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	<title>espaco-tempo &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/espaco-tempo/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "espaco-tempo"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 07:19:00 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Quando mudamos de rumo]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=74</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 06:38:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Abrir os olhos e perceber o quão triste é o lindo fim de um dia nos alça na mesma mão da ternura]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Abrir os olhos e perceber o quão triste é o lindo fim de um dia nos alça na mesma mão da ternura no frio, do silêncio na mistura e do horror nas vidas felizes e é daqueles choques que escondem contrastes tão-somente aparentes que rejuvenescem o amontoado de tradições que chamamos de idioma, mas há um mérito maior: quebram todas essas estranhezas a tensão superficial do aprendizado diário que por fim nos serve apenas como acúmulo de pedrinhas das quais fazemos uma argamassa tão sólida que idéia nova nenhuma nos alcança.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (10)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2850</link>
<pubDate>Sat, 23 Aug 2008 22:03:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
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<description><![CDATA[Buraco-negro giratório
Através da lógica matemática, o físico Martin Kruskal (entre outros) con]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>[caption id="attachment_2853" align="alignleft" width="344" caption="Buraco-negro giratório"]<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/buraco-negro2.jpg" alt="Buraco-negro giratório" width="344" height="318" class="size-full wp-image-2853" />[/caption]
<p style="line-height:20px;">Através da lógica matemática, o físico Martin Kruskal (entre outros) conseguiu solucionar a questão do comportamento dos buracos-negros. Esta imagem aqui ao lado pretende dar uma ideia de como Kruskal definiu o que acontece no buraco-negro. Já antes dele, o matemático australiano Roy P. Kerr descobriu (nos anos sessenta do século passado) que existem buracos-negros giratórios, isto é, buracos-negros com massa em rotação, e que o buraco-negro rotativo ganhava uma estrutura própria. </p>
<p style="font-weight:700;font-size:9px;">Nota: os “poços” ou mini-buracos-negros quânticos têm uma estrutura semelhante aos buracos-negros do macrocosmos. </p>
<p>O que acontece dentro de um buraco-negro rotativo? À medida que nos aproximamos do “limite estático” (orla exterior), independentemente da velocidade a que viajemos (inferior à da luz), começamos a observar que qualquer luz que emitamos a partir da nossa nave espacial é literalmente desviada na direcção da rotação do buraco, isto é, a luz emitida pela nossa nave passa a acompanhar a massa em rotação em torno do buraco-negro, como se existisse um gigantesco “vento” invisível que “soprasse” a luz no sentido da rotação do buraco-negro. </p>
<p>Depois de atravessarmos o “limite estático”, entramos na “ergosfera”, que é a fonte de energia rotativa.  Trata-se de uma zona energética onde a luz é “desviada” circularmente e atraída pela gravidade em direcção ao centro do buraco-negro. Nesta região, a nossa nave ainda poderia (com muita sorte) escapar à gravidade do buraco-negro, e da ergosfera poderia ser extraída energia (ser fonte de energia). A propósito da “ergosfera”, o cientista Roger Penrose descobriu um princípio segundo o qual, se uma nave se partisse em dois ao entrar nesta zona do buraco-negro, uma das metades seria ejectada com mais energia do que dispunha ao entrar, enquanto a outra seria capturada pelo buraco-negro (ver “<a href="http://google.com/search?q=penrose+mechanism" target="_blank">mecanismo de Penrose</a>”).</p>
<p><!--more--></p>
<p>Se a nossa nave espacial pudesse continuar a sua viagem, entraria na região chamada de “horizonte de acontecimentos exterior” (HAE). Mais interior e junto da “singularidade” do anel, existe um circulo interno que é chamado de “horizonte de acontecimentos interior” (HAI). Na zona entre o <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr> e o <abbr title="horizonte de acontecimentos interior">HAI</abbr>, o tempo e o espaço andam ao contrário (às avessas), e desta zona a nossa nave espacial já não poderia regressar; teríamos que forçosamente seguir em frente (num buraco-negro não-rotativo, a nossa nave seria imediatamente absorvida pela “singularidade” do buraco-negro).</p>
<p>Mal entramos e atravessamos a zona do <abbr title="horizonte de acontecimentos interior">HAI</abbr>, o espaço e o tempo voltam a inverter-se, e o mundo parece regressar ao seu estado normal. Se pudéssemos voltar ao espaço exterior ao buraco-negro, teríamos que voltar a atravessar o <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr>, voltando à região do espaço e do tempo “às avessas”, passando depois à ergosfera onde o espaço e o tempo voltariam ao normal, saindo depois do “limite estático” do buraco. Porém, quando saímos agora da ergosfera para o espaço exterior, o universo já não é necessariamente o mesmo, e será provavelmente um universo anterior àquele universo em que estávamos quando iniciamos a viagem pelo buraco-negro rotativo. O buraco-negro é, assim, uma máquina  do Tempo. </p>
<p>Os acontecimentos que rodeiam o buraco-negro rotativo são vias de sentido único. Uma vez que entremos na região do <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr>, o espaço e o tempo invertem-se e somos obrigados a seguir em frente no espaço, como somos obrigados ― em circunstâncias normais e fora do buraco-negro ―  a seguir em frente no tempo. <span style="background:yellow;">A nossa condição normal terrena é a de que nos encontramos cativos pela corrente do tempo ― não podemos voltar atrás ― devido ao fluxo temporal gerado pelos minúsculos buracos-negros (“poços”) que existem no microcosmos quântico. Os lapsos (falhas) no Espaço-tempo quântico (os minúsculos buracos-negros) são pequenos “sugadores” de tempo que “sugam” o próprio tecido do Espaço-tempo. </span></p>
<p>O futuro pode ser “puxado” para dentro de um buraco-negro, o que permite que avancemos em direcção ao futuro. Enquanto nos mantivermos fora dos limites estáticos dos buracos-negros (micro ou macro), nada se passa de anormal. Contudo, se decidíssemos passar o <abbr title="horizonte de acontecimentos exterior">HAE</abbr> e o <abbr title="horizonte de acontecimentos interior">HAI</abbr>, descobriríamos que tudo se teria invertido, e em vez de sermos novamente arrastados para o interior do buraco-negro, seríamos agora empurrados em frente e para o exterior, entrando num outro universo.</p>
<p>Portanto, enquanto os buracos-negros absorvem a matéria e a luz, os buracos-brancos "cospem" a matéria e a luz. Do lado do buraco-negro vemos o futuro a passar para o passado, e no lado do buraco-branco experimentamos o passado a passar por nós em direcção ao futuro. </p>
<p style="font-size:9px;font-weight:700;color:navy;">Imagem <a href="http://blahla.wordpress.com/category/physics/" target="_blank">daqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[É forte, mas tão sem precisão]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=68</link>
<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 18:42:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
<guid>http://colorimetria.pt-br.wordpress.com/2008/08/21/precisao/</guid>
<description><![CDATA[É preciso é preciso, vou sair, já saí. Estou na rua, piso firme, dobro à direita e não me sint]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso é preciso, vou sair, já saí. Estou na rua, piso firme, dobro à direita e não me sinto bem parado. É preciso, é preciso, vou andar, estou andando. Queria mesmo é que minha vida fosse em <em>stop motion</em>, queria não precisar pensar em sorrir e já estar sorrindo. Era de tudo fazer sem precisar começar, queria mesmo é a glória sem maria de ver sem querer e ter sem conquistar.</p>
<p>Precisava tanto, como sei tão bem do que preciso, de um cachecol específico para os dias quentes, de uma espada com fio japonês para estar a salvo dos emblemas, precisava mesmo de um ouvido extra com saída para o Canadá. Precisava era do que ninguém me dá. Comeria dois bolinhos, mas se precisasse, precisaria de oito, porque o que entendi dessa história toda que têm me contado em pequenos fragmentos diários é que do que preciso mesmo é precisar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (8)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2512</link>
<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 09:15:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.pt-br.wordpress.com/2008/08/13/thomas-huxley-estava-errado-8/</guid>
<description><![CDATA[Qual o tamanho do Universo?
Universo Quântico
É  hoje ponto assente que o nosso universo teve iní]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:navy;font-size:16px;font-weight:700;">Qual o tamanho do Universo?</span></p>
<p>[caption id="attachment_2515" align="alignleft" width="200" caption="Universo Quântico"]<img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/universo-quantico.jpg" alt="Universo Quântico" width="200" height="133" class="size-full wp-image-2515" />[/caption]
<p style="line-height:20px;">É  hoje ponto assente que o nosso universo teve início com o Big Bang. Portanto, tendo tido um princípio, podemos ― sob o ponto de vista filosófico ― dizer que o universo foi criado, porque tudo o que tem um início é um efeito de uma causa. Quando os darwinistas dizem que não existiu a Criação do Universo, vão contra a própria lógica científica que pressupõe uma causa para um efeito, e por isso podemos dizer que o darwinismo esteve na origem de um <strong><a href="http://www.answers.com/topic/monism" target="_blank">monismo</a></strong> religioso dogmático: o Naturalismo. </p>
<p>Estando o universo em expansão a partir de um início, ele é finito; podemos dizer que o Universo tem uma “orla” exterior que se expande ocupando o lugar do “Nada” que está para além do universo.</p>
<p>Imaginemos a  totalidade do universo existindo na superfície de um balão: ainda que nos deslocássemos sempre na mesma direcção sobre a superfície dessa esfera, jamais chegaríamos a uma borda exterior; e se caminharmos sempre em redor da superfície do balão, não voltaremos necessariamente ao ponto de partida, embora este possa parecer idêntico ―   isto se o balão estiver em expansão, como está (ou em contracção). Este facto deve-se à introdução da dimensão do Tempo na equação.<br />
<!--more--><br />
Por esta razão se diz que o universo se encontra contido em “Nada”, porque ele contém-se a ele próprio. Porém, a comparação supracitada com o balão parte do princípio de que o observador está no seu exterior, isto é, vê o balão de fora ― em termos práticos, neste caso o observador vê o balão para “além” do espaço-tempo. Portanto o “Nada” está fora do Espaço-tempo.<br />
Nos níveis superiores  fora do espaço-tempo, o espaço e o tempo não existem. Em suma: se o espaço e o tempo se encontrassem confinados ao balão, nós que observamos o balão na sua expansão encontrar-nos-íamos num nível superior situado fora do espaço-tempo.</p>
<p>O tamanho do universo depende da velocidade a que um objecto se desloca. Quanto maior for a nossa velocidade, mais curta é a duração da viagem e mais curta a distância a percorrer. Segundo a relatividade geral de Einstein, isto deve-se ao facto de os relógios em movimento se atrasarem, e dos comprimentos em movimento se encurtarem na direcção da deslocação. Uma viagem da luz do Sol à Terra (150 milhões de Km) demora cerca de 500 segundos do nosso tempo. Porém, se estivéssemos numa nave espacial e quiséssemos empreender uma viagem ao Sol, a uma velocidade de 10% da velocidade da luz, a relatividade faria com que a viagem fosse de cerca de 5.000 segundos (83 minutos). Se aumentássemos a velocidade, o tempo da viagem começaria a decrescer mais rapidamente do que seria aparentemente  lógico e de esperar: a 70% da velocidade da luz, a nossa viagem demoraria cerca de 500 segundos ― o mesmo tempo que a luz demora a percorrer esse mesmo trajecto, quando observada pelos nossos amigos que ficaram na Terra. A 94% da velocidade da luz, a viagem demoraria 180 segundos (3 minutos), e a 99% da velocidade da luz, a viagem demoraria menos de 1 minuto. À velocidade da luz, o momento da chegada da nossa nave seria praticamente o mesmo momento da partida.</p>
<p>Se, por outro lado, a nossa nave espacial estivesse imobilizada no espaço, e o universo passasse velozmente por nós, veríamos a Terra afastar-se cada vez mais e o Sol a aproximar-se vertiginosamente. A distância da Terra ao Sol seria como uma enorme régua que, em movimento do universo, se encurtava; se essa régua passar  por nós a 99% da velocidade da luz, ela encurta-se até um comprimento de apenas 60 segundos/luz, isto é, cerca de 16 milhões de Km. Se a velocidade de deslocação do universo fosse ainda maior ― embora inferior à velocidade da luz ―, a distância do Sol à Terra, medida pela tal régua, seria inferior a meio metro. </p>
<p>Em suma: o universo pensado à velocidade da luz reduz-se ao tamanho de uma cabeça de alfinete. E ainda assim, há quem diga que Deus não existe. </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley não tinha razão (7)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=2471</link>
<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 15:52:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.pt-br.wordpress.com/2008/08/12/thomas-huxley-nao-tinha-razao-7/</guid>
<description><![CDATA[A “luta” entre a relatividade de Einstein e o Princípio da Incerteza de Heisenberg 

Se dividir]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:14px;color:navy;font-weight:700;">A “luta” entre a relatividade de Einstein e o Princípio da Incerteza de Heisenberg </span></p>
<p style="float:left;width:275px;"><img src="http://espectivas.wordpress.com/files/2008/08/space_time.jpg" alt="" width="267" height="188" class="alignnone size-full wp-image-2478" /></p>
<p>Se dividirmos um segundo do nosso  tempo, a meio, conservando apenas uma das metades e rejeitando a outra, e fizermos esta mesma operação ― isto é, dividirmos o “meio-segundo” que conservámos, a meio ― 150 vezes, chegaremos ao intervalo de tempo mais curto que os físicos consideram até hoje, e a que a Física quântica chamou de “<strong><a href="http://www.answers.com/chronon" target="_blank">cronão</a></strong>”.  De igual  modo, e com um centímetro, repetindo 110 vezes a sua divisão a meio, chegaremos à porção mais curta do espaço como tal considerada pelos físicos. </p>
<p>Os físicos quânticos (<strong><a href="http://google.com/search?q=John+Wheeler" target="_blank">John Wheeler</a></strong>, <em>et al</em>) deduziram que, nesta escala infinitesimal, a Física quântica se mistura com a relatividade de Einstein, o que inclui a gravidade e a produção de  “buracos negros” quânticos . Nesta escala de grandeza, os buracos negros são rasgões minúsculos no espaço-tempo que constituem um “borbulhar” contínuo ocorrendo espontaneamente; de facto, assistimos aqui a um “duelo” entre o Princípio da Incerteza de Heisenberg ― que tenta impedir a superdefinição da matéria, isto é, impedir a matéria se localizar com demasiada precisão no espaço-tempo ― e os super-enormes campos gravitacionais (em termos relativos e à escala) que ocorrem em tão reduzidas distâncias. Deste conceito, John Wheeler e os seus colaboradores extrapolaram (dedução) a ideia de “espuma quântica”, que é o resultado desse “duelo” entre o Princípio da Incerteza de Heisenberg  e a relatividade de Einstein, sendo que a espuma quântica é, provavelmente, o universo inteiro. (<a href="#tiranossauro" />ver</a>)</p>
<p>O espaço e o tempo são apenas medidas de grandeza, unidades diferentes de conversão do espaço-tempo. O espaço e o tempo encontram-se ligados e são intermutavéis, e por isso, o carácter não-absoluto do tempo e do espaço foi substituído por uma ideia de carácter absoluto do espaço-tempo.</p>
<p>Quando se diz que o Princípio da Incerteza de Heisenberg não se aplica no macrocosmos (<a href="#tiranossauro">ver</a>), esta posição é defendida porque a conexão entre o espaço e o tempo só se torna aparente (empirismo; verificação empírica) quando consideramos distâncias enormes, intervalos de tempo muito curtos, ou a objectos viajando a velocidades muito perto da velocidade da luz, porque é nestas escalas que se faz sentir (à nossa escala) a presença da gravidade ― o que não significa que em outras situações e noutras escalas, não sendo aparente e empiricamente constatável, o mesmo tipo de fenómenos não ocorra. <em>“Se uma árvore se quebra na floresta, e não houver nenhum ser humano na floresta para ouvir o ruído da queda da árvore, será que o ruído existe de facto?”</em>. Claro que sim; o facto de o ser humano não se aperceber de um determinado fenómeno, não significa que esse fenómeno não exista, só por esse facto. </p>
<p><span style="color:navy;font-size:10px;">A seguir: <a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/08/13/thomas-huxley-estava-errado-8/">“Qual é o tamanho do universo”?</a></span></p>
<p><span style="font-size:9px;font-weight:700;color:navy;"><a name="tiranossauro">(1)</a> Por isso é que a ideia da ciência determinista e determinada por “leis naturais” restritas e estáticas, e alegadamente “somente aplicáveis ao macrocosmos”, segundo a qual o Princípio da Incerteza de Heisenberg é exclusivamente aplicado ao microcosmos ― e nunca  aplicável no macrocosmos conforme defendido <a href="http://tyrannosaurus.wordpress.com/2008/08/05/as-leis-da-natureza/" target="_blank" />aqui</a> --, está desfasada, porque a análise empírica do macrocosmos constitui uma visão parcial do universo, e portanto desfasada do seu conjunto e da sua verdadeira realidade. Por muito que custe à nomenclatura científico-técnica  clássica, vão ter que se habituar a novas ideias sobre o universo. Mais adiante falaremos mais concisamente sobre a aplicabilidade do “princípio da incerteza”, e do seu “duelo” com a relatividade de Einstein, em todo o universo. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Li ali]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=63</link>
<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:42:49 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
<guid>http://colorimetria.pt-br.wordpress.com/2008/07/15/li-ali/</guid>
<description><![CDATA[Ouvi ainda ontem. Sim, sim. Estive perplexo. Fui arrastado por um sobressalto incomum e negro, e tal]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ouvi ainda ontem. Sim, sim. Estive perplexo. Fui arrastado por um sobressalto incomum e negro, e talvez tenha estado parado aqui por esta razão. Não, fui incapaz de chorar. Hoje em dia (<a href="http://riozebratubo.wordpress.com/2008/07/15/a-era-do-absurdo/" target="_blank">hojemdia</a>, deviam vocabularizar este troço), proíbe-se o choro pela única e extrema razão de que não é conosco e não é com os nossos. Clãs? Não, a não ser que você se esteja por clãs referindo a famílias. Não se pode tirar energia de muitos lugares, e talvez um dos menos fecundos seja por si a indignação. Quando tomados de indignação, a energia nuclear que obtemos vem de outras fontes. Talvez o desejo pela mudança, a raiva contida pelo acontecimento, talvez até aquela certa inveja por não ter participação. A coisa é que da indignação o que resulta é aquele sorriso parvo e tolo, um tanto contido e negligente. Foi só o que pude oferecer ao mundo quando fui informado deste fato. Hã? Não, não acho que o mundo só possa esperar isso de mim.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Thomas Huxley estava errado (2)]]></title>
<link>http://espectivas.wordpress.com/?p=1368</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 22:15:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>O. Braga</dc:creator>
<guid>http://espectivas.pt-br.wordpress.com/2008/07/11/thomas-huxley-estava-errado-2/</guid>
<description><![CDATA[A consciência universal
No postal anterior vimos como o princípio físico da “complementaridade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A consciência universal</strong></p>
<p><b><u><a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/07/10/thomas-huxley-estava-errado/">No postal anterior</a></b></u> vimos como o princípio físico da “complementaridade” se aplica às relações humanas e ao pensamento, e como a matéria  se dissolveria na indistinção do olvido se não existissem as  observações e pensamentos da “mente universal” ― de que fazemos parte ―  acerca da matéria atómica. Vimos também o processo de auto-construção do pensamento humano, que está ligado à consciência universal onde a nossa consciência se percebe a ela própria.<br />
<!--more--><br />
Sendo que o método de construção do nosso pensamento tem origem antes da materialização da matéria, não faz nenhum sentido falar-se de sequências temporais.  </p>
<p>A Física quântica define a fase de “pré-matéria” como sendo  a “função de onda quântica”, função essa que se encontra calculada de uma forma exacta e rigorosa. Contudo, a onda quântica não é definida pelos físicos quânticos como sendo matéria, porque ― segundo eles ― a onda quântica  não é nada, isto é, pelo menos não pode ser considerada como sendo matéria.</p>
<p>Os físicos quânticos sabem que as ondas quânticas se deslocam a velocidades muito superiores à da luz, embora eles ainda não saibam exactamente as velocidades máximas que as ondas quânticas podem atingir. Sendo mais rápidas que a luz, isso significa que as ondas quânticas podem viajar no tempo, isto é, deslocar-se para trás e para a frente no tempo. A essas ondas quânticas, e por uma questão de facilidade na comunicação, os físicos convencionaram chamá-las de <b><u><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taquions" target="_blank" />“taquiões”</a></b></u> (que significa “coisas que andam depressa”). </p>
<p>Einstein já tinha pressentido a presença dos taquiões através da observação de sequências temporais invertidas ― alguns observadores no universo veriam as sequências temporais como um filme projectado na sua sequência normal, enquanto outro grupo de observadores veria as sequências temporais como sendo um filme projectado do fim para o princípio. Tudo o que se descreveu até aqui e neste texto está perfeitamente definido através de modelos matemáticos muito complexos.</p>
<p>As ondas quânticas não só fazem parte integrante da nossa consciência (ou pensamento) como estão presentes um pouco por todo o universo (ou universos), fazendo a ligação entre as nossas mentes  (e a “consciência universal”) e o mundo físico. À presença universal das ondas quânticas chamamos de “consciência universal”.</p>
<p>Sendo que as ondas quânticas fazem a ligação entre os nossos pensamentos (consciência) e o mundo físico, e estando ligadas entre si por todo o universo, e sendo mais rápidas que a luz e por isso poderem viajar no tempo, é uma propriedade das ondas quânticas representarem o tempo e o espaço das probabilidades de que algo aconteça, isto é, as ondas quânticas medem as probabilidades de que um determinado acontecimento venha a ocorrer no espaço-tempo. Podemos resumir as ondas quânticas como sendo ondas de probabilidade que se deslocam mais rapidamente que a luz e fazem a ligação entre as nossas mentes, a consciência universal,  e o mundo físico. </p>
<p>Quando o povo fala em “profecias” de um determinado profeta, não está longe da razão. A capacidade de previsão de acontecimentos futuros por parte da mente é possível quando a mente do profeta está sintonizada com os taquiões (ondas quânticas) que constituem a pré-matéria universal. As previsões oníricas, os sonhos premonitórios do ser humano vulgar são a demonstração da interacção entre a nossa mente e os taquiões, sendo que tanto o nosso pensamento como os taquiões fazem parte da consciência universal. </p>
<p style="font-size:11px;">(<a href="http://espectivas.wordpress.com/2008/07/12/thomas-huxley-estava-errado-3/">continua noutro postal</a>, para não cansar quem lê e quem escreve)</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=61</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 18:31:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
<guid>http://colorimetria.pt-br.wordpress.com/2008/07/05/61/</guid>
<description><![CDATA[Os diálogos como em music catch
Às vezes sou só mais uma pessoa lerda no mundo. Nos outros moment]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h1>Os diálogos como em <a title="E não só como em music catch." href="http://www.kongregate.com/games/Reflexive/music-catch" target="_blank">music catch</a></h1>
<p>Às vezes sou só mais uma pessoa lerda no mundo. Nos outros momentos, divido-me entre a inexistência e um papel importantíssimo: estar em contato com gente vazia que fala demais. Para essas infindáveis horas, reservo sempre o que sobra da paciência e dos sorrisos vãos, e digo que algum dia desses ainda serei desmascarado. Vão contar-me as vinte e oito abobrinhas costumeiras quando, ao reparar que não sorri (e nem o fiz a começar por um eme), terão um daqueles lapsos infinitesimais de dúvida em que nos perguntamos se viver vale mesmo a pena e se estarão prestando atenção no que dizemos. É tão certo que me defenderei: sairão dos bolsos e dos sapatos todos os restinhos de argumento que vão sendo guardados quando das conversas ricas diretamente como se não precisassem ser ditos nem respondidos, acusarão em rebote por cima das palavras que nos direcionam num jogo de empurra que se estenderá somente até o momento em que, não se sabe ao certo de onde, talvez até dos céus ou das partículas de água em suspensão no ar num dia ensolarado, terá efeito a tachação extrema das conversas, dos relacionamentos e da interpessoalidade frívola que se baseia em rótulos e perfis: és então mais ignorante do que eu, viva consigo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Report as spam]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=58</link>
<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 00:08:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
<guid>http://colorimetria.pt-br.wordpress.com/2008/06/27/report-as-spam/</guid>
<description><![CDATA[É que não é fácil dizer isso pra você, vai. Com as outras pessoas é tão simples. Eu olho, pis]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>É que não é fácil dizer isso pra você, vai. Com as outras pessoas é tão simples. Eu olho, pisco, dou aquele meio-sorriso de que você gosta tanto e pronto, já posso dizer. Com você é diferente. Pra começar, é preciso toda uma preparação. Tenho que pensar por alguns dias em como falar, andar de um lado pro outro até vir uma idéia iluminadora — pfft. Essas metáforas de desenho animado. — e em geral ela não vem. Não vem, não vem, eu continuo andando até que você aparece tocando a campainha bem quando tenho um sobressalto, e o que dá pra fazer é arrumar o cabelo e colar um sorriso diferente, com receio de que você descubra que atrás dele tem outro. E nesses momentos sinto que há dentro de você todas as calmas do mundo. Escondidas atrás do olhar fixo e vá... Perturbador. Você sempre aparece quando não é convidado — eu não convido quando devia, a bem da minha própria verdade — e quando surge na minha frente desses jeitos, o que eu mais preciso é de um cigarro. E de uma distração interior, porque na fumaça há sempre uma distração escondida. Se as voltinhas são mais interessantes do que o ambiente e as pessoas, deve haver muito o que pensar sobre si mesmo. O que sei sobre mim é isso, o objeto do pensar está escondido debaixo de um edredom no frio, tremendo. Se eu penso, morre congelado. E os cubinhos de gelo chacoalham fazendo barulho. O que eu preciso é de uma coca-cola. Mas você não soa bem, falta gás. Falta açúcar, falta cor, nariz e evidentemente também pessoalidade. Como é que eu vou dizer, como é que... Céus. Você é spam.</p>
<p><a href="http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/rasc.html">http://old-fashioneddreamer.blogspot.com/2008/06/rasc.html</a></p>
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<title><![CDATA[Tremes por tremas]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=55</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 16:53:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Vêm às vezes as náuseas, e é difícil saber o que fazer com elas. Ainda piores, vêm as resigna]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Vêm às vezes as náuseas, e é difícil saber o que fazer com elas. Ainda piores, vêm as resignações e vêem os atos estúpidos como extingüir os tremas que, sozinhos, têm lá sua beleza. Quero saber onde é que vão arranjar espaço pra guardar tantos pontinhos, porque estão no país inteiro espalhados fazendo a festa e a desgraça de uns tantos.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Algumas outras distinções de mérito]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=56</link>
<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 02:49:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um poema começa e ele continuam
Com uma comparação abominável.
Dói, apequena e dói o ler.
Tenh]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um poema começa e ele continuam</p>
<p>Com uma comparação abominável.</p>
<p>Dói, apequena e dói o ler.</p>
<p>Tenha dó, caro autor, tenha só</p>
<p>Um pouquinho de compaixão</p>
<p>Pelos que dedicam o tempo</p>
<p>A contar suas letrinhas encompridadas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Certa ferida]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=54</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 22:05:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Três rápidos anos de ensino médio, oito longos de graduação e residência e temos um médico se]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Três rápidos anos de ensino médio, oito longos de graduação e residência e temos um médico semi-pronto. Basta adicionar água, confiança em pó e cartões-manutenção da vida social e mundana. Nosso médico levanta, abre portas e senta-se bastante em mesas branquinhas. Há uma evidência clara de mal-estar quando é preciso consertar o conserto, mas ela é rapidamente esquecida. Os médicos são fortes e pequenas provações são absolutamente normais.</p>
<p>Dói. Dói bastante, não sabemos muito bem onde é que dói mas dói. E nenhum, mas nenhunzinho dos nossos médicos é capaz de diagnosticar um <em>status quo</em> ferido e indicar um tratamento adequado.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Quem viu.]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=50</link>
<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 19:44:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Antes de sair, sempre faço a contabilidade geral de sorrisos espalhados pelos tantos bolsos. Certa ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de sair, sempre faço a contabilidade geral de sorrisos espalhados pelos tantos bolsos. Certa vez, saindo com pressa, esqueci cinco sorrisos em cima da mesa da sala. Eram meus únicos. Que podia fazer, então, quando fui encontrar com uma amiga baixinha à noite e vi um rosto tão triste? Era preciso um mínimo de sinceridade. Procurei rapidamente nos vãos da roupa, nada. Olhei-a sem perceber exatamente como, mas muito rapidamente.</p>
<p>Até agora não sei ao certo o que aconteceu. Chegando em casa, vi quatro sorrisos displicentemente jogados em cima da mesa. Havia também uma mensagem baixinha de obrigado com dois corações.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O sonho daqueles]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/?p=45</link>
<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 15:13:53 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Meu travesseiro é um desses travesseiros modernos espertinhos. Absorve sem alarde todos os meus son]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Meu travesseiro é um desses travesseiros modernos espertinhos. Absorve sem alarde todos os meus sonhos, de forma que sou incapaz de lembrar de qualquer detalhezinho deles. Queria poder abri-lo, organizar toda uma operação cirúrgica para extrair todas essas historinhas em filme. Só não saberia guardar, onde é mesmo que se guarda um desses? No pote de biscoitos? Eu gostaria de ver a reação de alguém que, inadvertidamente, come um sonho no lugar de um biscoito. Acho que só pelo olhar já se pode ter uma idéia da dimensão do problema; se o seu amigo eventualmente nunca mais quiser ver ou falar com você, esse é um bom indício: temos aí um sonho daqueles.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Quanto espaço, afinal]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2008/02/19/quanto-espaco-afinal/</link>
<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 03:05:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[— Mas quem foi que perguntou?
— Não sei, ué. Eu não perguntei nada não.
— Alguém pergunto]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>— Mas quem foi que perguntou?</p>
<p>— Não sei, ué. Eu não perguntei nada não.</p>
<p>— Alguém perguntou, não é possível. As pessoas estão sempre tentando saber das coisas, há toda essa inquisição a respeito dos menores e menos importantes fatos, como se algo mudasse por conta disso. Não muda nada, é tudo tão inútil. Duzentas perguntas e nenhum conhecimento novo, sabe. Parece que há gente por aí especializada em coisa nenhuma, enormes buracos negros de idéias e pensamentos gerais. Concordam e não concordam aleatoriamente com o que lhes é exposto, brigam por ínfimos detalhes, e por fim são incapazes de formular um pensamento original, uma junção única de idéias ainda não vista. São seguidores eternos de ideologias e bases filosóficas que ouviram por aí — porque afinal não lêem — e nesta massaroca fermentada de pontos desconexos encontram-se tão à vontade que até nos oferecem fatias do que não possuem, em vão cortam o ar com uma espátula, esperando que alguém prepare uma torta e chegue com um daqueles sorrisos matreiros contidos e um tênue olhar de aprovação, dizendo mas que nada, a torta era sua, você a fez, não conheço essa torta.</p>
<p>— Hmmm. Torta.</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Já chovi]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2008/01/17/ja-chovi/</link>
<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 18:26:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Num pequeno facho de janela aberta entrevejo trechos de prédios escurecidos pelo tempo abaixo de um]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Num pequeno facho de janela aberta entrevejo trechos de prédios escurecidos pelo tempo abaixo de um céu azul-abranqueado insistentemente chuvoso. Os céus chovem abertamente, sem preocupações com desejos de sóis quentes e águas frescas. Meu pequeno retângulo vítreo recebe águas e águas, distorcem-se os prédios e a partir deles os pensamentos. Se ao menos eu fosse leve o suficiente para pisar nas gotas de chuva conforme caem, poderia andar pelo ar, com alguma habilidade até conseguiria subir nas nuvens. Uma vez lá em cima, eu poderia por mim mesmo chover. E a quem viesse dizer depois que chover é verbo impessoal, responderia: "Eu não acho não. É até muito pessoal, eu mesmo já chovi.".</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Paradoxos do Tempo]]></title>
<link>http://otemponaopara.wordpress.com/2007/11/24/paradoxos-do-tempo/</link>
<pubDate>Sat, 24 Nov 2007 02:40:19 +0000</pubDate>
<dc:creator>otemponaopara</dc:creator>
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<description><![CDATA[    Um belo dia de sol, estava eu dentro de um ônibus com mais 3 amigos indo para uma cachoeira em ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>    Um belo dia de sol, estava eu dentro de um ônibus com mais 3 amigos indo para uma cachoeira em Petrópolis e derrepente eis que Daniel começa uma discussão sobre um paradoxo interessante sobre o tempo. Desde então, a discussão não sai da minha mente e não arranjo tanta resposta pra ela.</p>
<p>A questão era a possibilidade de uma viagem no tempo. Algumas teses foram defendidas, uma delas era a de que só é possível VER o passado, e não modificá-lo. Outra foi a de que é possível sim modificá-lo! Isso é o suficiente pra fazer a gente pensar por horas e horas.</p>
<p>De acordo com minha pouca sabedoria sobre o assunto,  Einstein disse em sua teoria sobre Espaço-Tempo, que a gravidade tem a capacidade de, resumidamente, aumentar a velocidade que o tempo passa, ou seja, pensemos no seguinte caso:</p>
<p><i>"Há dois irmãos gêmeos de 40 anos cada um. Um deles vai viajar para fora do planeta Terra e ficar em lugares onde a gravidade é muito menor como a lua, o outro viverá normalmente na Terra. 10 anos depois, esse irmão que está no espaço, volta ao planeta. O irmão que ficou na Terra já tem cabelos brancos e algumas rugas a mais, talvez até um pouco de calvice. Porém, surpreendentemente o irmão que voltou do espaço, volta sem cabelos brancos, muito menos rugas e nada de calvice. Quase como saiu do planeta."</i></p>
<p><b>Como isso é possível!? </b></p>
<p>Pois é, de acordo com as teorias desenvolvidas a esse respeito pelo genioso Einstein, isso ocorreria!</p>
<p>Pois bem, tendo essa confirmação em mãos, sabe-se que o tempo de um passou mais devagar do que para o outro. Ou seja, se eu vivo num planeta com mais gravidade do que a Terra, eu estaria avançando no tempo? Ou seja, eu estaria no futuro em relação a terra.</p>
<p>Sabe-se que é possível ver o passado através do fluxo de luz.  Hoje em dia, quando os cientistas vêem um planeta a muitos anos luz, geralmente eles o vêem quase que acabando sua formação, o que ocorre com muitas estrelas avistadas a grandes distâncias. Porém, isso é apenas o passado do que é a realidade, pois a luz está caminhando até nós, ou seja, vemos as coisas atrasadas. Se uma estrela é avistada a 100 mil anos luz de distância, a estrela na verdade está atualmente a 100 mil anos luz a frente do que estamos vendo agora! Ficou claro?</p>
<p>Mas o fato de podermos mudar o passado é realmente difícil de compreender. Mas também não saberia provar que não é possível. Pois se eu estou numa situação daquela descrita no exemplo dos gêmeos, quando eu volto do espaço, eu estou no futuro em relação ao tempo que eu estava! Ou seja, se eu tivesse um calendário com cada um dos gêmeos, o que tivesse sempre no planeta Terra estaria vários dias a frente do outro irmão que voltou do espaço. Estranho pra você? Confuso? Pra mim também!</p>
<p>Pra terminar, gostaria de propôr uma situação nada possível, apenas hipotética pra explicar a intenção do que gostaria de passar.</p>
<p>"<i>Imagine que existam dois planetas "pertos um do outro" como Terra e Marte que chamaremos de planeta Alfa e Beta. O Alfa tem uma gravidade muito maior que o Beta</i>,<i> ou seja, o tempo no planeta Alfa passa mais rápido do que no planeta Beta. Porém, imagine que eu tenha a incrível habilidade de esticar minhas pernas até a distância que eu quiser! Eu estou residindo no planeta Alfa, e estico minhas pernas até o planeta Beta. Se nos basearmos no comentado acima, minhas pernas estariam num tempo mais devagar que no planeta Alfa, ou seja, meu corpo estaria em dois tempos diferentes ao mesmo tempo!?" .</i></p>
<p>Aguardo FeedBack de todos!</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não por muito esforço]]></title>
<link>http://colorimetria.wordpress.com/2007/11/17/nao-por-muito-esforco/</link>
<pubDate>Sat, 17 Nov 2007 23:52:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>riozebratubo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Você espreme meio substantivo e o enquadra sob locução adverbial, separando-a por vírgula como s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Você espreme meio substantivo e o enquadra sob locução adverbial, separando-a por vírgula como se lidasse com um vocativo. Ao final, respira fundo e descansa. Repassa em pensamento o enorme trabalho que teve, todos os casos de leitura interpretativa devidamente pensados; tem em mãos um efeito bárbaro e dizimador, então sente que é a hora de descansar. Não por muito tempo. Ao menos só até que um professor de redação o achincalhe como burocrata de um estado totalitarista e lhe diga que não tem licença para tal acinte lingüístico: és um desprovido de penas mágicas, dos pensamentos retorcidos e nebulosos. Tens somente idéias quadradinhas e encaixáveis entre si, formato propício também a que se as empilhe para nunca mais serem encontradas. Não és como um autor conhecido, desses conhecidos que se conhece bastante, desses que por vezes desembainham sua reluzente licença poética em nome de uma luta amarga, a resistência do pensar. Ruminas, ruminas já sem tempo a grama verde-amarela e precisas lucupletar-te dela antes que possas sonhar com qualquer grandiosidade que torne possível menear substantivos em advérbios e escrever idéias suficientemente espertas para que não veja ninguém ali uma afronta aos nossos conhecidos.</p>
]]></content:encoded>
</item>

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