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	<title>la-comedie-des-jours &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/la-comedie-des-jours/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "la-comedie-des-jours"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 22:58:16 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[mudança]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/?p=609</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 04:52:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
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<description><![CDATA[De um jeito muito sem querer, como convém, fui convidado a participar de uma das iniciativas mais f]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>De um jeito muito sem querer, como convém, fui convidado a participar de uma das iniciativas mais felizes da blogosfera brasileira.No último post, em meio a comemorações, rosângelas e soluços, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando" title="bereteando">Tiago Casagrande</a>, parceiro de <a href="http://verbeat.org/blogs/gejfin" title="~82">Leandro Gejfinbein</a>, me chamou para a <a href="http://www.verbeat.org/blogs" title="blogs da Verbeat">Verbeat</a>.Depois de alguns dias de construção do blog, em que deixei el_rey confuso com a demonstração das minhas incertezas,  quase fazendo com que desistisse do intento, está pronto, limpo e cheirando a novo.Por favor, apontem seus <a href="http://www.verbeat.org/blogs/aldurin" title="bratislava">bookmarks</a> e seus <a href="http://verbeat.org/blogs/aldurin/atom.xml" title="novo feed">leitores de feeds</a> para o novo endereço:  <br />
<h1><a href="http://www.verbeat.org/blogs/aldurin" title="bratislava"><span style="color:#800000;" class="Apple-style-span">http://www.verbeat.org/blogs/aldurin</span></a></h1>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lá Fhéile Pádraig*]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/?p=492</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 06:58:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
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<description><![CDATA[que se a vida fosse justa, o dia de São Patrício também seria comemorado aqui no Brasil. os argen]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>que se a vida fosse justa, o dia de São Patrício também seria comemorado aqui no Brasil. os argentinos comemoram, <a href="http://sanpatricio.pais-global.com.ar/index.php/1118" title="festa de São Patr�cio, na Argentina">e muito</a>.</p>
<p>como, infelizmente, não é, faço votos; obviamente que pela cerveja e pela festa.</p>
<p>porque, sabe o que andam dizendo sobre o parentesco genético entre os bascos, os celtas e os ibéricos, não sabe? (<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/wales/1256894.stm" title="BBC News">lê aqui.</a>) de maneira que, não fossem minhas preferências religiosas, digo, futebolísticas, sairia amanhã com meu chapéu de veludo verde e um trevo de três folhas adornando minha lapela.</p>
<p>(isso de tingir o rio, como fazem em Chicago, acho que também não daria muito certo no nosso bom e velho Tietê.)</p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chicago_River#St._Patrick.27s_Day" title="rio Chicago, no dia de São Patr�cio"><img src="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2008/03/chicago_river_dyed_green_focus_on_river.jpg" alt="Chicago river green" height="272" width="366" /></a></div>
<p>de qualquer maneira:</p>
<p>viva a Irlanda... viva... (e um suspiro emocionado.)</p>
<p align="right"><i>* Dia de São Patrício, em gaélico irlandês</i></p>
<p align="left">____</p>
<p align="left">lá no <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/2008/03/leprechauns-wat.html" title="bereteando">bereteio do Tiagón</a> pra alguns saltos e no <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin/2008/03/ah-quando-tudo-estava-perdido.html" title="Leandro Gejfinbein">Gejfin</a> para o puro malte, a rosângela ou Las Vegas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Free Tibet]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/03/15/free-tibet-ou-por-um-tibet-livre/</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 21:06:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
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<description><![CDATA[Teríamos um mundo melhor se o Tibet fosse livre. A afirmação contém grandes doses de paixão, ce]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Teríamos um mundo melhor se o Tibet fosse livre. A afirmação contém grandes doses de paixão, certamente. Não é pra menos, já que aqui escreve uma pessoa que nutre profundo respeito por aquele país – e por seu povo.</p>
<p>O nosso olhar ocidental em relação à sucessão dos fatos históricos nos impede de compreender o mundo de uma maneira minimamente semelhante a como os orientais o fazem. Temos correndo nas veias o imediatismo das soluções intempestivas e rápidas – nem sempre limpas –; cuja explicação certamente passa por nossa "juventude". Enquanto deste lado do planeta nos acostumamos à preocupação e à precaução extremas, antecipando os passos alheios e, literalmente, exterminando qualquer possibilidade de ação do, assim dito, inimigo, os povos do Oriente aprenderam a respeitar o tempo e suas caprichosas reviravoltas.</p>
<p>Enxergamos o tempo histórico como uma linha – e isso nos dá subsídios para acreditar piamente que o que existe neste momento será <i>meramente</i> superado por algo que ainda está por vir. Ou seja, que, indelevelmente, haverá o <i>progresso</i> e que esse progresso é sinônimo de <i>mudança</i>, <i>evolução</i>, <i>revolução</i>… Nada mais falso. A historiografia ocidental está cheia de exemplos e de corroborações absolutamente em contrário.</p>
<p>A língua tibetana separou-se do chinês quatro mil anos antes de começar a chamada Era Comum. Por cinco séculos, do sétimo ao décimo primeiro, o Tibet foi um império consolidado, que ia do golfo de Bengala, na Índia, até muito perto da Mongólia. Durante um curto período, em 763 EC, quando a China enfrentava séria convulsão social, tibetanos estiveram no trono de Chang'an (atual Xi'an). O <a href="http://www.simhas.org/tibetbuddhism.html">budismo tibetano</a> é praticado desde o quinto século, inclusive em lugares para além do Tibet, como a Mongólia, partes da China, da Rússia e da Índia. A organização social do país é totalmente baseada em tais ensinamentos religiosos; a "dinastia" dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dalai_Lama"><i>dalai lamas</i></a> (literalmente, "oceanos de sabedoria") está aí desde o século 14 – ao mesmo tempo guias espirituais (umas vez que reencarnações do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Avalokite%C5%9Bvara"><i>Avalokiteśvara</i></a>, a encarnação da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bodhisattva"><i>bodhisattva</i></a> da "suprema compaixão de todos os budas") e chefes de governo de toda a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:Tibet-claims.jpg">região histórica do Tibet</a>.</p>
<p>Trata-se, portanto, de uma riquíssima e antiqüíssima história. Essa dimensão histórica imensa confere aos tibetanos (e aos orientais de uma forma geral) uma visão ampla, sem antolhos, de tudo o que acontece. Inclusive, é conhecido o episódio em que um imperador chinês, em resposta a um ministro desesperado com a iminente invasão mongol, lhe sugere paciência pois os agressores acabarão indo embora – como tantos outros antes deles, como tantos outros depois deles. Uma invejável capacidade de compreensão que milênios de história conferem a certas civilizações. Realidade completamente distinta da que nós outros, ocidentais, experimentamos.</p>
<p><img src="http://acabamascontinua.files.wordpress.com/2008/03/031508-2103-freetibetou2.jpg" alt="Potala" align="left" height="268" width="384" />A idéia da compaixão para com todos os seres vivos, tão cara ao Budismo em todas as suas variações, é o baluarte da conduta daquele povo. Há séculos cultivando a não-violência, os tibetanos encontraram meios de sobreviver em sintonia com o ambiente inóspito do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tibetan_Plateau">platô himalaico</a> (uma região com altitudes sempre superiores a 3,000 metros, que permanece congelada durante metade do ano, com níveis de precipitação variando entre 100 e 300mm e temperaturas que atingem -40°C no inverno), especialmente mantendo hábitos herdados do nomadismo; refinando suas tradições culturais – como a própria religião –; construindo maravilhas, como o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Potala_Palace">Palácio Potala</a> (antiga residência do Dalai Lama, na antiga capital, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lhasa">Lhasa</a>) ou as <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oS6eQ_4PyHk">mandalas feitas com areias coloridas</a> (trabalhos incríveis, demorados, cuidadosos – que são sistematicamente destruídas, assim que terminadas).</p>
<p>A atual <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tibet_Autonomous_Region">Região Autônoma do Tibet</a> (TAR, a sigla inglesa), expressão territorial do domínio chinês sobre o país, não corresponde totalmente às regiões tradicionalmente entendidas como Tibet (e consideradas uma nação independente e soberana pelo Governo Tibetano no Exílio). Duas delas, Ü-Tsang e Kham estão incluídas, uma terceira, Amdo, no nordeste, foi repartida por outras províncias chinesas. É o resultado final das políticas presentes no infame "<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Seventeen_Point_Agreement_for_the_Peaceful_Liberation_of_Tibet">Plano dos 17 pontos para a libertação pacífica do Tibet</a>", de 1951. Este plano propunha a soberania conjunta de tibetanos e chineses sobre o território tradicional – o que, na prática, não aconteceu. Em 1959, em função da desobediência dos termos por parte dos tibetanos (que se revoltavam nas regiões de Kham e Amdo), os chineses invadem Lhasa. Nesse contexto, o <a href="http://www.dalailama.com/">14º Dalai Lama</a>, Tenzin Gyatso, foge em exílio para a Índia, e passa a representar o Tibet livre a partir de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dharamsala">Dharamsala</a>, onde comanda o <a href="http://www.tibet.net/">Governo do Tibet no Exílio</a>. A invasão, apesar de encontrar pouca ou nenhuma resistência armada dos tibetanos (cujo exército contava algo em torno de cinco mil homens, concentrados em Kham), gerou uma onda de terror e morte por todo o país. Episódios terríveis de filhos obrigados a matar os próprios pais, monges e monjas obrigados a terem relações sexuais nas ruas, assassinatos, torturas, enfim, são amplamente conhecidos e documentados.</p>
<p><a href="http://studentsforafreetibet.org/"><img src="http://acabamascontinua.files.wordpress.com/2008/03/031508-2103-freetibetou3.jpg" align="left" /></a>Em agosto os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/2008_Summer_Olympics">Jogos Olímpicos chegam à China</a>. Pequim está se aprontando para mostrar ao mundo o que de melhor o sucesso econômico chinês pode oferecer – aos atletas, inclusive. Todos os olhares estarão voltados a uma nação que, à semelhança do Tibet, tem uma história vastíssima – bordejando o próprio surgimento da humanidade. Qual melhor momento do que este os tibetanos teriam para gritar por socorro e serem vistos? Nenhum. Eles sabem disso. O governo chinês também. E não tem deixado passar incólumes os protestos que têm ocorrido em Lhasa nos últimos dias. <a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/03/15/ult4909u2862.jhtm">Reportagem na BBC nos diz que já são 10 os mortos nos protestos que tiveram seu ápice nesta sexta-feira</a>. <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/album/080315_tibete_album.jhtm?abrefoto=12">Protestos rechaçados com "força excessiva" pelo governo chinês (indiano, nepalês)</a>. <a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/03/15/ult1808u114860.jhtm">Nas contas do Governo tibetano, o número chega próximo a 100</a>.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://racefortibet.org/"><img src="http://acabamascontinua.files.wordpress.com/2008/03/031508-2103-freetibetou4.gif" /></a></p>
<p>Se houvesse um Tibet livre, este seria um mundo melhor. No entanto, o mundo espera pacientemente a boa-vontade da China para que trate os protestos por liberdade de um povo oprimido "sem fazer qualquer uso excessivo da força na manutenção da ordem", nas palavras do alto-comissariado da ONU para os Direitos Humanos. E são apenas palavras.</p>
<p>Num ultimato, alguns atletas se recusam a participar dos Jogos – atitude louvável, uma vez que estar na Olimpíada é o sonho máximo de qualquer pessoa que dedica a vida ao esporte. O boicote aos jogos é sugerido por <a href="http://www.studentsforafreetibet.org/">um grupo formado por estudantes americanos</a>, sediados em Nova York (<a href="http://blog.studentsforafreetibet.org/">aqui o blog</a>), associado ao <a href="http://www.rangzen.org/">Movimento Internacional Tibet Independente (ITIM)</a> e ao <a href="http://www.freetibet.org/"><i>Free Tibet</i></a>.</p>
<p><img src="http://acabamascontinua.files.wordpress.com/2008/03/031508-2103-freetibetou5.jpg" align="left" /><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u382130.shtml">O tom moderado das críticas da comunidade internacional</a> parecem deixar claro que aos tibetanos resta apenas esperar pelo "menos pior". As autoridades chinesas novamente utilizam força militar contra a população – uma vez que suas tentativas de apaziguar os ânimos tibetanos não surtiram muitos efeitos. Uma moderna ferrovia foi construída em 2006, ligando Lhasa às províncias chinesas do leste; a capital ainda recebeu inúmeras modificações, especialmente nos arredores dos dois <a href="http://whc.unesco.org/">patrimônios mundiais escolhidos pela UNESCO</a>: <a href="http://whc.unesco.org/en/list/707">os palácios Potala e Norbulingka</a>, antiga residência de verão do Dalai Lama. Nada disso, no entanto, resolveu o problema da dominação chinesa; muito pelo contrário, uma vez que apenas a aprofunda, criando condições melhores para a permanência em território tibetano de pessoas da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Han_Chinese">etnia han</a>, o maior grupo étnico da China.</p>
<p>Aparentemente, estamos novamente perdendo a chance de pressionar o governo chinês a reconhecer a independência do Tibet. Um misto de inércia e má-vontade políticas – já que nenhum país é realmente auto-suficiente para enfrentar a poderosa China numa questão que, ademais, se refere a uns quantos monges, no alto de umas montanhas…</p>
<p>____</p>
<p>Sites de interesse</p>
<ul>
<li><a href="http://www.savetibet.org/" title="http://www.savetibet.org/">International Campaign for Tibet</a></li>
<li><a href="http://www.rangzen.org/" title="http://www.rangzen.org/">International Tibet Independence Movement</a></li>
<li><a href="http://www.studentsforafreetibet.org/" title="http://www.studentsforafreetibet.org/">Students for a Free Tibet</a></li>
<li><a href="http://www.racefortibet.org/index.php/">Race for Tibet Society</a></li>
<li><a href="http://www.freetibet.org/" title="http://www.freetibet.org/">Free Tibet Campaign (Reino Unido)</a></li>
<li>
<div><a href="http://www.freetibet.net/" title="http://www.freetibet.net/">Free Tibet Campaign (EUA)</a></div>
</li>
<li><a href="http://www.tbrc.org/index.xq">The Tibetan Buddhist Resourse Centre</a></li>
</ul>
<p>Gostaria de dizer, também, que coloquei a maior parte dos links deste post na direção da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipédia</a> porque, apesar de <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/03/rio_grande_na_wikipedia.php">alguns comentários em contrário</a> (brincadeira, <a href="http://www.idelberavelar.com/">Idelber</a>!), a ferramenta é um poço infinito de informações. Os verbetes selecionados contêm pequenos erros, mas o essencial (e um pouco mais) está lá; pequenos descompassos entre fontes de informação sempre houve, em qualquer meio. Acredito na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipédia</a>, e mais, acredito na auto-regulação da Rede. Amém?</p>
<p>___</p>
<p>Um adendo. Às 2h19 do domingo.</p>
<p>Pedro Dória ainda agora escreveu <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/03/16/o-tibete-a-china-o-boicote-e-uma-sinuca-de-bico/" title="Pedro Dória">um post sobre a situação no Tibet</a>. Lúcido e objetivo, como sempre, mostra a sinuca de bico em que Pequim se meteu: precisa intervir, posto que há uma dezena de outras minorias que se aproveitariam de um tropeço estratégico; porém, não pode repetir, hoje, o massacre da Praça da Paz Celestial, de 1989.</p>
<p>Eu, de minha parte, torço pra que os chineses errem, que fraquejem, que temam a repercussão de uma ação extrema e violenta contra Lhasa. Quero que o Tibet se liberte, como quero que Xinjiang se liberte.</p>
<p>Também de minha parte, temo os <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/03/16/o-tibete-a-china-o-boicote-e-uma-sinuca-de-bico/#comments">comentários</a> ao post do Pedro Dória. O blog é indispensável, os comentaristas, um bando de gralhas. Um deles, que assina Dino, já me saiu com <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/03/16/o-tibete-a-china-o-boicote-e-uma-sinuca-de-bico/#comment-116978">esta</a>:</p>
<blockquote><p><i>Será que vão aparecer os ateus e se posicionarão contra uma teocracia, ou no Irã não e no Tibet pode? Que eles se misturem com a etnia Han e virem tudo chineses e gozem da prosperidade… Vão viver de que mesmos sem os chineses? Vender fotos do Dalai Lama?</i></p></blockquote>
<p>É tanta falta de saber  o que diz, que eu mal saberia por onde começar. E é isso que me preocupa. Outros já abandonaram os comentários do Pedro Dória... começo a entender o porquê.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[inconveniente]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/03/10/inconveniente/</link>
<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 04:13:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/03/10/inconveniente/</guid>
<description><![CDATA[tenho aqui um punhado de sozinho. um punhado disforme de sozinho, que se não houver protestos em co]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>tenho aqui um punhado de sozinho. um punhado disforme de sozinho, que se não houver protestos em contrário, e não haverá, colocarei sem muito jeito em cima da mesa.</p>
<p>não sei bem como esse tanto de sozinho chegou até mim. é bonito até -- como que feito de uns cristais muito pequenos. a intenção normal de quem fala sobre o sozinho é a de mostrar como é estranho segurar isso, mas não é tão ruim. e no entanto: fico sem jeito segurando isso. devo parecer um daqueles turistas que se vê em praias muito quentes, insistindo em suas roupas fechadas e grossas; se o sol lhes queimar as peles, aposto, derretem. derretem, e o problema termina.  o sol segue queimando. pobres turistas.</p>
<p>o que faço com esse tantinho de sozinho?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[um Rios de alegria]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/?p=483</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 03:11:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/03/05/um-rios-de-alegria/</guid>
<description><![CDATA[Não sei onde está o problema, de fato. A gente se acostuma a encontrar mil explicações pra situa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei onde está o problema, de fato. A gente se acostuma a encontrar mil explicações pra situações que não são passíveis de racionalização. Então talvez seja só mais um tiro n'água esse texto, essa tentativa de dizer "Tem jeito". Não sei se "tem jeito".</p>
<p>Um sambista disse que "a vida , meu caro, não tem solução", unicamente porque não é um <i>problema</i> a ser resolvido. Sambistas sabem das coisas. Não me atrevo a discordar... Mas nesses anos todos (e quanta pretensão dizer assim, afinal, são alguns poucos anos) descobri que, apesar de não ser um grande e insolúvel problema, a vida guarda certos descaminhos, certos meandros, labirintos -- dos quais a gente normalmente não sabe (ou não quer, paranoicamente) sair.</p>
<p>Um desses labirintos é a sensação eterna de que não há muitos prêmios na reta de chegada para "caras esquisitos e divertidos". Nem tudo parece simples -- mas a gente complica bastante, é um fato. É uma confusão de entendimentos, que culminam em certas atitudes em relação ao mundo -- que, inclusive, influenciam no modo como o mundo nos vê; daí o "esquisitos".</p>
<p>Mas aí, de repente, a gente lê algo assim:</p>
<blockquote><p>E eu tô feliz. E eu acho que esse post é sobre ser feliz. Não é um lance para me exibir. Qualquer pessoa que leia esse blog há uns meses, sabe que eu sempre falei de tudo da minha vida aqui, em especial, da “vida amorosa”. E essa sempre foi miserável. Logo não há nada mais justo que escrever quando eu estivesse melhor.</p></blockquote>
<p>É o <a href="http://rockdeindio.com/fsp/" title="Fotos da Sandy Pelada">Ronald Rios</a> falando. Sem muita permissão, reproduzo um pedacinho do <a href="http://rockdeindio.com/fsp/?p=271">texto</a> aqui (que deve ser lido inteiro); e, de quebra, reproduzo também a alegria que escorre pelo <a href="http://rockdeindio.com/fsp/?p=271">post</a> do rapaz. Um dentre os muitos "<i>caras esquisitos que são legais e divertidos, mas só tomam rejeição na cabeça</i>" que, finalmente, encontrou seu motivo para sorrisos bobos.</p>
<p>Desejo sorte. Esse talvez seja um dos eventos mais festejados da internet mundial na última semana. (E digo isso embasado em estatísticas sérias e metodologicamente aprovadas, claro.)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/02/23/482/</link>
<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 05:31:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/02/23/482/</guid>
<description><![CDATA[Em uma lista de e-mails que assino, formada basicamente por estudantes de Geografia, uma celeuma ins]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma lista de e-mails que assino, formada basicamente por estudantes de Geografia, uma celeuma instalou-se depois que uma pessoa disse estar procurando interessados em adotar um cachorro abandonado. Não sei bem por quais caminhos tortuosos a conversa acabou por desaguar num embate ferrenho entre os "defensores dos animais" e os "defensores dos homens".</p>
<p>O primeiro grupo reunia aqueles que suportavam a pessoa que buscava novos donos para o cachorro abandonado. Usando argumentos nesse sentido, que variavam muito pouco - o mais comum: o fato de, aparentemente, "terem (mais) coração" a ponto de se disporem a buscar uma nova casa para o pobre animal.</p>
<p>As pessoas do segundo grupo, de certo modo, mais incisivas na forma como escolheram construir e transmitir suas mensagens, diziam, entre outras coisas: "vamos, então, encontrar casas novas para todos os animais de rua tomando cuidado para não tropeçarmos em mendigos".</p>
<p>Obviamente, são duas posições radicais. Opondo, numa dicotomia que permeia a própria Geografia, a Natureza e a Sociedade. A primeira, um suporte para a existência do Homem - que encontra em seus elementos, os (infinitos) <i>recursos naturais</i> de que precisa para se manter; ignorando sumariamente os processos naturais todos que concorreram para a criação dos tais recursos. Em outra oportunidade, <a href="http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/10/15/blog-action-day-meio-ambiente/">falei disso</a> quando tentei demonstrar a inerente incoerência do termo "meio ambiente", que se esforça em criar e "naturalizar" essa distinção.</p>
<p>Depois de inúmeras mensagens, resolvi dar minha contribuição, que reproduzo aqui.</p>
<blockquote><p>Sem querer me intrometer, mas acredito que este seja o caso pra o uso da conjunção "e" e não da conjunção "ou".</p>
<p>As duas coisas são possíveis. Senhores, senhoras, as duas coisas são absolutamente possíveis se agirmos coerentemente.</p>
<p>Preocupação única e exclusiva com um ou outro ponto é expressão da dicotomia que, inclusive, nos divide. Não há uma separação clara entre o que é Social e o que é Natural -- a não ser aquela que criamos, logicamente. Estamos incluídos no mesmo sistema (não é essa a fundamentação para a crítica ao termo "meio ambiente", meus caros?). A Natureza está ofendida em seus processos em função de nossa interferência pouco sutil, a Humanidade se encontra (desde sempre) à mercê dos efeitos dos "humores" da Natureza -- tal e qual todas as outras formas viventes (ou não) desse planeta.</p>
<p>Não vejo qualquer mal em encontrar novos donos para cachorros abandonados. Me incomoda profundamente ver pessoas dormindo ao relento. Me irrita saber de toda a destruição da Amazônia -- a perda "natural", sim, mas também (e em maior medida, talvez) as atrocidades sociais cometidas em função disso. Atuando na preservação da floresta, creio, estaremos unindo forças para a solução do problemas graves que as populações locais enfrentam, no embate direto com os interesses do agronegócio. E isso é um exemplo, claro, que busca mostrar a associação direta entre as coisas -- que, no mais das vezes esquecemos, em função de sectarismos que não ajudam, apenas e tão-somente dividem. E que pode ser dito noutro sentido: ao atuar na defesa das populações locais, necessariamente estaremos atuando na preservação da floresta.</p>
<p>O professor Ricardo Castillo, numa de suas aulas, nos disse algo que pretendo levar como norte da minha carreira acadêmica: ciência, quando vira dogma, deixa de ser ciência. Então, talvez, seja o caso de tomarmos cuidado com certos extremismos absolutamente evitáveis.</p></blockquote>
<p>Em situações como essa, muito comuns dentro da academia, reforço meu pavor de radicais - sejam de qualquer cepa. A ciência transformada em dogma, como ressaltou meu professor, não serve à investigação científica honesta. Se não estamos dispostos a cogitar mudanças mesmo em nossas convicções mais profundas, talvez seja o caso então de trocarmos de ramo de atividades.</p>
<p>A busca do cientista é pela verdade livre de paixões; que vai existir até o momento em que for posta de lado em benefício da dúvida, que criará uma nova verdade, num ciclo lento e livre.</p>
<p>A Ciência como religião não me serve. Mas faz muitas cabeças por aí.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sobre blogueiros profissionais ou Anotações sobre uma foto]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/?p=481</link>
<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 03:18:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/02/19/sobre-blogueiros-profissionais-ou-anotacoes-sobre-uma-foto/</guid>
<description><![CDATA[A contradição é inerente ao ser humano, está presente nas escolhas que fazemos durante a vida ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A contradição é inerente ao ser humano, está presente nas escolhas que fazemos durante a vida -- e pode, também, ser uma escolha consciente. Comportamento desta cepa de certo blogueiro da revista Veja nos é revelado constantemente por seus <a href="http://ohermenauta.wordpress.com/" title="O Hermenauta">algozes</a> -- e não deixa dúvida sobre quão desonesto podemos ser quando a intenção é o emburrecimento alheio (o que, dito assim, parece apenas opinião desqualificada por fanatismo ideológico, mas, claro, não se trata disso -- basta alguma decência na análise).</p>
<p>Não quero falar da Veja (<a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home">há quem faça com muita e maior distinção</a>) nem de seu blogueiro especificamente, mas de todos os blogueiros; talvez até de Blogueiros, assim, com uma maiúscula e generalizante inicial.</p>
<p>Em primeiro lugar, gostaria de dizer que este post foi escrito previamente à mão, num caderno pautado, antes de ser publicado. É -- me parece ser -- antiquado e extemporâneo falar em caneta e letra cursiva quando o assunto são blogues (sim, esse também é o assunto), mas me vejo na obrigação de registrar publicamente que escrevi este post à caneta; apesar do embate óbvio entre o moderno e o antigo, peço licença pra continuar fazendo como faço há pouco mais de sete anos com raras exceções.</p>
<p>Depois, gostaria de frisar que este blogueiro de tão poucas e mal-traçadas linhas é devoto de <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/" title="Pensar Enlouquece, Pense Nisso">São Inagaki</a> e, em função disso, se vê no direito (quase divino) de repetir aqui certa frase do santo <i>japaraguaio</i>. O salmo de hoje: "<a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2008/02/16/campus_party_blogueiros_x_jornalistas_o_/">Blog é liberdade</a>". A rede colaborativa, pulverizada, descentralizada, fluida, não-hierárquica da qual os blogueiros somos uma das muitas faces nos dá a chance incrível de escolhermos livremente aquilo sobre o que falamos, aquilo que lemos, aqueles que lemos, aqueles que preferimos ignorar, aqueles com quem nos damos ou não, enfim -- a rede, os blogues, a internet (até certo ponto) são realidades anárquicas e eu creio, como crê mestre Ina, na capacidade de auto-regulação dessas "entidades", uma vez que são <i>vivificadas</i> por nós todos que buscamos bom-senso e criatividade em nossas empreitadas. Imbuído dessa idéia, nada de cagar regras de comportamento por aqui -- como costumeiramente não faço.</p>
<p>Feitas essas considerações cabe dizer que não fui ao <a href="http://www.campus-party.com.br/">Campus Party Brasil</a>. No entanto, falarei da festa como se lá tivesse estado. As informações relativas obtive em <a href="http://feeds.feedburner.com/~r/Viuisso/~3/235529424/" title="ViuIsso?">fontes</a> as <a href="http://feeds.feedburner.com/~r/pedrodoria/~3/234569773/" title="Pedro Dória">mais</a> <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/2008/02/14/campus_party_dia_3_sementes_networking_d/" title="Pensar Enlouquece, Pense Nisso">fidedignas</a>.</p>
<p>A dimensão de um evento como esse, que reuniu mais de 3mil pessoas envolvidas diretamente com <i>o que é</i> a internet brasileira, talvez nunca alcancemos. Ainda que eu prefira acreditar que análises pipocarão por aí, ajudando, ao poucos, na compreensão de alguns aspectos desse fato. Quando digo "dimensão" quero me referir a tudo o que direta ou indiretamente esteve, está ou estará envolvido com este evento. Aspectos que transbordam os limites (físicos) do Pavilhão da Bienal, repercutindo, sem dúvida, em ações muito pouco virtuais por parte de governos e iniciativas que-tais.</p>
<p>Há, entretanto, um aspecto sobre o qual gostaria de falar. Este: "<a href="http://www.flickr.com/photos/pixelydixel/2270612172/">A foto 'oficial' dos blogueiros do Campus Party</a>". Uma reunião de figurões da blogosfera brasileira, sorrisos e abraços, gente corada e saudável, sob o honroso título de "os blogueiros". São quantos? Uns poucos... Ora, e eu achando (com alguma certeza) que os blogueiros (note, sem aspas) éramos milhares. E de repente, o fato: 20, somos apenas 20. Aparentemente, todos os "blogueiros do Campus Party" estão aí, quando, a bem da verdade, não estão todos aí -- porque nem todo o espaço da Bienal abrigaria todas as barracas de todos os blogueiros do Campus Party.</p>
<p>"Blogs são liberdade". E em seu espaço, em seu quinhão, cada um é dono de si. Mas os blogues não são estes quantos<i> pro-bloggers</i>. "Os blogueiros do Campus Party Brasil", quero crer, são todos aqueles que em algum momento durante a semana de duração do evento deram uma passada pela Bienal ou falaram em seus blogues sobre o acontecimento (mesmo sem ter estado lá) ou repercutiram um assunto de uma (des)conferência que julgaram interessante, indicaram links, leituras, construiram análises, enfim, colaboraram, contribuiram, construiram a idéia de uma rede descentralizada, pulverizada, anárquica, não-hierarquizada, fluida, livre -- que, obviamente, não precisa, nem depende, de rostos.</p>
<p>Mas o ser humano é incoerente. Um bom estudo de caso, esmiuçando essa verdade postulada, o <a href="http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/" title="Gravata Merengue">Gravata</a> (apesar de são-paulino) produziu brilhantemente (<a href="http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/2008/02/16/acao_contra_nassif_e_o_socialismo_oportu/" title="Imprensa Marrom">aqui</a> e <a href="http://www.interney.net/blogs/imprensamarrom/2008/02/16/campus_party_desabafo_de_mad_dog/" title="Imprensa Marrom">aqui</a>) -- no qual fala sobre o "socialismo de resultados" de <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&#38;ct=res&#38;cd=3&#38;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FJon_Hall&#38;ei=vEm6R6y3IYecesrTlekM&#38;usg=AFQjCNETPPDgXRWqTA_4toatHGwInIuh2w&#38;sig2=ubbJxgcWyR6LDbVtxWGUdg" title="Wikipédia">MadDog</a> e seus colegas, que foram a um evento patrocinado por <a href="http://www.telefonica.com.br/" title="Telefônica">uma empresa monopolista</a>, levantando a bandeira do software livre. Esta foto "'oficial' dos blogueiros do Campus Party" é, como se dizia, um tiro no próprio pé. É a reprodução da sectarização dentro do espaço que nasceu em função de intenções unificadoras, agregadoras, colaborativas. Somos uma rede de blogueiros do Campus Party -- e não há justiça ou coerência nessa foto. Nem um pouco, de nenhuma das duas coisas.</p>
<p>Ainda escrevo meus posts à caneta, não ganho dinheiro com meus blogues, não recebo visitas aos cântaros, não recebo patrocínio para posts -- nem isto tudo é a verbalização de uma dor-de-cotovelo qualquer. Respeito iniciativas em contrário: porque respeito iniciativas originais e criativas de toda sorte. Apenas lamento que este primeiro Campus Party Brasil, um momento ideal para cada vez mais trazer as pessoas para dentro de um mesmo rumo, tenha terminado com uma chave torta, uma faca de dois gumes mais afiada de um lado, a boa e velha batalha de egos -- tão-somente tapinhas e sorrisos para a foto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[pelo fim da palhaçada]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/02/07/pelo-fim-da-palhacada/</link>
<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 12:00:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/02/07/pelo-fim-da-palhacada/</guid>
<description><![CDATA[O jornalista Luis Nassif, além de nos presentear com ótimos comentários sobre música brasileira ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista <a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog/5">Luis Nassif</a>, além de nos presentear com ótimos <a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog/5?p_p_id=GrupoBlog_INSTANCE_1EKE&#38;p_p_action=1&#38;p_p_state=normal&#38;p_p_mode=view&#38;p_p_col_id=column-1&#38;p_p_col_pos=6&#38;p_p_col_count=11&#38;_GrupoBlog_INSTANCE_1EKE_struts_action=%2Fgrupo_blog%2Fview">comentários</a> sobre música brasileira (especialmente sobre o chorinho), está produzindo uma série de reportagens na qual busca elucidar o declínio daquela que já foi a revista semanal mais importante deste país, a revista <a href="luis.nassif.googlepages.com/"><b>Veja</b></a>.</p>
<p>Transformada em um panfleto, ocupada em distorcer a realidade, usando meios escusos, praticando um arremedo de jornalismo, tendo em seus quadros pelo menos dois jornalistas de meia-pataca, os senhores Diogo "Minha Anta" Mainard e Reinaldo "Reinaldinho" Azevedo, deixou de ser, infelizmente, referência dentro do debate democrático e respeitável.</p>
<p>A série vai buscar explicações históricas para compreender o que levou a publicação aos níveis ridículos em que se encontra hoje. Não é, contudo, um trabalho definitivo -- mesmo porque, seria injusto pedirmos isso ao Nassif.</p>
<p>De toda forma, é uma leitura imprescindível a todos aqueles que prezam o bom jornalismo. Os capítulos, já são seis, podem ser lidos a partir dos links contidos <a href="luis.nassif.googlepages.com/">neste site</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[em cadeia mundial]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/?p=469</link>
<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 07:35:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/27/em-cadeia-mundial/</guid>
<description><![CDATA[


O Le Monde ficou sabendo. A Folha leu e repercutiu. O El País, dormindo no ponto, foi avisado pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2008/01/coincidencia.jpg" title="clica, pra ler melhor"></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2008/01/coincidencia.jpg" alt="clica, pra ler melhor" height="334" width="483" /></div>
<p></a></p>
<p>O <a href="http://lemonde.fr">Le Monde</a> ficou sabendo. A <a href="http://www.folha.uol.com.br/">Folha</a> leu e repercutiu. O <a href="http://www.elpais.com/">El País</a>, dormindo no ponto, foi avisado pelo feed do Le Monde.</p>
<p>Minha vez de dizer, então: <i>Suharto, <strike>ex-presidente</strike> ditador da Indonésia, morreu, aos 86 anos</i>.</p>
<p>~.~.~</p>
<p>Claro que é um caso atípico, a morte de uma figura política conhecida mundialmente. Mas não é incomum perceber que são sempre as mesmas notícias, sempre repercutidas da mesma forma, partindo sempre das mesmas agências internacionais -- com as mesmas fotos, apenas editadas de maneiras diferentes.</p>
<p>Dá o que pensar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/01/14/465/</link>
<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 06:51:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/14/465/</guid>
<description><![CDATA[.
=)
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><a href="http://adioslounge.blogspot.com/2008/01/chega.html">.</a></p>
<p align="center"><b>=)</b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["yo no veo otra salida"]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/01/12/yo-no-veo-otra-salida/</link>
<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 07:22:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/12/yo-no-veo-otra-salida/</guid>
<description><![CDATA[já que são cinco horas da manhã e estou acordado, não me custa querer escrever. fico preocupado.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">já que são cinco horas da manhã e estou acordado, não me custa querer escrever. fico preocupado. não sei como será a volta à rotina. terei que acordar na hora em que tenho ido dormir... não é uma boa perspectiva. em 2007, nessa mesma época, estava me consumindo por dentro por não saber como seria. tudo. acordar muito cedo, encontrar pessoas diferentes -- os alunos, os outros professores --, lidar com as obrigações burocráticas. e de tudo, acho que, no fim, bem no fim, não consegui me dar bem apenas com as malditas burocracias. hoje, a ansiedade é diferente. sei, melhor, suponho o que encontrarei baseado em alguma experiência (um ano, bem sei, mas não deixa de ser). fico aqui imaginando em mudanças que precisam acontecer nas minhas aulas. pensando em conselhos que escutei de outros, mais experientes -- e, nesse processo, saudavelmente, ganho outras dúvidas. até que ponto quem me aconselha a "não ser amigo dos alunos", por não ser essa "minha função" na escola, está correto? há um limite nessa relação? ela é meramente profissional, no sentido de que devo simplesmente transmitir os conteúdos da melhor maneira possível, sem me ater a assuntos pessoais? ser um professor é como ser um engenheiro -- preciso, regrado, firme... tapado (mil perdões)? não devo conhecer meus alunos? "conhecer alunos" é "bobagem" desse povo que lê "aquele" Gilberto Freyre? sei cada vez menos. esse ano, terei uma aluna cega. completamente cega e na quinta série. informações sobre como lidar com isso, idéias de como apaixoná-la por uma Geografia que ela não vê, figurinhas pra trocar -- tudo muito bem-vindo, sempre. a Cris Simon <a href="http://crissimon.wordpress.com/2008/01/11/alias/">disse</a> bem, 2007 ainda não acabou. ou é 2008 que não começa. quando começar, espero estar disposto.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[lembranças]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/01/12/lembrancas/</link>
<pubDate>Sat, 12 Jan 2008 06:39:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/12/lembrancas/</guid>
<description><![CDATA[uma nova &#8220;seção&#8221; do blog: que trata dos livros lidos durante o ano.  fica ali ao lado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>uma nova "seção" do blog: que trata <a href="http://acabamascontinua.wordpress.com/dos-livros-lidos/">dos livros lidos</a> durante o ano.  fica ali ao lado, mais pra meu controle -- como auxílio à minha memória já falha após tantos anos de uso ininterruptos.</p>
<p>... a fina arte da ironia.</p>
<p>fico pensando que os meses podiam ser mais Janeiro às vezes. quatro livros em um mês... um deles, <i>O Estrangeiro</i>, lido ao lado da "pancada do mar" de Ubatuba -- comprado no sebo da cidade, junto com <i>Cem anos de solidão</i> e <i>O Velho e o Mar</i>, que estarão na lista daqui algum tempo.</p>
<p>e vamos...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/01/11/460/</link>
<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 05:54:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/11/460/</guid>
<description><![CDATA[


Soledad,
Aqui están mis credenciales,
Vengo llamando a tu puerta
Desde hace un tiempo,
Creo que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/LLdAQkVxFZQ'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/LLdAQkVxFZQ&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<div align="left">
<div align="right"></div>
<p align="right">Soledad,<br />
Aqui están mis credenciales,<br />
Vengo llamando a tu puerta<br />
Desde hace un tiempo,<br />
Creo que pasaremos juntos temporales,<br />
Propongo que tú y yo nos vayamos conociendo.</p>
<div align="right"></div>
<p align="right">Aquí estoy,<br />
Te traigo mis cicatrices,<br />
Palabras sobre papel pentagramado,<br />
No te fijes mucho en lo que dicen,<br />
Me encontrarás<br />
En cada cosa que he callado.</p>
<div align="right"></div>
<p align="right">(<i>Soledad</i>, <b>Jorge Drexler</b>)</p>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sobre um sonho]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/01/07/sobre-um-sonho/</link>
<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 05:33:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/07/sobre-um-sonho/</guid>
<description><![CDATA[ela sorri enquanto escreve. seus lábios cheios e muito vermelhos acompanham o nascimento do texto ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">ela sorri enquanto escreve. seus lábios cheios e muito vermelhos acompanham o nascimento do texto -- que surgiu num espasmo de tempo, num minuto em que a conversa excitou seus pensamentos.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">não sei bem como as idéias se organizaram em sua cabeça antes de o papel estar repleto de todas elas; escritas lindamente. não a vejo, tampouco. imagino seu sorriso e as mãos inquietas traduzindo sentimentos. a respiração mais lenta, talvez os pés balançando nervosamente. a crueldade com seu texto: refazendo partes, apagando, retirando... julgando imprestáveis passagens impressionantes. burilando a si mesma, escrevendo esse resultado. obrigando a suspiros.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">seu perfume doce me inunda. (das improbabilidades.) a suavidade de suas palavras é o que busco -- sem saber. porque não sei. porque não <i>soube</i>, talvez.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">atravesso paredes e a vejo sentada, arrumando os cabelos. desejo, por admirar. admiro por há muito ter desistido de procurar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[das coisas desnecessárias]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2008/01/01/das-confissoes/</link>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 07:32:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2008/01/01/das-confissoes/</guid>
<description><![CDATA[Deve ser mais uma prova da minha inconseqüência, o atestado do meu comportamento certamente lunát]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Deve ser mais uma prova da minha inconseqüência, o atestado do meu comportamento certamente lunático, a “última gota” -- se alguém realmente cansado das minhas excentricidades acabasse vendo --, ou é só mais uma coisa pra eu contar pra pessoas erradas e ouvir um “Thiago, como você é esquisito!”.</p>
<p align="justify">Há quase uma semana deixei um copo com o fundo sujo de refrigerante na mesa que fica ao lado da minha cama. Quem limpa a própria casa sabe o que deve ter acontecido. Isso, uma colônia de formigas se mudou pro copo. Milhares, milhões de formiguinhas cor de caramelo subindo pela borda do copo, descendo até o nível do líquido, lambendo, sugando, mergulhando (ou seja lá o que formigas fazem), subindo e descendo de novo, em fila, organizadamente, ininterruptamente, durante uma semana. Numa noite, enquanto lia, aproximei a luminária do copo e fiquei alguns minutos observando, respirando leve, pra não causar pânico desnecessário. O nível desceu ao longo dos dias, algumas morreram em função da tarefa arriscada (imagino que o vidro não seja algo muito aderente, mesmo pra elas), uma fina camada brilhante apareceu na superfície do refrigerante (que imagino ser saliva de formiga, e me deixa!) e...</p>
<p align="justify">Entretanto, apesar de tudo isso, dessa confusão, o atestado da minha insanidade é outro. Deixei o copo ali porque quis deixar as formigas felizes. Loucura, eu sei... Um copo sujo de Coca-Cola, deixado ao lado da cama por uma semana, cheio de formigas -- porque queria deixá-las felizes. Nem eu mesmo acredito. Mas garanto que, no fundo, era nisso que pensava quando me decidia a tirar o copo de lá.</p>
<p align="center">~. ~.~</p>
<p align="justify">E para ilustrar: <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1608017">isto</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[e vamos.]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/12/31/e-vamos/</link>
<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 22:52:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/12/31/e-vamos/</guid>
<description><![CDATA[
Feliz 2008 a todos.
(Que de amargura pro ano que chega, quero distância.)
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2007/12/liniers_macanudo_nuevo_ano.jpg" alt="liniers_macanudo_nuevo_ano.jpg" /></div>
<p>Feliz 2008 a todos.</p>
<p>(Que de amargura pro ano que chega, quero distância.)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/12/30/452/</link>
<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 16:32:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/12/30/452/</guid>
<description><![CDATA[&#8220;e chega.&#8221;
não consigo pensar em outro fim pra esse ano. já não sei mais escrever ret]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"e chega."</p>
<p>não consigo pensar em outro fim pra esse ano. já não sei mais escrever retrospectivas como sempre fiz -- ou talvez já não viva mais como sempre vivi.</p>
<p>dois-mil-e-sete não deixará saudades. ficará marcado por fatos tristes e tem que terminar com um post triste, durante tanto tempo adiado.</p>
<p>houve coisas boas -- e elas compreenderão minha escolha por mantê-las guardadas, intactas na minha memória. e hão de me perdoar quando eu invariavelmente esquecê-las.</p>
<p>minha memória é meu carrasco mais cruel. mantém indefinidamente o que me maltrata e não me permite guardar por mais tempo o que me alivia. e mesmo sabendo disso, não vou escrever pra lembrar. vou esquecer esse ano.</p>
<p>que já vai tarde.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Porque há coisas...]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/12/19/porque-ha-coisas/</link>
<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 21:46:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/12/19/porque-ha-coisas/</guid>
<description><![CDATA[&#8230; das quais não se pode escapar.

Országház, o Parlamento húngaro.
Portanto, lá está min]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">... das quais não se pode escapar.</p>
<p align="center"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hungarian_Parliament_Building"><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/5/56/ParliamentFromDanube.jpg" border="1" height="292" width="465" /></a></p>
<p align="center"><i>Országház</i>, o Parlamento húngaro.</p>
<p align="justify">Portanto, lá está minha <a href="www.myminicity.com/">MiniCity</a> nas planícies húngaras - no centro da velha Europa, terra de antigas batalhas e habilidosos cavaleiros. Cuja língua, é, sem dúvida, um código cuidadosamente criado e absolutamente intransponível. Onde se faz boa música e bons vinhos. Um segredo guardado a sete chaves...</p>
<p align="center"><a href="http://cskolom.myminicity.com/">Csókolom </a></p>
<p align="justify">É uma brincadeira divertida, pois não?</p>
<p align="justify">______</p>
<p align="justify"><b>Atualização</b></p>
<p align="justify">Que falta de touché. Nem lembrei de avisar aqui sobre outras mini-cidades alhures. Senão, vejamos:</p>
<ul>
<li><a href="http://rd-atrest.myminicity.com/">Rád-a-Trest</a>, República Tcheca (<a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/">Tiagón <i>el rey</i> Casagrande</a>)</li>
<li><a href="http://fagulhas.myminicity.com/">Fagulhas</a>, República Centro-Africana (<a href="http://avidamataapau.wordpress.com/">Eduardo Menezes</a>)</li>
<li><a href="http://capitalismo.myminicity.com/">Capitalismo</a>, França (<a href="http://www.enfim.org/">Carla Castilhos</a>)</li>
<li><a href="http://piada.myminicity.com/">Piada</a>, Brasil (<a href="http://verbeatblogs.org/gabrielazago">Gabriela Zago</a>)</li>
<li><a href="http://sintitulo.myminicity.com/">Sin Título</a>, Cuba (<a href="http://blog.untitled.art.br/">Moisés Ribeiro</a>)</li>
<li><a href="http://petit-mignot.myminicity.com/">Petit-Mignot</a>, França (<a href="http://50centssoul.blogspot.com/">Ieda Marcondes</a>)</li>
<li><a href="http://dashville.myminicity.com/">Dashville</a>, Brasil (<a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3662102469652304491">Rafael Gonçalves</a>)</li>
<li><a href="http://cascarai.myminicity.com/">Cascarai</a>, Brasil (<a href="http://www.jesusmechicoteia.com.br/">Marco Aurélio</a>)</li>
</ul>
<p><b>Segunda atualização</b></p>
<p><a href="http://cskolom.myminicity.com/ind">Csókolom</a> está aberta ao capital estrangeiro. Há incentivos fiscais. Fazemos questão de não perguntar nada. Não perca essa chance. Abra sua <a href="http://cskolom.myminicity.com/ind">empresa</a> em nosso quadradinho!</p>
<p><b></b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[la comédie des jours]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/12/15/la-comedie-des-jours/</link>
<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 06:45:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) o meu bloco tem sem ter&#8221;&#8230; é isso, entendi. há anos cantando errado e ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">"(...) o meu bloco tem sem ter"... é isso, entendi. há anos cantando errado e só consegui entender agora. "tem sem ter". (<em>samba a dois</em>, do los hermanos, se quer saber.)</p>
<p align="justify">quantas são as surpresas que a gente ignora? quanta consciência é preciso ter das pessoas, pra saber ver o que elas trazem e não mostram? (se é o caso de ter consciência...)</p>
<p align="center">~.~.~<strong> </strong></p>
<p align="justify">há muitos anos escrevi o último conto do qual realmente gostei. sim, eu escrevia contos... meu prazer era uma folha em branco -- que fosse folha ou tela ou não; desimporta. não sei o que houve. onde parei por alguns momentos e esqueci minha vontade para contos.</p>
<p align="justify">quando digo a certas pessoas que, infelizmente, endureci, elas riem, me acusam de fazer drama e "deixa disso, seu bobo". talvez eu continue sensível a algumas situações, a certos comportamentos, pequenas passagens diárias. prefiro acreditar nisso, inclusive. no entanto, perdi a leveza que me acompanhava havia algum tempo. porque era sentar e escrever -- "sem pensar", eu pensava. hoje eu "penso". e quanta estupidez há em "pensar".</p>
<p align="justify">eram outros dias, claro. (outra pessoa.) não havia a geografia e anos a mais -- já que é função dos dias desfazer ingenuidades. não havia tanto ceticismo.</p>
<p align="justify">eram outros dias nos blogs, também. é certo que sempre tive cadernos. do mesmo modo que é certo que nunca gostei de rascunhar e depois transcrever -- porque era assim, simples; era sentar e escrever. um dia alguém, em algum lugar, se transformou em um "blogueiro profissional" e matou um pouco da magia. porque, pode não parecer, mas estou nessa já há alguns anos (seis ou sete, enfim); e, portanto, vi a maioria das coisas acontecendo -- de longe, na maior parte das vezes. escrever o cotidiano, sem uma sacada genial, sem publicidade, sem links amigos, sem pretensões ou dinheiro, aqui de longe, ficou parecendo estar fantasiado de palhaço num velório (ou vestindo terno preto e lágrimas num circo). ficou parecendo incômodo não ser "sucesso".</p>
<p align="justify">(claro, há exceções. sempre há. um suspiro aliviado em homenagem a elas, então.)</p>
<p align="justify">a blogosfera, sempre foi um bom lugar pra fugir da necessidade do sucesso. não do reconhecimento alheio -- seja por e-mail ou por um comentário, conversar sobre o escrito, é uma atenção sempre bem-vinda --, mas daquilo que enche páginas e mais páginas de revistas e colunas sociais e sites de fofocas... um ranço, um festejo falso, sorrisos amarelhos e tapinhas nas costas. ou vai ver era a minha afamada ingenuidade -- vai ver sempre houve tudo isso, e eu só não enxergava. como saber?</p>
<p align="justify">de qualquer forma, é bom ser surpreendido (por algo de fora, absolutamente novo e não-vanguardista) estando atolado nesse mar de <em>feeds</em> repletos de "sucessos" e potencias gênios da raça.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[ódio]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/11/28/odio/</link>
<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 02:44:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
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<description><![CDATA[(me chame de infantil. agora.)
o que fizeram aos corinthianos hoje no Pacaembu aqueles moleques que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">(me chame de infantil. agora.)</p>
<p align="justify">o que fizeram aos corinthianos hoje no Pacaembu aqueles moleques que ousam vestir a camisa do meu time, não se justifica nem se explica.</p>
<p align="justify">eram 40mil pessoas num estádio em festa, esperando por um gol. um único gol - a ser marcado por pessoas que ganham suas vidas fazendo isso. não era pedir muito.</p>
<p align="justify">nenhum daqueles homens (à exceção de Felipe e Betão) merece (ou tem cacife para) estar jogando pelo Corinthians. Nelsinho Batista?! ora, pra onde o diabo achar por bem carregá-lo!</p>
<p align="justify">ainda que rebaixado, seguirei com ele, claro; porque não há muitas coisas nessa minha vida que me dêem mais orgulho do que ter sido feito corinthiano.  agradeço por isso.</p>
<p align="justify">agradeço, também, ao Atlético Mineiro (do professor <a href="http://www.idelberavelar.com/" title="O biscoito fino e a massa">Idelber</a>) que fez a sua lição de casa. ao Goiás, um raivoso "<em>¿por qué no te callas?</em>", depois de uma semana de muitos chiados. ao Grêmio, do <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/" title="bereteando">Tiagón</a>, peço licença pra uma vitória simples - que se não vier, estará apenas coroando os últimos anos de má-administração, desrespeito e pouco caso com a veneranda história de um dos maiores times desse País.</p>
<p align="justify"> e por isso, em homenagem à corja que reuniu o "distinto senhor" Alberto Dualib (acompanhado de perto por seus odiosos aceclas) e sua estúpida, bandida e revoltante parceria com a maldita MSI, muito me felicitaria ir pessoalmente jogar-lhes a última pá de cal na cova profunda em que merecidamente deveriam estar enterrados - russo, iraniano, "turco"... essa escumalha toda.</p>
<p align="justify">(outra oportunidade: me chame de infantil.)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[do recomeço]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/11/12/do-recomeco/</link>
<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 18:39:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;(&#8230;) eu sou o que vocês são - não solta da minha mão. eu não vou mudar, não. eu v]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/zoCCssAajyA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/zoCCssAajyA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><em>"(...) eu sou o que vocês são - não solta da minha mão. eu não vou mudar, não. eu vou ficar são, mesmo se for só; não vou ceder. deus vai dar aval, sim; o mal vai ter fim. e no final, assim calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim."</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sobre a paz.]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/11/08/sobre-a-paz/</link>
<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 23:47:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/11/08/sobre-a-paz/</guid>
<description><![CDATA[ e 
Hvarf e Heim. Um disco de regravações, com arranjos acústicos e um Jónsi explodindo nas hora]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2007/11/folder1.jpg" alt="Hvarf_folder" border="1" height="164" width="180" /> e <img src="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2007/11/folder.jpg" alt="Heim_folder" border="1" height="163" width="180" /></p>
<p><a href="http://www.sigur-ros.co.uk/band/disco/hvarf-heim.php"><em>Hvarf</em> e <em>Heim</em></a>. Um disco de regravações, com arranjos acústicos e um Jónsi explodindo nas horas certas; outro disco, com músicas inéditas, ao vivo, com aplausos de platéia e a energia fluindo pela cabeça, reverberante, desconcertante.</p>
<p>O <strong>Sigur Rós</strong> lançou dia 05 de Novembro seus dois novos EPs. Estão no mesmo "pacote de lançamentos" que o filme/documentário <a href="http://www.sigur-ros.co.uk/band/disco/heima.php"><em>Heima</em></a>, que vai mostrar uma turnê pela Islândia - com os quatro tocando pra quem quisesse ouvir, nos lugares mais improváveis. O <em>Heima</em> já estreou na Islândia e na Inglaterra.</p>
<p>Uma emissora de rádio dos Estados Unidos (<a href="http://www.npr.org/"><em>National Public Radio</em></a> - NPR) convidou a banda pra uma entrevista. Um misto de perguntas óbvias e/ou rasas transformou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OIMGPlH4XPo">a entrevista</a> em algo triste de se ver (ou ouvir).</p>
<p>Eu não vejo o que explicar. Não espero dos caras da banda racionalizações sobre o que eles fazem. Eles não têm outro objetivo que não seja fazer música. É o que fazem - e bem. Não preciso de mais. Não quero que expliquem como criaram ou por que criaram o "hopelandic" - me basta saber que ele existe e que faz das músicas do <em>(   )</em> algo lindo de se ouvir.</p>
<p>Nunca busquei as traduções das letras. Não sei mais do que três ou quatro palavras em islandês - coisas bobas. E, no entanto, <strong>Sigur Rós</strong> é a banda que mais me emociona e mais me envolve em todo o mundo. Não preciso entender os significados - fico com a música.</p>
<p>Esses dois EPs apenas contribuem ainda mais pra que minha vontade se reforce. Há um cuidado tão grande e tão incrível com as canções: os vários níveis de instrumentos, a voz do Jónsi, agora se ouvem linhas de contra-baixo na lindíssima versão acústica de "<em>Starálfur</em>", "<em>Ágætis Byrjun</em>" ficou ainda mais comovente, a sensação etérea de "<em>Von</em>" é algo indescritível... Enfim, é um trabalho cuidadoso, meticuloso, burilado - e lindo. Tão lindo quanto poderia ser algo espontâneo (como acontece, de fato), que também existe, nas gravações ao vivo do <em>Hvarf</em>.</p>
<p>São discos pra se ouvir com calma - permitindo a chegada da música, das nuances, dos sons inesperados, a voz que explode na hora certa, que se contrai - quase dolorosamente.</p>
<p>Eu choro sempre que ouço - e é um choro de alegria misturado com o veneno das minhas dores que saem junto. Em outras palavras, hiperbolicamente, <strong>Sigur Rós</strong> é meu bálsamo, meu encontro com uma essência que busco transpor para a vida, minha banda preferida do mundo inteiro.</p>
<p>E que bom que eles voltaram.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Charlotte of my own]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/11/07/charlotte-of-my-own/</link>
<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 05:37:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/11/07/charlotte-of-my-own/</guid>
<description><![CDATA[ Porque o importante é ter contatos nessa vida.

Quem mais tem a própria Scarlett Johanson no MSN?]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> Porque o importante é ter contatos nessa vida.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://acabamascontinua.wordpress.com/files/2007/11/bell-johansson.jpg" alt="bell-johansson.jpg" align="middle" border="1" height="462" width="354" /></p>
<p style="text-align:center;" align="left">Quem mais tem a própria <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=17404913144275444989">Scarlett Johanson</a> no MSN?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[spreading]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/11/02/spreading/</link>
<pubDate>Fri, 02 Nov 2007 23:49:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/11/02/spreading/</guid>
<description><![CDATA[e no MSN:
Olivia says:
o problema da verbeat
Olivia says:
é que a gente é um bando de gente legal ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>e no MSN:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.verbeat.org/blogs/forsit/" title="Forsit">Olivia</a> says:<br />
o problema da verbeat<br />
Olivia says:<br />
é que <a href="http://www.verbeat.org/blogs/" title="Verbeat Blogs">a gente</a> é um bando de gente legal e inteligente e cheia de vida e alegria, com um ótimo gosto e tudo, mas não manjamos nada de programação<br />
Olivia says:<br />
e, tipo<br />
Olivia says:<br />
eu sou a que mais manja de coisas ali, e eu só sei html e css, e só o suficiente para fazer blogs funcionarem<br />
Thiago says:<br />
humildes! humildes!<br />
Olivia says:<br />
quero dizer<br />
Olivia says:<br />
o <a href="http://www.verbeat.org/blogs/gejfin/" title="~82">gejfin</a> usa tabelas<br />
Thiago says:<br />
vi <a href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/" title="bereteando">Tiagón</a> conclamando programadores semanas, meses, anos atrás.<br />
Olivia says:<br />
ahahaha, pois é<br />
Olivia says:<br />
não temos<br />
Olivia says:<br />
a gente queria até fazer umas coisas legais para agregar os blogs todos, com tags e viadagens, mas é inviável</p></blockquote>
<p>ajuda, gente. ajuda lá...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Björk - Tim Festival]]></title>
<link>http://acabamascontinua.wordpress.com/2007/10/29/bjork-tim-festival/</link>
<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 05:35:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago Gonçalves</dc:creator>
<guid>http://acabamascontinua.pt-br.wordpress.com/2007/10/29/bjork-tim-festival/</guid>
<description><![CDATA[entre São Paulo e Pedreira, são 150km, uma hora e meia de viagem. antes de começar essa viagem, p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>entre São Paulo e Pedreira, são 150km, uma hora e meia de viagem. antes de começar essa viagem, precisei sair do Anhembi e caminhar até o estacionamento. antes disso, precisei deixar o estado de catarse completa em que me meti a partir do momento em que a <strong>Björk</strong> terminou de cantar <em>Declare Independence</em>.</p>
<p>não sei a lista das músicas, podia procurar, mas não vou - outros blogs menos preguiçosos farão isso hoje. não sei quantas pessoas estavam na Arena Skol - dez mil? quinze mil? menos? mais? não sei. era muita gente. pulando, gritando e aplaudindo.</p>
<p><strong>Spunk Rock</strong> e <strong>Hot Chip</strong> passaram se arrastando. impressionante... e nesse ponto <a href="http://rockdeindio.com/2007/10/28/arctic-monkeys-no-rio-de-janeiro/">concordo com o Ronald</a>: por que não perguntar ao público antes do festival quais bandas queremos? é simples. a internet está aí pra isso! por que não? o som falhou, a primeira banda fez uma apresentação que mais parecia um show de axé, a segunda cansou demais com seus barulhinhos eletrônicos infinitos. não sei onde os caras do <strong>Kraftwerk</strong> estavam com a cabeça quando <a href="http://rockformasses.blogspot.com/2007/10/hot-chip-kraftwerk-remixes.html">convidaram os caras</a> pra remixarem suas músicas. bom, passaram.</p>
<p>a <strong>Björk</strong> não veio de <a href="http://musica.uol.com.br/album/bjork_rj_album.jhtm">trufa</a> pra São Paulo. veio de... de... bom, <a href="http://musica.uol.com.br/album/bjork_sp_album.jhtm?abrefoto=4">cada um que se decida</a>. eu não estava próximo ao palco porque preferi ficar longe - simples assim. gente demais, espaço de menos, tempo abafado prometendo chuva; preferi o relativo conforto da lateral, de onde pude ver, sem maiores problemas, uma apresentação incrível.</p>
<p>e digo incrível porque sou fã dela. digo incrível porque vê-la a poucos metros de mim, cantando e brincando no palco, foi uma emoção indescritível. muita gente não achou. do meu lado mesmo uns dois ou três riam da "roupa maluca" e das "músicas malucas". não os matei. a música da <strong>Björk</strong> não é de fácil "digestão". quem gosta, ama; quem não gosta, odeia - ou é indiferente. e muitas pessoas ali no meio conversavam sobre a vida enquanto rolava o show.</p>
<p>eu não sei o que dirão. pode ser que surjam posts e mais posts me desmentindo, dizendo que o show foi uma merda ou qualquer coisa assim. mas por ter sido meu primeiro Tim Festival e meu primeiro encontro com ela, não poderia ter sido melhor.</p>
<p>hoje durmo embalado pelas "músicas malucas".</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
