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	<title>elucubracoes &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/elucubracoes/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "elucubracoes"</description>
	<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 11:50:42 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[A frase]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=370</link>
<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 04:45:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu queria descobrir a frase.
O resumo.
O atalho desse pensamento.
Onde está o Millôr nessas horas?]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria descobrir a frase.<br />
O resumo.<br />
O atalho desse pensamento.<br />
Onde está o Millôr nessas horas?<br />
Só isso, uma frase.<br />
Uma pessoa seguida de um verbo seguido de um objeto.<br />
Duas ou três palavras que façam sentido.<br />
Ou não.<br />
Pode esquecer as preposições.<br />
Adjetivos também são dispensáveis neste caso.<br />
O pronome é aquele lá mesmo, o de sempre.<br />
Bastam algumas firulas, uns superlativos.<br />
Onde diabos se meteu essa frase?<br />
Peraí, vamos ver se está lá na última página.<br />
Pronto, encontrei.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-373" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/07/picture-42.png" alt="" width="470" height="288" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Vendaval]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=365</link>
<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 20:46:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[E tem aquela hora que as coisas escapam das suas mãos como areia num vendaval. Instaura-se o caos. ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>E tem aquela hora que as coisas escapam das suas mãos como areia num vendaval. Instaura-se o caos. Você fica estático, inerte, incapaz. Tudo inexiste, suas forças inclusive. A única saída é o túnel gigante que nasce na expectativa e termina na frustração. Sua imagem e semelhança está lá refletida no asfalto. O nada preenche o vazio do tempo e o tudo já foi sem deixar marcas pelo caminho. Não há nada mais o que fazer além de não estar em sã existência.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-366" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/07/picture-1.png" alt="" width="496" height="323" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Verdades]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=359</link>
<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 17:28:57 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Queria aprender a sofrer menos pelas coisas sem importância. Até porque, numa visão muito verdade]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Queria aprender a sofrer menos pelas coisas sem importância. Até porque, numa visão muito verdadeira e objetiva da realidade, nada e ninguém merece tanto a minha consideração senão eu mesma.<br />
O amor só existe na nossa cabeça. Ilusão nossa que o coração, músculo sangrento incapaz de realizar uma sinapse sequer, tenha influência nisso.<br />
Daqui pra frente, vou agir segundo as ordens do meu joelho. Nunca mais vou cair.<br />
No romantismo as pessoas morriam tísicas no alto de uma montanha. Como nasci fora de época, vou morrer de tendinite no 15º andar de um conjunto comercial.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-360" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/07/picture-3.png" alt="" width="497" height="371" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/findela">Foto</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Verdades e mentiras]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=356</link>
<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 02:23:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Eu queria falar da verdade. Daquela que poucas pessoas conhecem, ou se lembram que existem. Da verda]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria falar da verdade. Daquela que poucas pessoas conhecem, ou se lembram que existem. Da verdade das palavras que saem quando são sentidas, e na mesma hora em que são sentidas. Do "não gostei" sem amarras, do "eu te amo" sem medo de não ser.<br />
Eu queria me esquecer de todas as mentiras ou, pior, de todas as quase verdades. Das desculpas sem perdão, do "bom dia" por educação, do medo de magoar.<br />
Eu queria dizer a verdade, ser a verdade, nem que ela seja a parte mais feia de mim. Não me importo em ser taxada de a dona dela ou de ouvir as piores verdades. Quero ser translúcida nas lágrimas e sincera nas risadas. Quero ser a louca, mas não a que se abstém. Porque abster-se é anular um instante. Ou mentir que ele existiu.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-358" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/07/picture-5.png" alt="" width="496" height="293" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/cadgirl66/">Foto</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Histórias inventadas]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=349</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 00:58:13 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tudo bem inventar histórias, o problema é acreditar nelas.
Sofro deste mal desde menina e, ao cont]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo bem inventar histórias, o problema é acreditar nelas.<br />
Sofro deste mal desde menina e, ao contrário do que se espera de uma mulher que já leu muitos contos de fadas, isso só se agravou com o tempo.<br />
Certa vez, inventei uma de príncipe e princesa, tinha jura de amor eterno, luta contra dragões, sapatinhos e roupas perdidas no chão.<br />
Só me esqueci de um detalhe: a maçã envenenada estava dentro da minha geladeira.<br />
Eu bem que podia ter ouvido os anões, eles tentaram me avisar sete vezes.<br />
Mas, eu fiquei com fome, e não tem jeito, a gente sempre tem fome.<br />
Até nas histórias inventadas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-350" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/06/picture-4.png" alt="" width="400" height="448" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/marcportocolom">Foto</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[No espelho]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=335</link>
<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 03:26:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Olhei no espelho, procurei aquela garota que carregava orgulhosa o broche da estrela vermelha no mol]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Olhei no espelho, procurei aquela garota que carregava orgulhosa o broche da estrela vermelha no moletom do colégio particular e não encontrei.<br />
Vi, ali, uma mulher maquiada e muito bem vestida, preocupada apenas em não se atrasar para a reunião na multinacional.<br />
Uma mulher que esqueceu de fazer supermercado, que esqueceu tudo sobre o AI-5 e que, agora, só luta contra os mecânicos incompetentes da Volkswagen.<br />
O sonho de ser jornalista da revista Terra, defensora da igualdade social, e a Isabel Allende brasileira se perderam em alguma bifurcação da vida. Ou da Av. Faria Lima, não sei.<br />
Mas tenho certeza que deixei todos os meus ideais em alguma gaveta do armário. Se bobear, foram junto com aquelas roupas velhas que doei para a empregada.<br />
Quase não leio jornal e a TV fica no Discovery Kids. Não sei o que acontece no meu bairro, nem no Tibet.<br />
Acabei virando uma pessoa que coleciona sapatos de salto alto, pseudo-satisfeita com o mundo, e vaidosa ao ponto de se contentar com um uma vida de design assinado.</p>
<p><img class="size-full wp-image-337 alignnone" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/06/picture-51.png" alt="" width="423" height="605" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A sexta, os santos e a física]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=288</link>
<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 14:46:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tem gente que diz que sexta-feira 13 é um dia de sorte, mas é melhor não dar sopa pro azar. Até ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Tem gente que diz que sexta-feira 13 é um dia de sorte, mas é melhor não dar sopa pro azar. Até porque, hoje também é Dia de Santo Antônio; vai que ele revolve me mandar um namorado bem agora. Sorte ou azar, isso me faria acreditar ainda mais na física quântica. Topar com o homem ideal em plena sexta-feira 13 com a graça de Santo Antônio e os resquícios do Dia dos Namorados seria, no mínimo, algo além das relações tempo x espaço x sorte na balada.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-289" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/06/picture-32.png" alt="" width="500" height="316" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/grantbw/">Foto: Bruce Grant</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Flores e laranjas]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=285</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 23:32:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[A flores, sim as flores. A Dr. Arnaldo estava completamente parada às 9 da noite por causa das flor]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A flores, sim as flores. A Dr. Arnaldo estava completamente parada às 9 da noite por causa das flores e dos namorados. Impressionante a quantidade de pessoas que encontram a outra metade da laranja. Tudo bem que elas podem estar machucadas, secas, jogadas na feira, ou emboloradas na última gaveta da geladeira. Mesmo assim, são a outra parte do todo, ainda que o todo nem seja a soma das partes.<br />
Podemos ir por um outro caminho, disse o taxista. Os restaurantes, sim os restaurantes. As ruas dos jardins estavam abarrotadas de carros, manobristas malabaristas e namorados. É isso, eu pensei. O amor precisa ser alimentado.<br />
A metade da laranja nunca é o suficiente para matar a nossa fome.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-286" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/06/502187461_69a4807f02_b.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/bigpinkcookie/">Foto: Christine</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A calma]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=236</link>
<pubDate>Fri, 30 May 2008 03:14:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[O que falar quando não há nada para ser falado?
Estranho não sentir nada, não estar nervosa com ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O que falar quando não há nada para ser falado?<br />
Estranho não sentir nada, não estar nervosa com a apresentação para 150 pessoas, não estar ansiosa com a festa, não estar irritada... epa, eu não estou irritada?<br />
Alguma coisa está muito errada.<br />
Eu sempre tenho algo pra falar, pra contestar invariavelmente.<br />
Onde foram parar todas aquelas palavras que escapam, que cortam, que desarmam?<br />
Não é possível que não me venha nada à cabeça.<br />
Preciso alimentar meu cérebro com alguma coisa, um brigadeiro talvez.<br />
Não, também não estou com fome.<br />
Estou saciada de idéias, de prazer, de expectativas.<br />
Meu Deus! O que pode ser isso, alguma doença da alma?<br />
Vou sair correndo pela rua, gritar um palavrão bem alto.<br />
Não quero, prefiro ficar aqui sentada, calada.<br />
Será que cansei de andar pela via de mão única e não quero mais sair do lugar?<br />
Ah, então é isso, acabou a pilha da montanha russa.<br />
Mas e agora, do que é que eu vou brincar?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-237" src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/05/picture-7.png" alt="" width="500" height="371" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Borboletas-vagalume]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=200</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 04:10:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[O céu estava escuro há dias. O sol cansou da vida de astro, de ficar sempre brilhando, não estava]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>O céu estava escuro há dias. O sol cansou da vida de astro, de ficar sempre brilhando, não estava mais afim. As estrelas, companheiras há bilhares de anos luz, aderiram à greve. Dava para ouvir os protestos cadentes de uma nebulosa. Ela abriu a janela, nem sombra da noite. Então olhou para o quintal e o gramado estava forrado de purpurina. As lagartas haviam se transformado em borboletas-vagalume. </p>
<p><img src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/05/dsc03200.jpg" alt="" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-201" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A elefanta (parte 2)]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=152</link>
<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 15:25:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[A elefanta tinha mesmo um olhar especial. Enquanto balançava as pestanas e mexia as patinhas, fez u]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>A elefanta tinha mesmo um olhar especial. Enquanto balançava as pestanas e mexia as patinhas, fez um desenho que eu não seria capaz de fazer. </p>
<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/_LHoyB81LnE'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/_LHoyB81LnE&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pensamentos e minhocas]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=145</link>
<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 19:17:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Acabei de ler um post no blog de uma amiga sobre mensagens telepáticas, o que me fez pensar um pouc]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de ler um post no blog de uma amiga sobre mensagens telepáticas, o que me fez pensar um pouco no assunto. Venho praticando a fé há algum tempo e meu desempenho continua lamentável. É difícil para mim aceitar certas afirmações que não podem ser explicadas racionalmente. Não entendo muito essa história de que encarnamos por um motivo e precisamos encontrá-lo, isto me soa um tanto pretensioso, já que antes de partirmos desta para melhor, somos devorados por milhares minhocas.<br />
Por outro lado, acredito que posso me tornar capaz de ler pensamentos. Erro com uma certa frequência, enxergo rinocerontes no lugar de formigas, na maioria das vezes. Mas continuo arriscando, quero entrar de corpo e alma para o mundo da metafísica. Junto com a yoga, esta é uma das minhas últimas resoluções. Além de ser algo em que eu possa me apoiar, tenho certeza que vai me poupar energia e argumentações desnecessárias. Falar o que estou sentindo sem precisar usar o celular, isso sim seria o céu. Eu queria conseguir saber o que as pessoas realmente estão pensando enquanto conversam comigo, me ajudaria muito na escolha do assunto. Seria ótimo também saber o que você está pensando neste exato momento. E se, por acaso, for "lá vem ela de novo com papos cabeça", lamento. Elucubrar sobre o nada é, nada mais nada menos, que a razão da minha existência. </p>
<p><img src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/04/picture-23.png?w=268" alt="" width="368" height="400" class="alignnone size-medium wp-image-147" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A elefanta]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=131</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 03:03:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ouvi reclamações de que meus últimos posts foram poéticos demais. Desculpa gente, às vezes dou ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ouvi reclamações de que meus últimos posts foram poéticos demais. Desculpa gente, às vezes dou uma exagerada nas metáforas. Enfim, voltando à prosa, me lembrei de um assunto sobre o qual estou para escrever há algum tempo, a diferença entre os homens e as mulheres. O tema é um tanto polêmico, mas não estou aqui para levantar bandeiras, nem para inaugurar um fórum de discussões. Quero apenas contar uma história que ouvi de uma pessoa especial e que me fez entender muita coisa. </p>
<p>"Certa vez, passeando pelo zoológico de Buenos Aires, parei na frente dos elefantes. Era um casal, os dois cinza e igualmente irrugados, sobreviventes da pré-história dividindo um quarto e sala com decoração safari. Fiquei ali, analisando a cena por alguns minutos e, de repente, os dois não pertenciam mais à mesma espécie. O elefante ficou o tempo todo mastigando ração, imóvel, e totalmente indiferente à minha presença. Já a elefanta, um pouco mais distante e reservada, encolhia uma das patinhas num requebre charmoso e mexia o quadril com uma leveza admirável para um ser de 4 toneladas. Balançava as pestanas de tempos em tempos como se quisesse me contar um segredo, depois jogava a tromba para um dos lados, num gesto sutil e encantador, com absoluta certeza de que eu havia entendido o recado."</p>
<p>Simone de Beauvoir que me perdoe, mas a frágil e delicada elefanta sabia de tudo.</p>
<p><img src="http://saladadeescarola.wordpress.com/files/2008/04/picture-43.png?w=210" alt="" width="410" height="376" class="alignnone size-medium wp-image-132" /></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tudo acaba em pizza]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=64</link>
<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 22:08:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
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<description><![CDATA[Um quer comer hamburguer, o outro quer comer sushi. O que fazer para acabar com a discussão? Pizza.]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Um quer comer hamburguer, o outro quer comer sushi. O que fazer para acabar com a discussão? Pizza. De todas as opções que São Paulo oferece para o fim-de-semana, o que a gente faz no domingo à noite? Pizza. O cliente não aprovou a campanha, tem que refazer tudo de última hora. O que acontece na madrugada? Pizza. O cara era bem mais interessante quando você tava sóbria. A transa não devia ter rolado. O que ele podia virar se houvesse o famoso botão? Pizza.</p>
<p style="text-align:left;">Tudo sempre acaba em pizza. Se não acabou em pizza, é porque ainda não terminou.</p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://www.pizzahutsp.com.br/">http://www.pizzahutsp.com.br/</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Chove chuva]]></title>
<link>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=31</link>
<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 00:57:41 +0000</pubDate>
<dc:creator>Escarola</dc:creator>
<guid>http://saladadeescarola.wordpress.com/?p=31</guid>
<description><![CDATA[Domingo já é um dia triste, com essa chuvinha tipicamente paulistana então, lágrimas torrenciais]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;">Domingo já é um dia triste, com essa chuvinha tipicamente paulistana então, lágrimas torrenciais. As ruas ficam desertas, as pessoas estão certamente nas locadoras de dvd que certamente estão escorregadias e com triângulos amarelos alertando "cuidado para não virar uma comédia". Ao contrário de mim, meus cabelos ficam oriçados e o guarda-chuva pingando vira a companhia perfeita. Isso quando ele aparece porque, como todas as pessoas que não estão nas locadoras, ele se esconde.</p>
<p style="text-align:left;">Impossível entrar no drive thru, impossível entrar em qualquer shopping center. Não que estejam necessariamente lotados, mas porque não dá para entrar num shopping aos domingos sem sentir que qualquer outro programa seria mais produtivo. Gloria Maria não existe na minha vida há anos, nem no Fantástico ela existe, aliás. O aviso "o fim de semana terminou" vem com o boa noite do porteiro plantonista, o barulho irritante dos motoboys trazendo pizzas e o resto da programação da TV a cabo, lamentável.</p>
<p style="text-align:left;">Já cheguei a pensar que o ideal seria eliminar este dia do calendário, mas isto seria uma baita sacanagem com o sábado, há milhares de anos no topo das paradas de sucesso. O jeito é fechar os olhos, ou a cortina, e fazer uma pipoca de microondas. Podia ser pior, podia ser segunda-feira de manhã. E se você for pensar com carinho, o domingo tem uma qualidade incontestável, é o dia mais distante do próximo domingo.</p>
<p style="text-align:left;">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Minhas férias]]></title>
<link>http://filosofiasdecalcada.wordpress.com/?p=65</link>
<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 12:00:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
<guid>http://filosofiasdecalcada.wordpress.com/?p=65</guid>
<description><![CDATA[As férias estão se acabando. Bem mais rápido do que eu gostaria, claro (deviam dar mais uns seis ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">As férias estão se acabando. Bem mais rápido do que eu gostaria, claro (deviam dar mais uns seis meses, pelo menos), e segunda-feira recomeçam as aulas e o estágio, de que fui liberado durante esta semana. É realmente uma tristeza.</p>
<p align="justify">Quando se está na escola, é um clássico a redação, nos primeiros dias de aula, sobre como foram as férias. A menos que eu decidisse contar alguns detalhes um tanto sórdidos e uns acontecimentos pouco mais dignos de nota, como a noite de ontem pra hoje quase virada jogando <i>poker</i>,  a minha ficaria com algo em torno de vinte linhas, e imagino que mediante um belo de um esforço. Querendo ser realmente conciso, poderia escrever apenas um parágrafo. Algo mais ou menos assim:</p>
<div align="justify">
<blockquote><p>Logo no comecinho das férias, já no final de dezembro, viajei a Teresina para comemorar o Natal e o Ano Novo com a família. No começo de janeiro, voltei para Brasília para continuar o estágio, e em aproximadamente dois meses conseguimos zerar o gabinete. Saí algumas vezes com amigos (só algumas), e nas últimas dessas vezes aproveitamos pra encher a cara, ainda que fosse noite de segunda pra terça-feira. Passei meses na penúria, sem dinheiro pra quase nada de útil, e agora está tudo acabando. Passei as férias com uma vida social bastante limitada, e agora estou voltando à correria e ao <i>stress</i> de costume, além de vida social praticamente nula fora do prédio da faculdade.</p></blockquote>
</div>
<p align="justify">E ponto final. É um parágrafo que resumiria a contento o que foram minhas férias. Curto, pobre e raso, exatamente como elas.</p>
<p align="justify">Se meu eu de algum tempo atrás me visse hoje, certamente que olharia para seu futuro com nojo. E o eu futuro simplesmente concordaria que o eu passado tinha toda razão.</p>
<p align="justify">(Nessas horas, há uma música que costuma me animar: <i>Always Look on The Bright Side of Life</i>, daqueles caras geniais do <a href="http://" target="_blank">Monty Python</a>, que toca no final de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0079470/" target="_blank">A Vida de Brian</a>. Ajudaria mais se eu soubesse assoviar, mas acho que ouvi-la e cantar junto já é muito).</p>
<p align="center"><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/jHPOzQzk9Qo'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/jHPOzQzk9Qo&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mais um spam?]]></title>
<link>http://variascousas.wordpress.com/?p=35</link>
<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 23:11:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>Márcio Rodrigo</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tenho um amigo, muito estimado, que quase diariamente envia a sua lista (na qual estou incluído) ar]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho um amigo, muito estimado, que quase diariamente envia a sua lista (na qual estou incluído) artigos, notícias e informações muito interessantes e atuais sobre a política e o que acontece. Apesar de conhecer seu senso crítico e ter certeza de que os e-mails que recebo são relevantes, corriqueiramente apago alguns sem ao menos abri-los, por falta de tempo para lê-los dada a quantidade e intensidade de mensagens recebidas. Por isso, passei a ler apenas os que tinham o título mais atrativo. Como já dito, esse amigo é muito estimado e essa foi apenas uma forma de conciliar o tempo, em hipótese alguma suas mensagens são do tipo spam.</p>
<p>Hoje, como em outras oportunidades, lá estava outro e-mail dele, porém como não tinha lido os dois últimos que ele me enviou, estava pronto para apagá-lo, porém, o título era extremamente atrativo, pois era o mesmo de três ou quatro mensagens que colegas haviam enviado a minha caixa de correio no trabalho e que também não havia lido. Pensei, para o Lemes enviar o mesmo deve ser algo importante. Era um texto, bem escrito por sinal, que possivelmente você receberá, intitulado "A história de um pai que cancelou a assinatura de uma revista" (disponível no site: <em>http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-historia-de-um-pai-que-cancelou-a-assinatura-de-uma-revista/</em>). Comentários sobre o conteúdo são desnecessários, ele fala por si.</p>
<p>O grande "ó" foi que depois disso tudo percebi que apesar de ter começado esse blog não insisti nele. Ou seja, com a faca e o queijo na mão continuo, assim como você, sendo bitolado e moldado pela mídia convencional, cujo objetivo é o lucro e manutenção do modo de exploração vigente.</p>
<p>Ok! Então fico comprometido a não ler apenas o que parece atrativo, assim como não apenas espernear contra a mídia reacionária e chauvinista, e sim agir!</p>
<p>Volto a escrever nesse blog, bem como incentivarei outras iniciativas semelhantes, para uma sociedade da informação realmente democrática.</p>
<p>Márcio Rodrigo</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Pequenas nostalgias e prospectos para Julho]]></title>
<link>http://naoestoula.wordpress.com/?p=112</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 23:17:09 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tenho andado com muita nostalgia deste último Janeiro. Eu estava sozinho em casa, sem faculdade, s]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tenho andado com muita nostalgia deste último Janeiro. Eu estava sozinho em casa, sem faculdade, só com o estágio à tarde. Era horário de verão, então quando eu chegava em casa, lá pelas seis e meia da tarde, o sol ainda estava lá fora, e o dia, claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Acordava de manhã à hora que bem entendesse e ficava assistindo desenho animado até a hora de ir fazer almoço (eu tinha tempo pra cozinhar, e só comecei a academia em Fevereiro). Ia ao estágio devidamente almoçado, sem precisar comer a comida sem graça daquele restaurante. Trabalhava tranqüilo, porque não chegavam mais processos. Voltava pra casa de ônibus, e chegava a tempo de assistir uma reprise de <a title="That '70s Show" href="http://www.tv.com/that-70s-show/show/246/summary.html" target="_blank">That '70s Show</a> no Sony. Às vezes, passava antes no Pão de Açúcar e comprava alguma coisa legal pra fazer o jantar. Ia dormir à hora que bem entendesse (em geral cedo, já que não sou notívago), sem preocupações, sem aulas, sem stress.</p>
<p style="text-align:justify;">Bons tempos, aqueles.</p>
<p style="text-align:justify;">Julho provavelmente vai ser bem parecido, mas só parecido. Não vai ter horário de verão (descobri que sou fã do dia mais longo, com o sol se pondo às oito horas "da noite"), e vou ter uma porrada de preocupações, já que estarei de mudança (contei que o apartamento novo tem um bidê em vez de uma ducha higiênica? Mágico, eu diria! Bidês são algo quase que místico, no sentido profano da palavra). E eu adoro estagiar, desde que não tenha que assistir aulas também. Por isso, hoje não há nada que eu preze mais que uma tarde livre.</p>
<p style="text-align:justify;">E pensar que eu queria mesmo passar num concurso e assumir logo antes de me formar. Imagina aí a chateação…</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Nobreza na Disciplina]]></title>
<link>http://naoestoula.wordpress.com/?p=14</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 23:58:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal.
Disciplina saudável deve estimular a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;padding-left:30px;">Disciplina, bem como o amor, deve ampliar a dignidade pessoal.<br />
Disciplina saudável deve estimular a auto-estima e ajudar a extrair o melhor de uma pessoa, cultivando sua soberania. Esta expressão de disciplina não compromete a disciplina, pelo contrário, encoraja-a e a amplia. (<a href="http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/sefirat-ha-omer-partes-2-e-3-5216/" target="_blank">http://www.sedentario.org/…/sefirat-ha-omer-partes-2-e-3-5216/</a>)</p>
<p style="text-align:justify;">Há uns três meses, no final de janeiro, comecei a freqüentar uma academia. Não sei que força maior me fez ir todos os dias, com uma disciplina e uma disposição que eu não conhecia. Nunca gostei de exercícios físicos, e a única ocasião em que freqüentei uma academia por mais de um mês foi quando um amigo me deu uma caixa de chocolates pra fazer um plano trimestral.</p>
<p style="text-align:justify;">Só nas duas últimas semanas é que mal freqüentei a tal academia, por conta da faculdade, que começou a me encher de provas – mas mostra de que pretendo continuar é ter feito agora um plano semestral.</p>
<p style="text-align:justify;">Desde que começaram as aulas, contudo, sou obrigado a ir malhar bem cedinho, às 6h da manhã (até porque à noite chegaria esgotado da aula, sem ânimo para atividade física nenhuma). Descobri que gosto muito do período que antecede o nascer do sol. Sinto-me renovado e cheio de energia para o dia que vem à frente, e o nascer do sol é algo simplesmente mágico. Até simpatizo mais com o pessoal que vai malhar às 6: são também pessoas fora de forma, e vez em quando aparece algum velhinho (adoro pessoas velhinhas, mas isso é assunto para outro post). Em geral, ninguém sarado além da professora gostosa (mais uma razão para ir às 6h). O único inconveniente é a escassez de tempo, uma vez que sou obrigado a fazer toda a série de exercícios em menos de uma hora.</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns dias atrás, acho que há umas duas semanas, um amigo  comentou que eu deveria parar de freqüentar a academia nesse horário, porque eu estava ficando muito mau-humorado. Eu, que vejo a mim mesmo como um modelo de estabilidade emocional: raramente pra baixo, quase sempre feliz, mas sem exaltações. Nenhuma outra pessoa havia me chamado a atenção para isso antes, nem a chamou depois, mas isso ficou na minha cabeça, e comecei a associar a algumas coisas que não estavam dando certo.</p>
<p><!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, meditando sobre Nobreza de Disciplina, foi-me posto esse questionamento: minha disciplina está me enfraquecendo, degradando meu espírito? Os termos podem ser um tanto fortes, mas, de certo modo, talvez seja isso mesmo que acontece. A primeira solução que me vem à cabeça seria deixar a academia, já que me é impossível ir em outro horário, mas se não quiser virar um velho decrépito e cheio de artrites e reumatismos, o jeito é continuar com atividades físicas. Eu, que com 21 anos já sinto dores fortes na coluna lombar se ficar tempo demais sentado.</p>
<p style="text-align:justify;">É quase a escolha de Sofia (filme que eu nunca vi): permitir que a disciplina me degrade o espírito, ou que a falta dela me degrade o corpo? :-P</p>
<p style="text-align:justify;">Vou continuar com a academia. Estou ligeiramente acima do peso, e com muita gordura excessiva. Tenho seis desvios de postura, e sinto dores na coluna. Levo uma vida sedentária e não me alimento propriamente. Pra piorar, ainda faço um curso que só potencializa esses problemas (alguém já viu um promotor que não estivesse fora de forma? Algum desembargador que não fosse ou excessivamente magro ou com uma pança considerável? Alguém? Obrigado). Preciso dar o melhor de mim para ser alguém agradável, mesmo indo dormir às 11h da noite e acordando às 5h da manhã do dia seguinte. E me alimentar bem! Ou isso, ou vou acabar morrendo muito, muito cedo… (Medo de morrer eu não tenho, mas seria frustrante fazê-lo antes da hora. Mais uma vez, assunto para outro post!)</p>
<p style="text-align:justify;">Exercício para amanhã: encorajar a auto-estima dos outros!</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Da grande fatiga universal]]></title>
<link>http://naoestoula.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 20:43:51 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Postar aqui logo depois de ter escrito um parecer cansativo é duro, mas tenho que tentar. Não poss]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Postar aqui logo depois de ter escrito um parecer cansativo é duro, mas tenho que tentar. Não posso deixar este blog morrer, pelo menos não tão cedo, ainda que não consiga pensar em nada que não sejam as espécies de prisão cautelar, um bom banho e uma roupa folgada e confortável e o sanduíche que espera aqui ao lado para ser comido. Isso sem contar que outro <em>habeas corpus</em> aqui ao lado espera por um parecer feito meio às pressas, mas ele vai esperar até amanhã.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.learntarot.com/bigjpgs/cups04.jpg"><img class="size-full wp-image-7" src="http://naoestoula.wordpress.com/files/2008/04/c4s.gif" alt="4 de Copas" width="100" height="165" align="left" /></a>Ando me sentindo extremamente cansado de tudo. Até meu tarot anda reconhecendo isso (ontem tirei o 4 de Copas: fatiga, apatia, insatisfação com as coisas deste mundo e com as outras opções que são oferecidas). É um sentimento que vem de vez em quando, e que costuma ficar bastante tempo (em geral, até começarem as férias), e contra o qual eu simplesmente não sei o que fazer. A vontade é de simplesmente largar tudo pro alto e sair sem rumo, ouvindo <em>Like a Rolling Stone</em>. A vida seria tão mais simples e agradável, mas infelizmente me falta a coragem para tanto. Acho que uma semana de férias na praia já resolveria isso (ou pelo menos aliviaria o problema), mas cadê o dinheiro?</p>
<p style="text-align:justify;">Claro, ainda há metas a serem cumpridas e sonhos a serem realizados. São algo por que vale a pena viver, é claro, mas isso não diminui a sensação de fatiga. Que droga, eu só quero umas férias! E, quando voltar delas, menos aulas na faculdade, nada de estágio e um pouco mais de dinheiro. É querer demais? Sei que só quem pode garantir isso sou eu mesmo, mas a parte do não trabalhar e continuar ganhando dinheiro (pior, não trabalhar e ganhar mais dinheiro por isso!) me parece ser um tanto impossível no mundo de hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">Outro dia, conversando com uns amigos no chat interno no estágio (sim, em vez de trabalhar), chegamos à conclusão de que queríamos ser todos fúteis por opção. As pessoas em geral vêem futilidade como algo necessariamente ruim, mas não. Quem não gostaria de passar um tempo de folga e não fazer nada de útil, além de ler coisas que lhe sejam agradável, ver filmes, novelas ou seriados e sair com os amigos pra jantar, sem ter que pisar em escola, trabalho ou faculdade, e ainda ser pago por isso? É só não se deixar tomar completamente por essa futilidade, e ela será deveras interessante!</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.learntarot.com/bigjpgs/pents01.jpg"><img class="size-full wp-image-8" src="http://naoestoula.wordpress.com/files/2008/04/pas.gif" alt="Ás de Ouros" width="100" height="165" align="right" /></a>Hoje, lendo novamente o tarot diário, tirei o Ás de Ouro. Ases sempre significam começos, renovações. O naipe de Ouros se refere à vida material (questões financeiras inclusas, como sugere o nome <em>ouros</em>). Quando vi a carta e li a descrição, associei-a imediatamente ao concurso público que pretendo prestar no começo de julho, na remuneração que vou receber e na minha meta (meta coletiva, na verdade) de me tornar fútil por opção. Mas a carta também pode se referir a força material, a aspectos práticos da vida, a confiança ou a diversas outras coisas, dependendo da interpretação feita por cada um. E, enquanto escrevia este post, recebi uma boa notícia por email. Não é nenhuma grande mudança, mas é de grande importância neste momento.</p>
<p style="text-align:justify;">Viram só? Tarot não é só pra tiazinhas quarentonas procurando ocupações depois da menopausa. E é bom saber também que a sensação de grande fatiga universal pode desparecer.</p>
<p style="text-align:justify;">Até a próxima.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Questões de domingo]]></title>
<link>http://filosofiasdecalcada.wordpress.com/2008/03/23/questoes-de-domingo/</link>
<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 22:43:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Está decidido. Não consigo mais me concentrar por muito tempo numa única atividade. Não consigo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Está decidido. Não consigo mais me concentrar por muito tempo numa única atividade. Não consigo mais assistir a um filme, por exemplo. Atá pra assistir desenho animado tá difícil. Se começo a ler alguma coisa, no terceiro parágrafo já estou com a cabeça em outro lugar. Ouvir música por horas a fio como sempre fiz, então, nem se fala. Não sei mais ficar muito tempo deitado. Sentado ou caminhando também não. Falta-me paciência até pra cozinhar, meu <i>hobby</i> já de algum tempo. Ficar na internet também não dá. Atualizar o blog? Tá de brincadeira, né?</p>
<p align="justify">Detalhe que, ao mesmo tempo, me esforço pra praticar exercícios de concentração e criação do meu Sanctum no astral (Sim, tenho andado místico/esotérico ultimamente; vai me julgar por isso?). E nesses exercícios, é preciso primeiro esvaziar por completo a mente, coisa que ainda não consegui. Seria isso alguma espécie de compensação? Pra conseguir esvaziar minha mente por uns momentos, eu preciso então transferir todo o turbilhão de pensamentos que em geral toma conta dela pra todas as outras ocasiões? Ou será que a combinação de feriado mais fim de semana abandonado, solitário e ligeiramente resfriado afetaram minha cabeça?</p>
<p align="justify">Enfim…  Mais uma daquelas questões de domingo à noite que às vezes parecem só ocorrer a mim. Aposto que, se ficar acordado por mais tempo, vou acabar descobrindo todas as respostas sobre a vida, o universo e tudo mais; ou não. Domingos à noite são bizarros.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Neblina]]></title>
<link>http://filosofiasdecalcada.wordpress.com/2008/03/11/neblina/</link>
<pubDate>Tue, 11 Mar 2008 17:25:20 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
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<description><![CDATA[Tem pouco mais de um mês que vendi minha alma e comecei a freqüentar uma academia. Optei por fazer]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Tem pouco mais de um mês que vendi minha alma e comecei a freqüentar uma academia. Optei por fazer um plano trimestral, na esperança de economizar uns trocados, mas logo começaram as aulas, que, combinadas ao estágio, reduzem meu tempo livre a quase nada. Assim sendo, só me restaram dois horários para ir lá: muito cedo ou muito tarde. Optei pelo primeiro.</p>
<p align="justify">Ao contrário da maioria das pessoas que conheço (talvez, ao contrário da maioria das pessoas do mundo), sempre gostei de acordar cedo. Há algo mágico em madrugar e assistir o sol nascer, de preferência se estiver fazendo um friozinho. Hoje, mais que apenas um friozinho, havia uma neblina cobrindo Brasília – ou, pelo menos, cobrindo a Asa Norte. E lá fui caminhar no meio dela, descendo a L2 às 5h45 da manhã, rumo à academia. A UnB, em geral visível a leste, não passava de um borrão. Olhando à frente, só o que se via eram as luzes dos semáforos e dos postes ainda acesos.</p>
<p align="justify">E lá fui eu, feliz da vida, sorrindo feito bobo e cumprimentando estranhos na rua. Vez em quando dava vontade de pular e começar a cantar uma música qualquer, mas ainda sou por demais retraído para isso.</p>
<p align="justify">Simplesmente mágico. Mais do que qualquer ritual, seja ele religioso (no sentido mais usado da palavra) ou místico. Mágico é sair na rua e se encantar com as coisas simples, ou até mesmo dentro de casa. É ficar maravilhado com a neblina, ou olhar para uma flor e não conseguir se mover. É sentir uma vontade urgente de abraçar uma pessoa, uma árvore ou um travesseiro e ir lá, mandar ver com os braços. É começar a cantar do nada, ou sair dançando só porque as pernas não conseguem mais ficar paradas.</p>
<p align="justify">E ainda tem gente que precisa de rituais, e regras, e prescrições. Pior, ainda tem gente que não acredita em deus. Não necessariamente no deus judaico-cristão, mas em algo divino, superior, que permeia todo o universo, pouco importa se individualizado ou não. Para acreditar, basta sair na neblina e, em vez de reclamar do frio, maravilhar-se com ela.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Filosofias de banheiro]]></title>
<link>http://filosofiasdecalcada.wordpress.com/?p=67</link>
<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 17:03:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>Sávio</dc:creator>
<guid>http://filosofiasdecalcada.wordpress.com/?p=67</guid>
<description><![CDATA[Nunca vi portas de banheiro público quanto as que vi hoje de manhã, no primeiro dia de volta às a]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Nunca vi portas de banheiro público quanto as que vi hoje de manhã, no primeiro dia de volta às aulas da faculdade. Em vez dos tradicionais anúncios de teor sexual (só havia um, bem pequeno, de um negão ativo com 21cm de pau), encontravam-se coisas como trechos da Divina Comédia (<em>Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate</em>), frases em árabe que eu não consegui entender (pudera, meu árabe é extremamente precário, ainda mais quando deparo com um texto sem as vogais) e a palavra <em>paz</em> escrita em árabe, hebraico, russo, inglês, italiano, latim e português. Só pra completar a estranheza daquele banheiro, havia até mesmo sabonete nas pias.</p>
<p align="justify">Enquanto me aliviava (número 1!), me pus a pensar no significado daquelas inscrições (pelo menos no trecho da Divina Comédia, nas frases em árabe e na palavra <em>paz</em> repetida em línguas diferentes. O anúncio do negão ativo eu sei muito bem o que significa, e não, obrigado).</p>
<p align="justify">O primeiro que me chamou a atenção foi o <em>Deixai toda esperança, vós que entrais</em>, até porque estava escrito em vermelho, com letras razoavelmente grandes. É a inscrição que consta da porta do inferno, na obra de Dante. Inicialmente, isso contradiz com minha idéia de defecar, que é algo que dá alívio físico e espiritual. Por se tratar de banheiro público, contudo, talvez a coisa seja meio diferente, não sei. Nunca usei nem pretendo usar banheiros públicos para número 2, pelamordedeus.</p>
<p><!--more--></p>
<p align="justify">E ainda resta uma questão: a esperança deve ser deixada do lado de dentro ou do lado de fora daquela porta? A inscrição se encontrava do lado de dentro, escrita com caneta hidrocor vermelha. Se a esperança precisar ser deixada do lado de fora, isso significa uma <em>defecatio</em> (em pseudo-latim, pra não sujar o texto com palavrões nem atrair paraquedistas pervertidos do Google) bastante desagradável, sem qualquer tipo de alívio espiritual. Acredito que faça bem mais sentido deixar as esperanças ali dentro, talvez até mandá-las descarga abaixo junto com os restos da digestão: afinal, o mundo é um lugar cruel, e fora do trono de porcelana e do alívio que ele representa é muito duro manter sempre uma atitude otimista.</p>
<p align="justify">Isso também seria mais condizente com a mensagem de paz repetida diversas vezes. Livre-se de tudo aquilo que te faz mal, dos restos inúteis que estavam dentro do seu corpo, e tenha paz aqui dentro deste cubículo. Ainda que ele seja sujo, fedorento e com pouca privacidade.</p>
<p align="justify">Porque cagar é o que nos irmana à natureza – afinal, como diz aquela música da Rita Lee, tudo vira bosta. É também aquilo que proporciona alívio físico e espiritual de modo mais imediato – bem mais rápido que uma semana num spa ou terapia. Como diriam Hermes e Renato, cagar é bom demais.</p>
<p align="justify">É, e eu não resisti ao dito palavrão…</p>
]]></content:encoded>
</item>

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