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	<title>icones68 &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "icones68"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 00:56:37 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[O triste fim do Bar Riviera]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=805</link>
<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 15:06:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
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<description><![CDATA[

No post 1968,  Sidnei Sauerbronn (Sidão) termina o texto citando o Bar Riviera. Sobre o bar, po]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/Documents%20and%20Settings/Jose%20Antonio/Dados%20de%20aplicativos/Windows%20Live%20Writer/PostSupportingFiles/b17f530c-35a9-4727-811c-db6edde19ce8/boteco-3[2].jpg"></a></p>
<p><a href="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:cHzWurgx0BbP4M:http://www.joaowerner.com.br/images/urbanos/boteco.JPG"><img class="alignleft" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:cHzWurgx0BbP4M:http://www.joaowerner.com.br/images/urbanos/boteco.JPG" alt="" width="97" height="135" /></a></p>
<p>No post <a href="http://josekuller.wordpress.com/2008/10/02/1968/"><strong><span style="color:#0000ff;">1968</span></strong></a>,  Sidnei Sauerbronn (Sidão) termina o texto citando o Bar Riviera. Sobre o bar, pouca informação existe hoje na Internet. Não encontramos, por exemplo, nenhuma foto do interna ou externa do local.</p>
<p>Por isso, reproduzimos a seguir o artigo mais completo  que encontramos sobre o Riviera. Ele anuncia o fechamento definitivo do espaço onde, como diz o sub-título da reportagem, falamos muito mal da ditadura.</p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;"><strong>A casa na Rua da Consolação onde estudantes e artistas falavam mal da ditadura fechou depois de 57 anos</strong></span></p>
<p><span style="font-size:small;"><em>Por Valdir Sanches</em></span></p>
<p>Chico Buarque de Hollanda desceu de um táxi, com uns amigos, na Rua da Consolação, esquina com Paulista. O que ia fazer num lugar desses, em plena madrugada? Ora, estava chegando ao mais famoso reduto da esquerda festiva da cidade nos anos da ditadura.</p>
<p>Um bar, claro. Naqueles anos, fins dos 1960 e década de 1970, o Riviera viveu seu período de grande efervescência revolucionária, festiva e etílica. A abertura política do País, a partir de 1985, fez-lhe mal. Aos poucos, a clientela se foi. Em fevereiro, fechou as portas, depois de 57 anos de história na noite paulistana.</p>
<p>Quem viu Chico Buarque descer do táxi foi o hoje cineasta e escritor Jorge Bouquet. "Eles vinham de uma serenata que tinham feito para uma garota. O Chico ia apresentando o motorista de táxi para as pessoas: 'Este é fulano, meu motorista particular'."</p>
<p> A noite era uma criança, como se dizia na época. O bar ficava aberto até o último freguês - e ele raramente saía antes do amanhecer. Grande parte da clientela batia ponto toda noite. "Se você quisesse me achar, era lá", diz a jornalista Dina Amendola. Outros, eram assíduos, mas não tanto. José Dirceu, então líder estudantil, Fernando Henrique Cardoso, Vinicius de Moraes, Toquinho, Chico.</p>
<p> Dina não militou contra o regime, mas esteve na torcida (chegou a ser presa, por causa de um bilhete). "Quando algum de nós sumia, falávamos: 'Fulano sumiu do mapa'. E o mapa era o Riviera." No bar, diz, chegava a notícia do sumiço - indício certo de prisão.</p>
<p>Mas a freguesia não vivia só de resistência. "Nós, garotas, queríamos conhecer e namorar um moço bem legal, de preferência do movimento revolucionário. Se fosse um líder estudantil, que pertencesse à diretoria da UNE, aí era o máximo."</p>
<p>O máximo, também, era o que acontecia entre as paredes do bar (uma delas curva, com tijolos de vidro - a marca do lugar). Certa noite, o Pernambuco, esse era o apelido, entrou no Riviera e disse que ia fazer strike. Novidade nos Estados Unidos: grupos de pessoas saíam correndo nuas pelas ruas.</p>
<p>Os amigos achavam que ia pegar mal, mas Pernambuco insistia. Até que em certa hora encostou na coluna do bar, segundo alguns. Ou ficou atrás da última mesa dos fundos, segundo outros. O fato é que tirou a roupa. Nu, abriu caminho entre as mesas, saiu para a rua e... entrou em um carro (um Fusca), que o esperava.O publicitário Albertinho Lira, um dos que contam o episódio, diz que a atitude foi conseqüência "da revolução sexual da época". Sim, eram tempos de liberação sexual (e não havia aids).</p>
<p> Albertinho (que certa noite subiu numa mesa para discursar) fala do mezanino do bar, lugar menos agitado. "A gente ia lá com uma garota, para uma beijoquinha, uma aproximação corporal." Mas nada parecido com "o que essa molecada faz hoje, de ficar se beijando na rua". Todos os amigos de bar tinham "a mesma ideologia". Consistia em "combater a ditadura e ter acesso a festas". Albertinho militou numa organização clandestina, a Polop, mas desistiu. "Por um motivo: eu tinha medo."</p>
<p> Quanto a festas, não faltavam. "Aquela era a década das festas, todo mundo fazia festas e todos procuravam por uma", diz a jornalista Dina. A notícia corria pelas mesas do bar: festa na casa de fulano. Ou alguém era convidado para uma festa e chegava com a turma do Riviera. "Fui numa festa na Vila Madalena e a Elis Regina estava lá", diz Albertinho Lira.</p>
<p>Para encontrar Toquinho não era preciso sair do bar. "O Riviera era um pouco a casa descontraída de estudantes, intelectuais e artistas", diz o cantor e compositor. Na época, estudava Contabilidade no Mackenzie. Ia sempre ao bar com um colega, estudante de Arquitetura na USP, apelidado de Chico.</p>
<p>Davam uma canja para o pessoal? "Eu e o Chico estávamos sempre com o violão debaixo do braço, às vezes tocávamos." Toquinho também freqüentava o mezanino. "Pagava uma pizza para a namorada e dava uns beijinhos."</p>
<p>O prato mais requisitado do bar era, na verdade, um sanduíche. O Royal, algo como um bauru em pão de forma, envolvido por uma omelete. Um dos que não falhavam nas noites do bar, o jornalista Chico Lins, acha que as peculiaridades da culinária eram uma das atrações do lugar. "Todo mundo era durango e podia ficar no lanche, que era mais barato."</p>
<p>Mas também: "Eu ia lá porque encontrava meus amigos. Vivíamos num clima sufocante, e a prudência indicava que se procurassem os seus." O que não garantia muito. Porque esta ou aquela pessoa, tão bem instalada em uma mesa, podia ser um policial infiltrado. Jorge Bouquet, o cineasta, certa noite desconfiou de um cidadão "que chegou e entrou na conversa".</p>
<p> "Disse que trabalhava na Gazeta Mercantil, mas achei que era um tira infiltrado." No dia seguinte, Jorge ligou para um amigo do jornal. O suspeito realmente trabalhava lá. "Depois, acabou ficando meu amigo", diz Jorge.</p>
<p>Ao lado do Riviera havia outro bar agitado, o Ponto 4. A clientela ia e vinha de um para outro. Às vezes a polícia baixava e pegava o pessoal em trânsito. O próprio delegado Sérgio Paranhos Fleury, uma espécie de mastodonte da polícia política, o Dops, é citado como tendo, algumas vezes, comandado pessoalmente a ação. "Eles levavam todo mundo, para ver se pegavam alguém da luta armada", diz um dos que falam em Fleury, a jornalista Dina.</p>
<p>O cartunista Chico Caruso retratou a situação em um desenho. Mostra os camburões cheios e o dono do bar se lamentando: "Lá se vai minha freguesia." Os irmãos Chico e Paulo, gêmeos, nasceram no mesmo ano que o Riviera, 1949. Estudavam na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. "O bar era a extensão da faculdade", diz Paulo. "O Chico tinha uma postura política mais consistente, mas eu era mais da turma do desbunde."</p>
<p>O Riviera era destino natural do pessoal que saía do Cine Belas Artes, do outro lado da Rua da Consolação. "A gente saía do cinema e ia direto para o Riviera, para ficar comentando o filme", diz Dina, a jornalista. Albertinho Lira lembra-se de que pulavam uma divisória do canteiro central da Consolação, para chegar mais depressa ao bar. O cinema, que também enfrentou a decadência, mas teve melhor sorte - restaurado, está em pleno funcionamento - foi fundado em 1952, três anos depois do Riviera.</p>
<p>Nos bons tempos, os fregueses mais próximos penduravam a conta. "Se atrasava, a mãe do Renato (o dono) ligava para a pessoa", diz Carlos Salum, redator de uma agência de Marketing. "Ela dizia: 'Faz tempo que você não aparece por aqui...' Era tão atenciosa, que o pessoal ia lá e pagava." O bar aberto pelo comerciante Renato Maniscalco teve uma clientela fina até 1964. Com os militares no poder, o público foi mudando, vieram os estudantes, artistas. Em 1999, decadente, fechou. Mas logo reabriu. Desta vez, foi despejado e não houve jeito. O único que restou foi o ponto de táxi Riviera, ao lado.</p>
<p>Texto originalmente publicado no <a href="http://txt.estado.com.br/editorias/2006/04/29/cid106031.xml">Estado de São Paulo</a>, sábado, 26 de abril de 2006.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Geraldo Vandré, 70 anos]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=303</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 18:33:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>antoniomorales</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/06/25/geraldo-vandre-70-anos/</guid>
<description><![CDATA[
Deparei com o texto abaixo no site Digestivo Cultural. Comuniquei-me com o autor que gentilmente au]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://josekuller.files.wordpress.com/2008/06/vandre31.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-306" src="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/06/vandre31.jpg?w=300" alt="" width="300" height="127" /></a></p>
<p><em>Deparei com o texto abaixo no site <a href="http://www.digestivocultural.com/"><strong>Digestivo Cultural</strong></a>. Comuniquei-me com o autor que gentilmente autorizou sua reprodução aqui no ARQUIVO 68. </em></p>
<p>por Vitor Nuzzi</p>
<p>“O problema é que você quer falar com Geraldo Vandré. E Geraldo Vandré não existe mais, foi um pseudônimo que usei até 1968.” Ele estava particularmente irritado naquela noite, em agosto de 1985. </p>
<p>Há pouco, ficara sabendo que não haviam permitido o acesso ao prédio a um antigo porteiro.<br />
Naquela noite, conheci um pouco da fúria daquele homem de voz grave, que estava prestes a completar 50 anos e vivia, como ainda vive, em um antigo prédio na região central de São Paulo, com o apartamento mergulhado na penumbra e cheio de livros por todos os lados. E pelo menos um violão.</p>
<p>O próprio Geraldo havia ligado para mim, meses antes, depois que eu, ainda estudante de Comunicação, tinha conseguido localizar o seu telefone na hoje extinta Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab), em que ele trabalhava como fiscal – cassado em 1968, havia sido anistiado em 1979. </p>
<p>Deixei recado ao doutor Geraldo Pedrosa, e na manhã seguinte uma voz empostada fala comigo. “Aqui é Geraldo. Você ligou para mim?” Combinamos de nos encontrar à noite, por volta de 19h. "Por volta, não. Às 19h", decretou Geraldo.</p>
<p>O paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias completou 70 anos no dia 12 de setembro de 2005. Nascido em João Pessoa, aos 16 anos foi para o Rio de Janeiro. Entre ginásio e colégio, passou por Nazaré da Mata (PE) e Juiz de Fora (MG). No Rio, estudou Direito (de 1957 a 1961) para satisfazer a família, mas depois pendurou o diploma e foi viver de música. Ou de arte. </p>
<p>O sobrenome artístico veio do segundo nome do pai, o médico José Vandregísilo. Começou usando o nome artístico de Carlos Dias, homenagem aos cantores Carlos Galhardo e Carlos José. O Dias era de seu próprio sobrenome. </p>
<p>Foi influenciado pela Bossa Nova, mas depois introduziu outros elementos em sua música – “em termos musicais, ele começava a travar uma luta sonora com o meio ambiente da bossa nova e com suas próprias influências jazzísticas”, escreveu o crítico Tárik de Souza, em artigo publicado no livro Oitenta (L&#38;PM Editores, 1979).</p>
<p>E os seus 70 anos passaram despercebidos. Geraldo andava, inclusive, meio sumido até poucas semanas atrás, quando os atendentes de uma padaria na região central de São Paulo, reencontraram o antigo freqüentador, que continua no mesmo velho apartamento, mas costuma se ausentar com freqüência. </p>
<p>Sempre de camisa branca, normalmente com símbolos da Força Aérea Brasileira (FAB). Também é assim que os funcionários de um restaurante na rua Xavier de Toledo, perto dali, costumam vê-lo. Camisa branca e vastos cabelos brancos. Um homem magro, que normalmente almoça sozinho.</p>
<p>Vandré, militares, Força Aérea? A relação parece estranha, mas vem dos tempos de criança. O pequeno Geraldo tinha 4 anos quando explodiu a 2ª Guerra Mundial, e ele gostava de imitar o vôo de caças. “Porque só tu soubeste enquanto infante/ As luzes do luzir mais reluzente/ Pertencer ao meu ser mais permanente” são os versos finais de “Fabiana”, escrita em 23 de outubro de 1985 “em honra da Força Aérea Brasileira”. </p>
<p>Daí o nome, “Fabiana”. Em 1995, ele esteve presente a uma comemoração da Semana da Asa, em que cadetes da FAB cantaram a sua composição. “Musicalmente é uma valsa. Literariamente, compõe de três estrofes de seis decassílabos e um refrão de três versos de seis sílabas”, explicou, didático, em entrevista ao jornal paulistano Diário Popular (atual Diário de São Paulo) em 26 de julho de 1991.</p>
<p>Dez entre dez pessoas citarão “Pra não Dizer que não Falei das Flores” (subtítulos "Caminhando" e "Sexta Coluna") como a sua música mais famosa. Outros lembrarão de “Disparada”, celebrizada por Jair Rodrigues. Poucos, certamente, lembrarão de “Pequeno Concerto que virou Canção”, “Samba em Prelúdio”, “Quem Quiser Encontrar Amor”, “Canção Nordestina”. </p>
<p>E quem lembrará que foi Vandré quem primeiro defendeu uma música de Chico Buarque em um festival? Pois foi ele quem cantou “Sonho de um Carnaval”, do novato Chico, no 1° Festival de Música Popular Brasileira, em 1965. Os dois dividiriam o prêmio do Festival da Música Popular Brasileira em 1966, quando "A Banda", de Chico, e “Disparada”, de Vandré e Théo de Barros, dividiram a torcida.<br />
"A Banda" ganhou no júri, mas o prêmio foi dividido por imposição do próprio Chico.</p>
<p>Em setembro de 1968, seria a vez de Vandré sair em defesa de Chico – e de Tom Jobim –, diante de milhares de pessoas no Maracanãzinho (jornais da época falam em 30 mil), no Rio de Janeiro. A maioria queria ver “Caminhando” como vencedora da fase nacional do 3° Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo, e por isso vaiava a decisão do júri, que escolhera “Sabiá”. </p>
<p>“Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque de Hollanda merecem o nosso respeito. (...) Pra vocês que continuam pensando que me apóiam vaiando... (...) A vida não se resume em festivais”, disse Vandré, enquanto a multidão acenava com lenços brancos.</p>
<p>Pouco depois, em dezembro de 1968, ele sumiu dos palcos. Naquele período, “Pra não Dizer que não Falei das Flores” foi proibida e sua cabeça, posta a prêmio. Em artigo publicado em outubro daquele ano no jornal O Globo, Nélson Rodrigues chegou a afirmar que “nunca se viu uma Marselhesa tão pouco Marselhesa”. Sentindo-se ameaçado, Vandré decidiu desaparecer (na mesma época, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram presos). </p>
<p>Segundo o compositor Geraldo Azevedo, no dia em que foi decretado o Ato Institucional 5 (13 de dezembro de 1968), Vandré e o Quarteto Livre (do qual Azevedo fazia parte) iriam se apresentar em Brasília. Depois de permanecer escondido por amigos, ele fugiu disfarçado e com passaporte falso no carnaval de 1969.</p>
<p>No Chile, seu primeiro destino, Vandré manteve contatos com artistas locais e gravou um compacto com as músicas “Desacordonar” e “Caminando” – quem recebeu da mão dele um desses compactos tem o exemplar numerado pelo próprio autor. </p>
<p>De lá, viajou para a Europa – no final de 1970, gravaria na França o pungente “Das Terras de Benvirá”, seu quinto LP – e seria o último, lançado no Brasil apenas em 1973 (na França, foi lançado um compacto, "La Passion Bresilienne"). "Foi algo quase de improviso", conta Marcelo Melo, que participou da gravação e pouco depois formaria o grupo Quinteto Violado. Em 1971, Vandré voltou ao Chile. </p>
<p>Em 1972, ganharia um festival no Peru com "Pátria Amada Idolatrada, Salve, Salve", parceria com Manduka (falecido em 2004), filho do poeta Thiago de Mello e da jornalista Pomona Politis. O retorno oficial ao Brasil aconteceu em 21 de agosto de 1973. “Quero agora só fazer canções de amor e paz”, declarou ao Jornal Nacional, na chegada, em Brasília, lembrando que nunca esteve vinculado a qualquer grupo político.</p>
<p>Na verdade, Vandré teria chegado ao Brasil um mês antes, em julho de 1973. Foi direto ao I Exército, no Rio de Janeiro. A sua permanência no país teria sido condicionada à entrevista ao JN. “Nunca fui preso, torturado, essas coisas que dizem por aí”, afirmou à revista VIP Exame em março de 1995. Essa é uma parte obscura da vida do cantor, que enfrentou sérias crises de depressão. De todos os artistas daquela geração, foi o único a não se apresentar novamente em um palco brasileiro, embora continue a fazer música.</p>
<p>No início de agosto de 1982, por volta de 200 pessoas testemunharam a volta de Geraldo Vandré aos palcos. Foi em uma sala de cinema em Puerto Stroessner, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Cantou do lado paraguaio. Defendia a anulação de todos os atos praticados com base no AI-5 – o que, na prática, significaria o retorno à Constituição de 1946. </p>
<p>“Não houve aplausos nem gritos (na entrada de Vandré)”, contou a repórter Ruth Bolognese, do Jornal do Brasil, em texto publicado dia 9 de agosto. Foram dez músicas, quase todas inéditas. “E falam em liberdade, soldados, homens fracos e fortes, homens aprendendo a ser gente.”</p>
<p>Era o mesmo Vandré capaz de, numa noite qualquer de um sábado de 1985, pedir para esperarmos diante de um Pronto-Socorro municipal na zona norte de São Paulo, de onde ele sairia uma hora depois disposto a discutir os motivos pelos quais a cadeira de dentista é tida como um local de sofrimento. Ou capaz de ser preso em novembro de 1974, após se desentender com um taxista em Mogi das Cruzes, interior paulista, e terminar o dia jantando na casa do delegado.</p>
<p>“Assim como outros grandes, o tronco Vandré resultou em vários galhos relevantes”, escreveu, em 1999, o jornalista Luís Nassif, citando Quinteto Violado – que em 1997 gravaria um CD só com músicas dele –, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai. Sábado, dia 17 setembro, talvez tenha sido realizada a única homenagem pública a Vandré: Jair Rodrigues, que imortalizou “Disparada”, e o próprio Quinteto Violado se apresentaram em Brasília, justamente onde haveria o show em 1968, quando a carreira de Vandré foi interrompida. "Sinto falta dele", diz Jair.</p>
<p>Um homem que recusou delicadamente um pedido de entrevista, feito anos atrás, com a seguinte resposta, escrita à mão: “Trata-se de uma sociedade para a qual a BELEZA cumpre função secundária e dispensável. Aqueles que se ocupam da beleza têm, portanto, função secundária e dispensável". Mas ele termina a mensagem dizendo que "sem beleza não existe O HOMEM FELIZ”. E assina: Vandré, com um PS datado de 14 de junho de 1995: “Cada vez mais distante”.</p>
<p>Muitos o consideram louco. Certamente, ele não tem certas convenções sociais. Nassif chamou-o de “solitário e desconexo”, “triste como a própria solidão na qual se meteu”. Mas se Vandré sempre buscou a beleza, talvez seja um homem feliz.</p>
<p>Vitor Nuzzi<br />
São Paulo, 27/9/2005</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A música em 1968: os hits e os rapas]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=291</link>
<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 20:58:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
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<description><![CDATA[A propósito da página 28. A música em 1968 - Os hits e os rapas, acho interessante postar as m]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito da página <a href="http://josekuller.wordpress.com/a-musica-em-68-os-hits-e-os-rapas/"><strong>28. A música em 1968 - Os hits e os rapas</strong></a>, acho interessante postar as músicas de 1968 de dois grandes ícones até agora esquecidos por nós: Chico Buarque de Holanda e Roberto Carlos.</p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/IwBoa1g4wM8'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/IwBoa1g4wM8&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/J146XH08mUM'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/J146XH08mUM&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu tenho um sonho]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=157</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 19:57:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/04/30/157/</guid>
<description><![CDATA[Não podia ver findar o mês de abril sem referir-me a dois acontecimentos importantes. O mês de ab]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">[gallery]Não podia ver findar o mês de abril sem referir-me a dois acontecimentos importantes. O mês de abril de 68 viu calar uma voz que lutava pela igualdade entre os homens. Em quatro de abril, morreu </span><a href="http://www.lutherking.hpgvip.ig.com.br/biografia.html"><span style="font-size:small;color:#0000ff;font-family:Times New Roman;"><strong>Martin Luther King</strong></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><strong><span style="color:#0000ff;">.</span></strong> Dele, postamos o seu mais famoso discurso em <a href="http://josekuller.wordpress.com/19-eu-tenho-um-sonho/"><strong><span style="color:#000080;">Páginas 19 – Eu tenho um sonho</span></strong></a>. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No mesmo mês, foi lançado um grito de liberdade no ar. Em 29/04/1968, acontecia, na Brodway, a estréia do musical Hair. Para recordar acesse, em </span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=gM5dU-oKFes"><span style="font-size:small;color:#0000ff;font-family:Times New Roman;"><strong>http://www.youtube.com/watch?v=gM5dU-oKFes</strong></span></a><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">, uma cena do filme Hair. Nela, você encontrará um ícone daqueles tempos: a música The Age of Aquarius, com Donna Summer.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[The Beatles - uma pequena história]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=132</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 20:26:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>zecaildefonso</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/04/11/the-beatles-uma-pequena-historia/</guid>
<description><![CDATA[
Postei, em Páginas 16. The beatles - uma pequena história, disponível em http://www.bravus.net/b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/04/topicos_beatles1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-133" src="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/04/topicos_beatles1.jpg?w=400" alt="" width="400" height="78" /></a></p>
<p>Postei, em <a href="http://josekuller.wordpress.com/the-beatles-pequena-historia/">Páginas 16. The beatles </a>- uma pequena história, disponível em <a href="http://www.bravus.net/beatles/">http://www.bravus.net/beatles/</a>, de onde também foi copiada a ilustração. Lá se diz que o fim dos Beatles começou em 68. Então...</p>
<p>Zeca</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Repórter Esso]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=100</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 19:07:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Antonio Küller</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/04/01/reporter-esso/</guid>
<description><![CDATA[No final de 1968 foram encerradas as transmissões do Repórter Esso. Clique aqui para ouvir a últi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>No final de 1968 foram encerradas as transmissões do Repórter Esso. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cIgSWgWH2kg&#38;feature=related"><strong>Clique aqui </strong></a>para ouvir a última e emocionante edição do programa radiofônico.</p>
<p> Material indicado por Zecaidelfonso</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Bonequinhos do 9]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/2008/03/10/78/</link>
<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 02:10:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Novelino</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/03/10/78/</guid>
<description><![CDATA[


Quem morou em São Paulo na primeira metade dos anos sessenta certamente se lembra das chamadas d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><a href="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/03/tv-excelsior.jpg" title="tv-excelsior.jpg"></a></p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/03/tv-excelsior.jpg" title="tv-excelsior.jpg"><img src="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/03/tv-excelsior.jpg" alt="tv-excelsior.jpg" /></a></div>
</div>
<p>Quem morou em São Paulo na primeira metade dos anos sessenta certamente se lembra das chamadas do  canal 9, a <a href="http://www.telehistoria.com.br/canais/emissoras/excelsior/excelsior.htm">TV Excelsior</a>. Fala-se quase sempre na importância da Tupi e  da Record. Mas muita inovação televisiva surgiu no canal 9, uma emissora local numa época em que redes de televisão ainda eram um ensaio. Eu achava que os famosos e saudosos bonequinhos do 9 ficaram apenas em nossas lembranças enevoadas de quarenta ou mais anos. Mas descobri que no formidável auxílio de memória, ou expressão de memória coletiva como querem alguns, chamado Web, há diversos registros daqueles bonequinhos que apresentavam de modo charmoso e original o canal 9.  Muitos filmetes com chamadas da Excelsior podem ser encontrados no Youtube.  Se quiserem dar uma olhada, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uD4wYr0F7Xk&#38;NR=1">comecem por este aqui. </a></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=uD4wYr0F7Xk&#38;NR=1"> </a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pata pata]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=61</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 00:47:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>zecaildefonso</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um dos grandes sucessos de música internacional no Brasil e no mundo em 1968 foi a indefectível ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos grandes sucessos de música internacional no Brasil e no mundo em 1968 foi a indefectível “Pata Pata” com a cantora sul africana <a href="http://www.youtube.com/watch?v=85_9mKTg_Do">Miriam Makeba, que se apresentou aqui na TV Record</a> e na Boite Blow-Up, no começo da Rua Augusta, ao lado da pensão em que eu morava, então. Vi sua chegada diversas vezes. A música era horrível, mas a cantora fazia sucesso principalmente pela sua participação como ativista nos movimentos pelos direitos humanos na Africa do Sul e no mundo. Foi casada com o ativista negro, porta voz dos Panteras Negras e um dos “inventores” do Black Power, Stokely Carmichael, que morreu em 1998.</p>
<p>Zeca</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Planeta dos Macacos]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=62</link>
<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 02:35:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Novelino</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/03/04/planeta-dos-macacos/</guid>
<description><![CDATA[
Posto aqui a cena final de Planeta dos Macacos, grande filme de 1968. Assisti ao dito cujo no Cine ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Cmw6Jne0tAQ'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/Cmw6Jne0tAQ&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Posto aqui a cena final de Planeta dos Macacos, grande filme de 1968. Assisti ao dito cujo no <a href="http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=1340">Cine Ouro</a>, ali no Largo Paissandu. Tive uma longa conversa sobre o Planeta, com meu amigo Cid, da engenharia do Mackenzie. Ele, marxista, fazia uma crítica severa ao pessimismo do filme. Afinal de contas, a crença marxista previa um futuro mais humano e justo. O Planeta dos Macacos sugeria um fim inglório para a humanidade. Faz tempo que não vejo o Cid, um grande cara. Sensível. Lutador. Fiel aos ideiais de nossos tempos de combate à ditadura.</p>
<p><i>Jarbas</i></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Galeria Metrópole]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 22:33:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Novelino</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/02/23/galeria-metropole/</guid>
<description><![CDATA[Ela está lá até hoje, no boulevard (avenida) São Luís. Ainda bonita, mas decadente. Gente mais ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ela está lá até hoje, no boulevard (avenida) São Luís. Ainda bonita, mas decadente. Gente mais nova que passa por ali não imagina que a Galeria Metrópole foi um dos big spots da cidade de São Paulo nos anos sessenta. As galerias, aliás, precedem os shopping centers. Eram locais onde flanava a classe média paulistana em busca de diversão. A Metróple tinha um cinema de primeira água, bonito e confortável. Vi grandes filmes naquele cinemão. <a href="http://www.vermelho.org.br/diario/2003/0109/dorberto_0109.asp?NOME=Dorberto%20Carvalho&#38;COD=1352">Queimada</a><a href="http://www.vermelho.org.br/diario/2003/0109/dorberto_0109.asp?NOME=Dorberto%20Carvalho&#38;COD=1352"> </a>foi um deles. E no dia em que assisti a tal clássico do cinema, encontrei pela derradeira vez com um antigo colega do IFT (Instituto de Formação Teológica), o Maurício Soares, hoje economista do DIEESE que ouço eventualmente no rádio falando de desemprego.</p>
<p>No subsolo da Metróple havia nos sessenta um boteco famoso, o Ponto de Encontro. Poetas de vanguarda costumavam se encontrar no pedaço. Um deles era o Zanella, seminarista camiliano, cuja obra não aparece na Web. Zanella tinha um grande amigo poeta que pontificava no pedaço<a href="http://www.releituras.com/lbell_menu.asp">, Lindolf Bell</a>. Eu achava que, assim como Zanella, Linfolf foi fogo de palha. Mas semana passada, a Folha anunciou que um de seus livros é leitura obrigatória para o vestibular de uma grande universidade. Em 68,  num show levado no CRUSP, vi um cara muito doido recitar versos de Linfolf Bell. E lembro-me até hoje de algumas linhas que provocaram muito escândalo:</p>
<blockquote><p><i><b>Deus?</b></i></p>
<p><i><b>Deus é um poste onde os homens mijam.</b></i></p></blockquote>
<p>E esta outra, que definia alguma situação que minha memória não guardou:</p>
<blockquote><p><b><i>... orgasmo de  prostituta cansada.</i></b></p></blockquote>
<p>Ao ouvir esta ultima linha, Lena, uma menina das ciências sociais, perguntou ao Paulo Campanaro, da física: "o que é orgasmo?". Tem gente que não acredita que muitas mocinhas dos sessenta eram  inocentes. Mas a Lena era. E eu acho que a partir da explicação do Paulo, ela se apaixonou. Os dois se casaram. Em 69 refugiaram-se no Chile. Depois disso perdi o rastro do casal.</p>
<p>Para quem não se lembra ou não viu, deixo aqui no final uma foto de cena de Queimada, filme de <a href="http://olharpanoramico.blogspot.com/2006/10/gillo-pontecorvo-cineasta.html">Pontecorvo</a>, com Marlon Brando. Vale a pena ver ou rever.</p>
<p>Jarbas</p>
<p><a href="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/02/quemada.jpg" title="quemada.jpg"></a></p>
<div style="text-align:center;"><a href="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/02/quemada.jpg" title="quemada.jpg"><img src="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/02/quemada.jpg" alt="quemada.jpg" /></a></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma música para quem ainda sonha]]></title>
<link>http://josekuller.wordpress.com/?p=7</link>
<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 01:52:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Novelino</dc:creator>
<guid>http://josekuller.pt-br.wordpress.com/2008/02/10/uma-musica-para-quem-ainda-sonha/</guid>
<description><![CDATA[Precisamos começar. Neste post, em vez escrever memórias ou lembranças, quero sugerir uma música]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/02/mary-travers.jpg" title="mary-travers.jpg"><img src="http://josekuller.wordpress.com/files/2008/02/mary-travers.thumbnail.jpg" alt="mary-travers.jpg" /></a>Precisamos começar. Neste post, em vez escrever memórias ou lembranças, quero sugerir uma música de fundo para o blog: <b>Sweet Survivor</b>. Talvez o Tonhão consiga encontrá-la na Web e colocá-la aqui para animar a festa. Enquanto o som não entra no ar, destaco versos que têm tudo a ver com este espaço de conversa:</p>
<p align="center"><b><i>Carry on my sweet survivor, carry on my lonely friend<br />
Don't give up on the dream, and don't you let it end.<br />
Carry on my sweet survivor, you've carried it so long<br />
So it may come again, carry on<br />
Carry on, carry on.</i></b></p>
<p>A letra completa da canção escrita pelo Peter de Peter, Paul &#38; Mary pode ser vista na Página deste blog, uma indicação que aparece ali na coluna do lado direito. Há um álbum fantástico de PP&#38;M, <b>LifeLines, </b>no qual o trio canta diversos sucessos de música engajada com outros artistas dos anos 60. O álbum inclui uma versão imperdível de Sweet Survivor na voz de Mary Travers. Arrepia.</p>
<p><i>Jarbas </i></p>
<p><i><br />
</i></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
