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	<title>industria-fonografica &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/industria-fonografica/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "industria-fonografica"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 16:28:24 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Nickelback entra na mira da Live Nation e fecha contrato milionário]]></title>
<link>http://thewrittenworld.wordpress.com/?p=170</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 19:29:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas Lopes</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Grana pouca é bobagem com a Live Nation 
Após esbanjar grana fechando contrato com Madonna, Jay-Z]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="legr"><img src="http://cifraclub.terra.com.br/contrib/noticias/jay-z-madonna-shakira-u2-nickelback-nickelback_1215546864.jpg" alt="Grana pouca é bobagem com a Live Nation" /></div>
<div class="legr">Grana pouca é bobagem com a Live Nation </div>
<p>Após <a href="http://cifraclub.terra.com.br/noticias/7809-shakira-fecha-contrato-milionario-com-produtora-live-nation.html" target="_blank">esbanjar grana</a> fechando contrato com <a title="Veja cifras de Madonna" href="http://cifraclub.terra.com.br/cifras/madonna/" target="_blank">Madonna</a>, <a title="Veja cifras de Jay-Z" href="http://cifraclub.terra.com.br/cifras/jay-z/" target="_blank">Jay-Z</a>, <a title="Veja cifras de Shakira" href="http://cifraclub.terra.com.br/cifras/shakira/" target="_blank">Shakira</a> e U2, a produtora Live Nation agora assinou contrato com o <a title="Veja cifras de Nickelback" href="http://cifraclub.terra.com.br/cifras/nickelback/" target="_blank">Nickelback</a>.</p>
<p>De acordo com a revista Rolling Stone, foram mais de US$ 50 milhões negociados entre a banda e a empresa. O contrato inclui o lançamento de três álbuns e mais três turnês mundiais.</p>
<p>Antes de começar a trabalhar pela Live Nation, o Nickelback precisa ainda lançar outros dois álbuns com a atual gravadora, Roadrunner Records, para cumprir contrato.</p>
<p>Fonte: <a href="http://cifraclub.terra.com.br">Cifraclub</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Fim do CD e o Surgimento de um novo mercado]]></title>
<link>http://tvcinemaemusica.wordpress.com/?p=216</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 12:50:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>caioarroyo</dc:creator>
<guid>http://tvcinemaemusica.wordpress.com/?p=216</guid>
<description><![CDATA[Depois de um bom tempo sem falar de música, resolvi falar desse assunto tão polêmico e com tantas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Depois</em> de um bom tempo sem falar de música, resolvi falar desse assunto tão polêmico e com tantas opiniões diferentes. Começo dizendo que um dos motivos principais para a “morte” do CD é claro <em>pirataria</em>, que hoje no nosso país já ultrapassou <em>50 % do mercado</em>, número assustador, mas o maior culpado não é só a pirataria.</p>
<p>O CD dificilmente vai acabar tão cedo e sim um novo mercado está surgindo, o último exemplo disso foi com a banda<em> Radiohead</em>, que reabriu essa discussão ao lançar o seu último e excelente álbum <em>In Raibowns</em> de graça na internet, muitos criticaram, principalmente a própria classe musical.<br />
Mas poucos perceberam que o mesmo álbum ao ser lançado nas lojas, teve uma excelente venda, inclusive no americano, conhecido por não ter muito espaço para artistas de fora do país.</p>
<p>Outras bandas, internacionais e nacionais já perceberam que o mercado da música na internet traz resultados excelentes, até uma grande gravadora como a Trama, onde milhares de artistas de diferentes estilos, colocam suas músicas para os visitantes ouvir ou baixar.</p>
<p>A realidade é bem simples se você perguntar para qualquer artista musical, ele vai falar que o que dá dinheiro hoje são os <em>shows</em>, acabou a época que vender CD é sinal de lucro.<br />
Sinceramente pagar 40 a 50 reais por um CD é ridículo, até os nacionais estão na faixa de 35 reais, claro que um dos maiores culpados por isso são os altos impostos, mas as gravadoras pouco fazem para defender a própria classe e cada vez mais os próprios artistas querem distância das grandes gravadoras.</p>
<p>Qualidade musical também é um dos motivos para a queda nas vendas, artistas elogiados e sucesso de público e crítica <em>Amy Winehouse, Artic Monkeys, Radiohead</em>, tem bons números. Claro que fenômenos como High School Music vendem muito, mas tem por trás existe a televisão e principalmente por ser focado no enorme e consumista público infantil.</p>
<p>No Brasil a situação é pior, os artistas lançam poucos trabalhos interessantes, vivem de acústicos ou gravações ao vivo, felizmente existem os artistas “da internet” que em diferentes estilos estão cada vez mais ganhando espaço e sucesso, principalmente por não estarem presos a gravadoras e suas fórmulas comerciais.<br />
Os artistas que “explodem” estão escolhendo gravadoras que dão valor ao som do artista do que os números que eles representam ou ainda aqueles que continuam independentes. Como o <em>Teatro Mágico</em> que vendeu 84 mil cópias no seu primeiro trabalho, lançou também de forma independente o seu segundo álbum e deve vender muito mais que grandes artistas.</p>
<p>É mais fácil para alguns críticos escreverem que o CD está morrendo, do que perceber que um novo mercado está cada vez mais crescendo e que deve ser o substituto do CD. <span style="text-decoration:underline;">Mas até</span> toda a população mundial ter um mp3 player ou os artistas venderem seus álbuns exclusivamente na internet, e o mercado online conseguir igualar os números de músicas baixadas na forma pirata, o CD ainda tem um bom tempo de vida.</p>
<p><em>E vocês</em> ainda compram Cds ou só fazem download? <em>Já compraram </em>alguma música online?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Coldplay bate seus próprios recordes]]></title>
<link>http://noplural.wordpress.com/?p=135</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 16:23:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Redação No Plural</dc:creator>
<guid>http://noplural.wordpress.com/?p=135</guid>
<description><![CDATA[Por Redação No Plural

Apesar da crise da indústria fonográfica mundial, tem banda que passa lon]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="size-medium wp-image-137 alignleft" style="float:left;" src="http://noplural.wordpress.com/files/2008/06/coldplay_07031.jpg?w=300" alt="" width="300" height="222" />Por Redação No Plural</em><br />
<a href="http://noplural.files.wordpress.com/2008/06/coldplay_0703.jpg"></a><br />
Apesar da crise da indústria fonográfica mundial, tem banda que passa longe desse caminho. Com a vendagem de nada mais nada menos do que 700 mil cópias em apenas uma semana, o Coldplay já é número 1 nas paradas norte-americanas. Para se ter uma idéia da projeção que a banda liderada por Chris Martin vem obtendo, é só reparar nos números: o novo álbum da banda “Viva la Vida or Death and All His Friends, estreou nos <em>States</em> como o número 1 em vendas – foram 720 mil cópias só na primeira semana após o lançamento, informou a Agência Reuters. O número ficou bem próximo ao do disco anterior: X&#38;Y que vendeu 737 mil CDs no mesmo período depois de chegar às lojas americanas.</p>
<p>Mas, não é somente nos Estados Unidos que o Coldplay faz sucesso. O quarteto liderado por Martin também está no topo das listas de vendas no Reino Unido, Austrália, Japão, Alemanha, Canadá e França. A música “Viva la Vida” encabeça as listas de singles dos EUA e do Reino Unido.</p>
<p>Quem está muito satisfeita com a vendagem do grupo britânico, é a gravadora EMI, que passa por dificuldades desde que foi comprada na Inglaterra por uma empresa de ações no ano passado. De acordo com a Reuters, os próprios empresários do Coldplay trabalharam para melhorar o marketing e as vendas da empresa.</p>
<p>A predileção da gravadora pela banda tem explicação numérica: em 2005, X&#38;Y foi o álbum mais vendido em todo o mundo, com 8,3 milhões de cópias no total. Nos Estados Unidos, o Coldplay já vendeu cerca de 11 milhões de álbuns desde o primeiro lançamento.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OFF TOPIC - Brasil musical]]></title>
<link>http://rodaeinova.wordpress.com/?p=95</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 22:35:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>fabianoqueiroz</dc:creator>
<guid>http://rodaeinova.wordpress.com/?p=95</guid>
<description><![CDATA[Sempre se soube que quantidade não é qualidade, correto?
Na música, é praxe entre os fãs mais x]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre se soube que quantidade não é qualidade, correto?</p>
<p>Na música, é praxe entre os fãs mais xiitas considerar que discos muito bem vendidos são, salvo exceções, verdadeiras bombas.</p>
<p>Pois bem, o Padre Marcelo é líder do ranking dos discos mais vendidos pelas plagas brazucas.</p>
<p>E ainda tem Xuxa em segundo, quinto, sexto e oitavo.</p>
<p>Pensa que acabou?</p>
<p>Não, tem o Só Pra Contrariar em terceiro!!!</p>
<p>Veja a lista dos dez primeiros <a title="discos mais vendidos no Brasil" href="http://igpop.ig.com.br/principal/2008/06/20/padre_marcelo_lidera_ranking_dos_mais_vendidos_da_historia_do_pais_1377326.html" target="_blank">aqui</a>, e... sorria :)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em rede que tem piranha, pirata navega encriptado]]></title>
<link>http://groovytech.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 22:27:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>gabrielgaspar</dc:creator>
<guid>http://groovytech.wordpress.com/?p=19</guid>
<description><![CDATA[
Na semana passada, a incriticável Suécia editou uma lei mais do que criticável. Ditou que todas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://www.jmkovacs.com/LSCP/Pictures/PirateFlag2.jpg" alt="" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">Na semana passada, a incriticável Suécia editou uma lei mais do que criticável. Ditou que todas as conexões telefônicas e tráfego de internet por provedores suecos sejam abertos e rastreados em nome da segurança nacional. Ou seja: o grampo é legal, independente de mandado. A Suécia criou a prisão de Guantánamo das comunicações.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">O Pirate Bay, site de BitTorrent ousado até – você deve se lembrar: eles tentaram comprar uma ilha para criar uma legislação que permitisse pirataria deliberada – resolveu declarar guerra à Suécia. Ontem, um dos fundadores do site, que se apresenta simplesmente como Peter, escreveu <a href="http://blog.brokep.com/2008/06/22/fra/">em seu blog</a> que vai adicionar SSL (Secure Sockets Layer – sistema de encriptação que bloqueia acesso às informações de tráfego) ao site.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">Na prática: o suequinho feliz que quiser baixar qualquer programa ilegal por BitTorrent poderá fazê-lo, na maior, sem que governo nenhum meta o bedelho em sua navegação. Além disso, o simpático pirata Peter conta que já tem uma rede fechada no site e que vai baixar os preços ao mínimo, para que todos possam trocar arquivos tranqüilamente, além mar, livres dos copyrights.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">Bomba, né? Mas tem mais: o Pirate Bay vai fazer um boicote à Suécia, frente aos provedores de internet. O negócio é mais ou menos assim: você, provedor, deve bloquear a Suécia para proteger os dados e a navegação do seu usuário. A idéia, como o cara fala no blog é banir a Suécia da internet! Cabuloso...</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;">Um post scriptum que bem cabe: vocês viram que na semana passada o <a href="http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=2799">Gene Simmons</a>, baixista do Kiss, falou que a culpa pela morte da indústria fonográfica é dos fãs, que baixam conteúdo pirata na net? Não foi só isso: ele disse que o Kiss tá em greve de estúdio até que os fãs parem de baixar música! Hahahahahahahaha Uma pena, mas o Kiss acabou.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><a href="http://groovytech.files.wordpress.com/2008/06/macacos-kiss1.jpg"><img class="size-medium wp-image-21 aligncenter" src="http://groovytech.wordpress.com/files/2008/06/macacos-kiss1.jpg?w=300" alt="" width="369" height="276" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Spam na música?]]></title>
<link>http://phonorama.wordpress.com/?p=74</link>
<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 16:00:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Giovanni Rocha</dc:creator>
<guid>http://phonorama.wordpress.com/?p=74</guid>
<description><![CDATA[A revista Época dessa semana traz desdobramentos da indústria musical. Na matéria “É música o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="margin:0;">A revista Época dessa semana traz desdobramentos da indústria musical. Na matéria “É música ou publicidade” a revista apresenta os novos negócios da Groove Armada, dupla inglesa de dance music, após encerrar seu contrato com a gigante Columbia.</p>
<p style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p style="margin:0;">
<p style="margin:0;">A casa da Groove Armada agora a fabricante de rum Bacardi. Nessa combinação, a Bacardi poderá usar todas as músicas e os clipes do álbum em seus anúncios, sem pagar nada a mais por isso. A atitude da Groove não é nova. No final da década de 90 Sting já se beneficiava de parcerias com marcas, no caso a Jaguar, para incrementar a venda de seus discos e promover a venda de carros. A parceria deu resultados para ambos os lados e resultaram em mais de 8 milhões de cópias de discos vendidos. A reportagem não informa o que essa parceria resultou para a Jaguar, mas apresenta valores expressivos para a produção das campanhas do cantor, o que significa que o retorno deve ter sido expressivo.</p>
<p style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p style="margin:0;">
<p style="margin:0;">O movimento é reflexo do cenário comercial da musica. Segundo dados informados na matéria, a venda de CDs no mundo teve uma queda de 36% entre 2000 e 2007. No Brasil o momento é pior. Desde 2000 as vendas minguaram de 94 para 33 milhões de unidades. Redução de 66% no bolso das poderosas gravadoras. Talvez a única indústria que não tenha se preparado, ou se reinventado, para a era digital.</p>
<p style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p style="margin:0;">
<p style="margin:0;">Se a moda pegar, interessante será saber que banda conseguirá o patrocínio de marcas de renome como a Apple e o Google. Alguém apostaria um nome?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p style="margin:0;">
<p style="margin:0;">Links:</p>
<p style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">
<p style="margin:0;"><a href="http://revistaepoca.globo.com/">Revista Época</a></p>
<p style="margin:0;"><a href="revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI5395-15259,00-E+MUSICA+OU+E+PUBLICIDADE.html">Matéria (Assinantes)</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Venda de discos vinil aumenta em plena era do download]]></title>
<link>http://thewrittenworld.wordpress.com/?p=79</link>
<pubDate>Sun, 04 May 2008 18:32:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lucas Lopes</dc:creator>
<guid>http://thewrittenworld.wordpress.com/?p=79</guid>
<description><![CDATA[
Venda de LP, nos EUA, arrecadam cifras milionárias
A RIAA (Associação Americana da Indústria Fo]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="legr"><img src="http://cifraclub.terra.com.br/contrib/noticias/vinil-vinil_1209814883.jpg" alt="Venda de LP, nos EUA, arrecadam cifras milionárias" /></div>
<div class="legr">Venda de LP, nos EUA, arrecadam cifras milionárias</div>
<p>A RIAA (Associação Americana da Indústria Fonográfica) divulgou nesta semana os números de vendas de música em 2007 na terra do Tio Sam.</p>
<p>Em plena era da negociação de músicas pela internet, o número de discos de vinil vendidos nos Estados unidos chega a 1,3 milhão, fato este que gera um aumento de 36,6% em relação a 2006, quando 900 mil "bolachões" foram comercialiados. As cifras arrecadadas com as vendas de LP's no último ano giram em torno de US$ 23 milhões, 46,2% a mais do que em 2006, quando o faturamento foi de US$ 15,7 milhões.</p>
<p>Confira o o relatório, divulgado pela revista Wired, das vendas de música em todas as mídias durante os últimos 10 anos clicando <a href="http://blog.wired.com/photos/uncategorized/2008/04/28/riaa_2007.jpg" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="http://cifraclub.terra.com.br">Cifraclub</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arte e cultura livres]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=190</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 17:14:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=190</guid>
<description><![CDATA[
foto do Flickr de Bluelinestudio.it
A indústria [termo que vem se tornando cada vez mais antipáti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2272/1498901360_ef829a4537.jpg?v=0" alt="" width="344" height="229" /></p>
<p style="text-align:center;">foto do Flickr de <a title="Link para a galeria de Bluelinestudio.it" href="http://www.flickr.com/photos/delemir/"><strong>Bluelinestudio.it</strong></a></p>
<p>A indústria [termo que vem se tornando cada vez mais antipático] viciou de tal forma algumas dinâmicas sociais que geram maus costumes até mesmo naqueles que deveriam dela estar livres – como é o caso de muitos artistas. Creio que o artista deve subverter todas as relações que não sejam favoráveis à arte, mas o que se vê, quase sempre, é o contrário: a indústria subverte os artistas, e estes atuam segundo interesses da indústria [interesses que passam a ser também os seus quando a sua motivação passa a ser mormente de natureza comercial].</p>
<p>Não é difícil imaginar, mesmo para os diletantes, o quanto são restringidas as possibilidades de desenvolvimento de diversos tipos de arte (especialmente do cinema) quando a motivação dos produtores é predominantemente comercial. Não é preciso ser escritor para perceber o quanto a literatura padece com a motivação comercial - ‘É difícil para os escritores não medir o próprio mérito pelos direitos autorais, e quando os livros de má qualidade podem trazer boas compensações pecuniárias é necessário muita firmeza de caráter para produzir bons livros e continuar pobre’, escreveu <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell">Bertrand Russel</a> em <a href="http://www.esextante.com.br/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/principal/view_0002.htm?editionsectionid=2&#38;infoid=429&#38;user=reader">1935</a>. É evidente que tal situação não se aplica somente aos escritores, e que direitos autorais, no caso, implicam não só em reconhecimento [que é necessário], mas em dividendos cujas proporções, normalmente, são estabelecidas pelas empresas intermediárias entre autor e público.</p>
<p>Embora a internet, ainda que de forma experimental e caótica, elimine a necessidade de tal intermediário [visto que qualquer um pode publicar sua obra diretamente], é claro que critérios devem ser considerados - afinal, artista não é quem apenas publica algo, mas quem produz arte e a publica [pessoalmente, penso que publicar um livro deve ser, sim, possível, mas também um tanto de dificuldade não faria mal – pois exigiria alguma determinação e vontade do autor para publicar a sua obra, demonstrando que acredita nela, confiando que tem algo de valor a expressar]. Contudo, sei o quanto a dinâmica anárquica da internet é fundamental para a difusão da cultura e do conhecimento, indo de encontro a 'ditadura do intelectual' e <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/22/o-culto-do-amador/">ao elitismo reivindicado, porém não praticado</a> de alguns espíritos draconianos – e não é a toa que a rede [que cresce a cada dia em volume de conteúdo - qualquer conteúdo - e participação de pessoas] incomode tanto as indústrias que fizeram fortuna e poder com a arte e a cultura, especialmente as fonográfica e cinematográfica – os setores mais afetados pela <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/16/voce-e-um-corsario-sanguinario-assassino-e-ladrao/">pirataria</a>. Aliás, com o surgimento de tecnologias como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P2P">P2P</a>, os prejuízos dessas indústrias foram tão gritantes e deseperadores que ensejaram um fenômeno interessante: as empresas agridem seus próprios clientes acusando-os de bandidos – e não é raro ver artistas agredindo seu próprio público a mando dos donos das empresas as quais se rendem, comparando o ato de baixar um vídeo ou uma música na internet a um roubo de carro ou coisa que o valha. A questão dos direitos autorais, claro, deve ser amplamente discutida – afinal o artista precisa sobreviver  e ser reconhecido e até recompensado – mas não apenas sob a ótica da indústria, afinal, <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/20/12/">os tempos mudam....</a></p>
<p>Em suma, pelo menos para os artistas, é hora de resgatar a arte como arte, e esperar dela resultados como tal. É preciso ter claro que mesmo que toda a indústria em torno da cultura e da arte ruam e desabem, a arte permanece, desde que permaneçam as pessoas e, claro, os artistas. A arte não precisa da indústria, seja esta da esfera pública ou privada. Precisa, sim, de públicos – e começam a surgir outras formas de alcançá-los que prescindem da sujeição do artista aos donos da indústria. Novos modelos de negócios surgem e novas formas de propriedade intelectual mais flexíveis - como a licença <a href="http://www.creativecommons.org.br/">Creative Commons</a> - que estimulam a livre troca de idéias e a livre e dinâmica circulação de obras autorais. Já é um começo. Cabe aos artistas revisarem seus objetivos quando necessário, e ousarem descobrir e experimentar - e arriscar - novas possibilidades de difusão de seus trabalhos.</p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
<p>P.S. A internet faz surgir novos modelos de negócios também no âmbito artístico-cultural como exemplificou a  banda inglesa <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiohead">Radiohead</a>, que disponibilizou em <a href="http://www.radiohead.com/deadairspace/">seu site</a> o album <em>Rainbow</em> para download, deixando a critério dos fãs definir quanto pagaraiam por ele.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Música Para as Massas - Acho que Não]]></title>
<link>http://recuo.wordpress.com/?p=8</link>
<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 12:00:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>musicaparaasmassas</dc:creator>
<guid>http://recuo.wordpress.com/?p=8</guid>
<description><![CDATA[
Publicado em 29 de fevereiro de 2008 em http://www.side-line.com
Tradução de Jeovane Cazer
Alan W]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://recuo.wordpress.com/files/2008/03/recoil.jpg" alt="Recoil" width="420" height="279" /><span class="arttextdate"><strong></strong><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><br />
Publicado em 29 de fevereiro de 2008 em</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="color:red;"> </span></span></span><span style="color:#ff0000;"><a title="Alan Wilder Interview" href="http://www.side-line.com/interviews_comments.php?id=29640_0_16_0_C" target="_blank"><span class="arttextdate"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="color:blue;">http://www.side-line.com</span></span></span></a></span><br />
Tradução de <a title="jeovane@gmail.com" href="mailto:jeovane@gmail.com" target="_blank">Jeovane Cazer</a></p>
<h2><span style="color:#c0c0c0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="color:#ffffff;"><a title="Alan Wilder on Last.fm" href="http://www.lastfm.com.br/music/Alan+Wilder" target="_blank">Alan Wilder</a></span> conta a quantas anda a indústria fonográfica</span></span></h2>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial Narrow';"><span style="color:#999999;">Alan Wilder escreveu um artigo para a revista eletrônica musical Side-Line. Com o título "Música Para as Massas - Acho que Não", Alan aborda assuntos que vão desde a guerra do volume ao impacto de downloads na música (em oposição à indústria musical), e como é difícil hoje em dia conseguir lançar, na prática, algo aparentemente simples como um CD. É uma leitura fascinante que prenderá o leitor do começo ao fim.</span></span></p>
<h3><strong></strong></h3>
<p><strong><span style="font-family:Verdana;">Nota do editor [Side-Line]: <em>Era final de janeiro de 2008 quando entramos em contato com Alan Wilder (Ex-Depeche Mode) para que escrevesse um artigo sobre o volúvel mercado fonográfico e expusesse o que pensa a respeito. O pedido veio na hora certa porque Alan tinha acabado de anunciar o lançamento de um compacto duplo em edição limitada de<span class="arttext"><span> Prey / Allelujah, que, por incrível que pareça, não sairia pela gravadora e sim por intermédio de fãs russos. A entrevista acabou se tornando uma carta aberta assinada por Alan Wilder...</span></span></em></span></strong></p>
<p>- - - - - - - - - - - - -</p>
<h3><span style="font-size:12pt;"><span style="color:#c0c0c0;">Recoil / Alan Wilder - "Música Para as Massas - Acho que Não"</span><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></span></h3>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">Vivemos em um mundo de tecnologia, cujos avanços crescem de forma exponencial em todas as áreas científicas - numa velocidade que nem mesmo conseguimos acompanhar. Por que então o áudio das músicas está com qualidade inferior? A música está "soando" pior. Paramos de escutar, não temos tempo. É só o tempo de sermos arrebatados por uma explosão sonora ensurdecedora até os ouvidos não suportarem mais e surgir o desejo de "trocar o disco". Por que o volume dos anúncios da TV é o dobro do volume das transmissões normais?</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">É a única maneira de chamar a nossa atenção na <span style="color:#ffff99;"><a title="Guerra do Volume" href="http://conector.blogspot.com/2008/01/morte-da-alta-fidelidade.html" target="_blank">guerra</a></span> do<span style="color:#ffffff;"><a title="Loudness war (guerra do volume) no You Tube" href="http://www.youtube.com/watch?v=3Gmex_4hreQ" target="_blank"> </a></span></span></span><span style="color:#c0c0c0;"><span style="color:#ffffff;"><a title="You TUbe" href="http://www.youtube.com/watch?v=3Gmex_4hreQ" target="_blank"><span class="arttext"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">v</span></strong><span style="font-size:16pt;font-family:Arial;">o</span><span style="font-size:18pt;font-family:Arial;">l</span><span style="font-size:28pt;font-family:Arial;">u</span><span style="font-size:32pt;font-family:Arial;">m</span><span style="font-size:40pt;font-family:Arial;">e</span></span></a></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A revolução tecnológica dos últimos anos provocou uma mudança no processo de masterização dos álbuns. Para competirem entre si, A&#38;R, produtores e até os músicos estão pedindo aos engenheiros de masterização, através do sistema de compressão digital, para aumentarem o volume tão alto a ponto de toda a amplitude dinâmica ser cruelmente sacrificada.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><em><span style="font-family:Arial;">(Basicamente, a compressão aumenta o volume dos elementos mais calmos de uma mixagem e mantém estáveis os picos das partes mais altas)</span></em></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A compressão excessiva oculta os detalhes sonoros e retira a força emocional da música, deixando os ouvintes estranhamente indiferentes a ela. Com efeito, o ouvido comprime naturalmente os sons altos para se proteger - por isso associamos a compressão ao volume. O sofisticado cérebro humano evolui para prestar atenção a qualquer som alto, assim, em uma primeira impressão, os sons comprimidos parecem mais empolgantes. Mas são efêmeros. As pesquisas mostram que após alguns minutos o volume constante se torna chato e cansativo.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A verdadeira empolgação surge da variação do ritmo, tonalidade e altura, assim como de uma vasta amplitude sonora, o que, por sua vez, proporciona momentos de pausa e estímulo ao ouvinte - algo que provavelmente não se encontra muito na música pop rock atual. Se quiser um bom exemplo de música barulhenta e sem profundidade, escute a faixa <a title="I bet you look good on the dance floor" href="http://www.youtube.com/watch?v=7XTULcETGqk" target="_blank">"<em>I Bet You Look Good on the Dance Floor</em>"</a> do <em>Artic Monkeys.</em> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span class="arttext"><strong><span style="color:#c0c0c0;">Espiral de downloads...</span></strong><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">No momento, a compressão em MP3 permite criar arquivos menores excluindo as informações musicais que o ouvido humano tem mais dificuldade de escutar. A maior parte das informações excluídas está na parte mais alta e mais baixa (O MP3 não reproduz bem as reverberações por motivos temporários</span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"> semelhantes<span style="font-family:Arial;">). Por essa razão, quando o CD master - que já é comprimido - é queimado com MP3, o efeito de compressão é intensificado ainda mais. O resultado - uma experiência desagradável, irritante, confusa, desinteressante e sem energia.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Assim como o CD substituiu o vinil, o MP3 e outros formatos digitais estão desbancando rapidamente o CD como a forma mais popular de ouvir música, o que significa maior comodidade, porém, com uma qualidade sonora inferior (ainda que isso venha a melhorar com o tempo). Até os audiófilos (apaixonados por som) já mudaram para o formato multimídia - sendo o iPod ou o iPhone o item de aquisição indispensável. Muitos já perderam o interesse nos sistemas sofisticados de som, ao passo que os mais jovens crescem tão acostumados a ouvir música comprimida dinamicamente que, a meu ver, a batalha já está perdida.</span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Mas a história não acaba aqui. Estamos vendo as ramificações desta sutil, porém significativa, mudança de audição nas gravadoras. Veja bem, não se trata apenas da qualidade de áudio. Trata-se da composição, produção. Trata-se da arte...</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><span style="color:#c0c0c0;">A arte pela arte</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"><img src="http://recuo.wordpress.com/files/2008/03/recoil-2.jpg" alt="Arte Pela Arte" /> <span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">O meu </span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">caso é um pouc</span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">o "diferente" já que não sou um artista de grande "sucesso" em termos de vendas comerciais e, nesse sentido, me esforço para ser ouvido assim como milhões de outros músicos. Entretanto, devido a minha história com o <a title="Depeche Mode" href="http://www.myspace.com/depechemode" target="_blank">Depeche Mode</a>, estou tranqüilo, de modo que eu não tive (e continuo não tendo) de adaptar o que eu faço ao que está em voga. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A instabilidade do mercado não me afetou tanto. Com certeza, não influencia a maneira como eu faço música e sim reforça o meu cinismo em relação à injustiça de tão boa música perdida no meio de tanto lixo. Não há nada de novo nisso. A qualidade da rádio comercial não melhorou; as revistas têm um impacto mínimo, a exposição televisiva está mais limitada do que nunca - não obstante os canais da MTV estarem mais marginalizados. Na verdade, a melhor maneira de fazer com que sua música seja ouvida é através dos anúncios da TV.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Deixando de lado a questão da viabilidade por um momento, gostaria de assistir à volta da arte de alta qualidade, abrangendo todas as maravilhas tecnológicas e científicas, fornecidas a um custo que reflita o tempo e o esforço dedicados pelo artista. Podem dizer</span></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> que estou "fora de moda", a</span></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">ssim como alguém que pagasse por uma peça de mobília artesanal, uma roupa de etiqueta ou uma fotografia retratada belamente. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Ao invés de satisfazer os meios de comunicação em massa, porque também não produzir áudio de resolução superior - talvez em DVD, já que esse é um formato com o qual a maioria das pessoas pode interagir sem ter que adquirir um novo equipamento? Combine isso ao trabalho artístico produzido com amor - o qual, no caso de uma opção impressa ser muito cara, pode ao menos ser disponibilizado para download.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Os artigos de colecionadores estão se tornando uma saída em meio ao caos. Faz todo sentido subsidiar a produção de um formato caro para os que realmente apreciam a qualidade e a coletividade e, assim, permitir a mais pessoas gastarem uma quantia mínima pelos elementos fundamentais da obra artística.<span> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Alguns já tentaram, por exemplo, <a title="Magne Furuholmen" href="http://www.magnef.org/" target="_blank">Magne Furuholmen </a>(<a title="A-Ha" href="http://www.myspace.com/aha" target="_blank">A-Ha</a>) lançou e vendeu 300 cópias de um LP discofoto especial de 10 polegadas com capa original pintada à mão, acompanhado de um CD com todas as músicas, além de um pôster e um documentário mostrando a criação da arte. Cada pacote foi vendido a 100 euros. Posteriormente, todas as músicas foram disponibilizadas de graça no <a title="Magne Furuholmen website on MySpace" href="http://www.myspace.com/magnef" target="_blank">MySpace</a>. Essa é uma iniciativa ousada, para a qual eu tiro o chapéu, e que sem dúvida incentivou a cada fã "sério" a também se tornar uma espécie de investidor pessoal.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A implementação bem sucedida de um pacote de DVD/arte/filme como esse por uma grande gravadora </span></span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">é algo que ainda está para ser <span>visto. Não há razão para que isso não aconteça, contanto que a gravadora adote uma visão pragmática em relação aos downloads - que elas possam realmente atuar como uma ferramenta promocional ao invés de gerar uma fonte sustentável de renda.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Mas sugerir um formato é, de fato, o menor dos desafios - a dificuldade, como sempre, é como vendê-lo.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Sem dúvida, tentar conseguir algum tipo de divulgação nas lojas de discos há muito tempo deixou de ser uma opção viável. As cadeias de lojas de discos estão falindo (vide o fechamento recente da ótima cadeia de lojas "Fopp" de Londres) ou estão se transformando em algo diferente - voltadas para games, merchandise, acessórios para iPod e etc. Para garantir a sobrevivência no mercado, com uma política de "não devolução", as lojas de discos põem bastante pressão sobre as gravadoras e só colocam à venda o que será "sucesso garantido" - apenas os artistas de maior vendagem, para evitar que o estoque fique encalhado nas lojas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Quanto à questão do marketing e da estratégia promocional, eu gostaria que a experiência de se escutar pela primeira vez um dos meus álbuns fosse exatamente da maneira como eu imaginei. Por essa razão, nunca mais fornecerei cópias antecipadas de minhas músicas para charlatões fazendo-se passar por jornalistas para que os mesmos as coloquem à venda no E-Bay ou as enviem para o Pirata Bay 3 alguns meses antes do lançamento oficial. Considerando o número de promoção prévia que recebo atualmente, não fará a mínima diferença ao desempenho das vendas. </span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><br />
<span style="font-family:Arial;">Não é que não haja pontos positivos no compartilhamento de arquivos pelos fãs. Certamente há pessoas em lugares remotos do mundo - por exemplo, na Sibéria - que provavelmente só conseguirão escutar minhas músicas dessa forma, mesmo que ainda não com uma excelente qualidade. <span> </span>Não é o ideal, mas é melhor do que não ter nenhuma oportunidade de escutá-las. Até os CDs, na Rússia, é impossível adquiri-los fora das grandes cidades. É por isso que existem fãs astuciosos e empreendedores que compram todo o estoque da cidade e revendem mais barato para outras pessoas de fora.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><span style="color:#c0c0c0;">Da Rússia com amor</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"><img src="http://recuo.wordpress.com/files/2008/03/recoil-3.jpg" alt="Da Rússia com Amor" /> <span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">Há poucos meses, Recoil lançou um CD incluindo um filme e um folheto especial. Vamos analisar o processo. O pacote "Prey'/'Allelujah" foi possível graças à pressão dos fãs; para aqueles que preferem um produto físico - talvez colecionadores, mas também apreciadores de música que preferem o áudio e a qualidade tangível de um CD ao invés dos produtos "sem rosto" que são baixados da Internet. As faixas já estavam disponíveis para download, mas para muitos fãs isso não era o suficiente. O conflito de gerações é evidente.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Após uma apresentação promocional de sucesso em Moscou, um webmaster local do DM/Recoil conseguiu convencer a Gala Records (selo local da EMI - parceira da <a title="Mute Records" href="http://www.mute.com" target="_blank">Mute</a>) que valeria a pena lançar esse disco. Eles concordaram - não sem antes impor algumas condições, veja bem. E então, o que foi combinado?</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Em primeiro lugar, a viagem promocional foi incentivada pelo gerente de um clube de electro<em>.</em> O clube pagou e organizou a visita. Além disso, a Gala arranjou uma divulgação em rádio, imprensa escrita e TV. Os resultados foram mais que animadores. Entretanto, para um lançamento acontecer, havia algumas condições como: os fãs teriam de pagar pela fabricação do disco, implementar estruturas de pagamento para distribuir o disco através de seus próprios sites na Internet, outros teriam de produzir a arte de um livreto de 28 páginas que acompanharia o disco, bem como produzir e dirigir um filme de 9 minutos que seria incluído para a faixa "Allelujah"; o artista (eu) teria de produzir a música em seu próprio estúdio e financiar o seu próprio site junto com um <em>webmaster</em> exclusivo que trabalharia de graça; o artista e os fãs teriam de cuidar da comercialização, promoção e suporte de vendas na Internet. Todos esses serviços foram feitos com muito trabalho e paixão - sem nenhum custo, exceto pelo tempo e dedicação por pura vontade de fazer algo dar certo. Uma iniciativa surpreendente e que me faz sentir bem.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Então, você pode estar se perguntando, o que a gravadora fez? Boa pergunta. A gravadora organizou todas as partes em um todo - o que significa fazer um controle de produção das mixagens das músicas existentes e reunir um encarte de duas páginas com a cópia do selo da arte. O licenciado local acrescentou um jargão jurídico em cirílico ao encarte e avisou a imprensa escrita e a TV. Realmente nada demais, não é?</span></span></span></p>
<p><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Tudo bem, essa não é a regra que, como tal, é um pouco injusta. Foi um tipo de experiência única, um favor, poderia dizer a Gala/Mute. Mas é certamente a maneira como a maioria das coisas está acontecendo. Por que eles não lançam o CD da forma usual? Porque não acreditam que a demanda justifica a dedicação e os custos de fabricação tendo em vista os downloads de música de graça ou a preços baixos. </span></span></span></p>
<p><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">O projeto da Rússia foi uma experiência interessante, mas já se esperava um sucesso limitado devido à visão atual desse país e do consumidor que parecia desconfiar de toda a iniciativa. Não foi a maneira ideal de se tentar vender um produto, mas isso não impede o processo em si de tornar-se perfeitamente viável, contanto que seja implementada uma logística sólida, simplificando e tornando-o confiável para o consumidor. </span></span></span></p>
<p><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><em><span style="font-family:Arial;">(Observação: a despeito dos obstáculos óbvios, nós ainda conseguimos vender todo o estoque planejado antes do lançamento, tal qual era a demanda)</span></em></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">.</span></span></span><span style="color:#999999;"><br />
<span style="color:#c0c0c0;"><span class="arttext"><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';"><br />
</span></span><span class="arttext"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">O pop será sua própria ruína?</span></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"><img src="http://recuo.wordpress.com/files/2008/03/recoil-4.jpg" alt="O Pop Será a Sua Própria Ru�na" /><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"> Para que então se preocupar em assinar contrato com uma gravadora? É o que muitos artistas estão agora se perguntando. Como pensar de outra forma quando o que estão lhes dizendo é que suas gravadoras não podem arcar com mais despesas? Ou que farão um corte no pagamento do artista para investir em marketing? </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">É por isso que estamos vendo uma debandada geral acontecendo, pressionando a já enfraquecida indústria de discos. Os artistas que acham mais fácil não encarar o problema de frente são aqueles que já têm bastante sucesso, complicando a situação ainda mais. Por quê? Porque os similares de <em>Radiohead</em> e <em>Prince</em> podem distribuir suas músicas em um esquema promocional para gerar publicidade a suas respectivas máquinas. Fazendo isso, conseguem ser notados e beneficiam outras áreas. Portanto, com todo mundo agora à espera de baixar música de graça, todos os outros artistas perdem um pouco dos lucros que esperariam obter com a venda de discos, embora o amor e o dinheiro gastos produzindo seus produtos não tenha mudado.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Já desisti de lucrar com o que eu faço há muito tempo. Era de se esperar que eu estivesse cheio de ressentimento e amargura em relação a minha própria gravadora, mas eu não me sinto assim. A Mute é uma vítima nisso tudo. A realidade é que todas as gravadoras estão sofrendo, tentando desesperadamente encontrar soluções enquanto o tapete lhes é puxado debaixo de seus pés.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A EMI impôs muitas restrições de gastos à Mute, que agora está sendo “reformada” e “modernizada" com a centralização dos departamentos e a redução do casting de artistas. O figurão da EMI, Guy Hands, descreve seu negócio como um “modelo sustentável” com a necessidade de “reduzir o desperdício”… Eliminar o lixo. Retórica dissimulada que significa: CORTES! Ele fala em “eliminar as cópias e a burocracia”. Resultado final: dois mil empregos vão ser eliminados.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Ainda mais preocupante é ele afirmar que atualmente 3% de todo o casting de artistas dão lucro e aqueles que nunca darão, não importa como o modelo é alterado, podem dar adeus.</span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><br />
<span style="font-family:Arial;">Até onde eu sei essa é a filosofia da Mute, onde o lucro das obras de maior vendagem é usado para sustentar todos os outros artistas da gravadora. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Arte. Uma gravadora não vende feijão, ela expõe arte para as massas. Uma coisa impossível de quantificar ou medir. Feijão  -  uma coisa que pode ser quantificada, medida.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Mas essa filosofia é válida hoje em dia? Certamente que não, se você é regido por um conglomerado que visa o lucro. O escritório central da Mute (agora parte do prédio da EMI) é hoje uma sombra do seu passado. Algumas almas perdidas vagando em torno de uma paralisia pós-apocalíptica, como numa cena do filme </span></span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Extermínio <em>(28 Days Later)</em>. Há algumas pessoas boas na Mute que estão com as mãos e os pés atados; outras estão amordaçadas, desamparadas, foram abduzidas e seduzidas pela máquina corporativa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Claro que a Mute não poderia apenas levantar e ir embora. Isso seria como tentar colocar sua casa à venda quando você só a está alugando. Eu imagino que Daniel Miller esteja tão preocupado quanto o próximo inquilino. Ele é contratado da EMI e seu futuro, creio eu, é incerto. Talvez ele esteja cansado de todo o negócio, sua visão original foi prejudicada irremediavelmente. Tenho certeza que Daniel Miller ainda nutre pela música a mesma paixão de sempre, mas quem desejaria abrir uma nova gravadora no pé em que está a situação atual?</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Então, o músico pode desempenhar o papel de empresário? É justo esperar que nossos compositores e virtuoses criativos, e com a cabeça nas nuvens, também possuam um diploma em administração de empresas? Bolando suas próprias estratégias e vendendo modelos à medida que progridem? Quer dizer, não foi essa a principal razão para que as gravadoras viessem a existir? A partir da minha própria experiência, simplesmente tentar “administrar”, o que tem sido uma experiência muito pequena, tomou quase os três primeiros meses do ano - tempo valioso que eu poderia ter aproveitado compondo novas músicas. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">O tino para os negócios irá variar, mas é fundamental para os artistas e seus representantes tentar e ficar à frente do jogo, criar novos empreendimentos. Poderemos ver o retorno dos pequenos selos <em>indie</em> direcionados à arte empregando um novo modus operandi (já está acontecendo se você olhar ao seu redor), com custos mínimos, funcionando mais como um suporte logístico aos artistas, organizando a fabricação e a distribuição efetiva dos pedidos por e-mail através dos sites dos artistas e outros pontos de venda relacionados. Agüentar a pressão (O que não significa ter de abandonar a idéia da disponibilidade em massa pelo iTunes ou similares).</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Quem sabe se ao terminar o meu próximo álbum ainda terei um contrato com uma gravadora? Seria uma pena terminar a minha parceira com a Mute após tantos anos bons, mas eu sinto que essa decisão não está em minhas mãos. Vai depender muito do que o futuro reserva para a Mute/EMI e certamente para todas as gravadoras. Pode ser que todos os artistas de maior vendagem da Mute sejam tragados pela máquina da EMI, enquanto que o resto entregue os pontos, inclusive a própria Mute. Esse será um dia muito triste.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="color:#999999;"> <span style="font-family:Arial;">A quem devemos então culpar por toda essa bagunça? Devemos apontar o dedo às gravadoras que não fizeram nada de útil, vendendo relançamentos a preços muito altos durante anos enquanto seus agentes de A&#38;R nos bombardeavam com ídolos pop e “boys band” superficiais e sem personalidade? É justo dizer “… bem, você mereceu…?” Ou vamos acusar o ouvinte médio com o nível de atenção de uma criança de três anos vivendo em uma sociedade descartável, homogeneizada, obcecada por Paris Hilton, superestimulada com várias opções na vida? Uma sociedade que valoriza a trivialidade e aceita a mediocridade sem questionar muito? Ou talvez a decadência tenha evoluído a partir do culto do DJ, quando qualquer um podia regurgitar a essência do rock ‘n’ roll revitalizando todos os clássicos do funk dos anos 70, colocando algumas bobagens de rap em cima e chamando isso de seu próprio trabalho? A música moderna não é mais vista como uma forma de arte? Ou é agora só mais um negócio? </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><span style="font-family:Arial;">Alan Wilder (Obrigado a Bernard Van Isacker por sua colaboração)</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Para obter mais informações sobre o Recoil, acesse os links abaixo:</span></span></span><span style="color:#999999;"><br />
<span class="arttext"><a title="Official Recoil website" href="http://www.recoil.co.uk/" target="_blank">www.recoil.co.uk</a></span><br />
<span class="arttext"><a title="Recoil on MySpace" href="http://www.myspace.com/recoil" target="_blank">www.myspace.com/recoil</a></span><br />
<span class="arttext"><a title="Recoil on facebook" href="http://www.facebook.com/recoil" target="_blank">www.facebook.com/recoil</a><br />
______________________________________________________________________</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#ffffff;"><span class="arttext">Notas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;">- <span style="color:#3366ff;">Música Para as Massas</span>: tradução literal de <em>Music for the Masses</em>, título do sexto disco em estúdio do grupo inglês Depeche Mode, do qual Alan Wilder foi membro, como tecladista e produtor,</span><span style="color:#999999;"> no período de 1982  a 1995.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> - <span style="color:#3366ff;">A &#38; R</span> (Artistas e Repertórios) é o encarregado das gravadoras de contratar bandas e novos talentos.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span> </span>- <span style="color:#ff0000;"><span style="color:#3366ff;">Amplitude dinâmica</span> </span>[Faixa dinâmica]: A relação entre o sinal mais intenso sem distorção e o sinal mais fraco ainda perceptível em um circuito, equipamento ou sistema.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span> </span>- <span style="color:#3366ff;">Espiral de downloads (download spiral)</span> : alusão ao álbum <em>Downward Spiral </em>do Nine Inch Nails. Aqui ele faz um trocadilho entre as palavras <em>downward</em> (para baixo) e <em>download</em> (baixar arquivos/MP3).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> - "<span style="color:#3366ff;">Arte pela arte</span>" é a tradução de uma expressão francesa do século XIX, <em>l'art pour l'art,</em> e exprime a filosofia segunda a qual o valor intrínseco da arte, e somente a "verdadeira" arte, é desassociado de qualquer função didática, moral ou prática. A expressão latina "ars gratia artis" (arte pela arte) aparece no círculo dourado envolvendo o leão no logotipo da <em>Metro-Goldwyn-Mayer</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span> </span>- <span style="color:#3366ff;">Da Rússia com amor</span><em> </em>é a tradução literal de<em> From Russia With Love</em>. Filme norte americano de 1963, o segundo da série 007 com Sean Connery no papel de James Bond. É conhecido no Brasil como "Moscou Contra 007". O filme foi baseado no romance homônimo de Ian Fleming de 1957.<br />
<em>From Russia With Love</em> foi adapatado para um videogame homônimo pela <em>Electronic Arts</em> em 2005.</span></p>
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<title><![CDATA[O Buraco]]></title>
<link>http://hihowareyou.wordpress.com/2008/02/06/o-buraco/</link>
<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 16:49:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>musikadontstopa</dc:creator>
<guid>http://hihowareyou.wordpress.com/2008/02/06/o-buraco/</guid>
<description><![CDATA[Enquanto as vendas de CDs despencam a uma “velocidade” de 15% ao ano e no ano passado assistimos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto as vendas de CDs despencam a uma “velocidade” de 15% ao ano e no ano passado assistimos um aumento de 45% nas vendas digitais, ainda existe – claramente – um buraco entre ambos os números em que as contas das indústria fonográficas não fecham.</p>
<p>Isso já era de se esperar. Vivemos uma época de mudanças radicais em uma indústria que viveu quase 50 anos sem muitos problemas(uma crise do petróleo aqui, quem sabe a única coisa que vem a cabeça), parece enfrentar uma calamidade de proporções catastróficas.</p>
<p>Na mudança do vinil para o CD a industria fonográfica apenas saiu ganhando, as pessoas além de aceitarem o grande mito de que o CD tinha melhor qualidade do que o vinil(tente conversar com alguém que realmente entende da parte técnica de audio e converse sobre os primeiros relançamentos em CD... ou melhor, leia uma entrevista com Neil  Young sobre o que ele acha dos seus discos quando sairam em CD), sairam correndo para o novo formato(que convenhamos, era muito mais prático do que o vinil). Ou seja, na virada dos 80 para os 90, se a indústria começava a dar sinais de enfraquecimento graças aos contratos milionários comissionadores pelas grandes gravadores(não esqueça que os anos 80 foram o ano dos contratos), a rápida ilusão criada pela venda de CDs, ajudou em muito a dar uma sobrevida a mesma.</p>
<p>Na segunda metade dos anos 90, começamos a assistir a queda de vendas dos CDs, por vários motivos, mas ainda nada que fosse alarmante. As majors ainda tinham muitas cartadas em suas mangas, graças ao aprimoramento de suas ferramentas de divulgação, os números nunca foram tão grandes para as mesmas.</p>
<p>De 2001 em diante foi quando as coisas começaram a ficar estranhas. Com a internet, as pessoas passaram a ter acesso gratuíto ao mesmíssimo album que estava nas lojas. Se por um lado, alguns viram a internet virar a maior ferramenta de promoção já criada, as grandes passaram a sentir na pela a diferença de lançar um single e simplesmente não alcançar o mesmo impacto de vendas, afinal, as pessoas podiam baixar o mesmo single gratuitamente na rede, em tempos de banda larga ainda engatinhando, os 10 minutos para baixar uma música eram completamente aceitáveis para uma música. Em pouco tempo, os mesmos 10 minutos eram o necessário para um album completo e neste exato momento em que a banda ficou mais larga a indústria percebeu que uma Guerra estava perdida.</p>
<p>Em 2004 foi anunciada uma pesquisa(, em que era comprovado que os downloads não  tinham efeito direto na venda de discos físicos. Nesta época a venda de downloads começava a ganhar força, mas ainda era um formato completamente negligenciado pelas grandes gravadoras que entraram logo em paranóias de DRM e tornaram o que deveria ser a coisa mais simples do universo, na mais complicada. Tirando o universo Apple/Itunes, a experiência de comprar faixas era uma verdadeira Guerra... sites ensinando como transformar um “arquivo protegido” em compatível com os players que não aceitam DRM... ou seja, uma confusão(que diga-se de passagem ainda persiste).</p>
<p>Possivelmente o passo errado da indústria foi exatamente este de ignorar uma novidade tecnológica. Enquanto as majors gastavam rios de dinheiro em promoção e verba artística(que é necessário dizer não vai em toda sua totalidade para o artísta), nenhum centavo(ok, sendo mais realista, poucos centavos) em tecnologia. Enquanto a música na internet ainda dava passos largos, as majors ainda não conseguiam entender nem como a divulgação na internet era feita. Foram pegos com calça curta em absolutamente todas as novas tendencies(myspace/facebook/mp3blog/podcast). E como consequência, ao embarcar nas nas novidades, pagaram caro ao aliar-se as mesmas.</p>
<p>Isto fica claro ao analisar o que tem acontecido na indústria fonográfica. Em teoria este buraco nos formatos, não deveria existir. Caso desde o começo o novo formato(digital) tivesse sido abraçado da mesma maneira que o CD foi abraçado. Nunca consegui achar um artigo em que as majors reclamavam do CD, mas é só fazer uma pequena pesquisa para achar “internet matou a música”. A internet não matou a música, pelo contrário, parece ser claro que hoje em dia, mais pessoas escutam música e mesmo que seja um assunto completamente diferente, que não pode ser confundido com a internet(mas tem sua ligação), uma pequena andada na rua é suficiente para ficar claro de que mais e mais pessoas andam com seus players portáteis.</p>
<p>O grande dilema deste buraco é a maneira que ele será tampado. De onde vem este dinheiro? Se milhões de pessoas tem seu mp3 player a tiracolo, em teoria, as empresas podem(como já fazem) colocar suas marcas nos ouvidos destas pessoas. Uma parte destas pessoas estão dispostas a pagar pela música? OBVIAMENTE QUE SIM! As vendas digitais aumentam a cada ano de maneira vertiginosa. Ou seja, a resposta está em diminuir custos e ficar mais ágil, ambas resoluções que parecem ser absolutamente inviáveis para as majors, que são grandes elefantes, que uma vez em movimento(não esqueça de que vivemos 50 anos de prosperidade), vão demorar alguns anos para mudar sua atitude.</p>
<p>Por isso pessoas como Guy Hands, o novo manda chuva da EMI estão sendo críticadas pelo óbvio. Hands veio do mundo das finanças, para ele entender que a EMI gasta 1 milhão de dólares em bebidas, mulheres e presentes para fazer a engrenagem funcionar, soa insano. Para ele entrar em uma discussão com o Radiohead em que a banda pede para ter suas masters de volta soa insano, principalmente nos dias de hoje, em que catálogo é tudo(não vou entrar na questão de mérito contratual, afinal a banda assinou o contrato sabendo muito bem o que estava fazendo). Por isso que Robbin Willians fica nervoso, porque ele sabe que os seus dias de glória acabaram. Por isso o Coldplay fica ressabiado, o mundo do seu último disco é muito diferente do que acontece hoje. A 10 anos, um disco de sucesso era 2/3 maior do que é hoje, sucesso na indústria da música não necessariamente se converte em vendas de discos.</p>
<p>E o pior é que a uns bons anos, a indústria da música ao vivo virou a grande desculpa para as perdas na indústria fonográfica. Isso justifica os INSANOS contratos de 360 graus que não servem para absolutamente nada a não ser justificar o tamanho dos elefantes. Quando a Warner Brothers terá qualquer tipo de conhecimento para gerir a carreira de seus artistas, quando nem o seu próprio core business eles conseguem tocar? Mais uma vez, é apenas uma grande  desculpa para continuar com as operações do tamanho que estão, dar uma sobrevida de mais alguns anos para os presidentes destas empresas, que logo logo não terão para aonde atirar.</p>
<p>Sim, existe dinheiro nas apresentações ao vivo. É óbvio que as pessoas tem mais disposição de gastar dinheiro com um show do que com a compra de um disco, pois o disco hoje em dia não precisa nem ser mais comprado, ele está de graça na rede. Contudo, mais uma vez o público parece ser negligenciado nesta “negociata”. É só dar uma olhada em qualquer materia sobre as reuniões de grandes artistas que movimentam a maior parted a indústria dam úsica ao vivo. As pessoas estão simplesmente ficando de saco cheio de grandes shows em que a experiência do entretenimento é tão limitada quanto assistir um DVD em casa. Se por um tempo isso colou, hoje em dia, praticamente todas as bandas já voltaram mais do que uma vez... quem sabe seja esta a razão de toda a comoção em torno do Led Zeppelin? Tirando eles, quem mais falta voltar? Smiths? Stone Roses? As reuniões que foram o grande hit do circuito ao vivo, acabaram de selar a morte do mesmo. Porque em anos, pouco foi investido em casa de pequeno-médio porte, de onde as novas faces deveriam surgir... ou seja, por algum tempo mais uma crise será instaurada.</p>
<p>Dito tudo isso, fica claro de que a coisa está feia? Mas para quem? Para qualquer pessoa que trabalha com música vivemos o pior e o melhor momento da história. O melhor porque hoje em dia a internet permite o fim da barreira entre artista e público e carreiras são construidas da maneira mais organica possível. Contudo, este modelo ainda não está em pleno vapor, porque o dinheiro nesta empreitada está escasso. As gravadoras(e nisso eu incluo tb as distribuidoras tradicionais) perderam a chance de abraçar estes novos artistas, ou abraçaram tardiamente quando os managers e as estruturas que suportam o artista chegaram com cifrões grandes para exigir grandes valores das mesmas. As gravadoras(e isto inclui as independentes), não tem velocidade suficiente para serem mais ágeis que o hype, o artista da internet de hoje, já está ultrapassado na semana que vem, o que dizer de 6 meses ou um ano depois quando o disco for lançado no maldito formato físico?</p>
<p>Ao mesmo tempo, a estrutura para vendas on-line ainda não esta totalmente implementada. Pergunte para alguém sobre o tamanho da fila para entrar no Itunes? Existem agregadores que podem fazer este trabalho para você, mas aonde está o fim das barreiras que a internet prometia tanto? Vamos trocar as gravadoras físicas pelos agregadores? Ou seja, toda a utopia de um mundo sem muitas barreiras é exatamente isto: um sonho?</p>
<p>A verdade é só uma: ninguém sabe o que vai acontecer. O declínio das vendas de CDs cavou um buraco na planice da indústria fonográfica, quando a internet se consolidou nesta indústria, foi cavado mais um buraco, no exato momento que a coisa parecia ter ficada OK graças as novíssima forma de divulgação; com a falha das grandes em capitalizar com as vendas digitais, mais um escavação foi realizada e hoje em dia vivemos em uma trincheira, e o pior não sabemos para qual lado atirar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Idiota]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/29/o-idiota/</link>
<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 04:36:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8216;Algún idiota ha hecho creer que nos forramos vendiendo CDs&#8216;.

Carlos López preside a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span class="articuloentradillaellayel">'<em>Algún idiota ha hecho creer que nos forramos vendiendo CDs</em>'.</span></p>
<p><img src="http://www2.xlsemanal.com/upload/articulos/fotos/33_1_1011XL13800_1173095735.jpg" height="249" width="280" /></p>
<p><strong>Carlos Lópe</strong>z preside a <span class="articuloentradillaellayel"><strong>Sony&#38;BMG España. <a href="http://xlsemanal.com/web/articulo.php?id=13917&#38;id_edicion=1867">Em entrevista à revista online XLSemanal</a> ele fala sobre a crise da indústria fonográfica:  </strong></span></p>
<p><font color="#333399"><strong>XL. El <em>top manta</em> ya es historia. ¿El enemigo ahora es Internet?<br />
C.L.</strong> Internet es un amigo siempre que se pague lo que se baja. El problema es que un idiota ha hecho creer que las multinacionales ganan mucho cada vez que venden un CD, porque ha dicho que vale 30 céntimos y se vende a 12 euros.</font></p>
<p><font color="#333399"><strong>XL. ¿Y qué le responde usted al idiota?<br />
C.L.</strong> Pues yo le digo: «Mira, idiota, porque eres idiota, grabar ese disco no cuesta menos de 50.000 euros. Y si se venden 10.000 copias, te darás cuenta de que cuesta cinco euros sólo la grabación. Y si no te importa, idiota, el artista y el autor aún no se han llevado nada y tienen que comer de esto. Y, además, hay que pagar el IVA y, después, llevarlo a una tienda que marca un 40 por ciento del precio… Entonces, querido idiota, no es que nadie te esté robando dinero, es que el mercado es así».</font></p>
<p>Penso que o Carlos López desconhece a etimologia da palavra 'idiota', que em grego servia para designar todos aqueles que não se importavam com o destino da cidade, vivendo assim um solipsismo social. <strong>Por esse ângulo, quem é o idiota?</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vendas digitais vão substituir os cds?]]></title>
<link>http://lopezfreire.wordpress.com/2007/11/28/vendas-digitais-vao-substituir-os-cds/</link>
<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 11:46:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>derbynha</dc:creator>
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<description><![CDATA[De acordo com um estudo desenvolvido pela RadioInk não. Segundo o blog O Segundo Choque, sim. Trago]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com um estudo desenvolvido pela <a href="http://www.radioink.com/HeadlineEntry.asp?hid=140151&#38;pt=todaysnews" target="_blank">RadioInk</a> não. Segundo o <a href="http://osegundochoque.blogia.com/2007/112601-as-vendas-digitais-de-musica-n-o-v-o-substituir-o-cd-t-o-cedo.php" target="_blank">blog O Segundo Choque</a>, sim. Trago aqui, através do Blog, um trecho do estudo:</p>
<p>«A new study from Jupiter Research has found that, <strong>though digital music sales will continue to grow over the next five years, those sales won't be enough to offset the loss from declining CD sales</strong>. In five years digital will account for more than one-third of music sales, says Jupiter, with spending on digital music rising to $3.4 billion by 2012. But with CD sales continuing to fall, "That means digital music sales will not compensate for lost CD sales in five years," said Jupiter VP/Research Director David Card. "Nor will they return the overall industry to growth. But that's where the growth is."<br />
<strong>Downloads will be replacing CD purchase for "many -- but not most -- music buyers,"</strong> according to the report, while Napster- or Rhapsody-style subscription services "will appeal primarily to niche audiences."»</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vendas digitais de música vão crescer, mas não o suficiente para salvar a indústria ]]></title>
<link>http://revistaonline.wordpress.com/2007/11/22/vendas-digitais-de-musica-vao-crescer-mas-nao-o-suficiente-para-salvar-a-industria/</link>
<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 21:16:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Revista Online ;-)</dc:creator>
<guid>http://revistaonline.wordpress.com/2007/11/22/vendas-digitais-de-musica-vao-crescer-mas-nao-o-suficiente-para-salvar-a-industria/</guid>
<description><![CDATA[Estudo da Júpiter Research aponta que faturamento previsto de 3,4 bilhões de dólares até 2012 n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><font color="#808080">Estudo da Júpiter Research aponta que faturamento previsto de 3,4 bilhões de dólares até 2012 não será suficiente para fazer setor voltar a crescer</font></strong></p>
<p>Mesmo com o crescimento das vendas das músicas digitais, o retorno financeiro não será suficiente para salvar a indústria da música. A opinião é do Jupiter Research que aponta que ainda que as compras digitais de música vão ser responsáveis por um terço dos gastos em música digital nos Estados Unidos até 2012, o montante movimentado não é equivalente a perda em vendas de CD neste período.</p>
<p>Chamado de “Previsão da Música nos EUA, 2007 – 2012”, o relatório aponta ainda que os gastos com compra de música digital vão atingir 3,4 bilhões de dólares nos próximos cinco anos, mas a venda de CD vai continuar a cair em ritmo agressivo.</p>
<p>David Card, vice-presidente do instituto, disse no levantamento que ainda que o crescimento em digital não supere as perdas nos CDs e não vá fazer a indústria como um todo crescer, as músicas digitais são onde o crescimento está acontecendo. Ele destacou, para o futuro, a possibilidade de oferecer serviços sob demanda de assinaturas para atuar em mercados de nicho.<br />
Mesmo com o crescimento das músicas digitais, alguns usuários ainda vão preferir os CDs. “O negócio de fazer download de músicas é uma alternativa, não uma substituição aos CDs. Ainda existem consumidores que preferem um produto tangível”, disse em comunicado para a imprensa David Schatsky, presidente da Júpiter Research.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Piratebay usa domínio da IFPI]]></title>
<link>http://cabrunco.wordpress.com/2007/10/23/piratebay-usa-dominio-da-ifpi/</link>
<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 17:42:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>lamps</dc:creator>
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<description><![CDATA[Significa Federação Internacional da Indústria Fonográfica. Mas alguém deu um vacilo, e o ender]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Significa Federação Internacional da Indústria Fonográfica. Mas alguém deu um vacilo, e o endereço http://www.ifpi.com/ifpi/, nas barbas da <a href="http://www.ifpi.com">IFPI</a>, virou coisa dos suecos!</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.ifpi.com/ifpi/ifpi.png" height="66" width="430" /></p>
<p>Batizaram o endereço de  International Federation of Pirates Interests, vamos ver quanto tempo dura a brincadeira. =p</p>
<p>Retirado do blog da <a href="http://info.abril.com.br/blog/sandra/index.shtml">Sandra Carvalho</a>, da (suspeita) revista Info, editora (culpada) Abril.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Informação está no seu melhor quando é livre!]]></title>
<link>http://inforfree.wordpress.com/2007/10/07/informacao-esta-no-seu-melhor-quando-e-livre/</link>
<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 01:20:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>stevesobral</dc:creator>
<guid>http://inforfree.wordpress.com/2007/10/07/informacao-esta-no-seu-melhor-quando-e-livre/</guid>
<description><![CDATA[Jamie Thomas, 32 anos, cidadã do estado de Minnessota nos EUA. Agora você se perguntar quem é ess]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoBodyText" align="justify">Jamie Thomas, 32 anos, cidadã do estado de Minnessota nos EUA. Agora você se perguntar quem é essa mulher (quem diabos é essa sujeita?). Eu lhe respondo, ela é a primeira pessoa a ir a um julgamento por júri popular com a acusação de trocar ilegalmente músicas na internet, violando aqueles direitos autorais (copyright). O resultado desse “julgamento” saiu a alguns dias, e foi o seguinte: “mãe solteira indeniza indústria fonográfica em 220 mil dólares”. Duzentos e vinte mil dólares, serão descontados dessa mãe solteira de 32 anos com dois filhos. Ela compartilhava quase 1,7 mil músicas pela internet, eu já compartilhei 2 mil músicas pelo programa soulseek e continuaria compartilhando se meu PC não fosse tão inútil em alguns momentos de sua existência. Volto agora ao ponto critico deste texto, condenar alguém por compartilhar músicas na net, isso é ridículo, existem coisas mais importantes para se julgar nesse mundo. Pensemos um pouco, a culpa é da globalização, então que a processe. Não nos esquecemos dos grandes sites de buscas e suas ramificações (google, yahoo, youtube) deveriam ser processados também por toda essa disponibilização que eles oferecem. Só porque a Jamie não gera lucros para essas grandes industrias ela merece ser condena com um valor que de fato ela não possui. Esses burgueses fonográficos estão lutando contra a pirataria errada, esse tipo de pirataria que a Jamie exercia é limpa e aceitável, mas a pirataria criminosa, que usa dinheiro do tráfico e da exploração infantil para se manter firme no “comércio” deveria ser combatida de forma hostil. E todo mundo compartilha seus mp3’s na internet mesmo isso não vai acabar nem tão cedo camaradas, viva a idiotice alheia!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><!--[if !supportEmptyParas]--> <!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">Copyleft, informação livre na base da porrada! <span> </span><span> </span><span>   </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Carta aberta de Gerd Leonhard]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/07/03/carta-aberta-de-gerd-leonhard/</link>
<pubDate>Tue, 03 Jul 2007 19:26:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/07/03/carta-aberta-de-gerd-leonhard/</guid>
<description><![CDATA[Carta aberta de Gerd Leonhard para a Indústria Fonográfica Independente – a Música 2.0 e o Futu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Carta aberta de Gerd Leonhard para a Indústria Fonográfica Independente – a Música 2.0 e o Futuro da Música são seus – se você conseguir resistir à tentação de se tornar apenas outro cartel da música.</strong></p>
<p>Original <a href="http://www.gerdleonhard.net/2007/07/gerd-leonhards-.html">English version</a></p>
<p><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/3.0/88x31.png" alt="CC License" /><br />
<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/deed.pt">Atribuição-Uso Não-Comercial-Compatilhamento pela mesma licença 3.0 Genérica</a></p>
<p><em>Portuguese translation/Tradução para o português: Juliano M. Polimeno</em></p>
<p>Hoje eu quero apresentar minha visão daquilo que gosto de chamar de “<a href="http://rocketsurgeon.squarespace.com/music-20-directory/">Música 2.0</a>” – a próxima geração da indústria musical que está sendo criada enquanto conversamos. Este novo modelo é dramaticamente diferente: muitas maneiras velhas de fazer as coisas, muitos relacionamentos antigos e muitas tradições obsoletas não podem e não irão sobreviver.</p>
<p>Eu quero seduzi-los, líderes da indústria fonográfica independente, para trilhar esta nova estrada comigo, lançar-se, deixar algumas de suas concepções e de suas “religiões” de lado e ousar uma mudança – porque isto é necessário para poder virar o barco.</p>
<p><a href="http://www.phonobase.com/blog/2007/02/15/traducao-da-carta-aberta-de-gerd-leonhard/">Leia aqui a íntegra do texto</a><br />
<br><br />
<br></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Nota Single]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/07/02/nota-single/</link>
<pubDate>Mon, 02 Jul 2007 15:30:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/07/02/nota-single/</guid>
<description><![CDATA[A própria indústria fonográfica colaborou e continua colaborando para que grande parte do valor d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A própria indústria fonográfica colaborou e continua colaborando para que grande parte do valor de um CD (enquanto grupo de faixas sob o mesmo invólucro) recaia sobre faixas individuais. Vide a estratégia vastamente disseminada da "música de trabalho". Mataram o single, mas mantiveram a estratégia de marketing para faixas individuais e imaginaram que essa faixa individual pudesse vender consigo mais 10 ou 12 músicas. A grande diferença? O preço. Pagar R$30 só pela "música de trabalho"? Olá, P2P.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Similar services...]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/27/similar-services/</link>
<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 20:16:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/27/similar-services/</guid>
<description><![CDATA[This is like this.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.sellaband.com">This</a> is like <a href="http://www.slicethepie.com">this</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Interview with Pim Betist from Sellaband]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/23/interview-with-pim-betist-from-sellaband/</link>
<pubDate>Sat, 23 Jun 2007 15:51:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/23/interview-with-pim-betist-from-sellaband/</guid>
<description><![CDATA[Listen to the podcast HERE.
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Listen to the podcast <a href="http://recordings.talkshoe.com/TC-19875/TS-27575.mp3">HERE</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Record Industry's Decline]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/22/the-record-industrys-decline/</link>
<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 21:56:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/22/the-record-industrys-decline/</guid>
<description><![CDATA[The first part of a two-part series on the decline of the record industry published on Rolling Stone]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.rollingstone.com/news/story/15137581/the_record_industrys_decline">The first part</a> of a two-part series on the decline of the record industry published on Rolling Stone mag.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um novo momento para a música]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/17/um-novo-momento-para-a-musica/</link>
<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 16:13:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/17/um-novo-momento-para-a-musica/</guid>
<description><![CDATA[Militão Ricardo especial para o jornal O Povo
O ciclo de prosperidade das grandes gravadoras estran]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Militão Ricardo especial para o jornal <a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/704524.html">O Povo</a></p>
<p><em>O ciclo de prosperidade das grandes gravadoras estrangeiras pode estar chegando ao fim. As mudanças no mercado fonográfico apontam para novas tendências e mostram, com velocidade, que o volume de gravações está crescendo no ritmo da transformações</em></p>
<p>O modelo de produção fonográfica está passando por um período de mudança no Brasil e no mundo. Neste momento dezenas de novas empresas fonográficas nacionais surgem em todos os cantos do Brasil, colocando no mercado uma variedade grande de estilos e generos, dando vazão para o grande mosaico cultural e sonoro do país. Os caminhos tradicionais de acesso do público a esta música ainda são dominados pelas grandes gravadoras multinacionais, mas este modelo está dando claros sinais de esgotamento. Uma saudável mudança está em curso. Novos canais surgem para trazer boa música aos nossos ouvidos.</p>
<p>O ciclo de prosperidade destas grandes gravadoras estrangeiras parece estar chegando ao fim. Estamos tendo indícios que o modelo da indústria fonográfica está mudando. A quatro anos atrás uma major lançava dez títulos por mês, em média. Hoje lança dez por ano. Mas os artistas continuam compondo e gravando, mais do que nunca. Neste período recente surgiram no país dezenas de pequenas gravadoras, impulsionadas pela paixão musical de seus donos e de sua vontade de viver da produção de discos. Eles produzem e divulgam trabalhos dos mais variados gêneros produzidos do Oiapoque ao Chuí. Elas estão gradualmente ocupando o espaço deixado pelas majors. Atualmente grandes artistas como Gal Costa, Maria Bethânia e Chico Buarque de Holanda estão lançando seus discos pela gravadora Biscoito Fino, uma empresa brasileira. A gravadora Paulista Trama, capitaneada por João Marcelo Bôscoli (filho de Elis Regina e Ronaldo Bôscoli) tem se dedicado a ocupar nichos de mercado que não interessavam às multinacionais. Um de seus maiores sucessos é o site Trama Virtual, onde qualquer músico ou banda independente tem espaço para publicar seu material na internet. Estas são empresas já de médio porte, que contam com recursos de investidores. Ainda constituem uma minoria.</p>
<p>O grande exemplo do potencial desta indústria é o fenômeno da cena do Tecnobrega, no Pará, onde surgiu a Banda Calypso. O grupo vendeu mais de 1 milhoes e cem mil cópias de um disco produzido pelo próprio grupo, divulgado pela internet e em CDs copiados em computador e vendido através dos camelôs. Este grupo venceu as barreiras comerciais da grande indústria. Seu início, no entanto foi simples e humilde.</p>
<p>Em sua grande maioria os selos independentes brasileiros são pequenas empresas que contam com pouquíssimos recursos para a produção e principalmente para a divulgação e a comercialização dos CDs ou fonogramas. Gravar um CD hoje é fácil. A indústria da eletrônica teve um notável desenvolvimento nos últimos dez anos, e hoje é possível montar um bom estúdio em qualquer lugar do Brasil. Um CD pode ser gravado em casa, com boa qualidade, no que depender da disponibilidade de equipamento. Difícil é divulgar e vender. A administração da empresa também é uma pedra no caminho em um setor onde tradicionalmente as pessoas eram mais avessas a questões burocráticas. Esse é um dos pontos fracos do setor. Aliás, cultura gerencial é um problema das micro-empresas de todos os setores no Brasil.</p>
<p>Novas iniciativas tem surgido e novos espaços se abrem para a divulgação e a comercialização da música produzida no Brasil. A internet é hoje o principal espaço de divulgação dos artistas independentes e de articulação dos produtores, na medida em que possibilita a comunicação rápida, ágil e barata entre pessoas separadas por longas distâncias. Já são conhecidos diversos casos de músicos brasileiros que estão fazendo shows na Europa devido à divulgação de seus trabalhos realizada pela rede mundial de computadores. Chico Corrêa, da Paraíba, BNegão, do Rio de Janeiro são dois deles. Uma rede de produtores de eventos musicais se organizou a partir do centro-oeste brasileiro e hoje abrange o país todo através da Associação Brasileira de Festivais Independentes - ABRAFIN (www.abrafin.com.br). A entidade surgiu a partir do trabalho de músicos e produtores de Cuiabá - o Espaço Cubo, Recife (Abril pro Rock), Goiânia (festival Bananada), Brasilia e hoje abrange o Acre, Rio Grande do Norte, Pará e Paraná, entre outros. São na maioria eventos de produção espartana, realizados com poucos recursos, mas que estão possibilitando algum retorno financeiro para a cadeia produtiva da Música. Bandas independentes de diversos cantos do país estão fazendo este circuito e se apresentando para platéias que já conhecem suas músicas graças à intenet e ao trabalho de distribuidoras de CDs como a Trattore, que se especializou no mercado independente. Outro recurso que tem dado resultado é a venda de CDs e camisetas na porta do show. Desta forma, selos como o Senhor F, de Brasilia, nascido a partir do site de mesmo nome (www.senhorf.com.br), lança discos de bandas como a Los Porongas, do Acre e Superguidis, de Guaiba, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Além dos festivais o mercado de música independente começa a amadurecer através de um circuito de Feiras comerciais e artísticas e de associações de classe, como a Associação Brasileira de Música Independente - ABMI (www.abmi.com.br), que reúne mais de cem pequenas e médias gravadoras brasileiras. A entidade tem obtido avanços para seus associados, como a inserção de música independente brasileira na loja iTunes, da empresa americana de computadores Apple, ou mesmo de melhores condições de negociação com a Associação Brasileira das Editoras Musicais, o que possibilitou aos independentes pagar direitos autorais pela gravação de obras após o lançamento dos CDs, algo que só era concedido às grandes gravadoras.</p>
<p>O circuito de Feiras está fortalecendo a indústria musical independente, promovendo o encontro de produtores, músicos, divulgadores, fornecedores, representantes do poder público e de entidades de classe que estão fazendo acordos comerciais, dialogando, trocando idéias e fortalecendo um mercado que é considerado pela Unesco como dono de um enorme potencial gerador de empregos, distribuição de renda e desenvolvimento social através da cultura. Diversos estados já promovem Feiras musicais periódicas, como Pernambuco, Ceará e o Distrito federal. A Feira Internacional da Música Independente - FMI, de Brasília (www.fmi2007.com.br) reuniu durante três dias músicos de 17 países em Maio último. Naquele evento foram negociados contratos de distribuição de artistas Belgas para o Brasil, de Artistas brasileiros do selo GRV para a Europa e foi fechado contrato para a realização do Reggae Sunsplash Festival em Brasilia, em 2008. E o mais importante: mais de 1.000 CDs de produção independente foram vendidos em três dias. O público demonstrou interesse pela música oferecida na FMI, que voltará a ser realizada em 2008 com apoio de grande patrocinadores como a Petrobrás.</p>
<p>Entidades públicas e privadas começam a entender o potencial econômico da indústria musical independente e apoiar o setor através de políticas públicas e projetos. O professor Luis Carlos Prestes Filho, da PUC do Rio de Janeiro realizou um minucioso estudo onde comprovou com metodologia econométrica o capacidade da música de gerar renda, ao estudar uma pequena cidade do interior do estado do Rio de Janeiro que tornou-se atração turística devido à sua tradição de serestas. Baseado neste e em outros estudos o Ministério da Cultura tem realizado programas para fortalecer as chamadas economias criativas. O ministro Gilberto Gil tem realizados esforços para propagar esta visão entre os setores empresariais brasileiros, geralmente avessos à indústria da cultura, que nos Estados Unidos, por exemplo, movimenta mais dinheiro do que a indústria automobilística. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae - tem dado apoio à produção e exportação de CDs no Ceará, em Pernambuco, Goiás, Distrito Federal e em São Paulo através de programas de qualificação gerencial e de divulgação da produção independente. O Brasil começa a acordar para o fato de que além de exportar soja ou produtos primários, nossa música tem o potencial para trazer muitos dólares para o país.</p>
<p>O consumo de bens culturais depende de distribuição de renda e da universalização da educação, itens deficitários na sociedade brasileira. As dificuldades estruturais são muitas. Mas a vocação musical do povo brasileiro e os recentes avanços observados permitem visualizar possibilidades interessantes para os próximos anos. A instalação do sistema de rádio e TV aberta com tecnologia digital no Brasil oferecerá mais canais de divulgação de larga escala. Se a legislação e a política de concessão de canais passarem a atender mais ao público ouvinte e aos pequenos e médios produtores poderemos ter um fortalecimento ainda maior da produção musical independente.</p>
<p><em><strong>MILITÃO RICARDO</strong> é produtor, músico, jornalista e professor do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), no Rio Grande do Sul. mrmaya@uol.com.br </em></p>
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<title><![CDATA[Entre o disco e a música gravada]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/17/entre-o-disco-e-a-musica-gravada/</link>
<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 16:06:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/17/entre-o-disco-e-a-musica-gravada/</guid>
<description><![CDATA[Marcia Tosta Dias especial para o jornal O Povo
A nova indústria da música lucrou nos primeiros an]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Marcia Tosta Dias <a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/704521.html">especial para o jornal O Povo</a></p>
<p><em>A nova indústria da música lucrou nos primeiros anos com a regravação em massa de vários discos, mas teve de enfrentar a queda do domínio na produção de discos</em></p>
<p>A grande indústria fonográfica, no Brasil e no mundo, seguiu sempre de perto os rumos da industrialização, da modernização. Como ramo específico da chamada indústria cultural, logo cedo revelou um conjunto de características essenciais desse tipo de negócio, que manteve há até pouco tempo. No Brasil, sua produção mais substanciosa se deu a partir dos anos 1930. Por exemplo, Carmen Miranda, antes</p>
<p>Desde então, seguindo moldes que já naquela altura eram globalizados, as grandes companhias fonográficas transnacionais orientaram sua expansão pelo mundo e sua atividade em duas direções principais e complementares: a proposição de inovações técnicas capazes de reproduzir o som com fidelidade cada vez maior (o hardware) e de conteúdos a serem reproduzidos por tais máquinas (o software) que trazem consigo a tarefa de expressar os valores de uma determinada cultura em forma de música. Regra geral, se seguiu a estratégia de trabalhar com artistas/ discos de catálogo, formado por tais expressões da cultura, que sempre vendem discos, mesmo que em menor número e a dos artistas/ discos de sucesso, que reinventam constantemente fórmulas musicais repetitivas e de fácil acesso, que podem vender até milhões de discos.</p>
<p>Em ritmos variados, tais mecanismos integrados foram animando um negócio extremamente lucrativo, mas que, num país como o Brasil, deixava seguindo à margem boa parte da grandiosa fertilidade musical que sempre o caracterizou.</p>
<p>A caminhada foi relativamente lenta até os anos 1970, quando toda indústria cultural brasileira teve grande expansão. A indústria fonográfica, com crescimento exemplar fez o país figurar entre os maiores mercados de discos do mundo, posição que se manteve com variações até o final dos anos 1980. Mas muita coisa mudou.</p>
<p>Hoje é alvo de grande debate a transformação trazida pelas tecnologias digitais para o contexto da produção fonográfica. O deveria ter sido somente mais um melhoramento técnico para as gravações, como outras tantas vistas, se transformou primeiramente, em fonte de lucro fácil para as companhias, com as regravações em CD dos discos registrados em vinil. Mas a mesma popularização da tecnologia, que permitiu esse primeiro retorno lucrativo, trouxe consigo uma bomba: a indústria fonográfica mundial não poderia mais manter o seu poder pelo domínio fechado sobre a produção de discos. A questão foi aos poucos promovendo uma crise sem precedentes na história desse ramo da indústria cultural, com grande queda nos lucros e baixa nos investimentos.</p>
<p>A tecnologia digital é fluida, dispersa, é de todo mundo e não é de ninguém; está em todo o lugar e ao mesmo tempo em lugar nenhum. Por isso a luta contra a pirataria - a principal causa da queda nos lucros e na produção - é tão difícil. A própria noção de pirataria está em xeque, pois uma vez considerada crime, coloca uma grande parcela dos cidadãos do mundo em maus lençóis, se tomarmos como referência o crescimento vertiginoso do número de downloads hoje praticados.</p>
<p>Por outro lado, os músicos se aproximaram dos meios de registro de suas obras, com liberdade estética e técnica, como nunca se pôde pensar. Há uma produção altamente substanciosa circulando via difusão digital, estimulando inclusive o circuito de apresentações ao vivo, apesar do forte gargalo operado pela grande mídia.</p>
<p>Mas a questão deve ser posta: qual o papel das grandes gravadoras no panorama atual, vão elas desaparecer ou voltarão triunfantes ao seu posto de liderança depois de alguma estratégia inovadora?</p>
<p>Penso que há uma tendência prospectiva de desaparecimento desse tipo de business; aliás nunca a dimensão de business teve tanta evidência, considerando que a aura de difusores de cultura sempre a enevoou. Já nos anos 90 quando as companhias fonográficas passaram por grande reestruturação, elas próprias se entendiam como escritórios de gerenciamento e marketing de produtos musicais.</p>
<p>Mas vejo duas outras questões como as mais inquietantes do panorama. A primeira aponta para a forma como a indústria fonográfica tem se apropriado das tecnologias de difusão musical altamente sofisticadas produzidas por provedores ilegais (Napster, Kazza, etc). A partir de processos judiciais, as companhias legalizam o que até então era "pirata", e fica tudo certo. A segunda, aponta para o iminente fim do álbum, do disco, como formato primordial das obras fonográficas, considerando o acesso, legal ou não, às faixas isoladas, às "músicas" descoladas do todo que um dia integraram verdadeiras obras de arte. Temos agora música gravada e não mais simplesmente discos. Então finalmente podemos deixar um pouco de lado a dimensão do business: esse é um problema dos rumos de nossa cultura produção musical substanciosa que precisa chegar ao ouvinte. É preciso refletir sobre o sentido da música que fazemos e daquela que queremos.</p>
<p><em><strong>Marcia Tosta Dias</strong> é socióloga e autora do livro "<a href="http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=85-85934-53-0">Os Donos da Voz</a>" publicado pela Boitempo Editorial. </em></p>
<p><em>PS: O livro de Márcia é um dos poucos trabalhos sobre a indústria fonográfica no Brasil e foi fonte inicial de minhas pesquisas e atividades. Além disso, Márcia foi de grande ajuda colocando à minha disposição seu acervo de notícias, artigos e uma série de trabalhos sobre a indústria fonográfica. Isso sem falar nos papos...</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Acabou o CD?]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/17/acabou-o-cd/</link>
<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 16:03:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/17/acabou-o-cd/</guid>
<description><![CDATA[do jornal O Povo
A indúsria fonográfica está descobrindo novas formas de portabilidade da música]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>do jornal <a href="http://www.opovo.com.br/opovo/vidaearte/704513.html">O Povo</a></p>
<p><em>A indúsria fonográfica está descobrindo novas formas de portabilidade da música pressionada pela onda de novidades tecnológicas e no comportamento dos consumidores</em></p>
<p>Quando João era um adolescente - isso há uns 20 anos -, ele ficava no quarto imaginando formas de descobrir o que estava acontecendo no mundo. "Hoje, você tem a possibilidade de procurar música do seu quarto. Só percebe a grandiosidade disso quem na adolescência não teve", conta João Marcello Bôscoli, hoje dono da gravadora Trama. Leo Bigode, dono do selo independente Monstro Discos, lembra que há 20 anos dava um duro danado para importar revistas e gravar fitas cassetes. "Hoje é um hype atrás de outro, tudo movido pelo furacão internet". Carlos Affonso, professor da Fundação Getúlio Vargas e adepto do Creative Commons (veja página 4), lembra que há 20 anos a pessoa que comprava um LP queria simplesmente ter acesso ao disco e tocá-lo em sua vitrola. Simples assim. "Hoje, o usuário quer interagir, samplear, trabalhar com a música muito mais. Por isso, 'ouvinte' é um nome ruim. A questão não é só acesso, como a gente tinha há 20 anos. Hoje, os usuários estão se tornando novos artistas, através da interatividade e da colaboração". Myspace, Youtube, mp3, iTune, eMule, Orkut, mastertone... Admirável mundo (nem tão) novo, que traz ondas sonoras em rap ou em blues na rapidez de um "clique".</p>
<p>Revolução digital. É quase um lugar-comum usar, em 2007, expressão futurista dos anos 1980 e 1990. Mas é sobre a plataforma online que o mercado mundial de música passa, hoje, por transformações simplesmente inimagináveis 20 anos atrás. Uma das principais é o declínio do formato físico. Somente em 2005, pesquisa mais recente feita pela Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), a queda registrada nas vendas da indústria fonográfica brasileira foi de 12,9% em valores de reais e 20% em unidades vendidas. Para Paulo Rosa, presidente da ABPD, a saída da indústria fonográfica é disponibilizar cada vez mais repertório musical digital, com portabilidade, interoperabilidade e preço adequado. "Diversificar e investir no digital, tanto na internet como na telefonia móvel como alternativas de distribuição viáveis, mas sem esquecer os suportes físicos", afirma. Mesmo com as quedas, no Brasil, CDs, DVDs e outros suportes físicos ainda representam 98% do faturamento do mercado fonográfico. Isso porque a venda de música online ainda não deslanchou - ao contrário do download gratuito e ilegal, que só faz aumentar (ver quadro página 5).</p>
<p>O iMusica foi o primeiro site a trabalhar no Brasil com venda online de músicas, ainda em 2000. É a "velha-guarda da música digital", como brinca o dono Felipe Lerena. O iMusica, provedor de plataforma e conteúdo (white label) para MSN, Yahoo! e Som Livre, dentre outros, somente ano passado ganhou "concorrentes": o Sonora, do portal Terra, e o UOL. "Muito em breve esse modelo à la carte que a gente faz hoje (a pessoa escolhe e paga pelo álbum ou pela faixa) vai ser substituído por outros sistemas, como o de assinatura. Você vai poder consumir música sem perceber que está comprando. Ou vai ganhar música de um serviço, de um produto de marca. Existem diversas maneiras de você fazer consumo sem que as pessoas percebam". Lerena acredita que a entrada no mercado de mais dois sites especializados vai ajudar na formação de hábito. Além de vender músicas para internet e celular, o iMusica é agregador de conteúdo de música brasileira em sites internacionais e trabalha com o coolnex, um cartão pré-pago ("raspadinha do download") que vem com um código para ser digitado no site a fim de se ter acesso a um conteúdo específico.</p>
<p>Mas as cerca de 30 mil baixações por mês ainda fica muito aquém do que Lerena acha que poderia ser. "Talvez o mercado na internet nunca alavanque verdadeiramente, do jeito que a gente acha que o de celular vai ser. Porque o celular no Brasil tem uma penetração fantástica". A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) estima que 90% de todas as vendas digitais feitas no Brasil sejam destinadas para celulares, a maioria mastertone. De fato, se é para pensar em possibilidades de mercado, basta olhar os números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): o total de celulares em abril de 2007 ultrapassa a marca de 100 milhões, enquanto os usuários de internet banda-larga do primeiro trimestre do ano somam pouco mais de seis milhões. "Em qual mercado você quer estar?", provoca Lerena.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Antes que a música morra novos e mais modelos surgirão...]]></title>
<link>http://surround.wordpress.com/2007/06/13/antes-que-a-musica-morra-novos-e-mais-modelos-surgirao/</link>
<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 15:37:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ju Polimeno</dc:creator>
<guid>http://surround.wordpress.com/2007/06/13/antes-que-a-musica-morra-novos-e-mais-modelos-surgirao/</guid>
<description><![CDATA[
Image from Rocketsurgeon
Ou você acha pouco?
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://rocketsurgeon.squarespace.com/storage/images/music20logos_small.jpg" alt="Music 2.0" /><br />
<em>Image from <a href="http://rocketsurgeon.squarespace.com/articles/2007/5/17/the-logos-of-music-20.html">Rocketsurgeon</a></em></p>
<p>Ou você acha pouco?</p>
]]></content:encoded>
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