diferença. Vamos nos entregar uns aos outros, é isso aí. E nem venham com o papo de que isso já é ser diferente.</p>
<p>Estou confuso.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Edward Hopper]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Mon, 21 Apr 2008 14:38:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu gosto do tema da solidão. Ela tem lá sua beleza melancólica, apesar de não ser nada legal par]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto do tema da solidão. Ela tem lá sua beleza melancólica, apesar de não ser nada legal para quem está sozinho. Eu mesmo fico extremamente pra baixo quando tenho que fazer algo sozinho, como caminhar na rua ou almoçar. Acho deprimente, sei lá.</p>
<p>E tem um quadro que sempre chamou muito minha atenção: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Automat_%28painting%29" target="_blank">Automat</a>, do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Hopper" target="_blank">Edward Hopper</a>; já fiz até uma paródia dele, mas esta se perdeu nos meus cadernos de escola. Outro dia eu comecei a dar uma olhada nos outros quadros do Hopper e encontrei uma mina de ouro sem precedentes. Alguns quadros do cara me lembram um verso de Luís de Camões, " é um andar solitário entre a gente".</p>
<p>Agora deixo vocês à sós com Hopper.</p>
[gallery]
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Biblioteca]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?page_id=43</link>
<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 20:52:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?page_id=43</guid>
<description><![CDATA[Bem-vindos à biblioteca da Cabala. Eu estou disponibilizando vários textos de cunho discordiano aq]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Bem-vindos à biblioteca da Cabala. Eu estou disponibilizando vários textos de cunho discordiano aqui, e não vou colocar textos protegidos por<em> copyright</em> por puro amor ao blog (para vocês que gostam de quebrá-lo (não que eu não goste!), eu recomendo o <a title="link para o Coletivo Sabotagem" href="http://sabotagem.revolt.org/" target="_blank">Coletivo Sabotagem</a>).</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://www.4shared.com/account/file/44669380/cf71c5fa/Malaclypse_the_Younger_Principia_Discordia.html" target="_blank">Principia Discordia em inglês</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">A versão original do Principia Discordia em sua quinta edição.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://www.4shared.com/account/file/44669381/b876f56c/Malaclypse_the_Younger_Principia_Discordia__portugus_.html">Principia Discordia em português</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">O download desse livro não é recomendado de forma alguma. Ele pode conter fnords, mafagafos &#38; outros seres estranhos demais para a sua compreensão. De qualquer forma, caso você queria lê-lo, está fazendo por conta e risco próprio. <strong>A Cabala não vai indenizar a família daquele que sofrer os possíveis danos cerebrais que este livro pode e vai fazer.</strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://1001gatos.org/download-manager.php?id=13" target="_blank">Thundercats, GO #00001</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">A primeira edição do <em>fanzine</em> do Papa Ibrahim Cesar, divinamente inspirado por Éris.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://www.4shared.com/account/file/44669902/e431ab08/Rev_Peterson_Cekemp_A_Seminovosofia_do_Polipensar.html" target="_blank">A Seminovosofia do Polipensar</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">Um livro fantástico de algo que remete à filosofia, mas que chega à um patamar muito mais avançado que nenhum Kant jamais escreveu. Mas o Rev. Peterson Cekemp escreveu!</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://www.4shared.com/account/file/44669903/93369b9e/Rev_Peterson_Cekemp_A_Era_das_Conseqncias_-_A_Batalha_de_Learsi.html" target="_blank">Era das Conseqüências - A Batalha de Learsi</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">O épico discordiano do Reverendo Peterson Cekemp. Sangue, gente morrendo, naves, planetas e o dedo de Éris são elementos que você vai curtir, pode crer!</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://1001gatos.org/download-manager.php?id=2" target="_blank">1001 Gatos de Schrödinger Volume Um</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">A antologia das melhores postagens do primeiro ano de vida da Cabala 1001 Gatos de Schrödinger.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://1001gatos.org/download-manager.php?id=24" target="_blank">TAZ - Zona Autônoma Temporária</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">TAZ é um dos livros mais conhecidos do bom velhinho Hakim Bey da Silva, aquele cara que é anarquista ontológico, saca?</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://1001gatos.org/download-manager.php?id=17" target="_blank">CAOS - Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">Outro livro fantástico do mestre Hakim Bey. Um dia ele vai se tornar conhecido.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://1001gatos.org/download-manager.php?id=11" target="_blank">Manual Prático de Delinqüência Juvenil</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">O clássico supremo da bestialidade humana. A linha tênue que divide a narrativa do que é real e o que é imaginário está presente em cada palavra de Ari Almeida, o delinqüente-chefe da fria cidade de Curitiba. Riso, Emoção &#38; Motivação Para Você Levantar a Sua Bunda Gorda do Sofá é só o começo.</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://www.4shared.com/file/50992937/23948acc/Kaos_Fotamecus_Servidor_Viral_de_Compresso-Expanso_do_Tempo.html?dirPwdVerified=de88c9ef">Fotamecus: o Servidor Viral de Compressão/Expansão do Tempo</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">Uma tradução que eu fiz, em conjunto com várias pessoas do grupo Kaos! no MSN. É um texto inédito e muito bom em português, por isso aprecie com moderação...</p>
<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://www.4shared.com/file/51389076/d2a3c2b2/Phil_Hine_Espritos_Funcionais.html?dirPwdVerified=de88c9ef">Espíritos Funcionais</a></strong></p>
<p style="text-align:center;">Um texto de Phil Hine traduzido por mim, e que fala sobre espíritos funcionais, dando como exemplo o espírito GOFLOWOLFOG, que ajuda com a fluência de tráfegos (estou vendo os moradores de São Paulo aderirem à magia do caos).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ando Meio Desligado]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=40</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 23:12:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=40</guid>
<description><![CDATA[ao som do álbum O A e o Z, dos Mutantes
Quando eu começo a escutar alguma banda ou artista (isso n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum O A e o Z, dos Mutantes</strong></p>
<p>Quando eu começo a escutar alguma banda ou artista (isso não acontece quando o estilo musical é o jazz) eu vicio e escuto somente essa banda ou artista sem parar. Até enjoar. Leio muito sobre a produção dos caras, decoro páginas com as letras das músicas, ou as uso quando escrevo alguma coisa para a escola ou alguém.</p>
<p>Eu conheci Os Mutantes há algum tempo. Conhecia Balada do Louco, Panis Et Circenses, et cetera. Mas nunca tinha ouvido a fundo. Um dia, então, meu professor de literatura comentou vagamente sobre os caras e isso ficou hibernando no meu inconsciente (ou algo assim). Outro dia me lembrei do meu plano maligno se escutar a banda da Rita Lee e Baptistas, e como agora tenho banda larga, baixei. </p>
<p>Porra, os caras são realmente fantásticos. Recomendo pra cada um que venha visitar essa Cabala. Tanto que, a partir de agora, eu proclamo Os Mutantes (a Formação Original) como Santos de Segundo Grau, e a Rita Lee em especial como a Santa Musa (Quando Jovem) do Rock Psicodélico Brasileiro.</p>
<p>E foi dito.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tabacaria]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=37</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 19:00:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/?p=37</guid>
<description><![CDATA[Eu gosto muito de poesia. Poesia de verdade, sabem como é? Já faz muito tempo que eu conheço e le]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto muito de poesia. Poesia de verdade, sabem como é? Já faz muito tempo que eu conheço e leio o Fernando Pessoa, em especial Álvaro de Campos, e queria dividir com vocês um poema muito bom dele. Aí vai.</p>
<p><strong>Tabacaria</strong></p>
<p>Não sou nada.<br />
Nunca serei nada.<br />
Não posso querer ser nada.<br />
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.</p>
<p>Janelas do meu quarto,<br />
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é<br />
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),<br />
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,<br />
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,<br />
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,<br />
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,<br />
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,<br />
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.</p>
<p>Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.<br />
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,<br />
E não tivesse mais irmandade com as coisas<br />
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua<br />
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada<br />
De dentro da minha cabeça,<br />
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.</p>
<p>Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.<br />
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo<br />
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,<br />
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.</p>
<p>Falhei em tudo.<br />
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.<br />
A aprendizagem que me deram,<br />
Desci dela pela janela das traseiras da casa.<br />
Fui até ao campo com grandes propósitos.<br />
Mas lá encontrei só ervas e árvores,<br />
E quando havia gente era igual à outra.<br />
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?</p>
<p>Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?<br />
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!<br />
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!<br />
Gênio? Neste momento<br />
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,<br />
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,<br />
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.<br />
Não, não creio em mim.<br />
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!<br />
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?<br />
Não, nem em mim...<br />
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo<br />
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?<br />
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -<br />
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,<br />
E quem sabe se realizáveis,<br />
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?<br />
O mundo é para quem nasce para o conquistar<br />
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.<br />
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.<br />
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,<br />
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.<br />
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,<br />
Ainda que não more nela;<br />
Serei sempre o que não nasceu para isso;<br />
Serei sempre só o que tinha qualidades;<br />
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,<br />
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,<br />
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.<br />
Crer em mim? Não, nem em nada.<br />
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente<br />
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,<br />
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.<br />
Escravos cardíacos das estrelas,<br />
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;<br />
Mas acordamos e ele é opaco,<br />
Levantamo-nos e ele é alheio,<br />
Saímos de casa e ele é a terra inteira,<br />
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.</p>
<p>(Come chocolates, pequena;<br />
Come chocolates!<br />
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.<br />
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.<br />
Come, pequena suja, come!<br />
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!<br />
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,<br />
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)</p>
<p>Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei<br />
A caligrafia rápida destes versos,<br />
Pórtico partido para o Impossível.<br />
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,<br />
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro<br />
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,<br />
E fico em casa sem camisa.</p>
<p>(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,<br />
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,<br />
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,<br />
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,<br />
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,<br />
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,<br />
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -<br />
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!<br />
Meu coração é um balde despejado.<br />
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco<br />
A mim mesmo e não encontro nada.<br />
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.<br />
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,<br />
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,<br />
Vejo os cães que também existem,<br />
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,<br />
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)</p>
<p>Vivi, estudei, amei e até cri,<br />
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.<br />
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,<br />
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses<br />
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);<br />
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo<br />
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente</p>
<p>Fiz de mim o que não soube<br />
E o que podia fazer de mim não o fiz.<br />
O dominó que vesti era errado.<br />
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.<br />
Quando quis tirar a máscara,<br />
Estava pegada à cara.<br />
Quando a tirei e me vi ao espelho,<br />
Já tinha envelhecido.<br />
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.<br />
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário<br />
Como um cão tolerado pela gerência<br />
Por ser inofensivo<br />
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.</p>
<p>Essência musical dos meus versos inúteis,<br />
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,<br />
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,<br />
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,<br />
Como um tapete em que um bêbado tropeça<br />
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.</p>
<p>Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.<br />
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada<br />
E com o desconforto da alma mal-entendendo.<br />
Ele morrerá e eu morrerei.<br />
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.<br />
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.<br />
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,<br />
E a língua em que foram escritos os versos.<br />
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.<br />
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente</p>
<p>Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,<br />
Sempre uma coisa defronte da outra,<br />
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,<br />
Sempre o impossível tão estúpido como o real,<br />
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,<br />
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.</p>
<p>Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)<br />
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.<br />
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,<br />
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.</p>
<p>Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los<br />
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.<br />
Sigo o fumo como uma rota própria,<br />
E gozo, num momento sensitivo e competente,<br />
A libertação de todas as especulações<br />
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.</p>
<p>Depois deito-me para trás na cadeira<br />
E continuo fumando.<br />
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.</p>
<p>(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira<br />
Talvez fosse feliz.)<br />
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.<br />
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).<br />
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.<br />
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)<br />
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.<br />
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo<br />
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.</p>
<p><em>Álvaro de Campos, 15° dia do Caos de 3094 YOLD</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[20-12  1-13-14  4-5  11-1-18-1-13-8-1]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Sun, 06 Apr 2008 19:00:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
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<description><![CDATA[
12-5  18-9-13-19-14  2-1-18-19-1-13-19-5  6-5-11-9-23  15-14-17  19-5-17  18-9-4-14  3-14-13-21-9-4]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-35" src="http://cabaladada.wordpress.com/files/2008/04/peterson.jpg?w=510" alt="" width="510" height="118" /></p>
<p>12-5  18-9-13-19-14  2-1-18-19-1-13-19-5  6-5-11-9-23  15-14-17  19-5-17  18-9-4-14  3-14-13-21-9-4-1-4-14  15-1-17-1  5-18-19-5  3-9-17-3-20-11-14  4-5  1-13-9-21-5-17-18-1-17-9-14  4-14  14-17-k20-19-3-9-4-9-14, 5  9-7-20-1-11-12-5-13-19-5  6-5-l1-9-23  15-5-11-14  20-12  1-13-14  4-5  11-1-18-1-13-8-1.</p>
<p>5-20  3-14-13-8-5-3-14  8-1  2-1-18-19-1-13-19-5  19-5-12-15-14  1  3-1-2-1-l1-1  4-14  14-k20-17-19-3-9-4-9-14  5-12  12-1-18-18-1  15-1-17-1  1-4-14-17-1-4-14-17-5-18  4-5  11-1-18-1-7-13-1, 12-1-18  18-14  17-5-3-5-13-19-5-12-5-13-19-5  6-20-9  12-5  4-1-17  3-14-13-19-1  4-14  3-14-13-19-5-20-4-14- 4-5-11-1. 6-20-3-5-9  2-1-18-19-1-13-19-5  15-5-11-1-18  15-1-7-9-13-1-18  4-14  2-11-14-7, 11-9  21-1-17-9-1-18  3-14-9-18-1-18  16-20-5  14-18  17-5-21  15-5-19-5-17-18-14-13  3-5-k5-12-15, 18-1-13-19-1-20-12  5  3-1-13-5-4-14  5-18-3-17-5-21-5-17-1-12, 19-17-1-4-20-23-9-17-1-12  5  1-4-1-15-19-1-17-1-12. 17-5-3-14-13-8-5-3-14  14  14-17-k20-19-3-9-4-9-14  3-14-12-14  20-12-1  4-1-18  12-1-9-14-17-5-18  5  12-5-11-8-14-17-5-18  3-1-2-1-l1-1-18  4-9-18-3-14-17-4-9-1-13-1-18  2-17-1-18-9-l1-5-9-17-1-18, 5  3-14-12  20-12-1  15-17-14-4-20-3-1-14  5-13-14-17-12-5.</p>
<p>20-12-1  15-17-14-4-20-3-1-14 5  19-1-13-19-14, 15-14-17  6-1-11-1-17  13-5-11-1. 5  19-20-4-14  13-14  3-20-17-19-14  15-17-1-23-14  4-5  20-12  1-13-14. 1-11-7-20-12-1-18  3-14-9-18-1-18  3-14-12-14  1  15-5-17-6-5-9-19-1  19-17-1-4-20-3-1-14  4-5  20-12- 11-9-21-17-14  4-5  13-5-14-11-14-7-9-18-12-14-18  5-12  9-13-7-11-5-18  9-13-21-5-13-19-1-4-14-18  15-14-17  4-14-20-7-11-1-18  1-4-1-12-18  5  10-14-8-13  11-11-14-y4  18-1-14  21-5-17-4-1-4-5-9-17-1-18  15-5-17-14-11-1-18- 15-1-17-1  1  3-14-12-20-13-9-4-1-4-5  4-9-18-3-14-17-4-9-1-13-1  5  9-13-19-5-11-5-3-19-20-1-11  5-12  7-5-17-1-11.</p>
<p>3-14-13-19-9-13-20-5-12  14  2-14-12  19-17-1-2-1-11-8-14 , 5  18-1-11-21-5  5-17-9-18!</p>
<p>1-7-14-17-1  15-1-18-18-14  1  2-14-l1-1- 15-1-17-1  14  13-1-4-1  15-5-13-18-9-19-9-21-14!, 15-1-17-1  16-20-5  5-18-19-5  5-18-3-17-5-21-1  18-20-1-18  9-12-15-17-5-18-18-14-5-18  1-3-5-17-3-1  14  14-17-k20-19-3-9-4-9-14  5-12  12-1-18-18-1  15-1-17-1  1-4-14-17-1-4-14-17-5-18  4-5  11-1-18-1-7-13-1. 1-9  21-1-9: <a href="http://pensitivo.wordpress.com/2008/04/06/1-ano-bissexto/">1  1-13-14  2-9-18-18-5-22-19-14</a></p>
<p>6-5-11-9-23  1-13-9-21-5-17-18-1-17-9-14!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Al Pacino]]></title>
<link>http://videosefamosas.wordpress.com/?p=5</link>
<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 14:29:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>ronaldo7</dc:creator>
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<description><![CDATA[ 
Al Pacino entrevistado por James Lipton para &#8220;Inside The Actor&#8217;s Studio&#8221;. Nest]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> <span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Ar4v_pteCrI'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/Ar4v_pteCrI&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><span>Al Pacino entrevistado por James Lipton para "Inside The Actor's Studio". Neste video Al Pacino conta uma história muito divertida passada no dia em que ganhou um Oscar.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O absurdo do discordianismo]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/2008/03/18/o-absurdo-do-discordianismo/</link>
<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 19:39:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/2008/03/18/o-absurdo-do-discordianismo/</guid>
<description><![CDATA[Ao som da Sinfonia número nove, opus 125 em dó menor, de Ludwig van Beethoven. Quarto movimento, P]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong>Ao som da Sinfonia número nove, opus 125 em dó menor, de Ludwig van Beethoven. Quarto movimento, Presto – Allegro assai.<br />
</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Há algum tempo eu estava conversando com um colega discordiano e o assunto se voltou para a "essência do discordianismo" – ou melhor, para aqueles que não a entendem. Vou me explicar: o discordianismo, num certo sentido, é um <em>absurdo</em>. Isso porque a meta dele é dizer para as pessoas, por meio do humor muitas vezes ácido, que elas devem "ser você mesmo".</p>
<p style="text-align:justify;">Não que isso seja algo novo. Todos os filmes bestas que nos rodeiam têm uma cena onde um garoto A apaixonado por uma garota B pede conselho a alguma amiga de B, geralmente a C (se o gênero do filme for "adolescentes estadunidenses" a garota C gosta de A; se for uma comédia romântica, C é besta e sem sentimentos além do "toma que dê certo"). C diz ao garoto que ele "seja você mesmo".</p>
<p style="text-align:justify;">Só que esta frase é, podem crer, deturpada neste contexto. Não tem o sentido que deveria ter, isto é: "se é sádico, seja sádico, se estranho, sê estranho (et cetera)"; e geralmente vem complementada pelo "haja naturalmente". Quem é estranho pode agir naturalmente sendo ele mesmo? É algo pra se pensar. Num certo sentido não, pois o "agir naturalmente" é julgado pelos outros.</p>
<p>O discordianismo traz o seja você mesmo de forma oculta, muitas vezes. A quinta regra do <em>pentbarf</em> (ou pentarroto, na edição brasileira do <a href="http://1001gatos.org/">Papa Ibrahim Cesar</a>) diz que "Um Discordiano é Proibido de Acreditar Naquilo Que Lê". Vamos analisar a implicação primeira da regra – sem nos aprofundamos nas outras leituras e atitudes que podem surgir dela. Se você não pode acreditar naquilo que lê, logo deve confrontar as informações que encontrar com suas experiências, com outras leituras, tirar a prova real. Não que todos os textos e autores sejam mentirosos em potencial – é que você pode ter sua própria visão da coisa discutida, e isso é saudável. No final, você está sendo você mesmo, isto é, não se limitando pela visão de mundo dos outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Há outro momento muito forte que afirma o individualismo no Principia Discordia. É o cartão de papa. "Todo homem, mulher e criança nesta Terra é um genuíno e autorizado Papa". Se formos todos papas, o respeito deve ser mútuo, já que papas devem ser tratados bem. Isso garante que o individualismo de um não vá ferir o de outro. Complementando isso, o Grande Livro diz que A Deusa pode ter outros planos para você se sua visão do discordianismo se distanciar daquela apresentada.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato é que tem gente que não entendeu muito bem isso. Aliás, tem gente que não entendeu <em>nada</em> disso. Quando você começa a louvar Éris, a levar a sério os "mistérios eresianos", achando que o discordianismo é uma "cultura do contra", você pode estar enganado. Pode ser que o calendário discordiano, ou mesmo Éris não façam parte de sua subjetividade, mas aí entra outra característica da religião: o <em>mindfuck</em>. É algo que daria discussão enorme, por isso não vou falar nada sobre ele agora. O que quero que procurem entender é que o discordianismo não é uma religião, muito menos uma filosofia, nem uma piada – e é tudo isso ao mesmo tempo. Assim, louvar A Deusa não é algo que fará de você um discordiano, apesar de a maioria deles louvarem-na. Vejam o Black Iron Prison – é um projeto que não fica citando Éris a todo o momento. E nem por isso deixa de ser discordiano.</p>
<p style="text-align:justify;">Ora, o conselho desta Cabala e deste Papa Reverendo é que os supostos "filhos de Éris" procurem algo que lhes sirva mais, como o neo-paganismo do Black Metal; e que achem que tudo isso de cantar sobre Thor, Odin, Loki e as Valquírias é novo, ignorando Wagner e o Anel dos Ninbelungos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Conhece o Mário?]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/2008/02/23/conhece-o-mario/</link>
<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 17:26:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/2008/02/23/conhece-o-mario/</guid>
<description><![CDATA[Ao som do álbum The Division Bell, do Pink Floyd

Mário Quintana explodiu o ego em zilhões de ped]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b>Ao som do álbum The Division Bell, do Pink Floyd<br />
</b></p>
<p>Mário Quintana explodiu o ego em zilhões de pedacinhos quando disse que <i>"uma definição apenas define os definidores"</i>. Deu uns tapadas na cara do velho Choronzon, pode acreditar. Definições são reflexos das verdades que cada um de nós carrega – tijolos que constituem as muralhas do ego. Mas, nunca, definições são Verdadeiras, no sentido amplo da palavra com o "V" maiúsculo, pois são as visões de pessoas, grupos, religiões, etc., e não a coisa-em-si. Voltando ao Mário, o cara foi discordianista quando disse aquilo; comparem com o que diz o Principia Discordia (e se preparem pra um pouco de psico-metafísica):</p>
<p><i>"Nós olhamos para o mundo através de janelas nas quais foram desenhadas grades (conceitos). Filosofias diferentes usam grades diferentes. Uma cultura é um grupo de pessoas com grades bastante similares. Através de uma janela nós vemos caos, e relacionamo-lo aos pontos na nossa grade, e assim o entendemos."<br />
</i></p>
<p>(Principia Discordia, páginas 00049 e 00050)</p>
<p>Definições, conceitos ou grades são quase a mesma coisa, num certo sentido, que é o que estamos analisando. E esses tais de preconceitos? Ora, são pré-conceitos: conceitos, ou definições, ou ainda grades, que se sustentam em... Nada! Não são validados por hipótese ou fato algum; em suma, podem ser chamados, em primeira análise, de crenças. Juntemos os fatores: a citação do Mário, do Principia, e o que pensei sobre preconceitos. Essas coisas são eventos formadores do ego, do eu (não levem muito pro lado freudiano, mas sim pensem no significado da palavra latina <i>ego</i>, que em verdade significa "eu"). Esse ego é nosso modo de ver, pensar e agir sobre o mundo exterior, ou o que imaginamos ser o mundo exterior: algo como a caverna do Sócrates, mas mais cruel.</p>
<p>Eu venho lendo e refletindo sobre algumas coisas relacionadas à desagregação do ego, algo que é extremamente interessante. Primeiro, porque é um auto-exame moral, filosófico e cultural. Depois, pois esse exame geralmente leva a conhecer as coisas ruins e boas sobre nós mesmos. O diferencial é que a real desagregação do ego se dá pela perda da moral, da identidade cultural e religiosa (ou irreligiosa), da visão de todas as possibilidades e o reconhecimento que todas são reais, falsas e absurdas. E não tenho certeza até onde isso é interessante, mas experiência pessoal é sempre interessante. Conhecer a si mesmo, como sugeria o oráculo da ilha de Delfos, exige escolher, e para isso, analisar o que se tem, e criar algo novo se não houver nada com que se identifique.</p>
<p>O Mário me ajudou a descer um nível mais, e espero que instigue vocês.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Maior e o Menor Poema do Mundo]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/22/o-maior-e-o-menor-poema-do-mundo/</link>
<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 03:06:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/22/o-maior-e-o-menor-poema-do-mundo/</guid>
<description><![CDATA[ao som do ruído dos pensamentos da minha mente
Faz uns dez minutos que eu criei o maior e o menor p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><b>ao som do ruído dos pensamentos da minha mente</b></p>
<p>Faz uns dez minutos que eu criei o maior e o menor poema do mundo, ou talvez eu o tenha recebido de Éris por intermédio da minha glândula pineal. E eu queria compartilhar ele com os leitores do blog. O poema ainda não tem título, e se vocês tiverem alguma sugestão ficarei feliz em me apropriar dela. Antes de apresentar meu poema, queria registrar que qualquer hora dessas escrevo uma postagem um pouco maior que as de ultimamente, ok?</p>
<p>Bom, eis o poema:</p>
<p><i>uni(co)verso</i></p>
<p>Simples e maravilhoso. Eu acho. Ia oferecer ele em memória de Arthur Rimbaud, mas não vou ser tão pretensioso ao invocar o poeta. Mesmo assim, fiquem com uma foto do garoto como tributo.</p>
<p><img src="http://cabaladada.wordpress.com/files/2008/01/rimbaud2.jpg" alt="Arthur Rimbaud" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Postulado Geral da Antropologia Psicológico-Social]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/19/postulado-geral-da-antropologia-psicologico-social/</link>
<pubDate>Sat, 19 Jan 2008 20:04:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/19/postulado-geral-da-antropologia-psicologico-social/</guid>
<description><![CDATA[ao som do álbum Fool for the City, do Foghat
Bom, há algum tempo eu criei um postulado e coloquei ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ao som do álbum Fool for the City, do Foghat</strong></p>
<p>Bom, há algum tempo eu criei um postulado e coloquei no Wikipédia. Devido ao caráter extremamente <strike>ridículo</strike> peculiar do axioma, eles o retiraram do ar. Me vinguei colocando no Desciclopédia.</p>
<p>Bom, confiram: <a target="_blank" href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Postulado_Geral_da_Antropologia_Psicol%C3%B3gico-Social" title="Postulado Geral da Antropologia Psicológico-Social">http://desciclo.pedia.ws/wiki/Postulado_Geral_da_Antropologia_Psicol%C3%B3gico-Social</a></p>
<p>No postulado eu discuto sobre os desencontros humanos. É, essa desgraça toda que move nossos sentimentos, et cetera.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Grande Jogo]]></title>
<link>http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/08/o-grande-jogo/</link>
<pubDate>Tue, 08 Jan 2008 11:44:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rev. Beraldo</dc:creator>
<guid>http://cabaladada.wordpress.com/2008/01/08/o-grande-jogo/</guid>
<description><![CDATA[Parabéns, você esta jogando o JOGO.
O JOGO é muito simples:
-Você está sempre jogando O JOGO;
-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns, você esta jogando o <b>JOGO</b>.</p>
<p><b>O JOGO</b> é muito simples:<br />
-Você está sempre jogando <b>O JOGO</b>;</p>
<p>-Você nunca pode ganhar. Só perder;</p>
<p>-Você perde toda vez que se lembra do jogo;</p>
<p>-Toda vez que você lembrar do <b>JOGO</b> você deve falar em voz alta "Eu perdi!";</p>
<p>-Após perder, você tem direito a 30 minutos sem perder, mesmo lembrando do JOGO;</p>
<p>-No momento que você citar o jogo para alguém, essa pessoa já esta jogando<b> O JOGO</b>;</p>
<p>-O objetivo final é ter todo mundo no mundo jogando <b>O JOGO</b>;</p>
<p>Boa sorte.</p>
<p><img src="http://cabaladada.wordpress.com/files/2008/01/chaoflag.jpg" /></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
