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	<title>girolamo-moretti &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/girolamo-moretti/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "girolamo-moretti"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 14:32:12 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Ciao! Expedited Shipping costs about 50% more]]></title>
<link>http://lpereira.wordpress.com/?p=202</link>
<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 01:49:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luís Guilherme Fernandes Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Sábado passado foi dia de Santo Expedito. Um problema que tive durante algum tempo na Igreja foi a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sábado passado foi dia de Santo Expedito. Um problema que tive durante algum tempo na Igreja foi a devoção dos santos. Explico. Aquela coisa de beatas pegarem um santinho e fazer uma "reza milagrosa" não me cheirava bem. Eu não gostava daquilo, de jeito algum. E era só pedir, e depois ir até Aparecida acender uma vela. Não gostava, repito. E, se quer saber, ainda não gosto.</p>
<p>Uma das coisas emblemáticas disso é o "apelido" dos santos: Santo Expedito é o "santo das causas urgentes". Então, se a sua filha já está ficando velha e ainda não casou, reza pra Santo Expedito! Se a prova é amanhã e você não estudou, reza pra Santo Expedito. E tem o santo casamenteiro, o santo das causas impossíveis, o santo disso, o santo daquilo, e o daquilo outro também. É estranho.</p>
<p>O Padre Euclides, de quem só não puxei mais o saco aqui no blogue que o Julio Lemos, deu uma revolucionada na minha cabeça soberba e botou a devoção aos santos nos trilhos. Os santos são importantes pelo que fizeram: pela marca, pelo sulco que deixaram no mundo; para o Pe. Euclides são importantes pelos seus defeitos e fraquezas.</p>
<p>Hein???</p>
<p>Ah, meu amigo! Vamos por partes. Todos nós temos fraquezas, tentações, vicissitudes. Os santos também tiveram. E a maioria teve muitas quedas, antes e depois da conversão. Estudando como eles lidaram com isso (e nem precisa ser "católico", basta admirar as virtudes e querer imitá-las), podemos agir semelhantemente.</p>
<p>Não vou citar santo por santo. Há um livro excelente chamado "The saints according to their handwriting" (se você lê italiano, leia o original: <span style="text-decoration:line-through;">il</span> i santi dalla loro scrittura, ou algo assim), do Padre Girolamo Moretti. Já falei dele aqui, é um livro que faz análise (cega) grafológica de escritos de santos, e mostra suas qualidades, defeitos e tendências. Todos os santos foram humanos como nós. É claro que não temos as chagas de Cristo nem delas sai perfume, como São (Padre) Pio de Pietrelcina, mas nem por isso as tentações não o atacavam.</p>
<p>O caso de Santo Expedito, contudo, merece ser citado. Ele era um cara pagão e devasso, como geralmente são os pagãos. Apresentado ao Cristianismo, sentiu-se chamado à conversão. Ele podia deixar pra amanhã, foi o que um corvo falou pra ele: chegou perto dele e começou: "cras", "cras", que em latim (ele era soldado romano, latim era sua língua mãe) quer dizer "amanhã". Ele olhou pro corvo e berrou: "HODIE" (não preciso traduzir, né?).</p>
<p>Por isso ele é o "santo das causas urgentes". Não só: por se converter, foi chicoteado até as vísceras e depois decapitado. Isso que é martírio. Eu acho de uma mediocridade sem tamanho chegar pra um cara desse e pedir pra ir bem na prova. Mas acho justo e necessário pedir-lhe, por exemplo, inspiração e intercessão pra não deixar pra amanhã as coisas. Foi isso que ele fez, e é nisso que ele pode me inspirar. Posso recorrer a ele para coisas mais medíocres, como recorro a São Bento quando vou entrar em lugares potencialmente perigosos (beco, caminhos escuros, etc.).</p>
<p>Essas coisas me fizeram recobrar a "devoção aos Santos", mas de uma maneira que considero mais de acordo com "o que Deus quer de nós". Assim fui compondo o meu "devocionário". A São José peço dedicação ao trabalho e atenção; a São Bento, que eu cumpra o "ora et labora"; à Virgem Maria, pureza, humildade, obediência; a Santa Bakhita, que eu aceite os sofrimentos que a vida me impõe, a Santo Expedito, que eu vença as tendências de procrastinação e grite "HODIE". Isso que eles ensinaram com sua vida, com seus momentos de fraqueza e de fortaleza. E é isso o que eu peço em oração para eles. Já disse, é claro que tenho intenções medíocres muitas vezes, mas isso era pra ser exceção, e não regra.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p style="text-align:left;">Um comentário ortogonal: estou em Brasília, e vim para cá de Congonhas na quarta-feira. Entre outros políticos, viajei com Michel Temer, o único cara no mundo que consegue ser de extremo centro.</p>
<p style="text-align:left;">Por falar em política e em PMDB, o Kassab conseguiu apoio do Ércia, vocês viram (meu tio o chama assim, porque "o resto do nome ele já perdeu faz tempo")? O Ércia (ou Quércia, se preferirem) é o cara que manda, hoje, no MR-8, que por sua vez publica o fantástico "<a title="O melhor jornal do Brasil - hahaha" href="http://www.horadopovo.com.br/" target="_blank">Hora do Povo</a>". O jornal soltou um caderno em homenagem ao Stálin ano passado, e quando começou a guerra do Iraque, soltou a seguinte manchete: "Bush invade Iraque contra governo <strong>democrático</strong> de Saddam". Maravilha da humanidade.</p>
<p style="text-align:left;">Essa aliança me deixou muito feliz porque eu poderei ver o HP (e o MR8 ) falando bem do Kassab e do DEM. Essa eu quero ver mesmo, e vou dar muita risada! Mas ainda não foi dessa vez, eles soltaram uma manchete criticando (MUITO levemente, diga-se de passagem) o apoio ao Kassab, preferindo um apoio ao PT. Mas vejam que pérola de jornalismo encontramos no artigo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align:left;">"Quércia sempre foi o líder da resistência peemedebista à submissão aos tucanos. Durante os oito anos do desastroso governo de Fernando Henrique, o ex-governador manteve-se na oposição ao neoliberalismo e ao entreguismo, coerente com sua trajetória de identificação com o povo e com as aspirações pelo desenvolvimento nacional (...) Fernando Henrique e Serra saíram do PMDB para fundar o PSDB acusando Quércia, exatamente em virtude de suas qualidades (...): uma política econômica de acordo com os interesses nacionais, a vontade de ver o Brasil como uma grande nação, a promoção do bem-estar do povo e, não menos importante, a competência administrativa".</p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;">Stupendo!</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p style="text-align:left;">No Natal eu vou ver o <a title="Tombé en enfance " href="http://julio-lemos.blogspot.com/2008/02/tomb-en-enfance.html" target="_blank">bom velhinho</a>, e por isso comecei a estudar italiano. Se alguém quiser me dar uma força, bater papo em italiano daqui a um mês mais ou menos, quando vou ter uma base para uma conversa de crianças, ou algo assim, eu agradeço. Estou usando um método autodidata, que apesar do título asqueroso, parece muito bom: "O Novo Italiano Sem Esforço", da editora Assimil  (parece que é publicado no Brasil pela E.P.U.). Há outras línguas, todas "O Novo XYZ Sem Esforço". Já sei, nas três primeiras lições (que tomam apenas dois períodos de 20 minutos a meia hora cada, uma por dia), conjugar o verbo ser/estar e haver/ter, algumas palavras básicas, os elementos constitutivos da pronúncia e algumas palavrinhas chave. (Ademais, o método é tão politicamente incorreto que na  lição dois você já aprende a pedir cigarro, isqueiro e assento de fumantes no trem).</p>
<p style="text-align:left;">Scusi, lei ha una sigaretta?</p>
<p style="text-align:left;">
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[πανκαταπυγία - πρότος τόμος.]]></title>
<link>http://lpereira.wordpress.com/2007/10/30/%cf%80%ce%b1%ce%bd%ce%ba%ce%b1%cf%84%ce%b1%cf%80%cf%85%ce%b3%ce%af%ce%b1-%cf%80%cf%81%cf%8c%cf%84%ce%bf%cf%82-%cf%84%cf%8c%ce%bc%ce%bf%cf%82/</link>
<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 17:27:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luís Guilherme Fernandes Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[São Tomás de Aquino nos ensina que Deus nos dá duas energias fortíssimas: a ira e o έ̔ρος (]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>São Tomás de Aquino nos ensina que Deus nos dá duas energias fortíssimas: a ira e o έ̔ρος (eros). Com a ira podemos tirar força de onde não existe, podemos nos insuflar contra o mal e fazer atos heróicos que não nos seriam possíveis em nosso "eu comum". O senso comum já nos diz que o raivoso se transforma. O uso correto, contudo, da cólera é contra o mal, e não contra o mau. O ódio se faz útil quando não é voltado para o malfeitor. O malfeitor pode se converter, e o ódio a ele se torna um elemento ruim. O mal sempre será mau, e a Tradição nos diz que não pode amar o bem aquele que não odeia primeiro o mal.</p>
<p>Uma analogia riquíssima vale para essas energias: entendamo-las como a água. Se a água fica presa em barragens, é tão forte que acaba por destruí-las, para não destruí-las, precisa de uma válvula de escape, que nos faz perdê-la. Se a água vai para onde quer, provoca destruição, catástrofe. Se a água é canalizada ela traz a vida e o bem. Voltemos à ira: se guardamos nossa raiva, precisamos de uma válvula de escape (um saco de pancadas, por exemplo) e nossa raiva não serviu para nada; poderia ser pior, poderíamos explodir: e explodindo causaríamos destruição! Todo mundo sabe como são ruins os "esquentadinhos". Se, por outro lado, canalizamos nossa cólera, poderemos combater as injustiças, empurrar o carro do nosso amigo, encher de tapas e trazer de volta à realidade uma pessoa que esteja ficando maluca.</p>
<p>Esta coleção de artigos fala da lascívia, é isso que significa πανκαταπυγία. ( πυγή significa "anca", "nádega" (daí calipígia). κατά é, entre outras coisas, o movimento de cima para baixo (daí catarse, catatônico). καταπυγή significa, literalmente, "nádega que vai de cima para baixo", ou seja, sodomita. Esse era um insulto mais ou menos grave na Grécia (contrariando todo o consenso entre os professores de história que dizem: na época, todo mundo era <em>gay</em>). Desse insulto, adicionando o prefixo παν (tudo, daí panamericano, panteísmo, etc.), têm-se o grego para "lascivo". Coloquei um ια no fim, e pronto. ) Mas, se no senso comum a idéia que se têm de ira é idêntica à da Tradição, quanto ao eros isso não vale. E agora peguem tudo que eu falei da ira, e apliquem, strictu sensu, ao eros.</p>
<p>Vamos por partes: quem se "reprime" demais no sexo, acaba explodindo. Acho que nem os puritanos discordam disso. Ou então, precisa de uma válvula de escape: pornografia, masturbação. Quem explode: os tarados, estupradores, pedófilos são malvistos também, sabe-se que eles não vivem de maneira sadia a sua sexualidade (com exceção talvez para o jovem "pega todo mundo", que tem até pose de bom moço). Então como "canalizar" o eros? A resposta natural é: monogamia.</p>
<p>Eu defendo a monogamia mesmo para os não-crentes. Eu poderia tratar aqui de como o sacramento do Matrimônio é importante, mas a monogamia é mais de 50% da sexualidade sadia. Contudo, e isso é um dos elementos principais da situação lasciva hodierna, a formação dos casais têm acontecido cada vez mais tarde. E sabemos -- todos nós temos vísceras, ou não? --  que o impulso sexual vem cedo. Como lidar com isso sem prejudicar a si nem aos demais?</p>
<p><!-- ======================================================= -->   <!-- Created by AbiWord, a free, Open Source wordprocessor.  -->   <!-- For more information visit http://www.abisource.com.    -->   <!-- ======================================================= --><title></title>             <!-- #toc, .toc, .mw-warning { 	border: 1px solid #aaa; 	background-color: #f9f9f9; 	padding: 5px; 	font-size: 95%; } #toc h2, .toc h2 { 	display: inline; 	border: none; 	padding: 0; 	font-size: 100%; 	font-weight: bold; } #toc #toctitle, .toc #toctitle, #toc .toctitle, .toc .toctitle { 	text-align: center; } #toc ul, .toc ul { 	list-style-type: none; 	list-style-image: none; 	margin-left: 0; 	padding-left: 0; 	text-align: left; } #toc ul ul, .toc ul ul { 	margin: 0 0 0 2em; } #toc .toctoggle, .toc .toctoggle { 	font-size: 94%; }@media print, projection, embossed { 	body { 		padding-top:1in; 		padding-bottom:1in; 		padding-left:1in; 		padding-right:1in; 	} } body { 	font-family:'Times New Roman'; 	font-style:normal; 	widows:2; 	text-align:left; 	text-indent:0in; 	text-decoration:none; 	font-size:12pt; 	color:#000000; 	font-variant:normal; 	font-weight:normal; } table { } td { 	border-collapse:collapse; 	text-align:left; 	vertical-align:top; } p, h1, h2, h3, li { 	color:#000000; 	font-family:'Times New Roman'; 	font-size:12pt; 	text-align:left; 	vertical-align:normal; }      -->Um parêntese:     <span>Aviso àqueles hodiernos demais, que pensam que aqui faço um "moralismo puritano" que mudem de idéia, estou tentando achar a receita da felicidade, a ética no sentido clássico (aristotélico), e corroboro com meu amigo <a href="http://julio-lemos.blogspot.com/2007/10/futher-details-on-how-to-get-iceman-on.html">Julio Lemos</a>: «Com um pouco de observação, percebemos que nossos deveres vão além do ser inofensivos. Veremos que o melhor é ser melhor: crescer em cada uma das virtudes, até os mínimos detalhes, aprendendo a ter prazer naquilo que é bom, e não naquilo que agrada só aos sentidos.»</span></p>
<p>Uma pessoa que não faz sexo -- um celibatário ou um casto, por exemplo -- precisa também canalizar o eros, e não reprimi-lo. Há padres que reprimem o eros e nós sabemos qual é a válvula de escape deles. Na melhor das hipóteses, é o <em>dirty talk</em>. O eros, e aí está uma coisa que a sociedade moderna esqueceu (sim, esqueceu, pois já soube), é um dos elementos constitutivos do amor. Bento XVI deixa isso bem claro na encíclica <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est_po.html" title="DEVS CARITAS EST">Deus Caritas Est</a> (vá lá, leia, e veja se não faz sentido, mesmo que você não seja católico). E é possível (ora, o que não é possível é que façamos sexo com todas as pessoas que amamos) "amar sem trepar". Só que a energia do eros é muito forte, a mais forte que recebemos. Portanto não pode ser uma mera "filia", um amor de amigo. Deve ser um amor plenamente comprometido, por uma vasta gama de pessoas. Pode ser também a santificação do trabalho: despejar o amor erótico no trabalho, por que não? Isso é difícil de aprender; para o católico, o caminho é mais fácil: vida de adoração a Deus, comunhão diária, tudo isso "canaliza" o eros. Quem nos ensina isso muito é Santa Teresa D'Ávila, que sofreu com tentações de luxúria a vida inteira (segundo o exame grafológico presente no livro "I Santi dalla loro scrittura", de Girolamo Moretti, ela tinha a personalidade de uma ninfomaníaca): foi quiçá a maior mística da história (volte ao <a href="/?p=178">prólogo</a> agora, se desejar).</p>
<p>O eros dedicado a Deus é nos ensinado desde sempre: basta ver quão sedutora é a passagem bíblica da pecadora que lava os pés de Jesus e os enxuga com os cabelos (há nos sinópticos, mas eu prefiro a versão de João, capítulo 12). Ora, quem dirá que não havia eros nos atos daquela mulher? E que foi-lhe respondido? Que ela muito <strong>amou</strong>, e por isso muito tinha lhe sido perdoado.</p>
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