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	<title>marranismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/marranismo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "marranismo"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 18:40:15 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Uma boa caminhada]]></title>
<link>http://contrasenso.wordpress.com/?p=161</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 15:59:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Tavares</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Episode, uma agência de turismo portuguesa, oferece pacotes turísticos bastante requintados, de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">A <a href="http://www.episode-travel.com/pt/our_cultural_tours_portugal/original_theme_portugal.asp">Episode</a>, uma agência de turismo portuguesa, oferece pacotes turísticos bastante requintados, de muito bom gosto, pelas terras portuguesas . A idéia está no lema: <em>travel with art</em> (viajar com arte), para conhecer o melhor da cultura e paisagens de Portugal. E com discernimento agudo, oferecem a opção temática <a href="http://www.episode-travel.com/pt/our_cultural_tours_portugal/tour/nos_passos_dos_marranos.asp?theme=13">"Nos passos dos Marranos"</a>, um roteiro de dez dias cobrindo a história dos judaísmo português, desde seu explendor ao édito de expulsão; das judiarias e enclaves de cristãos novos e marranos, os <em>bnei anussim</em>, aos dias atuais com a renascida comunidade judaica em Portugal; da influência judaica na arte, literatura, teatro, navegação e ciências; de Lisboa e Porto a Belmonte.</p>
<p style="text-align:justify;">O preço é bastante acessível (€260, me parece). Quem estiver pensando em visitar Portugal, fica aí a indicação - mesmo eu não tendo feito o roteiro (aliás, se alguém for, volta aqui e conte como foi!).</p>
<p style="text-align:justify;">O despertamento do judaísmo ibérido é um milagre, esperado há muito tempo por uns, inusitado e surpreendente para outros, e tristemente incoveniente para alguns. Mas cá estamos, com <a href="http://www.ynet.co.il/english/articles/0,7340,L-3587419,00.html">descendentes de judeus portugueses visitando Israel</a> e "acordando" seus laços com o Povo de Israel. Que nesse momento, tanto a comunidade judaica, como os lugares por onde os forçados passaram, sejam hospitaleiros recebendo-os de volta e cooperando no esforço de retorno.</p>
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<title><![CDATA[Breve história do Marranismo - I]]></title>
<link>http://contrasenso.wordpress.com/?p=134</link>
<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 17:34:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Tavares</dc:creator>
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<description><![CDATA[Os judeus estão espalhados pelo mundo afora faz muito tempo. Desde o século IV aEC que não nos en]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Os judeus estão espalhados pelo mundo afora faz muito tempo. Desde o século IV aEC que não nos encontramos mais reunidos num mesmo lugar, mas em dois mil e quinhentos anos de diáspora nos mantivemos judeus, unidos por uma identidade comum. E uma das comunidades judaicas no exílio mais antigas estava em Sefarad, o nome hebraico para a Península Ibérica. Sem dúvida, esse nome é mais antigo que os próprios termos <em>Ibéria</em>, <em>Espanha</em> ou <em>Portugal</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Os judeus sefaraditas permaneceram na península que os romanos conquistaram dos celtiberos, suportou a passagem avassaladora dos vândalos (daí o nome Andaluzia, região sul da Espanha, corruptela de <em>Vandaluzia</em> - mas isso é uma hipótese apenas), até a "plena" cristianização da região com os reis visigodos. Judeus e cristãos conviveram (relativamente) muito bem por algum tempo, mesmo séculos. Tão bem que o filo-semitismo dos cristãos nativos foi um sério problema para a Igreja Romana, que realizou concílios específicos para lidar com a questão. Mas lá pelo século VII, com o rei Sisebuto iniciou-se a era das conversões forçadas. Aos judeus que recusaram o batismo, puniu com a morte.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois vieram os mouros, na impressionante expansão do Islam. Sob uma divisão da dinastia Omíada (Umáida), constituiu-se o famoso Califado de Córdoba, que durou do século VIII ao XI. Os califas omíadas de Córdoba eram profundamente interessados em desenvolvimentos científicos, filosóficos e econômicos; isto abriu uma rota de ascensão para os judeus sefarditas, e muitos alcançaram grande renome e importância: médicos, filólogos, filósofos e sábios religiosos, químicos (al-químicos), etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Com a fragmentação do califado decorrente da guerra civil, os mouros na Ibéria passaram a sofrer forte pressão dos reinos cristãos ao norte. O que se sucedeu foi a famosa guerra de reconquista que formou os reinos de Aragão, Castela e Portugal. A reconquista só foi completada com a tomada de Granada pelos Reis Católicos, Ferdinando e Isabel, em 1492. Com o declínio das capacidades omíadas,  para resistir ao assalto cristão, houve que se recorrer aos mamelucos do norte da África para, gente menos cultivada e praticante de um islamismo mais intolerante. Daí temos uma nova onda de conversões forçadas (agora ao Islam), ameaça e massacres de judeus. O maior sábio judeu da Idade Média, sefardita, RAMBAM ou Maimônides, teve que fugir para o Egito e depois para a Palestina. Era o fim da Era de Ouro Ibérica.</p>
<p style="text-align:justify;">Nessa situação, a conquista cristã da península veio a calhar, diriam alguns. A população judaica nos novos reinos católicos era consideravelmente grande, e contava com gente ilustre, de posses e bem formada. Mas apesar de alguma tolerância inicial, o triunfo da Guerra de Reconquista elevou o moral do catolicismo ibérico - tanto que a Espanha atribuiu a si o papel de guardiã da fé católica. A tomada de Granada em 1492 coincide com a chegada à América e, um ato verdadeiramente cristão, a resolução do problema judaico em Espanha.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 31 de março de 1492, os reis católicos, Ferdinando e Isabel, assinaram o Édito de Alhambra, que ordenava que todos os judeus deveriam deixar a Espanha até o dia 31 de julho do mesmo ano. A alternativa era ficar e ser batizado, tornando-se cristãos católicos. Os que quisessem deixar o país, podiam levar suas posses, a não ser ouro, prata e dinheiro cunhado. Ou seja, bens imóveis não poderiam ser convertidos em moeda pela venda... seriam deixados em Espanha. O número de judeus que deixaram seus lares e fugiram é motivo de grande controvérsia, variando entre 200.000 e 800.000 pessoas. A maior parte fugiu para Portugal, quando D. Manuel I, percebendo o quanto poderia acrescentar a Portugal, convidou os judeus para irem para lá.</p>
<p style="text-align:justify;">Na <em>Portucália</em> os judeus tinham alto estatus, e não eram raros os títulos de nobreza concedidos a judeus - casamentos misto com a nobreza cristã também foram registrados. Portugal parecia ser um porto calmo. Dom Manuel I, o Venturoso, conduziu seu reino na odisséia das grandes navegações, e também tinha pretenções cruzadas. Contudo, foi generoso, a princípio, com os judeus - libertou os que foram presos por seu antecessor, e primo, Dom João II.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas Dom Manuel almejava a unificação ibérica, ou seja, o trono espanhol. Para tanto, decidiu casar-se com a filha de Isabel de Castela e Ferdinando de Aragão, a infanta Isabela de Aragão. A condição do enlace, por parte dos pais espanhóis, era que o rei português mudasse sua política de tolerância aos judeus, já que sua filha não se casaria com um amigo dos assassinos de Cristo.</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1497 a escolha foi posta novamente diante dos judues sefaraditas: a expulsão ou a conversão. Como no caso espanhol, quem insistisse em ficar sem se batizar, seria punido com a morte. Como permaneceram fiéis à fé, muitos judeus escolheram o exílio, iniciando um grande evasão de recursos - intolerável para o tesouro português, que logo taxou a emigração.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse ponto, começa uma das grandes tragédias do Judaísmo. Muitos judeus hoje em dia insistem em dizer que aqueles que ficaram em Portugal e Espanha e se submeteram às conversões forçadas não honraram o compromisso com a fé judaica e o maior dever, o martírio pela fé, a Santificação do Nome. Isso é bastante injusto, tanto que muitos rabinos da época absolveram os conversos, asseverando que a escolha pela vida pensando num retorno posterior à fé judaica era compreensível. De qualquer maneira, não cabe a ninguém julgar a fé ou motivos de quem se submeteu, naquele momento, àquela humilhação.</p>
<p style="text-align:justify;">Então os judeus que permanecem na Península Ibérica foram forçados a se converterem ao cristianismo católico, são os batizados em pé. Assim, creram seus opressores cristãos, os reinos ibéricos estavam purgados da infidelidade e da perversão judaica. Contudo, apesar de algumas conversões terem sido sinceras, a grande parte dos judeus converteu-se apenas externamente, para sobreviver. Tendo em vista que o judaísmo passou por muitos períodos de provação mas sempre sobreviveu, não é de todo impossível pensar que logo alguma coisa aconteceria e seria possível retornar à fé abertamente. Assim surgiu o fenômeno do cripto-judeu, do cristão novo, do forçado, dos <em>anussim</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Esses judeus conversos à fé cristã mantiveram secretamente a fé judaica, os ritos e observâncias, em casa, na clandestinidade. Mantiveram os casamentos entre si. Isso logo foi percebido pelos cristãos velhos, e a sinceridade das conversões foi posta em questão. Logo, para lidar com o caso, foram estabelecidos tribunais do Santo Ofício, ou Inquisição, para lidar especificamente com a heresia judaizante, os elementos conversos que mantinham práticas das Leis de Moisés, pervertendo a fé cristã.</p>
<p style="text-align:justify;">Vejamos que isso era crucial para os reinos ibéricos. Nesse momento, eram os reinos cristãos que haviam conseguido impor derrotas aos potentosos mouros, a retomar terras cristãs, que mudaram o mundo europeu com as grandes navegações... eram os líderes da cristandade ocidental. Eram os reinos cristãos. Era seu dever manter a fé imaculada da Igreja para que alcançassem seu destino messiânico. A heresia judaizante, o cristão novo, era uma ameaça. E por trezentos anos os marranos, como ficaram conhecidos, foram perseguidos implacavelmente pela Inquisição.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos fugiram, inclusive para o Brasil, no caso portugês, e para o México, no caso espanhol. Os que podiam, migravam para a Holanda e Itália, para a Europa central e Polônia, mas sobretudo para Turquia, Marrocos e Egito, onde havia comunidades judaicas estabelecidas. A nata do judaísmo sefaradita, a fina flor da intelectualidade ibérica foi morta, arruinada ou perdida para outras paragens.</p>
<p style="text-align:justify;">Os que sobreviveram ficaram marcados com o estígma, a alcunha: cristão novo, marrano. Sem identidade, já que nunca seriam aceitos completamente na comunidade cristã, entre os cristãos velhos, vagaram preservando tradições e ritos, trapos de lembranças de uma trama de fios cada vez mais frágeis. Passando de pai para filho, de avô para neto... ou melhor, de mãe para filhos, de avó para netos, já que as mulheres, senhoras do lar, mantinham o segredo em ritos e costumes, mantinham acesa uma chama vacilante de memória.</p>
<p style="text-align:justify;">Velas acesas ao entardecer de sexta-feira, proibição do sangue e da carne de porco, infreqüência na Igreja, orações e rezas familiares distintas das comuns, bençãos familiares, nomes... foi o que lhes restou... e um vazio na alma. Quem sabe seja por isso que apenas em português tenhamos essa palavra para essa dor da ausência, da distância: saudade.</p>
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<title><![CDATA[Inquisição em Minas Geriais - Palestra]]></title>
<link>http://contrasenso.wordpress.com/?p=98</link>
<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 15:56:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Tavares</dc:creator>
<guid>http://contrasenso.pt-br.wordpress.com/2008/04/14/inquisicao-em-minas-geriais-palestra/</guid>
<description><![CDATA[Para quem se interessa pelo tema, a professora Neusa Fernandes, do Instituto Histórico e Geográfic]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Para quem se interessa pelo tema, a professora Neusa Fernandes, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro dará uma palestra nesta quinta-feira (17 de abril), às 15 horas, na Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro (21 <span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:x-small;">2224-6184)</span> . A entrada é franca.</p>
<p style="text-align:justify;">O assunto é importante porque a Inquisição moldou profundamente a identidade brasileira, particularmente a mineira, na medida em que boa parte dos portugueses que para cá vieram, fugiam da Inquisição em Portugal - sobretudo criptojudeus. A quantidade de praticantes da religião de Moisés, os judaizantes, no Brasil era grande e chegou a se estabelecer com certa intensidade e mesmo abertamente. Cerca de 250 pessoas foram deportadas para Portugal, onde responderam perante o Tribunal do Santo Ofício pelo crime de judaizar.</p>
<p style="text-align:justify;">Para saber mais sobre o drama do judaísmo português: <a href="http://ruadajudiaria.com/">Rua da Judiaria</a>, <a href="http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/vjw/Portugal.html">The Virtual Jewish History Tour</a>.</p>
<p><a href="http://contrasenso.files.wordpress.com/2008/04/palestra_inquisicao.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-99" src="http://contrasenso.wordpress.com/files/2008/04/palestra_inquisicao.jpg?w=400" alt="Palestra sobre Inquisição em Minas Gerais" width="400" height="232" /></a></p>
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