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	<title>industria-cultural &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/industria-cultural/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "industria-cultural"</description>
	<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 22:27:21 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Pela liberdade na internet]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=857</link>
<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 02:00:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>maritamari</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=857</guid>
<description><![CDATA[André Lemos e Sérgio Amadeu para a revista Fórum
Os autores alertam para as consequencias nefasta]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/07/liberdade-para-as-ondas.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-875" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/07/liberdade-para-as-ondas.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><strong>André Lemos</strong> e <strong>Sérgio Amadeu</strong> para a revista <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=3444">Fórum</a></p>
<p><em>Os autores alertam para as consequencias nefastas, para toda a sociedade brasileira, se for ratificado o projeto, já aprovado no Senado, de autoria de Eduardo Azeredo.</em></p>
<p>A internet ampliou de forma inédita a comunicação humana, permitindo um avanço planetário na maneira de produzir, distribuir e consumir conhecimento, seja ele escrito, imagético ou sonoro. Construída colaborativamente, a rede é uma das maiores expressões da diversidade cultural e da criatividade social do século 20. Descentralizada, a internet baseia-se na interatividade e na possibilidade de todos tornarem-se produtores e não apenas consumidores de informação, como impera ainda na era das mídias de massa.<!--more--></p>
<p>Na internet, a liberdade de criação de conteúdos alimenta, e é alimentada, pela liberdade de criação de novos formatos midiáticos, de novos programas, de novas tecnologias, de novas redes sociais. A liberdade é a base da criação do conhecimento. E ela está na base do desenvolvimento e da sobrevivência da internet.</p>
<p>A internet é uma rede de redes, sempre em construção e coletiva. Ela é o palco de uma nova cultura humanista que coloca, pela primeira vez, a humanidade perante ela mesma ao oferecer oportunidades reais de comunicação entre os povos. E não falamos do futuro. Estamos falando do presente. Uma realidade com desigualdades regionais, mas planetária em seu crescimento. O uso dos computadores e das redes são hoje incontornáveis, oferecendo oportunidades de trabalho, de educação e de lazer a milhares de brasileiros. Vejam o impacto das redes sociais, dos software livres, do e-mail, da Web, dos fóruns de discussão, dos telefones celulares cada vez mais integrados à internet. O que vemos na rede é, efetivamente, troca, colaboração, sociabilidade, produção de informação, ebulição cultural.</p>
<p>A internet requalificou as práticas colaborativas, reunificou as artes e as ciências, superando uma divisão erguida no mundo mecânico da era industrial. A internet representa, ainda que sempre em potência, a mais nova expressão da liberdade humana. E nós brasileiros sabemos muito bem disso. A internet oferece uma oportunidade ímpar a países periféricos e emergentes na nova sociedade da informação.</p>
<p>Mesmo com todas as desigualdades sociais, nós, brasileiros, somo usuários criativos e expressivos na rede. Basta ver os números (IBOPE/NetRatikng): somos mais de 22 milhões de usuários, em crescimento a cada mês; somos os usuários que mais ficam on-line no mundo: mais de 22h em média por mês. E notem que as categorias que mais crescem são, justamente, "educação e carreira", ou seja, acesso à sites educacionais e profissionais. Devemos assim, estimular o uso e a democratização da internet no Brasil.</p>
<p>Necessitamos fazer crescer a rede, e não travá-la. Precisamos dar acesso a todos os brasileiros e estimulá-los a produzir conhecimento, cultura, e com isso poder melhorar suas condições de existência. Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral.</p>
<p>O substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.</p>
<p>Se, como diz o projeto de lei, é crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida", não podemos mais fazer nada na rede. O simples ato de acessar um site já seria um crime por "cópia sem pedir autorização" na memória "viva" (RAM) temporária do computador. Deveríamos considerar todos os browsers ilegais por criarem caches de páginas sem pedir autorização, e sem mesmo avisar aos mais comum dos usuários que eles estão copiando. Citar um trecho de uma matéria de um jornal ou outra publicação on-line em um blog, também seria crime.</p>
<p>O projeto, se aprovado, colocaria a prática do "blogging" na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao "transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado", "sem pedir a autorização dos autores" (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.</p>
<p>O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos... Como podemos criar algo que não tenha, de uma forma ou de outra, surgido ou sido transferido por algum "dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular"? Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável.</p>
<p>Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil. Experiências com Software Livres e Creative Commons já demonstraram que isso é possível. Devemos estimular a colaboração e enriquecimento cultural, não o plágio, o roubo e a cópia improdutiva e estagnante. E a internet é um importante instrumento nesse sentido. Mas esse projeto coloca tudo no mesmo saco. Uso criativo, com respeito ao outro, passa, na internet, a ser considerado crime.</p>
<p>Projetos como esses prestam um desserviço à sociedade e à cultura brasileiras, travam o desenvolvimento humano e colocam o país definitivamente para debaixo do tapete da história da sociedade da informação no século 21. Por estas razões nós, pesquisadores e professores universitários apelamos aos congressistas brasileiros que rejeitem o projeto Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo ao projeto de Lei da Câmara 89/2003, e Projetos de Lei do Senado n. 137/2000, e n. 76/2000, pois atenta contra a liberdade, a criatividade, a privacidade e a disseminação de conhecimento na internet brasileira.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["em defesa da cultura", por maurício trindade]]></title>
<link>http://tabuleirocultural.wordpress.com/?p=312</link>
<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 03:29:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>tabuleirocultural</dc:creator>
<guid>http://tabuleirocultural.wordpress.com/?p=312</guid>
<description><![CDATA[


mauricio trindade
sociólogo - GEDES SESC S.P.
BRA - são paulo 



&#8220;em defesa da cultu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<h3><span style="color:#0000ee;text-decoration:underline;"><a href="http://tabuleirocultural.wordpress.com/files/2008/03/mauricio.jpg"></a><a href="http://tabuleirocultural.wordpress.com/files/2008/04/mauricio3.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-163" src="http://tabuleirocultural.wordpress.com/files/2008/04/mauricio3.jpg" alt="" /></a></span></h3>
<h3>
<h4>mauricio trindade</h4>
<h4>sociólogo - GEDES <a title="SESC S.P." href="http://www.sescsp.org.br/"><span>SESC</span></a> S.P.</h4>
<h4>BRA - são paulo </h4>
</h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3><span lang="PT-BR">"em defesa da cultura"</span></h3>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"> </p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A palavra <em>cultura</em>, tanto no campo acadêmico quanto na vida cotidiana, é complexa e, por assim dizer, polissêmica; realidade que promove há tempos, para o bem e para o mal, uma gama tão ampla de usos e diferenciações que a sua conceituação encontra-se cada vez mais permeada de questões. Não por acaso, Terry Eagleton, pensador inglês da área de literatura, manifesta insatisfação quanto à dualidade nela presente (o significado antropológico amplo e o sentido estético rígido), chegando mesmo a afirmar que <em>cultura</em> é um dos dois ou três termos para os quais há maior dificuldade de consenso no âmbito das Ciências Humanas<a name="_ftnref" href="#_ftn1"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[1]</span></span></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Já em voga no século XV, seu sentido etimológico - do latim <em>culturae,</em> significando ação, processo ou efeito de cuidar, tratar, venerar (física ou moralmente) – remete a um ato que deve ser duradouro, atencioso, sempre reposto e renovado; ato que é percebido como essencial para a consecução de um resultado que se almeja. Assim como a sua base elementar deixa manifesta, no decorrer do século XX até hoje a palavra cultura vem sendo utilizada tanto para descrever todos os aspectos característicos de uma forma de vida particular como também para denotar somente o sistema de valores (políticos, religiosos, sociais) nela implícitos<a name="_ftnref" href="#_ftn2"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[2]</span></span></a>. O estudo da cultura no primeiro sentido é comumente realizado por pesquisadores no campo da História, Antropologia e Sociologia, ao passo que no segundo sentido são as áreas de Filosofia, Filologia e derivadas (como, por exemplo, os Estudos Culturais<a name="_ftnref" href="#_ftn3"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[3]</span></span></a> no mundo anglo-saxônico) que se destacam. O que não excetua, é claro, a existência de estudos plurais, inter/trans-disciplinares, cada vez mais constantes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">É preciso ressalvar, portanto, que está presente nessas duas posturas a idéia de que a cultura é um agente causal, sendo diretamente responsável pelo processo de humanização e, correspondentemente, pelo processo civilizador (Norbert Elias) e suas adaptações - que podemos designar de sociogênese e psicogênese -, introduzidas por meios que são absolutamente humanos e, ainda, <em>modeladores</em> da condição humana. Ou seja, em sintonia com o argumento do antropólogo Clifford Geertz a respeito do termo, na história da humanidade o fator preponderante para a nossa constituição psíquica e genética deveu-se às mudanças que ocorreram não só nos aspectos biológicos, mas nos aspectos (culturais) de transformação de si e do meio para a própria adaptação dos homens, de sorte que um nível (ou níveis) de mudança engendrou o outro, constituindo-se de maneira inter-relacional, respectiva e consecutivamente. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Este <em>sentido</em> precisa estar claro, justamente num momento em que a pesquisa geneticista procura encontrar respostas imanentes para certos modos de ação e emoção humanos. Também é imprescindível esclarecer que <em>cultura</em> vai além do simples conceito ou idéia; antes, é uma “relação de causalidade” entre o homem e a realidade, o que supera a velha dicotomia natureza <em>versus</em> cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O reconhecimento do aspecto de causalidade, então, presenteia-nos com inúmeras interrogações sobre a maneira pela qual a cultura se encontra envolvida no cabedal de constituição de estruturas sociais “modeladoras” e “modeladas”, de objetivação e subjetivação de sujeitos na vida que levamos em sociedade. Tem-se uma dupla face de Janos que revela a sua importância. Porque “modelar”, aqui, é um termo oportuno: toda ação cultural está direta ou indiretamente voltada ao Outro e à realidade, e gera conseqüências a curto, médio e longo prazo. Pode ser a ação lenta e cautelosa do aprendiz, mas também ligeira e eficiente do prestidigitador; pode estar relacionada ao cuidado artístico infinitesimal ou ao toque de descalabro brutal; uma ação às vezes facilmente inapreensível, mas nem por isso inexistente, de busca de (res)significação da realidade ou de manutenção de relações e/ou intencionalidade de transformações; de mostrar acertos e erros que são observados às vezes <em>a priori</em> e costumeiramente <em>a posteriori</em> – enfim, uma ação que não se encerra em si mesma, já que é relacional por excelência: remete à pluralidade de um “eu”, ao “todo” (ou “totalidade”); ao solapamento ou à instauração de um novo signo, um referente, um significante e significado a mais etc. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Acrescente-se que o resultado da “modelação” só é efetivo no devir - na História. Unida à imaginação, a ação cultural ou a cultura em ação (ambas formando quase que uma asserção tautológica, já que a cultura está para a ação assim como o sangue está para o corpo) responde pelos desígnios in-conscientes da humanidade, em estreita sintonia com o mote benjaminiano: “monumentos da cultura / monumentos da barbárie”. Em outros termos, mesmo a partir de épocas de barbárie é necessário e possível fazer surgir o seu indicativo crítico e negativo, agindo e escrevendo a história cultural “a contrapelo”. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Porém, nova ressalva: o reconhecimento dessa dualidade não significa, de um lado, a defesa de uma postura niilista, em que a cultura foge a qualquer prescrição objetiva ou visada analítica, assim como, por outro lado, não se afirma a total determinação de uma ação cultural, cujo corolário é alcançar a essência ou unilateralidade de um resultado idealizado. Trata-se, não obstante, de praticar a crítica e lançar mão da análise dialética, observando o “positivo” e o “negativo” cultural que se escondem sob a fachada que está à mostra, de forma que ao positivo se desbaste o negativo e ao negativo se conflua para o positivo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Em resumo, a cultura é o equivalente do homem. Como em <em>Mann ist Mann</em>, de Bertolt Brecht: “um homem é um homem: não se trata da fidelidade à sua própria essência, e sim da disposição constante para receber uma nova essência.”<a name="_ftnref" href="#_ftn4"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[4]</span></span></a> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se esse ponto é procedente e começar a ser observado, os discursos políticos sobre cultura, exercidos por quem quer que seja, precisam deixar manifestos os seus pressupostos e valores; mais do que isso, precisam reconhecer e exercer o caráter relacional, contínuo e prolongado que está presente no sentido <em>forte</em> de cultura,<span>  </span>destacado aqui, em contraposição aos discursos de ocasião, sem continuidade, que congelam a ação cultural em atos dispersos e pontuais. Só assim, pensando no que a cultura detém de educacional, teremos sujeitos co-ativos (agindo em parceria, e não em coação), unidos - digamos, <em>à la</em> Emile Durkheim, o sociólogo francês -<span>  </span>pela confluência de desiderabilidades.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Dos elementos discutidos até aqui, cabe focar rapidamente a noção de “sujeito”, justamente o ponto nevrálgico onde se permite entender a operação de causalidade da cultura e o seu aspecto relacional, conforme apresentado acima.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A noção de sujeito utilizada neste texto parte da consideração de que a socialização e a formação da subjetividade estão essencialmente ligadas e são produzidas culturalmente (e não só economicamente), no âmbito das relações sociais predominantes em determinada época histórica. Nesse sentido, atualmente vivemos em uma configuração de sociedade sob o poder absoluto do capital e de sua cultura correspondente, que é da ordem do <em>sistema</em>. Isso significa que as diversas esferas que a constituem – como no caso de sua esfera cultural – passam a operar na lógica da relação de troca, em que tudo se reduz ao denominador comum da concorrência, da permutabilidade e da equivalência. Em outra via, isso também é delimitar, na abrangência do sistema, que os sujeitos detêm individualidade e personalidade na medida em que estas podem ser abstraídas ou equiparadas a algo pertencente ao estado de coisas valorizado pelo processo civilizador de tal sistema reinante. Nos termos de Adorno &#38; Horkheimer, “<em>personality </em>significa [para as pessoas] pouco mais do que possuir dentes deslumbrantemente brancos e estar livres do suor nas axilas [...]”<a name="_ftnref" href="#_ftn5"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[5]</span></span></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Entretanto, para deixar manifesto, os sujeitos estão longe de serem pensados, aqui, e precipitadamente, como agentes passivos e sem consciência desse processo. Porque, como aspecto cultural, é preciso reconhecer a <em>interação</em> que ocorre e que está unida à relação entre indivíduo e sociedade, e isso sem hipostasiar unilateralmente qualquer um dos elementos deste par como absolutamente determinante sobre o outro. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">De maneira diversa, não basta dizer que não sendo passivos, os sujeitos decifram a realidade cada um ao seu modo – o que é uma frase vazia -, pois, com o desenvolvimento econômico-político capitalista e sua cultura correspondente, que exige a entronização do princípio de concorrência, o que tem predominado é, por um lado, a <em>adaptação</em>, a qual, por sua vez, leva à <em>integração</em>. Se, de fato, “a compreensão clara da interação entre indivíduo e a sociedade tem uma conseqüência de maior importância [...] na idéia de que o homem só atinge a sua existência própria, como indivíduo, numa sociedade justa e humana”, o que se observa no estado de coisas atual é que “a sociedade, que estimulou o desenvolvimento do indivíduo, desenvolve-se agora, ela própria, afastando de si o indivíduo, a quem destronou”<a name="_ftnref" href="#_ftn6"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[6]</span></span></a>. Deveríamos falar, então, não de passividade, e sim, por outro lado, de um tipo muito heterônomo de <em>conformismo -</em> pois, no limite, divisa-se que “quem resiste só pode sobreviver integrando-se”<a name="_ftnref" href="#_ftn7"><span class="MsoFootnoteReference"><span>[7]</span></span></a>. Eis a tríade<em>: adaptação, conformismo, integração</em>. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Nesse percurso, há majoritariamente pseudo-individualidades, porque o individual foi substituído pelo “estereotipado” – e esta afirmação vale sobremaneira para os adeptos da cultura “jovem” (que não é mais simplesmente um período ou faixa de idade, mas um modo de ser), subsumida que está por valores e estilos padronizados, relativos à vestimenta, ao corte de cabelo, à música preferida, aos lugares que freqüenta sob o signo da diversão, etc - <em>locus</em> privilegiado da indústria cultural. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Correlativamente, a cultura, assumindo sua pertinência na forma de crítica social – como um pensamento que identifica as contradições da nossa realidade - engendra meios de ocasionar a suspensão dessa tríade, ao menos momentaneamente, e mostrar que a construção de um novo mundo é possível. Tal é a <em>Entzauberung</em> <em>der Welt</em> (desencantamento do mundo), acrescente-se, que muitos artistas procuram propiciar quanto ao modo de entendimento da nossa realidade imediata, que surge às vezes como dada, petrificada,<em> naturalizada</em>.<span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Com essa avaliação, embora rápida, espera-se contribuir para o pensamento e a análise da importância da cultura dentro de seus moldes causais e relacionais. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A construção de um mundo melhor, sinônimo de “uma sociedade justa e humana”, passa também, sem sombra de dúvidas, pela ação cultural – ou melhor, se realiza por ela. Não é mais possível ouvir e sustentar comodamente os discursos de propaganda cultural que servem a espúrios objetivos eleitoreiros ou de jogada de marketing, introduzidos num aqui e agora que se desintegra no momento mesmo em que deveria tomar forma uma práxis que seja realmente ação efetiva, programática e sistemática. Tal práxis, enfim, afasta-se do “caminho pecaminoso” de ser simplesmente um discurso, quase sempre vazio de conteúdo e de significação transformadora, e aproxima-se daquilo que inaugura o novo no horizonte da história.</span></p>
<div>
<hr size="1" />
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn1" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[1]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> Cf. EAGLETON, Terry. <em>A idéia de cultura</em>. São Paulo, UNESP, 2005.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn2" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[2]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> A partir de sua proveniência, eis algumas acepções típicas do termo cultura: 1) <em>Agricultura</em>: a) ação de cultivar a terra; b) produto de tal cultivo, plantação etc., c) produção com técnicas especiais; 2) <em>Biologia</em>: a) cultivo de célula ou tecido vivo, b) criação de alguns seres vivos (moluscos, peixes etc.); 3) <em>Derivação</em> (sentido figurado): a) o rol de conhecimentos, b) o saber de uma pessoa ou grupo social etc.; 4) <em>Antropologia</em>: a) conjunto de padrões de comportamento, crenças, conhecimentos, costumes etc. que distinguem um grupo social; b) forma ou etapa das tradições e valores intelectuais, morais, espirituais etc., c) caracterização de uma civilização específica, d) complexo de atividades, instituições, padrões sociais ligados à criação e difusão das belas-artes, ciências humanas e afins etc. Ainda há os usos em <em>locuções e derivações</em>, com sentidos antropológico e sociológico: cultura de massa; cultura de consumo; cultura erudita / cultura clássica; cultura popular / cultura tradicional / cultura folclórica; cultura física (prática de esportes e ginástica etc.); cultura brasileira; indústria cultural; cultura empresarial; cultura política; cultura religiosa etc. Esses exemplos, diga-se, não pretendem esgotar os muitos usos que se fazem presentes em nossa contemporaneidade e que surgem a cada dia.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn3" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[3]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> Cf. ORTIZ, Renato. ‘Estudos Culturais’. In: <em>Tempo Social – revista de sociologia da USP</em>. V.16 (nº1), junho de 2004, p.119 – 127.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn4" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[4]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> Cf. BENJAMIN, Walter (1996) ‘Que é o teatro épico? Um estudo sobre Brecht’ In: <em>Magia e Técnica, Arte e Política – Obras Escolhidas</em>. São Paulo, Brasiliense, p.86.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoNormal"><a name="_ftn5" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[5]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> ADORNO, Theodor &#38; HORKHEIMER, Max. (1997) <em>Dialética do Esclarecimento</em>. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, p.156.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn6" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[6]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> ADORNO, Theodor &#38; HORKHEIMER, Max. ‘Indivíduo’ In: <em>Temas Básicos da Sociologia</em>. São Paulo, Cultrix, 1973, p.54-55.</span></p>
</div>
<div id="ftn">
<p class="MsoFootnoteText"><a name="_ftn7" href="#_ftnref"><span class="MsoFootnoteReference"><span lang="PT-BR"><span>[7]</span></span></span></a><span lang="PT-BR"> idem, 1997, p.123.</span></p>
</div>
</div>
<p><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[WALL-E]]></title>
<link>http://tlivre.wordpress.com/?p=335</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 04:47:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>lindolfo Roberto</dc:creator>
<guid>http://tlivre.wordpress.com/?p=335</guid>
<description><![CDATA[É, quem diria na época que Toy Story deflagaria o rompimento da fronteira que separaria adultos da]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://somethingaboutfilm.files.wordpress.com/2008/03/walle.jpg" alt="" />É, quem diria na época que Toy Story deflagaria o rompimento da fronteira que separaria adultos da crianças nas filas de cinema... Pois é, depois que se adotou a computação gráfica como forma de se fazer desenhos animados, os roteiros distanciados (nem sempre) da "pequena sereia, as tiradas engraçadas que fazem todos, de 8 a 80 rolarem de rir, nunca mais o mundo dos desenhos foi o mesmo. Vamos lá, tem espaço para todo mundo: Família de super heróis, ogros, monstros de armário, carros, galinhas, Rato cozinheiro, esquilo glacial, pombos militares, peixes palhaços, formigas, pinguim surfista, abelha rebelde, putz, tanta coisa (comentem, eu não vou conseguir lembrar de tudo que já foi feito)...</p>
<p>Bem, como estão previstos muitos, porrilhões de novas animações das marcas Disney, Pixar, Dreamworks e afinidades de estúdios e produtoras para os próximos semestres, vou me ater apenas ao lançamento DESTA semana, WALL-E.</p>
<p>WALL-E é um robô que limpa a terra. A futurista terra do ano de 2007, inabitrável devido a seu excesso de lixo. Nesse futuro nem os humanos mais frequentam a terra, pois moram em uma nave chamada Axiom. É quando o robozinho simpático tem a oportunidade de conhecer os humanos. Aí começa a ventura.</p>
<p>Sinopse feita, é válido notar a questão ambiental aí retratada. É interessante notar como agora nós vemos tantas empresas, orgãos, estúdios, emissoras falando sobre a preservação do planeta. Será só para manter o rótulo de responsabilidade ambiental? Será que estamos fazendo algo realmente ou só falando sobre a importância de se fazer algo? Será que as crianças (e seus pais) sairão do cinema pensando de forma diferente e evitando jogar lixo pela janela do carro?</p>
<p>Por enquanto basta esperar que o filme seja bom, e evitar jogar pipoca no chão quando sair da sala de cinema (entre várias outras "pequenas" medidas, é claro).</p>
<p>Lá dentro tem quem limpe. Lá fora, nem sempre.</p>
<p>Fonte: imagem retirada do site http://somethingaboutfilm.files.wordpress.com/2008/03/walle.jpg</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais do Flash Pops e Guy Debord]]></title>
<link>http://osmaismais.wordpress.com/?p=75</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 07:09:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>osmaismais</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Como foi dito no post anterior, percebi que alguns posts do blog continuavam ativos, mantendo uma p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://osmaismais.files.wordpress.com/2008/06/flash-pops2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-79" src="http://osmaismais.wordpress.com/files/2008/06/flash-pops2.jpg" alt="marcas e logotipos" width="550" height="368" /></a></p>
<p>Como foi dito no <a href="http://osmaismais.wordpress.com/2008/06/24/de-volta-ao-planeta/" target="_blank">post anterior</a>, percebi que alguns posts do blog continuavam ativos, mantendo uma popularidade boa mesmo sem este site ser atualizado. Um desses posts foi o do joguinho do <a href="http://osmaismais.wordpress.com/2007/12/05/vc-sabe-geografia-e-bandeiras/" target="_blank">flash pops das bandeiras de países</a>. Esse jogo em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adobe_Flash" target="_blank">flash</a> é interessante porque é educativo sem ser chato, e dá uma certa impaciência quando a gente sabe que viu isso em algum lugar mas não sabe o nome.</p>
<p>Esse é só um dos muitos jogos presentes no site do <a href="http://www2.uol.com.br/flashpops/" target="_blank">Flash Pops</a>. Dentre eles eu destaco o <a href="http://www2.uol.com.br/flashpops/jogos/marcas.shtml" target="_blank">marcas e logotipos</a>, que testa a memória do jogador em relação a logos de empresas de renome nacional e internacional. É engraçado que mesmo que não saibamos os nomes das logos, existe sempre a sensação de que já as vimos em algum lugar.</p>
<p>E não atribuo isso a dejá-vù's, mas ao bombardeamento visual que sofremos constantemente. Seja quando ligamos a TV, ou acessamos a internet, ou quando passamos por outdoors nas ruas e avenidas. Até, abrindo-se um parêntesis aqu, uma vez em que fui usar o banheiro num bar no <a href="http://www.iu.art.br/?p=797" target="_blank">Triângulo</a>, em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_(Esp%C3%ADrito_Santo)" target="_blank">Vitória</a>, deparei com um <a href="http://m3viral.blogspot.com/2006/03/publicidade-no-banheiro.html" target="_blank">cartaz em cima de um mictório</a>! Mérito dos publicitários...veja só, mesmo apertado e <em>ligeiramente</em> ébrio lembro com bastante clareza o fato.</p>
<p>Para finalizar e não deixar este assunto morrer, indico o livro do Guy Debord, "<a href="http://www.geocities.com/projetoperiferia4/se.htm" target="_blank">A Sociedade do Espetáculo</a>", para uma leitura atenta. Bom para que acha importante compreender o contexto em que a nossa sociedade está envolvida e até se emancipar, de certa forma, desse bombardeio cultural.</p>
<p style="text-align:right;">
<p style="text-align:right;"><em>Pedro Mesidor</em></p>
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<title><![CDATA[Video-Clipe e a Industria Cultural]]></title>
<link>http://clipss.wordpress.com/?p=27</link>
<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 20:45:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>grupomm</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para entendermos melhor esse fenômeno devemos antes de tudo definir o que seria cultura:
&#8220;O c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para entendermos melhor esse fenômeno devemos antes de tudo definir o que seria cultura:</p>
<p>"O conceito de cultura está intimamente ligado às expressões da autenticidade, da integridade e da liberdade. Ela é uma manifestação coletiva que reúne heranças do passado, modos de ser do presente e aspirações, isto é, o delineamento do futuro desejado.”</p>
<p>Cultura é muito mais do que hoje em dia nós denominamos de “arte” (que seria música, cinema, poesia etc...) seria toda a raiz de uma população, é o que eles tem de mais íntimo e comum, com o que eles se identificam, quem eles são, tudo que circunda tal povo, todas as formas de criação intelectual nas ciências humanas, naturais e exatas que foram criadas por tais ao decorrer de séculos. É a esse conjunto de atividades que se deveria denominar de cultura, ela é a alma de um povo.<br />
A indústria cultural é o avesso desse conceito e vai contra todos os princípios, ela faz com que a cultura passe a ser consumida e industrializada como uma coisa qualquer.<br />
O video-clipe também é uma ferramenta dessa indústria. Uma ferramenta, diga-se de passagem, muito esficaz e importante, ele foi basicamente criado com o intúito de vender música. Todo aquele aparato visial magnífico que os video-clipes têm hoje em dia servem justamente para dar o toque final, fascinar a quem ouve e vê a música, fazendo com que o público goste dela mesmo sendo pobre e ordinária.<br />
Por ser um produto altamente estético e submetedor de opiniões (já que é massivamente reproduzido na televisão, principalmente na mtv e atinge um público alvo jovem, que ainda está com sua opinião em formação) ele acaba por ganhar força imensa e acaba sendo dominador, poia a maioria dos jovens acabam seguindo e se inspirando na estética e atitudes desse tipo de video-clipe, O produto da indústria culural.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Industria Cultural]]></title>
<link>http://clipss.wordpress.com/?p=26</link>
<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 20:43:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>grupomm</dc:creator>
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<description><![CDATA[Comunicação seria um processo que envolve troca de informações entre pessoas ou objetos. O homem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Comunicação seria um processo que envolve troca de informações entre pessoas ou objetos. O homem, por ser um ser social, desenvolveu-a para comunicar-se com o seu semelhante</p>
<p>Graças a revolução industrial (que gerou novas tecnologias, produção e consumo em massa) e surgimento das grandes metrópoles, os meios de comunicação tiveram de crescer e se aprimorar para dar conta de informar essa grande massa que se formava nas cidades, como tais foram desenvolvidos na mesma época em que todas as transformações sedimentavam a mentalidade de uma sociedade do consumo e da imagem (valores da contemporaneidade também correram para este caminho, nasce então a indústria cultural, que tem como produto a cultura de massa (cultura em série a para um grande número de pessoas) que é veiculada nos meios de comunicação de massa.<br />
<em>Cria conteúdos para a massa, ou seja, programas de televisão, filmes, músicas, peças de teatro etc... que atinjam todas as classes de uma sociedade (possuem uma linguagem acessível a qualquer cidadão) e os industrializa, faz milhares de reproduções similares a um só padrão, (que se tornou padrão por ter dado certo, ou seja, ter vendido muito, dado muito lucro) e assim faz-se o fordismo da cultura.</em><br />
Hollywood é um belo exemplo desse fordismo cultural, o objetivo de seus filmes em sua esmagadora maioria é vender (veja por exemplo as comédias romanticas, filmes de ação e suspense, pare pra pensar, não é tudo igual?)<br />
A indústria cultural impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente.<br />
O que ela faz com as pessoas é uma espécie de lavagem cerebral, bombardeiam-nos com produtos sem inovação, contento smepre a mesma linguagem, nós ficamos com aquilo carimbado na nossa cabeça, e sem evolução, quase nunca tendo coisas novas para assistir e nada de idéias e conceitos novos para absorver.</p>
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<title><![CDATA[Influência em outras mídias]]></title>
<link>http://clipss.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 20:08:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>grupomm</dc:creator>
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<description><![CDATA[A estética videoclipe influenciou outras manifestações audiovisuais, como a produção de TV, Cin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A estética videoclipe influenciou outras manifestações audiovisuais, como a produção de TV, Cinema e videoarte. Mais recentemente, dos final dos anos 1990 em diante, diversos diretores de clipes musicais têm se tornado cineastas e realizado filmes que inspiram inovações de forma e linguagem na indústria cinematográfica.</p>
<p>Alguns filmes que tem chamado a atenção por causa das novas formas com que tratam a imagem cinematográfica e a aplicação da "estética videoclipe" à construção fílmica são, "Clube da Luta" (Fight Club), "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" (Amélie Poulain) e "Cidade de Deus" (idem). Há, entre eles, muitas distinções, porém um fato em comum: trazem uma nova plasticidade imagética, como montagem acelerada e grafismos.</p>
<p>A estética videoclipe também exerceu forte influência sobre o mercado publicitário, levando os profissionais de propaganda a buscar anúncios cada vez mais impactantes e sintonizados com tendências estéticas mais recentes quanto possível.</p>
<p>Além da influência considerável do videoclipe nos jogos eletrônicos.</p>
<p>Segundo o diretor de programação da MTV, Zico Gomes, "o videoclipe não pertence mais à televisão. Ele está ligado ao mundo digital e outras mídias atendem melhor a essa demanda." De acordo com ele os clipes "derrubam a audiência" e só entrarão no programação se estiverem “a serviço” do programa. A idéia da emissora é que os espectadores passem a assistir aos vídeos pelo "MTV Overdrive", o canal de banda larga da emissora.</p>
<p>As mudanças na MTV acontecem depois da expansão da banda larga e do You Tube no Brasil e do avanço de novos canais em UHF --MixTV e PlayTV--, que também disputam o público jovem. A "nova MTV" surge em razão das mudanças na forma em que esse jovem se comunica e consome as novas mídias. A tecnologia e a facilidade de acesso ajudaram a pulverizar a produção e o consumo de música e de videoclipes, diz Góes. Para ele, "Hoje funciona melhor para a TV formatos mais longos. O videoclipe não é mais uma forma interessante de se contar histórias. Ninguém fica esperando passar o clipe que quer. É mais fácil achá-lo na internet".</p>
<p>Mas, em contrapartida, as declarações feitas pelo diretor da MTV, receberam contestações e ironias por parte da PlayTV. André Vaisman, diretor de Criação e Marketing da PlayTV e ex-executivo da MTV, que disse: "Eu amo a MTV, só que negar o DNA é fogo. Estamos fazendo muito ponto no Ibope com música e clipe. Agora, se eles não sabem o que tocar, não vão fazer ponto com porcaria nenhuma".</p>
<p>A assessoria da PlayTV divulgou que em 179 dias em que esteve no ar, bateu a audiência da MTV em 101 dias durante sua programação (das 17h às 23h30).</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[A PETICIÓN DE JMMG: sobre el cartel de ayer]]></title>
<link>http://periodistapatoso.wordpress.com/?p=74</link>
<pubDate>Sat, 24 May 2008 09:58:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>amarchante</dc:creator>
<guid>http://periodistapatoso.wordpress.com/?p=74</guid>
<description><![CDATA[JMMG hizo hayer un comentario que merece respuesta.
Lo cierto es que resulta increible ver un carte]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">JMMG hizo hayer un <a href="http://periodistapatoso.wordpress.com/2008/05/23/carteles-curiosos-1-pensamos-por-usted/#comments">comentario</a> que merece respuesta.</p>
<p style="text-align:justify;">Lo cierto es que resulta increible ver un cartel así, por eso he tachado parcialmente el número de teléfono, porque me aterraría que alguien llamase después de darle yo publicidad.</p>
<p style="text-align:justify;">JMMG nos ha instado a explicar lo que ocurrió un 11 de marzo de 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">Pues, es sus palabras, hubo una <em>industria cultural capaz:</em> PRISA (Promotora de Información, S.A.) que dio en su emisoria de radio: Cadena SER, en su programa informativo nocturno: Hora 25, la siguiente noticia:</p>
<p class="MsoBodyText" style="text-align:justify;margin:0;"><span class="eacep1"><span style="font-size:13pt;line-height:150%;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>“Hasta tres fuentes de la lucha antiterrorista han confirmado a la Cadena SER la presencia de terroristas suicidas en los trenes, el Ministerio del Interior no lo ha confirmado(...) Al menos un terrorista suicida se ha inmolado en el tren antes de llegar a Atocha. Llevaba tres capas de ropa interior y estaba muy afeitado, algo al parecer normal en los comandos suicidas árabes”. </em></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"> La grabación de la que está sacada este fragmento desapareció durante un año de la fonoteca de Cadena SER. Ya que todo lo que decía ni siquiera se acercaba a la realidad (no habo terroristas suicidas, y toda su teoría circulaba en torno a ellos), lo cual no impidió que toda la sociedad admitiera como cierto todo lo que se proclamaba.</p>
<p style="text-align:justify;">Hay una frase de John Keats que dice así: <span style="font-size:11pt;line-height:115%;font-family:'Calibri','sans-serif';"><em>La verdad es belleza, la belleza es verdad, eso es lo único que sobrevive</em>. Es decir, si te cuentan una cosa que parece verdad sin que nadie te diga que es mentira (o que sólo creas lo que diga uno, aunque los demás lo nieguen), pasa por verdad. Eso es lo peor de todo. Volviendo al cartel: <em>Nosotros pensamos por usted [...] Por un mundo más sencillo en el que no nos engañen</em>. Puede ser el lema perfecto de varias emisoras de radio, entre otros medios, que se dedican a difamar a las personas y a crear una realidad que sus oyentes no van a contrastar (generalmente) y la tomarán como verdad absoluta. Esto hace que haya personas que sean más papistas que el Papa.</span></p>
<p style="text-align:justify;">No sé si habré contestado a su pregunta JMMG, pero seguro que comentará ampliando. Un saludo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Adorno e Horkheimer sobre Orson Welles]]></title>
<link>http://otransedosmisticos.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 13:55:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Cássio</dc:creator>
<guid>http://otransedosmisticos.wordpress.com/?p=45</guid>
<description><![CDATA[
Todas as infrações cometidas por Orson Welles contras as usanças de seu ofício lhe são perdoad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Todas as infrações cometidas por Orson Welles contras as usanças de seu ofício lhe são perdoadas, porque, enquanto incorreções calculadas, apenas confirmam ainda mais zelosamente a validade do sistema.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Dialética do Esclarecimento, p. 106</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">O capítulo sobre a indústria cultural da<em> Dialética do Esclarecimento</em> conta com uma análise do cinema clássico que pode ser considerada, historicamente, o mais difundido ponto de partida para uma crítica a Hollywood. Sob as ordens de uma sistematização que objetifica os indivíduos, transformando a arte em mercadoria, a estrutura dos filmes propaga o ritmo produtivo (o das fábricas, o da rotina industrial). Nas figuras modelares dos astros e estrelas, propõe a pseudo-individualidade como compensação para a anulação da subjetividade. No controle dos estúdios e das distribuidoras, guiado pelo interesse do lucro, os detalhes da obra sucumbem diante da universalidade formal. Os gêneros são um sintomático exemplo. Eles nada têm a ver com a qualidade dos filmes, mas tão somente com a quantificação dos consumidores - gostar mais de um <em>suspense</em> que de uma <em>comédia romântica</em> é uma diferença que diz respeito ao público como consumidor, e não a um gosto verdadeiramente diferenciado.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://otransedosmisticos.files.wordpress.com/2008/05/hollywood.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-46" src="http://otransedosmisticos.wordpress.com/files/2008/05/hollywood.jpg?w=300" alt="" width="300" height="198" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Eis que surge, no livro, a menção a Orson Welles. Com ela, o cinema moderno penetra no texto de Adorno e Horkheimer. Coerente com a auto-conservação do sistema, que aceita as ousadias à medida que consegue absorvê-las e se aproveitar delas, Hollywood é tão mais moderna quanto mais a relação de dependência do espectador com a indústria passa por uma aparente sofisticação - de fato, aparente, pois se trata, antes de tudo, de uma sofisticação mercadológica. Aproveitando o lançamento do novo <em>Indiana Jones</em>, é possível lembrar de Spielberg - que, a propósito, eu detesto. Se esse diretor pode ser considerado um grande cineasta, é apenas porque soube reacender a chama de Hollywood com o impacto dos chamados "efeitos especiais". Mas o sentido do estético, aquilo que é autenticamente artístico, e que, a meu ver, tem origem em uma dimensão particular da vida espiritual humana, isso não muda - continua não existindo.</p>
<p style="text-align:justify;">Como nada em filosofia e nas ciências humanas escapa de ruidosas problematizações (ainda bem), a teoria crítica já não está na ordem do dia. Não como estava em décadas passadas, antes dos pós-modernos e do fortalecimento dos <em>cultural studies</em> - outra vertente de base marxista que orienta a reflexão sobre a mídia. Mas, suspendendo os modismos acadêmicos, Adorno e Horkheimer não deixam de ser referências importantes. Principalmente porque insistem na adoção de um ponto de vista filosófico, interessado na universalidade, sem o qual nenhum recorte da realidade seria suficiente. São exigências metafísicas que se opõem ao positivismo que, ao menos formalmente, ainda é muito valorizado na academia, cerceando a área de humanidades e impondo um cientificismo cujos propósitos não vão além da mera institucionalização do saber.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Panis et Circenses]]></title>
<link>http://tricoteira.wordpress.com/?p=90</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 14:45:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>Andreza</dc:creator>
<guid>http://tricoteira.wordpress.com/?p=90</guid>
<description><![CDATA[Quando eu era apenas mais uma estudante de jornalismo na cinzenta curitiba, me diziam para procurar ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era apenas mais uma estudante de jornalismo na cinzenta curitiba, me diziam para procurar "o que era notícia". Aprendi, meio por cima, a pesquisar o que realmente importava no turbilhão de informações, umas novas, outras bem velhas, e então selecionar pela relevância um evento ou outro. Depois vieram as segmentações, as especulações, aprendemos a fazer disso um circo, mas não tinha nome de circo, era apenas pesquisa de opinião. Então, o mercado, tão sedutor e libidinoso, nos fazia mudar o foco sem ao menos percebermos. Éramos então veteranos, prestes a fazer parte disso tudo.</p>
<p>Então, pouco a pouco começamos a fazer parte do jogo. A florear os caminhos alheios para vender sempre mais. Vender informação. Mercado bom, promissor, estável. Vendia-se idéias em troca do pãozinho do lanche. Era uma troca subsidiada pelas nossas frustrações. Cada vez que alguém tentava sair do esquema, afundava. Era isso ou mais nada. Inclusive dentro do estado, como outro burocrata, dando aulas sem tempo para pesquisa, sem tempo para idéias novas.</p>
<p>Quando acordamos para o mundo, vimos que na nossa sociedade da ignorância tudo era questão de reutilizar o velho em máscaras novas. Acho ótimo a reciclagem. Desde que não se torne praxe nem nos impeça de criar o novo. Um boom caótico e informações dia-a-dia, acelerando o batimento cardíaco, impossibilitando novas sinapses. Aí temos o circo novamente.</p>
<p>A pequena menina que morreu ao cair do prédio, alguns afirmam que foram os pais, a dengue e a insuficiência administrativa da cidade do Rio, o terremoto...Eu já passei por enchente, furacão, e agora terremoto, falta só passar pelos vulcões. Enfim, nada de novo na mídia. Assaltos, assassinatos, interpéries, corrupção. A boa índole vira especial, nota pra quem devolveu algum dinheiro achado pro verdadeiro dono, mesmo que o dono seja outro traficante que mudou de rosto. E o que de novo tem tudo isso? O mercado não nos faz criar idéias novas.</p>
<p>É um ciclo vicioso demais pra prestar atenção no resto. Mas o que seria o resto? O padre que afundou no mar quando resolveu brincar de pequeno príncipe e voar com balões? Ou o triste jeremias, que virou ícone pop nas malhas da internet? Tapa na pantera, quero algo novo!! Dai-me algo novo! Press enter and start it again. (Aperte o Enter e comece de novo).</p>
<p>Super algum-combo-com-nome-bizarro-of-doom. Fases de terra, água, ar e fogo. Recomeça o jogo. Em alguns dias outro super escândalo em brasília fará desaparecer a menina Isabella. Ou mais um super recorde de trânsito em são paulo. Um cachorro que salvou a vida do dono, meu deus! E esse cachorro era um pit bull! Aumento do preço do pão por causa da maldita argentina. Putz, que droga, precisamos cobrar mais pelas informações. Mas fora essas velhas notícias não tem mais nada. Mentira, procura que em algum lugar tem a velha informação de assalto, bala perdida, corrupção! Isso mesmo, fale de corrupção que as pessoas sempre acham que é novidade, por mais antigo que isso seja. Que tal Cuba? Não, Cuba já deixou de ser notícia nos anos 90, e agora depois que Fidel se foi, não tem mais glamour. Estamos sim, fadados ao ciclo circo das informações velhas, velho conhecimento de causa. O pouco novo são novas teorias da conspiração.</p>
<p>Colômbia, Iraque, Afeganistão, China, Disneylândia...Disneylândia?  Isso mesmo. Procura mais, cadê o google? Te contei que minha amiga tá saindo com um cirurgião plástico? Ele ainda não ligou, mas estamos torcendo por ela. Essa informação custa R$ 3,50. É o valor de 10 pães franceses ali no supermercado. Tá caro! É culpa da Argentina. É sempre culpa da Argentina.</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Arte e cultura livres]]></title>
<link>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=190</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 17:14:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fabricio Kc</dc:creator>
<guid>http://fabriciokc.wordpress.com/?p=190</guid>
<description><![CDATA[
foto do Flickr de Bluelinestudio.it
A indústria [termo que vem se tornando cada vez mais antipáti]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2272/1498901360_ef829a4537.jpg?v=0" alt="" width="344" height="229" /></p>
<p style="text-align:center;">foto do Flickr de <a title="Link para a galeria de Bluelinestudio.it" href="http://www.flickr.com/photos/delemir/"><strong>Bluelinestudio.it</strong></a></p>
<p>A indústria [termo que vem se tornando cada vez mais antipático] viciou de tal forma algumas dinâmicas sociais que geram maus costumes até mesmo naqueles que deveriam dela estar livres – como é o caso de muitos artistas. Creio que o artista deve subverter todas as relações que não sejam favoráveis à arte, mas o que se vê, quase sempre, é o contrário: a indústria subverte os artistas, e estes atuam segundo interesses da indústria [interesses que passam a ser também os seus quando a sua motivação passa a ser mormente de natureza comercial].</p>
<p>Não é difícil imaginar, mesmo para os diletantes, o quanto são restringidas as possibilidades de desenvolvimento de diversos tipos de arte (especialmente do cinema) quando a motivação dos produtores é predominantemente comercial. Não é preciso ser escritor para perceber o quanto a literatura padece com a motivação comercial - ‘É difícil para os escritores não medir o próprio mérito pelos direitos autorais, e quando os livros de má qualidade podem trazer boas compensações pecuniárias é necessário muita firmeza de caráter para produzir bons livros e continuar pobre’, escreveu <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell">Bertrand Russel</a> em <a href="http://www.esextante.com.br/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/principal/view_0002.htm?editionsectionid=2&#38;infoid=429&#38;user=reader">1935</a>. É evidente que tal situação não se aplica somente aos escritores, e que direitos autorais, no caso, implicam não só em reconhecimento [que é necessário], mas em dividendos cujas proporções, normalmente, são estabelecidas pelas empresas intermediárias entre autor e público.</p>
<p>Embora a internet, ainda que de forma experimental e caótica, elimine a necessidade de tal intermediário [visto que qualquer um pode publicar sua obra diretamente], é claro que critérios devem ser considerados - afinal, artista não é quem apenas publica algo, mas quem produz arte e a publica [pessoalmente, penso que publicar um livro deve ser, sim, possível, mas também um tanto de dificuldade não faria mal – pois exigiria alguma determinação e vontade do autor para publicar a sua obra, demonstrando que acredita nela, confiando que tem algo de valor a expressar]. Contudo, sei o quanto a dinâmica anárquica da internet é fundamental para a difusão da cultura e do conhecimento, indo de encontro a 'ditadura do intelectual' e <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/22/o-culto-do-amador/">ao elitismo reivindicado, porém não praticado</a> de alguns espíritos draconianos – e não é a toa que a rede [que cresce a cada dia em volume de conteúdo - qualquer conteúdo - e participação de pessoas] incomode tanto as indústrias que fizeram fortuna e poder com a arte e a cultura, especialmente as fonográfica e cinematográfica – os setores mais afetados pela <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/16/voce-e-um-corsario-sanguinario-assassino-e-ladrao/">pirataria</a>. Aliás, com o surgimento de tecnologias como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/P2P">P2P</a>, os prejuízos dessas indústrias foram tão gritantes e deseperadores que ensejaram um fenômeno interessante: as empresas agridem seus próprios clientes acusando-os de bandidos – e não é raro ver artistas agredindo seu próprio público a mando dos donos das empresas as quais se rendem, comparando o ato de baixar um vídeo ou uma música na internet a um roubo de carro ou coisa que o valha. A questão dos direitos autorais, claro, deve ser amplamente discutida – afinal o artista precisa sobreviver  e ser reconhecido e até recompensado – mas não apenas sob a ótica da indústria, afinal, <a href="http://fabriciokc.wordpress.com/2007/11/20/12/">os tempos mudam....</a></p>
<p>Em suma, pelo menos para os artistas, é hora de resgatar a arte como arte, e esperar dela resultados como tal. É preciso ter claro que mesmo que toda a indústria em torno da cultura e da arte ruam e desabem, a arte permanece, desde que permaneçam as pessoas e, claro, os artistas. A arte não precisa da indústria, seja esta da esfera pública ou privada. Precisa, sim, de públicos – e começam a surgir outras formas de alcançá-los que prescindem da sujeição do artista aos donos da indústria. Novos modelos de negócios surgem e novas formas de propriedade intelectual mais flexíveis - como a licença <a href="http://www.creativecommons.org.br/">Creative Commons</a> - que estimulam a livre troca de idéias e a livre e dinâmica circulação de obras autorais. Já é um começo. Cabe aos artistas revisarem seus objetivos quando necessário, e ousarem descobrir e experimentar - e arriscar - novas possibilidades de difusão de seus trabalhos.</p>
<p>Por Fabricio Kc</p>
<p>P.S. A internet faz surgir novos modelos de negócios também no âmbito artístico-cultural como exemplificou a  banda inglesa <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiohead">Radiohead</a>, que disponibilizou em <a href="http://www.radiohead.com/deadairspace/">seu site</a> o album <em>Rainbow</em> para download, deixando a critério dos fãs definir quanto pagaraiam por ele.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Roy Lichtenstein]]></title>
<link>http://pedrobeck.wordpress.com/?p=29</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 13:28:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Pedro Beck</dc:creator>
<guid>http://pedrobeck.wordpress.com/?p=29</guid>
<description><![CDATA[O que exatamente torna Roy tão diferente, tão atraente?
Vida e obra do pintor norte-americano que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/popart1.jpg" title="popart1.jpg"></a><a href="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/popart2.jpg" title="popart2.jpg"></a><a href="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/roy1.jpg" title="roy1.jpg"></a><a href="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/roy2.jpg" title="roy2.jpg"></a><a href="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/roy3.jpg" title="roy3.jpg"></a>O que exatamente torna Roy tão diferente, tão atraente?</strong></p>
<p>Vida e obra do pintor norte-americano que valorizou os clichês das histórias em quadrinho como forma de arte</p>
<p><em>* Artigo escrito em colaboração com a jornalista <a target="_blank" href="http://lostpop.blogspot.com/">Paula Manzo</a></em></p>
<p>A importância de Max Horkheimer e Theodor Adorno, famosos filósofos e sociólogos alemães, é de extrema relevância para o Pop Art. Juntos, nos anos 20, cunharam o termo "indústria cultural", fundamental para um debate que estava por vir: a oposição entre a alta cultura e a baixa cultura. Ambos acreditam que o consumo em excesso era uma forte característica do século XX e consequentemente da “sociedade de massa”, e que ao nomear a cultura, já se estabelecia um rebaixamento de nível.</p>
<p>1960 adentro. A cena artística exige cada vez mais a incorporação de histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema na cultura de massa, cultura pop. Ganha vida a Pop Art, criada na Inglaterra e previamente intitulado de Independent Group (ou Grupo Independente, em tradução livre). A obra "O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?" é a primeira do movimento a ganhar notoriedade. A obra é assinada por Richard Hamilton, pintor britânico, que se junta a Eduardo Luigi Paolozzi, Richard Smith e Peter Blake entre os principais expoentes britânicos do movimento.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/popart1.jpg" alt="popart1.jpg" /></div>
<p>Os artistas se beneficiam inicialmente das mudanças tecnológicas que acontecem ao redor do mundo. O leque de possibilidades e formas de trabalho no Pop-art é infinitamente maior quando comparado a outros movimentos antiquados.</p>
<p>O trilho que colocou os Estados Unidos na linha do trem da Pop-Art foi o deslumbramento que a Inglaterra possuía ao olhar para o país americano. Era pós-guerra na terra da rainha e os ingleses vislumbravam prosperidade econômica baseada no “american way of life”. Com isto, dois nomes surgem com força como percussores do movimento na América: Andy Warhol e Roy Lichtenstein.</p>
<div style="text-align:center;"><img width="806" src="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/popart2.jpg" alt="popart2.jpg" height="839" style="width:252px;height:240px;" /></div>
<p>Responsável por criar diversos mitos e imagens marcantes, Warhol contribuiu com a “glamouralização” de ícones da cultura norte-americana como Marilyn Monroe, Elvis Presley, Liz Taylor e Marlon Brando. Também são de sua autoria embalagens eternizadas e para sempre guardadas em nossa lembrança como referências principais do pop arte, entre elas, os rótulos das garrafas de Coca-cola e os rótulos das latas de sopa Campbell.</p>
<p>Já o também nova-iorquino Lichtenstein contribui para a Pop Art valorizando os clichês das histórias em quadrinhos em forma de arte, inserido dentro de um movimento que buscava criticar a cultura de massa, tornando-a objeto da arte. O consumo em excesso gerava a desvalorização de conteúdo e conseqüente "vazio", em estruturas que não comportavam qualquer mensagem, além do próprio consumismo desenfreado. Talvez seja esta a maior contribuição deste período: a tentativa de desmistificar o valor do produto, a necessidade de sua existência e seu significado enquanto valor de consumo na cultura pop.</p>
<div style="text-align:center;"><img width="266" src="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/roy1.jpg" alt="roy1.jpg" height="264" /></div>
<p>Seu interesse pelas histórias em quadrinhos começa com uma pintura do ícone Mickey Mouse, - personagem criado por Walter Disney -, realizado em 1960 para o agrado dos filhos. Seus quadros feitos a óleo e tinta acrílica, em tons fortes, brilhantes, planos, delineados por um traço negro, reproduziam os procedimentos gráficos com fidelidade, ampliando as características dos cartoons.</p>
<p>Técnicas de pontilhismo simulavam pontos reticulados das pequenas histórias, sempre de grande impacto visual, resultando na linguagem uma combinação de arte comercial e abstração. Quadros que reproduzem uma reflexão sobre linguagem e formas artísticas, desvinculados do contexto de uma história, viram símbolos ambíguos do mundo moderno, industrializado.</p>
<p><strong>Mas afinal, tem sentido a arte contemporânea?</strong></p>
<p>Assim como qualquer outra manifestação artística, dependente dos olhos de quem a vê, interpreta e utiliza para si como conceito, não se pode tentar dar sentido a qualquer forma de expressão, mas pode-se, ainda assim, identificar suas origens e objetivos, enquanto existentes, como descrito nas letras anteriores deste.</p>
<div style="text-align:center;"><img width="376" src="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/roy2.jpg" alt="roy2.jpg" height="237" style="width:290px;height:226px;" /></div>
<p>Deste Duchamp, artista que criava pinturas de inspiração impressionista, expressionista e cubista, criador do “readymade” – transporte de elemento da vida cotidiano, a princípio não reconhecido como artístico, para o campo das artes – a expressão passa a incorporar materiais de uso comum às suas esculturas, não as trabalhando artisticamente, mas considerando prontas a serem exibidas como obra de arte.</p>
<p>A simples mudança de um vaso sanitário de posição causa uma interrogação acerca de suas possibilidades enquanto arte e questionamento. O Pop Art revê estes conceitos, mesmo não ligados inerentemente, pois Duchamp explora, ao abandonar a Europa para viver em Nova York, questões da utilização e desconfiança sobre os objetos a serem vistos sobre outro ângulo, também tomando como partida o sentido de quem vê e toma para si as dúvidas artísticas: "Eu mesmo poderia fazer aquilo", é um pensamento comum.</p>
<div style="text-align:center;"><img width="309" src="http://pedrobeck.wordpress.com/files/2008/03/roy3.jpg" alt="roy3.jpg" height="305" style="width:286px;height:283px;" /></div>
<p>Mas entre o fazer e o que há necessidade de ser mostrado, passam interrogações tanto nos movimentos anteriores, como no Pop Art de Lichtenstein. Algumas décadas depois, a obra do pintor não só continua relevante, mas serve como referência para outros movimentos e artistas – não necessariamente ligados ao Pop Art. Entre os anos de 1997 e 1998, a banda irlandesa U2 fez um tour mundial para promover, na época, seu último trabalho: o álbum “Pop”. O nome do tour em questão era “PopMart”.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Indústria Cultural ]]></title>
<link>http://fewieser.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 09:00:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Sete Pecados é uma novela escrita por Walcyr Carrasco. A mesma é exibida as 19 horas na emissora ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Arial;"><img border="0" width="600" src="http://casadaliberdade.files.wordpress.com/2007/10/cultura.jpg" height="659" style="width:320px;height:358px;" /></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;">Sete Pecados é uma novela escrita por Walcyr Carrasco. A mesma é exibida as 19 horas na emissora Globo, e tem como tema principal os sete pecados capitais.</span><span style="font-family:Arial;">Nesta obra é perfeitamente visível a incansável busca pela beleza e juventude. A personagem Rebeca, interpretada por Elizabeth Savala, já fez o possível e o impossível para tornar-se mais bela e jovem. A personagem já passou por inúmeras lipoaspirações, próteses de silicone, injeções de Botox, cirurgias plásticas, e extravagantes mudanças de visual. </span><span style="font-family:Arial;">A personagem Rebeca passa a ser uma ideologia para várias telespectadoras. Notamos então a aparição da Indústria Cultural, que segundo Adorno, é a integração deliberada a partir do alto de seus consumidores. Para o criador deste termo tudo se torna negócio. </span><span style="font-family:Arial;">A Indústria Cultural tem por intenção obscurecer a percepção de todas as pessoas, principalmente daqueles que são formadores de opinião. </span><span style="font-family:Arial;">Desde o dia em que a novela teve seu primeiro capítulo exibido, quantos implantes de silicone foram realizados? Quantos telespectadores mudaram seu nariz? Qual foi o aumento nas aplicações de toxina botulínica? Houve uma cena, também nesta novela, que despertou-me atenção. Beatriz, personagem de Priscila Fantin, é uma personagem de classe alta, possui muitos bens materiais. Há uma cena em que Beatriz se encanta com um novo perfume da marca brasileira de cosméticos Avon. Foi uma tremenda propaganda. Agora questiono: na realidade é assim? Você acha mesmo que uma pessoa da classe alta como a Beatriz, geralmente usa perfumes Avon? Você acha que a Priscila Fantin particularmente usa Avon ou fragrâncias importadas? Creio que não seja este o público principal da empresa Avon, e sim a classe média. Então porque Beatriz estaria usando Avon? </span><span style="font-family:Arial;">Com certeza nota-se novamente nesta novela a forte presença da Indústria Cultura. Quantas mulheres neste imenso país compraram e estão usando o “perfume da Beatriz de Sete Pecados”? Quantas delas foram manipuladas pela mídia? </span><span style="font-family:Arial;">Vale ressaltar que a Indústria Cultural baseia-se em proporcionar ao ser humano, necessidades. Mas não necessidades necessárias para se viver dignamente, e sim as necessidades do sistema vigente. </span><span style="font-family:Arial;">A partir disto, o consumidor viverá sempre insatisfeito querendo sempre consumir mais, e por sua vez, o campo do consumo se torna cada vez maior. A produção realizada pela Indústria Cultural é centralizada no interesse lucrativo.</span><span style="font-family:Arial;">Por fim, a Indústria Cultural ao criar um padrão faz dela a própria ideologia. Os valores passam a ser regidos por ela. Até mesmo a felicidade do ser humano é influenciada e condicionada por esta cultura. </span></p>
<p><span style="font-family:Arial;">-------------------------------------------</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;">Texto produzido na aula de Teoria da Comunicação - 2º Semestre/2007.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;">* Imagem: <a href="http://casadaliberdade.files.wordpress.com/2007/10/cultura.jpg">http://casadaliberdade.files.wordpress.com/2007/10/cultura.jpg</a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Salve-se Quem Puder]]></title>
<link>http://oimperativocategorico.wordpress.com/2008/03/19/salve-se-quem-puder-2/</link>
<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 20:07:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Endora</dc:creator>
<guid>http://oimperativocategorico.wordpress.com/2008/03/19/salve-se-quem-puder-2/</guid>
<description><![CDATA[
Ê Indústria Cultural. Não basta o Che virar biquíni, agora é a vez de Einstein [re] cair nas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://oimperativocategorico.wordpress.com/files/2008/03/mariah.gif" alt="mariah.gif" /></p>
<p>Ê Indústria Cultural. Não basta o Che virar biquíni, agora é a vez de Einstein [re] cair nas [des] graças da indústria fonográfica. E justo na capa do disco de quem? De queeeeeeem???</p>
<p>Se é pra ser Indústria Cultural, ainda prefiro a <a target="_blank" href="http://www.youtube.com/watch?v=uqodA_xRbI8">versão</a> dos Animaniacs.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quadrinhos é coisa de criança?]]></title>
<link>http://estereotipos.wordpress.com/?p=369</link>
<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 11:52:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
<guid>http://estereotipos.wordpress.com/?p=369</guid>
<description><![CDATA[Post no Blog Propeller discute os mitos sobre as histórias em quadrinhos e os preconceitos que atin]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Post no <a href="http://www.propeller.com/">Blog Propeller</a> discute os mitos sobre as histórias em quadrinhos e os preconceitos que atingem as  pessoas que se deleitam com a leitura deste produto da indústria cultural. <a href="http://www.propeller.com/viewstory/2008/01/21/preconceitos-e-mitos-sobre-historias-em-quadrinhos/?url=http%3A%2F%2Freviewsquadrinhos.blogspot.com%2F2008%2F01%2Fmitos-sobre-histrias-em-quadrinhos.html&#38;frame=true">Clique aqui para ler o post</a></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://bp1.blogger.com/_fiVWNmf2BjM/R6uOtZGfdGI/AAAAAAAAAcQ/0Tx_VMnTnDM/S762/review%2Btopo.jpg" height="287" width="440" /></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[verdades absolutas.]]></title>
<link>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2007/12/05/verdades-absolutas/</link>
<pubDate>Wed, 05 Dec 2007 17:07:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>bic azul</dc:creator>
<guid>http://absurdosabstratos.wordpress.com/2007/12/05/verdades-absolutas/</guid>
<description><![CDATA[ 
A primeira de todas as verdades absolutas é que não existem verdades absolutas. Seja por questã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:Arial;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14pt;"><span style="font-family:Arial;">A primeira de todas as verdades absolutas é que não existem verdades absolutas. Seja por questão de ponto de vista, seja por exceção à regra. A única regra que não tem exceções é aquela que diz que “toda regra tem exceção”. Acontece que, de uma forma geral, o mundo se comporta de forma bem parecida. Supondo que seja necessário chutar algo, podemos chutar assim:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.45pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Arial;"><!--[if !supportEmptyParas]--><br />
<!--[endif]--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Homens sempre estão pensando em sacanagem</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Aparelhos de ginástica em casa são cabides caríssimos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Mulheres não sabem a regra do impedimento</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">O talento de algumas celebridades só pode ser visto quando elas estão de costas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">O centro da vida de algumas pessoas, também</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Filmes que são baseados em livros são inferiores ao livro</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Livros baseados em filmes, também.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">CD’s coletânea nunca são ouvidos inteiros</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Dá para se fazer uma comédia americana sem nenhum roteiro apenas parodiando os filmes recentes</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Quando nos sentimos culpados por algo condenável que fizemos, temos a impressão que todos à nossa volta já sabem do fato</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Uma vez que um homem se apaixona, a mulher pode fazê-lo de trouxa com facilidade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Caso ele esteja apenas tarado, fica ainda mais fácil</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Programas de auditório tentar dizer que estão contribuindo para um mundo melhor apresentando crianças executando tarefas difíceis e/ou errando pronúncias complexas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">O amor que os homens manifestam por seus antigos tênis, cuecas e meias é tão grande que só se equipara ao sentimento de repulsa que os mesmos causam a sua parceira</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Alguns costumes ultrapassados voltam a tona com pequenas alterações. A beleza masculina medida através da quantidade de gel de cabelo é um bom exemplo (vide brilhantina)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Medir a beleza feminina pela localização de seus <em>piercings</em> era comum nas sociedades tribais</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Artistas consagrados que sofreram com a repressão durante o período da ditadura militar parecem achar que agora o País está ótimo e que podem aguardar a morte para ter um programa Globo Repórter dedicado a eles</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Escrever à mão sobre uma folha sem marcação resulta em linhas visivelmente tortas</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Ao usar-se uma régua para corrigir, normalmente, resulta em retas de diferentes ângulos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">A parte de baixo das letras também costuma ficar um horror</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Artistas como Beatles, Shakespere e Kubrick não precisam ter suas obras conhecidas pelas pessoas que se dirão suas admiradoras</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Uma vez que se deparem com alguma desta obras, erguem as sobrancelhas e emitem um som de “hummm”, que não significa absolutamente nada</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Dor de amor, popular “dor-de-cotovelo”, pode ser um sentimento sublime, belo, doce ou mesmo secundário desde que não esteja doendo em nós mesmos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">A necessidade de se usar um controle remoto é inversamente proporcional à facilidade de encontrá-lo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Ainda há muitas pessoas que acham que não existe mesmo nenhum problema em beber dirigir</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Moradores da Grande São Paulo acreditam piamente que não têm nenhum sotaque</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Cada região brasileira pensa que é um país</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Os estados da região sudeste têm certeza</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Socialismo e comunismo são teorias interessantes de um mundo mais justo, mas não funcionam na prática devido ao excesso de gente mau caráter habitando (filha da puta) este planeta</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">O capitalismo funciona justamente por isso</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Os americanos acham que são os donos do mundo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Os israelenses têm certeza</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Alguns árabes acham que explodir um bando de gente inocente realmente adianta alguma coisa</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Publicitários são ou foram fãs de histórias em quadrinhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Quase nunca anunciam neles</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">A nostalgia é a modalidade de masoquismo que possui mais adeptos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">As paixões impossíveis vêm logo em seguida</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Uma grande parcela das pessoas que assistem determinado show ou comparecem a determinado evento o fazem apenas porque é o único ponto de vendas das camisetas do tipo<span>  </span>“EU FUI”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Para abrir os horizontes, algumas pessoas se dedicam a conhecer culturas e espaços alternativos. Outras, o fazem para se fechar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left:53.45pt;text-indent:-18pt;line-height:14pt;"><span style="font-family:Symbol;">·<span style="font-family:'Times New Roman';font-style:normal;font-variant:normal;font-weight:normal;font-size:7pt;line-height:normal;">         </span></span><!--[endif]--><span style="font-family:Arial;">Livros clássicos costumam ser mais citados do que lidos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:14pt;"><em><span style="font-family:Arial;">O autor não se responsabiliza por quaisquer danos à vida pessoal, profissional, familiar, amorosa e social de leitores que aceitam este texto como verdade absoluta.</span></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sessão de Cinema]]></title>
<link>http://drigofonseca.wordpress.com/2007/10/29/sessao-de-cinema/</link>
<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 00:48:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Araujo Fonseca</dc:creator>
<guid>http://drigofonseca.wordpress.com/2007/10/29/sessao-de-cinema/</guid>
<description><![CDATA[
Tesos sob o peso do pano branco 
&nbsp;
os bonecos ficam quase que inanimados
&nbsp;
enquanto qualq]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://drigofonseca.wordpress.com/files/2007/10/75019425.jpg" alt="75019425.jpg" /></p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">Tesos sob o peso do pano branco </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">os bonecos ficam quase que inanimados</font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">enquanto qualquer cena preenche a que não é </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">pelos bonecos, insensatos!  completada.</font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399"> </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">Meia ou inteira </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">a entrada para o sonho custa pouco </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">só alguns pedaços soltos de papel timbrado </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">não é preciso pensar e não custa talvez um ato </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">paga-se a entrada, toma-se o assento e deixa-se ficar </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399"> </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">depois do prefixo </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">há o sufixo de cada um no comercial </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">onde as emoções por vezes superam a do filme </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">(não há quem dentre os bonecos não deseje o último tipo de </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">televisão: a máquina que completa, encanta , assassina e delicia)</font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399"> </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399"> Então vem o filme </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">os bonecos se abraçam aproveitando o espaço </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">e sem tempo nem neste enlace físico se encontram</font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399"> </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">e assim </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">tesos sob o claro fundo e sonoro </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">sem nada manifestar ou dizer, ficam os bonecos.</font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399"> </font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><strong><font color="#333399">17.05.1976 - Edson Gonçalves Ferreira.</font></strong></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="left"><font color="#000080">Poema publicado originalmente no livro "O Cavalo-de-Couro e Pau" em 1977. O autor nascido em Divinópolis-MG, foi aclamado por Ivan Lins e Jorge Amado e atendeu à solicitações de importantes bibliotecas do mundo como a do Congresso Americano, além de várias instituições européias. </font></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p align="center"><font color="#000080">Ao que me pareceu através de uma dedicatória, era amigo de minha avó. Encontrei este livro em casa e achei fantástico, pois este poema em específico me lembrou muito os estudos realizados pelos filósofos da Escola de Frankfurt, como  Valter Benjamin e Teodor Adorno, uma vez que faziam críticas ferrenhas ao novo sistema de produção cultural que começava a se destacar após a Segunda Guerra Mundial. Eles acreditavam que as produções eram absolutamente alienantes e em minha opinião este poeta também faz uma referência mais atualizada e certeira a esta linha de raciocínio, principalmente quando diz: </font><strong><font color="#333399">"televisão: a máquina que completa, encanta , assassina e delicia."</font></strong></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://drigofonseca.wordpress.com/files/2007/10/tvst0.gif" alt="tvst0.gif" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bem vindo ao meu blogue!]]></title>
<link>http://drigofonseca.wordpress.com/2007/04/22/bem-vindo-ao-meu-blogue/</link>
<pubDate>Sun, 22 Apr 2007 16:48:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Rodrigo Araujo Fonseca</dc:creator>
<guid>http://drigofonseca.wordpress.com/2007/04/22/bem-vindo-ao-meu-blogue/</guid>
<description><![CDATA[Post&#8217;ulando:
jabaculê:. jabá, capilê, conto-do-paco.
A indústria cultural além de lançar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Post'ulando:</p>
<p><strong>jabaculê</strong>:. jabá, capilê, conto-do-paco.</p>
<p>A indústria cultural além de lançar tendências através de bandas pagas, agrupadas por redes de comunicação, também faz uso da crítica para vender sua mercadoria com artigos pagos, manipulação dos meios de comunição e a massificação de determinados estilos musicais. A prática de comprar a execução de uma música em horários de grande audiência é chamada no Brasil de "jabaculê" ou simplesmente "jabá". Ao contrário do que muitos pensam, esta é uma prática bastante antiga.</p>
<p>Dica musical: <em>The String Quartet</em> e o tributo que fizeram para Joy Division, Coldplay, Tool, Nirvana, Mars Volta e em especial ao Elliott Smitht. Ouça E.Smitht.</p>
<p><img src="http://drigofonseca.wordpress.com/files/2007/04/stringw.thumbnail.jpg" alt="stringw.jpg" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Productoras discográficas]]></title>
<link>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/productoras-discograficas/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jun 2006 22:54:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>estructuraargentina</dc:creator>
<guid>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/productoras-discograficas/</guid>
<description><![CDATA[
Para hablar de productoras discogr&aacute;ficas argentinas debemos hablar de CAPIF. Capif represent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="Section1">
<p class="MsoNormal">Para hablar de productoras discogr&#225;ficas argentinas debemos hablar de CAPIF. Capif representa a la industria argentina de la m&#250;sica. Es una organizaci&#243;n sin fines de lucro integrada por compa&#241;&#237;as discogr&#225;ficas multinacionales e independientes.<br />
Es miembro de la  Federaci&#243;n Internacional de la Industria Fonogr&#225;fica (IFPI).<br />
El 25 de junio de 1958, la  C&#225;mara Argentina de Productores de Fonogramas y Videogramas recibi&#243; la  Personer&#237;a Jur&#237;dica a trav&#233;s del Decreto del Poder Ejecutivo N&#186; 1715.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;<i>Algunos de los integrantes son:</i></p>
<p class="Section2">
<p class="MsoNormal">ACQUA RECORDS</p>
<p class="MsoNormal">DISCOS CNR</p>
<p class="MsoNormal">DISTRIBUIDORA BELGRANO NORTE -DBN</p>
<p class="MsoNormal">DISTRIBUIDORA FOGON MUSICA</p>
<p class="MsoNormal">EMI-ODEON</p>
<p class="MsoNormal">ENTREACTO</p>
<p class="MsoNormal">EPSA MUSIC</p>
<p class="MsoNormal">FONOCAL</p>
<p class="MsoNormal">GLD DISTRIBUIDORA</p>
<p class="MsoNormal">GRAFISOUND</p>
<p class="MsoNormal">KM MUSIC</p>
<p class="MsoNormal">IRCO Video</p>
<p class="MsoNormal">LEADER MUSIC S.A.</p>
<p class="MsoNormal">LIDERES ENTERTAINMENT GROUP</p>
<p class="MsoNormal">MUSIKA</p>
<p class="MsoNormal">PELO MUSIC</p>
<p class="MsoNormal">POP ART &#8211; TOCKA DISCOS</p>
<p class="MsoNormal">PRETAL</p>
<p class="MsoNormal">RP RADOSZYNSKY PRODUCCIONES</p>
<p class="MsoNormal">RANDOM RECORDS</p>
<p class="MsoNormal">SONY-BMG</p>
<p class="MsoNormal">TROVA INDUSTRIAS MUSICALES</p>
<p class="MsoNormal">UNIVERSAL MUSIC</p>
<p class="MsoNormal">WARNER MUSIC</p>
<p><b><br /> </b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agencias de prensa]]></title>
<link>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/agencias-de-prensa/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jun 2006 22:53:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>estructuraargentina</dc:creator>
<guid>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/agencias-de-prensa/</guid>
<description><![CDATA[-        Telam: Agencia Nacional de Noticias
Telenoticiosa Americana &ndash;hoy T&eacute;lam- naci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Telam: Agencia Nacional de Noticias</p>
<p class="MsoNormal">Telenoticiosa Americana &#8211;hoy T&#233;lam- naci&#243; el 14 de abril de 1945. La agencia comenz&#243; siendo un emprendimiento mixto entre capitales privados y estatales. El servicio period&#237;stico de T&#233;lam es utilizado por unos 300 abonados, incluyendo todos los grandes medio nacionales e instituciones gubernamentales y privadas, as&#237; como peque&#241;os medios locales que lo tienen como su principal fuente informativa de sentido promocional.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencia de Noticias DIB (Diarios Bonaerenses)</p>
<p class="MsoNormal">Es una agencia de noticias y publicidad independiente que se ha constituido en el grupo de medios gr&#225;ficos m&#225;s importante de la Provincia de Buenos Aires.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Diarios y Noticias (DyN)</p>
<p class="MsoNormal">DyN &#8211; Fue fundada en 1982 por un grupo de Diarios de la Capital Federal y del Interior del Pa&#237;s.</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencia Cono Sur</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencias de Noticias Latinoamericanas</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencia de Noticias Pampeana</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencia de Noticias Prensa Ecum&#233;nica</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencia de Noticias Argentina</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Agencia Nova</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Betha agencia period&#237;stica</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Health IG News</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Management Press</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Redfull</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-        <!--[endif]-->Tucum&#225;n noticias</p>
<p class="MsoNormal"><b> </b></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Editoriales]]></title>
<link>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/editoriales/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jun 2006 22:51:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>estructuraargentina</dc:creator>
<guid>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/editoriales/</guid>
<description><![CDATA[Podemos destacar las editoriales:
-&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Perfil
-&nbsp;&nbsp;]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Podemos destacar las editoriales:</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <!--[endif]-->Perfil</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <!--[endif]-->Primavera</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; <!--[endif]-->Atl&#225;ntida</p>
<p class="MsoNormal">&#160;En un pa&#237;s tan grande como es Argentina nos podemos encontrar con una numerosa cantidad de editoriales. Adem&#225;s de las que hemos destacado anteriormente citaremos otras:</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<ul>
<li class="MsoNormal"><u>Juan Eugenio</u> - Correcci&#243;n de textos      literarios, period&#237;sticos o publicitarios. Especialidad en textos      m&#233;dico-farmacol&#243;gicos.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Editorial Digital JazzBird</u> - Editorial      dedicada a la difusi&#243;n de autores noveles. Edici&#243;n y distribuci&#243;n      totalmente gratuitas, librer&#237;a de ediciones originales y cl&#225;sicos de la      literatura.&#160; </li>
<li class="MsoNormal"><u>Caligrama</u> - Estudio editorial. Elaboraci&#243;n      de la comunicaci&#243;n de empresas e instituciones. Desarrollo de sitios web.      Formaci&#243;n en escritura.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Cidle editora</u> - Editorial dedicada a libros      de cr&#233;dito.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Ediciones Santillana Argentina</u> - Editorial      argentina de publicaciones relacionadas con la educaci&#243;n. Literatura      adulta e infantil. Publicaciones para el docente.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Editorial Corregidor</u></li>
<li class="MsoNormal"><u>Editorial Inter-M&#233;dica S.A</u>. - Especializados      en medicina humana y veterinaria.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Enrique Mariscal. Serendipidad Editorial.</u></li>
<li class="MsoNormal"><u>Letbooks</u> - Libros Ilustrados</li>
<li class="MsoNormal"><u>LexisNexis Argentina S.A.</u> - L&#237;der mundial en      la publicaci&#243;n y provisi&#243;n de datos para mercados legales, corporativos,      acad&#233;micos y gubernamentales.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Macchi Grupo Editor</u> &#8211; Especializada en las      ciencias econ&#243;micas.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Prendergast Editores</u> - Libros de econom&#237;a,      historia econ&#243;mica, negocios y sociedad.</li>
<li class="MsoNormal"><u>Xool</u> - Dise&#241;o gr&#225;fico y dise&#241;o y alojamiento      de p&#225;ginas web.<b></b></li>
</ul>
<p class="MsoNormal"><u>&#160;</u></p>
<p class="MsoNormal">En este &#225;mbito de editoriales destacamos la Sociedad An&#243;nima <i>Pricolo, </i>que son los distribuidores representantes de editoriales.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </p>
<p class="MsoNormal">Completamos la informaci&#243;n sobre las editoriales argentinas con una breve relaci&#243;n de direcciones:</p>
<p class="MsoNormal"><b>&#160;CETEAR</b></p>
<p class="MsoNormal">Dorrego 934</p>
<p class="MsoNormal">ARGENTINA - Santa f&#233;, Rosario</p>
<p class="MsoNormal">Telefonos: (54)(41)4262666</p>
<p class="MsoNormal"><b></b></p>
<p class="MsoNormal"><b>EDITORIAL INTER-MEDICA SA.</b></p>
<p class="MsoNormal">Junin 917 1&#176;A</p>
<p class="MsoNormal">ARGENTINA - Distrito Federal, Buenos Aires</p>
<p class="MsoNormal">Telefonos: (54)(11)49619234</p>
<p class="MsoNormal">Telefax: (54)(11)49615572</p>
<p class="MsoNormal"><b>&#160;EDITORIAL SUNOBA</b></p>
<p class="MsoNormal">MITRE 3885 P.B</p>
<p class="MsoNormal">ARGENTINA - Buenos Aires, San Martin</p>
<p class="MsoNormal">Telefax: (54)(2623)47136058</p>
<p class="MsoNormal"><b>PARAGRAPH S.A.</b></p>
<p class="MsoNormal">Juan Mar&#237;a Guti&#233;rrez 3993, 7&#176; piso B</p>
<p class="MsoNormal">ARGENTINA - Distrito Federal, Buenos Aires</p>
<p class="MsoNormal">Telefonos: (54)(11)48041636</p>
<p class="MsoNormal"><b>VALLETTA EDICIONES</b></p>
<p class="MsoNormal">Corrientes 1327 - P1, D3</p>
<p class="MsoNormal">ARGENTINA - Distrito Federal, Buenos Aires</p>
<p class="MsoNormal">Telefonos: (54)(11)43719539<b>&#160;</b></p>
<p class="MsoNormal"><b>LA ESQUINA PRODUCCIONES</b><b></b></p>
<p class="MsoNormal">BONPLAND 1795</p>
<p class="MsoNormal">ARGENTINA - Distrito Federal, Buenos Aires</p>
<p class="MsoNormal">Telefonos: (54)(11)47711305</p>
<p class="MsoNormal">Telefax: (54)(11)47783539</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Industria cultural en Argentina]]></title>
<link>http://estructuraargentina.wordpress.com/2006/06/11/industria-cultural-en-argentina/</link>
<pubDate>Sun, 11 Jun 2006 21:40:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>estructuraargentina</dc:creator>
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<description><![CDATA[&nbsp;
&nbsp;
Para introducir las industrias culturales en Argentina, haremos una peque&ntilde;a s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="left">&#160;</p>
<p align="left">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Para introducir las industrias culturales en Argentina, haremos una peque&#241;a s&#237;ntesis de la evoluci&#243;n de las principales industrias culturales en el pa&#237;s desde el a&#241;o 1995 al 2004.</p>
<p class="MsoNormal">En el sector editorial destacamos que la cantidad de libros impresos y editados ha tenido una gran subida, aunque hay que tener en cuenta que la tirada es bastante menor. Con respecto a las revistas, &#233;stas vieron disminuida su venta, al igual que los diarios, exceptuando los de interior.</p>
<p class="MsoNormal">En el sector musical la cantidad de unidades vendidas ha disminuido, en cambio el precio promedio de cd ha incrementado. El soporte m&#225;s utilizado es el cd, con respecto al cassette y al dvd; y el g&#233;nero musical del que m&#225;s m&#250;sica se compra es el local.</p>
<p class="MsoNormal">En el sector publicitario la inversi&#243;n publicitaria se ha incrementado en todos los soportes, exceptuando la publicidad en revistas y radio.</p>
<p class="MsoNormal">En el sector audiovisual vemos que la televisi&#243;n por cable est&#225; en pleno auge y que el cine ha visto incrementado su p&#250;blico.</p>
<p class="MsoNormal">Con respecto a las nuevas tecnolog&#237;as, vemos como los tel&#233;fonos m&#243;viles y  la cantidad de usuarios de Internet aumenta a pasos de gigante.</p>
<p class="MsoNormal">Tambi&#233;n cabe destacar la inversi&#243;n en cultura que se realiza en Argentina. La proporci&#243;n de presupuesto destinado a la cultura disminuye, exceptuando en su capital, Buenos Aires, en donde el porcentaje sube gradualmente al igual que la inversi&#243;n promedia por habitante en cultura.</p>
<p class="MsoNormal">Hay que tener muy en cuenta que la crisis que hubo en Argentina en 2002 afect&#243; gravemente a las industrias culturales.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><b>Productoras cinematogr&#225;ficas y televisivas:</b></p>
<p class="MsoNormal"><b> </b></p>
<p class="MsoNormal"><b><u>POL-KA PRODUCCIONES</u></b></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Fue creada en el a&#241;o 1994 en Buenos Aires, por dos hombres que se unieron para hacer el piloto de <i>Poliladron,</i> el programa de televisi&#243;n que marc&#243; un hito en la historia de la televisi&#243;n argentina.</p>
<p class="MsoNormal">Produjo tambi&#233;n 5 largometrajes, primero asociada con Flehner Films y Artear el &#233;xito <i>Comodines</i>. Luego, con Patagonik Film Group <i>Cohen vs. Rosi</i>. En a&#241;os subsiguientes, <i>Alma M&#237;a</i>, <i>Apariencias</i> y su &#250;ltima producci&#243;n estrenada en el a&#241;o 2001, <i>El Hijo de la Novia</i>, la pel&#237;cula argentina m&#225;s vista. Fue nominada a los oscars como la mejor pel&#237;cula extranjera.</p>
<p class="MsoNormal">Actualmente sus proyectos en televisi&#243;n son: <i>juanita la soltera, sos mi vida, mujeres asesinas, vientos d agua</i> y <i>una familia especial.</i> Y en cine: <i>Luna de Avellaneda, El d&#237;a que me amen, El bonaerense </i>y<i> El hijo de la novia.</i></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><b><u>PATAGONIK FILM GROUP</u></b></p>
<p class="MsoNormal"><b><u> </u></b></p>
<p class="MsoNormal">Patagonik Film Group es pionero en Latinoam&#233;rica en producci&#243;n de contenidos de animaci&#243;n para ni&#241;os. La compa&#241;&#237;a ofrece la combinaci&#243;n de una productora especializada en animaci&#243;n y el respaldo de socios internacionales por el otro (Buena Vista Internacional, Admira y el Grupo Clar&#237;n). Esta combinaci&#243;n determin&#243; el &#233;xito de numerosas producciones. Desde 1996, Patagonik ha crecido de forma continua, y se ha convertido en referente en el mercado audiovisual latinoamericano como productor de series de TV animadas, largometrajes de cine y comerciales animados.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">En este marco, Patagonik ofrece:</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Estudios de animaci&#243;n</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Ultima generaci&#243;n en equipamientos digitales</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Animadores tradicionales</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Dise&#241;adores de personajes</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Animadores 3D</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Artistas de Computadora</p>
<p class="MsoNormal">&#8226; Artistas en efectos digitales.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Los largometrajes por los que esta productora destaca son: <i>Dibu, la pel&#237;cula; Cenizas del Para&#237;so, Sus ojos se cerraron</i> y <i>Cohen vs. Rosi</i>.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><b><u>TELEFE INTERNATIONAL</u></b></p>
<p class="MsoNormal"><b><u> </u></b></p>
<p class="MsoNormal">La Divisi&#243;n de Formatos y Servicios de Producci&#243;n de Telefe Internacional se encarga de la venta de formatos para programas de ficci&#243;n y entretenimiento, as&#237; como tambi&#233;n de proveer servicios de producci&#243;n a canales de televisi&#243;n y/o productoras independientes que deseen aprovechar la experiencia y ventajas de producir televisi&#243;n en Argentina, con calidad internacional y a bajo costo.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><b><u>RGB ENTERTAINMENT</u></b></p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal">Es una productora de contenidos audiovisuales, creada hace cuatro a&#241;os en Argentina, con representaci&#243;n en Brasil, especializada en la creaci&#243;n y el desarrollo de productos originales de comunicaci&#243;n de alta calidad para toda Latinoam&#233;rica. RGB Entertainment se dedica a la comercializaci&#243;n de sus propios formatos de TV.</p>
<p class="MsoNormal">Ofrece desde telenovelas, programas juveniles e infantiles hasta entretenimientos, comedias y pel&#237;culas.</p>
<p class="MsoNormal">Algunos de sus trabajos son: <i>Pop Stars, Somos como somos, Erreway, 4 caminos, Abre tus ojos, Escalera a la fama</i> y un largo etc.</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
<p class="MsoNormal"><b><u>OTRAS PRODUCTORAS SON:</u></b></p>
<p class="MsoNormal"><b> </b></p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-          <!--[endif]-->Farsa</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-          <!--[endif]-->Cris Morena Group</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-          <!--[endif]-->Ideas del Sur Producciones</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-          <!--[endif]-->Promofilm</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-          <!--[endif]-->Salazar Producciones</p>
<p class="MsoNormal"><!--[if !supportLists]-->-          <!--[endif]-->Shoot Argentina</p>
<p class="MsoNormal">&#160;</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Industria cultural: EL VINO]]></title>
<link>http://estructuralarioja.wordpress.com/2006/06/06/industria-cultural-el-vino/</link>
<pubDate>Tue, 06 Jun 2006 13:23:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>estructuralarioja</dc:creator>
<guid>http://estructuralarioja.wordpress.com/2006/06/06/industria-cultural-el-vino/</guid>
<description><![CDATA[Turismo de la rioja, su principal fuente de ingresos es el del vino. Existen muchas bodegas en esta ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">Turismo de la rioja, su principal fuente de ingresos es el del vino. Existen muchas bodegas en esta comunidad aut&#243;noma, a la que se la considera de los mejores vinos de Espa&#241;a. A este turismo se le considera un &#8220;turismo de lujo&#8221; al que se le da varios nombres: Turismo Enol&#243;gico, Ecoturismo y turismo rural.<!--more--></font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">La rioja est&#225; dividida en tres zonas: la rioja alta, la rioja del centro y por ultimo la rioja baja, o tambi&#233;n llamada rioja Alavesa en donde se encuentran las mejores bodegas de la comunidad.</font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">La rioja tiene una belleza exuberante no solo por las obras arquitect&#243;nicas que tiene, ya que cada bodega tienen unas fachadas distintas y muy llamativas, sino porque tambi&#233;n tiene unos paisajes magn&#237;ficos. </font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">Cada bodega realiza unas visitas, para las personas interesadas, ya que no tienen porque ser turistas. Lo que aconsejan es que las visitas sean guiadas y para ello &#233;stas han de ser en grupo, no individualmente. En ellas ense&#241;an c&#243;mo se realiza el vino, c&#243;mo se conserva y cu&#225;nto tiempo ha de estar almacenado; y nos ofrecen una cata de sus vinos.</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </font><font size="3" face="Times New Roman">Existen tres rutas de vino a seguir:</font></p>
<p><font face="Times New Roman"><b><font size="3">a)</font>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><font size="3"><b>RUTA DE VI&#209;A ALEGRE:</b> que comprende Abalos, Badaran, Bri&#241;as, Cuzcurrita del R&#237;o Tir&#243;n, entre muchos otros municipios.</font></font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><b><font size="3">b)</font>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><font size="3"><b>RUTA DE VI&#209;A AMABLE</b>: se incluyen las localidades de Agoncillo, Cenicero, El Cortijo, Fuenmayor, Logro&#241;o, con otras m&#225;s</font></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><b><font size="3">c)</font>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><font size="3"><b>RUTA DE VI&#209;A RECIA:</b> en la que est&#225; incluida Aldeanueva de Ebro, junto con Alcanadre, Alfaro, Arnedillo, Ausejo, Calahorra, Gr&#225;valos, Quel.</font></font><font size="3" face="Times New Roman">&#160;</font></p>
<p class="MsoNormal"><font size="3" face="Times New Roman">Adem&#225;s del turismo del vino hay que tener en cuenta que hay otro tipo de turismo que es el gastron&#243;mico. El turismo del vino y de la gastronom&#237;a van unidos ya que cada vez que realizas una cata de vino se le a&#241;ade una tapa, ya sea de queso, jam&#243;n u otra cosa.</font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">Al igual que el vino, la gastronom&#237;a se distingue en tres zonas: Rioja Alta, Rioja de Centro y por ultimo la Rioja Baja. Para comprender la diversidad de los productos para la gastronom&#237;a tenemos que hacer una observaci&#243;n a los paisajes que encontramos en este Comunidad Aut&#243;noma.</font></p>
<p><font size="3"><font face="Times New Roman">&#160;&#160; Hay que seguir tres rutas:</font></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><b><font size="3">a)</font>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><font size="3"><b>PRIMERA RUTA:</b> Desde Haro hasta Villaslada de Cameros. Donde se encuentra las huertas y los cultivos y los platos t&#237;picos son: menestra de verduras y caparrones.</font></font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><b><font size="3">b)</font>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><font size="3"><b>SEGUNDA RUTA:</b> Desde Logro&#241;o hasta Alfaro. Es el reino de las hortalizas verduras y frutales. En estas zonas se realiza una cocina pastoril es decir, cocina tradicional como las migas. Tambi&#233;n hay que destacar dos productos m&#225;s: El queso de Cameros y los Mantecados.</font></font></p>
<p class="MsoNormal"><font face="Times New Roman"><b><font size="3">c)</font>&#160;&#160;&#160;&#160;&#160; </b><font size="3"><b>TERCERA RUTA:</b> Es la ruta de la verdura, que se considera la que da verdura a toda Espa&#241;a.</font></font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">Estas rutas son de muy buena ayuda, aunque deber&#237;amos recordar que hay otra que es la del tapeo. Suele ser m&#225;s amena, se une con el vino y se realiza por toda la comunidad.</font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">Hay que hacer una peque&#241;a menci&#243;n a la arquitectura de los edificios de La Rioja que tambi&#233;n puede generar turismo. Por que sus fachadas tanto de las bodegas como de otros edificios son maravillosos y con mucha &#237;ndole hist&#243;rica.</font></p>
<p><font size="3" face="Times New Roman">Por ultimo vamos a analizar la publicidad de las bodegas de la rioja. Esta publicidad la realizan a trav&#233;s de las visitas que gu&#237;an en sus bodegas y por los programas televisivos que se realizan de esas comunidades.</font></p>
]]></content:encoded>
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