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	<title>leitura-compartilhada &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "leitura-compartilhada"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 22:50:33 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Mais duas semanas para ver a obra de Ely Bueno]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=155</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 21:42:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Foi prorrogada até o dia 20 a exposição da artista plástica, que já comentei aqui, na Estação]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Foi prorrogada até o dia 20 a exposição da artista plástica, que <a href="http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/04/10/quatro-decadas-de-sensibilidade/" target="_blank">já comentei aqui</a>, na Estação Pinacoteca, em Sampa.</p>
<p>Vale muito a pena. A mostra está bonita, representativa da obra dela. Tem nanquins, do início de carreira, que resultam de uma verdadeira teia de grafismos; litogravuras mais minimalistas e que compõem uma espécie de natureza-morta da vida doméstica; delicados desenhos de observação; outros que mergulham no surrealismo e trazem referências à linguagem dos quadrinhos. E retratos e nus, gêneros em que ela é craque.</p>
<p><a href="http://pedrobiondi.files.wordpress.com/2008/07/ely-pinacoteca_021.jpg" target="_blank"><img class="alignright size-medium wp-image-156" src="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/07/ely-pinacoteca_02.jpg?w=201" alt="" width="201" height="300" /></a></p>
<p>Acho que só faltou um toque "cênico" na disposição dos trabalhos, coisa que Ely também faz muito bem.</p>
<p>Para uma exposição mais completa, ali estariam também belíssimas pinturas a óleo e interessantes recriações em que o mobiliário vira conceito ou mesmo personagem.</p>
<p>Deixo aqui mais um desenho como amostra da produção de Ely. E o <a href="http://www.pinacoteca.org.br/?pagid=exposicoes&#38;exp=temporarias" target="_blank">link do onde/quando/etc.</a> para os navegantes da paulicéia.</p>
<p><a href="http://pedrobiondi.files.wordpress.com/2008/07/ely-pinacoteca_02.jpg"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Quatro décadas de sensibilidade]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=109</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 02:36:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Quatro décadas do trabalho de uma grande dama da arte (qualifico-a assim sem um pingo de dúvida) e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro décadas do trabalho de uma grande dama da arte (qualifico-a assim sem um pingo de dúvida) estão sintetizadas na exposição de Ely Bueno na Estação Pinacoteca.</p>
<p>São 45 desenhos e gravuras, amostra de uma obra marcada pela relação com a condição feminina e com o inconsciente. De força dramática e, ao mesmo tempo, de muita consistência técnica. Uma obra em constante reinvenção, sempre ao largo dos modismos.</p>
<p><a href="http://pedrobiondi.files.wordpress.com/2008/04/ely_web.jpg"><img class="alignleft alignnone size-medium wp-image-110" style="float:left;margin-left:12px;margin-right:12px;" src="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/04/ely_web.jpg" alt="" width="262" height="196" /></a>Segundo a definição do crítico Fábio Magalhães, "os desenhos de Ely Bueno estão contaminados pelas suas vivências, exprimem aspectos íntimos de sua alma feminina e retratam lembranças guardadas em lugares recônditos da sua memória".</p>
<p>A imagem acima não faz parte da mostra. Está na capa do livro <em>A Máscara do Real</em>, sobre a trajetória da artista, que será lançado lá.</p>
<p>Ely é minha madrinha - mas o elogio nada tem a ver com isso. Vão lá e comprovem, bróderes e sísteres.</p>
<p>A exposição vai deste sábado (12) até 15 de junho. <a href="http://www.pinacoteca.org.br/admin/pdf_releases/release_a6e52ada9fa086431847da81ad2776f3.pdf">Detalhes aqui.<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Música pra ver]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=81</link>
<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 03:15:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Lembram que escrevi sobre o desenhista/gravurista Manu Maltez? Então, o cabra também é músico do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Lembram que escrevi sobre o desenhista/gravurista Manu Maltez? Então, o cabra também é músico dos bamba. E está, com o Grupo Cardume, na <a href="http://casadefrancisca.blogspot.com/2008/02/maro-2008.html" target="_blank">Casa de Francisca</a>, um barzim bem ajeitado, desses com luz de velas, que a megalópole apocalíptica e cataclismática esconde aqui e ali.</p>
<p>Eles fazem música brasileira com um lado instrumental forte, arranjos originalíssimos e letras refinadas.</p>
<p>Noutra tentativa de definir, eu diria que a música do Cardume é na verdade cinema sem imagens. Numa faixa delicada os ruídos da cidade podem irromper num feixe de metais (“Francisco – eu ando assustada”) sem comprometer a poesia. Ou o ouvinte pode se deixar levar por um córrego para o Fim-do-mundo, lugar sublime. E assim vai.</p>
<p><!--more--></p>
<p><a href="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&#38;friendid=125950498">Por aqui é possível acessar</a> “Maria-madrugada”, um samba desconstruído, escuro, todo-jazzístico e, ainda assim, samba: prima da “Roendo as unhas” de Paulinho.</p>
<p>O disco novo (em projeto) está mais galopante, com o baixo acústico engatando umas disparadas roqueiras, que se alternam ou se misturam à tradicional quebradeira. E sax e trompete aprontando, aprontando. E bateria medindo e desmedindo. E piano doce e sutil no meio disso.</p>
<p>Em "Mané Jackson", a homenagem em pele de "Billy Jean" carrega um conselho a Michael. É conferir...<span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal">
<div style="text-align:center;"><a title="convitecardume.jpg" href="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/03/convitecardume.jpg"><img src="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/03/convitecardume.jpg" alt="convitecardume.jpg" vspace="25" width="437" height="318" /></a></div>
<p><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br />
<!--[endif]--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carne de poeta]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=72</link>
<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 03:18:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tá na rede, disponível pra baixar, o livro carne viva, do poeta Marcelo Sahea.
Sahea, que morava a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Tá na rede, disponível pra baixar, o livro <a href="http://www.sahea.net/verbo_3.html" target="_blank"><i>carne viva</i></a>, do poeta Marcelo Sahea.</p>
<p>Sahea, que morava aqui em Brasília até o fim do ano e está agora em Santa Maria (RS), combina poesia ágil e elegante com muito apuro visual. Texto pleno de síntese, boas sacadas, inversões... Pesquisa de designer e tesão com as palavras. E tem sempre um lance legal na construção do livro, bem pensado “enquanto livro”, como se diz na prosódia dos fichamentos. Com <i>Carne Viva</i> é assim – quem baixar verá.</p>
<p>Um de seus poemas visuais, um poema-cigarra, daria uma ótima seqüência de outdoors. Tá no livro anterior, <i>leve</i>.</p>
<p><a href="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/03/sahea_livro3-copy.jpg" title="sahea_livro3-copy.jpg"><img src="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/03/sahea_livro3-copy.jpg" alt="sahea_livro3-copy.jpg" align="right" hspace="15" vspace="15" /></a>Deste livro aqui, recomendo um sensacional nessa linha visual, chamado “péssarinhos”.</p>
<p>Também deste, segue outro dos poemas de que mais gosto, “línguas”. A formatação aqui é a que foi possível neste meu blog de paredes e telhados pré-fabricados, ok?</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">minha língua molúsculo<br />
entra em becos vadios<br />
cava cavernas no escuro<br />
vaza dos vaus sombrios</p>
<div align="center"></div>
<p align="center">tua língua molúsculo<br />
fonte de eflúvios efêmeros<br />
nédio nácar que osculo<br />
super gema do gênero</p>
<div align="center"></div>
<p align="center">nossas línguas molúsculas<br />
musculares púrpuras<br />
lânguidas contíguas</p>
<div align="center"></div>
<p align="center">línguas de fogo vivas<br />
lesmas de libar salivas<br />
lânguidas e ambíguas</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-9pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-9pt;">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:-9pt;">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pô, Ivete]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=71</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 14:25:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
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<description><![CDATA[Em terra de sapos, de (croc) cócoras com eles. Nas terras de ACM, de cócoras com Daniela, Armandin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Em terra de sapos, de (croc) cócoras com eles. Nas terras de ACM, de cócoras com Daniela, Armandinho, Carlinhos, Ivete e Cia – do Pagode. E com Tchan e afins.</p>
<p>Assim, o amigo leitor me desculpe e não vá estranhar um fenômeno (localizado, espero) de axeização deste blog. Por que este blogueiro volta de uma semaninha nas terras sob as quais hoje ACM descansa em paz. Descansa?</p>
<p>Enquanto uma dinamarquesa que não tomou Dramin corre para o convés, e após a exibição de um passo-a-passo da amarração de um colete salva-vidas, o DVD parece se multiplicar. Em misteriosa saramagia, faz com que, conforme o catamarã avança, a ilha à qual esperávamos chegar se afaste. O mar e o DVD se ajustam: um não acaba, o outro é sem-fim.</p>
<p>Mas por que agora estas marítimas linhas, quando as pautas mais <i>hard news</i> da minha viagem seriam a sobrevalorização da porção de agulhinha e o fenômeno de horizontalização dos coqueiros praianos?</p>
<p>Será este sol na cabeça? É que me vi escrevendo que, no meio de muita coisa simplória, fraquinha, fabricada pra pegar ou vulgar ao extremo, o axé gerou algumas batidas empolgantes, alguns achados de prosódia e – ai, deve ser a caipirinha de rua do Mercado Modelo... – algumas peças pra encaixar no cancioneiro que retrata o povo brasileiro. E decorre daí que Ivete (pra não soar turista a gente deve chamar sem o sobrenome) não tinha o direito de me desapontar.</p>
<p>Ela – ou provavelmente seu produtor – teve um achado com “Festa”. Uma devolução ao povo que a idolatra, e um canal direto com ele. Uma linha de empatia e identificação. O refrão beira o libertário (ok, pros padrões do gênero) quando, depois de avisar “que vai rolar a festa”, completa: “o povo do gueto mandou avisar”.</p>
<p>Mais ou menos assim: a gente se ferra o ano inteiro, mas nestes exatos momento e local vamos extravasar a alegria – isso não é uma consulta, é um comunicado – e você, se quiser, vem aqui e aprende, dançando conforme a música. Qualquer diferença com o carnaval é mera publicidade, não?</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Óbvio que ela não pode se fingir parte do povo do gueto, mas é como se cantasse no meio desse povo, de graça, diva descalça, feliz como em nenhum outro lugar: aceita e tributária. Madrinha da bateria da G.R.E.S. Povo do Gueto.</p>
<p>Um de nossos amigos/guias contou que a Daniela – “que é muito arrogante” – dispensou essa música. Puta furo, penso. Dela ou do seu produtor.</p>
<p>Mas aí o DVD chega nA Festa. E aí vejo que minha amiga Ivete – ou o produtor dela – encomendou pra música um clipe recheado de globais. Uma baladinha de celebridades, muitas delas celebridades de segundo escalão. E a “gente de toda cor”, e o “batuque de candomblé”? Só uma meia-dúzia de pessoas negras. Uma, também celebridade: Preta Gil. Outro, o segurança do evento, que se encarrega de dispensar um pobre dum besouro que o diretor do clipe fez de gato e sapato.<br />
<a href="http://br.youtube.com/watch?v=8HWe0MEdJkY"><img src="http://s1.ytimg.com/vi/8HWe0MEdJkY/default.jpg" align="middle" height="97" vspace="15" width="130" /></a><br />
Sei que eu estou bem uns seis carnavais atrasado, mas, ao fim e ao cabo de mais uma água de coco, registro meu protesto. Pô, Ivete. Puta furo...</p>
<p><!--[if !supportLineBreakNewLine]--><br />
<!--[endif]--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Traço raro]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=64</link>
<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 01:40:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
<guid>http://pedrobiondi.wordpress.com/?p=64</guid>
<description><![CDATA[&nbsp;
&nbsp;
&nbsp;
Traço nervoso ou sublime, ríspido ou elegante. Em sua mão, lápis e bico-de-]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p>Traço nervoso ou sublime, ríspido ou elegante. Em sua mão, lápis e bico-de-pena viram fio de novelo, linha de pipa, arame, agulha, graveto, navalha.</p>
<p><a href="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/02/maos-1.jpg" title="maos-1.jpg"><img src="http://pedrobiondi.wordpress.com/files/2008/02/maos-1.jpg" alt="maos-1.jpg" align="middle" height="787" width="591" /></a></p>
<p>Na ponta ora brota o belo, ora o soturno, ora o terrível. Música, grito, silêncio. Luz e sombra. Arte que inquieta, que encanta.<span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:black;"></span></p>
<p>Desenho extremamente literário. Não sei como os cadernos e as revistas de cultura ainda não o descobriram como ilustrador. As editoras, já. Mas os traços de Manu Maltez também têm força sem texto – são texto! – e caminham por conta própria.</p>
<p>Ele está na exposição <span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:black;">“Caminhos da Arte: quatro jovens artistas”. Divide o espaço com a pintora Luciana Maas, o fotógrafo Frank Urben e o escultor Luiz Martins.</span></p>
<p>Repasso aqui as palavras do crítico Jacob Klintowitz, curador da mostra, sobre o trabalho de Manu:</p>
<p>“O seu desenho busca os assuntos essenciais da ambigüidade instinto e psiquismo, liberdade e repressão, movimento e morte.  No tratamento desses assuntos o artista estabelece sutis relações entre a linha e o espaço vazio, o dentro e o fora, o percurso contínuo e o peso da massa.</p>
<p>De certa maneira, é possível encontrar conotações entre a linha melódica e a tessitura do seu desenho, capaz de criar expansões espaciais e motivos reiterados. O olhar procura, por vezes, estabelecer o verdadeiro contorno destes desenhos, de limites indefinidos justamente por não distinguir o que está dentro ou fora, o fundo e a forma.</p>
<p>A sua série reflexiva, auto-reflexiva, na verdade, de auto-retratos é exercício raro entre jovens.  Manu tem este olhar voltado para dentro, introspectivo, observador de si mesmo. Nesta contínua pesquisa, seguidamente, o artista se encontra com o mito, pois a figura humana torna-se paradigmática. Manu, o olhar para dentro. O homem que se indaga.”</p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;color:black;">A exposição vai até 22 de fevereiro, no Espaço Cultural Citi.</span></p>
<p>A entrada é gratuita. Seguem as coordenadas:</p>
<p>Av. Paulista, 1.111, térreo. De segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.</p>
<p>Acesso para pessoas com deficiência pela Alameda Santos, 1146.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Media criticism...]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/01/17/media-criticism/</link>
<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 01:23:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
<guid>http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/01/17/media-criticism/</guid>
<description><![CDATA[&#8230; by Raul Santos Seixas, PhD, Brazil:
&#8220;Um piloto rouba um MiG
Gelo em Marte, diz a vikin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>... by Raul Santos Seixas, PhD, Brazil:</p>
<p><a href="http://br.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0" target="_blank">"Um piloto rouba um MiG</a></p>
<p><a href="http://br.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0" target="_blank">Gelo em Marte, diz a viking</a></p>
<p><a href="http://br.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0" target="_blank">Mas, no entanto</a></p>
<p><a href="http://br.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0" target="_blank">Não há galinha em meu quintal..."</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desenvolvimentismo]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/01/12/desenvolvimentismo/</link>
<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 23:48:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
<guid>http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/01/12/desenvolvimentismo/</guid>
<description><![CDATA[E viva o governo: deu
dinheiro para montar
a forja.
Que faz a forja?
Espingardas
e vende para o gove]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.globalexchange.com.br/ilustracoes/chamine.jpg" align="right" height="267" width="171" />E viva o governo: deu</p>
<p>dinheiro para montar</p>
<p>a forja.</p>
<p>Que faz a forja?</p>
<p>Espingardas</p>
<p>e vende para o governo.</p>
<p>Os soldados de espingarda</p>
<p>foram prender criminoso</p>
<p>foram fazer eleição</p>
<p>foram matar passarinho</p>
<p>foram dar tiros a esmo</p>
<p>e viva o governo e viva</p>
<p>nossa indústria matadeira.</p>
<p align="right"><i>Drummond, "Indústria".</i></p>
<p align="right"><i>Publicado em </i>Boitempo<i>, 1968.</i></p>
<p align="right"><i>E atual, não? </i></p>
<p align="right">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pedido de entrevista]]></title>
<link>http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/01/06/pedido-de-entrevista/</link>
<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 03:45:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedrobiondi</dc:creator>
<guid>http://pedrobiondi.wordpress.com/2008/01/06/pedido-de-entrevista/</guid>
<description><![CDATA[Eu
&nbsp;
Não era
&nbsp;
André
&nbsp;
Que não
&nbsp;
Amava
&nbsp;
Ana
&nbsp;
Que não foi para o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Eu<img src="http://www.danielsansao.com.br/motocontinuo/arquivos/images/lavourarcaica_01.jpg" height="185" hspace="15" width="400" /></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Não era</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">André</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Que não</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Amava</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;">Ana</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Que não foi para o convento</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Pro vento</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Que me parta</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Se eu dou essa entrevista</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Pra Carta</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Passo uma semana</p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<p class="MsoNormal">Na banca</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">No sereno</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Me lembro</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Luiz Fernando</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Me cantando</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Me filmando</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Os olhos</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Os ossos</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Os verbos</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Os tempos</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Me dando colares</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">De Ana</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Flagrando</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Até um lábio no sorriso</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Um filme no livro</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p>O pai na mesa</p>
<p>O pau</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O pão na enxada</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O chão pra queda</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Vai dar problema</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O fascista narciso</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">E a pilantra</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Bingo</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">E a cama</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">E a menina?</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Uma equilibrista</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Qual eu na revista</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Esses campos</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">De Piratininga</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">São Paulo de Pindorama</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Cidade nascendo</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Com ordem</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Da luz</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O mundo</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Da língua, úmida,</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Ao pus</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Ou ao ventre seco</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O incenso</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Enchendo</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">A sala</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">A página</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">O saco</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Me diz</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Que eu escrevo</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Teu silêncio</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Branco no preto</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Fazenda de quietos prédios</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Eles vão ver</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Se vão</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Me calo com a boca de feijão</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p align="right"><i>(Encaminhei como carta ao Raduan Nassar em 2005. </i></p>
<p align="right"><i>Eu tentava entrevistá-lo nos 30 anos do clássico </i>Lavoura Arcaica<i>. </i></p>
<p align="right"><i>Meu poema traz referências a esse e a outros textos dele.</i></p>
<p align="right"><i>Quase deu certo.)</i></p>
<p align="right">&#160;</p>
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