<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>joao-batista &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/joao-batista/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "joao-batista"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 05:43:30 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Recebi uma promessa, e agora?]]></title>
<link>http://pedraangular.wordpress.com/?p=33</link>
<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 12:59:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>pedraangular</dc:creator>
<guid>http://pedraangular.wordpress.com/?p=33</guid>
<description><![CDATA[“E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porqua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.2pt;text-align:justify;">“<em>E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir</em>”(Lc 1:20)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Após tantos textos falando sobre promessa, estudaremos mais um a respeito. Mas por que tantos textos falando sobre promessas, aguardando estas promessas, o que ocorre entre este período? Bem, parece que é o que Deus quer falar ao meu coração, e a de alguns de vocês. Mas vamos ao tema de hoje: recebi uma promessa de Deus, e agora?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--more--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Ao meditar sobre este tema, o Senhor me levou as escrituras sagradas, mais especificamente ao primeiro capítulo do evangelho de Lucas. Lemos aqui um pouco sobre a história de Zacarias e Isabel. Ela era estéril e ambos avançados em dias. Em outras palavras, não tinham filhos e eram impossibilitados de tê-los. Porém, ele era sacerdote, e ela, das filhas de Arão, portanto, creio poder afirmar que não somente ele, mas também ela, eram pessoas de oração. A bíblia diz também que ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor (v 6).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porém este homem, em um momento único em sua vida, cumprindo o sacerdócio em que lhe era cabido, entrou no santuário do Senhor para queimar incenso sobre o altar diante do Santo dos Santos. Digo único porque naquela época existia em torno de 18 mil sacerdotes, ou seja, cada um tinha a oportunidade de oferecer o incenso uma ou quem sabe duas vezes em toda a sua vida no santuário. E neste momento de sorte, apareceu-lhe o anjo do Senhor, mais precisamente o anjo Gabriel para lhe trazer boas novas:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.2pt;text-align:justify;">“<em>Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João</em>” (v 13)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Então observamos aqui nestas passagens três pontos importantes. O primeiro é que estas pessoas eram de Deus. Isto quer dizer que tinham uma vida espiritual equilibrada, que eram dedicados ao Senhor, aos seus mandamentos e preceitos. Quer dizer que suas vidas eram pautadas nos valores de Deus e não nos dos homens. Portanto, ao continuar lendo, saiba que escrevo para homens e mulheres que tomam esta postura diante do Deus onipotente.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Observamos também que o texto retrata ela como estéril, ou podemos quem sabe dizer que ambos eram, não fisicamente falando, mas oportunamente. Era algo a dois, e ambos se sentiam incapazes, sem condições de fazer nada para mudar a situação, a força que tinham, o conhecimento, o status, a posição social, a linhagem que pertenciam, nada disso poderia mudar este quadro. Eles tinham consciência disso.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">O terceiro ponto é que acharam graça diante de Deus, e receberam uma promessa. Teriam o desejo mais profundo de seus corações prestes a ser realizados pelo Senhor. Mas como toda promessa impossível na vida de uma pessoa é geralmente acompanhado de frustrações e desilusões, tocar neste assunto como algo possível costuma trazer ao ouvinte a reação de espanto e de dúvida ou questionamento. Foi o que aconteceu com Zacarias.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Porém o que Zacarias não havia percebido é que o seu sonho era também o sonho de Deus. O fruto do ventre de sua esposa seria nada mais, nada menos, do que aquele a quem Jesus mais tarde intitularia como o maior homem dos nascidos de mulher. Gostaria de fazer uma pausa para ressaltar algo importante na vida de um filho de Deus. É necessário separar a emoção da razão, quando esta se refere a de Deus. Ou ainda, separar a sabedoria dos homens que é loucura para Deus, ou a sabedoria de Deus que é loucura para os homens. Foi o que o anjo deixou bem claro a virgem Maria, ao falar a respeito deste caso:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.2pt;text-align:justify;">“<em>Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas</em>” (v 37)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Isto é algo que não precisamos entender, precisamos simplesmente crer! Existe um Deus que não é como os homens, que não é limitado, que é onipresente e está conosco em todas as nossas dificuldades e lutas, um Deus oniciente que sabe de todas as coisas e não precisa que ninguém diga a Ele o que é possível e o que não é, e um Deus onipotente, que pode simplesmente realizar todas as coisas. Isto quer dizer que Deus não precisa que os seus servos contratem pessoas para contracenar em igrejas fingindo receber aquilo que o Senhor faz de olhos fechados, ou será abertos? Desculpe pelo parênteses.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Sabe com que deveríamos nos espantar? Se um anjo descesse da presença santa de Deus e viesse até um servo dizer: “olha amado, infelizmente eu venho lhe trazer más notícias, Deus falou que isso que você deseja é impossível, que Ele não dá conta não, pediu para você ser mais razoável e pedir algo que com Ele ou sem Ele, acontecerá.” Isso é de se espantar, já parou para pensar nisso?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mas esta palavra nos traz uma revelação interessante. Zacarias durante este diálogo faz a pergunta que milhões de pessoas muitas vezes, e de diferentes formas, fazem a Deus dia após dia. Mas que pergunta foi essa?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.2pt;text-align:justify;">“<em>Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu sou velho, e minha mulher, avançada em dias</em>” (v 18 )</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Este sacerdote sabia que tanto para ele, quanto para ela, era impossível realizar tal feito, mas recebeu da parte de Deus estas boas-novas, e quanto isto acontece, existem duas reações possíveis.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">A primeira, e a esperada por Deus, é justamente a que Maria manifestou ao receber a promessa traga pelo mesmo anjo, de que conceberia e daria a luz um filho que seria grande e chamado Filho do Altíssimo, que lhe seria dado o trono de Davi e que reinaria para sempre sobre a casa de Jacó com um reinado sem fim (v 30-33), o filho de Deus, fruto do Espírito Santo, um ente santo (v 35). A resposta de Maria foi: <em>Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra </em>(v38). Esta promessa, talvez tivesse sido a mais absurda de toda a bíblia, mas ela não duvidou em seu coração, mas se colocou na posição que lhe cabia, seja ela qual for.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Mas existe a segunda, que foi a de Zacarias. O questionamento que este homem fez foi de incredulidade. E é justamente aí que descobrimos uma grande revelação de Deus. Este homem perguntou como, e Deus respondeu:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.2pt;text-align:justify;">“<em>Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas venham a realizar-se;</em>” (v 20)<em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Foi então o que Zacarias fez. Como era por uma grande causa, Deus se certificou de que ele cumpriria na marra aquilo que era necessário. A palavra diz que ele <em>expressava-se por acenos e permanecia mudo</em> (v 22b). Isto o impediu de “dar com a língua nos dentes”, e o Senhor sabe o quanto isto é importante. Em toda a bíblia vemos sobre o poder da palavra e da língua, onde Tiago exorta dizendo:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:106.2pt;text-align:justify;">“<em>Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim</em>” (Tg 3:9-10)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">É necessário entender a importância de nossas palavras, são sementes que dela, provavelmente teremos colheitas. As coisas de Deus são santas, e devemos mantê-las santas. Não nos cabe falar àqueles que tem inveja, incredulidade, etc.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Você recebeu uma promessa? Fique calado, mudo! Não conte a ninguém, não desacredite, creia e aguarde no Senhor, pois como Gabriel disse, <em>a seu tempo, se cumprirão</em> (v 20). E vão se cumprir, sabe por quê? A bíblia nos deixa bem claro que Deus é absolutamente confiável. Foi o que Salomão aprendeu bem cedo, ele disse: <em>Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que prometera; nem uma só palavra falhou de todas as suas promessas</em> … (1Rs 8:56). Vemos isto em tantos outros trechos da bíblia, como nos livros dos Salmos, Ezequiel, Daniel ou também no novo testamento (cf Sl 93:5, 111:7; Ez 12:25; Dn 9:12; Mt 5:18). Jesus mesmo disse que <em>passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar</em> (Lc 21:33).<em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">E isto tudo significa dizer que aquele que é confiável, cumpre o que diz, promete, prediz, inclusive seu juízo. Cumpre a sua palavra. Em outras palavras, Deus é Fiel.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Vou abrir outro parênteses para falar algo em particular a respeito disso. Como tive uma criação kardecista, detestava ouvir ou ler nos carros a frase “Deus é Fiel”. Pensava comigo mesmo, se Deus por acaso era homem para que tivesse que ser fiel em alguma coisa. Entendia que ele havia feito a natureza de maneira perfeita, divina. Logo, se as leis da natureza eram perfeitas, não havia necessidade dEle intervir em nada, muito menos ser fiel, Ele simplesmente era perfeito. Porém, hoje conheço um Deus que faz promessas a seu povo, sejam específicas ou não. E se fez e faz promessas, Ele necessita sim ser fiel para cumpri-las. Mas onde vemos na bíblia que Deus é fiel?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Todos sabemos que Moisés foi um intermediador entre Deus e o sEu povo, e admoestou ele: <em>Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos</em> (Dt 7:9), assim definiu o seu Deus. Podemos ver também o apóstolo Paulo dizendo que <em>Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor</em> (1Co 1:9). Temos ainda a visão apaixonada do salmista Davi quando diz que <em>a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens</em> (Sl 36:5). Vemos ainda falar de maneira clara sobre esta fidelidade em alguns outros versículos (cf Hb 6:18; Sl 89:1, 105:8; 1Pe 4:19).<em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">É preciso ter a convicção de que Jesus é Deus, e que portanto, é Fiel. A palavra de Deus nos garante que Fiel<em> é o que vos chama</em> (1Ts 5:24), <em>é o SENHOR, que vos confirmará, e guardará do maligno</em> (2Ts 3:3). Jesus é tão lindo, que essa mesma palavra revela que mesmo <em>se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo</em> (2Tm 2:13). É a sua essência, é o seu carácter divino! Precisamos pois <em>reter firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu</em> (Hb 10:23). Lembrem-se que Ele é aquEle que o apóstolo João retrata no livro da revelação como <em>o que estava assentado sobre ele </em>[um cavalho branco]<em> chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça</em> (Ap 19:11). É fiel para ser seu advogado, seu juiz! É a <em>fiel testemunha</em> (Ap 1:5).</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Declare a Deus nesta manhã, tarde ou noite, que Ele é o Senhor de sua vida, que tu crê que somente nEle há esperança da vida eterna, e ainda de receber cem vezes tanto o que abandonou ainda neste tempo por amor dEle (Mt 19:29). Que Jesus, que é Deus, e portanto <em>não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?</em> (Nm 23:19) E é neste Jesus que eu recebo cada promessa, <strong>aguardo mudo</strong> pois estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em mim há de completá-la (Fp 1:6). Recebo enquanto aguardo, a sua paz.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">“<em>Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize</em>” (Jo 14:27).</p>
<p class="MsoNormal">Ricardo de Magalhães Cruz ( 10 de Julho de 2008 )<br />
Texto bíblico: Almeida em diferentes versões</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Batismo de Jesus]]></title>
<link>http://imagensbiblicas.wordpress.com/?p=183</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 05:16:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>jesusluzdomundo</dc:creator>
<guid>http://imagensbiblicas.wordpress.com/?p=183</guid>
<description><![CDATA[
Marcos 1:9 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3135/2490884846_8cb9b8bfa8.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p style="text-align:justify;">Marcos 1:9 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[João Batista Pregando no Deserto]]></title>
<link>http://imagensbiblicas.wordpress.com/?p=52</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 02:43:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>jesusluzdomundo</dc:creator>
<guid>http://imagensbiblicas.wordpress.com/?p=52</guid>
<description><![CDATA[
Marcos 1:4 apareceu joão Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align:middle;" src="http://farm4.static.flickr.com/3175/2518662941_1bbd59ab75.jpg?v=0" alt="" width="298" height="350" /></p>
<p style="text-align:justify;">Marcos 1:4 apareceu joão Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.<br />
Marcos 1:6 As vestes de joão eram feitas de pêlos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[João Batista no Cárcere]]></title>
<link>http://imagensbiblicas.wordpress.com/?p=51</link>
<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 02:39:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>jesusluzdomundo</dc:creator>
<guid>http://imagensbiblicas.wordpress.com/?p=51</guid>
<description><![CDATA[
Mateus 14:3 Porque Herodes, havendo prendido e atado a joão, o metera no cárcere, por causa de He]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align:middle;" src="http://farm3.static.flickr.com/2105/2519480954_2035bcc10b.jpg?v=0" alt="" width="282" height="320" /></p>
<p style="text-align:justify;">Mateus 14:3 Porque Herodes, havendo prendido e atado a joão, o metera no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão;<br />
Mateus 14:4 pois joão lhe dizia: Não te é lícito possuí-la.<br />
Mateus 14:8 Então, ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, aqui, num prato, a cabeça de joão Batista.<br />
Mateus 14:10 e deu ordens e decapitou a joão no cárcere.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Desenho Animado - "João Batista".]]></title>
<link>http://elevoltara.wordpress.com/?p=36</link>
<pubDate>Sat, 10 May 2008 10:54:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>elevoltara</dc:creator>
<guid>http://elevoltara.wordpress.com/?p=36</guid>
<description><![CDATA[Parte 1

Parte 2

Parte 3

]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Parte 1</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/BVA5H6zm5qg'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/BVA5H6zm5qg&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Parte 2</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/JionB60hHeM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/JionB60hHeM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Parte 3</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/qHkUKrMKTNA'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/qHkUKrMKTNA&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ele Vos Batizará com Fogo e no Espírito Santo!]]></title>
<link>http://presentepravoce.wordpress.com/?p=207</link>
<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 11:38:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>presentepravoce</dc:creator>
<guid>http://presentepravoce.wordpress.com/?p=207</guid>
<description><![CDATA[São João Batista, o Evangelista, Também conhecido como a voz que clama no deserto, ele que era pr]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">São João Batista, o Evangelista, Também conhecido como a voz que clama no deserto, ele que era primo de Jesus filho de Isabel.    Foi escolhido por Deus para ser o precursor do Messias,  por isso batizava as pessoas no rio jordão em remissão dos pecados, ficando assim preparados para receber O Cristo.</span><span><img class="alignright" style="border:3px solid black;float:right;margin:3px;" src="http://portodoceu.terra.com.br/filorelig/imagens/sao-joao2.jpg" border="0" alt="Batismo de Jesus por São João" hspace="10" vspace="15" width="202" height="266" align="right" /></span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">Jesus sendo filho de Deus não precisaria ser Batizado, já que Ele é um com o Pai, mas quis ser batizado por João como testemunho para os outros.   João não o conhecia, porém naquele momento em que mergulhou Jesus nas aguas do rio Jordão, viu o céu se abrir e uma linda pomba branca descer sobre Ele. Momento este que o Pai já lhe havia descrito dizendo:  sobre quem ele visse descer esta pomba branca, este seria O Cristo o seu próprio filho muito amado.</span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#333399;">João tinha muitos seguidores fieis e naquele momento em que reconheceu Jesus, mandou imediatamente que eles o seguissem, pois afirmou ele: Este é o Cordeiro esperado, O Cristo, Verdadeiro Filho de Deus, aquele que deveria vir após mim.  Eu vos Batizo com agua para remissão dos vossos pecados, mas Ele vos Batizará com <span style="color:#000000;">fogo e no poder do <a title="A Primeira vez que aparece na biblia o termo - Batismo no Esp�rito Santo." href="http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/Esp%EDrito+Santo+e+no+fogo.">Espírito Santo</a></span> de Deus e nem sou digno de desatar-lhe as sandálias.</span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span><span style="color:#333399;">Este Batismo do Espírito anunciado por São João Batista e que seus disccipulos seguiram Jesus em busca Dele, não ocorreu de imediato, Jesus no entanto, preparou seus discipulos durante tres anos para recebê-lo.    Apesar de ter falado várias vezes sobre isso, Ele sempre marcava uma data no futuro para Batizá-los, até que falando em tom de despedida: "convém a vós que Eu vá para o Pai, porque <a title="Navegação B�blica" href="http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/se+eu+nao+for">se Eu não for</a> o Paráclito não virá até vós, mas, se Eu for, Eu mesmo o enviarei."      As ultimas palávras de Jesus neste mundo quando já subia para o céu foram justamente estas, falando sobre o recebimento da promessa do Pai, "<a title="(Atos dos Apóstolos 1,8)" href="http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/mas+descer%E1+sobre+v%F3s+o+Esp%EDrito+Santo+e+vos+dar%E1+for%E7a">Esperem em Jerusalém</a> até que do alto sejais revestidos com poder.</span></span></h2>
<h2 style="text-align:justify;"><span><span><span><span style="color:#333399;">E os discipulos juntamente com Maria mãe de Jesus obedeceram estas palavras e permaneceram em Jerusalém todos unidos em oração até o dia de <a title="O que é Pentecostes." href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/03/23/pentecostes-a-festa-do-espirito-santo/">Pentecostes</a>.<br />
</span></span></span></span></h2>
<h2 style="text-align:justify;">Sequencia de acontecimentos para se entender corretamente o que de fato aconteceu em Pentecostes precisamos de respostas à diversas perguntas.</h2>
<h2><span style="color:#800000;">Perguntas a serem respondidas em outros Post's: </span></h2>
<table style="text-align:center;height:134px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="420">
<tbody>
<tr>
<td width="15%">
<div style="text-align:center;"><a title="O EQUILIBRISTA" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/02/26/a-antiga-alianca/" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border:2px solid black;margin-top:2px;margin-bottom:2px;" src="http://presentepravoce.files.wordpress.com/2008/07/antiga-alianca-lk.jpg" alt="" width="130" height="120" /></a></div>
</td>
<td width="85%">
<div>
<h1><a title="A Antiga Aliança…" rel="bookmark" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/02/26/a-antiga-alianca/">O que foi a Antiga Aliança?</a></h1>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><span style="color:#800000;"> </span></h2>
<table style="text-align:center;height:134px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="420">
<tbody>
<tr>
<td width="15%">
<div style="text-align:center;"><a title="A Nova Aliança." href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/02/28/a-promessa-da-nova-alianca/" target="_blank"><img class="aligncenter" style="border:2px solid black;margin-top:2px;margin-bottom:2px;" src="http://joglar.files.wordpress.com/2008/05/a-nova-alianca.jpg" alt="" width="130" height="120" /></a></div>
</td>
<td width="85%">
<div>
<h1><a title="A PROMESSA DA NOVA ALIANÇA" rel="bookmark" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/02/28/a-promessa-da-nova-alianca/">Porque se diz Nova e eterna Aliança?</a></h1>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h1><span><span style="color:#800000;">O que é a Promessa do Pai ?</span></span></h1>
<h1><span style="color:#800000;">O que é Batismo?</span></h1>
<h1><span style="color:#800000;">O que é Efusão no Espírito?</span></h1>
<h1><span style="color:#800000;">O que seria ser Batizado no Espírito Santo?</span></h1>
<h1><a title="Só Jesus Batiza n o Esp�rito Santo." href="http://www.bibliacatolica.com.br/busca/01/1/Esp%EDrito+Santo+e+no+fogo."><span style="color:#800000;">Quem Batiza no Espírito Santo ? <span style="color:#ff0000;">texto acima</span><br />
</span></a></h1>
<h1><span style="color:#800000;">Existe um 8º Sacramento?</span></h1>
<h1><span style="color:#800000;">A Renovação Carismática Católica Batiza no Espírito Santo?</span></h1>
<h1><span><span><span><span style="color:#800000;">Como se preparar para a Efusão no Espírito?</span></span></span></span></h1>
<h1><span style="color:#800000;">Como Receber O Batismo No Espírito Santo?</span></h1>
<h1><span style="color:#800000;">Como Permanecer Cheio do Espírito Santo?</span></h1>
<table style="text-align:center;height:134px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="420">
<tbody>
<tr>
<td width="15%">
<div style="text-align:center;">
<div><a title="OS FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/03/10/os-frutos-do-espirito-santo/" target="_blank"><img style="border:2px solid black;margin:2px;" src="http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/frutos-do-espirito.jpg" alt="http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/frutos-do-espirito.jpg" width="130" height="120" /></a></div>
</div>
</td>
<td width="85%">
<div>
<h1><a title="Os Frutos do Esp�rito Santo" rel="bookmark" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/03/10/os-frutos-do-espirito-santo/" target="_blank">Quais são os Frutos do Espírito Santo?</a></h1>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="foto-legenda larg-291 crop-106" style="text-align:center;">
<hr /></div>
<table style="text-align:center;height:134px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="420">
<tbody>
<tr>
<td width="15%">
<div style="text-align:center;">
<div style="text-align:center;">
<div>
<div style="text-align:right;"><a title="dons do Esp�rito Santo" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/02/29/don-de-linguas/" target="_blank"><img style="border:2px solid black;margin:2px;" src="http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg" alt="http://mongefiel.files.wordpress.com/2008/05/dons-do-espirito.jpg" width="130" height="120" /></a></div>
</div>
</div>
</div>
</td>
<td width="85%">
<div>
<h1><a title="Os Dons do Esp�rito Santo." rel="bookmark" href="http://presentepravoce.wordpress.com/2008/02/29/don-de-linguas/" target="_blank">Quais são os Dons do Espírito Santo?</a></h1>
</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Os Carismas se manifestam na vida dos Santos.</h2>
<h1><span><span style="color:#800000;">O que é o Ministério do Espírito?</span></span></h1>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/U3fW9FXSz50'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/U3fW9FXSz50&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Dom de Linguas: Pe Jonas.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/SPL5-9Nm7gM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/SPL5-9Nm7gM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[AS MEMÓRIAS]]></title>
<link>http://felipebreia.wordpress.com/?p=101</link>
<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 20:05:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>felipebreia</dc:creator>
<guid>http://felipebreia.wordpress.com/?p=101</guid>
<description><![CDATA[( Mateus 14.1s - Por aquele tempo, Herodes, o tetrarca, ouviu os relatos a respeito de Jesus e disse]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">( Mateus 14.1s - Por aquele tempo, Herodes, o tetrarca, ouviu os relatos a respeito de Jesus e disse aos que o serviam:“Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos!” )</span></p>
<p align="center"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></span></p>
<p align="left"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">Coisa interessante a nossa memória.<br />
Você com certeza já passou por aquela situação em que uma palavra, uma foto, ou até um cheiro, trouxe à memória toda uma história. E você lembra de tudo como se tivesse acontecido ontem. É isso que acontece nessa história.<br />
Herodes ouve falar de um tal Jesus. Ele fazia milagres, curava pessoas, tinha poder sobre os demônios e diziam até que podia controlar tempestades. Jesus falava com autoridade e uma multidão se reunia para ouvi-lo.<br />
Herodes fica preocupado. Não com Jesus, especificamente, mas com as próprias lembranças. Ao ouvir falar de Jesus, a sua memória é refrescada. Lembra do seu casamento ilegítimo, das palavras de João Batista, da festa de aniversário, da dança, da cabeça na bandeja... E os fantasmas que moravam em sua alma aparecem com toda força: “É João Batista que voltou dos mortos”.<br />
Muitas vezes, nossas lembranças são agradáveis. Mas, às vezes, são verdadeiros pesadelos. São cinzas de uma jornada em busca do que achávamos ser a felicidade.<br />
Você tem lembranças que o assustam? Coisas que preferiria esquecer? Memórias de pecados, brigas não resolvidas, intrigas ou traição? Quem dera Herodes soubesse quem é o Jesus de quem estava ouvindo falar. Pediria e receberia perdão e cura. Você também pode levar seus pesadelos diante deste Jesus.</p>
<p>Oração: Senhor Jesus, mostra-nos as memórias que nos atormentam e ensina-nos a levá-las aos teus pés. Só Tu podes curá-las. Só Tu podes nos perdoar. </span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"></p>
<p style="margin:0;" class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">Recebi de: </font><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;">encontro@me.org.br</span></p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O início da vida pública]]></title>
<link>http://comentarioaosevangelho.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 14:22:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>daviddomingues</dc:creator>
<guid>http://comentarioaosevangelho.wordpress.com/?p=6</guid>
<description><![CDATA[Pe. João Scognamiglio Clá Dias, E.P. 
Revista Arautos do Evangelho n 73 – Janeiro 2008 
3º Do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><span style="font-family:Arial;"><font color="#b6000a">Pe. João Scognamiglio Clá Dias, E.P.</font></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#b6000a"> </font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="color:windowtext;font-family:Arial;">Revista Arautos do Evangelho n 73 – Janeiro 2008</span><span style="font-family:Arial;"><font color="#b6000a"> </font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#b6000a">3º Domingo do Tempo Comum</font></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#b6000a"> </font></span></p>
<p align="center"><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-size:28pt;line-height:120%;font-family:Arial;"><strong><em><font color="#b6000a">O início da vida pública</font></em></strong></span></p>
<p><span style="font-size:28pt;line-height:120%;font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="4"><font color="#443a8c"><span style="font-family:Arial;"><font size="5"></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://comentarioaosevangelho.wordpress.com/files/2008/02/sao-joao-batista.gif" alt="sao-joao-batista.gif" /></div>
<p></font></span></font></font></span></p>
<blockquote>
<blockquote>
<h2 align="center"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-family:Arial;"></span></span></h2>
<h2 align="center"><span style="font-family:Arial;">Por que terá escolhido Jesus a diminuta Nazaré para viver, e a dissoluta Cafarnaum para iniciar Sua pregação? Na vida do Salvador todos os acontecimentos se explicam por elevadas razões de sabedoria.</span><span style="font-family:Arial;"> </span><span style="font-family:Arial;"> </span></h2>
<h2 align="center"><span style="font-family:Arial;"></span></h2>
</blockquote>
</blockquote>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><b><span style="font-size:24pt;color:#a0000c;line-height:120%;font-family:Arial;font-variant:small-caps;">Evangelho</span></b></p>
<blockquote>
<blockquote><p><b><span style="font-size:24pt;color:#a0000c;line-height:120%;font-family:Arial;font-variant:small-caps;"></span></b><span style="font-size:30pt;color:#a0000c;line-height:120%;font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.25pt;"><font color="#443a8c">Tendo Jesus ouvido dizer que João fora preso, retirou-Se para a Galiléia. Depois, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, situada junto do mar, nos confins de Zabulon e Neftali, cumprindo-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías, quando disse: “Terra de Zabulon e terra de Neftali, terra que confina com o mar, país além do Jordão, Galiléia dos gentios! Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz, e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte.” Desde então, começou Jesus a pregar: “Fazei penitência porque está próximo o Reino dos Céus”.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.25pt;"><font color="#443a8c">Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. “Segui-Me”, disse-lhes, “e Eu vos farei pescadores de homens.” E eles, imediatamente, deixando as redes O seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, juntamente com seu pai Zebedeu, consertando as suas redes. E chamou-os. Eles, deixando imediatamente a barca e o pai, seguiram-no.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.25pt;"><font color="#443a8c">Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino de Deus, e curando todas as enfermidades entre o povo (Mt 4, 12-23).</font></span></p></blockquote>
</blockquote>
<p><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.25pt;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#a0000c">I – Fim do regime da lei e dos profetas</font></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">João Batista é um importante marco na História da salvação, pois com ele termina a antiga Lei e se inicia a nova <span class="Footnotereference">1</span>. Até ele, encontramos o regime da lei e dos profetas; a partir dele, abre-se a era do Reino dos Céus (cf. Mt 11, 12-13). Figura única na História, adornada em vida de um prestígio incomparável, se levanta misteriosa e solene no encontro de ambos os Testamentos <span class="Footnotereference">2</span>.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;"><font size="2">Homem muito peculiar, a começar pela previsão de sua vinda, pronunciada pelos lábios de Malaquias (3, 1): <i>“Eis que mando o meu anjo, e ele preparará o caminho diante da minha face. E imediatamente o Dominador que vós buscais, e o anjo do testamento que desejais, virá ao seu templo.” </i>Se <i>sui generis</i> foi o anúncio de sua aparição, menos singular não foi o de sua missão profetizada por Isaías (40, 3): <i>“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas de nosso Deus”.</i></font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Teve ele o grande privilégio de ser santificado pela voz da própria Mãe de Deus, estando ainda em gestação no claustro maternal de Santa Isabel: <i>“Porque logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu ventre”</i> (Lc 1, 44). Seu nascimento, além de assistido por Maria, contou com a presença de belos fenômenos místicos que se difundiram <i>“por todas as montanhas da Judéia” </i>(Lc 1, 65), trazendo como efeito, no fundo do coração dos que ouviam seus relatos, a ponderação: <i>“Quem julgas que virá a ser este menino? Porque a mão do Senhor era com ele”</i> (Lc 1, 66). Tal foi aquele acontecimento que seu pai, Zacarias, pôs-se a profetizar, confirmando as antigas previsões sobre o menino (cf. Lc 1, 67-79).</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">Depois de refugiar-se nos desertos <i>“até o dia de sua manifestação a Israel”</i> (Lc 1, 80), aparece realizando sua missão diante do povo que <i>“o considerava como um profeta”</i> (Mt 14, 5; 21, 26). <i>“E ia ter com ele toda a terra da Judéia e todos os de Jerusalém”</i> (Mc 1, 5). <i>“E as multidões interrogavam-no, dizendo: ‘Que devemos, pois, nós fazer?’ </i>[...]<i> E foram também publicanos para ser batizados e disseram-lhe: ‘Mestre, que devemos fazer?’ </i>[...]<i> Interrogavam-no também soldados ...”</i> (Lc 3, 10-14). </font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.1pt;"><font size="2">Sua presença, suas palavras e até mesmo a forma de vida por ele adotada, colocavam <i>“o povo em ansiosa expectativa e pensando, todos, se seria ele o Messias” </i>(Lc 3, 15), a ponto de ver-se na contingência de afirmar categoricamente aos sacerdotes e levitas enviados pelos judeus de Jerusalém para interrogá-lo: <i>“Não sou eu o Messias”</i> (Jo 1, 20). E mais tarde a voz de Cristo assim o classificaria: <i>“Um profeta? Sim, vos digo eu, e ainda mais do que profeta”</i> (Mt 11, 9). <i>“Em verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não veio ao mundo outro maior que João, o Batista”</i> (Mt 11, 11).</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;"><font size="2">A prisão desse varão, o Precursor, tomado em plenitude pelo Espírito Santo (Lc 1, 15), determina o fim do regime da Lei e dos profetas e o começo da pregação sobre o Reino dos Céus, conforme veremos na Liturgia deste 3º Domingo do Tempo Comum.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#a0000c">II – Jesus Se retira para a Galiléia</font></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#443a8c">Tendo Jesus ouvido dizer que João fora preso, retirou-Se para a Galiléia.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.05pt;"><font size="2">“Entre o jejum e as tentações de Cristo no deserto e a prisão e martírio do Batista — que São Mateus contará detalhadamente mais adiante (Mt 14, 3-12) — decorre um lapso de tempo de alguns meses, durante o qual Jesus exercita seu primeiro ministério nas terras da Judéia e Samaria. O evangelista São João é o único que nos faz conhecer essa lacuna deixada pelos sinópticos. Jesus Cristo, depois dos quarenta dias que passou no deserto, voltou para onde estava o Batista, pregando às margens do Jordão. Ao vê-Lo, João testemunha que Aquele é o Cordeiro que vem destruir o pecado no mundo, e alguns discípulos começam a seguir Jesus. Este vem com eles para a Galiléia, onde opera seu primeiro milagre em Caná; dali parte para Cafarnaum; depois de poucos dias volta à Judéia para celebrar a páscoa. Prega e opera alguns milagres em Jerusalém, o que dá ocasião ao colóquio noturno com Nicodemos. Durante alguns meses continua pregando nas regiões da Judéia e, nessa ocasião, é preso o Batista. Por este motivo, empreende Cristo sua volta à Galiléia, passando pela Samaria (Jo 1, 29–4, 3).</font></span></i><font size="2"><i><span style="font-family:Arial;">“São João Batista foi entregue ao tetrarca Herodes Antipas pelos escribas e fariseus, como insinua o mesmo Cristo mais adiante (Mt 17, 12). É esta a razão pela qual Cristo foge para a Galiléia, apesar de esta província estar sob o domínio de Herodes, inimigo do Batista. Os fariseus da Judéia ficavam muito incomodados — como adverte São João (4, 1) — pelo fato de os discípulos de Jesus serem mais numerosos que os do Batista, e teriam aproveitado, sem dúvida, qualquer ocasião favorável que se lhes apresentasse, para pôr também Cristo nas mãos de Herodes” </span></i><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">3</span></span><span style="font-family:Arial;">.</span></font></p>
<p><font size="2"><span style="font-family:Arial;"></span></font><span style="font-family:Arial;"><strong><em><font color="#b6000a">Conduzido pelo Espírito Santo</font></em></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Como podemos comprovar, pelos Evangelhos, Jesus era conduzido pelo Espírito e, por um sopro dEle, se retira para a Galiléia. Não por temer o martírio, mas por não haver ainda chegado Sua hora. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">É o próprio Espírito Santo que nos inspira sabiamente a escolher os tempos e os lugares. Ele é quem nos ensina quando devemos fugir das perseguições ou afrontá-las, em quais momentos temos obrigação de falar ou de calar, de manifestar-nos a todos ou de nos recolher. Se fôssemos inteiramente flexíveis aos sopros da graça do Espírito Santo, maravilhas sairiam de nossas mãos para a glória de Deus e da Santa Igreja, o bem dos outros e a santificação de nossas almas. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Infelizmente, com raras exceções, a humanidade se move, ao longo da História, muito mais pelo interesse pessoal, pela ambição, pela inveja, pelo amor próprio, pela vaidade, pelo prazer, em uma palavra, pelo pecado. Quão grande desperdício de dons, virtudes e graças, do qual se prestará contas diante do Juízo de Deus!</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Jesus, muito pelo contrário, retira-se para a Galiléia a fim de ali começar Sua vida pública, com Suas primeiras pregações, confirmadas por prodigiosos e profusos milagres, ilustradas por insuperáveis parábolas. Ali estabeleceu o centro de Sua missão. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Oh feliz Galiléia! Tomara soubesses tirar todo o proveito de tão excelsa circunstância! Oh odienta Jerusalém, oh maldosa Judéia, vós perseguis o precursor e perdeis os benefícios da presença do Salvador. Justamente debaixo desse prisma é que se cifra a minha verdadeira felicidade, corresponder com perfeição aos toques da graça ou rejeitá-los. Eu devo temer a Jesus que passa e não retorna...</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><em><font color="#b6000a">Razão sobrenatural: levar o remédio onde mais grave era o mal</font></em></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#443a8c">Depois, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, situada junto do mar, nos confins de Zabulon e Neftali [...]</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">A propósito desse versículo, o próprio Maldonado chegou a equivocar-se, julgando haver duas Galiléias. Ao expor sua observação, o Revmo. Pe. Luis María Jiménez Font, S.J., com muita precisão desfaz o engano em nota ao pé da página, nestes termos: <i>“O autor </i><span> </span>[Maldonado] <i>faz uma distinção desnecessária. Não havia mais que uma Galiléia, governada por Herodes. Cristo Se retirou a Cafarnaum, onde podia viver sem perigo, porque estava na fronteira da tetrarquia de Filipo”</i> <span class="Footnotereference">4</span>.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">Como claramente se deduz, foi por motivos ocasionais que Jesus <i>“Se retirou”</i> para Cafarnaum. Entretanto, pode-se afirmar, com segurança, que nada se passava na vida do Salvador sem ter grandes razões como causa. De imediato, percebe-se não ser útil para a vida pública a manifestação de Sua divindade, na cidade de Nazaré. Jesus a escolheu para as décadas de Sua fase oculta, devido a Seu recolhimento, paz, pequenas proporções geográficas e população restrita. Não era, porém, própria para a difusão em grande escala da semente da Boa Nova. Ademais, “ninguém é profeta em sua própria pátria”, conforme Ele mesmo repetiria aos Seus concidadãos, basta ver o modo como foi expulso daquela cidade.</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Um motivo mais sobrenatural levou Jesus a tomar este caminho: <i>“Começa Jesus a evangelizar as regiões por onde tivera início a defecção de Israel. Demonstra com isso Sua misericórdia e sabedoria, levando o remédio onde mais grave era o mal, servindo-Se de uma cidade populosa, mas incrédula e preocupada só com os negócios humanos, para que dali se irradiasse a pregação do Reino de Deus. Quis, assim, significar que quem mais necessita de remédio são os enfermos, não os sãos; e que nunca devemos resistir a nenhum apostolado sob pretexto de que o campo não está preparado para receber nosso trabalho”</i> <span class="Footnotereference">5</span>.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><em><font color="#b6000a">O povo que jazia nas trevas viu uma grande luz</font></em></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#443a8c">Cumprindo-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías, quando disse: “Terra de Zabulão e terra de Neftali, terra que confina com o mar, país além do Jordão, Galiléia dos gentios! Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz, e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte.”</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">A citação de Isaías feita por São Mateus nestes versículos é retirada do texto hebraico e por isso não são transcritas algumas palavras como constam em nossas traduções mais correntes:</font></span><font size="2"><i><span style="font-family:Arial;">“No tempo passado foi levemente combatida a terra de Zabulon, e a terra de Neftali, e no tempo futuro serão cobertas de glória a costa do mar, além-Jordão, a Galiléia das nações. Este povo, que andava nas trevas, viu uma grande luz; aos que habitavam na região da sombra da morte nasceu-lhes o dia” </span></i><span style="font-family:Arial;">(Is 9, 1-2). </span></font><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Trata-se de uma belíssima profecia que se cumpre ao estabelecer-Se o Senhor em Cafarnaum.<span>  </span>De fato, segundo nos é descrito pelo segundo livro dos Reis (15, 29), Teglatfalasar, rei dos Assírios, invadiu várias regiões, entre as quais as terras de Zabulon e Neftali, ou seja, a porção citada nesses versículos de Mateus. Isto se deu por um castigo de Deus. Foi assim devastada a Galiléia e tomada pelos gentios, e daí seu nome: “Galiléia dos Gentios”, localizada na zona limítrofe da Síria e da Fenícia, coalhada de pagãos. </font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.1pt;"><font size="2">Essa era a principal razão de se terem constituído seus habitantes em objeto de desprezo da parte do resto da nação, pois grande era a infiltração de gentios arameus, itureus, fenícios e gregos, que inevitavelmente se mesclavam com os judeus de raça, conforme vem narrado no primeiro livro dos Macabeus (5, 15): <i>“E toda a Galiléia estava cheia de estrangeiros, com o fim de nos perderem”.</i> Tratava-se, como já dissemos, de uma região rica em comércio e por isso atraente para os vários povos.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.1pt;"><font size="2">Ora, torna-se compreensível o quanto se corromperam as doutrinas e os bons costumes religiosos do povo eleito naquelas paragens, devido à forte e diversificada influência pagã, bem como o motivo pelo qual ele <i>“andava nas trevas”</i> e na <i>“sombra da morte”</i>.</font></span><font size="2"><i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;">“Estavam os gentios sentados na região da sombra da morte — diz Crisóstomo — porque não tinham sequer uma partícula de luz divina que os iluminasse. Os judeus, que faziam as obras da lei, mas não conheciam a justiça do Evangelho, estavam nas trevas. Todas elas são dissipadas pela ‘grande luz’ do Messias. Não pode haver luz mais intensa e fixa, porque Jesus é a luz substancial: ‘Eu sou a luz do mundo’ (Jo 8, 12). Não desconfiemos jamais de sua eficácia para chegar ao fundo dos espíritos mais cobertos de trevas pela infidelidade, pela heresia, pela ignorância, pela indiferença; e façamo-nos sempre, por nossa pregação e nossas obras, filhos dessa luz e colaboradores de sua ação iluminativa”</span></i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"> <span class="Footnotereference">6</span>.</span></font></p>
<p><font size="2"><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"></span></font><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#a0000c">III – A pregação do Reino dos Céus</font></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#443a8c">Desde então, começou Jesus a pregar: “Fazei penitência porque está próximo o Reino dos Céus”.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">São Marcos também nos deixou o mesmo relato nestes termos: <i>“Completou-se o tempo, e aproxima-se o Reino de Deus; fazei penitência, e crede no Evangelho”</i> (Mc 1, 15). Enquanto um evangelista costuma falar em “Reino dos Céus”, o outro se refere ao “Reino de Deus”. Discutem os autores sobre este particular, mas para nossos objetivos não nos convém discorrer sobre ele e, por isso, tomemos as duas expressões como sinônimas.</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Já na famosa conversa noturna com Nicodemos, Jesus fizera menção ao Reino de Deus (cf. Jo 3, 3-5). Agora começa propriamente Sua pregação pública sobre o tema. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">É sabido o quanto os judeus esperavam por um reino político-social todo feito de glória para o povo eleito. Essa seria, para eles, a realização do Reino de Deus sobre a Terra. É em Cafarnaum que Jesus começa a retificar esse equívoco nacionalista, o que Ele fará progressivamente por meio de pregações, parábolas e polêmicas, com uma insuperável força didática e de lógica.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><em><font color="#b6000a">Natureza espiritual e caráter universal do Reino</font></em></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">O método processivo para o estabelecimento do Reino anunciado pelo Divino Mestre se chocava com a concepção judaica de uma intervenção intempestiva do Todo-Poderoso, alçando aos píncaros a nação eleita. Figuras como as da semente, do grão de mostarda e do fermento (cf. Mt 13, 24-33) demonstravam o lento passo a passo da evolução do Reino anunciado e trazido por Ele.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">Ademais, o verdadeiro Reino é, sobretudo, religioso, sem possuir um fim político segundo o acen­tuado anseio da opinião pública daqueles tempos. Esse Reino se estabelece em oposição ao de Satanás. <i>“Se Eu, porém, lanço fora os demônios pela virtude do Espírito de Deus, é chegado a vós o Reino de Deus”</i> (Mt 12, 28). Não fará, portanto, uma oposição a César (cf. Mt 22, 21) e, por outro lado, não será nacional, mas universal: <i>“Digo-vos, porém, que virão muitos do Oriente e do Ocidente e se sentarão com Abraão, Isaac e Jacó no Reino dos Céus ...”</i> (Mt 8, 11).</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Sobre o versículo em questão, assim se exprime o grande exegeta Fillion:</font></span><font size="2"><i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;">“Podia-se, pois, compreender o Salvador quando Ele fez ecoar através da Galiléia o ‘Evangelho do Reino’, já que esta boa nova fora anunciada há muito tempo, e que, recentemente, o Precursor a tinha proclamado com ardente zelo. Mas era preciso corrigir o que havia tomado uma má direção no espírito do povo, aperfeiçoar o que era bom, erguer às esferas superiores o que ainda não fora revelado em toda a sua extensão e, assim, retornar ao magnífico ideal dos profetas e até ultrapassá-lo. É por isso que — rejeitando com vigor as concepções mesquinhas e vulgares da maior parte dos seus compatriotas, desvinculando a noção de Reino de Deus das quimeras da escatologia judaica, protestando especialmente contra a pretensão dos fariseus e dos escribas de dar às esperanças messiânicas um aspecto puramente exterior e político, de maneira a fazer disso o monopólio de sua nação — Jesus insistiu incansavelmente na natureza espiritual e no caráter universal desse Reino”</span></i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"> <span class="Footnotereference">7</span>.</span></font></p>
<p><font size="2"><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"></span></font><span style="font-family:Arial;"><strong><em><font color="#b6000a">A penitência abre as portas do Reino dos Céus</font></em></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.1pt;"><font size="2">O Reino está próximo e, para nele penetrar, é preciso fazer penitência, humilhar-se, purificar-se. É a via segura para se obter a paz com Deus e consigo mesmo. Essa foi a condição colocada por Jesus, e por isso, <i>“não começou — diz o mesmo Crisóstomo — pregando as altas coisas da justiça da nova lei, mas as coisas íntimas da retificação da vontade pela penitência. Por aí se entra no Reino dos Céus: abandonando os maus hábitos, retificando intenções e inclinações erradas, concebendo desejos de viver bem e tendo pesar de haver feito o mal. É então que se pode já vislumbrar o gozo do cumprimento da perfeita justiça: ‘Fazei penitência…’ ‘Aproximou-se o Reino dos Céus…’” </i><span class="Footnotereference">8</span>.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.1pt;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#a0000c">IV – Vocação dos primeiros discípulos</font></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#443a8c">Caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. “Segui-Me, disse-lhes, e Eu vos farei pescadores de homens.” E eles, imediatamente, deixando as redes, O seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, juntamente com seu pai Zebedeu, consertando as suas redes. E chamou-os. Eles, deixando imediatamente a barca e o pai, seguiram-no.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">Pela narração de São João, tudo leva a crer que esses quatro apóstolos já conheciam Jesus. Os outros três evangelistas não fazem menção a esse prévio relacionamento. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">O precursor apontara a André e João a figura do Messias e, por isso, ambos O seguiram e, logo após, aproximaram Pedro e Tiago. Um dia depois, fora chamado pelo próprio Jesus o apóstolo Filipe, o qual, por sua vez, atraiu Bartolomeu (cf. Jo 1, 35-51). Portanto, de certo modo, eles já eram discípulos do Salvador quando se desenrolam os fatos descritos nos versículos acima.</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Pedro e André lavavam as redes provavelmente depois de uma pesca infrutífera, caso Lucas se refira à mesma cena (cf. Lc 5, 1-11). A eles dirige o Mestre o convite em tom quase imperativo, o que faz prever conversas anteriores preparatórias a esse momento no qual se concretizava uma antiga promessa de fazê-los pescadores de homens.</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">A mesma determinação será usada com os outros dois irmãos, filhos de Zebedeu, pelo Divino Mestre.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">A prontidão com a qual a dupla de irmãos abandona tudo, os dois últimos até ao próprio pai, indica bem o grau de intimidade existente entre eles e o Mestre, e o teor das conversas havidas até então. Jesus trabalhava com divina sabedoria e zeloso cuidado, cada um para o exercício dessa robusta fé e arrojada decisão. </font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">Alheias a essa tomada de atitude não deviam estar as orações silenciosas de Maria Santíssima. Ausente também não estava o esforço e o fogo de alma do Batista. Ele foi quem os congregara e os entregara ao Messias. Esses fatores todos conjugados levaram os quatro primeiros discípulos a, com espírito inflamado, dar as costas a este mundo e lançar, não mais as redes, mas a si próprios, não nas águas, e sim no Reino dos Céus.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"><font size="2">O Reverendíssimo Pe. Luís María Jiménez Font, S. J. faz um excelente comentário sobre essa passagem: <i>“Parece que a vocação dos apóstolos se passou da seguinte maneira: Cristo recebeu espontaneamente os que a Ele se juntaram, procedentes do discipulado do Batista — André e Pedro, João e Tiago —, e no primeiro retorno à Galiléia, Filipe e Natanael, aos quais permitiu Jesus retomar suas atividades depois da cura do filho do régulo, acabada a primeira pregação na Judéia, pois o primeiro ministério do Senhor na Galiléia, parece que Ele o fez completamente só. Quando já era conhecido na região, decidiu formalizar o ponto da colaboração alheia, e chamou novamente aqueles que no início O tinham acompanhado por devoção, para que O seguissem de modo definitivo e profissional, no dia da pesca milagrosa”</i> <span class="Footnotereference">9</span>.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;letter-spacing:0.2pt;"></span><span style="font-family:Arial;"><strong><font color="#a0000c">V – Não tinha chegado a hora de Se manifestar como Filho de Deus</font></strong></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font color="#443a8c">Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino de Deus, e curando todas as enfermidades entre o povo.</font></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Depois de longas décadas no silêncio oculto de Nazaré, vemos agora o Salvador no pleno exercício de Sua missão pública, pregando sobre o Reino de Deus, curando os enfermos e expulsando os demônios. Não sabemos dizer quanto durou essa zelosa atividade apostólica, mas não seria exagerado supor ter ela se prolongado por vários meses.</font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">É rica em conteúdo a apreciação feita pelos Professores da Companhia de Jesus, a propósito desse versículo 23:</font></span><font size="2"><i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;">“O evangelista resume nestes poucos versículos a missão de Cristo na Galiléia. Nos capítulos seguintes (5-7) ele nos vai apresentá-Lo primeiro como o grande doutor anunciado pelos profetas e, depois (8-9), como taumaturgo que opera toda classe de milagres para confirmar a verdade de Sua doutrina. Aqui, em geral, nos diz que Jesus percorria os povoados da Galiléia, sem dúvida acompanhado dos discípulos que acabava de escolher, ensinando a Boa Nova — é este o significado da palavra Evangelho —, a qual era a próxima vinda do Reino dos Céus (v. 17). Pregava, como anota o evangelista, nas sinagogas.</span></i><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;"> [...] <i>Pregava também, como insinua o evangelista e veremos mais adiante, nos campos e nas praças. Confirmava a verdade de Sua doutrina com milagres, que eram ao mesmo tempo obras de caridade, curando toda espécie de enfermidades. Essas curas milagrosas eram uma das características do Messias anunciada pelos profetas, especialmente por Isaías (35, 5-6)”</i> <span class="Footnotereference">10</span>.</span></font><span style="font-family:Arial;"><font size="2">A convicção de Jesus quanto ao Seu papel de Messias jamais poderá ser posta em dúvida. Sua simples genealogia seria suficiente para demonstrar isso; nem se fale, então, sobre as revelações feitas por São Gabriel, tanto à Virgem Mãe quanto a Zacarias, a presença dos pastores no Presépio, a visita dos Reis Magos e a própria resposta dada a Maria ao reencontrá-Lo no Templo: <i>“Não sabíeis que é preciso eu cuidar dos interesses de meu Pai?”</i> (Lc 2, 49). Esses fatos evidenciam quão grande e exata era a compenetração que Ele possuía em relação à Sua missão.</font></span><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.2pt;"><font size="2">Porém, se de um lado a consciência a respeito dos fins — imediato e último — era claríssima <i>ab initio</i> e nunca cresceu nem, menos ainda, diminuiu, Sua manifestação aos outros foi progressiva. Aqui na Galiléia encontramos o Divino Mestre numa fase inicial. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">Era não só prematuro, mas até imprudente, revelar em todo ou em parte Sua divindade. Só muito mais tarde — por volta de dois anos após o Batismo no Jordão — Pedro proclamará sua filiação divina, por pura revelação do Pai, e, em seguida, os apóstolos receberão a ordem de manterem o assunto em sigilo. </font></span><span style="font-family:Arial;"><font size="2">A mesma norma de conduta será imposta aos demônios dos possessos (cf. Lc 4, 33-41, etc.) e aos próprios enfermos miraculados (cf. Mt 12, 16, etc.). E se assim não fosse, o resultado seria incontrolável, devido à forte impressionabilidade das multidões a propósito de um Messias político. Haja vista a reação do povo após a multiplicação dos pães (cf. Jo 6, 14-15).</font></span><font size="2"><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;">No último ano de Sua vida pública, a manifestação será revestida de um esplendor exuberante. Mas, neste período da Galiléia, <i>“o Evangelho do Reino de Deus”</i> é pregado pelo Filho do homem a uma opinião pública com insuficiente fé para reconhecer a infinita grandeza do Filho de Deus.</span><span class="FimdeArtigo"><span style="font-family:Arial;letter-spacing:-0.1pt;"><font color="#ff0000"></font></span></span></font></p>
<div style="border-right:medium none;border-top:black 1pt solid;border-left:medium none;border-bottom:medium none;padding:1pt 0 0;"><span class="FimdeArtigo"><span style="font-family:Arial;"><font size="2" color="#ff0000"></font></span></span></div>
<p><span class="Footnotereference"><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">1</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">) Cf. AQUINO, São Tomás de<i>. Suma Teológica</i> III, q. 38, a.1, ad 2.</span><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">2</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> Cf. TERTULLIANO, Quinti Septimii Florentis. <i>Adversius Marcionem</i>, l. IV, c. 33: PL 2, 471.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">3</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> </span><i><span style="font-family:Arial;">La Sagrada Escritura</span></i><i><span style="font-family:Arial;"> — Texto y comentario por Professores de la Compañía de Jesús</span></i><span style="font-family:Arial;">. </span><span style="font-family:Arial;">Madrid: BAC, 1961, pp. 49-50.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">4</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> MALDONADO, P. Juan de, S.J. <i>Comentarios a los cuatro Evangelios</i>. Madrid: BAC,<span>  </span>1950, v. I, p. 223.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">5</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> GOMÁ Y TOMÁS, Dr. D. Isidro. <i>El Evangelio explicado</i>. Barcelona: Rafael Casulleras, 1930, v. II, p. 72.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">6</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> Idem, ibidem.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">7</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> FILLION, L CL. <i>Vie de N.-S. Jésus-Christ</i>. Paris VI: Librairie Letouzey et Ané, 1922, t. II, p. 127.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">8</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> GOMÁ Y TOMÁS, Dr. D. Isidro. Ibidem.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">9</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> In de MALDONADO, P. Juan, S.J. Ibidem.</span></font><font size="2"><span class="Footnotereference"><span style="font-family:Arial;">10</span></span><span style="font-size:10pt;line-height:120%;font-family:Arial;">)</span><span style="font-family:Arial;"> <i>La Sagrada Escritura</i><i> — Texto y comentario por Professores de la Compañía de Jesús</i>. </span><span style="font-family:Arial;">Madrid: BAC, 1961, p.  54.</span></font></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
