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	<title>hegemonia-cultural &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/hegemonia-cultural/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "hegemonia-cultural"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 06:53:23 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Hegemonía cultural]]></title>
<link>http://1848net.wordpress.com/?p=69</link>
<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 14:50:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>smercados</dc:creator>
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<description><![CDATA[Las clases trabajadoras —aunque en esto los campesinos son más sencillos, más ingenuos, que los ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Las clases trabajadoras —aunque en esto los campesinos son más sencillos, más ingenuos, que los trabajadores— llegaron a aceptar como suyos ciertos valores de la clase que los gobernaba; en este caso (el del uso del traje para las fiestas), el de la elegancia en el vestir. Al mismo tiempo, su aceptación de esos estándares, su conformismo con respecto a unas normas que no tenían nada que ver ni con su propia herencia ni con su experiencia cotidiana, los condenó, conforme a ese sistema de valores, a ser siempre, para las clases que están por encima de ellos, ciudadanos de segunda categoría, toscos, groseros, desconfiados. Esto es sucumbir a una hegemonía cultural.</p>
<p><span style="color:#0000ff;"><strong>John Berger</strong></span></p>
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<title><![CDATA[O que aprendi com Charlton Heston]]></title>
<link>http://contrasenso.wordpress.com/?p=88</link>
<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 15:01:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>André Tavares</dc:creator>
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<description><![CDATA[Para a maior parte dos que nasceram depois de &#8216;80 e acham que George Lucas inventou o gênero ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Para a maior parte dos que nasceram depois de '80 e acham que George Lucas inventou o gênero épico no cinema, Charlton Heston é um desconhecido. E permaneceu assim na medida em que cada vez menos se assiste aos grandes filmes da era de ouro de Hollywood, onde Heston encarnou a figura do herói. Eu sempre achei que a figura heróica masculina, rústica e de queixo quadrado, era proveniente dos traços do Superman, mas estava errado - são características de Heston; e, por mais estranho que pareça, as cenas de perseguição de carros começaram inspiradas na corrida de bigas em Ben-Hur, também estrelado por ele. Muito do que apreciamos no pop e nos filmes-pipoca-de-luxo nasceram com muito mais classe e por meio de um ator genial e controverso.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu mesmo aceitei a figura de Heston deformada por Michael Moore em Tiros em Columbine. Lá temos construída a figura chauvinista do presidente do <a href="http://www.nra.org/home.aspx">National Rifle Association</a>, e do racista que conjectura a causa da violência nos EUA na degeneração racial. O problema mais sério, na verdade, é a vilania com que Moore monta o quadro - cenas do pronunciamento num evento do Clube do Rifle logo após a tragédia em Columbine, e aquela entrevista na casa do ator, que, a meu ver, foi de pura má fé.</p>
<p style="text-align:justify;">Má fé porque é preciso apenas se informar sobre a biografia de Heston para reconhecer a insustentabilidade da caracterização no "documentário": ele mesmo se considerava um mestiço, parte escocês, parte Sioux; engajou-se no movimento pelos direitos civis juntamente com o Reverendo Martin Luther King; militou contra a Guerra no Vietnan e apoiou o controle de armas no governo Johnson; foi membro do partido democrata sendo fortemente liberal (nos EUA isso quer dizer ser de esquerda).</p>
<p style="text-align:justify;">O "erro" de Heston foi ter mudado de idéia, e nesses tempos, isso é um problema sério - sobretudo quando a nova posição é de oposição ao acordo majoritário. A partir de um determinado momento, aquilo que era tido como discurso libertário de esquerda, nos EUA, atingiu as raias do ridículo no que chamamos de "ações afirmativas" e "politicamente correto"; e na imbecilidade coletiva, não há contradição nenhuma em falar de "orgulho negro", "orgulho indígena" ou o que quer que seja, e a criminalização e castração de qualquer manifestação "branca" ou européia. Veja bem que o problema nem é mais sobre as responsabilidades de erros, crimes e injustiças históricas, mas de puro revanchismo e ressentimento que reproduz, num espelhamento, as mesmas contradições do modelo, somente invertendo os pólos de hegemonia.</p>
<p style="text-align:justify;">A explicação simplista da origem e motivo da cultura armada nos EUA na animação tacanha feita por Moore, os discursos inconseqüentes da anta do George Clooney e o oportunismo desavergonhado de Al Gore, todo esse entulho politicamente correto, vão criando uma cortina de fumaça sobre a realidade recobrindo tudo com uma "fina camada de tecido escuro", camuflando as coisas e esgueirando-se vergonhosamente do confronto público isento. Controle de armas não resolvem, como dados criminalísticos demonstram, o problema da violência, e o "politicamente correto" apenas esteriliza o ambiente cultural imbecilizando-o. Portanto, Heston caiu em desgraça na cultura pop por ter mudado de idéia e ter sido coerente, por ter percebido o risco de certas idéias e posições políticas tacanhas disseminadas pelos inimigos da sociedade livre. Por isso, digo eu, foi um herói fora das telas - muito diferentes de seus detratores que são valentes apenas diante de câmeras.</p>
<p style="text-align:justify;">Heston <em>tinha</em> que fazer o discurso depois da tragédia de Columbine? Creio que não. Mas concordo que uma campanha de alerta contra a panacéia anti-armas era urgente - pior, em termos de conseqüências, que o pronunciamento de Heston é o uso oportunistas de situações de comoção pública para promover ações políticas de restrições civis, como os neo-conservadores fizeram ao passar o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/USA_PATRIOT_Act"><em>Patriotic Act</em></a> no impacto do 11 de setembro.</p>
<p style="text-align:justify;">Uma última ressalva: não sou um conservador, nem direitista, nem reacionário. Sou judeu - e de nós nem conservadores nem revolucionários gostam. Possivelmente, Heston, mesmo tendo interpretado Moisés e Ben-Hur, não nos apreciasse muito. Mas num momento como esse, acredito que saudar alguém como Heston é o mínimo que posso fazer.</p>
<p style="text-align:justify;">Heston morreu no último sábado, dia 5 de abril, aos 84 anos.</p>
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