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	<title>drummond &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/drummond/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "drummond"</description>
	<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 20:37:32 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[A Hora do Cansaço]]></title>
<link>http://oacervo.wordpress.com/?p=34</link>
<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 21:28:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>nerdiando</dc:creator>
<guid>http://oacervo.wordpress.com/?p=34</guid>
<description><![CDATA[As coisas que amamos, as pessoas que amamos são eternas até certo ponto. Duram o infinito variáve]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>As coisas que amamos, as pessoas que amamos são eternas até certo ponto. Duram o infinito variável no limite de nosso poder de respirar a eternidade.<br />
Pensá-las é pensar que não acabam nunca, dar-lhes moldura de granito. De outra maneira se tornam absoluta numa outra (maior) realidade.<br />
Começam a esmaecer quando nos cansamos, e todos nos cansamos, por um outro itinerário,<br />
de aspirar a resina do eterno.<br />
Já não pretendemos que sejam imperecíveis. Restituímos cada ser e coisa à condição precária e baixamos o amor ao estado de utilidade.<br />
Do sonho eterno fica esse gozo acre na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.</p>
<p>--<br />
Carlos Drummond de Andrade</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Legado]]></title>
<link>http://labirintto.wordpress.com/?p=180</link>
<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 00:43:47 +0000</pubDate>
<dc:creator>Zana</dc:creator>
<guid>http://labirintto.wordpress.com/?p=180</guid>
<description><![CDATA[

Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span><strong></strong></p>
<div>
<span style="color:#00ccff;">Que lembrança darei ao país que me deu<br />
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?<br />
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu<br />
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.</span></div>
<div><span style="color:#00ccff;">E mereço esperar mais do que os outros, eu?<br />
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.<br />
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,<br />
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.</span></div>
<p></span></p>
<p><span><span style="color:#00ccff;">Não deixarei de mim nenhum canto radioso,<br />
uma voz matinal palpitando na bruma<br />
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.</p>
<p>De tudo quanto foi meu passo caprichoso<br />
na vida, restará, pois o resto se esfuma,<br />
uma pedra que havia em meio do caminho</p>
<div><span><span style="color:#00ccff;">Carlos Drummond de Andrade</span></span></div>
<p><span><span style="color:#00ccff;"> </p>
<p></span></span></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E a vida da gente muda tanto...]]></title>
<link>http://bocado.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 13:18:22 +0000</pubDate>
<dc:creator>Cá</dc:creator>
<guid>http://bocado.wordpress.com/?p=25</guid>
<description><![CDATA[JOSÉ
- Carlos Drummond de Andrade - 
           E agora, José?
          A fest]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>JOSÉ</strong></p>
<p><strong>- Carlos Drummond de Andrade - </strong></p>
<p>           E agora, José?<br />
          A festa acabou,<br />
          a luz apagou,<br />
          o povo sumiu,<br />
          a noite esfriou,<br />
          e agora, José?<br />
          e agora, você?<br />
          você que é sem nome,<br />
          que zomba dos outros,<br />
          você que faz versos,<br />
          que ama, protesta?<br />
          e agora, José?</p>
<p>          Está sem mulher,<br />
          está sem discurso,<br />
          está sem carinho,<br />
          já não pode beber,<br />
          já não pode fumar,<br />
          cuspir já não pode,<br />
          a noite esfriou,<br />
          o dia não veio,<br />
          o bonde não veio,<br />
          o riso não veio<br />
          não veio a utopia<br />
          e tudo acabou<br />
          e tudo fugiu<br />
          e tudo mofou,<br />
          e agora, José?</p>
<p>          E agora, José?<br />
          Sua doce palavra,<br />
          seu instante de febre,<br />
          sua gula e jejum,<br />
          sua biblioteca,<br />
          sua lavra de ouro,<br />
          seu terno de vidro,<br />
          sua incoerência,<br />
          seu ódio - e agora?</p>
<p>          Com a chave na mão<br />
          quer abrir a porta,<br />
          não existe porta;<br />
          quer morrer no mar,<br />
          mas o mar secou;<br />
          quer ir para Minas,<br />
          Minas não há mais.<br />
          José, e agora?</p>
<p>          Se você gritasse,<br />
          se você gemesse,<br />
          se você tocasse<br />
          a valsa vienense,<br />
          se você dormisse,<br />
          se você cansasse,<br />
          se você morresse...<br />
          Mas você não morre,<br />
          você é duro, José!</p>
<p>          Sozinho no escuro<br />
          qual bicho-do-mato,<br />
          sem teogonia,<br />
          sem parede nua<br />
          para se encostar,<br />
          sem cavalo preto<br />
          que fuja a galope,<br />
          você marcha, José!<br />
          José, para onde?</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Comentando o adeus do Arcebispo - 10]]></title>
<link>http://januacoeli.wordpress.com/?p=166</link>
<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 21:28:27 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Ferraz</dc:creator>
<guid>http://januacoeli.wordpress.com/?p=166</guid>
<description><![CDATA[10 - E agora, dom José? &amp; À espera da entrevista que não houve
Por fim, chegamos à última p]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><strong>10 - E agora, dom José? &#38; À espera da entrevista que não houve</strong></p>
<p>Por fim, chegamos à última página do especial do JC. Uma grande foto de mais de meia folha do rosto de Dom José, mitrado, entre de perfil e de costas. Ele não olha para a câmera. A mensagem implícita - já devidamente explicitada ao longo das páginas anteriores - é clara: o Arcebispo nem sequer olha para o povo. Não se importa com ele. É-lhe indiferente. Dá-lhe as costas. O título, em letras garrafais, parafraseando <a href="http://www.jornaldepoesia.jor.br/drumml07.html">o poema de Drummond</a>, é a coroação apoteótica da imagem de Dom José pintada pelo jornal: um fracassado, como o José do poeta.</p>
<p>O jornal já não diz mais quase nada; apenas regozija-se com a "vitória" sobre o inimigo. A enxurrada difamatória varreu do senso crítico do leitor qualquer possibilidade de não ter ojeriza por esta figura que personifica o atraso da Arquidiocese. O trabalho sujo foi feito, e tudo está consumado. Há festa na roda dos escarnecedores.</p>
<p>É, todavia, muito fácil ganhar a batalha quando se está lutando sozinho contra um boneco de palha pré-fabricado. No texto seguinte, o jornal vai "se defender" dizendo que Dom José não quis dar entrevistas; mas é claro que não. Qual pessoa iria, em seu juízo perfeito, perder tempo com palavras que seriam distorcidas ou, na melhor das hipóteses, sufocadas pela avalanche de ataques contrários? Foi mostrado aqui, neste BLOG, qual a linha do Jornal do Commercio e quais os pontos abordados pelo seu caderno especial. Com qual propósito o Arcebispo iria dar entrevistas? Diante de Herodes, Jesus também se calou - <strong>Iesus autem tacebat</strong>. Diante da intimação do Governo para que se defendesse, Dom Vital fez o mesmo. Diante do Jornal do Commercio, então, que é muitíssimo mais irrelevante do que o Governo Imperial ou do que o Rei Herodes, por que deveria um Sucessor dos Apóstolos falar?</p>
<p>Uma última alfinetada irônica - <em>dom José garante ser um homem de diálogo</em> - e pronto: agem os responsáveis pelo jornal como se tivessem cumprido candidamente a sua missão jornalística. Todavia, como foi mostrado aqui nos últimos quinze dias, a missão do JC é <strong>deformativa</strong>, e não informativa. Calou-se Dom José, e o Jornal do Commercio, na ânsia de sujar a imagem do Arcebispo, resfolegou-se na lama, e saiu sujo. Sujo pela gritante parcialidade com a qual redigiu o seu caderno especial. Sujo com a falta de honestidade na exposição dos fatos. Sujo pelas insinuações ofensivas feitas ao longo das oito páginas. Sujo pela falta de profissionalismo dos seus jornalistas, que deveriam informar, e não apresentar um espantalho aos seus leitores como se fosse o responsável pela Arquidiocese de Olinda e Recife nas últimas duas décadas. Sujo pelo vergonhoso espetáculo que representou.</p>
<p>Dom José não vai ficar em Recife, é a informação passada pelo Jornal do Commercio. Ao menos, reconhece o jornal que a sua partida não tem ainda data definida:</p>
<blockquote><p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Está nas mãos do papa Bento XVI decidir quando exatamente dom José deve arrumar as malas. (...) Poderá demorar meses e até anos.</span></span></span></p></blockquote>
<p>A informação está corretíssima. Logo depois, o jornal tenta polarizar a discussão sobre o "perfil" do sucessor de Dom José (provavelmente, quem escreveu esta página não leu o artigo do prof. Delgado na página anterior). Falando em <em>linha dura</em>, em <em>perfil mais moderado</em> e em <em>Igreja libertária e mais progressista</em>, o jornal deixa clara a sua posição: contra Dom José, e contra qualquer bispo que seja "da mesma linha" dele, ou seja, <strong>contra qualquer bispo católico</strong> que o seja de fato. O texto termina (de novo...) com a fala de uma fulana qualquer do "Igreja Nova", que expressa em poucas e elegantes palavras a sua apostasia:</p>
<blockquote><p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Não estamos procurando alguém para seguir, mas alguém que siga com a gente[.]</span></span></span></p></blockquote>
<p>Mas, no final, nada disso tem relevância, porque a nomeação dos bispos para as dioceses é uma prerrogativa da Igreja de Roma, e tentativas de se fazer "lobby" contra ou a favor um ou outro "candidato" é extrapolação de competência. Nem mesmo os fiéis católicos podem influenciar na escolha dos seus bispos - quanto mais aqueles que, se são católicos, não são fiéis e, se são fiéis, não são católicos! A Igreja não é uma democracia; esperemos o Sucessor de Pedro volver os olhos para o nordeste brasileiro e confiar este rebanho a um outro Arcebispo. Quem quer que seja ele, será o Bispo legítimo, cabeça desta Igreja Particular, a quem os fiéis católicos estarão - sem dúvida alguma - unidos, pois sabem que, separados dele, não podem pretender estar em comunhão com a Igreja de Cristo, que têm como Mãe, e fora da qual não se podem salvar.</p>
<p><strong>* * *</strong></p>
<p>Anexo 1 - <a href="http://jc.uol.com.br/jornal/noticias/ler.php?codigo=289009&#38;canal=372&#38;dth=&#38;indice=1">.O adeus do arcebispo</a></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#ff9900;"><span style="color:#666666;">O ADEUS DO ARCEBISPO</span></span><br />
E agora, dom José?<br />
</strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Publicado em 04.07.2008</span></span></span></p>
<p><em><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;">No dia em que fez 75 anos, data-limite para o cargo, o arcebispo garantiu que deixará o Recife para garantir liberdade ao sucessor</span></em></p>
<div id="corpo" style="font-size:90%;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">[A ]sombra do arcebispo emérito de Olinda e Recife, dom Hélder Câmara, acompanha dom José Cardoso até na hora de traçar os seus planos para o futuro. E, por mais que tenha tentado fugir das comparações, quem resgata a lembrança do antecessor é o próprio dom José. “Posso garantir uma coisa: quando deixar o cargo, não vou permanecer no Recife. Acho que não convém. O meu sucessor deve ter liberdade de tomar as diretrizes como ele quiser. Eu passei por essa experiência. Você assume uma arquidiocese com plenos poderes e o seu antecessor está presente. Isso não é bom.” Uma crítica clara a dom Hélder. Mesmo na despedida, dom José olha para a frente, com os pés no passado.</span></span></span><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">O arcebispo nunca aceitou o fato de dom Hélder ter continuado na arquidiocese, após a sua substituição, em abril de 1985. Ele garante que tomará um rumo diferente. “Vou me esconder num convento carmelita. Procurar uma residência e continuar servindo a Igreja. Mas será fora do território da arquidiocese.” No auge da crise com o rebanho, o incômodo com a presença de dom Hélder era tanto que dom José chegou a mandar um emissário falar com o arcebispo emérito para cobrar o seu silêncio. Coube ao então bispo auxiliar dom João Evangelista Martins Terra dar o recado.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Que dom José vai sair, isso é fato. Está determinado nas leis da Igreja, as mesmas que ele segue com devoção e fidelidade. Agora, quando isso vai acontecer, só o Vaticano sabe. A carta de renúncia, escrita em 15 minutos, segundo contou o arcebispo, foi enviada para a Nunciatura Apostólica, em Brasília, na última segunda-feira, data em que ele completou a idade-limite para continuar no cargo. Está nas mãos do papa Bento XVI decidir quando exatamente dom José deve arrumar as malas. Mesmo que a renúncia seja aceita, padres e leigos acreditam que a saída não será imediata. Poderá demorar meses e até anos.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">A expectativa agora é em torno do sucessor. A questão central não é tanto o nome, mas o perfil de arcebispo que o Vaticano escolherá para substituir dom José. Pelos ventos conservadores que sopram em Roma, muitos acreditam que o próximo chefe da Igreja Católica em Pernambuco será da mesma linha dura. É quando o nome do arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, dom Aldo Pagotto, aparece. Ele foi vigário-geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, em 1997, e é próximo a dom José. Com carreira e personalidade semelhantes à do atual arcebispo, o atual bispo de Garanhuns, dom Fernando Guimarães, também aparece na lista de apostas.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Num perfil mais moderado, padres e leigos lembram o nome do recém-nomeado arcebispo de Vitória da Conquista (BA), dom Luiz Gonzaga Silva Pepeu. Mas o sonho dos seguidores de uma Igreja libertária e mais progressista é o retorno do bispo de Sobral (CE), dom Fernando Saburido, que já atuou como bispo auxiliar de dom José Cardoso. “O que nós queremos é um bispo mais pastor e menos administrador. Que deixe a Igreja caminhar. Não estamos procurando alguém para seguir, mas alguém que siga com a gente”, afirma a bióloga Bete Barbosa, integrante do grupo de leigos Igreja Nova. Ela cita uma frase de dom Hélder para mostrar que a esperança do rebanho está renovada: “Quanto mais negra é a noite, mais carrega em si a madrugada”. </span></span></span></div>
<p>Anexo 2 - <a href="http://jc.uol.com.br/jornal/noticias/ler.php?codigo=289010&#38;canal=372&#38;dth=&#38;indice=1">.O adeus do arcebispo</a></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:medium;font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"><strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;color:#ff9900;"><span style="color:#666666;">O ADEUS DO ARCEBISPO</span></span><br />
À espera da entrevista que não houve<br />
</strong><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana;">Publicado em 04.07.2008</span></span></span></p>
<div id="corpo" style="font-size:90%;"><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Em um ponto os críticos e defensores de dom José parecem concordar: o arcebispo de Olinda e Recife é um homem coerente. Nunca voltou atrás numa decisão, por mais polêmica e desgaste que ela tenha causado. Pelo menos, não publicamente. E no trato com a imprensa não foi diferente. Dom José sempre foi avesso a repórteres e alimentou a visão de que os jornais o perseguiam. Em todos os anos de arcebispado, contam-se nos dedos da mão as entrevistas exclusivas concedidas por ele, para tratar de questões pertinentes ou não à Igreja. A postura foi a mesma desta vez. Procurado para fazer um balanço dos seus 23 anos à frente da Arquidiocese de Olinda e Recife, a resposta, repassada por sua secretária, foi curta e direta: “Dom José não dá entrevistas ao Jornal do Commercio”.</span></span></span><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">De pouco adiantou argumentar, com seus assessores, que seria para um caderno especial, abordando diferentes questões da atual administração e que agora, no momento de sua saída, seria importante ele analisar tudo o que havia ocorrido em seu arcebispado. “Ele sabe disso, mas não vai falar”, encerrou a conversa a secretária. Em outras situações, a arquidiocese tinha a preocupação de indicar alguém para falar em nome do arcebispo. Desta vez, nem isso.</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Mas dom José garante ser um homem de diálogo. Em novembro do ano passado, ele concedeu uma entrevista à jornalista Graça Araújo, na Rádio Jornal, e respondeu à primeira pergunta defendendo essa idéia. “Eu acredito no diálogo. Tem uma frase muito famosa de um escritor católico francês que diz que o diálogo é o encontro de dois amigos da verdade eterna. Eu gosto muito dessa definição. Quando a gente dialoga com uma pessoa, pressupõe que ela é também um amigo da verdade eterna, a verdade de nosso senhor Jesus Cristo.”</span></span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"><span style="font-size:x-small;">Numa última tentativa de entrevistar o arcebispo, a reportagem esteve na celebração dos seus 75 anos, realizada segunda-feira, na Cúria Metropolitana. Após a missa, ele conversou com a imprensa. Falou da sua biografia e das pessoas importantes na sua vida religiosa. Mas, na primeira pergunta sobre o modelo de Igreja que deixava na arquidiocese, a entrevista foi encerrada pelos seus assessores. “Dom José, o povo está lhe esperando.” E o arcebispo foi cortar o bolo do seu aniversário. </span></span></span></div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Descendant of King Henry VII: blue blood?]]></title>
<link>http://descentfromadam.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 18:30:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>juzzie</dc:creator>
<guid>http://descentfromadam.wordpress.com/?p=24</guid>
<description><![CDATA[It&#8217;s been amazing how one thing has led to another during my ongoing research into my family h]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>It's been amazing how one thing has led to another during my ongoing research into my family history. So one minute I'm trying to find out about my great aunt <a href="http://www.roll-of-honour.org.uk/civilians/html/g_database_19.htm">Valda Mary</a> who died in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Palembang">Palembang</a>, Sumatra, during the last war. Next thing I discover that I'm one of the many many many <a href="http://www.angelfire.com/realm/gotha/">Descendants of King Henry VII of England</a> (see below) on the extensive list put together by <strong>Paul Theroff</strong>. I'm not actually included as yet, but looks like I'll be indexed as 4.3.4.7.6.1.5.2.5.4.1.1.2.2.4.1.1.5 once I get Paul the updated info on my family.<!--more--></p>
<pre>
                       <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_VII_of_England">Henry VII of England</a>
                           (1457-1509)
                         King of England
                   1st 1486 Monarch of Tudor dynasty
                      m. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_of_York">Elizabeth of York</a>
                          Queen Consort
                           (1465-1503)
                                &#124;
                                &#124;
                          <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Margaret_Tudor">Margaret Tudor</a>
                           (1489-1541)
                       Princess of England
                           m. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_IV_of_Scotland">James IV</a>
                          King of Scots
                           (1473-1513)
                                &#124;
                                &#124;
                             <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/James_V_of_Scotland">James V</a>
                          King of Scots
                           (1512-1542)
                       <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eupheme_Elphinstone">Eupheme Elphinstone</a>
                            mistress
                          (1509-1542/7)
                                &#124;
                                &#124;
                          <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Stewart%2C_1st_Earl_of_Orkney">Robert Stewart</a>
                        1st Earl of Orkney
                           (1533-1593)
                      m. <a href="http://thepeerage.com/p10834.htm#i108335">Lady Jean Kennedy</a>
                           (d. 1598)
                                &#124;
                                &#124;
                        <a href="http://thepeerage.com/p29888.htm#i298872">Lady Jean Stewart</a>
                       m. <a href="http://thepeerage.com/p3060.htm#i30594">Patrick Leslie</a>
                          Lord Lindores
                            (d. 1608)
                                &#124;
                                &#124;
                   <a href="http://thepeerage.com/p3060.htm#i30593">Margaret Leslie of Lindores</a>
                        m. <a href="http://thepeerage.com/p3050.htm#i30493">John Drummond</a>
                        2nd Lord Maderty
                                &#124;
                                &#124;
                          <a href="http://thepeerage.com/p3058.htm">David Drummond</a>
                        3rd Lord Maderty
                            (d. 1692)
                  m. Beatrix Graham of Montrose
                                &#124;
                                &#124;
                      <a href="http://thepeerage.com/p20525.htm#i205245">Hon. Beatrix Drummond</a>
                       <a href="http://thepeerage.com/p2191.htm#i21906">m. John Carmichael</a>
                         Earl of Hyndford
                           (1638-1710)
                                &#124;
                                &#124;
                      <a href="http://thepeerage.com/p13583.htm#i135823">Hon. William Carmichael</a>
                           (1671-1759)
                         m. <a href="http://thepeerage.com/p20465.htm#i204645">Helen Craig</a>
                                &#124;
                                &#124;
                         <a href="http://thepeerage.com/p20466.htm#i204655">Helen Carmichael</a>
                           (d. 1787)
                    <a href="http://thepeerage.com/p20466.htm#i204656">m. John Gibson of Durie</a>
                           (d. 1767)
                                &#124;
                                &#124;
                     <a href="//www.stirnet.com/HTML/genie/british/gg/gibson01.htm">Margaret Gibson of Durie</a>
                   m. <a href="//www.stirnet.com/HTML/genie/british/gg/gibson01.htm">Alexander Gibson-Wright</a>
                   of Clifton-hall and Kersie
                           (d. 1819)
                                &#124;
                                &#124;
                       <a href="//www.stirnet.com/HTML/genie/british/gg/gibson01.htm">Helen Gibson-Wright</a>
              m.  <a href="http://www.stirnet.com/HTML/genie/british/mm4ae/maitland02.htm">Sir Alexander Charles Maitland (2nd Bt)</a>
                          (1755-1848)
                                &#124;
                                &#124;
                       <a href="//www.stirnet.com/HTML/genie/british/gg/gibson01.htm">Alexander Maitland</a>
                           (1787-1828)
                   m. Susan Ramsay of Barnton
                            (d. 1831)
                                &#124;
                                &#124;
                     <a href="http://members.cox.net/ggthomp/georgemaitland1821.html">George Ramsay Maitland</a>
                           (1821-1866)
                      m. <a href="http://members.cox.net/ggthomp/georgemaitland1821.html">Alice Anne Nisbet</a>
                           (d. 1869)
                                &#124;
                                &#124;
                       <a href="http://members.cox.net/ggthomp/georgemaitland1854.html">George Keith Maitland</a>
                           (1854-1896)
         m.  <a href="http://members.cox.net/ggthomp/georgemaitland1854.html">Christina Mary Theresa McDonell of Keppoch</a>
                           (1845-1932)
                                &#124;
                                &#124;
                  <a href="http://members.cox.net/ggthomp/georgekirby1876.html">Alice Marie (Elsie) Maitland</a>
                            (1880-?)
                      m. <a href="http://members.cox.net/ggthomp/georgekirby1876.html">George Henry Kirby</a>
                                &#124;
                                &#124;
                  <a href="http://members.cox.net/ggthomp/alfredkirby1901.html">Alfred Reginald Claude Kirby</a>
                           (1901-1963)
                   m. <a href="http://members.cox.net/ggthomp/alfredkirby1901.html">Rosemary Louise FitzHerbert Wright</a>
                            (1905-?)
                                &#124;
                                &#124;
                        <a href="http://www.douglashistory.co.uk/famgen/index.php?m=family&#38;id=I77">Giles Simon Kirby</a>
                             (1930-)
                 m. <a href="http://www.douglashistory.co.uk/famgen/index.php?m=family&#38;id=I76">Angela Mary Julie Birtwistle</a>
                            (1930-2)
                                &#124;
                                &#124;
                              <strong>ME</strong>
</pre>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mensagens na garrafa]]></title>
<link>http://texticulosdemulher.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 16:26:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>dindimacadoe</dc:creator>
<guid>http://texticulosdemulher.wordpress.com/?p=25</guid>
<description><![CDATA[Este Blog de Vida Dupla Mais sem Audiência do Ciberspaço, como sabem, veio depois dos diários d]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://texticulosdemulher.files.wordpress.com/2008/07/capadiario1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-29" src="http://texticulosdemulher.wordpress.com/files/2008/07/capadiario1.jpg?w=204" alt="" width="204" height="300" /></a>Este Blog de Vida Dupla Mais sem Audiência do Ciberspaço, como sabem, veio depois dos diários de papel, mas não os sucedeu: é como se fosse meu marido e o meu diário, o amante, que pego na calada da noite em busca de proteção e abrigo. </div>
<div> </div>
<div>Recomecei com os diários no fim de 2002, na época para registrar a minha meditação. Só que eu sou <em>samsara</em> demais para desvendar a vida sentada em flor-de-lótus. Cá estou eu na galhofa outra vez.</div>
<div> </div>
<div>Aos poucos a vida comum foi entrando nesses registros, mas é meu mundo interno que impera lá, como nos diários de Frida Kahlo.  Acho que isso é resqúício da meditação, da contemplação. É o meu modo de entender a vida.</div>
<div> </div>
<div>Todas as cartas de amor são ridículas, todas as mulheres são putas e todos os díários são patéticos. O meu não deixaria de ser, lindamente patético. É muito engraçado ler aquela observação tão definitiva sobre uma coisa completamente fugaz. Com algum treino você não se envergonha disso.</div>
<div> </div>
<div>Ultimamente, porém, estes diários da segunda fase assumiram a forma de um diário de uma adolescente, igual ao que eu tinha quando tinha 12 anos. Daqueles que os meninos roubam para ler e tripudiar da dona depois, munidos do segredo da pobrezinha. Daqueles que se fala do seu amor secreto (o meu agora é declaradamente escancarado). Daqueles em que não se fala outra coisa a não ser do menino que se gosta. O menino que eu gosto não me dá a menor bola, sabe? (Mas não tô nem aí, isso é problema dele).</div>
<div> </div>
<div>Escrevendo eu me descubro e não enlouqueço, e muito cedo nesses diários que tenho feito desde os vinte anos (blues), eu vi que o que um diário mais quer é ser revelado. Ninguém escreve nada para não ser lido. O que explica o náufrago que joga no mar uma garrafa com um bilhete para qualquer um que encontrá-la? Save our souls. </div>
<div>(Alimento essa fantasia quase sexual: que o menino que eu gosto roubasse todos meus diários e os lesse, um por um, às escondidas. Ele sabe disso.)</div>
<div> </div>
<div>Ando jogando tantas garrafas no mar, que se o Greenpeace me pega, eu estou frita. Estou escrevendo demais, como se fosse morrer amanhã. E de todos os jeitos possíveis: aqui, no diário, compondo canções, cartas inentregáveis, e-mails insuportavelmente longos. Só deixei de escrever poesia, porque nem meu muso me lê! Não tem a menor graça.</div>
<div> </div>
<div><a href="http://texticulosdemulher.blogspot.com/2008_03_01_archive.html">Inentregáveis</a> merecem um capítulo à parte. Cometi essa insanidade de entregar uma inentregável ao menino que gosto. E virou inlegível. O bruto não se deu o trabalho de ler, porque para ele são palavras apenas, palavras pequenas... Palavras ao vento.</div>
<div>Diz o ditado que palavras o vento leva, principalmente sobre essas de promessas não cumpridas, esses amores que acabam na base do 'tudo certo e nada resolvido'. Por mim, o vento pode levar minhas palavras, como aquela peninha do Forrest Gump. Alguém vai encontrar e ler as mensagens na garrafa.</div>
<div> </div>
<div>O menino que eu gosto não sabe da missa a metade. Não sabe que antes de ser apaixonada por ele, sou apaixonada pela vida, que está me tratando como um cão sem dono tanto quanto ele está. E que, tanto quanto ele, me faz a mulher mais feliz do mundo, mesmo sem tê-lo agora. Mas de uma coisa ele sabe: o menino que eu gosto não é O Amor da Minha Vida. O Amor da Minha Vida é o Drummond! Só ele é capaz de me entender agora. "Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo."</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[recomeço]]></title>
<link>http://pallium.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 22:40:26 +0000</pubDate>
<dc:creator>Malu Bozzani</dc:creator>
<guid>http://pallium.wordpress.com/?p=6</guid>
<description><![CDATA[
 em poucas palavras,resume um caminho de bem estar &#8230;
]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/fzbDjLDE0EE'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/fzbDjLDE0EE&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p> em poucas palavras,resume um caminho de bem estar ...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aprendizado]]></title>
<link>http://melodyfairy.wordpress.com/?p=96</link>
<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 20:57:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>melodyfairy</dc:creator>
<guid>http://melodyfairy.wordpress.com/?p=96</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Acho que devemos sempre fazer o que queremos&#8230;&#8221;
Sentados na escada escura e fria, ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Acho que devemos sempre fazer o que queremos..."</p>
<p>Sentados na escada escura e fria, com a luz fraca do celular iluminando seu rosto, você soltou essa frase... E ela saiu de sua boca com uma simplicidade falsa e, enganada por tal simplicidade, deixei que entrasse por meus ouvidos e dominasse meu ser... E explodiu dentro de mim feito bomba atômica e continua ecoando por cada parte, por cada célula do meu corpo... Porque sempre podei todos os meus desejos com as expectativas dos outros, sempre pensei muito mais no que os outros pensariam do que no que eu realmente desejava... E assim sempre vivi pela metade, incompletamente... Até encontrar você...</p>
<p>E eu achava que eu não era eu quando estava ao seu lado... Porque estar contigo me faz fazer coisas que o eu que eu conhecia até então não faria e me faz sentir coisas que esse eu também nunca tinha sentido... Mas agora vejo que, na verdade, o eu que sou quando estou contigo é meu eu mais completo: um eu sem tantas amarras, um eu que faz o que deseja e que busca a felicidade... a sua e a minha. E isso me tem feito muito bem.</p>
<p>...</p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#808080;"><em><strong>Lembrete</strong> . Carlos Drummond de Andrade</em></span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#808080;">Se procurar bem, você acaba encontrando<br />
não a explicação (duvidosa) da vida,<br />
mas a poesia (inexplicável) da vida.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Drummond]]></title>
<link>http://oblogdascoisas.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 15:42:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>mouriner</dc:creator>
<guid>http://oblogdascoisas.wordpress.com/?p=21</guid>
<description><![CDATA[Não Julguem e vocês não serao julgados. Não condenem e não serão condenados. Perdoem e serão ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><em><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Não Julguem e vocês não serao julgados. Não condenem e não serão condenados. Perdoem e serão perdoados. Lucas 6:37</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Esse é um versiculo que trata dos nosso relacionamentos aqui na terra. Sem dúvida aquilo que mais nos dá dor de cabeça são nossas relações com o próximo. E que embora hoje podemos nos desvincular, no futuro(no céu) isso será impossivel. ;)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">E temos que pensar que nós não seremos julgados, condenados por aquilo que fizermos, assim, da mesma forma devemos tentar agir aqui. Um dos poemas que expressam esse versiculo e verdades sobre nossos vinculos é um de Drummond. Que é sem duvida um dos melhores poetas de lingua portuguesa. Ele da poesia àquilo que todos sabemos: que aquilo que realmente tem valor, é duradouro, nos faz crescer é bem mais dificil de ser alcançado que aquilo que nos satisfaz momentaneamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><strong><span style="font-size:12pt;" lang="PT-BR">Reverência ao destino</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.<br />
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.<br />
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.<br />
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.<br />
E com confiança no que diz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.<br />
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.<br />
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.<br />
E é assim que perdemos pessoas especiais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.<br />
Difícil é mentir para o nosso coração.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é ver o que queremos enxergar.<br />
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.<br />
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"<br />
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.<br />
Difícil é sentir a energia que é transmitida.<br />
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é querer ser amado.<br />
Difícil é amar completamente só.<br />
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é ouvir a música que toca.<br />
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é ditar regras.<br />
Difícil é seguí-las.<br />
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é perguntar o que deseja saber.<br />
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.<br />
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é dar um beijo.<br />
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.<br />
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.<br />
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Fácil é sonhar todas as noites.<br />
Difícil é lutar por um sonho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><span style="font-size:10pt;" lang="PT-BR">Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><strong><span style="font-size:10pt;">Carlos Drummond de Andrade</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:normal;"><strong></strong></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[&quot;Aus&ecirc;ncia]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2008/06/22/ausncia-2/</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 19:12:31 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2008/06/22/ausncia-2/</guid>
<description><![CDATA[Por muito tempo achei que a aus&#234;ncia &#233; falta.        E lastimava, ignorante, a falta.     ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><i><font face="Tunga" size="4">Por muito tempo achei que a aus&#234;ncia &#233; falta.        <br />E lastimava, ignorante, a falta.         <br />Hoje n&#227;o a lastimo.         <br />N&#227;o h&#225; falta na aus&#234;ncia.         <br />A aus&#234;ncia &#233; um estar em mim.         <br />E sinto-a, branca, t&#227;o pegada, aconchegada nos meus bra&#231;os,         <br />que rio e dan&#231;o e invento exclama&#231;&#245;es alegres,         <br />porque a aus&#234;ncia, essa aus&#234;ncia assimilada,         <br />ningu&#233;m a rouba mais de mim</font><i><font face="Tunga" size="4">.&#34;</font></i></i></p>
<p><i><i><font face="Tunga" size="4">         <br /></font></i></i></p>
<p><font face="Tunga" size="4"><em><strong>Carlos Drummond de Andrade</strong></em></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quadrilha]]></title>
<link>http://robertocordeiro.wordpress.com/?p=369</link>
<pubDate>Sun, 22 Jun 2008 15:48:24 +0000</pubDate>
<dc:creator>Roberto Cordeiro</dc:creator>
<guid>http://robertocordeiro.wordpress.com/?p=369</guid>
<description><![CDATA[Quadrilha, poesia de Carlos Drummond de Andrade, nunca esteve tão atual. Os versos do poeta mineiro]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://robertocordeiro.files.wordpress.com/2008/06/zuleido.jpg"><img src="http://robertocordeiro.wordpress.com/files/2008/06/zuleido.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" class="alignleft size-medium wp-image-370" /></a>Quadrilha, poesia de Carlos Drummond de Andrade, nunca esteve tão atual. Os versos do poeta mineiro podem entrar num trocadilho mais ou menos assim: Branca amava Zé, que gostava da Grande, que oferecia altas festas no palácio, escolheu o velho que não amava ninguém. Então, apareceu o empreiteiro que comprometeu todo mundo. Frutos de uma mesma quadrilha.</p>
<p><!--more-->Esta poesia está na edição de <a href="http://veja.abril.com.br/250608/p_140.shtml">VEJA </a>que circula desde ontem (21 de junho) país afora. Serve também para mostrar como tantos personagens submergiram nos últimos meses. Mas, os verdadeiros versos de Drummond são estes: <strong>“João amava Teresa que amava Raimundo / que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili / que não amava ninguém. João foi para o Estados  Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”</strong></p>
<p>Pode ser o Convento das Mercês. Pode ser a tia Teresa. Tudo é uma pobreza quando se trata da política no Brasil e com escala, infelizmente, no Maranhão. Há trocadilhos nos versos de Drummond para todos e tantos personagens ou personalidades. Confira no <a href="http://www.jornalpequeno.com.br/2008/6/21/Pagina81111.htm">Jornal Pequeno</a>. Que o TRE não me condene, mas os eleitores do Maranhão estavam errados quando não elegeram Vidigal. Vale conferir...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Drummond]]></title>
<link>http://iaraisidio.wordpress.com/2008/06/20/drummond/</link>
<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 16:41:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>Iara Isidio</dc:creator>
<guid>http://iaraisidio.wordpress.com/2008/06/20/drummond/</guid>
<description><![CDATA[

Drummond
Upload feito originalmente por Iara Isidio

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<div style="float:right;margin-left:10px;margin-bottom:10px;"><a title="photo sharing" href="http://www.flickr.com/photos/iaraisidio/2119861079/"><img style="border:solid 2px #000000;" src="http://farm3.static.flickr.com/2347/2119861079_5cb1d6eb9a_m.jpg" alt="" /></a></div>
<div><span style="font-size:0.9em;margin-top:0;"><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/iaraisidio/2119861079/">Drummond</a></span></div>
<p><span style="font-size:0.9em;margin-top:0;">Upload feito originalmente por <a href="http://www.flickr.com/people/iaraisidio/">Iara Isidio</a></p>
<p></span></p>
<p>Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...<br />
Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>(Rio de Janeiro, dez 2007)</p>
<p>Essa foi uma das fotos mais visitadas, comentadas e favoritadas do meu Flickr!<br />
=]</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Só porque hoje é o dia dos namorados...]]></title>
<link>http://anacarolinalimabraga.wordpress.com/?p=70</link>
<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 12:46:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>Ana Carolina Lima Braga</dc:creator>
<guid>http://anacarolinalimabraga.wordpress.com/?p=70</guid>
<description><![CDATA[e sinceramente nunca antes senti tanta vontade de valorizar esta data como este ano!  

Drummond, ho]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;font-family:Comic Sans MS;">e sinceramente nunca antes senti tanta vontade de valorizar esta data como este ano! ;)</span></p>
<p style="text-align:center;"><span style="color:#000000;font-family:Comic Sans MS;"><img style="cursor:pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_HWINQRd5ffE/RzZZWccoP8I/AAAAAAAADFU/jkvzzRwSfOQ/s400/blinded_by_the_light.jpg" border="0" alt="" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ff0000;font-family:Comic Sans MS;">Drummond, hoje, fala por mim ...</span></p>
<p style="text-align:justify;">
<div></div>
<div><span style="font-size:11pt;"></span></div>
<div><span style="font-size:11pt;"><span style="font-size:8pt;"></span></span></div>
<p><span style="font-size:11pt;"><span style="font-size:8pt;"><span style="color:#000000;"></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;">Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namoro de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;">Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas, namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado, não é que não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes, mesmo assim pode não ter um namorado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;">Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa é quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugida ou impossível de durar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;">Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas: de carinho escondido na hora em que passa o filme: de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;">Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d’agua, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos e musical da Metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo, e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras, e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada, e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo da janela.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:8pt;color:#000000;">Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteira: Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Enlou-cresça.</span></p>
<p><font color="#000000"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#000000;"><span style="color:#ff0000;">Carlos Drummond de Andrade</span></span></span></span></span></span></span></span></p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p></span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Qual o melhor dicionário em língua portuguesa]]></title>
<link>http://dicionario.wordpress.com/?p=4</link>
<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 22:59:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>admin</dc:creator>
<guid>http://dicionario.wordpress.com/?p=4</guid>
<description><![CDATA[Por eu realmente ser doutor em dicionários, me perguntam qual o melhor dicionário em língua portu]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Por eu realmente ser doutor em dicionários, me perguntam qual o melhor dicionário em língua portuguesa. Aos sete anos, gostava do Michaelis; aos treze do Aurélio; hoje consulto geralmente no HOuaiss, o que não me impede todavia de consultar outros dicionários ou mesmo a Wikipedia que é uma fonte de recursos inegostáveis. Gosto tanto de dicionários quanto da minha esposa, meu amor. Brincadeira, querida!</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Viver não dói - Carlos Drummond de Andrade]]></title>
<link>http://oacervo.wordpress.com/?p=24</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 23:48:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>nerdiando</dc:creator>
<guid>http://oacervo.wordpress.com/?p=24</guid>
<description><![CDATA[VIVER NÃO DÓI
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas,mas]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>VIVER NÃO DÓI</p>
<p>Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas,mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor?<br />
O certo seria a gente não sofrer,apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?<br />
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,<br />
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.<br />
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo,para nadar, para namorar.<br />
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.<br />
Sofremos não porque envelhecemos,mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.<br />
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!</p>
<p>A cada dia que vivo,mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca,e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.<br />
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.<br />
--<br />
Carlos Drummond de Andrade</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Drummond volta a enxergar]]></title>
<link>http://gavetadoautor.wordpress.com/?p=525</link>
<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 15:52:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>gavetadoautor</dc:creator>
<guid>http://gavetadoautor.wordpress.com/?p=525</guid>
<description><![CDATA[
Foto: O Globo
G1 - De óculos novo, de novo. Depois de ter o acessório de bronze roubado três vez]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://gavetadoautor.files.wordpress.com/2007/11/drummond.jpg" alt="" width="350" height="233" /><br />
<span style="font-size:xx-small;">Foto: O Globo</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:arial;"><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL589110-5606,00-ESTATUA+DE+DRUMMOND+RECEBE+OCULOS+DE+NOVO.html" target="_blank"><span style="color:#3366ff;"><strong>G1</strong></span></a> - De óculos novo, de novo. Depois de ter o acessório de bronze roubado três vezes desde outubro de 2007, a estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade ganhou mais uma vez o artefato. A prefeitura do Rio restaurou o monumento na manhã desta quarta-feira (4), em Copacabana, na Zona Sul da cidade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:arial;">Esse é o quarto par de óculos que a Secretaria de Meio Ambiente coloca na estátua em homenagem ao poeta. Cada um custou, segundo a prefeitura, R$ 3 mil aos cofres públicos. Só em maio, os óculos foram roubados duas vezes em 15 dias.</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Compre dicionários com desconto]]></title>
<link>http://dicionario.wordpress.com/?p=6</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 23:06:25 +0000</pubDate>
<dc:creator>admin</dc:creator>
<guid>http://dicionario.wordpress.com/?p=6</guid>
<description><![CDATA[Se comprar dicionários já é bom, imagina comprar dicionários com desconto. Eu dicionéfilo, comp]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Se comprar dicionários já é bom, imagina comprar dicionários com desconto. Eu dicionéfilo, compro todo dicionário que vejo. Se vocês não sabiam, tenho no fundo da casa, atrás da biblioteca onde guardo meus livros raros, uma casa maior que a minha só para comportar tantos dicionário.</p>
<p>Os dicionários são mais do que livros. São educação.</p>
<p>Compre dicionários baratos.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um blog de Dicionários]]></title>
<link>http://dicionario.wordpress.com/?p=3</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 22:59:14 +0000</pubDate>
<dc:creator>admin</dc:creator>
<guid>http://dicionario.wordpress.com/?p=3</guid>
<description><![CDATA[Como eu gosto muito de dicionários, e discordo com o fato de que dizem que ele é o pai dos burros,]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Como eu gosto muito de dicionários, e discordo com o fato de que dizem que ele é o pai dos burros, resolvi abrir um blog sobre dicionários, cujo nome é ébvio: Dicionário. Na medida do possível, postarei textos rápidos e leves que tenham a ver com dicionários.</p>
<p>Eu sou apaixonado pela língua portuguesa e meus poetas preferidos são Drummond e Camões.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Escola de Direito.]]></title>
<link>http://nestormagalhaes.wordpress.com/?p=5</link>
<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 16:53:10 +0000</pubDate>
<dc:creator>nestormagalhaes</dc:creator>
<guid>http://nestormagalhaes.wordpress.com/?p=5</guid>
<description><![CDATA[Post meio despropositado (como parece ser todo o blog até o dado momento), mas vamos lá&#8230;
É ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><em>Post </em>meio despropositado (como parece ser todo o <em>blog</em> até o dado momento), mas vamos lá...</p>
<p>É um trecho de crônica de Carlos Drummond de Andrade, sobre o poeta Ascânio Lopes, em que C.D.A. faz acertadíssimo juízo de valor acerca da Escola de Direito de Minas Gerais (hoje Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais):</p>
<p><em>"Dizem também que mau estudante, ou por outra, estudante displicente, mas isso só serve para aumentá-lo na minha estima. <strong>A nossa Escola de Direito não é pior nem melhor do que o comum das escolas, de Direito ou não, que não dão gosto nenhum de serem freqüentadas</strong>. Mesmo assim Ascânio teve pachorra (ou malícia) bastante para imaginar uma tese. 'O direito da família sobre o cadáver', cujo título suspeito dá idéia antes de uma blague jurídico-literária, um pouco fúnebre"</em></p>
<p><em>"Bom funcionário, mau estudante, bom poeta... A Rua da Bahia não conheceu bem Ascânio Lopes, que passou por ela como um automóvel. Eu mesmo já tive ocasião de dizer, há anos, num poema que provocou geral indignação, apesar de ser perfeitamente insignificante: há os que sobem e há os que descem a outrora famosa rua pública. Os que sobem gloriosos e aplaudidos e os que descem obscuros e silenciosos. O auto de Ascânio desceu com o farol apagado, sem buzinar, e desceu para sempre."<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Viver Não Dói ( Carlos Drummond de Andrade)]]></title>
<link>http://pinkbottles.wordpress.com/?p=91</link>
<pubDate>Thu, 29 May 2008 16:32:16 +0000</pubDate>
<dc:creator>annnja</dc:creator>
<guid>http://pinkbottles.wordpress.com/?p=91</guid>
<description><![CDATA[&#8220;Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: 
Se iludindo ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">"Como aliviar a dor do que não foi vivido?</span></strong><span style="color:fuchsia;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">A resposta é simples como um verso: </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">Se iludindo menos e vivendo mais!!!</span></strong><span style="color:fuchsia;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">A cada dia que vivo, mais me convenço </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">de que o desperdício da vida está no </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">amor que não damos, nas forças que </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">não usamos, na prudência egoísta que </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">nada arrisca, e que,  esquivando-se do </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><strong><span style="color:fuchsia;">sofrimento, perdemos também a felicidade" .</span></strong></p>
<p class="MsoNormal">
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tamb&eacute;m j&aacute; fui brasileiro]]></title>
<link>http://kavorka.wordpress.com/2008/05/25/tambm-j-fui-brasileiro/</link>
<pubDate>Sun, 25 May 2008 01:29:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>kavorka</dc:creator>
<guid>http://kavorka.wordpress.com/2008/05/25/tambm-j-fui-brasileiro/</guid>
<description><![CDATA[Eu também já fui brasileiro 
moreno como vocês. 
Ponteei viola, guiei forde 
e aprendi na mesa do]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font size="3"><em>Eu também já fui brasileiro </em></font>
<p><font size="3"><em>moreno como vocês. </em></font>
<p><font size="3"><em>Ponteei viola, guiei forde </em></font>
<p><font size="3"><em>e aprendi na mesa dos bares </em></font>
<p><font size="3"><em>que o nacionalismo é uma virtude. </em></font>
<p><font size="3"><em>Mas há uma hora em que os bares se fecham </em></font>
<p><font size="3"><em>e todas as virtudes se negam. </em></font>
<p><font size="3"><em>Eu também já fui poeta. </em></font>
<p><font size="3"><em>Bastava olhar para mulher, </em></font>
<p><font size="3"><em>pensava logo nas estrelas </em></font>
<p><font size="3"><em>e outros substantivos celestes. </em></font>
<p><font size="3"><em>Mas eram tantas, o céu tamanho, </em></font>
<p><font size="3"><em>minha poesia perturbou-se. </em></font>
<p><font size="3"><em>Eu também já tive meu ritmo. </em></font>
<p><font size="3"><em>Fazia isso, dizia aquilo. </em></font>
<p><font size="3"><em>E meus amigos me queriam, </em></font>
<p><font size="3"><em>meus inimigos me odiavam. </em></font>
<p><font size="3"><em>Eu irônico deslizava </em></font>
<p><font size="3"><em>satisfeito de ter meu ritmo. </em></font>
<p><font size="3"><em>Mas acabei confundindo tudo. </em></font>
<p><font size="3"><em>Hoje não deslizo mais não, </em></font>
<p><font size="3"><em>não sou irônico mais não, </em></font>
<p><font size="3"><em>não tenho ritmo mais não. </em></font></p>
<p><font size="3"><em></em></font>&#160;</p>
<p><font size="3"><em><strong>Carlos Drummond de Andrade</strong> </em></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hoje os óculos, amanhã...]]></title>
<link>http://prosaico20mg.wordpress.com/?p=316</link>
<pubDate>Fri, 23 May 2008 18:10:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>Celinho</dc:creator>
<guid>http://prosaico20mg.wordpress.com/?p=316</guid>
<description><![CDATA[- Não é possível, quatro vezes?
- Sim senhor..
- Mas como é que a gente vai fazer? Ficar brincan]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>- Não é possível, quatro vezes?</p>
<p>- Sim senhor..</p>
<p>- Mas como é que a gente vai fazer? Ficar brincando de jogo de sete erros com o povo? "Descubra as diferenças entre ontem e hoje".. Não dá!</p>
<p>- E o que eu faço, excelência?</p>
<p>- Não sei! Não sei! Quatro pares de óculos, nem eu já tive tantos óculos! Tudo bem que é o grande poeta Carlos Drummond de Andrade, mas mesmo assim, é dinheiro do contribuinte!</p>
<p>- Mas o senhor não acha que o povo quer ver o poeta com os óculos?</p>
<p>- Achar eu acho, mas já não sei mais o que fazer, Nicolau! Você tem certeza que o Drummond nunca usou lentes de contato?</p>
<p>- Que eu saiba não..</p>
<p>- Você tem certeza que ele tinha miopia? Será que não usava os óculos por charme de intelectual, sabe como é, às vezes até sem lentes só pra manter o visual..</p>
<p>- Acho que não, excelência.. ele precisava mesmo dos óculos..</p>
<p>- Que droga.. E se a gente colocasse um gradeamento na estátua?</p>
<p>- Mas.. o poeta vai ficar dentro da jaula, que nem bicho de zoológico? Não é certo..</p>
<p>- Tem razão, não é certo.. o que os meus eleitores vão dizer? Pensei numa cabine de vigilância 24 horas por dia, que tal? Um policial do BOPE ao lado da estátua? Talvez no futuro até coloque uma estátua do capitão Nascimento ao lado do Drummond, pra impor respeito..</p>
<p>- Humm.. Pode ser</p>
<p>- E se a gente colocasse óculos em todas as estátuas da cidade? Até o Romário já usa óculos! Pode ser que os ladrões perdessem o interesse, lei da oferta e da procura, o que acha, Nicolau?</p>
<p>- Pode até ser, mas vamos colocar em todos os monumentos? Até no Cristo?</p>
<p>- Ehm.. também! Cristo não usava óculos porque ainda não tinham inventado, é uma atualização, ou como eles dizem hoje em dia, um update!</p>
<p>- Não sei se vai ficar bem.. Alias, não sei se o senhor ficou sabendo, mas roubaram o livro do Drummond numa estátua de Porto Alegre..</p>
<p>- Ufa!</p>
<p>- Ufa?</p>
<p>- Ufa porque não é só no Rio, mas é uma vergonha mesmo assim. Uns óculos aqui, um livro acolá, imagine se tivéssemos colocado um celular na estátua!</p>
<p>- Pois é.. Mas o senhor tem alguma ideia?</p>
<p>- Ah, vamos passar a colocar estátuas vivas, como aqueles artistas que pintam o próprio corpo e ficam parados o dia todo pra conseguir algumas moedas. Pelo menos assim se tentarem roubar os óculos a estátua pode dar uma bofetada.</p>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[]]></title>
<link>http://conexaobrasilportugal.wordpress.com/2008/05/22/547/</link>
<pubDate>Thu, 22 May 2008 23:32:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>venusaquario</dc:creator>
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<description><![CDATA[
Tiraram os óculos de Drummond&#8230;.
Fonte Estadão.
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger67905]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_DgnHDYtjmVU/SDX-nhpU5kI/AAAAAAAAA0Y/StpqCpJ3BH0/s1600-h/estatuadrummond_ae.jpg"><img style="float:left;cursor:hand;margin:0 10px 10px 0;" src="http://bp1.blogger.com/_DgnHDYtjmVU/SDX-nhpU5kI/AAAAAAAAA0Y/StpqCpJ3BH0/s400/estatuadrummond_ae.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Tiraram os óculos de Drummond....<br />
Fonte Estadão.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/geral/not_ger67905,0.htm">http://www.estadao.com.br/geral/not_ger67905,0.htm</a></p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Sabedoria]]></title>
<link>http://conexaobrasilportugal.wordpress.com/2008/05/22/sabedoria/</link>
<pubDate>Thu, 22 May 2008 23:11:00 +0000</pubDate>
<dc:creator>venusaquario</dc:creator>
<guid>http://conexaobrasilportugal.wordpress.com/2008/05/22/sabedoria/</guid>
<description><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade

Alguma Coisa De Drummond.
CONSOLO NA PRAIA
Vamos, não chores&#8230;
A i]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Drummond de Andrade<br />
<a href="http://bp0.blogger.com/_DgnHDYtjmVU/SDYBvBpU5lI/AAAAAAAAA0g/j0BcG4E3GAg/s1600-h/estatua+de+carlos+drummond.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:hand;margin:0 auto 10px;" src="http://bp0.blogger.com/_DgnHDYtjmVU/SDYBvBpU5lI/AAAAAAAAA0g/j0BcG4E3GAg/s400/estatua+de+carlos+drummond.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p>Alguma Coisa De Drummond.</p>
<p><strong>CONSOLO NA PRAIA</strong></p>
<p>Vamos, não chores...<br />
A infância está perdida.<br />
A mocidade está perdida.<br />
Mas a vida não se perdeu.</p>
<p>O primeiro amor passou.<br />
O segundo amor passou.<br />
O terceiro amor passou.<br />
Mas o coração continua.</p>
<p>Perdeste o melhor amigo.<br />
Não tentaste qualquer viagem.<br />
Não possuis casa, navio, terra.<br />
Mas tens um cão.</p>
<p>Algumas palavras duras,<br />
em voz mansa, te golpearam.<br />
Nunca, nunca cicatrizam.<br />
Mas, e o <em>humour</em>?</p>
<p>A injustiça não se resolve.<br />
À sombra do mundo errado<br />
murmuraste um protesto tímido.<br />
Mas virão outros.</p>
<p>Tudo somado, devias<br />
precipitar-te, de vez, nas águas.<br />
Estás nu na areia, no vento...<br />
Dorme, meu filho.</p>
<p><strong>Os Ombros Suportam o Mundo</strong></p>
<p>Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.<br />
Tempo de absoluta depuração.<br />
Tempo em que não se diz mais: meu amor.<br />
Porque o amor resultou inútil.<br />
E os olhos não choram.<br />
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.<br />
E o coração está seco.</p>
<p>Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.<br />
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,<br />
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.<br />
És todo certeza, já não sabes sofrer.<br />
E nada esperas de teus amigos.</p>
<p>Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?<br />
Teu ombros suportam o mundo<br />
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.<br />
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios<br />
provam apenas que a vida prossegue<br />
e nem todos se libertaram ainda.<br />
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,<br />
prefeririam (os delicados) morrer.<br />
Chegou um tempo em que não adianta morrer.<br />
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.<br />
A vida apenas, sem mistificação.</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
</rss>
