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	<title>ineditismo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "ineditismo"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 21:07:01 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Onde se esconde o inédito?]]></title>
<link>http://alexprimo.wordpress.com/?p=123</link>
<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 12:55:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>alexprimo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Este post é inspirado pela campanha do Edney Souza, do Interney Blogs, pelo que chama de &#8220;Blo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Este post é inspirado pela campanha do Edney Souza, do Interney Blogs, pelo que chama de "<a href="http://www.interney.net/?p=9761731">Blogagem inédita</a>" (vale também ler <a href="http://www.interney.net/?p=9761727" title="Cr�tica de Edney à blogosfera">este post</a> que deu origem à proposta).<br />
_____________________</p>
<p>É possível ser inédito hoje? Onde o ineditismo se esconde? É possível encontrá-lo seguindo os mesmos caminhos já trilhados por outros aventureiros? Ouvi dizer de alguns desbravadores que tão logo avistaram o inédito ele se transmutou e mudou seu domicílio.</p>
<p>Esta busca corre por todos os lados: na literatura, na música, na academia. Roqueiros e poetas, coreógrafos e  doutores...todos em busca do surpreendente, do sensível imprevisto e até mesmo do velho reconfigurado. Sim, pois uma releitura criativa pode inspirar um sem número de novas leituras.</p>
<p><img src="http://img.skitch.com/20080317-xcud6imthhws2armhi6tdupg4d.jpg" alt="Duchamp produziu algo inédito?" align="left" height="176" hspace="10" vspace="10" width="186" />Dizem os manuais jornalísticos que um cachorro que morde alguém não é notícia. Mas se alguém morde um cão, aí sim se tem um fato noticioso. Da mesma forma, será que precisamos morder cachorros por aí para deixaramos nosso nome no hall da criatividade? De que raça seria o cusco que Einstein mastigou? E Charlie Parker, será que a causa de sua morte prematura seria raiva contraída de um cachorro de rua?</p>
<p>Suspeito que criação rime com informação. Este é o mantra que repito em minhas disciplinas de projeto gráfico: "sem informação, não existe criação. Sem informação, não existe criação". O inédito também deve rimar com leitura, ir ao cinema, ouvir MP3, navegar pela rede. De outra forma, de onde viria o vocabulário da inovação? Vejam só! Informação também rima com inovação. E não me venham com a famosa crise da folha em branco. Sofrem com ela apenas os preguiçosos e desinformados. Nenhum papel ou arquivo digital permanece pálido diante de uma mente agitada.</p>
<p>Enfim, basta escrever, escrever, escrever; pintar, desenhar, rabiscar; canta, tocar, arranhar? Mais cedo ou mais tarde o inédito surgirá surpreendendo? Os cemitérios estão cheios de artistas, acadêmicos e jornalistas que morreram de exaustão. E para seu desgosto eterno, muitas celebridades por aí conquistaram a fama sem nunca terem dito nada.</p>
<p>Também é triste saber que não somos o marco zero de nossas falas.  Muito do que pronunciamos resgata o que já foi dito outrora. Somos atravessados por discursos, ouvimos vozes do passado e as repetimos. O que digo vem acompanhado de tantos outros dizeres. Neste post, por exemplo, percebe-se rapidamente as marcas de Foucault e Bakhtin. Mas uma análise mais cuidadosa de meu teclado encontrará muitas outras digitais.</p>
<p><img src="http://img.skitch.com/20080317-595pjdfckj46e8124wj8wpt89.jpg" alt="Isto é criativo?" align="right" height="194" hspace="10" vspace="10" width="121" />Não desanimemos. Em nossa geração muitos terão encontrado o inédito. Nos deixarão nos mordendo de inveja (ei, deveríamos estar mordendo cães): como não pensamos nisso antes? Esses caras terão nos mostrado que o ineditismo pode brotar da mistura, da bricolagem, de uma receita que ninguém tinha experimentado. O novo também pode brotar do acréscimo de um tempero diferente.</p>
<p>Mas ninguém acorda em uma segunda-feira e diz: vou ser o mais criativo do dia da "blogagem inédita"! Bem, melhor me dirigir a um canil e ver o que consigo por lá.</p>
<p>De toda forma, não existe hora nem época para se esbarrar no inédito. É, parece que ele nos dá um encontrão inesperado. Mas quem já foi de encontro a ele confessou que já estava em seu encalço. Outros, porém, seguem atrás dos intrépidos, perseguem as picadas já abertas. Assim, não conseguem nunca achar o que já foi achado. E atrás desses ainda vem os que copiam as trilhas e vendem reproduções mais em conta das descobertas. Não poderia ser diferente. O ineditismo é tentador. Se por um lado nos encanta por suas novas cores, ele cega a tantos outros que o perseguem com pincéis gastos de tinta barata.</p>
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