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	<title>meus-escritos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/meus-escritos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "meus-escritos"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 17:12:56 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Mínima]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=487</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 19:15:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
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<description><![CDATA[Há momentos em que a melhor música é o calar-se
E o mais perfeito concerto, o mutismo absoluto,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Há momentos em que a melhor música é o calar-se</p>
<p>E o mais perfeito concerto, o mutismo absoluto,</p>
<p>Porque o silêncio orquestra coisas</p>
<p>Que nenhuma palavra consegue tocar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Filhos]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=231</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 03:43:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[A violência nos dias atuais é uma das principais preocupações da Sociedade, e assim sendo, vemos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A violência nos dias atuais é uma das principais preocupações da Sociedade, e assim sendo, vemos inúmeras sugestões de como combatê-la. Cada família que se torna alvo dela é mais uma que se engaja numa ONG contra a violência, protestos, passeatas, campanhas, camisetas e todo um arsenal de idéias e ideais contra a violência.<br />
Mas qual a origem da violência? Por que adolescentes enfrentam pais, até fisicamente, em defesa de seus padrões de comportamento? Por que nós tornamos tal alheios ao sofrimento dos outros e só nos importamos quando ele bate a nossa porta?<br />
Num passado não muito distante havia menos pessoas e conseqüentemente os recursos disponíveis eram maiores. À medida que a população aumentou este cenário se modificou rapidamente.<br />
Assim como, com o desenvolvimento do Marketing, criou-se uma Sociedade altamente consumista.<br />
Com a escassez dos recursos e o aumento do consumo, a guerra pelo ter aumentou de modo alarmante. Com o desenvolvimento da globalização a concentração do Capital aumentou e assim os menos favorecidos estão cada vez mais pobres e querendo aquilo que a mídia anuncia, mais esta fora do seu poder de aquisição. O desenvolvimento da tecnologia eliminou milhares de postos de trabalho, o que aumentou aquilo que os economistas chamam de “exercito de reserva”, ou seja, mão de obra disponível.<br />
Misture tudo isso e o Caldeirão esta fervendo.<br />
Mais podemos colocar ainda o rompimento culturalmente feito pela geração de Woodstock , a quebra dos preceitos moral feitos pelos jovens, naquela época e pais na geração seguinte, mudou drasticamente o modelo de educação dada aos filhos saímos de um extremo muito conservador para outro muito liberal.<br />
Agora os filhos podiam negociar com os pais e de negociar para a desobediência o passo foi pequeno.<br />
Mas, lamento informar, tende a piorar, agora com a crise do aquecimento global e a escassez de água,  vai aumentar a disputa por estes recursos e elevar assim a ambição.<br />
Somos o que possuímos e não o que carregamos em valores éticos.<br />
Toda esta conversa me vem junto com uma pergunta:<br />
Até que ponto os pais são responsáveis pelos delitos dos filhos? Como posso me responsabilizar pela educação de meu filho se ele pode comprar e usar a vontade bebidas alcoólicas? Cigarros? Drogas?<br />
Basta você freqüentar a noite para ver a escandalosa quantidade de jovens com fácil acesso a produtos que os deixam alienados.<br />
Como posso ser responsável pela educação de meu filho se a escola não o deixa reprovado mesmo merecendo esta condição.<br />
Como posso ser responsabilizado pela educação de meu filho se o tal do Conselho Tutelar só falta ajuda-los a agredirem os pais e professores?<br />
Como posso ser responsabilizado pela educação de meu filho se aqueles que deveriam protegê-los contra os traficantes, fazem o contrário?<br />
Como posso pregar Ética para meu filho se vivo num país de Gersons e corruptos?<br />
Como posso dizer e querer que meu filho aja de forma digna se agindo assim a Sociedade o rotula como Otário?<br />
Não, não me sinto culpado, já me senti, mas não sou, pois é impossível desfazer o grande erro que é a perda do altruísmo no ser humano.<br />
Sinto pelos meus filhos e espero que quando eles tiverem discernimento suficiente para entender, não seja tarde demais.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vou falar baixinho...]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=449</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 00:19:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=449</guid>
<description><![CDATA[
Vou falar baixinho em teus ouvidos, meu anjo,
Andar muito levemente, meio bailarina,
E meio borbo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://encantadadominadorademonstros.files.wordpress.com/2008/07/bacio1yc8.jpg"><img class="size-medium wp-image-458  aligncenter" src="http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/files/2008/07/bacio1yc8.jpg?w=236" alt="" width="119" height="151" /></a></p>
<p>Vou falar baixinho em teus ouvidos, meu anjo,</p>
<p>Andar muito levemente, meio bailarina,</p>
<p>E meio borboleta, roçarei teus lábios.</p>
<p>Serei assim:</p>
<p>Cigana, se quiseres que te leia a sorte;</p>
<p>Odalisca, se quiseres que fique entre véus;</p>
<p>E mística, se preferires um mágico ritual.</p>
<p>Terei sempre esse gosto de chuva na língua,</p>
<p>Esse cheiro de mato entre os dentes,</p>
<p>Esse olhar de quem nunca duvidou de nada,</p>
<p>Essa boca que te beija a ponta do nariz</p>
<p>Enquanto esboça um sorriso...</p>
<p>Ah!</p>
<p>Eu serei tua amiga de todas as horas,</p>
<p>Tua mulher nos instantes urgentes,</p>
<p>Tua menina quando desejares o riso fácil e farto.</p>
<p>E não te negarei nunca esses momentos de delicadeza,</p>
<p>Em que me pego te olhando de esgueira,</p>
<p>Com o coração sem sobressalto algum</p>
<p>Porque sei que estás ao meu lado.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Minhas Saudades e meus Medos.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=226</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 17:41:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
<guid>http://busilis.wordpress.com/?p=226</guid>
<description><![CDATA[Hoje senti saudades, saudades de lugares.
A praça da ignorância, afinal a ignorância,
É fundamen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Hoje senti saudades, saudades de lugares.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A praça da ignorância, afinal a ignorância,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">É fundamental para a felicidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A travessa da alegria, a rua dos sonhos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A praça da paternidade e o largo da harmonia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A subida da segurança e a ladeira do pertencimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Hoje senti muitas saudades.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Saudades da avenida do amor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A montanha dos sonhos e utopias.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Hoje senti muito medo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A saudade é o passado e o medo é o futuro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Medo da finitude, medo da solidão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Medo da dor, dor física e dor espiritual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Medo do isolamento, medo do conhecimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">O conhecimento acaba com a ignorância,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Que é condição para a felicidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Medo dos meus erros<span>  </span>cometidos e que serão cometidos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Medo do que deixei de fazer, do que deixei de viver.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Hoje senti raiva, muita raiva.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Raiva de sentir saudades e de sentir medo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Raiva da minha fragilidade, física e mental.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Raiva dos meus temores, mas ...</span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;font-family:&#34;">“ Muitos temores nascem do cansaço e da solidão “</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Convite para dançar]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=407</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 17:17:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=407</guid>
<description><![CDATA[
 
Queria que me tirasses para dançar,
Mas não para uma dança qualquer,
Não para a valsa formal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://encantadadominadorademonstros.files.wordpress.com/2008/07/amor.jpg"><img class="size-medium wp-image-421 aligncenter" src="http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/files/2008/07/amor.jpg?w=199" alt="" width="95" height="144" /></a></p>
<p> </p>
<p>Queria que me tirasses para dançar,</p>
<p>Mas não para uma dança qualquer,</p>
<p>Não para a valsa formal e obrigatória.</p>
<p> </p>
<p>Queria que me tirasses para dançar</p>
<p>Um ignoto e sedutor bailado,</p>
<p>Onde me tocasses</p>
<p>Como se degustasses minha pele,</p>
<p>Onde me guiasses</p>
<p>Como se adejássemos acima desse solo,</p>
<p>A dois,</p>
<p>Aéreos,</p>
<p>Rasgando esses espaços restritos</p>
<p>Como o punhal que se crava </p>
<p>E rompe o veludo da carne.</p>
<p> </p>
<p>Queria que me estreitasses em teus braços</p>
<p>Como quem preme a tenra fruta entre os lábios,</p>
<p>Desejoso de tudo o que venha</p>
<p>Da cadência que, aos poucos, nos embala. </p>
<p>  </p>
<p>Queria que me tirasses a pele</p>
<p>Como se desenrolasses um finíssimo casulo,</p>
<p>Deslizando teus dedos pelos fios de seda,</p>
<p>E extraindo deles nossa desusada melodia.</p>
<p> </p>
<p>Queria que me tirasses para dançar</p>
<p>Como quem sente a ânsia e a alegria</p>
<p>Arrebatada de um primeiro olhar,</p>
<p>De um primeiro beijo,</p>
<p>De um primeiro amor...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chamado ao movimento]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=410</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 17:05:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=410</guid>
<description><![CDATA[ 

Eu escrevi esse texto e, depois, fiquei achando-o muito diferente daquilo que escrevo normalm]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"> </p>
<p class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:center;"><a href="http://attambur.com/Imagens/Banco8/Movimento.jpg"><img class="aligncenter" src="http://attambur.com/Imagens/Banco8/Movimento.jpg" alt="" width="117" height="121" /></a></p>
<p class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;">Eu escrevi esse texto e, depois, fiquei achando-o muito diferente daquilo que escrevo normalmente. </span></p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;"><span style="color:#808080;">Apesar disso, resolvi postá-lo assim mesmo...</span></div>
<p class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:justify;"> </p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Não quero um coração que aspira,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Sem pés que me obedeçam;</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Uma mente que cria e projeta,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Sem mãos que edifiquem meus sonhos.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Está, pois, convocada minha coragem que se oculta</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Para que, em mim, pernas e mãos se movam,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Para que tudo seja, mais que um devaneio,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A construção do que somente latejou, </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Sem saber fazer da pulsação a vida inscrita</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Nesses ímpetos que agitam o pensamento,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Nesses colóquios mudos que se travam<span>  </span></span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">No meu alforriado e anárquico espírito. </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Quero prenunciar esse triunfo:</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O deslocar das pernas que caminham,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Não mais a esmo, não mais temerosas;</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">O fazer das mãos que engendram meus desejos,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Não mais soturnos, não mais enjeitados.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Hei de encontrar, finalmente, onde habita,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A motriz do caminhar imperioso,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">As asas dos meus bárbaros anseios,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A engrenagem da agitada meninice.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">E tudo há de ser, a uma só tempo,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Passagem e permanência em movimento,</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Como se eu fosse a andarilha audaciosa </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">trilhando a estrada dos meus próprios sonhos;</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Como se alada, ágil e faiscante, </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Arrebatasse uma encoberta força;</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">Como se ainda habitasse em mim</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:#000000;font-family:Verdana;">A minha sábia e desvelada infância.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Lago do Esquecimento]]></title>
<link>http://aplanicie.wordpress.com/?p=104</link>
<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 03:31:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paulo Victor Recchia Gomes da Silva</dc:creator>
<guid>http://aplanicie.wordpress.com/?p=104</guid>
<description><![CDATA[Espero calmamente a beira do lago. Não sei o que espero, mas continuo esperando. O dia está frio. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span lang="PT-BR">Espero calmamente a beira do lago. Não sei o que espero, mas continuo esperando. O dia está frio. O céu nublado. Uma nevoa fina cobre as águas antes cristalinas. O dia segue em uma melancolia bela. O dia está apenas começando.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Um homem se aproxima. Sussurra algo em meu ouvido e segue seu caminho. Ou volta pelo mesmo que veio. Não sei. Não ouvi o que ele disse. Não sei se posso ouvir. Mas me lembrei o que espero. Espero o que nunca tive. Espero o que esperei a vida toda e até agora nada. Tarde demais.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Um peixe ensaia um salto, mas desiste. Faz apenas ondas na água. A água é melhor que o ar. Compartilho dessa opinião. E se eu fosse um peixe? Teria tido mais chances? Não sei. Tarde demais para saber. Cansei de tentar. Cansei de esperar. Escrevi uma carta hoje e não lembro onde a deixei. Talvez ainda esteja em meu bolso. Não sei. Não vale a pena o esforço para conferir.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">O homem volta e parece insistir no mesmo. Ele não percebe que eu não ouço mais. Ele não sabe que já desisti. Até hoje mais cedo nem eu sabia. Eu o perdôo.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">E mais uma vez não sei o que faço a beira desse lago. Nem ao menos sei que lago é esse! Não sei onde estou. Mariposas dançam em meu estômago. Borboletas são para jovens. O peixe repete seu movimento. Sem sucesso. É mesmo. Ele tem razão. Eu não teria mais chances se fosse um peixe. Afinal que chances teriam um peixe impossibilitado de caçar, de nadar, de retirar o sagrado oxigênio da água com guelras enfraquecidas. Retiro meu sustento, pois ainda tenho engrenagens. Por que não fiz? Por que não fui? Por que não estou mais?</span></p>
<p><span lang="PT-BR">O ar me falta. Ou a água? Peço, mas ninguém me ouve. Esqueceram-se de mim, ou fui eu que os esqueci? Afinal nem lembro quem sou, ou o que faço a beira desse lago que agora sei ser o Lago do Esquecimento. O lago onde todos mergulham na tentativa de serem lembrados por toda a eternidade. Mas poucos conseguem, foi o que ouvi dizer. Nunca soube de ninguém que foi lembrado para sempre. Serei eu a exceção? Será essa minha única atitude nobre que será lembrada por todo o sempre?</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Mergulho. É fria a água. Perfura todas minhas células, minha consciência, até minha alma. A qual não sei se ainda existe. Não sei se a dor que sinto é por tê-la ou é pela falta dela. Alguém tenta me trazer a tona. Impossível. Eu não quero. É meu ultimo desejo. Que pelo menos esse seja concedido. A água antes fria agora se torna flamejante ao penetrar minhas vias respiratórias e preenche meus pulmões. Meu coração enfraquecido luta pela sobrevivência. Infelizmente temos pensamentos diferentes. É uma pena.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">Parou! Não respiro! Não tenho pulsos. Tenho apenas memória que antes não havia. Lembro-me de tudo! Lembro-me de abrir os olhos.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">E abro! Estou ainda a margem do lago. O peixe ensaia seu movimento e dessa vez pula. Ele não desistiu.</span></p>
<p><span lang="PT-BR">A névoa cobre o lago. O Sol não vai aparecer hoje. A melancolia permeia pelos ares, entra pelos meus pulmões e preenche minha alma. Espero mais uma vez a vinda do que nunca veio.</span></p>
<p>(02/07/2008; ao som de Weird Fishes/Arpeggi - Radiohead)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tres Teorias Filosoficas]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=186</link>
<pubDate>Sat, 19 Jul 2008 18:04:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
<guid>http://busilis.wordpress.com/?p=186</guid>
<description><![CDATA[A teoria da “Tábula Rasa” é atribuída a John Locke (1632 – 1704), embora ele usasse uma met]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">A teoria da “Tábula Rasa” é atribuída a John Locke (1632 – 1704), embora ele usasse uma metáfora diferente. Eis<span> a </span>célebre passagem de Ensaios acerca do entendimento humano:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Suponhamos, pois, que a mente seja, como dizemos, um papel em branco, totalmente desprovido de caracteres, sem idéias quaisquer que sejam. Como ela vem a ser preenchida? De onde provém a vasta provisão que a diligente e ilimitada imaginação do homem nela pintou com uma variedade quase infinita? De onde lhe vêm todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, em uma palavra: da Experiência.</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Locke estava mirando as teorias de idéias inatas segundo as quais as pessoas nascem com idéias matemáticas, verdades eternas e noção de Deus. Sua teoria alternativa, o IMPIRISMO, destinava-se a ser tanto uma teoria de psicologia – como a mente funciona – como uma teoria da epistemologia – como chegamos ao conhecimento da verdade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Como as idéias têm por base a experiência, a qual varia de pessoa para pessoa, as diferenças de opinião surgem não porque uma mente está equipada para compreender a verdade e a outra é deficiente, mas porque as duas mentes têm diferentes histórias. Essas diferenças, portanto, tinham de ser toleradas, e não suprimidas. Minava também os alicerces da realeza hereditária e da aristocracia, cujos membros não podiam arrogar-se mérito ou sabedoria inata se suas mentes haviam começado tão vazias quanto às de qualquer outra pessoa. Também se contrapunha à instituição da escravidão, já que com ela não se podia mais conceber uma inferioridade ou subserviência inata nos escravos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Mudando as experiências – reformulando o modo de criar os filhos, a educação, a mídia e as recompensas sociais – podemos mudar as pessoas. Notas baixas, pobreza e comportamento anti-social podem ser melhorados; de fato, não faze-lo é uma irresponsabilidade. Toda discriminação com base em características dita inatas de um sexo ou grupo étnico é absolutamente irracional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Esta teoria, normalmente anda em companhia de duas outras doutrinas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Uma dessas, atribuída a Jean-Jacques Rousseau (1712-78), é conhecida como “A teoria do bom selvagem” ou “ROMANTISMO”.</span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">O conceito do bom selvagem foi inspirado na descoberta, pelos colonizadores europeus, de povos indígenas nas Américas, África e Oceania. Diz que a crença que os seres humanos em seu estado natural são altruístas, pacíficos e serenos e que males como a ganância, a ansiedade e a violência são produtos da civilização. Em 1775, Rousseau escreveu:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Muitos autores precipitam-se a concluir que o homem é naturalmente cruel e requer um sistema de polícia regular para regenerar-se, porém nada pode ser mais manso do que ele em seu estado primitivo, quando posto pela natureza a igual distância da estupidez dos burros e do pernicioso bom senso do homem civilizado...</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoBodyText2" style="margin:0;"><em><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Quando mais refletirmos sobre esse estado, mais convencido ficaremos de que era o menos sujeito de todos a revoluções, o melhor para o homem, e que nada poderia ter arrancado disso o homem a não ser algum fatal acidente, o qual, pelo bem público, nunca deveria ter acontecido. O exemplo dos selvagens, que em sua maioria foram encontrados nessa condição, parece confirmar que a humanidade foi formada para manter-se sempre nela, que essa condição é a verdadeira juventude do mundo, e que todos os progressos ulteriores foram muitos passos aparentemente em direção à perfeição dos indivíduos, mas de fato no caminho da decrepitude da espécie</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Rousseau mirava Thomas Hobbes (1588-1679), que apresentava um quadro muito diferente:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Está assim evidente que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum que os mantenha em temor reverencial, encontram-se naquela denominada guerra; e essa guerra é de cada homem contra cada homem...</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoBodyText2" style="margin:0;"><em><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Em tal condição não há lugar para a laboriosidade, pois o fruto dela é incerto, e conseqüentemente não há cultivo da terra, navegação, uso de artigos que podem ser importados por mar, não há edificações cômodas, instrumentos para mover e remover coisas que requerem muita força, não há conhecimento da face da Terra, contagem do tempo, artes, letras, sociedade; e o que é pior de tudo, há contínuo medo e perigo de morte violenta; e a vida do homem é solitária, pobre, grosseira, animalesca e breve</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></em></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Hobbes acreditava que as pessoas só poderiam escapar dessa existência infernal entregando sua autonomia a uma pessoa ou assembléia soberana. Chamou-a de Leviatã, palavra hebraica que designa uma monstruosa criatura marinha subjugada por Jeová no inicio da criação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">A outra doutrina que acompanha a tábula rasa é atribuída a René Descartes (1596-1650), é o Dualismo, ou como também é conhecida: o fantasma da máquina.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Existe uma grande diferença entre mente e corpo, portanto o corpo é por natureza sempre divisível, e a mente é inteiramente indivisível.....</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Quando considero a mente, vale dizer, eu mesmo, na medida em que sou apenas um ser pensante, não posso distinguir partes em mim, mas apreender-me como claramente uno e inteiro; e embora toda a mente pareça unida a todo o corpo, se um pé, ou um braço, ou alguma outra parte for separada do corpo, percebo que nada foi retirado de minha mente. E as faculdades de querer, sentir, conceber etc. não podem, com acerto, ser consideradas suas partes, pois é a mesma mente que se ocupa de querer, sentir e entender. No entanto é muito diferente no caso de objetos corpóreos ou dimensionais, pois não existe algum imaginável por mim que minha mente não possa facilmente dividir em partes...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Isto bastaria para ensinar-me que a mente ou alma do homem é inteiramente diferente do corpo, caso eu já não houvesse avaliado isso a partir de outras premissas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Essas teorias são, logicamente, independentes, mas na prática, e com freqüência são encontradas juntas. </span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">Mas longe de serem estéreis ou sonhadoras, as idéias dos filósofos podem ter repercussões durante séculos. Assim até hoje, podem ser encontradas em políticas publicas e educacionais.</p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Híbridos]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=285</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 21:46:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=285</guid>
<description><![CDATA[
   
Híbridos somos nós, 
Carregados de coisas tão diversas, 
Que duelam e pedem trégua, 
Bri]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#666666;"><span style="color:#000000;"><a href="http://encantadadominadorademonstros.files.wordpress.com/2008/07/ianbritton-papolilas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-292" src="http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/files/2008/07/ianbritton-papolilas.jpg?w=200" alt="" width="90" height="134" /></a></span></span></span></div>
<div><span style="color:#000000;"><span style="color:#666666;"><span style="color:#000000;">  </span> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Híbridos somos nós, </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Carregados de coisas tão diversas, </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Que duelam e pedem trégua, </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Brigam e fazem as pazes</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 24pt;"><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Túrgidos de desejos e de medos infundados, </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Bailando ao som de estranhas harmonias,</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Debatendo-nos contra todas as amarras </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Quando há muito já afrouxaram nossos laços</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 24pt;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Eternamente</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;">  </span><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">em dúvida,</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Eternamente em dívida</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Com um coração que parece sempre querer mais</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Quando pensamos que não há nada além.</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 24pt;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Híbridos somos nós,</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Vagando insones</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Por exigirmos demais,</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Por sermos demais</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 24pt;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Buscando diminuir as fronteiras</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Entre  o que almejamos e o que temos,</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Sem perceber que não há limites</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Para aquilo que se mescla em nós</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 24pt;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:9pt;color:#666666;font-family:Verdana;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Querendo a insígnia da perfeição</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">À custa da nossa própria vida</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Quando já nos bastaria ser o que somos:</span><span style="font-size:9pt;color:#666666;"></span></p>
<p><span style="font-size:9pt;color:black;font-family:Verdana;">Híbridos do divino e do imperfeito.</span></p>
<p></span></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CONHECIMENTO E PODER]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=180</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 10:45:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
<guid>http://busilis.wordpress.com/?p=180</guid>
<description><![CDATA[A escola só aceita como conhecimento, o saber cientifico, descartando o saber da vida, o saber emp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">A escola só aceita como conhecimento, o saber cientifico, descartando o saber da vida, o saber empírico, por não ter<span>  </span>passado pelo crivo do método científico. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Aquele que observa o fato, formula uma teoria que torne o fato ou o evento, repetitivo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Isso leva a escola a se deslocar da direção em que ruma a evolução da sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Este discurso sobre o saber, ou conhecimento, fica vinculado aqueles que são detentores do mesmo e deixa para o resto das pessoas como única opção a aceitação e passividade diante da realidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Assim mantemos a situação e os inconformados passam a ser segregado, o que impede a oxigenação do saber, e tem como resultado geração de poder pessoal, visto que aqueles que detém esse tipo de conhecimento ditam as normas para os demais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Num mercado globalizado e consumista, aonde o que vale é o mérito de agregar valores a empresas e marcas, a competição isola o individuo, anulando qualquer possibilidade de sinergia. Este processo é difundido de tal forma, que passa a ser a regra, premiando o individuo em detrimento do coletivo. Aqui a escola mostra seu peso, como sendo formadora do conceito que leva as pessoas a se portarem através do mérito pessoal, premiando e punindo, avaliando e julgando. Ao colaborar para manter este sistema a escola torna legitima a hierarquia das classes dominantes, nos ensinando como nos portar para que se mantenha a ideologia dominante. Assim a individualidade é neutralizada, e passamos a nos portar de forma conveniente para aqueles que definem os rumos que a sociedade deve tomar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Equalização de atitudes e comportamentos em detrimento das capacidades individuais,<span>  </span>discursos silenciados e passamos a ser seres passivos e concordantes com sistema.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">A escola com seu método disciplinar acredita estar maximizando resultados em prol do bem comum, enquanto na verdade esta divulgando os interesses do poder. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Assim esta claro que através da implantação do mérito pessoal, divulgação de um poder que esta nas mãos de poucos e silenciando o novo e diferente a escola é uma das fontes de poder em nossa sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Mas não é só através do método que a escola gera pessoas detentoras do poder. Isso se faz também através da relação de como alguns professores se portam perante aqueles que ali estão para adquirir meios de compreender e lidar com o mundo, ou seja, conhecimento útil. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Quando alguns professores se colocam como detentores da verdade inquestionável, além se exercer uma forma de poder, também esta, através de seu exemplo,<span>  </span>mostrando aos seus discípulos como se portar para estar na frente e ditando regras, mais um meio de geração de poder.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Mas também é preciso registrar que o professor também é vítima do sistema, pois para se tornar professor e estar lá na frente, passou pelos bancos escolares, aonde ele foi doutrinado, a divulgar aquilo que pode ser chamado de capital cultural de uma elite dominante, e para ser premiado nos julgamentos pelos quais passou em seu caminhar ate a tribuna de professor, precisou ser passivo e aceitar o conhecimento que lhe era imposto, a cultura da elite.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Precisou se neutralizar como individuo para ser aceito como um representante e divulgador do capital cultural existente. Essa é uma das formas do poder se manter, você se adapta ou esta excluído. A escola agindo como instituição para adaptar indivíduos as regras necessárias para manutenção do status quo e preservar a lógica dos opressores. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Moacir Gadotti em Educação e Poder: Introdução à Pedagogia do Conflito. Define muito bem:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“... numa sociedade dividida em classes antagônicas, a Escola é um aparelho da classe dominante. Nessa sociedade, a Universidade sobretudo, tem uma função particular; formar advogados para defenderem o capital, formar médicos para cuidarem da saúde da burguesia, formar veterinários para os grandes latifundiários, formar economistas para defenderem os interesses particulares do capitalismo, formar educadores para conservar tudo isso como está.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Como podemos ver a escola e os professores tem papel vital na manutenção ou mudança da realidade em que vivemos, já que todos passam pelas suas mãos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Manter o atual rumo é preocupante, pelos motivos expostos, então é urgente que a escola reveja a forma e passe a<span>  </span>assumir um papel que é seu, que é de ser um lugar aonde se existe não apenas transmissão, mas também a reconstrução do conhecimento e permitir-se ser um palco para avaliação das conseqüências de sua atuação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Sem esta reconstrução, permitindo que o conhecimento<span>  </span>distribuído pela escola seja constantemente atualizado, e sem a avaliação, o que permite alterar o rumo tanto do conteúdo, como da forma, como o conhecimento passa de mestres a futuros mestres, estaremos sempre mantendo os interesses de um grupo, em detrimento dos interesses do coletivo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Estaremos mantendo o poder para aqueles que se consideram, mesmo inconscientemente, donos da cultura humana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Então se faz necessário e urgente que se abra caminho para a percepção do outro, de suas necessidades e direitos, a distribuição do conhecimento precisa passar pelo caminho que possibilite a igualdade de direitos e respeito pela identidade do outro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">O poder toma corpo em qualquer lugar, porém nas instituições e na escola em especial, isso se faz notar, já que o Capitalismo esta ligado a uma certa forma de saber: o saber de mandar, do uso da opressão, manipulação e controle. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Estando nossa sociedade dividida em opressores e oprimidos, fica claro onde esta o saber e conseqüentemente o poder daí resultante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Todo tem seus direitos, independente de qualquer origem ou seja lá o que for.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Precisamos desenvolver meios de aprender a respeitar o diferente, pois sem respeito às diversidades, sempre existirá uma corrida em busca do poder.</span></span></p>
<p><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;">Os que hoje o detém usam as instituições, como a escola,<span>  </span>para mantê-lo e os que são vitimas de seus opressores começam a<span>  </span>questionar a posição de oprimidos.</span></p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O retrato ]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=194</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 16:32:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
<guid>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=194</guid>
<description><![CDATA[
 
Olho o retrato ao lado da minha cama:
Uma mulher de cabelos brancos abraça uma garotinha.
Na]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://encantadadominadorademonstros.files.wordpress.com/2008/07/menina.jpg"><img class="size-medium wp-image-201  aligncenter" src="http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/files/2008/07/menina.jpg?w=300" alt="" width="156" height="105" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Olho o retrato ao lado da minha cama:</p>
<p>Uma mulher de cabelos brancos abraça uma garotinha.</p>
<p>Na mulher, o sorriso da menina.</p>
<p style="text-align:justify;">Na menina, o ar de quem pondera sobre coisas muito graves e importantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Se a voragem do tempo não houvesse separado tanto a data de seus nascimentos, diria que se assemelham em quase tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Não só no que se pode constatar por esses nossos olhos humanos, mas pelo que se percebe sutilmente delineado nos dois pares de olhos vivazes e curiosos, nos gestos expressivos, nas mentes e corações inquietos que pulsam por detrás dessa fotografia já um pouco desbotada pelo tempo.</p>
<p style="text-align:justify;">A menina que sou enxerga tudo isso em uma única e profunda mirada, para depois sorrir intimamente, desejando um breve reencontro e pedindo que, do alto, essa mulher - ainda tão  unida a ela - lhe abençoe, lhe encoraje, lhe inspire...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teatro]]></title>
<link>http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/?p=158</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 16:37:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana</dc:creator>
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<description><![CDATA[
 
Tenho tentado me levantar cada vez mais cedo, mesmo com esse tempo frio, que faz   meu ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://encantadadominadorademonstros.files.wordpress.com/2008/07/teatro.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-162" src="http://encantadadominadorademonstros.wordpress.com/files/2008/07/teatro.jpg?w=300" alt="" width="142" height="130" /></a></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Tenho tentado me levantar cada vez mais cedo, mesmo com esse tempo frio, que faz   meu corpo clamar pelo calor das cobertas.</p>
<p style="text-align:justify;">Levantar-me é o primeiro ato de uma peça que começo a encenar ao raiar do sol e, como eu desejo que minha atuação seja profícua, melhor preparar a "mise-en-scène" o quanto antes.</p>
<p style="text-align:justify;">Não coloco logo a máscara escolhida porque sempre tenho dúvidas sobre qual devo usar.</p>
<p style="text-align:justify;">É claro que posso sempre trocá-las no decorrer do dia, mas essa tarefa frequentemente me exaure, porque  arrancar a persona que cobre minha face faz com que eu exponha minha verdadeira feição, ainda que por frações de um segundo. E eu não quero desnudar-me assim nesse palco. Ainda não.</p>
<p>Então, peço que me deixem um pouco mais na penumbra,</p>
<p>Que abaixem essa cortina por um brevíssimo instante,</p>
<p>Que retirem esse espelho para que eu não seja obrigada a me fitar.</p>
<p>Sim!</p>
<p>Aguardem somente mais um momento e já estarei pronta.</p>
<p>Um novo disfarce já revestirá meu rosto,</p>
<p>Um molde que me permitirá dizer o que desejo ouvir de mim mesma:</p>
<p>"Estou bem.</p>
<p>Minha vida é maravilhosamente perfeita".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novo Admirável Mundo Novo?]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=169</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 13:38:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Pensando nas ultimas, mas não inéditas, desastrosas ações da Polícia Militar no Rio de Janeiro ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Pensando nas ultimas, mas não inéditas, desastrosas ações da Polícia Militar no Rio de Janeiro e em outros Estados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Vendo a reação de desespero dos que perderam entes queridos, fiquei a pensar; qual a real causa desse apocalipse urbano?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">A violência se faz presente não apenas nas ações policiais, mas nas escolas, nos lares, até um jogo de futebol, para relaxar, pode terminar em violência. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Muitos apontam, e faço parte desse grupo, para a Educação a saída para termos uma Sociedade melhor seria uma Educação de melhor qualidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Neste aspecto vale ressaltar o que cada um entende por Educação, eu não chamo Educação apenas aquele pacote que recebemos nas escolas que alias tem seu conteúdo cada vez menos apto às necessidades. Educação é o resultado de todas as influências que recebemos desde nossa casa, quando temos uma, passando pelos ambientes que freqüentamos, aliados aos hábitos que praticamos, Ainda precisamos levar em conta alguma predisposição genética que nos incline para alguma tendência mais ou menos favorável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Mas a Historia Humana mostra que somos descendentes dos que foram mais fortes, mais poderosos diante das dificuldades iniciais, ou seja, os que enfrentaram qualquer coisa, que segundo suas analises lhes impediam de prosseguir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Só os que se dispuseram a mudar a transgredir sobreviveram, trazemos em nos a violência, os outros ficaram pelo caminho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Antes de sermos Sociedade somos Indivíduos, acredito que podemos pensar na solução a partir do Individuo, a Sociedade não consegue conter tanta onda de transgressão, os que seriam responsáveis em conte-la são, muitas vezes os maiores transgressores. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Como conciliar nossa tendência à violência com valores mais sociais? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo não teve sucesso, talvez essa seja nossa missão construir para destruir, quem pode saber?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ACABOU O ENCANTAMENTO.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=164</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 11:56:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Numa noite dessas estava sentando num bar conversando e ouvindo musica. Mas como tenho uma mente que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Numa noite dessas estava sentando num bar conversando e ouvindo musica. Mas como tenho uma mente que não para, comecei a observar as pessoas, ou melhor, os casais ao redor. É normal, mas naquele momento, muito me alertou um fato, já observado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Casais de namorados, assim como casais com longo caminhar unidos, sem dialogo, sem nem mesmo olhar na cara um do outro, sem sorrisos, totalmente frios e distantes, parecia que cada um estava em um mundo, talvez cada um a sonhar com uma companhia diferente, sonhando em estar com alguém com quem houve entusiasmo, prazer, tesão, sensação de pertencimento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Fiquei ali pensando porque as pessoas estão pertos, mas distantes? Por que às vezes nos deixamos arrastar numa relação que nada agrega?<span>  </span>As pessoas costumam ter respostas rápidas e simplórias para questões muito complexas, eu não tenho respostas, quase sempre, diante de questões complexas, e a vida é complexa demais, me vejo diante de dúvidas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">No caso de relacionamentos, vejo alguns vetores de influências:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;font-family:&#34;">-<span style="font:7pt &#34;">         </span></span><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Domínio do ter sobre o ser – Vivemos diante de uma realidade trazida pela Sociedade de Consumo, onde ter é mais importante que ser, e assim as pessoas não querem abrir mão do que tem, em prol de uma nova possibilidade de ser.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;font-family:&#34;">-<span style="font:7pt &#34;">         </span></span><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Domínio masculino na sociedade – O homem ainda domina. Ele, principal personagem, na criação das regras sociais, tem um cérebro mais voltado para o racional ( ter ) do que para o emocional ( ser ). A crescente liberação feminina leva esta questão para o lado oposto, desde que a mulher, ao alcançar postos de mando, não de deixe dominar pelo modo masculino de agir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;font-family:&#34;">-<span style="font:7pt &#34;">         </span></span><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Domínio do individual sobre o coletivo – Num mundo aonde os recursos disponíveis são menores que os necessários, e estão concentrados em pequena parcela dos indivíduos, estamos cada vez mais, colocando o individual sobre o coletivo, assim vejo primeiro e, em alguns casos, apenas vejo o meu lado, aquilo que é bom para mim, o resto? F...</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;font-family:&#34;">-<span style="font:7pt &#34;">         </span></span><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Queda da influência da Igreja Católica sobre a sociedade – Fazemos o que é bom para nós nesta vida, não sofremos nesta, para manter regras, e esperamos a felicidade na outra. Queremos ser felizes agora, além do que, colocamos em duvida a afirmação de “unidos para sempre, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”, acho que é mais ou menos assim que o padre fala.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 36pt;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;font-family:&#34;">-<span style="font:7pt &#34;">         </span></span><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">A Sociedade de Consumo, como o próprio nome diz, nos tornou consumidores de supérfluos, assim precisamos ganhar cada vez mais, para ter coisas que não agregam quase nada, ou nada, ao ser. Este fato coloca as pessoas na busca de recursos para ter “coisas” e assim nos tornamos distantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">São apenas fatores de influência nos relacionamentos, não acredito que haja uma explicação simplória para este assunto, vejo como mais uma etapa da existência humana, e que possivelmente nos levara a outro estágio.</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre a Verdade.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=162</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 02:23:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[No livro “Sobre a Verdade“ Krishnamurti afirma:
 
·        “A mente é memória, em q]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><strong><span style="font-size:14pt;">No livro “Sobre a Verdade“ Krishnamurti afirma</span></strong><span style="font-size:14pt;">:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 39pt;"><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;">·<span style="font:7pt &#34;">        </span></span><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“A mente é memória, em qualquer nível, como quer que você a chame; a mente é um produto do passado, baseia-se no passado, um passado que é memória, que é um estado condicionado“.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 39pt;"><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;">·<span style="font:7pt &#34;">        </span></span><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“As lembranças do ontem condicionam o hoje, e assim modelam o amanhã. Ou seja, através do presente, o passado cria o futuro”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:-18pt;text-align:justify;margin:0 0 0 39pt;"><span style="font-size:12pt;font-family:Symbol;">·<span style="font:7pt &#34;">        </span></span><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“A verdade não é uma lembrança. Pois a verdade é sempre nova, esta em permanente transformação”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 21pt;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 21pt;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">É fato que tudo esta em constante mudança, o Budismo explica isso há muitos anos e a ciência, com a Física Quântica comprova que a mudança é certa e constante. Partindo destas afirmações parece que ficamos presos numa armadilha da mente, ou seja, como “VER” uma mudança (que por ser mudança é coisa nova), com nossa memória condicionada, nossa memória que é fruto do passado?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 0 21pt;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Aqui esta a dificuldade, avaliar a realidade com nossos paradigmas, isso é muito difícil, principalmente para aqueles que acreditam que as verdades são absolutas. Não são, as verdades são relativas e atemporais. Precisamos estar sempre revendo conceitos e aceitar que o novo é apenas o fruto da mudança que é inevitável. No Budismo Shantideva explica:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 0 21pt;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0 0 0 21pt;" align="center"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“Relativa e absoluta,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0 0 0 21pt;" align="center"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">As duas verdades são essas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0 0 0 21pt;" align="center"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">A absoluta não esta ao alcance do intelecto,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0 0 0 21pt;" align="center"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Porque o intelecto está enraizado na relativa“.</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Polimorfismo]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=154</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 10:04:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
<guid>http://busilis.wordpress.com/?p=154</guid>
<description><![CDATA[Durante muitos anos, na verdade desde 1700, a teoria da Tabula Rasa predominava nas analises do comp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Durante muitos anos, na verdade desde 1700, a teoria da Tabula Rasa predominava nas analises do comportamento humano. Esta teoria pregava que nosso comportamento era conseqüência de nossas experiências, ou seja, aquilo que éramos seria fruto exclusivo de nosso aprendizado empírico. A partir do Projeto Genoma Humano, esta teoria foi derrubada e muitos teóricos passaram a jogar sobre nossas heranças genéticas senão a totalidade, a maior parte de nosso comportamento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Neste momento os “gênios“, estão mesclando a genética com o ambiente e inventaram a <span style="text-transform:uppercase;">epigenética</span>. Pessoas que lutam dia após dia contra a ansiedade e/ou a depressão ficam de médico em médico expostos “as ultimas novidades da ciência”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Embora todos os seres humanos compartilhem o mesmo numero de genes, organizados em 23 pares de cromossomos, a sequência exata de nucleotídeos que forma o DNA varia de pessoa para pessoa, Assim pode haver diferentes versões de um mesmo gene na população, fenômeno que é chamado de POLIMORFISMO.</span></span></p>
<p class="MsoBodyText" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Em 1996 os “cientistas” conseguiram relacionar um polimorfismo genético a um traço comportamental específico. O gene em questão é o que codifica a proteína transportadora do neurotransmissor serotonina, conhecido como 5-HTT, ou seja, variações do maldito 5-HTT influem na forma como encaramos fatos do cotidiano.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Aí a <span style="text-transform:uppercase;">epigenética; </span>p. ex. o afeto materno nos primeiros anos de vida é capaz de ativar genes que minimizam os efeitos nocivos do stress por toda a vida, ou ambientes ricos em estímulos favorecem a transcrição de muitos genes, inclusive os que codificam fatores de crescimento neural.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Bem enquanto os alquimistas brincam, os ansiosos e deprimidos sofrem. Filhos da Puta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:windowtext;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Penso já há algum tempo que: “Somos o que podemos ser e não o que queremos”. E a cada dia creio mais nisso e não tenho mais esperança de usufruir os bons momentos<span>  </span>que a vida oferece, pois houve um tempo em que eu os conheci!</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Estrutura do Ato Moral.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=151</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 20:59:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em outra postagem (O Bem que vem do Mal), tem uma passagem que diz:
-&#8230;Os motivos inconscientes]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Em outra postagem (O Bem que vem do Mal), tem uma passagem que diz:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">-...Os motivos inconscientes do comportamento humano aos quais Freud chamou de “instintos” devem ser considerados apenas para compreender porque este ato foi cometido, e não seu valor moral, pois justamente por obedecer a motivos inconscientes, ele escapa da esfera moral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Gostaria de voltar a falar (escrever) sobre o Ato Moral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Um determinado ato para ser considerado sobre a ótica da Ética deve ser avaliado sob alguns aspectos particulares, a saber:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Motivo – aquilo que leva o sujeito a realizar determinado ato. O sujeito tem que ter total consciência do motivo que o leva ao ato.<br />
Consciência do fim visado – a consciência de um fim e a decisão de alcança-lo dão ao ato moral a qualidade de ato voluntário, diferenciando-se de outros que se verificam à margem da consciência, como é o caso dos atos fisiológicos ou dos instintivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">A pluralidade dos fins – o indivíduo precisa ter a escolha de um fim entre outros e a decisão de realizar um deles. O ato moral não se completa com a decisão, mas é preciso chegar ao resultado efetivo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Consciência dos meios – Um fim elevado não justifica o uso dos meios mais baixos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Nos humanos temos uma necessidade quase incontrolável de classificar e basta que se saiba de algo para se carimbar o rotulo, mas apressados não avaliamos todo o contexto, precisamos aceitar que, conforma defendia Freud:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Não sabemos por que sentimos o que sentimos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Não sabemos por que tememos o que tememos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Não sabemos por que pensamos o que pensamos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Não sabemos por que fazemos o que fazemos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Esta é a base da teoria do inconsciente freudiana.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nossos rios.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=147</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 20:20:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
<guid>http://busilis.wordpress.com/?p=147</guid>
<description><![CDATA[Morei numa cidade pequena, a que moro agora é menor ainda, vou acabar sumindo. São cidades onde to]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Morei numa cidade pequena, a que moro agora é menor ainda, vou acabar sumindo. São cidades onde todo mundo toma conta da vida de todo mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Têm uma coisa neste tipo de cidade que gosto, são as pessoas que adotam a Filosofia da Vaca e seguem sua vida, não me importa o que façam, mas admiro aqueles que são, como dizia Nietzsche, “espíritos livres”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Outro dia, era domingo, estava num restaurante e entrou um deles, conheço não apenas ele, mas toda sua família. São pessoas tradicionais e populares na cidade, ele faz o que quer. Eram 12,00 horas e via-se que ele ainda “estava” na noite, entrou só, sentou-se e almoçou, depois entrou no carro e voltou para estrada. É condenado por hábitos anti-sociais, mas segue sua vida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Bem, mas não é dele que quero escrever, a cidade que morei tem uma situação topográfica difícil é pequena, montanhosa, cortada por uma via-férrea, um viaduto e dois rios e o encontro dos dois dão nome à cidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Ter uma moradia num local plano, perto do centro só é possível com o desprendimento de alta soma monetária. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Mas são os rios que chamam minha atenção, sempre foi assim, mudou apenas os motivos. Nestes rios vi barcos a motor passarem, vi serem retirados peixes enormes, vi garotos pularem das pontes dentro deles. Eram rios, correntes de águas. Naqueles tempos nunca me passou pela mente que fosse ver o que vejo hoje, parte por ainda não saber que a impermanência é uma verdade, não sabia nem o que era impermanente e muito menos que tudo muda, só a morte é uma certeza. Era pequeno, pobre e sem acesso a qualquer tipo de conhecimento de valor. A pobreza e sua conseqüente falta de acesso ao conhecimento, é um meio de manter o povo sobre controle, isso é utilizado e muito bem principalmente longe dos grandes centros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">O tempo passou e uma das mudanças pessoais foi minha crescente curiosidade em tentar entender como “funcionam” as pessoas, sejam como indivíduos, sejam como grupo, e é muito diferente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Mas, como diria Oswaldo Montenegro: Não era isso que queria falar; voltando aos rios, hoje são córregos, que podemos atravessar a pé, estão morrendo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Nada de barcos, peixes, garotos nadando, o que nada são fezes e outras podridões, bem essas nadam por qualquer lugar, até pelas ruas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">A mudança dos rios me remete a duas situações, uma real, o alerta da Ciência de que estamos matando Gaia. É fato só espero que sobre algo para as outras espécies.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">A segunda é pessoal e simbólica, também somos rios, no inicio uma nascente, quase imperceptível, mas vamos crescendo, aumentando de “volume” pelo nosso empirismo, pelas influências de nossos meios e pela nossa propensão genética.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Crescendo, mas míopes, sem lembrar que se houve uma mudança que nos levou de pequenas nascentes a rios caudalosos, deverá haver outra que nos tornará pequenos córregos, “línguas negras”, carregando a podridão humana.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Também temos nossas “Matas Ciliares” que vamos destruindo pelas batalhas da vida, assim como atrito com nossas margens, aqueles que estão por perto vou chamar de margens, que acabam assoreando nosso leito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Mas quem se importa?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Quem está disposto a fazer uma transposição? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">E se fizer não será pago com a ingratidão?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Ninguém esta disposto a dividir, apenas a subtrair.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Enquanto isso cada rio vai secando solitário, oblivion (obrigado Lya Luft)!</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os Nossos e os Outros]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=139</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 23:10:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Deixamos os Nossos e fomos enfrentar os Outros.
Os Outros são diferentes, e assim ameaçam os Noss]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://busilis.files.wordpress.com/2008/07/crianca-9.jpg"><img class="size-medium wp-image-138  aligncenter" src="http://busilis.wordpress.com/files/2008/07/crianca-9.jpg?w=256" alt="" width="256" height="300" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Deixamos os Nossos e fomos enfrentar os Outros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Os Outros são diferentes, e assim ameaçam os Nossos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Os Nossos são predestinados, os Outros são proscritos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Os Outros tem cores, Deuses, idéias e bandeiras diferentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Os Nossos comungam a mesma crença, temos os mesmos olhos,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Oramos aos mesmos Deuses e nossa bandeira é a mais bonita.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Os Outros, os Nossos, a diferença, não sabemos aceitar isso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Por não saber aceitar, condenamos, atacamos e matamos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Mas não precisamos aceitar, bastava tolerar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Já dizia John Locke em 1689 em sua “Epistola de Tolerantia”.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu não tenho um sonho.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=131</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 18:35:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Até quando mataremos nossas crianças? Ou alguém de classe social diferente, com uma empregada dom]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Até quando mataremos nossas crianças? Ou alguém de classe social diferente, com uma empregada doméstica? Até quando agrediremos nosso semelhante por vestir uma camisa de um time que não é o nosso? Até quando teremos prazer em botar fogo em um morador de rua?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Até onde pode ir a crueldade humana? Parece não ter fim.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Quando mais estudamos, criamos leis, colocamos representantes para fiscalizar as leis, mais a crueldade impera.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Esquecemos rápido demais, no século passado, um homenzinho ridículo, com um bigodinho mais ridículo ainda, mas um brilhante orador, convenceu a quase totalidade de uma nação que alguns seres humanos não deveriam viver entre eles, o resto da história já sabemos; milhões de judeus mortos das maneiras mais hediondas possíveis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Quando aceitaremos que somos todos diferentes e isso é normal? Pior é que se nos atermos a alguns pensamentos do homem isso é claro, por exemplo:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948 esta escrito no Artigo III. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span> </span>“Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Esta é uma idéia que nasceu com o filósofo John Locke (1632 – 1704), que dizia: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“O maior e principal objetivo dos homens se reunirem em comunidades, aceitando um governo comum, é a preservação da propriedade”, não entenda propriedade como bens materiais, pois segundo Locke; a primeira e mais importante propriedade de alguém é seu corpo, sua vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Ainda na mesma Declaração esta no artigo V<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“Ninguém será submetido à tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Basta ligar a TV para confirmar que a realidade é muito diferente. No estudo da Ética, existe uma passagem, chamada; A Lei de Ouro (golden rule). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;">Esta norma surge em diferentes épocas e culturas, e não apenas na tradição judaico -cristã, como muitas vezes é afirmado. A sua redação algumas vezes tem uma abordagem beneficente, de fazer o bem, outras vezes não-maleficente, de evitar o mal. Todas, contudo, têm o mesmo objetivo: preservar a dignidade da pessoa humana.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Rabi Hillel (60 aC - 10 dC)<br />
<span> </span>“Não faças aos outros o que não queres que te façam”.<br />
Jesus Cristo (c30 dC)<br />
<span> </span>“Tudo o que vocês quiserem que as pessoas façam a vocês, façam-no também a elas”.<br />
Mateus 7,12 e Lucas 6,31</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Ainda no estudo da Ética, temos Immanuel Kant (1724 – 1804), que em<span>  </span>seu livro: Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785), expressa o Imperativo Categórico:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“Aja somente conforme aquela máxima pela qual simultaneamente você pode desejar que tal ato torne-se uma lei universal”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Sei que tudo isso que escrevo é mais desabafo perante a realidade, do que qualquer outra coisa, nada vai mudar, continuaremos a sermos cruéis e intolerantes. Mas gostaria de finalizar esse desabafo com o final do famoso discurso de Martin Luther King em 28 de agosto de 1963 em Washington D. C.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">“ When we freedom ring, when we let ring from every village and every hamlet, from every state and city, we will be able to speed up that day when all of God’s children, black men ans White men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, “Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last! ”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;color:#333333;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: “Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na outra vida.]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=110</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 04:21:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Platão defendia a idéia de que só é possível ser feliz em outra vida, ou melhor, criou as bases]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">Platão defendia a idéia de que só é possível ser feliz em outra vida, ou melhor, criou as bases para uma convicção de que sofremos hoje, mas seremos felizes em outra dimensão. Essa idéia mais tarde foi adotada pela doutrina judaico-cristã. É tão forte que existem muitas pessoas que não admitem a possibilidade de que não seja verdadeira. Assim consciente ou inconscientemente somos condicionados com a noção de pecado, de certo e errado de que seremos julgados e talvez condenados por desejos que tentamos desesperadamente sufocar. Mas e se não for assim? Passamos uma vida convivendo com situações desagradáveis para não sermos condenados? E se ao morrer alguém chegar e rir dizendo, você não fez porque não quis, era tudo mentirinha.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;">É muita sacanagem viver sem saber como agir, o que é certo, qual o caminho?</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Psicologia, Psiquiatria, Filosofia, IA pra onde?]]></title>
<link>http://busilis.wordpress.com/?p=102</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 21:02:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>amangia</dc:creator>
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<description><![CDATA[Desde que em 25 de abril de 1953, James Watson e Francis Crick anunciaram no famoso artigo da revist]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Desde que em 25 de abril de 1953, James Watson e Francis Crick anunciaram no famoso artigo da revista científica Nature, sobre o código do DNA. As esperanças de milhões de pessoas se reacenderam. A proposta era que com o conhecimento adquirido, muitos dos males que sofremos seriam sanado. Porém até hoje nada aconteceu. Descobriu-se que o RNA tem uma influência muito maior que se pensava. Vários gens foram identificados, mas nada de alivio para os humanos, e nada de lucros astronômicos para os grandes laboratórios. Griag Venter, então presidente da Celera, uma empresa que apostou alto neste campo, caiu, mas nos simples “mortais”, continuamos na mesma. Também de que adiante esperar por uma solução para tantos males em um país que não tem hospitais para o serviço básico à população? Mas Lula esta em alta. Existem várias correntes atualmente que começam a bater de frente com tanto remédio, para as chamadas “doenças mentais”, se assim podemos chamá-las,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Assim como esta sendo questionada a expressão “Doenças Mentais” e de como ela deve ser tratada. Para definir que alguém é um doente mental, precisamos definir o que é ser “normal”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">E aí fica difícil, pois salvo casos extremos, como a esquizofrenia, ou crises psicóticas, o que é ser normal? É lógico que existem desvios provocados por deficiência de neurotransmissores e outras situações, que exigem a intervenção médica, mas quando isso é realmente necessário?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Quem sofre com a interpretação da realidade esta “doente” ou esta apenas interpretando equivocadamente? Ou lhe falta equipamentos para depurar sua leitura?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">Ou podemos ainda pensar que aqueles que sofrem fazem uma leitura mais profunda e conseguem ler nas entrelinhas? Ou ainda será que devemos assumir a premissa nascida em Platão que a felicidade não é possível nesta vida?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:12pt;"><span style="font-family:Comic Sans MS;">O que seria de mim sem o ponto de interrogação??? É como amarrar as mãos de um italiano, ele não fala.</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>

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