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	<title>escravos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/escravos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "escravos"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 20:39:48 +0000</pubDate>

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<item>
<title><![CDATA[Número de empresas do setor sucroalcooleiro na lista suja deve aumentar, diz ministério]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=4246</link>
<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 23:34:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
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<description><![CDATA[Brasília - Atualmente com 172 nomes, a Lista Suja do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - Atualmente com 172 nomes, a Lista Suja do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho deverá ser ampliada. A principal razão<!--more--> é o crescimento do número de fiscalizações em empresas do setor sucroalcooleiro, que continuam submetendo trabalhadores a situação semelhante à escravidão e degradante.</p>
<p class="western">Segundo o coordenador nacional do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho, Marcelo Campos, o órgão deve divulgar amanhã (9) a nova versão da lista das empresas que usam mão-de-obra escrava.</p>
<p class="western">De acordo com ele, sempre que a lista foi atualizada houve aumento do número de empresas cadastradas. “Desde 2004, sempre que é atualizada, a lista possou a ter um número maior de infratores. Essa será a tendência da próxima atualização”, afirmou à <strong>Agência Brasil</strong>.</p>
<p class="western">E o setor sucroalcooleiro deve ser o principal responsável pelo inchaço da "lista suja". “Tem crescido nossa fiscalização no setor sucoralcooleiro. No ano passado, o número de trabalhadores libertados [<em>no setor</em>] foi 40% do total. E isso deve significar, no curto prazo, um maior número de empresas desse setor no cadastro”, disse Campos.</p>
<p>“Isso é facilmente explicável porque em uma usina de álcool trabalham centenas, milhares de pessoas no mesmo local, enquanto em outras atividades do meio rural o número é sempre muito menor. Então, basta flagrar uma usina para inflacionar esse número [<em>de trabalhadores libertados da condição análoga à escravidão</em>]",  argumentou ele.</p>
<p class="western">Campos explicou que outra razão para o crescimento da “lista suja” ocorre em virtude do tempo para desfecho dos processos de inclusão ou não das empresas. De acordo com o coordenador, tem havido um número maior de fiscalizações, o que tem resultado em mais trabalhadores libertados.</p>
<p>“Entre o momento da fiscalização e a inclusão na lista há um prazo de dois anos. Com o acúmulo de casos que estão sendo analisados [<em>ao final dos processos</em>] acaba aumentando o número de empresas no cadastro”, afirmou.</p>
<p class="western">As empresas incluídas na "lista suja" são impedidas de obter novos contratos com os Fundos Constitucionais de Financiamento administrados pelo Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Banco do Brasil. Além disso, o BB impede os relacionados de obterem novos contratos de qualquer modalidade de crédito.</p>
<p class="western">==========</p>
<p class="western"><span class="assinatura1">Ivan Richard<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escravatura e abolição]]></title>
<link>http://estereotipos.wordpress.com/?p=1145</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 16:22:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcos E. Pereira</dc:creator>
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<description><![CDATA[Notícia da Agência Brasil, publicada no Portal Terra,  relata que agentes e fiscais, libertaram, n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Notícia da Agência Brasil, publicada no Portal Terra,  relata que agentes e fiscais, libertaram, nos últimos 13 anos,  mais de 28 mil trabalhadores escravos. <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2990859-EI306,00.html">Clique aqui </a>para ler a notícia.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[OIT estima que 1,3 milhão de pessoas sejam trabalhadores escravos na América Latina]]></title>
<link>http://mundoagora.wordpress.com/?p=57</link>
<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 17:18:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>baixarjogos</dc:creator>
<guid>http://mundoagora.wordpress.com/?p=57</guid>
<description><![CDATA[A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 1,3 milhão de pessoas na América Latina]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 1,3 milhão de pessoas na América Latina estejam submetidas a condições de trabalho escravo. Segundo a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo, há mais de 12 milhões de pessoas no mundo todo vivendo nessa condição de "trabalho forçado", que envolve o conceito de "privação de liberdade".</p>
<p><a title="OIT estima que 1,3 milhão de pessoas sejam trabalhadores escravos na América Latina" href="http://www.tudoagora.com.br/noticia/1743/OIT-estima-que-13-milhao-de-pessoas-sejam-trabalhadores-escravos-na-America-Latina.html" target="_blank"><strong>Leia a matéria na íntegra no Tudo Agora Notícias</strong></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sorria, eu posso ir EMBORA!]]></title>
<link>http://gtokai.wordpress.com/?p=47</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 17:47:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>GtOkAi</dc:creator>
<guid>http://gtokai.wordpress.com/?p=47</guid>
<description><![CDATA[Claro, tudo tem seu preço e se caso vocês queriam realmente que eu saia não só do &#8216;b]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Claro, tudo tem seu preço e se caso vocês queriam realmente que eu saia não só do 'b'rasil como do mundo, é simples, prestem atenção:</p>
<p><img src="http://i191.photobucket.com/albums/z269/romulloab/LUA.jpg" alt="" height="448" width="448"/><br />Primeiramente, não estou falando daquela foarça que foi o homem na lua(a primeira), na imagem acima por exemplo, a terra 14x maior que a lua, é vista 2x menor da lua, a bandeira balançando mesmo sem vento/ar na lua alem da própria lua ser do tamanho de um campo de futebol.</p>
<p>Mas.... Uma empresa chamada Space Adventures, estará promovendo um novo evento que será uma volta na lua por apenas U$100,000,000! Então é ai que entram vocês.... Já que me odeiam tanto, podem começar fazer vaquinha, alias, assim que conseguiram R$5,000,000 me avisem para eu dar como sinal(clâusula do contrato).<br />
E já que vocês gostam de trabalhar feito escravos e continuando a ser pobres, se quiserem eu deixo vocês me escreverem, é só clicar <a href="http://www.spaceadventures.com/index.cfm?fuseaction=contact_us.Lunar_Mission_Inquiry_Form">aqui</a>.</p>
<p>Estarei no aguardo, pobres.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil é acusado de escravidão e desrespeito aos índios]]></title>
<link>http://questaoindigena.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Fri, 30 May 2008 23:09:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>questaoindigena</dc:creator>
<guid>http://questaoindigena.wordpress.com/?p=35</guid>
<description><![CDATA[
 
Anistia acusa setor canavieiro de abuso contra direitos humanos; diplomatas brasileiros acham qu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div>
<div> </div>
<div>Anistia acusa setor canavieiro de abuso contra direitos humanos; diplomatas brasileiros acham que alvo é o etanol</div>
</div>
<div><a href="http://www.correiodabahia.com.br/exterior/noticia.asp?codigo=154619">http://www.correiodabahia.com.br/exterior/noticia.asp?codigo=154619</a></div>
<div>GENEBRA - A Anistia Internacional acusa o setor canavieiro no Brasil de abusos contra direitos humanos e de estar usando trabalho forçado, principalmente de indígenas que vivem na pobreza. As acusações fazem parte do relatório anual da entidade britânica que lista as piores situações de desrespeito aos direitos humanos no mundo. Diplomatas brasileiro no exterior já temem que a acusação da Anistia ajude a inflar ainda mais as reações na Europa contra o etanol brasileiro e a União Européia (UE) não descarta criar exigências sociais para importar biocombustíveis no futuro. “Muitos indígenas estão sendo forçados a trabalhar em canaviais por falta de opção e em situações análogas à escravidão”, alertou Tim Cahill, especialista da entidade para temas relacionados ao Brasil e que aponta que a prática é uma violação da Declaração dos Direitos Humanos da ONU.</div>
<div>
<div>Segundo ele, ainda há o problema da expansão da cana sobre terras indígenas. Segundo o documento, “o trabalho forçado e as condições de exploração” foram registradas em muitos estados. “Prosseguiu a exploração no crescente setor canavieiro”, alertou o relatório. De acordo com a Anistia, procuradores da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho de São Paulo resgataram, em março, 288 pessoas que faziam trabalhos forçados em seis plantações de cana-de-açúcar no estado. No mesmo mês, 409 trabalhadores, 150 dos quais eram índios, foram resgatados da destilaria de etanol Centro Oeste Iguatemi, em Mato Grosso do Sul.</div>
<div>
<div>‘‘Em novembro, equipes de inspeção encontraram 831 índios que trabalhavam no corte de cana alojados em condições extremamente precárias e insalubres em uma fazenda no município de Brasilândia, também em Mato Grosso do Sul”, afirma o documento. Os exemplos de abusos contra direitos humanos no setor da cana são vários. “Mais de mil pessoas que trabalhavam em condições análogas à escravidão foram libertadas de uma fazenda de cana da empresa produtora de etanol Pagrisa, em Ulianópolis, no Pará. Após a autuação, uma comissão do Senado acusou os inspetores de exagerarem na precariedade da situação dos trabalhadores.</div>
<div>
<div>Em conseqüência, as operações do grupo de fiscalização foram temporariamente suspensas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho devido a temores de que as alegações pudessem comprometer a credibilidade da atuação do grupo de fiscalização. As inspeções foram retomadas em outubro”, alertou a Anistia. A entidade reconhece que o governo adotou algumas medidas para melhorar as condições de trabalho no setor canavieiro. “No estado de São Paulo, que responde por mais de 60% da produção de cana do Brasil, o Ministério Público do Trabalho tomou a iniciativa de dar início a inspeções e de instaurar processos.</div>
<div>
<div>‘‘No âmbito federal, o governo prometeu introduzir um esquema de credenciamento social e ambiental voltado à melhoria das condições de trabalho e à redução do impacto ambiental”, afirmou o documento. Mas a Anistia quer agora que essas medidas sejam cumpridas. Para a entidade, o policiamento dessas situações será fundamental. A entidade promete publicar nos próximos meses um amplo relatório sobre o impacto do crescimento da agroindústria na proteção dos direitos humanos no Brasil. Madeireiras e produtores de laranja também serão alvo da investigação.</div>
<div>
<div>A crítica é apenas mais uma na lista de ataques que o etanol está sofrendo. O biocombustível é acusado de não gerar tantos benefícios ao meio ambiente como se previa, de gerar alta nos preços de alimentos e de promover o trabalho forçado. Para reverter as críticas, o governo instruiu todas suas embaixadas no mundo para que mostrem, com dados, a realidade do setor. Mesmo assim, a ONU enviará ao Brasil seu relator especial para o direito à Alimentação, Olivier de Shutter, para investigar se de fato o etanol não é responsável pela alta nos preços dos alimentos no mundo. (AP)</div>
<div>
<div>***</div>
<div>
<div>Amazônia é tema de convenção em Bonn</div>
<div>
<div>BONN, Alemanha - O ministro do Meio Ambiente brasileiro, Carlos Minc, lança hoje durante a Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB), em Bonn (Alemanha), a segunda etapa do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), segundo informou sua assessoria de imprensa. O Arpa, considerado o maior programa de conservação de florestas tropicais no mundo, resultou do compromisso brasileiro de conservar amostra ecologicamente representativa de todo o patrimônio genético amazônico, por meio do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc). Em jantar com autoridades alemãs dos Ministérios do Meio Ambiente e da Economia, Minc informará que o Brasil ultrapassou a meta de criar 18 milhões de hectares de novas unidades de conservação (UC) até 2006, pois foram criadas _ no âmbito do Arpa _ 22,5 milhões de hectares de novas unidades.</div>
<div>
<div>O ministro brasileiro informará que a meta da segunda fase do Arpa é a criação de 20 milhões de hectares de novas áreas protegidas na Amazônia, em um período de quatro anos: dez milhões de hectares de proteção integral e dez milhões de hectares de uso sustentável.</div>
<div>
<div>A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, direcionou ontem 500 milhões de euros (US$788 milhões, ou R$1,316 bilhão) para a proteção das florestas globais nos próximos quatro anos. Merkel disse que a Alemanha está comprometida a proteger os “pulmões do mundo”. Para Merkel, é necessário apoio urgente, para se evitar a erradicação da fauna e flora das florestas. Ela anunciou ainda que, além do valor para o período 2009-2012, o país investirá, a partir de 2013, 500 milhões de euros por ano com o mesmo fim. Durante a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, ela afirmou que a medida era um “bom investimento para nosso futuro comum”. (AP e EFE)</div>
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</div>
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</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tchau Itália, Tchau Brasil]]></title>
<link>http://brazilsblog.wordpress.com/?p=4</link>
<pubDate>Mon, 26 May 2008 19:54:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>tudobeleza</dc:creator>
<guid>http://brazilsblog.wordpress.com/?p=4</guid>
<description><![CDATA[Como vocês já sabem provavelmente, a palavra italiana ‘ciao’ não é usada somente para dizer ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como vocês já sabem provavelmente, a palavra italiana ‘ciao’ não é usada somente para dizer ‘oi’, mas também para dizer ‘tchau’. Tem raízes na palavra italiana ‘schiavo’, ou escravo, com um sentido inferido de ser à vontade de alguém. Cerca do ano 1875, uma turba de italianos do norte vieram ao serviço do governo brasileiro por enchendo as brechas que a abolição da escravidão causou no Brasil.</p>
<p>Mesmo que o tráfico dos escravos terminasse em 1850, os escravos estavam faltando de jeito nenhum devido à história de mais de trezentos anos de servitude legalizado no Brasil. Embora no ano 1888, a adoção da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, oficialmente terminou o tráfico dos escravos no Brasil.</p>
<p>Durante este período de declínio, o governo antecipou o efeito que a Lei Áurea teria no economia e desse modo deu publicidade à necessidade para trabalhadores estrangeiros. Essa necessidade foi atingida logo pelos italianos pobres do norte da Itália quando os navios brasileiros, oferecendo uma passagem grátis, acoplaram em seus portos.</p>
<p>O pais da Itália que foi unificado em 1871, era um pais novo e a identidade nacional ainda não foi dada forma. A chegada de mudanças sociais e economias fez a propriedade da terra na Itália do norte, uma tarefa difícil.</p>
<p>Quando eles começaram a ver anuncias patrocinadas pelo governo brasileiro que mostraram a beleza do Brasil, as imagens acabaram mudando as mentes dos imigrantes. Na mente do italiano, o café logo se tornou o “ouro verde”.</p>
<p>Em um sentido, foi uma situação ganha-ganha, ou seja uma que gera um resultado positivo para ambas partes em negociação. Os italianos foram enchidos com a esperança de uma vida melhor enquanto o Brasil começou a preparar-se para recebê-los, só de um preço melhor do que o custo de importar os escravos.</p>
<p><strong>O Primeiro Estabelecimento</strong></p>
<p>Mais do que um milhão dos italianos, dentro de um período de vinte anos, sentiram-se em casa no Brasil. A primeira onda estabeleceu-se nas colônias pequenas e isoladas na região da Serra Gaúcha do estado de Rio Grande do Sul. Poucos anos depois, forçaram o governo criar umas colônias mais grandes, uma delas sendo a cidade moderna de Caxias do Sul.</p>
<p>Enquanto achando-se acostumados com a cultura local, eles infundiram nela um pouco de sua própria cultura também. A maioria dos italianos falaram seu própria variedade de italiano chamado ‘talian’, que é parecido com o dialecto veneziano mas com muitos estrangeirismos. Eventualmente, começaram a fazer o que que eles souberam melhor, cultivando uvas e fazendo vinho delas. Mesmo hoje, a região da Serra Gaúcha produz os melhores vinhos no Brasil.</p>
<p>Por mais de oitenta anos, a cidade de Caxias do Sul tem festejado no seu talento para a cultivação de uvas com uma celebração que ocorre cada dois anos chamada a Festa da Uva. Esta celebração dobra como uma boa oportunidade para comemorar as suas raízes italianas, vender produtos feitos localmente e também oferecer eventos para provar os vinhos.</p>
<p><strong>O Segundo Estabelecimento</strong></p>
<p>A onda seguinte dos italianos para colocar raízes no Brasil estabeleceram-se principalmente no estado do sudeste de São Paulo. A necessidade para trabalhadores estrangeiros era muito mais forte lá, devido ao furo vasto deixou no comércio de café pela emancipação dos escravos. Dentro e ao redor de São Paulo, os proprietários de terras puderam ter sido poderosos, mas o café foi o rei de verdade.</p>
<p>Não somente os italianos vieram em um preço vantajoso mas eram também reconhecidos para seu amor do café. A produção do café requereu um cuidado e uma manutenção mais grandes do que outras colheitas e os brasileiros necessitaram cultivadores experientes. O encontro dos dois pareceu feito no céu.</p>
<p>Logo depois de sua chegada em São Paulo, os italianos encontraram-se no papel dos escravos que substituiam. Os barões do café se tornou mais voraz e eram exijindo a mesma quantidade de trabalho para um custo mais barato.</p>
<p>Em conseqüência das condições de funcionamento pobres, muitas rebeliões ocorreram que fizeram com que o governo italiano parasse o influxo dos immigrantes ao Brasil. Eventualmente os trabalhadores de fazenda ganharam bastantes para comprar partes pequenas de terra onde construiriam uma casa e operariam uma fazenda pequena do seus próprios. Outros se mudaram para as áreas onde as ofertas do trabalho não eram tão escasso.</p>
<p><strong>Influências Italianas</strong></p>
<p>A cidade capital de São Paulo, do mesmo nome como o estado, é conhecida por muitos brasileiros hoje em dia como a “cidade dos italianos” porque mais do que um quarto de seus habitantes era italiano. De acordo com a embaixada italiano no Brasil, cerca de vinte cinco milhão brasileiros vêm da descida italiana, uma grande maioria  deles originam do sul ou sudeste do Brasil.</p>
<p>Um olhar rápido pelo qualquer livro telefónico brasileiro  dará uma idéia de como popular se tornaram. No mesmo respeito, escutar uma telefonema aleatória exporá a miríade dos estrangeirismos adotados na língua portuguesa.</p>
<p>Alguns exemplos são as palavras 'novela', 'favorito', 'caricatura', 'espaguete' e 'desenho'. Se vocês acham-se em São Paulo, escutar com cuidado seu sotaque para observar a influência italiana.</p>
<p>Não importa onde se viaja dentro do Brasil, se está confrontado com uma mestiçagem verdadeira de etnicidades e de culturas. Embora os italiano-brasileiros componham somente uma porcentagem pequena da população do Brasil, parecem ser em toda parte. O povo com sangue africano, indiano, alemão, japonês ou português parecem também estar em cada canto. Embora essa é uma outra história.</p>
<p>- por Adam Charles</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[13 de maio...]]></title>
<link>http://causaeefeito.wordpress.com/?p=107</link>
<pubDate>Tue, 13 May 2008 08:37:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Gilton Paiva</dc:creator>
<guid>http://causaeefeito.wordpress.com/?p=107</guid>
<description><![CDATA[

A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a class="aligncenter" href="http://www.miniweb.com.br/Cidadania/Personalidades/Imagens/isabel/lei_aureag.jpg" target="_blank"><img class="aligncenter" style="vertical-align:text-bottom;" src="http://www.miniweb.com.br/Cidadania/Personalidades/Imagens/isabel/lei_aureag.jpg" alt="" width="465" height="601" /></a></p>
<dl>
<blockquote><dd><em>A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:</em></dd>
<dd><em>Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.</em></dd>
<dd><em>Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.</em></dd>
<dd><em>Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.</em></dd>
<dd><em>O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comercio e Obras Publicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.</em></dd>
<dd><em>Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º da Independência e do Império.</em></dd>
<dd>Princesa Imperial Regente.</dd>
</blockquote>
<dd>Rodrigo Augusto da Silva</dd>
</dl>
<dl>
<dd>
<dl>
<dd><em>Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extincta a escravidão no Brazil, como nella se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império.- Antônio Ferreira Viana.</em></dd>
<dd>Transitou em 13 de Maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque<em>.</em></dd>
</dl>
</dd>
</dl>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Slavery: A Global Investigation]]></title>
<link>http://xpressurf.wordpress.com/?p=307</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 12:26:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>Thiago</dc:creator>
<guid>http://xpressurf.wordpress.com/?p=307</guid>
<description><![CDATA[Aproveito este espaço para divulgar uma reportagem chocante de escravatura que persiste nos dias de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveito este espaço para divulgar uma reportagem chocante de escravatura que persiste nos dias de hoje por todo o mundo.</p>
<p>Neste documentario, os jornalistas percorrem África, Asia, América tanto do norte como do sul, e Europa. Para espanto de muitos constam relatos de situações de escravatura e exploração tanto em países sub-desenvolvidos como em grandes potencias mundiais como são os casos dos EUA e Reino Unido.</p>
<p>São relatos de fabricação de tapetes na India, de plantações de cacau na Costa do Marfim, de escravas pessoais de funcionários do Banco Mundial em Washington D.C e membros da familia real do Reino Unido.</p>
<p>Toda esta imagem compõem o quadro da economia global dos nossos tempos.<br />
<strong>"Slavery, A Global Investigation"</strong> tem a duracao aproximada de 80 minutos, foi realizado em 2000 e ganhou o prêmio Peabody em 2001.</p>
<p>Fica aqui a humilde contribuição em espalhar esta mensagem e alertar consciências, para que se possa banir situações como estas do nosso mundo.</p>
<p>Mais informações consultar:<br />
<a href="http://phonograma.blogspot.com/www.freetheslaves.net">www.freetheslaves.net</a></p>
<p>[googlevideo=http://video.google.com/videoplay?docid=8510275415580537193&#38;hl=nl]</p>
<p>Fonte: http://phonograma.blogspot.com/</p>
<p>Peace</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Canção do Africano | Castro Alves]]></title>
<link>http://tigredefogo.wordpress.com/?p=1012</link>
<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 22:26:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>tigredefogo</dc:creator>
<guid>http://tigredefogo.wordpress.com/?p=1012</guid>
<description><![CDATA[A Canção do Africano | Castro Alves
Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto o brase]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Canção do Africano &#124; Castro Alves</strong></p>
<p>Lá na úmida senzala,<br />
Sentado na estreita sala,<br />
Junto o braseiro, no chão,<br />
Entoa o escravo o seu canto,<br />
E ao cantar correm-lhe em pranto<br />
Saudades do seu torrão...</p>
<p>De um lado, uma negra escrava<br />
Os olhos no filho crava,<br />
Que tem no colo a embalar...<br />
E à meia voz lá responde<br />
Ao canto, e o filhinho esconde,<br />
Talvez, pr'a não o escutar!</p>
<p>"Minha terra é lá bem longe,<br />
Das bandas de onde o sol vem;<br />
Esta terra é mais bonita,<br />
Mas à outra eu quero bem!</p>
<p>"O sol faz lá tudo em fogo,<br />
Faz em brasa toda a areia;<br />
Ninguém sabe como é belo<br />
Ver de tarde a papa-ceia!</p>
<p>"Aquelas terras tão grandes,<br />
Tão compridas como o mar,<br />
Com suas poucas palmeiras<br />
Dão vontade de pensar...</p>
<p>"Lá todos vivem felizes,<br />
Todos dançam no terreiro;<br />
A gente lá não se vende<br />
Como aqui, só por dinheiro".</p>
<p>O escravo calou a fala,<br />
Porque na úmida sala<br />
O fogo estava a apagar;<br />
E a escrava acabou seu canto,<br />
P'ra não acordar com o pranto<br />
O seu filhinho a sonhar!</p>
<p>O escravo então foi deitar-se,<br />
Pois tinha de levantar-se<br />
Bem antes do sol nascer,<br />
E se tardasse, coitado,<br />
Teria de ser surrado,<br />
Pois bastava escravo ser.</p>
<p>E a cativa desgraçada<br />
Deita seu filho, calada,<br />
E põe-se triste a beijá-lo,<br />
Talvez temendo que o dono<br />
Não viesse, em meio do sono,<br />
De seus braços arrancá-lo!</p>
<p><strong>Castro Alves</strong><br />
<a rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/books_more.asp?Query=ProductPage&#38;ProdTypeId=1&#38;ArtistId=1500&#38;Type=1&#38;franq=249087">Brasil</a> &#124; <a rel="nofollow" href="http://www.amazon.com/gp/search?ie=UTF8&#38;keywords=Castro%20Alves&#38;tag=tigdefog-20&#38;index=books&#38;linkCode=ur2&#38;camp=1789&#38;creative=9325">World</a></p>
<p>-----<br />
<em>+ Veja também:</em></p>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/search/label/Lista%20dos%20Mais%20Vendidos">Lista dos livros mais vendidos</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/2007/11/vencedorespremionobelliteratura.html">Vencedores do Prêmio Nobel de Literatura</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/2007/12/carlos-drummond-andrade-biografia-vida.html">Vidas: Carlos Drummond de Andrade</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Império - O Segundo Império e a Libertação dos Escravos]]></title>
<link>http://historiadobrasil.wordpress.com/?p=11</link>
<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 19:59:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye22</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Império

O Segundo Império

O Segundo Império teve início com o Golpe da Maioridade (1840), que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:large;"><span class="mw-headline"></span></span></h2>
<h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:large;"><span class="mw-headline"><span style="font-family:&#34;">Império</span></span></span></h2>
<h2 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:large;"><span class="mw-headline"></span><span style="font-family:&#34;"></span></span></h2>
<h3 style="margin:auto 0;"><a name="Primeiro_Imp.C3.A9rio"></a><a name="O_Segundo_Imp.C3.A9rio"></a><span style="font-size:medium;"><span class="mw-headline"><span style="font-family:&#34;">O Segundo Império</span></span></span></h3>
<h3 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:medium;"><span class="mw-headline"></span><span style="font-family:&#34;"></span></span></h3>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">O </span><a title="Segundo Império" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segundo_Imp%C3%A9rio"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Segundo Império</span></span></a><span style="font-size:small;"> teve início com o </span><a title="Golpe da Maioridade" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_da_Maioridade"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Golpe da Maioridade</span></span></a><span style="font-size:small;"> (</span><a title="1840" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1840"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">1840</span></span></a><span style="font-size:small;">), que elevou </span><a title="Pedro II do Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">D. Pedro II</span></span></a><span style="font-size:small;"> ao trono.</span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">O período pode ser divido em três etapas principais:</span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">a chamada fase de <em>consolidação</em>, que se estende de 1840 a 1850. As lutas internas são pacificadas, o </span><a title="Cafeeiro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cafeeiro"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">café</span></span></a><span style="font-size:small;"> inicia a sua expansão, a tarifa </span><a title="Alves Branco" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alves_Branco"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Alves Branco</span></span></a><span style="font-size:small;"> permite a Era </span><a title="Irineu Evangelista de Souza" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irineu_Evangelista_de_Souza"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Mauá</span></span></a><span style="font-size:small;">. </span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">o chamado <em>apogeu</em> do Império, um período marcado por grande estabilidade política, permitida pelo sistema parlamentarista (o <em>parlamentarismo às avessas</em>) e pela </span><a title="Poltica de conciliação (ainda não escrito)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pol%C3%ADtica_de_concilia%C3%A7%C3%A3o&#38;action=edit&#38;redlink=1"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">política de conciliação</span></span></a><span style="font-size:small;">. Em termos de </span><a title="Relações Internacionais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rela%C3%A7%C3%B5es_Internacionais"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Relações Internacionais</span></span></a><span style="font-size:small;">, o período é marcado pela </span><a title="Questão Christie" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quest%C3%A3o_Christie"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Questão Christie</span></span></a><span style="font-size:small;"> e pela </span><a title="Guerra do Paraguai" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Paraguai"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Guerra do Paraguai</span></span></a><span style="font-size:small;">. </span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<ul type="disc">
<li class="MsoNormal"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">o chamado <em>declínio</em> do Império, marcado pela </span><a title="Questão Militar" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quest%C3%A3o_Militar"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Questão Militar</span></span></a><span style="font-size:small;">, pela </span><a title="Questão Religiosa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quest%C3%A3o_Religiosa"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Questão Religiosa</span></span></a><span style="font-size:small;">, pelas lutas abolicionistas e pelo movimento republicano, que conduzem ao fim do regime. </span></span></li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<h3 style="margin:auto 0;"><a name="Liberta.C3.A7.C3.A3o_dos_Escravos"></a><span style="font-size:medium;"><span class="mw-headline"><span style="font-family:&#34;">Libertação dos Escravos</span></span></span></h3>
<h3 style="margin:auto 0;"><span style="font-size:medium;"><span class="mw-headline"></span><span style="font-family:&#34;"></span></span></h3>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Em 28 de setembro de 1871, o Parlamento Brasileiro aprovou e a Princesa Isabel, na época regente do Brasil, assinou a Lei do Ventre Livre, que determinava que, a partir daquele momento, todos os filhos de escravos eram considerados livres.</span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">Em 13 de maio de 1888, a </span><a title="Princesa Isabel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Princesa_Isabel"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">Princesa Isabel</span></span></a><span style="font-size:small;"> assinou a Lei Áurea, que já havia sido aprovada pelo Parlamento, abolindo toda e qualquer forma de escravidão no Brasil. O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão.</span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;">A </span><a title="Abolicionismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abolicionismo"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;"><span style="font-size:small;">abolição da escravatura</span></span></a><span style="font-size:small;"> desagradou às oligarquias rurais, que passaram a apoiar com mais empenho o movimento republicano, então em plena ação.</span></span></p>
<p><span style="font-family:&#34;"><span style="font-size:small;"></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O VELHO MALAQUIAS]]></title>
<link>http://apoiofraterno.wordpress.com/?p=507</link>
<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 18:55:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>Mário Leal</dc:creator>
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<description><![CDATA[Devido à idade avançada, ele pouco saía de casa. Ficava lá, meio que perdido no manuseio das sua]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:125%;">Devido à idade avançada, ele pouco saía de casa. Ficava lá, meio que perdido no manuseio das suas ervas. Chá disso e daquilo era assunto para o velho descendente de escravos. Fazia daquelas misturadas que só ele entendia, engarrafava e mandava um de nós correr a entregar para o doente. Quase sempre era eu quem pulava pra bicicleta e partia a toda velocidade rasgando os vistosos campos da Fazenda Santa Clara.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Mãe não se importava muito com minhas ausências porque tinha noção da responsabilidade sobre os ombros do velho Malaquias. A Santa Clara ficava por demais longe da cidade e o povo dependia desses caseiros que o velho aviava mesmo sem ter aprendido a ler. Podia não curar todas as doenças, mas que aliviava a dor, isso aliviava. Etelvina que o diga. Negra como o velho, cansada qual ele, ainda andando graças ao remédio que o velho providenciava, tamanha a dor que carcomia a perna da coitada.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Confesso que nunca entendi direito esse velho maluco. Malaquias é a pessoa mais simples que conheci na minha infância. Dizem que na época da escravatura a Fazenda Santa Clara, naquele tempo chamada Estrela Azul, ganhara muito dinheiro com o produto da mão de obra dos escravos. Quantos escravos! Santa Clara tinha centenas deles trabalhando no plantio e colheita, ensacando produtos e carregando peso. Era comandada pelo Manoel Pereira, parente distante de pai e até hoje lembrado pela dureza do seu coração.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Segundo a boca do povo dessas bandas, o velho Malaquias é descendente dos primeiros escravos de Santa Clara. O velho vive dizendo que dali só sai pro fundo da terra. E foi ficando. Trabalhou para o pai o quanto agüentou, ganhando a miséria que pai pode pagar. Agora, cada dia que passa parece estar ainda mais velho com aquela barba e cabelos brancos enferrujados. Anda todo curvado, o peso desabando sobre a bengala que um doente fez especialmente para ele com um pedaço de madeira forte e avermelhada.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Mais de uma vez fiquei de conversa com o velho Malaquias. Ele preparando suas misturas e eu puxando assunto para ver o que ele contava. Coisa difícil querer que o velho se revolte com alguma coisa. Lembro bem o dia que eu, chateado por pai não poder me dar uma bicicleta nova, fiquei remoendo as mágoas no ouvido do velho.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Ta bão, fiu. – concluiu Malaquias, sem dar a mínima importância para o meu problema. Fiquei indignado e decidi aporrinhar ele.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Você fica aqui neste barraco velho e fedido a mofo. Nem tem direito o que comer e acha isso bom?</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Cada um tem o qui podi, fiu. Io posso di te este canto, intão ta bão ansim mermo.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- E seus parentes que morreram escravos aqui? Não se importa com o quanto sofreram nestas terras que hoje são do meu pai?</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Óia aqui, fiu, ocê é jovem. Um dia vai vê qui todo mar vem pro bem. Inté o qui não si intendi. E aí vai vê como tudo ta bão do jeito qui ta.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Olhei revoltado para o velho aparentemente sem sangue na veia. Onde já se viu achar que até a escravidão estava certa? Gagá. Velho completamente gagá. Só louco para aceitar os remédios dele. Não é que eu não gostasse dele. É que nunca suportei gente que aceitasse tudo passivamente. E naquele dia eu estava realmente irritado, desejando que alguém me ajudasse a odiar o pai por não ter dinheiro para uma bicicleta nova. Que vendesse Santa Clara, mas me desse uma bicicleta.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Você não sabe de nada! – sentenciei displicente sem me preocupar em esconder a fúria e nojo que me invadiram. - Fica fazendo remédio pro povo e não ganha nada com isso. Se bobear, ainda passa fome e é mal falado.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Sei mermo nada não, mininu Lúcio. – Confessou enquanto pousava aquele par de olhos gentis sobre mim. – Esse pouquinho que sei já tá bão, meu fiu. Sei que um dia ocê vai compreendê o véio. Isso vai. Agora apressa em levá pra Matilde este aqui. Faiz mais esta caridade. – Suplicou agitando um vidro na direção do meu olhar.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Peguei o potinho com raiva e segui de bicicleta em direção da casa de Dona Matilde, filha do Seu Argemiro. Foi quando voltava de lá que vi as crianças assustadas em volta da árvore em frente à casa grande. Meio que choravam sem saber ao certo que fazer. Larguei a bicicleta no chão e corri a perguntar pro Edu o que acontecera com Mariazinha.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Lúcio, a tua irmã caiu de lá daquele galho e tá mal. Parece que não respira não. Acho que o pescoço dela... – E meu primo desabou em lágrimas quando viu o pai e a mãe se aproximando visivelmente desesperados.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Fiquei olhando pra Mariazinha sem acreditar no que Edu quisera dizer. Ela estava imóvel. O rosto meio que sem cor. O vestido branco dava-lhe a imagem de um dos anjos louros da igreja de Padre Damião. Fiquei perdido, sem saber se chorava ou gritava desesperado como meu pai que a sustinha ao colo enquanto um braço da garota pendia inerte para o lado.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">De repente vi o velho Malaquias se aproximando devagar como se não fosse caso de ter qualquer pressa. Na verdade nem que quisesse ele poderia acelerar o passo. Aqueles segundos pareceram uma eternidade até que ele encarou pai de frente, implorando com os olhos que pai deixasse o velho ver a criança. Mãe quase bate em pai por demorar a se decidir, até que pai depositou minha irmãzinha de quatro anos no colo do velho Malaquias que, àquela hora, já estava sentado sobre a relva. Eu sequei a lágrima que me incomodava e sentei bem ao lado dele.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Vi quando o velho olhou pra Mariazinha como uma menina que olha para a boneca que acabou de ganhar. E o velho sussurrou baixinho, numa voz que só eu ouvi: “Ô, Pai bendito, io aqui to tão véio i a minina é tão novinha. Ocê sabe di tudo qui é bão pra nóis. Ocê é tão bão pro véio. Ajuda ieu dá esta alegria presse povu qui mi deu di morá, di cume e di vivê. Óia qui eles são tão bão cumigo, meu Pai!” As lágrimas corriam soltas pelo rosto esburacado do velho Malaquias pouco antes de Mariazinha chorar desesperada. Ele murmurou para eu entregá-la ao pai. Fiz isso.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Vai aprecisá di alevá a minina nu doutô da cidade, Sinhô Zé Pereira, mais ela é forti e vai si sarvá sim. Vai sim. – Falou isso e foi caminhando devagar na direção do barraco enquanto meu pai corria a colocar Mariazinha no banco de trás do carro que, ato contínuo, saiu em disparada.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Pai e mãe voltaram depois das sete da noite. Mariazinha veio enfaixada no pescoço com um tipo duro de faixa. Mãe disse que o médico não entendia como ela sobrevivera a uma queda daquelas. O primo Edu disse que Malaquias era bruxo, mas bruxo do bem. Eu fiquei sem saber o que pensar.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">Só no dia seguinte tive coragem de procurar o velho Malaquias. Estava como sempre fazendo suas misturas. Sorriu sem graça ao me ver. Perguntei como ele fizera aquilo. O velho inicialmente se fez de desentendido. Depois, ao ver que eu não desistiria, respondeu:</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Ocê tava lá, minino Lúcio. Viu io pedi ao Pai qui judasse Mariazinha. Foi isso.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Todo mundo tava rezando, velho. Mãe estava até ajoelhada no chão. Mas não adiantou nada. – retruquei, indignado por ele querer me despistar.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Cuntece que pra mim o Pai fez respondedor.</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- E o que foi que ele respondeu?</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">O velho sorriu compreensivo e completou:</span></p>
<p><span style="font-size:125%;">- Ele disse ansim: “Tá bão, fiu”.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Origens do homem brasileiro]]></title>
<link>http://historiadobrasil.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 16:56:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>blogye22</dc:creator>
<guid>http://historiadobrasil.wordpress.com/?p=6</guid>
<description><![CDATA[
Entre as hipóteses mais aceitas para a colonização das Américas está a que estabelece que a mi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h2><span class="mw-headline"><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span></h2>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';">Entre as hipóteses mais aceitas para a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coloniza%C3%A7%C3%A3o" title="Colonização"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">colonização</span></a> das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9ricas" title="Américas"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Américas</span></a> está a que estabelece que a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Migra%C3%A7%C3%A3o" title="Migração"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">migração</span></a> principal foi a de elementos provenientes da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mong%C3%B3lia" title="Mongólia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Mongólia</span></a>, na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81sia" title="Ásia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Ásia</span></a>, em levas sucessivas, através da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Terrestre_de_Bering" title="Ponte Terrestre de Bering"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Ponte Terrestre de Bering</span></a>. Admite-se também que uma imigração menor, equivalente a 1 - 2%, teria vindo da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Melan%C3%A9sia" title="Melanésia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Melanésia</span></a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudeste_Asi%C3%A1tico" title="Sudeste Asiático"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Sudeste Asiático</span></a>.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">No caso do Brasil, a descoberta de um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3ssil" title="Fóssil"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">fóssil</span></a> humano de 11,5 mil anos, apelidado de <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Luzia%28f%C3%B3ssil%29&#38;action=edit&#38;redlink=1" title="Luzia(fóssil) (ainda não escrito)"><i><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Luzia</span></i></a>, em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagoa_Santa" title="Lagoa Santa"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Lagoa Santa</span></a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_Gerais" title="Minas Gerais"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Minas Gerais</span></a>, colocou dúvidas quanto a esta hipótese, já que a pertence a uma mulher com nítidas características <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Polin%C3%A9sia" title="Polinésia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">polinésias</span></a>, indicando que deve ter havido alguma forma de povoamento vindo do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pac%C3%ADfico" title="Pac�fico"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Pacífico</span></a> Sul.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">Há uma teoria que diz que o Homem se espalhou pelas Américas a uma velocidade de cerca de 1 km/ano. Para chegar do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alasca" title="Alasca"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Alasca</span></a> a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santar%C3%A9m_%28Par%C3%A1%29" title="Santarém (Pará)"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Santarém</span></a> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1" title="Pará"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Pará</span></a>), no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil" title="Brasil"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Brasil</span></a>, uma viagem de cerca de 20.000 km, os homens teriam levado pelo menos 20.000 anos no trajeto.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">Sítios arqueológicos brasileiros muito antigos foram achados desde <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Raimundo_Nonato" title="São Raimundo Nonato"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">São Raimundo Nonato</span></a> no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piau%C3%AD" title="Piau�"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Piauí</span></a> (de aproximadamente 60.000 anos) até à região dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pampa" title="Pampa"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">pampas</span></a> (com mais 10.000 anos). Nessa última região já foram inclusive achados fragmentos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Osso" title="Osso"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">ossos</span></a> de um <i><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Megaterium" title="Megaterium"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Megaterium</span></a></i>, com aparentes marcas da ação humana.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">Nos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica" title="Estados Unidos da América"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Estados Unidos da América</span></a> existem evidências mais concretas do contato destes primeiros habitantes americanos com a paleofauna da região, como as pontas de flechas da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_Cl%C3%B3vis" title="Cultura Clóvis"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">cultura Clóvis</span></a> e da <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cultura_Folson&#38;action=edit&#38;redlink=1" title="Cultura Folson (ainda não escrito)"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">cultura Folson</span></a>, datadas de cerca de 15.000 anos.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">A aparente contradição entre a data de migração pela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ber%C3%ADngia" title="Ber�ngia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Beríngia</span></a> e a idade do homem mais velho na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rica_do_Sul" title="América do Sul"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">América do Sul</span></a> nos remete às hipóteses de uma extensão do povoamento a partir das ilhas do Pacífico, talvez vindos da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica" title="África"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">África</span></a> ou a erros técnicos de datação do material do Piauí. Todavia, no Brasil, além dos restos do Piauí, existe também um antiquíssimo conjunto achado na região de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lagoa_Santa" title="Lagoa Santa"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Lagoa Santa</span></a> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_Gerais" title="Minas Gerais"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Minas Gerais</span></a>), possivelmente os representantes do antigo grupo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lingu%C3%ADstica" title="Lingu�stica"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">lingüístico</span></a> do país - <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Macro_J%C3%AA&#38;action=edit&#38;redlink=1" title="Macro Jê (ainda não escrito)"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Macro Jê</span></a> -, cujos descendentes mais próximos hoje seriam os índios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cariris" title="Cariris"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">cariris</span></a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Botocudos" title="Botocudos"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">botocudos</span></a>.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">Um achado interessante desse possível contato são os desenhos da <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Toca_do_Boqueir%C3%A3o&#38;action=edit&#38;redlink=1" title="Toca do Boqueirão (ainda não escrito)"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Toca do Boqueirão</span></a>, no <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=S%C3%ADtio_da_Pedra_Furada&#38;action=edit&#38;redlink=1" title="S�tio da Pedra Furada (ainda não escrito)"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Sítio da Pedra Furada</span></a>, também no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piau%C3%AD" title="Piau�"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Piauí</span></a>, que parecem representar uma cena de ataque dos terríveis <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Felino" title="Felino"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">felinos</span></a> que já habitaram o continente.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">As concepções dos atuais <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C3%8Dndio_%28povo%29&#38;action=edit&#38;redlink=1" title="Índio (povo) (ainda não escrito)"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">índios</span></a> que habitam a região nordeste do país, a exemplo dos cariris, apesar de bastante modificadas, ainda podem se constituir num elemento útil para decifrar tais representações com uma estratégia conjetural. Uma interpretação sobre os desenhos da figura humana desses povos revela uma surpreendente complexidade que pode muito bem corresponder a um mapa das sensações corporais e/ou uma concepção de corpo e espírito. Os <i>encantados</i> são descritos pelos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cariris" title="Cariris"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">cariris</span></a>, em geral, como homens descomunais, ferozes e implacáveis, de feição rude e olhos esbugalhados, verdadeiramente assustadores, segundo o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia" title="Antropologia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">antropólogo</span></a> Nascimento, que estudou em sua tese para Mestrado na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_da_Bahia" title="Universidade Federal da Bahia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Universidade Federal da Bahia</span></a> os rituais e identificação étnica dos índios do nordeste a partir das concepções de um grupo remanescente - os cariris de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mirandela" title="Mirandela"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Mirandela</span></a> (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia" title="Bahia"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">Bahia</span></a>) em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1994" title="1994"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">1994</span></a>.</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">-</span></p>
<p><span style="font-family:'Trebuchet MS';"></span><span style="font-family:'Trebuchet MS';">Segundo esse autor, também caracterizam o "gentio bravo" ou seus <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antepassado" title="Antepassado"><span style="color:windowtext;text-decoration:none;">antepassados</span></a> que ainda vivem no mato.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lágrimas do Sol (Tears of the Sun)]]></title>
<link>http://lella.wordpress.com/?p=149</link>
<pubDate>Sat, 15 Mar 2008 18:40:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>LELLA</dc:creator>
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<description><![CDATA[
&#8220;Há três coisas importante na História. Primeiro que tudo, os números; em segundo, os nú]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lella.files.wordpress.com/2008/05/tears-of-the-sun9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-410" src="http://lella.wordpress.com/files/2008/05/tears-of-the-sun9.jpg" alt="" width="500" height="297" /></a></p>
<p><span style="color:#006600;">"<strong><em>Há três coisas importante na História. Primeiro que tudo, os números; em segundo, os números; e, em terceiro, os números. A História não é uma ciência moral. A legalidade, a compaixão, a justiça são estranhas à História.</em></strong>" (filme: "O Declínio do Império Americano")<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Não irá para minha lista de preferidos. Como também pode ser que daqui a alguns anos somente uma cena fique na memória. E confesso que assisti por causa do Bruce Willis.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Talvez eu tenha assistido com um pré-conceito com o Tio Sam em se achar, não apenas o salvador-da-pátria, como também em mostrar que o outro lado é que é o feio. Um patriotismo exacerbado.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Porém, filmes como esse, ou até "Hotel Rwanda" e "O Jardineiro Fiel" (Dois que eu indico!), nos mostram uma África real. Não aquela dos safáris, dos belos animais. Com questões, conflitos que transpassam dos livros de História paras telas. O que fica um lado didático interessante aos adolescentes que não são chegados as leituras. Por eles, vemos uma realidade que choca. Onde até nos perguntamos se o povo dessa terra, de escravos passaram a ser cobaias.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Entrando na história do filme...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Para quem gosta de muita ação em filmes de guerra, vai sentir falta. Aqui há muito mais uma ação contida, nos gestos, nos olhares dos personagens. O tema principal: o herói indo resgatar a mocinha. Parece um clichezão. E, é. Mas em nada compromete a história. Aliás, uma paisagem deslumbrante, aliada a uma belíssima trilha sonora, a diálogos curtos e diretos, e a câmera passeando de um rosto ao outro faz o roteiro. Ou, fazem o filme! </span></p>
<p><span style="color:#006600;">Agora, há uma cena... onde arrancaram os mamilos... Nesse momento, parei e me perguntei: "Que guerra é essa? Que ideologia é essa que faz isso com uma mulher?" Ficam difícil entender as atrocidades que fazem em nome de uma guerra.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Claro que as cenas onde mostram crianças mutiladas por pisarem em minas também chocam. Mais ainda, quando logo no início um oficial americano diz que os abasteceram, os nigerianos, por 8 anos...<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">É, no mundo atual, duas potências ditam as regras do jogo: as indústrias bélicas e as farmacêuticas. Com o que lucram, não irão se intimidar com vidas humanas e nem de inocentes.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Enfim, com é dito no filme: "<em><strong>Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada</strong></em>".<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Nota: 08.<br />
</span></p>
<p><span style="color:#006600;">Por: Valéria Miguez.</span></p>
<p><strong><span style="color:#006600;">Lágrimas do Sol (Tears of the Sun)</span></strong><span style="color:#006600;">. 2003. EUA. Direção: Antoine Fuqua. Elenco: Bruce Willis, Monica Bellucci, Cole Hauser, Tom Skerrit. Gênero: Drama, Guerra. Duração: 120 minutos. Classificação: 14 anos. </span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um breve relato da língua portuguesa no Brasil]]></title>
<link>http://piratininga.wordpress.com/?p=70</link>
<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 13:20:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Fred</dc:creator>
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<description><![CDATA[ No início da colonização portuguesa no Brasil (a partir da descoberta, em 1500), o tupinambá (]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p> No início da colonização portuguesa no Brasil (a partir da descoberta, em 1500), o tupinambá (uma variante do tupi-guarani, uma língua indígena do litoral brasileiro) era usado como língua geral em toda a colônia, ao lado do português, principalmente graças aos padres jesuítas (a primeira gramática de tupi guarani foi feita pelo padre Anchieta) que haviam estudado e difundido a língua.</p>
<p>Nos idos de 1757, a utilização do tupi foi proibida por uma Provisão Real. E isso só foi efetivamente realizado porque a essa altura o tupi já estava sendo suplantado pelo português, com o aumento da colonização portuguesa</p>
<p>Quando o Marquês de Pombal expulsa todos os jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Porém a influência do tupi foi marcante. O português herdou palavras ligadas à flora e à fauna (mandioca, caju, tatu, piranha), bem como nomes próprios das pessoas e das localidades (Igarapé - caminho de canoa, Ipiranga - rio vermelho, Paraná - mar, toró - chuva forte ou tempestade).</p>
<p>Com os escravos trazidos da África, a língua falada na colônia recebeu novas contribuições. (caçula, xinxim, moleque e samba).</p>
<p>O maior afastamento, entre o português brasileiro e o europeu, aconteceu quando a língua falada no Brasil colonial não acompanhou as mudanças ocorridas no falar português (principalmente por influência francesa), durante o século XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, à maneira de pronunciar da época da descoberta.</p>
<p>Uma reaproximação significativa ocorreu entre 1808 e 1821, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da língua falada nas grandes cidades.</p>
<p>Após a independência (1822), o português falado no Brasil sofreu também influências da forte imigração de europeus que se instalaram por todo o país, sendo maior no centro e no sul do país.</p>
<p>Daí decorre as modalidades de pronúncia e algumas pequenas mudanças de vocabulário existentes entre as regiões do Brasil. Estas variam de acordo com o fluxo migratório predominante e suas combinações que cada uma recebeu.</p>
<p>Já no século XX, a distância entre as variantes aumentou, em razão dos avanços científicos. Ou seja as novas invenções possuíam nomes diferentes em cada país tais como comboio e trem, estação e gare, pedágio e portagem).</p>
<p>Outro fator que aumentou a distância entre as variantes foi o extremo nacionalismos do começo do século passado (movimento romântico) projetando uma literatura nacional expressa na variedade brasileira, um desses movimentos foi o modernismo que na semana de 1922, defenderam a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e ressaltar as diferenças do falar brasileiro.</p>
<p>A Força dos modernistas consagrou a norma brasileira.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[SE LIBERTE! FAÇA SUA VIDA VALER A PENA!! ACREDITE!]]></title>
<link>http://felipebreia.wordpress.com/?p=92</link>
<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 17:39:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>felipebreia</dc:creator>
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<description><![CDATA[LEIA O TEXTO ABAIXO, E DEPOIS VOLTE A LER NOVAMENTE!TENHO CERTEZA DE QUE DEUS VAI TOCAR NO SEU CORA]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:black;font-family:Arial;">LEIA O TEXTO ABAIXO, E DEPOIS VOLTE A LER NOVAMENTE!TENHO CERTEZA DE QUE DEUS VAI TOCAR NO SEU CORAÇÃO!</span></p>
<p><span style="color:black;font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;">Já esteve preso em algo? </span><span style="font-family:Arial;">Escravo nas mãos de algum faraó com coração duro? Preso em uma cidade onde o cheiro de morte é sempre presente? Se a sua resposta é sim, então você já esteve no Egito, pelo menos naquilo que este país representa no livro de Exôdo, descrito pela Bíblia.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;">O interresante do Egito é que ele nunca começa como algo ruim, pelo contrario. Basta saber que os hebreus entraram no Egito e viveram séculos nas suas terras por livre vontade, não foram forçados a entrar ou viverem nas margens do rio Nilo.</span><span style="font-family:Arial;">O Egito nos engana com seus atrativos e vantagens, nos seduz com seus cânticos e beleza.Mas em um determinado momento a máscara cai e o Egito mostra suas garras, nos tornando seus escravos.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;">O encanto daquilo que é visível por muitas vezes nos fazem esquecer que o essencial é invisível para os olhos.O Egito é o engano dos olhos, suas belas pirâmides, a formosura do majestoso rio Nilo cortando o deserto de forma quase desafiadora, sua comida, seus tesouros, nos deixam cegos diante do essencial, pois como a sábia raposa ensinou ao pequeno príncipe, o mais importante é invisível.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;">Devemos fechar os olhos para o visível e passar a ver o que é invisível, e só com fé, sensibilidade, discernimento e sabedoria poderemos enxergar o invisível!Mas muitos de nós conseguimos o milagre de sair das mãos deste faraó, na verdade como os hebreus do passado muitos afortunados saem milagrosamente do Egito.Quem não tem uma história de libertação, seja ela qual for?</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><b><span style="font-family:Arial;">O problema que achamos que depois do Egito vem a terra prometida.</span></b></p>
<p><b><span style="font-family:Arial;"></span></b><span style="font-family:Arial;">E esquecemos que depois do Egito o que vem é deserto.</span><span style="font-family:Arial;">E se muitos conseguem sair do Egito,poucos sobrevivem ao deserto.</span><span style="font-family:Arial;">Uma multidão saiu do Egito mas só dois saíram do deserto.</span><span style="font-family:Arial;">Sobreviva ao deserto e entrará na terra prometida.</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-family:Arial;">Mas lembre-se,</span><b><span style="font-family:Arial;">No deserto vencer não é importante, o importante é sair dele vivo!</span></b></p>
<p><b><span style="font-family:Arial;"></span></b><span style="color:black;font-family:Arial;">DEPOIS DE LER ESSE TEXTO, PENSE NO SEGUINTE:  </span></p>
<p><span style="color:black;font-family:Arial;"></span><b><i><span style="color:black;font-family:Arial;">EGITO = PECADO</span></i></b><span style="color:black;font-family:Arial;"> (COISAS NAS NOSSAS VIDAS QUE Á PRIMEIRA VISTA PARECEM MARAVILHOSAS, MAS QUE DEPOIS TOMAM CONTA DE NÓS E NOS TORNAM PRISIONEIROS, E”ESCRAVOS” </span></p>
<p><span style="color:black;font-family:Arial;"></span><b><i><span style="font-family:Arial;">DESERTO = LIBERTAÇÃO DO PECADO</span></i></b><span style="font-family:Arial;"> ( EU ME ARRISCARIA A DIZER QUE É A PRIMEIRA FASE QUE A GENTE PASSA LOGO DEPOIS QUE PERMITIMOS QUE DEUS ENTRE NOS NOSSOS CORAÇÕES E FAÇA PARTE DAS NOSSAS VIDAS, POIS, MUITO QUE SAEM DA VIDA DE PECADO, LOGO DEPOIS NÃO AGUENTAM, E VOLTAM A PRATICÁ-LOS.) </span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><b><i><span style="font-family:Arial;">TERRA PROMETIDA = VIVER COM DEUS!</span></i></b><span style="font-family:Arial;"> ( AFINAL DE CONTAS É ESSE O NOSSO OBJETIVO. <i>“CONHECEREIS A VERDADE E A VERDADE VOS LIBERTARÁ” </i><a href="http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/8/32+">João 8:32</a> <i> ) </i></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"></span><i><span style="font-family:Arial;">AGORA, VOLTE A LER O TEXTO, E ENTENDA O QUE EU QUERO DIZER COM ISSO!</span></i><span style="font-family:Arial;"></span><i><span style="font-family:Arial;">ESPERO QUE DEUS TOQUE NO SEU CORAÇÃO!</span></i><span style="font-family:Arial;"></span><i><span style="font-family:Arial;">UM ABRAÇO</span></i><span style="font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;color:black;font-family:Verdana;"><i><span style="font-family:Arial;"><font size="3"></font></span></i><span style="font-family:Arial;"><em><font size="3"></font></em></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Somos Quilombola!]]></title>
<link>http://raizculturablog.wordpress.com/?p=133</link>
<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 17:26:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>raizculturablog</dc:creator>
<guid>http://raizculturablog.wordpress.com/?p=133</guid>
<description><![CDATA[
Quilombolas são descendentes de escravos negros cujos antepassados no período da escravidão fugi]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/quilombola_de_sibauma.jpg" alt="quilombola_de_sibauma.jpg" height="261" width="261" /></div>
<p><b>Quilombolas</b> são descendentes de escravos negros cujos antepassados no período da escravidão fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar para formar os agrupamentos de refugiados e de resistência chamados de quilombos.</p>
<p>Local isolado, formado por escravos negros fugidos... Esta talvez                seja a primeira idéia que vem à mente quando se pensa                em quilombo. Se pedirem um exemplo, <b>o Quilombo de Palmares, com                seu herói Zumbi será certamente a referência                mais imediata.</b></p>
<p><!--more--></p>
<p>Essa noção remete-nos a um passado remoto de nossa                História, ligado exclusivamente ao período no qual                houve escravidão no País. Quilombo seria, pois, uma                forma de se rebelar contra esse sistema, seria onde os negros iriam                se esconder e se isolar do restante da população.</p>
<p>Consagrada pela “História oficial”, essa visão                ainda permanece arraigada no senso comum. Por isso o espanto quando                se fala sobre comunidades quilombolas presentes e atuantes nos dias                de hoje, passados mais de cem anos do fim do sistema escravocrata.</p>
<p>Foi principalmente com a Constituição Federal de 1988                que a questão quilombola entrou na agenda das políticas                públicas. Fruto da mobilização do movimento                negro, o Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais                Transitórias (ADCT) diz que:</p>
<blockquote><p><b><i>               “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam                ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva,                devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos.”</i></b></p></blockquote>
<p>A concretização desse direito suscitou logo de início                um acalorado debate sobre o conceito de quilombo e de remanescente                de quilombo. Trabalhar com uma conceituação adequada                fazia-se fundamental, já que era isso o que definiria quem                teria ou não o direito à propriedade da terra.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/1176151867_inventor.jpg" alt="1176151867_inventor.jpg" height="194" width="290" /></div>
<p>No texto constitucional, utiliza-se o termo <b>“remanescente de                quilombo”</b>, que remete à noção de resíduo,                de algo que já se foi e do qual sobraram apenas algumas lembranças.                Esse termo não corresponde à maneira que os próprios                grupos utilizavam para se autodenominar nem tampouco ao conceito                empregado pela antropologia e pela História.Na Bahia os maiores agrupamentos de quilombolas estão concentrados no Recôncavo baiano, nos municípios de Cachoeira, Maragogipe, Santo Amaro entre outros.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/quilo.jpg" alt="quilo.jpg" height="176" width="266" /></div>
<p>Alguns têm línguas próprias, de contato entre o português e línguas africanas, como o cupópia do <span class="new">Quilombo do Cafundó</span>, Salto de Pirapora.</p>
<p>Mais vamos falar de uma quilombola em especial <b>que teve seus direitos negados depos de uma falsa matéria da rede globo,as falsidades veiculadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão no dia 14 de maio deste ano "Crime no quilombo ? suspeitas de fraude e extração de madeira de Mata Atlântica"</b> repetem na história o que significou o 14 de maio de 1888 para a população negra no Brasil, dia seguinte à abolição oficial da escravatura. O dia 14 daquela época significou o acirramento das relações escravistas, da violência racial contra negras e negros, e a tentativa de exterminá-la através de inúmeras medidas de exclusão e apartheid, dando continuidade ao processo de exclusão social e criminalização da população negra.</p>
<p>Passados <b>cem anos continuamos a assistir às práticas racistas</b>, novamente a covardia daqueles que atacam as comunidades negras utilizando as estruturas <b>poderosas de dominação se manifesta através da veiculação de uma reportagem fraudulenta e tendenciosa</b>, <b>sem oferecer a comunidade nenhuma oportunidade para se defender.</b></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/kalunga.jpg" alt="kalunga.jpg" /></div>
<div style="text-align:center;"><b><i><span class="bodytext">"Foto tirada em Goiás , no quilombo Kalunga, retrata a tristeza de um povo sofrido, que não só sofreu durante o tempo de escravatura, mas sofre ainda hoje por causa do descaso e abandono."  por </span></i><span class="bodytext"><i>Paulo Henrique Feniman, de Londrina (PR)</i> </span></b></div>
<p>Segunda a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), na                tentativa de orientar e auxiliar a aplicação do Artigo                68 do ADCT, divulgou, em 1994, um documento elaborado pelo Grupo                de Trabalho sobre Comunidades Negras Rurais em que se define o termo                “remanescente de quilombo”:</p>
<blockquote><p><b><i> “Contemporaneamente, portanto, o termo não                se refere a resíduos ou resquícios arqueológicos                de ocupação temporal ou de comprovação                biológica. Também não se trata de grupos isolados                ou de uma população estritamente homogênea.                Da mesma forma nem sempre foram constituídos a partir de                movimentos insurrecionais ou rebelados, mas, sobretudo, consistem                em grupos que desenvolveram práticas de resistência                na manutenção e reprodução de seus modos                de vida característicos num determinado lugar.”</i></b></p></blockquote>
<p>Deste modo, comunidades remanescentes de quilombo são grupos                sociais cuja identidade <b>étnica os distingue do restante da                sociedade.</b></p>
<p>É importante deixar claro que, quando se fala em identidade                étnica, trata-se de um processo de auto-identificação                bastante dinâmico, e que não se reduz a elementos materiais                ou traços biológicos distintivos, como cor da pele,                por exemplo.Como somos uma comunidade do conhecimento chamada <b>Raiz Cultura.net </b>temos como dever e como lema do nosso projeto <b>resgatar nossas raizes</b>,vamos passar aqui o video com o direito de resposta da comunidade quilombola São Francisco do Paraguaçu que são  dividido em 3 partes :</p>
<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/vxJO0Rj_Ynk'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/vxJO0Rj_Ynk&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p> <b>Parte 1 do documentário</b> que mostra a indignação da comunidade de São Francisco do Paraguaçu com as mentiras veiculadas pela Rede Globo em reportagem do dia 14 de maio de 2007 no Jornal Nacional atacando os quilombolas.</p>
<p align="center"> <span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/PyM_Bb-ymNQ'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/PyM_Bb-ymNQ&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p><b>Parte 2 do documentário</b> mostra os depoimentos das pessoas envolvidas e enganadas pela matéria da rede globo para o Jornal Nacional.</p>
<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/i63UN73lDvg'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/i63UN73lDvg&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p align="center">&#160;</p>
<p><b>Parte 3 do  documentário</b> mostra a comunidade quilombola em praça publica lutando pelo seus direitos e o direito de livre expressão contra a matéria falsa e <b>MENTIROSA</b> do Jornal Nacional.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/quilombola.jpg" alt="quilombola.jpg" height="402" width="271" /></div>
<p><b>A revolução Quilombola<br />
</b><br />
Lula colocou em marcha mais uma "revolução" no País. A chamada revolução Quilombola, uma revolução de raças e de classes. O governo do Presidente Lula tem o singular plano de desapropriar arbitrariamente 30 milhões de hectares para assentar “quilombolas”.</p>
<p>O assim chamado "decreto quilombola" (4887/2003), assinado pelo Presidente Lula, gera sérias preocupações nos meios rurais e produtivos. O confisco, inclusive de terras produtivas, previsto no decreto se baseia numa simples auto-declaração da condição de quilombola por parte do interessado, sem necessidade de qualquer prova documental, o que de si subverte completamente o princípio constitucional da propriedade.</p>
<p>Opovo negro e as comunidades quilombolas cientes de que o caminho de reparação das injustiças raciais é irreversível e que o direito constitucional à propriedade de seus territórios tradicionalmente<b> ocupados é uma conquista da democracia brasileira,</b> não sucumbirá aos interesses poderosos que durante toda história do Brasil promoveu atitudes autoritárias e de desrespeito ao Estado Democrático de Direito.<br />
Lamentamos a covardia daqueles que usam o poder da mídia e do dinheiro para oprimir e perseguir<b> comunidades tradicionais!!!!!!!!!</b></p>
<p><b>Quilombolas no Brasil : </b></p>
<p>A              identidade étnica de um grupo é a base para sua forma              de organização, de sua relação com os              demais grupos e de sua ação política. A maneira              pela qual os grupos sociais definem a própria identidade é              resultado de uma confluência de fatores, escolhidos por eles              mesmos: de uma ancestralidade comum<b>, formas de organização              política e social a elementos lingüísticos e religiosos.</b></p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/aguadeiros_antigo.jpg" alt="aguadeiros_antigo.jpg" height="213" width="293" /></div>
<p>Esta discussão fundamentou-se também nos novos estudos                históricos que reviram o período escravocrata brasileiro,                constatando que os quilombos existentes nessa época não                eram frutos apenas de negros rebeldes fugidos. Eram inúmeros                e não necessariamente se encontravam isolados e distantes                de grandes centros urbanos ou de fazendas.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/quilombolacemiterio.jpg" alt="quilombolacemiterio.jpg" /></div>
<p>Esses estudos mostraram que as comunidades de quilombo se constituíram                a partir de uma grande diversidade de processos, que incluem as                fugas com ocupação de terras livres e geralmente isoladas,                mas também as heranças, doações, recebimentos                de terras como pagamento de serviços prestados ao Estado,                simples permanência nas terras que ocupavam e cultivavam no                interior de grandes propriedades, bem como a compra de terras, tanto                durante a vigência do sistema escravocrata quanto após                sua abolição.</p>
<p>O que caracterizava o quilombo, portanto, não era o isolamento                e a fuga e sim a resistência e a autonomia. O que define o                quilombo é o movimento de transição da condição                de escravo para a de camponês livre.</p>
<p>Tudo isso demonstra que a classificação de comunidade                como quilombola não se baseia em provas de um passado de                rebelião e isolamento, mas depende antes de tudo de como                aquele grupo se compreende, se define.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/icatulivre129a.jpg" alt="icatulivre129a.jpg" /></div>
<p>Atualmente, a legislação brasileira já adota                este conceito de comunidade quilombola e reconhece que a determinação                da condição quilombola advém da auto-identificação.</p>
<p>Este reconhecimento foi fruto de uma luta árdua dos quilombolas              e seus aliados que se opuseram às várias tentativas              do Estado de se atribuir a competência para definir quais comunidades              seriam quilombolas ou não. O auto-reconhecimento garantido              no Estado do Pará desde 1999 (Decreto              nº 3.572, de 22 de julho de 1999) só foi estabelecido na              legislação federal em novembro de 2003, através              do Decreto              nº 4.887.</p>
<div style="text-align:center;"><img src="http://raizculturablog.wordpress.com/files/2008/02/icatulivre129b.jpg" alt="icatulivre129b.jpg" /></div>
<p><b>Quilombolas e ações do governo : </b></p>
<p>Depois do “cotismo”, o "quilombismo!" O "cotismo" estabeleceu vagas universitárias obrigatórias para negros. Agora, o governo Lula lança um novo elemento de confusão no Brasil: o “quilombismo”, que pretende tirar terras dos legítimos proprietários, e criar nelas fazendas coletivas de quilombolas, controladas pelo Incra. E isso atinge o campo e a cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Segundo o site do PT a meta de ampliação do Bolsa Família faz parte da recém-lançada Agenda Social Quilombola, que concentra todas as ações do governo para esse grupo. O plano agrega metas de 14 ministérios e tem orçamento previsto de R$ 2 bilhões até 2011.</p>
<p class="MsoNormal"> A Agenda prevê investir R$ 172 milhões em saneamento e abastecimento de água em 548 comunidades de quilombolas, espalhadas por 22 Estados. Está planejada, ainda, a construção de 948 salas de aula, ao custo de R$ 69,4 milhões até 2011. Para concessão de título de propriedade das terras quilombolas estão reservados R$ 35,6 milhões em quatro anos. O Ministério da Saúde prevê aplicar R$ 193 milhões na implantação dos programas de Saúde da Família e de Saúde Bucal em 47 municípios que abrigam comunidades quilombolas. Já a alfabetização de 120 mil remanescentes de quilombos custará R$ 109,5 milhões.</p>
<p>Segundo a propria matéria do quilombo na <b>CMI BRASIL,</b>eles pedem um apelo a todos aqueles que querem participar dessa grande luta que envie e-mails para a globoou até mesmo uma carta!, para criar uma manifestação pela luta do seus direitos,segundo a propria matéria :</p>
<p>Pedimos às entidades, instituições e movimentos solidários com a luta do povo quilombola que manifestem repúdio à Rede Globo de Televisão e ao Jornal Nacional mandando e-mails e/ou cartas para os seguintes endereços: Rua Von Martius, nº 22 - Jardim Botânico - CEP: 22.460-040 - RJ - E-mail: <img src="http://brasil.indymedia.org/img/maillink.gif" border="0" /> <a href="mailto:jn@redeglobo.com.br">jn@redeglobo.com.br</a><br />
Reportagem do Jornal Nacional:<br />
Suspeitas de fraude em Ã¡rea que vai ser reconhecida como quilombola<br />
Link da matéria na globo,clique <a href="http://jornalnacional.globo.com/Jornalismo/JN/0,,AA1539615-3586-676535,00.html">aqui.</a></p>
<p><font color="#ff0000"><b>Fontes e Imagens e TODOS OS DIREITOS RESERVADOS para :</b></font></p>
<p><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382254.shtml">CMI BRASIL</a><br />
<a href="http://64.233.169.104/search?q=cache:94tsOw26eaoJ:www.pt.org.br/portalpt/index.php%3Foption%3Dcom_content%26task%3Dview%26id%3D9772%26Itemid%3D239+quilombola&#38;hl=pt-BR&#38;ct=clnk&#38;cd=40&#38;gl=br&#38;client=firefox-a"> PT<br />
</a><a href="http://www.cpisp.org.br/comunidades/html/oque/home_oque.html">CPISP</a><a href="http://64.233.169.104/search?q=cache:94tsOw26eaoJ:www.pt.org.br/portalpt/index.php%3Foption%3Dcom_content%26task%3Dview%26id%3D9772%26Itemid%3D239+quilombola&#38;hl=pt-BR&#38;ct=clnk&#38;cd=40&#38;gl=br&#38;client=firefox-a"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A Igreja, o tráfico e a escravidão]]></title>
<link>http://leitorcritico.wordpress.com/?p=52</link>
<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 18:46:15 +0000</pubDate>
<dc:creator>Carlos Lemes</dc:creator>
<guid>http://leitorcritico.wordpress.com/?p=52</guid>
<description><![CDATA[Meus caros leitores,
Coloco um texto muito pertinente, já que nas ultimas semanas a comemoração d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Meus caros leitores,</p>
<p>Coloco um texto muito pertinente, já que nas ultimas semanas a comemoração de 200 anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil tem levantado algumas polêmicas referentes aquela época.</p>
<p>Espero que o texto possa ser de grande auxílio para esclarecer a posição da Igreja Católica diante do tráfico negreiro e da escravidão.</p>
<p>Boa Leitura<br />
Carlos Lemes</p>
<h5>A Igreja, o tráfico e a escravidão</h5>
<h6> Rafael Diehl</h6>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Proponho-me aqui a tratar da visão da Igreja Católica acerca da escravidão, bem como o papel desta nesse processo. Para isso, introduzirei o texto tratando da questão escravista nos pensamentos que influenciaram a ideologia cristã: a teologia hebraica antiga e a filosofia clássica greco-romana.<br />
</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"></div>
<ol>
<li><span style="color:#ff0000;"><b><span style="font-size:10pt;">A escravidão no pensamento greco-romano e no pensamento hebraico</span></b></span></li>
</ol>
<div style="margin:0 0 0 18pt;"><span style="font-size:10pt;">Para a mentalidade greco-romana, a escravidão era considerada lícita, concedendo ao senhor amplo domínio sobre seus escravos, inclusive o direito de vida e morte sobre os mesmos. Havia duas justificativas principais: </span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Aristóteles considerava que a escravidão era determinada fisicamente, ou seja, ele cria que alguns seres humanos nasciam com condições físicas propícias ao ofício escravo: com muita força física e pouca inteligência. Para tanto, cria-se que os homens eram desiguais quanto à natureza e aos acidentes.</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Já a filosofia estóica pregava uma explicação metafísica: a do Destino. Para eles, alguns indivíduos nasciam destinados à escravidão e não poderiam alterar sua sorte.</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Por outro lado, os hebreus consideravam lícito escravizar estrangeiros, mas não outros hebreus. Isso porque os gentios eram considerados acidentalmente, não naturalmente, inferiores ao “povo escolhido” da Revelação Divina.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn1" title="_ftnref1" name="_ftnref1"><span><span><span style="font-size:10pt;">[1]</span></span></span></a> A escravidão de hebreus eram permitidas apenas temporariamente.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn2" title="_ftnref2" name="_ftnref2"><span><span><span style="font-size:10pt;">[2]</span></span></span></a> </span></div>
<div style="text-indent:18pt;"></div>
<ol>
<li><b><span style="color:#ff0000;"><span style="font-size:10pt;">A doutrina Cristã sobre a escravidão</span></span></b></li>
</ol>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">A doutrina cristã, de modo geral, era contrária à escravidão e ao comércio de escravos. Já nos primórdios do Cristianismo, São Paulo Apóstolo (séc. I d.C.) ensinava a igualdade de natureza entre os homens, judeus e gentios (não-judeus), visto que a Nova Aliança possuía um caráter universalista. Entretanto, não tendo grande influência na sociedade romana imperial, a Igreja recomendava aos escravos serem obedientes e não se revoltarem contra os seus senhores, mas também admoestava os senhores ao bom trato com seus escravos.</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">A escravidão, era também vista como uma conseqüência acidental do pecado, tal como expõe Santo Agostinho de Hipona (século IV-Vd.C.) que dizia ser todo homem escravo de seus pecados, e que alguns também eram castigados tornando-se escravos de senhores temporais.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn3" title="_ftnref3" name="_ftnref3"><span><span><span style="font-size:10pt;">[3]</span></span></span></a> Mas também considera que os escravos devem aceitar sua condição como punição pelos seus vícios, bem como serem obedientes e amarem seus senhores para não darem razão aos maus-tratos por eles provocados.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn4" title="_ftnref4" name="_ftnref4"><span><span><span style="font-size:10pt;">[4]</span></span></span></a> Pensa, contudo, que a condição escrava era temporária e chegaria um tempo na qual não seria mais necessário o escravismo.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn5" title="_ftnref5" name="_ftnref5"><span><span><span style="font-size:10pt;">[5]</span></span></span></a></span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Durante a Antiguidade Tardia (séculos IV-VII), apesar de ainda existir (inclusive fundamentada no direito da época) no Oriente, o escravismo foi, aos poucos sendo substituído pelo sistema do colonato, que por volta do ano 1000 gerou o feudalismo. No senhorio feudal, alguns camponeses estavam submetidos ao regime de servidão, que difere-se da escravidão propriamente dita, já que o servo medieval recebia um pequeno lote de terra para cultivar e possuía um vínculo semi-voluntário com seu senhor.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn6" title="_ftnref6" name="_ftnref6"><span><span><span style="font-size:10pt;">[6]</span></span></span></a> Possuindo um ligação de dependência com sua terra, o servo não poderia ser vendido separado de sal terra.</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Voltemos, pois as medidas da Igreja. Em 873, o papa João VIII em uma carta a um príncipe da Sardenha diz:“<i>Há uma coisa a respeito da qual desejamos admoestar-vos em tom paterno; se não vos emendardes, cometereis grande pecado, e, em vez do lucro que esperais, vereis multiplicadas as vossas desgraças. Com efeito, por instituição dos gregos, muitos homens feitos cativos pelos pagãos são vendidos nas vossas terras e comprados por vossos cidadãos que os mantêm em servidão. Ora consta ser piedoso e santo, como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo, a quem assim proceda, a recompensa será dada não pelos homens, mas pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isto exortamo-vos e com paterno amor vos mandamos que compreis dos pagãos alguns cativos e os deixeis partir para o bem de vossas almas.”<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn7" title="_ftnref7" name="_ftnref7"><span><span><b><span style="font-size:10pt;">[7]</span></b></span></span></a></i></p>
<p></span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">De igual forma, as condenações serão reafirmadas pelo papa Pio II em 1462. Em uma época que o tráfico escravo estava ressurgindo na Europa, principalmente devido às conquistas portuguesas<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn8" title="_ftnref8" name="_ftnref8"><span><span><span style="font-size:10pt;">[8]</span></span></span></a>, Pio II afirma que o tráfico escravo é <i>magnum scelus</i>, um “grande crime”.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn9" title="_ftnref9" name="_ftnref9"><span><span><span style="font-size:10pt;">[9]</span></span></span></a> Outras censuras ao escravismo e ao tráfico serão reforçadas pelos papas como Urbano VIII (1639) e Bento XIV (1741), sendo que o último prescreveu excomunhão para os senhores que maltratassem seus escravos.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn10" title="_ftnref10" name="_ftnref10"><span><span><span style="font-size:10pt;">[10]</span></span></span></a> Gregório XVI, em 1839 dirá em uma epístola que:<i>“</i></p>
<p></span><i><span style="font-size:10pt;">Admoestamos os fiéis para que se abstenham do desumano tráfico dos negros ou de quaisquer outros homens que sejam.” </span></i><span style="font-size:10pt;">Também o papa Leão XIII, no século XIX apoiará as tendências abolicionistas no Brasil, que obtiveram êxito com a lei Áurea em 1888.</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"></div>
<div style="text-indent:18pt;"></div>
<ol>
<li><span style="color:#ff0000;"><b><span style="font-size:10pt;">Igreja e escravidão no Brasil</span></b></span></li>
</ol>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Para tratar acerca das relações entre a Igreja Católica e o Brasil utilizarei de três fontes principais: A obra <i>Economia Cristã dos Senhores no Governo dos Escravos</i> (fins do século XVII) do padre jesuíta Jorge Benci, os Sermões do Padre jesuíta Antônio Vieira (século XVII) e As <i>Constituiçoens primeyras do Arcebispado da Bahia</i> (1707).</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Importante recordar que a Igreja no Brasil, estava submetida ao padroado e ao beneplácito da Coroa Portuguesa, o que reduzia em parte sua autonomia na região, pois a mesma ficava sujeita ao poder régio lusitano. Não tendo poder suficiente para aplicar as determinações papais que sugeriam o fim do tráfico e da escravidão, limitam-se a exortar os senhores no bom trato aos escravos e estabelecer sanções canônicas contra os abusos.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn11" title="_ftnref11" name="_ftnref11"><span><span><span style="font-size:10pt;">[11]</span></span></span></a></span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Nos sermões do Padre Vieira podemos observar a reprovação ao tráfico e à escravidão. No Sermão XIV, por exemplo, reafirma a igualdade natural dentre os homens.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn12" title="_ftnref12" name="_ftnref12"><span><span><span style="font-size:10pt;">[12]</span></span></span></a> No mesmo Sermão diz que os negros não são inferiores, mesmo tendo sito gentios e cativos.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn13" title="_ftnref13" name="_ftnref13"><span><span><span style="font-size:10pt;">[13]</span></span></span></a> Sobre o tráfico escravo considera no Sermão XXVII que:<i>"Nas outras terras, do que aram os homens e do que fiam e tecem mulheres se fazem os comércios: naquela (na África) o que geram os pais e o que criam a seus peitos as mães, é o que se vende e compra. <b>Oh! trato desumano, em que a mercancia são homens! Oh! mercancia diabólica, em que os interesses se tiram das almas alheias e os ricos são das próprias</b>'' </i>(destaques nossos).<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn14" title="_ftnref14" name="_ftnref14"><span><span><span style="font-size:10pt;">[14]</span></span></span></a></p>
<p></span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Para Vieira, a escravidão além de ilícita atrai pragas e desastres para o Brasil, conforme conclui no Sermão XVII.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn15" title="_ftnref15" name="_ftnref15"><span><span><span style="font-size:10pt;">[15]</span></span></span></a></span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Em fins do século XVII, o padre Jorge Benci escreve a sua <i>Economia Cristã dos Senhores no governo dos escravos</i>, onde procura formular quais os deveres dos senhores para com os servos a partir das palavras do capítulo 33 do Eclesiático: <i>panis, disciplina et opus servo</i> – pão, disciplina e trabalho para o servo. Nesta obra, Benci defende que os senhores devem fornecer aos escravos o sutento material (comida e vestuário) e espiritual (catequese e o não impedimento do usufruto dos Sacramentos); a disciplina (ensinando-os e castigando-os, sem, contudo cometer excessos); o trabalho condizente com as condições e capacidades físicas do escravo. (para que não fiquem ociosos, que segundo o autor seria ocasião para pecados) e o descanso durante as noites, Domingos e dias santos. </span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Embora lembre que nos primeiros tempos do cristianismo era comum os recém-convertidos alforriarem seus escravos, o autor considerando que tal coisa era difícil de ser conseguida da parte dos senhores de seu tempo insiste no bom tratamento que os senhores devem aos escravos, pois para ele é tirano o senhor que não se compadece dos sofrimentos de seus servos.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn16" title="_ftnref16" name="_ftnref16"><span><span><span style="font-size:10pt;">[16]</span></span></span></a></span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Passemos, pois às Constituições primeiras do Arcebispado da Bahia, de 1707. Estas constituições forma promulgadas pelo Primeiro Sínodo Diocesano do Brasil, em Salvador. Suas determinações estiveram em vigor durante os séculos XVIII e XIX.</span></div>
<div style="text-indent:18pt;"><span style="font-size:10pt;">Estas Constituições dedicaram vinte e três tópicos à questão dos escravos, sendo que as principais determinações foram: exortar aos senhores no bom trato dos escravos fornecendo-lhes sustento necessário em alimentos e vestuários, bem como o descanso nos Domingos e dias santos. Também regulamentou a catequese ministrada aos escravos, bem como proibiu os batismos forçados.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn17" title="_ftnref17" name="_ftnref17"><span><span><span style="font-size:10pt;">[17]</span></span></span></a> Além disso, o Sínodo defendeu o direito dos escravos ao usufruto do Sacramento do Matrimônio, mesmo contra a vontade dos senhores, conforme permitia o Direito Canônico.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn18" title="_ftnref18" name="_ftnref18"><span><span><span style="font-size:10pt;">[18]</span></span></span></a>Outra determinação foi a obrigação dada ao senhores de concederem aos seus falecidos escravos Missas de corpo-presente e sétimo dia de falecimento, bem como uma sepultura cristã.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn19" title="_ftnref19" name="_ftnref19"><span><span><span style="font-size:10pt;">[19]</span></span></span></a> Como pode-se ver, as determinações deste Sínodo episcopal foram fortemente influenciadas pela obra de Jorge Benci.<a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftn20" title="_ftnref20" name="_ftnref20"><span><span><span style="font-size:10pt;">[20]</span></span></span></a></span></div>
<p><span style="font-size:10pt;">Por fim, destaco a ação das Irmandades, Confrarias e Ordens Religiosas no Brasil. Muitas destas além de congregar brancos e negros empenhavam-se na arrecadação de dinheiro para comprar alforrias de alguns escravos. Haviam também confrarias específicas para os negros, não só no brasil, mas também em várias partes da África, como a Venerável Ordem Terceira </span></p>
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<hr align="left" size="1" width="33%" />
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref1" title="_ftn1" name="_ftn1"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[1]</span></span></span></span></a><font size="2"> Levítico XXV, 44-46.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref2" title="_ftn2" name="_ftn2"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[2]</span></span></span></span></a><font size="2"> Êxodo XXI, 2-7.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref3" title="_ftn3" name="_ftn3"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[3]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>“Esse nome [o de servo, escravo] mereceu-o, pois, a culpa, não a natureza. [...] Tornavam-se servos; palavra derivada de servir. Isso também é merecimento do pecado.”</i> Santo Agostinho de Hipona. <b>A Cidade de Deus</b>. São Paulo: Vozes , 2001, parte II. p. 406. Para aprofundar esta questão vide A Cidade de Deus, parte II, Livro XIX, capítulos XV e XVI.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref4" title="_ftn4" name="_ftn4"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[4]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>“A causa primeira da servidão, é, pois, o pecado, que submete um homem a outro pelo vínculo da posição social. É o efeito do juízo de Deus, que é incapaz de injustiça e sabe impor penas segundo o merecimento dos delinqüentes. O Senhor supremo diz: Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Por isso muitos homens piedosos servem patrões iníquos, mas não livres, porque quem é vencido por outro fica escravo de quem o venceu.” Ibid</i>.p. 406.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref5" title="_ftn5" name="_ftn5"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[5]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>“Por isso, o Apóstolo aconselha aos servos que estejam submissos aos respectivos senhores e os sirvam de coração e bom grado. Quer dizer, se os donos não lhes dão liberdade, tornem eles, de certa maneira, livre sua servidão, não servindo com temor falso, mas com amor fiel, até que passe a iniqüidade e se aniquilem o principado e o poder humano e Deus seja tudo em todas as coisas.” Ibid</i>. p. 406.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref6" title="_ftn6" name="_ftn6"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[6]</span></span></span></span></a><font size="2"> Utilizo a expressão semi-voluntário devido ao fato de que um camponês vinculava-se voluntariamente a um senhor de terras, mas estes contratos geralmente obrigavam os descendentes do dito camponês a vincularem-se ao senhor em servidão.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref7" title="_ftn7" name="_ftn7"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[7]</span></span></span></span></a><font size="2"> <span>Denzinger-Sch'ánmetzer.<b>Enquirídio dos Símbolos e Definições</b> <i>nº 668 </i>citado em: BETTENCOURT, Dom Estevão Tavares, OSB. <b>O Tráfico Negro no Brasil e a Igreja</b>. Artigo digitalizado, disponível em URL: http://www.presbiteros.com.br/Hist%F3ria%20da%20Igreja/Trafico.htm</span></font></div>
<div><font size="2">Acesso em 09/05/2007, às 24 h e 34 min.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref8" title="_ftn8" name="_ftn8"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[8]</span></span></span></span></a><font size="2"> A expansão portuguesa em direção a territórios muçulmanos teve para a Igreja um caráter cruzadístico e foi incentivada e legitimada pelo Papado através das bulas <i>Romanus Pontifex</i> (1455) de Nicolau V e <i>Inter Caetera</i> (1456) de Calixto III. Vide MARTINS, Manuel Gonçalves. <b>O Estado Novo e a Igreja Católica em Portugal (1933-1974)</b>. p. 1. Versão digitalizada, disponível em URL: <span style="color:black;">http://www.aps.pt/ivcong-actas/Acta191.PDF</span></font></div>
<div><font size="2"><span style="color:black;">Acesso em 09/05/2007, às 24 h e 46 min.</span></font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref9" title="_ftn9" name="_ftn9"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[9]</span></span></span></span></a><font size="2"> BETTENCOURT, Dom Estevão Tavares, OSB. <i>Op</i>. <i>Cit</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref10" title="_ftn10" name="_ftn10"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[10]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>Ibid</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref11" title="_ftn11" name="_ftn11"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[11]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>“Neste panorama, observamos que, no projeto colonizador e evangelizador, Igreja e Estado Português, andavam juntos, uma vez que estavam interligados pela instituição do Padroado Régio; o Rei era a maior autoridade da Igreja, no território português e em suas colônias, e tinha direitos e deveres religiosos que muitas vezes se confundiam.”</i> CASIMIRO, Ana Palmira Bittencourt Santos. <b>Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia: Educação, Lei, Ordem e Justiça no Brasil Colonial</b>. p.3. Versão digitalizada disponível em URL: </font><font size="2">http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_005.html</font></div>
<div><font size="2">Acesso em 13/05/2007, às 21 h e 42 min.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref12" title="_ftn12" name="_ftn12"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[12]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>"Saibam os pretos, e não duvidem, que a mesma Mãe de Deus é Mãe sua porque num mesmo Espírito fomos batizados todos nós para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus ou gentios, ou servos ou livres"</i> (Sermão XIV, em Sermões, vol. IX Ed. das Américas 1958, p. 243). Citado em: BETTENCOURT, Dom Estevão Tavares, OSB. <i>Op</i>. <i>Cit</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref13" title="_ftn13" name="_ftn13"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[13]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>Ibid</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref14" title="_ftn14" name="_ftn14"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[14]</span></span></span></span></a><font size="2"> VIEIRA, Antônio, SJ. Sermão XXVII, em <b>Sermões</b>, vol. IX Ed. das Américas 1958, p. 64. Citado em: <i>Ibid</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref15" title="_ftn15" name="_ftn15"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[15]</span></span></span></span></a><font size="2"> <i>Ibid</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref16" title="_ftn16" name="_ftn16"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[16]</span></span></span></span></a><font size="2"> BENCI, Jorge, SJ. <b>Economia Cristã dos Senhores no Governo dos Escravos</b>. São Paulo: Editorial Grijalbo, 1977. pp. 223-224.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref17" title="_ftn17" name="_ftn17"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[17]</span></span></span></span></a><font size="2"> CASIMIRO, Ana Palmira Bittencourt Santos. <i>Op</i>.<i>Cit</i>. p.6.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref18" title="_ftn18" name="_ftn18"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[18]</span></span></span></span></a><font size="2"> Em seu Discurso II § 3, o Padre Jorge Benci demonstra que ao contrário do Direito Imperial Antigo que permitia apenas o casamento para os livres, o Direito Canônico o estendia também aos escravos. Para tanto, vide <i>Ibid</i>. p. 102.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref19" title="_ftn19" name="_ftn19"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[19]</span></span></span></span></a><font size="2"> BETTENCOURT, Dom Estevão Tavares, OSB. <i>Op</i>. <i>Cit</i>.</font></div>
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<div><a href="http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao&#38;lang=bra#_ftnref20" title="_ftn20" name="_ftn20"><span><span><span><span style="font-size:10pt;">[20]</span></span></span></span></a><font size="2"> CASIMIRO, Ana Palmira Bittencourt Santos. <i>Op</i>.<i>Cit</i>. p. 9.</font></div>
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<hr align="center" size="1" width="99%" />     <b>Para citar este texto:</b></p>
<blockquote><p><b> Rafael Diehl</b>  - 	<i>"<b>A Igreja, o tráfico e a escravidão</b>"</i><br />
MONTFORT Associação Cultural<br />
<i>http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&#38;subsecao=historia&#38;artigo=igreja_escravidao〈=bra </i><br />
Online,  29/01/2008 às 16:18h</p></blockquote>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Consciência negra?]]></title>
<link>http://sapienciawins.wordpress.com/2007/11/14/consciencia-negra/</link>
<pubDate>Wed, 14 Nov 2007 03:42:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>necrudo</dc:creator>
<guid>http://sapienciawins.wordpress.com/2007/11/14/consciencia-negra/</guid>
<description><![CDATA[Estávamos lá na sala de aula quando alguém diz que &#8216;&#8217;semana que vem tem um feriado]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Estávamos lá na sala de aula quando alguém diz que ''semana que vem tem um feriado''. Ok, achei interessante porque feriado é sinônimo de putaria e vagabundagem, PORÉM depois disseram que era um tal de ''dia da consciência negra''.</p>
<p>Vou bater na velha tecla que já tá amarelada, DIA PARA NEGROS = SELF-RACISM. Qual é, povo..eu nem sabia da existência desse dia, mas caralho, ridículo. Por quê não um dia da consciência branca? Muita queratina agora significa um feriado nacional? Sinto pena da pseudo-negrada. Sentem orgulho de serem discriminados em um dia inteirinho.</p>
<p>E os índios? Estavam nesta porra de continente muito tempo antes dos portugueses ou os negros escravizados chegarem, foram dizimados, hoje são de posse do governo, são civilizados, perderam sua cultura e SEU DIA NÃO É FERIADO. Eles são a raiz do Brasil, o pó do café, aqueles que estavam, estão e estarão. Alguém tá pouco se lixando pra eles?</p>
<p>E os negróides? Aqueles que dizem ser negros, mas são apenas uns cafusos/mulatos de merda? Negro, meus filhos, é aquele que de tão negro brilha no Sol. É aquele que nem perde tempo aqui nessa terra baixa onde foram serviçais. Negro que tem que se orgulhar é aquele que não se mistura mais com porcos como nós. Negro que é negro deveria sentir vergonha de ter um dia desses.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A praia de Armação na Boca do Rio era um dos principais pontos de desembarque ilegal de escravos]]></title>
<link>http://falandonalata.wordpress.com/2007/10/15/a-praia-de-armacao-na-boca-do-rio-era-um-dos-principais-pontos-de-desembarque-ilegal-de-escravos/</link>
<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 20:47:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>herdeirodocaos</dc:creator>
<guid>http://falandonalata.wordpress.com/2007/10/15/a-praia-de-armacao-na-boca-do-rio-era-um-dos-principais-pontos-de-desembarque-ilegal-de-escravos/</guid>
<description><![CDATA[*Por Suzana Tavares 
Algumas praias de Salvador guardam histórias que nem sempre são conhecidas pe]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><strong><font face="Times New Roman">*Por Suzana Tavares </font></strong></p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">Algumas praias de <a href="http://www.answers.com/topic/salvador-brazil?nafid=22" class="answerlink">Salvador</a> guardam histórias que nem sempre são conhecidas pelos seus moradores. A exemplo, apraia de Armação uma enseada antes conhecida como praia do Chega Nego era um dos maiores pontos de chegada de negros trazidos da África, servindo para o desembarque clandestino de escravos durante o período em que o tráfico oficial foi proibido.</p>
<p>Os escravos eram depositados numa senzala construída á beira da praia até serem comercializados, lugar este, conhecido como casa de pedra que hoje está localizado a casa de show e restaurante <a href="http://www.answers.com/topic/tropicana-resort-casino?nafid=22" class="answerlink">Tropicana</a> ao lado do restaurante Yemanjá na avenida Otavio Mangabeira.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">&#160;</p>
<p><strong>Trafico de escravos</strong> - Escravos estes que foram trazidos para os diferentes países das Américas e das Antilhas, provenientes de regiões da África escalonadas de maneira descontínua, ao longo da costa ocidental, entre Senegâmbia e <a href="http://www.answers.com/topic/angola?nafid=22" class="answerlink">Angola</a>. Provenientes, também, da costa oriental de Moçambique e da ilha de São Lourenço, nome dado época a <a href="http://www.answers.com/topic/madagascar?nafid=22" class="answerlink">Madagascar</a>.Disso resultou, no Novo Mundo, Uma multidão de cativos que não falava a mesma língua, possuindo hábitos de vida diferentes e religiões distintas. Em comum, não tinham senão a infelicidade de estar, todos eles, reduzidos à escravidão, longe das suas terras de origem.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">&#160;</p>
<p><strong>Negocio perverso</strong> - As viagens eram feitas em tenebrosos navios negreiros, com centenas de pessoas empilhadas em porões fétidos, recebendo cotas mínimas de água e alimento, apenas o suficiente para não morrer, pois a “mercadoria” era preciosa.Na África antiga, uma vida humana podia ser trocada por um punhado de conchas ou alguns litros de <a href="http://www.answers.com/topic/lourinh-doc?nafid=22" class="answerlink">aguardente</a> ou uns sacos de tabaco ou alguns metros de tecido ou uma dúzia de braceletes. Havia outras moedas de troca, mas a mais valiosa de todas, sem dúvida, era a arma de fogo. Armas que garantiam o poder militar, político e econômico de um grupo tribal sobre outro, sustentaram infinitas guerras e, assim, geraram batalhões de prisioneiros que, em porões de navios, vieram povoar e construir a América.Na Bahia, até o século XIX, o tráfico de escravos enriqueceu muita gente, como Joaquim Pereira Marinho, cuja estátua ainda pode ser vista em frente ao Hospital Santa Izabel. O tráfico de escravos foi a maior fonte de renda na Bahia até meados do século XIX.</p>
<p style="margin-bottom:0;" class="western">&#160;</p>
<p><strong>Novos escravos -</strong> Os tenebrosos navios negreiros fazem parte do passado, contudo, negras e mestiças ainda são vítimas de uma rede internacional de prostituição. Diferente dos seus ancestrais, muitas vezes vendidos por traficantes também negros e africanos, as afrodescendentes são seduzidas e enganadas por estrangeiros com promessas de casamento e prosperidade. E acabam submetidas à prostituição.</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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