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	<title>lidos-e-relidos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "lidos-e-relidos"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 07:22:21 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[o que a ciência nos oferece?]]></title>
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<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 02:52:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>mc</dc:creator>
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<description><![CDATA[Todo cientista deve lembrar-se de algo fundamental para os não-cientistas, especialmente aqueles qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><i>Todo cientista deve lembrar-se de algo fundamental para os não-cientistas, especialmente aqueles que cresceram dentro da cultura judaico-cristã-muçulmana, a ciência destruiu a ordem cósmica, cuja hierarquia era definida pela fé. Por mais de três mil anos (se contarmos a partir dos judeus, as coisas faziam sentido. Deus é o criador; nós, os pecadores. Deus é perfeito; nós, imperfeitos. Se queremos a paz espiritual, devemos aceitar essa hierarquia e usar a fé para nos redimir. Para os judeus, a escolha é um pouco mais abstrata. Para os cristão, é entre duas possibilidades: Paraíso ou Inferno. Se a vida é uma sequência interminável de desgraças, não se desespere; abrace a fé e sua devoção será recompensada por toda a eternidade. As pessoas sentem-se ameaçadas, abandonadas. Como podem encontrar a redenção num cosmo regido por forças agindo sobre partículas de matéria? O que a ciência nos oeferece em troca? </i></p>
<p><i>Eis a razão da perplexidade causada pela ciência: como os seres humanos, capazes de amar e sofrer com tanta intensidade, podem reconciliar sua existência com um Universo tão indiferente ao amor e ao sofrimento? </i></p>
<p><i>Minha resposta é simples: celebrando a vida. A ciência não nos oferece a esperança da vida eterna no Paraíso, ou consolo na perda de uma pessoa amada. Para isso, temos o ombro dos amigos, dos parentes, das pessoas que nos querem bem. Mas a ciência mostra o quanto a vida é preciosa, o quanto é rara. </i></p>
<p><i>Num universo indiferente ao amor e à dor, regido por forças agindo sobre átomos inanimados, eis que, num pequeno planeta, o terceiro em órbita em torno de uma modesta estrla, uma dentre bilhões de outras, esses átomos combinam-se para formar beija-flores,tubarões, lagostas, baleias e golfinhos, rosas e girassóis, sequóias e magnólias, mosquitos e borboletas, chimpanzés e seres humanos. Os humanos evoluem, organizam-se em grupos, começam a plantar e a domesticar animais, desenvolvem a escrita, perguntam-se sobre os céus, sobre as forças da Natureza, procurando por respostas, por dar sentido à sua existência. Entendem que a vida é finita, que a morte é inevitável, que a essência da Natureza é transformação e que, sendo parte dela, também se transformam. Olham para o mundo e, corajosos, tentam expandir seus horizontes construindo barcos, carroças, carros, aviões, foguetes, viajar ao desconhecido. Sua curiosidade é insaciável. Exploram outros mundos procurando por outras formas de vida, mundos distantes, exóticos, hostis, mortos. A solidão é esmagadora. "Será que estamos mesmo sós?", perguntam-se. Não sabem, Vêem luzes nos céus e enchem-se de esperança, de fantasia: "Talvez não estejamos sós, talvez existam outros como nós, melhores do que nós, mais avançados, mais sábios". Olham para as estrelas procurando pelos anjos que não encontraram nos céus. Iludem-se, pois não querem aceitar sua solidão, não querem aceitar a responsabilidade que vem com ela. Mas a ciência nos ensina que temos de aceitá-la, que a vida, se existir em outros mundos, será muito diferente, talvez incompreensível, talvez nem mesmo identificável. E que, se existir, estará tão longe que será praticamente inatingível, quase como os anjos nos céus. Mesmo assim, será maravilhoso encontrá-la, algo profundamente transformador. Saberemos, então, que, embora inatingíveis, outros seres vivos existem, na distância. Feito as estrelas, cuja luz, ainda que fraca, chega a nossos olhos. </i><b>Marcelo Gleiser - Cartas a um jovem cientista: o universo, a vida e outras paixões.</b></p>
<p>meu pai e eu temos a mesma mania, e nenhum imitou o outro. marcamos páginas de livros com frases das quais gostamos muito. nesse livro, que achei numa das minhas incursões pela biblioteca dele, fiz isso. gostei tanto do livro que pedi pra ele me dar. li numa dessas voltas de Pelotas pra Poa e hoje fui rever o que tinha marcado. sem dúvida, ainda que Gleiser tenha um lado religioso/místico que eu não tenho.  esse trecho, que encerra o livro, foi uma das coisas mais legais que li num livro sobre ciência na parte que fala sobre ciência x religião. além de outras passagens, claro, mas que são bem mais práticas/técnicas. no dia que eu for professora de pós vou mandar todos meus aluninhos lerem :)</p>
<p>esse post abre a seção "<b>lidos e relidos</b>" que eu vou tentar manter aqui no blog pra externar a mania de marcar as frases que mais gosto no que leio. espero cumprir a promessa hehe</p>
<p>ps: por falar em livros, hoje fui na Saraiva e como eu odeio o sistemas de organização deles fui direto ao atendente: "oi, eu queria a cauda longa". "O QUÊ?". "a cauda longa...". "ahahahah mas o que é isso?". a guria atendente mais antenada (pô esse livro já tá famosinho, moço): "aiê, é um livro de administração, deixa que eu pego pra ela". hehehe :P tá que nem minha sorte do orkut de hoje: "você verá um biscoito da sorte que nunca viu antes" hahahahahahahahaha :)</p>
<p>:&#124; she is love - oasis (sim, a barrinha de música trilha do post voltou)</p>
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