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	<title>entre-mundos &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/entre-mundos/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "entre-mundos"</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 23:06:09 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Empty]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=43</link>
<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 03:25:06 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
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<description><![CDATA[É digno daqueles que temem a si mesmos serem fracos e levianos.
###
Estou triste. O pior sonho que ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>É digno daqueles que temem a si mesmos serem fracos e levianos.</p>
<p>###</p>
<p>Estou triste. O pior sonho que falece é aquele sobre o outro que morre lentamente no silêncio da ausência, talvez, não, muito mais. Morre lentamente os que se abstêm de brigar na luta pelo outro com o próprio outro.</p>
<p>###</p>
<p>Ela teve uma vontade imensa de lhe jogar um sapato na cabeça. Só para ver se assim falava alguma coisa, um "ai", um "puta-merda", qualquer coisa. Nas últimas semanas em que se falaram a relação estava gasta. Ela senta na calçada e resmunga ter sempre que fazer suas vontades. Odeia doces. E ele aparece sempre com as mãos cheias deles. Tinha tantas novidades a contar. Talvez quando se vire e olhe para trás, ela já tenha viajado.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vai uma anestesia?]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=40</link>
<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 03:03:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
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<description><![CDATA[O homem de camiseta azul e sapato social está sentado agarrado à mochila. A disposição dos braç]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O homem de camiseta azul e sapato social está sentado agarrado à mochila. A disposição dos braços sobre o ítem reflete mais uma reação natural de segurar pertences no transporte público, do que qualquer apego ao objeto físico.</p>
<p> </p>
<p>- É o que se perde em seus olhos que não quer ser perdido.  Não lhe interessa de fato os furtos.</p>
<p> </p>
<p>Nos olhos tudo fica, abstratamente, mais concreto. Ele encosta a cabeça na janela. E as duas imensidões vermelhas se contrastam com o cabelo recém cortado e a barba bem feita.</p>
<p> </p>
<p>- Nos olhos todas as cores são resignificadas e os significados são repintados.</p>
<p> </p>
<p> (E eu imagino)</p>
<p>O homem se levanta e deixa tombar por entre os braços a mochila. O objeto fica inerte no chão e ele salta do vagão como quem deixa algo pra suportar uma perda maior.  Como a criança que aperta a mão enquanto leva uma anestesia no dentista:</p>
<p>pronto já podemos obturar o dente!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["... o maior desejo da boca é o beijo"]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 01:57:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
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<description><![CDATA[Dois ali, que se esquartejaram pelo medo da perda.
Dois assim, que se perderam no tempo em esquartej]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Dois ali, que se esquartejaram pelo medo da perda.</p>
<p>Dois assim, que se perderam no tempo em esquartejo.</p>
<p>Cortejo. Sentimento cortês.</p>
<p>E um para o outro só haviam os dois mesmo,</p>
<p>o resto era azedo, displicência na guerra,</p>
<p>fuzil de avessos. Mas...</p>
<p>quando um era cego, o outro fazia-se conselho,</p>
<p>quando o outro era zero, o um fazia-se materno.</p>
<p>Dois velhos. Duas crianças. Uma dama e um cavalheiro.</p>
<p>Rei e rainha no deserto, espada e paus no se protejerem,</p>
<p>mas o perdido, o motivo do esquartejo, dois como eles</p>
<p>só podiam ser mesmo: ouros e copas.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Não quero medir a altura do tombo..."]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Sat, 31 May 2008 19:12:32 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Andei vendo corpos esquartejados
Mas eles tinham a coragem de se sustentar
A perna de um era usada p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Andei vendo corpos esquartejados</p>
<p>Mas eles tinham a coragem de se sustentar</p>
<p>A perna de um era usada por outro</p>
<p>E vi quem emprestasse os olhos,</p>
<p>o coração.</p>
<p>Foram os corpos esquartejados mais tristes e bonitos que vi.</p>
<p>O mundo anda em guerra.</p>
<p>Anda, não?</p>
<p>E na dúvida de carregarem o fuzil ou o companheiro abatido,</p>
<p>há quem se jogue no chão,</p>
<p>há quem não consiga mais se levantar.</p>
<p>Entre o fuzil e o companheiro,</p>
<p>eles cavam, as unhas se enchem de terra,</p>
<p>as larvas sobem pelos braços,</p>
<p>enquanto procuram os sonhos enterrados em covas.</p>
<p>Os corpos esquartejados estão em todos lugares.</p>
<p>Os que se sustentam, os que desistem, os que se põem a cavar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[une tasse du soleil]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:52:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/23/une-tasse-de-soleil/</guid>
<description><![CDATA[Fresquinho, faz favor, fresquinho quente
a ponto de aconchegar os aromas, e que não custe a desvida]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Fresquinho, faz favor, fresquinho quente</p>
<p>a ponto de aconchegar os aromas, e que não custe a desvida,</p>
<p>tem aí um sonho de amamentar sonhar junto?</p>
<p>Desses que se escolhe açúcares e canelas na hora</p>
<p>e o limite seja apenas a sede? Mas, seu garçom,</p>
<p>nada de requentar a bebida de ontem, e faz favor bem-vindo,</p>
<p>água novinha. Olha esse céu azul amanhecido,</p>
<p>não dá pra começar com vontade com a boca dos sabores vazia.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[à la boulangerie]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 16:40:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/23/a-la-boulangerie/</guid>
<description><![CDATA[Um chápeu preto, por favor.
Um chapéu preto acompanhado
do corpo que o segura.
Mais alguma coisa, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Um chápeu preto, por favor.</p>
<p>Um chapéu preto acompanhado</p>
<p>do corpo que o segura.</p>
<p>Mais alguma coisa, senhora?</p>
<p>Senhorita. Me vê também os olhos</p>
<p>castanhos do sorriso-simpático.</p>
<p>Algum recheio?</p>
<p>Pouca complicação, doçura: tem frango com catupiry?</p>
<p>Temos sim. Para beber?</p>
<p>Se o café for de hoje...</p>
<p>De sobremesa, alguma coisa?</p>
<p>Um sonho, por favor.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["...hug my flower with your eyes"]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=13</link>
<pubDate>Sun, 18 May 2008 23:26:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/18/hug-my-flower-with-your-eyes/</guid>
<description><![CDATA[Hoje vi umas fotos antigas.
Daquelas que a gente ainda nem se sabia.
E foi tão bonito olhar aqueles]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vi umas fotos antigas.</p>
<p>Daquelas que a gente ainda nem se sabia.</p>
<p>E foi tão bonito olhar aqueles que se conhece</p>
<p>em traços desconhecidos.</p>
<p>Eu pude ver a alegria de ser jovem</p>
<p>da nossa querida avó.</p>
<p>O vestido comprido, estampado</p>
<p>o coque de cabelo. Os braços dados com a amiga.</p>
<p>Vamos levar a máquina fotográfica, certo?</p>
<p>Vamos tirar todas as fotos possíveis.</p>
<p>Deixar para frente, quando tudo já estiver atrás.</p>
<p>A roupa da moda, as esquinas viradas.</p>
<p>Um álbum de fotografia como bagagem pesada.</p>
<p>A nossa única grande mala,</p>
<p>a gente faz durante a viagem.</p>
<p>Pra poder lembrar dos girassóis.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["tu me ensinas a fazer renda que eu te ensino a namorar"]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=10</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 14:48:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/08/tu-me-ensina-a-fazer-renda-que-eu-te-ensino-a-namorar/</guid>
<description><![CDATA[Ao volante&#8230; as fotos de uma vida delatam.
Era uma qualidade minha: puxar a carroça,
ir de cor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Ao volante... as fotos de uma vida delatam.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Era uma qualidade minha: puxar a carroça,</span></p>
<p><span style="color:#000000;">ir de corpo e alma, mover mundos e fundos. Era.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">E ainda é, embora também não mais o seja.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Para aprender sobre malas leves precisei mudar de lugar,</span></p>
<p><span style="color:#000000;">virar o norte ao carona, brincar de batata quente com a bússola.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Porque deixar o coração ao sol a pino queima, racha a pele,</span></p>
<p><span style="color:#000000;">distorce a visibilidade, acidenta as curvas. E andei assim...</span></p>
<p><span style="color:#000000;">mapeando mal o dengo das sombras, fugindo do agasalho do pára-brisa.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Mas cheguei aqui, mesmo que aos trancos e barrancos.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Tem um mapa aí de até aonde quer chegar comigo?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Se quiser, mas só se for assim valioso, acordo as qualidades.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Trouxe um estoque de doce no porta-luvas, quer experimentar?</span></p>
]]></content:encoded>
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