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	<title>franca-filme &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "franca-filme"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 22:06:44 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[As Canções de Amor (Les Chansons d'Amour)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=495</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 11:23:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;Ama-me menos,
mas ama-me por muito tempo.&#8220;

Sensacional! De querer rever outra vez, t]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/07/les-chansons-d-amour.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-538" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/07/les-chansons-d-amour.jpg" alt="" width="499" height="263" /></a></p>
<blockquote><p><span style="color:#000033;">"<em><strong>Ama-me menos,<br />
mas ama-me por muito tempo.</strong></em>"<br />
</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#000033;">Sensacional! De querer rever outra vez, tão logo termina o filme. De uma maturidade com a naturalidade como mostram as relações homo, bi. Algo louvável nos dias de hoje onde um beijo na boca de um casal homo nas novelas da tv, ainda escandaliza. E o filme mostra um pouco disso, numa conversa entre mãe e filha. Até por essa mãe pedir a irmã que saia do aposento. Confesso que na hora pensei: "<em>O que é isso, mulher? Deixe a outra participar. Está com receio de que?</em>"<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000033;">As canções do filme estão tão bem encaixadas, que mais parecem diálogos. E até o são! Os personagens ao interpretá-las, interagem, cada um com o seu texto. Elas são lindas, e por traduzirem momentos especiais, fica difícil em eleger a melhor. Há as que nos levam a sorrir, há as que fazem nossos olhos brilhar de emoção.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000033;">O filme é dividido em três atos - a partida, a ausência e o recomeço. Três fases distintas na vida de um jovem, Ismael (Louis Garrel). Na primeira, a perda de um grande amor. O pior, é que a relação já estava se esvaecendo... Por conta do trabalho. Por ela trazer mais uma para a cama... Talvez, por achar que isso traria mais calor a relação. Ou por ela trabalhar ao lado de Ismael. Ciúmes, insegurança, expectativas, cobranças... Mas não houve tempo de lhe mostrar que era só dela, o seu amor. Ela se foi...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000033;">O Ismael é muito carismático. Todos o adoram. Inclusive a família dela gosta muito dele. E é super paparicado pelas mulheres. Ele tenta levar a vida adiante. Até que surge alguém em sua vida. Que entende, que o aceita do jeito que se encontra nesse momento. Que além de tudo sabe esperar.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000033;">Como falei, esse é um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5jv3zY-B3SI">musical</a> nota máxima! Eu adorei!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000033;">Por: Valéria Miguez (LELLA)<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000033;"><strong>As Canções de Amor (Les Chansons d'Amour)</strong>. 2007. França. Direção: Christophe Honoré. Elenco: Louis Garrel, Ludivine Sagnier, Clotilde Hesme, Grégoire Leprince-Ringuet, Chiara Mastroianni, Jean-Marie Winling, Brigitte Roän. Gênero: Drama, Musical. Duração: 100 minutos.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Enfim, Juntos (Ensemble, c'est tout)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=441</link>
<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 23:29:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.wordpress.com/?p=441</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Nenhum homem é uma ilha&#8230;&#8221; ( Ernest Hemingway)
Poderiam ter deixado apenas ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/06/ensemble-cest-tout.jpg"><span style="color:#003300;"><img class="aligncenter size-full wp-image-442" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/06/ensemble-cest-tout.jpg" alt="" width="500" height="307" /></span></a></p>
<p><span style="color:#003300;">"<em><strong>Nenhum homem é uma ilha...</strong></em>" ( Ernest Hemingway)</span></p>
<p><span style="color:#003300;">Poderiam ter deixado apenas "<strong>Juntos</strong>" na tradução do título. Pois o que escolheram desvirtua o propósito da história. E qual seria? O encontro, não tão casual de quatro pessoas, que juntos enfrentarão seus medos, seus sentimentos de perdas, suas frustrações. E até o medo de sofrer uma nova e grande desilusão.</span></p>
<p><span style="color:#003300;">Camille (Audrey Tautou) conhece Philibert (Laurent Stocker) entrando no mesmo prédio onde moram. Ele mora num grande apartamento. Já ela, mora no que talvez tenha sido a ala dos empregados no passado daquele prédio. Há uma certa empatia de ambos, o que dá início a uma amizade. De pronto, ficamos cientes que ela trabalha como faxineira em escritórios. Embora desenhe muito bem. Dele, vamos descobrindo aos poucos. Embora muito culto, por um problema, tem sua vida profissional emperrada.</span></p>
<p><span style="color:#003300;">Com Philibert mora Franck (Guillaume Canet). Ele é Chef de cozinha. Um tanto carcamano. Em suas folgas, leva prostitutas para o apartamento. Que além de transarem, ele bebe muito e ainda coloca um som alto. Philibert faz vista grossa, até por gostar dele. Franck também tem uma avó que por conta do gênio, de humanos, só tolera ele e uma vizinha. Ela é Paulette (Françoise Bertin). Mora sozinha. Numa casinha cheia de plantas e animais.</span></p>
<p><span style="color:#003300;">O que irá unir de vez esses quatro será, uma gripe forte em Camille, que faz com que Philibert a leve para sua casa, para cuidar dela. E de tabela, um tombo de Paulette. Que faz com que Franck também reavalie sua postura até então.</span></p>
<p><span style="color:#003300;">O que me motivou mais a ver o filme, foi a atriz, Audrey Tautou (A doce <a href="http://lella.wordpress.com/2008/05/02/o-fabuloso-destino-de-amelie-poulain-le-fabuleux-destin-damelie-poulain/">Amélie Poulain</a>). Depois sem dúvida foi a história do filme. Mas... Faltou algo para que o filme me motivasse a rever. Pena! A história se perdeu... E eu não sei explicar onde. Até para quem conhece as minhas análises, já sabem que eu adoraria uma história assim. Por mostrar que ninguém se faz sozinho. Que é muito bom uma mão amiga. No exemplo de Camille, mesmo tendo uma transação comercial, veio em ótima hora. O filme é bom, mas poderia ter sido um ótimo filme.</span></p>
<p><span style="color:#003300;">Por: Valéria Miguez (LELLA).</span></p>
<p><span style="color:#003300;"><strong>Enfim, Juntos (Ensemble, c'est tout)</strong>. 2007. França. Direção e Roteiro: Claude Berri. Elenco: Audrey Tautou, Guillaume Canet, Laurent Stocker, Françoise Bertin. Gênero: Drama. Duração: 97 minutos. Adaptação do livro homônimo de Anna Gavalda.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meu Melhor Amigo (Mon Meilluer Ami)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=374</link>
<pubDate>Sat, 17 May 2008 13:51:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.wordpress.com/?p=374</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Para você, sou uma raposa como qualquer outra. Mas se me dosmetica, necessitaremos um do ou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000080;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/mon_meilleur_ami_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-376" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/mon_meilleur_ami_2.jpg" alt="" width="500" height="330" /></a></span></p>
<p><span style="color:#000080;">"<strong><em>Para você, sou uma raposa como qualquer outra. Mas se me dosmetica, necessitaremos um do outro. Será único no mundo para mim e eu serei único no mundo para você.</em></strong>" (O Pequeno Príncipe)<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Durante um refeição num restaurante com um grupo de antiquários, François (Daniel Auteuil) causa espanto a sua sócia por não saber que ela era homossexual. Por não notar nada dela além de dividendos. Fazendo-a perceber que para ele tudo se resumia em comprar algo para depois revender. E ela pergunta se ele tem um amigo de fato. Não apenas colegas de profissão. Ele mente, dizendo que tem. Então lhe pede o nome, e de um apenas. Ele olha para todos, mas em nenhum vê o reconhecimento de o terem como amigo. Aliás, há um que até então o considerava como um amigo, mas que François nem nota.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Por não acreditar no que ele contou, Catherine (Julie Gayet), sua sócia, faz uma aposta. Dando até um prazo para que ele apresente esse amigo verdadeiro. Para tal, escolhe como prêmio um vaso que ele arrecadou para si próprio, mas com o dinheiro da firma. Mesmo estando passando por uma crise no Antiquário de ambos, num impulso, ele lutou num Leilão para obtê-lo; e que o fez sair caro. É que a história do Vaso o fascinara. E para não perdê-lo, François aceita a aposta. Até achando que seria fácil conseguir um amigo em tão pouco tempo.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Acontece que até seria, se ele quisesse de fato ter um amigo. Mas não era somente a timidez que o impedia. Como seu real interesse girava em seu ramo de trabalho, tudo o mais não lhe dava nenhum prazer. Fazendo de suas relações um clubinho restristo. Beirando quase a um preconceito a outras classes sociais.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Disposto a não perder o prêmio, vai à caça de um amigo. Nessa busca, cruza em seu caminho Bruno (Dany Boon), um simpático taxista que fazia ponto próximo a seu Antiquário. Então ele pede ajuda a ele. E ele se dispõe a ajudá-lo.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Bruno, mesmo com toda a simpatia, seria alguém taxado como o chato-enciclopédia. Pois seu sonho era participar de um desses programas de tv de perguntas. Mas mesmo acertando as respostas durante as entrevistas, o seu nervosismo era tanto, que o reprovavam. Não era alguém talhado para ficar diante das câmeras de tv. Meio incongruente para alguém tão simpático, tão zeloso ao volante.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Assim, ambos estarão se ajudando mutuamente. Dois homens adultos conhecendo a si próprios. E poderem enfim dizer: esse é o meu melhor Amigo. Mais que focar um universo masculino francês, o filme rompe fronteiras. Pois todos nós conhecemos histórias assim, até em quem se ligue a outros por puro interesse comercial. Eu gostei do filme! Até por conta do final.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;">Por: Valéria Miguez.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#000080;"><strong>Meu Melhor Amigo (Mon Meilluer Ami / My Best Friend)</strong>. 2006. França. Direção e Roteiro: Patrice Leconte. Elenco: Daniel Auteuil, Dany Boon, Julie Gayet. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 94 minutos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2 Dias em Paris (2 Days in Paris)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=351</link>
<pubDate>Wed, 14 May 2008 20:28:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;Nós sempre teremos Paris!&#8221; (Casablanca)

Creio ter ido com muita expectativa com essa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#333366;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/2daysinparis.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-352" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/2daysinparis.jpg" alt="" width="500" height="278" /></a></span></p>
<p><span style="color:#333366;"><strong>"<em>Nós sempre teremos Paris!</em>" </strong>(Casablanca)<br />
</span></p>
<p><span style="color:#333366;">Creio ter ido com muita expectativa com essa Direção e por conta de ser uma mulher. Não tanto pela atriz, Julie Delpy. Mas sim por ansiar ver na lista dos Grandes Diretores mais mulheres. Por elas agora terem as portas se abrindo. Bem, estarei na torcida pelos próximos dela. Ainda não foi com esse filme que ela ingressou nesse seleto rol.</span></p>
<p><span style="color:#333366;"> Para mim, ela errou ao explicar detalhadamente sua história. Por ser dela o roteiro, talvez achou que nem todos entenderiam. Ou para que não associássemos a outros filmes. Mas não tem como não lembrar de outros filmes assistindo esse. Nesse ponto eu até não me importaria nada. Até porque na primeira hora do filme eu ri bastante. O que me incomodou mesmo foi no off explicar tudo. Teve momentos que me deu vontade de falar: "Para de falar mulher! Pare de explicar! Me deixe divagar sobre a história!" Talvez pelo peso de estar na Direção, ela atuou presa. Parecia que queria não errar. E acabou complicando esse seu primeiro trabalho. Pena!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#333366;">O personagem do Adam Goldeberg me fez lembrar dos de Woody Allen. Mas até ai tudo bem! Ele também fez  um hipocondríaco engraçado. Assim como soube levar um americano assustado com o jeito de ser dos parisienses. Como também mostrou um jeito de ser de um turista estadunidense. Agora, faltou algo mais no sentir ciúmes dos "ex" da companheira. Parecia mais assustado e até chocado com a vida sexual dela antes de se conhecerem do que enciumado.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#333366;">Quem sabe daqui a alguns anos, um remake dê uma boa enxugada nesse roteiro. Então eu curta mais o filme. Porque a história até que é boa: Um casal, já numa leve crise conjugal, saem em férias até Veneza. Como numa 2ª lua de mel. Ma que fora do jeito que ela sonhou. Daí, antes voltarem para Nova Iorque, resolvem passar dois dias em Paris. Para apresentá-lo com mais tempo a seus pais e a sua irmã. Como também apanhar o gatinho. E nesses dois dias, entre os "ex" que aparecem vários, eles discutem a relação. Mais, acabam conhecendo o que até então desconheciam um do outro.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#333366;">Enfim, ficou com um gosto de sessão-da-tarde.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#333366;">Por: Valéria Miguez.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#333366;"><strong>2 Dias em Paris (2 Days in Paris)</strong>. 2007. França. Direção e Roteiro: Julie Delpy. Elenco: Julie Delpy, Adam Goldberg, Daniel Bruhl. Gênero: Comédia, Romance. Duração: 96 minutos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Bela da Tarde (Belle de Jour)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=323</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 16:02:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.wordpress.com/?p=323</guid>
<description><![CDATA[
&#8220;Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertig]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#990000;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/belledejour.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-326" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/belledejour.jpg" alt="" width="500" height="305" /></a></span></p>
<blockquote><p><span style="color:#990000;">"<strong><em>Uma parte de mim é permanente<br />
Outra parte se sabe de repente<br />
Uma parte de mim é só vertigem<br />
Outra parte linguagem<br />
Traduzir uma parte na outra parte...</em></strong>"<br />
</span></p></blockquote>
<p><span style="color:#990000;">Após tantos anos, rever esse filme ficou com sabor de primeira vez. E me peguei a pensar em como motivar a turma mais jovem que ainda não assistiu e tão acostumado a outro tipo de ritmo. Pela história em si, até pode ser que uma versão mais atual daria mais velocidade. Até porque não seria mais a Séverine, de Catherine Deneuve. Bela e elegante! Cujo personagem imortalizou-se na imaginação de homens, como também de mulheres de uma geração. Quem sabe de duas.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">O lance maior seria que atualmente as "escapulidas" não têm mais o mesmo peso. Embora, em fóruns tenho visto jovens com idéias tão retrógradas, tão preconceituosas, que veriam nisso um pecado. Não que eu concorde também, pois para mim quem tem esse tesão todo por sexo, por orgias sexuais... Deveria romper com o casamento. Ir à luta... O que quero dizer, é o porque dessa personagem cair no gosto popular e dos eruditos também. Creio que o mérito maior é da atriz. Irradiando charme!<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Esmiuçando o filme... Tentando não revelar tudo. Há pouco tempo de casada, Séverine sente-se mais que entediada, sente a falta de sexo. Não tem o menor tesão pelo marido (Jean Sorel). Embora a trate com carinho, ele não a satisfaz. Não há o gosto de algo proibido. De algo pecaminoso. Não sabemos se é fruto de sua imaginação, ou não, por lembranças rápidas, nos mostra que passou por abusos sexuais, pequenas carícias por um homem adulto. Seu pai? Pode ser. Se não houve de fato, pode ser para tentar dar a si própria uma justificativa para o fogo atual. Um fogo que só tomará proporção ao saber uma história de uma conhecida do Clube de Tênis. E pelo amigo (Michel Piccoli) do marido que conta da Casa da Madama Anais (Geniviève Page).<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/belle-de-jour.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-325" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/belle-de-jour.jpg" alt="" width="500" height="325" /></a></span></p>
<p><span style="color:#990000;">Séverine então passa as suas tardes transando com vários homens. Ganhando a alcunha de Belle de Jour. (Revendo o filme agora, não deu para não pensar na <a href="http://www.youtube.com/watch?v=__2Br3RVSQU">música do Alceu Valença</a>.) Para ela, quanto mais rudes, mais prazer sentia. Seu humor com o marido, melhorava a cada dia. Ele completava um lado seu: o de um marido bonito. Pois é, uma inversão de papéis que nesse caso ainda atual: o de marido objeto em vez da mulher. O que não deixa de ter graça perante aos machistas. Voltando ao marido...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Ele nota a mudança dela. Achando que ia tudo bem, fala de terem filhos. Acontece que ser mãe não está nas fantasias dela. Nem nos planos. Ocasionando novos desconfortos entre o casal.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Tudo caminhava a contento, até que um jovem (Pierre Clémenti) se apaixona por ela. Tornando-se obsessivo. Para ela, ele era só mais um homem que a fazia sentir enormes prazeres na cama. Talvez por sentir que está perdendo o companheiro de tráfico, seu comparsa a segue, descobrindo sua verdadeira identidade. Mas antes disso, o amigo de seu marido a flagra num dos quartos da casa da Madama Anais. O que a faz pensar em parar por um tempo. É porque desistir de fato, ela não quer. O jovem vai a sua casa e faz chantagem. Ela consegue ganhar um tempo.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Louco de amor por ela, o jovem resolve, a seu jeito, dar uma solução. Acontece que o resultado foi pior para o lado dele. Para Séverine, veio como uma punição. Peso na consciência. Faltava o tiro de misericórdia. Que veio pelo tal amigo do marido. Alguém que sentia muita inveja do casal.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">E no final... não, o certo seria: e o final... pois é, o final poderão alguns ficar sem entender. Para mim, o amigo do marido lhe fez foi um grande favor. Tirando-lhe um peso. Dando a ela a chance de voltar a vida dupla; e sem mais barreiras. Livre, leve e solta.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Não darei nota máxima, porque senti falta de música. No meu imaginário, Paris também tem músicas belas e românticas. Como também quero passar um bom tempo até voltar a assistir. Para sentir o mesmo clima.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;">Por: Valéria Miguez.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#990000;"><strong>A Bela da Tarde (Belle de Jour)</strong>. 1967. França. Direção e Roteiro: Luis Buñuel. Elenco: Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli, Geniviève Page, Pierre Clémenti. Gênero: Drama. Duração: 100 minutos. Baseado num livro de Joseph Kessel.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=312</link>
<pubDate>Fri, 02 May 2008 11:46:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.wordpress.com/?p=312</guid>
<description><![CDATA[
Lentes mágicas! Se eu fosse definir essa personagem em uma única expressão, seria essa. No filme]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#663300;"><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/amelie-poulain04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-311" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/amelie-poulain04.jpg" alt="" width="455" height="300" /></a></span></p>
<p><span style="color:#663300;"><em><strong>Lentes mágicas!</strong></em> Se eu fosse definir essa personagem em uma única expressão, seria essa. No filme sobressai a descoberta dos prazeres que podemos captar para depois sentir no dia-a-dia. Bastando um olhar mágico buscando por um ângulo diferente. Um fantasiar como ilustração para quebrar a rotina. Dando um realce como na letra de Gil: "<strong><em>realce, quanto mais purpurina, melhor</em></strong>".</span></p>
<p><span style="color:#663300;"> </span><span style="color:#663300;">Este filme é um brinde a sensibilidade! Independe da pessoa ser rotulada de sensível, romântica... Creio que até quem considere isso como fraqueza, em algum breve momento da vida viveu Amélie. Quem me indicou o filme, acertou! Eu amei! Entrou para a minha lista The Best! Identifiquei-me com ela. Com lances da sua história, eu fiz várias viagens pontuando fases da minha vida. Lembranças, muitas e prazerosas. Para quem viu, aquilo que ela fazia com os moranguinhos nos dedos, eu fazia, também em menina, mas com gomos de tangerinas. Como também gostava de enfiar a mão nos grãos de cereais no armazém. São só algumas das particularidades em comum com Amélie.</span></p>
<p><span style="color:#663300;">O que conta o filme? Praticamente toda a sua vida. Na infância, por conta de um diagnóstico errado, fizeram com que seus pais a quase que colocá-la numa redoma de vidro. Uma princesinha presa em seu castelo. Mas como tinha imaginação de sobra, ela tirou isso de letra. Amélie sempre foi um doce de pessoa.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#663300;">Como não morreu, já adulta, vai morar sozinha na cidade. Trabalhando como garçonete. Até que no dia em que estava vendo a notícia da morte da Princesa Diana, descobre uma caixinha num compartimento secreto na parede de seu apartamento. Dentro, tinha objetos de um menino. Aquilo para ela foi como achar um tesouro. Resolve achar o dono da caixinha e entregar a ele, suas memórias de infância. Tanto faz, que consegue.</span></p>
<p><span style="color:#663300;">Mas com o que aconteceu nesse reencontro do já um avô com essa caixinha... Desperta nela o querer mais que ajudar as pessoas a sua volta, em fazê-las ir atrás de seus sonhos. De realizar seus desejos. Precisam ver o que faz para convencer seu pai, agora viúvo, a fazer a viagem de seus sonhos. É show!</span></p>
<p><span style="color:#663300;"> Para ela, não apenas por ser tímida, mas também por gostar de fantasiar, não é em apenas chegar e falar com a pessoa. Tem todo uma encenação, conduzindo-as para esse intento. E sem maldade. Pois para mim, a pureza de Amélie é a balança com que ela pesa as convenções sociais. Pois segue uma conduta própria. Até quando invade a vida das pessoas, o faz para que saiam da rotina. Por querer bem a todos. Talvez como naquela máxima: "<em><strong>Não leve a vida tão a sério, porque não sairá vivo dela.</strong></em>"</span></p>
<p><span style="color:#663300;">E como num conto de fadas, ela tem uma fada madrinha. Melhor, ela tem um Mestre. Um Senhor que atento as coisas belas que ela está fazendo, tenta mostrar a ela que está negligenciando a sua própria vida. Deixando de ser a protagonista da sua própria história. Com isso, está deixando o tempo passar.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#663300;">Quem ainda não viu, veja. Vai se apaixonar! E se encantar também com a <a href="http://br.youtube.com/watch?v=h5r2K3Kym-8&#38;feature">trilha sonora</a>. Um filme para ver e rever sempre. Nota 10 em tudo!</span></p>
<p><span style="color:#663300;">Por: Valéria Miguez.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#663300;"><strong>O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)</strong>. 2001. França. Direção e Roteiro: Jean-Pierre Jeunet. Com: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Lorella Cravotta, Serge Merlin, Jamel Debbouze, Clotilde Mollet, Claire Maurier, Isabelle Nanty, Dominique Pinon, Maurice Bénichou. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 122 minutos. Censura: 14 anos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=260</link>
<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 10:25:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Vida é mais que um corpo em movimento&#8230;

Ao terminar de assistir esse filme, &#8220;O Escafan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/04/escafandro-e-a-borboleta05.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-261" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/04/escafandro-e-a-borboleta05.jpg" alt="" width="476" height="322" /></a></p>
<p><span style="color:#0d06bb;"><strong>Vida é mais que um corpo em movimento...</strong><br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Ao terminar de assistir esse filme, "O Escafandro e a Borboleta" me peguei a pensar do porque eu não chorei tanto. Pois, uma lida numa sinopse, achei que iria me debulhar em lágrimas. Algo que ocorreu, assistindo "<a href="http://lella.wordpress.com/2008/03/14/mar-adentro-movie/">Mar Adentro</a>". Ambos os filmes foram baseados em fatos reais. Mas são histórias diferentes...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Um pouco do drama real: Em 1995, num acidente vascular cerebral (AVC) o jornalista e editor da Revista Elle Jean-Dominique Bauby, aos 43 anos de idade, foi acometido de uma doença rara - locked-in syndrome - que apesar de lúcido, tem os movimentos do corpo todo paralisado, sobrando-lhe apenas o movimento do olho esquerdo.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Ai, para quem não viu o filme, pode se perguntar: "Mas como é que continua essa história? Foi imaginado pelo Roteirista?" Eu respondo que não. Ele próprio, Bauby, conseguiu um jeito de nos contar a sua história. E de um jeito que, acreditem, tem horas que nos pegamos rindo com ele. Apesar dos pesares, ele manteve um bom humor.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Claro que há momentos que emocionam. Uma delas, quando descobrimos o porque desse título: "O Escafandro e a Borboleta". Contar, lhes tirariam o prazer dessa emoção. Nossa! Fiquei com vontade de aplaudir de pé também a sua decisão.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">A história nos é contada quando ele desperta do coma. E somos levados a ver, a vivenciar seu drama, naquilo que o olho dele ver. Como uma única câmera e embutida em seu olhar. Aos poucos, ele vai se inteirando do que lhe aconteceu. Nada é escondido dele. Até porque ele precisa ajudar para que eles possam lhe ajudar a encontrar um jeito de estabelecer um contato.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Depois, ele nos conta um pouco de antes desse fatídico dia. O que nos leva a nos emocionar juntos com o filho e o pai dele. Com esse, por sinal, nossos olhos ficam marejados. Mas também não quero tirar essa emoção de vocês.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Ainda com os personagens, destaco mais duas. Uma, é a logopedista. Ela foi incansável! E a outra, foi quem transcreveu toda essa história, todo esse exemplo de vida. A história que o Bauby deixou num livro. Na homenagem dele a ela, as minhas lágrimas desceram...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Enfim, é um belo filme! Com atuações brilhante! Paisagens deslumbrantes! Música que já no iniciar com "<a href="http://br.youtube.com/watch?v=u3LN0AjqCPs&#38;feature">La Mer</a>" nos levar a navegar com esse coração que ainda pulsa pela vida. A descortinar com ele um horizonte. Num longo passeio... Bravo, Bauby! Nota: 10.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;">Por: Valéria Miguez (LELLA).</span></p>
<p><span style="color:#0d06bb;"><strong>O Escafandro e a Borboleta (The Diving bell and the Butterfly / Le Scaphandre et le Papillon)</strong>. 2007. França. Direção: Julian Schnabel. Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anne Consigny, Max von Sidow, Patrick Chesnais, Niels Arestrup, Olatz López Garmendia. Gênero: Drama. Duração: 112 minutos. Classificação: 16 anos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Trem da Vida (Train de Vie / Train of Life)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=208</link>
<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 02:09:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Trem da Vida (Train de Vie / Train of Life). 1998. França. Direção e Roteiro: Radu Mihaileanu. C]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="traindevie.jpg" href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/traindevie.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/traindevie.jpg" alt="traindevie.jpg" /></a></p>
<p><span style="color:#660033;"><strong>Trem da Vida (Train de Vie / Train of Life)</strong>. 1998. França. Direção e Roteiro: Radu Mihaileanu. Com: Lionel Abelanski, Rufus, Clement Harari, Michel Muller, Agatha de La Fountaine. Gênero: Comédia, Drama, Romance, Guerra. Duração: 103 minutos.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Como pode um filme contar um fato histórico tão horrível de um jeito encantador? Esse, o fez e com brilhantismo! E muito, mas muito divertido. Ah! O fato histórico é o Holocausto.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Agora, um pouquinho desse belíssimo e divertidíssimo filme...</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Com a notícia do avanço dos soldados alemães, um grupo de judeus numa pequena província decidem que devem partir. Mas como? Juntos, seria difícil pois iriam levantar suspeitas. Eis que, o mesmo que trouxera a notícia, também traz a solução: montar um trem de deportação e uns, se passariam por alemães. Assim, teriam uma chance para fugirem da perseguição nazista. E com isso somos brindados com cenas hilárias.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Fingindo estarem num trem de deportação já fora uma grande idéia. Mas... Primeiro, que quem a trouxera é o louco/bobo da região, Schlomo. E todos eles tendo que aceitar esse fato. Depois...</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Bem, um trem custa dinheiro. Tirar dinheiro de judeus? É, eles fazem sim piadas disso; e de querer voltar as cenas para curtir outra vezes. Desde a coleta... passando pela compra, que tem que ser vagão por vagão para não despertar suspeita... até a saída... as cenas são hilárias. E a locomotiva comprada que puxará todos aqueles vagões!!!! O que é aquilo? Também, com a grana arrecadada, não poderiam exigir grande coisa. E sem esquecer do maquinista, pois nenhum deles sabia conduzir um trem. Conseguem um que... Melhor assistirem.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Seguindo... Qual deles seriam os alemães? As escolhas... no falar um alemão sem sotaque; é, importaram até um "professor" de alemão ... as ironias entre os dois povos: judeus e alemães... e mesmo com as compras, ou naqueles que saiam às compras... um deles, voltando com ideais marxistas. Então, nesse trem, teria: judeus, "alemães" e comunistas? E só? Não...</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Assim como, em meio a uma discussão, inicialmente suscitada por comida, e durante o ritual religioso, indo parar nos ideais marxistas... Schlomo, diz: "<strong><em>O homem escreveu a Bíblia por medo de ser esquecido, sem se importar com Deus.</em></strong>".</span></p>
<p><span style="color:#660033;">No caminho desse trem... além de tentarem passar despercebidos pelos alemães reais... são perseguidos por um grupo de rebeldes que acha que o trem é real, e assim, querem explodi-lo.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Numa certa parada... o lance de conseguirem mais comida... Me trouxe a grata lembrança da Série "Guerra, Sombra e Água Fresca" (Hogan's Heroes), tal foi a comicidade da cena.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">E o final... Aí... Temos enfim, a realidade nua e crua do que foi esse episódio lamentável na História da Humanidade. Mas que nos deixa também a certeza de que é preciso:</span></p>
<p><span style="color:#660033;">"<strong><em>Sonhar, mais um sonho impossível. Lutar, quando é fácil ceder. Vencer, o inimigo invencível. Negar, quando a regra é vender. Sofrer, a tortura implacável. Romper, a incabível prisão. Voar, num limite improvável...</em></strong>"</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Um filme que vale a pena ver e rever! Nota: 10.</span></p>
<p><span style="color:#660033;">Por: Valéria Miguez. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Irreversível (Irréversible)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=194</link>
<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 09:12:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
No meio desse caminho tinha mais que uma pedra&#8230;

Um filme que expõem os instintos animalesco]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="irreversible03.jpg" href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/irreversible03.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/irreversible03.jpg" alt="irreversible03.jpg" width="425" height="266" /></a></p>
<p><span style="color:#cc6600;"><strong>No meio desse caminho tinha mais que uma pedra...</strong><br />
</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Um filme que expõem os instintos animalescos dos homens. Perversos, até. O outro lado oculto. Que é deflagrado por justamente não querer racionalizá-lo.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Uma frase pontua a história: "<strong>O tempo arruina tudo.</strong>" O outro lado da moeda - a face oculta. Pois visto por num outro ângulo o tempo edifica. Mas não é disso que o filme fala.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">O filme deixa alguma indagações, mas que estariam mais num plano real; e não no contexto do filme. Entretanto, um deles seria em uma jovem usar uma passagem subterrânea, sozinha, e à noite. Se de dia já é assustador.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">A história é contada de trás para a frente. Basicamente é um dia na vida de três pessoas. Um dia que ficará marcado para sempre. E que não terá mais volta.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Mesmo que queiram rever seus próprios conceitos que disseram de forma até descontraída a caminho de uma festa... Viram, sentiram, vivenciaram um outro lado nessa noite fatídica. Algo que nem sonharam. Opa! A jovem sonhara com algo. Presságios? Ou sinais desperdiçados ao longo do dia?<br />
</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Uma jovem, um ex-namorado e o atual são os protagonistas dessa história. E um causador da barbárie com a jovem. Mas teria saído incólume dessa? Logo ele?<br />
</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Ódio. Vingança. Violência gerando violência. Estariam certos, os dois jovens, a agirem como agiram? Daria satisfação a quem? Ou a que? O mal já estava feito. Não teria sido melhor entregá-lo a polícia?<br />
</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">O filme levanta um outro ponto: no quesito promiscuidade. Tanto no inferninho, como na festa do apartamento, rolava sexo e drogas. Em doses diferentes? Sim. Mas que não deixava de levar a uma mesma intenção: o prazer carnal. E amoral. Então, em ambas, as conseqüências não tardam.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Atentem para a conversa dos três a caminho da festa. E por um pedido em especial feito pelo namorado a Alex ao acordarem. São falas que... que o estupro destrói tudo e de modo irreversível. É no que virá depois, no "acordar" daquele dia/noite... que impressionam muito mais...</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;">Ah! Para quem ainda não viu, há duas cenas chocantes! Enfim, pode até ser que eu venha a rever, mas por enquanto, nem pensar. Nota: 08.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;"> Por: Valéria Miguez.</span></p>
<p><span style="color:#cc6600;"><strong>Irreversível (Irréversible)</strong>. França. 2002. Direção e Roteiro: Gaspar Noé. Com: Monica Bellucci, Vincent Cassel, Albert Dupontel. Gênero: Drama, Suspense. Duração: 99 minutos. Classificação: 18 anos.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paris, eu te amo (Paris, je t'aime)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=191</link>
<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 06:39:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Instantâneos de ilustres moradores se entrelaçando com anônimos numa Paris que não dorme. Nos c]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/paris-je-t-aime2.jpg" title="paris-je-t-aime2.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/paris-je-t-aime2.jpg" alt="paris-je-t-aime2.jpg" height="275" width="462" /></a></p>
<p><font color="#cc0000">Instantâneos de ilustres moradores se entrelaçando com anônimos numa Paris que não dorme. Nos convidando a conhecê-los!?? Gente que vive, trabalha, passeia. Com amor ou por um amor. Numa Paris que por ora uma metróple, noutras, a poucos passos surge como uma bucólica vila.</font></p>
<p><font color="#cc0000">Gente que vivem uma paixão. Que sonha com um amor. Um amor que pode de repente cair aos seus pés. Ou por um que partiu para sempre. Um que fica esperando pela hora do reencontro - aquele olhar perdido da baby-sitter enquanto acalentava o bebê da patroa, arrepiou! Como também o tremor das mãos da para-médica, segurando os cafés.</font></p>
<p><font color="#cc0000"> Nessa Paris que alucina até na visão de um casaco vermelho. Vermelho do sangue que corre nas veias. Ou mesmo como uma doce canção. Uma Paris multi-colorida. Quer seja durante o dia, quer seja à noite, ela pulsa em tons ora vibrantes, ora melancólicos, mas que reflete a luz do coração dessa gente. O episódio com os vampiros me fizeram lembrar dos livros da Anne Rice.</font></p>
<p><font color="#cc0000">Onde os sentimentos, os medos, os anseios, as tristezas... ressurgem liberando a todos para um novo amanhecer. Para brindar o amor a vida. E como diz a canção "dançar com a música". Pois a vida continua. Amei o filme! Nota: 10.</font></p>
<p><font color="#cc0000">Por: Valéria Miguez.</font><font color="#cc0000"><b></b></font></p>
<address><font color="#cc0000"><b>Paris, eu te amo (Paris, je t'aime)</b>. 2006. França. </font><font color="#cc0000">21 Curtas sobre a cidade de Paris. Gênero: Drama, Romance. Duração: 120 minutos. </font><font color="#cc0000">Elenco: Steve Buscemi, Miranda Richardson, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Nick Nolte, Maggie Gyllenhaal, Bob Hoskins, Wes Craven, Emily Mortimer, Elijah Wood, Alexander Payne, Natalie Portman, Gérard Depardieu, Gena Rowlands, Catalina Sandino Moreno<i>.</i></font> </address>
<address><font color="#cc0000"> Diretor:<i> Olivier Assayas (segment "Quartier des Enfants Rouges");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Frédéric Auburtin ("Quartier Latin");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Gurinder Chadha ("Quais de Seine");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Sylvain Chomet ("Tour Eiffel");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Ethan Coen &#38; Joel Coen ("Tuileries");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Isabel Coixet ("Bastille");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Wes Craven ("Père-Lachaise");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Alfonso Cuarón ("Parc Monceau");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Gérard Depardieu ("Quartier Latin");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Christopher Doyle ("Porte de Choisy");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Richard LaGravenese ("Pigalle");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Vincenzo Natali ("Quartier de la Madeleine");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Alexander Payne ("14th arrondissement");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Bruno Podalydès ("Montmartre");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Walter Salles ("Loin du 16ème");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Oliver Schmitz ("Place des Fêtes");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Nobuhiro Suwa ("Place des Victoires");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Daniela Thomas ("Loin du 16ème");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i> Tom Tykwer ("Faubourg Saint-Denis");</i></font></address>
<address><font color="#cc0000"><i>Gus Van Sant ("Le Marais").</i></font></address>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Herói por Acaso (Monsieur Batignole)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=145</link>
<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 12:29:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Herói por Acaso (Monsieur Batignole). 2002. França. Direção e Roteiro: Gérard Jugnot. Elenco: ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/monsieurbatignole.jpg" title="monsieurbatignole.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/monsieurbatignole.jpg" alt="monsieurbatignole.jpg" height="324" width="502" /></a></p>
<p><font color="#006600"><b>Herói por Acaso (Monsieur Batignole)</b>. 2002. França. Direção e Roteiro: Gérard Jugnot. Elenco: Ticky Holgado, Elisabeth Commelin, Jules Sitruk, Gérard Jugnot, Hubert Saint-Macary, Michèle Garcia, Jean-Paul Rouve, Alexia Portal, Viollete Blanckaert. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 104 minutos. Classificação: 12 anos.</font></p>
<p><font color="#006600"> O filme traz algo mágico. Não sei se conseguirei explicar. É que não parece que estamos vendo um filme. Parece que estamos ali, olhando as coisas acontecerem. Não se "percebe" a câmera. Fica a impressão que nós nos transformamos nela. Meio louco o que digo. Mas talvez por méritos da direção, como também dos atores parecerem pessoas comuns, de não estarem atuando... Que viagem a minha!</font></p>
<p><font color="#006600">Entrando na história do filme... No tempo que se passa: verão de 1942, sob uma ocupação  alemã, 2ª Guerra Mundial, em Paris. Embora, retrate uma página triste da História da Humanidade... Aqui, a troca de farpas entre franceses e alemães dão humor ao tema. É  muito divertido!</font></p>
<p><font color="#006600">Para quem ache os filmes franceses muito lentos, e por isso, os evita, irá perder bons filmes. Esse, inclusive. Num diálogo com sua filha, Batignole respondendo do porque se propôs aquela missão, diz algo assim: "<b><i>Eu nunca tirei férias. Estou tirando-as agora!</i></b>" E é esse o ritmo do filme. Sem a menor pressa seguimos, prazeirosamente, assistindo-o.</font></p>
<p><font color="#006600">O título brasileiro, mesmo "contando" o filme, não nos tira o prazer que essa história nos dá. E quem seria esse herói? O dono de uma salsicharia que se sente responsável por um menino judeu; e que depois, também por duas primas dele. Por conta de sem querer, ter facilitado dos nazistas levarem os pais do menino.<br />
</font></p>
<p><font color="#006600"> Os dois, o salsicheiro e o garoto, dão um show de interpretação! Há cenas que emocionam; outras que nos divertem. Uma, quando o menino conta que ele é médico; e ele se ver obrigado a cuidar de um alemão...Até que ele saiu bem...</font></p>
<p><font color="#006600">O tempero picante, fica nas trocas de farpas entre franceses e alemães.</font></p>
<p><font color="#006600">Um filme gostoso de ver e rever!</font></p>
<p><font color="#006600">Nota: 10.</font></p>
<p><font color="#006600">Por: Valéria Miguez.<br />
</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O Closet (Le Placard)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=155</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 18:22:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O Closet (Le Placard). 2001. França. Direção e Roteiro: Francis Veber. Com: Daniel Auteuil, Gér]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/o-closet.jpg" title="o-closet.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/o-closet.jpg" alt="o-closet.jpg" height="387" width="542" /></a></p>
<p><font color="#434343"><b>O Closet (Le Placard)</b>. 2001. França. Direção e Roteiro: Francis Veber. Com: Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Jean Rocheford, Michel Aumont, Thierry Lhermitte, Michèle Laroque. Gênero: Comédia. Duração: 85 minutos.</font></p>
<p><font color="#434343">Por vezes, traduzem todo o título. Pelo nesse, optaram por um termo em inglês. Para quem não sabe, o sentido de armário é o guardar, esconder a homossexualidade.<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">Entrando na história...<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">O personagem principal (Danieul Auteuil) é visto como um cara chato. Por fazer tudo sempre igual; por ser metódico demais. Mas no fundo é introvertido. E para piorar... a mulher o abandonou; o filho o rejeita e ele descobre que será demitido.<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">Quando numa de tentar suicidar-se... acaba conhecendo um dos vizinhos. Após contar seu drama... recebe dele, a sugestão de se passar por homossexual, para ser mantido no emprego. Pois seu Chefe, dono de uma fábrica de preservativos, não iria querer bater de frente com a comunidade gay<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">Ele decide levar o plano adiante, enviando para seu chefe uma foto-montagem em que aparece com outros homens. Ele sai de um armário que nunca entrou.<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">E aí... A foto e a notícia se espalha. Ele, à princípio, continua agindo igual. O que antes era tido como previsível, com a notícia acaba dando margem a outras interpretações. As pessoas viajam... É muito engraçado!<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">Para ele, a então desejada atenção vinda dos filho, o faz continuar levando adiante a história. E acaba se descobrindo...<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">Ah! Gérard Depardieu, também nos diverte com o seu personagem tentando deixar de ser preconceituoso.<br />
</font></p>
<p><font color="#434343">Um filme gostoso até de rever!</font></p>
<p><font color="#434343">Nota: 10.</font></p>
<p><font color="#434343">Por: Valéria Miguez.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caché (Hidden)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=132</link>
<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 09:23:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
<guid>http://lella.wordpress.com/?p=132</guid>
<description><![CDATA[ 
Caché (Hidden). 2005. França. Direção e Roteiro: Michael Haneke. Com: Juliette Binoche, Daniel]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> <a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/cache.jpg" title="cache.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/cache.jpg" alt="cache.jpg" /></a></p>
<p><font color="#330066"><b>Caché (Hidden)</b>. 2005. França. Direção e Roteiro: Michael Haneke. Com: Juliette Binoche, Daniel Auteuil, Maurice Bénichou. Gênero: Drama, Suspense. Duração: 117 minutos.</font></p>
<p><font color="#330066">Para mim, há filmes que me motivam muito mais a falar sobre eles. Claro que focados em meu olhar. Há até a frase de um outro, que cairia bem aqui:<br />
</font></p>
<p><font color="#330066"> "<b><i>Toda história tem três versões: a sua, a minha e a verdadeira. E ninguém está mentindo. Cada um recorda diferentemente.</i></b>" (Robert Evans).</font></p>
<p><font color="#330066">Em <b>Caché</b>, uma cena foi a motivadora. Até mesmo essa palavra me fez refletir se estaria de acordo. Até pelo o que aconteceu nesse trecho do filme. Foram segundos que arrepiaram. Chocante, foi sim, mas mais pelo o que... E aqui também entra a escolha do verbo adequado. O porque da atitude tomada por aquele homem. O gesto em si, seria até "normal" num filme de ação; ou mesmo num de violência gratuita. Mas não em Caché. O antecedente da história dele, aliás a história dos dois personagens, até o culminar desse gesto, teve um peso maior. Algo como: <i>não saber segurar a onda</i>.</font></p>
<p><font color="#330066">Há certas tomadas de atitudes que soam como gritos silenciosos de pedidos de atenção. Algo como: "Oi, estou aqui!" "Olhe para mim..." "Dê cá um abraço..." "Converse um pouquinho...". São pedidos mudos que por vezes tresloucados na forma, mas que foram como uma última tentativa. E quando não são de fato a derradeira - aquela que não tem mais volta. Alguns desses pedidos, mesmo que incômodos, podem até serem vistos como atitudes infantis. Mas seja lá como foi, ou mesmo de quem partiu, não querem nada de material.</font></p>
<p><font color="#330066">Porém, muitos perdidos em seus afazeres, não conseguem perceber que tem alguém ali tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Ou que até por um orgulho não reconsideram; não voltando atrás. Tão presos aos seus valores materiais, não vêem que o que querem é um pouco de atenção, de carinho. Ainda mais se os erros do passado foram cometidos quando crianças. Embora erros na fase adulta também podem ser revistos.<br />
</font></p>
<p><font color="#330066">Não sei... Por vezes, diante ou ante a atitudes extremadas, até dizemos: "O que tenho a ver com isso?  Se eu seguro uma barra, ele também pode." Mas há quem não segure.</font></p>
<p><font color="#330066">Como também, por que seríamos tão radicais para  não ao menos parar e ouvir o que o outro tem a dizer? Seria algo tão vergonhoso voltar atrás?</font></p>
<p><font color="#330066">Voltando para a "realidade do filme"... Até veríamos nas diferenças naquilo que levaram os personagens a uma "saída" para seus problemas, uma base para nossos argumentos. Explicando:<br />
</font></p>
<p><font color="#330066">Para quem viu o filme "Mar Adentro", participou com o personagem, contra ou a favor, ou até com um: "Não sei o que faria no lugar dele!". E claro, sendo um filme, podemos apenas assistir e mais nada. Em "Magnólia", também vimos tomadas de atitudes; e no que elas geraram. Em "O Fio da Navalha" (The Razor's Edge)</font><font color="#330066">, houve o quase experimentar o que o outro passou para então entendê-lo melhor. E sobretudo, não julgar.<br />
</font></p>
<p><font color="#330066">Em "Caché", a discriminação vai do plano emocional ao material. O ter pontuando a vida de um homem e das pessoas próximas; e também da que foi afastada. A tal cena mexeu comigo sim. Foi impactante! Mais do que falar sobre segregações raciais na França preferi falar sobre nossas atitudes e gestos com as pessoas. E de algum modo tentar decifrar suas mensagens. Pelo menos usar uma balança especial.</font></p>
<p><font color="#330066">Assistam ao Filme!! Mesmo que seja apenas para descobrir quem filmava as fitas, se assim o quiserem.</font></p>
<p><font color="#330066">Nota: 09.</font></p>
<p><font color="#330066">Por: Valéria Miguez.  </font></p>
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</item>
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<title><![CDATA[O Adversário (L'Adversaire)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=121</link>
<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 09:57:12 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
O Adversário (L&#8217;Adversaire). 2002. França. Direção: Nicole Garcia. Elenco: Daniel Auteuil]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/ladversaire1.jpg" title="ladversaire1.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/ladversaire1.jpg" alt="ladversaire1.jpg" /></a></p>
<p><font color="#003300"><b>O Adversário (L'Adversaire)</b>. 2002. França. Direção: Nicole Garcia. Elenco: Daniel Auteuil, Alice Fauvet, Martin Jobert, Michel Cassagne, Joséphine Derenne, Anne Loiret, Olivier Cruvellier, Nadine Alari, Nicolas Abraham. Gênero: Drama, Policial. Duração: 124 minutos. Classificação: 14 anos.</font></p>
<p><font color="#003300">Como está escrito no dvd, é um filme perturbador. Para mim, por não entender porque ele fez o que fez. Até pelo início de tudo. Como também por ser baseado numa história real.<br />
</font></p>
<p><font color="#003300">O personagem (de Daniel Auteuil) cria uma farsa sobre a sua profissão (Passando-se como médico e funcionário da OMS). Isso por mais de 15 anos e sem deixar suspeitas; nem entre os seus familiares, nem com o seu melhor amigo. Mas quando toda essa farsa vem à tona...<br />
</font></p>
<p><font color="#003300">Ao longo do filme, várias perguntas, me fiz...<br />
</font></p>
<p><font color="#003300">O filme vai deixando uns flashback que nos leva a querer saber mais e mais os detalhes de toda essa história. Talvez, querendo entender o porque. Que há pessoas arraigadas em valores materiais, há. Mas dai a fazer aquilo.<br />
</font></p>
<p><font color="#003300">Ao longo desses anos, ao sair de casa fingindo ir trabalhar, ele passava horas dentro do carro à beira de uma rodovia. Ficava ali, literalmente: <b>vendo a vida passar diante de si</b>. Não dá para entender porque um cara como ele, sem nenhuma limitação física (motora) fazia isso. Que maneira estúpida de matar o tempo.</font></p>
<p><font color="#003300"> Outra, se o negócio era mentir, por que não dizer a seus familiares que abdicava de tudo aquilo, indo exercer outra profissão?</font></p>
<p><font color="#003300"> Nessa sua "estrada", ele perdeu até o prazer de conviver mais com a família. Mulher e seus filhos também ficaram de fora. Até as suas visitas aos pais na realidade eram uma fuga de si próprio...<br />
</font></p>
<p><font color="#003300"> É algo chocante! Tudo isso para manter o status quo? Por medo de perder fez o que fez?</font></p>
<p><font color="#003300">E os mais próximos? Por que não notaram? Foi o que um policial perguntou ao seu melhor amigo. E o amigo, consternado, respondeu:</font></p>
<p><font color="#003300"> "<b>Talvez, eu nunca o tenha escutado direito.</b>" Ok! Por vezes, deixamos mesmos de notar certos sinais.<br />
</font></p>
<p><font color="#003300"> Outra, como a mulher dele não suspeitou de nada?. Mas se conhecemos pessoas assim, a  pergunta fica sem razão de ser.</font></p>
<p><font color="#003300"> Bem, eu gostei do filme! Se quiserem ver como reagiu um homem diante da perda do seu prestígio, eis aqui um ótimo filme!</font></p>
<p><font color="#003300">Nota: 09.</font></p>
<p><font color="#003300">Por: Valéria Miguez.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Dançando no Escuro (Dancer in the Darker)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=102</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 18:35:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Dançando no Escuro (Dancer in the Darker). França. 2000. Direção E Roteiro: Lars Von Trier. Com]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/dancer_in_the_dark21.jpg" title="dancer_in_the_dark21.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/dancer_in_the_dark21.jpg" alt="dancer_in_the_dark21.jpg" /></a></p>
<p><font color="#008000"><b>Dançando no Escuro (Dancer in the Darker)</b>. França. 2000. Direção E Roteiro: Lars Von Trier. Com: Björk, Catherine Deneuve, David Morse, Peter Stormare, Joel Grey, Cara Seymour. Gênero: Drama, Musical. Duração: 140 minutos.</font></p>
<p><font color="#008000">Após assistir esse filme, fiquei pensando em como escreveria para motivar a outras pessoas para que o vissem também. Porque eu gostei! Daí veio uma dúvida: e para aqueles que não gostam de musical, como dizer a eles? Bem, para quem passa longe de filmes que não sejam de ação ou suspense, muito embora sempre tenha uma primeira, não sei se serei capaz de demovê-los dessa idéia. Sorry!<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">Agora, para quem apenas torça o nariz, creiam, as músicas fazem parte do imaginário da protagonista. Um jeito que ela encontrou de dar um "colorido" a sua vida. Que até poderia ser como uma válvula de escape, mas que para alguém que sabe, desde criança, que seu futuro será de escuridão (ficará cega) essas fantasias ganham um outro peso. Um trechinho, para ilustrar:<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">"<i>Eu vi o que escolhi ver. Vi o que precisava ver...<br />
Você já viu tudo isso. Sempre pode rever. Na telinha da sua mente</i>"<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">Mas não fica apenas nisso. Mesmo sabendo que um filho teria o mesmo destino, ela o trouxe ao mundo. <b>E mais do que o amor maternal, veio junto um sentimento de culpa.</b> E por ele, um drama maior... Mais uma vez, "viver um musical" lhe veio como consolo.<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">"<i>Você só fez o que foi preciso</i>"<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">Será? É uma pergunta que me fiz.<br />
</font></p>
<p><font color="#008000"><b>O porque desses escapismos nos musicais?</b> Ela amava os musicais (filmes) americanos desde criança. Dizia que a penúltima música já a avisava que o final estaria próximo. A partir daí, resolveu sair dos filmes aí, nesse momento. Por desejar fazer um outro final, mais alegre, mais colorido, mais claro...<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">"<i>Dizem que é a última canção, mas eles não nos conhecem, só será a última canção se deixarmos que seja.</i>"<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">E para o filho que ela tanto quis:<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">"<b><i>O tempo que leva para uma lágrima cair, é o tempo que basta para se perdoar. Perdoe-me!</i></b>" </font></p>
<p><font color="#008000">Como diz uma de nossas canções: "<i>cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é</i>"...<br />
</font></p>
<p><font color="#008000">Eu recomendo! Nota: 09.</font></p>
<p><font color="#008000">By: Valéria Miguez.<br />
</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Betty Blue (37°2 Le Matin)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=94</link>
<pubDate>Sat, 08 Mar 2008 06:58:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Betty Blue (37°2 le matin). França. 1986. Direção e Roteiro: Jean-Jacques Beineix. Com: Jean-Hu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/jean-hugues-anglade-et-beatrice-dalle.jpg" title="jean-hugues-anglade-et-beatrice-dalle.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/jean-hugues-anglade-et-beatrice-dalle.jpg" alt="jean-hugues-anglade-et-beatrice-dalle.jpg" height="333" width="479" /></a></p>
<p><font color="#0000ff"><b>Betty Blue (37°2 le matin)</b>. França. 1986. Direção e Roteiro: Jean-Jacques Beineix. Com: Jean-Hugues Anglade (Zorg), Béatrice Dalle (Betty), Gérard Darmon (Eddy), Consuelo De Havilland (Lisa), Jacques Mattou (Bob). Gênero: Drama. Duração: 185 minutos. Classificação: 18 anos.</font></p>
<p><font color="#0000ff">Começo pela duração do filme, que nessa versão em Dvd foi ampliada; sem os cortes do que foi à época para o cinema. E o por que? Porque não irão ver o tempo passar. Nele encontrarão um pouco de: drama, romance, comédia, suspense... pontuando um tórrido e explosivo romance. Entre Betty e Zorg. Que também subverte a vida dos que estão próximo.</font></p>
<p><font color="#0000ff">Betty, dos encontros noturnos... numa certa manhã, meio que invade a vida, a casa desse... diria, desse pacato cidadão que é o Zorg. De malas, ela praticamente o escolheu para ser o seu eterno amor. Por vezes uma doce menina, noutras uma mulher pronta a viver seu desejo, aos poucos nos dá a certeza de que não será um romance banal. E num de seus acessos de... descontrole... ela descobre algo que Zorg ocultara, até então. Que a faz ficar... fascinada... Pondo mais fogo nessa paixão.</font></p>
<p><font color="#0000ff">Zorg, é um doce de pessoa! Eu me apaixonei por esse personagem. Ele a deixa entrar em seu coração, em sua vida... A princípio, como uma novidade. Como quando a recebeu, ainda tímida, meio que pedindo permissão para nela, dela fazer parte... Depois, numa entrega de corpo e alma... E faz loucuras por esse amor... acalorado... louco... bandido... por esse amor transgressor, mas que veio para ficar.</font></p>
<p><font color="#0000ff">Entre cenas longas e curtas de sexo explícito (A que inicia o filme... longa, talvez sim para uns... A mim... Fiquei numa de: "Espere por ela...". Outra, perto de uma lareira... Uau!!), em vê-los desnudos até em viver essa paixão louca... Entre cenários simples onde a natureza dá o tom... Com uma trilha sonora belíssima... Betty e Zorg nos deixa um convite para revê-los outras vezes mais.</font></p>
<p><font color="#0000ff">Ah! o final...  O final nos leva a pensar. Assistam! Nota: 10.</font></p>
<p><font color="#0000ff">By: Valéria Miguez.</font></p>
<p><font color="#0000ff">Curiosidade: <i>O título original do filme, traduzido ao pé da letra, significa 37,2 graus (centígrados) pela manhã, uma referência à temperatura do corpo e à hora do dia mais propícia para uma mulher engravidar. Betty é uma mulher cujo espírito vive nesse estado febril, nesse período fértil 24 horas por dia.</i></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Comédia do Poder (L'Ivresse du Pouvoir)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=71</link>
<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 08:34:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A Comédia do Poder (L&#8217;Ivresse du Pouvoir). 2006. França. Direção: Claude Chabrol. Com: Is]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/livressepouvoir.jpg" title="livressepouvoir.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/03/livressepouvoir.jpg" alt="livressepouvoir.jpg" /></a></p>
<p><font color="#cc6600"><b>A Comédia do Poder (L'Ivresse du Pouvoir)</b>. 2006. França. Direção: Claude Chabrol. Com: Isabelle Huppert, François Borléand, Patrick Bruel, Marilyne Canto. Gênero: Suspense. Duração: 110 minutos. Classificação: 10 anos. Produção: Patrick Godeau</font><font color="#cc6600">.</font></p>
<p><font color="#cc6600">Uma juíza contra uma grande teia de corruptos e corruptores: do setor público e do privado. Daí, pode se imaginar que não será fácil. Eles até pressionam o presidente do Supremo a colocar uma outra juíza trabalhando em paralelo. Na visão deles, iria criar ciumeira. Mas o tiro saiu pela culatra...</font></p>
<p><font color="#cc6600">E durante essas investigações, as audiências... Tem a sua vida privada indo de ladeira abaixo... Seu casamento entra em crise. Por estar em maior evidência que o marido? Não é algo tão raro assim...</font></p>
<p><font color="#cc6600">Me peguei a pensar: em quantas juízas assim teríamos no Brasil.</font></p>
<p><font color="#cc6600">Gostei do filme! Nota: 9.</font></p>
<p><font color="#cc6600">By: Valéria Miguez.</font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Culpa é do Fidel! (La Faute à Fidel!)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=30</link>
<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 06:18:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
A Culpa é do Fidel! (La Faute à Fidel!). 2006. França. Direção e Roteiro: Julie Gavras. Com: N]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a title="lafauteafidel.jpg" href="http://lella.wordpress.com/files/2008/02/lafauteafidel.jpg"><img src="http://lella.wordpress.com/files/2008/02/lafauteafidel.jpg" alt="lafauteafidel.jpg" /></a></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">A Culpa é do Fidel! (La Faute à Fidel!). </span></strong><span style="color:#cc0000;">2006. França. Direção e Roteiro: Julie Gavras. Com: Nina Kervel-Bey, Benjamin Feuillet, Julie Depardieu. Gênero: Drama. Duração: 99 minutos. Produção:  Sylvie Danton</span></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Amei! Eu que reclamo de ter mais filmes num focar masculino... Descubro esse onde uma menininha de 9 anos me fez sorrir... relembrar certos momentos... Nessa sua quase mudança de fase; às portas da adolescência. De tudo a seu tempo...</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Primeiro, situando o ano que é retratada a história: 1970. Cidade, Paris. Agora, entrando no filme...</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Anna, a princípio, parece uma menininha mimada, mas ela foi criada assim. Boa casa, um bom colégio, um vinhedo para passar as férias, aceitando todas as convenções...</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Seu pai, um advogado; e insatisfeito, até com o luxo onde vivem. Sua mãe, escreve artigos para a Marie Claire. Tem um irmãozinho, François - uma gracinha. Ele será um contraponto na revolução que Anna irá passar.</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Com a morte de um tio, os pais abrigam a tia com uma filha; ambas espanholas. Aliás, foi seu pai que conseguiu tirá-las da Espanha de Franco. Isso até o motiva a um engajamento de fato. Entre viagens ao Chile... Anna e o irmão ficam aos cuidados de uma babá cubana; que odeia Fidel. A babá conta a sua versão de comunismo... Levando Anna a crer que o comunismo, na personificação do Fidel, é o culpado pela perda do seu conforto, e até da atenção dos pais...</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Com a troca de babás de nacionalidades diferentes... Anna que adora história, começa a saber que existem outros pensamentos do que é, do que foi o mundo... outras histórias ampliando o seu mundinho tão certinho... Mesmo sentindo-se como um peixe fora d'água... Sua curiosidade é maior. Suas broncas, faz em si um tipo de acorda. Exemplo: ela observando um jantar cheio de pompa na mansão dos avós, onde nem se olham nos olhos...</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">Os dois irmãos dão o tom, o encanto ao filme. Entre tantas cenas... destaco uma para exaltar o François. Onde se escondem de um policial; embaralham tudo o que ouviram até então... E o François diz que ela está errada, pois o Papai Noel é barbudo, é vermelho e gosta de criancinhas (hehe)</span></strong></p>
<p><strong><span style="color:#e5041b;">O filme é lindo! Nota: 09.<br />
</span></strong></p>
<p><span style="color:#e5041b;">By: Valéria Miguez.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>

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