<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress.com" -->
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	>

<channel>
	<title>entre-irmas &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/entre-irmas/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "entre-irmas"</description>
	<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 22:57:06 +0000</pubDate>

	<generator>http://wordpress.com/tags/</generator>
	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[segredo ao avesso]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=49</link>
<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 04:49:21 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/09/23/segredo-ao-avesso/</guid>
<description><![CDATA[Não sou nada sem silêncio, não há nada mais genuíno na minha troca com o mundo do que o falar s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou nada sem silêncio, não há nada mais genuíno na minha troca com o mundo do que o falar silenciosamente.</p>
<p>Eu o reparei. Como reparo à todos. Mas só ele me fez calar, quando mais quis gritar. Sacudiu dentro de mim todos os sentidos. Expirei sentimento e me fiz do vazio que medito em palavras. Eu quis talhar farpas, para ter o que palavrear, mas não encontrei uma fala sequer no meu sentir. Emudeci, porque amei durante algumas horas o amor que nunca sonhei. Quando passou, chorei. Amor ao vento. Se perdeu.</p>
<p>E foi a palavra que me salvou, cantada em samba, cantada em bossa, cantada à dois com um violão... e cá estou, síndrome boa de música... onde o tempo é marcado pela ausência de som.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[segredo exorcizado]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=47</link>
<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 14:43:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/09/14/segredo-exorcizado/</guid>
<description><![CDATA[Não sou nada sem palavra, não há coisa mais genuína em minha condução que esse amor liberto ne]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou nada sem palavra, não há coisa mais genuína em minha condução que esse amor liberto nessa coisa palavra. Mas, céus!, como já lhes talhei farpas... porque nada me fere mais que espinhos às minhas palavras. Mas, haja céus!, de que me servem pronomes possessivos?: ilusões fadadas...</p>
<p>Encroei palavras. Ausência de beleza faz coragem virar bicho temeroso. Mas, vixe!, aonde está a ausência de beleza que não nos próprios olhos? E que são os olhos se não um espelho da alma?</p>
<p>Precisei drenar lama. Primeiro o fígado, depois estômago, intestino e até útero... Mas, veja, foi um pulmão espremido que me levou a escoar lamas espinhudas do peito. Não há ilusão mais gordurenta que o medo, que é tristeza de si consigo mesmo.</p>
<p>E foi amor quem salvou, mas amor impalavreável... e cá estou, síndrome boa de lótus... plantada feito a palavra amor sem pauta.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Seu homem do deserto]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 02:13:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/08/04/seu-homem-do-deserto/</guid>
<description><![CDATA[O bosque que refugiei meus sonhos algumas vezes,
é o lugar que me acolhe.
É onde as fadas me visit]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O bosque que refugiei meus sonhos algumas vezes,</p>
<p>é o lugar que me acolhe.</p>
<p>É onde as fadas me visitam</p>
<p>e as abelhas já respeitaram meu cansaço</p>
<p>ou mesmo minha tristeza.</p>
<p>Construíram lá um teatro de arena,</p>
<p>onde os bichos fazem algazarra</p>
<p>e barulheira.</p>
<p>E, talvez porque um me lembrou o seu Camêlo,</p>
<p>tentei entender o homem do deserto que procura.</p>
<p>Foi assim que o adjetivei,</p>
<p>uma mistura de aprendiz do Pequeno Príncipe,</p>
<p>com o cactus que o amor retém</p>
<p>e de onde germinam flores violetas.</p>
<p>Vou te dizer:</p>
<p>não sei se é esse que busca,</p>
<p>mas foi esse que lhe desejei.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[horizontes]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=30</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 14:34:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/07/23/horizontes/</guid>
<description><![CDATA[Tive longe,
não muito longe,
mas a outra parte de mim
sente
que continua ausente.
Então eu pego o ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Tive longe,</span></p>
<p><span style="color:#000000;">não muito longe,</span></p>
<p><span style="color:#000000;">mas a outra parte de mim</span></p>
<p><span style="color:#000000;">sente</span></p>
<p><span style="color:#000000;">que continua ausente.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Então eu pego o lápis e te faço um desenho</span></p>
<p><span style="color:#000000;">e bordo palavras. Te conto saudades.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Chamo pro café</span></p>
<p><span style="color:#000000;">quente</span></p>
<p><span style="color:#000000;">da sua cozinha de sempre.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[frases-pára-choques]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=28</link>
<pubDate>Wed, 09 Jul 2008 05:05:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/07/09/frases-para-choques/</guid>
<description><![CDATA[

A cidade é grande, e pequena demais,
enquanto sonha com paisagens menos concretas,
eu busco cidad]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div class="post-content">
<div class="snap_preview">
<p style="text-align:right;">A cidade é grande, e pequena demais,</p>
<p style="text-align:right;">enquanto sonha com paisagens menos concretas,</p>
<p style="text-align:right;">eu busco cidades em concreto de histórias.</p>
<p style="text-align:left;">Fui procurar-me outro dia,</p>
<p style="text-align:left;">e toda vez que me busco</p>
<p style="text-align:left;">te encontro.</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:right;">A fé da menina de sete anos</p>
<p style="text-align:right;">está em não saber da grandeza do céu.</p>
<p style="text-align:right;">Todos os dias de manhã ela coloca os sonhos na mochila,</p>
<p style="text-align:right;">e vai pra escola. Lá dentro ela carrega</p>
<p style="text-align:right;">o valete de ouros e a dama de copas</p>
<p style="text-align:right;">juntos.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[pára-frases-escuras]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 18:04:40 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/06/30/para-frases-escuras/</guid>
<description><![CDATA[O céu é grande, minha irmã,
e não cabe na janela, talvez apenas
no macio dos sonhos
que renascer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O céu é grande, minha irmã,</p>
<p>e não cabe na janela, talvez apenas</p>
<p>no macio dos sonhos</p>
<p>que renascer algum dimensiona.</p>
<p> </p>
<p>A cidade é grande, e pequena demais</p>
<p>para a retina. A poesia</p>
<p>escorregadia se esconde.</p>
<p>Mas o açúcar pode ser grande no sangue</p>
<p>do homem que não sabe:</p>
<p> </p>
<p>que tanto céu não cabe na cidade</p>
<p>de quem não renasce sonhos.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://driecris.files.wordpress.com/2008/06/janelaamanhecer.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-22" src="http://driecris.wordpress.com/files/2008/06/janelaamanhecer.jpg" alt="" width="500" height="193" /></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["en un silencio antiguo con la edad del cielo"]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=16</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 19:37:59 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/23/en-un-silencio-antiguo-con-la-edad-del-cielo/</guid>
<description><![CDATA[Fotografar por vezes
me é exercício  de brotar nos olhos poesia,
achar um ângulo do concreto nã]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Fotografar por vezes</p>
<p>me é exercício  de brotar nos olhos poesia,</p>
<p>achar um ângulo do concreto não-cego.</p>
<p>E sempre que me deparo com fotos da vó, ouço a gargalhada,</p>
<p>grudo os olhos na pele a procura das ruginhas</p>
<p>gostosas de fazer carinho na mão de tantos gestos.</p>
<p>A alegria de ser jovem talvez more na eternidade da memória</p>
<p>enraizada na finitude do jardim dos sentidos.</p>
<p>Tenho um tanto sido tocada pelos guardados da minha meninice...</p>
<p>um girassol cresce na barriga das minhas fotografias</p>
<p>- leva minha sementinha contigo.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["...hug my flower with your eyes"]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=13</link>
<pubDate>Sun, 18 May 2008 23:26:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/18/hug-my-flower-with-your-eyes/</guid>
<description><![CDATA[Hoje vi umas fotos antigas.
Daquelas que a gente ainda nem se sabia.
E foi tão bonito olhar aqueles]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vi umas fotos antigas.</p>
<p>Daquelas que a gente ainda nem se sabia.</p>
<p>E foi tão bonito olhar aqueles que se conhece</p>
<p>em traços desconhecidos.</p>
<p>Eu pude ver a alegria de ser jovem</p>
<p>da nossa querida avó.</p>
<p>O vestido comprido, estampado</p>
<p>o coque de cabelo. Os braços dados com a amiga.</p>
<p>Vamos levar a máquina fotográfica, certo?</p>
<p>Vamos tirar todas as fotos possíveis.</p>
<p>Deixar para frente, quando tudo já estiver atrás.</p>
<p>A roupa da moda, as esquinas viradas.</p>
<p>Um álbum de fotografia como bagagem pesada.</p>
<p>A nossa única grande mala,</p>
<p>a gente faz durante a viagem.</p>
<p>Pra poder lembrar dos girassóis.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["anyone else but you"]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=12</link>
<pubDate>Thu, 15 May 2008 15:16:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cris Ebecken</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/15/anyone-else-but-you/</guid>
<description><![CDATA[Então combinado. Tem um pedaço
de paraíso não conhecido, vai comigo.
E a experiência do inverno]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Então combinado. Tem um pedaço</p>
<p>de paraíso não conhecido, vai comigo.</p>
<p>E a experiência do inverno nos faltava,</p>
<p>como será germinar girassóis?</p>
<p>Vou cuidar da poupança,</p>
<p>moedas de trocas, notas poéticas,</p>
<p>singularmente guardadas.</p>
<p>Meu tênis velho só calça bem em par</p>
<p>e a estrada do não-sozinho tem sempre sol.</p>
<p>Colocamos a barraca no carro,</p>
<p>quem sabe revezamos volante? Vou na sua trilha,</p>
<p>vem por meu mapa. Paramos</p>
<p>aonde sonhos encontrarem lugar.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA["Gosto muito do pôr-do-sol. Vamos ver um..."]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=11</link>
<pubDate>Sun, 11 May 2008 23:02:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/11/gosto-muito-do-por-do-sol-vamos-ver-um/</guid>
<description><![CDATA[Já preparei o par de tênis cativo.
Nada de atolar na lama dessa vez.
Vamos no inverno.
O sol ainda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Já preparei o par de tênis cativo.</p>
<p>Nada de atolar na lama dessa vez.</p>
<p>Vamos no inverno.</p>
<p>O sol ainda esquenta as sementes adormecidas</p>
<p>para fazer germinar girassóis na primavera seguinte.</p>
<p>Vai querer beirar a orla de novo?</p>
<p>Talvez seja hora de interiorizar.</p>
<p>Eu levo a trilha sonora.</p>
<p>O mapa? A gente pode compor acordes, conforme a qualidade...</p>
<p>Daí, vai ser o mais valioso.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://driecris.wordpress.com/?p=9</link>
<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:59:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>Dri Mastrangelo</dc:creator>
<guid>http://driecris.pt-br.wordpress.com/2008/05/07/9/</guid>
<description><![CDATA[Se eu lhe ensinar a carregar malas pequenas, você me ensina a ter coragem de saber me guiar?
Tantas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;">Se eu lhe ensinar a carregar malas pequenas, você me ensina a ter coragem de saber me guiar?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Tantas caronas já peguei. Tantos ônibus já perdi. Quantos vagões de metrô deixei passar. A confusão com os pedais do carro dá uma certa segurança sobre os caminhos que sigo. Porque o transporte público tem a poesia de sempre passar pelo mesmo lugar. Então não me perco, não caio, não bato. E de alguma forma sempre tenho um ponto certo para chegar.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Tem roupas que não dão para reaproveitar. Eu te ajudo a joga-lás pela janela, você me ajuda a manobrar?</span></p>
<p><span style="color:#000000;">É preciso se perder pra se encontrar. Cair para levantar. Bater para lembrar que se vive.</span></p>
<p><span style="color:#000000;">Preciso urgente de um curso de direção. Rotas-rotinas tão fora de moda.</span></p>
<p style="text-align:right;"><em>“Não sou nada.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Nunca serei nada.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>Não posso querer ser nada.</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”</em></p>
<p style="text-align:right;"><em>(Tabacaria; Fernando Pessoa)</em></p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
