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	<title>lya-luft &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/lya-luft/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "lya-luft"</description>
	<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 20:40:02 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Lya Luft - Ônus]]></title>
<link>http://taiguarapires.wordpress.com/2008/07/14/lya-luft-onus/</link>
<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 22:16:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>taiguarapires</dc:creator>
<guid>http://taiguarapires.wordpress.com/2008/07/14/lya-luft-onus/</guid>
<description><![CDATA[A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A esperança me chama,<br />
e eu salto a bordo<br />
como se fosse a primeira viagem.<br />
Se não conheço os mapas,<br />
escolho o imprevisto:<br />
qualquer sinal é um bom presságio.</p>
<p>Seja como for, eu vou,<br />
pois quase sempre acredito:<br />
ando de olhos fechados<br />
feito criança brincando de cega.<br />
Mais de uma vez saio ferida<br />
ou quase afogada,<br />
mas não desisto.</p>
<p>A dor eventual é o preço da vida:<br />
passagem, seguro e pedágio.</p>
<h3>Lya Luft</h3>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Convite]]></title>
<link>http://feminina.wordpress.com/?p=169</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 14:25:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zana</dc:creator>
<guid>http://feminina.wordpress.com/?p=169</guid>
<description><![CDATA[Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou a areia<br />
onde se desenha um par de asas<br />
ou grades diante de uma janela.<br />
Não sou apenas a pedra que rola<br />
nas marés do mundo,<br />
em cada praia renascendo outra.<br />
Sou a orelha encostada na concha<br />
da vida, sou construção e desmoronamento,<br />
servo e senhor, e sou<br />
mistério<br />
A quatro mãos escrevemos este roteiro<br />
para o palco de meu tempo:<br />
o meu destino e eu.<br />
Nem sempre estamos afinados,<br />
nem sempre nos levamos<br />
a sério.<br />
Não sou a areia<br />
onde se desenha um par de asas<br />
ou grades diante de uma janela.<br />
Não sou apenas a pedra que rola<br />
nas marés do mundo,<br />
em cada praia renascendo outra.<br />
Sou a orelha encostada na concha<br />
da vida, sou construção e desmoronamento,<br />
servo e senhor, e sou<br />
mistério<br />
A quatro mãos escrevemos este roteiro<br />
para o palco de meu tempo:<br />
o meu destino e eu.<br />
Nem sempre estamos afinados,<br />
nem sempre nos levamos<br />
a sério.</p>
<p>Lya Luft</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trecho do Livro: O Silêncio dos Amantes | Lya Luft]]></title>
<link>http://tigredefogo.wordpress.com/?p=1106</link>
<pubDate>Sat, 14 Jun 2008 23:09:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>tigredefogo</dc:creator>
<guid>http://tigredefogo.wordpress.com/?p=1106</guid>
<description><![CDATA[Trecho do Livro: O Silêncio dos Amantes | Lya Luft
Livro: O Silêncio dos Amantes
Brasil | World
A ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Trecho do Livro: O Silêncio dos Amantes &#124; Lya Luft</strong></p>
<p><img src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/21341914.jpg" alt="Livros O Silencio dos Amantes Lya Luft Books" hspace="20" vspace="1" align="left" />Livro: <strong>O Silêncio dos Amantes</strong><br />
<a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21341914&#38;franq=249087">Brasil</a> &#124; <a rel="nofollow" href="http://www.amazon.com/gp/search?ie=UTF8&#38;keywords=Lya%20Luft&#38;tag=tigdefog-20&#38;index=blended&#38;linkCode=ur2&#38;camp=1789&#38;creative=9325">World</a></p>
<p><strong>A pedra da bruxa</strong></p>
<p><strong>Quando meu filho tão querido sumiu</strong>, quando se transformou, se matou, se jogou ou caiu da Pedra da Bruxa, se perdeu no mato - ou saiu voando e nunca mais voltou -, entendi que nossa cumplicidade só existia na minha imaginação. Essa foi a sua verdadeira morte: nossa relação tão especial era mentira. A boa vida familiar era falsa. Andávamos sobre uma camada fina de normalidade. Por baixo corriam rios de sombra que eu não queria ver. Ele, meu filho tão extraordinariamente amado, era irremediavelmente sozinho - eu, que me considerava a melhor das mães, de nada adiantei.</p>
<p>Tive a ilusão de que comigo ele se abria, pelo menos me escutava - com aquele olhar distraído. Pensei que nossa ligação fosse excelente, ele sendo um menino difícil. Eu respeitava seu jeito diferente, desculpava suas impaciências, "mãe, não me abraça com tanta força, mãe pára de me tratar feito bebezinho, não me controla!" Tinha certeza de que em qualquer momento crucial de sua vida era a mim que iria recorrer. E não foi assim.</p>
<p>Ele não era um bebê tranqüilo. Não parecia contente no meu colo, só dormia quando eu o deixava sozinho no berço. Era uma criança quase sombria, comparado ao irmão mais velho, um menino forte e alegre. "Criança sombria nem existe", diziam, "você se preocupa demais, cada bebê já nasce com uma personalidade!" Mas ele preferia contemplar as folhas no vento, os grãos de poeira no raio de sol que entrava pela janela, em lugar de brincar. Na escolinha não fazia amigos, batia nos outros e os mordia, ou era objeto de pancada. O pai não tinha a menor paciência, e se dedicava ao outro. Do mais novo, eu imaginava ser a melhor amiga.</p>
<p>Ele, porém, só queria ir embora. Não queria nada do que tínhamos para lhe dar. Dizia isso mesmo, sem maldade nem amargura. Quando criança queria aprender a voar feito passarinho "para ir bem longe daqui". Crescendo, sonhava morar na montanha, armar uma tenda na Pedra da Bruxa, seu lugar preferido, e ser livre.</p>
<p>- Livre de quê, bobão? - perguntava bem humorado o irmão mais velho.</p>
<p>Aquele meu primeiro filho, perninhas bem firmadas no mundo, um sorriso aberto, gritava de alegria quando a gente o pegava no colo. Cresceu cheio de amigos e projetos, bom na escola, ativo nos esportes, companheiro do pai. Nunca me deu trabalho. Talvez, preocupada com seu irmão menor, eu o tenha deixado um pouco de lado, mas ele nunca parecia precisar de mim. Ao contrário, preocupava-se comigo:</p>
<p>- Mãe, deixa esse menino viver sua vida, é o jeitão dele! Não fique sempre em cima, não seja tão ansiosa - dizia, como se fosse mais maduro do que eu.</p>
<p>O mais moço, filho das minhas aflições, parecia não ter amigos. Na escola olhava de longe a algazarra dos outros. Não fazia questão alguma de ser como o resto da turma: ele não tinha uma turma. Mesmo bem pequeno, de vez em quando deitava na cama, até embaixo da mesa da sala, e chorava longo tempo, um pranto sem soluços, de cortar o coração.</p>
<p>O pai se aborrecia:</p>
<p>- Levanta daí, deixa de choramingar feito uma velha, vai jogar bola com seu irmão!</p>
<p>Eu pedia que tivesse paciência, era uma fase. Ia passar. Depois, com jeito, me aproximava:</p>
<p>- Filho, mas o que foi? Vem, conta pra sua mãe.</p>
<p>- Nada, mãe, eu só tenho vontade de chorar.</p>
<p>Uma das professoras chamou minha atenção para seus desenhos: enquanto o irmão plantava casas, árvores, bichos e carros em solo firme, os dele pairavam no ar, miúdos e perdidos na página branca. As pessoas, até a si mesmo, desenhava sem rosto.</p>
<p>- Sem rosto? O que significa isso? - perguntou o pai fechando a cara, e me arrependi de ter comentado.</p>
<p>Criança difícil faz terapia, aconselharam, e meu filho fez. Ia às sessões, já um meninão magro e bonito, mas a psicóloga também se queixou:</p>
<p>- Ele fica ali, quieto, me olhando com aquele ar de quem está pensando em outra coisa.</p>
<p>Depois de muita conversa com a psicóloga e comigo, por um breve tempo o pai tentou se aproximar, levar pra casa da montanha, nadar no rio, ou pescar. O menino ia, sorria debilmente, segurava a vara de pescar sem nenhum interesse, não emburrado ou malcriado, apenas, como em geral, ausente. E nunca aprendeu a nadar.</p>
<p>O pai acabou furioso:</p>
<p>- Esse menino é muito esquisito.</p>
<p>- Não diga isso, é nosso filho</p>
<p>- É nosso filho mas é esquisito. Nenhum outro rapaz é assim. Ele parece sempre à margem de tudo. Eu desisto.</p>
<p>Para surpresa nossa, algum tempo depois, o menino, que nunca pedia nada, não participava, na hora do café da manhã disse:</p>
<p>- Pai, domingo me leva no jogo?</p>
<p>- Ué, agora você se interessa por futebol? - o pai duvidava.</p>
<p>- Claro, meus colegas vão com os pais deles, você me leva?</p>
<p>O pai o encarou meio incrédulo, quem sabe participar de atividades mais masculinas dava um jeito naquele filho? Num impulso de seu coração paterno, decidiu não convidar o outro: entendeu que aquele poderia ser um momento só dos dois, o pai e o filho complicado. Comprei camiseta do clube, animei, expliquei, o menino saiu pela mão do pai, entrou no carro e acenou para mim, quase feliz. Na volta, fim de tarde, entraram em casa um pai carrancudo e um menino com rosto inchado de chorar.</p>
<p>- Nos primeiros gritos da torcida, no primeiro gol, começou a chorar feito uma menininha. Ficou assustado, imagine só. Passei vergonha - disse o pai, e foi se fechar no quarto.</p>
<p>Os dois irmãos davam-se bem, mas sem intimidade. Eu raramente os via juntos. Um parecia achar graça do outro. Ele chamava o maior de troglodita, naquele tom de afetuosa implicância que acontece entre irmãos; o mais velho o chamava de queridinho da mamãe, no mesmo tom sem maldade. Quando já era um adolescente alto, magro, um pouco desajeitado, naquela manhã fatal em nossa casa na montanha, ele chegou perto do pai quando este pegava a chave do carro, e, num esforço para vencer a barreira da timidez, pediu:</p>
<p>- Pai, a gente pode conversar um pouco?</p>
<p>O pai, desacostumado, espantou-se. Homem racional e direto, disse algo direto e racional:</p>
<p>- Filho, estou atrasado, preciso estar na cidade em uma hora. Na minha volta a gente fala, está bom? - E partiu sem nenhum remorso porque não imaginava o que estava por vir.</p>
<p>-----<br />
<em>+ Veja também:</em></p>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://tigredefogo.wordpress.com/about/livros-mais-vendidos-lista-dos-livros-mais-vendidos-no-brasil/" target="_blank">Lista atualizada dos livros mais vendidos no Brasil</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="http://tigredefogo.blogspot.com/2008/06/notebook-hp-pavilion-dv2872br-artist.html">Design: Edição especial do Notebook HP Pavilion dv2872br Artist Edition</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="http://tigredefogo.blogspot.com/2008/06/ninja-gaiden-2-jogos-games.html">Jogos &#38; Games: Ninja Gaiden 2 - Xbox 360 &#124; Características</a></li>
</ul>
<p></br></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eventos em 12/06/2008]]></title>
<link>http://arteref.wordpress.com/?p=348</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 19:17:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>arteref</dc:creator>
<guid>http://arteref.wordpress.com/?p=348</guid>
<description><![CDATA[
12/06/2008, São Paulo - YUUKI!!! O Pequeno Samurai
Até 20 de julho com entrada gratuita, o espet]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left:30px;">
<h4><span style="font-size:13pt;display:none;letter-spacing:0;font-family:&#34;color:#993300;"></span>12/06/2008, São Paulo - <span style="color:#993300;">YUUKI!!! O Pequeno Samurai</span></h4>
<p style="padding-left:30px;">Até 20 de julho com entrada gratuita, o espetáculo Yuuki!!! O pequeno Samurai estará em cartaz. A peça é baseada no antigo conto de fada que no Ocidente é conhecido como O Pequeno Polegar e, no Japão, como Issumboushi.</p>
<p style="padding-left:30px;text-align:center;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/06/b289.jpg"><img class="size-full wp-image-349" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/06/b289.jpg" alt="" width="344" height="264" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Em japonês, a palavra yuuki significa coragem , valor, bravura.</p>
<p style="padding-left:30px;">Este Yuuki é a recriação de um personagem dos antigos contos de fadas: um menino minúsculo, que mede apenas alguns centímetros, muito esperto e gracioso, que no ocidente aparece como “o Pequeno Polegar” e, no Japão, como “Issumboushi”.</p>
<p style="padding-left:30px;">Essa é a viagem fantástica do pequeno “Yuuki – Issumboushi”, que decide sair da casa dos pais, atravessar a planície, descer o rio, e se aventurar na cidade grande.</p>
<p style="padding-left:30px;">Ao longo da viagem Yuuki encontrará seres sábios e mágicos, que o ajudarão a descobrir suas qualidades e talentos, enfrentar as provas que o separam da amizade e do amor da princesa, vencer bruxas e espíritos malvados, tornando-se assim um verdadeiro samurai.</p>
<p style="padding-left:30px;">Trilha incidental criada pelo grupo a partir de canções folclóricas japonesas.</p>
<p style="padding-left:30px;">Grade de dias e horários em: <a href="http://www.sesisp.org.br/leopoldina/centrocultural/teatro.asp">http://www.sesisp.org.br/leopoldina/centrocultural/teatro.asp</a></p>
<address><strong>Yuuki!!! O pequeno Samurai</strong></address>
<address><span style="display:none;letter-spacing:0;font-family:&#34;"> </span></address>
<address>Local: SESI Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina, São Paulo/SP)</address>
<address>Entrada Franca (Retirar ingressos com uma hora de antecedência)</address>
<address>Duração: 50 minutos</address>
<address>Mais informações: (11) 3833-1046 / 3833-1045 ou <a href="mailto:apoiovleopoldina@sesisp.org.br" target="_blank">apoiovleopoldina@sesisp.org.br</a></address>
<address>Agendamento prévio: (11) 3833-1092 / 3833-1093</address>
<address>Capacidade: 80 lugares</address>
<address>Classificação: Livre </address>
<h4>12/06/2008, São Paulo - <span style="color:#993300;">Heureux pour toujours – Mais que íntimos e menos que desconhecidos</span></h4>
<p style="padding-left:30px;text-align:center;"><a href="http://arteref.files.wordpress.com/2008/06/b297.jpg"><img class="size-full wp-image-350 aligncenter" src="http://arteref.wordpress.com/files/2008/06/b297.jpg" alt="" width="270" height="75" /></a></p>
<p style="padding-left:30px;">Inspirado na obra de Lya Luft.</p>
<p style="padding-left:30px;">A peça trata sobre o drama que expõe o que há de mais belo e mais terrível na alma humana. Quatro papéis de homem. Quinze cenas curtas. Uma paisagem. Muitas conversas sobre solidão, um pouco de ação, um toque de amor. Uma crônica sobre os amores possíveis e seus desamores imprevisíveis.</p>
<p style="padding-left:30px;">Com Cia. Arcanjo</p>
<address><strong>Heureux pour toujours – Mais que íntimos e menos que desconhecidos</strong> </address>
<address>Data: Apenas em 12/06</address>
<address>Horário: das 19h30 às 21h</address>
<address>Local: Livraria Lorena (Al. Lorena, 1731 – Jardins, São Paulo/SP)</address>
<address>Mais informações: (11) 3062-1063</address>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O silêncio dos amantes]]></title>
<link>http://terradorafael.wordpress.com/?p=33</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 20:35:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rafael Terra</dc:creator>
<guid>http://terradorafael.wordpress.com/?p=33</guid>
<description><![CDATA[
        Estou numa fase &#8220;contos fantásticos&#8221;. No momento, só quero saber de re]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/cazurro/513193436"><img class="aligncenter size-full wp-image-34" src="http://terradorafael.wordpress.com/files/2008/05/silencio.jpg" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">        Estou numa fase "contos fantásticos". No momento, só quero saber de realidades deformadas, inventadas, fabulosas e, óbvio, fantásticas. Contudo, a ficção baseada na realidade real foi quem me fez ficar de pé quase uma hora a fio na <a href="http://www.hagah.com.br/locais/jsp/default.jsp?action=detail&#38;ingrid=3960&#38;what=Bamboletras&#38;where=&#38;locale=C1&#38;page=&#38;category=&#38;genre=&#38;filter=&#38;letter=&#38;regionId=1&#38;uf=1&#38;local=1" target="_blank">Livraria Bamboletras</a>. O motivo: o livro  <em><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21341914&#38;ST=OCT2991&#38;ST=2991hll3#content" target="_blank">O Silêncio dos Amantes</a></em>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lya_Luft" target="_blank">Lya Luft</a>. Como o título sugere, a obra trata do que as pessoas deixam de dizer umas às outras e das consequências que isso acarreta em suas vidas. Aliás, essas sempre são bem feiosas e tristes. Por isso, defendo: grite, chore, espanque - de leve -, mas sempre fale tudo. O silêncio só favorece aos psicólogos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Leia um trecho do livro:</strong> </p>
<p style="text-align:justify;"><em>        “Quando meu fi lho tão querido sumiu, quando se transformou, se matou, se jogou ou caiu da Pedra da Bruxa, se perdeu no mato – ou saiu voando e nunca mais voltou –, entendi que nossa cumplicidade só existia na minha imaginação. Essa foi a sua verdadeira morte: nossa relação tão especial era mentira. A boa vida familiar era falsa. Andávamos sobre uma camada fina de normalidade. Por baixo corriam rios de sombra que eu não queria ver. Ele, meu filho tão extraordinariamente amado, era irremediavelmente sozinho – eu, que me considerava a melhor das mães, de nada adiantei.”</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pensar é transgredir]]></title>
<link>http://tuum.wordpress.com/?p=624</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 03:17:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tuum!</dc:creator>
<guid>http://tuum.wordpress.com/?p=624</guid>
<description><![CDATA[Quando menos se espera ele chega, o pensamento que nos faz parar.
Pode ser no meio do trânsito, na ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Quando menos se espera ele chega, o pensamento que nos faz parar.<br />
Pode ser no meio do trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes.<br />
Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, da lamúria, da hesitação. Sem ter programado a gente pára pra pensar.<br />
É como espiar para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha.<br />
Muitas vão se abrir para um nada, outras para um jardim de promessas.<br />
Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar, reavaliar-se.<br />
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos esmaga.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="alignnone" src="http://i273.photobucket.com/albums/jj239/blogtuum/todream.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align:right;"><em>Lya Luft- Pensar é transgredir<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Livros | Brasil: Lista dos livros mais vendidos no Brasil | 04-05-2008]]></title>
<link>http://tigredefogo.wordpress.com/?p=1044</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 21:37:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>tigredefogo</dc:creator>
<guid>http://tigredefogo.wordpress.com/?p=1044</guid>
<description><![CDATA[Livros | Brasil: Lista dos livros mais vendidos no Brasil | 04-05-2008
.
O Estado de São Paulo
.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><strong>Livros &#124; Brasil: Lista dos livros mais vendidos no Brasil &#124; 04-05-2008</strong></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div style="text-align:center;"><em>O Estado de São Paulo</em></div>
<div style="text-align:center;"><span style="color:#ffffff;">.</span></div>
<div></div>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img4/21341914.jpg" alt="Livros Livro Book O Silencio dos Amantes Lya Luft" hspace="3" vspace="3" /></p>
<p><strong><em>Ficção</em></strong></p>
<p>01. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21341914&#38;franq=249087">O SILÊNCIO DOS AMANTES</a></strong><br />
<em>LYA LUFT</em></p>
<p>02. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1900640&#38;franq=249087" target="_blank">A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS</a></strong><br />
<em>MARKUS ZUSAK</em></p>
<p>03. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1054888&#38;franq=249087" target="_blank">O CAÇADOR DE PIPAS</a></strong><br />
<em>KHALED HOSSEINI</em></p>
<p>04.  <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1963089&#38;franq=249087" target="_blank">A CIDADE DO SOL</a></strong><br />
<em>KHALED HOSSEINI</em></p>
<p>05. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21338127&#38;franq=249087" target="_blank">UMA VIDA INVENTADA</a></strong><br />
<em>MAITÊ PROENÇA</em></p>
<p>06. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1946021&#38;franq=249087" target="_blank">O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS</a></strong><br />
<em>KIM EDWARDS</em></p>
<p>07. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=238900&#38;franq=249087" target="_blank">A SOMBRA DO VENTO</a></strong><br />
<em>CARLOS RUIZ ZAFÓN</em></p>
<p>08. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1979059&#38;franq=249087" target="_blank">A CONSPIRAÇÃO FRANCISCANA</a></strong><br />
<em>JOHN SACK</em></p>
<p>09. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21338084&#38;franq=249087">LA BODEGA</a></strong><br />
<em>NOAH GORDON</em></p>
<p>10. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21335562&#38;franq=249087">CREPÚSCULO</a></strong><br />
<em>STEPHENIE MEYER</em></p>
<div></div>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img5/1977255.jpg" alt="1808 LAURENTINO GOMES Livros Livro Book" hspace="3" vspace="3" /></p>
<p><strong><em>Não-Ficção</em></strong></p>
<p>01. <a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1977255&#38;franq=249087" target="_blank"><strong>1808</strong></a><br />
<em>LAURENTINO GOMES</em></p>
<p>02. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1935925&#38;franq=249087" target="_blank">O SEGREDO</a></strong><br />
<em>RHONDA BYRNE</em></p>
<p>03. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=277294&#38;franq=249087" target="_blank">UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO</a></strong><br />
<em>GEOFFREY BLAINEY</em></p>
<p>04. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=232649&#38;franq=249087" target="_blank">O MONGE E O EXECUTIVO</a></strong><br />
<em>JAMES C. HUNTER</em></p>
<p>05. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=280373&#38;franq=249087" target="_blank">CASAIS INTELIGENTES ENRIQUECEM JUNTOS</a></strong><br />
<em>GUSTAVO CERBASI</em></p>
<p>06. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21321652&#38;franq=249087">BEM-VINDO À BOLSA DE VALORES</a></strong><br />
<em>MARCELO C. PIAZZA</em></p>
<p>07. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1621810&#38;franq=249087">OS SEGREDOS DA MENTE MILIONÁRIA</a></strong><br />
<em>T. HARV EKER</em></p>
<p>08. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21344174&#38;franq=249087" target="_blank">COMER, REZAR, AMAR</a></strong><br />
<em>ELIZABETH GILBERT</em></p>
<p>09. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=21250052&#38;franq=249087">VALE TUDO: TIM MAIA</a></strong><br />
<em>NELSON MOTTA</em></p>
<p>10. <strong><a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ProdId=1662489&#38;franq=249087" target="_blank">MARLEY E EU</a></strong><br />
<em>JOHN GROGAN</em></p>
<p><span style="color:#ffffff;">.</span></p>
<p>-----<br />
<em>+ Veja também:</em></p>
<div>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/search/label/Lista%20dos%20Mais%20Vendidos"><strong>+ Lista atualizada dos livros mais vendidos</strong></a></li>
</ul>
</div>
<ul>
<li><a href="http://tigredefogo.blogspot.com/2008/05/livros-mais-vendidos-york-times-04mai08.html"><strong>+ Lista dos livros mais vendidos do The New York Times - 04/05/2008</strong></a></li>
</ul>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/2007/05/primeiro-captulo-quando-nietzsche.html"><strong>Livro: Quando Nietzsche Chorou &#124; Irvin Yalom &#124; Primeiro Capítulo</strong></a></li>
</ul>
<p></br></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Top 10 de Livros ! Ficção - 23/04/08]]></title>
<link>http://vendoeouvindo.wordpress.com/?p=56</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 14:41:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Felipe Rodrigues</dc:creator>
<guid>http://vendoeouvindo.wordpress.com/?p=56</guid>
<description><![CDATA[
 Top de livros mais vendidos segundo a Revista Veja na categoria de ficção.
• 1 • ▬ • A M]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img155.imageshack.us/img155/1146/projetodiretovendoeouvidg0.jpg" alt="Ficção 23/04/08" /></p>
<p style="text-align:center;"><em> Top de livros mais vendidos segundo a <strong>Revista Veja</strong> na categoria de ficção.</em></p>
<p>• 1 • ▬ • A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak • <a href="http://www.4shared.com/file/39832612/b88fdcac/A_Menina_Que_Roubava_Livros_-_Markus_Zusak.html"> Download</a></p>
<p>• 2 • ▬ • O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini • <a href="http://www.4shared.com/file/39485209/ac8a556a/O_Caador_de_Pipas_-_Khaled_Hosseini.html">Download</a></p>
<p>• 3 • ▬ • A Cidade do Sol - Khaled Hosseini • <a href="http://www.4shared.com/file/39830153/4a2f730/A_Cidade_Do_Sol_-_Khaled_Hosseini.html">Download</a></p>
<p>• 4 • ▬ • O Guardião de Memórias - Kim Edwards • <a href="http://www.4shared.com/file/39831151/5210f179/Kim_Edwards_-_O_Guardio_de_Memrias.html">Download</a></p>
<p>• 5 •▲4• Uma Vida Inventada - Maitê Proença • Indisponível</p>
<p>• 6 •▼1• A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón • <a href="http://www.4shared.com/file/39484289/dcefb807/Carlos_Ruiz_Zafn_-_A_Sombra_do_Vento.html">Download</a></p>
<p>• 7  •▼1•  A Conspiração Franciscana - John Sack• Indisponível</p>
<p>• 8 •▼1• La Bodega - Noah Gordon • <a href="http://vendoeouvindo.wordpress.com/2008/04/14/la-bodega/">Download</a></p>
<p>• 9 •▼1• Aos meus Amigos - Maria Adelaide Amaral • Indisponível</p>
<p>•10•<strong>New</strong>• O Silêncio dos Amantes - Lya Luft • Indisponível</p>
<p>Estamos aí com a lista do dia 23 e mais uma vez vou dizer que fico pasmo em como o tempo tá passando rápido!</p>
<p style="text-align:left;">Vamos lá então. As duas novidades que temos é que<em> Uma Vida Inventada</em> de <em>Maitê Proênça </em>disparou em vendas nessa última semana subindo 4 posições no top dos mais vendidos, ficando atrás somente do 'quarteto' já conhecido por todos nós :D</p>
<p style="text-align:left;">A Segunda novidade é o lançamento do livro<em> O Silêncio dos Amantes</em>, da aclamada escritora de Perdas e Ganhos, <em>Lya Luft</em>.</p>
<p style="text-align:left;">Entrou na lista já na décima posição e tem grandes possibilidades de crescer em vendas nessa próxima semana.</p>
<p style="text-align:left;">Gostei muito da capa:</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://img187.imageshack.us/img187/341/osilenciodosamantessd4.jpg" alt="O Silencio dos Amantes" /></p>
<p style="text-align:left;">E aqui a resenha do lançamento:</p>
<p style="text-align:left;"><span class="txtPretoLivros"><strong>"Sem que eu soubesse, as coisas não ditas haviam crescido como cogumelos venenosos nas paredes do silêncio, enquanto ele ficava acordado na cama, fitando o teto, com o branco dos olhos reluzindo na penumbra. Se eu interrogava, o que você tem amor? Ele respondia que não era nada, estava pensando no trabalho. A gente sabia que era mentira, ele sabia que eu sabia, mas nenhum de nós rompeu aquele acordo sem palavras. Nunca imaginei o mal que o roía."</strong></span></p>
<p>Em O SILÊNCIO DOS AMANTES, seu retorno à ficção, Lya Luft mais uma vez nos surpreende com histórias ligadas por alguns de seus temas prediletos desde os primeiros livros: a incomunicabilidade e o silêncio entre pessoas que se amam ou deviam se amar, os conflitos familiares, a busca de um sentido da vida, rancores, incompreensão, mas também magia e amor nos relacionamentos.</p>
<p>Um casal supera as dores do passado e encontra um novo caminho bastante singular; a rotina não permite enxergar o drama de quem está ao nosso lado; a mágoa e a revolta explodem numa libertação violenta; o preconceito em relação ao diferente pode ser mortal; a superficialidade impede de viver um verdadeiro amor; a morte revela o valor da vida: todos somos tocados pelo mistério.</p>
<p>Com coragem e delicadeza, Lya Luft nos provoca a vermos sob um novo prisma o nosso cotidiano, pressentindo a imprevisibilidade, que o torna mais rico. "Ser humano, com toda a miséria e grandeza que isso significa, não é apenas precisar de amparo e consolo, mas também enxergar, abaixo da superfície e atrás das paredes, novas possibilidades de viver e se relacionar." - completa a autora.</p>
<p style="text-align:left;">Parece ser um bom livro não é, mas como acabou de lançar vai demorar a ficar disponível pra download aqui no blog, se você ficou muito curioso, eu o aconselho a comprar o livro logo então :D Pois sempre é melhor comprar o livro né, disso voces todos sabem, até eu rs. Isso aí então. Fico por aqui. Até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desconstruindo Lya Luft]]></title>
<link>http://leiamidia.wordpress.com/?p=36</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 20:59:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marvin Kennedy</dc:creator>
<guid>http://leiamidia.wordpress.com/?p=36</guid>
<description><![CDATA[O artigo publicado pela escritora Lya Luft, na edição 2046, de 6 de fevereiro da Revista Veja, ref]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://leiamidia.files.wordpress.com/2008/04/cota1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-38" src="http://leiamidia.wordpress.com/files/2008/04/cota1.jpg" alt="" width="200" height="170" /></a>O <a href="http://veja.abril.com.br/060208/ponto_de_vista.shtml">artigo</a> publicado pela escritora Lya Luft, na edição 2046, de 6 de fevereiro da Revista Veja, reflete o discurso de boa parte da grande imprensa brasileira, um discurso de manutenção da hegemonia elitista referente à cotas para afro-descendentes, indígenas e alunos oriundos de escolas públicas. A idéia deste post, além de buscar a desconstrução do artigo, como proposto no título, é tentar mostrar um novo olhar sobre o sistema de cotas no Brasil.</p>
<p>Começo por duas orações que constam no artigo de Luft. <span style="color:#008000;">"A idéia                    das cotas reforça conceitos nefastos: o de que negros são menos capazes..."</span>. / <span style="color:#ff0000;"><span class="revistasCorpo">"Não                    entram na universidade por mérito pessoal e pelo apoio                    da família, mas pelo que o governo, melancolicamente,                    considera deficiência: a raça ou a escola de onde                    vieram"</span></span></p>
<p>Oposto aos adeptos do sistema de cotas, existem os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meritocracia">meritocratas</a>, que defendem o mérito como único meio de ter acesso à universidade. A ideologia meritocrata é explicitamente vista neste ponto do texto de Luft. O problema é que este discurso elitista esquece que os cotistas não são escolhidos a dedo, ou pensa que são indicados por líderes do movimento negro.  Os alunos cotistas disputam, entre si, as vagas e ingressam na universidade por mérito. Esta disputa é crescente a cada ano nas instituições que adotam o sistema, e podem, futuramente, ser até superiores à concorrência não-cotista, em estados de maioria da população negra, como a Bahia. Portando, o cotista é merecedor de sua vaga tão quanto o não-cotista.</p>
<p>Luft também é infeliz ao dizer que as cotas reforçam a idéia de que "<span class="revistasCorpo">a escola pública é péssima e                    não tem salvação". Esta oração nos leva a outra abordagem feita pelos contrários ao sistema de cotas, a de que a solução é a melhoria da escola pública. Isto, de certa forma é correto. Temos que melhorar sempre a escola pública, mas e os jovens negros e pobres de hoje? Eles vão esperar pela "Nova Escola Pública" ou vão competir em total desigualdade com os alunos oriundos de escolas particulares, que em sua grande maioria não trabalham, têm aulas de reforço escolar ou fazem cursinhos pré-vestibulares?</span></p>
<p>Voltando à questão meritocrata, quem possui mais mérito? O negro pobre, de escola pública, que trabalha no contra-turno escolar para colaborar com a renda familiar e passa, através das cotas, com uma nota 7, ou o aluno da rede particular, com o perfil do parágrafo anterior e é reprovado, por conta das cotas, com nota 8? Olha a situação de desigualdade.</p>
<p>A escritora também mostra seu interesse em desconceitualizar as políticas públicas, colocando-as como "bondades", e descarta a sua importância ao dizer que são destinadas a uma minoria. Só em Lauro de Freitas, cidade onde moro na Bahia, 82% da população é composta por afro-descendentes. Uma política pública voltada para este perfil, que se reflete também em Salvador, com certeza não é para minoria.</p>
<p>Lya Luft lembra a <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/caixa/cp190320035.htm">Lei do Boi</a>, para tentar desmoralizar o atual formato das cotas. Esta lei sim foi uma manobra, inclusive elitista, para colocar filhos de fazendeiros, amigos do modelo ditatorial, no ensino superior. A autora também tenta desconstruir as cotas colocando o ponto de que elas não são para todos. <span style="color:#ff6600;"><span class="revistasCorpo">"E os pobres brancos, os remediados de origem portuguesa, italiana,                    polonesa, alemã, ou o que for, cujos pais lutaram duramente                    para lhes dar casa, saúde, educação?</span>"</span></p>
<p>Pelo próprio sobrenome da autora, que deve ser de origem alemã, e todos os outros nomes e marcas que aparecem facilmente na mídia (Civita, Mainard, Bonner, Todeschini, Tramontina, Tidelli, Miolo, Odebrecht), nós percebemos que  eles não precisem tanto de cotas quanto os "da Silva"  do subúrbio paulista, carioca ou soteropolitano, até porque já receberam as suas "bondades". Os italianos, quando chegaram ao Brasil, ao contrário dos negros que aqui já viviam, recebram uma espécie que cotas, que lhes davam o direito de proriedade de terras. Daí a prosperidade. Mesmo que na época o nome não tenha sido "cota", foi uma política pública, que hoje reflete em nomes no topo da economia nacional.</p>
<p>As cotas são uma política pública importante, não só para que alunos negros, pobres e oriundos do ensino público possam disputar em situação de igualdade uma vaga no ensino superior, mas também para que este jovem de baixa renda saiba que a universidade é um espaço seu e que deve ser ocupados por jovens como ele. O artigo de Luft é quem realmente se comporta como massa de manobra de uma imprensa e de uma camada social preconceituosa e conservadora.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Canção do Amor Sereno]]></title>
<link>http://ocasodoacaso.wordpress.com/2008/03/20/cancao-do-amor-sereno/</link>
<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 01:58:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ocaso do Acaso</dc:creator>
<guid>http://ocasodoacaso.wordpress.com/2008/03/20/cancao-do-amor-sereno/</guid>
<description><![CDATA[

Vem sem receio: eu te recebo
Como um dom dos deuses do deserto
Que decretaram minha trégua , e pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2"><font face="Verdana"></font></font></p>
<p><font size="2"><font face="Verdana"></font></font></p>
<p><font size="2"><font face="Verdana">Vem sem receio: eu te recebo<br />
Como um dom dos deuses do deserto<br />
Que decretaram minha trégua , e permitiram<br />
Que o mel de teus olhos me invadisse.<font size="+0"> </font><font size="+0"></font><font size="+0"></font><font size="+0"></font><font size="+0"></font><font size="+0"></font></font></font><font size="+0"></font><font size="+0"></font><font size="+0"></font><font size="+0"></p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Quero que o meu amor te faça livre,<br />
Que meus dedos não te prendam<br />
Mas contornem teu raro perfil<br />
Como lábios tocam um anel sagrado.</font></p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Quero que o meu amor te seja enfeite<br />
E conforto, porto de partida para a fundação<br />
Do teu reino, em que a sombra<br />
Seja abrigo e ilha.</font></p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Quero que o meu amor te seja leve<br />
Como se dançasse numa praia uma menina.</font></p>
<p></font></p>
<p align="left"><font size="2" face="Verdana"> - Lya Luft - </font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Guardei-me pra ti]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2008/02/12/guardei-me-pra-ti/</link>
<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 05:29:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
<guid>http://poetriz.wordpress.com/2008/02/12/guardei-me-pra-ti/</guid>
<description><![CDATA[Guardei-me para ti como um segredo
Que eu mesma não desvendei:
Há notas nesta guitarra que não to]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>Guardei-me para ti como um segredo<br />
Que eu mesma não desvendei:<br />
Há notas nesta guitarra que não toquei,<br />
Há praias na minha ilha que nem andei.<br />
É preciso que me tomes, além do riso e do olhar,<br />
Naquilo que não conheço e adivinhei;<br />
É preciso que me ensines a canção do que serei<br />
E me cries com teu gesto<br />
Que nem sonhei.</p>
<p align="right"><b>- Lya Luft</b></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lya Luft e Juno]]></title>
<link>http://cinemagia.wordpress.com/2008/03/17/lya-luft-e-juno/</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 18:40:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Tommy Beresford</dc:creator>
<guid>http://cinemagia.wordpress.com/2008/03/17/lya-luft-e-juno/</guid>
<description><![CDATA[O link abaixo é de um texto bastante interessante,
de autoria da escritora brasileira Lya Luft. Rec]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img align="right" src="http://cinemagia.wordpress.com/files/2008/03/lya_luft.jpg" alt="Lya Luft" />O link abaixo é de um texto bastante interessante,<br />
de autoria da escritora brasileira Lya Luft. Recomendo,<br />
porém, apenas para quem já foi ao cinema<br />
para ver "Juno":</p>
<p><a target="_blank" href="http://arquivoetc.blogspot.com/2008/03/lya-luft_15.html">"Uma história de delicadeza"</a>, por Lya Luft</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Dizer "sim", dizer "não"]]></title>
<link>http://danielamrigon.wordpress.com/?p=264</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 16:45:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Daniela</dc:creator>
<guid>http://danielamrigon.wordpress.com/?p=264</guid>
<description><![CDATA[A história mais difícil de escrever é a nossa própria, complexa, obscura, inocente ou perversa -]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A história mais difícil de escrever é a nossa própria, complexa, obscura, inocente ou perversa - bem mais do que são as narrativas ficcionais.<br />
Brinquei muito tempo com a idéia de dizer "sim" ou "não" a nós mesmos, aos outros, à vida, aos deuses, como parte essencial dessa escrita de nosso destino - com os naturais intervalos de fatalidades que não se podem evitar, mas têm de ser enfrentadas.<br />
Acredito em pegar o touro pelos chifres, mas vezes demais fiquei simplesmente deitada e ele me pisoteou com gosto. Afinal, a gente é apenas humano.<br />
Nessa difícil história nossa, dizer "sim" ao negativo, ao sombrio, em lugar de dizer "sim" ao bom, ao positivo, é o desafio maior. Pois a questão é saber a hora de pronunciar uma ou outra palavra, de assumir uma ou outra postura.<br />
O risco de errar pode significar inferno ou paraíso.<br />
Também descobri (ou inventei?) isso de existir um ponto cego da perspectiva humana, em que não se enxerga o outro mas apenas um lado dele: seu olho vazado, sua boca cerrada, seu coração amargo. Sua alma árida, ah... O ponto cego das nossas escolhas vitais é aquele onde a gente pode sempre dizer "sim" ou "não", e nossa ambivalência não nos permite enxergar direito o que seria melhor na hora: depressa, agora.<br />
O ponto mais cego é onde a gente não sabe quem disse "não" primeiro. E todos, ou os dois, deviam naquele momento ter dito "sim".<br />
Viver é cada dia se repensar: feliz, infeliz, vitorioso, derrotado, audacioso ou com tanta pena de si mesmo. Não é preciso inventar algo novo. Inventar o real, o que já existe, é conquistá-lo: é o dom dos que não acreditam só no comprovado, nem se conformam com o rasteiro.<br />
Nosso drama é que às vezes a gente joga fora o certo e recolhe o errado. Da acomodação brotam fantasmas que tomam a si as decisões: quando ficamos cegos não percebemos isso, e deixamos que a oportunidade escape porque tivemos medo de dizer o difícil "sim".<br />
O "não" é também um ponto cego por onde a gente escorre para o escuro da resignação.<br />
O ponto mais cego de todos é onde a gente nunca mais poderá dizer "sim" para si mesmo. E aí tudo se apaga. Mas com o "sim" as luzes se acendem e tudo faz sentido.<br />
Dizer "sim" a si mesmo pode ser mais difícil do que dizer "não" a uma pessoa amada: é sair da acomodação, pegar qualquer espada - que pode ser uma palavra, um gesto, ou uma transformação radical, que custe lágrimas e talvez sangue - e sair à luta.<br />
Dizer "sim" para o que o destino nos oferece significa acreditar que a gente merece algo parecido com crescer, iluminar-se, expandir-se, renovar-se, encontrar-se, e ser feliz.<br />
Isto é: vencer a culpa, sair da sombra e expor-se a todos os riscos implicados, para finalmente assumir a vida.<br />
Fazer suas escolhas, assinar embaixo, pagar os preços...e não se lamentar demais. Porque programamos o próprio destino a cada vez que, num tímido murmúrio ou num grande grito, a gente diz para si mesmo: "Sim!"</p>
<p>Lya Luft</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paixão]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/?p=685</link>
<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 14:31:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
<guid>http://poetriz.wordpress.com/?p=685</guid>
<description><![CDATA[ Está apaixonada, e - incrédula - descobre que é correspondida
Isso que parece hoje tão simplór]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote> Está apaixonada, e - incrédula - descobre que é correspondida<br />
Isso que parece hoje tão simplório olhado de fora dava-lhe um senso de plenitude e poder que nunca mais conheceria.<br />
Não precisava de mais nada. Nem Deus pode tirar isso de mim, pensava.<br />
Um inocente beijo diante da porta da casa, e o vestíbulo transforma-se em céu<br />
Pr muito tempo ficará transfigurada por essa intimidade.<br />
Por mais experiências que venha a ter como mulher, o momento não se repetirá, e dificilmente se paga.<br />
Nunca mais haverá uma primeira vez, nunca mais a mesma candura de acreditar que tudo aquilo era eterno.Foram-se os amores que tive ou me tiveram: partiram num cortejo silencioso e iluminado.<br />
O tempo me ensinou a não acreditar demais na morte nem desistir da vida: cultivo alegrias num jardim onde estamos eu, os sonhos idos, os velhos amores e seus segredos.<br />
E a esperança - que retrilha como pedrinhas de cores entre as raízes<br />
<b><br />
</b></p>
<div align="right"><b> - Lya Luft</b><i> in</i> Secreta mirada</div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AMAR ....]]></title>
<link>http://fcassab.wordpress.com/2008/01/29/amar/</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 18:36:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabiola Cassab</dc:creator>
<guid>http://fcassab.wordpress.com/2008/01/29/amar/</guid>
<description><![CDATA[
Deixa-me amar-te
Deixa-me amar-te com ternura, tanto
que nossas solidões se unam
e cada um falando]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_oupCjW99Efg/R591K945-VI/AAAAAAAAArU/xXBIvPio1Ws/s1600-h/solidao.jpg"><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_oupCjW99Efg/R591K945-VI/AAAAAAAAArU/xXBIvPio1Ws/s320/solidao.jpg" style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" /></a></p>
<div align="center"><strong>Deixa-me amar-te</strong></div>
<div align="center">Deixa-me <strong>amar-te</strong> com <strong>ternura</strong>, tanto</div>
<div align="center">que nossas <strong>solidões se unam</strong></div>
<div align="center">e cada um f<strong>alando</strong> em sua <strong>margem</strong></div>
<div align="center">possa escutar o próprio canto.</div>
<div align="center">Deixa-me amar-te com loucura, ambos</div>
<div align="center">cavalgando <strong>mares impossívei</strong><strong>s</strong></div>
<div align="center"><strong>em</strong> frágeis barcos e insuficientes velas</div>
<div align="center">pois disso se fará a nossa voz.</div>
<div align="center">Deixa-me <strong>amar-te sem receio</strong>,pois</div>
<div align="center">a solidão é um campo muito vasto</div>
<div align="center"><strong>que não se deve atravessar a sós</strong>.</div>
<div align="center"><span style="font-size:85%;">Lya Luft</span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Canção da Mulher que Escreve]]></title>
<link>http://textosprediletos.wordpress.com/2007/12/31/cancao-da-mulher-que-escreve/</link>
<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 22:42:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Hilra</dc:creator>
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<description><![CDATA[(Lya Luft)Não perguntem pelo meu poema:
Nada sei do coração do pássaro
Que a música inflama.
N]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="snap_preview"><em>(Lya Luft)</em>Não perguntem pelo meu poema:<br />
Nada sei do coração do pássaro<br />
Que a música inflama.</p>
<p>Não queiram entender minhas palavras:<br />
Não me dissequem, não segurem entre vidros<br />
Essas canções, essas asas, essa névoa.<br />
Não queiram me prender como a um inseto<br />
No alfinete da interpretação:<br />
Se não podem amar o meu poema, deixem<br />
Que seja somente um poema.</p>
<p>(Nem eu ouso ergue-lo entre meus dedos e perturbar a sua liberdade).</p></div>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A vida]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2007/12/23/a-vida/</link>
<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 01:13:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada. Eventualmente repro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>"A vida não está aí apenas para ser suportada ou vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada.<br />
Não é preciso realizar nada de espetacular.<br />
Mas que o mínimo seja o máximo que a gente conseguiu fazer consigo mesmo."</p>
<p align="right"><b>- Lya Luft</b></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[A alma do outro]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2007/12/07/a-alma-do-outro/</link>
<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 01:12:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;A alma do outro é uma floresta escura&#8221;, disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu único a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>"A alma do outro é uma floresta escura", disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu único autor de cabeceira.<br />
A vida vai nos ensinando quanto isso é verdade. Pais e filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relação intensa, podem se divertir juntos e sofrer juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes uns para os outros, superar grandes conflitos – mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se expõe nem se dissipa.<br />
Nem todos os mal-entendidos, mágoas e brigas se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação. Porque até a morte nos conheceremos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem sou, como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo – e como agir direito?<br />
Neste momento escrevo, como já disse, um livro sobre o silêncio. Começou como um ensaio na linha de O Rio do Meio e Perdas &#38; Ganhos, mas acabou se tornando um romance, em pleno processo de elaboração. Isso me faz refletir mais agudamente sobre a questão da comunicação e sua por vezes dramática dificuldade, pois nos mal-entendidos reside muito sofrimento desnecessário.<br />
Amor e amizade transitam entre esses dois "eus" que se relacionam em harmonia e conflito: afeto, generosidade, atenção, cuidados, desejo de partilhamento ou de vida em comum, vontade de fazer e ser um bem, e de obter do outro o que para a gente é um bem, o complicado respeito ao espaço do outro, formam um campo de batalha e uma ponte. Pontes podem ser precárias, estradas têm buracos, caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo.<br />
Pensar sobre a incomunicabilidade ou esse espaço dela em todos os relacionamentos significa pensar no silêncio: a palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar; o silêncio que não foi erguido no momento exato – e era o momento de calar.<br />
Mas, como escrevi várias vezes, a gente não sabia. É a incomunicabilidade, não por maldade ou jogo de poder, mas por alienação ou simples impossibilidade. Anos depois poderá vir a cobrança: por que naquela hora você não disse isso? Ou: por que naquele momento você disse aquilo?<br />
Relacionar-se é uma aventura, fonte de alegria e risco de desgosto. Na relação defrontam-se personalidades, dialogam neuroses, esgrimem sonhos e reina o desejo de manipular disfarçado de delicadeza, necessidade ou até carinho. Difícil? Difícil sem dúvida, mas sem essa viagem emocional a existência é um deserto sem miragens.<br />
No relacionamento amoroso, familiar ou amigo acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la; permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida. Entre fixar e romper, o conflito e o medo do erro.<br />
Somos todos pobres humanos, somos todos frágeis e aflitos, todos precisamos amar e ser amados, mas às vezes laços inconscientes enredam nossos passos e fecham nosso coração. A balança tem de ser acionada: prevalecem conflitos ásperos e a hostilidade, ou a ternura e aqueles conflitos que ajudam a crescer e amar melhor, a se conhecer melhor e melhor enxergar o outro? O olhar precisa ser atento: mais coisas negativas ou mais gestos positivos? Mais alegria ou mais sofrimento? Mais esperança ou mais resignação?<br />
Cabe a cada um de nós decidir, e isso exige auto-exame, avaliação. Posso dizer que sempre vale a pena, sobretudo vale a pena apostar quando ainda existe afeto e interesse, quando o outro continua sendo um desafio em lugar de um tédio, e quando, entre pais e filhos, irmãos, amigos ou amantes, continua a disposição de descobrir mais e melhor quem é esse outro, o que deseja, de que precisa, o que pode – o que lhe é possível fazer.<br />
Em certas fases, é preciso matar a cada dia um leão; em outras, estamos num oásis. Não há receitas a não ser abertura, sinceridade, humildade que não é rebaixamento. Além do amor, naturalmente, mas esse às vezes é um luxo, como a alegria, que poucos se permitem.<br />
Seja como for, com alguma sorte e boa vontade a alma do outro pode também ser a doce fonte da vida.</p>
<p align="right"><b>- Lya Luft </b></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desgaste]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2007/10/23/desgaste/</link>
<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 10:48:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Estou cansada. Vazia. Desgastada, o coração desgasta de sofrer, sei disso.
- Lya Luft

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://poetriz.wordpress.com/files/2007/10/wordpress.jpg" alt="wordpress.jpg" /></p>
<blockquote>
<p align="center">Estou cansada. Vazia. Desgastada, o coração desgasta de sofrer, sei disso.</p>
<div align="right"><b>- Lya Luft</b></div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Solidão]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2007/10/08/solidao-2/</link>
<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 23:46:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
<guid>http://poetriz.wordpress.com/2007/10/08/solidao-2/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Eu queria solidão, para não ferir aos outros nem ser machucada.&#8221;
- Lya Luft 

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>"Eu queria solidão, para não ferir aos outros nem ser machucada."</p>
<p align="right"><b>- Lya Luft </b></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A vida é processo]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2007/09/30/a-vida-e-processo/</link>
<pubDate>Sun, 30 Sep 2007 12:11:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;&#8230; acho que a vida é um processo&#8230; É como subir uma montanha. Mesmo que no fim n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="center">"... acho que a vida é um processo... É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor"</p>
<p align="right"><b>- Lya Luft</b></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Homens e Mulheres]]></title>
<link>http://poetriz.wordpress.com/2007/09/21/homens-e-mulheres/</link>
<pubDate>Fri, 21 Sep 2007 12:10:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>poetriz</dc:creator>
<guid>http://poetriz.wordpress.com/2007/09/21/homens-e-mulheres/</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Homens são passos; mulheres são perfumes
Que se aproximam, param e se esquivam
Sem lançar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="center">"Homens são passos; mulheres são perfumes<br />
Que se aproximam, param e se esquivam<br />
Sem lançar raízes nessa treva.<br />
Beijam-se às vezes, como num murmúrio,<br />
Pra depois, num mundo só de beijos..."</p>
<p align="right"><b>- Lya Luft</b></p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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