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	<title>dos-outros-porque-tambem-sao-meus &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
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	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "dos-outros-porque-tambem-sao-meus"</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 00:32:21 +0000</pubDate>

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<title><![CDATA[Prazer é doação]]></title>
<link>http://mybluemoleskine.wordpress.com/?p=22</link>
<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 21:37:03 +0000</pubDate>
<dc:creator>mybluemoleskine</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Compreendi com você que o prazer não é algo que se tome ou que se dê. Ele é um jeito de ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Compreendi com você que o prazer não é algo que se tome ou que se dê. Ele é um jeito de dar-se e de pedir ao outro a doação de si. Nós nos doamos inteiramente um ao outro." (André Gorz, em <em>Carta a D.: História de um amor</em>, trad. Celso Azzan Jr., Ed. Annablume e Cosacnaify, p. 9)</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Vê se chora]]></title>
<link>http://mybluemoleskine.wordpress.com/?p=21</link>
<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 02:03:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>mybluemoleskine</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Basta de clamares inocência
Eu sei todo mal que a mim você fez
Você desconhece consciênci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Basta de clamares inocência</p>
<p>Eu sei todo mal que a mim você fez</p>
<p>Você desconhece consciência</p>
<p>Só deseja o mal a quem o bem te fez</p>
<p>Basta não ajoelhes, vá embora</p>
<p>Se estás arrependida</p>
<p>Vê se chora</p>
<p>Quando você partiu</p>
<p>Disseste chora, não chorei</p>
<p>Caprichosamente fui esquecendo</p>
<p>Que te amei</p>
<p>Hoje me encontras tão alegre</p>
<p>e diferente</p>
<p>Jesus não castiga o filho que está inocente</p>
<p>Basta não ajoelhes, vá embora</p>
<p>Se estás arrependida</p>
<p>Vê se chora" (Basta de clamares inocência, Cartola)</p>
<p> </p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Mais uma dose...]]></title>
<link>http://mybluemoleskine.wordpress.com/?p=19</link>
<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 00:08:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>mybluemoleskine</dc:creator>
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<description><![CDATA["Mais uma dose?
É claro que eu estou a fim
A noite nunca tem fim
Por que que a gente é assim?

Ago]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<pre>"Mais uma dose?
É claro que eu estou a fim
A noite nunca tem fim
Por que que a gente é assim?

Agora fica comigo
E vê se não desgruda de mim
Vê se ao menos me engole
Mas não me mastiga assim

Canibais de nós mesmos
Antes que a terra nos coma
Cem gramas, sem dramas
Por que que a gente é assim?

Mais uma dose?
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Baby, por que a gente é assim?

Você tem exatamente
Três mil horas pra parar de me beijar
Hum, meu bem, você tem tudo
Pra me conquistar

Você tem exatamente
Um segundo pra aprender a me amar
Você tem a vida inteira
Pra me devorar
Pra me devorar!

Mais uma dose?
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Por que a gente é assim?"
(Cazuza/Roberto Frejat/Ezequiel Neves)</pre>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Esquecer? Não convém.]]></title>
<link>http://mybluemoleskine.wordpress.com/2007/12/31/esquecer-nao-convem/</link>
<pubDate>Mon, 31 Dec 2007 17:49:56 +0000</pubDate>
<dc:creator>mybluemoleskine</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;Ao homem que ama e que esquece, tão enganoso, tão comum, preferiam sem dúvida aquele que o]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"Ao homem que ama e que esquece, tão enganoso, tão comum, preferiam sem dúvida aquele que odeia e recorda, aquele que entesoura cada lembrança porque ela é o motivo de seu ódio, que não pretende deixar de lembrar porque quer ir em frente, e odiar até o final. O horizonte do primeiro é o desamor, o desaparecimento; o do segundo, no mínimo, uma vontade escarniçada de estar e de persistir, e, no máximo, quem sabe, a possibilidade de ter uma recaída, de afundar nas redes do amor se, em meio ao furor revisionista, uma reminiscência agradável - um gesto de amparo, uma chispa de calor, uma cena que o faz rir - o pega de surpresa e o flecha novamente." (Alan Pauls, em O Passado).</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[Até que pare de arder]]></title>
<link>http://mybluemoleskine.wordpress.com/2007/11/25/ate-que-pare-de-arder/</link>
<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 23:54:05 +0000</pubDate>
<dc:creator>mybluemoleskine</dc:creator>
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<description><![CDATA[Porque, quando lemos, tentamos extrair coincidências com o pensamento próprio, identificação, l]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Porque, quando lemos, tentamos extrair coincidências com o pensamento próprio, identificação, lição, discordância ou admiração pela facilidade em pôr em palavras o que não conseguimos, vale a citação:</p>
<p>"(...) Então se lembrou de uma frase: <em>Não tente me convencer de que não estou sofrendo</em>. Um clássico de Sofía: um desses estilhaços que o amor esculpe e deixa cravados num órgão a que só ele tem acesso, de modo que sobrevivem a tudo, até mesmo à extinção do amor, e passam a ser essenciais para o organismo onde se incrustaram, a tal ponto que ninguém pode retirá-los sem pôr em risco a vida de seu portador. Mudou de tática e decidiu distraí-la. Porque há estados de alma tão incandescentes que abordá-los é simplesmente renovar seu ardor e arder, alimentar sua capacidade de fogo e danar-se; só é possível, então, afastar o olhar, olhar para outra coisa, fazer de conta que ainda resta algo no mundo que as chamas não consumiram, até que o tempo, única força realmente invulnerável, capaz de afetar sem ser afetada, faça seu trabalho e o que era brasa viva seja por fim o tênue eco de um calor, uma cinza inofensiva." (Alan Pauls, em O Passado).</p>
]]></content:encoded>
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<title><![CDATA[O inesquecível das coisas]]></title>
<link>http://mybluemoleskine.wordpress.com/2007/11/04/o-inesquecivel-das-coisas/</link>
<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 21:09:54 +0000</pubDate>
<dc:creator>mybluemoleskine</dc:creator>
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<description><![CDATA[&#8220;(&#8230;) compreendeu a que ponto o inesquecível das coisas, ou desse complexo articulado de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>"(...) compreendeu a que ponto o inesquecível das coisas, ou desse complexo articulado de fatos, pessoas, coisas, lugar e tempo que chamamos momento, é muito menos uma propriedade das coisas, muito menos um efeito do modo como as coisas nos alcançam, penetram em nós e nos afetam, do que o resultado de uma vontade de preservação, um desejo que já então, no próprio instante em que é formulado, sabe-se ameaçado pelo fracasso. Dizemos que algo será inesquecível não apenas para reforçar, transformando-a já um pouco em passado, a intensidade com que o experimentamos agora, no presente, mas sobretudo para protegê-la, guardá-la com todo o zelo e o cuidado que considerarmos necessário, de modo a garantir que dentro de um tempo, quando nem o mundo nem nós seremos mais os mesmos, essa porção de experiência continue estando ali, nos esperando, demonstrando que há ao menos uma coisa que conseguiu resistir a tudo. Mas nada era inesquecível. Não há imunidade contra o esquecimento. (...)" (citação extraída de "O Passado", de Alan Pauls, Ed. Cosacnaify).</p>
]]></content:encoded>
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