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	<title>fundo-soberano &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/fundo-soberano/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "fundo-soberano"</description>
	<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 11:20:43 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Chinaglia prevê acordo sobre Fundo Soberano até segunda-feira]]></title>
<link>http://maria451.wordpress.com/?p=2920</link>
<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 17:18:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula</dc:creator>
<guid>http://maria451.pt-br.wordpress.com/2008/10/09/chinaglia-preve-acordo-sobre-fundo-soberano-ate-segunda-feira/</guid>
<description><![CDATA[O presidente da Câmara prevê uma solução para o impasse em torno da votação da Projeto de Lei ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">O presidente da Câmara prevê uma solução para o impasse em torno da votação da Projeto de Lei <strong><a href="http://maria451.wordpress.com/legislacao-federal-fundo-soberano-pl-367408/" target="_self">3674/08</a></strong>, do Executivo, que cria o Fundo Soberano do Brasil, até segunda-feira (13). Ele já discutiu o assunto com os ministros de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e da Fazenda, Guido Mantega, e com líderes da base aliada e da oposição. Em sua avaliação, um acordo deve ser negociado neste fim de semana.</span></div>
<p><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Chinaglia informou que, na segunda-feira, vai apresentar aos líderes uma relação de propostas que ele considera relevantes, para inclusão da pauta da Câmara neste mês e em novembro, além das cinco MPs e quatro projetos que estarão trancando a pauta a partir da próxima semana.</p>
<p>Chinaglia advertiu que, se não houver um acordo de procedimento para as votações da próxima semana, as matérias que trancam a pauta devem consumir todo o mês de outubro e, pelo menos, as três primeiras semanas de novembro.</p>
<p>O presidente da Câmara informou que a pauta da próxima semana incluirá apenas os itens com <a href="http://maria451.wordpress.com/wp-admin/materias.html?pk= 70162"><strong>prazo de tramitação vencido</strong></a>.</p>
<div><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;"></p>
<div><strong>Reportagem - Geórgia Moraes/Rádio Câmara<br />
Edição - Paulo Cesar Santos</strong></div>
<p></span></strong></div>
<p><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;"><strong> </p>
<p></strong></span></strong>(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')</p>
<p>Agência Câmara<br />
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852<br />
Fax. (61) 3216.1856</p>
<p> </p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CCJ da Câmara aprova projeto que cria Fundo Soberano]]></title>
<link>http://maria451.wordpress.com/?p=2901</link>
<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 19:29:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula</dc:creator>
<guid>http://maria451.pt-br.wordpress.com/2008/10/08/ccj-da-camara-aprova-projeto-que-cria-fundo-soberano/</guid>
<description><![CDATA[[ 08 de outubro de 2008 - 13h35 ]
 
Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div id="d">[ 08 de outubro de 2008 - <strong>13h35</strong> ]</div>
<p><!-- /DT --><!-- T --><!-- /T --> </p>
<div id="n"><!-- L -->Brasília - <!-- L --><!-- N -->A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje o projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB). Foram registrados 33 votos a favor da proposta e dois contrários, com os oposicionistas PPS, DEM e PSDB fazendo obstrução. O governo mobilizou sua maioria e conseguiu manter o texto original, como enviado à Câmara. </p>
<p>A aprovação na CCJ é uma demonstração de força política em relação ao projeto, que já está na pauta de votação do plenário da Câmara. Como o projeto está em regime de urgência, o parecer da comissão poderia ser apresentado no próprio plenário, mas a votação na comissão significa apoio constitucional à proposta. A criação do Fundo Soberano é o quarto item de votação na pauta do plenário.<!-- /N --> <strong>(<!-- A -->Denise Madueño<!-- /A -->)</strong></p>
<p> </p>
<p> </p></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula pede a parlamentares aliados votação urgente do Fundo Soberano e da reforma tributária ]]></title>
<link>http://carlosalbertocastro.wordpress.com/?p=1545</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 02:42:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Alberto</dc:creator>
<guid>http://carlosalbertocastro.pt-br.wordpress.com/2008/10/06/lula-pede-a-parlamentares-aliados-votacao-urgente-do-fundo-soberano-e-da-reforma-tributaria/</guid>
<description><![CDATA[Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos parlamentares aliados para acelerarem ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos parlamentares aliados para acelerarem a votação da reforma tributária e do Fundo Soberano. O apelo foi feito em reunião com o Conselho Político hoje (6) no Palácio do Planalto.</p>
<p>Segundo participantes da reunião, o governo acredita que, com esses projetos, pode garantir o ritmo de crescimento da economia. “Tudo aquilo que está ao nosso alcance para garantir um ritmo de crescimento e uma condição positiva da economia deve ser feito. O presidente fez esse pedido”, disse o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).</p>
<p>Na avaliação do líder, com a aprovação da reforma tributária e do Fundo Soberano, o governo vai enviar sinais positivos para o mercado internacional. Segundo ele, a reforma, por exemplo, pode acelerar em 10% o ritmo de crescimento da economia.</p>
<p>A expectativa, conforme Fontana, é de aprovar a reforma ainda este ano. Nas próximas duas semanas, a reforma deve ser votada na Comissão Especial da Câmara, e, após o segundo turno das eleições municipais, no dia 26, a proposta deve ser levada para apreciação do plenário da Câmara.</p>
<p>Quanto ao Fundo Soberano, a previsão de Fontana é votar nas próximas duas semanas, já que a proposta tranca a pauta de votações da Câmara, junto com as MPs 435 e 436, ambas de 2008.</p>
<p>Já o deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), foi menos otimista, e preferiu não estipular prazos para colocar a matéria em votação. Segundo ele, o texto ainda precisa de ajustes. “Ninguém, em princípio, é contra o fundo, mas a oposição levantou questões, que devem ser consideradas. O fundo não deve ser usado como instrumento de política externa, por exemplo”, argumentou.</p>
<p>Tanto Fontana quanto Filipelli afirmaram que a equipe econômica descarta a revisão do Orçamento da União para 2009, que está em tramitação no Legislativo, por conta da crise internacional. Conforme Filipelli, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deve ir ao Congresso nos próximos dias para tranqüilizar os parlamentares em relação ao assunto.</p>
<p>Fonte: Agência Brasil</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula pede a parlamentares aliados vota&ccedil;&atilde;o urgente do Fundo Soberano e da reforma tribut&aacute;ria]]></title>
<link>http://abobado.wordpress.com/2008/10/06/lula-pede-a-parlamentares-aliados-votao-urgente-do-fundo-soberano-e-da-reforma-tributria/</link>
<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 01:27:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>abobado</dc:creator>
<guid>http://abobado.pt-br.wordpress.com/2008/10/06/lula-pede-a-parlamentares-aliados-votao-urgente-do-fundo-soberano-e-da-reforma-tributria/</guid>
<description><![CDATA[

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos parlamentares aliados para acelerarem a votaçã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[</p>
<p align="center"><a href="http://abobado.files.wordpress.com/2008/10/lula-conselho-06102008.jpg"><img title="lula_conselho_06102008 []" style="border-width:0;" height="316" alt="lula_conselho_06102008 []" src="http://abobado.files.wordpress.com/2008/10/lula-conselho-06102008-thumb.jpg" width="626" border="0" /></a></p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu aos parlamentares aliados para acelerarem a votação da reforma tributária e do Fundo Soberano. O apelo foi feito em reunião com o Conselho Político hoje (6) no Palácio do Planalto. </p>
<p>Segundo participantes da reunião, o governo acredita que, com esses projetos, pode garantir o ritmo de crescimento da economia. “Tudo aquilo que está ao nosso alcance para garantir um ritmo de crescimento e uma condição positiva da economia deve ser feito. O presidente fez esse pedido”, disse o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS). </p>
<p>Na avaliação do líder, com a aprovação da reforma tributária e do Fundo Soberano, o governo vai enviar sinais positivos para o mercado internacional. Segundo ele, a reforma, por exemplo, pode acelerar em 10% o ritmo de crescimento da economia. </p>
<p>A expectativa, conforme Fontana, é de aprovar a reforma ainda este ano. Nas próximas duas semanas, a reforma deve ser votada na Comissão Especial da Câmara, e, após o segundo turno das eleições municipais, no dia 26, a proposta deve ser levada para apreciação do plenário da Câmara. </p>
<p>Quanto ao Fundo Soberano, a previsão de Fontana é votar nas próximas duas semanas, já que a proposta tranca a pauta de votações da Câmara, junto com as MPs 435 e 436, ambas de 2008. </p>
<p>Já o deputado Tadeu Filipelli (PMDB-DF), foi menos otimista, e preferiu não estipular prazos para colocar a matéria em votação. Segundo ele, o texto ainda precisa de ajustes. “<strong><font color="#000000">Ninguém, em princípio, é contra o fundo, mas a oposição levantou questões, que devem ser consideradas. O fundo não deve ser usado como instrumento de política externa, por exemplo</font></strong>”, argumentou. </p>
<p>Tanto Fontana quanto Filipelli afirmaram que a equipe econômica descarta a revisão do Orçamento da União para 2009, que está em tramitação no Legislativo, por conta da crise internacional. Conforme Filipelli, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deve ir ao Congresso nos próximos dias para tranqüilizar os parlamentares em relação ao assunto. <em><font color="#ff0000">Agência Brasil</font></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fundo soberano?]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=2819</link>
<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 15:25:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>maritamari</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.pt-br.wordpress.com/2008/09/24/fundo-soberano-2/</guid>
<description><![CDATA[Paulo Passarinho, Fundação Lauro Campos, 15 de setembro de 2008
Junto à discussão da potencial r]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://outrapolitica.files.wordpress.com/2008/09/p14vista_a.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2821" title="p14vista_a" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/09/p14vista_a.jpg?w=289" alt="" width="289" height="300" /></a>Paulo Passarinho, <a href="http://www.socialismo.org.br/portal/economia-e-infra-estrutura/101-artigo/552-fundo-soberano">Fundação Lauro Campos</a>, 15 de setembro de 2008</p>
<p>Junto à discussão da potencial riqueza que teremos com as descobertas de campos de petróleo da chamada camada do pré-sal, surge naturalmente o debate sobre a melhor forma de uso dos recursos financeiros que o país poderá dispor.</p>
<p>Os atuais ministros já se movimentam. Aparentemente, o titular da pasta da Educação leva vantagem. O próprio presidente Lula já manifestou que a extraordinária renda a ser gerada pelo petróleo do pré-sal deverá, prioritariamente, ser destinada a essa área. Contudo, as demandas são enormes. Os ministros da Defesa, da Previdência, da Cultura e da Saúde também já se manifestaram sobre a necessidade dos seus segmentos serem contemplados. Estados e municípios também se agitam e reivindicam o seu lugar de beneficiários das receitas que estarão disponíveis e que poderiam ampliar investimentos vitais para uma melhoria substantiva na vida de milhões de brasileiros.<!--more--></p>
<p>Já houve até mesmo a defesa da necessidade de um novo plano de metas para o país, dentro de uma visão sistêmica de melhor utilização desses recursos, evitando-se assim uma pulverização no uso dos dividendos financeiros do ouro negro.</p>
<p>Minha opinião é que, antes de tudo, há uma pedra no caminho. O atual marco regulatório do petróleo é um obstáculo importante, e que deverá ser superado. E esta não será uma batalha tranqüila. Os interesses privatistas - e estrangeiros - estão em estado de alerta e lutam pela manutenção da atual Lei do Petróleo, admitindo no máximo uma alteração no decreto que define as chamadas participações especiais da União.</p>
<p>Ao mesmo tempo, desde o final de maio, tramita na Câmara dos Deputados, projeto de lei específico, de iniciativa do Executivo Federal, tratando da criação de um Fundo Soberano do Brasil.</p>
<p>Fundos Soberanos de Estados Nacionais têm se tornado um instrumento importante de países que dispõem de reservas cambiais elevadas e extraordinárias. São receitas geradas por recursos de exportação de commodities com preços elevados ou de receitas fiscais passíveis de transformação em moedas fortes. Essas nações optam por destinar parte desses recursos a fundos próprios e desvinculados da administração ordinária, tradicional, que em geral as reservas internacionais dos países recebem.</p>
<p>O primeiro desses fundos remonta ao ano de 1953, e foi criado pelo Kuwait para gerir os recursos da renda do petróleo do país. Contudo, foi nos anos 90 que esse instrumento ganhou maior relevância, em meio ao maior vigor da globalização financeira. Hoje, contam-se 46 diferentes fundos dessa natureza, sob controle de 35 nações. Esses países buscam um maior retorno financeiro para os recursos aplicados nesses fundos, em comparação com a rentabilidade das suas reservas internacionais formais, preferencialmente aplicadas no BIS - o Banco de Compensações Internacionais - e lastreadas em títulos do governo dos Estados Unidos. Além de poderem cumprir importante papel como instrumento de apoio a políticas industriais e de ação geopolítica.</p>
<p>O Fundo Soberano do Brasil - FSB, de acordo com o artigo 1º do PL 3674/08, será vinculado ao Ministério da Fazenda, "com as finalidades de promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior; formar poupança pública; mitigar os efeitos dos ciclos econômicos; e fomentar projetos de interesse estratégico do país, localizados no exterior".</p>
<p>Por aí já observamos que os propósitos são extremamente elásticos e compatíveis com os mais diversos objetivos.</p>
<p>As fontes de recursos do FSB serão de natureza fiscal e financeira.</p>
<p>Enquanto receitas fiscais, recursos do Tesouro Nacional serão consignados através do Orçamento da União, "inclusive aqueles decorrentes da emissão de títulos da dívida pública" (inciso I, artigo 4º). A Exposição de Motivos que acompanha o projeto de lei prevê também que, ainda neste ano de 2008, o FSB poderá se beneficiar do excesso do superávit primário, no montante equivalente a 0,5% do PIB.</p>
<p>Como receitas financeiras, o FSB poderá se beneficiar de ações de empresas estatais que ultrapassarem o percentual necessário para a manutenção do controle da União sobre essas empresas e, também, de resultados de aplicações à sua conta.</p>
<p>A aquisição de ativos no Brasil e no exterior será feita por um fundo, de natureza privada, subordinado ao FSB. Terá o nome de Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), sendo controlado por um banco federal. Seus recursos terão isenção fiscal em suas operações financeiras, sendo que o operador desse fundo, bem como as regras gerais do seu funcionamento serão definidas por um Conselho Deliberativo, a ser designado pelo presidente da República.</p>
<p>O projeto foi definido como de urgência constitucional e sua premência se relaciona à oportunidade do tema das receitas extraordinárias do pré-sal. Mas não necessariamente a essas receitas. Afinal, muitas águas ainda rolarão até que sejam definidas todas as regras e normas sobre o como tratar dessas riquezas do petróleo supersubmerso, e onde os seus efeitos financeiros positivos ainda demorarão muitos anos para serem usufruídos.</p>
<p>A urgência para esse projeto possivelmente se relaciona a um outro tema, não menos importante.</p>
<p>Desde o início do ano, o governo internamente já identificou o mega-problema que representa a rápida deterioração das nossas contas externas. Amarrado a uma política econômica ferreamente controlada pelo Banco Central, que não permite variações fora do binômio juros altos/aperto fiscal, Lula e os seus desenvolvimentistas vêm procurando defender uma posição onde maiores doses de superávit primário poderia atenuar uma trajetória de forte elevação da taxa de juros.</p>
<p>Porém, até julho ao menos, o Copom do Banco Central não vacilou e puxou para cima a taxa básica de juros em abril (0,5%), em junho (0,5%) e em julho (0,75%), fazendo com que a taxa Selic subisse de 11,25% para 13%. E a expectativa consensual no mercado é que nesta semana uma nova elevação seja definida em 0,5% ou 0,75%.</p>
<p>Enquanto isso, os neodesenvolvimentistas já falam abertamente da possibilidade de elevação do superávit primário para o equivalente a 5% do PIB ou mesmo da possibilidade do chamado déficit nominal zero das contas públicas.</p>
<p>O objetivo é encontrar uma forma que estanque a rápida erosão do saldo comercial do país, de modo a atenuar o déficit crescente das transações correntes. O déficit da conta de serviços é estrutural e as remessas de lucros e dividendos são cada vez mais elevadas, dado o grau de desnacionalização do parque produtivo. Fechar as contas externas depende da conta de capital, através da atração de investimentos diretos (que ampliam a desnacionalização e potencializam as remessas) ou de injeções de recursos especulativos (cada vez mais arriscados, dada a crise financeira global). Sustar a velocidade com que evoluem as despesas com importações é, portanto, vital. Contudo, isto implica arrefecer o próprio ritmo do crescimento econômico.</p>
<p>Arrefecer, mas não golpeá-lo. Eis o desafio para o governo. Afinal, estamos em pleno plano de aceleração do crescimento, em um ano eleitoral, e nas portas de uma nova conjuntura eleitoral que definirá o próximo presidente da República. E o pior: com nuvens extremamente carregadas no horizonte do cenário financeiro internacional.</p>
<p>Todo o cuidado, portanto, é pouco.</p>
<p>E toda boa justificativa torna-se interessante.</p>
<p>Neste aspecto, ainda que seja correto olhar o futuro e defender a riqueza que o petróleo poderá nos dar, convém uma maior atenção com o presente.</p>
<p>A depender da política oficial, em nome de um fundo soberano poderemos assistir a um maior arrocho das contas públicas, a um maior endividamento em títulos e à manutenção de um modelo econômico cada vez mais subalterno.</p>
<p>09/09/2008</p>
<p>Paulo Passarinho é economista e vice-presidente do CORECON-RJ.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fundo Soberano? ]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=2423</link>
<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 06:04:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>José Correa Leite</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.pt-br.wordpress.com/2008/09/12/fundo-soberano/</guid>
<description><![CDATA[Paulo Passarinho, Correio da Cidadania, 10 de setembro de 2008
Junto à discussão da potencial riqu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://outrapolitica.files.wordpress.com/2008/09/angeli-2.gif"><img class="alignright size-full wp-image-2428" title="angeli-2" src="http://outrapolitica.wordpress.com/files/2008/09/angeli-2.gif" alt="" width="300" height="300" /></a>Paulo Passarinho, <a href="http://">Correio da Cidadania</a>, 10 de setembro de 2008</p>
<p>Junto à discussão da potencial riqueza que teremos com as descobertas de campos de petróleo da chamada camada do pré-sal, surge naturalmente o debate sobre a melhor forma de uso dos recursos financeiros que o país poderá dispor.</p>
<p>Os atuais ministros já se movimentam. Aparentemente, o titular da pasta da Educação leva vantagem. O próprio presidente Lula já manifestou que a extraordinária renda a ser gerada pelo petróleo do pré-sal deverá, prioritariamente, ser destinada a essa área. Contudo, as demandas são enormes. Os ministros da Defesa, da Previdência, da Cultura e da Saúde também já se manifestaram sobre a necessidade dos seus segmentos serem contemplados. Estados e municípios também se agitam e reivindicam o seu lugar de beneficiários das receitas que estarão disponíveis e que poderiam ampliar investimentos vitais para uma melhoria substantiva na vida de milhões de brasileiros.<!--more--></p>
<p>Já houve até mesmo a defesa da necessidade de um novo plano de metas para o país, dentro de uma visão sistêmica de melhor utilização desses recursos, evitando-se assim uma pulverização no uso dos dividendos financeiros do ouro negro.</p>
<p>Minha opinião é que, antes de tudo, há uma pedra no caminho. O atual marco regulatório do petróleo é um obstáculo importante, que deverá ser superado. E esta não será uma batalha tranqüila. Os interesses privatistas - e estrangeiros - estão em estado de alerta e lutam pela manutenção da atual Lei do Petróleo, admitindo no máximo uma alteração no decreto que define as chamadas participações especiais da União.</p>
<p>Ao mesmo tempo, desde o final de maio, tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei específico, de iniciativa do Executivo Federal, tratando da criação de um Fundo Soberano do Brasil.</p>
<p>Fundos Soberanos de Estados Nacionais têm se tornado um instrumento importante de países que dispõem de reservas cambiais elevadas e extraordinárias. São receitas geradas por recursos de exportação de commodities com preços elevados ou de receitas fiscais passíveis de transformação em moedas fortes. Essas nações optam por destinar parte desses recursos a fundos próprios e desvinculados da administração ordinária, tradicional, que em geral as reservas internacionais dos países recebem.</p>
<p>O primeiro desses fundos remonta ao ano de 1953, e foi criado pelo Kuwait para gerir os recursos da renda do petróleo do país. Contudo, foi nos anos 90 que esse instrumento ganhou maior relevância, em meio ao maior vigor da globalização financeira. Hoje, contam-se 46 diferentes fundos dessa natureza, sob controle de 35 nações. Esses países buscam um maior retorno financeiro para os recursos aplicados nesses fundos, em comparação com a rentabilidade das suas reservas internacionais formais, preferencialmente aplicadas no BIS - o Banco de Compensações Internacionais - e lastreadas em títulos do governo dos Estados Unidos. Além de poderem cumprir importante papel como instrumento de apoio a políticas industriais e de ação geopolítica.</p>
<p>O Fundo Soberano do Brasil - FSB, de acordo com o artigo 1º do PL 3674/08, será vinculado ao Ministério da Fazenda, "com as finalidades de promover investimentos em ativos no Brasil e no exterior; formar poupança pública; mitigar os efeitos dos ciclos econômicos; e fomentar projetos de interesse estratégico do país, localizados no exterior".</p>
<p>Por aí, já observamos que os propósitos são extremamente elásticos e compatíveis com os mais diversos objetivos.</p>
<p>As fontes de recursos do FSB serão de natureza fiscal e financeira, enquanto receitas fiscais, recursos do Tesouro Nacional, serão consignadas através do Orçamento da União, "inclusive aqueles decorrentes da emissão de títulos da dívida pública" (inciso I, artigo 4º). A Exposição de Motivos que acompanha o projeto de lei prevê também que, ainda neste ano de 2008, o FSB poderá se beneficiar do excesso do superávit primário, no montante equivalente a 0,5% do PIB.</p>
<p>Como receitas financeiras, o FSB poderá se beneficiar de ações de empresas estatais que ultrapassarem o percentual necessário para a manutenção do controle da União sobre essas empresas e, também, de resultados de aplicações à sua conta.</p>
<p>A aquisição de ativos no Brasil e no exterior será feita por um fundo, de natureza privada, subordinado ao FSB. Terá o nome de Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), sendo controlado por um banco federal. Seus recursos terão isenção fiscal em suas operações financeiras, sendo que o operador desse fundo, bem como as regras gerais do seu funcionamento, será definido por um Conselho Deliberativo, a ser designado pelo presidente da República.</p>
<p>O projeto foi definido como de urgência constitucional e sua premência se relaciona à oportunidade do tema das receitas extraordinárias do pré-sal. Mas, não necessariamente a essas receitas. Afinal, muitas águas ainda rolarão até que sejam decididas todas as regras e normas sobre como tratar dessas riquezas do petróleo supersubmerso, e onde os seus efeitos financeiros positivos ainda demorarão muitos anos para ser usufruídos.</p>
<p>A urgência para esse projeto possivelmente se relaciona a um outro tema, não menos importante.</p>
<p>Desde o início do ano, o governo internamente já identificou o mega-problema que representa a rápida deterioração das nossas contas externas. Amarrado a uma política econômica ferreamente controlada pelo Banco Central, que não permite variações fora do binômio juros altos/aperto fiscal, Lula e os seus desenvolvimentistas vêm procurando defender uma posição onde maiores doses de superávit primário poderiam atenuar uma trajetória de forte elevação da taxa de juros.</p>
<p>Porém, até julho ao menos, o Copom do Banco Central não vacilou e puxou para cima a taxa básica de juros em abril (0,5%), em junho (0,5%) e em julho (0,75%), fazendo com que a taxa Selic subisse de 11,25% para 13%. E a expectativa consensual no mercado é que nesta semana uma nova elevação seja definida, em 0,5% ou 0,75%.</p>
<p>Enquanto isso, os neodesenvolvimentistas já falam abertamente da possibilidade de elevação do superávit primário para o equivalente a 5% do PIB, ou mesmo da possibilidade do chamado déficit nominal zero das contas públicas.</p>
<p>O objetivo é encontrar uma forma que estanque a rápida erosão do saldo comercial do país, de modo a atenuar o déficit crescente das transações correntes. O déficit da conta de serviços é estrutural e as remessas de lucros e dividendos são cada vez mais elevadas, dado o grau de desnacionalização do parque produtivo. Fechar as contas externas depende da conta de capital, através da atração de investimentos diretos (que ampliam a desnacionalização e potencializam as remessas) ou de injeções de recursos especulativos (cada vez mais arriscados, dada a crise financeira global). Sustar a velocidade com que evoluem as despesas com importações é, portanto, vital. Contudo, isto implica arrefecer o próprio ritmo do crescimento econômico.</p>
<p>Arrefecer, mas não golpeá-lo. Eis o desafio para o governo. Afinal, estamos em pleno plano de aceleração do crescimento, em um ano eleitoral, e nas portas de uma nova conjuntura eleitoral que definirá o próximo presidente da República. E o pior: com nuvens extremamente carregadas no horizonte do cenário financeiro internacional.</p>
<p>Todo o cuidado, portanto, é pouco. E toda boa justificativa torna-se interessante.</p>
<p>Neste aspecto, ainda que seja correto olhar o futuro e defender a riqueza que o petróleo poderá nos dar, convém uma maior atenção com o presente.</p>
<p>A depender da política oficial, em nome de um fundo soberano poderemos assistir a um maior arrocho das contas públicas, a um maior endividamento em títulos e à manutenção de um modelo econômico cada vez mais subalterno.</p>
<p>Paulo Passarinho é economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro.</p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Garibaldi diz que é contrário à criação do Fundo Soberano]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=3974</link>
<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 15:05:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.pt-br.wordpress.com/2008/07/04/garibaldi-diz-que-e-contrario-a-criacao-do-fundo-soberano/</guid>
<description><![CDATA[


 Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil












Brasília - O presidente do Senado,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="1" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td><span class="assinatura1"> Priscilla Mazenotti<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></p>
<p></span></td>
<td class="espacocapa" width="10"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="1" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="32" valign="top"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/04/materia.2008-07-04.3891926713/sendto_form"><img src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/enviar.gif" border="0" alt="envie por e-mail" hspace="11" /></a><br />
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<td valign="top">Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), disse ser contrário à proposta que cria o Fundo Soberano, que deverá ser usado para financiar empresas brasileiras no exterior. "Não sou a favor do fundo porque acho que isso deve ser debatido melhor", afirmou.</p>
<p>A proposta que cria o Fundo deve chegar ao Congresso nos próximos dias. Garibaldi fez um apelo para que o Congresso não fique paralisado no segundo semestre por conta das eleições municipais e vote matérias que estão na pauta.</p>
<p>De acordo com o presidente do Senado, basta fazer um esforço, como o de quarta-feira (2), quando foi votado o piso salarial de R$ 950 para os professores da educação básica. "O ruim é chegar aos municípios [<em>para as eleições</em>] sem ter feito o dever de casa aqui."</p>
<p>Garibaldi disse achar difícil que o projeto sobre inelegibilidade de candidatos que têm ficha suja seja votado a tempo de valer para essas eleições. "A lei já deveria estar aí. Como agora não se tratou, vamos lidar com o que está aí."</p>
<p>O projeto da inelegibilidade foi apresentado nesta semana pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A proposta impede que candidatos condenados em primeira ou última instância sejam eleitos.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Diário Oficial publica mensagem de criação do Fundo Soberano]]></title>
<link>http://maria451.wordpress.com/?p=950</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 17:08:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula</dc:creator>
<guid>http://maria451.pt-br.wordpress.com/2008/07/03/diario-oficial-publica-mensagem-de-criacao-do-fundo-soberano/</guid>
<description><![CDATA[




3 de Julho de 2008 - 08h59 - Última modificação em 3 de Julho de 2008 - 08h59
 



Da Agên]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="1" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<div>
<div class="documentByLine"><span>3 de Julho de 2008 - 08h59 - </span><span>Última modificação </span>em 3 de Julho de 2008 - 08h59</div>
<p align="center"> </p>
</div>
<div><strong></strong></div>
<p><strong><span style="font-size:large;"></p>
<div><span class="assinatura1"><span style="color:#6c7962;">Da Agência Brasil<br />
<em></em></span></span></div>
<p></span></strong><span class="assinatura1"><span style="color:#6c7962;"> </p>
<p></span></span></td>
<td class="espacocapa" width="10"> </td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="texto1">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="1" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="32" valign="top"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/07/03/materia.2008-07-03.2615747580/sendto_form"><img src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/enviar.gif" border="0" alt="envie por e-mail" hspace="11" /></a><br />
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<td valign="top">Brasília - A edição de hoje (3) do <em>Diário Oficial da União </em>traz publicada a mensagem de encaminhamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil ao Congresso Nacional.</p>
<p class="western">De acordo com a Mensagem n.º 466, o texto assinado ontem (2) pelo presidente Lula "cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), dispõe sobre sua estrutura, fontes de recursos e aplicações, e dá outras providências".</p>
<p class="western">A audiência que o presidente Lula teria ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do tema, foi cancelada por conta das audiências do presidente com autoridades estrangeiras. O encontro deve, então, ocorrer no fim da tarde de hoje.</p>
<p class="western">Mantega reafirmou ontem, ao participar de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, que a função inicial do fundo é ajudar no combate à inflação. Segundo ele, com o repasse de 0,5% do Produto Interno Bruto (a soma de tudo o que se produz no país) ao fundo, o governo deixará de gastar o valor correspondente a esse percentual.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um dia difícil para o Ministro Guido Mantega]]></title>
<link>http://blogdocredito.wordpress.com/?p=52</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 05:08:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fernando Blanco</dc:creator>
<guid>http://blogdocredito.pt-br.wordpress.com/2008/07/03/um-dia-dificil-para-o-ministro-guido-mantega/</guid>
<description><![CDATA[Olha, eu acho que este governo vem conduzindo a economia com competência. Ele soube surfar corretam]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, eu acho que este governo vem conduzindo a economia com competência. Ele soube surfar corretamente a onda do crescimento mundial, assim como tornou o Brasil um destino atrativo para o capital internacional.</p>
<p>Mas o cenário está mudando rapidamente e fica a dúvida se este mesmo governo saberá lidar tão bem num mercado<em> "bearish"</em> (de baixa) como soube lidar no momento <em>"bullish" </em>(de alta).</p>
<p>Os desafios são:</p>
<ol>
<li>A economia mundial incrivelmente desbalanceada (vide último post).</li>
<li>Inflação em alta por aqui e juros subindo.</li>
<li>Taxas de juros (para o tomador clássico) já num patamar altíssimo - e subindo.</li>
<li>Balança de transações correntes deteriorando-se rapidamente.</li>
<li>Dolar 'derretendo', ainda que tenda a reverter (abruptamente?).</li>
</ol>
<p>Bem, com tantos problemas para se preocupar, o Ministro vem ocupando-se com uma das poucas unanimidades nacionais: o tal Fundo Soberano. Uma outra unanimidade seria, com certeza, o "Fora Dunga"! E os juros altos também, naturalmente.</p>
<p>Hoje o Ministro deu uma daquelas entrevistas inconvenientes, na porta do Congresso (após se explicar sobre o Fundo Soberano), cercado por dezenas de microfones, tendo que negar o obvio. Um horror.</p>
<p>O link abaixo dá uma boa noção. Eu basicamente não concordo com nada do que ele falou sobre crédito. O pessoal do Jornal das 10, da Globonews também não.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u418518.shtml"><strong>http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u418518.shtml</strong></a></p>
<p>Ele diz: <em>"O crédito não pode crescer 30% ao ano, mas uns 25% está bom".</em> Pelo amor de Deus... Espero que esta fala tenha sido deturpada pelo caos da entrevista.</p>
<p><strong>Abraços - e não se endividem no curto-prazo, salvo se tiverem uma causa muito nobre, e muita segurança do que estão fazendo!</strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Colunista InfoMoney: Fundo Soberano, que comece logo o debate]]></title>
<link>http://maria451.wordpress.com/?p=872</link>
<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 19:43:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula</dc:creator>
<guid>http://maria451.pt-br.wordpress.com/2008/06/27/colunista-infomoney-fundo-soberano-que-comece-logo-o-debate/</guid>
<description><![CDATA[
Por: Ingo Plöger
27/06/08 - 14h00
InfoMoney


A competição normalmente é boa, desde que seja eq]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div id="titulo" class="tUpper">
<span>Por: Ingo Plöger<br />
27/06/08 - 14h00<br />
InfoMoney</p>
<p></span></div>
<div id="HOTWordsTxt">
<div class="pgf">A competição normalmente é boa, desde que seja equilibrada e mantenha a estabilidade duradoura entre a oferta e a procura. Nos últimos dias temos acompanhado o debate que se desenvolve sobre a conveniência do Brasil desenvolver seu Fundo Soberano. Por princípio não sou favorável aos fundos soberanos porque são de natureza pública, estatais, ou de detentores de governos monárquicos, que utilizam uma parte de seus excedentes das exportações de suas riquezas naturais, para aplicarem em geral fora de suas fronteiras. As aplicações de grandes fundos soberanos competem, em vários casos, diretamente com a iniciativa privada, dificultando a real competição pelo mesmo risco.</div>
<p>Os fundos soberanos administram ativos de mais de US$ 3 trilhões, com uma perspectiva de crescimento acima de US$ 10 trilhões nos próximos dez anos. A origem dos ativos dos maiores fundos soberanos do mundo vem do petróleo; o fundo ADIA, dos Emirados Árabes Unidos, considerado o maior do mundo, possui US$ 875 bilhões em ativos. O Fundo Soberano da Arábia Saudita atua no mercado acionário na Europa, o Fundo Soberano da China atua em investimentos em infra-estrutura na Angola, onde empresas brasileiras e outras têm que competir com as melhores práticas de mercado. É certo que estes fundos operam com outros interesses estratégicos do que os privados, mas, mesmo assim, estes se encontram em mercados competitivos onde a iniciativa privada não tem como negligenciar o seu retorno em bases econômicas competitivas.</p>
<p>A proliferação destes fundos tende a se instalar ainda mais com o preço do petróleo batendo a casa dos US$ 140,00 o barril e as commodities confirmando sua alta estrutural por um bom tempo afora. Aumentará cada vez mais a necessidade destes fundos de buscar aplicações para posicionar suas "reservas externas", de maneira a não contaminar o valor de suas moedas nacionais com a "doença holandesa"; em outras palavras, para que não haja uma supervalorização de suas moedas e conseqüente desindustrialização.</p>
<table style="float:right;" border="0" cellspacing="2" cellpadding="3" width="150" align="right" bgcolor="#ffffff">
<tbody>
<tr bgcolor="#ffffff">
<td width="130"><img src="http://web.infomoney.com.br/images/colunistas/ingo.ploger.jpg" alt="" /></td>
</tr>
<tr bgcolor="#ffffff">
<td><span style="color:#006699;"><span style="font-size:small;"><font size="3"><strong>"É necessário estabelecer políticas e regras muito claras para atuação do Fundo Soberano"</strong></font></span><strong></strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>E o Brasil agora ainda é beneficiado com as possíveis reservas de petróleo no Pré Sal. Em dez anos, poderemos iniciar uma forte exportação de petróleo e seus derivados. Se este cenário ocorrer, na circunstância atual, não precisamos pensar muito em que patamares o valor do Real irá flutuar. Sem dúvida, o Pré Sal é um belo presente de Deus que não podemos desprezar. E, em sendo a maior área de exploração da União, os royalties prováveis desta exploração, onde irão parar? Esta questão, se não for muito bem pensada hoje, poderá se tornar uma boa dor de cabeça política e econômica amanhã.</p>
<p>Se nós somos hoje uma nação produtora de petróleo tardia, como denominou recentemente o senador Aloizio Mercadante em uma explanação, não precisamos cometer os mesmos erros que outras nações estão cometendo. Neste cenário, a discussão sobre a formação de um Fundo Soberano do Brasil com ativos oriundos dos royalties de nossas explorações petrolíferas pode ser uma saída para as conseqüências dos desvios que teremos nos fundamentos econômicos futuros. Para minimizar os efeitos colaterais que um fundo soberano pode causar, é necessário estabelecer políticas e regras muito claras de sua atuação.</p>
<p>Estipular, por exemplo, que o fundo soberano só poderia investir em áreas onde seria estruturante para aumentar a competitividade do Brasil, preparando o país para a era pós-petróleo, seria um ótimo objetivo.</p>
<p>O senador Mercadante propõe, por exemplo, que se pense em reduzir a dívida interna do país, reduzindo a incidência dos juros na economia. Ou, ainda, reduzir o déficit da previdência, o que diminuiria os custos para as empresas e os contribuintes.</p>
<p>De uma forma ou outra, gostemos ou não de fundos soberanos, estamos diretamente expostos a eles neste mundo globalizado. Se temos a chance de constituir o nosso, que seja para o bem do país, especificamente para o seu povo, visando o longo prazo de um desenvolvimento sustentável, balizado em princípios de transparência e de menor impacto junto aos investidores privados.</p>
<p>Este debate não pode ser iniciado só quando o primeiro barril de petróleo estiver sendo explorado na Bacia de Santos, mas o quanto antes, porque se confirmadas as reservas, o valor será muito alto, e a cobiça política de prefeituras e Estados será enorme. Requer um debate de alto nível, que veja no Brasil de 10 a 20 anos à frente a esperança colocada na nova geração de brasileiros, mais bem nutridos, educados, em outro patamar de saúde, podendo desenvolver suas atividades em um país com uma infra-estrutura e um parque industrial à altura de nossos sonhos. Que comece logo o debate!</p>
<p><em>Ingo Plöger é empresário, coordenador do 1º Fórum de Líderes em Sustentabilidade e presidente da IP Desenvolvimento Empresarial Institucional - especializada em negociações internacionais - e escreve mensalmente na InfoMoney, às sextas-feiras.</em><br />
<a class="select" href="mailto:ingo.ploger@infomoney.com.br">ingo.ploger@infomoney.com.br</a></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil terá fundo soberano de US$ 200 bi, diz Mantega ao 'FT']]></title>
<link>http://luishipolito.wordpress.com/?p=2382</link>
<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 15:18:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Luis Hipolito</dc:creator>
<guid>http://luishipolito.pt-br.wordpress.com/2008/06/09/brasil-tera-fundo-soberano-de-us-200-bi-diz-mantega-ao-ft/</guid>
<description><![CDATA[BBC BRASIL










Guido Mantega diz que fundo ajudará combater inflação




O governo brasilei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#99cc00;"><strong>BBC BRASIL</strong></span></p>
<p><!-- end_title --></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="208" align="right">
<tbody>
<tr>
<td rowspan="2" bgcolor="#ffffff"><img src="http://www.bbc.co.uk/f/t.gif" border="0" alt="" width="5" height="1" /></td>
<td>
<div><img src="http://www.bbc.co.uk/worldservice/images/2008/04/20080411220040mantega203x152ap.jpg" alt="o ministro da Fazenda, Guido Mantega" width="203" height="152" /></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="caption">Guido Mantega diz que fundo ajudará combater inflação</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!-- st_story --></p>
<div class="storytext" style="text-align:justify;"><strong>O governo brasileiro planeja usar os futuros lucros gerados pelas reservas de petróleo descobertas recentemente para criar um fundo soberano de US$ 200 a US$ 300 bilhões em até cinco anos, segundo afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em uma entrevista ao jornal britânico <em>Financial Times</em>, nesta segunda-feira. </strong></div>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">Mantega disse ao diário financeiro que o governo acredita que o Brasil esteja “sentado” sobre reservas de 40 a 50 bilhões                   de barris desde que foram descobertos novos campos de petróleo na costa do Atlântico Sul.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">Ele disse que um projeto de lei propondo a criação do Fundo Soberano será enviado ao Congresso no início desta semana sob                   regime de emergência, o que dá aos parlamentares apenas 45 dias para aprová-lo ou rejeitá-lo.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;"><!-- end_story -->O ministro explicou ao <em>FT</em> que, inicialmente, o fundo funcionará como um fundo de estabilidade fiscal, reservando 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB)                   ou R$ 14 bilhões, para uma reserva de contingência.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">Esta verba seria utilizada inicialmente para reduzir gastos do governo, dívidas do setor privado e ajudar a amortizar as do                   setor público.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">“No início o fundo será pequeno, mas assim que o novo petróleo começar a ser produzido, crescerá rapidamente para US$ 200                   a US$ 300 bilhões nos próximos três a cinco anos”, disse o ministro na entrevista.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;"><strong>Inflação</strong></p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">Mantega ainda afirmou ao FT que o fundo ajudará a combater a inflação que, segundo suas projeções, chegará a 5,5% até o fim                   do ano, um ponto percentual acima do previsto pelo governo.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">O novo fundo ainda ajudaria o governo a atingir sua meta de aumentar o superávit primário de 3,8% para 4,3% do PIB.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">Segundo Mantega, assim que os lucros com os novos campos começarem a emergir, o fundo adquirirá novas funções.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">“O fundo terá várias funções, não apenas uma”, disse ele. “Auxiliará o governo a diminuir os gastos e também poderá ajudar                   na taxa de câmbio”.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;"><strong>Potência</strong></p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">O <em>Financial Times</em> afirma que, se provadas, as novas reservas de petróleo farão com que o Brasil “passe de uma nação auto-suficiente em petróleo,                   porém pequena peça da indústria global, a uma das maiores potências mundiais em petróleo”.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">“Se somados às atuais reservas de 14,4 bilhões de barris, os novos campos poderão fazer do Brasil o oitavo maior país em reservas de petróleo, ultrapassando a Rússia”.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">No entanto, diz o jornal, há preocupação com a maneira pela qual o governo vai lidar com os contratos das empresas que operarão                   os novos campos.</p>
<p class="storytext" style="text-align:justify;">“De acordo com as regras atuais, as empresas entram com pedido de concessão para operar os campos de gás e petróleo, pagando                   royalties ao governo a partir de seus lucros”.</p>
<p style="text-align:justify;">Este sistema, no entanto, poderá ser alterado para “produção dividida”, sob a qual as reservas permaneceriam propriedade do governo e as petroleiras operariam como “provedoras de serviço”, um sistema bem menos atraente para a indústria, diz o <em>FT</em>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Entrevista do presidente do BC à Agência Brasil]]></title>
<link>http://maria451.wordpress.com/?p=390</link>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 17:49:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula</dc:creator>
<guid>http://maria451.pt-br.wordpress.com/2008/05/26/entrevista-do-presidente-do-bc-a-agencia-brasil/</guid>
<description><![CDATA[




ABr: Economistas dizem que uma elevação do superávit primário, com cortes de gastos corrent]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" summary="tabela menu principal">
<tbody>
<tr>
<td class="corpo">
<div class="fundoPadraoAClaro3">
<p><strong>ABr:</strong> Economistas dizem que uma elevação do superávit primário, com cortes de gastos correntes, potencializaria a política monetária do Banco Central?<br />
<strong>Meirelles:</strong> As opções de política econômica têm que ser feitas dentro do quadro de possibilidades administrativas, políticas e econômicas. Não há dúvida de que do ponto de vista meramente econômico, um aumento do superávit primário tem vantagens importantes, na medida em que a relação dívida/Produto [Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas no país] cai com maior rapidez. Isso tenderia a baixar as taxas de juros do país a longo prazo. Por outro lado, existem demandas importantes da sociedade por gasto público que são expressas através dos diversos setores da sociedade e principalmente pelo Congresso Nacional. A definição de prioridades na gestão dos recursos públicos é algo que envolve uma discussão mais ampla do que meramente pronunciamento de uma ou outra autoridade ou analista. O quadro de discussão de fatores é de uma abrangência maior do que meramente os aspectos econômicos. Não compete ao Banco Central definir e sugerir qual é a composição ótima das prioridades econômicas. Compete ao presidente da República, ao governo e ao Congresso Nacional, dentro das prioridades de despesas públicas, de investimentos. E cabe ao Banco Central cumprir seu papel.</p>
<p><strong>ABr:</strong> É uma arte difícil compatibilizar o anseio da sociedade de crescer e fazer com que a inflação fique sob controle? Qual é o fio da navalha dessa política?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Entendo que são objetivos absolutamente compatíveis. Não há nenhuma incompatibilidade entre inflação baixa e estável e crescimento econômico. Muito pelo contrário, não existe exemplo de país no mundo que tenha crescido com taxas elevadas, com períodos prolongados com inflação alta. Na medida que sobe a inflação, ela, em primeiro lugar, corrói o poder de compra do trabalhador. Além dos problemas sociais, gera uma queda da demanda doméstica. Essa queda, em última análise, vai se refletir na produção. Outro fator é que a inflação desorganiza a atividade produtiva, o planejamento das famílias e das empresas, fazendo com que haja uma taxa de crescimento menor e muitas vezes uma recessão. É o fenômeno conhecido como estagflação que se estabelece a partir do momento que a inflação se instala de forma mais permanente. Vivemos isso durante muito tempo. Nesse sentido, entendemos que o esforço de estabilização feito pelo governo Lula, nos seus primeiros anos, que trouxe a inflação para a trajetória de metas e estabilizou a economia, é exatamente o fator mais importante para o momento em que a economia está vivendo hoje de crescimento elevado, acima de 5%. A geração de empregos é a maior da história. Nos últimos três meses, tivemos 200 mil empregos novos formais por mês. O desemprego é o menor na série histórica. O investimento vem crescendo a taxas sem precedentes no Brasil, cerca de 16% ao ano, e também paralelamente uma arrecadação tributária crescente que não só dá condições para se falar até em aumento do [superávit] primário, mas certamente dá condições para que o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] seja implementado com todo o sucesso. É exatamente uma política monetária rigorosa, a não hesitação do Banco Central de manter a inflação na meta, é que garante o crescimento e, portanto, o sucesso do banco.</p>
<p><strong>ABr:</strong> O Banco Central ao persistir nos seus objetivo de controle da inflação, elevando juros, não passa um sinal ao investidor de que o custo do investimento vai ficar mais alto?<br />
<strong>Meirelles:</strong> É importante mencionar que o maior fator que fez com que o investimento privado no Brasil atingisse os patamares de crescimento que tem hoje – os maiores da nossa história recente - são resultado da estabilidade e da previsibilidade. Portanto, a confiança na capacidade do Banco Central, e no seu compromisso com a manutenção da estabilidade, é melhor garantia do empresário para continuar investindo, e de que não haverá descontrole inflacionário. É esta mensagem fundamental que tem feito com que os investimentos no Brasil venham aumentando, exatamente com a política deste Banco Central.</p>
<p><strong>ABr:</strong> A taxa de juros é o melhor mecanismo que o Banco Central tem hoje para conter a inflação, principalmente no grupo de alimentos?<br />
<strong>Meirelles:</strong> São várias coisas diferentes que temos que levar em conta. Em primeiro lugar, existe, sim, uma inflação de alimentos, mas não é só de alimentos. Temos hoje uma inflação que já tem uma difusão muito maior. Temos desde a inflação de matérias primas, metais, não metálicos, químicos, petróleo e uma atividade bastante aquecida levando também a uma inflação na área de serviços. Temos um aumento dos preços no atacado bastante acima dos preços no varejo que numa situação de atividade e a demanda bastante aquecida gera riscos de repasse mais generalizado de preços para o varejo. Exatamente por isso, no entanto, que o Banco Central já anunciou que tomará qualquer providencia que for necessária e, em conseqüência, as perspectivas de inflação estão ancoradas nas metas de inflação porque os agentes econômicos têm e devem ter confiança de que o Banco Central vai entregar uma inflação consistente com trajetória de metas. Portanto, isso faz com que o Banco Central já tenha anunciado e tomado uma atitude tempestiva. Esta é vantagem importante: O Banco Central agiu a tempo e a hora e está agindo e está preparado para continuar a agir. Portanto, a Nação pode estar tranqüila de que o Banco Central vai manter a inflação na meta. Em relação a isso a taxa de juros juntamente com o sistema de metas de inflação têm se revelado no mundo todo como o mecanismo mais adequado para a aplicação da política monetária. Portanto, a meta de inflação como arcabouço de regime monetário e a taxa de juros como instrumento de política monetária, é o sistema consagrado no mundo todo.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Muitos economistas acham que o Banco Central deveria elevar os compulsórios sobre depósito à vista para reduzir o descompasso entre oferta e demanda?<br />
<strong>Meirelles:</strong> O Brasil tem compulsórios elevados em termos internacionais. Já está bastante acima da média e dos máximos praticados em outros países. A experiência do Banco Central, e de diversos bancos centrais do mundo, é de que o meio mais eficientes é exatamente o manejo da taxa básica, no caso do Brasil, a taxa Selic.</p>
<p><strong>ABr:</strong> O senhor chegou ao Banco Central quando a taxa de inflação estava em 12,5% e trouxe para o nível de 3,14%, em 2006. Com essa experiência o senhor acha que dá para manter a inflação dentro do prometido, ou eventualmente, terá que alterar a meta?<br />
<strong>Meirelles:</strong> É importante dizer o seguinte: quando o Banco Central manifestou preocupações com a inflação muitos analistas de mercado acharam que o Banco Central talvez estivesse preocupado exageradamente. Na medida em que se confirmaram as preocupações do Banco Central - e hoje estão sendo confirmadas pelos números-, muitos desses analistas reagem de uma forma, talvez também exagerada. Na medida que antes estavam, talvez, eufóricos, hoje estão próximos do pânico. Enquanto para o Banco Central, neste aspecto, mantém uma posição de absoluta serenidade: o que está ocorrendo hoje é exatamente o que constava nas nossas previsões e para o que anunciamos e começamos adotar medidas tempestivas. Portando, o que queremos é dar uma mensagem de tranqüilidade. O Banco Central previu toda essa manifestação, anunciou e está tomando medidas a tempo e a hora. Portanto, o Banco Central vai mais uma vez entregar ao país uma inflação consistente com a trajetória de metas e uma economia crescendo de forma sustentável gerando emprego com investimentos elevados, porque os empresários brasileiros estão cada vez tendo confiança de que o Brasil é um país estável e continuará estável.</p>
<p><strong>ABr:</strong> O senhor descarta então ajuste no centro da meta de inflação? Alguns analistas estão dizendo que poderia subir de 4,5% para 5%?<br />
<strong>Meirelles:</strong> A meta é uma decisão do Conselho Monetário Nacional [CMN] e a discussão que vai se dar na próxima reunião do CMN diz respeito à meta de 2010. Não existe, que eu saiba, qualquer agendamento para uma mudança: ou seja a meta para 2008 e 2009 está fixada e nós vamos fixar a meta para 2010.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Quando o Banco Central pegou inflação de 12,5% e trouxe para o atual patamar, isso lhe rendeu acúmulo de experiência e credibilidade junto aos agentes econômicos. A experiência ajuda o Banco Central neste momento em que a inflação dá sinais de aumento?<br />
<strong>Meirelles:</strong> É importante mencionar que a expectativa de inflação para 2009 é de 4,5%, que é a meta. Usando a analogia do tiro ao alvo, o Banco Central sempre mira na meta. Depois do tiro disparado pode haver um vento forte que desvie um pouquinho a bala. Mas a próxima bala já vai ser de novo atirada em direção à meta. Quer dizer, o Banco Central não atira em outra direção que não seja o centro da meta. Agora, evidentemente, que o Banco Central não atira junto do alvo. A arma não está encostada no alvo, está a uma certa distância; que são - trazendo esta realidade para a política monetária- a defasagem dos efeitos de política monetária entre a medida tomada pelo Banco Central e o efeito na atividade e inflação. O Banco Central sempre age com uma mira no centro da meta e os desvios que ocorrerem são trazidos, exatamente pelos choques externos, que se dão durante o período da defasagem.</p>
<p><strong>ABr:</strong> A experiência dos últimos anos no combate à inflação ajuda o BC a fazer um mira mais exata?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Certamente, não há dúvida. Hoje nós estamos caminhando para dez anos de implantação do regime de metas. De um lado, é um período curto, mas a cada tempo que passa ele tem um ganho de experiência importante. Quando assumimos, o regime de metas não tinha nem quatro anos. Era uma série muito curta de experiência. Hoje temos mais experiência e bem sucedida.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Esta menor experiência do Banco Central em metas de inflação, tempos atrás, fez com que atuasse de forma mais firme do que deveria?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Não. Acredito que o Banco Central agiu de forma adequada. Precisamos levar em conta que a situação quando assumimos era de bastante dificuldade. A inflação tinha rodado a 12,5% no ano de 2002, mas chegou a 17% em 12 meses acumulado. Existem diversos fatores que ajudam nesse processo: um deles é da maior experiência. O segundo é a maior credibilidade do Banco Central. Na medida em que os agentes formadores de preços passam a ter maior confiança de que o Banco Central vai fazer o necessário para que a inflação esteja na meta, os agentes econômicos têm uma tendência menor de aumentar os preços acima da meta, porque há risco de perder mercado. O terceiro é a própria estabilização da economia brasileira. Isso faz com que as oscilações [volatilidade] da inflação, taxas de juros e de produto diminuam. Tudo isso facilita com que cada vez mais o custo da desinflação seja menor. Mas importante é que o país consiga crescer a taxas altas, em termos médios, com custo menor e com taxas de juros médias menores ao longo do tempo.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Outro reflexo do aquecimento da economia pode ser visto com a elevação das importações e estamos tendo um déficit do balanço de transações correntes [os pagamentos e recebimentos do Brasil com o exterior]. Como o senhor vê o comportamento do nosso balanço de pagamentos?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Uma das razões da elevação do déficit de transações correntes é o aumento das importações; impulsionado pela demanda interna, que está bastante aquecida. Um dos mecanismos é exatamente um ajuste monetário que faz com que haja uma moderação desta demanda doméstica. Isso está sendo feito e com as demais políticas do governo - como a política industrial- nossa expectativa é de que o equilíbrio dessas contas será restabelecido.</p>
<p><strong>ABr:</strong> O Banco Central tem dito que o déficit com as contas correntes será coberto com o investimento direto [recursos externos que se destinam à parte produtiva da economia e geram empregos], mas isso não ocorreu no primeiro trimestre?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Se olharmos um período maior, veremos que os investimentos diretos, como ocorreu no ano passado, atingiram valor superior a US$ 35 bilhões. Enquanto a previsão do Banco Central para este ano é acima de US$ 30 bilhões e não se espera um déficit de transações correntes maior que isso.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Caso esse déficit continue subindo, em algum momento haverá reflexo sobre a taxa de câmbio e, como conseqüência, sobre o controle dos preços. Como o senhor vê esse processo?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Precisamos ter consistência na análise econômica. O que não podemos é estar preocupados com a queda do dólar frente ao real e ao mesmo tempo estarmos preocupados com a subida do dólar, possível ou potencial, em função do aumento do déficit em conta corrente. Quer dizer: estes são mecanismos normais de equilíbrio da atividade econômica. Na medida em ue há aumento do déficit em conta corrente, é previsível que isso se reflita na cotação da moeda. O que não podemos é, enquanto o dólar esta caindo, nos esquecer dos benefícios para a inflação e nos preocupar com déficit em conta corrente futuro. No momento em que o dólar, em função do déficit em conta corrente começar a subir, se vier a subir, aí nós deixamos de nos preocupar com a conta corrente e aí passamos a nos preocupar com a inflação. É um equilíbrio normal da atividade econômica e, certamente, o país não poderá contar de maneira permanente com a apreciação cambial como forma de controlar a inflação.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Com o déficit em conta corrente ocorre redução das reservas internacionais e os custos internos de financiamento?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Não há dúvida que existe um custo de carregamento das nossas reservas, mas por outro lado, existe um benefício muito grande que é o aumento da capacidade de resistência do país aos choques e a melhora do risco país e sua capacidade de captação externa. Em resumo: reduz o custo de carregamento do total da dívida pública, em função da melhora do risco e estamos aí vendo o investiment grade [grau de investimento, classificação que sinaliza aos investidores externos que o país tem condições de honrar seus compromissos, portanto é seguro para se investir] que confirma isso. Portando, o custo benefício das reservas tem sido favorável ao país.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Como vai ser a operação do Fundo Soberano?<br />
<strong>Meirelles:</strong> O conceito de fundo soberano é usado por diversos países com finalidades diferentes e distingue-se de uma maneira bastante clara das reservas internacionais do país. As reservas internacionais do país têm por finalidade a garantia de liquidez. Ou seja, são ativos líquidos e de risco de crédito menor possível. Muitas vezes, títulos de governo, de países de economia mais sólida. Portanto, a finalidade das reservas é fazer com que o risco percebido do país diminua e, em conseqüência, o custo de captação das empresas brasileiras e do governo brasileiro cai. Isso tem acontecido e o investment grade [grau de investimento, classificação que sinaliza para os investidores estrangeiros que o país oferece segurança para investimentos] concedido ao Brasil recentemente mostra claramente o acerto da política de acumulação de reservas internacionais. É mais uma demonstração desse acerto. O desempenho do Brasil durante a crise dos mercados mundiais que foi gerado pela crise do subprime [operações financeiras no mercado imobiliário] americano é, de novo, outra evidência importante do acerto [da política de acúmulo] das reservas internacionais. Evidentemente que vem junto com toda a melhora dos fundamentos da economia brasileira: a melhora fiscal, a continuada queda da relação dívida pública líquida total sobre o produto, trajetória de inflação consistente com as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Então, qual é o papel do Fundo Soberano?<br />
<strong>Meirelles:</strong> O Fundo Soberano tem outras finalidades que não a de assegurar liquidez, assegurar uma reserva líquida do país. Cada nação tem uma diferente configuração para o Fundo Soberano. A configuração do Fundo Soberano brasileiro ainda não está definida. O ministro [da Fazenda], Guido Mantega, deverá anunciar brevemente as características fundamentais da constituição do Fundo Soberano do Brasil e só aí nós vamos discutir quais são os detalhes da política de aplicação do fundo, de governança etc. No caso do Brasil, uma visão inicial é de que recursos viriam do que poderia ser usados para despesas correntes. Portanto, o país estará ao mesmo tempo tirando partido do excedente de dólares do balanço de pagamentos do Brasil [e fazendo um esforço fiscal maior]. Em resumo, vamos aguardar qual será o detalhamento do Fundo Soberano: critério de compras, fontes de financiamento, para, a partir daí, podermos comentar com maior tranqüilidade.</p>
<p><strong>ABr:</strong> A compra de moeda estrangeira vai interferir na estratégia do Banco Central de composição das suas reservas?<br />
<strong>Meirelles:</strong> São coisas diferentes. O Banco Central compra as suas reservas diretamente no mercado através de leilão, enquanto que hoje o Tesouro Nacional já faz também a compra de reservas para atender algumas das suas obrigações. Vamos aguardar para ver exatamente qual será a metodologia, processo de compra de reservas por parte do Fundo Soberano que ainda não está anunciado.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Se o Tesouro vai aumentar a compra de dólares para compor o fundo, poderá haver alguma tensão com o Banco Central que também compra moeda estrangeira?<br />
<strong>Meirelles:</strong> Não há nenhuma tensão. Existe um grande número de compradores de dólares no país do setor privado e, hoje em dia, também no setor público, no Tesouro Nacional e, portanto, o Banco Central em nenhum momento deseja ter qualquer tipo de atuação única no mercado. É normal que existam compradores diversos. Inclusive, em outros países, o Tesouro compra diretamente também para atender às suas obrigações, inclusive para a possível constituição de Fundo Soberano.</p>
<p><strong>ABr:</strong> Como avaliar o nível ideal de reservas internacionais?<br />
<strong>Meirelles:</strong> É difícil fazer esta avaliação. Certamente o Banco Central não dá muitas pistas para que os agentes econômicos não antecipem movimentos da autoridade monetária nesta área.
</div>
<p><!--/conteudo--></td>
</tr>
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</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[CÂMBIO: Especulações de fundo soberano puxa queda do dólar]]></title>
<link>http://maria451.wordpress.com/?p=360</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 18:18:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Paula</dc:creator>
<guid>http://maria451.pt-br.wordpress.com/2008/05/23/cambio-especulacoes-de-fundo-soberano-puxa-queda-do-dolar/</guid>
<description><![CDATA[manchete investNews 4 | 23/05 - 13:17 
As especulações sobre a suspensão do fundo soberano trouxe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="editoria"><strong>manchete investNews 4</strong> <span class="data">&#124; 23/05 - 13:17 </span></p>
<p><span class="texto_interna">As especulações sobre a suspensão do fundo soberano trouxe um certo alívio aos negócios relacionados a câmbio. Mas o ambiente internacional mais tenso, pressionado pelos temores da inflação, devido à nova alta no preço do petróleo, reduziu o apetite por risco. No fim da manhã, o dólar comercial estabilizou-se a R$ 1,657 na compra e a R$ 1,658 na venda.<br />
Nas mesas de operações, circula a notícia de que o presidente Luis Inácio Lula da Silva teria interrompido o envio do projeto de lei ao congresso que criaria o Fundo Soberano Brasileiro, a ser utilizado para financiamento de empresas brasileiras e contenção da apreciação do real. No entanto, também há rumores de que o governo estaria estudando utilizar recursos das reservas internacionais para a criação do Fundo, idéia rechaçada por Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.<br />
No campo corporativo, destaque para o forte interesse de grandes bancos brasileiros, como Itaú e Bradesco, à aquisição do banco estatal Nossa Caixa. Com a possível incorporação pelo banco do Brasil, as ações da Nossa Caixa dispararam mais de 40%.<br />
Em Wall Street, os investidores assimilam os dados de moradia. Segundo a Associação de Corretora de Imóveis, o número de venda de casas usadas nos EUA recuou 1% em abril, para uma taxa anualizada de 4,89 milhões de unidades, ainda assim, o resultado ficou acima das expectativas.<br />
Como de costume, o banco central comprou dólares no mercado de câmbio. A taxa de corte ficou em R$ 1,6566. (Simone e Silva Bernardino - InvestNews) </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fundilho soberano?]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7234</link>
<pubDate>Tue, 20 May 2008 13:28:17 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
<guid>http://gustibusgustibus.pt-br.wordpress.com/2008/05/20/fundilho-soberano/</guid>
<description><![CDATA[Crítica de Gustavo Franco a mais esta idéia da pterodoxia brasileira. Ok, a idéia não foi cria d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Crítica de Gustavo Franco a mais esta idéia da <a href="\Documents and Settings\claudio\Local Settings\Temp\Folha de S_Paulo - Gustavo Franco O cofrinho do ministro - 17-05-2008.mht">pterodoxia brasileira</a>. Ok, a idéia não foi cria da pterodoxia - boa demais para tanto, claro - mas o mau uso da mesma é, infelizmente, quase um monopólio da mesma.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[BC boicota ‘fundo soberano’ para aumentar o pagamento de juros]]></title>
<link>http://rizzolot.wordpress.com/?p=2423</link>
<pubDate>Mon, 19 May 2008 16:57:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>rizzolot</dc:creator>
<guid>http://rizzolot.pt-br.wordpress.com/2008/05/19/bc-boicota-%e2%80%98fundo-soberano%e2%80%99-para-aumentar-o-pagamento-de-juros/</guid>
<description><![CDATA[Para Meirelles, aumento da arrecadação, fruto do crescimento da economia, é dos banqueiros
 O sr.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Para Meirelles, aumento da arrecadação, fruto do crescimento da economia, é dos banqueiros</p>
<p> O sr. Henrique Meirelles reivindica um status bastante peculiar entre os membros do atual governo. Vive a exigir que todo o governo o apóie, inclusive reclamando ao presidente Lula quando algum ministro ou autoridade declara que está contra ou, simplesmente, que não está totalmente de acordo com a política jurássica do BC. Mas não se acha obrigado a apoiar as medidas do governo – pelo contrário.</p>
<p>O apedrejamento do “fundo soberano” por parte dos corifeus de Meirelles e, inclusive, pelo próprio, mostra que seria de bom alvitre liberá-lo logo para que empreenda a sua anunciada campanha em Goiás. Caso contrário, corre-se o risco da política econômica, dentro em breve, se limitar meramente à aceitação dos aumentos de juros do BC – e adeus crescimento, emprego e distribuição de renda.</p>
<p>Na terça-feira, incensado por tucanos e ex-pefelistas, a que se somaram um ou outro incauto, Meirelles esteve na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Disse que é a favor do aumento do “superávit primário” (isto é, de aumentar o dinheiro que os bancos levam do Orçamento), mas que, independente disso, as altas de juros vão continuar (“No médio e longo prazo temos uma tendência de queda da taxa de juros. Mas isso não quer dizer que seja uma queda linear”, de onde se conclui que, na sua opinião, a melhor forma de baixar os juros a médio e longo prazo é aumentá-los a curto prazo). Porém, recusou-se a apoiar o “fundo soberano”, lançado no dia anterior pelo ministro da Fazenda, depois de aprovado pelo presidente Lula.</p>
<p>Meirelles passou ao largo do que havia sido anunciado pelo governo na véspera e, quando instado a manifestar-se sobre o assunto, disse que não era sua área, apesar de, evidentemente, a medida fazer parte da política monetária, isto é, da mesma área que os juros, as reservas e o BC.</p>
<p>Nesse dia, aquela mistura de funcionários de bancos externos, consultores que dizem o que interessa ao especulador que lhes paga, mal-amadas (porém bem remuneradas) que confeccionam colunas de “economia”, e outros tipos exóticos, protagonizava um ataque de nervos com o governo por causa do “fundo soberano”. Porém, Meirelles preferiu juntar-se à sua trupe do que defender o governo.</p>
<p>MAL-AMADAS</p>
<p>Alguns acabaram revelando o que lhes incomodava, ao chamar o “fundo soberano” de “BC paralelo”. Ou seja, o problema é que uma parte da política monetária – muito pequena, mas mesmo assim uma parte – está sendo tocada pelo Ministério da Fazenda e pelo Tesouro Nacional, que será o administrador do “fundo”, em vez do BC. Naturalmente, queriam que o BC, e, portanto, Meirelles, fossem os únicos a dar palpite sobre o assunto, como até agora. Concretamente, postulavam para Meirelles o poder absoluto sobre a política econômica, acima do presidente da República. E, como Meirelles apenas sabe aumentar juros, desconhecendo-se nele outro talento, querem que tenha poder absoluto para aumentar os juros.</p>
<p>Certamente, as demonstrações de hidrofobia não foram devidas aos defeitos e insuficiências - que, evidentemente, existem - da proposta do ministro Mantega. Por outro lado, reclamam que o governo não aumentou o “superávit primário” - ou seja, não aumentou a parcela do Orçamento destinada aos juros.</p>
<p>EXCEDENTE</p>
<p>Aí está a questão. Segundo o ministro da Fazenda, o “fundo soberano é como um cofrinho. Você ganha o salário, faz as despesas e sobram recursos. Aí você coloca no cofrinho. Vamos colocar no cofrinho o excedente”. Isto é, ele está propondo colocar no fundo os recursos da arrecadação de impostos que ultrapassarem a meta atual do “superávit primário”, equivalente a 3,8% do PIB.</p>
<p>Aumentar o “superávit primário” é destinar aos bancos o aumento da arrecadação, ou seja, desviar esse aumento, ou parte dele, para os juros. Pela proposta anunciada na segunda-feira, esse aumento da arrecadação, proporcionado pelo crescimento da economia, iria para um fundo, cuja principal função seria a de financiar empresas brasileiras no exterior. Portanto, a elevação do que é arrecadado da população através dos impostos não iria aumentar o que os bancos recebem por conta da dívida pública.</p>
<p>No entanto, os bancos que especulam com os títulos dessa dívida consideram que o aumento de arrecadação é uma propriedade sua – não pode ter outro destino senão os seus cofres. Daí a fúria dos leões-de-chácara dos monopólios financeiros – inclusive de Meirelles, não apoiando nem mesmo protocolarmente a proposta do governo de que faz parte.</p>
<p>Depois de seu depoimento no Senado, as apostas em torno do próximo aumento de juros começaram a roçar a estratosfera. No dia seguinte, quarta-feira, no chamado “mercado futuro”, a expectativa era que o Banco Central, na próxima reunião do Copom, aumentasse os juros básicos em 0,75.</p>
<p>No entanto, a mídia, os consultores (e as mal-amadas) atribuíram essa explosão nas apostas sobre juros ao fato de que o ministro da Fazenda não anunciou um aumento do “superávit primário” na segunda-feira, apesar do “fundo soberano”, ao capturar o crescimento da arrecadação de impostos, frear o aumento de gastos do governo – o que eles, há meses, vinham propugnando como única medida capaz de impedir um fantástico surto inflacionário e fazer os juros descerem do poleiro.</p>
<p>Mas, 48 horas depois que o governo anunciou o fundo e 24 horas depois que Meirelles depôs no Senado, as previsões de juros dispararam. É evidente que só poderiam disparar, com o presidente do BC dizendo publicamente que, aconteça o que acontecer, os juros vão ser aumentados.</p>
<p>O “fundo soberano” é, implicitamente, uma tentativa de impedir a alta de juros sem enquadrar o BC. A lógica é combater uma suposta inflação retirando recursos que o governo poderia gastar. Assim, não seriam necessários novos aumentos de juros.<br />
Mais importante do que assinalar que essa lógica não é muito lógica, é notar que a disparada de juros que Meirelles está abertamente fomentando faria o governo gastar mais com eles – e, portanto, sobrar menos recursos para o “fundo soberano”.<br />
Certamente, a forma mais eficaz de baixar os juros é baixar os juros. Naturalmente, ela não é possível com Meirelles à solta no BC. Mas, com Meirelles, outra maneira também é impossível.</p>
<p>CARLOS LOPES<br />
Hora do Povo</p>
<p><strong>Rizzolo</strong>: No excelente texto de Carlos Lopes, podemos inferir a demanda perversa do BC por mais recursos, ou seja, aumentar o “superávit primário” com o intuito de destinar aos bancos o aumento da arrecadação, ou seja, desviar esse aumento, ou parte dele, para os juros. O Fundo Soberano vem de encontro à louvável intenção do governo, cuja principal função seria a de financiar empresas brasileiras no exterior. As alegações de que o Fundo Soberano seria uma forma de intervir  no câmbio é uma balela e argumentação que serve aos interesses daqueles que querer a perpetuação das altas taxas de juros, mirando-se no combate à inflação somente através do aumento das taxas de juros, esquecendo por completo a prioridade no desenvolvimento e no aumento da produção como medida de controle inflacionário. Leia artigo meu publicado na Agência Estado sobre Fundo Soberano: <a href="http://rizzolot.wordpress.com/2008/01/09/fundo-soberano-uma-questao-politica/">Fundo Soberando, uma questão política ?</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Consultoria gratuita para o governo]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7226</link>
<pubDate>Mon, 19 May 2008 01:02:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
<guid>http://gustibusgustibus.pt-br.wordpress.com/2008/05/19/consultoria-gratuita-para-o-governo/</guid>
<description><![CDATA[Alex dá uma consultoria gratuita para um governo carente de economistas. Opa, carência mesmo. Foi ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://maovisivel.blogspot.com/2008/05/de-volta-ao-fundo-soberano.html">Alex dá uma consultoria gratuita para um governo carente de economistas</a>. Opa, carência mesmo. Foi só eu salvar este texto e o Erik já me vem com <a href="http://hazardm.blogspot.com/2008/05/leitura-de-final-de-noite.html">opinião similar</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[sobre como ser chato]]></title>
<link>http://noscreditos.wordpress.com/?p=272</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 17:06:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>antonio c.a. bicarato</dc:creator>
<guid>http://noscreditos.pt-br.wordpress.com/2008/05/15/sobre-como-ser-chato/</guid>
<description><![CDATA[Eh mania de querer criticar o governo e não saber como fazer. No meio da discussão sobre se a cria]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eh mania de querer criticar o governo e não saber como fazer. No meio da discussão sobre se a criação do Fundo Soberano é realmente necessária, com opiniões fundamentadas de economistas a favor e contra (apesar de que não sei se existem realmente opiniões fundamentadas de economistas), o <a href="http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0159594.html" target="_blank">portal Exame</a> publica a seguinte nota, direto da Agência Estado:</p>
<blockquote><p><em><strong>Brasileiro gasta logo as moedas que junta, diz pesquisa</strong></em></p>
<p><em>Agência Estado Se o governo começar a guardar dinheiro no ritmo que o brasileiro junta moedas no cofrinho, o Fundo Soberano do Brasil (FSB) pode demorar um pouco a sair. Pesquisa feita no ano passado mostra que só 25% dos brasileiros guardam moedas. Entre esses, mais da metade (54%) não agüenta esperar e usa o dinheiro em uma semana. Há os que são mais ansiosos ainda: 2% usam as moedinhas em menos de uma semana. Conforme o tempo passa, diminui o número de pessoas que conseguem manter o dinheiro no cofrinho: 14% mantêm por um mês, 8% por seis meses, 4% por um ano e apenas 3% por mais de um ano.</em></p>
<p><em>A pesquisa, feita pelo Datafolha a pedido do Banco Central (BC), mostra que 75% das pessoas que recebem moedas não conseguem colocá-las no cofre. Mas há uma parcela que junta moedas pensando no futuro, como comparou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ontem, ele disse que o FSB, que vai ajudar empresas brasileiras no exterior, terá funcionamento semelhante ao hábito de juntar moedas em um cofrinho.</em></p>
<p><em>É como um cofrinho. Você não tem cofrinho na sua casa? Você ganha o salário, faz as despesas e sobram recursos. Aí você coloca no cofrinho. Vamos colocar no cofrinho o excedente, disse ele, ao anunciar a criação do FSB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.</em></p></blockquote>
<p>Como disse meu <a href="http://www.alfarrabio.org/" target="_blank">irmão</a> outro dia, pergunta básica que deve ser respondida por qualquer jornalista antes de publicar bobagens desse tipo é "e daí?".</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Confiante, Lula anuncia nova política industrial para o país]]></title>
<link>http://rizzolot.wordpress.com/?p=2398</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 19:52:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>rizzolot</dc:creator>
<guid>http://rizzolot.pt-br.wordpress.com/2008/05/12/confiante-lula-anuncia-nova-politica-industrial-para-o-pais/</guid>
<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira (12) o crescimento econômico d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira (12) o crescimento econômico do Brasil durante a apresentação na nova Política de Desenvolvimento Produtivo (Política Industrial), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, e disse que o "país voltou a confiar em si mesmo". </p>
<p>"Nenhuma nação do mundo conseguiu se desenvolver de forma vigorosa sem acreditar nas próprias forças", afirmou Lula. "O Brasil está vivendo um novo momento, um momento de inflexão e de transformação", completou. </p>
<p>Em relação às medidas que pretendem incentivar a exportação e o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira, o presidente disse que algumas partes virarão medias provisórias. "Provisoriamente, algumas coisas dessa política industrial terão que ser enviadas ao Congresso para virar medida provisória". </p>
<p>Ainda sobre o plano apresentado nesta segunda-feira, Lula disse que o país terá que fazer muitos investimentos. "Se nós tivermos que fazer aqui no Brasil as plataformas, as sondas, os navios que nós precisamos, a indústria terá que fazer muitos e bons investimentos nos próximos anos". </p>
<p>Dólar</p>
<p>O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a queda do dólar não vai impedir o crescimento das exportações brasileiras, essencial para que o país atinja 1,25% do comércio mundial em 2010. A meta é uma das quatro principais da política lançada nesta segunda-feira.</p>
<p>Além do aumento da participação brasileira no comércio mundial – que no ano passado foi de 1,18% – o plano prevê a elevação do investimento fixo para 21% do PIB até 2010, contra 17,6% no calendário passado, o aumento do investimento privado em pesquisa e desenvolvimento para 0,65% do PIB em 2010 e a ampliação em 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras, o que significaria 12.971 micro e pequenas empresas brasileiras exportando em 2010.</p>
<p>Para Paulo Bernardo, a tendência de queda do dólar acontece no mundo inteiro e não adiantaria o governo brasileiro tentar inverter essa trajetória. "Seria muita pretensão nossa achar que temos condições de fazer uma política cambial capaz de reverter. Possivelmente nós gastaríamos muito dinheiro e não conseguiríamos reverter a tendência de queda do dólar", disse Bernardo. Ele lembrou que, nos últimos cinco anos, o setor exportador brasileiro vem crescendo a despeito da queda contínua da moeda americana. "Não vi ninguém dizer que quebrou por causa do dólar."</p>
<p>Bernardo negou ainda que o fundo soberano, cuja criação está em estudo pelo governo brasileiro, tenha como objetivo influenciar o câmbio. Segundo ele, o objetivo do fundo será fomentar a atividade de empresas brasileiras no exterior. </p>
<p>O ministro minimizou também as críticas à Política de Desenvolvimento Produtivo que está sendo anunciada. Segundo ele, os que dizem que deveria haver mais investimento em infra-estrutura não fizeram esse tipo de investimento nos últimos 25 anos. "O Brasil passou 25 anos sem investimento em infra-estrutura e o PAC e essa política são tentativas", comentou.<br />
Site do PC do B</p>
<p><strong>Rizzolo</strong>: Isso tudo é muito bonito, é claro; contudo implantar essa política que visa estimular investimento com os juros nesse patamar, com o câmbio valorizado é que eu quero ver. Já a renúncia fiscal do governo que deve chegar a R$ 21,4 bilhões é muito salutar, muito embora, é uma promessa a ser convertida em realidade entre 2008 e 2011.</p>
<p>O problema como já disse várias vezes, é a gestão das medidas a serem implementadas, é muita coisa para a capacidade pobre de gerenciamento do governo, se não tomar o devido cuidado, a complexidade irá engolir os sonhos. No tocante ao Fundo Soberano não acredito que sua função tenha como objetivo influenciar o câmbio. Leia artigo meu na Agência Estado: <a href="http://rizzolot.wordpress.com/2008/01/09/fundo-soberano-uma-questao-politica/">Fundo Soberano uma questão política</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O fundo é soberano, mas o indivíduo é serviçal]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7161</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 16:58:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Janaína Leite fez um bom comentário sobre esta idéia dos economistas da administração da Silv]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Janaína Leite fez um bom comentário sobre esta idéia dos economistas da administração da Silva de criar um tal <a href="http://arrastao.apostos.com/2008/05/corte_gastos_ministro.html">fundo soberano</a>. Dá uma lida lá.</p>
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<title><![CDATA[Fundo Soberano, uma questão política ?]]></title>
<link>http://rizzolot.wordpress.com/2008/01/09/fundo-soberano-uma-questao-politica/</link>
<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 00:06:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>rizzolot</dc:creator>
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<description><![CDATA[por Fernando Rizzolo
Quando falávamos, há anos atrás, em superávits, o que nos vinha à mente er]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Fernando Rizzolo</strong></p>
<p>Quando falávamos, há anos atrás, em superávits, o que nos vinha à mente eram os países produtores de petróleo, até porque, constituíam os únicos capazes de fazê-los. Esses recursos, na época, eram direcionados quase que exclusivamente em títulos dos tesouros nacionais dos países ricos, em especial, dos EUA. Os chamados países em desenvolvimento eram, em sua maioria, deficitários na relação com os países desenvolvidos.<br />
Todavia, o cenário foi se transformando. Países como o Brasil livraram-se da tutela do FMI e iniciaram um processo de desenvoltura econômica juntamente com o fantástico desenvolvimento da China, tudo num ambiente mundial favorável às exportações. O resultado não seria diferente. Houve por parte desses países uma enorme acumulação de divisas e altos volumes de reservas internacionais.</p>
<p>Como novos-ricos, esses países, evidentemente, começaram a questionar de que forma poderiam melhor gerenciar esses recursos e proteger seus ativos, vez que se viam diante de um enfraquecimento do dólar, e, por conseqüência, de uma queda na remuneração de investimentos feitos em títulos do Tesouro dos EUA. Nada mais sensato e lógico pensar em alternativas face à desvalorização do dólar. Calcula-se que, desde 2002, o dólar perdeu 20% de seu valor e, somente para este ano, com a crise irresponsável imobiliária de agosto, estima-se uma queda de 3%.</p>
<p>Dessa forma, surgiu uma opção: os chamados "Fundos de Riqueza Soberana" (em inglês, Sovereign Wealth Funds - SWF), que representam sério desafio para o domínio dos EUA e países ricos do Ocidente. Hoje, existem cerca de 42, entre eles, dez com ativos superiores a US$ 100 bilhões. Somente o da China, criado este ano, tem patrimônio de US$ 200 bilhões; o da Rússia tem US$ 127 bilhões. O Brasil começa a estudar a criação do seu com pelo menos 10 bilhões. </p>
<p>O receio dos países ricos é que os fundos soberanos, que aumentaram em US$ 1 trilhão nos últimos 12 meses, possam intervir em assuntos de política interna, na orientação e no controle dos investimentos, na apropriação de tecnologias sensíveis e na subordinação da economia nacional a interesses estrangeiros, mediante livre acesso a setores estratégicos e aos mercados e ao mundo corporativo, chamado, anacronicamente, de ocidental. </p>
<p>No Brasil, os opositores à adoção do Fundo Soberano, que, de forma velada, se alinham às preocupações dos países ricos do ocidente, alegam "apreensão" no que diz respeito ao custo do Fundo às contas públicas. Afirmam também que "temos déficit nominal e, portanto, a capitalização do fundo exigiria um aumento de seu endividamento", além do temor infundado de que o Fundo acabe sendo um instrumento de interferência no mercado cambial.</p>
<p>A verdade é que a questão dos Fundos Soberanos tornou-se muito mais política do que econômica. O que não podemos conceber é um Brasil numa posição contrária a uma tendência mundial. Hoje os Fundos Soberanos são instrumentos de suma importância na dinâmica do desenvolvimento econômico das empresas nacionais. No Brasil, especificamente, auxiliarão, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na internacionalização das empresas brasileiras, principalmente, as novas empresas. </p>
<p>Temos de encontrar meios de financiar empresas brasileiras no exterior, e o BNDES, através dos recursos eventualmente obtidos por meio do Fundo, cumpriria essa função. Hoje o BNDES tem necessidade de "funding" em moeda estrangeira. Economias com perfis similares ao Brasil já adotaram o Fundo Soberano, e não há porque não implementarmos nosso fundo no desenvolvimento das empresas nacionais. </p>
<p>Como toda questão política, as opiniões sobre o Fundo Soberano estão divididas entre aqueles que acreditam na tendência mundial e na sua implementação como instrumento de desenvolvimento e os que usam como argumento contrário, o rigor das contas públicas, o déficit nominal, o câmbio e a reação negativa das potências econômicas Esses, eu os classificaria como " globalistas" .Enfim, vamos ver quem vai ganhar.</p>
<p><em>*Fernando Rizzolo é advogado criminalista e Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB)http://rizzolot.wordpress.com &#124; dorizzolo@yahoo.com.br</em></p>
<p><strong>artigo publicado pela Agência Estado (só para assinantes), dia 08 de janeiro de 2008</strong></p>
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