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	<title>missao-de-paz &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "missao-de-paz"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 23:05:58 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Geopolítica, anomia e missões de paz]]></title>
<link>http://aloisiomilani.wordpress.com/?p=195</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 21:36:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>aloisiomilani</dc:creator>
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<description><![CDATA[A missão de paz no Haiti fundou um capítulo à parte na discussão sobre a função da ONU nos con]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A missão de paz no Haiti fundou um capítulo à parte na discussão sobre a função da ONU nos conflitos armados, nas guerras e nos distúrbios que tenham iminência de violência extrema. Antigos formatos de ação em decadência são questionados sistematicamente. Mas ainda assim a ONU responde "muy" lentamente. Pelo fracasso de missões anteriores no Haiti, a ONU e o governo brasileiro sabem que o problema é profundo. E a repetição de um modelo pronto não funciona no país caribenho. Quero aproveitar o <a href="http://todososfogos.blogspot.com/2008/05/o-haiti-e-crise-das-misses-de-paz.html" target="_blank">recente post</a> do Maurício Santoro, no blog <a href="http://todososfogos.blogspot.com/" target="_blank">Todos os Fogos o Fogo</a>, para falar sobre isso. Ao fazer um balanço positivo da missão de paz no Haiti, Santoro faz um pequeno histórico sobre a origem desse formato de atuação da ONU.</p>
<blockquote><p><em>As missões de paz foram concebidas originalmente na década de 1950 para lidar com crises muito específicas. Basicamente, consistiam em colocar em campo tropa que pudesse mediar cessar-fogo já assinado em dois exércitos inimigos – a operação de Suez (1956-1967) entre Egito e Israel, é o exemplo clássico. No fim dos anos 1980, o escopo das missões se alargou muito, com diversas atuações no Camboja, na Namíbia e em El Salvador nas quais a ONU assumiu tarefas governamentais, como realização de eleições, condução de ministérios-chave, policiamento etc. Tais tarefas continuaram a aumentar na década seguinte, no Kosovo, em Timor Leste e outras partes. (...) O Haiti reproduz em miniatura desafios que aparecem em escala muito mais assustadora no Afeganistão e no Iraque.</em></p></blockquote>
<p>A recorrente ponderação que faço por aqui é que a ação das missões de paz é resultado das forças diplomáticas, muitas vezes divergentes e com interesses próprios. Nenhum país está ali por mera solidariedade. Há interesses diversos. Os Estados Unidos reproduzem seu modelo neoliberal ali. Mesmo sem participação oficial na missão, a embaixada norte-americana é forte no Haiti e atua para dentro da missão e junto ao governo de René Préval. Já a França, a ex-metrópole de São Domingos, tem tradição intervencionista na política de seus ex-colônias. Ambos estiveram na intervenção militar que retirou Aristide do país em 2004. O Brasil, embora negue publicamente, vê a missão como estratégia para postular participação ativa no Conselho de Segurança.</p>
<p>A missão de paz é a resultante desses interesses diferentes, por vezes divergentes, e quase sempre distantes das efetivas alternativas de solução para os problemas haitianos: como perdão da dívida externa, apoio internacional para reestruturação da agricultura, fim das políticas tarifárias que implodiu a sustentabilidade dos campesinos, desenvolvimento de uma indústria nacional e a ativação de um modelo de turismo sustentável. O grupo de países da América do Sul tem a possibilidade, mas somente ela, de mudar o futuro do Haiti. Até agora, com quatro anos de missão de paz, isso é somente uma perspectiva. Não uma realidade. Concordo que tirar as tropas da ONU do Haiti possa reavivar a violência, mas estar lá sem um plano de desenvolvimento é cavar sob os próprios pés. Esse descompasso tem acontecido na cúpula da missão de paz desde o início, mas também enforca o trabalho do governo eleito nas últimas eleições. Já tarda o momento de mudar esse perfil.</p>
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<title><![CDATA[Abuso sexual e missão de paz, um paradoxo]]></title>
<link>http://aloisiomilani.wordpress.com/?p=193</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 01:14:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>aloisiomilani</dc:creator>
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<description><![CDATA[Nesse tempo em que fiquei afastado do blog, muita coisa aconteceu no Haiti. Vou liberar e comentar c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse tempo em que fiquei afastado do blog, muita coisa aconteceu no Haiti. Vou liberar e comentar coisas aos poucos. Quero falar aqui sobre as novas denúncias de abuso sexual feitas contra soldados das Nações Unidas. Na verdade, eles retomam um tema que eu já tinha tratado no <a href="http://aloisiomilani.wordpress.com/2007/11/11/soldados-da-onu-e-o-abuso-sexual/" target="_blank">blog</a> no ano passado e a imprensa brasileira tinha silenciado. Recentemente, voltou com força.</p>
<p>Uma denúncia da organização não-governamental <a href="http://www.savethechildren.org/?source=op_logo" target="_blank">Save the Children</a> mostra que as forças de paz da ONU na Costa do Marfim, no Sudão e no Haiti fazem abusos sexuais contra crianças, algumas com até seis anos de idade. A ONG exige um organismo independente que analise a situação das crianças destes países. A Save the Children alega que os abusos não são denunciados por medo de represálias.</p>
<p>Veja techo de reportagem da Agência Estado. "O trabalho da Save the Children é baseado em pesquisas de campo (...) e apoiado em entrevistas confidenciais, discussões em grupo e pesquisas conduzidas no último ano. O grupo alertou que (...) reuniu material de modo a indicar que o problema é grave. Segundo a entidade, algumas crianças só ganhavam comida em troca de favores sexuais."</p>
<p>O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse profundamente preocupado por meio do pronunciamento de sua <a href="http://radio.un.org/por/detail/6227.html" target="_blank">porta-voz</a>. Em dois países citados, no Sudão e no Haiti, há integrantes brasileiros. Apesar de o relatório não citar nacionalidades ou apontar culpados publicamente, o problemas das acusações fica pior se analisarmos a discussão das jurisdições nacionais.</p>
<p>Uma reportagem de 2006 da <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/12/061205_onusbusos_ac.shtml" target="_blank">BBC</a> mostra que a ONU reconhece que 80% das pessoas a serviço das missões de paz estão fora de suas jurisdições e, por isso, não podem ser processadas pelos crimes em outros países. Ou seja, se um policial, um soldado ou qualquer outro funcionário da ONU abusar sexualmente de uma criança, ele pode ficar impune diante de leis nacionais inadequadas diante da situação dos direitos humanos internacionais.</p>
<p>O cientista político e jornalista Mauricio Santoro, no seu blog <a href="http://todososfogos.blogspot.com/" target="_blank">Todos os Fogos o Fogo</a>, fez uma análise legal sobre o caso a partir de um problema maior que é o próprio perfil das missões de paz. "O descalabro dos abusos sexuais cometidos pelas tropas de paz é apenas o ponto mais sombrio de diversos problemas que incluem a arrogância e o desrespeito com que os profissionais da cooperação muitas vezes tratam a população com quem precisam lidar".</p>
<p>Essa fala de Santoro abre um grande flaco para falar sobre a diplomacia brasileira e a política de segurança e paz da ONU. A continuar nos próximos posts.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Base brasileira no Haiti deve ser ampliada]]></title>
<link>http://omaciel.wordpress.com/2008/05/28/base-brasileira-no-haiti-deve-ser-ampliada/</link>
<pubDate>Wed, 28 May 2008 17:01:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Maciel</dc:creator>
<guid>http://omaciel.wordpress.com/2008/05/28/base-brasileira-no-haiti-deve-ser-ampliada/</guid>
<description><![CDATA[BBCBrasil.com
Bruno Garcez 
Enviado especial da BBC Brasil a Porto Príncipe, Haiti
O presidente Lui]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080528_haitivisitalulabg_fp.shtml">BBCBrasil.com</a><br />
<span style="font-style:italic;color:#006600;">Bruno Garcez </span><br />
<span style="font-style:italic;">Enviado especial da BBC Brasil a Porto Príncipe, Haiti</span></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à capital haitiana, Porto Príncipe, nesta quarta-feira, onde irá se encontar com o presidente do país, René Preval, e com membros do governo interino do Haiti.</p>
<p>Durante sua visita, Lula deverá reforçar o papel dos militares brasileiros que comandam as forças de paz da ONU (Minustah, na sigla em francês) e defender a ampliação do número de soldados do Brasil na nação caribenha.</p>
<p>Na terça-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defendeu o aumento do número de tropas brasileiras em mais cem soldados, todos eles pertencentes ao Batalhão de Engenharia, que atuariam em obras de infra-estrutura.</p>
<p>O projeto de ampliação do número de soldados está atualmente parado na Câmara dos Deputados. Jobim defendeu a aprovação o quanto antes, argumentando que, assim que a Câmara aprovar o envio de militares, ''em 30 dias eles poderão se deslocar, estarão prontos, estarão preparados''.</p>
<p>''Basta andar pelas ruas para saber que isso (a presença dos engenheiros militares) é preciso'', afirmou o ministro.</p>
<p>Durante sua estadia no país, o presidente irá visitar a sede do Batalhão Brasileiro da Minustah e as instalações da Companhia de Engenheiros do Exército, que vem realizando obras de reconstrução na nação caribenha.</p>
<p><span style="font-weight:bold;color:#006600;">Segunda visita </span><br />
Lula deve desembarcar em Porto Príncipe pela manhã e pouco depois seguirá para o Palácio Nacional, onde irá se encontrar com o presidente René Preval.</p>
<p>O presidente deverá participar de um almoço com o líder haitiano e assinar acordos de projetos de cooperação no setor agrícola e no combate à violência contra a mulher.</p>
<p>De acordo com um relatório divulgado pela Anistia Internacional nesta quarta-feira, a violência contra as mulheres e a falta de acesso à Justiça no Haiti são motivo de ''grande preocupação'' para a entidade.</p>
<p>A ONG afirmou ainda que denúncias de agressões sexuais registraram um aumento em relação aos anos anteriores e que as mais sujeitas à violência sexual no país são as jovens, com mais da metade dos incidentes atingindo menores de 17 anos.</p>
<p>Na terça-feira, a ONG britânica Save The Children acusou as forças de paz presentes no Haiti de praticarem abusos sexuais contra menores.</p>
<p>O comandante das forças de paz da ONU no país, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, <span style="font-weight:bold;">pediu que a entidade forneça casos concretos de abusos cometidos por militares</span>, para que possam ser abertos inquéritos sobre as supostas denúncias.<br />
-------------------------<br />
O general Carlos Alberto só está cumprindo o papel dele: defender as forças armadas. Este é exatamente o problema, "só" está cumprindo o papel. Em vez disso, deveria logo iniciar um trabalho de investigação para encontrar logo os malvados benfeitores. Isto sim seria um trabalho exemplar, para colocar mais confiança da população e do mundo na atuação militar, em especial a brasileira.</p>
<p>Por outro lado, não devemos esperar tanto, afinal, é só um general.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Save the Children denuncia abusos de crianças por tropas de paz]]></title>
<link>http://omaciel.wordpress.com/2008/05/27/save-the-children-denuncia-abusos-de-criancas-por-tropas-de-paz/</link>
<pubDate>Tue, 27 May 2008 14:21:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Maciel</dc:creator>
<guid>http://omaciel.wordpress.com/2008/05/27/save-the-children-denuncia-abusos-de-criancas-por-tropas-de-paz/</guid>
<description><![CDATA[Reporter BBC |
 Tropas da ONU no Haiti
As tropas da ONU são fonte particular de abuso em várias á]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080527_relatorioabusocriancas_np.shtml">Reporter BBC &#124;</a><br />
<em> Tropas da ONU no Haiti</em></p>
<p>As tropas da ONU são fonte particular de abuso em várias áreas Crianças que vivem em áreas atingidas por conflitos ou desastres continuam sofrendo abuso sexual por parte de funcionários de ONGs e membros de tropas de paz, sugere um relatório divulgado nesta terça-feira pela entidade britânica Save the Children.</p>
<p>Intitulado <span style="font-weight:bold;color:#006600;">Noone to turn to</span> – <span style="font-style:italic;">The under-reporting of child sexual exploitation and abuse by aid workers and peacekeepers</span> (Ninguém a quem recorrer - A pouco denunciada exploração sexual infantil por funcionários de ONGs e tropas de paz), o documento é resultado de entrevistas feitas em 2007, com 341 crianças na Costa do Marfim, sul do Sudão e no Haiti.</p>
<p>O relatório diz que as vítimas dos abusos são crianças de ambos os sexos, com idade a <span style="font-weight:bold;">partir dos seis anos</span>.<br />
Entre os abusos relatados pelas crianças entrevistadas estiveram estupro, prostituição infantil, escravidão sexual, pornografia, troca de sexo por comida, tráfico infantil para sexo e exposição a indecências.</p>
<p>O relatório não identifica as organizações envolvidas nos incidentes, mas afirma que "os que cometem os abusos podem ser encontrados em todo tipo de organização de paz e segurança, entre funcionários de todos os níveis e entre trabalhadores recrutados local e internacionalmente".</p>
<p>O documento ressalta que as tropas de paz da ONU “são uma fonte particular do abuso em várias localidades, especialmente no Haiti e na Costa do Marfim.</p>
<p>Segundo a autora do documento, Carina Charky, a principal razão pela qual os abusadores não são identificados é o medo das crianças de represálias.</p>
<p>"Para fazer essa pesquisa tivemos que criar um nível de confiança grande com as crianças e prometemos que não levaríamos adiante os casos de abuso que elas identificaram", afirmou Charky.</p>
<p><span style="font-weight:bold;color:#006600;">Impunidade </span><br />
O documento ressalta que o aspecto mais chocante do abuso sexual é que a maioria dos casos não é denunciada e que os responsáveis seguem impunes.</p>
<p>Uma adolescente de 13 anos que vive na Costa do Marfim contou sua experiência à BBC. Ela conta que foi estuprada por um grupo de dez soldados de paz da ONU, que a deixaram no chão, sangrando, tremendo e vomitando.</p>
<p><span style="font-weight:bold;">Nenhuma ação foi tomada contra os soldados. </span></p>
<p>Em um caso relatado no documento, uma adolescente de 15 anos no Haiti contou que durante um passeio em um parque, ela e as amigas encontraram dois funcionários de agências humanitárias.</p>
<p>"Eles nos chamaram, mostraram seus órgãos genitais e ofereceram cerca de dois dólares para que fizéssemos sexo oral. Eu não aceitei, mas algumas das minhas amigas aceitaram pelo dinheiro", contou.</p>
<p>Segundo o documento, a maioria dos casos não é denunciada porque as pessoas temem em ficar em uma situação ainda pior.</p>
<p>"As pessoas não denunciam porque têm medo que as agências parem de trabalhar na região, e nós precisamos delas", disse um adolescente no sul do Sudão.</p>
<p><span style="font-weight:bold;color:#006600;">Recomendações </span><br />
O relatório da ONG recomenda a criação de mecanismos locais e internacionais para lidar com as denúncias de abuso.</p>
<p>Segundo a ONG, a comunidade internacional havia prometido uma política de tolerância zero em casos de abuso sexual contra crianças, mas a promessa não está sendo praticada nas áreas afetadas.</p>
<p>Em resposta às acusações do relatório, um porta-voz da ONU, Nick Birnback, afirmou que é impossível garantir que nenhum incidente irá acontecer em uma organização que tem mais de 200 mil funcionários servindo em diferentes regiões.</p>
<p>"O que podemos fazer é reforçar e propagar a mensagem acerca da política de tolerância zero, que significa zero complacência quando alegações confiáveis forem levantadas e quando acreditarmos que algum abuso tenha sido cometido", afirmou Birnback.</p>
<p>O porta-voz declarou ainda que a ONU não tem autoridade para agir contra os responsáveis.</p>
<p>"Essa é uma das questões que estamos discutindo, mas isso não significa que não acompanhamos os casos de forma rígida quando temos qualquer tipo de alegação. No entanto, é responsabilidade dos países-membros garantir a punição", afirmou.</p>
<p>A ONU declarou ainda que o relatório é bem-vindo e que a organização irá estudar seu conteúdo atentamente.</p>
<p><strong>A missão de paz da ONU no Haiti é comandada por militares brasileiros.</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Missão fica no Haiti até outubro de 2008]]></title>
<link>http://aloisiomilani.wordpress.com/2007/10/12/missao-no-haiti-fica-ate-outubro-de-2008/</link>
<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 23:01:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>aloisiomilani</dc:creator>
<guid>http://aloisiomilani.wordpress.com/2007/10/12/missao-no-haiti-fica-ate-outubro-de-2008/</guid>
<description><![CDATA[A renovação da missão das Nações Unidas no Haiti era certa, todo mundo sabia - comentei isso nu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A renovação da missão das Nações Unidas no Haiti era certa, todo mundo sabia - comentei isso num <a href="http://aloisiomilani.wordpress.com/2007/10/04/onu-prorroga-forca-de-paz-no-haiti-no-dia-10/">post anterior</a>. A questão era saber por quanto tempo e se haveria alguma mudança. Os capacetes-azuis, sob a liderança do Brasil, ficarão no Haiti pelo menos até outubro de 2008. A decisão saiu das reuniões prévias do Conselho de Segurança no dia 10.</p>
<p>Na Agência Brasil, eu e a <a href="http://anazenker.blogspot.com">Ana Luiza Zenker</a> fizemos uma <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/12/materia.2007-10-12.0272070177/view">matéria</a> com esse furo. Entrevistamos, em primeira mão, um dos integrantes da missão brasileira na ONU, o ministro Paulo Tarrisse. O rascunho da nova resolução aponta recomendações para o combate ao tráfico de drogas e a fiscalização das fronteiras marítimas e terrestres.</p>
<p>Houve pequenas mudanças no perfil da missão. Uma delas será a redução de 140 soldados do limite máximo do contingente militar – de 7.200 para 7.060 – e um aumento no teto do contingente policial para 2.091. Essa era uma das recomendações do último informe do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.</p>
<p>“Na prática, isso não afetou o componente militar, porque nunca se chegou a 7.200. Na questão policial, foi aumentada porque acredito que o problema hoje é muito mais de [garantia de] lei e ordem. A ONU pediu mais policiais porque eles têm uma interação maior com a população e têm outro tipo de finalidade em relação ao componente militar”, explicou o diplomata brasileiro.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.un.org/av/photo/incoming/medium/157681.jpg" alt="UN Photo/Devra Berkowitz" height="265" width="405" /></p>
<p><em>Atualização (15/10/2007):</em> essa matéria teve uma boa repercussão na imprensa neste final de semana. Vários jornais copiaram as informações ou registraram o temas em pequenas notas, alguns sem crédito, como receita o chupa-chupa desordenado da internet. Alguns deles - Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, O Estado de S.Paulo e Zero Hora.</p>
]]></content:encoded>
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